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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O fim mundo não chegou e o Pólo Norte não derreteu...

No entanto, o ambientalismo catastrofista vermelho pode “congelar” o Brasil


* POR FRANCISCO VIANNA




Em Montevidéu, cartazes anunciando fim do mundo

Os profetas do derretimento das calotas polares, ártica e antártica, estão passando tão mal quanto o pastor Harold Camping que profetizou o fim do mundo para 21 de maio de 2011, comentou, não sem bastante ironia, em sua coluna na revista “
Forbes”, James M. Taylor, membro sênior da política ambiental do Instituto Heartland.

James M. Taylor, Heartland Institute

Há poucas semanas, o jornal “Palm Beach Post” republicou um artigo escrito, no ano de 1979, por Steven Schneider, um dos mais destacados alarmistas do aquecimento global dos últimos 30 anos. Schneider defendia que o manto de gelo da Antártida ocidental poderia derreter antes do ano 2000 e inundar as costas americanas, atingindo até 25 metros acima do nível do mar
.

Obviamente, nada disso ocorreu e o fim do mundo não aconteceu, ficando pastor entre esconder a sua vergonha e disfarçar o seu desapontamento. Tampouco o gelo do círculo póla ártico derreteu e cidades como Nova York não desapareceram. Mas os alarmistas sequer se ruborizam com essas mancadas e disparates. O caso de Steven Schneider, diz Taylor, foi apenas o mais espetacularmente errado. Houve outros que também tocaram o fundo do poço e chegaram às raias do ridículo.

O especialista do Heartland Institute cita o caso de Mark Serreze, pesquisador do instituto federal americano ‘National Snow and Ice Data Center’. Em junho de 2008 ele anunciou que no verão do ano seguinte o Pólo Norte poderia ficar totalmente sem gelo.

A mídia – comenta Taylor – informou sobre a previsão de Serreze com um frenesi raramente igualado, até mesmo entre os meios mais exaltados pela crendice do ‘aquecimento global’. Os alarmistas do aquecimento global se alinharam em massa para defender a profecia de Serreze. E outros, mais zelosos, acharam que a teoria de Serreze era conservadora demais...

Por exemplo, Peter Wadhams, chefe do Grupo de Física para o Oceano Polar, da Universidade de Cambridge, declarou em 27 de junho de 2008: “As pessoas estão esperando que isso [o derretimento do Ártico] aconteça este ano...

Mas é provável que o Pólo Norte fique sem gelo já neste verão, se é que não acontece antes disso”.

Talvez Wadhams não tenha pensado que, enquanto ele falava, o verão já tinha começado no Hemisfério norte, e que era cronologicamente impossível que o Pólo Norte pudesse derreter “antes”, a menos que os relógios girassem para trás e o tempo se tornasse negativo e de volta ao passado.
 

Mas, estas “mesquinharias” da lógica – invenção de céticos pagos pelo ‘capitalismo imperialista das multinacionais’ – não interessam aos porta-vozes da agonia de Gaia...


O filme "The day after" de Roland Emmerich, explorou o “pânico verde"

Taylor aponta que o Pólo Norte nunca chegou sequer perto de fusão total e que o Oceano Ártico cobria 1,650 milhão de milhas quadradas no fim do mundo ártico de 2008. Em 2010, a massa de gelo ártico teve um aumento de 9,7%, considerado ciclicamente normal para a região.


O pastor Camping ficou aborrecido pelo não cumprimento de sua profecia sobre o fim do mundo, mas agora acha que só errou a data e já fala em 21 de outubro de 2011! Mais recentemente, o desgosto o levou ao hospital. É triste, mas é uma espécie de fanatismo religioso que leva essa gente a vaticinar de forma absurda.

O gesto disparatado parece ser imitado pelos profetas do derretimento do Pólo Norte, diz Taylor. Talvez – observamos nós – fosse mais correto até supor que o pastor imita os ‘apocalípticos climáticos’ que o precederam no terreno da profecia.

Eles agora defendem que a previsão está correta no essencial, mas que o erro ‘é só uma questão de calendário’. E passaram a anunciar que o Ártico vai estar essencialmente livre de gelo até 2020 ou 2030.

David Viner, pesquisador da Universidade de East Anglia (Reino Unido), alegou em 2000 que em poucos anos “as crianças não saberiam mais o que é a neve”, pois o ato de nevar passaria a ser um fenômeno “muito raro e emocionante”.

Hoje, precisamente nesta segunda-feira, neva em Santa Catarina, no Brasil, um país eminentemente tropical. Nisto ele não diferia muito do proeminente alarmista Robert F. Kennedy Jr. em seus anúncios de 2008.



Blefes sobre desmatamento da Amazônia são motivos de charges

Porém, opostamente à expectativa deles, os dois últimos invernos do Hemisfério Norte foram dos mais rigorosos da história. O Pólo Norte fica longe do Brasil e a neve é muito procurada pelo turismo interno no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Por isso o caso impressiona-nos pouco. Mas o que preocupa é a sem-cerimônia com que nossos alarmistas espalham blefes, como os relativos ao desmatamento e ao CO2, tão desprovidos de base real quanto os do derretimento do Pólo Norte ou o do fim das nevadas.


Os blefes diferem na forma, mas não no método. Na prática, visam a uma mesma coisa: impor um dirigismo total que estrangule a propriedade privada e a iniciativa particular produtiva. Ou seja, sob o pretexto do ambientalismo, utilizando slogans de sabor religioso-panteísta, como os da Campanha da Fraternidade 2011 e da “Nova Era” sobre a Mãe Terra e Gaia, fazer o que os acólitos de Marx, da Teologia da Libertação, do MST e de grupos congêneres inspirados pela CNBB não conseguiram.

O futuro do Brasil está em jogo, e hoje a disputa mais em foco é a que gira em torno do futuro Código Florestal. O Leviatã socialista comunista e do dirigismo estatal apenas trocou de cor e aparências.

Don J. Easterbrook, geólogo na Universidade de Washington Ocidental, Bellingham, EUA

O Dr. Don Easterbrook, eminente geólogo e climatologista americano relatou – em consonância com a maioria de seus colegas – recentemente que “uma analise das tendências de aquecimento e arrefecimento ao longo dos últimos 400 anos mostra uma ‘correlação quase exata’ entre todas as alterações climáticas conhecidas do período e a transmissão de energia solar à Terra e, ao mesmo tempo, que não tiveram nenhuma relação com o CO2”. (...)


“É praticamente um fato estrepitoso que estamos diante da perspectiva de cerca de 50 anos de esfriamento global. Ou seja, estamos entrando no que se poderia chamar de uma micro-era glacial”, disse o cientista.


