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terça-feira, 24 de junho de 2014

Já vai muito tarde, Sarney!




Por Rodrigo Constantino

Eu nem sonhava em nascer e ele já circulava em torno do poder, ou do “puder”, como diz. Puxou o saco dos militares quando estavam no comando da política, depois, por obra do acaso, tornou-se presidente da República no lugar de Tancredo Neves.

Em seu governo, o Brasil declarou a moratória da dívida externa, mancha que carregamos até hoje. A hiperinflação destruiu completamente o poder de compra da nossa moeda. O Maranhão, seu “feudo”, é simplesmente o estado com os piores indicadores sociais do país. Um novo estado, o Amapá, foi criado para garantir sua permanência no “puder”.

O ex-presidente Lula, em resposta à sua lealdade mafiosa durante a crise do mensalão, afirmou que ele não pode ser julgado como um “homem comum”. Tal declaração é a perfeita ilustração do patrimonialismo que ele representa melhor do que ninguém. A “coisa pública” tratada como “cosa nostra” pelos fisiológicos. O “coronelismo” nordestino tem em sua figura um ícone exemplar.

A lista poderia continuar ad infinitum. Difícil seria encontrar algum elogio a fazer em uma trajetória tão nefasta. O mais lamentável é que gente como ele acabou sendo associada ao conservadorismo no Brasil, manchando a reputação de uma linha de pensamento louvável, quando pensamos em Edmund Burke e companhia.

Foi um prato cheio para as esquerdas se fartarem também. Como era fácil bradar a bandeira da ética quando o inimigo a ser combatido era alguém como ele! Quem poderia ficar a favor do sistema, quando o sistema era representado por alguém assim? Tanto é verdade que em seu próprio feudo, após décadas de puro descaso, quem lidera as pesquisas é o PCdoB!

Não dá para aliviar. Vaiado e com medo de ser derrotado – apenas por isso – José de Ribamar, mais conhecido como Sarney, deve mesmo anunciar sua aposentadoria, desistindo de disputar mais uma vaga ao Senado com seus 84 anos. Já vai muito tarde. Só não digo que foi o pior político que o Brasil já teve porque certo metalúrgico consegue superá-lo nos estragos causados à nossa República.

Eles, aliás, se merecem. O Brasil é que não merece nenhum dos dois!
24/06/2014



segunda-feira, 23 de junho de 2014

José Sarney anuncia que desistiu da reeleição e deixará vida pública; boa parte do Brasil está em festa


Caminhão de mudança



Como noticiou o ucho.info na edição da última sexta-feira (20), a presidente Dilma Rousseff tentaria, nesta segunda, de algum modo salvar o futuro político do caudilho maranhense José Sarney (PMDB), que é senador pelo estado do Amapá.

Dilma esteve em Macapá nesta segunda-feira para participar da cerimônia de entrega de um conjunto habitacional, mas aproveitou a viagem para tentar desfazer um nó político que se formou no estado.

O PT do Amapá se antecipou e selou acordo com o PSB, do presidenciável Eduardo Campos, de olho nas eleições de outubro próximo. Os petistas locais decidiram apoiar a reeleição do governador do estado, Camilo Capiberibe.

O problema maior não está no apoio ao candidato do PSB, mas na indicação da petista Dora Nascimento, atual vice-governadora, para concorrer a uma vaga no Senado Federal. Com isso, Sarney ficou sem espaço para buscar a reeleição.

Como a incursão da presidente da República não surtiu resultado algum, o senador José Sarney informou no começo da noite que não concorrerá ao Senado Federal e que deixará a vida pública.

O que já faz com enorme atraso, pois sua participação no cenário político nacional foi marcada por episódios absurdos, muitos deles ainda sem as devidas explicações.

Ao comunicar sua decisão à presidente Dilma, o tirano do mais miserável estado brasileiro disse que a saúde frágil de sua mulher, Marly, lhe fez desistir da reeleição.

Na verdade, o que José Sarney quer evitar é ser alvo de uma fragorosa derrota nas urnas, o que é considerado muito provável, porque é grande a resistência a seu nome entre os eleitores amapaenses.

Para escapar desse enorme vexame, Sarney preferiu arrumar uma desculpa esfarrapada, colocando o peso de sua decisão sobre a ex-primeira-dama Marly Macieira Sarney.

Em nota divulgada por assessores, no Amapá, o peemedebista afirma que “chegou a hora de parar um pouco com o ritmo de vida pública” que consumiu 60 anos de sua vida e lhe “afastou da convivência familiar”. Outra mentira colossal nesse dramalhão decadente que Sarney tenta esculpir para continuar em evidência como personalidade política.

Há muito experimentando a resistência dos eleitores em relação ao clã político que comanda no Maranhão, Sarney agora depende do senador Edison Lobão Filho, o Edinho, para manter sua influência no estado que é reduto nacional da pobreza.

Isso porque sua filha, Roseana Sarney, decidiu cumprir até o fim o mandato de governadora como forma de garantir a eleição do sucessor. Acontece que Edinho Lobão, que está senador por ser suplente do pai, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) entende tanto de administração pública quanto o editor do ucho.info sabe sobre vida extraterrestre.

Esse cenário nada favorável indica que José Sarney perderá o poder de forma substancial, pois a corrida ao Palácio dos Leões, sede do Executivo maranhense, deve ser vencida por Flávio Dino, candidato do PCdoB e que conseguiu aglutinar em sua campanha todos os que fazem oposição ao caudilho.

Entre os mais recentes desvarios que cometeu na política nacional, Sarney carregará em sua bagagem a decisão obtusa e irresponsável de blindar o então presidente Luiz Inácio da Silva, o agora lobista Lula, na CPMI dos Correios, que investigou o Mensalão do PT.

Não fosse a atuação de José Sarney nos bastidores políticos, Lula certamente seria cassado. E motivos para isso não faltavam, começando pela compra de apoio político e a confissão do marqueteiro Duda Mendonça sobre o fato de ter recebido em conta bancária aberta em paraíso fiscal parte dos honorários da campanha de 2002.

Em suma, o que o Brasil tanto sonhou e esperou em termos políticos durante longos anos está prestes a acontecer: Sarney deixando a vida pública. Mas é preciso ver para crer, porque largar a mamata ninguém quer.
23/06/2014

Alberto Cantalice entra na disputa, prepara mais listas de inimigos da pátria e contrata Trajano como assessor de imprensa




Por Augusto Nunes

“O chefe já mandou preparar a lista negra dos médicos, dos engenheiros e das professoras de jardim da infância”, revelou um dos 23 milicianos que compareceram à sede da Comissão Organizadora para testemunhar a oficialização da candidatura do companheiro Alberto Cantalice ao título de Homem sem Visão de Junho.

O vice-presidente nacional do PT e coordenador de redes sociais do partido entrou na disputa por determinação dos leitores-eleitores, depois de enxergar nove inimigos da pátria em jornalistas e humoristas que ousam discordar do governo.

