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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dossiê dos aloprados: Mercadante sai em defesa de Ideli

Utilizando-se da clássica defesa petista, o ministro afirma que a revelação do envolvimento de Ideli no escândalo é 'tentativa de atingir o governo Dilma'


A nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti
(Antonio Cruz/ABr)

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, já deu início ao movimento para tentar livrar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, das investigações a respeito do envolvimento dela no escândalo do Dossiê dos Aloprados.

Mercadante foi o principal mentor da fabricação de um falso dossiê contra o tucano José Serra, em 2006.

Em sua edição desta semana, VEJA revela que Ideli também esteve envolvida no caso, participando das negociações para a compra do falso dossiê.

Em entrevista ao jornal O Globo, Mercadante saiu em defesa da colega, utilizando-se da tradicional argumentação petista: tudo não passa de uma tentativa de atingir a nova ministra e o governo Dilma Rousseff.

Como mostra reportagem de VEJA, Ideli participou de uma reunião, em 4 de setembro de 2006, na qual ficou incumbida da tarefa de divulgar o falso dossiê contra Serra. Participaram do encontro, além de Ideli e Mercadante, o sindicalista Osvaldo Bargas, o petista Expedito Veloso – responsável por revelar o envolvimento do ministro na fraude –, e o ex-chefe de inteligência da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o catarinense Jorge Lorenzetti.

Mercadante admitiu a participação de Ideli nessa reunião – mas negou que Lorenzetti – que chegou a ter a prisão decretada por envolvimento no caso – tenha participado do encontro.

“O Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete.

E qual a razão para citar o Lorenzetti?

Por que construíram essa mentira?

Para tentar colocar a Ideli.

Como Lorenzetti era de Santa Catarina, e como Ideli acabou de virar ministra, é uma forma de tentar envolver o governo Dilma que não tem nenhuma relação com esse episódio”.

Na versão do ministro, a reunião teria servido para que Bargas e Veloso o alertassem que um depoimento no Conselho de Ética do Senado poderia envolver seu nome no escândalo da máfia dos sanguessugas.

Mercadante afirmou que decidiu, então, conversar com Ideli para perguntar se deveria rebater as acusações também no Conselho de Ética – e ela afirmou-lhe que não.


QUEBRANDO A BANCA



Da série “Capa da ‘Playboy’ que gostaríamos de ver por aí”…
Do Kibe Loco

27 de junho de 2011


Rumor de que Chávez trata um câncer acirra divisão política na Venezuela


Políticos governistas desmentem a informação e dizem que presidente voltará ao país em poucos dias

CARACAS - A discussão sobre o real estado de saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está internado em Cuba desde o dia 10, ganhou novos contornos ontem, com a publicação pelo jornal venezuelano El Universal de que o líder teria câncer de próstata.




Efe
Visita. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu o líder cubano Fidel Castro no hospital no dia 17, em Havana

No artigo intitulado Verdades da enfermidade de Chávez, o jornalista Nelson Bocaranda Sardi, conhecido opositor do regime, escreveu que o líder teve a doença diagnosticada durante visita a Havana e continuou na ilha para iniciar seu tratamento.

Os chavistas, porém, rebateram a afirmação do jornalista. Segundo o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Fernando Soto Rojas, o presidente não tem câncer. "Eu seria o primeiro a informar ao país (sobre a doença)", afirmou.

Em sua coluna, uma das mais lidas da Venezuela, Bocaranda descreveu que uma tontura repentina, "quando estava conversando com Fidel (Castro)" foi a causa da cirurgia de retirada de um abscesso pélvico anteriormente divulgada pelo governo de Caracas.

O texto afirma que, nesse primeiro momento, o presidente foi atendido por um médico espanhol que trata de Fidel.

"Uma tomografia revelou um dano maior em sua próstata e se determinou, após a operação do abscesso, que uma extirpação deveria ser feita."

Segundo Bocaranda, um "urologista caraquenho (...) dirigiu por vídeo a cirurgia prostática com (o uso de) um robô" controlado pelo médico espanhol.

Segundo Bocaranda, um imunologista venezuelano que atua em Miami e em Boston, nos EUA, "foi levado a Havana para realizar os cortes para a biópsia por congelamento".

O exame teria sido realizado em um centro de análises americano, onde o câncer foi descoberto e especialistas determinaram "que se devia começar o tratamento de imediato".
"Radiação e bloqueio hormonal começaram a ser aplicados", afirmou o jornalista, que disse ter informações contraditórias sobre quais foram exatamente os procedimentos aplicados em Chávez.

"Minhas fontes cubanas me assinalam que (o presidente venezuelano) fará uma rápida aparição pública antes de voltar a Caracas"
, disse Bocaranda, acrescentando que o líder deve estar de volta à Venezuela na quinta-feira.

No sábado, o diário americano El Nuevo Herald, de Miami, havia afirmado que o estado de saúde do presidente venezuelano é "crítico". Em sua página no Twitter, porém, Bocaranda disse ontem que "o presidente Chávez já está de pé. Acelera seu regresso após a recuperação. Volta com todos os seus familiares antes do (dia) 30".

