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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Senador Eduardo Suplicy desfila de cueca vermelha no Congresso

É um pássaro?

É um avião?

É o super-homem?

Não!!!

É o homem-cueca.
 

Leao disse

Petista participou nesta quinta de gravação de programa humorístico.

Em agosto, ele deu cartão vermelho a Sarney pela crise do Senado
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) desfilou nesta quinta-feira (15) de cueca vermelha pelo Salão Azul do Congresso Nacional, atendendo a um pedido de um programa humorístico.

Conhecido por sua irreverência, o senador já protagonizou a distribuição de cartão vermelho ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no auge da crise política enfrentada pela Casa, e até cantou um rap do Racionais MC em uma das comissões do Senado, em 2007.

Foto: Roberto Stuckert Filho
Agência O Globo

O desastre social do politicamente correcto


O desastre social do politicamente correcto


António Balbino Caldeira

A grande depressão econômica, a falta de integração
econômica e o laxismo político-social, criam guetos de alienação, desespero e crime.

Os problemas apenas nascem.

Quando o politicamente correcto passar, ficará a herança de duas gerações de filhos de emigrantes africanos, de filhos do migrantes rurais vindos nos anos 50 para a cidade e que não conseguiram passar para o lado próspero e de novas geraçõpes de ciganos que não puderam aproveitar os anos 80 para se sedentarizarem e desenvolverem.

Quando o politicamente correcto passar, que todas as doutrinas utópicas passam, quando a febre diletante desce e a vingança se conforma, haverá uma geração que terá de lidar com o passivo desta verdadeira segregação social, disfarçada de assistencialismo.

Todavia, da utopia comunista passou-se à utopia do politicamente correcto que negligencia a existência dos problemas por eles não caberem no seu código idealista. O realismo é proibido.

Em vez de alienação e subvenção, o que estas gerações alienadas precisavam era de responsabilização, educação rigorosa e trabalho.

Estamos a tempo, ainda, de mudarmos o modelo de educação e desenvolvimento dos mais novos.

Entreatos

Entreatos é um filme documentário brasileiro de 2004, dirigido pelo cineasta brasileiro João Moreira Salles, sobre os bastidores da campanha política de Lula2002.

Sinopse:  De
25 de setembro a 27 de outubro de 2002, a equipe de Entreatos acompanhou passo-a-passo a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República.



O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados, gravações de pronunciamentos e programas eleitorais.                                                                            Wikipédia.







O vídeo acima traz um trecho do documentário Entreatos, de João Moreira Salles, que filmou os bastidores da campanha eleitoral de Lula em 2002. Se não quiserem ver tudo, comecem a assistir a partir dos 5min50s.

Tem-se o seguinte:

LULA PARA DUDA MENDONÇA - É que ontem eu jantei com o José Carlos Cutrale, e eu falei pra ele: “Escuta aqui, você é muito meu amigo, já é a terceira vez que a gente se encontra. E o apoio? Quando é você vai declarar apoio?”

AÍ LULA REPRODUZ O QUE SERIA A FALA DE CUTRALE: “Ah, mas precisa?” AO QUE LULA TERIA RESPONDIDO:

Aí eu falei: “Ah, precisa! Eu quero que você diga: ‘Olha, eu sou um grande exportador, o maior exportador individual deste país…

DUDA MENDONÇA - E ele…?
LULA - Já mandou a gente fazer o texto e mandar pra ele.
DUDA - Hoje?
LULA - Hein?
DUDA - Eu tenho de gravar logo!
MERCADANTE - Tem de pegar logo, antes que a pressão do outro lado segure. 70% do suco de laranja do mundo!


Na seqüência, Mercadante senta ao lado de Lula e lhe fala do apoio de outros empresários e diz quem é quem etc.

LULA (recebe um aparelho de telefone) - Graziano, o negócio é o seguinte: eu quero que você entre em contrato com o Cutrale e dizer pra ele que, se ele quiser, a gente pode fazer um texto pra ele gravar na televisão hoje, tá?

Tá!!! Há quem diga que a gente só deveria protestar quando o MSPT invade terra de empresário que não fez ou não faz o jogo do petismo.

É…

A tentação é grande!

