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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tentativa global de controle da opinião pública por meio do recorte premeditado do noticiário.


Por Olavo de Carvalho

Se o prezado leitor deseja entender algo do mundo atual, o mínimo indispensável de prudência recomenda que se atenha às seguintes regras no julgamento das informações que lhe chegam:

Regra 1: O que quer que venha rotulado como consenso da opinião mundial, aprovado unanimemente por vários governos, pelos organismos internacionais, pela grande mídia, pela indústria do show business e pelos intelectuais públicos mais em moda, ou seja, pela quase totalidade dos "formadores de opinião", é suspeito até prova em contrário.

Sei que ao dizer isso pareço contrariar um dos preceitos tradicionais do pensamento aristotélico-escolástico, segundo o qual, embora a opinião humana seja falível e o argumento de autoridade seja o mais fraco dos argumentos, a espécie humana tomada na sua totalidade dificilmente se equivocará em questões essenciais, sendo portanto arriscado contestar aquilo em que "todos, em toda parte, sempre acreditaram" (quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est).

Mas é só aparência. Na perspectiva escolástica, o valor da opinião unânime depende inteiramente da sua permanência temporal imutável nas mais diversas circunstâncias culturais, religiosas e sociopolíticas.

Em vez de identidade, há uma diferença radical - para não dizer uma oposição insanável - entre a universalidade da opinião humana ao longo dos tempos e um consenso repentino, surgido como que do nada e imposto urbi et orbi como se fosse a coisa mais óbvia e inegável do mundo; consenso que, ademais, não é consenso nenhum, visto que há tanta resistência a ele por toda parte fora dos círculos interessados.

Por "círculos interessados" entendo, de um lado, a elite - financeira, política e burocrática - empenhada na instauração de um governo mundial estatista, invasivo e controlador de tudo (vale a pena consultar a respeito o site de Daniel Estulin, aqui ); de outro, a militância inumerável espalhada em ONGs e universidades por toda parte, pronta a ecoar as palavras-de-ordem ditadas pela elite.

Entre as duas, a classe jornalística, os intelectuais ativistas e o beautiful people das artes e espetáculos formam uma espécie de camada intermediária incumbida de formatar como modas elegantes as propostas mais revolucionárias de mutação sociocultural, tornando-as palatáveis à população maior, gerando, pela variedade das formas e canais, a impressão enganosa de unanimidade espontânea, e encobrindo assim a unidade estratégica que a circulação de dinheiro entre os três níveis comprova da maneira mais contundente (v. a documentação exaustiva aqui e aqui).

O que quer que venha por esses três canais ao mesmo tempo - não necessariamente o que venha só de um deles em particular - não é quase nunca informação confiável (o termo "quase" não é usado aqui para atenuar a regra, mas apenas para assinalar aquela dose mínima de veracidade modesta sem a qual nenhuma mentira ambiciosa teria jamais credibilidade alguma e para dar o devido relevo a eventuais falhas e até rombos do sistema, sempre inevitáveis).

A rigor, não é informação de maneira alguma: é estímulo pré-calculado para produzir no público, aos poucos, as desejadas mudanças de atitude, segundo pautas de engenharia social elaboradas com uma antecedência, em geral, de décadas.

A continuidade da ação histórica de longo curso, aí, garante parcialmente a sua própria invisibilidade, transcendendo o horizonte de visão tanto da população imediatista, que nada enxerga, quanto dos "teóricos da conspiração" que crêem enxergar para além do que enxergam realmente e acabam inflando a imagem de poder dos "controladores" até dimensões quase míticas.

Este último fenômeno é, aliás, um caso característico de "paralaxe cognitiva", já que o próprio número de denúncias, proliferantes na internet e nas livrarias, evidencia os erros, debilidades e fracassos de um controle universal "secreto" que aí se descreve, no entanto, como quase onipotente.

Regra 2: Quando a unanimidade é negativa, isto é, quando não consiste em alardear alguma história inventada (como o aquecimento global, a epidemia de gripe suína ou os riscos mortíferos do fumo passivo), mas em suprimir fatos e em achincalhar ostensivamente quem deseje ao menos investigá-los, então já não se trata de mera suspeita, mas da probabilidade altíssima de estarmos em presença de uma tentativa global de controle da opinião pública por meio do recorte premeditado do noticiário.

Essas tentativas jamais alcançam sucesso absoluto, mas também nunca são desmascaradas no todo e de uma vez para sempre: no mínimo, resta a possibilidade de um eficiente gerenciamento de danos, transmutando-se a negação peremptória em aceitação atenuada, anestesiante, como ocorreu - para dar um exemplo brasileiro - no caso do Foro de São Paulo, que passou da categoria de inexistente à de irrelevante tão logo desmoralizado o dogma da sua inexistência.

