terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Honduras venceu Hugo Chávez e a diplomacia megalonanica.
Por Reinaldo Azevedo
Cinco meses sob uma pressão que ouso dizer inédita em tempos modernos, e Honduras deu a volta por cima e realizou eleições limpas e transparentes, endossadas por centenas de observadores internacionais. A democracia vence no país, apesar do governo brasileiro — que hoje lidera, com mais estridência do que Hugo Chávez, os protestos delinqüentes contra a vontade inequívoca das urnas e das instituições. “Manuel Zelaya também foi eleito!”, grita o petralha, ousando tirar do chão os membros dianteiros. Mas tentou fraudar a Constituição, a exemplo do que fazem os bolivarianos e amigos. E foi posto pra fora. Honduras recusou o chavismo. Que as instituições fiquem atentas porque a canalha não vai sossegar.
Até quando escrevo este post, com mais de 60% dos votos apurados, Porfírio Lobo (foto) , do Partido Nacional, liderava com 55,9% dos votos; já é o virtual presidente eleito. As eleições transcorreram numa clima de calma. Em San Pedro Sula, cerca de mil zelaystas entraram em confronto com a polícia, o que não altera o clima geral da eleição. Para quem prometia guerra civil…
Sim, leitores, cinco meses durou uma farsa de dimensões verdadeiramente planetárias contra aquele pequeno país. Vocês conheceram cada passo dessa história, nos mais de 130 posts deste escriba a respeito. Nem as nações mais delinqüentes da Terra — cujos governos financiam o terrorismo, matam por empresa, esfolam os adversários, calam a Justiça, fecham o Congresso, ameaçam outros países — foram alvo da pressão que se abateu sobre Honduras. E tudo assentado numa mentira básica, essencial, escandalosa, que procurava negar que a deposição de Zelaya tivesse sido constitucional, legal, democrática. Já está provado hoje, evidenciado pela ONG Human Rights Foundation, que a Organização dos Estados Americanos, presidida por José Miguel Insulza, era uma espécie de co-patrocinadora do golpe que Zelaya pretendia dar no país.
Mas Honduras venceu, realizando eleições limpas e respeitando a Constituição, o exato oposto do que fazem vândalos da democracia como Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Honduras venceu e expôs de modo dramático, vexatório, escancarado, a ruindade da diplomacia brasileira e a vigarice de sua política externa. Nas várias declarações que deram a respeito, autoridades do Brasil trataram Honduras como um não-país, como um quintal de suas ambições ridiculamente subimperialistas. E agora o megalonanico Celso Amorim resta com um Manuel Zelaya na mão e palavras indecorosas voando por aí. Não custa lembrar que o tal Ruy Casaes, embaixador do Brasil no OEA, chamou o presidente legal de Honduras de “palhaço” — termo que, na diplomacia, não se dispensa nem a inimigos.
O emblema da bufonaria brasileira foi receber um bandido internacional como Ahmadinejad, que tem um ministro diretamente envolvido com um atentado terrorista ocorrido na vizinha Argentina, enquanto atacava a solução democrática encaminhada em Honduras. Isso diz muito dessa gente que está no poder e deixa claro com quem estamos lidando.
Zelaya, segundo a imprensa hondurenha, pode pedir asilo na Nicarágua. Talvez se junte a outro golpista, o orelhudo Daniel Ortega, e tente, de lá, desestabilizar a democracia de Honduras. Chávez também não vai se conformar. E cumpre ficar atento ao comportamento do Brasil. Na surdina, como vimos, o país se meteu na conspirata que instalou o maluco Manuel Zelaya na embaixada. Não tenham qualquer receio de esperar o pior de Amorim e seus aloprados.
Por enquanto, façamos um brinde simbólico à democracia. Honduras venceu Hugo Chávez e a diplomacia megalonanica. E, por que não?, brindo também a saúde mental e moral deste blog — o inmcluo vocês, os leitores, nesta sanidade. Folgo em saber que jamais, mesmo quando tudo parecia perdido, abstivemo-nos de dizer a coisa certa. Um brinde também a nós, bravos! Sozinhos, sim, por um longo tempo. Mas convenham, dada a realidade de então, quem precisava de companhia?
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Porfirio Lobo Sosa, o candidato que, segundo as pesquisas, venceu as eleições em Honduras
Porfirio Lobo Sosa, é o candidato escolhido em Honduras
Por Néstor J. Beremblum
Porfirio Lobo Sosa, o candidato que, segundo as pesquisas, venceu as eleições em Honduras
O candidato do Partido Nacional, Porfirio Lobo Sosa, é o escolhido para suceder o governo de fato de Roberto Micheletti em Honduras. Isto se confirmadas as pesquisas na boca de urna realizadas logo após o encerramento da votação.
Segundo emissoras da capital hondurenha, Tegucigalpa, Sosa arrasou nas urnas deixando em segundo lugar o candidato do Partido Liberal de Micheletti, Elvin Santos.
Porfirio Lobo, nasceu na mesma cidade que o deposto Manuel Zelaya Rosales, e disse que está disposto a iniciar o caminho da reconciliação nacional e o diálogo.
Estas eleições foram a que maior número de votantes participaram segundo as autoridades. Entretanto, para a Frente de Resistência ao Golpe de Estado, a abstenção nas eleições estaria "entre 65 e 70 por cento, o que seria uma vitória sobre o golpe e as eleições" disse Rafael Alegría, o líder do movimento.