* O DR. FRANCISCO VIANNA É MÉDICO APOSENTADO E ESTUDIOSO DA CENA POLÍTICA E ECONÔMICA NACIONAL E INTERNACIONAL

 27 de junho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

Em velório, políticos dizem que Itamar deixa exemplo de dignidade

Três ex-presidentes foram ao velório de Itamar em Juiz de Fora



Por José Guilherme Camargo

de Juiz de Fora

Especial para Terra

Autoridades que participaram neste domingo do velório do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), na Câmara Municipal de Juiz de Fora (MG), destacaram o exemplo de conduta e dignidade do político e as contribuições dele para a estabilidade econômica nos dois anos em que foi chefe de Estado.

Estiveram na cerimônia os ex-presidentes Fernando Collor de Mello, hoje senador (PTB-AL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Sarney, atual presidente do senado (PMDB-AP), além do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB).


Temer afirmou que foi a Minas Gerais para se despedir de um "grande amigo" e destacou o exemplo de vida pública deixado pelo político.

"O presidente Itamar Franco deixa um grande exemplo de dignidade, de coerência ao logo da vida em matéria administrativa e política.

É um exemplo para todos nós que praticamos a vida pública, especialmente por que ele foi o praticante de um dos atos mais importantes do País, que foi precisamente a estabilidade em relação a inflação".


O vice-presidente também lembrou os atos do político em um momento delicado para o País, que sofria com a superinflação. "Ele teve a coragem de lançar o Plano Real e manteve o Brasil nos trilhos de uma boa economia", disse.

Anastasia destacou o sentimento de pesar da população mineira e de todo o País com a morte de Itamar. "Eu acompanhava o cortejo do aeroporto até a Câmara Municipal e pude acompanhar cenas de patriotismo, bandeiras, várias pessoas chorando, e vi o grande apreço que o povo de Juiz de Fora tem por esse grande líder.

É com grande tristeza que hoje estamos em Juiz de Fora e amanhã em Belo Horizonte para prestar essa homenagem a ele.

E lembrando sempre que Itamar Franco foi um homem, cuja autoridade moral, cuja respeitabilidade tiveram ao longo desses anos todos a serviço de Minas e do Brasil.

Todos nós políticos temos o dever de nos inspirarmos em sua conduta",
afirmou.

Já Henrique Hargreaves, que foi ministro da Casa Civil no governo Itamar Franco, falou de sua relação próxima com o político e da dor da perda do amigo.

"O sentimento é total de perda, porque a minha relação com ele era muito forte. Trabalhamos juntos, fui ministro da Casa Civil dele. Aprendi muito com ele, mesmo na Casa Civil, na Presidência da República, como no governo de Minas.

Todo mundo perde com a morte dele, eu principalmente pela amizade que tinha. Somente o respeito que todos têm por ele já é a prova do legado que ele deixou."


Itamar Franco morreu no sábado, em um hospital de São Paulo após mais de um mês internado para o tratamento de uma leucemia, descoberta em maio. Ele adquiriu uma pneumonia durante a quimioterapia, sofreu um acidente vascular cerebral que o induziu ao coma e não resistiu. Itamar será cremado na segunda-feira, em Minas Gerais.
03 de julho de 2011

A soma e o resto


Tomo de empréstimo o título de um livro de Henri Lefebvre, escritor francês que rompeu com o Partido Comunista em 1958 e publicou as suas razões para tanto nesse livro de 1959

Fernando Henrique Cardoso

O Estado de S.Paulo

Anos mais tarde, em 1967-1968, fui colega de Lefebvre em Nanterre, quando demos início - juntamente com Alain Touraine, Michel Crozier e com o então quase adolescente Manuel Castells - a uma experiência de renovação da velha "Sorbonne", na área das Ciências Humanas.

Sempre gostei do título do livro de Lefebvre e agora, ao escrever estas linhas - sem nenhuma pretensão a devaneios psicanalíticos -, recordo-me também de que Lefebvre tinha uma grande semelhança física com meu pai. Mas o fato é que há momentos para fazer um balanço.

No caso, Lefebvre descontava o que o Partido Comunista lhe tirara ou ele do mesmo e via o que sobrava: a experiência dramática das revelações que Nikita Kruchev fizera dos horrores stalinistas, somadas à invasão da Hungria, provocaram uma remexida crítica na intelectualidade europeia, que não deixou de afetar a brasileira e a mim próprio.


Hoje, ao completar 80 anos de idade, diante do fato inescapável de que o tempo vai passando e às vezes não deixa pedra sobre pedra, eu, que não sou dado a balanços de mim mesmo (nem dos outros), senti certa comichão para ver o que resta a fazer e a soma das coisas que andei fazendo.

Mas não se assuste o leitor: o espaço de uma crônica não dá para arrolar o esforço de oito décadas para tentar construir algo na vida, quanto mais para listar o muito de errado que fiz, que pode superar as pedras que eventualmente tenham ficado em pé. Além do mais, prefiro olhar para a frente a mirar para trás.

Quando algum repórter me pergunta o que acho que ficará de mim na História, costumo dizer, com o realismo de quem é familiarizado com ela, que daqui a cem anos provavelmente nada, talvez um traço dizendo que fui presidente do Brasil de 1995 a 2003.

Quando insistem em que fiz isso ou aquilo, outra vez o meu realismo - não pessimismo nem hipocrisia de modéstia - pondera que, no transcorrer da História, quem sobra nela é visto e revisto pelos pósteros ora de modo positivo, ora negativo, dependendo da atmosfera reinante e da tendência de quem revê os acontecimentos passados.

Portanto, melhor não nos deixarmos embalar pela ilusão de que há pedras que ficam e que serão sempre laudadas. Além do mais, dito com um pouco de ironia, se o julgamento que vale para os homens políticos e mesmo para os intelectuais é o da História, de que serve o que digam de nós depois de mortos?


Pois bem, se é assim, se o que vale é o agora, não tenho palavras para agradecer a tantos, e foram muitos, que se referiram a mim com generosidade neste passado mês de junho. Mesmo sabendo, repito, da efemeridade dos juízos, é bom escutar pessoas próximas, não tão próximas e mesmo distanciadas por divergências procurarem ver mais o lado bom, quando não apenas ele, e expressarem opiniões que me deixaram lisonjeado e, a despeito do meu realismo, quase embalado na ilusão de que fiz mais do que penso ter feito.

