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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Proteção oficial para obras do PACo no Complexo do Alemão esconde célula de narcoguerrilha das FARC



Do Alerta Total

Por Jorge Serrão


O governo Lula tem culpa direta pela onda de terror que torna o Rio de Janeiro refém da narcoguerrilha urbana. Partiu do Palácio do Planalto uma ordem direta para que não ocorressem incursões policiais de peso no Complexo do Alemão.

A “orientação” foi prontamente obedecida pelo goverrnador aliado Sérgio Cabral Filho. Agora, é uma das razões ocultas da crise verbal entre o Secretário de Segurança do Rio e a equipe de Stalinácio.

O motivo alegado oficialmente para a “trégua policial” seria não atrapalhar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento – o PACo, que prevê investimentos de R$ 495 milhões nas 11 favelas em que vivem de 97 mil (segundo o IBGE) a 150 mil pessoas (segundo estimativas locais).

Mas a razão real para que a Polícia não pegue pesado no Alemão é que lá está instalada uma “célula” de narcoterroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

A informação sobre a presença das FARC no Alemão, que os governos Lula e Cabral só conseguem abafar por milagre, é conhecida dos serviços de inteligência da Polícia Fluminense e das Forças Armadas.

As FARC são parceiras dos narcovendedores cariocas na compra e venda ilegal de armas e drogas. Também são parceiras de um segmento radical do petismo no Foro de São Paulo que as classifica como “grupos revolucionários”

Charges...

CQC fala ao vivo com primeira-dama Marisa Letícia



Blog do Daniel Castro

Os humoristas do programa CQC, da Band, conseguiram no início desta madrugada o feito de falarem ao vivo, por telefone, com a primeira-dama, Marisa Letícia. Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos queriam falar com o presidente Lula, que aniversaria hoje. “Ô, meu querido, desculpe, o presidente já está dormindo, trabalhou hoje e está muito cansado”, justificou a primeira-dama, ao atender a ligação de Marcelo Tas. Era 0h09.

Demonstrando bom humor, Marisa Letícia revelou que estava assistindo ao programa. “Foi ótimo, adorei”, avaliou. Ela contou que irá preparar um “jantar especial” para o presidente hoje. “Eu vou para a cozinha, eu vou fazer”, disse.

Tas perguntou se os senadores Fernando Collor de Mello e José Sarney seriam convidados. “Eu não sei quem vai ser convidado, sei que os ministros serão”, respondeu ela, política.

Antes de falarem com a primeira-dama, os CQCs fizeram três tentativas. Ligaram para o Palácio do Alvorada e falaram com uma secretária, Marlene, que transferiu a ligação para Marisa Letícia.

Depois do programa, no Twitter, eles comemoraram. “Haha!! Falar com a primeira-dama foi irado!! Depois do programa, todo mundo comemorou!!! Ela é muito fofa!! beijomeligaMarisa!!”, postou Marco Luque.

 
“Nunca antes na história deste país a primeira-dama falou ao vivo da cama com um programa de TV. Obrigado, Dona Marisa ”, agradeceu Tas.
(Com Hakeito Almeida)

Juanita Castro, irmã de Fidel e Raúl Castro, revelou que trabalhou para a CIA

Irmã de Fidel diz que foi recrutada para a CIA por brasileira


Juanita Castro foi contatada por esposa do embaixador brasileiro em Havana, segundo disse em entrevista


Juanita lança nesta segunda livro sobre sua visão da revolução
Agência Estado e Associated Press


Juanita lança nesta segunda livro sobre sua visão da revolução

SÃO PAULO - Juanita Castro, irmã de Fidel e Raúl Castro, revelou que trabalhou para a CIA (Agência Central de Inteligência), recrutada pela mulher do então embaixador brasileiro em Havana, em uma entrevista transmitida no domingo, 25, pela emissora Univisión

Atualmente com 76 anos, Juanita apoiou inicialmente Fidel quando o grupo dele derrubou o ditador Fulgencio Batista. Rapidamente, porém, desiludiu-se pelo grande número de execuções e outros abusos da revolução, disse ela durante entrevista ao canal hispânico de Miami.

A casa dela converteu-se em um refúgio para anticomunistas, antes que a própria Juanita decidisse deixar o país, em 1964, quando se exilou no México.

Juanita afirma que foi recrutada para trabalhar pela CIA por Virginia Leitão da Cunha, mulher do então embaixador do Brasil em Havana, Vasco Leitão da Cunha, que posteriormente foi ministro das Relações Exteriores, entre 1964 e 66.

