A seguir vai a relação dos conselheiros da Petrobrás que aprovaram a compra da refinaria Pasadena, Texas, EUA.
Somente Dilma e Jorge Gerdau falaram sobre o escândalo, mas ambos tiraram o corpo fora, dizendo que as duas cláusulas lesivas aos interesses brasileiros não constaram das discussões que resultaram na aprovação da compra, o que é mais do que inverídico, já que se sabe que operações milionárias de estatais poderosas como a Petrobras não vão para a mesa sem exames e aprovações detalhadas por parte de empresas de auditoria e consultorias jurídicas:
Dilma Roussef
Claudio Haddad
Glauber Vieira
Antonio Palocci
Jacques Wagner
Fábio Barbosa
Jorge Gerdau
Artur Sendas
quinta-feira, 20 de março de 2014
Dilma e Gerdau insistem em que não sabiam de nada no caso da compra da refinaria Pasadena
quarta-feira, 19 de março de 2014
Marco Civil da Internet: o que é e por que é alvo de debate
O Estado de S. Paulo
O projeto de lei que cria o Marco Civil de Internet está na Câmara desde 2011. Já apresentado como a “Constituição da Internet” estabelece, em linhas gerais, princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. A proposta voltou a ter destaque em 2013 depois das denúncias de espionagem protagonizadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).
O texto, no entanto, tranca a pauta de votações da Câmara desde outubro do ano passado em parte por causa de propostas consideradas polêmicas e que desagradam empresas de telecomunicação – contrárias, por exemplo, às exigências de neutralidade da rede e da obrigatoriedade de instalar data centers para armazenamento de dados no Brasil.
O Marco Civil voltou ao centro dos debates neste ano em razão dos desentendimentos entre o PT e parte do PMDB, insatisfeita com a aliança com o governo federal. O pivô dessa crise, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já se manifestava contrariamente ao Marco Civil, ameaça impor uma derrota ao governo ao tentar derrubar o projeto e votar um texto alternativo, que desagrada o Planalto. Cunha é líder do PMDB na Câmara e diz contar com apoio de outras siglas, o chamado “blocão”.
Abaixo, os principais pontos do Marco Civil da Internet:
• Neutralidade da rede
O que é: Princípio que determina que todos os pacotes de dados que circulam pela rede devem ser tratados igualmente, sob a mesma velocidade
O que diz o Marco Civil: Diz que as operadoras de conexão são obrigadas a cumpri-lo e não podem criar categorias preferenciais entre os usuários da rede. Especifica exceções (sob regulamentação futura), mas as teles dizem que vai isso encarecer o serviço. Criadores da proposta defendem que isso garante acesso democrático à rede.
O que isso significa para o usuário: A neutralidade garante que todos terão acesso a todos os serviços; sem ela, pode-se cobrar mais por aplicações que usam mais banda.
• Privacidade (guarda de dados)
O que é: A guarda de registros (logs) se refere à conservação de dados sobre data, horário e duração de acesso à internet e serviços.
O que diz o Marco Civil: Proposta estabelece que operadoras devem guardar logs por um ano; provedores de apps guardam se quiserem.
O que isso significa para o usuário: Há quem defenda que não se deveria registrar nenhum tipo de dado sob o argumento de que seria prejudicial à privacidade.
• Responsabilidade por conteúdo
O que é: Quando um conteúdo ilegal é colocado em uma aplicação (como o Facebook ou Google, por exemplo), o serviço pode removê-lo ou receber ordem judicial para tal.
O que diz o Marco Civil: Propõe que a notificação para retirada de conteúdo seja feita exclusivamente “pelo ofendido ou seu representante legal”.
O que isso significa para o usuário: Blogs, vídeos e fotos são tirados do ar arbitrariamente; saber a quem recorrer nesses casos (e principalmente nos casos procedentes, no qual há ofensa) é fundamental
Fontes: Link e Agência Câmara
18.março.2014
Lula tira espaço de Campos
O ex-presidente Lula tem um hábito comum aos políticos: fala o que bem lhe apetece, sem dar muita bola para a realidade
Por Merval PereiraO Globo
Cria sua própria realidade, que vai mudando de acordo com seus interesses do momento. E faz isso com raro brilho. Já foi capaz de dizer poucas e boas sobre o ex-presidente Collor, com toda razão, mas não se furtou a aceitá-lo como aliado.
Agora, inverteu-se a equação, e para falar mal de um antigo aliado, Lula não se preocupou em salvar a pele do novo aliado e criticou Collor para criticar Eduardo Campos. Fernando Rodrigues revela na Folha que, em reunião recente com empresários do Paraná, Lula mostrou-se preocupado com Eduardo Campos, sem, no entanto, pronunciar seu nome:
“A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem, e nós vimos o que deu”.
