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quarta-feira, 15 de junho de 2011

ADPF 187 (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental)



MARCHA DA MACONHA

A Corte analisa na tarde desta quarta-feira ação proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede a liberação de eventos públicos, como as marchas que defendem a legalização do uso da maconha



COMENTÁRIO DO LEITOR


Conscientemente não posso ser a favor de qualquer violência mas, no caso, ou é ordem ou a bagunça.

O que está se fazendo neste país é a aplicação sistemática da metodologia gramsciana de destruição do tecido social.


É impressionante como muita gente dita “douta” e intelectual seja complacente e até mesmo compactue com o clamor ao condenável, ao crime e a apologia da inutilidade.


E não me digam que muitos não sabem da “filosofia” de Gramsci!!!


Temo que estejamos trilhando celeremente a estrada para o caos…


Saímos do nada e vamos chegar a lugar nenhum!


ESCruz


15/06/2011

DIGA NÃO À CONCESSÃO DO VISTO PERMANENTE AO ASSASSINO ITALIANO CESARE BATTISTI


DIGA NÃO À CONCESSÃO DO VISTO PERMANENTE AO ASSASSINO ITALIANO CESARE BATTISTI



Divulguem!


NA ITÁLIA ASSASSINO VAI PRA PRISÃO!




NO BRASIL, ASSASSINO É RECEBIDO COM FESTA!


"O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual das riquezas;
o do socialismo é a distribuição por igual das misérias."


WINSTON CHURCHILL


Enviada por e-mail de
Marcelo Noll Prudente

PT e o discurso raivoso


Lula é incapaz de reconhecer méritos de pessoas com opiniões contrárias, reprova Duarte Nogueira


O reconhecimento da importância do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a estabilidade econômica mostra que os ventos podem soprar em nova direção, longe do discurso raivoso contra a oposição estimulado na era Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), a homenagem da presidente Dilma Rousseff revela diferenças entre ela e o seu padrinho político.

“Dilma demonstra ser diferente. É capaz de reconhecer os méritos dos que têm opiniões distintas e estão no campo político oposto”, avalia.

“Lula tem problemas de autoafirmação e enorme dificuldade de conviver com os contrários. Para o ex-presidente, o Brasil foi criado em 2003, e tudo o que havia sido feito antes era uma herança maldita.”

Ao romper com o discurso raivoso estimulado por Lula, Dilma creditou na conta de Fernando Henrique a responsabilidade pela estabilidade econômica do Brasil.

O tripé que sustenta as finanças do país, por exemplo, foi implantado no governo do tucano: superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação.


Na coluna publicada na “Folha de S.Paulo”, a jornalista Mônica Bergamo destaca nesta quarta-feira (15) que dificilmente Lula encaminhará uma mensagem ou telefonará para o tucano para cumprimentá-lo por seus 80 anos de vida.
Nogueira acrescenta que Dilma recebeu uma bomba-relógio.

A crise instalada com a milagrosa multiplicação patrimonial do ex-ministro Antonio Palocci, os livros do Ministério da Educação que ensinam a escrever e fazer cálculos de forma errada, o retorno da inflação e a elevada taxa de juros ilustram o cenário de instabilidade atual.

Além disso, o comércio registrou alta de 8,21% na inadimplência em maio, numa comparação com igual período do ano passado.

“Apesar de não reconhecer, o petista herdou uma plataforma econômica equilibrada de Fernando Henrique e entregou à sucessora uma bomba-relógio que irá exigir muito talento para ser desarmada. A combinação inflação, juros e inadimplência é muito perigosa para a estabilidade”, condena o líder.

A lista de benfeitorias deixadas por FH é extensa:
Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, quebra do monopólio das telecomunicações, criação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Bancário Nacional (Proer), reformas da Previdência e administrativa do Estado, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), entre outras propostas.
15 junho, 2011

Do pré-natal ao túmulo


Pensadores filosóficos, históricos, políticos, jurídicos etc. compreendem o Estado como objeto de saber e nele reconhecem elementos essenciais: soberania, território, povo e finalidade



Desses, a teleologia suscita maiores controvérsias, porém, desde o ponto em que o ser do homem é movido por fins e o Estado, sua obra, exsurge, conseqüentemente, o sentido finalístico estatal.


Os pensadores que refletem a partir dos modelos mentais baseados nas ideologias de esquerda, “progressista”, “moderna”, perfilham-se entre os defensores do Estado como agente finalístico de superação da “luta de classes” e criador do novo homem, do homem modelar, do homem ideal.
Por outro lado, os pensadores que raciocinam desde os modelos mentais alicerçados nas ideologias de direita, conservadora, clássica, adotam o Estado como instrumento de realização final do homem que há, com seus vícios e virtudes.

Valho-me, pois, da minha percepção de que o Estado existe para esse homem, com o propósito de asseverar que a sua finalidade essencial deve ser garantir os valores existenciais, gerais e universais da vida, da liberdade, da propriedade etc., imprescindíveis ao pleno desenvolvimento humano.
Esse desiderato estatal concretiza-se mediante vetores de ação albergados pelos verbos: permitir, proibir, obrigar, cuja medida justa é sobremaneira difícil de encontrar, à proporção que podem implicar riscos aos próprios valores que devem assegurar.

Almejando que se vá além de assegurar tais valores, abre-se enchança para o Estado expandir, de modo ilimitado, seu campo de ação, convolando-se, destarte, em grave ameaça àqueles valores, que originariamente deveria assegurar.

Expansão e respectiva ameaça que se substanciam em vetores de ação representados pelos verbos: controlar, regular, prestar, que se aproximam de se realizar em danos efetivos, conforme o Estado – sob a autojustificativa de necessitar de mais amplos e eficazes poderes para assegurar aqueles valores existenciais, gerais e universais – alarga, desmesuradamente, os seus campos de atuação, embora não sem negligenciar severamente as suas competências clássicas de permitir, proibir e obrigar.

Qual então a finalidade elementar do Estado brasileiro?

Socorro-me do preâmbulo da nossa Carta Constitucional, mediante o qual o Poder Constituinte brasileiro estabelece legitimamente o compromisso seu, da sociedade e do Estado com os valores da Democracia, dos direitos individuais, da liberdade, da segurança etc.

Eis pertinente questão: o Estado brasileiro tem cumprindo o seu dever constitucional de garantir a segurança dos os valores existenciais, gerais e universais da vida, da liberdade, da propriedade etc., indispensáveis ao pleno desenvolvimento de cada brasileiro?
Não.

