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sábado, 31 de julho de 2010

A obediência ao Partido é sagrada.

Está acima de tudo: das opiniões pessoais, das convicções, das reivindicações dos eleitores.

Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º do Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 11/03/2001).

Portanto, a górgona petista obedecerá ao Partido.

Se, para os seus (do partido) propósitos de angariar mais poder for interessante fechar os olhos a este costume islâmico, não só os olhos da candidata se fecharão.
Os olhos de todos os filiados igualmente serão fechados.

Sergio Varuzza

31.07.2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O presidente que exige uma mulher no Planalto nega socorro à mulher condenada à morte por apedrejamento



Por Augusto Nunes

Até na morte por apedrejamento o Irã consegue ser mais brutal com as mulheres.

Os homens, enterrados até a cintura, ficam com os braços livres para proteger o rosto. Nem isso será permitido a Sakineh Mohammadi Ashtiani, viúva de 43 anos, já punida com 99 chibatadas e agora à espera do ritual instituído em 1983 pela revolução dos aiatolás.

O Código Penal determina que as mulheres sejam enterradas até a altura do busto, com as mãos amarradas por cordas e o corpo envolvido por um tecido.

Não podem sequer defender-se das pedras atiradas a curta distância sob o olhar da multidão reunida na praça.

O grupo de executores, liderado pelo juiz que assinou a sentença, inclui os jurados que aprovaram a condenação, parentes da vítima, e figurões da comunidade e voluntários anônimos.

Todos são homens: no Irã, mulheres não apedrejam; só podem ser apedrejadas.

Para que a plateia não se frustre com mortes rápidas, as pedras que circundam o alvo são pequenas.

O juiz atira a primeira.

A agonia que se encerra com o traumatismo craniano não dura menos que uma hora.

Tanto pelo espetáculo da perversidade primitiva quanto pela ausência de motivos para a condenação, o caso de Sakineh provocou uma intensa mobilização na internet.

Como em quase todos os países, multidões de brasileiros tentam impedir a consumação da brutalidade.

Alguém teve a ideia de lançar a campanha “Liga, Lula”, inspirada na convicção de que Mahmoud Ahmadinejad não se negaria a atender a um pedido de clemência formulado pelo amigo brasileiro.



Lula também acha que ouviria um sim.
Mas não vai ligar.

Caso ligasse, não iria além de reparos em tom amistoso ao método escolhido para o assassinato.

“Eu, sinceramente, não acho que nenhuma mulher deveria ser apedrejada por conta de… ter, sabe, traição”, gaguejou nesta quarta-feira.

Adultério – ou “traição”, prefere Lula – não chega a ser um crime hediondo. Estariam de bom tamanho a cadeira elétrica, uma injeção letal, a câmara de gás, até mesmo a forca.

Matar a pedradas pode parecer exagero, diria na conversa telefônica.

Mas a conversa não haverá, sublinhou a continuação da discurseira. “Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo tudo que alguém pede de outro país”, justificou-se.

“Veja, eu pedi pela francesa e pelos americanos que estão lá, pedi para a Indonésia por um brasileiro, pedi para a Síria por quatro. É preciso cuidado, porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras, as pessoas, sabe… Se começam a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes, vira uma avacalhação”.


Avacalhar significa desmoralizar, ridicularizar, tratar desleixadamente, não levar a sério.

Não combina com a história de Sakineh.

Mas a expressão usada pelo campeão da vulgaridade se ajusta admiravelmente ao próprio governo:
é uma avacalhação.


O verbo é conjugado o tempo todo há sete anos e meio.E frequenta com especial assiduidade o palavrório dos condutores da política externa.

Lula se desmoraliza ao tratar como problema político uma causa humanitária. Para defender o parceiro, age como ajudante de carrasco.

Não pode ser levado a sério alguém incapaz de compreender que os direitos humanos prevalecem sobre todas as leis ou regras.

Lula encara dramas com desleixo e participa de chanchadas com muita aplicação.
 