Bocaranda afirmou que o Hospital Militar Carlos Arvelo, em Caracas, acelerou uma reforma na área presidencial para receber o líder esta semana. 




A intenção de Chávez seria voltar a tempo para a Cúpula da América Latina e do Caribe sobre integração e desenvolvimento (Calc) e os desfiles militares que marcarão os 200 anos da independência venezuelana, no dia 5.

Segundo o texto de Bocaranda, as informações divulgadas pelo governo de Caracas sobre telefonemas que Chávez teria realizado a vários de seu ministros durante sua internação eram falsas "em sua maioria".

"Só o vice-presidente, não juramentado como presidente, Elías Jaua, e o chanceler, Nicolás Maduro, falaram (com Chávez) em oportunidades contadas". O jornalista disse ter preservado os nomes dos médicos com quem obteve essas informações para evitar que eles sejam perseguidos.

De acordo com o artigo, quatro filhos, uma ex-mulher, a mãe e um irmão do presidente o acompanharam "em diferentes momentos de sua recuperação no centro de saúde cubano".

Pelo Twitter, Chávez agradeceu no sábado a companhia de sua filha Rosinés e três netos. "Ah, que felicidade ganhar esse banho de amor!"

Ao vivo na TV, a mãe do líder venezuelano, Elena Frías de Chávez, desejou saúde para ele ontem. "Uma saudação e a bênção para meu filho querido. Que o poder de Deus o cure rápido e o traga para mim", afirmou, após um encontro do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Religiosos realizaram ontem diversos rituais cristãos e indígenas pedindo a melhora de Chávez.

EFE e AFP




PONTOS-CHAVE


Saúde afetou a rotina de líder venezuelano

Problema ortopédico
Em maio, um problema no joelho fez com que Hugo Chávez cancelasse uma visita à presidente
Dilma Rousseff, com quem se encontrou no mês seguinte

Viagem
Chávez deixou a Venezuela no dia 5 e, pouco depois de o presidente chegar a Cuba, seu governo anunciou a cirurgia para a retirada de um abscesso Polêmica
A oposição critica a ausência de Chávez.
O vice-presidente Elías Jaua diz que, mesmo internado, o líder continua comandando o governo

27 de junho de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

A competência generosa

Artigo de José Serra sobre o ex-ministro Paulo Renato Souza,
morto na noite de sábado aos 65


Por José Serra
Estadão

“Zé, vou te dizer uma coisa: poucas vezes estive tão bem, tão feliz, como agora.” Ouvi isso do Paulo Renato num momento do balanço de vida que fizemos na noite do domingo passado, no seu apartamento.

O pretexto do encontro foi a reativação do Instituto Social-Democrata, que ele presidia. Mas esse tema exigiu pouco das três ou quatro horas em que lá estive.

Ele acabara de voltar de um hospital de Porto Alegre, onde fora acompanhar a mãe, que tinha sofrido uma cirurgia. O relato da viagem deu lugar a uma conversa descontraída, sem agenda, de amigos antigos e profundos, com um pouco sobre tudo — o estado das artes de cada um de nós, a situação dos filhos, episódios comuns do passado, pessoas que desapareceram prematuramente e até a saúde pessoal dele.

Ali estava o Paulo, fisicamente bem disposto, animado com o novo trabalho e, naquela altura da vida, sem amarguras ou ressentimentos, satisfeito com o que fizera pela educação no Brasil e em São Paulo, entusiasmado com a visita da sua filha mais jovem, que mora no México, com seus dois netos, mostrando-me até o quarto que tinha preparado para hospedá-los.

Aliás, ele sempre foi um pai atento e carinhoso para seus três filhos.

Uma das virtudes do Paulo Renato sempre foi o espírito prático – estudar bem os assuntos, avaliar, fazer acontecer. Mostrou isso como aluno no curso de pós-graduação de economia da Universidade do Chile, funcionário qualificado da OIT na área de políticas de emprego, professor universitário, membro da equipe da Secretaria de Planejamento, secretário de Estado, Reitor da Unicamp, gerente de operações do Banco Interamericano de Desenvolvimento e coordenador do programa de governo do candidato Fernando Henrique Cardoso na campanha eleitoral de 1994.

Atuou da mesma maneira no MEC, na Secretaria da Educação em São Paulo e como deputado federal na última legislatura.

Ele tinha enorme capacidade para aprender questões novas para organizar propostas ou decisões. Lembro-me de dois exemplos menores, mas muito ilustrativos. Professor da Unicamp num certo período, coordenou pesquisas para a Coalbra, empresa federal presidida pelo Sérgio Motta, ainda no governo Figueiredo, em plena crise do petróleo, destinada a implantar fábricas de extração do álcool da madeira no Brasil!

