quarta-feira, 6 de julho de 2011
Patrimônio de empresa de filho de Alfredo Nascimento aumenta 86.500%
O Ministério Público Federal Federal está investigando suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.
Dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%.
As investigações podem complicar ainda mais a situação do ministro, que, desde sábado, tem sido obrigado a se explicar sobre o suposto envolvimento de seus principais assessores com corrupção.
As investigações começaram ano passado, a partir de um nebuloso negócio entre Pereira e a SC Carvalho Transportes e Construções, empresa beneficiária de recursos do Ministério dos Transportes.
Em 2007, a SC Transportes repassou R$ 450 mil ao filho do ministro, conforme documentos em poder da Procuradoria da República do Amazonas.
Nesse mesmo ano, a empresa recebeu R$ 3 milhões do Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes para incentivar a renovação da frota do país.
Em 2008, a empresa ganhou mais R$ 4,2 milhões.
Os repasses do ministério à empresa estão registrados no Portal da Transparência, do governo federal. O Ministério Público abriu investigação para apurar se houve conflito de interesse nas decisões do ministério chefiado por Nascimento e os benefícios pagos à empresa que negociou com o filho do ministro:
- O que nos causou estranheza foi o fato de uma empresa de um dos amigos do ministro receber grandes valores (do ministério) e depois fazer negócio com o filho do ministro - disse ao GLOBO um dos investigadores do caso.
Leia mais sobre esse assunto no O Globo.
Intocáveis: Supremo diz que chamar político de ladrão é uma ofensa gigante contra a nação
Supremo diz que chamar político de ladrão é uma ofensa gigante contra a nação
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que chamar um político de ladrão será uma ofensa contra a nação, e quem fizer deverá indenizar o governo moralmente.
A multa para quem desobedecer varia de 46 a 171 mil reais.
A decisão do STF valerá também para os internautas que chamam os políticos de ladrões pelas redes sociais Orkut, Facebook, Twitter, e outras.
“Nenhum político pode ser considerado ladrão enquanto não for condenado pelo STF, e até agora o STF inocentou todos”, disse o ministro do Supremo.
A próxima etapa do Supremo é decidir sobre a extinção da prisão temporária e preventiva para políticos envolvidos em escândalos.
“Se todo político será no futuro inocentado pelo STF, não há motivos para prendê-los então”, diz a nota da assessoria do STF.
Comentário
Não é possível.
Só pode ser piada de salão.
Lula: impostura até diante de um cadáver
Por Reinaldo Azevedo
Acusar as imposturas de Lula é uma questão civilizatória.
A cada vez que ele brutaliza a verdade, é um dever moral acusar a mentira.
Na Folha de hoje, o Babalorixá de Banânia afirma que foi preciso Itamar Franco morrer para que lhe reconhecessem o mérito do Plano Real.
É uma forma indireta e vigarista de atacar FHC, como se este houvesse sequestrado a obra daquele.
O tucano sempre reconheceu, e o fez ainda outra vez há dois dias, que Itamar era o presidente à época da decretação do Real.
Mas também é fato notório que este não tinha a exata noção do problema.
Quem não reconhece as virtudes do real é Lula.
Tanto é assim que seu partido votou contra a lei que o instituiu.
Os petistas diziam que o plano seria um desastre para o Brasil.
Quem satanizou Itamar foi Lula, especialmente durante a privatização da CSN.
Quem hostilizou Itamar foi Lula, tanto é que o PT se negou a fazer parte da base de apoio ao governo e puniu Luiza Erundina, que aceitou ser Ministra da Administração.
Vai ver Lula fala de si mesmo.
Enquanto Itamar era Presidente da República, o PT, na oposição, fez o que sabe fazer: sabotar o governo.
05/07/2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Por que Dilma hesita em demitir Alfredo Nascimento
Dilma soube que estava havendo superfaturamento em obras tocadas pelo Ministério dos Transportes. Soube também que licitações ali eram fraudadas e que empresas contratadas contribuíam para o caixa 2 do Partido da República (PR, presidido por seu ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento).
Foi por isso que no último fim de semana ela mandou afastar a cúpula do ministério, toda ela formada por auxiliares de confiança do ministro. Não esperou, sequer, a volta de Nascimento, que viajara para o Amazonas, seu Estado.
Se Nascimento tiver um pingo de vergonha na cara pedirá demissão. Ou porque foi conivente com a roubalheira. Ou porque foi um administrador leniente, descuidado, omisso. Não mandava, de fato, no seu pedaço. Desconhecia o que se passava em torno do seu gabinete.
Caso Nascimento não peça para sair, Dilma só tem uma atitude a tomar para ser coerente com seus atos recentes: demitir o ministro. Bancar a babá dele, jamais.
O PR não sairá da barra da saia de Dilma se Nascimento perder o emprego. Não terá para onde ir. Continuará refém das migalhas do poder. Quando nada porque tais migalhas significam alguns milhões de reais aqui e acolá.
Dilma só enfrentará um problema se demitir Nascimento: ele voltará para o Senado. E João Pedro, o suplente que assumiu a vaga dele, voltará para o Amazonas.
João Pedro é amigo de longa data e de farras inesquecíveis de Lula. Comeram muitos tambaquis juntos com as águas do rio Amazonas pela cintura.
Virou suplente de Nascimento por imposição de Lula.
E foi por isso, e só por isso, que Nascimento virou ministro - antes de Lula, agora de Dilma.
Foi por isso que no último fim de semana ela mandou afastar a cúpula do ministério, toda ela formada por auxiliares de confiança do ministro. Não esperou, sequer, a volta de Nascimento, que viajara para o Amazonas, seu Estado.
Se Nascimento tiver um pingo de vergonha na cara pedirá demissão. Ou porque foi conivente com a roubalheira. Ou porque foi um administrador leniente, descuidado, omisso. Não mandava, de fato, no seu pedaço. Desconhecia o que se passava em torno do seu gabinete.
Caso Nascimento não peça para sair, Dilma só tem uma atitude a tomar para ser coerente com seus atos recentes: demitir o ministro. Bancar a babá dele, jamais.
