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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Grupo de Lima discute crise na Venezuela; vice-presidente dos EUA promete novas sanções


O presidente autoproclamado Juan Guaidó e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, se encontraram.
Norte-americano voltou a dizer que 'todas as opções estão à mesa'.


Por G1

Vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e o líder da oposição e autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, participam de reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, na Colômbia, nessa segunda-feira (25)
Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters


Representantes do Grupo de Lima pediram nesta segunda-feira (25) soluções pacíficas para a crise humanitária na Venezuela. Em reunião em Bogotá, capital da Colômbia, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, reforçou apoio ao autoproclamado presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, e prometeu novas sanções ao regime de Nicolás Maduro.


No encontro, os países integrantes do Grupo de Lima aceitaram a Venezuela – representada por Guaidó – como novo membro da associação. Entre os participantes da cúpula, estava o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão.

O Grupo também pediu que o Tribunal Penal Internacional "leve em consideração a grave situação humanitária na Venezuela, a violência criminosa do regime de Nicolás Maduro contra civis e negação de acesso a assistência internacional, que constituem um crime contra a humanidade", segundo uma declaração lida pelo chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo.

Encontro do Grupo de Lima acontece nessa segunda-feira (25) em Bogotá, na Colômbia  — Foto: Diana Sanchez / AFP 
Encontro do Grupo de Lima acontece nessa segunda-feira (25) em Bogotá, na Colômbia
Foto: Diana Sanchez / AFP


O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Integram o grupo os chanceleres de países como Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Paraguai e Peru, entre outros.

Grupo de Lima se reúne em Bogotá para discutir crise da Venezuela


Veja as declarações da reunião do Grupo de Lima:


Vice dos EUA promete novas sanções


Vice-presidente dos EUA, Mike Pence, fala sobre crise da Venezuela em reunião do Grupo de Lima em Bogotá, capital da Colômbia
Foto: Luisa Gonzales/Reuters


Em discurso, Pence prometeu novas sanções "ainda mais fortes" à "rede de corrupção financeira" do regime de Maduro.

"Vamos encontrar até o último dólar que eles roubaram do dinheiro do povo venezuelano", disse o vice-presidente dos EUA.


Ele também pediu que o Grupo de Lima faça como o governo norte-americano e congele os bens da PDVSA e os transfira para a administração de Guaidó. Pence ainda fez um apelo para que esses países restrinjam a concessão de vistos e reconheçam os representantes do presidente autoproclamado.

 
O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, desembarca em Bogotá para participar da reunião do Grupo de Lima
Foto: Joaquin Sarmiento/AFP


Além disso, Pence reforçou a mensagem do presidente norte-americano, Donald Trump, aos militares da Venezuela – de que eles devem deixar a lealdade ao regime Maduro e apoiar Guaidó. Caso contrário, "vão perder tudo", reforçou o vice, repetindo a fala de Trump.

"A você, presidente Guaidó, uma simples mensagem do presidente Trump: estamos com você 100%", declarou Pence.


Pence afirmou que a violência durante a tentativa de entrega de alimentos e remédios tão necessários à Venezuela fortalece a determinação dos EUA de apoiar Guaidó até que a liberdade seja restabelecida no país. Na mesma linha de Trump, o vice norte-americano repetiu que "todas as opções estão à mesa" para "restaurar a liberdade" aos venezuelanos.


Também nesta segunda-feira, o governo dos Estados Unidos pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela. A reunião do Conselho, marcada a princípio para esta terça-feira, será aberta, informaram diplomatas segundo a agência France Presse.


Guaidó pede minuto de silêncio


Juan Guaidó discursa durante encontro do Grupo de Lima sobre situação na Venezuela
Foto: Luisa Gonzales/Reuters


Guaidó pediu um minuto de silêncio pelo que chamou de "massacre que sofreu o povo da Venezuela no sábado, dia 23". Ele fazia referência aos confrontos entre as forças armadas leais a Maduro e opositores do regime durante o "Dia D" da entrega da ajuda humanitária.


Para Guaidó, ser "permissivo" com Maduro nesse momento constitui em uma ameça para a América Latina.


Antes do encontro, o presidente autoproclamado chegou a pedir que "todas as opções permaneçam abertas" contra Maduro.

Juan Guaidó se encontra com o vice-presidente dos EUA em Bogotá


Líderes de outros países pedem solução pacífica

Vice-ministro das Relações Exteriores do Peru, Hugo de Zela, participa de uma reunião do Grupo Lima para discutir a crise na Venezuela, nesta segunda-feira (25)
Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters


"No Grupo Lima, estamos lutando por uma solução pacífica", disse o vice-ministro do Exterior do Peru, Hugo de Zela, na abertura da reunião. Para ele, chegou a hora de adotar "mais medidas para isolar o regime". "Medidas mais claras para aumentar a pressão, e estamos dispostos a assumir posições mais categóricas, agir politicamente, agir financeiramente", insistiu.

