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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Lewandowski decide que entrevistas de Lula devem ser exclusivas


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gesticula durante uma missa católica em memória de sua falecida esposa, Marisa Leticia, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, Brasil, em 7 de abril de 2018
AFP/Arquivos




O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski decidiu hoje (25) que somente o jornal Folha de S.Paulo e o jornalista Florestan Fernandes Júnior podem entrevistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A entrevista deve ser realizada amanhã, às 10h.

Na semana passada, uma decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, permitiu que Lula possa conceder entrevistas na prisão. No entanto, após receber diversos pedidos de entrevistas de outros veículos de comunicação, a PF informou aos advogados do ex-presidente que seria providenciada uma sala para que todos os jornalistas pudessem realizar as entrevistas.

Os advogados de Lula, no entanto, pediram ao ministro Lewandowski, relator do caso, que o ex-presidente conceda as entrevistas de forma reservada, somente com os jornalistas com os quais ele desejar conversar. A Folha de S.Paulo e Florestan Fernandes Júnior foram os primeiros a fazer o pedido à Justiça. A solicitação foi negada pela primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, e, posteriormente, autorizada pelo Supremo.

“Esclareço que a decisão da Corte se restringe exclusivamente aos profissionais da imprensa supramencionados, vedada a participação de quaisquer outras pessoas, salvo as equipes técnicas destes, sempre mediante a anuência do custodiado’, decidiu o ministro.


Desde 7 de abril do ano passado, Lula está preso na carceragem da PF em Curitiba para cumprir pena inicial de 12 anos e um mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Nesta semana, a pena foi revisada para oito anos e 10 meses pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Após a decisão de Lewandowski, a Superintendência da PF em Curitiba disse que vai cumprir a decisão e que somente os contemplados na decisão serão autorizados a fazer a entrevista.

No ano passado, durante as eleições, Toffoli suspendeu uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski que liberava a entrevista. Na semana passada, ao analisar a questão novamente, o presidente informou que o processo principal do caso, relatado por Lewandowski, chegou ao fim e sua liminar perdeu o efeito.

Antes de o caso chegar ao STF, a juíza federal Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, negou o pedido de autorização feito por órgãos de imprensa para que o ex-presidente conceda entrevistas.


Ao decidir o caso, a magistrada entendeu que a legislação não prevê o direito absoluto de um preso à concessão de entrevistas. “O preso se submete a regime jurídico próprio, não sendo possível, por motivos inerentes ao encarceramento, assegurar-lhe direitos na amplitude daqueles exercidos pelo cidadão em pleno gozo de sua liberdade”, entendeu a juíza.


25/04/19



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Inquérito no STF segue 'motivações semelhantes' à censura a sites e não se podem silenciar liberdades, diz ministro



O ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, durante cerimônia no Palácio do Planalto
Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República


Por Andréia Sadi
G1
 

O ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, avalia que o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar supostas ameaças a ministros da Corte segue o mesmo “princípio” e “motivações semelhantes” à censura imposta a sites de notícias pelo ministro Alexandre de Moraes, que já foi revogada.



Questionado pelo blog sobre sua opinião em relação à censura determinada a sites de notícias, o ministro disse que não se pode “silenciar liberdades”.

“Sou a favor total das liberdades do cidadão e sou contra censura. A imprensa precisa ter responsabilidades, assim como qualquer cidadão. Não importa se é A, B ou C. Se tem algo incomodando, tem a Justiça para recorrer. O importante é manter os canais abertos, canais livres para total liberdade de imprensa”, disse Santos Cruz.


Perguntado sobre se avalia que o inquérito do STF precisa ser arquivado, o ministro deixa claro que fala como "leigo", que não conhece tecnicamente o que está sendo investigado, mas afirma que, em sua opinião, se algo que está sendo investigado não for comprovado, quem acusou precisa ser “responsabilizado”.


“Porque com essa exposição, se não se comprovar nada, o estado precisa ser responsabilizado”, afirmou.


O ministro é amigo do general Paulo Chagas, um dos alvos de buscas da Polícia Federal no inquérito cujo relator é Alexandre de Moraes.


Santos Cruz diz que Chagas é um homem “honrado, sério e íntegro” e que o conhece há cerca de 30 anos.



“Sou a favor das liberdades. Se houver algo incomodando alguém, existem canais para queixas. E quem julga precisa julgar; quem investiga, investigar. Não se pode silenciar liberdades”, frisou o ministro.