Exemplo que, infelizmente, ratifica de modo categórico essa resposta: consoante o Mapa da Violência publicado pelo Ministério da Justiça: de 1988 a 2008, foram assassinados, no Brasil, 522.092 pessoas, média de 47.462 pessoas por ano, 130 por dia, no período.

Malgrado a resposta seja não, não cumprindo sua finalidade elementar, ordenada pela Constituição da República, o Estado brasileiro, confessando a sua absurda ineficiência em cumprir a sua finalidade básica, resolve selecionar, entre os mortos de hoje e os marcados para morrer amanhã, as pessoas cujas vidas merecem mais valor do que outras.
Nessa perspectiva, observa-se que, nas duas últimas semanas, cinco pessoas teriam sido mortas em decorrência de supostos conflitos agrárias, fundiárias e ambientais na região norte do país.

Tais mortes, porque úteis ao proselitismo político do momento, motivaram extraordinária mobilização do governo federal, envolvendo ministérios, Forças Armadas, órgãos ambientais, polícias, ONGs, imprensa etc. – a despeito do discurso governamental autoexculpante de sempre, no sentido de que a insegurança pública é problema dos governos estaduais –.

Mágica e solertemente, o esclarecimento desses seis homicídios e a punição dos criminosos ganhou contornos de questão de Estado.

Todavia, no mesmo período, foram assassinadas, pelo menos, outras 1950 pessoas, cujas mortes não têm importância política, poucas serão esclarecidas e os autores penalizados; somente números na macabra estatística de quase 50 mil mortes anuais, objetos de futuros estudos e mapas da violência.

Como se não bastasse, depois de receber uma lista, com pedido de proteção, apontando quase duas mil pessoas alegadamente marcadas para morrer, que integrariam “movimentos sociais”, o governo federal respondeu que não tem condições de garantir proteção a todas, somente a algumas “lideranças”, aquelas mais importantes e submetidas a maiores riscos.

Iníqua escolha, sobretudo, à luz da Constituição Federal, o Estado brasileiro não deve garantir a vida de algumas pessoas selecionadas politicamente, mas de todos os milhões de brasileiros, inclusive daqueles milhares sem pedigree político, que serão, desgraçadamente, assassinados durante este ano.

Todavia, apesar da indesculpável omissão de cumprir sua finalidade elementar, o Estado brasileiro, cada dia mais, arvora-se capacitado para regular, controlar, prestar tudo que é necessário ao cotidiano dos brasileiros, do pré-natal ao túmulo.


Enviada por @ReginaBrasilia

COMENTÁRIO



O estado é um octopus insuportável, com seus tentáculos invadindo justamente onde não deve.

E onde deve, não faz, sequer malfeito.


Não o estado brasileiro.


Não nestepaiz que se erigiu no lugar do Brasil.


Como disse um outro comentarista, não só é um belo texto, mas corajoso, Ailton.


Até o próximo, então!


Regina Brasilia

15 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

A escolha de Ideli



A nomeação da senadora Ideli Salvatti, alçada do obscuro Ministério da Pesca para a até agora irrelevante pasta das Relações Institucionais, parece ter levado em consideração sua disposição inabalável, e muitas vezes beligerante, na defesa de aliados.


Da linha de frente governista na batalha do mensalão, no auge do escândalo, ao apoio aos peemedebistas Renan Calheiros e José Sarney, a senadora sempre primou por combater ao lado do Planalto.

A essa fidelidade obstinada se soma um estilo incisivo, direto, sem muito espaço para acomodações, que lhe rendeu o apelido de "trator" entre colegas de Senado.

O desnecessário Ministério de Relações Institucionais ocupa-se da negociação das miudezas da política, da liberação de verbas de interesse de parlamentares à escolha de nomes para escalões inferiores do governo federal.

No Brasil, são transações tidas como fundamentais para lubrificar as engrenagens do Congresso Nacional e levar adiante planos e interesses do Palácio do Planalto.

Luiz Sérgio, o titular anterior da pasta, estava manietado pela concentração de poderes e funções na Casa Civil sob Antonio Palocci.

O perfil da senadora parece, no mínimo, inapropriado para o cargo e o momento.

Neófita no mar de interesses do Congresso, a presidente Dilma Rousseff vem de colher derrota estrondosa na votação do Código Florestal, quando acreditou que o peso da caneta presidencial lhe permitiria afrontar os profissionais do PMDB.

O maior partido aliado buscará, agora, se aproveitar da fragilidade política do governo para tentar reativar o peso que Luiz Inácio Lula da Silva lhe reservava.

Embora Ideli seja credora da sigla do vice-presidente, Michel Temer, sua propensão para o confronto pode abrir novas frentes de atrito.

O PT, maior agraciado na montagem do governo, iniciou uma luta de facções para impor um ministro articulador a Dilma e terminou arrostado.

A escolha de Ideli evidencia tanto a falta de quadros (ou de unidade) no partido quanto a parca disposição presidencial para lhe ceder mais espaço.

Já a ministra parece ter ciência das limitações com que assume. Prometeu acelerar nomeações e verbas e se disse vitoriosa "mais conciliando que divergindo".

Seu desafio, e do governo, reside em alcançar um grau de acordo com os aliados que lhe permita aprovar projetos no Legislativo sem mais sobressaltos -e sem render-se de vez ao fisiologismo.

BURGUESIA PÚBLICO - PRIVADA CHULA

“No Brasil político bandido não vai para a cadeia”

Por Geraldo Almendra

A partir da entrega do país aos civis uma nova classe social veio se formando durante a Fraude da Abertura Democrática.

Esta classe se insurge como um viés de uma classe média nascida dos porões de ratazanas do comuno sindicalismo que se aproveitou do influxo de uma deturpação de liberdade para promover uma absurda decadência moral associada a um processo de enriquecimento ilícito das oligarquias políticas que, intencionalmente, se fundamentou na corrupção do poder público.

Depois da tentativa de impor o comunismo, atitude plenamente rechaçada em 1964, os meliantes-lesa-pátria plantaram as sementes do suborno moral, material e financeiro de forma ampla, geral e quase irrestrita, com o claro objetivo de promover a falência educacional e cultural do país, de aparelhar o Estado e, ao longo do tempo, transformar o poder público em escritórios de partidos políticos prostituídos, uma cidadela-bunker para a política decadente e servil às oligarquias que ascenderam e se transformaram em grupos de poder depois do fim do Regime Militar.