No que me diz respeito, no entanto, não faço a crítica que faço pensando no “direito dos empresários” — faço-a pensando na Constituição do país.

A depender de como as coisas se dêem, chegará o dia em que alguns de nós teremos, enquanto for possível ao menos, de defender até algumas empresas de comunicação da sanha intervencionista do PT — embora, com efeito, muita gente finja hoje que o partido não é o que é e prefira fazer o jogo dos contentes.

Estou nessa por uma questão de princípio. Se o sr. José Carlos Cutrale dividir amanhã um suco de laranja com Stedile e com os petistas, nem por isso aquela ação do MST deixará de ser o que foi: banditismo. Mas que o vídeo tem lá a sua graça, isso tem, não é mesmo?

Como viram, Lula já dirigia até a fala dos empresários. Era o que fazia como candidato. Presidente, acredita ter o direito de decidir quem deve presidir a Vale. Só para começar…

Quem cria corvos corre o risco de ter os olhos arrancados, não?

É um clichê este, mas que certamente nasceu da experiência.


Veja os outros 12 vídeos aqui.

Lula está praticando o jogo de esperteza política às custas de dinheiro público"

AGRIPINO: CAMPANHA DE DILMA É ILEGAL


O presidente Lula da Silva segue usando dinheiro público e fazendo campanha ilegal.

Resultado: os líderes da Oposição devem ingressar com ação na Justiça Eleitoral contra o presidente da República e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) por propaganda eleitoral antecipada.

O primeiro passo será analisar os custos da viagem feita por Lula e Dilma ao Nordeste.

Ali, a pretexto de visitar obras no Rio São Francisco, eles fizeram campanha ilegal, de forma descarada.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), lamenta que o presidente insista nesta atitude irregular.


"Ele [Lula] está de forma escancarada deflagrando campanha e nominando adversário, como se querendo estabelecer a polarização, esquecendo que a senadora Marina Silva [PV-AC] é candidata, que o Ciro é candidato, e que a Oposição vai ter candidato.

Ele deflagra a campanha em périplo pago com recursos público, tentando estabelecer essa polarização. Está praticando o jogo de esperteza política às custas de dinheiro público",
afirmou.

O senador acusa Lula de fazer publicidade de uma obra que ainda está dando os seus "primeiros passos" antes de ser concluída.

"O orçamento para a transposição é de R$ 1,7 bilhões em 2009.

Este ano, só gastaram pouco mais de R$ 62 milhões.

O presidente faz estardalhaço em cima de um blefe, só usou 3,7% do planejado.

Está lá com a trupe fazendo estardalhaço político às custas do dinheiro público."

Uma nação de cócoras


Uma nação de cócoras


Objetivamente: qual a necessidade de o presidente da República passar três dias vistoriando obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco em quatro estados, na companhia de uma vasta comitiva de ministros, entre eles a chefe da Casa Civil?

Para uma vistoria, engenheiros dariam conta do recado. Para uma prestação de contas à sociedade com a finalidade de mostrar que as obras estão andando, há verbas (abundantes) de propaganda institucional.

Mas, como o objetivo não é verificar coisa alguma e a publicidade pura e simples, no caso, não cumpre o objetivo, o presidente Luiz Inácio da Silva ocupa três dias úteis dos raros que tem passado no país com uma turnê de acampamentos e pronunciamentos de caráter pura e explicitamente eleitoral.

Isso quando há problemas graves que mereceriam do presidente mais que referências ligeiras ou declarações de natureza político-partidária, ora em sentido de ataque, ora de defesa.


Exemplos mais recentes:
o cancelamento por fraude do Enem e o confisco temporário de parte da devolução do Imposto de Renda para cobrir gastos públicos contratados pela necessidade de sua excelência alimentar o mito do grande beneficiário da Nação, empreendedor ousado.

Mas o que espanta já não é mais o que Lula faz.

O que assusta é o que deixam que ele faça.

E pelas piores razões: uns por oportunismo deslavado, outros por medo de um fantasma chamado popularidade, que assombra – mas, sobretudo, enfraquece – todo o país.

Fato é que os poderes, os partidos, os políticos, as instituições, as entidades organizadas, a sociedade estão todos intimidados, de cócoras ante um mito que se alimenta exatamente da covardia alheia de apontar o que está errado.