Segundo a mesma fonte, Cantalice já convenceu o ex-jornalista José Trajano a assumir o comando da assessoria de imprensa da campanha. ”Eles sempre foram muito afinados”, lembrou outro miliciano petista. “Os dois são a favor da liberdade de imprensa, desde que tudo que se publique seja a favor do governo”. No momento, Trajano está identificando todas as carmelitas descalças que também disseminam o ódio e falam palavrão nos estádios. “Ele quer aproveitar algum programa da ESPN para revelar o nome e o sobrenome das religiosas golpistas”, confidenciou a fonte.

É um candidato e tanto, leitores eleitores!

E o assessor é da pesada!

A disputa está tão medonha quanto blog alugado! Joseph Blatter, Luis Moura, Aldo Rebelo, Eduardo Paes e Ângela Guadagnin já estão na jaula das feras em campanha!

O segundo turno começa dia 26!

Quem será o vencedor (ou vencedora)?

Que vença o pior!


23/06/2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mesmo com números erráticos e incoerentes, pesquisa Ibope é péssima para Dilma. Golpe petista da “elite branca” e do ódio de classes dá com os jumentos n’água!



Por Reinaldo Azevedo


Vejam estes números:


1) No dia 22 de maio, o Ibope divulgou uma pesquisa:

Primeiro turno
Dilma Rousseff – 40%
Aécio Neves – 20%
Eduardo Campos – 11%

Segundo turno:

Dilma – 43%
Aécio – 24%
Diferença: 19 pontos percentuais
Dilma – 42%
Campos – 22%
Diferença: 20 pontos


2) No dia 10 de junho — menos de três semanas depois, o Ibope divulgou outra pesquisa:

Primeiro turno

Dilma – 38%
Aécio – 22%
Eduardo Campos – 13%

Segundo turno
Dilma – 42%
Aécio – 33%
Diferença: 9 pontos

Dilma – 41%
Campos – 30%
Diferença: 11 pontos

3) Nesta sexta, 9 dias depois, uma terceira pesquisa Ibope:

Primeiro turno

Dilma – 39%
Aécio – 21%
Eduardo Campos – 10%

Segundo turno
Dilma – 43%
Aécio – 30%
Diferença – 13 pontos

Dilma – 43% Campos – 27%
Diferença: 16 pontos
Então vamos ver

Saiu nesta sexta a terceira pesquisa Ibope em menos de um mês. Como se vê acima, a petista Dilma Rousseff aparece com 39% das intenções de voto, contra 20% do tucano Aécio Neves e 11% de Eduardo Campos, do PSB. Comparados com os dados do levantamento divulgado no dia 22 de maio, tudo permanece no mesmo lugar — apenas Dilma oscilou um ponto para baixo. E o PT precisa desesperadamente da notícia de que a petista parou de cair.

Os números indicam, no entanto, que esse povo estável no primeiro turno poder ser muito instável no segundo. Há um mês, Dilma vencia Aécio por uma diferença de 19 pontos (43% a 24%) e Campos, por 20 (42% a 22%). Dezenove dias depois, o cenário era completamente outro: a diferença para o tucano havia caído 10 pontos (42% a 33%) e, para o peessebista, 11 pontos (41% a 30%). Agora, meros nove dias depois, aumentou: em relação ao senador mineiro, passou a ser de 13 pontos (43% a 30%); em relação ao ex-governador de Pernambuco, de 16 (43% a 27%).

Não quero ser leviano, mas também não posso me furtar a deixar claro o que me incomoda: eu não acredito numa oscilação de 10 ou 11 pontos percentuais em menos de três semanas nem de 4 ou 5 pontos em nove dias. E não me venham com a conversa de que pesquisas distintas não são comparáveis: quando o instituto é o mesmo, são, sim! O que variou entre um Ibope e outro? Só o cliente.

Números ruins

O que é curioso na pesquisa Ibope é que a situação para Dilma teria melhorado um tantinho no segundo turno, embora todo o resto tenha piorado para ela. Dilma é a mais rejeitada dos três principais candidatos: 43% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. Afirmam o mesmo sobre Campos 33% dos que responderam a pesquisa, e 32%, sobre Aécio.

Pois é… Ainda segundo o Ibope, em março deste ano, 36% aprovavam o governo Dilma, isto é, consideravam-no ótimo ou bom; agora, apenas 31%. O percentual dos que dizem que o governo é ruim ou péssimo saltou de 27% para 33%. Vale dizer: mais gente o reprova do que o aprova. Há mais notícias ruins para o PT: a confiança pessoal na presidente caiu de 48% para 41% no período, e os que não confiam na mandatária passaram de 47% para 32%.

Nas nove áreas avaliadas, mais gente reprova o governo do que aprova. Eis alguns dados: Saúde – 78% a 19% Segurança 75% a 21% Taxa de juros – 70% a 21% Educação – 67% a 30% Combate à fome – 53% a 41% Combate ao desemprego – 57% a 37%

Mesmo assim, Dilma tinha 40% dos votos em março e, agora, aparece com 39%? Como se diz em Dois Córregos, “não orna”. Para registro: segundo o Datafolha divulgado no dia 6 de junho, Dilma aparece com 34%; Aécio, com 19%, e Campos, com 7%. A diferença entre a petista e o tucano é de 8 pontos (46% a 38%); no confronto com o candidato do PSB, é de 15 (47% a 32%).

Começo a encerrar

Os números, não tem jeito, são ruins para Dilma. E, a estarem certos, evidenciam que a estratégia do PT de transformar Dilma Rousseff em vítima da “elite branca” deu com os burros n’água. Não colou! Até agora, os petistas não encontraram o rumo. O ódio de classes também não está se mostrando eficaz.

Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, afirmou que os protestos no Itaquerão eram culpa minha e de mais oito jornalistas. Os petistas passaram a semana afirmando que as vais e os xingamentos tinham sido excelentes para Dilma.

Então… A Gangue dos Nove bem que tentou ajudar a presidente Dilma, né? Mas a mulher não colabora!

19/06/2014

Criminosos mascarados voltam a depredar propriedade alheia: onde estão os artistas engajados?



Por Rodrigo Constantino

Um “manifestante” mascarado é apenas um criminoso comum que se julga um revolucionário

Deu na Veja:

A marcha convocada nesta quinta-feira pelo Movimento Passe Livre (MPL) para “comemorar” um ano da revogação do reajuste nas tarifas de transporte público terminou com o mesmo roteiro lamentável que marcou os protestos de 2013: o ato que começou tranquilo na região da Avenida Paulista degenerou em destruição de estabelecimentos comerciais, agências bancárias e carros estacionados pelo caminho.

Segundo a Polícia Militar, o ato começou às 15 horas na Paulista com cerca de 300 pessoas e foi crescendo ao longo do percurso. A PM estima que 1.300 pessoas participavam da marcha quando as pistas da Avenida Rebouças foram bloqueadas, no final da tarde. Da aglomeração, surgiram os vândalos mascarados de sempre, que atacaram quatro agências bancárias e depredaram um carro de reportagem. Houve tumulto, mas os próprios integrantes do MPL conseguiram conter a confusão. Era o primeiro sinal de que convocar uma marcha política rumo à Zona Oeste, no dia em que a principal operação de segurança pública da cidade era patrulhar as imediações do estádio Itaquerão, na Zona Leste, palco de um jogo da Copa do Mundo, poderia acabar mal.

