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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bin Laden está morto


e Obama está mais vivo do que nunca para a disputa do ano que vem


Osama Bin Laden está morto, e os EUA têm a posse do seu corpo. É uma boa notícia para o mundo civilizado, sem dúvida, mas, para Barack Obama, é A MELHOR que ele já deu aos americanos desde que é presidente. Aquele que é considerado o chefe da Al Qaeda estava escondido numa mansão nos arredores de Islamabad, no Paquistão. O presidente procurou conferir dimensão histórica ao evento. Fez um pronunciamento à nação no fim da noite de ontem e sentenciou: “A justiça foi feita”.

Obama não economizou: “Por mais de duas décadas, Bin Laden foi um líder, um símbolo (…) Sua mote marca a mais importante conquista da nossa nação até agora na luta para destruir a Al Qaeda. Mas essa morte não marca o fim de nossos esforços”.

Especialistas em Inteligência, inclusive dos EUA, já não consideram Osama Bin Laden fundamental para a continuidade do terrorismo islâmico. A Al Qaeda, como se sabe, é uma rede, uma espécie de franquia do terror. Bin Laden era, de fato, o símbolo, como diz Obama, mas não a cabeça da serpente. E daí? O fato é que ele se colocou como o grande articulador dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. Essa morte tem mais importância para o passado recente dos EUA do que para o futuro. Não por acaso, Obama assegurou que os esforços para combater o terror continuam, dentro e fora do país.

Osama já estava bastante debilitado, tendo de se submeter a freqüentes sessões de hemodiálise. É improvável que tivesse um papel executivo na rede terrorista, mas era o sacerdote e a grande referência do jihadismo. Comprovada as suas digitarias nos atentados de 2001, o governo americano prometeu pegá-lo. Por isso se fez a guerra no Afegnistão, local de seu primeiro refúgio — guerra que está aí até hoje. E ele conseguiu escapar ao cerco. Obama presta, assim, satisfação ao povo americano — daí ele ter pronunciado a palavra “justiça” em seu discurso —, e entrega o que George W. Bush não conseguiu: a cabeça de Bin Laden.

E o terrorismo?
O terrorismo se enfraquece com isso? Não necessariamente. Aliás, a prudência ensina que, nesses momentos, quando se elimina um líder, a escala de alerta contra atentados caminha para o vermelho. Alvos americanos, ou ocidentais, em todo o mundo têm de se precaver. É possível que os terroristas tentem dar uma respsota para provar que continuam operando, o que todo mundo sabe,

Voltemos ao ponto. Se é uma boa notícia para o mundo — questão de “justiça” —, para Obama, é estupenda, desde, é claro, que o território americano continue livre de atentados ou que não haja outra ocorrência de grande porte colhendo soldados americanos mundo afora. Essa questão é tão importante que, em seu pronunciamento, o presidente americano fez questão de destacar que americanos não se feririam na operação que matou Bin Laden,

Obama tem agora nas mãos um grande ativo eleitoral. Logo depois do anúncio da morte de Bin Laden, pessoas começaram a se concentrar em frente à Casa Branca. Ironicamente, o presidente de um “novo civilismo”, que viria inaugurar a era de paz pós-Bush, o guerreiro, vai chegando às urnas de 2012 como aquele que eliminou um líder terrorista e que depôs um facínora da Líbia (acho que, até lá, Kadafi caiu, não?).

Bin Laden está morto, e Obama está mais vivo do que nunca para a disputa de 2012.
02/05/2011

domingo, 1 de maio de 2011

Um novo Brasil

Décadas atrás havia uma discussão sobre a "modernização" do Brasil.

Correntes mais dogmáticas da esquerda denunciavam os modernizadores como gente que acreditava ser possível transformar o País saltando a revolução socialista.


POR FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
O ESTADO DE SÃO PAULO 

Com o passar do tempo, quase todos se esqueceram das velhas polêmicas e passaram a se orgulhar das grandes transformações ocorridas.

Até mesmo pertencermos aos Brics, uma marca criada em 1999 pelo banco Goldman Sachs, passou a ser motivo de orgulho dos dirigentes petistas: finalmente somos uma economia emergente!


Na verdade, o Brasil é mais do que uma "economia emergente", é uma "sociedade emergente" ou, para usar o título de um livro que analisa bem o que aconteceu nas últimas décadas, somos um novo país (ver Albert Fishlow, O Novo Brasil, Saint Paul Editora, 2011).

Para entender as dificuldades políticas que foram transpostas para acelerar estas transformações basta ler a primeira parte de um livrinho que tem o instigante título Memórias de um Soldado de Milícias, escrito por Luiz Alfredo Raposo e publicado este ano em São Luís do Maranhão.


Embora os livros comecem a registrar o que é este novo Brasil - e há outros, além do que mencionei -, o senso comum, especialmente entre os militantes ou representantes dos partidos políticos e seus ideólogos, ainda não se deu conta por completo dessas transformações e de suas consequências.


Os fundamentos deste novo País começaram a se constituir a partir das greves operárias do fim da década de 1970 e da campanha das Diretas-Já, que conduziram à Constituição de 1988.

Este foi o marco inicial do novo Brasil: direitos assegurados, desenho de um Estado visando a aumentar o bem-estar do povo, sociedade civil mais organizada e demandante, enfim, liberdade e comprometimento social.

Havia na Constituição, é certo, entraves que prendiam o desenvolvimento econômico a monopólios e ingerências estatais. Sucessivas emendas constitucionais foram aliviando essas amarras, sem enfraquecer a ação estatal, mas abrindo espaço à competição, à regulação e à diversificação do mundo empresarial.


O segundo grande passo para a modernização do País foi dado pela abertura da economia.
Contrariando a percepção acanhada de que a "globalização" mataria nossa indústria e espoliaria nossas riquezas, houve a redução de tarifas e diminuição dos entraves ao fluxo de capitais.

Novamente os "dogmáticos" (lamento dizer, PT e presidente Lula à frente) previram a catástrofe que não ocorreu: "sucateamento" da indústria, desnacionalização da economia, desemprego em massa, e assim por diante.
Passamos pelo teste: o BNDES atuou corretamente para apoiar a modernização de setores-chave da economia, as privatizações não deram ensejo a monopólios privados e mantiveram boa parte do sistema produtivo sob controle nacional, seja pelo setor privado, seja pelo Estado, ou em conjunto. Houve expansão da oferta e democratização do acesso a serviços públicos.


O terceiro passo foi o Plano Real e a vitória sobre a inflação, não sem enormes dificuldades e incompreensões políticas.