Estavam habilitados para escolher autoridades 4,6 milhões de hondurenhos.
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domingo, 29 de novembro de 2009
Governador e vice divulgam nota dizendo-se vítimas de uma 'trama'
Afirmando inocência e dizendo-se vítimas de uma "trama" armada por adversários políticos, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e o vice, Paulo Octávio, divulgaram uma nota oficial no início da noite deste domingo.
Acusado ser o mentor de um grande esquema de corrupção no DF, Arruda foi alvo de investigações da Polícia Federal na operação Caixa de Pandora, deflagrada na última sexta-feira.
No sábado, foram divulgados vídeos que revelam em detalhes como funcionava a máquina de arrecadação e distribuição de propina, e expõem o governador como suposto "chefe da quadrilha", atuando desde o tempo em que era deputado federal, de 2003 a 2006.
Arruda e Paulo Octávio iniciam a nota dizendo-se "perplexos" com as acusações e, ao mesmo tempo, "tranquilos" e confiantes "na Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando".
O documento foi divulgado horas depois que o DEM informou estar estudando a desfiliação, e até a expulsão de Arruda do partido.
"Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que Estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração.
Queremos dizer que estamos tranqüilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando.
Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática."
No sábado, foram divulgados vídeos que revelam em detalhes como funcionava a máquina de arrecadação e distribuição de propina, e expõem o governador como suposto "chefe da quadrilha", atuando desde o tempo em que era deputado federal, de 2003 a 2006.
Arruda e Paulo Octávio iniciam a nota dizendo-se "perplexos" com as acusações e, ao mesmo tempo, "tranquilos" e confiantes "na Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando".
O documento foi divulgado horas depois que o DEM informou estar estudando a desfiliação, e até a expulsão de Arruda do partido.
Leia a íntegra da nota:
"Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que Estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração.
Queremos dizer que estamos tranqüilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando.
Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática."
29 de novembro de 2009
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Polícia e manifestantes pró-Zelaya se enfrentam em Honduras
Apoiadores de deposto lançaram pedras e quebraram vidros em ato contra eleição em cidade ao norte do país
Efe e Reuters
TEGUCIGALPA - Simpatizantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, entraram em confronto com forças de segurança da cidade de San Pedro Sula, localizada no norte do país, quando protestavam contra a realização das eleições presidenciais neste domingo, 29. Segundo relatos de testemunhas à agência Reuters, manifestantes lançaram pedras e quebraram vidros durante o ato e acabaram dispersados com gás lacrimogêneo.
Neste domingo, a Frente de Resistência contra o Golpe de Estado e o Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (COFADEH) denunciou que uma pessoa foi morta pela polícia e 30 foram detidas nas últimas 24 horas, e deu por fracassadas as eleições gerais.
"Estamos falando aproximadamente de 30 pessoas detidas", disse a coordenadora do COFADEH, Bertha Oliva, em entrevista coletiva, embora tenha afirmado que não se atrevia a dar um "número exato", porque não queria "deixar ninguém por fora."
Oliva contou que um jovem de 18 anos, José Mauricio Contrabando, morreu no sábado por causa de disparos feitos por um policial em Juticalpa, no departamento de Olancho, em um incidente ainda não esclarecido.
Os hondurenhos estão indo às urnas hoje para escolher o presidente, o vice-presidente e outros cargos, em um pleito convocado antes do golpe de 28 de junho pelo qual Zelaya foi retirado da Presidência, e são rechaçados por uma parte da comunidade internacional.
Apesar dos relatos de violência, o clima geral no país é considerado tranquilo.
Derrota da diplomacia petista
Ao insistir em restaurar Manuel Zelaya no poder, o governo brasileiro se torna adversário da saída mais democrática para a crise em Honduras: as urnas
Fotos Susan Walsh/AP e Fernando Souza/CPDOC JB/Folha Imagem
AI, QUE MEDO
Obama, o sereno, é atacado por Garcia, o sinistro: o verdadeiro motivo é a raiva pelos planos fracassados de transformar Honduras em vitória ideológica
Obama, o sereno, é atacado por Garcia, o sinistro: o verdadeiro motivo é a raiva pelos planos fracassados de transformar Honduras em vitória ideológica
Alguma coisa certa Barack Obama fez. E não estamos falando do garbo exibido na primeira recepção de gala de seu governo, visto na foto ao lado. A prova do acerto está nos ataques virulentos que recebeu de Marco Aurélio Garcia, o assessor do presidente Lula para assuntos internacionais.
Tudo o que Garcia fala é errado, na forma e no conteúdo, além de prejudicial aos interesses nacionais. O presidente dos Estados Unidos foi alvo do novo surto de megalonanismo por defender o reconhecimento das eleições em Honduras, neste domingo.
Desde que Manuel Zelaya tentou emplacar a própria reeleição e foi punido pela Suprema Corte com a perda do cargo, além de expulso manu militari do país, ao qual retornou com a patola chavista, instalando-se de bigode e chapelão na embaixada brasileira, a diplomacia petista trabalha com o objetivo de restaurá-lo no poder a qualquer preço.
A saída pela via eleitoral, com a escolha de um novo presidente, virou um anátema para Garcia e sua turma. A proposta de solução apoiada por Obama parecia razoável: levar observadores internacionais para Honduras e, verificada a lisura da votação, chancelar o resultado, abrindo uma saída pacífica para o impasse.