É ridícula, enfim, a argumentação invocada para mascarar a verdade escancarada: para recusar ou endossar pedidos, para estuprar ou tratar respeitosamente normas legais, Lula compõe um hino à avacalhação.

O que importa é a conveniência eleitoreira, o parentesco ideológico, a cumplicidade mafiosa.


Fidel Castro, por exemplo, emplacou três pedidos em três anos.

Foi para atender ao ditador-de-adidas que o presidente autorizou a deportação dos pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, fez que não leu a carta da blogueira Yoani Sanchez e acusou o preso político Orlando Zapata de se se deixar morrer no 85° dia da greve de fome.

Hugo Chávez emplaca todos, até os que chegam ao som da lira do delírio. Foi para agradar ao bolívar-de-hospício, por exemplo, que Lula violentou as leis de Honduras e transformou em pensão a embaixada brasileira.

É para ajudar o comparsa venezuelano que hostiliza o governo colombiano e afaga as FARC.

Para eleger Dilma Rousseff, virou colecionador de crimes eleitorais. Para fechar negócio com José Sarney, transformou-o em homem incomum. Para chegar à presidência, exigiu que os corruptos fossem justiçados.

Para consolidar-se no poder, promoveu-os a amigos de infância.

No momento em que se recusou a estender a mão a Sakineh, em respeito às leis do Irã, estava ajudando Hugo Chávez a desrespeitar as leis da Colômbia.

Enquanto adulava os narcoterroristas das FARC, o ministro Celso Amorim tentava estuprar a legislação israelense que proíbe a entrada na Faixa de Gaza de autoridades estrangeiras que podem ser utilizadas pelo Hamas como peças de propaganda.


Lula acha que uma brasileira merece a Presidência sobretudo por ser mulher. Mas não acha que merece misericórdia uma iraniana que só foi condenada à morte por apedrejamento porque é mulher.

Lula anda chorando quando lembra que a longa temporada no poder está chegando ao fim. Não se comove com a iraniana angustiada com a aproximação do fim terrível.

O candidato sem chances ao Nobel da Paz nem sabe o que é um humanista.

Desde sempre fez a opção preferencial pelos pastores da violência.


Dilma Rousseff acha que todas as mulheres devem apoiá-la porque é mulher. Não deu um pio sobre a saga da iraniana que vai morrer por ser mulher.

Lula só pensa em Lula.

Dilma não consegue pensar.

Sakineh merece compaixão.

O Brasil merece coisa melhor.




30/07/2010

ALESSANDRO MENEGHEL EM DEFESA DA PROPRIEDADE PRIVADA - Parte 1

 Lula diz que "o MST é fantástico"
Terroristas do MST, treinados pelas FARC, treinando para a guerra civil que a Dilma pretende implantar no Brasil.

Parte 2 -  Aqui.

Lula, o coitado

Lula, o coitado

Por Guilherme Fiuza

Epoca

Em comício em Porto Alegre ao lado de Dilma Rousseff, Lula acusou as elites de direita de tentarem derrubar seu governo a cada 24 horas.

É um ingrato.

Se não fossem as “elites de direita” – esse avatar altamente lucrativo –, Lula não existiria mais.

Lula é uma espécie de Bush dos pobres.

Assim como o imperialista americano precisava desesperadamente de Saddam Hussein para justificar sua existência, o ex-operário brasileiro precisa do mito da elite opressora para manter vivo seu personagem.

Como se sabe, a elite mais voraz existente no Brasil hoje é a República Sindical fundada pelo próprio Lula.

Uma turma da pesada que tomou de assalto o Estado nacional em benefício de uma casta política.

Já flagrado com a boca na botija do valerioduto, o companheiro Delúbio, por exemplo, ainda gritava que as denúncias eram conspiração da direita contra o governo popular.

Lula é um gênio.



Passou oito anos cultivando, dia a dia, o mito do presidente coitadinho.

Brasileiro adora isso.

Conseguiu a proeza de fazer oposição a si mesmo, perpetrando críticas ao neoliberalismo do Banco Central – o mesmo que sustenta sua política econômica.