Juntamente com a reorganização das finanças públicas, com o saneamento do sistema financeiro e com a adoção de regras para o uso do dinheiro público e o manejo da política econômica, a estabilização permitiu o desenvolvimento de um mercado de capitais dinâmico, bem regulado, e a criação das bases para a expansão do crédito.


Por fim, mas em nada menos importante, deu-se consequente prática às demandas sociais refletidas na Constituição. Foram ativadas as políticas sociais universais (educação, saúde e Previdência) e as focalizadas: a reforma agrária e os mecanismos de transferência direta de renda, entre eles as bolsas, a primeira das quais foi a Bolsa-Escola, substituída pela Bolsa-Família. Ao mesmo tempo, desde 1993 houve significativo aumento real do salário mínimo (de 44% no governo do PSDB e de 48% no de Lula).


Os resultados veem-se agora: aumento de consumo das camadas populares, enriquecimento generalizado, multiplicação de empresas e das oportunidades de investimento, tanto em áreas tradicionais quanto em áreas novas. Inegavelmente, recebemos também um impulso "de fora", com o boom da economia internacional de 2004-2008 e, sobretudo, com a entrada vigorosa da China no mercado de commodities.


Por trás desse novo Brasil está o "espírito de empresa".

A aceitação do risco, da competitividade, do mérito, da avaliação de resultados. O esforço individual e coletivo, a convicção de que sem estudo não se avança e de que é preciso ter regras que regulem a economia e a vida em sociedade.

O respeito à lei, aos contratos, às liberdades individuais e coletivas fazem parte deste novo Brasil. O "espírito de empresa" não se resume ao mercado ou à empresa privada.

Ele abrange vários setores da vida e da sociedade.

Uma empresa estatal, quando o possui, deixa de ser uma "repartição pública", na qual o burocratismo e os privilégios políticos, com clientelismo e corrupção, freiam seu crescimento.

Uma ONG pode possuir esse mesmo espírito, assim como os partidos deveriam possuí-lo.

E não se creia que ele dispense o sentimento de coesão social, de solidariedade: o mundo moderno não aceita o "cada um por si e Deus por ninguém". O mesmo espírito deve reger os programas e ações sociais do governo na busca da melhoria da condição de vida dos cidadãos.


Foi para isso que apontei em meu artigo na revista Interesse Nacional, que tanto debate suscitou, às vezes a partir de leituras equivocadas e mesmo de má-fé.

É inegável que há espaço para as oposições firmarem o pé neste novo Brasil.

Ele está entre os setores populares e médios que escapam do clientelismo estatal, que têm independência para criticar o que há de velho nas bases políticas do governo e em muito de suas práticas, como a ingerência política na escolha dos "campeões da globalização", o privilegiamento de setores econômicos "amigos", a resistência à cooperação com o setor privado nos investimentos de infraestrutura, além da eventual tibieza no controle da inflação, que pode cortar as aspirações de consumo das classes emergentes. Para ocupar esse espaço, entretanto, é preciso que também as oposições se invistam do espírito novo e sejam capazes de representar este novo Brasil, tão distante do pequeno e às vezes mesquinho dia a dia da política congressual.
01/05/11

Tudo como dantes

Partidos, como se sabe, são pessoas jurídicas de direito privado.

Nessa condição, a despeito de custarem aos cofres públicos muitos milhões de reais anualmente entre as cotas do fundo partidário (R$ 301 milhões em 2011) e a renúncia fiscal decorrente da propaganda gratuita no rádio e na televisão, são donos dos próprios narizes.

POR DORA KRAMER
O Estado de S.Paulo

Em tese, tomam suas decisões internas sem a obrigatoriedade de prestar contas à sociedade, adequando os respectivos custos e benefícios às suas conveniências.


Às vezes dá certo, às vezes não. Quando expulsou José Roberto Arruda depois do flagrante do vídeo em que o então governador recebia dinheiro do operador do esquema de corrupção montando no governo do Distrito Federal, o DEM calculou que com isso reduziria seu prejuízo político.

Não adiantou. A situação do partido já era difícil, só fez piorar e o caso, definitivamente batizado como "mensalão do DEM", contribuiu decisivamente para a derrocada.


Pesou mais a opinião que o público formara ao longo dos anos sobre o partido e sua fragilidade política para reagir.

Com o PT, ocorreu o oposto: teve a direção nacional e a imagem devastadas por denúncias de corrupção, mas recuperou-se tão bem que hoje pode dar-se ao desfrute de ignorar possíveis danos na opinião pública, decretar unilateralmente a absolvição da figura símbolo do mensalão e expor o poder de José Dirceu, elegendo presidente um oficial de seu quartel general.


Quando o PT decide que é chegada a hora de reabilitar Delúbio Soares, o ex-tesoureiro que, como disse a senadora Marta Suplicy ao defender sua reintegração, "segurou tudo calado", trata o assunto unicamente sob a perspectiva do partido, cujo interesse é "zerar" as penalidades e fortalecer sua unidade a fim de consolidar sua hegemonia no governo Dilma Rousseff e enfrentar o processo a ser julgado no Supremo Tribunal Federal.


Aos dirigentes parece pouco importar se vai repercutir mal a concessão de tal recompensa ao silêncio do homem que jurou ser o único responsável pelo esquema de arrecadação e distribuição de dinheiro tido como "criminoso" pela Procuradoria-Geral da República.


Ao contrário, pelas declarações feitas, consideram que, quanto mais cedo, melhor. O cenário, de fato, lhes é favorável.


Não há eleições a não ser em 2012, quando só então o Supremo deve começar a examinar o processo do mensalão.

A oposição encontra-se desmobilizada; problemas decorrentes do agravamento da inflação ainda não tomaram a cena de modo a alterar a confiança no governo, que está com popularidade alta e recolhendo novas adesões naquela parcela da sociedade que não gostava de Lula, mas anda gostando muito de Dilma.


Certamente o PT contabilizou perdas e ganhos e concluiu que o momento permite manobras radicais. Ao mesmo tempo recebe Delúbio e põe Rui Falcão na presidência.


Linha de frente da concepção aguerrida de José Dirceu de fazer política, Falcão ficou no "limbo" durante a campanha presidencial de 2010 por suspeita de ter exposto o esquema de montagens de dossiês contra adversários no comitê em Brasília.

Esses dois movimentos, a reabilitação de Delúbio e a eleição de Falcão, reconduzem o PT à rota anterior ao baque do mensalão.

Sinalizam que o partido se sente forte e inimputável perante o eleitorado.