Num projeto sobre Reforma Tributária, começo dos oitenta, organizado por mim no Cebrap, coube ao Paulo uma das partes mais difíceis: diretrizes para distribuir 20% do então ICM entre municípios de um Estado, fora dos critérios do valor adicionado por cada um deles.

Ele não era versado em sistema tributário, muito menos no tema que lhe coube: pouco conhecido, difícil, importante, mas chato. Em pouco tempo, porém, conseguiu sintetizar o assunto e fazer uma proposta engenhosa.

Paulo Renato foi o segundo ministro da Educação mais longevo de nossa história – durantes os oito anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso —, ficando atrás apenas de Gustavo Capanema, durante a ditadura do Estado Novo.

Sua gestão fez enorme diferença para a educação brasileira. Ele conseguiu aprovar a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação e abriu o caminho para as grandes avaliações sobre a situação do nosso sistema de ensino, criando o ENEM e o SAEB, inicialmente tão hostilizados pelas corporações mais partidárias (e reacionárias) da área educacional.
Com sua equipe, Paulo Renato concebeu e implantou o Fundef — marco do reforço da educação básica no Brasil, e contra o qual votaram as bancadas do PT da Câmara e no Senado. O fundo levou mais recursos e descentralização para o ensino fundamental e associou-se a uma das fases de maior expansão do número de crianças na escola, que chegou no limiar dos 100% — ou seja, à universalização do ensino básico.

Foram dele, também, o estabelecimento dos Parâmetros Curriculares Nacionais, o primeiro programa de disseminação massiva do Ensino Técnico no Brasil e a criação do programa Bolsa-Escola, que, junto com a Bolsa Alimentação e outros programas do período, deram lugar ao Bolsa Família.

Note-se que o Bolsa- Escola partiu do zero e avalie-se, então, o tamanho da competência dos seus gestores iniciais, que o implantaram, com o ministro Paulo Renato à frente.

No seu segundo período como secretário da Educação em São Paulo — tinha sido secretário também do Franco Montoro —, entre 2009 e 2010, quando fui governador, Paulo Renato construiu os pilares das reformas mais profundas em nível estadual já feitas no Brasil nas últimas décadas – iniciadas, diga-se, antes de ele assumir a secretaria por pessoas de sua equipe no ministério, como a Maria Helena Castro.

Entre muitas outras coisas, foi introduzido o mérito – avaliado individualmente e por meio de resultados — como fator relevante de promoção e remuneração.

Foi consolidado o programa Ler e Escrever (incluindo a elaboração de material didático para alunos e professores) e criada a Escola do Professor, que ministra quatro meses de cursos posteriores à aprovação de candidatos nos concursos do magistério, a fim de aprimorar suas condições pedagógicas.

Na secretaria, Paulo mostrou mais uma vez quatro outros atributos que marcaram sua vida pública: saber juntar gente preparada para acompanhá-lo; não temer dar-lhes oportunidades de realização e prestígio; manter-se calmo em momentos difíceis e ter coragem de impulsionar mudanças complexas e fundamentais, correndo riscos e enfrentando interesses.

Não se creia que era politicamente inábil.
Ao contrário, sabia persuadir e negociar com adversários, até em razão de sua atitude de respeito aos outros, paciência infinita e personalidade cordial, sem falar do seu espírito prático.

Oitenta por cento das tensões havidas na área educacional durante essa fase das reformas deveram-se a motivações puramente eleitorais, em face da sucessão presidencial e estadual.

No encontro de domingo à noite, evocando sua passagem pelo Institute for Advanced Study de Princeton, onde eu morava e trabalhava, durante todo o verão de 1977, Paulo lembrou da motivação original da viagem: operar os olhos de dois de seus três filhos, feridos pela explosão de um artefato deixado num lugar descampado pelo militares que promoveram o golpe de 1973 no Chile, em alguma de suas ações de controle de território ou pura repressão.
Num passeio campestre de toda a família, em 1975, ocorreu a tragédia, por sorte sem consequências graves no longo prazo.

Eu sugeri que ele escrevesse sobre esse período (e outros) de sua vida e relatasse, do seu ângulo, a experiência que viveu no Chile do general Pinochet, incluindo suas ações de solidariedade aos perseguidos na época, como eu próprio.

Ele respondeu que seria até prazeroso fazê-lo, que já tinha até pensado em anotar fatos e ideias. Quis a fatalidade que isso agora fique por conta dos seus amigos. O relato de uma vida que fez tanto bem ao nosso povo.

26 de junho de 2011

Chávez trava uma 'grande batalha por sua saúde', diz chanceler da Venezuela

Segundo Nicolás Madura, Chávez, que permanece hospitalizado, se mantém informado sobre tudo o que ocorre no país

Estadão Online

O chanceler da Venezuela, Nicolás Madura, confirmou em entrevista ao canal estatal do país que Hugo Chávez trava uma "grande batalha por sua saúde", afirmou neste sábado, 25, o jornal peruano 'El Comercio'.