Brincando de terceiromundismo com atos bizarros como o apoio à ditadura atômica iraniana, foi alimentando seu próprio mito de vingador internacional dos fracos.

O mundo já perdeu a paciência com sua pantomima ao lado de Ahmadinejad, Fidel, Chávez e outros embusteiros.

Mas o Brasil ainda está achando graça.

Enquanto seus aliados afundam os Correios, manipulam a Receita Federal, sangram as estatais, engendram o controle da imprensa e conspiram em praça pública, Lula reclama dos poderosos.


De fato, atingiu a perfeição como vítima profissional.

A julgar pelos cerca de 40% de intenção de voto em Dilma Rousseff, esse autoritarismo com verniz de oprimido ainda vai longe no Brasil.

Mas ainda há focos de sinceridade na aliança montada pelo PT.

O ex-presidente Collor, por exemplo, parceiro eleitoral de Dilma, acaba de se dirigir a um jornalista, por telefone, sem fingir que defende a liberdade de expressão:



“Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu fdp”.

Pelo menos um pouco de franqueza no salão.

30/7/2010


Imagens: Silsaboia




Bolsa Família não é resposta à pobreza urbana no Brasil, diz 'Economist'

Moradores de favela no Rio de Janeiro (Abr/Arquivo)

Bolsa Família não é resposta à pobreza urbana no Brasil, diz 'Economist'

Para revista, programa não teve sucesso em diminuir trabalho infantil

A revista britânica The Economist traz em sua edição desta semana um longo artigo sobre o Bolsa Família onde afirma que, apesar da grande contribuição do programa para a redução dos índices de pobreza do Brasil, ele parece não funcionar tão bem no combate à pobreza nas grandes cidades.

De acordo com a revista – que cita dados da Fundação Getúlio Vargas – cerca de um sexto da redução da pobreza no país nos últimos anos pode ser atribuído ao Bolsa Família, “mas algumas evidências sugerem que o programa não está funcionando tão bem nas cidades como nas áreas rurais”.
“O sucesso do Brasil em reduzir a pobreza parece ser maior nas áreas rurais que nas urbanas”, diz o artigo, que cita dados das Nações Unidas que indicam que houve uma redução de 15 pontos percentuais no número de pobres na população rural entre 2003 e 2008, enquanto nas cidades essa diminuição foi muito menor.



Segundo a publicação um dos principais fatores que levam a esta situação é o fato de o Bolsa Família ter substituído, a partir de 2003, uma série de outros benefícios que somados, poderiam representar ganhos maiores para estas famílias das cidades que o montante concedido atualmente.


A revista comenta que o Bolsa Família acabou eliminando programas como o de combate a subnutrição infantil, os subsídios que eram dados à compra de gás de cozinha e o programa de ajuda a jovens entre 15 e 16 anos.

“Embora seja difícil provar pela falta de dados oficiais, evidências sugerem que a quantia (atual) pode valer menos que os antigos benefícios”, diz a revista.

Outro problema citado pela Economist é o fato de o programa ter tido pouco sucesso em reduzir o trabalho infantil.

Segundo a publicação, crianças das cidades podem ganhar mais dinheiro “vendendo bugigangas ou trabalhando como empregados” do que ficando na escola para receber os benefícios.

Embora afirme que estes fatores não signifiquem que o Bolsa Família seja “desperdício de dinheiro” nas áreas urbanas, o artigo diz, no entanto, que o programa não é a solução “mágica” como tem sido tratado no Brasil e em outros países.

The Economist

30 de julho, 2010

Correios na expectativa de documento-bomba


Documento-bomba


Funcionários e sindicalistas ligados aos Correios estão na expectativa do conteúdo de uma carta de 14 páginas denunciando supostas “falcatruas” do ex-presidente da estatal Carlos Henrique Custodio, demitido pelo presidente Lula quarta-feira (28).
O documento é atribuído ao diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães e seria divulgado caso ele fosse demitido, o que de fato ocorreu.

Perseguições




Adversários acusam Carlos Henrique Custódio de montar um “regime de terror” para perseguir desafetos como o ex-diretor Pedro Magalhães.