Com relação a Collor, está precificado, como se diz nos mercados financeiros, cada vez mais parecidos com os mercados políticos. Ao procurar o apoio de Lula depois de ter feito o que fez e ter dito o que disse dele, Collor estava colocando seus interesses políticos imediatos nas mãos de um antigo inimigo que, por sua vez, considerou conveniente aquela aliança para o momento atual, passando por cima de questões como honra pessoal.
Tudo pelo bem do país, evidentemente.
Está implícito nesse acordo que Lula tem direito a fazer críticas a Collor quando precisar, sendo que a recíproca não é verdadeira.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
No momento Lula é quem tem a força política, e Collor tem que se contentar com migalhas de apoio.
Mas, voltando ao raciocínio de Lula, assim como Campos vem aumentando o tom das críticas à presidente Dilma, o ex-presidente mandou seu recado: não tem acordo, Campos será tratado a pão e água, como um adversário.
Isso por que o governador de Pernambuco tem feito questão de ressaltar que as suas críticas são à gestão de Dilma, elogiando sempre os governos de Lula. Com isso, Campos quer se mostrar ao eleitorado como uma alternativa mais competente para a continuidade do lulismo.
Essa tática já foi tentada na disputa presidencial de 2010, quando Serra abriu seus programas de propaganda oficial insinuando que era muito ligado a Lula, tentando passar a ideia de que Lula não se incomodaria se ele fosse eleito.
Lula não deixou que a tentativa prosperasse e no primeiro momento foi à televisão dizer que sua candidata era Dilma e ninguém mais.
Desta vez Eduardo Campos tenta manobra semelhante, muito mais verossímil, pois até recentemente ele fazia parte da base governista. Com isso, combateria também a crítica de que traíra a confiança de Lula, vendendo a idéia de que está na verdade inconformado com a incompetência da sucessora de Lula, que colocava em risco seu legado.
Aumentando o tom de suas críticas, indo inclusive para a crítica direta à própria presidente Dilma, e não apenas a seu governo, Eduardo Campos se coloca na oposição, disputando votos na seara do tucano Aécio Neves, mas vai tentar também entrar na votação governista, se apresentado como uma alternativa mais confiável.
Será a primeira vez que um candidato do PT receberá críticas diretas de um adversário que não seja do PSDB nem de partidos nanicos de esquerda. Até mesmo Marina Silva teve pudores para criticar Dilma em 2010, e no segundo turno ficou neutra. Nas eleições anteriores, Lula era o candidato, e mesmo dissidentes como Cristovam Buarque moderavam suas críticas.
Num eventual segundo turno com Dilma, Campos poderia ter os votos oposicionistas em peso e mais os de petistas descontentes com o governo atual.
Só que Lula não está na campanha a passeio e já começou a dar recados, para empresários e o eleitorado em geral, de que não está disposto a ouvir os elogios a ele como compensação às críticas a Dilma.
Se Campos pensou que poderia ter um Lula neutro nessa disputa, pelo menos em relação a ele, em homenagem à amizade que já os uniu, enganou-se.
Quando chega a eleição, só há lugar para os que estão ao lado de Lula.
Aí, não importam nem o passado nem as posições políticas de cada um, como prova o caso de Collor.19.03.2014
terça-feira, 18 de março de 2014
GOVERNO CAI NA REAL
Com a faca no pescoço e a agência de classificação de risco Standard & Poor’s no seu cangote - ou seja, com ameaça de reduzir a nota soberana do País por causa do desequilíbrio das contas públicas -, finalmente o governo petista tenta respeitar o mercado e confessa (o que insistia em embromar) que o setor elétrico neste ano de 2014, com o objetivo de cobrir a defasagem de custo, vai receber recursos do governo na ordem de R$ 21 bilhões.
E somados aos mais de R$ 10 bilhões de 2013 ressarcidos às produtoras e distribuidoras de energia, por causa daquela inconsequente e populista decisão de Dilma de reduzir para o consumidor final o preço da energia elétrica na marra, o contribuinte brasileiro carregará nas costas somente neste quesito mais de R$ 30 bilhões de prejuízo.
Mas a estratégia de última hora do governo petista é marota.
Não vai ficar barato para nós, brasileiros.
Porque neste ano o Planalto deve aumentar impostos como do PIS/Confins sobre produtos importados e ainda estimular mais um Refis, perdoando multas e juros de dívidas tributárias dos inadimplentes com o Fisco.
E, como pouca desgraça não dá Ibope, Dilma também já confirmou que em 2015, ou seja, depois das eleições, lógico, o governo vai azedar o bolso dos trabalhadores.
Aquela farsa de desconto nas contas de luz era só de brincadeirinha, e um grande aumento no preço da energia elétrica deverá ocorrer.
E, se Dilma não se reeleger, certamente o reajuste pode vir antes de terminar o ano, incluindo todos os custos que o governo reprimiu desde 2013, como o do transporte urbano e o reajuste dos combustíveis.
