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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A carta de Temer foi um soco no estômago da presidente




POR REYNALDO ROCHA

“Menino, não mexe com quem está quieto”. É um dos conselhos de avós que um dia todos escutamos. Dilma e seus assessores desastrados avaliaram que o melhor a fazer era mexer com Michel Temer. Que estava quieto como vice-presidente, cargo que se notabiliza não por ter poder, mas pela expectativa da poder. Vice só entra em campo se o titular está machucado. Ou tomou cartão vermelho. Quem conhece minimamente a história do Brasil sabe disso. O último exemplo foi Itamar Franco. Fernando Collor não o suportava e a recíproca era verdadeira. Bastou o primeiro cartão amarelo para Itamar ir para o aquecimento.

Não farei juízo de valor sobre Temer. É uma esfinge. A formação intelectual e acadêmica o faz um ponto fora da curva. Temer não pensa com o fígado. É cerebral, frio e bom de cálculo. Tem a lógica dos juristas. Enfim, Temer é o profissional em um campeonato de amadores.

Todos os seus passos, desde a aceitação do pedido de instalação do processo de impeachment, foram estudados e dados com precisão cirúrgica. Calou-se. Deixou Brasília, Esteve com a moribunda por breves 30 minutos. Reuniu-se com empresários num almoço de “amigos” ─ por mera coincidência, estava presente Geraldo Alckmin. Proferiu palestra desancando a política econômica dos governos do PT, e fez questão de dizer que foi um erro alterar a linha seguida por FHC. Foi aplaudido.

Chamado a Brasília, foi até lá. Mas não para atender Dilma. Preferiu reunir-se com o PMDB. Mais um desmentido na sucessão de “arapucas” (como definiu Temer) armadas pelo Planalto. Todas foram desmontadas. A tentativa de emparedar o vice foi um fracasso. O objetivo era obrigá-lo a ser um crítico ao processo instaurado. Deu errado. Hoje ele é – mesmo em silêncio: existem silêncios que gritam – o maior apoiador do impeachment de Dilma.

A carta de Temer endereçada a Dilma é um soco no estômago. Irrespondível. Inquestionável. Como o PMDB irá reagir? Aceitará a exposição pública do estupro praticado repetidamente? E a turma do Planalto? Vai assobiar e olhar para o teto fingindo que nada aconteceu? Alguém por lá consegue escrever uma carta? E, pior, com alguma resposta?

Nada indica esse caminho. Certamente algum “amarra-cachorro” irá se manifestar em nome da governabilidade, responsabilidade cívica etc. Além de juras de amor eterno e argumentação que nos remetem a um casamento no qual o PMDB (no papel de mulher de malandro) gosta de apanhar. O PT gosta de bater… Casamento perfeito.

Um Picciani da vida, junto com Sibá, José Guimarães e outros, caiu do caminhão de mudança. Será que sabem o caminho de volta? É nisso que dá chamar um profissional que estava quieto no seu canto.

O jogo só começou.

07/12/2015


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Já estamos no pós-Dilma




E agora?
Estamos no pós-Dilma.
O velório ainda acontece – como no interior – na sala da casa.
Augusto Nunes
Por Reynaldo Rocha


Já se pensa em recolocar tudo em seu lugar depois da saída do cortejo. Por obrigação profissional e instinto de sobrevivência, mantive contato com formadores de opinião neste fim de semana. Algumas figuras ilustradas e outras situadas no centro do poder.

Não houve uma única manifestação que remetesse à prorrogação do (des)governo Dilma. Constatação unânime: o governo acabou. Ou pela renúncia ou pelo impeachment, o epílogo não vai demorar. Mas ninguém faz ideia do quem vem lá, como na canção de Lenine.

Dilma hoje é um ser a evitar — sobretudo por especialistas em não ficar ao lado de quem possa infectá-los. Eles temem o risco do contágio. Confrontados com o cenário de horror, querem distância do desastre inevitável.

Discute-se abertamente se Dilma sairá do Planalto com Michel Temer a tiracolo, o que faria de Eduardo Cunha o presidente interino até que seja eleito nas urnas o novo titular do cargo. Ou se Temer substituiria Dilma, repetindo-se a fórmula que instalou o vice Itamar Franco no gabinete do qual Fernando Collor fora despejado. Nessa hipótese, a eleição pelo voto ficaria para 2018.

“Ninguém faz ideia de quem vem lá!” E do que virá. Certamente será uma vitória. Mas que não se transforme em mais um capítulo do mesmo pesadelo. Que tenhamos aprendido. E que os que pensam representar-nos entendam que pouco contribuíram para o desfecho.

Precoce para alguns, tardia para muitos, o certo é que não se trata de morte natural. Foi suicídio.


07/07/2015


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Reynaldo-BH: O PT está desesperado por ter percebido como será o segundo turno






Nunca se viu tamanho desespero como o que demonstrado neste segundo turno por parte do PT.


REYNALDO ROCHA


Para além das notícias diárias do desastre a que estamos submetidos – previsões de crescimento pífio, saída de capitais e ânimo dos investidores quando se configura a derrota de Dilma – outras surgem.

A delação de Paulinho de Lula nominando o PT como beneficiário dos desvios da Petrobras, citando José Eduardo Dutra, aliados do mesmo naipe (como PMDB e PP) e dinheiro vivo dos assessores de campanha de Fernando Pimentel num avião de uma empresa de capital social de R$ 2.000,00 ─ nada disso é novidade.

É a prática do PT.

Só agora Lula e afilhados (postes e oportunistas) perceberam que o efeito teflon chegou ao fim. As denúncias passaram a ser ouvidas e analisadas por todos. A cantilena do “não sabia” desapareceu. Continua existindo no discurso oficial.

A perda de apoio de TODOS os partidos (incluído o PSOL, que subiu no muro!) envolvidos na disputa do primeiro turno fez o PT descobrir que o feudo que montou precisa ser irrigado com dinheiro de mensalões e petrolões. Some-se a isto o apoio de parte do PMDB (Jarbas Vasconcelos à frente) e de campeões de votos como Pedro Taques (PDT) e Paulo Hartung (PMDB).

A manada que antes trotava junta está agora, já, procurando culpados. O líder maior já está em campanha. Lula tomou uma surra de rabo de tatu! E diz que a culpa é dos “cumpanheiros” que recebem sem trabalhar e mesmo assim não conseguiram sucesso em Pernambuco, no Rio e, principalmente, em São Paulo. O que aconteceu em Minas é reversível. E já na primeira semana depois da eleição do parceiro de Newton Cardoso soubemos do dinheiro vivo (remember Roseana Sarney) em aviões de personagens ligados à seita.