O presidente venezuelano está internado há duas semanas em Cuba e poucas informações foram divulgadas sobre a cirurgia a que foi submetido, devido a um edema em sua pelve.

"A batalha que o presidente Chávez está enfrentando por sua saúde deve ser uma batalha de todos, uma batalha pela vida, pelo futuro imediato de nossa pátria. Isso é o que podemos transmitir a todos os nossos compatriotas", disse Madura.

O chanceler disse que acompanhará o presidente venezuelano em sua batalha e que "a grande vitória" sobre a doença será de todo o povo. Madura disse ainda que Chávez, mesmo hospitalizado, continua no comando do governo e se mantém informado sobre tudo o que ocorre na Venezuela. "O que nos resta é ficar ao lado do presidente".

Neste sábado, o jornal 'El Nuevo Herald', de Miami, publicou que o estado de saúde de Hugo Chávez é considerado crítico. Chegou a ser divulgado que o presidente venezuelano estaria com câncer de próstata, mas a informação não pôde ser confirmada pelas fontes do jornal. Elas disseram apenas que o estado é "crítico, complicado" e que a filha de Chávez, Rosinés, e sua mãe, Marisabel Rodríguez, saíram da Venezuela "às pressas" há dois dias, em direção a Cuba, em um avião da força aérea venezuelana.

O ministros das comunicações da Venezuela, Andrés Izarra, no entanto, negou a informação por meio de sua conta no Twitter (@IzarraDeVerdad). "O comantante está se recuperando bem de sua operação".

Já o secretário executivo da aliança opositora, Ramón Guillermo Aveledo, afirmou que a "falta de transparência e o nervosismo oficial" são os fatores que geram os rumores. "Os governos democráticos oferecem informações médicas, enquanto outros apenas fotos", disse o porta-voz do partido Mesa de la Unidad Democrática (MUD) em comunicado em que deseja uma rápida recuperação para o presidente.

Uma fonte ligada aos serviços de inteligência militar venezuelanos, em Caracas, disse nesta sexta ao Estado, por telefone, que não há no Exército, por enquanto, nenhuma movimentação significativa que aponte para complicações irreversíveis do quadro clínico de Chávez. Os quartéis, no entanto, acompanham com atenção a recuperação do presidente.

A oposição venezuelana, por seu lado, tem criticado Chávez em razão de sua recusa de passar os poderes para Jaua durante o período de recuperação.

25 de junho de 2011

IDELI, A ALOPRADA, TEM DE IR PARA A RUA, JUNTO COM MERCADANTE!


Ideli Salvatti, a ministra das relações nada institucionais:

"Quem? Eeeuuu???"



Todos já sabiam que Ideli Salvatti não reunia condições, digamos assim, intelectuais de ser a coordenadora política do governo.

Sua inteligência política sempre foi correspondente à sua elegância em plenário, ao tempo em que funcionava como pit bull do lulismo para as tarefas mais escabrosas: melar a CPI do mensalão, defender José Sarney, alinhar-se com Renan Calheiros…


Era passar a missão, e Ideli executava.

Muito bem!

A VEJA desta semana traz uma revelação escabrosa:


ELA PARTICIPOU, COMO SENADORA E LÍDER DO PT, DE UMA REUNIÃO COM O ALTO COMANDO DOS ALOPRADOS NO GABINETE DE ALOIZIO MERCADANTE E FOI A PRIMEIRA A MOBILIZAR A IMPRENSA PARA FAZER A “DENÚNCIA”. MAIS: MANIPULOU OS DOCUMENTOS FALSOS DO CRIME.

Aconteceu no dia 4 de fevereiro de 2006, 11 dias antes de estourar o imbróglio.

Lá estavam, além dos atuais ministros, Expedito Veloso, Osvaldo Bargas e Jorge Lorenzetti.

Leiam trecho da reportagem de Hugo Marques e Gustavo Ribeiro:

(…)

Logo depois do encontro, do gabinete da senadora foi iniciada a preparação do que deveria ser a etapa derradeira do plano - a publicação do falso dossiê.

As negociações do PT com os empresários que atuariam na farsa já estavam acertadas.

Os criminosos queriam 20 milhões de reais pelo serviço, mas acabaram aceitando o valor de 1,7 milhão de reais oferecido pelo partido, dinheiro que Mercadante se comprometeu a conseguir com a ajuda do ex-governador Orestes Quércia, segundo as revelações de um dos participantes da reunião, o bancário Expedito Veloso.

Na reunião, os cinco - Mercadante, Ideli, Expedito. Lorenzetti e Bargas - manusearam uma lista com números de cheques e fotos de um empresário já falecido que, na montagem da história, seria apresentado como elo da quadrilha com os tucanos.

Uma cópia do material foi deixada com a senadora.

E ela deu início ao que deveria ser a apoteose do trabalho: procurou jornalistas interessados em divulgar o conteúdo, exibiu os papéis e disse que aquilo era apenas uma pequena amostra da munição que o PT tinha para fulminar os tucanos.