Livre, leve e solto para abandonar a promessa de que, daquele ano de 2005 para frente, tudo seria diferente.


Paz de cemitério. A ordem unida no PSDB é água fria na fervura da crise paulista, a fim de que o clima não fique ainda pior nas semanas que antecedem a convenção nacional do partido, a ser realizada no fim de maio.


Na realidade, o tucanato não tem autoridade moral para pôr publicamente o dedo em cima da ferida e dizer que a crise resulta da afirmação de hegemonia regional por parte do governador Geraldo Alckmin, em detrimento da unidade partidária.


Simplesmente porque cada um dos figurões do partido faz exatamente o mesmo: a política do cada um por si e ninguém por todo

01/05/11

Mandem de caminhão e despejem na frente do Palácio do Planalto. Isso é oposição.




( A verdadeira história de Lula e seu bando)


Os livros de história estão destruindo o legado de FHC? Bem feito!

Aceitem a sugestão do Blog Coturno Noturno: 

“A história é contada pelos vencedores. Ainda mais quando os vencidos são covardes. Quer ver como é fácil acabar com esta máfia petista que está ensinando a história errada para os nossos filhos,  em livros panfletários, conforme informou hoje a Folha de São Paulo?
Reúnam os oito governadores tucanos e informem ao MEC, em nota oficial, que estes livros não serão utilizados nas escolas estaduais.

Devolvam tudo
.

Mandem de caminhão e despejem na frente do Palácio do Planalto. Isso é oposição.


Mas imaginem se tucanos vão sujar as luvinhas brancas e os punhos de renda com algo assim.
No máximo, vão escrever um artigo.

E daqueles bem educados.”


Charge


a volta do filho pródigo


www.sponholz.arq.br

Filho mais novo de Kadhafi é morto em ataque aéreo, diz porta-voz

 

Casa foi atingida por pelo menos três mísseis

Saif al-Arab tinha 29 anos de idade e era civil

Do G1, com informações de agências internacionais

O filho mais novo do líder líbio Muamar Kadhafi, Saif al-Arab Kadhafi, foi morto neste sábado (30) durante um ataque aéreo da Otan, anunciou um porta-voz do regime em Trípoli. Três netos do ditador também estavam na casa e morreram.


Saif al-Arab tinha 29 anos de idade, era civil e estudava Alemanha. Autoridades líbias levaram jornalistas à casa que foi atingida por pelo menos três mísseis. O telhado desabou completamente em algumas áreas.
Danos causados por ataque aéreo da coalizão à casa de Saif Al-Arab Khadafi, filho do líder líbio.
(Foto: Reuters)


De acordo com jornalistas que foram levados ao local, o edifício foi muito danificado e uma bomba ainda não detonada permanece no local.


O porta-voz do governo, Moussa Ibrahim, disse que a vila foi atacada "com força total".

"O líder e sua esposa estavam na casa com outros amigos e familiares. O líder está em boa saúde, não foi ferido", disse.

"Isto foi uma operação direta para assassinar o líder deste país", disse o porta-voz.
Míssil que o governo líbio diz ser do ataque aéreo da coalizão é visto na casa de Saif Al-Arab Kadhafi, filho do líder líbio Muammar Kadhafi
(Foto: Reuters)

Neste sábado à noite, três explosões foram ouvidas em Trípoli a partir do setor de Bab al-Aziziya, que abriga o complexo de Kadhafi, após um sobrevoo de aviões da Otan.

Em Benghazi, bastião dos rebeldes, houve comemoração com tiros para o alto durante a madrugada de sábado para domingo após o anúncio da morte de Saif al-Arab, constatou um jornalista da AFP.

"Eles estão muito felizes que Kadhafi tenha perdido seu filho em um ataque aéreo e atiram para comemorar" sua morte, declarou o porta-voz militar do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político da rebelião), coronel Ahmed Omar Bani, em Benghazi.

Em nota oficial, Otan informa que busca atingir alvos militares, não pessoas. Um comandante das forças da Organização disse que soube dos "relatos não confirmados da mídia" de que o filho de Kadhafi teria morrido e que lamenta por qualquer vida perdida. G1
30/04/2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PT absolve Delúbio Soares, o tesoureiro da quadrilha do mensalão



Por O EDITOR
Coturno Noturno

Trechos da denúncia do Mensalão, assinada pelo Procurador Geral da República, que ainda será julgada pelo STF:

"Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno."


"Portanto, foi exatamente nessa empreitada criminosa pretérita que ele adquiriu o conhecimento posteriormente oferecido ao Partido dos Trabalhadores, o qual, por meio de José Dirceu, Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno, prontamente aceitou."


" As provas colhidas no curso do Inquérito demonstram exatamente a existência de uma complexa organização criminosa, dividida em três partes distintas, embora interligadas em sucessivas operações: a) núcleo central: José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e Sílvio Pereira..."


" O esquema criminoso em tela consistia na transferência periódica de vultosas quantias das contas titularizadas pelo denunciado Marcos Valério e por seus sócios Ramon, Cristiano e Rogério, e principalmente pelas empresas DNA Propaganda Ltda e SMP&B Comunicação Ltda, para parlamentares, diretamente ou por interpostas pessoas, e pessoas físicas e jurídicas indicadas pelo Tesoureiro do PT, Delúbio Soares, sem qualquer contabilização por parte dos responsáveis pelo repasse ou pelos beneficiários."


"Delúbio Soares, por sua vez, era o principal elo com as demais ramificações operacionais da quadrilha (Marcos Valério e Rural), repassando as decisões adotadas pelo núcleo central."


"Delúbio Soares tinha a função de operacionalizar, juntamente com Marcos Valério, o esquema de repasse de dinheiro em nome do Partido dos Trabalhadores, uma vez que era o Tesoureiro do Partido,
atividade pelo mesmo nominada como Secretário de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores."

"Com efeito, uma vez sob disposição do núcleo Marcos Valério, o montante foi empregado para pagar propina e dívidas de campanhas eleitorais por ordem de José Dirceu, José Genoíno, Sílvio Pereira e Delúbio Soares."


" Para a implementação dos repasses de dinheiro, Marcos Valério era informado, por Delúbio Soares, do destinatário e do respectivo montante. A partir daí, o próprio Marcos Valério, Simone Vasconcelos ou Geiza Dias entravam em contato com o beneficiário da quantia."