Embora não tendo a menor idéia de onde nasceu Barack Obama, não hesito em incluir nesse gênero de tentativas a ocultação geral, sistemática, histérica e obstinada de praticamente todos os documentos essenciais para o estudo da biografia do presidente americano, a começar pela sua certidão original de nascimento.

Quando a grande mídia dos EUA em peso chama de desequilibrados e loucos aos que cobram de Obama a exibição desses documentos, o que ela está proclamando é que o normal, o saudável, o obrigatório para a razão humana, consiste em acreditar, sem perguntas, que um cidadão gastou quase dois milhões de dólares com um escritório de advocacia para ocultar seus papéis sem que houvesse neles nada digno de ser ocultado.

A inversão da lógica e da distinção entre o normal e o patológico é aí tão flagrante, que vale como uma prova: uma prova do contrário daquilo que se desejaria impingir à opinião pública.
25 Novembro 2009

Nem todos os políticos merecem a segunda chance


Outra vergonha nacional.

E mais outra, antes de outra.

Tem sido assim e as explicações se multiplicam, na razão direta dos escândalos e na razão inversa da lógica e do bom senso. "Perseguição política e inveja do nosso bom governo" são as frases de defesa. Chavões, nada mais. Mario Amato, então na Fiesp, há anos, fez a pergunta com a voz rouca do povo brasileiro: "Somos, então, todos corruptos?"

Pela corrupção sistemática, com certeza chegaremos a essa triste conclusão. O que falta, apenas, é a famosa ocasião, ela que faz o ladrão, conforme o dito popular. De A a Z, os maiores partidos políticos do Brasil experimentaram o modelo batizado de mensalão. Ninguém pediu que o cálice da oferta vergonhosa fosse afastado.

Os políticos são corruptos, dirão muitos.

Mas só eles?

E quem os elege?

Vota-se em quem tem o nome conhecido, não importa por qual motivo, inclusive o desvio de verbas públicas ou propinas dadas e guardadas das maneiras mais esdrúxulas e até hilárias, cuecas e, agora, meias.

Todos são filhos do Brasil, inclusive os políticos larápios, mas eles merecem uma segunda chance?

Claro que não.

Porém, quem poderá afirmar, realmente, que eles, os envolvidos, nas próximas eleições, não estarão concorrendo e vencendo pleitos, lépidos e faceiros? Roberto Arruda foi envolvido em denúncias no caso do painel do Senado, em 2001, mas voltou ao Parlamento como o deputado mais votado de Brasília.

Os parlamentares sabem que basta renunciar antes da cassação para que tudo seja zerado no tribunal da opinião pública e mesmo da Justiça. Em 2006, Arruda foi eleito governador.


Filmes contando a vida de pessoas são comuns. Depois de Os filhos de Francisco, sobre a história de Luciano e Zezé de Camargo, que fez o Brasil chorar, temos agora Lula, um filho do Brasil. Realmente, quem é Lula todos sabem.

Barack Obama o classificou como "o cara", simbolizando alguém que está com muito prestígio. Pela internet circulam inúmeras piadas, algumas grosseiras, ridicularizando Lula da Silva e o seu português.

Ele andou errando em algumas afirmações e o seu palavreado não é o que se poderia adjetivar de castiço. O presidente disse que para ser um bom administrador do Brasil ninguém precisava ter curso superior e nem falar inglês.

Certo, mas que ajuda, ajuda.

Foi uma direta ao seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, com quem não evitou as tradicionais rusgas. Mas Lula da Silva tem seus méritos e o filme mostra a ascensão pessoal, profissional e de líder sindical adversário do capitalismo, antes da política.



Com um curso técnico de torneiro-mecânico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ironicamente mantido pelas empresas patronais, Lula transformou-se de um pobre e anônimo retirante nordestino trazido pela mãe, junto com os irmãos, todos abandonados pelo pai, até São Paulo, em um líder.

Nada diferente do que ocorreu e ainda acontece com milhares de brasileiros que fogem da seca. Daí em diante, todos nós conhecemos a história do político que chegou à presidência. Tem méritos, o principal é não fazer quase nada do que pregava quando na oposição.

Esbanja perspicácia, tenacidade, força de vontade e objetivos comuns com os do povo.

O seu partido tenta amealhar um pouco dos 80% de prestígio daquele que fala errado, mas se comunica magistralmente com os que também têm menos letras.