"Isso é muito ruim para os Estados Unidos e sua relação com a América Latina", rugiu Garcia. "Todo aquele clima favorável que se criou com a eleição do presidente Obama começa a se desfazer um pouco."
Tudo o que Garcia fala é errado, na forma e no conteúdo, além de prejudicial aos interesses nacionais. O presidente dos Estados Unidos foi alvo do novo surto de megalonanismo por defender o reconhecimento das eleições em Honduras, neste domingo.
Desde que Manuel Zelaya tentou emplacar a própria reeleição e foi punido pela Suprema Corte com a perda do cargo, além de expulso manu militari do país, ao qual retornou com a patola chavista, instalando-se de bigode e chapelão na embaixada brasileira, a diplomacia petista trabalha com o objetivo de restaurá-lo no poder a qualquer preço.
A saída pela via eleitoral, com a escolha de um novo presidente, virou um anátema para Garcia e sua turma. A proposta de solução apoiada por Obama parecia razoável: levar observadores internacionais para Honduras e, verificada a lisura da votação, chancelar o resultado, abrindo uma saída pacífica para o impasse.
"Isso é muito ruim para os Estados Unidos e sua relação com a América Latina", rugiu Garcia. "Todo aquele clima favorável que se criou com a eleição do presidente Obama começa a se desfazer um pouco."
Em diplomacia, as palavras devem ser escolhidas com cuidado, não por cortesia banal, mas para evitar o agravamento de atritos.
Quando um país considera necessário censurar outro, a praxe é plantar declarações indiretas, chamar os representantes diplomáticos do oponente para uma conversa ou fazer comunicações por escrito.
A ideia de personalizar as críticas, nomeando um chefe de governo diretamente, só em casos muito graves. Garcia rompeu todas essas regras e, num lapso ofensivo, somou a ofensa à injúria ao dizer que reconhecer a eleição em Honduras seria "legitimar o branqueamento de um golpe" - ah, as peças que o inconsciente prega.
A violência de suas declarações tem uma explicação simples: frustração.
A diplomacia petista contava com uma vitória política e ideológica com a restituição de Zelaya, que representaria uma prova de força e de prestígio internacional do governo Lula.
Quando um país considera necessário censurar outro, a praxe é plantar declarações indiretas, chamar os representantes diplomáticos do oponente para uma conversa ou fazer comunicações por escrito.
A ideia de personalizar as críticas, nomeando um chefe de governo diretamente, só em casos muito graves. Garcia rompeu todas essas regras e, num lapso ofensivo, somou a ofensa à injúria ao dizer que reconhecer a eleição em Honduras seria "legitimar o branqueamento de um golpe" - ah, as peças que o inconsciente prega.
A violência de suas declarações tem uma explicação simples: frustração.
A diplomacia petista contava com uma vitória política e ideológica com a restituição de Zelaya, que representaria uma prova de força e de prestígio internacional do governo Lula.
| Rodrigo Abd/AP |
| ELES QUEREM VOTAR Manifestação em Honduras: críticas a Lula |
Na prática, deu tudo errado. A alegria dos megalonanicos quando Zelaya retornou murchou rapidamente. O sujeito se mostrou disposto a lutar até a última vida dos outros, usou a embaixada brasileira como palanque e decepcionou mesmo quem condenava a forma como foi defenestrado.
O governo interino de Roberto Micheletti, que tinha por trás o comando das Forças Armadas, a maioria do establishment político, a Corte Suprema e uma parte possivelmente majoritária da opinião pública, revelou uma capacidade de resistência insuspeita num país pobre, pequeno e suscetível a pressões. "Aqui não temos medo dos Estados Unidos, nem do Brasil, nem do México. Temos medo de Manuel Zelaya", resumiu Micheletti.
O governo interino de Roberto Micheletti, que tinha por trás o comando das Forças Armadas, a maioria do establishment político, a Corte Suprema e uma parte possivelmente majoritária da opinião pública, revelou uma capacidade de resistência insuspeita num país pobre, pequeno e suscetível a pressões. "Aqui não temos medo dos Estados Unidos, nem do Brasil, nem do México. Temos medo de Manuel Zelaya", resumiu Micheletti.
O que pesou, no entanto, foi a mudança na posição dos Estados Unidos. Quando Zelaya foi despachado e sua separação abrupta do poder parecia um golpe clássico, do tipo que assolou a América Latina no passado nem tão distante, o governo Obama apoiou a condenação internacional praticamente unânime.
Depois, suspendeu parte da ajuda a Honduras e cancelou os vistos de integrantes do governo interino e dos membros da Corte Suprema. A situação começou a mudar quando Hugo Chávez patrocinou o retorno sub-reptício de Zelaya e se multiplicaram as incitações ao levante popular, com o patente objetivo de criar mártires.
"Naquele momento, ficou claro que o presidente deposto era um baderneiro que queria apenas provocar a instabilidade no país", disse a VEJA Doug Bandow, pesquisador do Instituto Cato, com sede em Washington. Quanto mais a diplomacia petista se exibia em manifestações estridentes de autoapreciação, mais baixinho falavam os americanos.
Depois, suspendeu parte da ajuda a Honduras e cancelou os vistos de integrantes do governo interino e dos membros da Corte Suprema. A situação começou a mudar quando Hugo Chávez patrocinou o retorno sub-reptício de Zelaya e se multiplicaram as incitações ao levante popular, com o patente objetivo de criar mártires.