O PR não sairá da barra da saia de Dilma se Nascimento perder o emprego. Não terá para onde ir. Continuará refém das migalhas do poder. Quando nada porque tais migalhas significam alguns milhões de reais aqui e acolá.
Dilma só enfrentará um problema se demitir Nascimento: ele voltará para o Senado. E João Pedro, o suplente que assumiu a vaga dele, voltará para o Amazonas.
João Pedro é amigo de longa data e de farras inesquecíveis de Lula. Comeram muitos tambaquis juntos com as águas do rio Amazonas pela cintura.
Virou suplente de Nascimento por imposição de Lula.
E foi por isso, e só por isso, que Nascimento virou ministro - antes de Lula, agora de Dilma.
Collor tem comportamento cínico diante da morte de Itamar
Por Ricardo Setti
Amigos, parece muito bonito o gesto do ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) de elogiar, depois de morto, o ex-presidente Itamar Franco, seu vice e sucessor após o impeachment, e comparecer, de ar grave e compungido, a seu velório.
Parece bonito, e seria, se em sua atitude e em suas palavras houvesse um pingo de respeito à realidade dos fatos, à memória ainda fresca para muitos brasileiros da campanha eleitoral que levou Collor ao poder, em 1989, e de seu governo (1990-1992).
Na declaração inicial sobre a morte do ex-presidente, Collor disse, textualmente:
“Sinto muitíssimo a perda de um amigo e grande presidente do país. Itamar foi um companheiro inexcedível durante o período em que militamos juntos”.
Itamar nunca foi “grande amigo” de Collor, coisa nenhuma.
Muito pelo contrário.
Tendo sido convidado para ser o vice do então jovem governador de Alagoas para fortalecer-lhe a candidatura com sua impecável folha corrida moral, Itamar não demorou a ser desrespeitado pelo cabeça de chapa, que o ignorou durante a campanha eleitoral, não o consultava sobre nada e não o informava sobre decisões importantes.
Já no Planalto, manteve Itamar afastado do centro do poder e não lhe atribuía funções.
Depois do impeachment, zombou várias vezes de seu substituto, chegando a, grosseiramente, duvidar de sua masculinidade em mais de uma ocasião.
Ao se reencontrarem os dois no Senado em fevereiro passado – Collor, ali instalado desde 2007, e Itamar recém-eleito pelo PPS de Minas Gerais –, o falecido ex-presidente, apesar de homem simples e cortês, recusou qualquer aproximação com o suposto “amigo”.
Sobre o cinismo de Collor, quem melhor disse foi o senador Pedro Simon (PMDB-RS), amigo e admirador de Itamar e líder de seu governo no Senado, em declaração ao Estadão:
– A vinda do Collor hoje [domingo] aqui [em Juiz de Fora, paras onde foi levado de São Paulo, inicialmente, o corpo do ex-presidente] é um gesto dele para mostrar que a vida continua.
Agora que o Itamar morreu, né?
Não há no mundo dois pontos tão eqüidistantes um do outro que nem foi o Itamar com o Collor.
Não dá nem para entender.
04/07/2011
Dilma manifesta apoio e decide manter ministro dos Transportes
num país sério, seria: "pra cadeia !!"
A presidente Dilma Rousseff optou por manter o ministro Alfredo Nascimento no comando do Ministério dos Transportes.
De acordo com a assessoria do Palácio do Planalto, Dilma já conversou com Nascimento e pediu que ele conduza as investigações do suposto esquema envolvendo servidores do ministério e de órgãos ligados à pasta em superfaturamento de obras e recebimento de propina de empreiteiras e consultorias.
Segundo assessores, o governo "reitera apoio ao ministro".
Nascimento foi obrigado a afastar a cúpula do ministério.
Sua permanência não estava assegurada e dependia do encontro com a presidente. Aqui.
Deputado admite reuniões nos Transportes para tratar do PR
Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento
Cúpula do ministério foi afastada após denúncias de corrupção
Cúpula do ministério foi afastada após denúncias de corrupção
BRENO COSTA,
CATIA SEABRA
E DIMMI AMORA
CATIA SEABRA
E DIMMI AMORA
FSP DE BRASÍLIA
Secretário-geral do PR, o deputado federal Valdemar Costa Neto (SP) admitiu, em nota, participar de reuniões no Ministério dos Transportes, em Brasília, para tratar de interesses do partido.
Segundo reportagem da revista "Veja", Valdemar, servidores do ministério e de órgãos ligados à pasta estão envolvidos em esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina de empreiteiras e consultorias.
Anteontem, o ministro Alfredo Nascimento, presidente licenciado do PR, foi obrigado a afastar a cúpula do ministério.
Sua permanência não está garantida e depende de uma conversa dele, entre ontem à noite e hoje cedo, com a presidente Dilma.
Um dos pontos levantados pela revista é que Valdemar, réu no inquérito do mensalão, participa de reuniões com a presença de empreiteiros, e não apenas com servidores do ministério.
Em nenhum momento Valdemar disse que as reuniões tinham a participação de empreiteiros.
O deputado afirma que eram "organizadas por servidores", ocorriam de forma "sempre transparente" e buscavam "garantir benfeitorias federais para as regiões representadas por lideranças políticas do PR".
O Ministério dos Transportes faz parte da cota do PR, partido da base aliada e que faz dobradinha com o PT desde o primeiro governo Lula.
O partido tem 40 deputados federais e seis senadores.
PAC
Entre os servidores afastados estão o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot, e o diretor-presidente da Valec (Engenharia, Construções e Ferrovias S.A.), José Francisco das Neves.Os órgãos são responsáveis por obras vitais para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que vai pedir a convocação do ministro dos Transportes e de Pagot.
DEM e PPS também cobraram explicações de Nascimento.
O fim mundo não chegou e o Pólo Norte não derreteu...