A decadência da unidade familiar, a sonegação, a corrupção e a prevaricação, associadas a um crescente processo de impunidade garantida por uma JUSTIÇA desmoralizada que aos poucos foi dominada pelos agentes da degeneração das relações públicas e privadas, se transformaram em instrumentos de crescimento, seja do status social, ou de condições financeiras privilegiadas para o domínio do país por uma nova burguesia: uma BURGUESIA PÚBLICO-PRIVADA CHULA instrumentalizada pelo decálogo de Lênin.

Durante essa criminosa mutação da sociedade depois do Regime Militar surgiu uma classe de políticos que fizeram desta atividade uma profissão sem-vergonha, extremamente ilícita, mas rentável, corrupta e corporativista sórdida, que se voltou para os seus próprios interesses, esquecendo totalmente que os políticos e os servidores de carreira são pagos para servir à sociedade, e nunca para promover sua decadência.

A maior realização desses canalhas foi empurrar NOSSA PÁTRIA na direção de ter transformadas suas terras em um PARAISO DE PATIFES, GOVENADO POR COVIS DE BANDIDOS E CONTROLADOS POR SINDICATOS DE LADRÕES, resultado final da Fraude da Abertura Democrática.

Que os mais sensíveis não se ofendam com este artigo a não ser que a carapuça chula se encaixe nas suas cabeças, pois não estou confundindo a ETERNA PÁTRIA que temos em nossos corações com uma terra infestada de bandidos e canalhas esclarecidos.

A generalização das colocações será fruto, não dos juízos de valor que fazemos, mas muito mais, da culpabilidade das consciências comprometidas com a cumplicidade, com a covardia ou com a omissão diante dessa desgraça chamada de política prostituída.

Devemos ressaltar que não podemos responsabilizar somente os canalhas da política pela decadência do nosso país e a transformação do poder público em um COVIL DE BANDIDOS.

Os maiores culpados pelo afundamento do país no mar de lama da prostituição da política são nessa ordem:

- uma elite social e financeira que vem usufruindo diretamente de todos os “benefícios” da degeneração moral do país;

- os canalhas esclarecidos da iniciativa privada que se deixam subornar ou subornam para tirar vantagens de seus negócios ilícitos com o poder público;

- uma classe média covarde e omissa que se deixa manipular pelos donos do poder;

- Forças Armadas que esqueceram sua missão constitucional de preservar a integridade de nossa pátria e a segurança de nossas fronteiras se escondendo dentro de suas casernas cada vez mais depauperadas pelos fascistas;

- os milhões de vítimas da falência cultural e educacional que doam seus votos a troco de bolsas qualquer coisa;

- e os próprios servidores públicos que aceitam o comando de bandidos que acabam sujando os nomes de quem não participa do apodrecimento moral dos Poderes da República.


Uma sociedade que assiste sem protestos relevantes uma apresentadora de televisão pedir efusivos aplausos para um acusado de ser o chefe do mensalão, um assassino condenado à prisão perpétua em outro país ganhar o direito de ser cidadão brasileiro, a prescrição dos crimes da gang dos 41, os programas de um apresentador que provocou um rombo de alguns bilhões do mercado financeiro, dando-lhe audiência para continuar engando suas “colegas de trabalho”, uma plateia estúpida batendo palmas de pé para um ministro acusado de multiplicação de patrimônio entre tantas outras barbaridades, está fazendo por merecer ser qualificado como o adjetivo de CHULA.


A mais recente canalhice dos políticos está na aprovação de uma Lei que reduz em quase pela metade dívidas de rombos cometidos por banqueiros e ainda transforma seus ativos podres em moeda correta. Virou moda o efeito Palocci de multiplicação de riquezas.

Quem vai pagar a conta, como sempre, são os idiotas e os imbecis dos contribuintes, assim tratados pelo poder público mais degenerado de nossa história.

Infelizmente os milhares que não merecem ser assim qualificados não estão conseguindo se unir para acabar com o Circo do Retirante Pinóquio, o mais sórdido dos políticos de nossa história, que depois de acusar os outros de picaretas se tornou o protetor número um de todos os picaretas da política prostituída.

Um movimento CHULO como o petismo não poderia dar em outra coisa a não ser transformar NOSSA PÁTRIA alvo de zombaria do resto do mundo que associa nosso atraso cultural, educacional e tecnológico com a capacidade do Brasil se tornar o PARAÍSO DOS PATIFES, GOVERNADO POR COVIS DE BANDIDOS CONTROLADOS POR SINDICATOS DE LADRÕES.


14/06/2011

A ministra toda ouvidos

Opinião


A presidente Dilma Rousseff resgatou a ex-senadora Ideli Salvatti das profundezas do Ministério da Pesca e confiou-lhe a articulação do Planalto com o Congresso, a razão de ser da pasta das Relações Institucionais, para dar uma lição de hierarquia e disciplina aos companheiros que se engalfinhavam abertamente pelo cargo enquanto ela ainda nem havia assinado o óbito funcional do seu então titular, o também petista Luiz Sérgio.

O seu desprendimento para servir ao governo, aliás, pode ser medido pela prontidão com que aceitou ser degredado para o antigo ermo de Ideli.
Ciente, talvez, de que foi considerada a mulher errada no lugar errado - dado o seu reconhecido pendor para o pugilato político, que ela se fartou de praticar quando líder do governo Lula no Senado -, a paulistana que fez carreira no PT catarinense de imediato tratou de pôr panos quentes na própria imagem.

Sem prometer, embora, que se transformará numa "Idelizinha, paz e amor", porque aí também já seria escarnecer da sensibilidade alheia, não perdeu tempo em se declarar toda ouvidos para as demandas reprimidas da base governista.

Recorrendo a uma expressão que pelo menos se destaca dos lugares-comuns do jargão planaltino, prometeu "limpar as prateleiras" onde as reivindicações dos aliados juntam poeira.

A recusa de Dilma em se prestar mansamente ao jogo da fisiologia caiu bem junto à opinião pública, farta, com razão, do toma lá dá cá da política convencional.

Mas foi preciso que eclodisse o escândalo que derrubou o superministro Antonio Palocci, a partir do qual a base se sentiu livre para falar cobras e lagartos daquele que lhe dera as costas, para se perceber que também havia algo não necessariamente virtuoso na secura da caneta presidencial.

Não que ela apenas refugasse a indicação de apadrinhados a seu ver desprovidos de qualificações para as vagas em questão. "Dilma ouve, ouve, anota e anota, mas não toma as providências pedidas", reclamavam, em coro, os políticos.

O problema é que, em regra, ela tampouco tomava a providência de nomear quadros técnicos que considerasse credenciados para as respectivas tarefas.