22/04/2019


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Brigas e trapalhadas do governo emperram votação da Previdência na CCJ


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Os principais fatos históricos sobre a catedral de Notre-Dame, consumida pelo fogo em Paris



Catedral de Notre-Dame consumida pelo fogo
Catedral de Notre-Dame, com mais de 850 anos, foi consumida pelo fogo nesta segunda-feira


Ao longo dos seus mais de 850 anos de existência, a Catedral de Notre-Dame, em Paris, viu passarem pelo trono francês três dezenas de reis, sobreviveu à Revolução Francesa, coroou Napoleão Bonaparte como imperador, testemunhou a ascensão da República na França e resistiu a duas guerras mundiais.

Atingida pelo fogo nesta segunda-feira, a igreja era uma das mais famosas do mundo e um dos principais pontos turísticos da França. A causa do incêndio ainda não é conhecida. Uma grande operação está em curso para controlar as chamas, mas o porta-voz da administração da catedral afirmou que tudo está queimando e "não restará nada" da parte de madeira da estrutura.

Um dos elementos mais memoráveis da catedral são suas gárgulas, esculturas com aspecto animalesco monstruoso.


As estátuas eram usadas na Idade Média para ornar desaguadouros - canos projetados para fora do telhado que ajudam a escoar água das chuvas. Acreditava-se que elas protegiam a catedral contra espíritos malévolos.

As gárgulas de Notre-Dame faziam parte do projeto arquitetônico desde o período medieval, mas haviam sido removidas, até que novos exemplares foram acrescentados à fachada durante a grande restauração feita no século 19, segundo o livro The Gargoyles of Notre-Dame: Medievalism and the Monsters of Modernity (As Gárgulas de Notre-Dame: o Medievalismo e os Monstros da Modernidade, em tradução livre).


Recentemente, muitas haviam sido substituídas por tubos de plástico, pois estavam muito corroídas, o que tornava perigoso mantê-las no alto do edifício.

Abaixo, a BBC News Brasil lista os principais fatos históricos sobre a catedral.

Igreja completou 850 anos em 2013

A catedral de Notre-Dame começou a ser construída em 1163, por decisão de Maurice de Sully, bispo de Paris.

A ideia era erguer uma catedral dedicada à Virgem Maria. Por isso, o nome Notre-Dame - "Nossa Senhora", em francês. O lançamento da pedra fundamental teria ocorrido na presença do Papa Alexandre III.

A catedral, de estilo gótico, fica localizada no coração de Paris, a Île de la Cité - uma ilha no rio Sena, considerada o berço da antiga vila de Paris.

Em 2013, a igreja completou 850 anos de existência. O fato foi marcado por um ano de comemorações na França, que contou com restaurações, exposições e um simpósio científico.

Construção levou 180 anos

A catedral de Notre-Dame só foi completamente concluída 180 anos depois do início da construção. Porém, já por volta de 1250 estavam erguidas as duas torres da fachada.

Mesmo antes de terminada, a obra em construção já atraía cavaleiros medievais que, durante as Cruzadas, iam ao local rezar e pedir proteção antes de partir para o Oriente.


Visão frontal da catedral, que aparece iluminada em início de noite
Em 2013, a catedral completou 850 anos de existência

Escavações abaixo da Notre-Dame revelaram vestígios de cidade romana

O local onde fica a catedral foi um dia uma cidade romana chamada Lutécia. Escavações realizadas no terreno sugerem que havia na área um possível templo pagão romano, dedicado a Júpiter. A estrutura teria sido substituída por uma igreja cristã, anterior à construção de Notre-Dame.

Parte das escavações deram origem a um museu, a Cripta Arqueológica, que podia ser visitada nos subterrâneos da Notre-Dame, indicando como era a vida no Império Romano.
Foi pilhada durante a Revolução Francesa e quase demolida

A última vez em que a catedral sofreu grandes danos foi durante a Revolução Francesa (1789-1799).

Neste período, a igreja foi pilhada, e uma torre do século 13 foi desmantelada.

Também foram destruídas 28 estátuas da galeria dos reis e de todas as grandes esculturas dos portais, com exceção do Virgem do Trovão, localizada no entrada do claustro.

Durante esta época, a igreja foi transformada em um tempo do Culto à Razão, uma espécie de religião da nova República.

Em seu interior, as estátuas da Virgem Maria foram substituídas por esculturas da Deusa da Liberdade, e cruzes foram removidas.

Alguns de seus sinos originais da torre norte foram derretidos durante a revolução para a fabricação de balas de canhão.

Os substitutos, fabricados no século 19, eram considerados "desafinados" e foram trocados em 2013 para marcar seu aniversário de 850 anos.

A catedral chegou a ser usada como um depósito durante a revolução e quase chegou a ser demolida, antes de voltar a ser um templo católico, em 1801.
A coroação de Napoleão

Apesar de muito antiga e imponente, a catedral de Notre-Dame só passou a abrigar importantes celebrações francesas com a ascensão de Napoleão Bonaparte, que escolheu a igreja para ser coroado imperador da França, em 2 de dezembro de 1804.