Juanita Castro disse que colaborou com a CIA enquanto estava em Cuba e também depois de sua partida. Posteriormente, ela se exilou em Miami e abriu uma farmácia.

Nesta segunda-feira, 26, Juanita lança suas memórias, "Fidel e Raúl, meus irmãos. A história secreta", pela editora Santillana. O livro foi escrito pela jornalista María Antonieta Collins, a partir de uma entrevista.

Juanita disse que o primeiro contato da CIA ocorreu pouco após a fracassada invasão da Baía dos Porcos, quando ela viajou com o México para se reunir com o funcionário encarregado de seu recrutamento, em 21 de junho de 1961. 

Ela contou em detalhes que Leitão da Cunha e sua mulher haviam abrigado muitos revolucionários durante a ditadura de Batista, e simpatizaram inicialmente com o governo Fidel, mas posteriormente ficaram decepcionados.

Segundo a irmã de Fidel, ela e Virgínia viajaram separadamente para o México para se encontrar com Tony Sforza, um dos especialistas da CIA em Cuba. Juanita viajou com o pretexto de visitar uma irmã, a quem nunca mencionou o assunto.

Sforza trabalhava infiltrado em Cuba, passando-se por jogador de cassino com o nome falso de Frank Stevens. Juanita recebeu o nome de "agente Donna" e teve como primeira missão enviar entregar dinheiro a homens da CIA na ilha.

A CIA se comunicava com ela por mensagens cifradas em uma rádio de ondas curtas. Antes da crise dos mísseis, Juanita passou informações à CIA de que foguetes soviéticos eram instalados em Cuba, e também sobre visitas dos russos à ilha.

A agência decidiu afastá-la de Cuba depois que Raúl foi dizer à irmã que havia acusações contra ela por supostas atividades contrarrevolucionárias. 

Aparentemente, não haviam descoberto sua ligação com a CIA. Juanita afirma que foi Raúl quem lhe conseguiu um visto para viajar ao México. Chegando ao país, ela escreveu um texto rompendo com a revolução.

"Comecei a me desencantar quando vi tanta injustiça", afirmou Juanita na entrevista, referindo-se às prisões, aos fuzilamentos e aos confiscos do governo revolucionário.

"Tínhamos a tendência de botar a culpa nos subalternos, mas as ordens vinham de cima, de Fidel, de Che (Guevara), de Raúl."

Ex-articulador de Lula, Múcio vira o novo relator do processo no TCU



Por Roberto Almeida
Estadão

O caso da denúncia de desvio de dinheiro público e das suspeitas de irregularidades na prestação de contas da Fundação José Sarney caiu nas mãos do ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), recém-empossado no órgão por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Múcio foi o articulador político do Planalto durante o período que comandou o Ministério de Relações Institucionais.

Desde o dia 20 de outubro, quando assumiu o cargo no TCU, Múcio tornou-se o responsável pela investigação sobre "apropriação por parte da Fundação José Sarney de recursos públicos provenientes de patrocínio da Petrobrás".

Há três meses, porém, o então ministro de Lula foi um dos responsáveis por debelar a crise entre senadores petistas, que defendiam um pedido de licença do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para apurar irregularidades - entre elas, as da Fundação Sarney.

A investigação sobre as contas da entidade foi aberta no TCU dia 22 de julho, a pedido de senadores da oposição, com base em reportagens do Estado.

Havia, segundo o tribunal, indícios de mau uso de recursos públicos pela fundação, tanto do patrocínio da Petrobrás como no desconto no Imposto de Renda, previsto pela Lei Rouanet.

O primeiro relatório de auditoria, que deu início ao processo, apontava possível "prejuízo simultâneo ao patrimônio da estatal (na parte dos recursos desviados) e da União (incluindo o IR não recolhido)".

O TCU também solicitou tanto ao Ministério da Cultura como à Petrobrás documentos referentes ao patrocínio para a Fundação Sarney. O repasse da estatal para a entidade foi considerado regular, mas a análise da prestação de contas ainda está pendente.

Além do TCU, a Controladoria-Geral da União (CGU), órgão vinculado à Presidência, investiga indícios de irregularidades na fundação desde o fim de julho - o parecer, porém, ainda não foi emitido.

O processo corre sob sigilo.

Procurado, o ministro José Múcio Monteiro não foi encontrado pela reportagem.