Numa ponta, portanto, irritava a base - estima-se que, juntos, PT e PMDB apresentaram mais de uma centena de candidatos para cargos de segundo e terceiro escalões no governo e diretorias de estatais.

Na outra ponta, Dilma emperrava o funcionamento da máquina.
Leia mais.

14 de junho de 2011

FHC faz 80 e fala do Brasil, de Lula, de dinheiro e namoro


Em entrevista ao iG, o ex-presidente critica políticos e elogia o povo, diz que Lula não sabe se relacionar com ele, revela quanto ganha e como vive

Por Luciano Suassuna
e Tales Faria
iG

Entre os austeros salões do Instituto Fernando Henrique Cardoso e a vista que ele oferece para o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, o tempo e a história se cruzam de maneira emblemática.

Sinal dos tempos, a antiga sede do Automóvel Clube fica numa rua por onde hoje já não passam carros, engolfada pela metrópole que transformou o local em calçadão.


Testemunha da história, o Anhangabaú presenciou o maior comício pelas Diretas-Já, o movimento que projetou para o grande público o sociólogo e senador Fernando Henrique Cardoso.

Foi também naquela época que, pela última vez antes do impeachment de Fernando Collor e a transição para o governo de Itamar Franco, houve uma relação de afinidade política entre os líderes do PT e aqueles que se tornariam os líderes do PSDB, um partido criado quatro anos depois.


No saguão de entrada do sexto andar do prédio, uma mesa expõe as cartas dos contemporâneos de FHC no poder mundial.

Fidel Castro tem a mais longa delas, com o surrado discurso anti-imperialista.

Tony Blair se apresenta para uma parceria a procura da Terceira Via.

Um tempo em que o mundo ainda não tinha conhecido a vitalidade dos países emergentes, que mal começavam a ser chamados assim, e reflexo de um século que ficou para trás, no qual ainda se vivia a herança dos blocos comunista e capitalista.


No seu amplo gabinete, portanto uma espécie de ponto de encontro entre o tempo e a história, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu o iG para uma entrevista em que navega por ambos, às vésperas de completar 80 anos de idade.


Dos cinco ex-presidentes brasileiros vivos, todos posteriores ao fim do regime militar, Fernando Henrique foi o primeiro a decidir que não iria retornar à política eleitoral.

José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco foram às urnas e são hoje senadores. Luiz Inácio Lula da Silva prepara, como FHC, o seu próprio instituto, mas tem um futuro eleitoral ainda em aberto.


O iFHC permitiu a Fernando Henrique resgatar seu maior feito, a estabilização econômica, período documentado com tecnologia e muitas informações, graças a uma exposição interativa no salão do andar de baixo.

Como boa parte do período FHC, a exposição e seu conteúdo parecem seguir desconhecidos até mesmo dos seus partidários – e como outros pontos de seu governo, é algo que merece ser (re)visitado.


No presente, FHC se delicia com a carreira de palestrante internacional.

Desde sua saída da Presidência, em 2003, houve ano em que ele pagou de impostos o que ganhava no total como principal autoridade do país. “Nunca imaginei que ganharia para falar”, conta o ex-presidente que revela o valor da tabela internacional: US$ 100 mil (R$ 160 mil) por conferência.

Além das palestras, FHC tem uma ONG com outros ex-presidentes de sua época para discutir uma mudança na política contra as drogas – e a novidade é que esse grupo assume o fracasso da repressão ao consumo.


Esses contatos e obrigações o transformaram literalmente num cidadão do mundo.

Ele passou, por exemplo, metade do mês de maio fora do Brasil, num pinga-pinga que revela a ótima saúde de quem, aos 80 anos, faz exercícios, inclusive com pesos, pelo menos três vezes por semana: em apenas 15 dias, FHC passou por França, Espanha, Portugal, Espanha novamente e Estados Unidos, onde teve trabalho em Washington e Nova York.

Quando está em São Paulo, Fernando Henrique passa as manhãs em casa, onde lê bastante e faz ginástica, e às tardes tem uma agenda lotada no iFHC, onde continua rodeado de antigos colaboradores, muitos deles ministros de seus dois governos.


Aos 80 anos, mantém o bom humor e conta que diariamente se levanta de bem com a vida. “Gosto de viver intensamente”, disse ao iG. No encontro do tempo com as pessoas, FHC lamenta a perda de tanta gente que lhe foi querida, a começar pela mulher, Ruth Cardoso.

E se mostra aberto a relações, até mesmo um namoro, que lhe enriqueçam no que efetivamente preza: “O que me move são ideias, pessoas”, diz.


Nascido no Rio de Janeiro, no dia 18 de junho de 1931, Fernando Henrique viveu a infância num país rural, com alta taxa de analfabetismo e que era tido como “um arquipélago”, tamanha era a dificuldade de se transitar entre suas províncias. “O Brasil era um país pobre”, resume ele.

Na análise da história, ele acha o governo Dilma Rousseff uma incógnita e reclama do distanciamento adotado por Lula e das picuinhas entre PSDB e PT.


O sociólogo enumera três feitos básicos que mudaram o rumo do Brasil em pouco mais de duas décadas: a democracia, a abertura econômica e a estabilização inflacionária.

Para ele, são esses os elementos da modernização atual. “O povo brasileiro deu certo”, disse ao iG.

E é assim que acaba o mundo...

A Hora Final

Por Rivadavia Rosa

Para os que apostam no 'coquetel ideologia, (a) narco-terrorista e armas nucleares'
que está sendo preparado acintosamente para destruir a civilização ocidental - sob o eufemismo de 'salvar a humanidade', sugere-se a leitura de A HORA FINAL (SHUTE, Nevil. A Hora Final (On the Beach). São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1974 – 315 páginas), romance que relata a situação e o final da vida das pessoas, depois de uma guerra nuclear, cujo poema introdutório é significativo:


Neste último lugar de encontro

Andamos às cegas

E evitamos falar

Reunidos nesta praia do túmido rio ...

E é assim que acaba o mundo

E é assim que acaba o mundo

E é assim que acaba o mundo

Não com estrondo, mas com uma lamúria.



T.S. Eliot

Aprendendo a ser GRANDE

O ÓDIO AOS ESTADOS UNIDOS

Blog do Ademar Couto



Mais uma vez aproveito para manifestar aprovação pela democracia, capitalismo e apoio à iniciativa privada, bem como aos valores iniciais que moldaram esta grande pátria que, espero, continue sendo amparada por Deus, caso não se distancie dEle.