Pouco me importam pesquisas. Aprendi. Mesmo que Aécio apareça com 110%. Falo do que vejo e ouço nas redes sociais, nas ruas, no trabalho, nas esquinas e de gente desiludida com o “lado de lá”, como sempre quis o PT nesta divisão odiosa do Brasil entre “nós e eles”.

Teremos ao menos três debates. Dilma insistirá no discurso da mentira, atribuindo a Aécio o que nunca afirmou. Mas agora sem qualquer credibilidade. sem convencer os que até recentemente pareciam acreditar no que nós sempre ignoramos.

Dilma terá de defender o desastre e assegurar que a MUDANÇA exigida só poderá ocorrer pela continuidade. Missão impossível. Contar com Lula é expor-se a outras surras históricas.

Aécio já demonstrou que sabe o que fazer e como fazer. Nas redes sociais, lê-se o que denunciamos. E ri-se do que eles dizem.

O desespero é o prenúncio da derrota?

Não.

É a certeza dela.

09/10/2014




segunda-feira, 17 de março de 2014

Reynaldo-BH: Para o PT, vale tudo para ganhar eleição. Até fazer o diabo


“A gente faz o diabo para ganhar as eleições!”
Dilma Roussef

Augusto Nunes
POR REYNALDO ROCHA

A frase revela a falta de limites. O uso de um palavreado que cabe na boca de um estivador, mas jamais na de um presidente.

É um slogan de ditador. A confissão de um agir que não tem ética. Talvez seja a ÚNICA frase dita por Dilma que pudemos entender – não pelo que disse, mas pelo que tem feito.


Vale prometer em cadeia nacional uma diminuição no valor das contas de energia para depois criar um débito que TODOS pagaremos em 2015? Vale!

Ou criar um programa de desassistência médica baseada em uma sociedade mercantil cubana? Óbvio que sim.

Repartir ministérios sem observar quem te competência para lá estar? Sempre.

Mentir sobre números da economia, sendo matéria de piada internacional? Mantega continua ministro… Acabar com o Plano Real, tentando terminar com a maior conquista social das últimas décadas no Brasil?

Não é o “diabo” financiar o superfaturamento das obras da Copa? E não entregar aeroportos ou qualquer legado que não seja estádios de futebol?

O “diabo” não seria o PMDB, trocando ministérios por misteriosos acertos?

Vale usar a propaganda oficial de empresas estatais como campanha antecipada? Apoiar Cuba e Venezuela em nome de um antiamericanismo vulgar que sequer respeita a inteligência e as oportunidades de comércio mundial? Vale o diabo, segundo Dilma.

O que leva alguém a ser como Fausto e vender a alma? Poder somente? Ou receio de ter a faxina não executada exposta aos olhos de todos?

Dilma tem medo. O PT tem medo.

O PT É um imenso mensalão. Destampar a panela é o receio.

Fazer com que mais de 20.000 apaniguados sejam demitidos por absoluta ignorância é de assustar analfabetos. Não haverá tantas boquinhas em São Paulo (capital) para tamanha incompetência.

Negociatas e roubos desaparecerão. O percentual de sucesso não existirá mais. O trem bala deixará de consumir bilhões sem que tenha meio metro de trilho instalado. A transposição do São Francisco ficará para o futuro. Quem sabe até o STF passe a ser um Tribunal?

O PT tem medo não de perder o poder. O PT tem medo pelo que já fez.
17/03/2014 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

No Dia de Finados, os mortos-vivos se reuniram no Planalto





“Nós que aqui estamos, por vós esperamos”

POR REYNALDO ROCHA
Augusto Nunes

Em alguns momentos ─ raros ─, Dilma Rousseff é assaltada por irresistíveis acessos de sinceridade. Seja quando chama de “queridos” aos que são somente “odiosos” (na visão dela). Ou dá porradas na mesa querendo mostrar que a guerrilheira ainda resiste.

Foi assim neste sábado: convocou em pleno feriado uma reunião de ministros para mostrar com quantos paus se faz uma canoa. Ou com quantos PACS se faz uma campanha.


Escolheu a data correta: o Dia dos Mortos. No cemitério do Planalto jaziam os PACS, Minha Casa Minha vida (com as habitações sem água e luz), os Mais Médicos Cubanos (com as reprovações do Revalida), o trem–bala (aquele que liga o norte do nada ao sul do coisa nenhuma), a Transnordestina, a transposição do São Francisco, as obras dos aeroportos do Brasil para a Copa, as creches (já estão em dez mil???), os 800 aeroportos (Santo Antonio do Mato Oculto, com seus valorosos 344 habitantes, já se candidatou), entre tantos outros.

Entre fantasmas, os mortos-vivos escolheram a data correta: Dia de Finados. Não se trata ─ Dilma desconhece a liturgia cristã ─ do Feriado da Ressurreição. Ao contrário, é dia de prantear quem morreu.

Imagino algumas cenas da reunião. Edison Lobão, o que nunca aceitou ser um dos Três Porquinhos, sorumbático e circunspecto como um mordomo de filme de terror “B”, a prestar atenção na missa de pêsames transformada em reunião. Ideli como a carpideira oficial do momento solene. Mercadante cofiando os bigodes como o coveiro de novela mexicana. E Dilma, a exigir que os mortos se levantem e que seja revogada a data de respeito aos que se foram.

Errou, Dilma. A reunião deveria ter sido no Dia das Bruxas. As bruxas voam em cabos de vassouras. Os vampiros saem às ruas com sangue no rosto. Monstros de todas as espécies batem às nossas portas.

Dilma errou por 48 horas a data da reunião, que acabou caindo no dia certo. No dia que o Brasil foi ao cemitério, levado pela saudade de quem se foi, a presidente preferiu reunir-se no Planalto para homenagear os que estão mortos sem nunca terem vivido.

“Nós que aqui estamos, por vós esperamos”.


                                       04/11/2013

domingo, 28 de julho de 2013

Reynaldo-BH: A visita de Francisco foi marcada por contrastes e redescobertas




REYNALDO ROCHA

Tempo de contrastes. Dias de redescobertas. Assim vi a passagem de Francisco pelo Brasil.