Para receber a cerimônia, a Notre-Dame precisou passar por alguns processos de recuperação - já que, antes disso, estava vivendo um processo de degradação.

A coroação de Napoleão foi posteriormente retratada em uma grande pintura, com 10 metros de largura e 6 metros de altura - encomendada pelo próprio imperador. Hoje no Museu do Louvre, a obra retrata Napoleão coroando sua esposa como imperatriz. A obra foi pintada por Jacques-Louis David, nomeado por Napoleão como pintor oficial do império.

Pintura 'Coroação de Napoleão', do artista francês Jacques-Louis David, de 1807, retratando a cerimônia na Catedral de Notre Dame
Pintura 'Coroação de Napoleão', do artista francês Jacques-Louis David, de 1807, retratando a cerimônia na catedral de Notre-Dame


'O Corcunda de Notre Dame', romance de Victor Hugo

O romance histórico O Corcunda de Notre-Dame, do escritor francês Victor Hugo, foi publicado em 1831, e ajudou a popularizar a catedral no mundo todo com a história do tocador de sinos corcunda Quasímodo.

Seu título original era Notre-Dame de Paris, já que o livro não se concentrava apenas no personagem do corcunda, mas descrevia a antiga catedral em dois capítulos inteiros e ilustrava a sociedade medieval da Paris e os diversos tipos que convivam nela, dos pedintes à nobreza.

A história se passa no século 15. Nas torres góticas da catedral vive Quasímodo, abandonado ao nascimento por sua mãe nos degraus de Notre-Dame. Ele é adotado então pelo arquidiácono Claude Frollo. Desprezado por sua aparência e vítima de agressões frequentes, ele é visto com empatia por Esmeralda, uma linda dançarina cigana a quem ele passa a devotar toda as suas atenções.

Esmeralda, no entanto, também atraiu a atenção do sinistro Frollo e quando ela rejeita suas tentativas de aproximação para favorecer o Capitão Phoebus, Frollo cria um plano para destruí-la. Quasímodo tenta impedi-lo. Mas o fim é trágico para todos.

Em seu romance Victor Hugo descreve o péssimo estado de conservação da construção gótica na época.

A pressão criada pela popularização da obra literária ajudou a fazer com que a catedral fosse restaurada entre 1844 e 1864.

Braçadeira de emergência reforça agulha (estrutura mais alta da igreja), em imagem registrada pela BBC News em reportagem de 5 de março de 2018
Braçadeira de emergência reforça agulha (estrutura mais alta da igreja), em imagem registrada pela BBC News em reportagem de 5 de março de 2018

Arrecadação de fundos em 2018

No ano passado, a catedral de Notre-Dame lançou um pedido urgente de arrecadação de fundos para recuperar sua estrutura, que estava começando a desmoronar. O valor necessário para a restauração era estimado em 150 milhões de euros.

"Partes da catedral podem cair. É um grande risco", afirmou Michel Picot, responsável pela campanha, em entrevista à BBC em 2018.

Além de elementos decorativos, como esculturas e pinturas, partes da estrutura da catedral também estavam ameaçadas. A agulha (estrutura mais alta da igreja), por exemplo, precisou ser reforçada com uma braçadeira de emergência.

"É uma joia única, a nível mundial, então eu acredito que pedir ajuda, não mendigar, é a melhor coisa a se fazer. Não é um monumento da França, é um monumento mundial", falou Picot.


sexta-feira, 12 de abril de 2019

A MISTERIOSA ARTICULAÇÃO DO 'ESTABLISHMENT' PARA DETONAR AS REFORMAS PROPOSTAS PELO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO E PERPETUAR A MISÉRIA E A VIOLÊNCIA NO BRASIL.




Establishment que em inglês quer dizer "estabelecimento", pode-se dizer que é um conceito da teoria política, porquanto tipifica grupo de indivíduos com poder e influência em determinada organização e/ou um campo de atividade. O establishment atua em nível global e também influencia decisões políticas internacionalmente e/ou em nível nacional e mesmo regional de acordo com os interesses em jogo.
Integram o establishment grandes empresários, banqueiros, políticos, e jornalistas, mormente aqueles que possuem colunas políticas e econômicas nos grandes jornais. Podem estar em outros aparelhos midiáticos, como agências de publicidade ou ainda podem ser executivos em empresas globais. Também pode-se encontrá-los como professores em universidades e articuladores políticos junto a grandes grupos empresariais do ensino particular.