Portanto, "vingança" não se resume somente ao nome da bela canção de Lupicínio Rodrigues, mas a uma tendência da era Lula.
paulopanossian@hotmail.com
18.03.2014
Falso cartel – Perícia do MP conclui agora o que este blog sustentou em agosto, com base nos fatos e na lógica: não houve formação de cartel na compra de trens no governo Serra. Era denúncia oca, vazada por alguém do Cade petista
Por Reinaldo Azevedo
Leio no Estadão a seguinte informação:
Perícia não vê cartel em contrato de Serra
Por Fausto Macedo e Fernando Gallo:
Perícia do Setor Técnico do Ministério Público de São Paulo descarta ter havido formação de cartel no único dos cinco projetos paulistas denunciados pela empresa Siemens firmado na gestão do ex-governador José Serra (PSDB).
A multinacional alemã denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) cinco projetos em que sustenta ter havido a prática anticompetitiva no setor metroferroviário de São Paulo.
Um foi assinado em 2000, no segundo mandato de Mário Covas (PSDB), três nos dois primeiros governos de Geraldo Alckmin (PSDB), entre 2001 e 2006, e o último projeto na gestão Serra (2007-2010).
Os técnicos da Promotoria sustentam que o negócio, aquisição de 384 carros da empresa espanhola CAF, é o único em que não houve acerto.
Para os peritos, “o cartel formado pelas empresas Siemens, Alstom, Mitsui e Hyundai-Rotem não obteve êxito em fraudar a licitação tendo em vista, especialmente, a participação da CAF, empresa estranha ao cartel”.
A análise pericial fortalece a versão de Serra, de que atuou contra o cartel nesta licitação. O tucano chegou a dizer que merecia a “medalha anticartel”.
(…)
Retomo
Pois é… Eu já sabia desde o dia 8 de agosto do ano passado o que a perícia técnica concluiu. Escrevi, nessa data, um post sobre uma acusação de formação de cartel que ridícula por sua própria natureza.
Mas sabem como é…
O Cade, convertido em sucursal do PT, saía por aí pautando a imprensa. Como é que se chegou à acusação de formação de cartel na compra de trens durante a gestão Serra?
Reproduzo em vermelho trecho de uma reportagem da Folha de então, que informava o conteúdo de um e-mail de Nelson Branco Marchetti, que era diretor da Siemens, a seus superiores.
Leiam conte atenção:
A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.
Na época, a Siemens disputava com a espanhola CAF uma licitação milionária aberta pela CPTM para aquisição de 40 novos trens, e ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.
A Siemens apresentou a segunda melhor proposta da licitação, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival espanhola, que apresentara a proposta com preço mais baixo.
De acordo com a mensagem do executivo da Siemens, Serra avisou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella “considerariam” outras soluções para evitar que a disputa empresarial provocasse atraso na entrega dos trens.
Segundo o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato, o equivalente a 12 dos 40 trens previstos. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens componentes dos trens.
Voltei
Serra nega que tenha tido essa conversa. Mas, eu já apontava em agosto, isso era irrelevante. O que se lê acima, por óbvio, é um governador que está defendendo o interesse público, ora bolas! Por quê? Siemens e CAF se apresentaram para a disputa.
A Siemens perdeu porque tinha o pior preço. Mesmo assim, queria desqualificar a concorrente. Serra disse então que, se isso acontecesse, ele cancelaria a licitação, mas não compraria os trens pelo valor maior.
Ainda que tivesse dito à Siemens que se entendesse com a CAF — o que ele nega —, o que importa é que a sua ação foi em defesa dos cofres públicos.
Mesmo assim, caiu na rede petralha, na Al Qaeda eletrônica, sendo tratado como aquele que teria favorecido a formação de cartel. Ora, o trecho que vai em vermelho já provava justamente o contrário.
E não era preciso ser especialista em licitação para percebê-lo. Bastava conhecer a língua portuguesa e atentar para os fatos.
A perícia técnica do Ministério Público prova o que a lógica já demonstrava de maneira evidente. E todo o desgaste gerado pelos quilômetros de textos escritos a partir das fofocas vazadas pelo CADE?
Pois é.
Fica tudo por isso mesmo.
O parecer do MP certamente não merecerá o mesmo destaque da acusação infundada, certo?
Um dia talvez os jornalistas investigativos se interesse pelo comportamento da Siemens em todo esse imbróglio.
É impressionante o papel dessa companhia na história.
Trata-se de uma das maiores fornecedoras do governo federal — trens e setor elétrico —, mas suas acusações de cartel se concentraram em São Paulo.
Até o Cade achou um pouco demais e agora examina a atuação da empresa na compra de trens dos metrôs de Porto Alegre e Belo Horizonte, a cargo de estatais federais.
Um dia, talvez, os papeis do Cade venham a público. E talvez saibamos que, de fato, se passou. Aposto que não será uma história muito edificante.