" Após formalizado o acordo criminoso com o PT (José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e Sílvio Pereira), os pagamentos começaram a ser efetuados pelo núcleo publicitário-financeiro. Os recebimentos, por sua vez, eram concretizados com o emprego de operações de lavagem de dinheiro para dissimular os reais destinatários dos valores que serviram como pagamento de propina".


Rui Falcão é eleito presidente do PT e vai comandar o partido até 2013



Petista substitui José Eduardo Dutra, que renunciou por razões de saúde
Primeira missão de Falcão será comandar processo de refiliação de Delúbio


Robson Bonin e Sandro Lima
Do G1 em Brasília


 


O novo presidente do PT, Rui Falcão,
em reunião do PT em 18 de abril
(Foto: JF Diorio / Agência Estado)

Depois de o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ter oficializado a renúncia ao cargo por problemas de saúde, o Diretório Nacional da sigla aprovou, por unanimidade, nesta sexta-feira (29) a efetivação no cargo do vice-presidente Rui Falcão. Ele vai comandar o partido até 2013, quando deve ocorrer novo processo de eleições diretas para o comando da sigla.

Ligado ao PT paulista, Falcão já comandava o PT durante o período em que Dutra permaneceu licenciado das atividades para se tratar de um quadro de hipertensão crônica.

O novo presidente petista foi nome de consenso durante a reunião da chapa Partido que Muda o Brasil (PMB), composta pelas correntes Construindo um Novo Brasil, Novos Rumos e PT de Luta e de Massa.

Durante a reunião do Diretório Nacional, que começou na manhã desta sexta e só deve terminar no final da tarde de sábado, coube ao ex-deputado José Genoino a missão de apresentar o nome de Falcão à cúpula petista. “É um militante de larga experiência na militância de esquerda, que tem o compromisso do fortalecimento do PT”, afirmou Genoino.

A eleição de Falcão tornou-se praticamente certa desde que o atual líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), recusou a possibilidade de ocupar o cargo. Costa afirmou que tinha um compromisso com seu estado e que iria continuar senador para reestruturar a liderança petista na Casa.

Delúbio Soares

Eleito durante reunião de pouco mais de uma hora nesta sexta, Falcão terá como primeira missão conduzir os debates em torno do possível retorno do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao PT.



Expulso em 2005 após acusação de envolvimento no escândalo do mensalão, Delúbio apresentou carta pedindo a refiliação na manhã desta quinta-feira (28). Na parte da tarde, o ex-tesoureiro foi ao Diretório Nacional do PT em Brasília e chegou a fazer um depoimento emocionado aos petistas solicitando a aprovação de sua volta.

Em três parágrafos, o ex-tesoureiro argumenta na carta que nunca procurou outra legenda e que se manteve fiel ao PT durante todo o tempo em que permaneceu fora do partido. Redigida pelo próprio Delúbio, a carta chegou a ser discutida nesta quinta, mas nenhuma decisão foi tomada.

A expectativa entre os petistas é que o pedido de Delúbio só seja analisado pelo Diretório Nacional na reunião deste sábado (30).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A demolição do PSDB


O autor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) dizia que um romance não se escreve com ideias, mas com palavras. No que possa ter de verdade, a frase se aplica também à política, com uma diferença: em sentido estrito, a arte de conquistar e conservar o poder se faz com palavras e atos. A analogia vem a propósito dos solavancos mais recentes - e decerto não derradeiros - que abalam o PSDB, a agremiação que não sabe, entre outras coisas, o que fazer com o robusto patrimônio de 43,7 milhões de votos obtidos por seu candidato na última eleição presidencial.

De um lado, o ex-presidente e tucano emérito Fernando Henrique viaja pelo mundo das ideias em busca de bases conceituais para reconstruir o papel de sua legenda e dos aliados oposicionistas, depois da sua terceira derrota consecutiva para o PT de Lula em um decênio. De outro lado, no rés do chão da política partidária, atulhado do que nela há de mais velho, banal e, ainda assim, dominante - os cálculos de conveniência das ambições e vendetas pessoais -, o também tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, toca a obra de demolição do enfermiço partido no seu berço e reduto mais consolidado.

Costumava-se dizer do seu correligionário José Serra que era uma figura politicamente desagregadora. Se foi, ou é, parece um aprendiz perto do rival que não se conforma até hoje com o apoio do outro ao afinal vitorioso concorrente do DEM, Gilberto Kassab, na eleição para prefeito da capital de 2008. Por conta disso e pelo aparente projeto de governar o Estado pela terceira vez, com um hiato entre 2007 e 2011, Alckmin se empenha em afirmar a hegemonia de seu grupo na seção paulista da legenda, tratando de confinar nas suas bordas os companheiros de diferentes lealdades.

Além disso - e aí já se trata dos prejuízos sofridos pelo interesse público -, deu de desmantelar políticas bem-sucedidas adotadas no interregno José Serra em áreas cruciais para a população, como educação e saúde. Chega a dar a impressão de querer apagar da história recente do Estado o período serrista. Essa política de demolição tem os seus custos, porém. Seis dos 13 membros da bancada do PSDB na Câmara de Vereadores paulistana deixaram o ninho na semana passada. E um tucano de primeira hora, o ex-deputado e secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, acaba de fazer o mesmo.

Aqueles se guardaram de atribuir frontalmente ao governador a sua decisão. Mas este o acusou com todas as letras e argumentos ponderáveis. Argumentos que remetem à ascensão política do ex-prefeito de Pindamonhangaba pelas mãos de Mário Covas, de quem foi vice-governador e sucessor, depois de sua morte, e ao empenho de Alckmin em participar de todos os ciclos eleitorais da década passada: para governador, presidente, prefeito e novamente governador. Nem que para isso tivesse de implodir a aliança entre o PSDB e o DEM na citada eleição municipal de 2008. "Isso demonstra o seu apetite pelo poder", apontou Feldman. "Essa é a verdade."

A ironia é que, diante das baixas causadas pela iniciativa de Kassab de criar uma nova sigla, o PSD, o mesmo Alckmin que resistiu à parceria com o ex-PFL quando a agremiação tinha ainda razoável expressão política, agora, quando faz água, torna a recorrer aos seus quadros para recompor a equipe, depois de demitir o vice-governador e titular da estratégica Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Afif, que resolveu acompanhar Kassab. As fraturas no PSDB paulista ocorrem na pior hora e no pior lugar. Elas são um entrave para o soerguimento do partido, em sua dimensão nacional. Qualquer que seja o peso das ideias para o que Fernando Henrique chama "refazer caminhos", as palavras e os atos que constituem a essência da política dependem de líderes dotados de coerência e carisma para proferi-las e praticá-los com credibilidade - e a crise paulista revela políticos que não estão à altura da tarefa. Sem líderes não se fortifica um partido, muito menos se chega às urnas com chances efetivas de sair delas vitorioso.

