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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lula teria recebido doação semelhante às recebidas por Kassab

A campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 teria recebido uma doação de uma operadora portuária em Santos, em um caso considerado semelhante ao do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), segundo o jornal Estado de S.Paulo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria considerado essa doação legal em 2008. O prefeito de São Paulo teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo devido a doações consideradas ilegais na sua campanha.

Em 2006, a operadora portuária Deicmar, que atua em Santos, doou R$ 10 mil ao comitê eleitoral de Lula.

Em um primeiro momento, as contas do partido teriam sido rejeitadas devido à doação, mas a decisão foi reconsiderada em 2008 porque a empresa era licenciada para atuar como aduaneira na época da doação.

Segundo o jornal, a diferença entre os dois casos é que a empresa Deicmar não tinha o controle acionário de uma concessionária, mas participação no capital.

A legalidade da doação teria sido aprovada por cinco dos sete ministros do TSE - dois votaram pela ilegalidade.

De acordo com o TSE, esse caso não configuraria uma jurisprudência por se tratar de um caso único.

23 de fevereiro de 2010

Renúncia

Paulo Octávio envia carta de renúncia

Empresário assumiu o governo do DF no último dia 11, após Arruda se entregar à PF. 
G1 

Puxa daí, parceiro!

Já somos 94 Blogs Pela Democracia


Devemos ter um recorde por aqui.

94 blogs em uma rede montada em pouco mais de 48 horas.

Estamos ou não estamos com sede?

Estamos ou não estamos com a faca atravessada nos dentes?

Já temos twitter, orkut, lista no yahoo e até um pouco de organização.

Ela vem depois.

Primeiro, vamos com a emoção de formar esta frente de gente do bem, de gente que ama a democracia.

Depois a gente bota no project, constrói modelos e pede ajuda para os universitários.

Rede é mais ou menos como aquele arrastão da beira da praia.

Só funciona se todo mundo puxar.

Ás vezes, vem cheia.

Outras vezes, não.

Um dia depois do outro e muita calma nessa hora.

Vamos com fé e esperança.

Vai dar muito certo.

Puxa daí, parceiro! 


Em cúpula, Uribe diz para Chávez: "seja macho e fique"

Uribe e Chávez têm discussão acalorada em cúpula no México

Foto: AP
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chega ao encontro, em Cancún

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, tiveram uma forte discussão no encontro da cúpula do Grupo do Rio que acontece no México, nesta segunda e na terça-feira.
Durante a discussão, Chávez ameaçou retirar-se do encontro, ao que Uribe respondeu "seja macho e fique".

Chávez teria respondido a Uribe com palavrões depois dessa afirmação.

Segundo a Rádio Caracol, a discussão começou quando o presidente colombiano exigiu desculpas ao chefe de Estado venezuelano sobre os "insultos" e "grosserias" que foram dedicadas a Uribe em ocasiões anteriores.

Chávez respondeu e ameaçou retirar-se do local. Uribe respondeu com palavras duras, dizendo entre outras coisas, "seja macho e fique". Segundo fontes extra-oficiais que estão na cúpula, o presidente Raúl Castro foi quem apaziguou os ânimos dos líderes.

Esse novo enfrentamento se soma ao histórico de diferenças políticas entre os dois presidentes, que chegou a culminar em uma mobilização de tropas na fronteira entre Colômbia e Venezuela.  Aqui.

22 de fevereiro de 2010

E que fim levou Lula, o Filho do Brasil?

E que fim levou Lula, o Filho do Brasil?

Em sua oitava semana de exibição, o filme de Fábio Barreto foi o 33º mais visto do país.

Apenas 804 pessoas viram o filme entre sexta-feira e ontem.

No total, 806 000 espectadores assistiram ao fracasso do ano.

Lula, que os seus produtores imaginavam fazer entre 9 milhões e 16 milhões de espectadores, conseguiu somente 10% da bilheteria de Avatar.

Por Lauro Jardim

Que vergonha!

Plano de Dilma ignora os aposentados. O socialismo odeia os velhinhos.

Plano de Dilma ignora os aposentados

O socialismo odeia os velhinhos



São dezenas de páginas. Milhares de palavras. E para os 25 milhões de aposentados, dos quais 5 milhões ganham menos de um salário mínimo, apenas esta proposta ridícula:

intensificação dos esforços para ampliar a inclusão previdenciária e o fortalecimento do trabalho formal, dando prosseguimento à desburocratização, à melhoria do atendimento aos aposentados e pensionistas e ao reforço da previdência pública.