"Naquele momento, ficou claro que o presidente deposto era um baderneiro que queria apenas provocar a instabilidade no país", disse a VEJA Doug Bandow, pesquisador do Instituto Cato, com sede em Washington. Quanto mais a diplomacia petista se exibia em manifestações estridentes de autoapreciação, mais baixinho falavam os americanos.
Em outubro, o subsecretário de Estado para a América Latina e próximo embaixador em Brasília, Thomas Shannon, foi a Honduras e mediou um acordo que parecia salvar a cara de Zelaya e seus defensores: Micheletti renunciaria, o bigodudo voltaria à Presidência por um breve período, numa espécie de regime de liberdade vigiada, e as eleições resolveriam o assunto. Na realidade, o governo interino enrolou quanto pôde e Zelaya foi virando cada vez mais um personagem irrelevante.
Só o último ponto se concretizou.
Só o último ponto se concretizou.
Muita coisa que aconteceu em Honduras foi indesejável: a adesão de Zelaya ao chavismo, as manobras que fez para alterar a cláusula pétrea da Constituição que proíbe a reeleição, sua posterior expulsão do país, a breve mas condenável decretação do estado de sítio. Numa situação com tantos fatores negativos, a eleição de um novo presidente parece uma evolução positiva.
As eleições foram marcadas quando Zelaya ainda estava no poder e, embora tenha passado a rejeitá-las, dos cinco candidatos dois são zelayistas. Micheletti deixou o cargo na semana passada e o Congresso ficou de decidir depois da eleição se Zelaya seria restaurado, hipótese altamente improvável.
O favorito nas pesquisas é Porfírio Lobo, do Partido Nacional, de centro-direita. O presidente Lula reiterou que não aceitará de maneira alguma o resultado da eleição. Se a premissa de condições democráticas irrepreensíveis fosse aplicada em todas as situações para validar eleições, muitos países não teriam saído de regimes ditatoriais.
É bom até bater na madeira para não lembrar desse passado. Toc, toc, toc. Ou, nas palavras inesquecíveis de Marco Aurélio Garcia, top, top, top.
As eleições foram marcadas quando Zelaya ainda estava no poder e, embora tenha passado a rejeitá-las, dos cinco candidatos dois são zelayistas. Micheletti deixou o cargo na semana passada e o Congresso ficou de decidir depois da eleição se Zelaya seria restaurado, hipótese altamente improvável.
O favorito nas pesquisas é Porfírio Lobo, do Partido Nacional, de centro-direita. O presidente Lula reiterou que não aceitará de maneira alguma o resultado da eleição. Se a premissa de condições democráticas irrepreensíveis fosse aplicada em todas as situações para validar eleições, muitos países não teriam saído de regimes ditatoriais.
É bom até bater na madeira para não lembrar desse passado. Toc, toc, toc. Ou, nas palavras inesquecíveis de Marco Aurélio Garcia, top, top, top.
Noves fora, nada
| Eraldo Peres/AP |
| BEM NA FOTO Lula e seu convidado: vantagens, só para Ahmadinejad |
Tudo o que foi dito pelo governo a respeito da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, é cortina de fumaça. O barbudinho sinistro não foi convidado para cultivar relações com um país importante, nem para avançar relações comerciais, nem para dar ao Brasil um papel de mediação na crise do programa nuclear clandestino do regime dos aiatolás.
Os dois primeiros objetivos podem e devem ser promovidos com impessoalidade diplomática, sem contemplar um pária como Ahmadinejad com o prêmio de um convite oficial ao Brasil.
O terceiro contraria a lógica do esforço diplomático mundial para conseguir uma saída à questão nuclear: o momento é de pressionar e acenar com normalização apenas na hipótese de que o Irã aceite a proposta da ONU, de enriquecer urânio na Rússia, como garantia de que não o usará na fabricação de bombas.
O verdadeiro objetivo dos afagos a Ahmadinejad foi o de sempre: conseguir uns votinhos em organismos internacionais, uma área em que a diplomacia lulista tem sido particularmente malsucedida - basta o chanceler Celso Amorim se aproximar de um candidato a qualquer coisa e, catapimba, o infeliz não se elege nem síndico de prédio.
Os dois primeiros objetivos podem e devem ser promovidos com impessoalidade diplomática, sem contemplar um pária como Ahmadinejad com o prêmio de um convite oficial ao Brasil.
O terceiro contraria a lógica do esforço diplomático mundial para conseguir uma saída à questão nuclear: o momento é de pressionar e acenar com normalização apenas na hipótese de que o Irã aceite a proposta da ONU, de enriquecer urânio na Rússia, como garantia de que não o usará na fabricação de bombas.
O verdadeiro objetivo dos afagos a Ahmadinejad foi o de sempre: conseguir uns votinhos em organismos internacionais, uma área em que a diplomacia lulista tem sido particularmente malsucedida - basta o chanceler Celso Amorim se aproximar de um candidato a qualquer coisa e, catapimba, o infeliz não se elege nem síndico de prédio.
A coisa menos ruim que aconteceu foi que o presidente Lula não escapou do roteiro e não disse absurdos. Por ocasião da eleição fraudulenta que reelegeu Ahmadinejad, ele desqualificou os protestos da oposição, comparando-a a torcida de time perdedor - justamente no momento em que jovens iranianos eram presos, espancados e violentados nas cadeias.