No entanto, o ambientalismo catastrofista vermelho pode “congelar” o Brasil
* POR
FRANCISCO VIANNA

Em Montevidéu, cartazes anunciando fim do mundo
Os profetas do derretimento das calotas polares, ártica e antártica, estão passando tão mal quanto o pastor Harold Camping que profetizou o fim do mundo para 21 de maio de 2011, comentou, não sem bastante ironia, em sua coluna na revista “ Forbes”, James M. Taylor, membro sênior da política ambiental do Instituto Heartland.

James M. Taylor, Heartland Institute
Há poucas semanas, o jornal “Palm Beach Post” republicou um artigo escrito, no ano de 1979, por Steven Schneider, um dos mais destacados alarmistas do aquecimento global dos últimos 30 anos. Schneider defendia que o manto de gelo da Antártida ocidental poderia derreter antes do ano 2000 e inundar as costas americanas, atingindo até 25 metros acima do nível do mar.
Obviamente, nada disso ocorreu e o fim do mundo não aconteceu, ficando pastor entre esconder a sua vergonha e disfarçar o seu desapontamento. Tampouco o gelo do círculo póla ártico derreteu e cidades como Nova York não desapareceram. Mas os alarmistas sequer se ruborizam com essas mancadas e disparates. O caso de Steven Schneider, diz Taylor, foi apenas o mais espetacularmente errado. Houve outros que também tocaram o fundo do poço e chegaram às raias do ridículo.
O especialista do Heartland Institute cita o caso de Mark Serreze, pesquisador do instituto federal americano ‘National Snow and Ice Data Center’. Em junho de 2008 ele anunciou que no verão do ano seguinte o Pólo Norte poderia ficar totalmente sem gelo.
A mídia – comenta Taylor – informou sobre a previsão de Serreze com um frenesi raramente igualado, até mesmo entre os meios mais exaltados pela crendice do ‘aquecimento global’. Os alarmistas do aquecimento global se alinharam em massa para defender a profecia de Serreze. E outros, mais zelosos, acharam que a teoria de Serreze era conservadora demais...
Por exemplo, Peter Wadhams, chefe do Grupo de Física para o Oceano Polar, da Universidade de Cambridge, declarou em 27 de junho de 2008: “As pessoas estão esperando que isso [o derretimento do Ártico] aconteça este ano...
Mas é provável que o Pólo Norte fique sem gelo já neste verão, se é que não acontece antes disso”.
Talvez Wadhams não tenha pensado que, enquanto ele falava, o verão já tinha começado no Hemisfério norte, e que era cronologicamente impossível que o Pólo Norte pudesse derreter “antes”, a menos que os relógios girassem para trás e o tempo se tornasse negativo e de volta ao passado.
Mas, estas “mesquinharias” da lógica – invenção de céticos pagos pelo ‘capitalismo imperialista das multinacionais’ – não interessam aos porta-vozes da agonia de Gaia...

O filme "The day after" de Roland Emmerich, explorou o “pânico verde"
Taylor aponta que o Pólo Norte nunca chegou sequer perto de fusão total e que o Oceano Ártico cobria 1,650 milhão de milhas quadradas no fim do mundo ártico de 2008. Em 2010, a massa de gelo ártico teve um aumento de 9,7%, considerado ciclicamente normal para a região.
O pastor Camping ficou aborrecido pelo não cumprimento de sua profecia sobre o fim do mundo, mas agora acha que só errou a data e já fala em 21 de outubro de 2011! Mais recentemente, o desgosto o levou ao hospital. É triste, mas é uma espécie de fanatismo religioso que leva essa gente a vaticinar de forma absurda.
O gesto disparatado parece ser imitado pelos profetas do derretimento do Pólo Norte, diz Taylor. Talvez – observamos nós – fosse mais correto até supor que o pastor imita os ‘apocalípticos climáticos’ que o precederam no terreno da profecia.
Eles agora defendem que a previsão está correta no essencial, mas que o erro ‘é só uma questão de calendário’. E passaram a anunciar que o Ártico vai estar essencialmente livre de gelo até 2020 ou 2030.
David Viner, pesquisador da Universidade de East Anglia (Reino Unido), alegou em 2000 que em poucos anos “as crianças não saberiam mais o que é a neve”, pois o ato de nevar passaria a ser um fenômeno “muito raro e emocionante”.
Hoje, precisamente nesta segunda-feira, neva em Santa Catarina, no Brasil, um país eminentemente tropical. Nisto ele não diferia muito do proeminente alarmista Robert F. Kennedy Jr. em seus anúncios de 2008.

Blefes sobre desmatamento da Amazônia são motivos de charges
Porém, opostamente à expectativa deles, os dois últimos invernos do Hemisfério Norte foram dos mais rigorosos da história. O Pólo Norte fica longe do Brasil e a neve é muito procurada pelo turismo interno no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Por isso o caso impressiona-nos pouco. Mas o que preocupa é a sem-cerimônia com que nossos alarmistas espalham blefes, como os relativos ao desmatamento e ao CO2, tão desprovidos de base real quanto os do derretimento do Pólo Norte ou o do fim das nevadas.
Os blefes diferem na forma, mas não no método. Na prática, visam a uma mesma coisa: impor um dirigismo total que estrangule a propriedade privada e a iniciativa particular produtiva. Ou seja, sob o pretexto do ambientalismo, utilizando slogans de sabor religioso-panteísta, como os da Campanha da Fraternidade 2011 e da “Nova Era” sobre a Mãe Terra e Gaia, fazer o que os acólitos de Marx, da Teologia da Libertação, do MST e de grupos congêneres inspirados pela CNBB não conseguiram.
O futuro do Brasil está em jogo, e hoje a disputa mais em foco é a que gira em torno do futuro Código Florestal. O Leviatã socialista comunista e do dirigismo estatal apenas trocou de cor e aparências.
Aqui.