Por receio de remar contra a corrente, mal percebendo que a corrente é formada justamente por força da intimidação geral, temor de ser enquadrado na categoria dos golpistas.

Tomemos o partido de oposição que pretende voltar ao poder nas próximas eleições, o PSDB, pois ontem um dos postulantes à candidatura presidencial, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, manifestou-se com muita clareza a respeito dessa última e mais atrevida turnê eleitoral financiada com dinheiro do bolso de quem é partidário do presidente e de quem não é.

“Acho que o presidente tem todo direito de viajar pelo país. Isso faz parte do jogo político. Eu não me preocupo com essas viagens. Acho que elas são legítimas, da mesma forma que nós, da oposição, de forma extremamente respeitosa, temos de ter nossa estratégia. Isso é a democracia”, disse o governador, num momento de acentuado equívoco.

Pelo seguinte: não se trata de a oposição se preocupar eleitoralmente ou não com as viagens de Lula. Inclusive porque a questão não são as viagens, mas a natureza eleitoral, partidária, portanto, e o fato de transgredirem a lei no que tange ao uso da máquina pública.

A declaração do governador de Minas, sendo ele quem é no cenário político e em particular de seu partido, representa a voz do PSDB.

Que, portanto, não apenas aceita que o dinheiro público seja usado pelo governante para financiamento de campanha como, ao achar tudo muito “natural e legítimo”, confessa que faria (se já não faz) o mesmo.

O governador de Minas, e de forma mais contida o de São Paulo, José Serra, acham que fazendo vista grossa a todo e qualquer tipo de transgressão estão sendo politicamente espertos, quando apenas fogem de suas responsabilidades como homens públicos que se pretendem “íntegros”, conforme pregou outro dia o governador Serra.

Não contestam coisa alguma, coonestam e assim vão amaciando, “respeitosamente”, o caminho rumo ao Palácio do Planalto.

Pode até ser que a estratégia dê certo sob o ponto de vista eleitoral da oposição. Mas é um desserviço à democracia, que, ao contrário do que parece pensar o governador Aécio, não significa liberdade para transgredir, mas respeito ao direito – e ao dinheiro – de todos.


Modo de operação

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Wil­­­son Trezza, diz que a Abin não tem como prevenir ações violentas do MST.Considerando a quantidade de atos de violência já cometidos pelos sem-terra, tal declaração se não é fruto de incompetência é produto de conivência.


Dominatrix

Lula controla o Congresso, indicou quase todos (7 dos 11) ministros do Supremo Tribunal Federal, fez a Petrobras retroceder aos tempos de controle político e agora quer dar um chega para lá em Roger Agnelli, porque o presidente da Vale não lhe presta a reverência exigida.

É por essas e muitas outras que o presidente da República vocifera contra os “excessos” do Tribunal de Contas da União.

À exceção de seu ex-ministro das Relações Insti­­­tucionais José Múcio Monteiro, Lula não conseguiu emplacar uma indicação ao TCU.



 15/10/2009 | Agência Estado

ESTA COISA É MANUEL ZELAYA


Isto que vocês vêem acima, posando de Rambo de Tegucigalpa — uma figura elegante, charmosa e pacífica — é um retrato de Manuel Zelaya quando nem tão jovem.

Este é o nosso homem em Honduras.

Não!
 

Não pensem que ele é um guerrilheiro tocado pela mística guevarista. O único Guevara que faz fama no país — felizmente para os hondurenhos — é mesmo Amado Guevara, capitão da Seleção classificada para a Copa do Mundo (ver post acima).

Este é o Zelaya filho de madeireiro, acusado de massacrar camponeses.

Por que essas armas todas? A quem ele se exibe, armado até os dentes (ou aquele bigode não é uma ameaça?), com sua maminha avantajada, seus bracinhos finos, sua barriga proeminente e seu umbigo indecoroso?
 

Vai saber… Acho que à triste América Latina como um todo.

Há alguns sinais de que a delinqüência deste senhor só mudou de lado.
 

“Mas será ele mesmo, Reinaldo?”




A foto acima, de um manifestante protestando contra o bruto, não deixa a menor dúvida. É a este senhor que o mundo exige entregar o poder em Honduras.