Três horas depois, enquanto a marcha estacionou na pista local da Marginal Pinheiros e montou uma barricada queimando catracas de papelão, os black blocs reapareceram e quebraram carros e as instalações de concessionária de veículos usando extintores, paus e pedras. Veja um dos vídeos:


Pergunto: é isso que essa gente chama de “protesto”?

Onde estão os artistas engajados?

Qual a diferença entre isso e bandidos comuns?

Por acaso o verniz ideológico do anticapitalismo muda alguma coisa?

Por esses marginais entoarem palavras de ordem retiradas de algum manifesto anarquista ou comunista qualquer, isso faz deles algo além de criminosos?


Alguém em sã consciência realmente acha que invadir uma loja particular e depredar carros é uma “manifestação”?

Quem “pensa” assim é mesmo um caso perdido de estupidez crônica e lavagem cerebral.

Mas tenho certeza de que todos esses artistas e “intelectuais” que aplaudem os black blocs mudariam rapidamente de opinião se o carro destruído fosse o seu próprio, não é mesmo?

No olho dos outros pimenta é refresco, certo?


Os defensores dos black blocs vão aguardar alguma outra morte de algum inocente para se manifestar?

Precisamos de mais um Santiago Andrade para constatar o óbvio ululante, que essa turma é criminosa e perigosa?

Onde estão Caetano Veloso, Marcos Palmeira, Wagner Moura e tutti quanti, para repudiar esses atos criminosos e pregar o respeito às leis?


Com o tempo, ficará cada vez mais claro – se já não está reluzente o suficiente – que os black blocs representam apenas o caos, a desordem, o niilismo, a violência gratuita, tudo isso mascarado pelo ímpeto “revolucionário”.

Os artistas engajados e os “intelectuais” poderão simular uma distância tática depois, quando uma vez mais a coisa sair do controle.

Mas enquanto houver liberdade de imprensa, aqui estaremos nós, colunistas independentes, para refrescar suas memórias e esfregar em suas caras de pau o que eles efetivamente defendem: a baderna criminosa!



19.06.2014


terça-feira, 17 de junho de 2014

AJUDEM A ESPALHAR: CHEFÃO DO PT PEDE ABERTAMENTE A CABEÇA DE JORNALISTAS NA PÁGINA DO PARTIDO. ESTOU NA LISTA. NÃO SEI O QUE FARÃO OS OUTROS. ESTOU ANUNCIANDO AQUI QUE VOU PROCESSAR O SR. ALBERTO CANTALICE POR CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. CABE INDAGAR SE CHEFÃO PETISTA NÃO ESTÁ DANDO UMA ORDEM PARA QUE ESSAS PESSOAS SEJAM AGREDIDAS NAS RUAS. É PRECISO CUIDADO! ELE É DO PARTIDO A QUE PERTENCIA CELSO DANIEL!