Don J. Easterbrook, geólogo na Universidade de Washington Ocidental, Bellingham, EUA
O Dr. Don Easterbrook, eminente geólogo e climatologista americano relatou – em consonância com a maioria de seus colegas – recentemente que “uma analise das tendências de aquecimento e arrefecimento ao longo dos últimos 400 anos mostra uma ‘correlação quase exata’ entre todas as alterações climáticas conhecidas do período e a transmissão de energia solar à Terra e, ao mesmo tempo, que não tiveram nenhuma relação com o CO2”. (...)
“É praticamente um fato estrepitoso que estamos diante da perspectiva de cerca de 50 anos de esfriamento global. Ou seja, estamos entrando no que se poderia chamar de uma micro-era glacial”, disse o cientista.
* O DR.
FRANCISCO VIANNA É MÉDICO APOSENTADO E ESTUDIOSO DA CENA POLÍTICA E ECONÔMICA
NACIONAL E INTERNACIONAL
27 de junho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Em velório, políticos dizem que Itamar deixa exemplo de dignidade
Três ex-presidentes foram ao velório de Itamar em Juiz de Fora
Por José Guilherme Camargo
de Juiz de Fora
Especial para Terra
Autoridades que participaram neste domingo do velório do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), na Câmara Municipal de Juiz de Fora (MG), destacaram o exemplo de conduta e dignidade do político e as contribuições dele para a estabilidade econômica nos dois anos em que foi chefe de Estado.
Estiveram na cerimônia os ex-presidentes Fernando Collor de Mello, hoje senador (PTB-AL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Sarney, atual presidente do senado (PMDB-AP), além do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB).
Temer afirmou que foi a Minas Gerais para se despedir de um "grande amigo" e destacou o exemplo de vida pública deixado pelo político.
"O presidente Itamar Franco deixa um grande exemplo de dignidade, de coerência ao logo da vida em matéria administrativa e política.
É um exemplo para todos nós que praticamos a vida pública, especialmente por que ele foi o praticante de um dos atos mais importantes do País, que foi precisamente a estabilidade em relação a inflação".
O vice-presidente também lembrou os atos do político em um momento delicado para o País, que sofria com a superinflação. "Ele teve a coragem de lançar o Plano Real e manteve o Brasil nos trilhos de uma boa economia", disse.
Anastasia destacou o sentimento de pesar da população mineira e de todo o País com a morte de Itamar. "Eu acompanhava o cortejo do aeroporto até a Câmara Municipal e pude acompanhar cenas de patriotismo, bandeiras, várias pessoas chorando, e vi o grande apreço que o povo de Juiz de Fora tem por esse grande líder.
É com grande tristeza que hoje estamos em Juiz de Fora e amanhã em Belo Horizonte para prestar essa homenagem a ele.
E lembrando sempre que Itamar Franco foi um homem, cuja autoridade moral, cuja respeitabilidade tiveram ao longo desses anos todos a serviço de Minas e do Brasil.
Todos nós políticos temos o dever de nos inspirarmos em sua conduta", afirmou.
Já Henrique Hargreaves, que foi ministro da Casa Civil no governo Itamar Franco, falou de sua relação próxima com o político e da dor da perda do amigo.
"O sentimento é total de perda, porque a minha relação com ele era muito forte. Trabalhamos juntos, fui ministro da Casa Civil dele. Aprendi muito com ele, mesmo na Casa Civil, na Presidência da República, como no governo de Minas.
Todo mundo perde com a morte dele, eu principalmente pela amizade que tinha. Somente o respeito que todos têm por ele já é a prova do legado que ele deixou."
Itamar Franco morreu no sábado, em um hospital de São Paulo após mais de um mês internado para o tratamento de uma leucemia, descoberta em maio. Ele adquiriu uma pneumonia durante a quimioterapia, sofreu um acidente vascular cerebral que o induziu ao coma e não resistiu. Itamar será cremado na segunda-feira, em Minas Gerais.
03 de julho de 2011
A soma e o resto
Tomo de empréstimo o título de um livro de Henri Lefebvre, escritor francês que rompeu com o Partido Comunista em 1958 e publicou as suas razões para tanto nesse livro de 1959
Fernando Henrique Cardoso
O Estado de S.Paulo
Anos mais tarde, em 1967-1968, fui colega de Lefebvre em Nanterre, quando demos início - juntamente com Alain Touraine, Michel Crozier e com o então quase adolescente Manuel Castells - a uma experiência de renovação da velha "Sorbonne", na área das Ciências Humanas.
Sempre gostei do título do livro de Lefebvre e agora, ao escrever estas linhas - sem nenhuma pretensão a devaneios psicanalíticos -, recordo-me também de que Lefebvre tinha uma grande semelhança física com meu pai. Mas o fato é que há momentos para fazer um balanço.
No caso, Lefebvre descontava o que o Partido Comunista lhe tirara ou ele do mesmo e via o que sobrava: a experiência dramática das revelações que Nikita Kruchev fizera dos horrores stalinistas, somadas à invasão da Hungria, provocaram uma remexida crítica na intelectualidade europeia, que não deixou de afetar a brasileira e a mim próprio.
Hoje, ao completar 80 anos de idade, diante do fato inescapável de que o tempo vai passando e às vezes não deixa pedra sobre pedra, eu, que não sou dado a balanços de mim mesmo (nem dos outros), senti certa comichão para ver o que resta a fazer e a soma das coisas que andei fazendo.
Mas não se assuste o leitor: o espaço de uma crônica não dá para arrolar o esforço de oito décadas para tentar construir algo na vida, quanto mais para listar o muito de errado que fiz, que pode superar as pedras que eventualmente tenham ficado em pé. Além do mais, prefiro olhar para a frente a mirar para trás.
Quando algum repórter me pergunta o que acho que ficará de mim na História, costumo dizer, com o realismo de quem é familiarizado com ela, que daqui a cem anos provavelmente nada, talvez um traço dizendo que fui presidente do Brasil de 1995 a 2003.
Quando insistem em que fiz isso ou aquilo, outra vez o meu realismo - não pessimismo nem hipocrisia de modéstia - pondera que, no transcorrer da História, quem sobra nela é visto e revisto pelos pósteros ora de modo positivo, ora negativo, dependendo da atmosfera reinante e da tendência de quem revê os acontecimentos passados.