“Ah, mas faz tanto tempo!”

É verdade.

Hoje em dia, ele é outro.

É do tipo que forra as janelas com alumínio para não ser molestado por ondas de alta freqüência, que seriam emitidas contra ele por “mercenários israelenses”, empenhados também, assegura, em tentar envenená-lo com gás.
 

Como se nota, o Zelaya malucão é mesmo coisa do passado…



Como não brinca mais com armas, tentou brincar com as Forças Armadas, jogando-as na ilegalidade. E foi defenestrado. Para o bem dos hondurenhos. Se restituído, não terá as Armas.


Por Reinaldo Azevedo
quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Livros como nós

Livros como nós


"Os livros estão sempre sós.

Como nós.

Sofrem o terrível impacto do presente.

Como nós.

Têm o dom de consolar, divertir, ferir, queimar.

Como nós.

Calam a sua fúria com a sua farsa.
 

Como nós.

Têm fachadas lisas ou não.

Como nós.

Formosas, delirantes, horrorosas.
 

Como nós.

Estão ali sendo entretanto.
 

Como nós.

No limiar do esquecimento.

Como nós.

Cheios de submissão ao serviço do impossível.

Como nós."

Ana Hatherly, in «Tisanas»

Boneca da primeira-dama é lançada nos EUA




A fabricante de brinquedos americana Jailbreak Toys lançou a miniatura de Michelle Obama.

A boneca tem 15 cm de altura e será vendida por US$ 12,99.

A empresa já lançou modelos do presidente Obama e das filhas do casal, Sasha e Malia.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas. É o triunfo da pelegada.

A vitória dos pelegos


Presidente Lula discursa durante encontro com o grupo de sindicalistas
Foto: Ricardo Stuckert/PR


O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo.

Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.


O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.


E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?




Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.

Cavando benefícios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios.

Além do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.

O princípio da moral - Blaise Pascal


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Steve Breen,
The San Diego Union-Tribune


in palavras ao café by JN
on Outubro 15, 2009

“O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante.

Não é preciso que o universo inteiro se arme para o aniquilar: um vapor, uma gota de água, bastam para o matar.

Mas quando o universo o aniquilasse o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque sabe que morre, e a superioridade que o universo tem sobre ele; o universo não sabe nada disso.

Toda a nossa dignidade consiste portanto no pensamento.

É daí que deveremos elevar-nos e não do espaço e do tempo, que não poderíamos preencher.
 

Esforcemo-nos pois por pensar bem: eis o princípio da moral.”


Blaise Pascal, em Pensamentos

Catástrofe à vista...


Em jantar com PR, Dilma recebe ‘apoio’ de Garotinho

José Cruz/ABr
Entre Mabel e Nascimento, Dilma vai ao jantar
em que Garotinho se derramou por ela


Anthony Garotinho, o irrequieto ex-governador do Rio, achegou-se à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

Deu-se na noite de terça (13), em Brasília, durante um jantar da candidata de Lula com a nata do PR.

Sim, Garotinho –ex-pedetê e ex-peemedebê— é agora um pêérre. Trocou de legenda para concorrer ao governo do Rio.

E oferece o seu palanque à presidenciável de Lula. Durante o repasto brasiliense, Garotinho disse que seu apoio a Dilma é incondicional.


Ou seja, para se consolidar como candidata de porteira fechada, Dilma vê-se na contingência de admitir do lado de dentro da cerca até o inadmissível.

O alvorecer da trajetória política de Garotinho traz as digitais de dois grão-petistas: Lula e de José Dirceu.

Em 1998, a dupla interveio no PT do Rio, esmagou a candidatura de Vladimir Palmeira ao governo do Estado e jogou o petismo no colo de Garotinho.

Eleito, Garotinho pôs-se a espicaçar o PT. Na sua frase mais divertida, chamou a legenda de Lula de “partido da boquinha”.

No início de 2006, quando o noticiário ainda se ocupava das cinzas do mensalão, Garotinho definia suas relações com o petismo em linguajar viperino:


“Com o PT, com quem no passado mantive estreitos laços ideológicos, o relacionamento, desde que Lula chegou ao poder, foi marcado por sucessivas traições...”