"Reafirmamos nosso compromisso com a transição democrática e a restauração da ordem constitucional na Venezuela", afirmou Holmes Trujillo, ministro das Relações Exteriores da Colômbia e anfitrião do encontro.


Trujillo lembrou que, com o apoio do Grupo de Lima, "alguns países fizeram um grande esforço para facilitar a operação de um canal para fornecer assistência humanitária internacional para aliviar, ainda que parcialmente, a situação humanitária grave que afeta muitos venezuelanos".


Na mesma linha, o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou que o governo brasileiro acredita ser possível encontrar uma solução "sem qualquer medida extrema" para, segundo ele, "devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas".

"O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema que nos confunda com aquelas que serão julgadas pela história como agressoras, invasoras e violadoras das soberanias nacionais", discursou.


Apelos por negociação

Mulher segura uma faixa que diz "Liberdade" em Pacaraima (RR), na fronteira Venezuela com o Brasil
Foto: Bruno Kelly/Reuters


Pouco antes do início do encontro, a Comissão Europeia fez um apelo para que seja encontrada uma saída negociada para a crise e para que os líderes evitem uma intervenção militar no país. O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu pelo Twitter para que o Grupo de Lima busque diálogo.


"Irmãos presidentes do Grupo de Lima: respeitando as nossas diferenças políticas e como líderes democraticamente eleitos, peço-lhes, com muito respeito, que busquem uma solução mediante o diálogo", afirmou o líder boliviano.



Hermanos Presidentes del Grupo de Lima: Respetando nuestras diferencias políticas y como líderes democráticamente electos les pido, con mucho respeto, que busquen una solución mediante el diálogo como opción para salvar vidas y evitar que la guerra traiga destrucción a nuestra AL — February 25, 2019


Entrega da ajuda humanitária
Caminhão que transportava ajuda humanitária para a Venezuela foi incendiado em Cúcuta
Foto: Marco Bello/Reuters


Aliados de Maduro reprimiram violentamente as tentativas de comboios oposicionistas com alimentos e medicamentos de ingressar na Venezuela. Há registros de vítimas, mas não há um balanço oficial.


Entre sexta-feira (22) e sábado (23), quatro pessoas morreram e 300 ficaram feridas, de acordo com dados do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).


Porém, o prefeito da municipalidade de Gran Sabana, que é opositor de Maduro, afirmou que 25 pessoas morreram e 84 ficaram feridas em Santa Elena de Uairén (cidade venezuelana na fronteira com o Brasil). A informação não foi confirmada por fontes independentes.


25/02/2019


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Guaidó diz que militares da Venezuela o ajudaram a entrar na Colômbia

Líder oposicionista venezuelano ingressou na nação vizinha mesmo proibido pela Justiça de deixar seu país

AFP
 
O líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó fala com a imprensa do lado de fora de um armazém na cidade colombiana de Cúcuta que guarda a ajuda internacional para seu país: travessia da fronteira mesmo proibido pela Justiça
Foto: REUTERS/EDGARD GARRIDO


CÚCUTA — O líder oposicionista Juan Guaidó, reconhecido por cerca de 50 governos como presidente interino da Venezuela, afirmou que as Forças Armadas venezuelanas “participaram” na operação que permitiu que ele chegasse à Colômbia nesta sexta-feira, apesar de a Justiça ligada ao chavismo ter determinado ele não podia sair do país.


— A pergunta é como chegamos aqui hoje quando proibiram o espaço aéreo, impedindo qualquer tipo de viagem marítima, criando obstáculos nas estradas (...) Estamos aqui precisamente porque as Forças Armadas também participaram nesse processo — assinalou Guaidó na cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta.

Em uma declaração à imprensa na companhia dos presidentes da Colômbia, Chile, Paraguai, e o secretário-geral da OEA, o líder político disse que atravessou o território venezuelano para buscar a ajuda doada pelos Estados Unidos e seus aliados para enfrentar a grave crise que afeta o país produtor de petróleo.

— Amanhã, um mês depois de tomar posse como presidente encarregado, todo o povo da Venezuela estará nas ruas exigindo a entrada da ajuda humanitária — afirmou.

Guaidó acrescentou nesse breve contato com a imprensa que a Guarda Nacional Bolivariana foi decisiva.

— Seus integrantes foram decisivos — enfatizou.