Portanto, melhor não nos deixarmos embalar pela ilusão de que há pedras que ficam e que serão sempre laudadas. Além do mais, dito com um pouco de ironia, se o julgamento que vale para os homens políticos e mesmo para os intelectuais é o da História, de que serve o que digam de nós depois de mortos?
Como não posso agradecer a cada um pessoalmente, nem desejo deixar de lado alguém, nem os muitos que me disseram pessoalmente palavras de estímulo ou as registraram por cartas, e-mails ou na web, aproveito esta página de jornal para reiterar que não sei como exprimir o quanto a solidariedade dos contemporâneos me emocionou.
Não me posso queixar da vida. Vivi a maior parte do tempo dias alegres, mesmo que muitas vezes tensos. Assim como senti as perdas que fazem parte de sobreviver. Perdi muita gente próxima ou que admirava a distância nestes 80 anos. Pais, irmãos, mulher, amigos, amigas, companheiros de vida acadêmica e política.
Ainda agora, para que nem tudo fossem rosas, perdi às vésperas de meu aniversário um companheiro de universidade com quem convivi cerca de 50 anos, Juarez Brandão Lopes. E no momento em que escrevo estas linhas veio a notícia da morte de Paulo Renato Souza, companheiro, colaborador, grande ministro da Educação, colega de exílio.
As perdas, para quem está vivo, são relativas. Aprendi a conviver na memória com as pessoas queridas e mesmo com algumas mais distantes com as quais "converso" vez por outra no imaginário para reposicionar o que penso ou digo.
Tomo em conta o que diriam os que não estão mais por aqui, mas deixaram marcas profundas em mim. Na soma, não cabe dúvida, mantive mais amigos que adversários.
Não sinto rancor por ninguém, talvez até por uma característica psicológica, pois esqueço logo as coisas de que não gosto e procuro me lembrar das que gosto e pelas quais tenho apego.
Por fim, para não escrever uma página muito água com açúcar, se me conforta ter tantos amigos e receber deles tanto apoio, e se prezo a amizade acima de quase tudo, devo confessar que, apesar de meu pendor intelectual ser forte, no fundo, sou um Homo politicus.
Herdado de meus pais e de algumas gerações de ancestrais, vivo a vida na tecla do serviço ao público, da polis, e para mim o público hoje não é apenas o brasileiro, mas tem uma dimensão global.
Pode parecer "coisa de velho", mas o fato é que a esta altura da vida estou convencido, sem prejuízo das crenças partidárias e ideológicas, de que cada vez mais, como humanidade, como cidadão e como seres nacionais, simultaneamente, nos estamos aproximando de uma época na qual ou encontramos alguns pontos de convergência, uma estratégia comum para a sobrevivência da vida no planeta e para a melhoria da condição de vida dos mais pobres em cada país, ou haverá riscos efetivos de rupturas no equilíbrio ecológico e no tecido social.
Não é o caso de especificar as questões neste momento. Mas cabe deixar uma palavra de advertência e de otimismo: é difícil buscar caminhos que permitam, em alguns temas, uma marcha em comum, mas não é impossível.
Tentemos.
Vi tanta boa vontade ao redor de mim nestas últimas semanas que a melhor maneira de retribuir é dizendo: espero poder ajudar todos e cada um a sermos mais felizes e dispormos de melhores condições de vida.
Guardarei as armas do interesse pessoal, partidário ou mesmo dos egoísmos nacionais sempre que vislumbrar uma estratégia de convergência que permita dias melhores no futuro.
Com confiança e determinação, eles poderão vir.
SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA
03 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A primeira reunião do Conselho Político do PSDB
A NOSSA MISSÃO
Conselho Político do PSDB
Conselho Político do PSDB
Este é o documento, revisado, que apresentamos na reunião do Conselho Político, na última quarta-feira. Contém uma análise da conjuntura política e econômica do país e do papel da oposição.
Esta foi a primeira reunião do Conselho Político do PSDB, poucos dias depois do aniversário de 80 anos do seu presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso. Ainda que lentamente, vem-se recobrando a razão no debate público.
É mais freqüente hoje do que ontem o reconhecimento de que os oito anos do governo do PSDB, comandados por Fernando Henrique, tiraram o Brasil de algumas situações de atraso crônico; deram cabo da super-inflação; criaram a Rede de Proteção Social; marcaram um formidável avanço nas políticas sociais universais, como na Educação, comandada pelo grande ministro Paulo Renato, que nos deixou, mas deixou uma obra inapagável; ou na Saúde, quando o SUS afirmou-se como instituição fundamental da nossa sociedade; marcaram o compromisso do país com a responsabilidade fiscal e, junto com tantas conquistas, fortaleceram a democracia.
À medida que o tempo passa, não temos dúvida de que a obra de Fernando Henrique e do PSDB se agigantam.
Justamente porque temos este passado, cresce a nossa responsabilidade com o presente e com o futuro.
Porque, de fato, aquele passado é um fato bem vivido: nós criamos alguns marcos do Brasil moderno que, é bem verdade, foram em parte absorvidos ou reciclados por nossos adversários, embora submetidos, muitas vezes, a um administrativismo sem ousadia e sem imaginação, quando não improvisado, ineficiente e patrimonialista.
Não conseguiram herdar do PSDB a capacidade de planejar e de preparar o país para desafios futuros, como fizemos.
Hoje, mais do que ontem, já se reconhece que boa parte das conquistas do país se deve à nossa régua e ao nosso compasso.
Então, temos claro que é preciso avançar. Muita coisa está parada no país; outras tantas funcionam precariamente. Porque faltam ao governo clareza, convicção, propósito e, é forçoso dizer, competência. Feliz o partido que pode homenagear, então, um Fernando Henrique Cardoso e um Paulo Renato.
Um partido vale não apenas pelos quadros que dispõe, mas também por aqueles que homenageia. Isso nos diz que se trata de um partido com passado e com futuro. Para o bem do Brasil.