Ou seja, o programa de governo chavista de Dilma Rousseff prega a total displicência e o mais completo descaso em relação aos aposentados.

Aposentados não são tema relevante.

Não são prioridade.

Não merecem nenhuma diretriz no plano de governo da candidata petista.

Já para os companheiros trabalhadores pregam a redução da carga horária, sem redução de salários.

Quem vai pagar a conta?

Novamente, os aposentados, que continuarão perdendo poder de compra a cada ano.

O socialismo da Dilma odeia os velhinhos.


ESTE É UM TEMA RELEVANTE PARA OS BLOGS PELA DEMOCRACIA.
REPERCUTAM.

APROFUNDEM.

VAMOS BLOGAR COM PROFUNDIDADE E CONTEÚDO.

O PLANO DA "DILMINHA" É UM TERROR PARA OS APOSENTADOS.

 22 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Kassab entra com recurso no TRE e garante permanência no cargo

Advogado protocolou documento na tarde desta segunda (22).
A informação foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Do G1, em São Paulo

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, decidiu na tarde desta segunda-feira (22) garantir a permanência do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM),  no cargo até o julgamento final do processo de cassação de seu mandato.

Silveira é o mesmo juiz que determinou na última quinta-feira (18) a cassação do mandato de Kassab, acusado pelo Ministério Público de receber doações irregulares.

O efeito suspensivo é automático assim que o político cassado entra com recurso.

O advogado de Kassab, Ricardo Penteado, protocolou o documento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na tarde desta segunda-feira.

Leia mais.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

CHEGOU A HORA DE DIZER CLARAMENTE, CAROS LEITORES: “BASTA!!!” COMECEM UMA CORRENTE, OU CHEGARÁ A VEZ DE VOCÊS!

Chegou a hora de botar a boca no trombone.

Chegou a hora de mobilizar a rede.

Chegou a hora de dizer com clareza:

“BASTA!!!”


Caras e caros, este post é muito importante.

Ela trata de uma encruzilhada.

Ou o Brasil segue o caminho do estado de direito ou o do arbítrio.

Vamos entender como se fazem, hoje, no Brasil, salsichas, justiça e jornalismo. E peço aos bambas que passem este texto adiante.
Chegou a hora de botar a boca no trombone. Chegou a hora de mobilizar a rede. Chegou a hora de dizer com clareza: “BASTA!!!”
Nos sites, está lá estampado: “Justiça Eleitoral cassa mandato de Kassab”. Esse troço é um escândalo, sim, mas é um escândalo PROTAGONIZADO PELA JUSTIÇA ELEITORAL DE SÃO PAULO CONTRA KASSAB!!! O PREFEITO DE SÃO PAULO É VÍTIMA DE UMA ARBITRARIEDADE.
Quando dizem que o avanço das esquerdas e do “militantismo” no Brasil é irrelevante porque, afinal, na economia, tudo segue mais ou menos dentro dos padrões da economia de mercado, costumo reagir:

“Não é assim!

Tal avanço não é irrelevante!

A democracia brasileira está sendo tutelada”.


Escrevi a respeito na madrugada. Leia o post anterior quem não o fez. Como é que se chegou a essa “cassação” em primeira instância, cabendo, obviamente, recurso?
Qual é o fato da hora?

Recorro ao primeiro parágrafo de um texto do Estadão.

Leiam com atenção:

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e a vice, Alda Marco Antonio (PMDB), tiveram o mandato cassado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por recebimento de doações consideradas ilegais na campanha de 2008.

A decisão, em primeira instância, torna Kassab o primeiro prefeito da capital cassado no exercício do mandato desde a redemocratização, em 1985.

Como o recurso tem efeito suspensivo imediato, os dois podem recorrer da sentença sem ter de deixar os cargos.
Decisão surpreendente?

Uma ova!

Já estava tomada.

No dia 3 deste mês, fiz um vermelho-e-azul com uma reportagem da Folha que já tratava desse assunto.

Ali, como se verá, a decisão do Juiz Aloisio Sérgio Resende Silveira é praticamente antecipada. Porque também vivemos hoje dias assim: DECISÕES DE JUÍZES COSTUMAM SAIR ANTES NA IMPRENSA.

Vou reproduzir aquele meu vermelho-e-azul porque ele explica o caso em detalhes. Leiam com atenção:
*
Um parecer técnico contábil da Justiça Eleitoral de São Paulo indica que 33% do total arrecadado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na campanha eleitoral de 2008 teve origem em fontes de doações consideradas ilegais pelo Ministério Público Eleitoral.