Na quinta-feira, Guaidó havía saído de Caracas em uma caravana até a fronteira com a Colômbia, um dos pontos de donde pretende coordenar a entrada de toneladas de comida e medicamentos doados por diversos países para a Venezuela. Guaidó, no entanto, não informou se chegou a Cúcuta por meio de alguma das passagens ilegais que se multiplicam ao longo dos 2.200 km da fronteira que divide os dois países.
22/02/2019



Em meio a impasse sobre ajuda humanitária na Venezuela, Maduro e Guaidó disputam apoio de militares




Juan Guaidó dá ultimato a militares venezuelanos, enquanto Nicolás Maduro elogia Força Armada para manter o apoio do alto comando.

Por G1

Combinação de fotos mostra Juan Guaidó e Nicolás Maduro — Foto: Yuri Cortez/ AFP

Combinação de fotos mostra Juan Guaidó e Nicolás Maduro
Foto: Yuri Cortez/ AFP

O apoio dos militares está em disputa pelos dois polos do impasse político na Venezuela. O presidente Nicolás Maduro publicou vídeo nas redes sociais para demonstrar respaldo à Força Armada Nacional Bolivariana. Do outro lado, Juan Guaidó, que tenta se impor como presidente interino venezuelano, deu ultimato aos combatentes para que passassem a apoiar a entrada da ajuda humanitária retida nas fronteiras do país.



Os carregamentos de comida, remédios e itens de higiene deveriam chegar neste sábado (23) à Venezuela, conforme Guaidó anunciou. O regime de Maduro, no entanto, rejeita a ajuda por considerá-la um pretexto para invasão militar ao país.


Pessoas impedidas de cruzar a fronteira e adentrar a Venezuela falam com militares venezuelanos em Pacaraima (RR) — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Pessoas impedidas de cruzar a fronteira e adentrar a Venezuela falam com militares venezuelanos em Pacaraima (RR)
Foto: Ricardo Moraes/Reuters


Maduro fechou a fronteira com o Brasil – um dos postos de coleta das cargas – na noite de quinta-feira. A oposição acusa os apoiadores de Maduro de serem responsáveis por duas mortes no lado venezuelano da fronteira nesta sexta-feira (22).


Tanto Maduro quanto Guaidó pedem apoio aos militares. O líder chavista tem o alto comando da Força Armada a seu favor. Porém, a oposição conta com respaldo dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu que os militares permitissem a entrada da ajuda humanitária ou iriam "perder tudo".


Com a aproximação da data marcada para a chegada dos carregamentos, Maduro e Guaidó voltaram a pressionar os militares. Veja o que cada um escreveu nesta sexta-feira (22):

Guaidó: 'Decidam de que lado estão'


Líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, faz discurso em Caracas na segunda-feira (18)  — Foto: Manaure Quintero/ Reuters
Líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, faz discurso em Caracas na segunda-feira (18)
Foto: Manaure Quintero/ Reuters


Juan Guaidó exigiu aos militares, pelo Twitter, a captura dos responsáveis pelas duas mortes que ele diz terem ocorrido próximo à fronteira com o Brasil. "Ou vocês capturam e entregam os responsáveis pela repressão e assassinato dos irmãos em Kumarakapay que respaldam a ajuda humanitária, ou vocês serão os responsáveis", escreveu.


O líder da oposição ao chavismo também deu um ultimato: "Decidam de que lado estão nesta hora definitiva".


"A todos os militares: entre hoje e amanhã, vocês definirão como querem ser lembrados. Já sabemos que estão com o povo, [mas] vocês não deixaram isso muito claro. Amanhã poderão demonstrar", tuitou Guaidó.


Decidan de qué lado están en esta hora definitiva.

A todos los militares: entre hoy y mañana ustedes definirán cómo quieren ser recordados. Ya sabemos que están con el pueblo, ustedes nos lo han dejado muy claro. Mañana podrán demostrarlo. — February 22, 2019


Maduro: 'Vamos ao combate pela paz'

Nicolás Maduro é visto ao lado de sua vice-presidente, Delcy Rodriguez, e do ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, durante a cerimônia de encerramento de exercícios militares em Caracas, na sexta-feira (15) — Foto: HO / Venezuelan Presidency / AFP
Nicolás Maduro é visto ao lado de sua vice-presidente, Delcy Rodriguez, e do ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, durante a cerimônia de encerramento de exercícios militares em Caracas, na sexta-feira (15)
Foto: HO / Venezuelan Presidency / AFP


Também pelo Twitter, Nicolás Maduro reafirmou o respaldo à Força Armada Nacional Bolivariana. Ele publicou um vídeo que mostra as reuniões que teve com as lideranças militares, além de imagens de operações e treinamentos – inclusive com armas.


O vídeo tem um áudio do chavista em que ele diz que a Força Armada "é garantia de paz e convivência para todos os cidadãos de nosso país".