18/03/2014
Marcadores:
formação de cartel,
Siemens
segunda-feira, 17 de março de 2014
Mensaleiro é preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro. Tem até “Camaro” amarelo apreendido; O país “breganejo”!!!
TIRANDO ONDA NUM CAMARO AMARELO:
carro apreendido pela operação Lava JatoPor Reinaldo Azevedo
Não é que falte no Brasil um espírito, digamos assim, compreensivo com a lavagem de dinheiro, né? Como a gente sabe, hoje, no Supremo, existe uma maioria formada que só aceita esse crime com registro em cartório… O mesmo vale para o crime de quadrilha. Quadrilheiro só convence ministros como Roberto Barroso e Teori Zavascki se deixarem consignada sua intenção em ata: “Nós, abaixo-assinados, constituímos na data de hoje, nesta comarca, uma quadrilha para…”. Ironia? Acho que sim.
Bem, os criminosos, por sua vez, são renitentes. Não dão bola para os que deitam sobre eles um olhar caridoso. Uma operação da PF batizada de “Lava Jato” prendeu um bom número de pessoas acusadas de envolvimento com a lavagem de dinheiro. E quem está na turma? Enivaldo Quadrado, um dos réus do mensalão e ex-sócio da corretora Bônus-Banval. Em seis estados, a PF apreendeu dinheiro vivo, armas, carros de luxo — até um “Camaro amarelo”, bem breganejo… — e cocaína.
Leiam o que vai na VEJA.com:
*
O empresário Enivaldo Quadrado foi preso na operação da Polícia Federal que desmontou, nesta segunda-feira, uma rede de lavagem de dinheiro em seis Estados e no Distrito Federal. Sócio da extinta corretora Bônus-Banval, Quadrado já foi condenado pelo mesmo crime – lavagem de dinheiro – no julgamento do mensalão, mas teve a pena convertida em serviços à comunidade e ao pagamento de multa.
Ao site de VEJA, o advogado Antonio Sergio Pitombo confirmou que Quadrado foi preso na cidade de Assis (SP), no interior paulista, onde morava.
Essa não é a primeira vez que Quadrado é preso pela PF. Após ter se envolvido no escândalo do mensalão, o empresário foi detido em flagrante em dezembro de 2008 ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos com 361.000 euros não declarados à Receita Federal. Na ocasião, a PF informou que os maços de dinheiro estavam em meias, na cueca e numa pasta de mão.
Até agora, 24 pessoas foram presas da operação Lava Jato da PF. A ação ocorre em dezessete cidades do Paraná (Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Foz do Iguaçu), de São Paulo (São Paulo, Mairiporã, Votuporanga, Vinhedo, Assis e Indaiatuba), do Distrito Federal (Brasília, Águas Claras e Taguatinga Norte), Rio Grande do Sul (Porto Alegre), de Santa Catarina (Balneário Camboriú), do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e de Mato Grosso (Cuiabá).
De acordo com as investigações, o grupo criminoso usou postos de gasolina e lavanderias em um sofisticado esquema que movimentou mais de 10 bilhões de reais.
17/03/2014
Marcadores:
lavagem de dinheiro,
PF
Reynaldo-BH: Para o PT, vale tudo para ganhar eleição. Até fazer o diabo
“A gente faz o diabo para ganhar as eleições!”Dilma Roussef

Augusto NunesPOR REYNALDO ROCHA
A frase revela a falta de limites. O uso de um palavreado que cabe na boca de um estivador, mas jamais na de um presidente.
É um slogan de ditador. A confissão de um agir que não tem ética. Talvez seja a ÚNICA frase dita por Dilma que pudemos entender – não pelo que disse, mas pelo que tem feito.
Vale prometer em cadeia nacional uma diminuição no valor das contas de energia para depois criar um débito que TODOS pagaremos em 2015? Vale!
Ou criar um programa de desassistência médica baseada em uma sociedade mercantil cubana? Óbvio que sim.
Repartir ministérios sem observar quem te competência para lá estar? Sempre.
Mentir sobre números da economia, sendo matéria de piada internacional? Mantega continua ministro… Acabar com o Plano Real, tentando terminar com a maior conquista social das últimas décadas no Brasil?
Não é o “diabo” financiar o superfaturamento das obras da Copa? E não entregar aeroportos ou qualquer legado que não seja estádios de futebol?
O “diabo” não seria o PMDB, trocando ministérios por misteriosos acertos?
Vale usar a propaganda oficial de empresas estatais como campanha antecipada? Apoiar Cuba e Venezuela em nome de um antiamericanismo vulgar que sequer respeita a inteligência e as oportunidades de comércio mundial? Vale o diabo, segundo Dilma.
O que leva alguém a ser como Fausto e vender a alma? Poder somente? Ou receio de ter a faxina não executada exposta aos olhos de todos?
Dilma tem medo. O PT tem medo.
O PT É um imenso mensalão. Destampar a panela é o receio.