Ela conhecia todos os detalhes do dossiê e deixou sua assessoria à disposição para ajudar no trabalho de divulgação.

A senadora, aliás, não escondia os motivos de seu empenho: as revelações, segundo ela, atingiriam Serra e beneficiariam o PT na eleição em São Paulo, mas também repercutiriam na disputa presidencial em favor da reeleição do presidente Lula.


(…)


Voltei


É uma pessoa capaz de se envolver em tal sujeira que foi parar na coordenação política de Dilma Rousseff.

Sempre que Ideli estiver diante de um interlocutor da oposição ou da base do governo, o outro há de se lembrar dos seus feitos notáveis e lhe dispensar a credibilidade que ela merece. A piada é que seu ministério é o das “Relações Institucionais”.


Leiam a integra da reportagem da revista. E não se esqueçam: Ideli quer como seu braço direito, como o segundo do ministério, ninguém menos do que Carlos Abicalil, candidato derrotado ao Senado por Mato Grosso.

A idéia original foi dele.

Ele já havia empregado, com sucesso, o mesmo método contra um adversário tucano, Antero Paes de Barros, e até contra Serys Slhessarenko, sua colega de PT.


A ser assim, o Ministério das Reações Institucionais vai ser uma espécie de derivação do ADA, aquela organização criminosa conhecida como “Amigos dos Amigos”.


Texto publicado originalmente às 19h05 deste sábado


RECEITA PARA BANDIDO




Para um bandido procurado em outros países receber asilo no Brasil:

1- Entre com Passaporte falso.

2- Mostre que tem preferência pelo Comunismo!

3- Procure emprego em cidades onde o PT comanda.

4- Imediatamente fique amigo de um deles. Mas tem de ser rápido.

5- Monte uma historinha que é perseguido no seu país de origem, mesmo que seja um bandido comum porque para eles não existe diferença.

6- Faça qualquer serviço para um petista e o adule bastante. Eles adoram ser bajulados.

7- Diga que é escritor. Faça alguns rabiscos e de vez em quando dê para o mais ingênuo deles ler. Eles não conseguem interpretar textos e repassarão aos outros que você é um grande escritor. Aí você já está com meio caminho andado.

8- Manifeste vontade de conhecer os chefões do PT, principalmente aqueles que um dia foram presos. Eles amam ex-presidiários por pura empatia.

9- Quando estiver com eles não se esqueça de chorar ao contar sua história. Nunca vi gente de coração tão mole!

10-Faça servicinhos de graça para os chefões, como carregar malas cheia de dinheiro para pagar falsos dossiês. Você ficará para sempre no coração deles.

11-Não os entregue jamais, porque pela lei do silêncio eles farão tudo por você.

12-Se um dia você for preso e por acaso seguiu todos os itens acima, seus novos amigos irão contra tudo e todos para te defender, até rasgar a Constituição Brasileira. Darão um jeito junto aos "juízes" para que você não seja extraditado e receba o visto de cidadão brasileiro.

Ahhh, ia me esquecendo! Se você mostrar que odeia os Imperialista Norte americanos ainda pode receber um emprego garantido no Governo Federal!

Ou quem sabe você faça um livro. Mesmo que seja de péssima qualidade e a sociedade brasileira se recusar a comprá-lo, eles darão um jeito do Ministério da Educação distribuí-lo na rede pública! Sem dinheiro para viver com certeza você não ficará.

Eles são eternamente gratos aos seus.

Beatriz Campos
beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Governo planeja concessão de 45 portos




Processo começará com a licitação de um novo terminal em Manaus, onde a situação portuária é considerada crítica

Renata Veríssimo e Célia Froufe
O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - Iniciado o processo de privatização dos aeroportos, o governo prepara, agora, as diretrizes para transferir ao setor privado a construção de novos portos marítimos no Brasil.


Com base na infraestrutura local e na demanda projetada de carga, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já identificou 45 áreas consideradas prioritárias para o recebimento de investimentos privados. O processo começará com a licitação de um novo terminal em Manaus, onde a situação portuária é considerada crítica.

O novo modelo tem uma filosofia de gestão diferente da que vigora atualmente nos portos brasileiros. Embora toda a operação dos terminais já tenha sido privatizada na década de 1990, os chamados portos públicos ou organizados são administrados por uma autoridade portuária pública, como as companhias Docas. "Quem vencer vai administrar e operar tudo dentro do porto, com a supervisão da Antaq", explicou ao Estado o diretor da agência, Tiago Lima.

A Antaq, segundo ele, gostaria de ter lançado o edital de licitação para o porto de Manaus em maio, mas ainda aguarda as diretrizes de outorga que estão sendo fechadas pela Secretaria Especial de Portos (SEP).

As 45 áreas a serem licitadas nos próximos anos estão em 12 Estados, 7 deles nas Regiões Norte e Nordeste. As demais estão nas Regiões Sul e Sudeste.