COLABOROU LEANDRO COLON

“Desfolhando a Margarida”



Por Arlindo Montenegro

Enquanto leio a notícia do Financial Times sobre a entrada do Meirelles na política, os feirantes preparam as barracas da feira semanal na madrugada fria e chuvosa de verão.

É de lascar!

Milhões de feirantes, camelôs, agricultores, motoristas – trabalhadores produtivos com a mão na massa – fazendo das tripas coração, para sobreviver, cercados pela cambada de banqueiros que corrompem os que fazem as Leis, que não são respeitadas pelo governo.

O sujeito já é político, está acima dos políticos, manda nos políticos. Inscrever-se como membro de um partido que prima por ser descarado entre os descarados é mais um passo estratégico, para somar mais poder entre os que controlam impostos, taxas, educação e saúde nos mais baixos níveis, segurança zero como política de instrumentação do terror de um governo complacente com o crime organizado.

Um governo integrado por terroristas de carteirinha.

Por falar em segurança, o governo está muito preocupado com a violência da guerra entre facções criminosas que já matou mais de 30 pessoas na Somália!

Mas no Rio onde morreram quase 50 numa semana ou no resto do Brasil onde se podem somar centenas de mortos a cada semana, vitimados pelas políticas governamentais, nem falar.

No nordeste um prefeito petista é preso com crack. No congresso um deputado petista, Eduardo Valverde, de Roraima, retira um projeto de lei inspirado em resolução da ONU, em defesa da sociedade urbana e para inibir ações terroristas.

A justificativa é que “o partido, PT, não quer “criminalizar o MST”.

Ora, o MST já é uma organização criminosa, terrorista, e “braço armado” dos comunistas mais radicais, que nem o Sr. Stédile, dona Dilma, esta que o Financial Times dos amigos do Sr. Meireles aponta como provável sucessora do Lula.

Leia mais aqui.

Carta de Fidel a Hugo Chávez, Eleições 2006

CARTA DE FIDEL CASTRO A HUGO CHÁVEZ


Transcrição exata da tradução para o português do documento enviado por Fidel Castro ao Presidente Hugo Chávez, da Venezuela, o qual esquematiza em linhas gerais as três etapas a seguir (a primeira já cumprida, a segunda em vias de), a fim de implantar de vez um regime comunista na Venezuela.

PRIMEIRA ETAPA

Os pobres são maioria e têm pouca memória . Injeta-lhes esperança e acusa o passado, à Democracia de todos os seus males.

Mantém-te em linha permanente com teu povo. Identifica-te com eles. Teu verbo tem de ser simples; isso lhes chega muito bem, pois tens o tempero que faz falta .

Emociona-os, leva-os em consideração. Aprende a manipular a ignorância .

O verbo deve ser inflamado, de autoridade e poder; não te preocupes com os ricos e a classe média, [pois] não são mais que 80% de pobres o que tu necessitas.

Os ricos saem correndo se lhes fazes "Buu!!!"

Os católicos adoram menções da Bíblia ou de Cristo. Os católicos, em que pese ser a grande maioria na Venezuela, não fazem nada. Rezar, sem ações, não vão chegar a parte alguma; são uns bobalhões.

Enquanto a igreja está adormecida, aproveita. Quando decidirem mover-se, já estarás instalado. Lembra que a igreja é "escorregadia". Segue fustigando.

Os católicos sem liderança não são ninguém. Nenhum padreco vai reagir. Há dois ou três que querem rebelar-se, porém seus superiores os encurralam.

Se vês um sacerdote católico alvoroçado, compra-o, chama-o, ganha-o para ti; se o povo cristão se te rebela, esse será teu último dia... porém , dificilmente esse dia virá.

Os judeus na Venezuela não contam, os Evangélicos são uns pobres coitados e as demais religiões para que nomeá-las?

Cita o Cristo, sempre, fala em seu nome , lembra que isto a mim me deu excelentes resultados.

Inclui bandeiras e Simón Bolívar quando possas. Gera um novo nacionalismo. Desperta o ódio, divide os venezuelanos . Esta etapa te dará bons dividendos... Se eliminarão uns aos outros, a violência te ajudará também a instalar-te mais tarde à força. Entretanto, fale-lhes de Democracia .

Tens dinheiro, compra a fidelidade enquanto cumpres os teus objetivos. Quando consegues o que queres se se opõem ou te aconselham, despreza-os. Envia-os a embaixadas, dá-lhes dinheiro para que se calem ou tira-os do país para que a imprensa não os utilize.