Desenvolvimento e emprego
A maior necessidade no Brasil nas próximas décadas é criar muitos empregos de boa qualidade, que proporcionem melhor padrão de vida para as famílias, mais acesso a bens materiais e culturais, mais saúde, mais futuro.
Até 2030, mais de 145 milhões de pessoas de pessoas precisarão de postos de trabalho. Para enfrentar esses desafios, é preciso que a economia cresça de forma rápida e sustentada.
Durante o mandato de Lula, graças ao seu talento de animador e à publicidade massiva, criou-se a impressão de que a era do crescimento dinâmico havia voltado para ficar. Impressão, infelizmente, sem fundamento.
A herança maldita
O mais preocupante, em todo caso, não é esse desempenho modesto, mas as travas que o governo Lula legou ao crescimento futuro do país:
1. O perverso tripé macroeconômico: temos a carga tributária mais alta do mundo em desenvolvimento; a maior taxa de juros reais de todo o planeta, ainda em ascensão, e a taxa de câmbio megavalorizada. A isso se soma uma das menores taxas de investimentos governamentais do mundo.
2. O gargalo na infraestrutura: energia, transportes urbanos, portos, aeroportos, estradas, ferrovias, hidrovias e navegação de cabotagem. Um gargalo que impõe custos pesados à atividade econômica e freia as pretensões de um desenvolvimento mais acelerado nos próximos anos.
3. As imensas carências em Saneamento, Saúde e Educação, que seguram a expansão do nosso capital humano.
4. A falta de planejamento e de capacidade executiva no aparato governamental, dominado pelo loteamento político, pela impunidade, quando não premiação, dos que atentam contra a ética, e por duas predominâncias: do interesse político-partidário sobre o interesse público, e das ações publicitário-eleitorais sobre a gestão efetiva das atividades de governo.
Nem convicção nem rapidez
Sem poder reclamar publicamente da herança recebida, o novo governo promete que vai enfrentar os desafios, mas mostra falta de convicção e de rapidez, além de desorientação em matéria de prioridades, cujo símbolo maior é o trem-bala SP/RJ, sem dúvida o projeto de investimento mais alucinado de nossa história, não só pela precariedade técnica e pela inviabilidade econômico-financeira, como também pelo volume de recursos que exigiria.
A falta de convicção apareceu na crise do sistema aeroportuário, onde, depois de anos demonizando as privatizações, o PT e a presidente Dilma concluíram que melhor mesmo é privatizar.
Depois de oito anos e meio, não têm, é claro, projeto algum nessa área, e só a modelagem necessária à licitação das concessões demorará até meados do ano que vem, enquanto o colapso dos aeroportos continuará a martirizar os passageiros.
A falta de rapidez fica visível em face dos quatro anos de atraso das providências para a Copa do Mundo. Assunto no qual, em vez de resolver os problemas, o atual governo optou pelo atropelo, tentando promover mudanças na legislação que transformarão as obras públicas em puros negócios privados, como se os donos do poder fossem os donos do patrimônio e do dinheiro dos contribuintes. Vêm aí super faturamentos, atrasos e outros desperdícios de dinheiro público numa escala inusitada em nossa história.
Como regra, o governo vai atrás, bem atrás, dos acontecimentos e nem assim toma iniciativas efetivas. No ano passado, alegavam que nossas fronteiras — das mais escancaradas do mundo ao contrabando de armas e drogas —eram as mais guarnecidas do planeta.
Isso foi recentemente desmentido por grandes reportagens, e só por essa razão, depois de cortar recursos da vigilância do setor, o governo anunciou um grande plano, de corte puramente publicitário. Como o plano contra o crack, que nunca saiu do papel, e nem é essa a intenção dos responsáveis pela área, que negam a gravidade do problema.
Ou, então o novo “plano” contra a miséria, um mero requentado publicitário do Fome Zero, uma iniciativa que deu certo na propaganda, mas que nunca existiu na realidade.
No meio ambiente, o governo tampouco tem personalidade definida, no seu já clássico zigue-zague. Procura parecer ortodoxamente ambientalista no debate do Código Florestal e é ortodoxamente anti-ambientalista no atropelo para fazer andar a hidrelétrica de Belo Monte.
Radicalizou desnecessariamente nos dois casos, pois havia terreno para entendimento no Congresso Nacional e na sociedade sobre o novo código, e há também como encaminhar a utilização do potencial hidrelétrico de uma maneira ambientalmente e socialmente responsável.
Desindustrialização
No começo do mandato da atual presidente, divulgou-se a chegada de uma novíssima política econômica, em que o crescimento não mais ficaria constrangido pela luta anti-inflacionária.
A inflação seria combatida com crescimento.
O resultado foi a deterioração das expectativas, o pânico diante das ameaças de reindexação e um recuo desorganizado — uma rota de fuga para uma ortodoxia, diga-se, de má qualidade.
O PIB contratado para este ano é medíocre, acompanhado de inflação perigosamente alta.
O governo promete fazê-la convergir para a meta no ano que vem, mas já sinalizou que vai fazer isso prolongando o aperto monetário e o pé no breque do crescimento.
Em resumo: depois das indecisões e vacilações na largada, vão acabar comprometendo pelo menos dois anos — metade do mandato. E, como a âncora exclusiva do ajuste é a cambial, isso causará um estrago ainda maior na indústria brasileira.
O crescimento medíocre produz resultados pobres, principalmente no emprego. Fica escondido o fato de quea maioria das vagas criadas nos últimos anos paga salários menores. Na faixa dos melhores empregos, os mais qualificados, o que se vê é estagnação ou o retrocesso. O desemprego entre os jovens está cada vez mais grave.
Emprego de qualidade depende também de indústria forte. E o binômio perverso juros-câmbio impõe o arrocho e a incerteza à indústria brasileira, que enfrenta dificuldades crescentes para competir no exterior e observa impotente a invasão de produtos estrangeiros a preços que sufocam a produção nacional.