O laudo, concluído em outubro e obtido pela Folha, indica o risco de que Kassab seja condenado em primeira instância à perda do cargo. Em casos semelhantes, o juiz Aloísio Silveira, responsável pela ação, cassou o mandato de 16 vereadores da capital. Ele tem adotado como critério para condenar à perda de mandato contas de campanha que apresentem mais de 20% dos recursos provenientes de fontes vedadas.

A execução de sentença contra os vereadores foi suspensa até que os recursos deles sejam julgados em 2ª instância pela Justiça Eleitoral de São Paulo.

Várias coisas:
1 – O “parecer técnico”, vocês verão, não é exatamente da “Justiça Eleitoral”, mas de UMA SÓ PESSOA;

2 – o laudo não pode indicar “o risco de Kassab ser cassado”; ele pode, no máximo, apontar irregularidades; se for além disso, não é laudo técnico, mas proselitismo político;

3 – Se o juiz cassou 16 vereadores, então os vereadores foram cassados. É uma questão gramatical. Como estão na ativa, não foram cassados. NINGUÉM É CASSADO ENQUANTO HOUVER RECURSO DISPONÍVEL. Ou um único juiz seria o dono da democracia.

A cereja do bolo está longe ainda. Cuido, por enquanto, da inadequação da linguagem e de vieses sub-reptícios.

Adiante.
Em maio do ano passado, o promotor eleitoral da capital Maurício Antonio Lopes apresentou à Justiça representações para promover a revisão e a rejeição das contas dos candidatos Kassab, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) e de vereadores eleitos.

Pareceres semelhantes foram elaborados em setembro passado para as representações contra Marta e Alckmin. O laudo relativo à petista indica que ela teria recebido R$ 3,8 milhões de fontes apontadas como ilegais pela Promotoria.

O levantamento sobre as contas de Alckmin aponta o recebimento de R$ 2,1 milhões de doadores impedidos pela legislação segundo os critérios da promotoria. Nos dois casos os valores não ultrapassam os 20% de doações de fontes vedadas, usados como critério de condenação pelo juiz Silveira.

Certo! Isso indicaria, então, que não há nada de, digamos, partidário na ação — já que todos foram, vá lá, investigados. Aqui há um erro ou de lógica ou de moral elementar: se todos são igualmente alvos de uma ação, então não há arbítrio. E EU VOU DEMONSTRAR QUE HÁ.

Sigamos.
Na representação contra o prefeito, o promotor indicou três tipos de fontes de doação que seriam ilegais. A primeira é a AIB (Associação Imobiliária Brasileira), entidade que, segundo Lopes, funcionou como fachada do Secovi (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações a políticos. Pela legislação, as entidades sindicais não podem fazer contribuições eleitorais. O Secovi nega qualquer vínculo com as doações.
As coisa começaram a se complicar. Tudo não passa de uma acusação de… Lopes! Reparem no “seriam ilegais”…
O parecer da Justiça Eleitoral aponta que, segundo os critérios do Ministério Público paulista, a AIB doou ilegalmente R$ 2,7 milhões para Kassab. Para a Promotoria, também foram fontes ilegais de recursos construtoras que são acionistas de concessionárias de serviços públicos.

A lei proíbe as concessionárias de realizarem contribuições para as campanhas. De acordo com o promotor, as empresas “não são diretamente concessionárias de serviços públicos, mas apenas integrantes, acionistas, investidoras, associadas em consórcio ou sob a forma de holding ou conglomerado econômico que, em derradeira análise, seriam os concessionários diretos”.

São apontadas na representação as empreiteiras Camargo Corrêa, OAS, Serveng Silvisan, CR Almeida, Carioca Christiani Nielsen, S.A. Paulista e Engeform. O levantamento da Justiça Eleitoral conclui que o total das doações dessas companhias foi de R$ 6,8 milhões.

Bem, se as empresas “não são diretamente concessionárias de serviços públicos”, o resto não passa de ilação. Atenção: LOPES ESTÁ INVENTANDO UMA LEI.

Será que Oi e a Brasil Telecom não poderão fazer doações legais, por exemplo, à candidatura de Dilma porque um de seus sócios é dono da Andrade Gutierrez, que toca um monte de obras públicas?
 
Também não poderiam doar para Serra porque a empreiteira integra consórcios que tocam obras em São Paulo?

Restaria colaborar com Marina Silva e com o candidato do PSOL…
Outro doador considerado ilegal pelo promotor foi o Banco Itaú S.A. De acordo com a representação, ele não poderia fazer contribuições ao então candidato Kassab porque a Prefeitura de São Paulo efetua pagamentos para parte dos funcionários pelo banco.

