Nas eleições presidenciais de 2010 na Colômbia despontou o fenômeno Mockus ((Antanas Mockus, candidato pelo ‘Partido Verde’ a presidente da Colômbia) que em poucos meses e a partir das chamadas redes sociais (Facebook e Twitter), seguida pelas pesquisas eleitorais atingiu o percentual de 51,53% contra o 48,47 do candidato uribista, Juan Manuel Santos do Partido Social de Unidad Nacional (Partido de la U).
Porém, no escrutínio das urnas o resultado foi de 25 pontos acima em favor de JUAN MANUEL SANTOS (46,5% - 6,75 milhões x 21,49 – 3,12 milhões).
A questão é que o objetivo das pesquisas eleitorais – é o marketing político e não avaliar as reais intenções de voto aos candidatos, que pelo que foi revelado, foi escandaloso na Colômbia.
Mesmo assim, uma pesquisa que normalmente admite uma margem de quatro por cento de erro técnico para cima/baixo, mesmo não tendo um mínimo de verossimilitude, mas que favorece um determinado candidato, este divulga o resultado, para gerar uma percepção do ‘já ganhou’ e aí entram os ‘formadores da opinião pública’.
Essa percepção pela grande massa de eleitores – insere-se no desejo de “VOTE E GANHE”, que manipulado astuciosamente influi na intenção de voto e nas ‘urnas’, uma vez que tanto em política como em futebol todos querem ganhar e obviamente em política os eleitores tendem a apostar no que aparenta que vai ganhar.
Assim, o consumidor eleitoral/observador deve olhá-las detalhadamente e com espírito crítico, munido com uma lupa, não só as eleitorais, por seu apego a fraude e a tentação demagógica, mas também com relações as demais pesquisas que aferem intenções/desejos da população.
Na Colômbia embora a votação recebida pelo candidato uribista tenha sido arrasadora, o nível de abstenção atingiu o percentual de 50,7% no primeiro turno; e no segundo turno de 55,6%, com uma diferença a maior de 4,9% em relação ao primeiro turno – como resultado efetivo do ‘boicote ativo/passivo/intimidatório dos eleitores, cujo País ainda enfrenta os (a) narco-terroristas das FARC, que descaradamente divulga comunicados dizendo que ‘protege a população’.
Abs Rivadávia