As declarações em favor de que o Irã "tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos" foram desmentidas na prática: na sexta-feira, o Brasil se absteve na resolução da Agência Internacional de Energia Atômica condenando os comprovados subterfúgios do programa nuclear do Irã.
As declarações em favor de que o Irã "tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos" foram desmentidas na prática: na sexta-feira, o Brasil se absteve na resolução da Agência Internacional de Energia Atômica condenando os comprovados subterfúgios do programa nuclear do Irã.
Caracteristicas de um Psicopata
Como psiquiatra, já pensei na hipótese da Psicopatia (personalidade anti-social) do “cara”… e de muitos outros politicos.
Se não, vejamos as caracteristicas de um Psicopata:
Anti-social – egocêntrico, sedutor, promíscuo, impulsivo, sem afeto, incapaz de aprender com a experiência, geralmente têm problemas legais.
Pelo CID 10, há desprezo pelas obrigações socais, falta de empatia para com os outros, desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas.
O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições. Há uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência.
(Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade.
Pelo DSM IV: A) padrão global de desrespeito e ou violação dos direitos dos outros desde os 15 anos com pelo menos 3 dos seguintes critérios:
* Incapaz de se adequar às normas sociais com relação a comportamentos lícitos, indicada pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção
* Propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer
* Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro
* Irritabilidade
Marcio Candiani
Psiquiatra em Belo Horizonte
Psiquiatra em Belo Horizonte
Que triunfe a lei!
Nota dos Democratas sobre as denúncias contra o governador do DF, José Roberto Arruda
"As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda exigem esclarecimentos convincentes.O partido tem o compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar.
Brasília, 28 de novembro de 2009.
Rodrigo Maia - Presidente nacional do Democratas
José Agripino - Líder do Democratas no Senado
Ronaldo Caiado - líder do Democratas na Câmara
Errou, pagou!
Que triunfe a lei!
Que triunfe a lei!
Reinaldo Azevedo
Lula foi uma falsa chegada do povo ao poder
“Lula foi uma falsa chegada do povo ao poder.
Lula foi uma fantasia coletiva, a encarnação do líder que ia comandar essa transformação fomos nós que criamos, porque precisávamos disso.
Lula nunca foi isso, nem sequer foi um reformista, sempre foi conservador.
O Lula é um tremendo equívoco.
Um equívoco tão grande que não sei responder qual o efeito desse equívoco sobre o povo brasileiro.
É um episódio meio patético, meio dramático, e que terá um impacto grande porque a decepção com Lula é muito mais profunda do que as decepções anteriores e sem limites éticos”.
César Benjamim
Frase...
“A moral está torta; a esperteza desonesta é vista como um valor.
O simples fato de o presidente Lula dizer que não sabia de nada e não viu as mazelas trazidas à tona pelas CPIs e pela imprensa basta — as pessoas fingem que acreditam porque acham mais conveniente que fique tudo como está.
O nível intelectual do brasileiro está abaixo do que era nos anos 60 e 70, porque as escolas são piores e o estudo não é valorizado.
O valor não é mais fazer algo dignificante.
As pessoas querem subir na vida, e dane-se o resto”.
Sílvio de Abreu, autor de novelas da Globo em entrevista nas páginas amarelas de VEJA de 21/06/06.
sábado, 28 de novembro de 2009
CRIME DE APOLOGIA AO COMUNISMO
A apologia à sociopatologia criminosa,vulgarmente conhecida como comunismo passa a ser CRIME na Polônia e deve ser seguida pelos demais países do Leste europeu.
POR RIVADAVIA ROSA
EMANUEL LEVINAS – um dos grandes filósofos contemporâneos - sustenta que a verdadeira maldade não é ‘não reconhecer o dano realizado, porque o homem já se sabia que havia sido um dano, não havia dúvidas, sua consciência assim o ditava, porém não o reconhecer e ademais mentir descaradamente.
Confira tradução do ‘Google’ aqui.
A nova regra, se aprovada, deverá entrar em vigor a partir do próximo ano
ALTERAÇÃO - A nova lei proíbe expressamente que todas as imagens que exalta um sistema democrático: o artigo afirma que proibia "a fabricação, distribuição, venda ou posse dos objetos apenas lembrar que os símbolos do fascismo, o comunismo e outros totalitarismo. Um dos principais promotores da regra é Jaroslaw Kaczynski, irmão gémeo do Presidente da República e líder do partido de oposição, Lei e Justiça ". Segundo Kaczynski, esta lei é sagrada, porque o comunismo é um símbolo negativo do '900,
'Nenhuma imagem do comunismo na Polônia tem o direito de existir - disse à mídia local, o líder da oposição - A cidade e seu sistema de genocídio deve ser comparação com o nazismo. " Muitos historiadores poloneses partes a exibição de Kaczynski: "Isso foi um comunista terrível e assassino que matou milhões de vidas", disse o historiador Wojciech Roszkowski.
"É errado comparar com o nazismo - enfatiza o estudioso polonês - e porque os dois sistemas e os seus símbolos devem ser tratados da mesma maneira."
MEMÓRIA:
Os regimes totalitários – buscam pelo exercício midiático, propaganda, deformação, manipulação e falsificação histórica a anulação do passado. Assim fizeram LENIN, STALIN, MAO, todos os ditadores comunistas/socialistas e de outros ‘ismos’ neo-regressivos totalitários.