Nada mais chocante ─ pelo impacto do contraste ─ do que ver Dilma, Evo e Cristina na missa de Copacabana. Nada falaram, o que merece nossos agradecimentos. Foi suficiente a visão da Viúva Eterna, do índio de araque e da surreal presidente que não assumiu ainda. Sem contar a presença de Sérgio Cabral, a salvo de manifestações, preocupado apenas com o helicóptero (e com o Juquinha).



A presidente que temia pela segurança do Papa promoveu reuniões infindáveis com os responsáveis pelos aparatos de segurança. A preocupação com o clima de insatisfação popular visível nas ruas foi estendida à visita de Francisco. Mais uma cortina de fumaça. Previsível como qualquer ação oriunda dos militontos do PT.

O Brasil ─ em especial o Rio de Janeiro ─ mostrou de modo insofismável contra quem é a revolta que explodiu nas ruas.

Não, presidente, não é contra tudo e todos! É contra o que você e seus asseclas representam. Duvida? Dê um passeio pela Avenida Presidente Vargas num carro com os vidros abertos. E reze para não ficar presa num engarrafamento.

A segurança oferecida era desnecessária. Um tal de “povo” sabe cuidar da segurança de quem admira. Sabe distinguir perfeitamente mensageiros de boas-novas de apóstatas que pregam a mentira.

Mais que a religião católica ou a fé de cada um, Francisco representou o retorno e resgate de alguém que fala a verdade. Não oculta nem reescreve uma história. Não encobre erros, não demoniza quem discorda, não diz coisas incompreensíveis.

Isso Dilma jamais entenderá. Na entrevista à Folha de S. Paulo, ela insiste em descrever um país de fantasia, inventa números, quer ser inteligente (e soa somente vulgar).

De novo, senhora copresidente, faça um teste! Tente reunir mil pessoas em Copacabana para ouvir sua mensagem. Qualquer uma. Se entenderem, vão vaiar. Se não entenderem, vão viras as costas.

Ficarão somente os apaniguados, a gritar histericamente que Lula é o Senhor e Dilma a nova Senhora! (Eles berram qualquer coisa. Basta ter emprego, sanduíche de mortadela e tubaína).

Mais uma diferença. As pessoas que participaram dos eventos protagonizados pelo papa Francisco estavam pagando ─ do próprio bolso ─ para lá estarem. Só como exercício matemático: para colocar 3 milhões numa praia qualquer do país, o PT gastaria módicos R$ 210.000.000,00 (a R$ 70,00 por cabeça, o preço de um “manifestante” pró-governo). É caro, ainda mais sem o apoio da dupla José Dirceu e Marcos Valério.

Já vimos a redescoberta da força das ruas. Agora constatamos, entusiasmados, que podemos ouvir mensagens inteligentes (e inteligíveis) no Brasil real. Quase esquecemos que era possível.

Não é o caso de concordar ou não com o que Francisco disse nestes dias memoráveis. Trata-se de compreender que, mesmo discordando, não seremos demonizados.

Entre o papa Francisco e Dilma, numa estranha inversão, quem se preocupa mais com o capeta é ela.

Embora o papa tenha opositores, não se ouviu uma só comparação entre a fé que Francisco professa e outra qualquer. Na entrevista de Dilma à Folha, há um elogio (??) a Lula e cinco comparações com Fernando Henrique.

Francisco enxerga o futuro. E agradece o passado, no que ele pode dar de contribuição para hoje. Dilma dirige de olho no retrovisor. E amaldiçoa quem lhe permitiu ser o que é.

É um contraste. Mais um.

Dizem os antigos que o diabo não fala. Só age.

Dilma é ou não especialista no coisa-ruim?
28/07/2013

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Reynaldo-BH: O caso da amante de Lula comprova mais uma traição ao país

Augusto Nunes
POR REYNALDO ROCHA

Sei que os milicianos – e os blogueiros amantes de Lula – farão um estardalhaço com a revelação do óbvio, acusando a todos de invasão de privacidade, invocando o exemplo de Mitterrand e outras fantasias.

Não é difícil prever. E certamente vão citar FHC, o eterno fantasma a assombrar os lulopetistas.

Desta vez, somos nós que queremos uma comparação com FHC.

Ambos tiveram relacionamentos extraconjugais.

De FHC, até com um filho tido fora do casamento.

Reconhecido mesmo após o teste de DNA informar a não paternidade. O vínculo de afeto já havia sido estabelecido e FHC o considerou mais forte do que a evidência científica.

D. Ruth soube. O que conversaram – e como – nunca se soube nem é preciso saber. Os filhos de FHC e D. Ruth também.

A amante de FHC era jornalista e foi morar no exterior. Lá ainda vive.

Lula tem uma amante.

Se este caso fosse somente restrito a este fato, eu estaria ao lado do Luiz Inácio (ou o PR, para os muito íntimos) para defender o direito à privacidade. Seria assunto dele, de D. Mariza e dos filhos de ambos.

A questão central não é esta.

Motel não é palácio. Amante não é ministra. Poder não se adquire entre as pernas.

Que Lula tenha tantas amantes quantas queira ter. O “Filho do Brasil” que viu a mãe sofrer com o aparecimento de uma amante do próprio pai resolveu repetir a história.

Cada qual com seu legado. Para o bem ou para o mal. Cada um que homenageie seus antepassados como a ética lhe determine.

Mas, enquanto presidente, exigimos – nós, brasileiros com vergonha na cara! – que o co-presidente Lula se abstenha de conseguir “mulheres” (perdoem-me as aspas, mas não posso classificar a sra. Rose como tal e evito classificá-la de modo correto) a partir do poder que delegamos a ele.

Um homem que se vale de uma posição de mando para obter admiradoras que aceitem trair o próprio companheiro e filhas sabe exatamente o quanto vale.

A Rose amigada de Lula usou a cama como artimanha para conquistas além do quarto.

Humilhou uma primeira-dama, viajando quando esta não estava na comitiva oficial. Na frente de todos e sem o menor pudor. E deixando de viajar quando D. Mariza acompanhava o detentor de todos os predicados morais, como nunca antes neste país.

Corrupção a partir de sexo. Enredo de filme. Pornográfico.

Quanto valeria, neste enredo, uma indicação para uma agência reguladora? E qual seria o preço de uma diretoria no Banco do Brasil?

Este é o tal partido do “não rouba nem deixa roubar?”. Ou não foi roubo? Foi troca…

A mim pouco importa se um homem – qualquer um – tenha que se valer de estar sendo “o cara” para conseguir uma mulher. Óbvio que entre aquelas que se sujeitam a preferir o poder da sedução que nasce somente do poder.