Os que se oponham "planta-lhes" delitos; isso desqualifica para sempre . Por todos os meios mantém maioria na Assembléia . Mantém a teu lado no mínimo a Procuradoria e o Tribunal. Compre todos os militares com comando de tropa e equipamentos . Põe-os onde há bastante dinheiro.

Compra banqueiros. Grandes comerciantes e construtores . Dá-lhes contratos, trabalhos e facilidades para esta primeira etapa .

SEGUNDA ETAPA

Para a segunda etapa tens que haver formado Comitês de Defesa da Revolução que os podes chamar de "Bolivarianos". Faz trabalho comunitário com eles para que te defendam agradecidos.

Paga-lhes para que sigam teus alinhamentos (marchas, concentrações). Dos comitês seleciona os mais agressivos para uma força de choque armada que podem necessitar se a coisa se põe difícil. Controla a Polícia, destrói-a.

Ponha-na à tua disposição. Na segunda etapa tens que aprofundar a visão da Revolução.

Deve-se mencionar muito a palavra revolução. Isto emociona os pobres .

Aqui tens que fraturar as uniões de trabalhadores e de empresários que podem fazer oposição. Aqui temos que conseguir com que os trabalhadores estejam filiados a uma central paralela.

Com dinheiro se consegue.

Do mesmo modo, tens que armar uma central de empresários paralela. Ataca os empresários. Acusa-os de famintos, fascistas e particularmente acusa-os de golpistas; faz-te de fraco .

A mente dos homens se situa no mais fraco e na injustiça. Se não o podes comprá-los, fecha os meios de comunicação radial, impressos e televisoras .

Tua empresa de petróleo é quem te produz o dinheiro do projeto.
Põe uma Junta Diretora Revolucionária.

Demite os técnicos e acaba com essa chamada meritocracia.

TERCEIRA ETAPA

Se tens tudo nesta etapa podes seguir para a terceira. Na terceira etapa podes violar a Constituição porque ninguém vai te impedir .

Ordena invasões.

Distribui armas, drogas e dinheiro.

Acusa-os de espiões e corruptos .

Desprestigia-os.

Prende muitos jornalistas, empresários, líderes trabalhistas .

Os demais escaparão do país ou serão punidos.

Reestrutura o Gabinete . Aqui podes desfazer-te de teus colaboradores . A alguns podes premiá-los e outros desprezá-los pois já não há oposição.

Tens que pôr camaradas. Estabelece o chamado constitucionalmente .

Estado de Exceção ; Suspende garantias . Lança o toque de recolher .

Apura-te, olha se o povo te está achando excelente.

Fecha todos os meios de comunicação .

Destrói Prefeitos e Governadores da oposição .

Anuncia a reestruturação de todas as áreas do Estado e a elaboração de uma nova Constituição . Forma um Conselho de Governo com 500 membros.

No Conselho Assessor do Governo estarei eu.

Há que fuzilar os opositores que não aprendem.

Isso é a única coisa que os silencia e é mais econômico .

Nunca deixes que se organizem, nem deixes que conheçam tuas intenções .

Seremos respeitados novamente com o Marxismo-Leninismo. Brasil, Equador, Venezuela e Cuba a passos indestrutíveis.

Se vejo que não tens colhões, recolho todo o meu pessoal; podem me matar os militares, quando se te ergam, se não me fazes caso.

Que estás esperando, Hugo?

A única coisa necessária para o triunfo do mal - a reeleição de Lula e a subseqüente implantação de uma ditadura comunista no Brasil - é os homens de bem não fazerem nada.


Mas há uma diferença fundamental entre os casos Lula da Silva e Collor de Mello.

Ao contrário de Collor, de quem se afirma ter enfiado a grana do tesoureiro alagoano nas cascatas faraônicas da Casa da Dinda, o atual presidente , fantoche das esquerdas latino-americanas, corrompeu de forma deliberada o aparelho do Estado com vistas derrocada da democracia e a implantação do socialismo totalitário tramado nos desvãos do Foro de São Paulo .

Trecho retirado do artigo Lula de Mello X Collor da Silva escrito por Ipojuca Pontes (16.08.2005)


DEPOIS NÃO DIGAM QUE NÃO FORAM AVISADOS...!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O órgão competente da Justiça tem que ser chamado para evitar esse tipo de vale tudo


"Ninguém pode impedir o governante de governar e existe sempre a mais valia natural dos candidatos vinculados ao governo.

Agora, é lícito transformar um evento rotineiro num comício?

Entendo que não.

Certamente o órgão competente da Justiça tem que ser chamado para evitar esse tipo de vale tudo".

