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segunda-feira, 16 de março de 2009

Gastos sigilosos da Presidência crescem 116% em 2009

Bastou elogiar a queda nos gastos com o cartão corporativo em 2008 para que o uso do dinheiro de plástico voltasse a crescer este ano.

Os gastos sigilosos com os cartões corporativos utilizados pela Presidência da República, por exemplo, já somam R$ 2,1 milhões, o equivalente a 42% de todo recurso desembolsado pelo órgão, também sigilosamente, durante o ano passado (R$ 4,9 milhões).

O montante, de acordo com dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) atualizados até janeiro deste ano, já supera em 116% os gastos realizados durante o primeiro trimestre do ano passado (R$ 971,5 mil).

Do Contas Abertas

Leia: Gastos sigilosos da Presidência crescem 116% em 2009

VAI MAL DE AVALIAÇÃO!


TENSÃO MOSTRA O QUE AS PESQUISAS DIZEM: VAI MAL DE AVALIAÇÃO!

do Ex-Blog do Cesar Maia

Cabral agride Lindberg na festa de Lula

Falta de aviso é que não foi. E, infelizmente, o personagem principal desta coluna, o meu amigo governador Sérgio Cabral, acabou tendo uma explosiva crise nervosa no local mais inadequado para um político: no palanque oficial do presidente da República, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Ao discursar na solenidade de entrega de mais escolas técnicas para o estado, Sérgio Cabral foi interrompido, algumas vezes, por tímidas vaias do público.
Ao voltar para o seu lugar e notar a presença do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, sentado atrás dele, na segunda fila, Cabral virou-se aos berros: — Lindberg, da próxima vez que você trouxer claques, vai dar merda!

Assustado, o prefeito, que inicialmente pensou que a abordagem fosse de cumprimento, balançou a cabeça, negando ter sido o maestro das vaias.
Aí, o governador ficou mais furioso e gritou novamente: — Vai dar merda! Vai dar merda!
Da coluna do Moreno no Globo.

É a lei da República...

O democrático "Vamos assumir portos e aeroportos pela República, quem quiser pode se opor a isso, mas é a lei da República", disse Hugo Chávez

"Vamos assumir portos e aeroportos pela República, quem quiser pode se opor a isso, mas é a lei da República", disse Hugo Chávez ao anunciar que mandou o exército ocupar todos os portos e aeroportos do país, com o objetivo de obter o controle das instalações que estão nas mãos de governos estatais da oposição.

Na semana passada o Congresso aprovou uma lei que permite que o governo central assuma estradas, portos e aeroportos.

Chávez ordenou que os navios da Marinha tomem controle dos dois maiores portos marítimos da Venezuela: porto Cabello, no estado de Carabobo, e o porto de Maracaibo, no estado de Zulia, na próxima semana.

E orientou os oficiais militares que se os governadores Henrique Salas (Carabobo) e Pablo Perez (Zulia), ambos da oposição, resistirem:

"Se ele der uma de esperto... Isso merece a prisão". "O mesmo serve para o governador de Zulia", acrescentou.

O que se há de fazer, o povo de lá não escolheu este ditadorzinho de mierda? Aqui.
por Adriana Vandoni

O Brasil virou um grande PMDB


Arnaldo Jabor

A entrevista de Jarbas Vasconcelos na revista Veja desta semana é uma rara ilha de verdade neste mar de mentiras em que naufragamos. Precisávamos dessas palavras indignadas que denunciam a rede de mediocridade política e de desagregação de poderes que assola o País, do Congresso ao Executivo.

De dentro de casa, Jarbas berrou: "O PMDB é corrupto!" e mostrou como esse partido nos manipula, sob o guarda-chuva do marketing populista de Lula.

O que Jarbas Vasconcelos atacou já era voz corrente entre jornalistas, inclusive o pobre-diabo que vos fala.

Mas sua explosão é legítima e incontestável, vinda de um dos fundadores do MDB, depois transformado nessa anomalia comandada pelo Sarney que é o líder sereno e hábil da manutenção do atraso em nossas vidas.

Duvidam?

Vão a São Luís para entender o que fez esse homem com seu jaquetão impecável há 40 anos no poder daquele Estado.

Jarbas aponta:

"A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador Sarney, (...) que vai transformar o País em um grande Maranhão."

Mais que um partido, o PMDB atual é o sintoma alarmante de nossa doença secular. Era preciso que um homem de estatura política abrisse a boca finalmente, neste país com a oposição acovardada diante do Ibope de Lula.

Estamos aceitando a paralisia mental que se instalou no País, sob a demagogia oportunista desse governo. O gesto de Jarbas é importante justamente por ser intempestivo, romanticamente bruto, direto, sem interesses e vaselinas.

É mais que uma entrevista - é um manifesto do "eu sozinho", um ato histórico (se é que ainda sobra algo "histórico" na política morna de hoje).

E não se trata de um artigo de denúncia "moral" ou de clamor por "pureza"; é um retrato de como alianças espúrias e a corrupção "revolucionária" deformaram a própria cara da política brasileira.

Com suas alianças e negaças, o Governo do PT desmoralizou o escândalo!

Lula revalidou os velhos vícios do País, abrindo as portas para corruptos e clientelistas, em nome de uma "governabilidade" que nada governa, impedido pela conveniência e interesses de seus "aliados".

É como ser apoiado por uma máfia para combater o mal das máfias.

Jarbas não tem medo de ser chamado de reacionário pelo povão ou pelos intelectuais que ainda vivem com o conceito de "esquerda" entranhado em seus cérebros, como um tumor inoperável.

Essa palavra "esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais e "santifica" qualquer discurso oportunista.

Na mitologia brasileira, Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder. A origem quase "cristã" desse mito de "operário salvador", de um Getúlio do ABC, lhe dá uma aura intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora.