"Vamos ao combate pela paz da pátria", disse Maduro, no vídeo.


Na postagem, Maduro também disse que a Força Armada está "mobilizada em todo território nacional para garantir a paz e a defesa integral do país". "Máxima moral, máxima coesão e máxima ação. Venceremos!", escreveu.

22/02/2019

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Maduro diz que fechará fronteira da Venezuela com o Brasil nesta quinta


Líder chavista disse que passagem entre os países fica 'fechada total e absolutamente até novo aviso'.

Medida vem em meio a pressão para que ele permita a entrada de ajuda humanitária.
Por G1

Nicolás Maduro anuncia que vai fechar fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela — Foto: Reprodução/VTV
Nicolás Maduro anuncia que vai fechar fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela
Foto: Reprodução/VTV



Nicolás Maduro disse nesta quinta-feira (21) que a Venezuela irá fechar sua fronteira com Brasil esta noite, a partir das 20h, pela hora local, 21h em Brasília.
"A partir das 20h de hoje, quinta-feira, 21 de fevereiro, fica fechada total e absolutamente até novo aviso, a fronteira com o Brasil", afirmou o líder chavista em fala exibida no canal estatal VTV. "Vale mais prevenir do que lamentar."

O anúncio acontece em meio à pressão para que ele permita a entrada de ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos após pedido do auto-proclamado presidente interino Juan Guaidó. Maduro vê a oferta de ajuda humanitária como uma interferência externa na política do país.

Ele também está estudando o fechamento da fronteira venezuelana com a Colômbia. Guaidó iniciou nesta quinta a viagem de 800 km à fronteira da Colômbia, onde vai pressionar para a entrada de ajuda humanitária.
Caminhões chegam com ajuda humanitária perto de Tienditas, na fronteira entre Venezuela e Colômbia, neste domingo (17). — Foto: Carlos Eduardo Ramirez/Reuters
Caminhões chegam com ajuda humanitária perto de Tienditas, na fronteira entre Venezuela e Colômbia, neste domingo (17).  Foto: Carlos Eduardo Ramirez/Reuters

'Venezuela Aid Live'

No próximo sábado será realizado um "grande show" no lado colombiano da fronteira, chamado "Venezuela Aid Live", que foi anunciado no dia 14 de fevereiro pelo empresário britânico Richard Branson, fundador do Grupo Virgin.

Na cidade colombiana estão armazenadas toneladas de ajuda humanitária que esperam para serem enviadas à Venezuela. O país há quase cinco anos sofre de escassez de remédios, enquanto os alimentos só podem ser adquiridos a preços que a maioria dos venezuelanos não pode pagar.

Reconhecido por dezenas de países como o chefe de Estado legítimo da Venezuela, Guaidó disse que seu movimento pretende recolher a ajuda por terra e mar no sábado para aliviar a escassez generalizada de alimentos e remédios. Ele fez campanha para que os venezuelanos se voluntariassem para trabalhar na distribuição da ajuda.

Ainda não está claro como Guaidó planeja receber a ajuda. Integrantes da oposição sugeriram a formação de correntes humanas através da fronteira colombiana para passar pacotes de pessoa a pessoa e frotas de barcos provenientes das Antilhas Holandesas.
  Líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, faz discurso em Caracas na segunda-feira (18)  — Foto: Manaure Quintero/ Reuters
Líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, faz discurso em Caracas na segunda-feira (18)
Foto: Manaure Quintero/ Reuters

Envolvimento do Brasil

O governo brasileiro mobilizou uma força-tarefa de ministérios para enviar alimentos e medicamentos "ao povo da Venezuela”, que estão sendo levados até as cidades de Boa Vista e Pacaraima, ambas em Roraima, e seriam buscados por caminhões venezuelanos, conduzidos por cidadãos do país vizinho. Os próprios venezuelanos teriam de cruzar a fronteira com os produtos. A operação acontece em parceria com os EUA.
Pence na Colômbia

Nesta quinta, o governo americano anunciou ainda que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, viajará para a Colômbia na segunda-feira (25) para reforçar o apoio do governo de Donald Trump a Guaidó, em sua disputa de poder com Maduro.

"O vice-presidente declarará claramente que chegou a hora de Nicolás Maduro se afastar", afirma a assessoria de Pence em um comunicado. O texto afirma ainda que o vice-presidente participará da Colômbia em uma reunião do Grupo de Lima, criado em 2017 para promover uma saída para a crise venezuelana.