Em 2008, a instituição financeira doou R$ 550 mil para a campanha do atual prefeito, segundo o laudo da Justiça.

Aí já estamos no terreno do mais escancarado absurdo mesmo! Todas as administrações públicas do país “vendem” a folha de pagamentos para bancos.
AGORA VEM O MELHOR.

O critério adotado pelo juiz Aloísio Silveira para condenar os vereadores de São Paulo e que pode levar à cassação do prefeito Gilberto Kassab é subjetivo e não encontra precedentes na jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
ENTENDERAM? TEMOS UM JUIZ QUE ACHA QUE PODE CASSAR VEREADORES E, ESPECULA A FOLHA, ATÉ O PREFEITO COM BASE EM CRITÉRIOS SUBJETIVOS, “que não encontra precedentes na jurisprudência do TSE”. É UM JEITO ENROLADO DE DIZER QUE O JUIZ ALOISIO SILVEIRA ESTÁ INVENTANDO UMA LEI QUE NÃO EXISTE.

É O “DOIS EM UM”: LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO NUM HOMEM SÓ.
Em relação ao tema das construtoras acionistas de concessionárias, o magistrado baseou-se em um voto vencido do ministro Cezar Peluso no TSE para condenar um vereador que recebeu de uma empreiteira que integra uma empresa concessionária.
DE NOVO:

BASEOU-SE EM UM VOTO VENCIDO, QUE FOI REJEITADO PELOS OUTROS JUÍZES.
Viram? Jurisprudência, no Brasil, se faz com votos vencidos, não com votos vencedores.
É UMA REVOLUÇÃO!!!

O juiz Silveira estabeleceu nos casos dos legisladores paulistanos que aqueles que tiveram mais de 20% de suas doações originadas em fontes ilegais devem perder o mandato. Nos casos que já passaram pelo TSE, não há indicação de valores ou percentuais para a definição das punições.

Os julgamentos indicam que em cada situação os magistrados devem aferir se o montante de contribuições irregulares pode ter afetado potencialmente os resultados das eleições.

O texto não poderia ser mais claro. E se ele decidir, sei lá, 5% em vez de 20%? E se decidisse que poderia ser 40%? É o auge do arbítrio! O promotor  determina quando as doações estão ou não dentro da lei. IGNORANDO A DECISÃO DO TSE. E o juiz arbitra a porcentagem. SEM LEI!
Nos processos de vereadores em que o percentual não foi ultrapassado e os legisladores foram absolvidos, o Ministério Público Eleitoral recorreu, alegando que o índice aceitável seria de até 5%

Por que 5%? Porque eles querem.
Para o ex-presidente do TSE e advogado Carlos Velloso, o padrão fixado pelo juiz foi benevolente. De acordo com Velloso, “já que qualquer doação vedada, em qualquer percentual, impõe a penalidade, então a fixação em termos da potencialidade da doação vedada deve ficar em percentual bem menor que 20%”.

Sobre as doações de concessionárias, a maioria dos ministros do TSE julgou, no caso da prestação de contas do presidente Lula, em 2006, que as acionistas de concessionárias não estão impedidas de doar.


ATENÇÃO!!! OS CRITÉRIOS QUE FAZEM A FOLHA AFIRMAR QUE 33% DAS DOAÇÕES A KASSAB FORAM ILEGAIS FORAM REJEITADOS PELO TSE, QUE DECIDIU QUE ACIONISTAS DE CONCESSIONÁRIAS NÃO ESTÃO IMPEDIDAS DE DOAR.
Voltei

Se a decisão do tal juiz vier a prevalecer, está extinta a segurança jurídica no Brasil. Acabou!!! Se, na Justiça Eleitoral, um juiz pode, literalmente, INVENTAR CRITÉRIOS e “cassar” mandatos contra a decisão de um tribunal superior para caso idêntico, então a vaca realmente já foi para o brejo.
Parece-me evidente que a decisão será revista. Afinal, reparem:

1 – o juiz inventou um percentual que não pode ser ultrapassado;

2 – mesmo para atingir o percentual por ele inventado, o que justificaria a cassação, ele precisa recorrer a doações que SÃO CONSIDERADAS LEGAIS PELO TRIBUINAL SUPERIOR ELEITORAL, O QUE CARACTERIZA UMA DUPLA ARBITRARIEDADE.

3 – isso faz crer que essa sentença será mudada numa instância superior.
Isso é irrelevante?

É claro que não é!