E por se sujeitarem são especialmente desprovidas de quaisquer limites ou valores. Sabem quem são. Não escondem o que são. Ao contrário: gostam de exibir o troféu conquistado entre lençóis. É só este o predicado que possuem. E usam.

E estes homens nunca são. Só estão. Por isso (Freud explica) a dita Rose não se referia a Lula. Era PR.

Desejo a punição pelo tráfico de influência. Pelos crimes de corrupção cometidos. Pelo desrespeito ao país. Pelos presentes recebidos, cargos distribuídos e dinheiro roubado.

Não cabe a ninguém saber das traições de Lula a D. Mariza Letícia. É problema (se for…) de ambos.

Interessa ao Brasil saber de mais uma traição ao país, à cidadania. E a reafirmação da falta de ética e decência com a coisa pública
.

Não, não me refiro a Rose. Falo da res pública. Aquilo que pertence a todos nós.

Por fim, para quem teve como melhor amigo José Dirceu, não causa espanto algum ter Rosemary como amante. São do mesmo nível.

Todos eles.
01/12/2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Reynaldo-BH: A absurda aula de Direito Penal ministrada pelo ministro reprovado em dois concursos para a magistratura




    

POR REYNALDO ROCHA

Dias Toffoli pede que os seus pares reflitam sobre a imensa asneira que, quase de modo histérico, formulou em defesa dos condenados do mensalão!

Este absurdo aconteceu nesta quarta-feira. O despautério foi transmitido ao vivo.

Dias Toffoli resolveu dar uma lição de Direito Penal a mestres. Talvez seja recalque por ter sido duas vezes reprovado em concurso para a magistratura.

Citou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva com insuspeito orgulho. Levantou questões em que cita, com alguma ironia, autor que se opunha a Marx. E ressaltou: “Não era de esquerda!’ Quem politiza o quê?”

E inverteu a lógica dos próprios argumentos.

Cita a banqueira (“uma bailarina”) condenada, defendendo-a com a seguinte argumentação: “Que tipo de violência ─ real ─ ela pode cometer?” Entendendo-se “real” como crimes de sangue, presumo.

O que defende Tofoli?

Não condenar à cadeia criminosa que não tenham matado, chegando a citar exemplos de crimes de homicídios com apenações menores.


E argumenta com uma suposta “posição de vanguarda”.

Qual vanguarda, reprovado candidato a juiz que virou ministro?

Desde BECCARIA, o seu título definitivo ─ “Dos delitos e das penas” ─ é considerado avanço filosófico e humanístico incomparável.

Até então as penas eram baseadas em uma retribuição, ou vingança, a um mal praticado.

Assim, o que valia era a intensidade da pena frente à agressão.

Não se tratava da recuperação ou reabilitação do ser humano.

E muito menos do EXEMPLO que nasce da condenação, para que OUTROS não sejam incentivados a delinquir.

A simples reparação financeira é suficiente para impedir a ação delituosa?

Seria este o risco que Dias Toffoli apregoa?

Roubemos; se pegos, devolvamos.

E se formos espertos, apliquemos o produto do roubo auferindo ─ na pior das hipóteses, a da condenação ─ os juros do tempo em que o dinheiro público serviu de repasto a um grupo ou indivíduo.

Ou seja, a posição “vanguardista” de Toffoli é anterior a 1764!
Crime de sangue?

Paga-se com cadeia.

Crimes não violentos (fisicamente), paga-se como a devolução do roubo.

Seria o caso de perguntar; em crimes de lesão corporal, defenderá Toffoli umas boas chibatadas como reprimenda?

Nada quanto ao exemplo social, ao caráter múltiplo da pena.

Toffoli cumpriu a imposição partidária de tentar, mais uma vez, defender seus patrões. Com argumentos sem nenhuma consistência. E fez um discurso que nem mesmo os partidários do PT (ou ao menos, os dirigentes) tiveram coragem de fazer.

Não surpreende. Na essência.

Surpreende na coragem. De se expor na inteireza da pequenez.

E na certeza de que o “fantasma” do STF aceita ser um arremedo de ministro por muitos anos.

Faz todo o sentido a defesa histérica (e histórica pelos piores motivos) de Dias Tofoli UM DIA após a declaração estapafúrdia do ministro da Justiça, que isenta o principal responsável pela degradação do sistema prisional brasileiro: ele próprio.

Tentaram tudo. Postergar. Defender o indefensável. Buscar a prescrição. Interromper o julgamento. Absolver. Com a condenação dos quadrilheiros, agora ataca-se as condições carcerárias no Brasil. Tudo de forma orquestrada.

Que seja somente um réquiem.

14/11/2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Reynaldo-BH: ‘O que tem de especial o sr. Fábio Luiz Lula da Silva? É filho de Lula’


 
 Por Augusto Nunes
“Perdeu playboy!!

Tá tudo dominado!”

REYNALDO ROCHA

O grito de guerra que os traficantes do Rio de Janeiro tornaram famoso é o sentimento maior da vergonha e da certeza de nossa impotência.

A certeza da vitória.

Deles.

Da nossa perda.

De quem se torna incapaz quando uma arma é apontada para as nossas cabeças.

A explicitação da truculência.

Quando o domínio se faz claro, exaltando a extensão do mesmo.

Tudo.

E tudo é a certeza do limite ultrapassado.

E somos hoje, “playboys” que perdemos tudo.

E não mais por meros traficantes. De drogas.

O tráfico mais rentável é de influência. O sequestro mais elaborado é o da consciência. O roubo de maior lucro é do dinheiro público. O crime organizado especializou-se: é mais danoso que a venda de crack; é mais aceito que a prostituição; é exaltado por vítimas que sequer entendem que são vítimas.

O que tem de especial ─ como empresário e profissional ─ o sr. Fábio Luiz Lula da Silva?

Absolutamente nada. Criou uma empresa (a primeira que teve. E única.) – Gamecorp – que se notabiliza por nunca ter dado um centavo de lucro. Desde sempre, acumula prejuízos. Mais um empresário que estaria fora do mercado por apostar em uma ideia ruim e mal implementada.

Mas é um empresário de sucesso.

O que tem de especial o sr. Fábio Luiz Lula da Silva? Já aqui não como profissional ou empresário. Sabe-se que nunca foi.