Como não posso agradecer a cada um pessoalmente, nem desejo deixar de lado alguém, nem os muitos que me disseram pessoalmente palavras de estímulo ou as registraram por cartas, e-mails ou na web, aproveito esta página de jornal para reiterar que não sei como exprimir o quanto a solidariedade dos contemporâneos me emocionou.

Não me posso queixar da vida. Vivi a maior parte do tempo dias alegres, mesmo que muitas vezes tensos. Assim como senti as perdas que fazem parte de sobreviver. Perdi muita gente próxima ou que admirava a distância nestes 80 anos. Pais, irmãos, mulher, amigos, amigas, companheiros de vida acadêmica e política.


Ainda agora, para que nem tudo fossem rosas, perdi às vésperas de meu aniversário um companheiro de universidade com quem convivi cerca de 50 anos, Juarez Brandão Lopes. E no momento em que escrevo estas linhas veio a notícia da morte de Paulo Renato Souza, companheiro, colaborador, grande ministro da Educação, colega de exílio.

As perdas, para quem está vivo, são relativas. Aprendi a conviver na memória com as pessoas queridas e mesmo com algumas mais distantes com as quais "converso" vez por outra no imaginário para reposicionar o que penso ou digo.

Tomo em conta o que diriam os que não estão mais por aqui, mas deixaram marcas profundas em mim. Na soma, não cabe dúvida, mantive mais amigos que adversários.

Não sinto rancor por ninguém, talvez até por uma característica psicológica, pois esqueço logo as coisas de que não gosto e procuro me lembrar das que gosto e pelas quais tenho apego.

Por fim, para não escrever uma página muito água com açúcar, se me conforta ter tantos amigos e receber deles tanto apoio, e se prezo a amizade acima de quase tudo, devo confessar que, apesar de meu pendor intelectual ser forte, no fundo, sou um Homo politicus.

Herdado de meus pais e de algumas gerações de ancestrais, vivo a vida na tecla do serviço ao público, da polis, e para mim o público hoje não é apenas o brasileiro, mas tem uma dimensão global.

Pode parecer "coisa de velho", mas o fato é que a esta altura da vida estou convencido, sem prejuízo das crenças partidárias e ideológicas, de que cada vez mais, como humanidade, como cidadão e como seres nacionais, simultaneamente, nos estamos aproximando de uma época na qual ou encontramos alguns pontos de convergência, uma estratégia comum para a sobrevivência da vida no planeta e para a melhoria da condição de vida dos mais pobres em cada país, ou haverá riscos efetivos de rupturas no equilíbrio ecológico e no tecido social.

Não é o caso de especificar as questões neste momento. Mas cabe deixar uma palavra de advertência e de otimismo: é difícil buscar caminhos que permitam, em alguns temas, uma marcha em comum, mas não é impossível.

Tentemos.

Vi tanta boa vontade ao redor de mim nestas últimas semanas que a melhor maneira de retribuir é dizendo: espero poder ajudar todos e cada um a sermos mais felizes e dispormos de melhores condições de vida.

Guardarei as armas do interesse pessoal, partidário ou mesmo dos egoísmos nacionais sempre que vislumbrar uma estratégia de convergência que permita dias melhores no futuro.

Com confiança e determinação, eles poderão vir.

SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA


03 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A primeira reunião do Conselho Político do PSDB




A NOSSA MISSÃO

Conselho Político do PSDB



Este é o documento, revisado, que apresentamos na reunião do Conselho Político, na última quarta-feira. Contém uma análise da conjuntura política e econômica do país e do papel da oposição.



Esta foi a primeira reunião do Conselho Político do PSDB, poucos dias depois do aniversário de 80 anos do seu presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso. Ainda que lentamente, vem-se recobrando a razão no debate público.

É mais freqüente hoje do que ontem o reconhecimento de que os oito anos do governo do PSDB, comandados por Fernando Henrique, tiraram o Brasil de algumas situações de atraso crônico; deram cabo da super-inflação; criaram a Rede de Proteção Social; marcaram um formidável avanço nas políticas sociais universais, como na Educação, comandada pelo grande ministro Paulo Renato, que nos deixou, mas deixou uma obra inapagável; ou na Saúde, quando o SUS afirmou-se como instituição fundamental da nossa sociedade; marcaram o compromisso do país com a responsabilidade fiscal e, junto com tantas conquistas, fortaleceram a democracia.

À medida que o tempo passa, não temos dúvida de que a obra de Fernando Henrique e do PSDB se agigantam.


Justamente porque temos este passado, cresce a nossa responsabilidade com o presente e com o futuro.

Porque, de fato, aquele passado é um fato bem vivido: nós criamos alguns marcos do Brasil moderno que, é bem verdade, foram em parte absorvidos ou reciclados por nossos adversários, embora submetidos, muitas vezes, a um administrativismo sem ousadia e sem imaginação, quando não improvisado, ineficiente e patrimonialista.

Não conseguiram herdar do PSDB a capacidade de planejar e de preparar o país para desafios futuros, como fizemos.

Hoje, mais do que ontem, já se reconhece que boa parte das conquistas do país se deve à nossa régua e ao nosso compasso.

Então, temos claro que é preciso avançar. Muita coisa está parada no país; outras tantas funcionam precariamente. Porque faltam ao governo clareza, convicção, propósito e, é forçoso dizer, competência. Feliz o partido que pode homenagear, então, um Fernando Henrique Cardoso e um Paulo Renato.

Um partido vale não apenas pelos quadros que dispõe, mas também por aqueles que homenageia. Isso nos diz que se trata de um partido com passado e com futuro. Para o bem do Brasil.


Desenvolvimento e emprego

A maior necessidade no Brasil nas próximas décadas é criar muitos empregos de boa qualidade, que proporcionem melhor padrão de vida para as famílias, mais acesso a bens materiais e culturais, mais saúde, mais futuro.

Até 2030, mais de 145 milhões de pessoas de pessoas precisarão de postos de trabalho. Para enfrentar esses desafios, é preciso que a economia cresça de forma rápida e sustentada.

Durante o mandato de Lula, graças ao seu talento de animador e à publicidade massiva, criou-se a impressão de que a era do crescimento dinâmico havia voltado para ficar. Impressão, infelizmente, sem fundamento.


A herança maldita

O mais preocupante, em todo caso, não é esse desempenho modesto, mas as travas que o governo Lula legou ao crescimento futuro do país:

1. O perverso tripé macroeconômico: temos a carga tributária mais alta do mundo em desenvolvimento; a maior taxa de juros reais de todo o planeta, ainda em ascensão, e a taxa de câmbio megavalorizada. A isso se soma uma das menores taxas de investimentos governamentais do mundo.