A última vez que vimos verdades nuas foi quando Roberto Jefferson, legitimado por sua carteirinha de espertalhão, botou os bolchevistas malucos para correr.

Depois disso, chegou o lulo-sindicalismo, ou o peleguismo desconstrutivo, que empregou mais de 100 mil e aumentou os gastos federais de custeio em 128 por cento.

O lulismo esvazia nossa indignação, nossa vontade de crítica, de oposição. Para ser contra o quê, se ele é "a favor" de tudo, dependendo de com quem está falando - banqueiros ou desvalidos?

Ele põe qualquer chapéu - é ecumênico, todas as religiões podem adorá-lo.

Ele ostenta uma arrogância "simpática" e carismática que nos anestesia e que, na mídia, cria uma sensação de "normalidade" sinistra, mas que, para quem tem olhos, parece a calmaria de uma tempestade que virá para o próximo governante.

Herdeiro da sensata organização macroeconômica de FHC que, graças a Deus, o Palocci manteve (apesar dos ataques bolchevistas dos Dirceus da vida), Lula surfou seis anos na bolha bendita da economia internacional, mas não aproveitou para fazer coisa alguma nova ou reformista.

Lula tem a espantosa destreza de nos dar a impressão de que "tudo vai bem", de que qualquer crítica é contra ele ou o Brasil.

Como disse Jarbas em sua entrevista, o governo do PT "deixou a ética de lado e não fez reformas essenciais, nem nada para a infraestrutura e o PAC não passa de um amontoado de projetos velhos reunidos em pacote eleitoreiro (...) e o Bolsa-Família, que é o maior programa oficial de compra de votos do mundo, não tem compromisso algum com a educação ou com a formação de quadros para o trabalho".
A única revolução que deveria ser feita no Brasil seria o enxugamento de um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado de privilégios, um Estado que só tem para investir 0,9% do PIB.

A tentativa de modernização que FHC tentou foi renegada pelo governo do PT.

Lula fortaleceu o patrimonialismo das velhas oligarquias e o PAC é uma reforma cosmética, como a plástica da Dilma, que ele quer eleger para voltar depois, em 2014.

O único projeto do governo é o próprio Lula.

Em cima dos 84% de aprovação popular, nada o comove. Só se comove consigo mesmo.

Lula se apropriou de nossa tradicional "cordialidade" corrupta para esvaziar resistências. Assim, ele revitalizou o PMDB - o partido que vai decidir nosso futuro!

Hoje, não temos nem governo nem oposição - apenas um teatro em que protagonistas e figurantes são o PMDB.

E no meio disso tudo: o Lula, um messias sem programa, messias de si mesmo. 84% do povo apoia um governo que acha progressista e renovador, quando na verdade é ultraconservador e regressista.
Nem o PT ele poupou para "conservar" a si mesmo.

O PMDB é sua tropa de choque, seu "taleban" molenga e malandro.

Agora... tentem explicar esse quadro que Jarbas sintetiza com a clara luz de sua entrevista para um pobre homem analfabeto que descola 150 reais por mês do Bolsa-Família...

Vivemos um grande autoengano.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O FASCÍNIO DA MENTIRA

Será, então, a candidatura de Dilma Rousseff mais um conto da carochinha?

Maria Lucia Victor Barbosa

É fato que as pessoas metem por necessidade, por prazer, para se auto-enganar. A mentira ocupa um lugar tão vasto nos relacionamentos sociais que dificilmente a verdade emerge por detrás da máscara da hipocrisia que encobre o caráter humano.

Tem mais. A mentira fascina e é tão amada quanto a verdade é insuportável. Por isso vencem os melhores especialistas em manipular ilusões. Que o digam os marqueteiros, os grandes negociantes, os pregadores, os políticos. Mas, se mentir independe de classe, cor, sexo, religião, nível cultural, o palco da simulação mais evidente é o da política na medida em que, é no espaço público que as relações de poder são realizadas ficando mais evidentes para toda sociedade.

Os políticos sabem que quanto mais mentem, mais são admirados pela massa sequiosa de sonhos e de esperança. Daí o uso intensivo da propaganda, as promessas mais absurdas, os discursos descolados da realidade. Se o poder é a única meta tudo vale para alcançá-lo e mantê-lo. Isso explica porque nas disputas eleitorais e, depois, nos salões palacianos, vigora a traição, a hipocrisia, a dubiedade de comportamentos sempre revestidos de falsa moral, a inexistência de lealdade, as falsas juras, em suma: a mentira.

Portando, políticos são humanos e não semideuses, guias geniais, super-homens. Contudo, os povos, uns mais outros menos, têm necessidade de ser conduzidos, de adorar um ídolo, de se submeter ao chefe. Indo ao encontro dessas aspirações, políticos constroem a imagem do grande homem que mostra o caminho, do pai benemérito armado de castigo ou de recompensa.

O Brasil não é imune aos embustes da política. Pelo contrário. Além do mais, adoramos o teor carnavalesco dos comportamentos de nossos governantes. Nossa democracia tem algo de circo, de trio elétrico, de escola de samba. Coisas muito sérias não nos chamam atenção. Lideranças sisudas, técnicas, excessivamente competentes, refinadas culturalmente não fazem sucesso ou o fazem no âmbito restrito da minoria. Afinal, são políticos debochados é que alcançam êxito.

Essas características que sempre existiram são marcantes na época atual em que vigora a perda de valores, a superficialidade das relações sociais, a decadência das instituições condicionadoras de comportamentos, a exaltação da vulgaridade.