Estamos vivendo, sim, um processo de desindustrialização, como se o modelo agro-minerador pudesse proporcionar, por si só, os 145 milhões de bons empregos de que necessitaremos daqui a menos de 20 anos.
O que existe de atividade mais dinâmica resulta dos investimentos do petróleo(mesmo atrasados, superfaturados e desorganizados), da agricultura e do dinheiro que vem de fora para especular. Na agricultura, porém, o governo ainda insiste em cevar o clima que criminaliza os produtores.
Já o dinheiro externo vem para dançar a ciranda financeira e garantir os maiores rendimentos do mundo.
Uma vez anabolizado, vai embora feliz da vida. Hoje, a fraqueza das nossas exportações nos torna dependentes do capital que faz uma escala e pode cair fora. Enquanto isso, nossa taxa de investimentos continua cronicamente baixa.
E o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, neste ano, da ordem de 65 bilhões de dólares, será o terceiro ou quarto maior de mundo.
Política Externa: quase más de lomismo
Algo parecido acontece nos direitos humanos. Depois de tentar empurrar o Brasil para uma aliança estratégica com o Irã, cujo governo ditatorial prega um segundo Holocausto contra os judeus, o PT sentiu a rejeição da opinião pública, ensaiou um recuo, passou a dizer que os direitos humanos iriam adquirir centralidade na política externa brasileira.
Mas a coisa ficou só no plano das declarações.
Na prática, o governo do PT apoia o regime da Síria no massacre contra os movimentos a favor da democracia naquele país. Neste capítulo, um momento triste foi quando a presidente deu as costas à Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi, para não melindrar o aliado Mahmoud Ahmadinejad. Parece que a atração do governo petista pelas tiranias segue inabalável.
É a verdade revelada na sua face mais cruel.
O governo do PT é a favor de promover os direitos humanos em países governados por adversários do PT.
Quando se trata de governos amigos do petismo, prefere-se o silêncio diante das violações, dos abusos, dos massacres. Para os amigos, as conquistas da civilização; para os nem tanto, a lei da selva.
Não foi por menos, aliás,que o momento da vergonha veio quando o governo do PT decidiu afrontar a democrática Itália e dar proteção a um assassino comum, Cesare Battisti, só por ele ter amigos no PT.
O papel da oposição
Como oposição, temos o dever de acompanhar, estudar todas as principais questões nacionais a fundo, ver como vivem e sentir o que pensam as pessoas de todo o país, criticar, fiscalizar, cobrar promessas eapontar caminhos.
Sem, no entanto, pretender virar governo no exílio, como reza a tradição tucana, de onde não vencemos a eleição.
A incompetência e o autoritarismo são as marcas deste governo, e o PSDB não renunciará à denúncia desses atos e buscará mobilizar a sociedade brasileira para superar este período difícil.
Outros momentos da história do Brasil mostraram que governos com maiorias acachapantes no Congresso podem ser enfrentados por meio da mobilização social e política da sociedade pela democracia e pelo desenvolvimento.
Essa é a nossa missão e a ela não renunciaremos.
Combatividade e unidade
O texto anterior procura sistematizar a análise da conjuntura política brasileira, que deveria passar a ser rotineiramente (a cada dois meses) debatida em todos os diretórios locais do partido, em todo o Brasil.
Do mesmo modo, cada diretório deve produzir sua carta de conjuntura local, para ser debatida pelos seus militantes e conhecida pelos órgãos superiores do partido.
Temos um mundo de ações a fazer, pelo bem do nosso povo e do nosso país.
Temos adversários políticos e um só possível inimigo: a desunião interna. Para mantê-la afastada, temos de insistir em duas condições.
Em primeiro lugar, a combatividade das nossas direções, em todos os níveis, evitando o esmaecimento dos compromissos políticos e ideológicos dos militantes.
Em segundo lugar, não antecipar as decisões sobre alianças e candidaturas em 2014; neste momento, as nossas tarefas essenciais são de reflexão, combate e reorganização do partido, em todo o Brasil.
29/6/2011
Dominique Strauss-Kahn está solto

Ou:
O tribunal discricionário formado pelo multiculturalismo, pelo racismo às avessas e pelo feminismo cretino
O tribunal discricionário formado pelo multiculturalismo, pelo racismo às avessas e pelo feminismo cretino
Por Reinaldo Azevedo
Ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn deixa corte de NY ao lado da mulher; ele foi libertado sem fiança, em foto de Mario Tama, da France Presse
Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI, não está mais em prisão domiciliar.
Foi libertado sem fiança, o que significa que a acusação de tentativa de estupro não se sustenta.
Ele ainda não pode deixar os EUA, seu passaporte continua retido, o processo persiste, mas é evidente que o caso sofreu uma reviravolta.
Há agora o esforço para que ele admita algum crime menor. É preciso tentar salvar minimamente a honra do sistema…
Já abordei no texto desta manhã as circunstâncias em que isso se deu.
Não!
Ele nunca foi nem passou a ser o meu herói.
O que sempre apontei nesse caso foi o despropósito.
O que se passa nos EUA?
“A” diz que “B” tentou estuprá-la, “B” nega, mas isso é o bastante para que seja algemado, preso, exposto à execração pública, obrigado a pagar uma fiança estratosférica para ficar em prisão domiciliar, vigiado por uma tornozeleira?
E a investigação vem só depois?
Ou seja: a investigação nem tinha acontecido, e ele já começava a cumprir a pena?
Sim, há algo de profundamente errado nos EUA nos casos de crimes sexuais: o acusado precisa provar que é inocente; não é quem acusa que precisa apresentar provas de que o outro é culpado.
Basta contar à Polícia e aos promotores uma histórica convincente.
E é aí que esta o busílis: quem for um oprimido de manual sempre será mais convincente do que o “opressor”, também de manual.
No caso, estava tudo dado, não?
Uma camareira negra, imigrante da Guiné e pobre contra um branco europeu, rico e poderoso — pior: com fama de namorador. Era mais do que uma história; era uma emblema: a África colonizada obrigada a fazer “blow job” na Europa colonizadora! Era preciso vingar os oprimidos.