Teve dois mandatos e filho sobre o qual circulam versões nada lisonjeiras em negócios. Porém, Lula da Silva paira, acima de tudo, no limbo, tal e qual um anjo barbudo, tocando a sua harpa que seduz pelo menos 3/4 dos brasileiros.

Se todos os políticos nacionais devem ter uma segunda chance, como Roberto Arruda, só Deus e os eleitores sabem.

Polícia Federal desmonta versão panetone

Perícia da Polícia Federal conclui que Arruda forjou recibos para justificar os R$ 50 mil recebidos de Durval
ANDREI MEIRELES
 Reprodução 
Pressionado por lobista, Arruda inventou a compra de panetones

Flagrado em vídeo recebendo R$ 50 mil em dinheiro vivo de seu ex-secretário Durval Barbosa, o governador de Brasília José Roberto Arruda disse que eram recursos para a compra de panetones, que depois teriam sido distribuídos em comunidades carentes.

A investigação da Polícia Federal mostra que a versão de Arruda também seria uma fraude.

Segundo apurou a PF, há 20 dias o empresário Roberto Cortopassi Júnior, um dos donos da empresa da WRJ Engenharia, chamou para uma conversa o lobista Renato Malcotti – apontado pelos federais como um dos principais operadores financeiros do governador – num café no Shopping Liberty Mall.

Cortopassi chegou com um laptop e exibiu para Malcotti um fragmento do vídeo em que Arruda recebe o dinheiro das mãos de Durval.

Malcotti teria feito uma ameaça: se Arruda não determinasse ao Banco de Brasília, um banco estatal, a suspensão da cobrança de uma dívida milionária de sua empresa, ele iria divulgar o vídeo.

Diante da ameaça, o governador foi aconselhado por advogados a ter uma explicação para o destino do dinheiro.

A compra de panetonecrime eleitoral, uma acusação que três anos depois das eleições teria pouca conseqüência prática. Há 10 dias, Durval foi chamado à residência oficial do governador, em Águas Claras, onde Arruda lhe teria pedido para assinar recibos sem datas que justificariam os gastos com os panetones.

Na ocasião, Durval indagou: “E como eu vou explicar a origem do dinheiro?”.

Um dos assessores de Arruda apontou uma saída:

“Diz que foi uma vaquinha entre amigos”.

A reunião em Águas Claras foi monitorada pela PF. “Esperto, Durval assinou os recibos com um tipo de caneta que facilita a identificação de quando foi usada”, disse a ÉPOCA um investigador da Operação Pandora.

De posse de cópias dos recibos, Durval foi direto da casa oficial do governador para a Polícia Federal.

Ali, ele entregou os papéis para serem submetidos a uma perícia do Instituto Nacional de Criminalística.

A conclusão foi de que a assinatura era recente.

“A tinta ainda estava fresca”
, diz um dos investigadores. 

QUEM É REALMENTE LULA DA SILVA?






QUEM É REALMENTE LULA DA SILVA?

¿O revolucionário terceiromundista empenhado em destruir o primeiro mundo e substituí-lo por um planeta socialista regido por caudilhos valentões da corda, ou é um social democrata moderado, dedicado ao desenvolvimento de uma economia de mercado?

Dentro e fora do Brasil existe uma crescente desconfiança sobre as verdadeiras intenções políticas Lula da Silva. O recente convite do país ao presidente Mahmoud Ahmadinejad é um sintoma ruim. O ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, é reivindicado pela Argentina. Ele organizou o atentado terrorista contra a AMIA judaica em Buenos Aires em 1994. Matou 85 pessoas e feriu mais de 300. Além do mais, Ahmadinejad nunca retificou sua ameaça de varrer Israel do mapa. Por Carlos Alberto Montaner

¿Por que esse empenho brasileiro em servir aos iranianos em meio dos esforços de Teerã (junto com a Venezuela) para coordenar a estratégia diplomática de países hostis ao Ocidente, e de construir armas atômicas?

“Esta é outra prova da duplicidade moral de Lula”, disse um diplomata venezuelano que não quis ser identificado. Ao qual acrescentou uma observação irrefutável: “Em 1990, Lula da Silva e Fidel Castro criaram o Foro São Paulo para revitalizar a corrente comunista latinoamericana, totalmente desmoralizado depois da queda do Muro de Berlim. Nesta família política estão os narcoterroristas das FARC e o ELN até o Movimento V República de Hugo Chávez. Eles foram reagrupados para continuar a luta. A única constante ideológica de Lula é sua rejeição ao Ocidente''.