A partir desse breve enfoque é possível compreender melhor o sucesso de um presidente como Lula da Silva. Capaz de oscilar entre os personagens de animador de auditório e defensor dos pobres e oprimidos, ele se adéqua ao psiquismo brasileiro. E quanto mais mente, sem ter oposição que o desminta, mais amplia sua popularidade.

Entre as mentiras mais espetaculares e de maior sucesso do presidente se pode citar a “marolinha”, referência aos efeitos do baque da economia mundial sobre o Brasil. E no rastro dessa ondinha, “que não dá nem para surfar”, veio outra potoca de teor ufanista e eleitoreiro: “nossas instituições são tão sólidas, que se a marola chegar aqui não se converterá, como em outros países, em Tsunami”. Acudindo o chefe, o ministro Guido Mantega proclamou que iríamos crescer 4% ou mais em 2009.

A realidade, contudo, é implacável. Não deu mais para camuflar a situação e o PIB do último trimestre do ano passado despencou 3,6%. Segundo economistas, este resultado pode sinalizar para um PIB negativo em 2009. Além do mais, desmentindo a fortaleza de nossas instituições, o resultado brasileiro foi o pior entre os países do Bric (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Não crescemos como devíamos durante a calmaria internacional, porém, em 2008, apesar da freada na economia mundial a China cresceu 9,7%, a Índia 7,3%, a Rússia 6,2%, enquanto o Brasil amargou apenas 5,1%.

Ficamos também abaixo do crescimento dos seguintes países: Eslováquia 7,4%, Argentina 6,5%, Indonésia 6,1%, Venezuela 6,0%, Malásia 5,8%, Polônia 5.2%, África do Sul 5.2% (Fontes: dados elaborados pela Austin Rating cm base em informações do FMI, OCDE e BC e publicados pela Folha de S. Paulo de 11/03/2009).

Eleitoralmente Lula da Silva continuará se mantendo como o otimista da piada que, tendo pulado do 10º andar, ao passar pelo 2º andar ainda diz: “até aqui tudo bem”. Ele seguirá com patranhas, dizendo que fará um milhão de casas para dar aos pobres, induzirá as pessoas de forma irresponsável a gastar, comprará votos com as bolsas esmola e usando e abusando do poder econômico e político em favor de sua candidata Dilma Rousseff.

Algo, porém, é intrigante. Seja lá quem for que ganhe a eleição presidencial vai amargar as conseqüências econômicas mundiais, assim como a herança maldita deixada pelo governo petista. Então, o PT fará o que sabe fazer: oposição implacável visando a destruição deste próximo presidente o que preparará a volta triunfal de Lula da Silva, o salvador da pátria.

Como as ideologias evaporaram e não existe mais direita ou esquerda, mas o lado de cima, para Lula melhor que ganhasse, por exemplo, José Serra (PSDB). Será, então, a candidatura de Dilma Rousseff mais um conto da carochinha? O tempo responderá aos sempre fascinados eleitores.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

mlucia@sercomtel.com.br


quinta-feira, 5 de março de 2009

ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA DOC 50 - 2009 (e a INSEGURANÇA NACIONAL)

POR RIVADAVIA ROSA

CERTAMENTE NÃO EXISTE A 'NOVISSIMA' INTERNACIONAL COMUNISTA, da qual o Sr. Da Silva é um dos 'pais fundadores' - constituída pós derrubada do Muro de Berlim - por uma rede a (a) narco-guerrilheira-terrorista - auto denominada FORO DE SÃO PAULO - "Organização que reúne mais de 180 partidos de esquerda, grupos terroristas e narco-guerrilheiros, como as FARCs colombianas e os chilenos FPMR - Frente Patriótica Manuel Rodriguez, ao qual pertence Mauricio Hernández Norambuena, que organizou o PCC - Primeiro Comando da Capital, de Marcola, preso pelo seqüestro de Washington Olivetto, em 2001, e MIR - Movimiento de Izquierda Revolucionaria".

http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=5251

PORÉM - OS FATOS, além dos enumerados pelo general Torres de Melo, estão aí ao vivo e em cores macabras e ainda contra argumentam dizendo que tudo é culpa do capitalismo. Simples - mas de uma hipocrisia, perversidade, cinismo e aberração própria de uma mente que ultrapassou os limites sociopatológicocriminosos:

-episódios de violência - demonstrativos da vigência de situações que vão do grotesco, do degradante até a extrema barbárie, com o medo e intimidação diária que parecem não ter limites; - a democracia transformada em lenocínio eleitoreiro;

- A EDUCAÇÃO em doutrinação contra os valores e princípios da civilização cristã; - o princípio da amoralidade mafiosa - prevalece com a assimilação indiferente dos delitos de corrupção e corrupção eleitoral; - os novos vândalos pisoteiam cotidianamente a Constituição, as leis e o Estado de Direito - rumo à barbárie e exclusão do País da ordem civilizada;

- A forçA do Estado - detentor do monopólio legítimo da força - como manda a lei - não se aplica. A anarquia impera, o Estado fica à deriva - enquanto a criminalidade - desenvolve a violência impune e cotidiana; a comunidade indefesa, com a defesa da ordem pública 'interditada' pela pronta ação dos defensores dos direitos humanos.

- A ausência criminosa do poder do Estado ante a intimidação das invasões de terra, bloqueio de rodovias, invasões de prédios públicos - demonstrada pela indiferença ante a insegurança e o crime cotidiano está afrontando - o ESTADO DE DIREITO.

- A anarquia vai se impondo - carnavalescamente (no pior sentido) - diante da leniência/paralisia/parceria a tão decantada 'vontade política' dos governantes - que já não se animam nem a garantir a livre circulação nas vias públicas - numa verdadeira estratégia de corrosão dos valores e das instituições para criar uma anarquia institucional e impor sua nova ordem como sonho utópico delirante, que na realidade não passa de uma praxis criminosa, devidamente configurada pelo 'financiamento' com dinheiro público e pelo apoio explícito das altas autoridades da República. - Há um reclamo de justiça, mas não se respeitam as leis e as decisões judiciais; fala-se muito de ética, mas não se a exigem de si mesmos.