O Ódio aos Estados Unidos

Por Otacílio Guimarães



As vezes se torna chato que o hobby de toda a humanidade seja falar mal dos Estados Unidos.

Não somente os sandinistas, chavistas e “comunistóides” da América Latina, mas em geral em todo o mundo.


Nos últimos anos na Venezuela se considera socialmente negativo falar algo de bom dos Estados Unidos.


Até os hispânicos que vivem nos Estados Unidos há mais de meia vida, não encontram nada de bom para dizer dos USA, mas ainda assim seguem pegados como carrapato e não regressam a seus países de origem....


Aqui há três exemplos de respostas exemplares a comentários.


Primeiro:
Quando na Inglaterra, durante uma grande conferência, o Arcebispo de Canterbury perguntou a Colin Powell se os planos dos USA para o Iraque não eram outra coisa que a ampliação do império por parte de George Bush, este lhe respondeu o seguinte:


“Com o transcorrer dos anos, os Estados Unidos tem enviado muitos de seus melhores jovens, homens e mulheres, apesar do perigo, para lutar pela causa da liberdade além de nossas fronteiras.


As únicas terras que temos pedido em troca tem sido apenas as necessárias para sepultar aqueles que não regressarão. ”

Se fez um grande silêncio no recinto...


Segundo:
Durante uma conferência na França, da qual participavam um grande número de engenheiros de diversas nacionalidades, incluindo franceses e americanos, durante o recesso, um dos engenheiros franceses disse ”serenamente”:


“Vocês escutaram a última estupidez de George Bush?


Enviou um porta-aviões à Indonésia para ajudar as vítimas do tsunami”.

Que ele pretende fazer, bombardeá-los? “

Um engenheiro da Boeing se levantou e respondeu “serenamente”:


“Nossos porta-aviões têm três hospitais a bordo, que podem tratar várias centenas de pessoas. São nucleares, por isto podem fornecer eletricidade de emergência à terra.

Têm três cozinhas com capacidade para preparar comidas para 3.000 pessoas três vezes ao dia, podem produzir vários milhares de galões de água potável a partir da água do mar, e têm meia dezena de helicópteros para transportar vítimas para o navio. Nós temos onze barcos iguais.


Quantos barcos assim mandou a França?


De novo, silêncio sepulcral!


Terceiro:
Um almirante da Armada dos Estados Unidos estava em uma conferência naval que incluía almirantes da armada americana, canadense, inglesa, australiana, e francesa. Durante um cocktail se encontrou com um grupo de oficiais que incluía representantes de todos esses países.


Todo mundo conversava em inglês enquanto tomavam seus tragos, porém de repente um almirante francês comentou que, se bem que os europeus aprendem muitos idiomas, os americanos se bastam tão somente com o inglês.


Então, peguntou: “Por que temos que falar Inglês nestas conferências? Por que não se fala francês?”


O almirante americano, sem hesitação, respondeu:


“Talvez seja porque os britânicos, os canadenses, os australianos e os americanos tiveram que intervir para que vocês não tivessem que falar alemão pelo resto de suas vidas”.

Se podia escutar a caída de um alfinete...!



Sabem onde está o segredo dos americanos?

Simplesmente, há mais de 150 anos aprenderam algo que parecia que nós tínhamos aprendido, mas não quisemos aprender.


São somente dez premissas muito simples:

• Você não pode criar prosperidade desalentando a iniciativa individual;

• Você não pode fortalecer o fraco, debilitando o forte;


• Você não pode ajudar aos pequenos, esmagando os grandes;

• Você não pode ajudar o pobre, destruindo o rico;


• Você não pode elevar o assalariado, pressionando a quem paga o salário.

• Você não pode resolver seus problemas enquanto gaste mais do que ganha;

• Você não pode promover a fraternidade da humanidade, admitindo e incitando o ódio de classes;


• Você não pode garantir uma adequada segurança com dinheiro emprestado;


• Você não pode formar o caráter e o valor de um homem cortando-lhe sua independência (liberdade) e iniciativa;


• Você não pode ajudar aos homens realizando por eles permanentemente o que eles podem e devem fazer por si mesmos.




DECÁLOGO DE
ABRAHAM LINCOLN


"O sucesso alheio causa muita inveja nos fracos, porque o sucesso está ao alcance apenas dos fortes, dos destemidos e corajosos. Talvez resida aí a causa do ódio que muitos alimentam pelos americanos."



COMENTÁRIO

Vale a pena meditar sobre isto!

(Especialmente os esquerdopatas e nacionalocratas)

Banqueiro Suíço Desmascara os Bilderbergs em Entrevista

Bilderbergs Mandaram Matar
um Presidente




Banqueiro Suíço Desmascara Bilderberg

A entrevista abaixo foi publicada no site russo noviden.info, e mostra de forma reveladora como os poderosos membros da elite estão dispostos a tudo para manter o controle, inclusive assassinar presidentes. Veja ao fim do texto a entrevista de John Perkins, um assassino econômico (hit-man) contratado pela CIA, e cujas informações confirmam a entrevista abaixo:

Peter Odintsov

Q: Pode nos dizer algo sobre o seu envolvimento no negócio bancário suíço?

R: Eu trabalhei para os bancos suíços durante muitos anos. Eu fui designado como um dos principais diretores de um dos maiores bancos suíços. Durante o meu trabalho eu estava envolvido no pagamento direto em dinheiro a uma pessoa que matou o presidente de um país estrangeiro. Eu estava na reunião onde foi decidido dar esse dinheiro em espécie para o assassino. Isto deu-me dramáticas dores de cabeça e deixou muito conturbada a minha consciência. Não foi o único caso que foi muito ruim, mas foi o pior.

Foi uma instrução de pagamento por ordem de um serviço secreto estrangeiro escrito à mão que ordenava pagar uma certa quantia para uma pessoa que matou o líder de um país estrangeiro. E não foi o único caso. Recebemos em mão várias cartas escritas provenientes de serviços secretos estrangeiros dando ordens de pagamento em dinheiro a partir contas secretas para financiar revoluções ou o assassinato de pessoas. Posso confirmar que John Perkins escreveu no seu livro “Confissões de um Hit Man Económico” (veja vídeo com uma entrevista com Perkins ao final deste post). E realmente só existe um sistema e os bancos suíços estão envolvidos em tais casos.

Q: O livro de Perkins é também traduzido e disponível em russo. Você pode nos dizer qual foi o banco e quem foi o responsável?