Vôo próprio



Indicado pelo Helio Costa, Pedro Magalhães logo se afastou do ex-ministro das Comunicações.

Sua demissão foi comemorada em Minas.

claudiohumberto

Amorim foi humilhado de sapatos. Só perdeu a pose e a viagem. “Tentei ir a Gaza, mas encontrei resistência”


“Ministro meu não vai tirar sapato para revista”, gabou-se o presidente Lula em incontáveis comícios.
Sempre obcecado pela figura do antecessor, vive tentando transformar em agressão à honra nacional o episódio ocorrido em 2002, num aeroporto americano, que envolveu Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso, e outros dois chanceleres.

“Fui aos Estados Unidos num momento subsequente aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001″, repetiu pacientemente Lafer, “Havia uma legislação aplicável a todas as pessoas.

Achei que era natural essa preocupação com segurança. Entendi republicanamente que não cabia o ’sabe com quem você está falando’.

Não criei problemas, assim como não criaram nesta mesma ocasião o ministro das Relações Exteriores da Rússia e a ministra do Chile”.

Coisa corriqueira.

Coisa intolerável, insiste Lula.


Nesta terça-feira, o chanceler Celso Amorim foi impedido de entrar na Faixa de Gaza pelo governo de Israel.

Há um mês, a restrição atingiu o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, mas Lula está proibido de mencionar o antecedente.

Se o argumento não vale para Lafer, também não pode valer para Amorim.

O ex-chanceler ficou sem sapatos e sem motivos para constrangimentos.

Amorim foi humilhado de sapatos.

Só perdeu a pose e a viagem.

“Tentei ir a Gaza, mas encontrei resistência”, desconversa.

O que encontrou foi uma porta fechada.

Para sustentar a bravata, Lula deve estar planejando o rompimento de relações diplomáticas com Israel.

Ministro dele não tira sapato para revista.

Nem pode ser despachado de sapatos.


29/07/2010

O princípio do fim


LULA, CHÁVEZ E O SINAL DO FIM DE UM CICLO


Esta foto que está no blog Interprensa, da Venezuela, fala por si só.

Lula pronto para pegar o boné e sabe que não conseguirá eleger a sua candidata.

Enquanto isso Hugo Chávez chegou a exumar a ossada de Bolívar, para desviar a atenção dos venezuelanos do descalabro da economia, dos alimentos apodrecidos pela incúria e a corrupção do funesto Estado Bolivariano que se transformou numa ditadura cruel e que já coleciona presos políticos.

O mais recente é o líder opositor Alejandro Peña Esclusa, encarcerado pela polícia política a mando do tirano de Miraflores.

Há fortes indicadores demonstrando que a estratégia do Foro de São Paulo, o movimento que reúne os tiranetes latino-americanos e do qual Lula é um dos fundadores, está fazendo água.

Pressente-se um final melancólico desse ciclo de horror, porém incapaz de segurar fluir da história latino-americana.

Líderes carismáticos só se mantêm no poder desde que consigam realizar permanentes façanhas, tiradas espetaculares com sabor sobrenatural.

Entretanto, a produção de sucessivas façanhas é algo impossível.

Daí sobrevém um estado de crise e o carisma de repente some como por encanto, para dar lugar aos fatos, ou seja, esse fenômeno que afoga o carisma faz a transposição de uma idealização para a realidade.
Esta foto apreende Lula com ar decrépito, cansado, que não esconde o desapontamento existencial (eita!), enquanto Chávez leva a mão à cabeça em flagrande desespero.
É.

Comentário


"Acho que o nosso reino está afundando, esmagado pela tirania."

WILLIAM SHAKESPEARE



Julho 30, 2010


Capes denunciada no site Eleitor 2010

Capes denunciada no site Eleitor 2010

A denuncia: Aqui.
As contas no Twitter da Agência Brasil (@agenciabrasil) e da Capes (@capes_mec já apagada por completo) estão sendo usadas para propaganda da canditada a presidente pelo PT Dilma Roussef, tendo a primeira divulgado a seguinte mensagem, em seguida retuitada pela segunda:

"Em reunião da SBPC, Dilma diz que aplicará mais recursos em ciência e tecnologia".