Os erros de Alckmin não só o enfraquecem no plano regional, como sufocam as aspirações tucanas na esfera nacional.

Assim os brasileiros não terão uma alternativa viável para o projeto de poder do PT.
28 de abril de 2011

LISTA DO CASAMENTO REAL...

terça-feira, 26 de abril de 2011

SENADOR DA REPÚBLICA

SENADOR DA REPÚBLICA FASCISTA DO PT


Por Geraldo Almendra


Está sendo divulgado nos jornais, na televisão e na internet a postura agressiva, ofensiva e covarde contra um repórter por parte de um senador do PMDB, partido lacaio do PT, e que vive historicamente em função da política prostituída dos pactos imorais no jogo do poder sujo que transformou o Brasil no Paraíso dos Patifes, governado por um Covil de Bandidos, como consequência direta da Fraude da Abertura Democrática.

Atitudes truculentas não são novidades na postura desse senador, mas o que chama a atenção é a covardia maior ainda do jornalismo brasileiro que não reage à altura quando um repórter no cumprimento de suas obrigações profissionais tem seus direitos suprimidos pela postura de alguém que se acha superior a todos e se coloca está acima das leis, da ética e da moralidade pública.

Se o jornalismo tivesse um mínimo de vergonha nunca mais nenhum repórter se dirigiria na direção desse animal da política prostituída e covarde, ou mandaria um jornalista com a mesma truculência fazer-lhe uma pergunta para medir o tamanho de sua coragem para tomar um gravador que não lhe pertence.

É patética a atitude de um representante de uma entidade representativa do jornalismo declarando que se o truculento e mal educado senador não pedir desculpas vai tomar alguma atitude.

Vamos dizer a este senhor que pior do que o senador é ele que se acovarda em defender sua classe que já vem sendo tratada como escória por um Covil da Política Prostituída que tem o apelido de Parlamento e que, por exemplo, formaliza a relação do jornalismo com o Senado em uma via de mão única através de papéis formais com pedidos de informações sobre o trabalho de quem é regiamente pago pelos contribuintes que têm o direito de serem informados sobre as atitudes dessa canalha da política sem a censura prévia dos submundos fétidos do Congresso Nacional.

Pior ainda do que o senador é esta sociedade dos patriotas mortos que é diariamente ofendida, roubada, extorquida e humilhada por um poder público que exerce uma incompetência genocida por não cumprir minimamente com suas responsabilidades na saúde, na segurança pública, na educação e no saneamento básico, e não consegue tomar as atitudes necessárias para acabar com essa canalha que afunda o país no mar da patifaria política que impõe à sociedade um incontrolável processo de degeneração moral das relações público-privadas com a cumplicidade de poderes públicos apodrecidos e covardes.

A sociedade já percebeu que o Congresso Nacional perdeu sua razão de ser nas mãos dos políticos sórdidos da “geração abertura democrática”, tipo esse senador, que estão sendo eleitos para fazer os contribuintes de idiotas e palhaços e praticar qualquer agressão à liberdade de imprensa ou aos direitos individuais sem serem molestados pelas instituições que têm a responsabilidade de coibir e punir seus atos.

Parece que somente no dia em que os bandidos que ficam matando cidadãos inocentes todos os dias entenderem que os verdadeiros culpados pelos suas desgraças são esses políticos calhordas é que veremos a luz no final do túnel, da pior forma possível: começando a matar políticos e não mais suas vítimas.

Na falta desse tipo de atitude e no andar da carruagem da falência da Justiça no país, continuaremos assistindo políticos sendo pagos pelos contribuintes para tratar cidadãos, que trabalham mais de cinco meses por ano para sustentar um poder público espúrio, como idiotas e palhaços e, ainda, com o direito de praticar agressões morais ou físicas quando se sentirem “magoados” com a liberdade de imprensa.

Vamos ver se nas próximas eleições essa mesma imprensa humilhada por esse senador vai arriar suas calças e trata-lo como alguém digno de algum respeito.


26/04/2011


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Brincando de inflação


Nada de novo no front.

Blog de Guilherme Fiuza

 Enquanto
Lula implica com os diplomas de Fernando Henrique – na sua já tradicional elegia da ignorância, que faz tanto sucesso – a inflação ruge.

Tem sido assim nos últimos oito anos. Graças à “herança maldita” do antecessor, o PT enche a barriga de votos e depois vai a público cuspir no prato.

É o crime perfeito.


Ou quase. Para a perfeição, faltaria um pouco de carinho com a galinha dos ovos de ouro (a estabilidade monetária). Deixar o Banco Central governar – a contragosto – enquanto rola a grande farra populista com o dinheiro público é uma opção esperta, mas arriscada.

A DisneyLula será infinita enquanto durar. Mas os especialistas em matéria fiscal já cansaram de alertar: vai dar m…

E eis que a inflação de abril vem avisar que a brincadeira começa a perder a graça. Em 12 meses, 6,3% – roçando o teto da meta. As previsões para 2011 já indicam que no fim do ano esse teto será uma espécie de camada de ozônio dos preços – devidamente perfurado.

Mas o governo do PT nada teme.


O primeiro teto rachado foi o do próprio Banco Central, finalmente vencido pela infiltração casuística do lulismo. Zelando por sua imagem santificada, o filho do Brasil impediu no grito a alta dos juros no final de seu governo.

E o que fez Dilma?

Continuando a obra do padrinho, prosseguiu com o adestramento do BC, que passou a emitir mensagens psicodélicas de fé no desenvolvimentismo e outros sinais exóticos de despreocupação monetária.

O mercado entendeu da única forma que podia entender: liberou geral.

Se Deus não existe (e a polícia está dormindo), tudo é permitido. E o ministro do Desenvolvimento já perfumou as mãos sujas do governo, dizendo que a inflação brasileira é um problema da conjuntura internacional.

Se a inflação sair do controle, como está prometendo, a gastança estatal promovida pelos governos do PT será inocente. A culpa terá sido de Fernando Henrique, aquele que não gosta do povão.

Resta saber se o eleitor continuará hipnotizado pela fábula do governo bonzinho no dia em que o PT conseguir, finalmente, bagunçar a economia brasileira.
23/04/2011

PAÍS DE BANDIDOS E DE GÂNGSTER!

A honra de um ministro foi jogada na lama.
O Superior Tribunal de Justiça deveria apurar.