                       
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal


                               Por Reinaldo Azevedo
 

Os petistas, saibam os senhores, pedem a cabeça de jornalistas para seus respectivos patrões. O partido tem nas mãos instrumentos para fazê-lo: anúncios da administração direta e propaganda de estatais. Alguns cedem, outros não! Denunciei aqui a fala de um certo José Trajano na ESPN e AFIRMEI QUE ELE NÃO ESTAVA PENSANDO APENAS POR SUA CABEÇA. DEIXEI CLARO QUE ELE VOCALIZAVA PALAVRAS DE ORDEM DO PT. Muitos não acreditaram. Pois é…
A opinião do sr. Trajano sobre mim e sobre os demais que ele atacou (Augusto Nunes, Diogo Mainardi e Demétrio Magnoli) pode ser moralmente criminosa, mas não vai além disto: dolo moral. Ele tem o direito de achar a respeito dos meus textos o que bem entender. E eu tenho o direito de responder. Se ele se sente bem com o seu oficialismo de contestação, aí é problema dele.
É diferente, no entanto, quando um político acusa jornalistas de cometer um crime. Aí a coisa pega. O sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e “coordenador das Redes Sociais do partido” escreveu um artigo no site do PT em que se pode ler esta pérola.
 Cantalice acusação
Observem que os quatro da lista de Trajano estão também na de Cantalice, que vem ampliada. Não sei o que farão os outros. Sei o que eu farei. Estou anunciando aqui que vou processá-lo. E a razão é claríssima. Ele está me acusando se estimular a que outros “maldigam os pobres” e os discriminem em ambientes públicos. Se eu faço isso, então eu sou um criminoso. Violo um artigo da Constituição e da Lei 7.716, alterada pela Lei 9.459. Vale dizer: transgrido a Carta Magna do meu país e cometo um crime previsto em lei. ENTÃO O SR. CANTALICE VAI TER DE PROVAR O QUE DIZ. ELE VAI TER DE DIZER EM QUE ARTIGO E EM QUE MOMENTO EU PREGUEI A DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS POBRES.
Para esclarecer a questão constitucional e legal. Estabelece o Inciso XLI da Constituição: “XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.
Define a Lei 7.716, depois de alterada pela 9.459: “Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Como sabem os advogados, a discriminação por condição econômica tem sido considerada pelos juízes da mesma natureza das categorias acima previstas. Assim, o sr. Cantalice acusa esse grupo de jornalistas de cometer crimes que rendem até três anos de prisão. Vai ter de provar. Se não provar, incorre no crime de calúnia e difamação.
Atenção! Este senhor é o  “coordenador da redes sociais DO partido”, entenderam? Não é que ele seja o coordenador do partido para as redes sociais. Não!!! Levadas as palavras ao pé da letra, os petistas julgam já ter privatizado as redes sociais. Não deixa de ser verdade.
O sr. Cantalice vai mais longe, Ele descobriu que esse grupo de jornalistas — e vejam quanto poder ele nos confere — é responsável pela vaia que Dilma levou nos estádios. Também ele recorre à metáfora canina para nos designar. Leiam:
Cantalice acusação 2
Muito bem! Vocês sabem o que isso significa: quando o maior partido político do país, que tem, de fato, milhares de seguidores — alguns deles podem estar dispostos ao tudo ou nada — nomeia um grupo restrito de jornalistas como propagador do ódio, acusando-o, adicionalmente, de responsável por vaiais e xingamentos de que foi alvo a presidente Dilma, isso corresponde, me parece, a um convite a uma ação direta.
Não é segredo para ninguém que certo tipo de militância não precisa de palavras explícitas para agir. O sr. Cantalice está pondo em risco a segurança de profissionais da imprensa. Talvez queira isto mesmo: calar a divergência por intermédio da intimidação e do terror. Que este post sirva de alerta à Polícia Federal e ao Ministério Público. Evidentemente, nenhum de nós deve esperar a solidariedade e o protesto de entidades de defesa da categoria. Sabem por quê? Porque os respectivos comandos da maioria delas pensam a mesma coisa. Também elas acham que deveríamos ser proibidos de escrever o que escrevemos, de falar o que falamos, de pensar o que pensamos. IMAGINEM O QUE ACONTECERIA SE UM GRUPO OU UMA ENTIDADE CONSIDERADOS DE DIREITA TORNASSE PÚBLICA UMA LISTA DE DESAFETOS. O MUNDO VIRIA ABAIXO. O PT repete a tática da ditadura militar e resolveu espalhar no mural da rede os nomes e as fotografias dos “Procurados”. 
Bando de fascistas!
O petismo é a mais perfeita definição do que muitos chamam nos EUA de “fascismo de esquerda”. Qualquer pessoa que tenha lido o que escrevemos ou ouvido o que falamos sabe que pensamos coisas distintas sobre um monte de assuntos. Nunca nem mesmo conversei com Guilherme Fiúza, por exemplo. Duvido que Arnaldo Jabor queira papo comigo.
Com isso, estou deixando claro que não formamos um grupo. Pode ser que os petistas estejam acostumados a conversar com quadrilheiros disfarçados de jornalistas. Não é o caso.
Eu, sim, acuso o governo do seu partido, sr. Cantalice, de financiar com dinheiro público páginas na Internet e blogs cujo propósito é difamar a imprensa independente, as lideranças da oposição e membros do Poder Judiciário que não fazem as vontades do PT. E o senhor certamente não vai contestar porque é autodemonstrável.
O PT começou a sua trajetória no poder hostilizando a imprensa que não se limitava a prestar assessoria ao partido. Depois, passou a financiar o subjornalismo “livre como um táxi”. Aí tentou (e tenta ainda) criar mecanismos de censura. Agora, já chega ao ponto de estimular, ainda que de modo oblíquo, a agressão aos profissionais que não rezam segundo a sua cartilha. A esmagadora maioria da categoria vai silenciar — até porque alguns fazem esse mesmo trabalho em suas respectivas colunas, não é mesmo? Ok. Hoje, somos nós. Amanhã, chegará a vez de vocês. É simples assim. E é sempre assim.
Vaias
Eu sou responsável pelas vaias? Eu não! Quem estimulou as manifestações de rua em junho foi o PT. Eu sempre as critiquei. Ademais, sabem o que motiva vaia em estádio, meu senhor? Eu conto: roubalheira, safadeza, associação com o PCC.
Sem contar que quero encontrar cara a cara com esse sujeito num tribunal. Quero perguntar quais são as suas credenciais e sua origem para falar em nome do povo. Quero opor as minhas às suas. Quero lhe dizer que o governo que ele representa financiou, por exemplo, a ação de sem-terra e índios que resultou em policiais feridos em Brasília. Quero lhe dizer que seus aliados deram suporte a coisas como a “Mídia Ninja” na esperança de que os alvos seriam os adversários. O tiro saiu pela culatra, a despeito das intenções da turma.
O sr. Cantalice quer saber onde estão os responsáveis pela hostilidade a Dilma nos estádios? Comece por se olhar no espelho. O PT estimula a desordem. O PT estimula o desrespeito às leis. O PT estimula o desrespeito a qualquer hierarquia. O PT estimula o desrespeito até mesmo à organização familiar. O partido esperava escapar do clima que ele próprio criou?
De resto, se as hostilidades a Dilma foram um “gol contra” dos que não gostam dela e se a maioria “abominam” (sic) aquele comportamento, o sr. Cantalice deveria estar contente, não é mesmo? O PT está empenhado em fazer do limão uma limonada. Ao isolar o grupo dos “jornalistas do mal”, ameaça, na prática, todos os outros. É como se dissesse: “Comportem-se, ou vocês vão entrar na lista negra”. E, claro!, muita gente vai se comportar e ainda achar pouco!
É claro que fico preocupado quando lembro que o sr. Cantalice pertence ao partido de Celso Daniel. Terei, é certo, de tomar as devidas providências para a minha segurança. E acho que os outros devem fazer a mesma coisa.
17/06/2014

sábado, 14 de junho de 2014

A cretinice de Lula



Vamos falar de cretinice?