A decisão sai num momento em que a imprensa não se farta de falar de “mensalão do DEM” pra cá e pra lá, embora os mensaleiros tenham deixado o partido porque seriam expulsos.

Do modo como as coisas são noticiadas, fica parecendo que o escândalo de Brasília se estende também a São Paulo.

Enquanto isso, os mensaleiros do PT celebram a sua festa no Congresso do partido, e seu presidente enche a boca para afirmar que aquela penca de provas que há contra o partido não passa de… “golpismo”.

Na sua coluna de hoje, o CEEG (Centro Espírita Elio Gaspari) prevê o fim do DEM.
Assim se está construindo a “moderna democracia” brasileira.
Diante de uma óbvia arbitrariedade cometida contra um prefeito que não foi “adotado” pelos “bem-pensantes”, todos, imprensa inclusive, se calam!
 
OU NÃO SE CALAM:

PARTE DO JORNALISMO, COMO SE NOTA, ATUA COMO PORTA-VOZ DO ARBÍTRIO, ANTECIPANDO SUAS DECISÕES E LHE SERVINDO DE ASSESSORIA DE IMPRENSA.
Aí não adianta reclamar. Neste exato momento, o Estadão, por exemplo, ainda está sob censura. UMA CENSURA QUE NÃO DECORRE DA LEI — a Constituição é claríssima ao proibir a censura prévia —, MAS DO ARBÍTRIO DE JUÍZES que, a exemplo do dr. Aloisio Silveira, expedem sentenças segundo “critérios subjetivos”.
Deixe o jornalismo que tal prática prospere sem protestos, e é óbvio que ele próprio será o alvo — aliás, o caso do Estadão demonstra que já começou a ser.
Certos cretinos no Brasil imaginam que a punição de “adversários ideológicos”, reais ou imaginários, com ou sem motivos, exerce um papel saneador na sociedade.


“Afinal, se são meus adversários, então boa coisa não são”.

Escapa-lhes a obviedade de que, aberta a porta do arbítrio e da subjetividade numa sentença judicial, ninguém mais estará seguro.
Se não tenho mais a lei a estabelecer parâmetros sobre o que pode e o que não pode, então já não sou mais um indivíduo, já não sou mais um ser autônomo: minha liberdade depende daquele que, ocupando uma função no estado, decide, segundo seu próprio arbítrio o que me é ou não permitido fazer. Assim é nas tiranias; assim é nos regimes totalitários.
OAB, cadê você?

Em tempos idos, diante de uma arbitrariedade como essa, a Ordem dos Advogados do Brasil reagiria de pronto. Agora não reage mais. O sucessor do dr. Cézar Britto (aquele medalhão da advocacia que se diz “socialista”), cujo nome ainda não tive motivos para decorar, dá pinta na televisão todos os dias, com seu ar severo e cabelinho esticado com algum sucedâneo da brilhantina.

Quero saber o que vai por debaixo deles. Até agora, só o ouvi falar do exercício do direito segundo a “opinião pública”, segundo “a vontade das ruas”.
Se cabe ao direito cumprir a vontade do que dizem por aí, então se suspendam as leis e se façam tribunais públicos, com um linchamento no fim, para coroar o arbítrio popular com a catarse.
À OAB, que eu saiba, cumpre zelar pela lei.
Quanto a Kassab, que estude com seus advogados uma forma de reparação pelo agravo de que está sendo vítima. Não é possível que autoridades do Ministério Público e do Judiciário desmoralizem uma figura pública, com base no puro arbítrio, sem que o alvo da ação possa reagir no terreno das leis e do direito. E, se isso é possível, então algo tem de ser feto no Legislativo.
Não dá mais, leitores!

Eu estaria fazendo esta mesma defesa ainda que Kassab pertencesse ao PT.

Há quem não acredite nisso?

Dane-se!

Mas tenho a impressão de que, pertencesse ele ao PT, teria, no mínimo, o benefício da lei.

Como digo em Máximas de Um País Mínimo, as coisas no Brasil caminham assim:
“Aos amigos tudo, menos a lei;
aos inimigos, nada, nem a lei”.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

O que é melhor para o Brasil?



Biografia comparada entre
José Serra(PSDB-SP) e Dilma Rousseff(PT-RS)


José Serra tem 68 anos, é paulista, filho de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.

Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante húngaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte, foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.

Somente quando chegou ao Científico, a família Serra mudou-se para um apartamento de dois quartos, alugado. Antes disso, moraram em uma pequena casa em rua de chão batido.

Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, de onde saíam para praticar atentados, roubar e seqüestrar.

No início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, Serra foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas e revolucionários manipulados pelo comunismo internacional.

Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Em 1964, exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi para a Itália e, posteriormente, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, foi professor e consultor.

Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.

Em 1967, Serra casou-se com a psicóloga e bailarina Sílvia Mônica Allende, com quem tem dois filhos e dois netos e continua até hoje casado.

Dilma também casou-se em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurelio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões em outros países, sequestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.

Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro. No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de matemática na CEPAL. Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um mestrado e um doutorado na prestigiada Universidade de Cornell.Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.

Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.

Serra permaneceu 10 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados.

Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.

Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Neste ano, teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como professor de Economia na UNICAMP, onde ficou até 1984.

Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer o mestrado na UNICAMP e, depois, o doutorado. Durante anos, mentiu em seu currículo que tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico strictu sensu.

Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Planejamento do Estado de São Paulo.

Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu.

Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, com a maior votação do estado de São Paulo. Foi o deputado que aprovou mais emendas no processo da Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.

Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."

Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo.

Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época.

Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias própria que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.

Em 1995, voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.

Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde, criando os genéricos e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.

Em 1998, na cota do PDT, assume a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho.Vendo que o partido de Brizola estava decadente, ingressou no PT.

Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em engenharia nuclear e doutor em física, que coordenava oi grupo de transição.

Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.

Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.

Em 2006, elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerce até os dias de hoje. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.

De lá para cá, vem sendo imposta por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A grande arca da TV Brasil - Diogo Mainardi

“A mandinga contra a ‘hegemonia cultural americana’ pode parecer ridiculamente antediluviana, mas os orangotangos e os patos do petismo se sentem reconfortados por ela

Por Diogo Mainardi

Deus passa o dia inteiro com a TV ligada. Ele só assiste à TV Brasil. Ninguém assiste aos programas do canal, segundo os dados do Ibope. Somente Ele. Deus é o único espectador da TV Brasil.

Como é que eu sei disso?

Lula contou.

Está lá, nas tábuas da lei do lulismo, o Dicionário Lula, de Ali Kamel:

“Deus me deu o segundo mandato para fazer a TV pública brasileira”.

Lula, como Noé, respondendo ao chamado do Onipotente, fez o que lhe foi ordenado.

Primeiro, ele construiu a grande arca da TV Brasil, revestindo-a de betume.

Em seguida, embarcou nela um casal de cada espécie - um orangotango e uma orangotanga, um pato e uma pata, um Franklin Martins e uma Dilma Rousseff - e conduziu-os por quarenta dias e quarenta noites até os montes Ararat do éter, a fim de que eles se multiplicassem incestuosamente e povoassem a “TV pública brasileira” com seus descendentes.

Agora Deus tem outro plano.

Ele decidiu destruir a TV a cabo.

Ele disse a Marco Aurélio Garcia:

“O fim de Law & Order é chegado perante mim”.
 

Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa de Dilma Rousseff, lhe obedeceu.

Se Deus fizer com que Dilma Rousseff seja eleita, repetindo o que Ele já fez com Lula, “tudo o que há na TV a cabo expirará”.

Marco Aurélio Garcia é autor de alguns dos maiores mitos apócrifos do lulismo. O último deles foi comparar American Idol à Quarta Frota dos Estados Unidos.
 

Como sabemos que Deus elege o presidente do Brasil de olho na TV, escolhendo candidatos que lhe garantam programas como ABZ do Ziraldo, Dilma Rousseff já está eleita.

O Brasil seria poupado de um monte de aborrecimentos se, para trocar de canal, Deus simplesmente usasse o controle remoto.

O mesmo Deus que elege o presidente do Brasil pode matar o presidente dos Estados Unidos.

De uns tempos para cá, alguns pastores americanos passaram a imprecar para que Deus mate Barack Obama.

Eles entoam o Salmo 109:

“Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício”.

Marco Aurélio Garcia entoa o Salmo 109 contra o doutor House e a Quarta Frota Naval dos Estados Unidos.

A mandinga contra a “hegemonia cultural americana” pode parecer ridiculamente antediluviana, mas os orangotangos e os patos do petismo se sentem reconfortados por ela.

Para Marco Aurélio Garcia e suas criaturas, reunidos no congresso do PT, o paraíso terrestre está localizado na central nuclear iraniana de Natanz.

Lula quer viver 950 anos, como Noé.

Por isso, em 16 de maio, ele visitará o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (Salmo 109 nele!) e obterá seu apoio para a candidatura de Dilma Rousseff.

O apoio de Deus?

Esse ele já tem.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Chavismo é marca do programa de Dilma.

O PT aprovou o programa de governo chavista e bolivariano da candidata Dilma Rousseff.