O link remete para a notícia da Agência Brasil

"Em reunião da SBPC, Dilma diz que aplicará mais recursos em ciência e tecnologia http://is.gd/dP2Ey", publicadas às 14:37 do dia 28 de julho.

O link remete para a seguinte notícia, do Portal da Agência Brasil:

Em reunião da SBPC, Dilma diz que aplicará mais recursos em ciência e tecnologia. Veja aqui.

29 de julho de 2010

“O Chávez é dilmista e o PT é chavista”

Na Record, Serra rebateu as declarações do assessor da Presidência Marco Aurélio Garcia.



“Troglodita de direita é quem apoia o presidente do Irã, que manda apedrejar mulher adultera”, afirma o candidato, numa referência às relações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o mandatário iraniano, Mahmud Ahmadinejad.

Usou a questão dos presos políticos de Cuba para argumentar que o País não usa sua influência na região para influenciar em questões como a dos direitos humanos.


O Brasil não usou sua influência para resolver essa questão”, afirmou.

“Você assumir um governo é ter uma política de Estado”, disso Serra ao ser questionado sobre que postura adotaria caso tivesse que sentar em uma mesa de negociações com desafetos da região, como o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

“O Chávez é dilmista e o PT é chavista”, acrescentou.



Serra reiterou as críticas de seu vice, Índio da Costa (DEM), que acusou o PT de ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc):

“O PT errou ao tratar [as Farc] como força política, sendo que é, na verdade, do narcotráfico”, diz, depois de afirmar que “todo mundo sabe da ligação do PT com as Farc. As Farc são uma força do narcotráfico.”


Serra também negou que sua campanha esteja fazendo “terrorismo eleitoral”, como acusam os adversários.

“É o oposto. Eu vivo o tempo inteiro querendo discutir teses”, disse.

Em seguida, atacou o PT.

“Para eles, qualquer coisa que você contrarie é terrorismo.”


Segundo o tucano, os adversários recorrem a essas acusações porque “não têm discurso”.


(Radar Político, Estadão)

29.julho.2010

Haja estatal!

Comentando o post abaixo:

Agricultura, um modelo

Por Carmen Gomes


O duro é incorporar ao senso comum a importância da necessária convivência entre Estado e setor privado, num país em que, pelo menos no momento, os políticos executivos dominantes querem criar estatais.

É de se prestar a atenção na Vale (hoje privatizada) que precisou reagir senão reestatizariam-na.

Mas, de fato, pelo que já andei lendo, a nossa agricultura exportadora, através do agronegócio, tocado pela iniciativa privada, tem uma participação significativa na composição do PIB Brasileiro, e Alberto Tamer, no artigo abaixo, mostra essa importância.



Essa participação no PIB mostra que ela gera uma grande riqueza.

O que os dirigentes políticos de uma nação têm que se perguntar é o seguinte:

Se passarmos a estatizar, os cidadãos que podem tocar negócios, vão fazer o quê?

Não sei se faço a pergunta correta, mas uma sociedade é composta de pessoas (cidadãos) que precisam trabalhar --nas sociedades humanas há que se trabalhar --, e o estado não pode tirar a oportunidade das pessoas, criando estatais e pior, quase sempre, administrando mal.

Pois bem.

Se os governos impedem ou cortam a iniciativa desses cidadãos, eles vão fazer o quê na vida?

Lembrando que esses cidadãos sustentam pessoas, membros de sua família.



Mas vão ficar esperando conquistar um emprego nas estatais, para ganhar a vida???

(Haja estatal!).

Ora, sim senhor!

A iniciativa privada deve ter, portanto, toda capilaridade e incentivo, pois dela depende o desenvolvimento de um país, e arrisco dizer da humanidade.