A polícia sempre é apedrejada, mesmo quando age dentro da lei e no estrito cumprimento do dever legal.
- ENFIM - A Violência incontida e país resignado, covarde, enquanto os bárbaros dissimulam a realidade - clamando nos Foros por igualdade, justiça, redistribuição de renda, direitos humanos... assim prospera a sedução da barbárie - preparando o cenário para a implantação do poder popular - que na prática - em todos os experimentos das famigeradas democracias populares - foi uma ficção.

Todo poder é concentrado no comissário/executivo de plantão, eleito sempre pela maioria, o que ocorre com eliminação toda forma de intermediação política entre o cidadão e o poder através do partido único que elimina esse entrave.

Enquanto isso os eventuais recalcitrantes - entram num operoso 'mercado de compra e venda', recebendo polpudas 'gratificações' - como 'mensalão', mimos, cargos, prebendas e outros 'benefícios' - de forma a se manterem fiéis na 'base aliada'.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O gesto e a palavra

O gesto e a palavra

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Andou na moda falar de decoupling para dizer, em simples português, descolamento entre a economia brasileira e a internacional. Os efeitos da crise em nossa economia fizeram o termo sair de moda. Foi substituído por expressão mais terna, marolinha. Com o bicho-papão corroendo o mercado financeiro lá fora (na verdade o sistema financeiro central quebrou) há certo aturdimento.

Não se sabe com que palavras qualificar o que anda pelo mundo: recessão prolongada, depressão, fim do unilateralismo americano na política, multipolaridade, não polaridade, etc.

Por aqui, o governo prefere passar em marcha batida sobre o que nos azucrina.

Em vez de desenhar quadros sombrios ou róseos para o mercado, faz o decoupling à moda brasileira: descola a economia da política, precipita o debate eleitoral e, nele, vale o discurso vazio.
É verdade que não somos os únicos a encobrir as angústias apelando a gestos sem conotação, sequer alusiva, aos fatos e circunstâncias. Basta mencionar a campanha bolivariana pela reeleição perpétua, uma quase caricatura da política.

O significado da democracia se esboroou na “consulta popular”.
Se o povo quer o bem-amado para sempre, pois que o tenha e, como disse nosso presidente Lula, se a prática ainda não é boa para o Brasil é questão de tempo.

Quando a cidadania amadurecer encontrará a fórmula de felicidade perpétua...
Assisti na TV, por acaso, o último comício eleitoral do presidente Chavez em Caracas e, confesso, fascinei-me. Ele chegou, simpático como sempre, um pouco mais gordo que o habitual, vestindo camisa-de-meia vermelha, abraçando a toda gente, sorrindo, e foi direto ao ponto: “hoje não falarei muito, vamos cantar!”, disse. E entoou uma canção amorosa de melodia fácil, repetindo o refrão “amor, amor, amor...”

Conversou com um ou outro no palanque incitando-o a também cantar, falou familiarmente com a plateia e finalizou: amor é votar sim no domingo!

Por mais que no plano pessoal possa sentir até estima pelo personagem, não pude deixar de reconhecer no estilo algo que nos é habitual: o modelo Chacrinha de animação de auditório.

Funciona, e como!
O descolamento entre a política e a realidade das pessoas (não só a economia), a repetição simbólica de gestos que guardam pouca relação com um ambiente racional, mas “ligam” o ator com a plateia e com a “sociedade”, está se tornando regra nas atuais democracias de massas. Há algo de encantatório no modo pelo qual a política do gesto sem palavras (ou no quais as palavras contam menos do que a forma) funciona substituindo o discurso tradicional.

Quando me recordo do “sangue, suor e lágrimas” dito por Churchill ao tornar-se primeiro-ministro em plena guerra contra o nazismo, do discurso em Fulton quando disse que uma “Cortina de Ferro descia sobre a Europa”, ou de vários pronunciamentos de Roosevelt como o de posse em plena Depressão, célebre pela frase “nada há a temer, exceto o próprio medo” , ou ainda de Getúlio Vargas no estádio do Vasco da Gama apelando aos trabalhadores, e comparo com a retórica atual, há um abismo a separá-los.
E não se diga que é fenômeno de países de “democracia pouco amadurecida”.

A entronização de Obama como Imperador de todos os americanos, na magnífica posse no Capitólio, assemelhava-se a uma grande cena romana.

O cenário era tão expressivo, a fusão simbólica do recém-eleito com os founding fathers e com os valores fundamentais da democracia americana eram tão fortes, que obscureceram o conteúdo do discurso inaugural.

E isso no caso de alguém que, por sua cor e mesmo por sua campanha, trouxe um significado imenso de renovação. Ainda esta semana, na primeira visita presidencial ao Congresso, o que foi dito sobre a crise econômica e sobre o futuro foi menos importante do que o reafirmar o “yes, we can”, em um cenário da pátria unida para perpetuar sua glória.

Mesmo que o castelo financeiro esteja desabando, a América vencerá, era a mensagem. No caso, nada a ver com Chacrinha, o símile é outro: a invocação do pastor, a reafirmação da fé, e não a troca simbólica de favores, do bacalhau, da bolsa família ou da canção de amor.
Faço esses comentários despretensiosos porque me preocupa o que possa vir a ocorrer no Brasil. A mídia e a sociedade cobram um discurso de oposição. Diz-se, e é certo, que ela deve unir-se se quiser vencer.

Mas, que discurso fazer?