R: Foi um dos três maiores bancos suíços na época e era o presidente de um país de terceiro mundo. Mas eu não quero dar muitos detalhes, porque eles irão me achar muito facilmente se eu disser o nome do presidente e o nome do banco. Eu iria arriscar a minha vida.

Q: Você também não pode nomear qualquer pessoa do banco?

R: Não, eu não posso, mas posso assegurar-vos que isso aconteceu. Éramos várias pessoas na sala de reuniões. A pessoa encarregada do pagamento físico do dinheiro veio até nós e nos perguntou se ele tinha permissão para pagar uma quantia tão grande em dinheiro a essa pessoa e um dos diretores explicou o caso e todos os outros disseram “ok, você pode fazê-lo“.

Q: Será que isso aconteceu muitas vezes? Era este um tipo de fundo clandestino?

R: Sim. Este foi um fundo especial administrado em um lugar especial no banco onde todas as cartas codificadas vinham do exterior. As cartas mais importantes eram escritas à mão. Tivemos de decifrá-las e nelas estava a ordem de pagar uma certa quantia de dinheiro das contas para o assassinato de pessoas, o financiamento de revoluções, combates, de todos os tipos de coisas. Eu sei que certas pessoas que fazem parte do grupo Bilderberg estavam envolvidas em tais ordens. Quer dizer, eles deram as ordens para matar.

Q: Pode nos dizer em que ano ou década que isso aconteceu?

R: Eu prefiro não dar-lhe o ano exato, mas foi na década de 80.

Q: Você teve algum problema com este trabalho?

R: Sim, um problema muito grande. Eu não conseguia dormir por muitos dias e depois de um tempo eu saí do banco. Se eu lhe dar muitos detalhes, eles vão me seguir. Vários serviços secretos estrangeiros, falando principalmente o inglês, deram ordens para financiar atos ilícitos, até mesmo o assassinato de pessoas por meio de bancos suíços. Tivemos que pagar por ordem de potências estrangeiras para a matança de pessoas que não seguem as ordens dos Bilderbergs ou o FMI ou o Banco Mundial, por exemplo.

Q: Esta revelação que você está fazendo é muito alarmante . Por que você sente o impulso de dizer isso agora?

R: Porque os Bilderbergs estão reunidos na Suíça. Porque a situação mundial está ficando cada vez pior. E porque os maiores bancos da Suíça estão envolvidos em atividades anti-éticas. A maioria destas operações estão fora do balanço. Ela é um múltiplo do que está oficialmente declarado. Estas operações não são auditadas e isto acontece o pagamento de quaisquer impostos. Os valores envolvidos tem um monte de zeros. São enormes somas de dinheiro.

Q: Então são bilhões?

R: É muito mais, são trilhões, completamente não-auditados, ilegais e fora do sistema fiscal. Basicamente é um roubo de todo mundo. Eu quero dizer a maioria das pessoas normais pagam impostos e respeitam as leis. O que está acontecendo aqui é completamente contra os nossos valores suíços, como honestidade imparcialidade e boa fé. Nas reuniões em que eu estava envolvido, as discussões eram completamente contra os nossos princípios democráticos. Veja você, a maioria dos diretores dos bancos suíços não são mais locais, eles são estrangeiros, principalmente anglo-saxões, ou americanos ou britânicos.
E eles não respeitam a nossa neutralidade, não respeitam os nossos valores, eles são contra os nossa democracia direta, eles apenas usam os bancos suíços para os seus meios ilegais.

Josef Ackermann

Eles usam grandes quantidades de dinheiro criado do nada e destroem a nossa sociedade e os povos no mundo inteiro apenas por ganância. Eles buscam o poder e destruem países inteiros, como Grécia, Espanha, Portugal ou a Irlanda e a Suíça será uma das últimas da fila. E eles usam a China como seus escravos trabalhadores. E uma pessoa como Josef Ackermann, que é um cidadão suíço, é o homem mais forte em um banco alemão e ele usa seu poder para a ganância e não respeita as pessoas comuns. Ele tem alguns casos jurídicos na Alemanha e agora também nos Estados Unidos. Ele é um Bilderberg e não se preocupa com a Suíça ou qualquer outro país.

Q: Você está dizendo que algumas dessas pessoas que você está mencionando irão estar participando da reunião do Grupo Bilderberg que acontecerá em junho, em St. Moritz?
R: Sim.

Q: Então, eles estão atualmente em uma posição de poder?


R: Sim. Eles têm grandes quantidades de dinheiro disponível e irão usá-lo para destruir países inteiros. Eles destroem a nossa indústria e a constroem na China. Por outro lado, eles abriram as portas na Europa para todos os produtos chineses. A população trabalhadora da Europa está ganhando cada vez menos. O verdadeiro objetivo é destruir a Europa.

Q: Você acha que a reunião de Bilderberg em St. Moritz tem valor simbólico? Porque em 2009 eles se na Grécia, em 2010, em Espanha e olha o que aconteceu com eles. Será que isso significa a Suíça pode esperar algo de ruim?
R: Sim. A Suíça é um dos países mais importantes para eles, porque há tanto dinheiro aqui. Eles estão se reunindo lá, porque para além de outras coisas eles querem destruir todos os valores que a Suíça representa. Você vê que é um obstáculo para eles, não fazer parte da União Europeia ou do Euro, não são totalmente controlado por Bruxelas, e assim por diante. Quanto aos valores eu não estou falando sobre os grandes bancos suíços, porque eles não são mais suíços, a maioria deles são lideradas pelos norte-americanos. Eu estou falando sobre o verdadeiro espírito suíço que as pessoas comuns valorizam e mantem.

E é claro que tem um valor simbólico, como você disse, sobre a Grécia e a Espanha. Seu objetivo é ser uma espécie de clube de elite exclusivo que tem todo o poder e todo o resto das pessoas são pobres e decadentes .

Q: Você acha que o objetivo de Bilderberg é criar uma espécie de ditadura global, controlada por grandes corporações globais, onde não exista mais estados soberanos?
R: Sim, e a Suíça é o único lugar com uma democracia direta e está no seu caminho. Eles usam a chantagem do “muito grande para cair”, como no caso da UBS para deixar o nosso país endividado, assim como fizeram com muitos outros países. No final, talvez eles queiram fazer com a Suíça o que eles fizeram com a Islândia, deixando todos os bancos e o país inteiro falido.

Q: E também para trazer a Suíça para a União Européia (UE)?

R: Claro que sim. A União Européia está sob as garras de ferro do grupo Bilderberg.

Q: O que você acha que poderia parar este plano?