Um presidente da república envolvido.

Nada acontece por sermos um país de ladrões, corruptos, gângsters e de bandidos



ONDE ESTAMOS, PERGUNTA O GRUPO GUARARAPES.

E RESPONDE:

A REVISTA VEJA E O JORNALISTA NÃO SÃO IRRESPONSÁVEIS, POIS SERIA O FIM DO JORNALISMO BRASILEIRO. A HISTÓRIA SÓ PODE SER VERDADEIRA E A CANALHA TOMOU CONTA DO PAÍS.

ESTAMOS PERDIDOS.

GRUPO GUARARAPES

Uma história escabrosa envolvendo Lula, o Supremo Tribunal Federal e um magistrado

Por Reinaldo Azevedo

Os métodos da companheirada atingiram o Supremo Tribunal Federal, corte que, infelizmente, já não está imune a certos exotismos teóricos e filosóficos, em desserviço do direito e da Constituição. Nem poderia ser diferente quando sabemos que o tribunal estava exposto à ação de Luiz Inácio Lula da Silva, o Apedeuta diluidor de instituições.


A VEJA desta semana traz uma história escabrosa, cabeluda mesmo, relatada por Policarpo Junior. E quem confirma que a sujeira existiu é a personagem central do imbróglio: Francisco Cesar Asfor Rocha, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além de Lula, há outro protagonista na tramóia, figura soturna da República, que, volta e meia aparece, como“consultor” de grandes negócios.


Leiam os detalhes da reportagem na revista. Faço aqui uma síntese. Vejam o grau de delinqüência intelectual, moral e política a que ficou submetida nada menos do que a escolha de um dos 11 membros de nossa corte suprema.


Em fevereiro do ano passado, o então presidente Lula convidou Asfor Rocha, à época presidente do STJ, para uma audiência no Palácio do Planalto.


Conversaram sobre isso e aquilo, e o Babalorixá de Banânia informou ao magistrado que o indicaria para a vaga no Supremo, que seria aberta com a aposentadoria do ministro Eros Grau, que faria 70 anos em agosto.


Em novembro, numa reunião na casa de José Sarney (PMDB-AP), Asfor pediu que o senador enviasse uma mensagem a Lula: não aceitava mais a nomeação porque se sentia atingido em sua honra.


Que diabo havia acontecido?


Policarpo joga luzes numa história escandalosa. Lula, o próprio, passou a alardear aos quatro ventos que Asfor havia pedido dinheiro para dar um voto numa causa, teria recebido a grana — R$ 500 mil —, mas não teria votado conforme o prometido. Contou a mesma história a um ministro, a um ex-ministro, a um governador e a um advogado muito influente de Brasília.


Todos ficaram estarrecidos.


Terá sido mesmo assim?


E como o presidente teria sabido da história?


Ela lhe fora relatada por Roberto Teixeira — sim, ele mesmo, o primeiro-compadre, que atuara no caso como “consultor da empresa”.


Prestem atenção!

Teixeira — amigo de Lula, seu compadre e seu advogado — lhe teria relatado, então, que atuara para comprar o voto de um ministro do STJ.


Pior: teria conseguido.


Fosse verdade, o presidente da República estava conversando, então, com um corruptor ativo, que se declarava ali, na sua frente. Sua obrigação era chamar a Polícia.


Ainda fazendo de conta que a história é verdadeira, o presidente houve por bem não nomear Asfor Rocha. O resto, então, ele teria considerado normal.

Inverossimilhanças e verdades.

A história de que Asfor pediu propina ao primeiro-compadre, recebeu o dinheiro, mas não entregou o prometido é, para dizer o mínimo, inverossímil. Ainda que Asfor fosse um larápio, burro ele não é.


Saberia que estava se fazendo refém de Teixeira e, obviamente, de Lula. Se algum juiz quiser se comportar como um safado, há personagens menos “perigosas” na República com que se envolver.


Mas há alguma sombra de verdade na possível mentira?


Há, sim.


E é aí que as coisas pioram bastante. Teixeira esteve, sim, com Asfor Rocha. O encontro aconteceu no dia 3 de agosto do ano passado.


Apresentou-se como defensor da Fertilizantes


Heringer S/A, embora não fosse o advogado legalmente constituído da empresa — segundo a direção da dita-cuja, ele era um “consultor”.

De quê?


Teixeira, diga-se, costuma aparecer nesse estranho papel. Nessa condição, a Ordem dos Advogados do Brasil não pode lhe censurar os métodos — se é que censuraria, né?.


A OAB foi OAB um dia… Uma unidade da Heringer tinha sido impedida de funcionar porque jogava poluentes no meio ambiente.


Teixeira informou ao ministro que havia entrado com um recurso no tribunal para suspender um julgamento contrário à empresa.


Pois bem: um mês depois, relator do caso, Asfor negou o recurso, sendo seguido pelos outros dez da corte especial do STJ.


E pronto! Foi assim que se tornou um quase-ministro do STF.

O magistrado confirma tudo. Disse que tomou conhecimento da acusação por intermédio de um colega da magistratura: “Ele me disse que soubera de amigos do Palácio do Planalto que o presidente estava falando coisas absurdas a meu respeito.”


Veja tentou ouvir Teixeira.


Ele reagiu assim, por escrito: “Nossa atuação como advogados está submetida exclusivamente à Ordem dos Advogados do Brasil, não cabendo à revista VEJA ou a qualquer outra entidade exercer o controle, avaliar ou censurar a nossa atuação profissional, inclusive através de perguntas tendenciosas, objetivando cizânia, e que, ademais, nenhuma conexão mantêm com o caso específico utilizado para a veiculação das mesmas.”


Certo!

Como advogado, Teixeira é um portento; como crítico de jornalismo, um fiasco. Que vá tomar satisfação com o seu compadre. O leitor mais atento já notou que uma coisa é inquestionável, pouco importa qual seja a verdade: Asfor não votou como queria o amigo de Lula — que, segundo muita gente, é o próprio Lula em outro corpo.


O resto é história. O ministro do STJ ficou fora do Supremo, e a vaga foi preenchida por Luiz Fux.


PS - Histórias como essa geram indignação, os leitores se exaltam e acabam pesando a mão

24 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

CLASSE C: UM FATO CRÍTICO




Por Maria Lucia Victor Barbosa

Um fato crítico em ciência significa um fato que prende a atenção e, que por isso, precisa ser explicado.