Fazer com que mais de 20.000 apaniguados sejam demitidos por absoluta ignorância é de assustar analfabetos. Não haverá tantas boquinhas em São Paulo (capital) para tamanha incompetência.
Negociatas e roubos desaparecerão. O percentual de sucesso não existirá mais. O trem bala deixará de consumir bilhões sem que tenha meio metro de trilho instalado. A transposição do São Francisco ficará para o futuro. Quem sabe até o STF passe a ser um Tribunal?
O PT tem medo não de perder o poder. O PT tem medo pelo que já fez.17/03/2014
Marcadores:
Dilma Rousseff,
eleições,
Reynaldo Rocha,
Reynaldo-BH
A equipe de Aécio Neves é um alento para os liberais
Em uma reportagem do Valor de hoje, ficamos sabendo os nomes mais próximos que têm prestado consultoria nas diferentes áreas para o candidato tucano Aécio Neves.
Trata-se de uma equipe de peso, com capacidade técnica inquestionável:AnastasiaPor Rodrigo Constantino
Fonte: Valor
A sete meses das eleições, o senador e pré-candidato à presidência Aécio Neves (PSDB-MG) formou um grupo de colaboradores mais próximos para ajudá-lo na elaboração das propostas de sua campanha.
Vários deles estiveram no primeiro escalão do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002); outros são acadêmicos e consultores conhecidos no meio empresarial.
Quem deve sistematizar as sugestões e coordenar o programa de governo é Antonio Anastasia (PSDB), governador de Minas Gerais. Seu nome é o mais citado no partido para a tarefa.
[...]
Entre as personalidades, o ex-presidente do Banco Central na gestão de FHC e sócio-fundador da Gávea Investimentos, é, segundo tucanos próximos ao senador, seu principal interlocutor para temas econômicos.
“O Armínio é um dos nomes com quem Aécio mais tem conversado”, disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
[...]
Além de acionar grande número de tucanos, Aécio tem entre seus interlocutores nessa pré-campanha alguns nomes de fora da política partidária.
É o caso de Mansueto Almeida e Samuel Pessôa. O primeiro é da Diretoria de Estudos Setoriais e Inovação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o segundo, professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio.
Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, é outro técnico que tem colaborado com Aécio com ideias sobre energia e infraestrutura.
Posso falar melhor da área econômica, naturalmente. E reconheço que são nomes muito bons que Aécio tem escolhido até agora. Samuel Pessôa e Mansueto Almeida são dois economistas com grande bagagem teórica, e vêm apontando para os equívocos do atual modelo econômico nacional-desenvolvimentista desde o começo. O blog do Mansueto tem derrubado várias falácias das contas públicas, por exemplo.
Adriano Pires tem muito conhecimento sobre o setor energético e tem sido um duro crítico do que o PT vem fazendo com a Petrobras, i.e., destruindo a estatal com sua interferência política e partidária. O próprio Pires admitiu que sua proposta para o setor é de cunho mais liberal, e merece todo apoio por isso.
E como principal interlocutor de economia, Aécio tem confiado bastante em Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. Trata-se de alguém que dispensa comentários, pois goza de profunda credibilidade entre os investidores do Brasil e do mundo.
Mas não é só a área econômica que parece alvissareira. O próprio Anastasia, que fez uma gestão eficiente em seu governo de Minas Gerais, é alguém visto como extremamente capaz e técnico, e ficará responsável pela governança, pelo aprimoramento da gestão pública. É, sem dúvida, um nome que permite alguma esperança com a melhoria do país.
Na política externa, o nome de Rubens Barbosa significa incrível avanço frente aos atuais petistas que têm transformado o Mercosul em uma camisa de força ideológica com viés bolivariano. Como comparar Barbosa a Marco Aurélio Garcia, por exemplo? É covardia.
Em suma, o que vimos até aqui é um alento para aqueles cansados do modelo econômico fracassado do PT. Como muitos sabem, costumo ser crítico aos tucanos, pois considero a social-democracia bastante inferior ao modelo liberal que julgo ideal. Mas em política o ideal pode ser inimigo do possível, assim como o ótimo do bom.
É inegável que Aécio Neves tem flertado com conselheiros de inclinação mais liberal, especialmente quando comparado às alternativas do PT nacional-desenvolvimentista e também de Eduardo Campos e Marina Silva.
Quem pode permanecer indiferente diante deste quadro?
Quem pode achar que tanto faz manter por 4 anos os petistas ou trocar por essa equipe de ponta montada até aqui por Aécio?17.03.2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
Dilma diz a Cabral que candidatura de Lindbergh foi 'inventada' por Lula
Conversa ocorreu durante almoço, presidente também questionou governador do Rio se ele apoiaria a candidatura de Aécio Neves (PSDB);
peemedebista afirmou que estaria no palanque da presidente

Vera Rosa
O Estado de S. Paulo
Brasília - Em almoço realizado nesta quinta-feira, 13, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff disse ao governador do Rio, Sérgio Cabral, que a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) à sucessão fluminense foi "inventada" pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não por ela.