Enfim, o establishment pode ser tudo isso e muito mais. Grosso modo pode-se dizer que o establishment é constituído por grupos de pressão poderosíssimos que são capazes de fazer qualquer coisa para alcançar determinado resultado que lhes convém.
Faço essa sintética digressão à guisa de fornecer alguns elementos que possam ajudar na compreensão de certos fenômenos políticos, sociais e econômicos, mormente porque esses acontecimentos normalmente são contrários aos interesses da maioria dos cidadãos. Não é raro que surja sempre a seguinte interrogação: por que afinal criaram tal lei, por que o Poder Legislativo faz uma coisa dessas?

Normalmente essas decisões são sempre aquelas que prejudicam a maioria da população e beneficiam mega conglomerados empresariais e seus investidores e/ou grupos políticos que os apoiam. Ao povo em geral, resta pagar a conta embutida numa miríade de impostos, taxas e demais obrigações planejadas pelos agentes do establishment, no caso parlamentares do Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores. Além disso repartições públicas em todas as esferas, como agências reguladoras, por exemplo, também acabam criando um cipoal de normas que engessa determinada atividade comercial e/ou industrial atendendo determinado objetivo. Nada é feito sem motivo. Também essas agências conseguem facilmente passar pelo legislativo a cobrança de taxas variadas.

O ESTABLISHMENT EM AÇÃO

Pois bem. Dito tudo isso, vou apresentar para vocês uma típica ação do establishment que, de propósito, é claro, foi passada para um desses colunistas de jornais. No caso o Lauro Jardim do jornal O Globo. Notem que não é revelada a fonte que deu a informação ao jornalista. Transcrevo a nota da Coluna do Lauro Jardim, da edição do jornal O Globo do último dia 7 deste mês de abril do corrente ano, domingo passado.


Eis a nota:

"Alguns parlamentares de grande influência no Congresso têm dito reservadamente que aprovar uma reforma da Previdência que dê uma economia de R$ 1 trilhão, como a proposta pelo governo, seria tornar Jair Bolsonaro invencível em 2022, dada a quantidade de investimentos que jorraria no Brasil. Por isso, estrategicamente, avaliam que passar uma reforma entre R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões seria mais adequado.
A propósito, a equipe econômica, ao menos neste momento, aposta numa reforma que enxugue os gastos do Tesouro em R$ 800 bilhões."

Tem-se aí a ação de lobistas a serviço do establishment. Mal começou o governo do Presidente Jair Bolsonado já estão tratando que abortar qualquer tentativa de sua reeleição. Nem que isto implique travar o desenvolvimento econômico do Brasil que está estagnado há 129 anos, ou seja, a partir do Golpe da República.

Aqui e ali houve algum desenvolvimento, mas foi pontual e, por isso mesmo, o Brasil chega ao século XXI com índices de desenvolvimento econômico e social similares aos registrados por muitos países afro-asiáticos.

Pelo texto da nota que citei acima, vê-se claramente que o establishment usa a ameaça da reeleição do Bolsonaro para obter dois resultados simultâneos: desidratar a reforma previdenciária para livrar os mega grupos econômicos de arcar com custos (empresas são também atingidas) e ao mesmo tempo travar qualquer tentativa de romper o secular esquema do deletério patrimonialismo que, grosso modo, quer dizer a ausência de limites que separam o que é público e o que é privado. Exemplo disso foram edições de medidas provisórias do governo do Lula para favorecer montadoras, como fartamente foi noticiado com base nas descobertas da Operação Lava Jato.

O PROJETO DA MISÉRIA

Em síntese: pela primeira vez na história da República resplandece no fim do túnel que aprisiona o Brasil e os brasileiros uma luzinha. E em que pese a fraqueza de seus raios já é o suficiente para apavorar toda essa gente graúda do establishment que agora luta tenazmente para continuar mantendo nosso país na escuridão da miséria.

Tanto é que que no dia 6 de setembro de 2018, houve aquele atentado à faca contra o Presidente Jair Bolsonaro. Agora há pouco conseguiram um laudo psiquiátrico atestando que Adélio, o esfaqueador, é meio normal e meio louco.

Finalmente, parece que no breu das tocas, algo parecido com aquele medonho e horroroso laboratório do Dr. Frankenstein, estão urdindo algum plano destinado de manter o Brasil e os brasileiros no lodaçal da miséria e da violência salvaguardando os interesses do establishment do qual faz parte - bingo! - os comunistas.

Desta feita parece que os seus operadores tentam detonar a já mirrada classe média e isto é, no mínimo, a antessala de um regime político igual ao da Venezuela na atualidade.