Por Rodrigo Constantino




O ex-presidente Lula é mesmo uma das pessoas mais cretinas deste país. Uso o termo aqui em seu sentido patológico: Lula tem uma compulsão pela mentira, pelo desrespeito à inteligência alheia, aos fatos, à coerência. O uso que ele fez do episódio do xingamento na abertura da Copa é algo da ordem do absurdo, mesmo já se esperando o pior vindo dele. É uma afronta a todos os brasileiros que têm Q.I. acima de 50 e conseguem somar 2 com 2.
Apelar para a vitimização é o que o PT sempre soube fazer. Mas Lula passa sempre de qualquer limite. Ele disse que as vaias foram “a maior vergonha que o país já viveu”. Aproveitando-se de forma extremamente oportunista da coisa, deu uma rosa branca à Dilma, mulher mais poderosa do país transformada imediatamente em símbolo do “sexo frágil” contra o machista. Foi um ato contra a “cretinice” dos torcedores do estádio. Para não deixar por menos, a presidente Dilma respondeu, “emocionada”:
Agradeço essa rosa e agradeço às mulheres do PT de Pernambuco. Hoje é um dia emocionante. Acho que esse gesto do presidente Lula e da Tereza Leitão [presidente do PT em Pernambuco] são simbólicos do que nós somos. Somos guerreiros. Temos essa tradição de militância guerreira. Temos valores, respeitamos a dignidade.
Guerreiros, sim. Lutam pelo comunismo há décadas. Valores? Respeito à dignidade? Nem aqui, muito menos em Cuba! Que valores o PT defende? Aqueles representados na figura de Paulo Maluf? Ou seria Sarney? O PT que defende criminosos presos na Papuda, julgados pelo STF cujos ministros o próprio PT apontou? São esses valores?
A dignidade do mensalão, que tentou comprar o Congresso todo? Ou seria a dignidade dos infindáveis escândalos de corrupção? O PT que destruiu a Petrobras, que a transformou em um duto de dólares ilegais para a Suíça, esse mesmo partido vem falar agora em valores e dignidade? Que tipo de idiota cai nessa?
Lula e Dilma esperam que seja o idiota totalmente alienado, pois é para ele o recado dos dois: tudo isso não passou de ingratidão da elite sem educação! Os ricos, brancos e de olhos azuis: são esses os responsáveis pela “maior vergonha do país”. Para Lula, quem quer ir de metrô até o estádio é “babaca” e quem vaia a presidente é “cretino”. Vejam o que disse Lula, após concluir que o público da vaia era formado por “gente bonita e que sempre comeu”:
Você viu que não tinha ninguém com a cara de pobre, a não ser você, Dilma. Não tinha nenhum pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade, que comeu a vida inteira e chegou ao estádio para mostrar que educação a gente aprende em casa, vem de berço. Eu duvido que um trabalhador desse país, que uma mulher ou que um homem tivesse coragem de falar 1% dos palavrões que eles destilaram, de uma cretinice fomentada por uma parte da imprensa brasileira.
Dilma tem cara de pobre? Pode ter cara de poste, de intragável, de arrogante, mas de pobre? Com aqueles cabelos que gastam milhares de reais todo mês para ficar daquele jeito? Não tinha ninguém “moreninho”? Isso não seria… racismo de Lula? Aliás: se o PT diz agora que só tinha elite ali, então ele assume que gastou bilhões do povo trabalhador para realizar um evento para as elites apenas? Isso é uma confissão?
Sim, educação vem de berço, e Lula claramente não teve uma decente. Lula duvida que um trabalhador tivesse coragem de falar 1% dos palavrões ditos ali? Há quanto tempo ele não convive mais com trabalhadores de verdade? Que figura é essa abstrata do “trabalhador” que o oportunista criou só para segregar ainda mais o povo brasileiro entre “trabalhadores” e “elite”? Conheço gente da elite, funcionários públicos e artistas ou empresários, que se venderam para o PT e defendem toda essa indecência de governo; e conheço gente pobre, humilde, trabalhadora, que abomina o PT. Como fica?
Eu vou dizer qual é a maior vergonha que o país já viveu: ter Lula como presidente! Ter Dilma como presidente! Ter o PT no poder há 12 anos destruindo esse país! Ter tido o mensalão, Dirceu no ministério, petistas atacando o presidente do STF, inclusive com base em sua “raça”, só para defender criminosos. A volta da inflação elevada. O aparelhamento da máquina estatal por militantes vagabundos. Os escândalos de corrupção que nem a imprensa dá conta de acompanhar. Isso dá vergonha! O PT é uma vergonha para aqueles seres pensantes deste país!
Outra coisa que talvez seja a maior vergonha que esse país já viveu é justamente a tentativa de uso político do futebol, algo que o PT faz como ninguém, colocando no chinelo até os militares. Dilma usou uma prerrogativa de estado para fazer campanha eleitoral e se apropriar da paixão do brasileiro pelo esporte. Isso é indecente, muito mais do que alguns xingamentos no estádio. Mas Lula culpa os bodes expiatórios de sempre: as “elites” e a imprensa. Canalhice pura.
Merval Pereira, em sua coluna de hoje no GLOBO, comentou sobre as vaias:
Não havia apenas membros das elites brasileiras no estádio, não foram apenas as alas VIPs que xingaram a presidente, e não é nada desprezível o significado político do que aconteceu naquela tarde em São Paulo. A presidente Dilma tem um problema sério pela frente, pois é evidente a má vontade dos paulistas com seu governo e com o PT, provavelmente turbinado pela gestão medíocre do prefeito Fernando Haddad na capital paulista.
[...]
Dias antes, a presidente Dilma havia se aproveitado de seu cargo para, em cadeia nacional de rádio e televisão, num abuso de poder, defender-se das críticas a seu governo, sem que houvesse possibilidade de contestação. A conta chegou no jogo de estreia do Brasil, quando a multidão presente ao estádio soube distinguir perfeitamente o que é nacionalismo real daquele patriotismo forçado pelos políticos que fez o escritor e pensador inglês do século XVIII Samuel Johnson dizer que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.
A presidente Dilma havia mandado que sua imagem não aparecesse no telão do estádio, para não ficar exposta à ira dos torcedores. Mas, num gesto demagógico, colocaram-na no telão ao comemorar o gol de empate do Brasil, ao lado do vice Michel Temer. Foram impiedosamente vaiados.
O torcedor presente ao Itaquerão aplaudiu a bandeira do Brasil sempre que ela surgiu em campo, fosse na cerimônia de abertura ou na entrada dos times, cantou o Hino Nacional à capela num emocionante e espontâneo rasgo de patriotismo, e entoou cânticos populares exaltando o fato de ser brasileiro.
[...]
Essa exacerbação dos sentidos não ajuda a democracia, mas é preciso salientar que esse clima de guerra permanente foi instalado pelo PT, que não sabe fazer política sem radicalização e que precisa de um inimigo para combater. A prática do “nós contra eles” acaba levando a radicalizações como a de quinta-feira. A vaia é um problema da presidente Dilma e do PT.
Quem tem boca vai a Roma. E quem tem cérebro vaia o PT. Tentar tratar a vaia como uma implicância de uma elite sem educação e ingrata é algo tão absurdo, que só mesmo o PT ousaria fazer. Quando o assunto é cretinice, o partido é simplesmente imbatível, e Lula lidera a horda dos cretinos. Essa gente faz muito mal ao Brasil. Até quando?
PS: O que Lula tem a dizer sobre essa cretinice dos militantes petistas, incitados por José Dirceu, que atacaram não verbalmente, mas fisicamente um Mário Covas com câncer?





sexta-feira, 13 de junho de 2014

O coro da torcida mostrou à presidente escondida na tribuna do Itaquerão que os brasileiros já não aceitam ser tratados como otários pelos farsantes no poder






Por Augusto Nunes

A presidente Dilma Rousseff fez o possível para ser ignorada pela multidão presente ao jogo de abertura da Copa do Mundo. Não teve o nome citado pelo serviço de som, não fez uma única declaração e se refugiou na tribuna de honra. Mas o povo resolveu lembrar-se de Dilma.

O vídeo divulgado pelo Instagram de VejaSP mostra que a presidente tinha sonoros motivos para tentar ser esquecida.

PF identifica depósitos feitos por fornecedores da Petrobras em conta de laranja do doleiro Youssef


Boca na botija

ucho.info


Engana-se quem pensa que chegaram ao fim as prisões decorrentes da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. De acordo com as investigações policiais, empresas que têm contratos com a Petrobras fizeram depósitos em contas bancárias abertas na Suíça em nome de um cítrico preposto do doleiro Alberto Youssef, que encontra-se preso em Curitiba. Entre as empresas que fizeram os tais depósitos estão a Sanko Sider e a empreiteira OAS, como provam documentos apreendidos pela PF.

Autoridades suíças bloquearam uma conta com saldo de US$ 5 milhões e que suspeita-se que tenha sido abastecida com dinheiro desviado da petroleira verde-loura. A criminosa lavanderia financeira comandada por Youssef teria movimentado aproximadamente R$ 10 bilhões.

A Sanko Sider é a maior fornecedora de tubos da Petrobras, enquanto a OAS mantém vários contratos com a estatal. Os depósitos foram feitos em contas de empresas sem qualquer tipo de operação e que integram o esquema de Alberto Youssef.

Vale lembrar que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, também preso em Curitiba, passou a prestar consultoria aos fornecedores da petroleira após deixar a empresa. Ele voltou a ser preso, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, por causa da possibilidade iminente de fuga e por manter na Suíça uma dúzia de contas bancárias com saldo total de US$ 23 milhões, montante devidamente bloqueado.