“Para combater o totalitarismo, basta compreender uma única coisa: o totalitarismo é a negação mais radical da liberdade. No entanto, essa negação da liberdade é comum a todas as tiranias e não é de importância fundamental para compreender a natureza peculiar do totalitarismo. Contudo, quem não se mobiliza quando a liberdade está sob ameaça jamais se mobilizará por coisa alguma.” ARENDT, Hannah. Compreender – formação, exílio e totalitarismo (Ensaios – 1930-1954). Belo Horizonte/MG: Editora UFMG/CIA. LETRAS, 2008, p. 347.
"O Comunismo não é a fraternidade: é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens: é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho: bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador". Rui Barbosa – in Pronunciamento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, 8 de março de 1919
“O marxismo não faz sentido, e eu sou o primeiro a dizer que ele está errado." Todor Zhivkov (1911-1998), ex-ditador comunista da Bulgária o que governou país com mão de ferro durante 35 anos (1954-1989)
"Acho que a invasão da Checoslováquia foi uma decisão errada, mal-intencionada e contrária às normas internacionais, mas foi um reflexo das brutais realidades do mundo dividido daquela época." Wojciech Jaruzelski, último líder comunista da Polônia, sobre o apoio de seu país à invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas em 1968, na Revista Veja de 27 de Agosto de 2005
"Aplique o marxismo em qualquer país e você sempre encontrará um gulag no final." Bernard-Henri Lévy
“O Estado soviético, Wilson reconhece, falsifica a História, paga um exército de informantes, cria uma atmosfera de medo e suspeita e pratica uma política de terror oficial.” (John Dos Passos, citado por Jeffrey Meyers, in Edmund Wilson, uma Biografia, ed. Civilização Brasileira, Rio, 1997, p. 219)
André Gide, escritor de esquerda, que também visitou a Rússia, conclui: “Duvido que qualquer outra nação do mundo, e aí incluo a Alemanha de Hitler, possa ser menos livre, mais humilhada, mais temerosa, aterrorizada e vassalizada do que a União Soviética”. John Dos Passos, citado por Jeffrey Meyers, in Edmund Wilson, uma Biografia, ed. Civilização Brasileira, Rio, 1997)
"Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? Nós socializamos os homens." (Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pg 218-219)
“Milhões de vítimas pagam o preço das ilusões da esquerda sobre o crime – e sobre ela mesma.” THOMAS Sowell
EMANUEL LEVINAS – um dos grandes filósofos contemporâneos - sustenta que a verdadeira maldade não é ‘não reconhecer o dano realizado, porque o homem já se sabia que havia sido um dano, não havia dúvidas, sua consciência assim o ditava, porém não o reconhecer e ademais mentir descaradamente.
Abs Rivadávia
Polónia: uma proposta de lei para proibir todos os símbolos do comunismo
Qualquer pessoa que os usa ou está em posse pode pegar até 2 anos de prisão
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| As bandeiras vermelhas pode ser proibido na Polónia a partir do próximo ano (AP) |
MILÃO - Vinte anos atrás, após a queda do Muro de Berlim, decidiram derrubar as estátuas de Lênin e Marxdemocracias ocidentais.
Agora, os políticos polacos têm apresentado uma alteração breve proibindo quaisquer símbolos do país comunista do Leste Europeu.alteração ao artigo 256 do Código Penal, que considera ilegais todos os símbolos comum.
Qualquer pessoa que os usa ou está em posse pode pegar até dois anos de prisão por ter cometido o crime de "apologia do comunismo".
O Presidente da República Leck Kaczynski na segunda-feira é esperado para assinar a lei que provavelmente entrará em vigor a partir do próximo ano. Neste ponto, até mesmo usar t-shirt com a imagem de e seguir as O Senado aprovou uma Che Guevara, ou simplesmente cantar a Internacional nas ruas de Varsóvia será considerado um crime na Polónia.
Agora, os políticos polacos têm apresentado uma alteração breve proibindo quaisquer símbolos do país comunista do Leste Europeu.alteração ao artigo 256 do Código Penal, que considera ilegais todos os símbolos comum.
Qualquer pessoa que os usa ou está em posse pode pegar até dois anos de prisão por ter cometido o crime de "apologia do comunismo".
O Presidente da República Leck Kaczynski na segunda-feira é esperado para assinar a lei que provavelmente entrará em vigor a partir do próximo ano. Neste ponto, até mesmo usar t-shirt com a imagem de e seguir as O Senado aprovou uma Che Guevara, ou simplesmente cantar a Internacional nas ruas de Varsóvia será considerado um crime na Polónia.
ALTERAÇÃO - A nova lei proíbe expressamente que todas as imagens que exalta um sistema democrático: o artigo afirma que proibia "a fabricação, distribuição, venda ou posse dos objetos apenas lembrar que os símbolos do fascismo, o comunismo e outros totalitarismo. Um dos principais promotores da regra é Jaroslaw Kaczynski, irmão gémeo do Presidente da República e líder do partido de oposição, Lei e Justiça ". Segundo Kaczynski, esta lei é sagrada, porque o comunismo é um símbolo negativo do '900,
'Nenhuma imagem do comunismo na Polônia tem o direito de existir - disse à mídia local, o líder da oposição - A cidade e seu sistema de genocídio deve ser comparação com o nazismo. " Muitos historiadores poloneses partes a exibição de Kaczynski: "Isso foi um comunista terrível e assassino que matou milhões de vidas", disse o historiador Wojciech Roszkowski.