2. O gargalo na infraestrutura: energia, transportes urbanos, portos, aeroportos, estradas, ferrovias, hidrovias e navegação de cabotagem. Um gargalo que impõe custos pesados à atividade econômica e freia as pretensões de um desenvolvimento mais acelerado nos próximos anos.

3. As imensas carências em Saneamento, Saúde e Educação, que seguram a expansão do nosso capital humano.


4. A falta de planejamento e de capacidade executiva no aparato governamental, dominado pelo loteamento político, pela impunidade, quando não premiação, dos que atentam contra a ética, e por duas predominâncias: do interesse político-partidário sobre o interesse público, e das ações publicitário-eleitorais sobre a gestão efetiva das atividades de governo.


Nem convicção nem rapidez

Sem poder reclamar publicamente da herança recebida, o novo governo promete que vai enfrentar os desafios, mas mostra falta de convicção e de rapidez, além de desorientação em matéria de prioridades, cujo símbolo maior é o trem-bala SP/RJ, sem dúvida o projeto de investimento mais alucinado de nossa história, não só pela precariedade técnica e pela inviabilidade econômico-financeira, como também pelo volume de recursos que exigiria.

A falta de convicção apareceu na crise do sistema aeroportuário, onde, depois de anos demonizando as privatizações, o PT e a presidente Dilma concluíram que melhor mesmo é privatizar.

Depois de oito anos e meio, não têm, é claro, projeto algum nessa área, e só a modelagem necessária à licitação das concessões demorará até meados do ano que vem, enquanto o colapso dos aeroportos continuará a martirizar os passageiros.

A falta de rapidez fica visível em face dos quatro anos de atraso das providências para a Copa do Mundo. Assunto no qual, em vez de resolver os problemas, o atual governo optou pelo atropelo, tentando promover mudanças na legislação que transformarão as obras públicas em puros negócios privados, como se os donos do poder fossem os donos do patrimônio e do dinheiro dos contribuintes. Vêm aí super faturamentos, atrasos e outros desperdícios de dinheiro público numa escala inusitada em nossa história.

Como regra, o governo vai atrás, bem atrás, dos acontecimentos e nem assim toma iniciativas efetivas. No ano passado, alegavam que nossas fronteiras — das mais escancaradas do mundo ao contrabando de armas e drogas —eram as mais guarnecidas do planeta.

Isso foi recentemente desmentido por grandes reportagens, e só por essa razão, depois de cortar recursos da vigilância do setor, o governo anunciou um grande plano, de corte puramente publicitário. Como o plano contra o crack, que nunca saiu do papel, e nem é essa a intenção dos responsáveis pela área, que negam a gravidade do problema.

Ou, então o novo “plano” contra a miséria, um mero requentado publicitário do Fome Zero, uma iniciativa que deu certo na propaganda, mas que nunca existiu na realidade.

No meio ambiente, o governo tampouco tem personalidade definida, no seu já clássico zigue-zague. Procura parecer ortodoxamente ambientalista no debate do Código Florestal e é ortodoxamente anti-ambientalista no atropelo para fazer andar a hidrelétrica de Belo Monte.

Radicalizou desnecessariamente nos dois casos, pois havia terreno para entendimento no Congresso Nacional e na sociedade sobre o novo código, e há também como encaminhar a utilização do potencial hidrelétrico de uma maneira ambientalmente e socialmente responsável.

Desindustrialização

No começo do mandato da atual presidente, divulgou-se a chegada de uma novíssima política econômica, em que o crescimento não mais ficaria constrangido pela luta anti-inflacionária.

A inflação seria combatida com crescimento.
O resultado foi a deterioração das expectativas, o pânico diante das ameaças de reindexação e um recuo desorganizado — uma rota de fuga para uma ortodoxia, diga-se, de má qualidade.


O PIB contratado para este ano é medíocre, acompanhado de inflação perigosamente alta.
O governo promete fazê-la convergir para a meta no ano que vem, mas já sinalizou que vai fazer isso prolongando o aperto monetário e o pé no breque do crescimento.

Em resumo: depois das indecisões e vacilações na largada, vão acabar comprometendo pelo menos dois anos — metade do mandato. E, como a âncora exclusiva do ajuste é a cambial, isso causará um estrago ainda maior na indústria brasileira.

O crescimento medíocre produz resultados pobres, principalmente no emprego. Fica escondido o fato de quea maioria das vagas criadas nos últimos anos paga salários menores. Na faixa dos melhores empregos, os mais qualificados, o que se vê é estagnação ou o retrocesso. O desemprego entre os jovens está cada vez mais grave.

Emprego de qualidade depende também de indústria forte. E o binômio perverso juros-câmbio impõe o arrocho e a incerteza à indústria brasileira, que enfrenta dificuldades crescentes para competir no exterior e observa impotente a invasão de produtos estrangeiros a preços que sufocam a produção nacional.

Estamos vivendo, sim, um processo de desindustrialização, como se o modelo agro-minerador pudesse proporcionar, por si só, os 145 milhões de bons empregos de que necessitaremos daqui a menos de 20 anos.


O que existe de atividade mais dinâmica resulta dos investimentos do petróleo(mesmo atrasados, superfaturados e desorganizados), da agricultura e do dinheiro que vem de fora para especular. Na agricultura, porém, o governo ainda insiste em cevar o clima que criminaliza os produtores.

Já o dinheiro externo vem para dançar a ciranda financeira e garantir os maiores rendimentos do mundo.

Uma vez anabolizado, vai embora feliz da vida.
Hoje, a fraqueza das nossas exportações nos torna dependentes do capital que faz uma escala e pode cair fora. Enquanto isso, nossa taxa de investimentos continua cronicamente baixa.

E o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, neste ano, da ordem de 65 bilhões de dólares, será o terceiro ou quarto maior de mundo.


Política Externa: quase más de lomismo

Algo parecido acontece nos direitos humanos. Depois de tentar empurrar o Brasil para uma aliança estratégica com o Irã, cujo governo ditatorial prega um segundo Holocausto contra os judeus, o PT sentiu a rejeição da opinião pública, ensaiou um recuo, passou a dizer que os direitos humanos iriam adquirir centralidade na política externa brasileira.

Mas a coisa ficou só no plano das declarações.

Na prática, o governo do PT apoia o regime da Síria no massacre contra os movimentos a favor da democracia naquele país. Neste capítulo, um momento triste foi quando a presidente deu as costas à Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi, para não melindrar o aliado Mahmoud Ahmadinejad. Parece que a atração do governo petista pelas tiranias segue inabalável.