O racional, da crítica ao desmanche das instituições, do enlameamento cotidiano da política, deveria ganhar mais vigor, dizem. O grito de Jarbas Vasconcelos estava parado no ar e sua entrevista em Veja deu-lhe um sopro de vida. Mas foi o próprio senador quem mostrou os limites desse tipo de protesto: o governo e o próprio presidente banalizaram o dá-cá-toma-lá.

É como nos computadores quando se envia um e-mail e surge o aviso: a caixa está cheia.

A caixa da revolta dos brasileiros contra o mau uso da política parece estar cheia. Temo que qualquer discurso “político” seja logo desqualificado pelos ouvintes.
Quer isso dizer que as oposições devam silenciar sobre a perda de substância das instituições, sobre o clientelismo e a corrupção larvar, tudo com a leniência de quem manda?

Não. Mas precisam inventar uma maneira de comunicar a indignação e as críticas que toque na alma das pessoas. Este é o enigma da mensagem política, de governo ou de oposição.

Tanto o modelo-chacrinha como o do discurso de pregador chega à alma das pessoas.

Não estou dizendo que a comunicação política se resolve pela supressão do discurso analítico. Isso seria rendermo-nos a ideia da política como mistificação (o que, aliás, não é o caso de Obama).

Mas quando se dispõe de um ícone, como o Plano Real, por exemplo, ou quando o próprio candidato é um ícone, tudo fica mais fácil.
Em nosso caso, as oposições, além de articularem um discurso programático, condição necessária para quem se respeita e acredita nas instituições, deverão expressá-lo de forma a sensibilizar o eleitorado. Para tal, não basta a crítica convencional e a discussão da política, tal como ela ocorre no Congresso, nos partidos e na mídia. É preciso buscar os temas da vida que interessem ao povo. Ademais, a comunicação emotiva requer “fulanizar” a disputa para atribuir ao candidato virtudes que despertem o entusiasmo e a crença. Sem eles, a “caixa de entrada” das mensagens da sociedade continuará a dar o sinal de estar cheia e os ouvidos continuarão moucos aos conteúdos, por melhores que sejam. Pior ainda se não os tivermos. Mas só eles não bastam. Programa político só mobiliza a sociedade quando é vivido por intermédio do desempenho de personagens que tratam como próprias as questões sentidas pelo povo.
1 de março de 2009

ESTE POVO "PENSA"

"O marketing de Lula mexe com o país.

Ele optou pelo assistencialismo,
o que é uma chave para a popularidade em um país pobre.

O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo"

É um governo medíocre.

E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país.

Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores.

A corrupção está impregnada em todos os partidos.

Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.

A política externa do governo é outra piada de mau gosto.

Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro.

Senador Jarbas Vasconcelos


"O PT de partido político só tem o nome. Na realidade é uma quadrilha que usa em benefício próprio as fragilidades da democracia e a baixa escolaridade do eleitor."

J.Guedes

"O Poder Executivo e suas conexões na estrutura do poder público estão na iminência de tornarem-se, definitivamente, avalistas da prática de todos os crimes previstos nos códigos legais do país, desde que sejam praticados pelos amigos ou cúmplices da maior fraude da política da história do país: o Sr. Luís Inácio Lula da Silva."

Geraldo Almendra

O que vem do governo não me surpreende. Haja "maracutaia", como dizia um velho líder sindical bravateiro. Novidade, nesse governo, seria a defesa de alguns princípios éticos.
Um, unzinho só...
O.Tambosi

"O que mais me impressiona não é Lula e os petistas sonharem com um terceiro mandato ou um mandato vitalício. O que me deixa embasbacada é o Brasil aceitar debater um golpe. Isso é assunto para ser tratado como segurança nacional. É a clara ameaça de ruptura institucional. É como se um estuprador discutisse o estupro com a estuprada. Aliás, é como se a estuprada aceitasse debater com o estuprador."

Adriana Vandoni

enviada por Gracias a La Vida

O que elle faz melhor


Com esta foto do insígne no camarote do governador do Rio jogando camisinhas para o povão lá em baixo, o chargista não teve nem trabalho para compor sua charge de hoje, publicada na coluna do Claudio Humberto.

Seguramente é o que esse (des)governante faz melhor.

Agradecemos com especial carinho à Star do Blog STAR SASA , pela indicação do nosso Blog Resistência Democrática ao Prêmio "APACHE" 2009.

O prêmio é concedido pelo blog Pátria Judia

O Blog Patria Judia sente-se honrado em outorgar o Prêmio "APACHE" 2009 a blogs e sites que em nosso entender encontram-se em lutam contra o terrorismo em geral, e o terror árabe, em particular, durante o ano em curso. Muito obrigado a todos os premiados por defenderem os valores da democracia e da paz contra o câncer do terrorismo que nos assola na atualidade. As condições para aceitá-los são as seguintes:

- Publicar a foto do prêmio;

- Enlaçar o site ou blog que o outorga (opcional);

- Eleger ao menos oito sites na rede que ao seu entender são merecedores do prêmio."

Eis os nossos eleitos:

Coturno Noturno
Blog da Santa
Alerta Total
Minuto Político

OS HOMENS -RATOS

EXPLICANDO O CINISMO DOS PETRALHAS
POR RIVADAVIA ROSA

OS MESTRES DA BARBÁRIE, explicam, ou seja a ideologia criminosa:


A FORÇA DA MANIPULAÇÃO DAS IDÉIAS E DOS FATOS – a intensa propaganda midiática, a mentira na política – mentira repetida – a falsidade múltipla – numa reconfiguração goebelliana sem precedentes na história da manipulação da verdade

(“Quando se repete uma mentira muitas vezes, ela se torna verdade" - “wenn man eine Lüge oft genug wiederholt, wird eine Wahrheit daraus.”