No entanto, dentro das fronteiras brasileiras, Lula da Silva desfruta de uma popularidade notável porque não se apartou do prudente comportamento econômico traçado por Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente. No Brasil, ele atua como um democrata empenhado em promover um modelo de desenvolvimento baseado no mercado e no controle privado dos meios de produção, apoiando a integração cada vez maior de seu país nos mecanismos internacionais do capitalismo global.

Quem é realmente Lula da Silva? O revolucionário terceiromundista determinado em destruir o primeiro mundo, e substituí-lo por um planeta de caudilhos provocadores da corda coletivista, como sonham Hugo Chávez e outros delirantes catalisadores dessa família política, ou é um social-democrata moderado, dedicado ao desenvolvimento de uma economia de mercado, semelhante à que impera nas 30 nações mais ricas e felizes da Terra?

Eu temo que seja simultaneamente as duas coisas, como sonhou (literalmente sonhou) Robert Louis Stevenson em 1886, quando escreveu ‘O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde’, para explicar a dualidade moral de um cientista bondoso que se transformava em um ser agressivo e odioso depois de tomar uma poção que o tornava outra pessoa. Para Stevenson, o romance era uma metáfora que revelava a luta entre o bem e o mal que existia na natureza de todos os seres humanos.

Estamos diante do Dr. Lula e do Mister Chávez. Quando o presidente brasileiro raciocina com a cabeça, temos o Dr. Lula, um homem afável e com um sentido comum que conhece seus limites e os de seu país, ele se comporta de acordo com a lei e respeita as liberdades individuais. Quando o patrão é o coração, órgão que está à esquerda (como muitas vezes afirma Marco Aurélio Garcia, o principal conselheiro de Lula, procedente do Partido Comunista) comparece o Mister Chávez, o “companheiro revolucionário”, um tipo convencido de que a pobreza do terceiro mundo é devido à rapina dos EUA e das nações imperialistas, à ganância dos capitalistas nacionais e estrangeiros, aos injustos termos de intercambio, e ao resto dos diagnósticos vitimistas desta seita ideológica.

Quando Lula manda com o coração e se torna Mister Chávez, incita seu Partido dos Trabalhadores, talvez sob a influência de seus assessores MA Garcia e José Dirceu - um ex-guerrilheiro adestrado em Cuba e ex-membro dos serviços secretos cubanos – a que colabore com as narcoguerrilhas colombianas, como revelaram os computadores de Raúl Reyes, o comandante das Farc morto em 2008 por militares colombianos. Quando é o mister Chávez, ele entrega ao seu amigo Fidel Castro os três pobres boxeadores que haviam pedido asilo no Brasil, ou se conluia irresponsavelmente com Mel Zelaya para abrigar o presidente deposto em um recinto diplomático brasileiro em Tegucigalpa, negando (infantilmente) que havia dado autorização.

No romance de Stevenson, Dr. Jekyll se suicida incapaz de sofrer por mais tempo a dor de ser, também, Mr. Hyde. ¿Como terminará Lula da Silva? Eu suponho que como um estadista respeitado, embora secretamente golpeado pela angústia de não saber qual dos dois personagens ele realmente é.


Tradução de Arthur para o MOVCC

Juntando as meias com as cuecas


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Honduras venceu Hugo Chávez e a diplomacia megalonanica.




Cinco meses sob uma pressão que ouso dizer inédita em tempos modernos, e Honduras deu a volta por cima e realizou eleições limpas e transparentes, endossadas por centenas de observadores internacionais. A democracia vence no país, apesar do governo brasileiro — que hoje lidera, com mais estridência do que Hugo Chávez, os protestos delinqüentes contra a vontade inequívoca das urnas e das instituições. “Manuel Zelaya também foi eleito!”, grita o petralha, ousando tirar do chão os membros dianteiros. Mas tentou fraudar a Constituição, a exemplo do que fazem os bolivarianos e amigos. E foi posto pra fora. Honduras recusou o chavismo. Que as instituições fiquem atentas porque a canalha não vai sossegar.

Até quando escrevo este post, com mais de 60% dos votos apurados, Porfírio Lobo (foto) , do Partido Nacional, liderava com 55,9% dos votos; já é o virtual presidente eleito. As eleições transcorreram numa clima de calma. Em San Pedro Sula, cerca de mil zelaystas entraram em confronto com a polícia, o que não altera o clima geral da eleição. Para quem prometia guerra civil…

Sim, leitores, cinco meses durou uma farsa de dimensões verdadeiramente planetárias contra aquele pequeno país. Vocês conheceram cada passo dessa história, nos mais de 130 posts deste escriba a respeito. Nem as nações mais delinqüentes da Terra — cujos governos financiam o terrorismo, matam por empresa, esfolam os adversários, calam a Justiça, fecham o Congresso, ameaçam outros países — foram alvo da pressão que se abateu sobre Honduras. E tudo assentado numa mentira básica, essencial, escandalosa, que procurava negar que a deposição de Zelaya tivesse sido constitucional, legal, democrática. Já está provado hoje, evidenciado pela ONG Human Rights Foundation, que a Organização dos Estados Americanos, presidida por José Miguel Insulza, era uma espécie de co-patrocinadora do golpe que Zelaya pretendia dar no país.