"Como vimos na mídia, houve sorteio, entrega, festas, cantores.
Isto é o modo de se fiscalizar tecnicamente um obra?"
 
 
Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes

Conselho decide fechar Fundação Sarney



O conselho curador da Fundação José Sarney decidiu fechar a entidade, que mantém, no Maranhão, o acervo do período em que o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocupou a Presidência da República.

A informação foi confirmada pela assessoria de Sarney e antecipada pela colunista da Folha, Mônica Bergamo.

Entenda as denúncias contra a Fundação José Sarney

Domingo na Folha:

Sarney ajudou filho a "atacar" setor elétrico, revela grampo

TJ-DF rejeita novo recurso de jornal no caso Fernando Sarney
Oposição cobra apuração de ingerência de Fernando Sarney em ministério

Família Sarney interfere em agenda de Edison Lobão

A assessoria do senador negou, no entanto, que a decisão tenha partido de Sarney. A fundação teria sido fechada por problemas financeiros. Ainda não foi decidido o que será feito com o acervo.

Procurado pela reportagem, o presidente da fundação, José Carlos Sousa Silva, disse desconhecer o fato e afirmou que as denúncias contra a fundação e contra Sarney são "preconceito" contra os nordestinos.

Em julho, uma reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S.Paulo" informou que ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural da Fundação Sarney teriam sido desviados para empresas fantasmas e empresas da família do senador.

O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel.

Segundo a reportagem, a justificação de um saque de R$ 145 mil foi feita com recibos da própria fundação. Outros R$ 30 mil foram para emissoras de rádio e TV da família Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício.

Na ocasião, Silva chamou de "leviana" as denúncias de que a fundação teria desviado R$ 500 mil da Petrobras para empresas fantasmas ligadas a família do peemedebista.

Ele negou, em nota, que as empresas sejam de fachadas e sustentou que fez "correta aplicação dos recursos".

O presidente da fundação afirmou que a Petrobras acompanhou a execução do projeto cultural que foi patrocinado pela Lei Rouanet.

Sarney disse, na ocasião, que a prestação de contas da fundação foi encaminhada ao Ministério da Cultura e que caberia ao TCU (Tribunal de Contas da União) investigar qualquer irregularidade.

Ele afirmou ainda que não tinha responsabilidade administrativa sobre a fundação.

O estatuto da fundação, no entanto, derrubou versão do senador e disse que competia a Sarney presidir reuniões do conselho curador, orientar atividades e representá-la em juízo.

Em setembro, um relatório do TCU sobre os repasses da Petrobrás para a Fundação José Sarney aponta "regularidade da conduta da estatal".

"Se há prejuízo ao erário federal, este se refere ao patrimônio da União e não o da Petrobrás, sendo o Ministério da Cultura o órgão responsável pela avaliação das contas do ente beneficiário",
disse o tribunal.

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
TATHIANA BARBAR
da Folha Online

Rituais vazios

Esvaziamento dos discursos políticos é fenômeno universal que transforma líderes em profetas
Rituais vazios
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI
COLUNISTA DA FOLHA


Sabe-se que a política possui seus rituais.

Os soberanos, os príncipes e os chefes de Estado demarcam seus respectivos territórios formalizando certas condutas que distinguem os que mandam e os que obedecem.

Nas democracias contemporâneas os chefes procuram mostrar que atuam no mesmo plano de seus subordinados, mas não é por isso que sub-repticiamente deixam de marcar as diferenças.

No que nos concerne, que se observem em particular as roupas do presidente Lula, que quase não repete um terno e se cobre de chapéus segundo as circunstâncias.

Se usa um chapéu do Exército na viagem inspetora-eleitoral às obras do rio São Francisco, é porque pretende sinalizar que todo o esforço da transposição das águas se faz mediante a colaboração militar, portanto, sob seu comando formal.

Tudo nele simboliza, ao mesmo tempo, proximidade com o eleitor e distância nos modos de seu ser.

No entanto, quanto mais o discurso político se esvazia de sentido, tanto mais essa sinalização do poder se converte num ritual vazio.
O fenômeno é universal, com a exceção notável dos EUA.

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Nicolas Sarkozy por Jiho

Note-se, por exemplo, o que Sarkozy [presidente francês] diz a cada momento.

Não lhe interessa se o que diz à tarde contradiz o que foi dito pela manhã, importa que seja ele quem enuncia a situação a ser trazida para o nível do disc
urso.