A classe média baixa ou C tornou-se um fato crítico por alguns motivos. Entre eles é preciso explicar que a ascensão de parcela da classe baixa ou D à classe C, tem sido usada pelo governo petista como feito unicamente seu, mas, principalmente, como ato redentor de Lula da Silva, o salvador da pátria.


Todavia, a política distributivista que proporcionou a mobilidade social ascendente de uma parcela de brasileiros foi um processo desencadeado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Prosseguiu no governo Lula com o apelo constante ao consumismo facilitado em suaves prestações e caridades oficiais.


Fundamentalmente, porém, a melhoria do nível de vida da população brasileira como um todo foi impulsionada pelo Plano Real de FHC, que domou a inflação e estabilizou a economia. Sem isso seria impossível grandes mudanças na pirâmide social.


Recentemente a classe C tornou-se de novo fato crítico a merecer explicação. Isso se deu quando o ex-presidente FHC, em artigo para uma revista, sugeriu ao seu partido, o PSDB e aliados, investir na classe C na medida em que o PT domina os movimentos sociais e o “povão”.


Bastou a palavra “povão”, muito usada pela esquerda, para os petistas e o populista Lula erguerem as bandeiras, rufarem os tambores e caírem de pau em cima de FHC, como é de seu costume.


Lula, que parece desenvolver um sentimento doentio de inferioridade com relação ao tucano, aproveitou a deixa para espalhar que FHC e o PSDB detestam pobres.


Nada a ver, é claro. FHC apenas pensou politicamente, pois as classes médias A, B e C constituem a maioria ou, aproximadamente, 52% da população brasileira.

Só na classe C estão aproximadamente 38,8% dos brasileiros com carências e aspirações de várias espécies, portanto, um espaço especial para o trabalho dos políticos.


Diga-se de passagem, que o conceito de classe social varia na concepção de vários sociólogos e não cabe num pequeno artigo aprofundar o tema.


Para para citar uma definição escolho a do sociólogo Max Weber, segundo o qual “classes são agregados de indivíduos que têm as mesmas oportunidades de
adquirir mercadorias e exibem o mesmo padrão de vida”.

Acrescento que classes sociais, em que pese o mundo massificado em que vivemos, possuem comportamentos, valores e atitudes diferenciados que possibilitam distingui-las.


A parcela da classe C que emergiu da classe D, não pode deixar também de apresentar características de psicologia coletiva que a faz subserviente em relação aos que estão em posição superior, mantendo no fundo a aspiração de ser igual ou ter o mesmo padrão de vida das classes mais altas.


Afinal, o ser humano sempre quer ter mais de forma insaciável, inclusive, prestígio. Mas, para alcançar o status mais elevado os indivíduos da classe C teriam que ultrapassar sua origem familiar, casamento, história profissional e instrução. Isso é possível para alguns ou para muitos indivíduos, mas, dependendo das circunstâncias econômicas, a mobilidade pode ser ascendente ou descendente.


Do jeito que a inflação segue descontrolada, dos mecanismos governamentais que desesperadamente tentam contê-la penalizando os que já se acostumaram com as facilidades do crédito, não é difícil que parcela da classe C retorne à classe D ou até à mais baixa classe E.


Observe-se ainda, que nem todos os que pertencem à classe C chegarão como num passe de mágica a professores universitários, profissionais liberais, funcionários públicos, altos cargos burocráticos ou políticos como os “colarinhos brancos” das classes médias A e B.


Entretanto, não só as dádivas caídas dos céus estatais e a ampliação da burocracia, mas os empregos propiciados pela iniciativa privada e a multiplicidade de novas funções geradas pelo avanço da tecnologia e pelos meios de comunicação da sociedade globalizada, possibilitaram a parcela da classe D ascender e integrar a classe C que, frise-se, já existia e apenas se tornou mais numerosa.


Lembremos também que a Educação chegou a um nível tão baixo de qualidade, que há falta de mão-de-obra mais especializada e sofisticada, estando os grandes empresários obrigados a importar profissionais do exterior.


Num extremo oposto, faltam operários da construção civil porque o segmento da classe D, que ascendeu à classe C, já não aceita o trabalho pesado e mal remunerado dos que constroem os cada vez mais numerosos edifícios nas metrópoles e nas cidades de porte médio.


Duas características marcam também todas as classes sociais: o individualismo e a indiferença política. Apenas em épocas de campanha algum interesse aparece. Concentra-se em determinado ou determinados candidatos com potencial carismático ou demagógico, capazes de propiciar vantagens individuais.


Nenhuma ideologia ou questões de princípios estão presentes nas campanhas onde as propostas dos postulantes aos cargos públicos quase não se distinguem e os partidos são meros clubes de interesses.


Finalizando concordo com o pensamento de C. Wright Mills em sua obra “White Collar”, adaptando-o a nossa realidade:


As posições particulares como indivíduos de nossas classes médias é que determinam a direção para onde elas se encaminham. Mas seus indivíduos não sabem para onde ir. Por isso vacilam, confusos e hesitantes em suas opiniões, desordenados e descontínuos em suas ações.


Formam um coro medroso demais para protestar, histérico demais em suas manifestações de aprovação. Constituem uma retaguarda. Estão à venda no mercado político e qualquer um que pareça bastante confiável tem probabilidade de comprá-las.




20/04/2011

O homem invisível


O bloqueio é completo, o controle do fluxo de informações é tão rígido e intolerante quanto a censura soviética ou nazista, com a diferença de que só vigora na grande mídia.


Por Olavo de Carvalho
Mídia Sem Máscara



A controvérsia dos documentos inacessíveis, incognoscíveis e intocáveis de Barack Hussein Obama, que a mídia conseguiu abafar na base das chacotas, da rotulação caluniosa e da intimidação direta, voltou ao primeiro plano graças ao pré-candidato republicano à presidência, Donald Trump.


O bam-bam-bam dos imóveis, além de ter dinheiro suficiente para não se intimidar com o bilhão de dólares da campanha de Obama (a maior verba de propaganda eleitoral da História), ainda conta com um trunfo decisivo: ele tem todos os seus documentos em ordem e sabe exibi-los de modo a espremer o concorrente contra a parede mediante a pergunta irrespondível, hoje espalhada em cartazes por todo o território americano: "Where is the birth certificate"?

Se John McCain tivesse feito isso, não só teria vencido as eleições, mas teria jogado a carreira do seu adversário na lata de lixo.