É a verdade revelada na sua face mais cruel.
O governo do PT é a favor de promover os direitos humanos em países governados por adversários do PT.

Quando se trata de governos amigos do petismo, prefere-se o silêncio diante das violações, dos abusos, dos massacres. Para os amigos, as conquistas da civilização; para os nem tanto, a lei da selva.

Não foi por menos, aliás,que o momento da vergonha veio quando o governo do PT decidiu afrontar a democrática Itália e dar proteção a um assassino comum, Cesare Battisti, só por ele ter amigos no PT.



O papel da oposição

Como oposição, temos o dever de acompanhar, estudar todas as principais questões nacionais a fundo, ver como vivem e sentir o que pensam as pessoas de todo o país, criticar, fiscalizar, cobrar promessas eapontar caminhos.

Sem, no entanto, pretender virar governo no exílio, como reza a tradição tucana, de onde não vencemos a eleição.

A incompetência e o autoritarismo são as marcas deste governo, e o PSDB não renunciará à denúncia desses atos e buscará mobilizar a sociedade brasileira para superar este período difícil.

Outros momentos da história do Brasil mostraram que governos com maiorias acachapantes no Congresso podem ser enfrentados por meio da mobilização social e política da sociedade pela democracia e pelo desenvolvimento.

Essa é a nossa missão e a ela não renunciaremos.


Combatividade e unidade

O texto anterior procura sistematizar a análise da conjuntura política brasileira, que deveria passar a ser rotineiramente (a cada dois meses) debatida em todos os diretórios locais do partido, em todo o Brasil.

Do mesmo modo, cada diretório deve produzir sua carta de conjuntura local, para ser debatida pelos seus militantes e conhecida pelos órgãos superiores do partido.

Temos um mundo de ações a fazer, pelo bem do nosso povo e do nosso país.

Temos adversários políticos e um só possível inimigo: a desunião interna. Para mantê-la afastada, temos de insistir em duas condições.

Em primeiro lugar, a combatividade das nossas direções, em todos os níveis, evitando o esmaecimento dos compromissos políticos e ideológicos dos militantes.

Em segundo lugar, não antecipar as decisões sobre alianças e candidaturas em 2014; neste momento, as nossas tarefas essenciais são de reflexão, combate e reorganização do partido, em todo o Brasil.


29/6/2011

Dominique Strauss-Kahn está solto


Ou:

O tribunal discricionário formado pelo multiculturalismo, pelo racismo às avessas e pelo feminismo cretino



Ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn deixa corte de NY ao lado da mulher; ele foi libertado sem fiança, em foto de Mario Tama, da France Presse

Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI, não está mais em prisão domiciliar.

Foi libertado sem fiança, o que significa que a acusação de tentativa de estupro não se sustenta.

Ele ainda não pode deixar os EUA, seu passaporte continua retido, o processo persiste, mas é evidente que o caso sofreu uma reviravolta.

Há agora o esforço para que ele admita algum crime menor. É preciso tentar salvar minimamente a honra do sistema…

Já abordei no texto desta manhã as circunstâncias em que isso se deu.

Não!

Ele nunca foi nem passou a ser o meu herói.

O que sempre apontei nesse caso foi o despropósito.

O que se passa nos EUA?

“A” diz que “B” tentou estuprá-la, “B” nega, mas isso é o bastante para que seja algemado, preso, exposto à execração pública, obrigado a pagar uma fiança estratosférica para ficar em prisão domiciliar, vigiado por uma tornozeleira?


E a investigação vem só depois?

Ou seja: a investigação nem tinha acontecido, e ele já começava a cumprir a pena?


Sim, há algo de profundamente errado nos EUA nos casos de crimes sexuais: o acusado precisa provar que é inocente; não é quem acusa que precisa apresentar provas de que o outro é culpado.

Basta contar à Polícia e aos promotores uma histórica convincente.

E é aí que esta o busílis: quem for um oprimido de manual sempre será mais convincente do que o “opressor”, também de manual.

No caso, estava tudo dado, não?

Uma camareira negra, imigrante da Guiné e pobre contra um branco europeu, rico e poderoso — pior: com fama de namorador. Era mais do que uma história; era uma emblema: a África colonizada obrigada a fazer “blow job” na Europa colonizadora! Era preciso vingar os oprimidos.

O que se passa nos EUA, afinal, quando se acusa alguém de crime sexual?

“Ah, é culpa do puritanismo!

No fim das contas, o responsável é Calvino!”

Uma ova!

Isso nada tem a ver com puritanismo.

Quem obrigou um inocente — DO CRIME DE ESTUPRO AO MENOS — a cumprir pena antes da investigação foi o politicamente correto.

Isso é o resultado da militância sectária — não a libertária — de feministas, multiculturalistas, racistas às avessas disfarçados de igualitaristas etc.

Criou-se uma cultura!!!


Considera-se impensável que a versão de uma mulher pobre, negra e africana possa ser contestada pela versão de um homem rico, branco e europeu.

A dela, de saída, sempre terá mais credibilidade porque, ao se julgar ao caso em particular, é preciso considerar:

a) a opressão histórica a que foram submetidas as mulheres;

b) a opressão histórica a que foram submetidos os negros;

c) a opressão histórica a que foi submetida a África.

Em suma, que importa que um indivíduo em particular — no caso, Strauss-Kahn — possa ser inocente?

O importante é que vigore o mecanismo de compensações históricas.

Atenção!

Essa cultura também se espalha por aqui e já contaminou até o Supremo.

Há uma grande tentação para não se julgar mais de acordo com a letra da lei; há uma grande tentação para que cada caso em particular seja visto segundo uma ordem mais geral de reparação histórica. Ministros do Supremo hoje dizem sem receio que a lei tem de tratar desigualmente os desiguais.

É a INJUSTIÇA REDENTORA!


ISSO VEM A SER EXATAMENTE O OPOSTO DA JUSTIÇA.

01/07/2011 

Os idiotas perderam a modéstia.


"E nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram."

E citou Nelson Rodrigues:

"Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos.

O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia.

E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento".

Ministro da Defesa, Nelson Jobim, em discurso, ontem, na homenagem ao ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso

O desmonte da farsa intelectual que tentou apagar da história do Brasil o grande governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está só no começo

Já teve início o desmonte da farsa, mas o trabalho é longo!


O desmonte da farsa intelectual que tentou apagar da história do Brasil o grande governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está só no começo.

Será um trabalho, infelizmente, um tanto lento porque a vigarice foi longe e contaminou todas as esferas do debate: a imprensa, o pensamento, as escolas.