Mas Honduras venceu, realizando eleições limpas e respeitando a Constituição, o exato oposto do que fazem vândalos da democracia como Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Honduras venceu e expôs de modo dramático, vexatório, escancarado, a ruindade da diplomacia brasileira e a vigarice de sua política externa. Nas várias declarações que deram a respeito, autoridades do Brasil trataram Honduras como um não-país, como um quintal de suas ambições ridiculamente subimperialistas. E agora o megalonanico Celso Amorim resta com um Manuel Zelaya na mão e palavras indecorosas voando por aí. Não custa lembrar que o tal Ruy Casaes, embaixador do Brasil no OEA, chamou o presidente legal de Honduras de “palhaço” — termo que, na diplomacia, não se dispensa nem a inimigos.

O emblema da bufonaria brasileira foi receber um bandido internacional como Ahmadinejad, que tem um ministro diretamente envolvido com um atentado terrorista ocorrido na vizinha Argentina, enquanto atacava a solução democrática encaminhada em Honduras. Isso diz muito dessa gente que está no poder e deixa claro com quem estamos lidando.



As Fadas Sininho de Lula, devidamente pautadas pelo jornalismo franklinstein, agora antevêem uma lenta mudança de posição do Brasil e são capazes de escrever que o Brasil perdeu, sim, mas teria sido uma perda que depõe a seu favor, que honra seu apego à democracia. Não é o caso mesmo de esperar pudor dessa gente — por que o teriam agora? Não! O governo brasileiro perdeu porque a democracia ganhou. O governo brasileiro perdeu porque se alinhou com um notório golpista, que agia contra a Constituição, e os democratas venceram. Não há matizes nem lado positivo na opção feita pelo Itamaraty. A escolha, como Ruy Casaes deixou claro numa entrevista, era mesmo de natureza ideológica.

Zelaya, segundo a imprensa hondurenha, pode pedir asilo na Nicarágua. Talvez se junte a outro golpista, o orelhudo Daniel Ortega, e tente, de lá, desestabilizar a democracia de Honduras. Chávez também não vai se conformar. E cumpre ficar atento ao comportamento do Brasil. Na surdina, como vimos, o país se meteu na conspirata que instalou o maluco Manuel Zelaya na embaixada. Não tenham qualquer receio de esperar o pior de Amorim e seus aloprados.

Por enquanto, façamos um brinde simbólico à democracia. Honduras venceu Hugo Chávez e a diplomacia megalonanica. E, por que não?, brindo também a saúde mental e moral deste blog — o inmcluo vocês, os leitores, nesta sanidade. Folgo em saber que jamais, mesmo quando tudo parecia perdido, abstivemo-nos de dizer a coisa certa. Um brinde também a nós, bravos! Sozinhos, sim, por um longo tempo. Mas convenham, dada a realidade de então, quem precisava de companhia?

Porfirio Lobo Sosa, o candidato que, segundo as pesquisas, venceu as eleições em Honduras

Porfirio Lobo Sosa, é o candidato escolhido em Honduras
Por Néstor J. Beremblum


Porfirio Lobo Sosa, o candidato que, segundo as pesquisas, venceu as eleições em Honduras

O candidato do Partido Nacional, Porfirio Lobo Sosa, é o escolhido para suceder o governo de fato de Roberto Micheletti em Honduras. Isto se confirmadas as pesquisas na boca de urna realizadas logo após o encerramento da votação.

Segundo emissoras da capital hondurenha, Tegucigalpa, Sosa arrasou nas urnas deixando em segundo lugar o candidato do Partido Liberal de Micheletti, Elvin Santos.

Porfirio Lobo, nasceu na mesma cidade que o deposto Manuel Zelaya Rosales, e disse que está disposto a iniciar o caminho da reconciliação nacional e o diálogo.

Estas eleições foram a que maior número de votantes participaram segundo as autoridades. Entretanto, para a Frente de Resistência ao Golpe de Estado, a abstenção nas eleições estaria "entre 65 e 70 por cento, o que seria uma vitória sobre o golpe e as eleições" disse Rafael Alegría, o líder do movimento.