Portanto, resistir é preciso!

abril 12, 2019


quarta-feira, 10 de abril de 2019

NÃO TEMOS CONGRESSO, TEMOS UM GALINHEIRO


IMAGEM: Revista Globo Rural – Globo

Por Humberto de Luna Freire Filho
Falando de Brasil

Essa câmara dos deputados deveria ao invés de tribuna ter poleiro. Ontem no final da tarde, após um pesado dia de trabalho, resolvi, já que sou cidadão, acompanhar a vida de meu país assistindo à sessão da CCJ. Porém o que presenciei foi um deprimente espetáculo de baixaria promovido por um bando de corruptos membros de uma quadrilha, cujo chefe máximo encontra-se trancafiado cumprindo pena por roubo do dinheiro público.

Esses indivíduos sem vergonha na cara, sem moral, enfim, sem caráter, tentaram tumultuar a sessão e desrespeitar um funcionário do governo, renomado técnico da área econômica, que lá compareceu para dar as devidas explicações sobra a proposta de reforma da previdência. A quadrilha do PT e genéricos deram um verdadeiro espetáculo de baixaria comandada por uma imbecil chamada Maria do Rosário para não falar de outros que lá estavam não por ideologia, mas para defender interesses pessoais e corporativos.

Outro crápula que tentou aparecer foi o filho do nefasto José Dirceu condenado a 27 anos de prisão por roubo, e atualmente na rua graças a um HC concedido por seu ex funcionário, que hoje, infelizmente travestido de ministro, preside a mais alta corte do país. E para encerrar a baixaria, não podia ficar de fora a “coxa” Gleisi Hoffmann, que completou a sujeira no pau do galinheiro, com o seu batido blá…blá…blá… que não convence mais ninguém, nem dentro de sua própria quadrilha.

Mas no final quero parabenizar o ministro Paulo Guedes por ter mostrado a essa imundície concentrada na CCJ, que o Brasil mudou. Não é mais o chiqueiro que por 18 anos transferiu bilhões de dólares do BNDES para ditaduras, e usou a maior empresa nacional, a Petrobras, para protagonizar o maior roubo da história da humanidade. Hoje um jornal de grande circulação mostra em primeira página o calote sofrido pelo BNDES por conta de Cuba e pela Venezuela, um total de R$ 2,3 bilhões. Total responsabilidade desses bandidos que não querem entender que tudo mudou.

Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro sem medo de quadrilheiros

segunda-feira, 8 de abril de 2019

PERFIL: Quem é o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub


Nome desconhecido no setor, o agora ex-secretário-executivo da Casa Civil é economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Geralda Doca e Gustavo Maia
O Globo
O economista Abraham Weintraub durante evento no período de transição do governo de Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/PR

BRASÍLIA – Anunciado nesta segunda-feira como o novo ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub é mais um neófito na política a integrar o primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro. Nome desconhecido no mercado, o agora ex-secretário-executivo da Casa Civil é economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Abraham e o irmão, o jurista e assessor-chefe-adjunto de Bolsonaro, Arthur Weintraub, foram apoiadores de primeira hora do candidato à Presidência, antes do posto "Ipiranga", o ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles foram apresentados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil e deputado federal licenciado, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O parlamentar conheceu os irmãos em um seminário internacional da Previdência realizado em março de 2017 no Congresso. Ele se apaixonou pelas ideias dos dois. Em seguida, convidou a dupla para participar da elaboração do plano de governo de Bolsonaro.

O novo ministro fundou em 2015 o Centro de Estudos em Seguridade (CES), que se apresenta como uma associação civil sem fins lucrativos fundada por professores dos cursos de Atuária e Contabilidade da Unifesp. A "missão" do centro é, segundo informou seu site oficial, "a excelência científica e técnica em Seguridade" e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e de difusão de conhecimento especializado para a promoção da sustentabilidade e governança na área.

No ano passado, o CES foi a única instituição a apoiar a realização da Cúpula Conservadora das Américas, evento idealizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Abraham e Arthur palestraram sobre economia, em dezembro do ano passado.

– Eu e meu irmão vamos contar como foi a nossa experiência em aplicar a teoria de Olavo de Carvalho em, democraticamente, lidar com o marxismo cultural – disse o novo ministro, na ocasião.

Weintraub, que segundo Bolsonaro possui "ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta", disse ainda que tentaria responder na palestra a duas questões: onde o Brasil vai estar em 2050 e a trilha que será preciso percorrer até la. Destacou por diversas vezes que será preciso derrotar o comunismo para que o país volte a crescer e lembrou ter lido "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", do alemão Max Weber, citando a teoria do "choque de civilizações", do cientista político americano Samuel P. Huntigton.