"Lindbergh é plano do Lula", afirmou Dilma, de acordo com relato dos convidados para o almoço. No cardápio, o assunto predominante foi a eleição de outubro. Além de Cabral, estavam presentes o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes - todos do PMDB -, e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
Pezão é candidato ao governo do Rio. O PMDB quer que Lindbergh desista da disputa para apoiar o vice-governador, mas a cúpula do PT não abre mão da empreitada. No fim do ano passado, Dilma chamou Lindbergh para uma conversa reservada, no Planalto, e pediu a ele que amenizasse as críticas a Cabral, em nome da aliança e da governabilidade.
No almoço deesta quinta, a presidente tentou saber se Cabral seguiria o caminho do presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, que declarou apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Planalto.
"Não, presidenta. Nós vamos estar no seu palanque", respondeu Cabral. Em sintonia com o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), Picciani afirmou e repetiu que seu partido não fará campanha para Dilma no Rio. "Não existe possibilidade de estarmos juntos com o PT, que acha que é dono do poder e vive nos afrontando", atacou Picciani.
No Planalto, há quem enxergue uma aliança entre Cabral e Eduardo Cunha. Dirigentes do PT estão convencidos de que o movimento também tem o objetivo de isolar o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que será candidato a nova dobradinha com Dilma, na chapa da reeleição. A presidente, porém, já avisou que vai fortalecer Temer. A partir de agora, o vice será o principal interlocutor de Dilma nos assuntos envolvendo conflitos com o PMDB.13 de março de 2014
Quando um governo atrapalha o País
JOSÉ SERRA
O Estado de S.PauloPoucas vezes a condução governamental atrapalhou tanto os rumos da economia brasileira como nos dias atuais.
O Brasil não está à beira da insolvência fiscal ou de balanço de pagamentos, nem sob o risco de dar calote nos credores nacionais e externos, por mais que algumas agências internacionais de risco, em geral energúmenas, estejam prestes a sugeri-lo. São as mesmas agências que agravaram a crise financeira do Sudeste Asiático nos anos 1990 e provocaram o estouro do subprime nos EUA em 2008/2009.
Tampouco o Brasil está à beira de algum colapso inflacionário. É certo que a inflação está reprimida e que a economia deveria e poderia crescer mais. No entanto, a produção e o emprego não estão desabando: 2,3% de expansão do PIB no ano passado é um número baixo, mas bem acima da taxa de crescimento demográfico, de 0,8%.
A dívida líquida do setor público em relação ao PIB situa-se em torno de 35%, proporção bastante moderada no contexto internacional. Em 2002 era da ordem de 60%. Como lembrou Francisco Lopes, mesmo a dívida bruta, em geral apontada como em situação crítica, não é assustadora. Se dela excluirmos o equivalente às reservas de divisas, a proporção cai para 40% do PIB. Um quarto disso decorre das operações de crédito subsidiado do BNDES, um número alto, mas não apocalíptico, até porque nem tudo virará mico nas mãos do banco e do Tesouro.
Por que, então, as expectativas dos agentes econômicos são tão pessimistas?
Essencialmente, em razão da insegurança que o governo Dilma provoca e do pesadelo de que ele possa prolongar-se por mais quatro anos. Esta é a questão essencial: não houvesse a possibilidade constitucional da reeleição, tais agentes estariam muito mais tranquilos, mesmo que o PT fosse o favorito.
A insegurança despertada pelo governo vem da incrível inépcia para acelerar os investimentos em infraestrutura - que deveriam ter sido o motor de um novo ciclo expansivo de produção e produtividade da economia -, seja diretamente, pelo investimento governamental, seja mediante parcerias com a área privada.
Vem dos erros cometidos a céu aberto, como no caso da intervenção nos preços da energia elétrica, à custa de incertezas para o setor e de imensos subsídios fiscais, que aumentarão no futuro próximo.
Vem das desonerações tributárias improvisadas, que acabaram agravando o déficit público.
Vem da situação pré-falimentar da Petrobrás e da mediocridade da gestão da empresa, que gerou altos déficits comerciais na área de combustíveis.
Vem da absoluta falta de uma política comercial externa e da estultice das amarras do Mercosul, que este governo não inventou, mas consagrou.
Vem também da percepção de ruindade geral, não só em relação à economia: vale, por exemplo, no caso da educação - talvez a área mais fraca do governo Lula, que sua sucessora fez questão de piorar, por incompetência e opção preferencial pelas farsas.
Vem da fraqueza exposta da equipe governamental, com gente que não estaria habilitada a administrar um município de tamanho médio.
Vem da percepção de amadorismo político, em face da incapacidade de ministrar alianças partidárias.