Principais pontos:
  • Em homenagem à Igreja: liberação total do aborto (PNDH III)e proibição do uso de símbolos religiosos em locais públicos;
  • Em homenagem ao Judiciário: Fim da lei da anistia (PNDH III) e substituição dos tribunais por comissões compostas por movimentos sociais e outras representações populares;
  • Em homenagem ao Agronegócio: fim da reintegração de posse (PNDH III)
  • Em homenagem às Forças Armadas: instituição de uma Comissão da Verdade composta por terroristas, sequestradores e guerrilheiros anistiados (PNDH-III) para punir militares
  • Em homenagem aos Empresários: taxação de fortunas e redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário;
  • Em homenagem à Imprensa: restrições aos "monopólios" da comunicação
O texto ainda não está disponível no site do PT.

Comentário
“Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres
será sempre sua presa.”

(Schopenhauer)

Schopenhauer estava certo no alerta da epígrafe.

O diabo costuma se vestir de forma altruísta.

Os chifres aparecem somente depois que a vítima vendeu-lhe sua alma.

Aí já é tarde demais..."

Liberdade e ordem - Olavo de Carvalho





Por Olavo de Carvalho

Quando, com a cara mais bisonha do mundo, o liberal proclama que "a liberdade de um termina onde começa a do outro", ele está reconhecendo implicitamente - embora quase nunca o perceba - que essa liberdade é apenas a margem de manobra deixada ao cidadão dentro da rede de relações determinada por uma ordem jurídica estabelecida.

O princípio aí fundante é, pois, o de "ordem", não o de "liberdade".

Sei que magôo profundamente os sentimentos de meus amigos liberais ao afirmar que nenhuma filosofia política séria pode tomar como princípios fundantes as idéias de "liberdade" e "propriedade" - precisamente as mais queridas dos corações liberais.

Mas, sinto muito, as coisas são mesmo assim.

Entendo por filosofia política séria aquela que não se constitui de meras justificativas idealísticas ou pragmáticas para ações que se inspiram, de fato, em razões de outra ordem, quer sejam estas ignoradas ou propositadamente escondidas pelo agente.

A missão da filosofia política não é dar uma aparência de racionalidade a opções e decisões pré-racionais.

É dar inteligibilidade ao campo inteiro dos fenômenos políticos,
possibilitando que ações e decisões tenham firme ancoragem na realidade dos fatos e na natureza das coisas.


Para isso é estritamente necessário que seus próprios conceitos tenham inteligibilidade máxima, para que não se caia no erro de explicar obscurum per obscurius.

A liberdade, embora clara e nítida enquanto vivência subjetiva, não se deixa traduzir facilmente num conceito classificatório que se possa aplicar à variedade das situações de fato.

A noção e a própria experiência da liberdade são de natureza essencialmente escalar e relativa. De um lado, é muito difícil dar um significado substantivo à noção de liberdade política sem ter esclarecido primeiro o da liberdade em sentido metafísico - uma questão das mais encrencadas.

De que adianta defender a liberdade política de uma criatura à qual se nega, ao mesmo tempo, toda autonomia real?

Se somos produtos do meio, de um condicionamento genético ou de um destino pré-estabelecido, é ridículo esperar que a mera promulgação de leis reverta a ordem dos fatores, assegurando-nos o direito de fazer aquilo que, de fato, não podemos fazer.

Lembro-me, sem conter o riso, de uma conferência em que o filósofo da hermenêutica, Hans-Georg Gadamer, negava toda autonomia à consciência individual, fazendo dela o efeito passivo de mil e um fatores externos, e logo adiante reclamava dos regulamentos da universidade alemã, que não concediam espaço suficiente à liberdade de expressão individual.

Com toda a evidência, ele exigia que a burocracia universitária revogasse mediante portaria a estrutura da realidade tal como ele próprio tinha acabado de descrevê-la.


Diário do Comércio
15 de fevereiro de 2010


continua no post abaixo

Liberdade e ordem - Olavo de Carvalho


Liberdade e ordem - 2


Por Olavo de Carvalho

De outro lado, a "liberdade" é, com freqüência, nada mais que um adorno retórico usado para encobrir a vigência de algum princípio totalmente diverso.

Quando, com a cara mais bisonha do mundo, o liberal proclama que "a liberdade de um termina onde começa a do outro", ele está reconhecendo implicitamente - embora quase nunca o perceba - que essa liberdade é apenas a margem de manobra deixada ao cidadão dentro da rede de relações determinada por uma ordem jurídica estabelecida.