Não sabe de nada

Entre nós, como nos inclinamos a ser a caricatura do mundo, esse esvaziamento do discurso de nossos "grandes caciques" é flagrante.

Ninguém acredita, nem ele mesmo, que o presidente do Senado, José Sarney, não sabia das irregularidades cometidas durante suas gestões.

Mas assim mesmo ele declara não saber de nada, e todos nós terminamos sabendo de tudo como se não soubéssemos de nada.

Vale tão só o ritual do falar purgante.

O presidente Lula, desde a crise do mensalão, é mestre nesse purgar pelo discurso vazio. Nesta semana, a imprensa anuncia que a defesa do ex-deputado Roberto Jefferson voltou a pedir que o Supremo Tribunal Federal inclua o presidente Lula entre as testemunhas do processo do mensalão.

Obviamente, o presidente usará de suas prerrogativas de responder por escrito, reafirmará sua ignorância do caso e tudo continuará como está.

Mas os advogados cumprirão a tarefa de dar uma conotação política ao processo, oferecendo uma oportunidade ao presidente de repor o testemunho no plano da indefinição conveniente a seus propósitos.

A fala desse poder mente, pretende ser verdadeira, mas todos sabem que ela é mentirosa.


Isso porque as palavras não estão valendo pelo que denominam, mas, antes de tudo, porque simbolizam a chefia que, exibindo-se como fazedor, está além da verdade e da mentira. Desde os filósofos gregos sabe-se que o discurso político se desdobra no nível da retórica; pretende antes convencer do que falar a verdade.

Mas não é por isso que deixa de se revestir com o manto do verdadeiro, pois somente assim, imaginando que estão no verdadeiro, as pessoas podem agir de forma coletiva, assumindo um mesmo paradigma.

Mas, se o paradigma da verdade e do interesse verdadeiro deixam de operar, o que a fala inconsequente simboliza?

Como esse discurso retórico pode ainda ter efeito quando as pessoas deixam de acreditar no que estão dizendo e ouvind
o?

Marginais
Tudo parece indicar que a fala da chefia não pretende se responsabilizar pelo que está sendo feito. O que faz é o chefe, este e não outro, e, se suas frases são contraditórias, isso vem demonstrar que o feito resulta tão só dele, de seu ser, não de suas palavras, vale dizer, das determinadas opções que foi obrigado a dizer.
 

A ação política deixa então de ser coletiva para se tornar um dom a ser recebido por aqueles que acreditam. Estes sabem que o benefício não pode ser generalizado, mas, graças à mediação da chefia, podem se apropriar das margens do que os poderosos já possuem.

Não pedem igualdade, apenas participação, ainda que seja pela margem. Participam do jogo político reafirmando sua condição de marginais, contentando-se com os restos de um sistema produtivo que alimenta uma sociedade de consumo.


JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve na seção "Autores", do Mais!. Esvaziamento dos discursos políticos é fenômeno universal que transforma líderes em profetas.

Leia mais aqui.

Prezado Prof. José Arthur Giannotti
Escrevo para comentar seu artigo, até porque o senhor ao final, pergunta como evitar este estado de total vazio e de torpor que estamos vivendo.

É a imbecilização do coletivo e o diferente é aquele que possui opinião própria. Então gritam todos:

"Fora com a ovelha negra" !!!

Perdão, errei, o correto é "Fora com a ovelha afro-descendente".

Nestes tempos onde os contrários, aqueles que têm algo a dizer são imediatamente banidos sob acusações de serem elites raivosas, extrema direita, pequeno-burgueses e mais um monte de rótulos inomináveis, realmente fica difícil implantarmos quaisquer mudanças.

Talvez a grande mentira comece em uma das maiores verdades que a frase a seguir resume: "O PODER EMANA DO POVO".

E Lula, que representa como ninguém este "povo" (como se ele fosse mais povo quanto eu ou o senhor), usa e abusa de suas prerrogativas para passar brandamente todas as suas mentiras e contradições.

Por várias fontes, fico sabendo o quanto estudantes do ensino médio e universitários precisam calar suas opiniões em variados temas. Principalmente se for sobre política, problemas sociais, raciais etc...

Aos estudantes que tem o que falar hoje, não lhes é dado o direito de manifestação sem serem completamente rechaçados.

Se pelo menos a maioria dos professores não estivessem tão ideologizada, talvez não estivéssemos aqui conversando sobre
O VAZIO NOS DISCURSOS DE QUEM OS PROFERE E DE QUEM OS OUVE.