O que se passa nos EUA, afinal, quando se acusa alguém de crime sexual?
“Ah, é culpa do puritanismo!
No fim das contas, o responsável é Calvino!”
Uma ova!
Isso nada tem a ver com puritanismo.
Quem obrigou um inocente — DO CRIME DE ESTUPRO AO MENOS — a cumprir pena antes da investigação foi o politicamente correto.
Isso é o resultado da militância sectária — não a libertária — de feministas, multiculturalistas, racistas às avessas disfarçados de igualitaristas etc.
Criou-se uma cultura!!!
Considera-se impensável que a versão de uma mulher pobre, negra e africana possa ser contestada pela versão de um homem rico, branco e europeu.
A dela, de saída, sempre terá mais credibilidade porque, ao se julgar ao caso em particular, é preciso considerar:
a) a opressão histórica a que foram submetidas as mulheres;
b) a opressão histórica a que foram submetidos os negros;
c) a opressão histórica a que foi submetida a África.
Em suma, que importa que um indivíduo em particular — no caso, Strauss-Kahn — possa ser inocente?
O importante é que vigore o mecanismo de compensações históricas.
Atenção!
Essa cultura também se espalha por aqui e já contaminou até o Supremo.
Há uma grande tentação para não se julgar mais de acordo com a letra da lei; há uma grande tentação para que cada caso em particular seja visto segundo uma ordem mais geral de reparação histórica. Ministros do Supremo hoje dizem sem receio que a lei tem de tratar desigualmente os desiguais.
É a INJUSTIÇA REDENTORA!
ISSO VEM A SER EXATAMENTE O OPOSTO DA JUSTIÇA.
01/07/2011
Os idiotas perderam a modéstia.
"E nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram."
E citou Nelson Rodrigues:
"Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos.
O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia.
E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento".
Ministro da Defesa, Nelson Jobim, em discurso, ontem, na homenagem ao ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso
O desmonte da farsa intelectual que tentou apagar da história do Brasil o grande governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está só no começo
Já teve início o desmonte da farsa, mas o trabalho é longo!
O desmonte da farsa intelectual que tentou apagar da história do Brasil o grande governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está só no começo.
Será um trabalho, infelizmente, um tanto lento porque a vigarice foi longe e contaminou todas as esferas do debate: a imprensa, o pensamento, as escolas.
O elogio da mentira e da ignorância a serviço da ideologia mais rastaqüera se espalhou como praga. Vigaristas disfarçados de “intelectuais progressistas”, aos quais falta tudo — leitura, vivência e vergonha na cara — procuraram dar alcance acadêmico à sua ignorância ideologicamente orientada.
FHC foi e, felizmente, ainda é um engenheiro de instituições permanentes, que moldaram e moldam a democracia. Com ele, a sociedade passou a disciplinar o estado por meio de instituições e instâncias livres, como o Congresso, a imprensa, as agências reguladoras, o mercado.
Cada avanço, no entanto, grande ou pequeno, teve de enfrentar a fúria bucéfala do petismo, que quer o estado sufocando a sociedade.
Tivessem os petistas vencido a batalha, o país não teria conhecido o Plano Real — votaram contra; a universalização do ensino fundamental — combateram o Fundef; disciplina nas contas públicas — recorreram ao STF contra a Lei de Responsabilidade Fiscal; a rede de assistência social — tachavam os programas hoje chamados de “Bolsa Família” de esmola; a universalização da telefonia e a expansão da economia da informação — combateram a privatização da Telebras; a quase auto-suficiência no petróleo e a chegada ao pré-sal — opuseram-se à quebra do monopólio da Petrobras, que permitiu que se chegasse lá.
No governo, os petistas se aproveitaram, claro!, de cada uma dessas conquistas e tiveram o bom senso de não tentar voltar atrás. Mas também não souberam dar continuidade à grande obra.
A sua relação com o capital privado deixou de ser institucional para ser de compadrio. Exaltando as glórias do estado e satanizando as privatizações, o PT permitiu que a infra-estrutura do país mergulhasse na obsolescência, como evidenciam hoje os nossos aeroportos, portos e estradas.
Não obstante, alguns “escolhidos” do petismo passaram a contar com favores do Estado.
Estão aí hoje os “eleitos” do BNDES.
A estabilidade mundial, o crescimento da China e a valorização brutal das commodities permitiram ao PT o reforço substancial da assistência social e a organização de uma economia fortemente ancorada no consumo interno. Mas não se viu, nesse tempo, uma só avanço institucional.
Ao contrário: o que se tem é regressão ao tempo em que o Estado escolhia os vitoriosos; em que ser amigo do rei era condição para o acesso a empréstimos a juros subsidiados.
No governo FHC, o BNDESPar emprestava dinheiro a empresas que investiam em infraestrutura, e isso era considerado um crime; no governo petista, o mesmo BNDESPar se oferece para financiar fusão de supermercados, e o petismo afirma que isso representa uma revolução nacionalista.
Os vigaristas continuam ativos, como se sabe. Estão em todo canto, muito especialmente na Internet, parte deles financiada com dinheiro estatal — mais uma forma de apropriação do público pelo privado. Aqueles setores da imprensa e do colunismo que ajudaram a construir a farsa petista ainda resistem.
Daqui a pouco, vem 2012, e o Apedeuta, candidato em 2014, subirá em palanques nos quatro cantos do país para reciclar a mesma ladainha de mentiras, de ódio, de ressentimento, de ignorância, tudo aquilo que serviu para o petismo construir uma teoria de poder.
Não por acaso, ele se negou a enviar simples “parabéns” ao antecessor! O Babalorixá espera fazer 80 anos um dia para dizer: “Nunca antes na história destepaiz alguém fez 80 anos como eu!”
Quero dizer com isso que a mistificação vive apenas um momento de trégua; está um tanto recolhida para voltar às ruas em breve.
O desmonte intelectual da farsa petista já teve início, mas haja trabalho!
A máquina de produzir mentiras é rica, poderosa e persistente.
30/06/2011
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