– Quando caiu o muro de Berlim, um monte de goiaba falou que o comunismo acabou. Agora que o Jair Bolsonaro ganhou, o PT está derrotado. Podemos estar tranquilos? Não podemos. Essa turma vai voltar para a casa, eles são inteligentes. O meu inimigo é igual ou tão mais forte do que eu, senão eu sou um trouxa – disse Abraham

À plateia, a única vez em que se referiu à educação foi quando disse que “precisamos vencer o marxismo cultural nas universidades”.
Aliado leal de Bolsonaro

Durante os mais de três meses no Palácio do Planalto, como secretário-executivo da Casa Civil, o "número dois" da pasta, Abraham costumava almoçar diariamente no refeitório do prédio. Quase sempre acompanhado do irmão, ele chamava atenção nos corredores do Planalto por trajar um colete, em geral bege, sobre a camisa social.

Chefe de Abraham até esta segunda-feira, Onyx divulgou uma declaração por escrito dizendo que o recém-nomeado para comandar o MEC "é um homem com uma sólida formação", economista, conhece gestão, além de ser professor concursado da Unifesp e familiarizado com a iniciativa privada.

– Foi uma das pessoas que muito cedo acreditou na candidatura de Jair Bolsonaro. Foi, junto com muitas outras pessoas, um dos formuladores do plano de governo de Bolsonaro e é uma pessoa muito importante nas tomadas de decisões de rumo do nosso governo – disse Onyx.

Para o ministro, o presidente ganha com um "aliado leal" e capaz no MEC, "um administrador competente e honesto que sabe que a educação brasileira precisa ser transformada para verdadeiramente ser o caminho para que crianças e adolescentes possam construir uma vida melhor para si e para suas famílias".

Mestre em administração na área de finanças pela Faculdade Getulio Vargas (FGV), em 2013, ele foi chamado de "doutor" por Bolsonaro no anúncio feito pelas redes sociais. Quase uma hora e meia depois, o presidente se corrigiu e disse que o indicado para chefiar o MEC fez o mestrado e um MBA Executivo Internacional em finanças reconhecido por escolas no Brasil, China, Holanda, Estados Unidos e México. Ele completou a graduação em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1994.

Para além da formação acadêmica, Abraham relata em seu currículo ter sido executivo do mercado financeiro, "com mais de vinte anos de experiência". Atuou, segundo ele, como sócio em uma gestora de investimentos, como diretor estatutário do Banco Votorantim e como CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities, nos Estados Unidos e na Inglaterra, "além de ter sido economista-chefe por mais de dez anos".

Como professor, ele destacou como uma de suas "maiores satisfações pessoais" o que classificou como "boa receptividade dos alunos" ao método e a abordagem de ensino que adota. "Após lecionar (Microeconomia) apenas três semestres na Unifesp, quando ofereci a matéria sobre Mercado Financeiro, mais de 10% dos alunos (Ciências Contábeis, Atuariais, Administração, Economia e R.I.) de todo o campus de Osasco (SP) tentou (sic) se matricular", escreveu Abraham, na seção referente a "outras informações relevantes".

Familiares no trabalho

Em carta direcionada ao departamento de Contabilidade, na qual respondia a acusações de nepotismo por trabalhar na mesma faculdade que seu irmão, Arthur, e sua mulher, Daniela, Weintraub afirmou ter se inscrito em dois concursos da Unifesp, tendo sido aprovado no de Contabilidade "apenas porque os outros quatro candidatos não apareceram no dia". Sua mulher também teria sido aprovada por falta de interessados na vaga.

"É de amplo conhecimento que muitos concursos em Contabilidade e Atuariais acabam não recebendo nenhum interessado, dado que um bom profissional que atue nessas áreas (ou afins a essas) pode receber uma remuneração muito acima da oferecida pela Unifesp", escreveu o professor.

Segundo ele, seu salário na universidade era de "pouco mais de R$ 3 mil por mês", mas, "graças ao nosso sucesso profissional, não dependemos disso para manter nossos filhos".

Na mesma mensagem, ele afirma que seu pai, médico e professor da USP durante a ditadura militar, foi perseguido por denunciar o desaparecimento de alunos.

"Ele nunca foi militante, porém, após 'sumirem' alguns de seus alunos, fez comentários depreciativos à ditadura. Na semana seguinte, havia um jipe da Aeronáutica em frente a nossa casa, procurando-o. Nosso pai teve que se esconder por um bom tempo na casa de um amigo com imunidade diplomática. Vários livros em casa sumiram e eu cresci com medo em comentar aspectos negativos dos 'donos' do poder."

08/04/2019

quarta-feira, 27 de março de 2019

Guedes diz não ter apego ao cargo, mas não seria inconsequente de sair 'na primeira derrota'


Ministro da Economia deu declaração ao ser questionado no Senado se sairá caso Congresso não aprove reforma da Previdência que permita economia de R$ 1 trilhão em dez anos.