Obama seria agora conhecido como aquilo que realmente é: um pequeno vigarista que grandes picaretas colheram na rua para um servicinho sujo porque, malgrado sua absoluta falta de qualidades, tinha o physique du rôle: a cor da pele politicamente oportuna, uma bela voz para ler discursos no teleprompter e, melhor que tudo, a perfeita vulnerabilidade a chantagens em razão de sua falta de documentos e da sua biografia falsificada.

Desde o início da campanha, afirmei que a identidade de Obama, muito mais que suas ideias e propostas, era o ponto digno de atenção, porque a conduta de um homem no poder não depende do que ele diz em favor de si, mas de quem ele realmente é.

Ora, as ideias e palavras de Obama foram abundamente alardeadas, debatidas, enaltecidas e esculhambadas, mas querer saber algo da identidade da criatura para além da publicidade oficial tornou-se reprovável, pecaminoso, um tabu na mais plena força do termo.

A grande mídia inteira, a classe política dos dois partidos, os astros e estrelas de Hollywood e batalhões de burocratas zelosos uniram-se para esse fim.

Nunca uma blindagem tão forte e uma guarda-de-ferro tão intolerante se ergueram para proteger da curiosidade pública, como se fosse um tesouro sagrado, o passado sujo de um embrulhão.

Esse passado inclui, entre outros mil e um vexames mal encobertos, uma história familiar toda falsa - e onde praticamente nenhuma declaração do personagem confere com os documentos existentes nem com os testemunhos de terceiros;

a carreira universitária financiada por um bilionário saudita pró-terrorista, até hoje não se sabe com que propósito; mil e uma relações íntimas com organizações comunistas e radicais;

a militância nas hostes de Saul Alinsky, empenhadas em desmantelar a previdência social e o sistema bancário para apressar o advento do socialismo;

a inscrição num partido socialista, mil vezes negada em tom de dignidade ofendida, até que apareceu a carteirinha de militante e não se falou mais nisso;

a fraude literária dos dois livros que lhe granjearam a fama de grande escritor, e que hoje se sabe terem sido escritos por seu amigo William Ayers; o mistério, tipo "exterminador do futuro", do alistamento militar assinado em 1988 num formulário impresso em 2008;

a fortuna gasta com advogados para esconder praticamente todos os documentos pessoais que, bem ao contrário, cada candidato à presidência tem a obrigação de exibir ao público e aliás todos sempre exibiram.

E assim por diante.


Como é possível que, com uma biografia tão escandalosamente suspeita, um político seja imunizado pelo establishment inteiro contra qualquer tentativa de descobrir quem ele é? Quem, entre as altas hierarquias de demônios, decretou que o país mais poderoso do mundo tem de aceitar um desconhecido como presidente, reprimindo a tentação de fazer perguntas?

O episódio da certidão de nascimento é só uma onda a mais num tsunami de obscuridades ante o qual o eleitorado só tem o direito de guardar respeitoso silêncio, cabisbaixo e compungido como se a trapaça grosseira fosse um mistério sacral.

Obrigar um povo a suportar isso, sob pena de rotulá-lo de "racista", é com certeza a exigência mais prepotente, a chantagem psicológica mais descarada de todos os tempos.

Porém, uma vez que esse povo aceitou votar na cor da pele sem perguntar o que vinha dentro da embalagem, ele terá de continuar cedendo e cedendo até à abjeção total, pois deu ao homem da raça ungida o direito de lhe impor qualquer exigência danosa e absurda sem deixar de estar, jamais, acima de qualquer suspeita.

O muro de proteção erguido em torno de Obama não foi desmontado depois das eleições. Cresceu e tornou-se mais forte, a guarda-de-ferro mais agressiva, ao ponto de que praticamente nada do que o homem tem feito de maligno e fatal contra seu país chega jamais ao conhecimento do povo que o elegeu.

O bloqueio é completo, o controle do fluxo de informações é tão rígido e intolerante quanto a censura soviética ou nazista, com a diferença de que só vigora na grande mídia, deixando vazar informações na imprensa nanica e no rádio e buscando, segundo os ditames da engenharia social de ponta, não um utópico estrangulamento total mas apenas o domínio eficiente dos resultados estatísticos gerais.

No WorldNetDaily da semana passada, o colunista Craig R. Smith pergunta, perplexo: "Como pode Obama sair-se bem fazendo o que faz, sem que jamais se ouça um pio da grande mídia?"

O preço da gasolina e o débito nacional duplicaram desde que ele subiu à presidência, e nem um só jornal ou canal de TV dá o menor sinal de ter percebido que algo aconteceu.

Ele demite 87 mil trabalhadores da indústria de petróleo numa só canetada, e não se ouve um soluço.

Ele manda bombardear a Líbia sem a autorização do Congresso, e só o que se vê são louvores ao seu humanitarismo.

Três trilhões de dólares da verba de "estímulos" - sim, trilhões, não bilhões - são espalhados sem nome de destinatário, e é como se uma moeda de um quarter tivesse sumido do bolso de um garoto de escola.

O homem dá um calote em milhares de credores legítimos da General Motors, enquanto distribui bilhões a picaretas sindicais seus amigos, e, a crermos no New York Times, na CNN, no Los Angeles Times e similares, ninguém disse um "ai".

Ele destroi a olhos vistos o melhor sistema de saúde do mundo, e a voz de milhões de prejudicados não ressoa na mídia nem como um vago sussurro de descontentamento.

Metade do mundo clama para ele devolver seu Prêmio Nobel da Paz, e nada desse grito de revolta chega ao conhecimento do público americano.

Sem a menor sombra de dúvida, Obama foi colocado na presidência com a missão de destruir seu país, mas aqueles que o nomearam não o largaram desamparado na arena.

Cercaram-o de todas as proteções necessárias para colocá-lo a salvo não só de críticas, mas até de perguntas. Obama pode fazer o que quiser, por mais obviamente desastroso e maligno que seja. Honni soit qui mal y pense.

Se, apesar disso, alguma informação ainda circula na internet ou no rádio, é só uma prova de que a falsificação perfeita não existe nem precisa existir.

Quando Abraham Lincoln disse que não se pode enganar todo mundo o tempo todo, esqueceu-se de acrescentar que isso não é preciso: para obter os efeitos mais devastadores, basta enganar a maioria dos trouxas durante algum tempo - o tempo necessário para que a verdade, quando aparecer, já tenha de tornado apenas uma curiosidade de historiadores.

Quem quer que diante desse fenômeno, ainda imagine que a estrutura real do poder no mundo coincide com a hierarquia formal dos cargos públicos, com a ordem visível dos prestígios ou com as fronteiras geopolíticas convencionais, deve ser considerado um boboca incurável ou um espertalhão com agenda.