Para aquele último (incentivo) basta os dirigentes políticos (mais de índole socialista, mas também os de índole não socialista -- inseridos em certas conjunturas, até mesmo nos EUA/"Setor de habitação"/ --) não criarem estatais nem leis que garantam a iniciativa do estado em quase todos os setores da economia, os quais devem ficar por conta da iniciativa privada, digo em quase todos porque há exceções, como o setor de água e esgoto.



Sobre a questão da industrialização de que Alberto Tamer trata, brevemente, no artigo abaixo, há que se considerar um artigo de Maílson da Nóbrega, na última Revista Veja (edição 2175 - 28.07.2010), em que ele trata da Desindustrialização que ocorre no Brasil atual.

Achei esclarecedor porque Maílson desmistifica o pensamento corrente de que há que se industrializar um país incessantemente, pois isso é garantia do progresso.

Dá o exemplo dos EUA no qual o setor de serviços representa 77% do PIB.



Há um dado no artigo de Alberto Tamer, de que o Brasil exporta para 200 países, que não entendi, pois segundo o Almanaque Abril 2009 o mundo tem 194 países.


Nota do Blog:
Afinal, quantos países existem no Mundo?


Não existe uma resposta considerada completamente correcta, no entanto segundo as diferentes fontes, a resposta pode ser 195 ou 194 (se não considerar Taiwan um país independente).

O país mais recente é o Kosovo que se tornou independente em Fevereiro de 2008.


Fonte: Linking
 

Agricultura, um modelo


A agricultura brasileira pode ser chamada de "essa desconhecida"

Alberto Tamer

O Estado de S.Paulo

As atenções estão voltadas para a indústria, que fraqueja, e para outros setores, mas é a agricultura que tem evitado explosões inflacionarias e sustentado o crescimento econômico, principalmente nos anos de crise.

Um fato importante, diria mesmo, importantíssimo ao qual se dá pouco destaque: é também um modelo em que o setor privado responde por "toda" produção e comercialização no País.



Tem o apoio técnico do governo, sim, pelo excelente trabalho realizado pela Embrapa, tem financiamento, mas não conta com a proteção dos escandalosos subsídios oferecidos pelos Estados Unidos e a União Europeia aos seus agricultores.

Mesmo assim, os americanos estão perdendo terreno para o agronegócio brasileiro no mercado mundial.

E repito, todos eles privados, multinacionais ou não.


Eis um modelo a seguir:

O Estado participa também por meio de um Ministério da Agricultura eficiente, que completa 150 anos, observa e age nas emergência, socorre os que precisam, estimula a agricultura familiar, mas fica distante.

Não se mete nas decisões do que plantar, produzir e exportar.

O mercado é que decide.

A agricultura brasileira não precisa de estatais.

Não quer intromissão do Estado.

Leia mais aqui.
Comentário

"O Estado é eu".


Por Ari


Viram esse artigo?

Apresenta "um modelo de convivência entre Estado e setor privado".

A questão dos cartéis e monopólios,
situação onde o Estado tem um papel indeclinável a cumprir, mas que para tanto precisa de envergadura suficiente; caso contrário, será submetido pela força dos interesses particulares.

Por outro lado, fortalecendo-se desmesuradamente em nome da preservação do interesse público, o Estado tende a sobrepor-se à Sociedade, passando a normatizá-la em todos os aspectos imagináveis, inclusive no que tange ao bumbum das crianças.


Bem, a rigor, não é o "Estado" quem faz isso, mas quem o utiliza para tanto.

E aí já estamos em outro território, o dos que julgam que "o Estado é eu".



Mas assim como esta insanidade em particular, a do Sumo Patife, ocupou o Estado, outras, ainda no campo do imponderável, poderão vir a fazê-lo, e o debate sobre a presença e conformação do Estado, a sedimentação do que for básico e consensual e a incorporação disso ao senso comum poderão estabelecer um padrão e uma tradição que serão obstáculos adicionais ao desvirtuamento de suas funções.

Se possível, gostaria que esse assunto fosse mais discutido, para que as pessoas possam distinguir com mais nitidez o caráter impreciso e dinâmico das formulações do Poder, e inversamente, também a natureza caricata das ordenações que engessam seu fluxo.