Paul Joseph Goebbels (1897-1945) - ministro da Propaganda e Informação Pública - Propagandaminister do Nacional-Socialismo Alemão – Nazismo) é o que estamos assistindo.

ESSA ESTRATÉGIA em nosso mundão midiático – pode trazer conseqüências nefastas para a democracia e operar como fator determinante nos destinos políticos das nações.

ISSO TUDO DEVIDAMENTE ‘CERTIFICADO’ PELO FÜHRER, her Adolf Hitler:
“Quanto maior a mentira, maior a chance de todos nela acreditarem.

E, COM A PLENA CONSCIÊNCIA do apedeutismo militante:

“Trabalhar com a verdade é muito melhor. A desgraça da mentira é que você, ao conter a primeira, passa a vida inteira para justificar a mentira que você contou.” LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, in entrevista a TV francesa, exibida pelo “Fantástico”


E, COM FORTES FUNDAMENTOS NA GÊNESE SOCIALISTA (fascismo-comunismo-nazismo) – em sua ‘principiologia’ cínica, hipócrita, mentirosa, violenta ...:

"Tal é nossa tarefa como Nacional-Socialistas. Nós fomos os primeiros a reconhecer as conexões, e os primeiros a começar a luta. Porque somos socialistas, sentimos primeiro as maiores bençãos da nação e porque somos nacionalistas quisemos promover a justiça socialista na nova Alemanha."

"Somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça para a própria existência de um estado para nosso povo e não como uma questão para piedade barata e sentimentalismo humilhante. O trabalhador tem direito a um padrão de vida que corresponda ao que produz."

"É uma questão de formar uma nova consciência do estado que inclua todo cidadão produtivo. Já que os políticos do momento não querem nem tem como criar uma tal situação, o socialismo só será conquistado com luta."

"Por que somos um partido dos trabalhadores? Somos um partido dos trabalhadores porque vemos na vindoura batalha entre o mercado financeiro e o trabalho o fim da estrutura do século 20. E estamos do lado do trabalho contra o mercado financeiro. O dinheiro é a régua do liberalismo; trabalho e realização são as réguas do estado socialista. O liberal pergunta:
O que é você? O socialista pergunta: Quem é você? Há um abismo entre eles."

- Fonte: "Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken" (1932)
(http://pt.wikiquote.org/wiki/Joseph_Goebbels)

ainda com a ‘PARCERia’ criminosa de Wladmir Ilich Lênin (1871-1924) – que assegurou que não dava para "preparar uma receita ou regra geral", e qualquer meio, legal ou ilegal, para chegar ao socialismo ou à revolução, era válido e quem assim não pensasse, além de ser um "insensato", sofria de "esquerdismo", típica "doença infantil" dos comunistas.

"Rechaçar os compromisso 'por princípio', negar a legitimidade a todo compromisso em geral, qualquer que ele seja, constitui uma puerilidade que inclusive é difícil de tomar-se a sério.” In Esquerdismo, doença infantil do comunismo, abril-maio de 1920.

“É moral tudo o que serve para destruir a velha sociedade exploradora para unir todos os trabalhadores em torno ao proletariado que está criando uma nova sociedade comunista.” In Colected Works (1923), XVI, p. 142-145.


ENFIM - ASSIM OPERA A FRAUDE para a 'justificação universal do poder absoluto':

PELO Modus operandi do comunismo-socialismo – movidos pela síndrome da psicopatologia esquizofrênica e criminosa – seus devotos - assaltam, roubam, saqueiam os cofres públicos, matam, mentem descaradamente, falsificam a História, apóiam os ditadores sanguinários esquerdistas, sob a alegação de que realizam sua ‘missão histórica’ e, quando pegos em flagrante, dissimulam cinicamente, inventam ‘conspirações’ contra a democracia, seja para fingir que a defendem seja para demonstrar ao mundo os perigos que ela correria sem a ‘proteção’ deles, muito embora sejam os verdadeiros inimigos da democracia e da civilização ocidental ao promoverem o caos e a anarquia. Isso tudo muito 'bem' fundamentado pela principiologia da corrupção sistêmica, erigida a 'dogma' pelos 'profetas' do bolchevismo totalitário.

NO MAIS, buscam sempre ganhar tempo, esperando que um fato novíssimo - altere as condições objetivas de negociação e mude o quadro para pior, pela reincidência sem limites da corrupção. NISSO são profissionais e competentes. E, ainda 'acreditam' que a História os absolverá!!!!
Abs Rivadávia

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Referendo de Chavez - A FRAUDE

O que não 'funcionou' pela violência - foi pela FRAUDE.

A VOTAÇÃO – no cenário ‘democrático bolivariano’ realizou-se ‘naturalmente’, prevalecendo a sintomática atitude das hostes oficiais mediante pressão do governo sobre os funcionários públicos, sobre os beneficiários das ‘distintas misiones bolivarianas’, eufemismo para desvio irregular de recursos públicos (um médico cubano desertor de Barrio Adentro em janeiro de 2004 declarou a El Nacional: "Las estadísticas que muestra Chávez son falsas" (Misiones Ribas, Vuelvan Caras y Madres del Barrio) com todos os recursos do Estado, repito, ESTADO – utilizados pelo governo, com o sugestivo argumento “vota por el Comandante o perderás los mercalitos, las casas de alimentación, el barrio adentro y la beca que tiene tu hijo ou tu hermano.”

COM ESSE ARGUMENTO cerca de 1/3 (37%) dos venezuelanos votou pela ‘enmienda’; outro terço (31%) contra; e 32% se ABSTEVE, considerada por JANETH HERNÁNDEZ, rectora principal del Consejo Nacional Electoral (CNE) – como “la mayor participación electoral del planeta, al ubicar su índice de abstención en poco más de 29%”, podendo-se concluir que estamos diante também diante da ‘maior democracia do Planeta’.