Por Alexandro Martello
G1 — Brasília

O ministro Paulo Guedes na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Foto: Reprodução GloboNews


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (27), em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que não tem apego ao cargo, mas não terá a "inconsequência" ou a "irresponsabilidade" de sair "na primeira derrota".



Guedes deu a declaração ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de deixar o cargo na hipótese de o Congresso não aprovar uma reforma da Previdência que permita uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos, como defende a proposta do governo enviada ao Legislativo.

"Não tenho apego ao cargo, desejo de ficar a qualquer custo, como também não tenho a inconsequência e irresponsabilidade de sair na primeira derrota. Não existe isso", declarou.


Segundo o ministro, "se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver para o Brasil, eu estarei aqui. Agora, se ou o presidente ou a Câmara ou ninguém quer aquilo, eu vou obstaculizar o trabalho dos senhores? De forma alguma. Eu voltarei para onde sempre estive. Eu tenho uma vida fora daqui".


Em seguida, Guedes complementou: "Aí eu venho para ajudar, acho que tenho algumas ideias interessantes. Aí, o presidente não quer, o Congresso não quer. Vocês acham que eu vou brigar para ficar aqui? Eu estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, vai ser um prazer ter tentado. Mas não tenho apego ao cargo, desejo de ficar a qualquer custo, como também não tenho a inconsequência e irresponsabilidade de sair na primeira derrota. Não existe isso."


O ministro afirmou que na hipótese de se autorizar uma dívida elevada da União, e não haver reforma da Previdência, não terá o que fazer no governo.



"Suponha que os poderes aprovam que a União deve 800 bi, que não tenha reforma previdenciária, não tem nada disso, eu vou ficar fazendo o que aqui? Só se for para apagar incêndio, vou entrar para o Corpo de Bombeiros de Brasília, para ajudar vocês", declarou.
27/03/2019


segunda-feira, 25 de março de 2019

“O erro de Battisti foi acreditar na palavra de Lula” diz biógrafo



Por Duda Teixeira
Crusoé

O terrorista Cesare Battisti admitiu no sábado, 23, a realização de quatro assassinatos e outros crimes pelo grupo Proletários Armados do Comunismo, na década de 1970, na Itália. Atualmente, ele se encontra no cárcere de Oristano, onde cumpre pena de prisão perpétua.

A prisão perpétua, contudo, já foi praticamente abolida na Itália. Ao somar mais de 20 anos no cárcere, o criminoso pode viver em semiliberdade condicional se mantiver um um bom comportamento e não mentir ao longo desse período.

Como Battisti já ficou quatro anos presos em Frosinone, de onde fugiu, ainda lhe restam dezesseis anos na cela. Ele só deve sair de lá quando tiver cerca de 80 anos.

Se Battisti tivesse aceitado a extradição oferecida pelo ex-presidente Michel Temer, seu tempo restante de cárcere seria menor. Isso porque ele ficou detido no Brasil entre 2007 e 2011. Caso o terrorista tivesse ido para a Itália de bom grado, esses quatro anos seriam descontados da pena que lhe resta. Como ele preferiu fugir, não terá essa possibilidade.

“O erro de Battisti foi acreditar na palavra de Lula, que disse que ele nunca sairia daqui”, diz o promotor de Justiça do Ceará, Walter Filho, autor da biografia “O Caso Cesare Battisti: a palavra da corte”.

Walter Filho diz estar de “alma lavada” com o que aconteceu. “A confissão que Battisti fez de seus crimes é um tapa na cara de grande parte da esquerda no Brasil, principalmente na do PSOL, que abraçou o assassino e terrorista protegido por Tarso Genro e por Lula.”

25 de março de 2019

Desembargador manda soltar ex-presidente Michel Temer



(Arquivo) Foto tirada em 1º de junho de 2018 mostra o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, em Brasília - AFP/Arquivos

IstoÉ

O desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, determinou nesta segunda-feira, 25, a soltura do ex-presidente Michel Temer, depois de quatro dias. Leia a decisão. A informação foi antecipada pelo Estado.

Athié é relator do habeas corpus dos advogados de Temer, que contestam o decreto de prisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, responsável pela Operação Lava Jato. A decisão também inclui a liberdade do ex-ministro Moreira Franco e outras cinco pessoas, entre eles o Coronel Lima, amigo do ex-presidente.

Athié havia pedido que o caso fosse incluído na pauta de julgamento do tribunal na próxima quarta-feira, para que a decisão sobre o habeas corpus fosse colegiada. Ao conceder a liberdade, porém, ele se antecipou.