Estavam habilitados para escolher autoridades 4,6 milhões de hondurenhos.

Menino do MEP


domingo, 29 de novembro de 2009

Governador e vice divulgam nota dizendo-se vítimas de uma 'trama'



Afirmando inocência e dizendo-se vítimas de uma "trama" armada por adversários políticos, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e o vice, Paulo Octávio, divulgaram uma nota oficial no início da noite deste domingo.

Acusado ser o mentor de um grande esquema de corrupção no DF, Arruda foi alvo de investigações da Polícia Federal na operação Caixa de Pandora, deflagrada na última sexta-feira.

No sábado, foram divulgados vídeos que revelam em detalhes como funcionava a máquina de arrecadação e distribuição de propina, e expõem o governador como suposto "chefe da quadrilha", atuando desde o tempo em que era deputado federal, de 2003 a 2006.


Arruda e Paulo Octávio iniciam a nota dizendo-se "perplexos" com as acusações e, ao mesmo tempo, "tranquilos" e confiantes "na Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando".

O documento foi divulgado horas depois que o DEM informou estar estudando a desfiliação, e até a expulsão de Arruda do partido.


Leia a íntegra da nota:

"Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que Estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração.


Queremos dizer que estamos tranqüilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando.


Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática."

29 de novembro de 2009

Polícia e manifestantes pró-Zelaya se enfrentam em Honduras


Apoiadores de deposto lançaram pedras e quebraram vidros em ato contra eleição em cidade ao norte do país

Efe e Reuters

TEGUCIGALPA - Simpatizantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, entraram em confronto com forças de segurança da cidade de San Pedro Sula, localizada no norte do país, quando protestavam contra a realização das eleições presidenciais neste domingo, 29. Segundo relatos de testemunhas à agência Reuters, manifestantes lançaram pedras e quebraram vidros durante o ato e acabaram dispersados com gás lacrimogêneo.

Neste domingo, a Frente de Resistência contra o Golpe de Estado e o Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (COFADEH) denunciou que uma pessoa foi morta pela polícia e 30 foram detidas nas últimas 24 horas, e deu por fracassadas as eleições gerais.

"Estamos falando aproximadamente de 30 pessoas detidas", disse a coordenadora do COFADEH, Bertha Oliva, em entrevista coletiva, embora tenha afirmado que não se atrevia a dar um "número exato", porque não queria "deixar ninguém por fora."

Oliva contou que um jovem de 18 anos, José Mauricio Contrabando, morreu no sábado por causa de disparos feitos por um policial em Juticalpa, no departamento de Olancho, em um incidente ainda não esclarecido.

Os hondurenhos estão indo às urnas hoje para escolher o presidente, o vice-presidente e outros cargos, em um pleito convocado antes do golpe de 28 de junho pelo qual Zelaya foi retirado da Presidência, e são rechaçados por uma parte da comunidade internacional.

Apesar dos relatos de violência, o clima geral no país é considerado tranquilo.

Derrota da diplomacia petista

Ao insistir em restaurar Manuel Zelaya no poder, o governo brasileiro se torna adversário da saída mais democrática para a crise em Honduras: as urnas
Fotos Susan Walsh/AP e Fernando Souza/CPDOC JB/Folha Imagem
AI, QUE MEDO
Obama, o sereno, é atacado por Garcia, o sinistro: o verdadeiro motivo é a raiva pelos planos fracassados de transformar Honduras em vitória ideológica
Alguma coisa certa Barack Obama fez. E não estamos falando do garbo exibido na primeira recepção de gala de seu governo, visto na foto ao lado. A prova do acerto está nos ataques virulentos que recebeu de Marco Aurélio Garcia, o assessor do presidente Lula para assuntos internacionais.

Tudo o que Garcia fala é errado, na forma e no conteúdo, além de prejudicial aos interesses nacionais. O presidente dos Estados Unidos foi alvo do novo surto de megalonanismo por defender o reconhecimento das eleições em Honduras, neste domingo.

Desde que Manuel Zelaya tentou emplacar a própria reeleição e foi punido pela Suprema Corte com a perda do cargo, além de expulso manu militari do país, ao qual retornou com a patola chavista, instalando-se de bigode e chapelão na embaixada brasileira, a diplomacia petista trabalha com o objetivo de restaurá-lo no poder a qualquer preço.

A saída pela via eleitoral, com a escolha de um novo presidente, virou um anátema para Garcia e sua turma. A proposta de solução apoiada por Obama parecia razoável: levar observadores internacionais para Honduras e, verificada a lisura da votação, chancelar o resultado, abrindo uma saída pacífica para o impasse.