Em depoimento à CPMI da Petrobras, Costa negou que a empresa seja um balcão de negócios ou uma organização criminosa. De igual modo, o ex-dirigente afirmou que na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, não houve superfaturamento. Acontece que o custo inicial da refinaria pernambucana foi estimado em R$ 6 bilhões, mas já consumiu muito mais e a conta final deve chegar a R$ 42 bilhões.

Uma força-tarefa montada integrada pela Polícia Federal, Justiça Federal e Ministério Público, com servidores altamente capacitados e experientes em crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, está debruçada sobre o escândalo que vem tirando o sono de muitos dos frequentadores da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Isso porque Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa são verdadeiros arquivos vivos, assim como também deixaram rastros de suas lambanças.

O ucho.info vem acompanhando os desdobramentos da Operação Lava-Jato e já identificou que novas prisões podem acontecer em breve. Pessoas ligadas a Youssef que ainda não foram incomodadas pela PF estão acuadas e podem soltar o verbo a qualquer momento. A Polícia Federal vem monitorando diuturnamente o segundo escalão do esquema criminoso operado pelo doleiro. Fora isso, o site teve a cesso a informações bombásticas que ainda não foram repassadas às autoridades que investigam o caso.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Dilma na TV: se estivesse tão certa do que diz, falaria na quinta para o povo e não se esconderia na Rede Nacional de Rádio e TV



Na imaginação do lulo-petismo, esta quinta seria o dia da consagração do partido, de Lula e, claro!, de Dilma.

A presidente faria o discurso de abertura, e o estádio explodiria num grito de incontida alegria.

No luminoso do estádio, talvez brilhasse uma inscrição: “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

Afinal, nada mais parecido com a face mais tosca do regime militar do que o lulo-petismo, com os seus sonhos de um capitalismo rigidamente controlado pelo estado, com a substituição da antiga tecnoburocracia pela elite sindical de agora, os “burgueses do capital alheio”.



Por Reinaldo Azevedo

Mas deu tudo errado.

Dilma não vai nem dizer “Boa tarde!”, ou o Itaquerão será inaugurado para o mundo com uma vaia como nunca antes na história “destepaiz”.

A presidente sabe o gosto que isso tem.

Como esquecer a “homenagem” que lhe prestou o estádio Mané Garrincha, em Brasília, na Copa das Confederações?

Impedida de falar por vontade expressa dos brasileiros, a presidente apelou a um instrumento sobre o qual o povo não tem controle nenhum: a Rede Nacional de Rádio e Televisão, onde ela pode dizer o que lhe dá na telha, certamente aplaudida pelos áulicos profissionais.

E Dilma fez, então, o seu discurso inaugural nesta terça, dois dias antes de o Brasil fazer o seu jogo de estreia, o primeiro da Copa do Mundo de 2014, contra a Croácia.

Começou exaltando a índole alegre do nosso povo, as nossas belezas naturais, vocês sabem, aquilo tudo que faz da gente um povo alegre e com samba no pé… Até aí, vá lá. Não se poderia esperar muitas coisa além de uma “Aquarela do Brasil” filtrada pela linguagem da antropologia burocrática. Mas Dilma decidiu ir além e responder a seus críticos. Respondeu aos “pessimistas” e acabou dizendo coisas estranhas aos fatos, que não correspondem à verdade.

Segundo a presidente, esses pessimistas “já saíram perdendo” (a pessoa que redigiu o discurso resolveu abusar da linguagem futebolística) porque suas previsões teriam falhado. E foi enumerado e tentando provar o contrário: “Disseram que não teríamos estádios, que não teríamos aeroportos, que não teríamos energia…”

Pra começo de conversa, ninguém disse que “não teríamos”. Teríamos e temos, mas incompletos, muito distantes do que foi combinado. O atraso na privatização dos aeroportos se deve ao fato de que Dilma governa com dois braços esquerdos, não é? A sua repulsa ao capital privado atraso as privatizações, e boa parte das obras será entregue depois da Copa. Isso é apenas fato, não boato. Praticamente não há estádio que tenha sido entregue conforme o que estava especificado. Alguns estão recebendo o acabamento enquanto escrevo este texto. A maioria das obras de mobilidade — estas, sim, poderiam trazer qualidade de vida à população — ficou no papel.

O que se disse é que haveria atraso: e houve. O que se disse é que não se cumpriria o prometido: e não se cumpriu. Pior: as obras realizadas só seguiram adiante porque se jogou no lixo a Lei de Licitações. A transparência nos gastos a que aludiu a presidente, infelizmente, é falsa. Qual é o controle que tem, por exemplo, o TCU?

A única parte procedente da crítica, mas dita de maneira inverossímil, é a resposta àqueles que sustentam que os gastos da Copa poderiam ter sido investidos no social. Dilma afirmou, e concordo neste particular, que essa conta não procede — e vocês sabem que jamais a endossei aqui. Nunca tive nada contra a ideia de o país realizar a Copa do Mundo. O que cobro — e também em relação à Olimpíada — é competência. O que critico é a megalomania. O que me causa asco é a exploração política vigarista de uma realização que, de fato, é de todo o povo brasileiro.

E, nesse caso, registro, então, que o governo Dilma, com seus atrasos constrangedores, com suas obras não-realizadas, é pior do que os brasileiros. Se estes fossem tão incompetentes como a gestão petista, estariam comendo grana em vez de ganhar a vida de modo digno — a maioria ao menos.

Exploração lamentável!

A fala faz uma exploração lamentável da Copa do Mundo, e tendo a achar que é contraproducente, gerando um efeito contrário ao pretendido. Ficou nítido que, em vez de um discurso de boas-vindas, Dilma estava respondendo a seus críticos, numa posição, convenham, um pouco covarde. E não me refiro à covardia pessoal, mas à covardia do governo. Afinal, os que contestam seus argumentos, numa questão com esse alcance público, não têm uma Rede Nacional de Rádio e Televisão para responder.

Ora, se Dilma está tão certa de tudo o que diz, que o diga, então, na quinta-feira. Que tome o microfone — e sua posição lhe faculta essa licença — e exalte as maravilhas de sua gestão para mais de 60 mil pessoas — e olhem que boa parte desse púbico é composta de convidados.

Se eu fosse conselheiro de Dilma, recomendaria que não apelasse a um instrumento que deveria servir apenas ao trabalho de informação para fazer um discurso que não tem como não soar autoritário. É incrível como os petistas têm errado a mão nessas coisas. E olhem que são especialistas na manipulação da opinião pública. Não que tenham mudado de texto. Continua o mesmo. É que Lula sempre foi um ator bem mais competente do que Dilma.

Ela não é amadora apenas como gestora. Também é bisonha como atriz.

PS – Ah, sim: a presidente disse que seus críticos passaram “o ridículo” (sic) de prever um surto de dengue. Bem, o Brasil passa por um surto de dengue. Sim, é verdade, é o surto de sempre. É que, em países atrasados, com governos atrasados, os surtos se tornam crônicos.