Portanto, creio que se deva iniciar um sério debate sobre a forma como os nossos filhos, estes que governarão o Brasil amanhã, estão sendo tratados em sua diversidade, enquanto não podem se manifestar pelo que aprendem em casa, a exemplo de seus pais.

E ninguém melhor do que o senhor, professor emérito da USP, é conhecedor desta conduta falha e tão destrutiva para futuros formadores de opinião.

E se as coisas chegarem onde estão, a culpa é nossa por ter-mos deixado O VAZIO tomar conta de cérebros que deveriam estar reagindo a estas manipulações, principalmente depois que os politicos descobriram que é este o caminho para DIZER NADA, FINGINDO QUE SE DIZ TUDO.

Ana Prudente
Mãe de dois universitários
São Paulo

Charges

domingo, 25 de outubro de 2009

Sobrevivente - Silsaboia


Sobrevivente

Por Silsaboia

Há uma fumaça ao longe...
Um cheiro de sonhos queimados
uma fuligem negra que me cola aos ossos.
Há pelo ar uma saudade de antigos risos
e um estarrecedor silencio de bocas paralisadas
e mãos gélidas sobre a terra.
Lá distante, ainda escuto um assobio verde de um pássaro
sobrevivente solitário a voar
pesado,assustado,de asas negras
sem ter aonde pousa
r.

sábado, 24 de outubro de 2009

Charges do dia...

Companheiro Iscariotes - Dora Kramer


Companheiro Iscariotes

Dora Kramer

O presidente Luiz Inácio da Silva pode ser, e é, um político ardiloso. Mas não é um homem corajoso. Tampouco é um líder renovador. Não bate de frente com ninguém que possa vir a lhe ser útil amanhã, não enfrenta questões polêmicas, não compra brigas difíceis nem aceita disputa com igualdade de condições, só entra em conflitos protegido por escudos e, sobretudo, não confronta paradigmas.

Na dúvida, prefere a rendição. E pior, na condição de chefe da Nação, não hesita em classificar o Brasil como um país fadado a fazer política ao rés do chão e de mãos sujas. Na entrevista publicada na Folha de S.Paulo de quinta-feira, Lula pretendeu demonstrar pragmatismo, mas o que exibiu mesmo foi um imenso conformismo, incurável conservadorismo e oceânica indiferença em relação a qualquer coisa que não tenha a ver com sua pessoa. “No Brasil, Jesus teria que se aliar a Judas”, disse, como justificativa à sua tolerância para com a ausência de limites entre o público e o privado na operação da política brasileira.

Não é a primeira vez que o presidente se põe no patamar de divindade nem é inédita a manifestação de complacência em relação às piores práticas e seus praticantes. O exemplo, porém, agora foi mais infeliz do que nunca.

Desrespeitoso do ponto de vista religioso – ainda mais para quem preside a maior nação cristã do mundo – e ignorante do que tange ao registro histórico. Jesus, bem lembrou o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Dimas Lara Barbosa, não se aliou aos fariseus e penou exatamente por se manter fiel aos seus princípios.

Não se imagina que um político, nem mesmo um presidente da República, possa se conduzir por parâmetros santificados. Daí não ser aceitável também que dê ares sagrados aos seus atos. Contudo, espera-se de lideranças políticas – principalmente daquelas detentoras da admiração popular e que tenham feito carreira apresentando-se como arautos da mudança – que não se acomodem. Não compactuem, que usem seus melhores atributos para melhorar os defeitos que os fizeram crescer no imaginário da população como a materialização do bem contra o mal.

Em Lula, a figura do progressista, um mito alimentado por duas décadas de ofício oposicionista, não resistiu ao poder. Bem como o símbolo da luta em prol da depuração dos costumes e defesa da ética mostrou seus pés de barro ao adentrar o Palácio do Planalto.

Antes de se especializar como comandante das tropas do mau combate, sempre se alinhando às piores causas, jamais vocalizando os melhores valores, Lula abandonou as reformas.

Algumas delas apresentou pró-forma ao Congresso, como a tributária, a política, a previdenciária, mas ou não lutou por elas ou as deixou pelo meio do caminho. Outras, como a trabalhista e a sindical, simplesmente ignorou. Para não arbitrar conflitos e, assim, correr o risco de se confrontar com setores que lhe poderiam ser úteis.

Lula não é um homem que tome posições e brigue por elas. Não gosta de perder. Talvez considere que já tenha dado ao país sua cota nas três derrotas eleitorais antes de conseguir se eleger presidente. Uma vez conquistado o poder, usa seus instrumentos como um fim em si mesmo.