É filho de Lula. E isto faz toda a diferença. “Tá tudo dominado!”

Lulinha ─ o filho comparado por Lula a Ronaldo Fenômeno ─ criou a Gamecorp e conseguiu um aporte de R$ 5.000.000,00 da Telemar. Nas coincidências deste Brasil da Era da Mediocridade e da Corrupção, após este aporte o Governo federal autorizou a fusão (aquisição) da Brasil Telecom com a Telemar. Até então proibida, em nome de uma desejada competição entre operadoras.

Mera coincidência. Mas muito aparente.

Instada pela imprensa (a mesma que precisa de um controle social, que a cada dia se revela mais necessário, pelo lulopetismo), foi instaurada investigação pela Polícia Federal. Como envolvia o BNDES (sócio da TELEMAR) e este sendo um banco público, acionou-se o Ministério Público.

Nenhum depoimento foi tomado por ambos.

As providências? Correspondências aos envolvidos com a singela pergunta: “Quando do aporte da Telemar para a Gamecorp, sabia esta empresa (Telemar e BNDES) que o proprietário era filho do presidente Lula?”

“Perdemos, playboys!”

A resposta óbvia: jamais! O interesse em tal aporte era decorrente de “mercado”. Embora a Gamecorp tivesse menos de UM ano de existência, NENHUM produto e ser absolutamente desconhecida.

Inquérito arquivado. A OI Telemar continua sendo O ÚNICO cliente da Gamecorp. Que demorou quatro anos para responder a um pedido de informações do Ministério Público. Quando dado, foi considerado suficiente.

Este é, sem retoques e necessidade de novas poses ou cenários, o retrato do Brasil de hoje.

O mesmo que acusa São Paulo de ter uma política de Segurança Pública desastrosa, embora tenha reduzido em mais de 68% o número de homicídios em dez anos, quando neste período ─ como exemplo ─ a Bahia tenha experimentado um incremento de 368% neste mesmo crime (dados oficiais do Ministério da Justiça).

O Brasil que um chefe de quadrilha ousa acusar o julgador de ditador e “imperial”. E exige que o Poder Judiciário seja leniente com o roubo escancarado.

Um país onde um “projeto de poder criminoso” é apontado pelo presidente de um poder independente e o terceiro na linha de sucessão do Executivo, sem que cause maiores repercussões. Afinal, o partido que patrocinou este “golpe” (Ayres Brito) ainda está no poder.

Perdemos mais uma. Pena. Os que irão aplaudir esta vitória de Pirro não entendem que eles TAMBÉM perderam. Mesmo que o lulopetismo almeje fazer de seus seguidores os novos filhos de Lula. Como o pai da pátria desmoralizada.

“Tá tudo dominado!”. Ainda não.

Mas podemos dizer ao Lulinha, ao menos desta vez: “Ganhou, playboy!”

E já é um elogio. Merecido.
12/11/2012


domingo, 11 de novembro de 2012

Reynaldo-BH sobre Dirceu e o Supremo: ‘A salsa cubana do covarde sem caráter’




Por Augusto Nunes
REYNALDO ROCHA

Prova de desonestidade. Já conhecida. De ofensa ao país, comumente repetida. A arrogância de quem se julga acima do estado de direito. E da verdade histórica.

A condenação aconteceu? Que se puna a imprensa! Cassem a palavra de jornalistas! Como se estes fossem policiais, promotores e juízes. Os atuais acusados pelo delírio do guerrilheiro da espingarda de rolha de cortiça.

Acrescente-se uma reforma política jamais explicitada. Só a defesa do tal financiamento público de campanha, para dar legalidade aos achaques já praticados.

E como usam o termo “desconstrução!” Tenho ouvido com frequência. O mesmo que destruição. Quem quer desconstruir assume que quer destruir: acabar com algo que já foi construído.

Como um julgamento. E contra os fatos.

Parece-me que José Dirceu deseja a prisão. Ou ao menos justificar a pena a ser cumprida. Dando ares de politização a uma condenação por roubo.

Se na ditadura os assaltos a bancos eram chamados de expropriação e tinham – mesmo com críticas de muitos – um emprego coletivo, desta feita foi dinheiro para os bolsos de porcos que transformaram o Legislativo em chiqueiro. O que há de ideológico ou de político nestas ações?

Esta tentativa – hoje isolada – de Dirceu parece dar razão a Lula quando definiu o condenado pela chefia da quadrilha, em tempos passados: “José Dirceu não tem amigos. Ele só pensa nele!”.

Dirceu tenta criar um clima de desmoralização do Poder Judiciário na tentativa desesperada de criar um fato político que dê margem – delirante – de se autodeclarar “prisioneiro político”. Como já disse antes, prisioneiro do governo do PT.

Mas, ele só pensa nele…

Dirceu não terá ─ nem ele nem ninguém ─ condições de desconstruir o que quer que seja, além das próprias pobres biografias. Transformadas em folhas corridas.

Esta insistência patológica de ignorar a realidade não pode ser doença. Parece ser retirada de algum manual lulopetista, visto que utilizada pela imensa maioria dos adeptos da seita.

E há quem pretenda separar Dirceu do PT. São irmãos siameses. Indissociáveis. Um diz o que o outro pensa. E ambos obedecem o que o supremo líder pensou pensar.

Mas Lula conhece os seus (dele)!

Sabe que Dirceu “não tem amigos.” Nunca teve. E que neste momento, José Dirceu – chefe de uma quadrilha de bandidos condenados por roubos aos cofres públicos – precisa ser mais uma vez a vítima do crime que não houve. Um crime político.

O outro, previsto no Código Penal, não há como desconstruir.

A única alternativa é calando a imprensa e propondo reformas.

Quem sabe a do Poder Judiciário?

Na semana passada, o quadrilheiro Pedro Caroço voltou à carga contra os atuais alvos da covardia reconhecida: de novo a imprensa. E como se previa, o Judiciário.

Um porque ousou falar. Outro, porque ouviu. E ambos porque fizeram o que a nação e a democracia exigem.

Em artigo no blog que mantém (e que perderá o direito de usar, visto que presos não podem ter acesso a Internet), um post com o título “O que justifica?”, investe contra a decisão do ministro Joaquim Barbosa de apreender os passaportes de réus já condenados.