"Isso é muito ruim para os Estados Unidos e sua relação com a América Latina", rugiu Garcia. "Todo aquele clima favorável que se criou com a eleição do presidente Obama começa a se desfazer um pouco."
Em diplomacia, as palavras devem ser escolhidas com cuidado, não por cortesia banal, mas para evitar o agravamento de atritos.

Quando um país considera necessário censurar outro, a praxe é plantar declarações indiretas, chamar os representantes diplomáticos do oponente para uma conversa ou fazer comunicações por escrito.

A ideia de personalizar as críticas, nomeando um chefe de governo diretamente, só em casos muito graves. Garcia rompeu todas essas regras e, num lapso ofensivo, somou a ofensa à injúria ao dizer que reconhecer a eleição em Honduras seria "legitimar o branqueamento de um golpe" - ah, as peças que o inconsciente prega.

A violência de suas declarações tem uma explicação simples: frustração.

A diplomacia petista contava com uma vitória política e ideológica com a restituição de Zelaya, que representaria uma prova de força e de prestígio internacional do governo Lula.
Rodrigo Abd/AP
ELES QUEREM VOTAR
Manifestação em Honduras: críticas a Lula

Na prática, deu tudo errado. A alegria dos megalonanicos quando Zelaya retornou murchou rapidamente. O sujeito se mostrou disposto a lutar até a última vida dos outros, usou a embaixada brasileira como palanque e decepcionou mesmo quem condenava a forma como foi defenestrado.

O governo interino de Roberto Micheletti, que tinha por trás o comando das Forças Armadas, a maioria do establishment político, a Corte Suprema e uma parte possivelmente majoritária da opinião pública, revelou uma capacidade de resistência insuspeita num país pobre, pequeno e suscetível a pressões. "Aqui não temos medo dos Estados Unidos, nem do Brasil, nem do México. Temos medo de Manuel Zelaya", resumiu Micheletti.

O que pesou, no entanto, foi a mudança na posição dos Estados Unidos. Quando Zelaya foi despachado e sua separação abrupta do poder parecia um golpe clássico, do tipo que assolou a América Latina no passado nem tão distante, o governo Obama apoiou a condenação internacional praticamente unânime.

Depois, suspendeu parte da ajuda a Honduras e cancelou os vistos de integrantes do governo interino e dos membros da Corte Suprema. A situação começou a mudar quando Hugo Chávez patrocinou o retorno sub-reptício de Zelaya e se multiplicaram as incitações ao levante popular, com o patente objetivo de criar mártires.

"Naquele momento, ficou claro que o presidente deposto era um baderneiro que queria apenas provocar a instabilidade no país", disse a VEJA Doug Bandow, pesquisador do Instituto Cato, com sede em Washington. Quanto mais a diplomacia petista se exibia em manifestações estridentes de autoapreciação, mais baixinho falavam os americanos.

Em outubro, o subsecretário de Estado para a América Latina e próximo embaixador em Brasília, Thomas Shannon, foi a Honduras e mediou um acordo que parecia salvar a cara de Zelaya e seus defensores: Micheletti renunciaria, o bigodudo voltaria à Presidência por um breve período, numa espécie de regime de liberdade vigiada, e as eleições resolveriam o assunto. Na realidade, o governo interino enrolou quanto pôde e Zelaya foi virando cada vez mais um personagem irrelevante.

Só o último ponto se concretizou.

Muita coisa que aconteceu em Honduras foi indesejável: a adesão de Zelaya ao chavismo, as manobras que fez para alterar a cláusula pétrea da Constituição que proíbe a reeleição, sua posterior expulsão do país, a breve mas condenável decretação do estado de sítio. Numa situação com tantos fatores negativos, a eleição de um novo presidente parece uma evolução positiva.

As eleições foram marcadas quando Zelaya ainda estava no poder e, embora tenha passado a rejeitá-las, dos cinco candidatos dois são zelayistas. Micheletti deixou o cargo na semana passada e o Congresso ficou de decidir depois da eleição se Zelaya seria restaurado, hipótese altamente improvável.

O favorito nas pesquisas é Porfírio Lobo, do Partido Nacional, de centro-direita. O presidente Lula reiterou que não aceitará de maneira alguma o resultado da eleição. Se a premissa de condições democráticas irrepreensíveis fosse aplicada em todas as situações para validar eleições, muitos países não teriam saído de regimes ditatoriais.

É bom até bater na madeira para não lembrar desse passado. Toc, toc, toc. Ou, nas palavras inesquecíveis de Marco Aurélio Garcia, top, top, top.