R: Bem, esta é a razão de eu estar falando com você. É  a verdade. E a verdade é o único caminho. Colocar uma luz sobre esta situação, expô-la. Eles não gostam de estar no centro das atenções. Temos de criar transparência no setor bancário e em todos os níveis da sociedade.

Q: O que você está dizendo é que existe um lado correto no negócio bancário suíço e há alguns grandes bancos que estão abusando do sistema financeiro para suas atividades ilegais.
R: Sim. Os grandes bancos estão treinando seus funcionários com os valores anglo-saxões. Eles estão treinando para serem gananciosos e cruéis. E a ganância está destruindo a Suíça e todos os outros países. Como país, nós temos a maioria dos bancos que operam mais corretamente no mundo, se você olhar para os bancos pequenos e médios. São apenas os grandes que operam globalmente que são um problema. Eles não são mais suíços e não se consideram como tal.

Q: Você acha que é uma coisa boa que as pessoas estão expondo os Bilderbergs e mostrando quem eles realmente são?

R: Acho que o caso de Strauss-Kahn é uma boa oportunidade para nós, porque mostra que estas pessoas são corruptas, doentes em suas mentes, tão doente que eles estão cheios de vícios e estes vícios são mantidos em sigilo sob suas ordens. Alguns deles, estupram como Strauss-Kahn, outros são sadomasoquistas ou pedófilos e muitos estão envolvidos no satanismo. Quando você vai em alguns bancos você vê estes símbolos satanistas, como no Banco Rothschild, em Zurique. Estas pessoas são controladas através de chantagens por causa das fraquezas que têm. Elas precisam seguir as ordens ou eles serão expostos, destruídos ou até mesmo mortos. A reputação de Strauss-Kahn não foi destruída apenas morta mídia de massa, ele poderia ser morto também literalmente.

Q: Já que Ackermann está no comité de direção do Grupo Bilderberg, você acha que ele é um grande tomador de decisão lá?


R: Sim. Mas existem muitos outros, como Lagarde, este provavelmente será o próximo chefe do FMI, também membro do Bilderberg, em seguida, Sarkozy e Obama. Eles têm um novo plano para censurar a internet, porque a internet ainda é livre. Eles querem controlá-la e usam o terrorismo ou qualquer outra coisa como uma justificativa. Eles poderiam até mesmo planejar algo horrível para que eles tenham uma desculpa.

Q: Então esse é o seu medo?

R: Não é apenas um receio, estou certo disso. Como eu disse, eles deram ordens para matar, então eles são capazes de coisas terríveis. Se eles têm a sensação de que estão perdendo o controle, como o levante agora na Grécia e na Espanha e, talvez a Itália será a próxima, então eles podem fazer outra rede Gladio (exército secreto europeu sob o comando da CIA e MI6, deixado dormente depois da 2º Guerra Mundial até que fosse necessário). Eu estava perto da rede Gladio. Como você sabe instigaram o terrorismo pago com dinheiro americano para controlar o sistema político na Itália e de outros países europeus. Em relação ao assassinato de Aldo Moro, o pagamento foi feito através do mesmo sistema que eu te falei.

Q: Ackermann foi parte deste sistema de pagamentos em bancos suíços?


R: (sorri)… você que é o jornalista. Olhe para a sua carreira e quão rápido ele chegou ao topo.

Q: O que você acha que pode ser feito para impedi-los?

R: Bem, existem muitos livros bons lá fora, que explicam a fundo e conectam os pontos, como o que mencionei do Perkins. Essas pessoas realmente têm assassinos que são pagos para matar. Alguns deles recebem o seu dinheiro através de bancos suíços. Mas não é só isso, eles têm um sistema instituído em todo o mundo. Estas pessoas estão preparadas para fazer qualquer coisa para manter o controle. E eu quero dizer realmente qualquer coisa.

Q: Através da exposição podemos detê-los?


R: Sim, dizendo a verdade. Estamos confrontando com criminosos realmente cruéis, e também grandes criminosos de guerra. É pior que genocídio. Eles estão prontos e capazes de matar milhões de pessoas apenas para permanecer no poder e no controle.

Q: O senhor pode explicar a partir do seu ponto de vista, porque a mídia de massa no ocidente é completamente omissa quanto ao Grupo Bilderberg?

R: Porque há um acordo entre eles e os donos dos meios de comunicação. Você não fala sobre isso. Eles os compram. Além disso, alguns dos grandes chefes da mídia são convidados para as reuniões, mas eles são ordenados a não relatar nada do que eles vêem e ouvem.

Q: Na estrutura do Grupo Bilderberg, há um círculo que sabe dos planos, e então há uma maioria que apenas seguem as ordens?

R: Sim. Você tem o círculo interno que estão envolvidos no satanismo e depois há as pessoas ingênuas ou menos informados. Algumas pessoas ainda pensam que estão fazendo algo de bom, o círculo exterior.

Q: De acordo com documentos expostos e as próprias declarações, o grupo Bilderberg decidiu em 1955 criar a União Européia e o euro, e desta forma tomou decisões importantes e de grande alcance.

R: Sim, e você sabe que Bilderberg foi fundado pelo príncipe Bernard, um antigo membro das SS nazista e do partido nazista e ele também trabalhou para a IG Farben, cuja subsidiária produzia o Cyclone B (o pesticida utilizaqo nas câmaras de gás dos campos de extermínio). O outro homem era o chefe da Occidental Petroleum, que tinha relações estreitas com os comunistas na Sowjetunion. Trabalharam com ambos os lados, mas realmente estas pessoas são fascistas que querem controlar tudo e qualquer um que fique em seu caminho é removido.

Q: O sistema de pagamento você explicou está fora das operações normais, compartimentada e em segredo?
R: Nos bancos suíços trabalhadores normais não sabem que isso está acontecendo. É como um departamento segreto dentro do banco. Como eu disse estas operações estão fora do balanço, sem nenhuma supervisão. Alguns estão situados no mesmo edifício, outros estão de fora. Eles têm sua própria segurança e área especial, onde somente pessoas autorizadas podem entrar.

Q: Como eles mantêm estas transações fora do sistema Swift internacional?

R: Bem, algumas das listas Clearstream eram verdadeiras no início. Eles apenas incluiram nomes falsos para fazer as pessoas acreditarem que toda a lista fosse falsa. Você vê que eles também erram. A primeira lista era verdadeira e você pode rastrear um monte de coisas. Você vê, existem pessoas ao redor que descobrem irregularidades, a verdade, e as reportam. Depois é claro que existem ações judiciais e essas pessoas são forçadas a se calar.