As justificativas são diversas. E é até cansativo elencá-las. A primeira – e básica – e que bandidos precisam ser vigiados entre a apenação e a execução da pena. E que bandidos que roubaram, possuem ainda mais condições de fugir, visto que milionários com o que roubaram. Outra decorre do caráter dos condenados. Especificamente no caso de Dirceu, nada a comentar. Dirceu continua na clara intenção de ser o “mártir do puteiro!”. O “preso político” que trocou o crime de opinião pelo roubo na boca do caixa. Do dinheiro público.

Quer confrontar o Judiciário. Quer se colocar como uma vítima do sistema, que ele mesmo afirmava (e nunca foi verdade!) a construir. Ele se esquece de que o nome do jogo é DEMOCRACIA. E, na democracia, bandidos são presos.

Há muito não via tamanho descaramento e hipocrisia, na tentativa de impor a canalhice como valor a ser preservado: “Nenhum ministro encarna o Poder Judiciário – não estamos no absolutismo real. Nenhum ministro encarna a nação ou o povo – não estamos numa ditadura. Mesmo acatando a decisão, tenho o direito de me expressar diante de uma tentativa de intimidar os réus, cercear o direito de defesa e expor os demais ministros ao clamor popular instigado, via holofotes de certa mídia, nestes quase quatro meses de julgamento.”

Dirceu é uma anta? Há controvérsias. Mesmo uma nobre anta (o que não é o caso, visto que falta nobreza) sabe que não pode, presa em redes, atacar quem a capturou.

A figura animal mais próximo da verdade é da hiena. Come fezes, ataca em bando, ri, abandona outras (as feridas) pelo caminho de fuga e provoca o inimigo e depois foge…

Até onde este script de filme de terror vai continuar sendo encenado?

A alegação de uma suposta “coragem” derivada deste enfrentamento cai por terra quando se reconhece que o Judiciário não age por vingança. Age por justiça. E esta já basta ao escroque oficial. O chefe da quadrilha sabe que nada perde ao tentar desmoralizar o mesmo poder que lhe deu acolhida quando fugitivo e anistiado. O ganho se ouve nos gritos de “mexeu com ele, mexeu comigo!”, entoado nas bocas de fumo – correção , nas plenárias – onde os aliados do ladrão se reúnem.

O objetivo é posar de perseguido político. E justificar a pesada pena pelo “inconformismo” com a “sentença influenciada por uma certa mídia”, prolatada por “juízes absolutistas e ditadores”. Em um país governado pelos seus (dele) próprios protetores.

É o samba do ladrão doido!

Ou a salsa cubana do covarde sem caráter.

11/11/2012


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Reynaldo-BH: A Era da Mediocridade é a versão lulopetista dos anos de chumbo




Enfadonha

Esta é a definição que se aplica às notas raivosas que o PT comete com alguma frequência

 Por Augusto Nunes

REYNALDO ROCHA

Como um crime continuado, para ficar no terreno hoje tão bem conhecido pelo lulopetismo.

Qual partido precisa constantemente dirigir-se ao país através das ditas notas oficiais? Não dispõe de tribunas legislativas ou não acredita nelas? Ou evita entrevistas por temer perguntas inconvenientes?

Não deixa de ser sintomático que um partido necessite, semana sim e outra também, emitir um amontoado de sandices na tentativa de justificar acusações, roubos, casos de corrupção e mentiras repetidas ao limite do nojo.

Só se encontra paralelo nas famigeradas “ordens do dia” das Forças Armadas na ditadura militar. Eram notas oficiais dirigidas pelos superiores hierárquicos ao chamado “público interno”, e lidas em quartéis com a tropa alinhada para a cerimônia.

Qual é a diferença entre aquilo e as notas do PT? Quase nenhuma. Até a linguagem empolada, imperial, retumbante e facciosa é praticamente a mesma. Horrível de se ler. Só deve ser bom para os iniciados, que já adivinham na primeira frase o que virá.

Já seria trágico se as coincidências terminassem por aqui. Mas nada no PT ─ quando se trata de ser ridículo ─ é do tamanho que aparenta. É preciso mais. A tragédia que é comédia.

Os argumentos são os de sempre. Só mudam as rotulações, os inimigos. Na essência, a alma autoritária reprisa as mesmas mentiras e ameaças.

“Soldados, irmãos em armas! Há quase meio século, atendendo ao pedido da esmagadora maioria dos brasileiros, nossas tropas saíam às ruas, aclamadas, para por fim à tentativa de traidores, marginais e sociopatas de instalar em nossa Pátria um regime marxista, totalitário, uma extensão lacaia da URSS.”(Ordem do Dia de um site de Oficiais da Reserva – 31/03/2012)

“Nosso desempenho nas eleições municipais ganha ainda maior significado, quando temos em conta que ele foi obtido em meio a uma intensa campanha, promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo explícito é criminalizar o PT. Não é a primeira, nem será a última vez, que os setores conservadores demonstram sua intolerância; sua falta de vocação democrática; sua hipocrisia, os dois pesos e medidas com que abordam temas como a liberdade de comunicação, o financiamento das campanhas eleitorais, o funcionamento do Judiciário; sua incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira. Mas a voz do povo suplantou quem vaticinava a destruição do Partido dos Trabalhadores. O desempenho do PT no primeiro turno das eleições municipais brasileiras, assim como a vitória do Grande Polo Patriótico nas eleições presidenciais venezuelanas igualmente realizadas no dia 7 de outubro, confirmam a força da esquerda democrática, popular e socialista latinoamericana e caribenha.” (Nota do PT, do site oficial, Resolução do Diretório Nacional outubro/2012).

Até o estilo é o mesmo!

Antes, “soldados irmãos!”. Hoje, “companheiros”! Antes, “comunismo internacional.” Agora, “setores conservadores e de direita.” Na ditadura, “a salvação do Brasil das garras da URSS”. No lulopetismo, “a salvação do Brasil das práticas imperialistas dos USA.” Os militares; “exemplo dignificante dos USA.” Os petistas; “o exemplo maior da Venezuela e Cuba”.

SÃO TODAS frases retiradas de documentos oficiais!

A mentira e a ameaça estão presentes nestes documentos que a história só pode classificar como lixo.

Nos anos de chumbo, “ninguém segurava o Brasil”. Na Era da Mediocridade, “nunca antes neste país!”. Se antes as FFAA se diziam salvadoras do Brasil, o que o PT diz de si mesmo?

Por fim, a ditadura e o lulopetismo identificam sem meias palavras o mesmo inimigo: o Poder Judiciário. A quem ambos tentaram calar. Seja com baionetas ou com chantagens.