O princípio aí fundante é, pois, o de "ordem", não o de "liberdade". Isso basta para demonstrar que a "liberdade" não é jamais um princípio, mas apenas a decorrência mais ou menos acidental da aplicação de um princípio totalmente diverso.

Compare-se, por exemplo, a noção de liberdade com a de "direito à vida". Esta é um princípio universal que não admite exceções nem limitações de espécie alguma.

Quando você mata em legítima defesa, ou para proteger uma vítima inerme, não está "limitando" a vigência do princípio, mas aplicando-o na sua mais plena extensão: a morte do agressor aparece aí como um acidente de facto, que em nada afeta o princípio, já que é imposto pelas circunstâncias em vista da defesa desse mesmo princípio.


Nenhum raciocínio similar se pode fazer com relação à "liberdade".

Quando você limita a liberdade de um para preservar a de outro, o que aí está sendo aplicado não é o princípio da "liberdade", mas o da "ordem" necessária à preservação de muitas liberdades relativas.

Do mesmo modo, não existe "propriedade absoluta", de vez que a propriedade é essencialmente um direito, portanto uma obrigação imposta a terceiros.

O mero poder de uso de uma coisa não é propriedade, é posse.

A propriedade só surge na relação social fundada pela "ordem".
O mero fato de que existam propriedades legítimas e ilegítimas mostra que a propriedade é dependente da ordem, portanto não é um princípio em si.

Só para fins de contraste, imaginem se pode existir um "direito à vida" meramente relativo. Esse direito é um princípio que está na base mesma da ordem, a qual se torna desordem no instante em que o nega ou relativiza.

A própria ordem, nesse sentido, não é um princípio (ao contrário do que imaginam seus defensores tradicionalistas e reacionários). Se, na hierarquia dos conceitos, toda ordem se coloca acima da "liberdade", como garantia da possibilidade de haver liberdade em qualquer dose que seja, nem por isso a noção de "ordem absoluta" deixa de ser impensável.

O primeiro dever de uma filosofia política séria é depurar os seus conceitos de toda contradição intrínseca e de toda confusão categorial. Sem isso, qualquer diagnóstico de um estado de fato ou todo fundamento que se possa alegar para ações e decisões é apenas um sistema de pretextos retóricos destinado a enganar não só o público, mas o próprio agente.

Infelizmente a maioria dos opinadores políticos, acadêmicos ou jornalísticos, está incapacitada para essas distinções, que lhes parecem demasiado abstratas e etéreas, quando, por uma fatalidade inerente à inteligência humana, nunca é possível apreender cognitivamente o fato concreto senão subindo no grau de abstração dos conceitos usados para descrevê-lo.


Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada - Edmund Burke

'Vamos continuar reaparelhando o Estado'

Dilma Roussef
discurso no 4° Congresso do PT

PT inclui 'controle de mídia' em plano de governo de Dilma

Congresso aprovou Conselho Nacional de Comunicação
e o 'combate ao monopólio do entretenimento'


Rodrigo Alvares

BRASÍLIA - Em um dos últimos atos do deputado Ricardo Berzoini (SP) como presidente do PT, a sigla começou a discutir nesta sexta-feira, 19, a definição das diretrizes do partido para um eventual governo Dilma Rousseff.

Um dos temas mais polêmicos, o 'controle de mídia', foi incluído no programa de governo.

O congresso aprovou o "combate do monopólio da comunicação e entretenimento, a reativação do Conselho Nacional de Comunicação e o direito de resposta coletivo, o fim da propriedade cruzada e proibição de sublocação" - temas debatidos na última Confecom (Conferência Nacional de Comunicação).

Também alvo de intensa polêmica, a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução de salário - reivindicada pelas centrais sindicais - citada no primeiro esboço do programa - teve apoio maciço, assim como a inclusão da palavra "especialmente" no trecho sobre a taxação de grandes também tiveram apoio maciço, assim como a proposta de combate à corrupção e ao desperdício de recursos públicos.

Para a política de reforma agrária, o texto teve o acréscimo de termos como "controle do acesso à terra, eliminação dos juros compensatórios da desapropriação e fortalecer o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) com a realização de julgamento de reintegração de posse".

O PNDH-3 teve aprovação unânima dos congressistas.

Na Segurança Pública, foram incluídas a extensão do Programa Nacional nos 27 Estados da Federação e a criação de um fundo para instituir um piso salarial até 2016, quando os Estados serão responsáveis pelo pagamento dos policiais. A ampliação da reforma do sistema prisional, com prioridade de penas alternativas, também foi alterada. Leia mais aqui.