Noves fora, nada

Eraldo Peres/AP
BEM NA FOTO
Lula e seu convidado: vantagens, só para Ahmadinejad

Tudo o que foi dito pelo governo a respeito da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, é cortina de fumaça. O barbudinho sinistro não foi convidado para cultivar relações com um país importante, nem para avançar relações comerciais, nem para dar ao Brasil um papel de mediação na crise do programa nuclear clandestino do regime dos aiatolás.

Os dois primeiros objetivos podem e devem ser promovidos com impessoalidade diplomática, sem contemplar um pária como Ahmadinejad com o prêmio de um convite oficial ao Brasil.

O terceiro contraria a lógica do esforço diplomático mundial para conseguir uma saída à questão nuclear: o momento é de pressionar e acenar com normalização apenas na hipótese de que o Irã aceite a proposta da ONU, de enriquecer urânio na Rússia, como garantia de que não o usará na fabricação de bombas.

O verdadeiro objetivo dos afagos a Ahmadinejad foi o de sempre: conseguir uns votinhos em organismos internacionais, uma área em que a diplomacia lulista tem sido particularmente malsucedida - basta o chanceler Celso Amorim se aproximar de um candidato a qualquer coisa e, catapimba, o infeliz não se elege nem síndico de prédio.

A coisa menos ruim que aconteceu foi que o presidente Lula não escapou do roteiro e não disse absurdos. Por ocasião da eleição fraudulenta que reelegeu Ahmadinejad, ele desqualificou os protestos da oposição, comparando-a a torcida de time perdedor - justamente no momento em que jovens iranianos eram presos, espancados e violentados nas cadeias.

As declarações em favor de que o Irã "tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos" foram desmentidas na prática: na sexta-feira, o Brasil se absteve na resolução da Agência Internacional de Energia Atômica condenando os comprovados subterfúgios do programa nuclear do Irã.

Caracteristicas de um Psicopata



Como psiquiatra, já pensei na hipótese da Psicopatia (personalidade anti-social) do “cara”… e de muitos outros politicos.

Se não, vejamos as caracteristicas de um Psicopata:

Anti-social – egocêntrico, sedutor, promíscuo, impulsivo, sem afeto, incapaz de aprender com a experiência, geralmente têm problemas legais.

Pelo CID 10, há desprezo pelas obrigações socais, falta de empatia para com os outros, desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas.

O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições. Há uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência.

(Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade.

Pelo DSM IV: A) padrão global de desrespeito e ou violação dos direitos dos outros desde os 15 anos com pelo menos 3 dos seguintes critérios:

* Incapaz de se adequar às normas sociais com relação a comportamentos lícitos, indicada pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção

* Propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer

* Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro

* Irritabilidade

Marcio Candiani
Psiquiatra em Belo Horizonte

Que triunfe a lei!

Nota dos Democratas sobre as denúncias contra o governador do DF, José Roberto Arruda


"As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda exigem esclarecimentos convincentes.

O partido tem o compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar.


Brasília, 28 de novembro de 2009.

Rodrigo Maia - Presidente nacional do Democratas

José Agripino - Líder do Democratas no Senado

Ronaldo Caiado - líder do Democratas na Câmara

 


Errou, pagou!
Que triunfe a lei!

Reinaldo Azevedo

Lula foi uma falsa chegada do povo ao poder


“Lula foi uma falsa chegada do povo ao poder.

Lula foi uma fantasia coletiva, a encarnação do líder que ia comandar essa transformação fomos nós que criamos, porque precisávamos disso.

Lula nunca foi isso, nem sequer foi um reformista, sempre foi conservador.

O Lula é um tremendo equívoco.

Um equívoco tão grande que não sei responder qual o efeito desse equívoco sobre o povo brasileiro.

É um episódio meio patético, meio dramático, e que terá um impacto grande porque a decepção com Lula é muito mais profunda do que as decepções anteriores e sem limites éticos”.


César Benjamim

Frase...



 “A moral está torta; a esperteza desonesta é vista como um valor.

O simples fato de o presidente Lula dizer que não sabia de nada e não viu as mazelas trazidas à tona pelas CPIs e pela imprensa basta — as pessoas fingem que acreditam porque acham mais conveniente que fique tudo como está.

O nível intelectual do brasileiro está abaixo do que era nos anos 60 e 70, porque as escolas são piores e o estudo não é valorizado.

O valor não é mais fazer algo dignificante.

As pessoas querem subir na vida, e dane-se o resto”.

Sílvio de Abreu, autor de novelas da Globo em entrevista nas páginas amarelas de VEJA de 21/06/06.