Vem da incrível fragilidade para lidar com as expectativas - tanto na forma como no conteúdo.
A fragilidade não está apenas na presidente, que raramente consegue falar durante cinco minutos algo que faça sentido, tenha começo, meio e fim, com conteúdo e coerência. Há um nivelamento por baixo que se espraia em todas as áreas da administração. Não me lembro de nenhum governo, desde Juscelino Kubitschek até hoje, passando pelos militares, que se tenha dedicado a rebater um editorial de jornal - no caso, o britânico Financial Times - por intermédio de um ministro de Estado. E pior: o governo o fez com argumentos de botequim, na linha "você fala mal de nossa economia e nós falamos mal da economia do seu país".
A economia brasileira não está à beira do precipício, mas está presa numa camisa de força. Perdeu-se raio de manobra em matéria fiscal, de inflação e de balanço de pagamentos. É fato também que o governo Dilma não é a origem de todos os males, algumas das principais travas vêm do governo Lula - por exemplo, em relação à Petrobrás, vítima de grandes erros estratégicos na década passada, como o método de partilha no pré-sal e a forma como foi implementado.
Mais ainda, veio também do governo Lula a herança do desperdício dos recursos provenientes da bonança externa e da abundância de capitais internacionais. Esse dinheiro foi torrado em consumo e serviu à desindustrialização do País, problema que está na origem do lento crescimento, do desequilíbrio crescente do balanço de pagamentos e do freio aos investimentos privados. Aliás, foi em relação ao período Lula que outra publicação britânica, a revista The Economist, fez uma das capas mais equivocadas de sua história, no fim de 2009: mostrava um Cristo Redentor turbinado a jato, rumo ao céu da prosperidade econômica. Uma análise econômica algo cuidadosa mostraria que o querosene do jato não duraria muito além das eleições do ano seguinte.
Infelizmente para as expectativas econômicas, a presidente pretende disputar as eleições porque, apesar de sua administração não ser bem avaliada, as pesquisas de intenção de voto não são desanimadoras para ela. É um quadro compatível com a presença diária do governo na TV, o investimento maciço em propaganda e uma oposição tímida. Creio que as intenções de voto em Dilma tenderão a murchar na sequência da fragilidade do seu desempenho, mas isso ocorrerá bem mais adiante. Nesse caso, imaginem os leitores o volume dos novos tropeços verbais e não verbais que nos espera. Curiosamente, no entanto, a possibilidade de alternância de governo poderá ao menos impedir que as expectativas se deteriorem. O Brasil precisa tanto de oposição que a simples possibilidade de que ela venha a fortalecer-se já melhora o ânimo dos agentes econômicos.
Em artigos anteriores escrevi que o governo havia sumido. Pensei melhor: infelizmente, ele existe.EX-GOVERNADOR E EX-PREFEITO
DE SÃO PAULO
13 de março de 2014
Me engana que eu gosto
POR MERVAL PEREIRA
O GLOBO
1 - Dilma acaba de indicar vários técnicos para seu Ministério, passando imagem de que desistiu do toma lá dá cá que vinha caracterizando as negociações com os partidos da base aliada, especialmente o PMDB
2 - Só que é tudo de mentirinha, a reforma foi toda negociada com os partidos da base, cada qual com seu bocado do governo
3 - Ao reafirmar que o processo do mensalão foi "um marco no processo penal brasileiro", ficará difícil para Barroso dar um voto a favor de uma eventual revisão criminal
A presidente Dilma Rousseff acaba de indicar vários técnicos para seu Ministério, passando uma imagem de que desistiu do toma lá dá cá que vinha caracterizando as negociações com os partidos da base aliada, especialmente o PMDB.
Segundo os analistas chapas-brancas, ela teria colocado a parte podre do PMDB em seu devido lugar, dando-lhe o recado de que não aceitava mais esse jogo.
Perfeito para a propaganda que o marqueteiro João Santana prepara, vendendo a volta da faxineira ética. Só que é tudo de mentirinha, a reforma foi toda negociada com os partidos da base, cada qual com seu bocado do governo, só que desta vez nomeando técnicos.
No PMDB, a presidente Dilma trocou o deputado federal Eduardo Cunha, identificado pelo Palácio do Planalto como o comandante da banda podre do partido, pelo senador Renan Calheiros, que representaria o PMDB da Dilma e, por definição, não seria parte da podridão partidária. Vai ser difícil convencer que a presidente não trocou seis por meia dúzia.
A mais perfeita síntese da ética que comandou a mudança ministerial foi a troca do ministro da Pesca, essa peça imprescindível ao bom andamento do governo. Saiu Marcelo Crivella, para candidatar-se ao governo do Rio, e entrou no seu lugar o senador do PRB do Rio Eduardo Lopes, que vem a ser o suplente do próprio Crivela. Quer dizer, Crivella continua à frente do Ministério da Pesca.