Ao justificar, o desembargador disse não ser contra a Lava Jato, mas que é preciso dar “garantias constitucionais”. “Ressalto que não sou contra a chamada ‘Lava-jato’, ao contrário, também quero ver nosso país livre da corrupção que o assola. Todavia, sem observância das garantias constitucionais, asseguradas a todos, inclusive aos que a renegam aos outros, com violação de regras não há legitimidade no combate a essa praga.”


Athié afirmou ainda que já teve o tempo necessário para analisar o caso, o que justificou sua decisão monocrática, em vez de aguardar o julgamento na 1.ª Turma do tribunal.

Temer foi preso na quinta-feira, 22, em investigação que mira supostas propinas de R$ 1 milhão da Engevix no âmbito da Operação Descontaminação, desdobramento da Lava Jato. Também foram detidos preventivamente o ex-ministro Moreira Franco (MDB), e outros 8 sob suspeita de intermediar as vantagens indevidas ao ex-presidente.

A investigação que prendeu Temer e outras oito pessoas apura supostos crimes de formação de cartel e prévio ajustamento de licitações, além do pagamento de propina a empregados da Eletronuclear. Após decisão do Supremo Tribunal Federal, o caso foi desmembrado e remetido à Justiça Federal do Rio de Janeiro.

O inquérito que mira Temer e seus aliados tem como base as delações do empresário José Antunes Sobrinho, ligado à Engevix. Temer estava preso em uma sala de 46m².

25/03/19

domingo, 24 de março de 2019

Previdência: Bolsonaro recebe líder do governo na Câmara para tratar de articulação


Deputado do PSL diz que não falou com o presidente sobre atrito com Maia, mas que ambos 'caminham para aproximação'


Karla Gamba

O Globo

Após voltar do Chile, Bolsonaro recebeu líder do PSL na Câmara para tratar de Previdência
Foto: Claudio Reyes / AFP


BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro recebeu neste domingo o líder do governo na Câmara, deputado major Vítor Hugo (PSL-GO), para conversar sobre a tramitação da reforma da Previdência na Casa. O encontro não estava previsto na agenda do presidente.

— Tratamos sobre articulação política, sobre a próxima semana, como retomar os trabalhos para a aprovação da Previdência, votos na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o trabalho do Felipe Francischini (presidente da CCJ) e de Onyx (ministro da Casa Civil) — afirmou o líder após a reunião.

O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada e, segundo Vítor Hugo, os dois não trataram sobre os desentendimentos entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. No entanto, o líder do governo falou em aproximação entre os dois:

— A semana passada foi uma semana muito tensa e agora a gente vai caminhar para uma aproximação — disse o deputado.
'Apocalipse no Congresso'

A elevação do tom na discussão entre Maia e Jair Bolsonaro é vista dentro da equipe econômica como um "apocalipse". De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, os técnicos ficaram estarrecidos com a briga e temem que ela contamine a reforma da Previdência. Internamente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta reconstruir a relação entre os dois para não prejudicar ainda mais o projeto, considerado fundamental para a economia do país. No entanto, seu poder de conciliação pode ser limitado.

Reconhecido por deputados como fiador da reforma da Previdência, Maia sinalizou que vai esperar o Planalto tomar as rédeas da articulação política para coordenar a votação da proposta. Ele não irá mais ajudar a negociar a participação de partidos no Executivo.

O presidente da Câmara tem sido aconselhado por aliados a pressionar o governo pela desorganização na Casa. Desde que a reforma dos militares chegou aos deputados, com um plano de reestruturação de carreira, deputados criticam a possível reivindicação de privilégios para outras categorias.

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Nesta sexta-feira, Bolsonaro subiu o tom com relação às declarações de Maia durante viagem ao Chile. O presidente disse que a "bola está com o Parlamento" e que não entende os motivos de Maia se comportar "dessa forma um tanto quanto agressiva".

Bolsonaro afirmou ainda que o governo já fez a parte dele, ao encaminhar a proposta da reforma à Câmara, e acredita que os parlamentares vão "aperfeiçoá-la:

— A bola está com o Parlamento. Mas, me desculpe, o que é articulação? O que é que está faltando eu fazer? Eu pergunto a vocês o que foi feito no passado e (digo que) não seguirei o mesmo estilo de ex-presidentes, pode ter certeza disso — disse Bolsonaro durante sua viagem ao Chile.

Em entrevista ao GLOBO, Maia disse que cabe a Bolsonaro construir a base governista e que o presidente precisa ter convicção sobre a importância da reforma. Ele também reclamou dos ataques que vem sofrendo nas redes sociais de bolsonaristas.

24/03/2019