Ao longo de dois mandatos quase completos, o presidente Lula em nenhum momento sequer sinalizou disposição de empregar suas energias para ajudar a política brasileira a se modernizar. Ao contrário, valeu-se do atraso e apostou em seu aprofundamento.

Ao ponto de, na mesma entrevista, ter atribuído ao presidente do Senado, José Sarney, alguém a quem não hesitava ofender chamando de “ladrão” quando atuava como oposicionista, a condição de guardião da “segurança institucional” do Brasil.

Segundo ele, sustentou Sarney no cargo, a despeito de denúncias e mentiras confessadas, porque representava uma “garantia” ao Estado brasileiro. Não, significava uma caução para o controle do Executivo sobre o Senado, como admite na frase seguinte. A oposição, afirmou o presidente, faria “um inferno” no país, caso Sarney fosse afastado dando lugar ao vice, Marconi Perillo, cujo grande defeito foi ter dito de público que havia alertado Lula sobre a existência do mensalão no Congresso.

“Não entendi por que os mesmos que elegeram Sarney um mês depois queriam derrubá-lo”, declarou, fingindo-se de ingênuo, pois não faltaram fatos para propiciar a sua excelência perfeito entendimento a respeito da situação, perfeitamente compreendida pela bancada de seu partido no Senado.

O presidente, que outro dia mesmo reclamava dos políticos de “duas caras”, de novo encarnou a simbologia do mau exemplo. Convalidou, pela enésima vez, as práticas nefastas que passou a vida dizendo que precisavam ser combatidas.

Isso é pior do que ter duas caras: é jogar no lixo uma trajetória, enterrar uma biografia, é trair uma legião de brasileiros que o elegeu acreditando nas promessas de mudança.

Ideologia


Ideologia, você precisa de uma para viver ?






As ideologias são fonte de estagnação, causam retrocesso, ignorância e destruição para a humanidade.

As ideologias não são maleáveis.

Tais ideólogos criam um sistema de idéias dogmaticamente organizado como um instrumento de dominação psicológica dos indivíduos.

Em tais ideias o ideólogo sempre coloca uma promessa futura, uma promessa boa para todos que virá com a aplicação das suas ideias, prometem por exemplo o paraíso, ou o comunismo, é isso que domina as mentes, é isso que hipnotiza os crentes, a promessa de que terão uma recompensa boa !

As ideologias podem ter caráter político. religioso ou comportamental, as de caráter político tem como maior objetivo encobrir as divisões existentes na sociedade propondo uma forma maquiada de indivisão.

Por exemplo temos o socialismo marxista, que supõe uma classe unida de proletários, ignorando que entre os proletários (trabalhadores), existem aqueles que são brancos, outros negros, outros asiáticos, outros católicos, outros muçulmanos, outros protestantes, outros vegetarianos, outros onívoros, outros fumantes, outros não fumantes, outros homo, outros heteros, etc, e que tais pessoas tem objetivos primordiais diferentes mais importantes do que serem proletários !

É por isso que as ideologias precisam prometer algo muito bom, que suplante tais interesses primordiais.

Devido a essa irrealidade a ideologia funciona invertendo os efeitos e as causas, resultando em imagens e sintomas, produzindo uma utopia social, usando o silêncio para encobrir a incoerência.

As ideologias sempre associam-se a um ou mais símbolos, os símbolos exercem poder hipnótico sobre os seres humanos, os símbolos são uma forma de colocar a ideologia no corpo de cada indivíduo, um alemão com a suástica no peito se sentia incorporado ao nazismo, se sentia forte como o líder.

As ideologias precisam também criar gestos, refrões e palavras de ordem que serão praticados em uníssono, em coro, pelos ativistas e seguidores, as rezas, frases e palavras exclamativas usadas nas religiões, tais como "Amem", tem a mesma função de unir seguidores e o mestre.

E por fim, a maioria das ideologias tem um "livro sagrado", escrito pelo "mestre" ou por seguidores, que tem a função simbólica de representar a intocável sapiência do "mestre".

Estas são as características inconfundíveis das ideologias:

- existência de um mestre intocável.

- símbolos para representar as ideias do mestre no corpo dos seguidores.

- um livro (filme) onde estão os dogmas ditados pelo mestre.

- uma promessa futura de recompensa boa.

- refrões, slogans, rezas, gestos, palavras de ordem e exclamativas a serem usados pelos seguidore
s.