“...[José] Dirceu ameaçou escrever um livro. Desistiu. Quando contar o que aconteceu no governo do PT, farei um livro melhor”.

No final de 2006, Garotinho posou para as lentes dos fotógrafos ao lado do tucano Geraldo Alckmin, que Lula bateria nas urnas.

Pois bem. Na vizinhança de 2010, Garotinho está filiado ao PR, uma das legendas que mais chafurdaram nas arcas não contabilizadas da dupla Delúbio-Valério.

E se insinua para Dilma, a candidata do governo que o marcou pelas “sucessivas traições”.




No jantar de terça, Garotinho serviu-se da própria fluidez política para justificar a súbita afinidade com Dilma.

Recordou que, a exemplo da ministra, militara no PDT de Leonel Brizola. E quanto às desavenças com o PT? Coisas do passado, ele disse.

Afora Garotinho, o pêérre que mais demonstrou entusiasmado com o projeto Dilma-2010 durante o jantar com o ministro Alfredo Nascimento.

Titular da pasta dos Transportes, cujo orçamento é tonificado pelas verbas do PAC, Nascimento dá de barato que o PT fechará com Dilma.


O ex-deputado Valdemar da Costa Neto, um mensaleiro que renunciou à Câmara para evitar que seu mandato fosse passado na lâmina, não parecia tão convicto.

Secretário-geral do
PR, Valdemar lembrou que, em vários Estados, os interesses da legenda colidem com os planos do PT.

De concreto, Dilma levou do jantar o apoio decidido de Garotinho e a pespectiva de aliança com o PR. Só falta definir o preço.


Imagens: Silsaboia

Para o ministro Bierrenbach, do STM, Ahmadinejad não é mais do que um “delinquente internacional”


Mahmoud Ahmadinejad
Stavro, Al Balad


Bierrenbach pede Lei do Abate contra Ahmadinejad


Por Eurico Batista

“Esse homem tinha de ser proibido de atravessar o espaço aéreo brasileiro e se atravessasse, teria de se autorizar o emprego da Lei do Abate.”

“Esse homem” é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o autor da frase é o ministro do Superior Tribunal Militar Flavio Bierrenbach, que se aposenta nesta sexta-feira (16/10).

Para Bierrenbach, “o convite feito pelo Brasil ao presidente do Irã é uma bofetada na memória da Força Expedicionária Brasileira, que foi para a Europa lutar contra o nazismo”.



Frederick Deligne,
«Politicalcartoons.com»


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou nesta terça-feira que o presidente do Irã chega ao Brasil no próximo dia 23 de novembro para uma visita oficial do país e um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A visita, que estava prevista para o dia 6 de maio, foi adiada a pedido de Ahmadinejad.

O presidente do Irã provocou indignação e repúdio internacional ao negar reiteradamente a ocorrência do Holocausto, o extermínio de judeus pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial.

Ahmadinejad classificou o Holocausto de mito:

“[O Holocausto] é uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada”, proclamou Ahmadinejad em setembro, em um discurso contra Israel na Universidade de Teerã.



Petar Pismestrovic,
«Kleine Zeitung»

Desde que assumiu a Presidência do Irã em 2005, ele defende essa tese. Ahmadinejad também é contestado internacionalmente por causa da política nuclear do Irã, refratária à fiscalização internacional.

Para o ministro do STM, Ahmadinejad não é mais do que um “delinquente internacional”.

A amigos, Bierrenbach confidenciou a possibilidade de se dar voz de prisão ao ilustre visitante quando pisar em terras brasileiras.

Flavio Flores da Cunha Bierrenbach chegou ao STM em janeiro de 2000, nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ex-réu naquele tribunal por sua militância contra a ditadura militar, Bierrenbach deu uma enorme contribuição para a abertura do tribunal e o fortalecimento de suas posições mais liberais.

Foi um dos articuladores da Carta aos Brasileiros, o movimento iniciado em 1977 que representou o início do fim da ditadura militar. Mesmo sem mandato, foi uma das cabeças pensantes mais ativas na Constituinte de 1988. Aposenta-se nesta sexta-feira, antecipando em dias sua aposentadoria compulsória. No próximo dia 25, ele completa 70 anos.