No Brasil de hoje, enfrentamos uma ditadura não consolidada, que ainda apresenta-se disfarçada, e cujo aparelho repressor move-se nas sombras.

Um efeito colateral do exercício pleno da cidadania será o de fazê-lo mostrar a cara.



July 29, 2010

EU NÃO VOTEI NO "CARA", JAMAIS VOTAREI NA "COROA".



JÁ IMAGINOU A ZONA QUE O PT FARIA SE NO GOVERNO DO FHC:

A epidemia de dengue fosse incontrolável como agora?
E a febre aftosa?
E a febre amarela?
Se faltasse gás?
Se os lucros dos bancos fossem tão vultosos como agora?
Se houvesse tantos acidentes aéreos?
Se houvesse o caos aéreo?
Se o FHC se rebaixasse para o ditador Chaves e para Cocaleiro Morales?
Se o FHC entregasse de mão beijada para o facínora do Fidel Castro um bilhão de reais do dinheiro pago pelos contribuintes?
Se a mulher de FHC pedisse e obtivesse cidadania estrangeira só para manipular contas bancárias no país escolhido de forma secreta e protegida?
Se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?
Se todos os "amigos" do FHC fossem corruptos?
Se o FHC "perdoasse" a dívida de tantos "amiguinhos"?
Se o FHC tivesse um filhinho tão espertinho?
Se as despesas do palácio aumentassem tanto?
Se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?
Se a primeira dama não fizesse lula nenhuma mas tivesse cartão de crédito ilimitado?
Se o FHC aparelhasse o estado com milhares de empregos para os "cumpanhero"?
Se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no ... quando caísse algum avião?
Se o FHC declarasse sempre que não sabia de nada?
Se o FHC fosse amiguinho do presidente mais corrupto que o senado já teve?
Se o leite contivesse soda cáustica?
Se algum ministro do FHC declarasse que soda cáustica no leite não faz nenhum mal?
O que o PT diria? Onde anda o PT?
Afinal... Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...
Petista é como pardal: "Tem em todo lugar, não serve pra nada, é feio, não canta e ainda caga no país inteiro".


EU NÃO VOTEI NO "CARA",
JAMAIS VOTAREI NA "COROA".


E-MAIL SENDO REPASSADO...

Fernando Collor xinga jornalista da IstoÉ e diz que vai "meter a mão na sua cara".




Fernando Collor vai "meter a mão na sua cara".
Por Eduardo Neco

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ, na tarde desta quinta-feira (29), e ameaçou esbofetear o jornalista Hugo Marques por conta de uma nota na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.



Agência Brasil


Fernando Collor de Mello

"Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta", vociferou Fernando Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação.



Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Marques declarou que, ao constatar o teor da ligação, desligou o telefone imediatamente.



"Eu não queria ouvir insultos e nem responder. Fico preocupado dele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada", contou.


Sobre o fundamento das ameaças do ex-presidente - que concorre ao governo de Alagoas -, Marques pontuou que os dados sobre a candidatura de Collor estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).




"Ele tem que convencer a Justiça Eleitoral, não a mim".

Marques afirmou que não irá se manifestar contra Collor, tampouco acionar entidades de classe, mas pontuou ser "lamentável" a atitude do ex-presidente "em um regime democrático".

"Não tenho nada contra ele, mas é lamentável que um sujeito desses ligue para uma redação e ameace uma pessoa. Ele poderia ter mais cautela, poderia respeitar os direitos humanos".


De acordo com o repórter, Collor estaria desgostoso com a revista por conta de outras matérias em que o político é citado.

Sobretudo a respeito de uma entrevista com sua ex-mulher, Rosane Malta, em que é indicado como sonegador de impostos.

A respeito de um eventual encontro com o ex-presidente, Marques disse não estar temeroso.
"Sou faixa roxa de Karatê (risos)", afirmou. 

"Estou há 22 anos denunciando bandidos de peso pesado e essa deve ser a décima ameaça, e isso não me intimida", finalizou.