21 de fevereiro de 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Governo oficializa exoneração de Bebianno e alega 'foro íntimo'

O ministro da Secretaria-Geral da Presidencia, Gustavo Bebianno, durante entrevista
Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo/05-02-2019


Jussara Soares e Karla Gamba
O Globo

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, confirmou nesta segunda-feira a demissão do ministro da Secretaria Geral, Gustavo Bebianno . Em um pronunciamento à imprensa, o porta-voz leu uma nota na qual comunicou oficialmente que Bolsonaro decidiu pela exoneração de Bebianno.
Em nome do presidente Jair Bolsonaro, Rêgo Barros agradeceu ao ministro Bebianno:
— O presidente agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada — afirmou o porta-voz.
Perguntado sobre a razão da demissão, o porta-voz explicou que foi uma questão de "foro íntimo" do presidente.
A demissão ocorre após uma crise ao longo de toda a última semana. O ex-ministro foi chamado de mentiroso pelo vereador Carlos Bolsonaro, na última quarta-feira. No Twitter, o filho mais próximo do presidente disse que Bebianno mentiu ao falar ao GLOBO que havia conversado três vezes com o presidente no dia anterior. A declaração foi dada para negar que ele estava protagonizando a crise. Na ocasião, Bebianno disse que só havia tratado de assuntos institucionais e não sobre uma possível instabilidade no governo.
Carlos chegou a compartilhar um áudio do presidente para Bebianno como forma de comprovar que não o houve uma conversa entre os dois. As mensagens foram posteriormente compartilhadas pelo próprio Bolsonaro.
O processo de desgaste de Bebianno começou com denúncias envolvendo supostas irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro, publicadas na "Folha de S. Paulo". Bolsonaro e os filhos, no entanto, acusam o ex-coordenador da campanha de vazar informações para a imprensa.
A "fritura" do ministro ocorria desde a transição, quando o presidente esvaziou a Secretaria-Geral da Presidência para tirar poderes do desafeto do filho. Durante todo o período de mudança de governo, Bebianno evitou declarações à imprensa e se cercou de militares em seu gabinete como modo de se blindar no Planalto.
Bebianno nega as acusações e promete, fora do poder, comprovar com textos e áudios que não mentiu e que não é responsável pelos casos de candidaturas laranjas nos estados. Ele também está disposto a rebater os ataques de Carlos Bolsonaro.
Na semana passada, políticos e militares atuaram para tentar debelar a crise e evitar a demissão. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chegou a ligar para o ministro da Economia, Paulo Guedes, para dizer que a demissão poderia atrapalhar a aprovação da reforma da Previdência.
Na sexta-feira, durante uma reunião no Palácio do Planalto, Onyx disse a Bebianno que ele ficaria no governo, mas foi alertado a permanecer em silêncio.
No fim da tarde do mesmo dia, Bolsonaro e Bebianno se encontraram pessoalmente. O presidente chegou a a oferecer a ele um cargo na diretoria da hidrelétrica de Itapu, mas Bebianno recusou. Após uma conversa ríspida, com ataques de ambos os lados, Bolsonaro saiu decidido a demiti-lo e integrantes do governo vazaram para a imprensa que o ato de exoneração do ministro já havia sido assinado.
Eleitor de Bolsonaro, Bebianno se aproximou como um fã há dois anos. Ele se ofereceu para assumir a defesa do então deputado federal em ações judiciais, entre ele o processo por ofensas à deputada Maria do Rosário (PT-RS). Na ocasião, Bolsonaro disse que a parlamentar não merecia ser estuprada por que era "muito feia".
Outsider na política, foi Bebianno quem articulou a manobra que tirou Bolsonaro do Patriota e viabilizou sua candidatura pelo PSL. O advogado se tornou presidente da legenda, entre janeiro e outubro de 2018, e coordenador da campanha do presidente.
Bebianno acompanhava Bolsonaro pelas viagens no país. No dia que o então candidato foi atacado em um ato em Juiz de Fora (MG), acompanhou a cirurgia dentro da sala, ao lado de Carlos, seu desafeto. O ex-aliado passou 23 fias no hospital com o então candidato, junto com Carlos e a primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Agora, fora do governo, Bebianno diz que voltará a advogar. Segundo o empresário Paulo Marinho, um dos mais próximos aliados do ex-ministro, ele não descarta seguir na política. 
18 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Trump declara emergência nacional para financiar muro na fronteira com o México

'Todo mundo sabe que muros funcionam', disse o presidente. Na noite de quinta, o Congresso aprovou o orçamento do governo do país sem os fundos necessários para a barreira de concreto que ele quer construir.

Por G1

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala nesta sexta-feira (15) sobre construção de muro na fronteira com o México
Foto: Carlos Barria/ Reuters


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (15) emergência nacional para financiar o muro na fronteira com o México. Na prática, a declaração dá a Trump a permissão para usar fundos federais sem aprovação do Congresso.