O elogio da mentira e da ignorância a serviço da ideologia mais rastaqüera se espalhou como praga. Vigaristas disfarçados de “intelectuais progressistas”, aos quais falta tudo — leitura, vivência e vergonha na cara — procuraram dar alcance acadêmico à sua ignorância ideologicamente orientada.

FHC foi e, felizmente, ainda é um engenheiro de instituições permanentes, que moldaram e moldam a democracia. Com ele, a sociedade passou a disciplinar o estado por meio de instituições e instâncias livres, como o Congresso, a imprensa, as agências reguladoras, o mercado.

Cada avanço, no entanto, grande ou pequeno, teve de enfrentar a fúria bucéfala do petismo, que quer o estado sufocando a sociedade.

Tivessem os petistas vencido a batalha, o país não teria conhecido o Plano Real — votaram contra; a universalização do ensino fundamental — combateram o Fundef; disciplina nas contas públicas — recorreram ao STF contra a Lei de Responsabilidade Fiscal; a rede de assistência social — tachavam os programas hoje chamados de “Bolsa Família” de esmola; a universalização da telefonia e a expansão da economia da informação — combateram a privatização da Telebras; a quase auto-suficiência no petróleo e a chegada ao pré-sal — opuseram-se à quebra do monopólio da Petrobras, que permitiu que se chegasse lá.

No governo, os petistas se aproveitaram, claro!, de cada uma dessas conquistas e tiveram o bom senso de não tentar voltar atrás. Mas também não souberam dar continuidade à grande obra.

A sua relação com o capital privado deixou de ser institucional para ser de compadrio. Exaltando as glórias do estado e satanizando as privatizações, o PT permitiu que a infra-estrutura do país mergulhasse na obsolescência, como evidenciam hoje os nossos aeroportos, portos e estradas.

Não obstante, alguns “escolhidos” do petismo passaram a contar com favores do Estado.

Estão aí hoje os “eleitos” do BNDES.


A estabilidade mundial, o crescimento da China e a valorização brutal das commodities permitiram ao PT o reforço substancial da assistência social e a organização de uma economia fortemente ancorada no consumo interno. Mas não se viu, nesse tempo, uma só avanço institucional.

Ao contrário: o que se tem é regressão ao tempo em que o Estado escolhia os vitoriosos; em que ser amigo do rei era condição para o acesso a empréstimos a juros subsidiados.

No governo FHC, o BNDESPar emprestava dinheiro a empresas que investiam em infraestrutura, e isso era considerado um crime; no governo petista, o mesmo BNDESPar se oferece para financiar fusão de supermercados, e o petismo afirma que isso representa uma revolução nacionalista.

Os vigaristas continuam ativos, como se sabe. Estão em todo canto, muito especialmente na Internet, parte deles financiada com dinheiro estatal — mais uma forma de apropriação do público pelo privado. Aqueles setores da imprensa e do colunismo que ajudaram a construir a farsa petista ainda resistem.

Daqui a pouco, vem 2012, e o Apedeuta, candidato em 2014, subirá em palanques nos quatro cantos do país para reciclar a mesma ladainha de mentiras, de ódio, de ressentimento, de ignorância, tudo aquilo que serviu para o petismo construir uma teoria de poder.

Não por acaso, ele se negou a enviar simples “parabéns” ao antecessor! O Babalorixá espera fazer 80 anos um dia para dizer: “Nunca antes na história destepaiz alguém fez 80 anos como eu!”

Quero dizer com isso que a mistificação vive apenas um momento de trégua; está um tanto recolhida para voltar às ruas em breve.

O desmonte intelectual da farsa petista já teve início, mas haja trabalho!

A máquina de produzir mentiras é rica, poderosa e persistente.

30/06/2011

Fim do mistério


Chávez quebra silêncio em Havana e admite que fez operação para retirada de tumor

Janaína Figueiredo, correspondente
o globo

BUENOS AIRES - Três semanas depois de ter sido operado de urgência em Cuba e em meio a uma usina de rumores sobre sua saúde, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou nesta quinta-feira, em mensagem transmitida por rede nacional de rádio e TV, ter sido operado em Havana para eliminar "um tumor abscedado com presença de células cancerígenas".

Visivelmente abalado por uma doença que fora revelada por meios de comunicação locais mas até agora era negada pelo Palácio Miraflores (o Executivo venezuelano), Chávez assegurou que continuará à frente do governo, apesar de estar em tratamento para "combater as diferentes células encontradas" pelos médicos cubanos.

- Obrigado meu povo, obrigado vida minha, até a vitória sempre. Nós venceremos - assegurou Chávez, que, segundo versões não oficiais, teria emagrecido 12 quilos.

O presidente venezuelano não informou a data em que retornaria ao país, uma das principais incógnitas que continua inquietando aliados e adversários do líder bolivariano.

No próximo dia 5 de julho, a Venezuela comemorará seus 200 anos de independência e o governo está organizando um grande desfile militar que, na eventual ausência de Chávez, será comandado pelo vice-presidente Elias Jauá.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Marta Suplicy: autoritária, debochada, deselegante...!





Você lembra do vídeo 'Democracia ou ditadura do PT?'.

Aconteceu de novo. Assista e preste atenção em 1´21.

Outra evidência da forma autoritária com que a senadora Marta Suplicy preside a Sessão do Senado.

O vídeo é editado. Todo o discurso durou cerca de dez minutos apenas.

A notícia sobre o pronunciamento, você pode ver aqui neste link.

Na carta ao PT carioca, Vladimir Palmeira conta por que decidiu abandonar o partido




Augusto Nunes

Ao Diretório Muncipal do PT-R.J.

Meu caro Alberis,

Venho, por meio desta, me desfilar do PT. Não o faço por divergências políticas fundamentais, embora minha carreira minoritária seja de todos conhecida. Sempre me coloquei mais à esquerda da linha oficial, mas nada que, nas circunstâncias brasileiras, me levasse a deixar o partido.

No entanto, a volta ao partido de Delúbio Soares, justamente expulso no ano de 2005, me impede de continuar nele. Pela questão moral, pela questão política, pela questão orgânica. Pela questão moral porque é evidente que houve corrupção: Não se pode acreditar que um empresário qualquer começasse a distribuir dinheiro grátis para o partido. Exigiria retribuição, em que esfera fosse. O procurador federal alega que são recursos oriundos de empresas públicas, sendo matéria agora do STF. Mas alguma retribuição seria, ou a ordem do sistema capitalista estaria virada pelo avesso.