A reportagem tentou contato com o diretório nacional e regional do PTB e com a coordenação de campanha de Collor e não obteve retorno.



A assessoria de imprensa de seu gabinete no Senado declarou que não tem relação com as atividades do senador fora de seu mandato, e por isso não poderia se pronunciar.



enviada por Silsaboia


Comentário

Não sei o que mais me provoca indignação e nojo:

Se Collor de volta à política ou o povo idiota que o trouxe de volta ao poder.

Wander Neves

29/07/2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saudação das FARC ao Quinto Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra –MST- Brasília - Brasil

Mais uma prova da ligação PT-FARC-MST



"O Sem Terra, na minha opinião, que é um movimento que eu tenho o mais profundo respeito.

Acho que é um movimento fantástico"

Luiz Inácio da Silva



FARC envia mensagem ao MST

O texto completo da Saudação:
Saudamos com sentido bolivariano, patriótico e revolucionário a magna Celebração do seu Quinto Congresso Nacional

“REFORMA AGRÁRIA:

POR JUSTIÇA SOCIAL E SOBERANIA

POPULAR”


Em uma hora boa, realizam vocês seu Congresso porque demonstram claramente que a formação política, a organização, a unidade e a solidariedade dos trabalhadores, começando pelos camponeses, são realidades fundamentais para alcançar as transformações políticas, sociais e econômicas que com novos brios surgem em América Latina e O Caribe.

Sabemos todos que essas transformações têm como motor principal a luta popular em suas mais variadas 
formas.

Entre elas, sem dúvida, a luta pela terra, vale dizer, a Reforma Agrária
!

Essa lut
a é Causa Comum dos camponeses de toda América Latina e O Caribe, é tão antiga como nossa história mesma e nunca como agora sua vigência é mais palpitante e atuante.

Companheiros e Companheiras do MST:


Lutar
por uma Reforma Agrária que distribua a terra eqüitativamente, com tecnologia e créditos favoráveis;

uma Reforma Agrária que dê prioridade à lavoura de alimentos para o consumo interno, que faça possível o melhor estar das famílias camponesas, deviera ser realmente uma política de Estado.

Por isto, a atual luta em América Latina e O Caribe leva implícita a criação de um Estado de novo tipo, um regime político que interprete nossas realidades e, uns governos que caminhem sobre suas próprias pernas, vale dizer, soberanos e independentes.

Rumo a essa realidade caminhamos já.

Por isso, em cada país esse processo, do qual vocês formam parte, está avançando.

É um desafio lutar pela Reforma Agrária porque nos enfrenta com interesses muito poderosos que têm por base o Neoliberalismo e o agronegocio baseado no latifúndio que enxotam camponeses e indígenas
.

É uma luta que custa sacrifícios, dor, sangue e morte.


Vocês sabem disso muito bem.

Felizmente, a resistência popular é uma expressão política e leva em si o germe da Vitória!

Uma das rações principais de nossa luta revolucionaria na Colômbia é a Reforma Agrária de verdade, que os governos liberais e conservadores das oligarquias não fazem porque defendem os interesses dos grandes latifundiários e pecuaristas, que também são narcotraficantes, financeiros e instigadores das quadrilhas dos paramilitares ao serviço do Terrorismo de Estado.

No caso colombiano, é impossível uma autêntica Reforma Agrária, sem antes conquistar o poder político para o povo.

Estamos convencidos da plena vigência da combinação de todas as formas de luta de massas pela Nova Colômbia, a Pátria Grande e o Socialismo, como foi definido há poucos meses pela nossa Nona Conferência Nacional.



Desejamos-lhes muitos êxitos, amor imperecível à Mãe Terra e vontade inesgotável de lutar pela Justiça Social e a Soberania Popular.


Contra o Imperialismo...pela Pátria!

Contra a Oligarquia... pelo Povo!

Somos FARC, Exército do Povo.

Comissão Internacional

Montanhas da Colômbia, Junho de 2007


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enviada por Sergio Varuzza Filho

29.07.2010