"É errado comparar com o nazismo - enfatiza o estudioso polonês - e porque os dois sistemas e os seus símbolos devem ser tratados da mesma maneira."
Passado que já GO - Embora os comunistas deixaram de ter qualquer influência política na Polónia, parece que o passado não quer que seu passado. Nas últimas semanas, a Polónia foi, de facto, o país que mais tem lutado contra a candidatura de Massimo D'Alema de chanceleres da UE.
O embaixador da Polónia à UE TOMBINSKI D'Alema, chamou-lhe "um problema"passado comunista e de estado que era mais adequado para essa posição "uma pessoa cuja autoridade não pode ser contestada por causa de seu passado afiliações políticas". para o seu
Recentemente, o lançamento dos filmes do diretor Andrzej Wajda, que conta a história do massacre de Katyn, durante a Segunda Guerra Mundial (os soviéticos assassinaram mais de 20.000 soldados poloneses e civis) ganhou uma renovada ódio contra os opressores russo.
O embaixador da Polónia à UE TOMBINSKI D'Alema, chamou-lhe "um problema"passado comunista e de estado que era mais adequado para essa posição "uma pessoa cuja autoridade não pode ser contestada por causa de seu passado afiliações políticas". para o seu
Recentemente, o lançamento dos filmes do diretor Andrzej Wajda, que conta a história do massacre de Katyn, durante a Segunda Guerra Mundial (os soviéticos assassinaram mais de 20.000 soldados poloneses e civis) ganhou uma renovada ódio contra os opressores russo.
D'LIBERDADE "EXPRESSÃO - Conforme salientado Times de Londres objectivo de políticos polacos é clara: "tornar invisível o comunismo." Ministro dos Negócios Estrangeiros Radoslaw Sikorski ressaltou que o Palácio da Cultura e da Ciência, o mais alto arranha-céus da Polónia, tem de ser morto só porque é um dom de Stalin fez para os cidadãos de Varsóvia.
Não importa que, ao longo dos anos, tornar-se um dos símbolos da cidade: "Se você abbattessimo, Polónia, também, teria o símbolo do fim do comunismo, a Alemanha tem os restos do Muro de Berlim. Então, em construção ecológica é também muito poluentes. "
A batalha contra o comunismo ainda tem o apoio do público e da imprensa: "O ponto central é demonstrar que não há nada de romântico ou engraçado no comunismo", declara um repórter polonês no The Times.
"O comunismo - continua o jornalista - não era um jogo. Nem a ideologia que aqueceu o coração. Comunismo em vez parou corações lhes causou a murchar e fez frio. "
Não importa que, ao longo dos anos, tornar-se um dos símbolos da cidade: "Se você abbattessimo, Polónia, também, teria o símbolo do fim do comunismo, a Alemanha tem os restos do Muro de Berlim. Então, em construção ecológica é também muito poluentes. "
A batalha contra o comunismo ainda tem o apoio do público e da imprensa: "O ponto central é demonstrar que não há nada de romântico ou engraçado no comunismo", declara um repórter polonês no The Times.
"O comunismo - continua o jornalista - não era um jogo. Nem a ideologia que aqueceu o coração. Comunismo em vez parou corações lhes causou a murchar e fez frio. "
Francesco Tortora
Novembro 27, 2009
Novembro 27, 2009
CONFIRA MAIS
"Menino do MEP"
Esse é o cara endeusado por 80%...........
É a escória, dirigindo um país de botocudos, como diria meu amigo Aluízio!!!
É a escória, dirigindo um país de botocudos, como diria meu amigo Aluízio!!!
Será que genro é parente?
Marcelo Sato, casado com a filha mais velha de Lula, aparece em investigação da Polícia Federal conversando com empresário acusado de formação de quadrilha, estelionato e corrupção
Gustavo Ribeiro
Michel Filho/Ag. O Globo |
| Lula Como o francês François Mitterrand e o americano Jimmy Carter, teve algumas tristezas causadas por parentes |
Não são raros os casos de chefes de estado que, vez por outra, se encontram na constrangedora situação de administrar fanfarronadas de parentes, amigos ou pessoas próximas. O presidente Lula não escapa dessa maldição. Ele já passou por essa situação algumas vezes, uma delas quando seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi pilhado pedindo dinheiro ("dois pau") a um empresário do ramo de jogos. Agora, um genro do presidente aparece como protagonista de atos ilegais em uma investigação da Polícia Federal. O genro é Marcelo Sato, casado com Lurian, filha mais velha de Lula. Sato foi flagrado pelos policiais negociando o recebimento de 10 000 reais de um empresário ligado a uma quadrilha investigada por lavagem de dinheiro, operações cambiais clandestinas, ocultação de bens e tráfico de influência. Equivaleria a um certificado de boa conduta se tudo o que esses parentes e meios-parentes de Lula tivessem obtido de benefícios próprios em sete anos de governo fossem os "dois pau" para Vavá e os 10 000 reais para Sato, que deveria repassá-los a Lurian, conforme as gravações da PF. Mas a questão não pode ser colocada em termos de valores absolutos. É grave o caso de Marcelo Sato, oficialmente empregado como assessor parlamentar.