A melhor maneira de pará-los é dizer a verdade, colocar o holofote sobre eles. Se não impedi-los, vamos acabar como os seus escravos.

Q: Obrigado por esta entrevista.


Peter Odintsov
Moscou, 30 mai 2011


Assista abaixo a entrevista de John Perkins ao filme Zeitgeist:






Se você ainda não sabe que são os Bilderbergs, veja aqui.


LEIA TAMBÉM:


Clube de Bilderberg
Os convites são enviados somente a residentes da Europa e América do Norte. A localização da reunião anual não é secreta, e a agenda e a lista de participantes são facilmente encontradas pelo público, mas os temas das reuniões são mantidos em segredo e os participantes assumem um compromisso de não divulgar o que foi discutido.

A alegação oficial do Clube de Bilderberg é de que o sigilo previniria que os temas discutidos, e a respectiva vinculação das declarações a cada membro participante, estariam a salvo da manipulação pelos principais órgãos de imprensa e do repúdio generalizado que seria causado na população.


A teoria mais plausível diz que o Clube Bilderberg tem o propósito de criar um governo totalitário mundial.



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Recebida por e-mail de Iracema Pedrosa



No auge da crise, Lula disse a senadores do PT que "se tirarem o Palocci, o governo dela (Dilma) vai se arrastar até o final"


A Dilma da Dilma

Guilherme Fiúza
O Globo
Dizem que agora o governo Dilma vai começar.

Mas, para que a pressa?

O país já esperou sentado quase seis meses pelo tiro de largada.

Não custa nada dar mais um tempinho para a "presidenta" decidir com que ministros, afinal, pretende governar o Brasil.

Ainda faltam três anos para a próxima campanha eleitoral, dá tempo de sobra.


No auge da crise, Lula disse a senadores do PT que "se tirarem o Palocci, o governo dela (Dilma) vai se arrastar até o final". Tiraram o Palocci, mas isso não é motivo para pânico.


A ideia de um governo que se arrasta não é de todo má. Com a administração pública em banho-maria, sobram muito mais tempo e energia para o que realmente importa: a propaganda ideológica que garante a empregabilidade dos companheiros, a reciclagem de slogans falidos como o Fome Zero (agora Brasil Sem Miséria) e, claro, o lucrativo investimento no fetiche das mulheres no poder.

Neste sentido, a saída de Palocci foi uma bênção. Abriu espaço precioso para a retirada de mais uma coelha da cartola. A nomeação da senadora petista Gleisi Hoffmann como ministra-chefe da Casa Civil vem corrigir um tropeço do destino. Antes da escolha de Palocci, esse cargo estava reservado à inesquecível Erenice Guerra - que com seu instinto maternal acolhera parentes e amigos no banquete da Casa Civil.


Unha e carne com Dilma, Erenice era classificada como "gestora" - na curiosa acepção que esse termo adquiriu a partir do perfil da própria Dilma.

Convém traduzir aos desavisados: "gestora", agora, significa militante partidária que ganhou cargos na burocracia estatal, que não necessariamente sabe fazer conta, mas que se especializou no uso da máquina para mandar nos outros (à base de caneladas) e, eventualmente, fazer dossiês políticos.


Não se sabe se a gestora Gleisi Hoffmann tem toda a tecnologia de uma Erenice, mas cumpre os requisitos essenciais: é célula do PT na máquina pública, é desconhecida, não tem relevância política e, acima de tudo, é mulher.


Dizem que ela chega à Casa Civil para ser a Dilma da Dilma. Não poderia haver definição mais exata. É a invenção da invenção.


Gleisi já começou fazendo tudo certo. Na posse, chorou ao citar o marido, Paulo Bernardo, que é ministro das Comunicações. Era um choro de gratidão. Afinal, o marido ajudou-a a conspirar contra Palocci.

Quando Lula tentava bancar a permanência do ex-ministro, o casal buzinou no ouvido do ex-presidente que Palocci era um homem morto. A causa era nobre: nunca antes na história deste país houve um casal de ministros. Mais uma bonita lenda deste governo que se arrasta de forma revolucionária.

Dilma também chorou ao se despedir do "amigo" Palocci. Essas gestoras que choram são um sucesso. Em meio a tanta emoção, pode-se dizer que o governo Dilma teve o seu final feliz antes de começar.


E há fortes indícios de que esse tenha sido mesmo o fim.

Qual foi a grande discussão que sucedeu à queda de Palocci, o ex-homem forte do governo, de quem tudo se esperava?

Não caia da cadeira: a substituição de Luiz Sérgio por Ideli Salvati na coordenação política.

Se isso não lhe diz absolutamente nada, é sinal de que você está começando a entender a fundo a era Dilma.

Prosseguindo com a análise da conjuntura, não se sabe o que será do Ministério da Pesca sem a gestão da senadora Ideli.

Uma solução possível seria o deslocamento do ministro da Educação para a pasta. Sua defesa do livro ensinando que "nós pega o peixe" o credencia para o cargo (ele nunca defendeu a frase "nós perde o peixe").

Outra opção para ministro da Pesca pode ser Antonio Palocci. Em lugar de "nós pega o peixe", ele ensinaria logo que "nós pega o dinheiro" - difundindo sua experiência de pescaria em terra firme.


Apesar dessa especialidade, o fato é que, nas suas férias como consultor, era Palocci quem dava alguma massa cinzenta ao governo. Lula sabia que deixar a política econômica, por exemplo, nas mãos de Dilma - e tendo um figurante na Fazenda - era abusar do esporte radical.

Na crônica deste governo que não começou, já está registrada a voz solitária de Palocci defendendo os fundamentos monetários e fiscais ante o avanço da companheirada.


Por isso é que, com a queda de Palocci, emergiu como grande assunto nacional a "coordenação política".

O que é isso, afinal?


Tradução ao pé da letra: encher a barriga do PT e do PMDB. Este é o verdadeiro expediente da "presidenta" por trás dos fetiches feministas e slogans reciclados.

É por isso que, na saída de uma grande crise, no momento em que cai uma peça central do governo e o país se pergunta para onde vai, as manchetes falam de Luiz Sérgio.

Quem é Luiz Sérgio?

Luiz Sérgio é a metáfora do vazio, do vácuo político que tomou conta do Brasil, no governo acéfalo de uma "gestora" dedicada a engordar partidos chantagistas para poder fazer nada em paz.

Pobre país que confunde gestão com digestão.

GUILHERME FIÚZA é escritor.