Lima disse que foi identificada uma "demanda relevante de produtos" nessas áreas. "Teve uma primeira leva na década de 1990. Daí para frente não teve uma segunda geração. Essa pode ser a linha da segunda geração", disse o secretário de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, que participa de um grupo sobre a modelagem das concessões.

"A novidade agora é passar a conceder portos organizados para a iniciativa privada. Manaus é o primeiro."

Espera. A liberação das outorgas vem sendo discutida desde 2009. A demora da Secretaria de Portos na definição do Plano Diretor, que permitirá dar início ao processo, está sendo criticada pelo setor privado e investidores e já começa a incomodar o Palácio do Planalto. Está sendo cogitada a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff estabelecer as diretrizes por decreto.

De acordo com os dados da Antaq, portos e terminais brasileiros movimentaram 200,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2011, alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Dois terços da carga são movimentados por terminais de uso privativo, nos quais, por meio de autorização do governo, as empresas movimentam basicamente carga própria.

Pelos terminais privativos passam as cargas de maior densidade, como minério de ferro, combustíveis, óleos minerais e outros derivados de petróleo.

Apesar das críticas pesadas do PT contra as privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso, Silveira não vê uma mudança de postura no governo Dilma.

"Eu não acho que seja necessariamente uma mudança de filosofia. O governo Lula teve várias experiências na área de infraestrutura",
disse o secretário, destacando as concessões em rodovias e ferrovias.

23 de junho de 2011

O verdadeiro motivo por trás dos recentes ataques de hackers


Invasão de sites oficiais é só primeira retaliação de italianos contra libertação de Battisti
Por Jorge Serrão

A libertação e concessão de visto permanente para o ex-terrorista italiano Cesare Battisti são o verdadeiro motivo por trás dos recentes ataques de hackers (sediados na Itália) aos sites da Presidência da República, da Secretaria de Imprensa da Presidência, do Senado, do Ministério dos Esportes e do Exército Brasileiro. Por enquanto, as retaliações ao Brasil por não extraditar Battisti ocorrem por meio de crimes eletrônicos.

Mas têm tudo para partir para o campo político e pessoal, com efeitos negativos nas áreas comercial, financeira e criminal.


Os invasores italianos tiveram acesso aos dados e movimentações de uma milionária conta corrente no banco norte-americano Wells Fargo.

O correntista (aparentemente vítima de violação) é o filho de um ilustre palestrante brasileiro que teve papel decisivo na permanência de Battisti no Brasil.


O padrinho (godfather) do italiano já recebeu avisos diretos para não pisar em território italiano.

Tanto que cancelou apresentações que faria por lá.

Os familiares dele também foram advertidos de que não serão bem recebidos por lá.

A cidadania italiana lhes será de pouca serventia.

Quem tem (dinheiro lá fora) tem medo – como nunca teve antes na História do Brasil.

O “amigo” de Battisti que se cuide...


Os ciberterroristas deram apenas um indicativo de que agem politicamente, sem explicitar os reais motivos da ação criminosa de invasão dos sites. Pelo microblog twitter, enquanto recrutavam hackers brasileiros para ajudá-los,os invasores italianos avisaram que promoviam uma “jangada contra governos corruptos”. Tecnicamente, eles não roubaram ou apagaram informações do governo brasileiro. Apenas congestionaram o acesso aos sites usando um sistema de robôs para promover um “Denial of Service” (ataque de negação de serviço).



Safadeza

Na ação mais sacana, o grupo de hackers LulzSecBrazil postou no twitter um link para um arquivo com supostos dados pessoais da Presidenta Dilma Rousseff.


Aparentemente, as informações sobre Dilma foram obtidas diretamente de Balanços Oficiais da Petrobrás.


Como manda a Lei das Sociedades Anônimas, todo ano, a companhia publica alguns dados pessoais que qualificam, juridicamente, quem são os membros de seu Conselho de Administração.


Hoax

Tudo que agora saiu na Internet sobre Dilma já fora antes veiculado em caríssimos cadernos especiais, pagos a peso de ouro, em jornais de grande circulação.


Os dados da Presidenta também podem ser conseguidos em cartórios eleitorais, tribunais eleitorais e em vários documentos que podem ser baixados da internet, como prestação de contas e relatórios.


Portanto, a agora propalada “quebra de sigilo de Dilma por hackers” não passa de uma lenda de Internet (ou hoax).



Italianagem

Outra suposta vítima dos hackers foi o prefeito Gilberto Kassab – que tem ótimas relações pessoais com italianos.


A suprema maldade é que, por ironia do destino, um dos melhores amigos dele nasceu naquele país...


Até o santo nome da mãe do prefeito paulistano acabou informado pelos supostos hackers, junto com os números do CPF e do PIS, data de nascimento, telefones, signo e e-mails pessoais.