Pela questão política porque o PT assumiu um compromisso com a sociedade, quando apareceram as denúncias: o compromisso de punir. E sustentamos que punimos. Punição limitada, na opinião dos petistas do Rio de Janeiro, que por seu DR pediram mais dureza, ao mesmo tempo que apontavam o caminho da Constituinte exclusiva para a reforma política imprescindível. Punição limitada, repito, mas efetiva.

Pela questão orgânica, porque o ex-tesoureiro não só agiu ilegalmente com relação à sociedade,mas violou todas as normas de convivência partidária, ao agir à revelia da Executiva Nacional e do Diretório Nacional.

A volta de Delúbio faz com que todos se pareçam iguais e que, absolvendo-o, o DN esteja, de fato, se absolvendo. Ou, mais propriamente, se condenando, ao deixar transparecer que são todos iguais.

Não creio que o sejam.

Já tinha definido que sairia caso o ex-tesoureiro voltasse. Mas, em primeiro lugar, tive que advertir amigos e companheiros mais próximos, sob pena de lhes causar embaraços. Por outro lado, o governo Dilma entrou em crise, em função das acusações contra Palocci. Sanada a crise, comunicados os companheiros, posso, afinal, lhe entregar esta carta.

Mando um abraço para você e para todos os que, dentro do PT, lutam por uma sociedade mais justa.

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011.

Vladimir Palmeira


29/06/2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O balanço do semestre perdido comprova que o governo Dilma é o governo Lula sem serviço de som e sem efeitos especiais

Depois de resolver que a obra mais importante de um presidente da República é eleger o sucessor, Lula dispensou-se de questões administrativas, abandonou o local de trabalho e passou seis meses fazendo um comício por dia.

Ou dois.


POR AUGUSTO NUNES

De 1° de julho a 31 de dezembro de 2010, o palanqueiro ambulante acampou nas cercanias de quadras esportivas já em funcionamento, creches inacabadas e buracos de pedras fundamentais, para induzir a plateia a acreditar que contemplava mais uma etapa da construção do Brasil Maravilha.

Muito barulho por nada, avisa o balanço dos últimos seis meses do governo Lula.

Além da eleição de Dilma Rousseff, não foi concluída nenhuma obra efetivamente importante.

Administrativamente, foi um semestre perdido.

Tão perdido quanto o primeiro semestre do governo Dilma. Mãe do PAC e Madrinha do Pré-Sal, a candidata apresentou-se durante a campanha eleitoral como parteira do país mais que perfeito que Lula concebeu.

Tinha tanta intimidade com a máquina administrativa que os retoques finais no Brasil Maravilha começariam já no dia da posse.

Pura tapeação.

Passados seis meses, continuam nos palanques de 2010 as 500 Unidades de Pronto Atendimento, as 8 mil Unidades Básicas de Saúde, as 800 Praças do PAC, os 2.800 postos de polícia comunitária e as escolas de educação infantil, fora o resto.

A transposição das águas do São Francisco não tem prazo para ficar pronta.

O leilão do trem-bala será adiado pela terceira vez.

Os canteiros de obras da Copa e da Olimpíada estão despovoados.

Há seis anos no Palácio do Planalto, a superexecutiva acaba de descobrir que só a privatização livrará os aeroportos do completo colapso.

A compra dos caças reivindicados pela Aeronáutica ficará para quando Deus quiser.

As fronteiras seguem desprotegidas.

Das 6 mil creches prometidas na campanha, apenas 54 foram entregues.

Menos de 500 casas populares ficaram prontas.

E os flagelados da Região Serrana do Rio não deixarão tão cedo os abrigos onde sobrevivem desde as tempestades de janeiro.

A diferença entre o primeiro semestre da afilhada e o último do padrinho é que o ilusionista teve de deixar o palco em que esgotou o estoque inteiro de truques.

Livres da discurseira atordoante, os brasileiros puderam contemplar a paisagem mais atentamente.

O que estão vendo não rima com o que ouviram durante oito anos. Milhões já sabem que o paraíso só existe no cartório. Descobriram que o governo Dilma é a continuação do governo Lula, mas sem som e sem efeitos especiais.

Disso resulta a sensação de que a coisa conseguiu ficar pior.

Mesmo que sejam ambos bisonhos, a versão falada parecerá sempre melhor que o filme mudo.
29/06/2011



PARAISO DA PATIFARIA


Por Geraldo Almendra

Parlamento mais bem remunerado do mundo, “capitalismo” da corrupção e “Justiça” protetora da burguesia mais sórdida de nossa história.


As manchetes das patifarias, consentidas por uma sociedade que se mostra calhorda nos centros de decisão público-privada, viraram lugar comum para que os otários e imbecis dos contribuintes se deleitem com sua própria covardia ao lerem os conteúdos das notícias âncora de jornais e revistas.

Enquanto a burguesia público-privada se empanturra de dinheiro ganho na formalidade de suas atividades na forma lícita-fascista e, principalmente ilícita, prevaricadora e sem-vergonha, o Parlamento do Paraíso dos Patifes decide reduzir as pensões por morte, aumentar o tempo de contribuição das mulheres e manter o sigilo das obras para as grandes competições esportivas que se aproximam.


É um conjunto de decisões para não fazer inveja a nenhuma máfia passada ou presente no mundo das relações público-privadas.


A nojenta repetição de afirmações de austeridade fiscal se resume em extorsão tributária, transformação do Estado em um incontrolável cabide de emprego do petismo, enriquecimento ilícito da burguesia pública e de seus cúmplices privados, e o suborno de grandes empresários de todos os setores.


Quem está tendo a irresponsabilidade de promover tanta degeneração moral, nada mais é do que Parlamento mais bem remunerado do mundo como já publicamente provado pela TV Globo em uma reportagem recente.


No Brasil está sendo solidificado o capitalismo da corrupção feito com relações espúrias entre grandes empresas, de todos os setores, e o poder público.


Em nenhum país do mundo civilizado uma sociedade aceitaria sigilo dos gastos em obras públicas apenas controladas por organismos de controle interno de um poder público que diariamente nos dá demonstrações de ser “administrado” por covis de bandidos.


A sociedade delegou para o ladrão tomar conta do seu dinheiro sem precisar saber como o mesmo está sendo gasto.


Não existem mais limites para a humilhação da parcela da sociedade que representa os 60% dos que não votaram no PT, no silêncio das urnas criminosas com níveis de abstenção e de votos nulos votos irracional ou inexplicável, melhor dizendo, desonesto diante do covarde silêncio da Justiça Eleitoral, que nunca se preocupou em investigar, com uma auditoria independente, e com seriedade, as denúncias de manipulação das urnas eletrônicas.