Trump fez o anúncio a jornalistas no jardim da Casa Branca. Sua secretária de comunicação, Sarah Sanders, tuitou a foto do momento em que o presidente assinou a declaração, no Salão Oval.

President @realDonaldTrump signs the Declaration for a National Emergency to address the national security and humanitarian crisis at the Southern Border. pic.twitter.com/0bUhudtwvSFebruary 15, 2019

Na noite de quinta, o Congresso dos EUA aprovou um projeto de lei de orçamentos que, se ratificado por Trump, evita uma nova paralisação parcial do governo. O presidente queria incluir US$ 5,7 bilhões para a construção do muro fronteiriço na lei, mas os democratas, que têm maioria na Câmara dos Deputados, se recusaram, fazendo o mandatário optar pela declaração de emergência.

"Todo mundo sabe que muros funcionam", afirmou Trump, que justificou a medida dizendo que há "tremendas" quantidades de drogas entrando nos EUA pela fronteira com o México. Ele também levou familiares de pessoas que foram mortas por imigrantes para a plateia de seu discurso.


Trump apontou que muros que já existem em locais como El Paso, no Texas, funcionam, mas que criminosos acabam dando a volta nesses muros, por isso é necessário fazer uma barreira maior.

Ele também falou que gostaria de ver "uma grande reforma da imigração, não apenas um muro".

  Mapa mostra onde passaria o muro na fronteira de EUA e México — Foto: G1
Mapa mostra onde passaria o muro na fronteira de EUA e México Foto: G1


A líder da oposição e presidente da Câmara, Nancy Pelosi, já antes de Trump concretizar a medida, negou que haja uma emergência na fronteira sul dos EUA e afirmou que tomará medidas judiciais para reverter a decisão de Trump.

Enquanto Trump ainda respondia a perguntas de jornalistas no jardim da Casa Branca, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou que vai recorrer à Justiça. "Declarar emergência nacional sem uma causa legítima criará uma crise constitucional", disse em comunicado. "Não vamos tolerar esse abuso de poder e vamos combatê-lo com todas as medidas legais a nossa disposição".

No final de seu discurso, o presidente disse já saber que provavelmente o tema será disputado na Justiça, indo parar na Corte Suprema, onde espera ganhar.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que apoiará a emergência de Trump. No início deste mês ele alertou Trump dizendo que declarar uma emergência poderia dividir os republicanos do Senado, noticiou o "Washington Post".


15/02/2019

Em reunião, Onyx diz a Bebianno que ele fica no cargo


Ministro da Secretaria-Geral da Presidência é personagem de crise envolvendo Jair Bolsonaro e estava ameaçado de demissão
Jussara Soares
O Globo


Um dia após a posse, o presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia de transmissão de cargo dos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral)
Foto: Pablo Jacob / O Globo

BRASÍLIA — O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno , permanecerá no cargo. A decisão foi comunicada a ele nesta sexta-feira, durante reunião a portas fechadas no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz. A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes do Palácio.

Alvo de uma crise amplificada pela filho do presidente, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC), Bebianno recebeu o apoio de ministros palacianos, militares do governo e parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Eles consideraram que o envolvimento familiar do governo grave e atuaram para segurar Bebianno no cargo e, consequentemente, evitar a imagem de que o rumo do Palácio é ditado pelos filhos do presidente. O trio que possuim cargos eletivo é apontado como um gerador de crise para Bolsonaro.

Bebianno recebeu o apoio dos colegas do Palácio e foi aconselhado, nesta sexta-feira, a se recolher nos próximos dias e evitar declarações à imprensa. O grupo que atuou para contornar o entrevero avalia que a apresentação do texto da reforma da Previdência ajudará a tirar os holofotes da crise.

O secretário-geral da Presidência esperava ser recebido pelo presidente, de quem foi coordenador da campanha. Por ora, não há previsão de que o encontro acontecerá.

Envolto numa crise provocada pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, que trabalha pela demissão do desafeto no governo, o ministro passou os últimos dias tentando se segurar no cargo. Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro. Segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", durante as eleições, então coordenador da campanha de Bolsonaro, Bebianno liberou R$ 400 mil do fundo partidário a uma candidata que teve apenas 274 votos. A suspeita é de que ela tenha sido usada como laranja pela legenda do presidente da República.
 
Para afastar os rumores de que estaria fragilizado no cargo, o ministro disse ao GLOBO, na terça-feira, que mantinha contato frequente com o presidente, por WhatsApp. Filho mais próximo do presidente, o vereador carioca Carlos postou nas redes sociais, na quarta-feira, um áudio do presidente para tentar desmentir o ministro da Secretaria-Geral.

