Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Confirmações de grajauense à VEJA complicam ministro do Trabalho


Agora, a presidente Dilma quer explicações convincentes do ministro para não tirá-lo da pasta imediatamente


O grajauense, Ezequiel Nascimento (PDT) candidato a deputado distrital nas eleições do ano passado e ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, pode deixar a situação do ministro Carlos Lupi numa saia ainda mais justa.
Desde a semana passada Lupi se encontra em maus lençóis por conta da existência de um esquema de arrecadação de propina operado por integrantes do PDT, seu partido, lotados na pasta do Ministério do Trabalho.
De acordo com a reportagem de VEJA desta semana, o grupo agia em duas frentes: “Numa delas, extorquia ONGs às voltas com irregularidades na execução dos contratos e que, por isso mesmo, ficavam sem receber dinheiro da União”. Na outra, por sua vez, “fazia vista grossa a malfeitorias cometidas por ONGs amigas”.
Com o título “O voo cego do ministro do Trabalho”, a reportagem de VEJA desta semana destaca uma viagem do Ministro Lupi feita no dia 13 de dezembro de 2009, ao Maranhão, num pequeno avião alugado por um dos principais acusados de desviar dinheiro de convênios com o ministério. E o acusado estava entre os passageiros.
Segundo afirmações do grajauense Ezequiel Nascimento, o avião King Air branco com detalhes em azul, de prefixo PT-ONJ, de propriedade do dono da ONG Pró-Cerrado, Adair Meira, ficou à disposição do ministro e dos pedetistas do Maranhão em uma viagem cujo objetivo era lançar um programa de qualificação profissional em sete municípios do Maranhão. VEJA indagou Ezequiel sobre quem disponibilizou a aeronave e ele respondeu: “O Adair”.



Estavam na aeronave, além do ministro, os pedetistas, deputado federal Weverton Rocha, Ezequiel Nascimento, o ex-governador maranhense Jackson Lago (falecido) e Adair Meira, dono do avião.
Questionado sobre sua relação com Meira, o ministro do Trabalho disse nem conhecê-lo. “Eu não tenho relação nenhuma, absolutamente nenhuma, com o – como é o nome? – seu Adair”, afirmou à Revista.



VEJA denunciou que no fim de 2010, um ano após a viagem, a Fundação Pró-Cerrado  e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Intregração (Renapsi), duas ONGs de Adair, receberam do Ministério do Trabalho, numa solenidade em Brasília, o Selo Parceiros da Aprendizagem, concedido  a entidades consideradas de excelência na formação profissional. Ainda em 2010 a Renapsi, segundo VEJA, foi escolhida pelo ministério como parceira num projeto para qualificar trabalhadores no Maranhão – "isso apesar de ter credenciais nem de longe abonadoras", afirmou outro trecho da reportagem.
Agora, a presidente Dilma quer explicações convincentes e consistentes sobre a viagem do ministro ao Maranhão, para não tirá-lo da pasta imediatamente. No jogo de tramóias, o ministro Lupi se esqueceu de combinar com seu ex-assessor, o grajauense Ezequiel Nascimento de ficar de bico calado quando a bomba estourasse.

Agora é tarde demais.




14/11/2011

Movimento contra a corrupção volta às ruas neste 15 de novembro em 40 cidades.




Veja no mapa a hora e o local
das manifestações





Veja o mapa dos atos de protesto marcados para amanhã em 40 cidades brasileiras




Confira na seção O País quer Saber

Augusto Nunes - Veja Online



Em São Paulo, os grupos prometem fazer nesta segunda-feira uma "virada contra a corrupção", que vai começar às 22h no Masp (avenida Paulista) e durar até o início do protesto marcado para as 14h.

Folha Poder


Por movimento da ordem vigilia contra corrupção

Carreira paralela da presidenta.



Dilma Rousseff vs System Of A Down

Por FAROFF e Xandelay



O VOO CEGO DO MINISTRO DO TRABALHO



Em viagem oficial ao Maranhão, Carlos Lupi usou avião alugado por um dos principais acusados de desviar dinheiro de convênios com o ministério.

E o acusado estava entre os passageiros


DANIEL PEREIRA, HUGO MARQUES,

GUSTAVO RIBEIRO E PAULO CELSO PEREIRA


Veja on line

 Weverton e Lupi cortaram os céus do Maranhão a bordo do jatinho do "ongueiro" Adair Meira


“Na manhã de 13 de dezembro de 2009, um avião de pequeno porte decolou de Imperatriz, no Maranhão, com destino a Timon, no mesmo estado. Quando o King Air branco com detalhes em azul, de prefixo PT-ONJ, já cruzava o céu na altitude e na velocidade determinadas no plano de voo, o então assessor do Ministério do Trabalho, Weverton Rocha tomou um susto. Pela janela, ele viu um rastro de fumaça perto do tanque de combustível.
Disciplinado, avisou imediatamente seu chefe, o ministro Carlos Lupi: “Olha, parece que está vazando querosene”.


Osso duro de roer, como se definiu na semana passada, Lupi reagiu com a confiança e a verborragia que lhe são peculiares: “Nada de mau vai nos acontecer. Tenho 49 orixás que me acompanham”, disse, ecoando um de seus mantras prediletos.