A PRESSÃO ECONÔMICA sobre os votantes foi fortalecida com os grupos armados (‘bandas armadas, los motorizados e delincuentes – reencarnação bolivariana dos soviets) que ameaçavam nos bairros e, até nas imediações dos centros de votação, com as expressões ‘democráticas’ do chavismo: “Te conocemos”, “Sabemos cómo vas a votar”, seguida também de ‘ações bolivarianas’ – com as ‘bandas armadas’ – atacando várias universidades, televisões, igrejas, residências, a sede do partido AD (Ação Democrática), lançamento de gás lacrimogêneo nos estudantes, prisões e acusações por qualquer motivo (menos o de ordem legal), assim como pressão aos ‘contratistas’ do governo, a infinita tolerância como os invasores de propriedades urbanas e rurais e os milhares de ‘campesinos’, sem documentos de propriedade que eram lembrados: “si te portas bien te quedas em parcela o la cooperativa, si vienes em contra, estás fuera.”

AS AÇÕES ‘BOLIVARIANAS’ promovidas pelo regime, constituídas de ameaças, bombas de gás lacrimogênio – com financiamento e logística, propaganda, sem limites nos prédios públicos, metrô, TVs e radiodifusoras, em cadeia 24 horas, restrição e ameaças contras os opositores e, até expulsão imediata do país de pessoas ‘inconvenientes’, com reiteradas e sugestivas ameaças; reclamações eram ouvidas com ‘extrema seriedade’ pelos ‘arbitros electorales’ e respondidas de imediato, como decisão final: “Estamos procesando las denuncias”, todas essas ações - obviamente na vigência do Estado Democrático de Direito – configurariam TERRORISMO DE ESTADO, típicas dos regimes comunistas, metamorfoseado em ‘socialismo del siglo XXI’.

a ‘democracia’ bolivariana, por mais retórica que façam seus dirigentes, militantes e apoiadores, até com o adjetivo de ‘excesso’ – não resiste ao menor escrutínio. O Poder Legislativo está conformado por 100% de parlamentares pertencentes a tendência do presidente; esse mesmo ‘Poder Legislativo’ decide a composição do Poder Judiciário, o qual responde 100% ao presidente. Entre ambos - Poder Legislativo e Judiciário nomeiam o Poder Eleitoral e como corolário dessa seqüência de ‘controle atrás de controle’ não pode surgir algo diferente a um poder igualmente controlado pelo presidente.

COM A DESIGNAÇÃO inconstitucional de 12 magistrados para o Tribunal Superior de Justiça – TSJ, substituindo os juízes não ‘revolucionários’ acabou com o último resquício de independência do Poder Judiciário.

A EXPERIÊNCIA HISTÓRICA, civilizada diz:

"Nos países em que o juiz, destituído de independência, parece mais habituado a prestar serviços do que a sentenciar, as leis devem prontamente registrar o costume, e é por isso que elas mudam depressa. Nos países em que, como na Inglaterra, o juiz permanece muito independente, não há necessidade de tocar nas leis; é o próprio magistrado que as transforma." Gustave Le Bon (1841-1931), in A Psycologia Politica.
NO ‘parlamento’ venezuelano representado pela ‘Asemblea Nacional - AN (o Congresso foi extinto pelo próprio CHÁVEZ) não há deputados opositores, e o Teniente-Coronel-golpista-presidente ‘transferiu’ a si próprio os poderes legislativos para legislar de forma absoluta através da Ley Habilitante. E, ainda proclama o poder del pueblo, mediante aplausos e até delírios dos devotos.
Como todo regime DE VIÉS autocrático – depende de quem manda, do que diz, pratica, reafirma e até dos seus espirros. Basta um breve exemplo - ISAÍAS RODRÍGUEZ passou de vice-presidente da República a fiscal geral da República, logo a Presidente do Conselho Nacional Eleitoral (Consejo Nacional Electoral), a magistrado do Tribunal Supremo de Justicia (Tribunal Supremo de Justicia), enquanto JORGE RODRÍGUEZ de ex-presidente do Conselho Supremo Eleitoral a vice-presidente da República.
Pero os aplausos não cessam, especialmente, porque segundo o democida do Caribe o resultado favorável salvou Cuba - e que pelo que se vê é 'admirado' até pelo nosso honrado presidente da Ordem dos Advogados do Brasil que lá esteve e, pelo que parece não viu, não quis ou não pode ver - o Gulag cubano. Mas não deixou de criticar enfaticamente o 'embargo'. Colo a notícia:

Presidente da OAB se reúne hoje com ministra da Justiça cubana

Havana (Cuba), 18/02/2009 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, será recebido hoje (18) pela manhã pela ministra da Justiça cubana, Maria Esther Reus, em Havana (Cuba). Em seguida, Britto participará de um almoço com a Presidência da Organização Nacional de Escritórios de Advocacia Coletivos (ONBC), na Casa do Advogado de Calabazar, também em Havana.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Entendendo a gênese do petismo, das sociedades fechadas, do coletivismo....

É necessário que o homem RACIONAL, em sua excelência, salve o planeta de tanta obscuridade e ignorancia, como é dito, em outra forma, para aqueles que mais foi dado ( nível de consciência superior) mais será cobrado!

Faz-se necessária a RESSUSCITAÇÃO do HOMEM

Pergunta ao psicanalista Dr Valfrido Medriso Chaves

Dr Valfrido, como o sr explicaria uma pessoa defender a corrupção, o crime, a imoralidade?

Resposta:

Quanto à questão, penso que o ponto central seria que uma pessoa tendo sofrido um apequenamento muito grande em sua primeira infância, o que produz uma marca definitiva, busca refúgio no sentimento de onipotência, grandeza.