O filho do presidente, que não tem função formal no governo, postou a gravação no começo da tarde, enquanto o pai voava de São Paulo a Brasília, para mostrar a seus seguidores que o ministro teria mentido, ao dizer que teria conversado com Bolsonaro. Anda na quarta, o próprio Bolsonaro replicou a mensagem do filho, que chamava Bebianno de mentiroso.

O presidente concedeu uma entrevista em que também acusou o ministro de faltar com a verdade. Bolsonaro anunciou que pediu a Sergio Moro a entrada da Polícia Federal no caso e chegou a dizer que se o ministro estiver envolvido no uso de candidatos do PSL como laranjas na campanha eleitoral de 2018, ele deverá sair do governo.

- Se tiver envolvido (Bebianno), logicamente, e responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens.

A decisão do presidente da República de defenestrar um de seus principais ministros, com gabinete no próprio Palácio do Planalto, desagradou a ala do governo mais conservadora, que preferia discutir desavenças internamente. O fato de Bolsonaro ter chamado o ministro de mentiroso e sinalizado sua possível exoneração na TV, sem sequer ter tratado com o auxiliar do caso, também mostrou aos aliados que o presidente não teria reservas em abandonar companheiros, caso se sinta ameaçado.

Recebida por Bolsonaro nesta sexta-feira, a deputada Joice Hasselmann disse ontem que a crise envolvendo o ministro e o filho do presidente deixou "todo mundo dentro de uma saia muito justa".

- É preciso que se decida por alguma coisa, seja para um lado, para o outro. O que não dá é para ficar nessa instabilidade, respirando esse ar que é tão denso, tão pesado, que parece que você consegue cortar o ar com a tesoura - afirmou Joice.
'Não sou moleque'

Nesta quinta-feira, porém, depois de ser chamado de mentiroso pelo próprio presidente, Bebianno deu uma entrevista à revista Crusoé em que transmitiu recados diretos ao presidente. Além de dizer que Carlos Bolsonaro “não é nada no governo” e indiretamente chamá-lo de “moleque”, Bebianno fez questão de dizer ao presidente que não era um ministro qualquer.

“Não sou moleque, e o presidente sabe. O presidente está com medo de receber algum respingo. Ele foi um mero candidato. Ele não participou de Executiva, ele não tinha mando no partido. Ele não tem responsabilidade nenhuma”, disse Bebianno.

O ministro passou a quinta-feira recluso em seu flat num hotel a menos de 500 metros do Palácio da Alvorada, mas não foi convocado por Bolsonaro para ter uma conversa e acabar com a crise. Coube ao ministro da Casa Civil e aos ministros militares o papel de mediação na crise.

O ministro, depois de conquistar apoio político no Congresso, inclusive com declarações em sua defesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, segue no cargo, mas os desgastes na relação com Bolsonaro permanecem, avaliavam ontem auxiliares palacianos.



15/02/2019 


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Bolsonaro tem alta e deixa hospital com destino a Brasília



Após 17 dias de internação, presidente foi liberado para deixar o hospital; não há agenda oficial nesta quarta

Daniel Weterman
O Estado de S.Paulo


O presidente Jair Bolsonaro caminha em corredor do Hospital Albert Einstein, após ter alta Foto: Divulgação/Presidência

SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro teve alta no início da tarde desta quarta-feira, 13. Após 17 dias de internação, Bolsonaro acordou bem nesta quarta-feira, 13, se alimentou e, após bateria de exames com resultados positivos, foi liberado para deixar o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Ele se dirigiu, em comboio presidencial, para o aeroporto de Congonhas, de onde vai para Brasília. Espera-se que até 14h30 ele pouse na base aérea da capital federal com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e integrantes de sua equipe.

O quadro pulmonar do presidente estava normalizado e a função intestinal restabelecida, de acordo com boletim médico divulgado após a saída dele do hospital. Não há registro de compromissos oficiais para a tarde de quarta, informou o porta-voz da Presidência, o general Rêgo Barros. De acordo com a equipe médica, o presidente deixou o hospital sem dor e sem febre.

Na quinta da semana passada, exames constataram pneumonia, mas houve evolução boa do quadro de sáude do presidente com uso de antibióticos. A equipe médica já havia informado de que ele teria alta nesta quarta.

Bolsonaro já está liberado para falar, como fez na terça ao receber três ministros, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e um secretário paulista.

João Doria e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmaram que Bolsonaro deve finalizar o texto da reforma da Previdência com a equipe econômica ainda nesta semana, assim que retornar a Brasília.
 


 13 Fevereiro 2019


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Jornalista Ricardo Boechat morre em acidente de helicóptero em SP


Aeronave caiu sobre caminhão na rodovia Anhanguera e deixou dois mortos e um ferido
O Globo
O jornalista Ricardo Boechat, na TV Band, onde apresentava telejornal
Foto: Divulgação/Band


SÃO PAULO - O jornalista Ricardo Boeacht, de 66 anos, morreu em um acidente de helicóptero no início da tarde desta segunda-feira em São Paulo. A aeronave caiu sobre um caminhão no kk 22 da Rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel Mário Covas.