24 de junho de 2011


Mensagem de Anônimo Operação #AntiSec




Um jurista DE VERDADE fala sobre o caso Battisti:


“Uma página sombria na história da Praça dos Três Poderes”


Francisco Rezek, ex-ministro do STF, jurista de reputação internacional, juiz, por nove anos, da Corte de Haia, abriu um ciclo de palestras promovido pela Associação de Assessores e Ex-Assessores de Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Abaixo, segue o vídeo com sua intervenção.

A partir dos 25 minutos, ele comenta o caso Cesare Battisti. Transcrevo os principais trechos depois do filme.



Transcrição (a partir dos 25 min)

É inevitável que eu lhes fale uma palavra sobre o caso Battisti. Quando a decisão foi tomada (…), eu estava em Moscou e agradeci a Deus por estar em lugar tão remoto, incerto e não-sabido para muitos e não ter de atender à Jovem Pan, e não ter de atender ao Estadão, à revista VEJA, que queriam ouvir alguma coisa.

A decisão me chocou de tal maneira que achei que correria, se falasse naquele momento, o risco de dizer coisas de que poderia me arrepender (….). Vejam: a minha visão neste caso é totalmente isenta. Eu não tenho nenhuma participação pessoal — nem a origem italiana que pelo menos 30% dos brasileiros têm.

Mas o que eu achei uma lástima e me faz pensar que esse caso não honrará, no futuro, a história do Supremo Tribunal Federal é o fato de que o erro que se cometeu por maioria significou uma renúncia a um poder constitucional do Supremo.

Errar por absorção de poder, como fez o juiz John Marshall, nos primórdios da Corte Suprema americana, vá lá. Mas errar para renúncia ao poder, para a transferência de poder, me parece deplorável.

Me aborrece, por exemplo, saber que o raciocínio que, afinal, prevaleceu retrata uma não-leitura de tudo o que o Supremo já disse sobre o assunto no passado; uma não-leitura, sobretudo, do que disse Victor Nunes Leal sobre o tema e vai ser publicado agora num livro da Fundação Victor Nunes Leal a respeito da matéria.


(…) Houve quem se empolgasse com pareceres produzidos ad hoc para o caso concreto, sob encomenda da defesa. Eu achei que o aspecto mais penoso dessa novela triste que foi o caso Battisti é a renúncia ao Poder. Diria que, doravante, para ser coerente com o que decidiu há duas semanas, o Supremo, quando recebesse processos de extradição, não deveria pô-los em pauta, e sim mandá-los ao Palácio do Planalto para que decida.

Não se renuncia a uma competência constitucional dessa maneira por razões como aquelas que possivelmente motivaram os sentimentos respeitáveis, humanitários talvez, daqueles que formaram a maioria (…).


A concessão da extradição foi majoritária, mais majoritária ainda foi a anulação do ato do ministro da Justiça, que concedeu o estatuto de refugiado ao cavalheiro em questão atropelando um processo de extradição que se encontrava na mesa do Supremo.

Existem hoje no mundo certos países, não muitos felizmente, mas certos países, que fizeram da vingança armada e da vingança sangrenta a sua bandeira e que, de vingança em vingança, eliminam seus inimigos no cotidiano. A Itália certamente não é um deles. É um país em que o sentido de generosidade e de perdão é mais agudo do que o nosso. (…)


Na imensa confusão que foi criada no espírito coletivo pela defesa [discutiu-se] o que nunca se discutiu antes em extradição:

“Fez não fez, era ele não era ele, estava lá não estava lá”, tudo isso de uma impertinência colossal.

No contexto dos “Anos de Chumbo” em que Cesare Battisti, em nome dos Operários [Proletários] Armados pelo Comunismo fez aquilo que fez, um pequeno grupo, um outro grupo, mais jovem, Estudantes Armados pelo Comunismo, esse grupo seqüestrou o primeiro-ministro Aldo Moro e o manteve em cárcere privado, sob maus-tratos durante semanas, até um dia assassiná-lo e desová-lo no porta-malas de um carro, no centro de Roma.


Aldo Moro não era apenas um dos grandes estadistas da Europa da segunda metade do século 20. Era também um homem de um generosidade e de uma bondade pessoal que a todos cativava.

Pois bem: os seqüestradores e assassinos de Aldo Moro foram todos identificados de pronto, processados, apenados pela Justiça. Vão lá saber onde estão eles — não ontem, mas há anos já, todos na rua, exercendo suas profissões, trabalhando, se divertindo, vivendo normalmente.

Porque a anistia, o perdão não demoraram.


Mas eu insisto: quem tem de fazer isso com Cesare Battisti são os italianos, não nós. Não é o Lula, não é o Supremo, não é o senador Suplicy, não é o professor Dallari, não é o ministro Genro. Me pareceu uma página sombria a história da Praça dos Três Poderes. Porque o festival de erronias dançou pela praça um minueto admirável. (…)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

MPF da Bahia quer explicações sobre traslado dos corpos de vítimas de acidente aéreo



O Ministério Público Federal da Bahia quer investigar o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar os corpos das vítimas do acidente com helicóptero em Trancoso, sul da Bahia, na última sexta-feira, 17 .
O GLOBO, A Tarde

A ação pediria explicações apenas sobre o transporte do corpo de Mariana Noleto, 19 anos, namorada de Marco Antonio Cabral, filho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mas decidiu-se por estender o objeto da apuração para o traslado de seis das sete vítimas do acidente.