Pode ser a dinãmica do serial killer, e sobre isso a senhora poderia ver através do google, localizando uma obra do "josé outeiral, sobre a maldade".


Outra saída, até menos patológica, a meu ver, pois envolve até opções religiosas, seria a identificação com causas onipotentes e as ideologias onipotentes estão aí para isso. Elas produzem uma "negação da negação", fazendo das pessoas um tipo de autista, como disse aquela senadora sobre os asfarquianos, que viveriam "em um outro mundo".

O universo da pessoa é outro, ponto final. Mas há outros universos alienantes, é fácil ver, fora a ideologia totalitária.

OS ONIPOTENTES: DOENÇA OU IDEOLOGIA?

Valfrido M. Chaves

O sentimento de onipotência é um dos estados deliróides que pode se instalar na mente humana. O exemplo mais simples seria o de uma pessoa que, após ingerir uma droga, vai para via pública e põe-se frente de uma carreta a 100 Km p/ hora, julgando poder pará-la com um gesto da mão. Há ainda condições patológicas em que o fenômeno se manifesta comumente, como na esquizofrenia, em seus diferentes graus. Estudiosos vêem a raiz do fenômeno no funcionamento mental infantil, quando a percepção e o sentido de realidade da criança estão engatinhando e ela vive num mundo mágico.

Mas fato é, leitor, que todos nós podemos voltar aos funcionamentos mentais próprios das fases iniciais de nosso desenvolvimento. Ou seja, freqüentemente perambulamos pela infantilidade de modo tal que, quase todos, podemos nos lembrar desses nossos momentos. Disse “quase todos”, pois quanto maior for a tendência regressiva da pessoa, mas difícil é a autocrítica sobre suas atuações infantis, como aquelas em que “eu tudo posso”, “eu tenho o poder”!

Devemos lembrar ainda, leitor, que as situações grupais podem alterar profundamente os sentimentos e o comportamento individual quando, justamente, levam à infantilização do indivíduo. São os “fenômenos de massa”, em que uma “personalidade coletiva” leva à perda da individualidade, inclusive dos freios morais.

Nesse sentido, quase todos podemos nos lembrar do que já fizemos em nossos carnavais, ou do que acontece nas torcidas de futebol. Isso posto, afirmamos que as grandes tragédias coletivas que testemunhamos no século passado, como o holocausto e outros morticínios, se deram enquanto fenômenos regressivos e de massa..

O que vimos acontecer especialmente na Alemanha e Rússia, sob as bandeiras do Nacional Socialismo e do Socialismo Internacional, foi um fenômeno coletivo no qual as pessoas, após perderem a individualidade, se tornaram instrumentos do terror de Estado, inspirado por bandeiras redentoras e, justamente, onipotentes.

Sabe-se que nos grupos, quando ocorrem “rupturas catastróficas” em que a autoestima coletiva é destruída, instala-se um estado de infantilização grupal denominado “expectativa messiânica”, quando as massas anseiam por propostas e lideranças redentoras e todo-poderosas.

É a morte da individualidade com o predomínio do “todo” e, daí, a expressão “regimes totalitários”, que usam do terror como instrumento de dominação. Sabe-se ainda que o verificado naquelas Nações, quando o moral e o respeito humano se tornaram sujeitos às ideologias totalitárias, não é um fenômeno extinto.

Sim, pois na América do Sul se solidifica um “Socialismo do Século 21”, passando pela eternização no poder de uma figura onipotente, que tudo pode, inclusive dar abrigo e facilidades à narcoguerrilha colombiana, que se julga moralmente justificada à seqüestros, assassinatos e ao narcotráfico, como prática política.

Ou seja, já no nascedouro, se vê o terror de Estado e a moral relativa, onde só uma causa onipotente se julga acima e autorizada ao que quer que seja. Curiosamente, leitor, há pouco vimos o Presidente Lula afirmar que no regime “chavista”, haveria um “excesso” de Democracia...

Do mesmo modo, nosso governo se recusa ter a narcoguerrilha colombiana como “terrorismo”!

Falta o quê? Seqüestrar um Senador ou um ex-candidato à Presidente da República brasileiros?

É o caso de se perguntar: “que irmandade onipotente é essa entre um que nada vê, outro que dá cobertura e outro trafica, mata e seqüestra?

Há motivos para nos preocuparmos com tais fatos, ou tudo seria “coisa da imprensa a serviço das elites” conforme conhecido jargão escapista? Por tudo isso, essa celeuma dos cartõesinhos "é pinto"!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Frase

"O PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais e quem ganha mais" na articulação para a eleição presidencial em 2010."

Senador Pedro Simon (RS)

Finalmente livre

Está em Miami o cubano que governo Lula devolveu na marra a Fidel Castro

Foto

Após seu colega, Rigondeaux finalmente está livre

Quase um ano e meio depois do ostracismo forçado em Cuba, onde foi proibido pelo ditador Fidel Castro até de treinar, o campeão olímpico cubano Guilllermo Rigondeaux está em Miami, segundo reportagem do jornal americano de língua espanhola El nuevo herald.

Ele se encontrou com o antigo companheiro de equipe Erislandy Lara, com quem foi "despachado" do Brasil, a pedido da ditadura cubana, depois de fugirem da concentração no Pan do Rio, em 2007, e se envolverem num nebuloso caso com duas mulheres, falta de passaporte e de dinheiro e tentativa de deserção.

Rigondeaux vai retomar a carreira através da agência alemã Arena Box Promotion.

Há várias semanas corriam rumores de que ele teria fugido de Cuba para o México e de lá para Miami. Erislandy Lara fugiiu para a Alemanha também via México em 2008 e, retomou a carreira.
Aqui.