10/06/2014

Congresso reage e dá prazo para Dilma revogar decreto bolivariano


Presidentes da Câmara e do Senado cobraram que o Palácio do Planalto desista da medida; PMDB já anunciou que trabalhará para derrubar o texto

Por Marcela Mattos, de Brasília
Veja.com

PRESSÃO – Partidos dão prazo para Dilma revogar decreto (Reuters)

A mobilização que começou nas bancadas de oposição se espalhou pelos partidos governistas, e o Congresso Nacional decidiu reagir ao Decreto 8.243/2014, assinado pela presidente Dilma Rousseff. A medida institui, numa canetada, a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública e indireta num ataque à democracia representativa.

Pressionados por líderes de partidos, os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediram pessoalmente à presidente, que hoje compareceu ao Congresso para a Convenção Nacional do PMDB, que desista do decreto. Conforme antecipou a coluna Radar on-line, Alves já havia procurado o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) para pedir a revogação do texto.

Alves foi particularmente bombardeado por ter se recusado a colocar em votação um decreto legislativo da oposição para anular os efeitos do decreto de Dilma. Nesta terça, porém, mudou o discurso e vocalizou o sentimento hoje majoritário no Congresso: “Se até amanhã o governo não atender, nós vamos votar a favor da derrubada do decreto”. Segundo aliados, dois fatores pesaram para a mudança de atitude do deputado: a pressão do próprio PMDB contra o decreto e a irritação pessoal com a desistência de última hora de Dilma em participar da inauguração do aeroporto potiguar de São Gonçalo do Amarante. Alves é candidato ao governo do Estado e espera ter Dilma em seu palanque. “Ainda não pautei o projeto para, ao meu estilo, tentar a retirada do decreto”, justificou-se.

Em plenário, Renan também pediu que o Palácio do Planalto recue: "Sempre defendi a ampliação da participação popular, mas não é aconselhável que se recorra a um decreto para tal. Quem representa o povo é o Congresso Nacional e, por este motivo, o ideal – eu falei isso para a presidente e queria repetir aqui – é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que sejam aqui aprimorados, para que possam receber as insubstituíveis colaborações e aprimoramentos dos deputados e dos senadores".

O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse que o partido vai apoiar a derrubada do texto caso Dilma não recue da decisão. Cinco partidos já anunciaram obstrução às votações na Câmara: DEM, PSDB, PPS, PSD e Solidariedade.

Nesta terça-feira, a sessão da Câmara voltou a ser tomada por críticas ao decreto de Dilma. O texto foi classificado de “autoritário” e “ditatorial” por deputados da oposição. “Se a presidente revogar a matéria, será um recuo salutar. É um ato de humildade”, argumentou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).
10.06.2014

Revolucionários e reacionários



Se Sarney é conservador, se defender a volta dos militares é conservadorismo, então fica realmente difícil defendê-lo.

Mas o que é, afinal, o conservadorismo?



Rodrigo Constantino

Ninguém sofre mais preconceito no Brasil do que o conservador. É o grande pária da sociedade, visto como um ser primitivo, reacionário e saudosista. Há muita confusão acerca do que significa o conceito. Se Sarney é conservador, se defender a volta dos militares é conservadorismo, então fica realmente difícil defendê-lo. Mas o que é, afinal, o conservadorismo?

Para responder a essa questão, João Pereira Coutinho escreveu o excelente livro “As ideias conservadoras”, da editora Três Estrelas. Ele resgatou em Edmund Burke, o “pai” do conservadorismo moderno, os principais valores defendidos pelo movimento político conservador. Trata-se de leitura altamente recomendável, capaz de elucidar muitas dúvidas existentes e até compreensíveis, quando se mistura conservadores “de boa estirpe” com reacionários.

Para começo de conversa, o conservadorismo é reativo, ou seja, ele nasce para combater ameaças revolucionárias provenientes de utopias paridas por pensadores que amam a abstrata Humanidade, mas não se importam muito com o próximo. Burke escreveu suas clássicas reflexões justamente para reagir à Revolução Francesa, e fez alertas antes de ela descambar para o sangrento terror de Robespierre.

Ao preferir o familiar ao desconhecido, o testado ao nunca testado, o conservador tende a ser cético com mudanças muito radicais, especialmente aquelas derivadas de utopias, com propostas para uma “solução final” para os complexos problemas da vida em sociedade.

Mas não são apenas os revolucionários que representam uma ameaça. Os reacionários são igualmente perigosos. São “revolucionários do avesso”, que desdenham da mesma forma do presente e sonham com uma utopia, só que existente no passado idealizado e romantizado.

Tanto os revolucionários como os reacionários acreditam em um mundo harmonioso, estático, “onde os homens, porque dotados de uma natureza fixa e inalterável, desejam necessariamente as mesmas coisas”. Ambos demonstram desprezo pela realidade e acabam se mostrando intolerantes, dispostos a meios condenáveis para atingir seu sonho de perfeição.

Isso não quer dizer, naturalmente, que o conservador será contrário a qualquer mudança. Ele apenas adota postura mais prudente, assume conduta mais moderada, respeitando as tradições que sobreviveram aos “testes do tempo”. Ele será favorável a reformas que possam ajudar no processo de evolução continuada da sociedade, mas sempre levando em conta nossas limitações e imperfeições. Isso exige maior cautela e humildade, assim como respeito aos aspectos circunstanciais do momento.

Os “engenheiros sociais”, que pretendem remodelar nossas almas, criar um mundo novo do zero ou regressar a um inexistente, terão no conservadorismo um obstáculo. Tendo o homem um intelecto limitado, o conservador irá alertar para as consequências não planejadas ou intencionais, reforçando sempre aquilo que nós não conhecemos. Prudência é a palavra-chave aqui.

“Um conservador entende que a realidade é sempre mais complexa, e mais diversa, que a simplificação apaziguadora das cartilhas ideológicas”, escreve Coutinho. Alguns valores básicos, ou “primários”, terão de ser sempre respeitados, se quisermos preservar a civilização. Mas, fora isso, deverá haver tolerância e respeito para com a diversidade. Os “progressistas” falam em pluralidade, mas se mostram, na prática, os mais intolerantes com divergências; os conservadores praticam a verdadeira tolerância, dentro dos limites necessários para a sobrevivência da própria civilização e da tolerância.

Respeitar tradições, o legado dos que vieram antes de nós, e também se preocupar em preservar e deixar um legado positivo para os que ainda virão, tudo isso é parte da mentalidade conservadora, que reconhece que somos parte dessa “herança coletiva”. O estadista jamais irá encarar a sociedade como uma tela em branco na qual pode pintar o que lhe aprouver. Terá responsabilidade por saber que fazemos parte de um processo interminável, e que devemos respeito aos mortos e aos que estão para nascer.

Por fim, nem todos os conservadores admiram a “sociedade comercial”, juntando-se aos esquerdistas nos ataques ao capitalismo. Coutinho busca em Thatcher, e no próprio Burke, uma visão alternativa, que reconcilia o conservadorismo com o livre mercado, uma “ordem espontânea” que preserva as liberdades individuais. A defesa conservadora do capitalismo é mais ética do que utilitarista: precisamos respeitar as escolhas dos indivíduos, possíveis apenas em um ambiente de trocas voluntárias.

Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal

10/06/2014

Ibope: Dilma cai para 38%, e Aécio sobe para 22%


A menos de um mês do início da campanha, pesquisa do Ibope mostra queda de Dilma e aumento das chances de a eleição ser resolvida no 2º turno
Dilma Rousseff, Eduardo Campos,
e Aécio Neves

( Reuters e Folhapress e AFP)

Veja.com

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff oscilou negativamente em relação ao último levantamento. No cenário mais provável, que inclui candidaturas de partidos nanicos, a presidente saiu de 37% das intenções de voto em abril para 40% em maio, e agora recuou para 38%. O pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, saiu de 14% em abril para 20% em maio, e agora alcançou seu maior patamar, com 22%. Eduardo Campos (PSB) soma 13% das intenções de voto, ante 11% em maio e 6% em abril.

No mesmo cenário, pastor Everaldo (PSC) manteve 3% das intenções de voto. José Maria (PSTU), Magno Malta (PR) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada. Outros nanicos somam 1%. Brancos e nulos são 13% e indecisos, 7%. No levantamento de maio, brancos e nulos somavam 14% e indecisos, 10%.

A pesquisa foi contratada pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios entre 4 e 7 de junho. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais. O levantamento foi registrado sob o protocolo BR-00154/2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a Agência Estado, o Ibope testou cenários com diferentes vices para Aécio (José Serra, Tasso Jereissati e Aloysio Nunes), além de colocar Marina Silva (PSB) na chapa de Campos e Michel Temer (PMDB) na de Dilma. Marina é a única vice que provoca alterações significativas no panorama. Com seu nome associado ao dela, Campos fica com 17% a 18% das intenções de voto, a depender do cenário. A inclusão de Serra na chapa de Aécio faz com que o tucano marque 23%.

Segundo turno – No cenário comparável com as pesquisas anteriores, os concorrentes de Dilma somam 42%, quatro pontos a mais do que a petista. Isso indica que aumentou a chance de segundo turno. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 40%, e os adversários, 36%.

Em um eventual disputa com Aécio, a vantagem de Dilma caiu de 19 para 9 pontos porcentuais – em menos de um mês, o placar passou de 43% a 24% para 42% a 33%.

No cenário de confronto direto contra Campos, a petista também viu sua vantagem diminuir, de 20 pontos (42% a 22%) para 11 (41% a 30%).

A pesquisa também mostra que aumentou a rejeição à candidatura da presidente: a parcela do eleitorado que afirma que não votaria nela de jeito nenhum subiu de 33% para 38%.
(Com Estadão Conteúdo)

10/06/2014


O medo da trinca informa: Lula, Dilma e Ricardo Teixeira já perderam a Copa




Por Augusto Nunes



Lula verá os jogos da Copa enfurnado em casa. Não dará as caras sequer no Itaquerão, que não existiria sem a intervenção do mais influente torcedor do Corinthians: foi o camelô de empreiteira quem agenciou a entrada no negócio da Construtora Odebrecht e induziu o BNDES a bancar a obra bilionária. Passou anos sonhando com as ovações que ouviria ao irromper nas arenas das 12 subsedes. O medo da vaia o obrigou a descobrir que nada combina mais com futebol que transmissão pela TV e cerveja da geladeira na cozinha.

Ricardo Teixeira verá os jogos da Copa enfurnado em Miami. Andou circulando pelo Rio na semiclandestinidade, mas nem esperou o apito inicial para refugiar-se de novo no suntuoso esconderijo na Flórida. “Ele não quer se expor a manifestações de hostilidade”, confessou um amigo do ex-supercartola que sonhava com o trono da Fifa antes de entrar na lista dos prováveis convocados para a seleção da Interpol.

Dilma Rousseff imaginou que a Copa de 2014 seria a penúltima e mais gloriosa etapa da campanha para um segundo mandato tão inevitável quanto a mudança das estações. No momento, tenta criar coragem para participar da cerimônia de abertura. Mas já avisou que nada no mundo fará com que se arrisque a abrir a boca diante da multidão. Medo de vaia nunca fez bem a cordas vocais.

“Milhões de brasileiros têm sido tratados como se fossem todos patriotas de galinheiro ou otários profissionais”, constatou um trecho do post reproduzido na seção Vale Reprise. Se lhes restasse algum juízo, os embusteiros teriam levado em conta a advertência resumida no título: “A farra bilionária dos vigaristas que forjaram o conto da Copa vai acabar acordando a multidão de lesados”.

Deu no que deu. Ninguém sabe se a Seleção vai ou não ganhar o hexa. O que o pavor da trinca já deixou claro é que Lula, Ricardo Teixeira e Dilma perderam a Copa que nem começou.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Metroviários de SP decidem suspender a greve


Categoria marcou nova assembleia para quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo.

Sindicato quer que governo volte atrás nas demissões

Veja.com

Tropa de choque na estação Ana Rosa do metrô, em 09/06/2014 - Reuters

Os metroviários de São Paulo decidiram suspender a greve por 48 horas. A categoria vai fazer uma nova assembleia na quarta-feira para decidir se volta a trabalhar ou realiza uma paralisação no dia da abertura da Copa do Mundo. "A volta da greve no dia 12 vai depender da decisão do governo sobre a readmissão dos 42 funcionários demitidos. Essa é a nossa nova prioridade", disse Altino dos Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários.

O encontro de cerca de trinta minutos foi tenso. Houve princípio de tumulto entre quem era a favor e contra a continuidade da greve.

A decisão veio depois da reunião de conciliação entre o governo de São Paulo e o Sindicato dos Metroviários terminar sem acordo. "Não há acordo na readmissão de 42 funcionários. A greve já está acabando, 70% do metrô está funcionando", disse o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Pela manhã, o governo paulista havia anunciado que 61 seriam demitidos, mas o secretário corrigiu o número para 42 – sem explicar o motivo.

"Para a categoria, isso é muito caro e difícil. Poderíamos renegociar desde que houvesse a readmissão dos 42", disse o presidente do sindicato, Altino dos Prazeres. Segundo ele, a proposta era que o Metrô abrisse um procedimento interno para apurar a conduta dos grevistas em vez de demiti-los por justa causa.

De acordo com o Metrô, cinquenta das 65 estações abriram nesta segunda-feira.

A greve foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O julgamento concluiu pela autorização do desconto pelos dias parados, além de não assegurar a estabilidade dos grevistas, e multa de 500.000 reais por dia ao sindicato da categoria. O Ministério Público do Trabalho protocolou pedido de execução da multa.

O governo paulista endureceu a resposta aos grevistas, que causam transtornos aos paulistanos pelo quinto dia consecutivo – a paralisação afeta 4 milhões de usuários do metrô diariamente e provoca caos no trânsito. Pela manhã, houve confusão e treze funcionários foram detidos na Estação Ana Rosa – onze são agentes operacionais e dois administrativos. A equipe de VEJA São Paulo acompanhou a confusão, confira no vídeo a seguir:





09.06.2014