- Apesar de solidarizar com a dor das famílias em luto, o MPF, considerando seu dever de zelar pelo bom uso da coisa pública, tem a obrigação constitucional de apurar o ocorrido - afirmou o Procurador da República em exercício, André Batista.
Ainda não foram confirmadas irregularidades no processo, mas a ação quer justificativas para a utilização dos aviões da FAB, já que existem voos comerciais de Porto Seguro para o Rio - e que as vítimas não estavam em exercício de função pública.

O MPF também requisitou ao Segundo Comando Aéreo Regional, responsável pela área, informações sobre o "custo financeiro e o fundamento normativo" da operação e quer esclarecimentos sobre de onde partiram as ordens para que fossem feitos os traslados. A assessoria de comunicação da Aeronáutica informou que vai esperar a notificação oficial sobre o caso para se posicionar.

No dia da tragédia, o governador aguardava para fazer o mesmo trajeto em uma segunda viagem. O grupo participaria da festa de aniversário do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, que tem contratos importantes com o governo do estado, como a reforma do estádio Maracanã para a Copa de 2014 e a construção do Arco Rodoviário.

Cabral foi à Bahia para a festa com o jato particular do empresário Eike Batista, que doou R$ 750 mil para a campanha eleitoral do governador e se comprometeu a investir R$ 40 milhões nas Unidades de Polícia Pacificadora.


O piloto estava com o certificado de capacidade física inválido desde agosto de 2006. Sua licença para voar com o helicóptero que caiu, o H350, venceu em junho de 2005. As outras licenças que ele tinha para voar são de aeronaves dos modelos BH06, (vencida em outubro de 2004), EC30 (dezembro de 2006) e RHBS (desde julho de 2005).

 22/06/2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

“Privatização” do Galeão é negócio que une Cabral, Eike, Cavendish e grandes empreiteiras




O generoso empréstimo de um sofisticado jatinho Legacy para um passeio particular na Bahia, onde comemoraria o aniversário de um empreiteiro que tem R$ 1 bilhão em contratos com o governo do Estado do Rio de Janeiro, é apenas uma pista de um ambicioso plano de negócios que une o bilionário Eike Batista e o governador Sérgio Cabral






Na verdade, ambos articulam um alto voo: a concessão do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim



Com Cabral de “padrinho” do meganegócio junto ao governo Dilma Rousseff, Eike já tem articulada uma parceria para abocanhar o Galeão junto com as empreiteiras Odebrecht, Camargo Correa (que está saindo da área de obras para ficar só com negócios de concessões de estradas e aeroportos) e OAS.


Fernando Cavendish

O amigo de Cabral e de Eike, empreiteiro Fernando Cavendish
, também entraria no empreendimento com sua Delta Construções. Dilma postergou a decisão sobre o modelo de concessão para o Galeão por causa das pressões do PMDB, via Cabral, para abocanhar o aeroporto estratégico para o turismo brasileiro.


Com amizade e sem licitação?

A Assessoria de Imprensa da Delta faz um convincente juramento:

" Sua atuação não é pautada pelo relacionamento pessoal do empresário Fernando Cavendish com o governador Sérgio Cabral".


A empresa alega que as concorrências das quais participa estão dentro da legalidade.


Mas dados vazados ao jornal O Globo por tucanos inimigos de Serginho Cabral revelam que a Delta foi contemplada somente este ano, até este mês, com R$ 58,7 milhões para a realização de obras, sem concorrências públicas.



Show do Bilhão

O valor representa 24,8% - praticamente um quarto - do total de R$ 241,8 milhões empenhados (recursos reservados para pagamento) só para a construtora no primeiro semestre de 2011.

De 2007 até hoje, a construtora acumula contratos - com e sem concorrência - de R$ 1 bilhão com o estado.


A Delta participa de consórcios à frente de obras caríssimas, como a do Maracanã e a do Arco Metropolitano.



Gol contra o cofre

A empresa também se mostrou craque em reajustar valores de obras.

A reforma do Maracanã, inicialmente orçada em R$ 750 mil, foi reajustada para R$ 1 bilhão.


A Delta alegou que parte da cobertura original do estádio está seriamente danificada e precisa ser refeita.


22 de junho de 2011



Os esquerdistas, contumazes idólatras do fracasso, recusam-se a admitir que as riquezas são criadas pela diligência dos indivíduos e não pela clarividência do Estado."

(Roberto de Oliveira Campos)

POR FALAR EM IMPUNIDADE...



Como anda o Caso Palocci...?


É para ficar naquilo mesmo ou vão fundo na investigação de um possível enriquecimento ilícito?


Imagem Silsaboia
E a história do mensalão?

Já caducou?