O marido da filha do presidente prestava serviços a uma quadrilha, ora acompanhando processos em órgãos federais, ora usando sua condição de "genro" para agendar reuniões dos suspeitos com autoridades do governo.
É no terreno fértil das franjas do poder que florescem histórias desse tipo. VEJA teve acesso a relatórios policiais reservados da chamada Operação Influenza, que, durante dois anos, monitorou as atividades de uma quadrilha de empresários de Santa Catarina e de São Paulo apontados como responsáveis por desfalques milionários contra os cofres públicos. O genro do presidente, segundo a PF, funcionava como lobista do grupo. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça mostram que Marcelo Sato mantinha relações estreitas com o empresário João Quimio Nojiri, preso em junho de 2008. Nojiri era quem determinava quais missões o genro deveria cumprir dentro do governo. No dia 21 de maio de 2008, a polícia gravou uma conversa entre o empresário e um amigo de Lurian, identificado apenas como Guilherme. Nojiri conta que recebeu uma mensagem da filha do presidente, que estaria passando por dificuldades financeiras. O empresário, então, mandou depositar 10 000 reais para Lurian na conta-corrente de Marcelo Sato. "Tem certeza que tem que ser na conta dele?", pergunta o amigo. Nojiri liga para sua secretária e manda fazer a transferência do dinheiro.
A ajuda, porém, foi dada de maneira bem peculiar. João Nojiri pediu à secretária que fizesse "dois depósitos de 5" – uma provável medida de precaução contra a vigilância das autoridades, já que os bancos são obrigados a informar e identificar toda movimentação igual ou superior a 10 000 reais. Dividindo o repasse em dois, são nulas as possibilidades de a transação despertar a atenção da entidade fiscalizadora. "Estou fazendo um negócio pra você, tá? Tô sabendo que você tá precisando", informou o empresário a Marcelo Sato.
Lurian negou ter pedido dinheiro ao empresário Nojiri. "Não conheço esse homem. Nunca ouvi falar dele e não sei de dinheiro nenhum", garantiu ela. Marcelo Sato contradisse a esposa e admitiu a proximidade do casal com o investigado Nojiri, com quem teria uma amizade de dez anos. A versão dada por Marcelo Sato para justificar o repasse de 10 000 reais para sua conta exige que a tese da amizade longa e sólida seja verdadeira. O dinheiro seria fruto de um empréstimo pessoal feito por Nojiri e que já teria sido pago por Sato. João Nojiri, por sua vez, confirmou o vínculo com a família Sato, mas não se recorda nem da doação, nem do empréstimo, nem do pagamento do empréstimo. Disse Nojiri: "Não me lembro desses detalhes".
A relação entre empresário e assessor não era uma via de mão única. Se Nojiri prontamente atendia às carências do amigo, também recebia a contrapartida. Em inúmeras conversas registradas pela PF, Marcelo Sato agenda almoços, reuniões e audiências em Brasília com políticos graúdos. Ele conta com o apoio do deputado federal Décio Lima, do PT catarinense. O parlamentar, compadre do casal Sato, é íntimo dos acusados, mas também não se lembra de muita coisa: "Não tenho nenhuma relação com esse pessoal". Décio Lima pode ter esquecido, mas é sabido que ele com frequência tinha à sua disposição um avião da quadrilha investigada pela Polícia Federal. Em 14 de fevereiro de 2008, Sato, Décio e Nojiri estavam em Brasília. Sato disse que levaria o empresário para uma conversa com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, tão logo encerrasse a agenda oficial do dia. A Presidência da República informou que não há registro do encontro.
| Fotos Moser/Ag. Rbs e Beto Barata/AE |
| O PODER DA SOMBRA O deputado Décio Lima embarca em um avião cedido pela quadrilha, que tinha o empresário João Nojiri (ao lado) como o responsável por cuidar dos interesses junto ao governo |
RELAÇÕES PERIGOSAS |
DENTRO DO PALÁCIO
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
A Polícia Federal responsabilizou o genro do presidente Lula por tráfico de influência. Nas conversas captadas pela PF, Marcelo Sato promete colocar o empresário João Nojiri, que viria a ser preso meses depois, em contato com o presidente Lula.
Nojiri: Tá, mas que horas você acha que é bom ir pra lá?
Sato: Ah, porque hoje ele vai receber o presidente de Guiné Equatorial. Era pras 15h. Ele tá atendendo agora a agenda das 13h45. Aí depois tem o presidente, tem a Dilma, tem o Múcio, aí a gente.
N: Então, mas que horas você acha que a gente tem que ir pra lá?
S: Umas 18h30, por aí. Em princípio, o Múcio tava pra umas 19h. Acho que ele vai antecipar tudo e a gente conversa com ele. Ele vai pro Chile e volta domingo. (...)
N: Onde você tá?
S: Agora eu tô aqui saindo do (Palácio da) Alvorada.
N: Você não quer encontrar antes da gente ir lá pro anexo?
S: Se você quiser ir pra lá, pode ir. Porque eu já vou acertar direitinho lá no gabinete agora, entendeu?
N: Pode deixar marcado. Deixa tudo certo. Tô falando pra conversar com você antes de eu te encontrar, pra ir junto pra lá.
Que que você quer fazer?
Que que você quer fazer?
S: Quero sentar lá no Palácio agora, falar: "Vem pra cá tal hora, certinho, que a gente vai falar"
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