As agressões explícitas do comunismo através da mentira do socialismo já não precisam ser formalizadas com regimes de força, pois o poder público já tem o domínio da mais sórdida burguesia público-privada de nossa história, gente calhorda que dispensa formalidades ideológicas para meter os pés e as mãos no dinheiro dos contribuintes de forma ilícita.


A declaração de que foi inocentado, seja pelos tribunais, seja pelos “conselhos de justiça”, cúmplices explícitos da degeneração moral do poder público é, nada mais nada menos, do que nos chamar a todos, de forma redundante, de otários e imbecis.


Assim o fez o senador Mercadante nas suas recentes declarações no Parlamento do Paraíso dos Patifes.


A blindagem explícita de bandidos de todos os matizes feita pelos órgãos de uma Justiça que, durante a Fraude da Abertura Democrática, deixou de merecer esse nome, já se tornou o mais eficiente dos advogados de defesa dos canalhas da corrupção e da prevaricação.


Contudo temos que reconhecer o mérito de sermos sempre tratados como idiotas ou imbecis: é o resultado direto de nossa omissão e de nossa covardia em não reagir na medida certa à transformação do nosso país em um Paraíso de Patifes desgovernado por Covis de Bandidos controlados por Sindicatos de Ladrões.

29/06/2011

Base aliada também critica ação do BNDES sobre Pão de Açúcar




Por Gabriela Guerreiro
Folha Online

Senadores da base de apoio do governo federal criticaram nesta quarta-feira a possibilidade de o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) participar da fusão entre as empresas Pão de Açúcar e Carrefour.

O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que o banco público deveria ajudar empresas do país, não “lojas de varejo” que já têm um alto faturamento.


“Tem que pegar esse aporte de R$ 4 bilhões e injetar em outras empresas. O BNDES já financiou grupo frigorífico quebrado. O Brasil não precisa disso, o consumidor não precisa disso”, afirmou.

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), presidente da comissão de Agricultura do Senado, disse que o banco deveria ter como função atuar no desenvolvimento do país. “O BNDES precisa atuar no aumento da industrialização, no aumento da produção. Vamos aguardar a posição do banco, mas isso me preocupa bastante.”

A oposição fez duras críticas à possibilidade do banco participar da fusão e já fala em CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o banco.



“O BNDES já está merecendo uma CPI, vem jogando dinheiro público fora. É um banco que só favorece os grandes”, disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que o BNDES deve retirar o “S” de sua sigla por ter deixado de atuar como um banco social.

“O que há é um banco privilegiando mega empresários no país com recursos públicos.

O governo já transferiu cerca de R$ 260 bilhões do Tesouro da União para o BNDES, subsidiando juros que privilegiam apenas os mais próximos do poder.

Ou seja: estabelecendo uma distinção entre empresário de primeira e segunda classe.”


Os oposicionistas tentam derrubar no plenário do Senado a medida provisória que autoriza a União a conceder crédito de R$ 55 bilhões ao BNDES para aumentar sua capacidade de financiamento.

Senadores da oposição argumentam que o dinheiro vai permitir que o banco participe de fusões como a do Pão de Açúcar com o Carrefour.

“Vamos tentar, apesar do governo ter maioria”, disse Demóstenes.

Em defesa da fusão, o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) disse que não há dinheiro público se o banco decidir subsidiar a fusão.

“É uma operação de mercado, sem recursos públicos ou subsidiados. Se for aprovada pelo BNDES, será operação de mercado que vai ajudar a melhorar a posição de empresas nacionais no jogo internacional.”



29/06/2011

Serra diz que até as paredes sabem do envolvimento de Mercadante no escândalo dos aloprados



Os tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes em Brasília, para oa reunião do PSDB no Senado em foto de Andre Coelho

Serra diz que até as paredes sabem do envolvimento de Mercadante no escândalo dos aloprados


BRASILIA - O ex-governador paulista José Serra (PSDB) afirmou nesta quarta-feira que até as paredes sabem do envolvimento do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na montagem de um dossiê com o objetivo de prejudicar o tucano na eleição para o governo de São Paulo em 2006, o chamado escândalo dos aloprados.

Serra citou a entrevista do petista Expedito Veloso à revista "Veja", acusando o ministro de ser um dos mentores do dossiê, adquirido por R$ 1,7 milhão em 2006. Veloso ocupa atualmente um cargo no governo do Distrito Federal.

- Passaram cinco anos que R$ 1,7 milhão foram apreendidos e até hoje não se sabe a origem (do dinheiro).

O processo coordenado pelo então candidato ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, isso tudo mundo sabe, inclusive as paredes.

E agora não só as paredes como um próprio integrante eminente do PT deu uma entrevista.

Está gravada, está disponível para o público, falando desse envolvimento do atual ministro de Ciência e Tecnologia - disse Serra, que se encontra em Brasília para presidir a primeira reunião do Conselho Político criado pelo PSDB para acomodá-lo na estrutura de direção do partido.

Oposição obtém acordo e Mercadante falará à Câmara

Convite ao ministro será aprovado na quarta-feira, na Comissão de Fiscalização e Controle.

Governo cedeu para evitar a repetição dos erros do caso Palocci

Por Gabriel Castro

Mercadante: mais uma chance para se explicar
(Mario Rodrigues)

Depois da derrubada de um requerimento de convocação do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a oposição conseguiu um acordo com a base aliada: na próxima quarta-feira, a mesma comissão vai aprovar um convite (e não mais uma convocação) para que Mercadante compareça e fale sobre o Dossiê dos Aloprados.

PT e PMDB se comprometeram a votar pela aprovação do pedido. Mercadante deve, assim, falar à Câmara sobre o caso.

"Está acordado. Nós aprovaremos o convite", diz o líder tucano na Casa, Duarte Nogueira (SP).

De um lado, a oposição sai vitoriosa porque consegue levar o petista à Câmara, o que dificilmente conseguiria fazer em uma disputa no voto.


De outro, o governo evita o desgaste de ter um ministro obrigado a dar explicações ao Congresso e tenta dar ao episódio o aspecto de uma prestação de contas voluntária de Mercadante.

Ainda havia dois requerimentos de convocação do ministro aguardando votação, nas comissões de Segurança Pública e de Ciência e Tecnologia.

Com o acordo, o PSDB aceitou retirar os pedidos.

O acerto mostra o temor do governo de que o caso tivesse o mesmo desfecho que levou à queda de Antonio Palocci: blindado pela base aliada, o então braço-direito de Dilma Rousseff se recusou a comparecer ao Congresso e foi vítima do próprio silêncio.
Leia mais aqui.