Hotel Brasil

O ministro, definitivamente, não está de acordo com a política externa do governo petista.

Bierrenbach considera “um fiasco” a participação brasileira na crise de Honduras. Para ele, a política externa brasileira, desde o barão do Rio Branco, obedece, numa linha praticamente reta, a três princípios: independência, autodeterminação e paz.

“Esse episódio arranhou esses três princípios. Um país que pretende ter uma projeção internacional tem de tratar um episódio internacional com a seriedade que a tradição impõe e com aquilo que a necessidade exige.”

Lembrando que o
presidente deposto, Manuel Zelaya, não era exilado político no Brasil, o ministro critica:


Arcadio,
«La Prensa»
“Criou-se uma nova categoria no Direito Internacional que é a de hóspede e hóspede para mim é coisa de hotel”.

Afastado da Presidência e expulso de Honduras pelas Forças Armadas em 28 de junho último, Manuel Zelaya retornou ao país clandestinamente e itinerou-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa no dia 21 de setembro, onde permanece desde então negociando sua volta ao poder.

Por falta de melhor definição jurídica, o governo brasileiro conferiu-lhe o status de hóspede da embaixada.

Fonte: Consultor Jurídico
Enviado por: "Diogo CW"

O atraso das restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2009.



menos a restituição do Chefe!

As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.

Eça de Queirós, em "Distrito de Évora"

Todas as indicações são de que o presidente Obama estaria honrando o pedido do general McChrystal

Obama pode anunciar aumento significativo das tropas no Afeganistão



Obama ainda não teria decidido sobre o número de tropas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pode anunciar um aumento significativo no contingente militar americano no Afeganistão, de acordo com declarações do embaixador afegão em Washington à BBC.

Durante o programa Newsnight, Said Jawad foi questionado se poderia confirmar que os EUA enviariam mais tropas ao país.

“Devemos esperar pelo anúncio oficial pelo governo americano, mas todas as indicações são de que o presidente Obama estaria honrando o pedido do general McChrystal”, afirmou o embaixador.

Os jornalistas questionaram se isso significaria um aumento de 40 mil a 45 mil soldados.

“Isso é parte do pedido, sim”, afirmou Jawad.

Segundo o programa, o anúncio oficial poderia acontecer já na próxima semana, em tempo para um encontro de ministros da Defesa dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bratislava, na Eslováquia.

Negação

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, negou as declarações e afirmou que Obama “ainda não decidiu” quantas tropas adicionais serão enviadas ao território afegão.

“Eu acredito que você pode suspeitar que a BBC não será o primeiro canal para esse tipo de decisão”, afirmou Gibbs.

O porta-voz afirmou, no entanto, que o governo está “coordenando nossa revisão com os aliados” e que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, teria “comunicado a nós a decisão de enviar mais tropas” durante uma ligação telefônica na semana passada.

Nesta quarta-feira, Brown anunciou o envio de mais 500 soldados para reforçar o efetivo de 9 mil soldados que já se encontram no Afeganistão.

O Afeganistão continua a ser um dos maiores problemas da administração Obama.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»
O Afeganistão continua a ser um dos maiores problemas da administração Obama.

Numa altura em que o Presidente tem que tomar uma decisão quanto à nova estratégia a adoptar, uma voz que reflecte essa preocupação e a divisão dentro da administração é a do vice-presidente, Joseph R. Biden Jr., que é um dos que não é favorável ao pedido do General McChrystal de mais 40 mil militares.


Joe Heller, «Green Bay Press-Gazette»

Não defende uma retirada imediata do Afeganistão mas sim o acelerar do treino de forças afegãs para que possam substituir as tropas ocidentais, continuar a perseguir a Al Qaeda no Paquistão utilizando contingentes mais pequenos de forças especiais.

Uma visão que tem cada vez mais apoiantes, no governo, no Senado e nos americanos.

Mark Streeter, «The Savannah Morning News»

Para Thomas L. Fridman, no New York Times, o problema não é o número de tropas ou qual a estratégia militar a adoptar, mas sim que tipo de governo que se tem como aliado.


Jeff Koterba, «Omaha World Herald»
on Outubro 15, 2009