Em breve teremos mais um delírio do PT, exposto em outra nota ridícula. E ofensiva ao Brasil. Como todas as anteriores.

Abusando de distorções, elevando mentiras a fatos, criando golpes onde só se vê justiça, destilando ódio.

Nada de novo. O pensamento único é a forma exata dos que acreditam serem todos iguais.

É para este público específico que tais notas são paridas. A fórceps. Desnecessário. Lulopetistas não leem. Só repetem o que lhes ordenam.

Para o Brasil decente, resta conviver com este espetáculo indecente.

Suportaremos.

Afinal – ao contrário deles – defendemos o direito pleno de livre expressão. Sem controles sociais de qualquer espécie.

É melhor ter asneiras publicadas do que a censura que eles desejam.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

‘Saúde, Roberto Jefferson. E cadeia pelos crimes que cometeu’


Feira Livre

Reynaldo-BH:

‘Saúde, Roberto Jefferson.

E cadeia pelos crimes que cometeu’


“Quando me encontro no calor da luta

Ostento a aguda empunhadora à proa,

Mas meu peito se desabotoa.


E se a sentença se anuncia bruta


Mais que depressa a mão cega executa,


Pois que senão o coração perdoa…”


(Chico Buarque – Fado Tropical)

Meu coração tem mesmo um sereno jeito. E eu mesmo me contesto. O que me fez assim? A vida, sem dúvida. Ou o fim dela.

Nada há de mais pesado e cruel que saber-se finito. Todos dizemos saber. Mas vivemos como se imortais fôssemos. Talvez isto nas faça despertar do sono a cada manhã.
E os que infelizmente são colocados frente ao que é inevitável – pelo que dolorosamente aprendi – têm duas reações típicas: a negação ou o medo.

Lula e Chávez, dois exemplos acabados do primeiro comportamento, negam a dor do que vivem.

Como se a negação fosse a saída mágica para uma alternativa inexistente, pois que resta somente a luta para quem a vida resolveu desafiar.

Outros sentem-se impotentes. Desamparados. Assustados. Têm medo, enfim. O medo real que nunca diminui, mas acrescenta. Como eu. Como tantos.

Entre estes figura o deputado mensaleiro Roberto Jefferson.

“Tenho medo”, disse Jefferson ao ser confrontado com a certeza de saber-se menor. De saber-se em mãos de terceiros sem mais nada poder fazer para determinar o futuro. “O comando do navio está em outras mãos”.

Será que existe uma confraria dos assustados?

Dos que se enxergam menores do que imaginavam? Não sei.


Sei que existe uma compreensão que extrapola a quem não vive (ou viveu) a mesma experiência de finitude.

Jefferson é diferente de Lula. Cito só como exemplo. Capaz de produzir frases antológicas (“Tenho medo de você. Pois me provoca os mais baixos instintos!”), e de citar autores que certamente leu, mostra a distância de um bandido letrado para outro, ignorante.

São ambos bandidos.


Ambos surpreendidos pela mesma situação que os faz (ou deveria fazer) rever a postura de vida e o legado que é a transcendência.

Um ri do que o amedronta, como se ôossemos todos crianças a acreditar na força de super-homem. Sem kriptonita.

O outro mostra um resquício de humanidade.

Meu peito se desabotoa com a humildade superior de quem se mostra humano. E se fecha frente aos insensíveis que acham possível controlar até a morte.

Mas, como no verso/canção de Chico Buarque, minha mão cega executa!

Entendo que acima do drama humano sempre estará a cidadania. Além da morte que virá (mais cedo e anunciada para alguns) está a permanência de uma nação, no sentido exato do termo.

Ao homem Roberto Jefferson desejo, de modo sincero, força e pleno sucesso na luta em que as partes são desiguais.

E os homens são sempre a parte indefesa.

O político Jefferson, esse eu espero que o STF condene.

E que cumpra com saúde (sem ironias vulgares) a pena pelo malefício que ajudou a causar a este país.
Uma doença não é habeas corpus, nem mesmo presunção de inocência. É somente uma tragédia.

Que seja enfrentada como tal.

Com sucesso na luta de um ser humano contra a adversidade sempre existente na abreviação acelerada de uma vida.


E que a tragédia política, moral e ética seja paga na justa medida.

Saúde, Roberto Jefferson.

E cadeia pelo que cometeu!


Espero ainda estar vivo para ver estas duas vitórias!


Ao contrário da poesia, coração por vezes não perdoa…


26/07/2012
 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Reynaldo-BH: ‘O ministro se arrisca a vagar pelos corredores do Judiciário como uma alma penada que não assusta ninguém’







 

POR REYNALDO ROCHA

A soma de dois erros nunca é um acerto. É só um novo erro.

A argumentação do conceituado advogado Marcelo Leonardo, de Minas Gerais, não chega a ser sequer um argumento. É a confissão de que Toffoli já agiu errado por duas vezes. O que de modo algum o autoriza a errar pela terceira vez.

Tenho um respeito quase reverencial pelos ministros do STF. Ou melhor, tinha.

Sempre os vi como guardiães da Constituição Brasileira. Por vezes, o STF ia além da guarda de nossos direitos. Exercia o direito positivo, regulamentando artigos que o Poder Legislativo não queria enfrentar.

Não consigo mais enxergar no STF a casa das leis e de juristas. Quando uma (ou mais) maçã apodrece em um cesto, já diz a sabedoria popular, é questão de tempo para que todas as outras sejam contaminadas.

Toffoli envergonha o Poder Judiciário. Piloto cego que nunca voou, hoje é comandante de Jumbo. Batedor de bumbo em bandinha de coreto que hoje é maestro de Sinfônica.

E que se sujeitou a ocupar um assento que sabia muito maior do que o ocupante. A soberba sem limites. O fato de escrever, por exemplo, não faz de mim um jornalista. Jamais aceitaria ser por não merecer. Simples assim.

Toffoli aceitou ser ministro quando os conhecimentos não lhe garantiram o cargo de juiz.

A diferença?

Para ser juiz há necessidade de concurso. Para tornar-se ministro, basta ser obediente a um presidente que acrescenta à verdadeira herança maldita o descrédito que atinge o Poder Judiciário.


Todo homem tem uma história pessoal. É o que guardamos em nossa memória. Nossos próprios marcos históricos. É o que forja nossa identidade.