Em seguida, o ministro avisou o comandante do problema. O avião retornou a Imperatriz, foi consertado e retomou a viagem ao destino final. Estavam a bordo também o ex-governador do Maranhão Jackson Lago, já falecido, o então secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, Ezequiel de Souza Nascimento, e um convidado especial – o gaúcho Adair Meira.


Adair não é do PDT, mas tem relações intestinais com o partido. Ele comanda uma rede de ONGs que têm contratos milionários com o Ministério do Trabalho. Era, portanto, um interessado direto no programa que estava sendo anunciado no Maranhão. Mais do que isso.

Foi Adair quem “providenciou” o King Air que transportou o ministro e os pedetistas pelo Maranhão, numa daquelas clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte.


O ministro Carlos Lupi cumpriu uma agenda oficial, usando um avião privado, pago por um dono de ONG que tem negócios com o ministério. E, pior, um dono de ONG acusado de fraudar o próprio ministério.”

[No Congresso, na semana passada], “Lupi afirmou desconhecer Adair Meira. “Eu não tenho relação nenhuma, absolutamente nenhuma, com o – como é o nome? – seu Adair”, afirmou num providencial lapso de memória.

Depois emendou: “Posso ter e devo ter encontrado com ele em algum convênio público. Não sei onde ele mora”.


Quanta descortesia.

No fim de 2010, um ano após o tour maranhense, a Fundação Pró-Cerrado e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), duas ONGs de Adair, receberam do Ministério do Trabalho, numa solenidade em Brasília, o Selo Parceiros da Aprendizagem, concedido a entidades consideradas de excelência na formação profissional.


Também no fim de 2010, a Renapsi foi escolhida pelo ministério como parceira num projeto para qualificar trabalhadores no Maranhão – isso apesar de ter credenciais nem de longe abonadoras.

A Procuradoria da República já pediu a devolução de recursos públicos embolsados pelas entidades de Adair. A Controladoria Geral da União, por sua vez, apontou uma série de irregularidades nos contratos executados por elas.


Na audiência com os deputados, Lupi garantiu que quase nunca viaja em aviões particulares. E assegurou que jamais se locomoveu à custa de Adair.

“Nunca andei em aeronave pessoal nem dele e nem de ninguém”, disse o ministro. Lupi esqueceu de combinar a versão com um de seus antigos assessores.

Procurado por VEJA, Ezequiel Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, confirmou que o King Air ficou à disposição do ministro e dos pedetistas no Maranhão.


Confirmou também a presença de Adair Meira a bordo nos voos entre municípios.

E mais: indagado sobre quem providenciou o avião para servir ao ministro, o ex-assessor foi taxativo: “O Adair”.


14.11.2011


domingo, 13 de novembro de 2011

Dirceu critica 'luta moralista contra corrupção'





Ele foi homenageado em congresso da Juventude do PT com uma camiseta em que aparece sua imagem e a palavra 'inocente'


Eduardo Bresciani
Estadão.com.br

Discursando para uma plateia de centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e réu no processo do mensalão José Dirceu criticou o que chamou de "luta moralista contra a corrupção". Ele foi homenageado pelos organizadores com uma camiseta em que aparece sua imagem, a frase "contra o golpe das elites" e a palavra "inocente". O julgamento do processo do mensalão pode acontecer no próximo ano.



Para criticar os movimentos que tem cobrado combate à corrupção, o ex-ministro afirmou que ações semelhantes levaram às eleições de Jânio Quadros e Fernando Collor para a presidência da República. "Nossa luta tem que remontar o passado. Nas duas vezes em que houve lutas moralistas contra a corrupção deu no Jânio e no Collor, um renunciou e o outro sofreu impeachment".


Para ele, a intenção das denúncias é somente atacar o governo. "Nesse momento o que pretende construir é isso, a pretexto de combater a corrupção". Na visão de Dirceu, a pressão que é feita sobre os ministros não é a mesma em relação a escândalos em São Paulo, onde o PSDB está a frente da administração. "Quando dizem que tem de responsabilizar o ministro e o partido por problemas no ministério, então tem que se responsabilizar o PSDB, o Geraldo Alckmin e o José Serra pelo escândalo das emendas em São Paulo".


Logo no início de sua exposição, de cerca de 30 minutos, Dirceu falou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em tratamento de um câncer na laringe. "Vamos enviar energia e força para o companheiro Lula para que ele saiba que estamos ao lado dele e ele está conosco".


O ex-ministro valorizou as ações do governo Dilma Rousseff como a aprovação da Comissão da Verdade e do fim do sigilo eterno de documentos, mas destacou que é preciso avançar nas áreas de transporte público, cultura e educação. "Enquanto professores e professoras ganharem R$ 1,2 mil de salário, alguma coisa está muito errada no Brasil". Segundo ele, as eleições ganhas pelo PT foram "sem o apoio das elites e dos meios de comunicação". Afirmou que cabe ao PT discutir a regulamentação da mídia e as reformas políticas e tributárias. Disse ainda que os que reclamam da política de alianças do governo precisam trabalhar para fortalecer os partidos de esquerda no país.


Já no fim de sua fala, Dirceu fez questão de mencionar o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, que deixou a função em meio a denúncias de desvios de recursos na pasta. Enviou uma mensagem de "ânimo, força e afeto" ao ex-ministro que, na visão de Dirceu, representava muito bem a juventude no governo.


13 de novembro de 2011