Além de Boechat, outra pessoa que estava no helicóptero morreu, segundo o Corpo de Bombeiros. Até as 13h45, sua identidade não tinha sido confirmada. O motorista do caminhão ficou ferido e foi socorrido.

Segundo informações da Band, onde Boechat trabalhava atualmente, o jornalista voltava de Campinas, no interior de São Paulo, onde deu uma palestra.

Local do acidente

Helicóptero caiu no Rodoanel, em São Paulo

Boechat começou a carreira na década de 1970 no jornal Diário de Notícias, onde trabalhou com o colunista Ibrahim Sued e deu início a uma longa trajetória na área que o consagrou no jornalismo impresso: as colunas de notas. Nos anos 1980, foi para O GLOBO e assumiu a coluna Swann.

Foram duas passagens no jornal: na segunda, que se estendeu até 2001, foi durante anos o titular de uma coluna que levava seu nome.

Os furos jornalísticos renderam a Boechat três prêmios Esso, então a premiação mais importante da profissão.

O jornalista também passou pelo Jornal do Brasil e pelos jornais “O Estado de S. Paulo” e “O Dia”. E teve uma breve passagem como secretário de Comunicação Social do governo do Rio, na gestão de Moreira Franco, em 1987.

Na televisão, foi comentarista da TV Globo e do SBT e, há mais de dez anos, ancorava o Jornal da Band. Já nos anos 2000, ampliou o leque de atuação e tornou-se um sucesso também no rádio: de segunda a sexta, apresentava um programa matinal na Rádio BandNews FM. Também mantinha uma coluna na revista IstoÉ.

Filho de diplomata, Boechat nasceu em Buenos Aires, em 13 de julho de 1952. Casado com Veruska Seibel, o jornalista deixa seis filhos.



11/02/2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

URGENTE: LULA É CONDENADO A 12 ANOS E 11 MESES NO CASO DO SÍTIO DE ATIBAIA

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  O Antagonista

A juíza Gabriela Hardt acaba de condenar Lula a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O petista foi sentenciado por, segundo a juíza, receber R$ 1 milhão em propinas referentes às reformas do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar.

Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.

Como se trata de primeira instância, cabem recursos ao TRF-4 e a instâncias superiores. Mas vale lembrar que, quando recorreu ao TRF-4 no caso do triplex, a defesa de Lula ainda conseguiu aumentar sua pena.

CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA da sentença da juíza federal de Curitiba, com 360 páginas.


 06.02.19

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Previdência: alternativa do governo é idade mínima de 65 anos para homens e 63 para mulheres


Para quem já está no mercado de trabalho, a ideia seria aproveitar o sistema de pontos. Com isso, a fase de transição duraria até 19 anos.


Geralda Doca
O Globo

Governo confirmou que existe mais de uma versão para reforma da Previdência
Foto: Arquivo


BRASÍLIA - A proposta de reforma da Previdência que iguala a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres em 65 anos não é a única que a equipe econômica tem na manga. Interlocutores do governo afirmam que também existe a possibilidade de uma idade mínima de 65 anos para homens e 63 anos para mulheres , o que seria uma forma de contemplar os anseios da ala política do governo, que acha difícil passar no Congresso a ideia de igualar os sexos.


A minuta que está circulando desde segunda-feira fixa a idade mínima de 65 anos para novos entrantes no mercado de trabalho. Para quem já está nele, a ideia seria aproveitar o sistema de contagem de pontos que já existe e está em 86/96 (soma de idade e tempo de contribuição). Essa fórmula começaria a subir de forma progressiva a partir de janeiro de 2020. O texto prevê o acréscimo de um ponto a cada ano, até atingir 105 pontos para homens e mulheres. Com isso, a fase de transição duraria até 19 anos para as mulheres (em 2038) e nove anos para os homens (em 2028).

Mas para aumentar o efeito da reforma, no entanto, o texto alternativo encurta essa transição. Um dos caminhos é aumentar o somatório 86/96 em um ponto por ano até atingir 100/106. Dessa forma, a transição duraria 10 anos para os homens e 14 anos para as mulheres.

A proposta alternativa também fixa em 60 anos a idade para que as pessoas em condições de miserabilidade possam ter direito a uma renda de R$ 500. Na minuta divulgada na segunda, a idade para ter acesso ao benefício é de 55 anos. No entanto, parte da área econômica avaliam que esta idade é baixa e a medida pode elevar as despesas do governo.

05/02/2019