A memória, porém, é seletiva. Assim nos ensina Karen Worcman, fundadora do Museu da Pessoa, já entrevistada aqui neste blog.

Toffoli teria marcos pessoais?

A menos-valia de um reprovado em concursos para juiz o leva hoje, como ministro do STF, a sentir tamanha gratidão por quem lá o colocou, passando por cima do Direito, da Ética e da Vergonha?


Parece que sim.

Talvez o conceito de honra lhe seja desconhecido, ou é bastante maleável. Como temer, neste caso, a desonra?

Não se trata de evitar a declaração de um voto já conhecido. Quem defendeu os acusados não pode condená-los enquanto juiz. Para isto existe o impedimento que julgadores honestos declaram nestas situações.

Trata-se de preservar o Poder Judiciário. De resguardar a Suprema Corte. De proteger a Cidadania.

Costumo lembrar sempre que, acima do STF, só Deus. Não há a quem recorrer. Baseado na certeza de que lá estariam – sempre – os mais preparados, com um saber jurídico tão intenso quanto a honestidade intelectual e ética, não imaginei a situação absurda que vivemos hoje.

De uma clareza absoluta. Um advogado que defendeu por anos alguns acusados não pode – nem deve – ser o juiz dos mesmos.

É improvável que apelar para a consciência pessoal e o respeito aos pares faça Toffoli erguer a coluna e se manter ereto.

A história pessoal do ministro já demonstra isto.

Toffoli está a um passo de transformar-se numa alma penada vagando pelos corredores do Poder Judiciário. Sem provocar sustos.

Como um Fantasma de Canterville.

Com uma diferença: nunca terá paz.

E nem respeito.

18/07/2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que move LULA? Não existe outra explicação que não o ódio, inveja e sentimento de menos-valia. Doentio.







REYNALDO ROCHA

De que barro é feito Lula? O que o motiva a viver? O que deseja deixar como legado, ao país e aos descendentes?

Assusta-me menos o fato político do que a sociopatia de Lula da Silva.

O PT aliar-se a Maluf (o próximo será Chalita), impor Humberto Costa no Recife, impedir legítimos candidatos no RJ e ser garçon em Belo Horizonte não é mais novidade. A rigor, é mais do mesmo. Um partido que obedece fielmente à voz de comando do dono, como cão amestrado. Que me desculpem os cães…

O PT que nasceu como alternativa à política tradicional, agregando Igrejas, intelectualidade, operariado e estudantes conseguiu o impensável: contaminar TODOS esses segmentos sociais.

As Igrejas (de diversas denominações) descobrem que o caminho das pedras no mar de lama é ter o profeta Lula como guia. E dá-lhe concessões de TV, propagandas oficiais e acordos feitos em templos.

Os intelectuais lutam para defender o indefensável. Torturam argumentos, abusam de uma reputação que já não têm na área acadêmica, se encastelam em Universidades públicas transformadas em púlpitos para discursos sonolentos e embolorados.

O operariado renunciou às lutas – e greves – para disputar cargos com as facas nos dentes. Repartem o butim de impostos sindicais. Criam sindicatos fantasmas como um imenso laranjal.

A UNE (ou UNEA) vive de roubos identificados pelo Ministério Público – com projetos inexistentes na execução e reais no aporte de dinheiro público – e da venda de carteiras de estudantes.

E ainda se multiplicam as ONGS, instrumentos de roubos (não todas, claro) sequer imaginadas pelos aliados de Lula, Sarney e Collor. Se pudessem prever o que arrecadariam essas “organizações”, certamente teriam criado um sem número delas.

O que move LULA?

Não existe outra explicação que não o ódio, inveja e sentimento de menos-valia. Doentio.

Acossado por delírios persecutórios, elege como alvos Arthur Virgílio, Tasso Jeiressati, Marconi Perrillo (mesmo tendo que mandar ao inferno o tatibitate do companheiro Agnelo), FHC e José Serra.

Reduz as eleições de 2012 (que ocorrem em 5.507 municípios!) a uma disputa paroquial na maior metrópole brasileira. Com o objetivo único de derrotar José Serra e “desalojar os tucanos” de São Paulo. Fica claro que não conseguirão.

Insisto: isto é menor frente ao que Lula faz e como se mostra sem disfarces.

Está aliado aos mesmos que definiu – corretamente – como ladrões e corruptos.

Pensávamos, à época, que era por nojo ou desejo de mudanças. Não era. Era somente inveja: ele ainda não dispunha de poderes para controlar cofres, iludir eleitores e ser também um cínico de sucesso.

Já é.

Os fatos é que dizem.

É capaz de abraçar a quem o acusou de tentar matar a própria filha, obrigando a ex-companheira a fazer um aborto. Não só apertar-lhe a mão, mas solicitar apoio em nome da própria popularidade.

Agora aperta a mão ágil do mestre em usá-la para roubar o dinheiro público. Notadamente em território paulistano, onde Lula pretende que o apoio do parceiro faça a diferença em favor do candidato ungido pelo Imperador de São Bernardo.

E o faz sem sequer tapar o nariz. Não se importa com o mau cheiro.

Humilha-se a ponto de puxar uma comitiva em busca de apoio na residência do procurado pela polícia em todo o mundo. Com mandado de prisão ainda válido.

E deixa-se fotografar ao lado do meliante, que ainda encontra espaço para fazer um sinal de positivo, selando a rendição do lulopetismo sem direito a apelações.

Maluf merece o PT. E este merece Maluf. São feitos do mesmo barro.

Daqueles que são encontrados nos fundos das fossas sanitárias em meio a excrementos.

Barro fétido e de nenhuma utilidade. Contaminado. Não reciclável. Poluído. Podre.

Ao perder a vergonha e promover acordos espúrios à luz do dia, no covil do ladrão e aos olhos da imprensa, Lula atingiu o ápice. Da decadência.

Demonstrou o desprezo absoluto que devota aos brasileiros com vergonha na cara e aos valores que defendem.

Drummond dizia que a Itabira em que nasceu era somente uma foto na parede. E doía.

Esta foto sequer serve para prontuário policial. Maluf já tem a própria nos arquivos da Interpol.

Serve, quando muito, para que lulopetistas e milicianos sejam acionados para defender o indefensável.

Estes ao menos não renegam ideias anteriores. Nunca tiveram.

E demonstra que as que Lula dizia representar não passavam de mentiras oportunistas de quem jamais teve apreço real pela ética.

Não é uma foto. É um quadro de horror. E nojo.


19/06/2012