E a crise com a bancada do PMDB da Câmara continua do mesmo tamanho. Dividir o PMDB do Senado e da Câmara pode dar certo, e Dilma ficar com os quatro minutos de tempo de televisão do PMDB. Mas as dissidências regionais continuam do mesmo tamanho.
Me engana que eu gosto.
-------- -------- -------- --------
Nada de novo
Como já se esperava, com os votos dos novos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, os acusados do crime de lavagem de dinheiro no processo do mensalão foram absolvidos ontem pelo novo plenário do Supremo tribunal Federal.
Espera-se agora que os dois não deem seus votos quando a tentativa de revisão criminal do julgamento se concretizar. Como disse o Ministro Marco AurélioMello, a margem para a revisão criminal é muito estreita, e é preciso que novas provas surjam ou que se constatem falsificações de documentos no processo.
Para o Ministro Barroso, então, uma decisão como essa fica mais difícil depois de declarações que colocam o mensalão como um marco no processo penal brasileiro , como voltou a repetir ontem, apesar de ser um crítico de algumas das decisões tomadas pelo plenário, duas delas, ele ajudou a rever - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Ontem Barroso disse que o mensalão, processo que se encerrou ontem oficialmente, foi um rito de passagem , esperando que se produzam transformações na política a partir de suas decisões.
-------- -------- -------- --------
Bem feito
Seria bom para a política nacional se a Mesa do Senado pegasse o senador tucano Mario Couto, do Pará, pela palavra e aceitasse a renúncia que ameaçou na tribuna do Senado.
Couto disse que renunciaria se o ex-ministro José Dirceu ficasse um só dia na cadeia. Como Dirceu já está em cana desde o ano passado, o boquirroto senador paraense teve que voltar à tribuna para se justificar, e não disse coisa com coisa.
A Mesa do Senado teria todas as condições para tratar Couto com a seriedade que ele não tem. Um advogado amigo me diz que a promessa pode ser considerada uma declaração unilateral de vontade , modalidade de negócio jurídico, sob condição suspensiva, disciplinada no artigo 104, combinado com o artigo 121, ambos do Código Civil.
14.03.2014
Lula, Dilma e a jumenta de Balaão
POR DANTE MENDONÇA
GAZETA DO POVO
Figura das mais curiosas da Bíblia, Balaão foi um adivinho da Mesopotâmia e protagonista de uma passagem do Velho Testamento que conta a curiosa história da jumenta que falava com a voz de Deus.
Os teólogos afirmam que a história de Balaão é uma metáfora, apontando que a escolha de nossos caminhos seja feita segundo a vontade do Senhor.
Ainda como metáfora, podemos imaginar o caminho da presidente Dilma para a reeleição e a possibilidade de Lula voltar a ser o candidato do PT. O confronto entre o criador e a criatura.
Conta o Livro dos Números – capítulo 22, versículos 21 a 35 – que Balaão levantou-se de manhã, selou sua jumenta e partiu com os moabitas enviados de Balaque. Irritado com sua partida, o Senhor postou um anjo no caminho como obstáculo. A jumenta, vendo o anjo do Senhor plantado no caminho com uma espada na mão, desviou-se e disparou pelas campinas de Moab, enquanto o adivinho a fustigava para fazê-la voltar ao caminho. Então o anjo do Senhor se posicionou num desvio estreito que passava por entre as vinhas, com um muro de cada lado.
Ao ver o anjo, a jumenta jogou-se contra o muro, ferindo assim o pé de Balaão, que a fustigou de novo. Mais adiante o anjo do Senhor se deteve outra vez, obstruindo uma passagem onde não havia espaço para se desviar, nem para a direita, nem para esquerda. A jumenta, ao ver o brilho da espada, deitou-se debaixo de Balaão, o qual, encolerizado, fustigava-a mais fortemente com o seu bastão.
Foi quando o Senhor, através da boca da jumenta, disse a Balaão: “Que te fiz eu? Por que me bateste três vezes?” “Porque zombaste de mim”, respondeu Balaão. “Ah, se eu tivesse uma espada na mão para te matar!” A jumenta replicou: “Acaso não sou eu a tua jumenta, a qual montaste até o dia de hoje? Tenho porventura o costume de proceder assim contigo?” “Não”, respondeu o adivinho.
Nesse momento o Senhor abriu os olhos de Balaão e ele viu, no caminho à sua frente, o anjo do Senhor com a espada na mão. “Por que”, disse-lhe o anjo do Senhor, “feriste três vezes a tua jumenta? Eu vim me opor a ti porque segues um caminho que te leva ao precipício. Ao me enxergar, a tua jumenta desviou-se por três vezes diante de mim. Se ela não tivesse feito isso, você é que estaria morto!”
Balaão respondeu ao anjo do Senhor: “Pequei. Eu não sabia que estavas postado no caminho para deter-me. Se minha viagem te desagrada, voltarei!” “Segue esses homens”, respondeu-lhe o anjo do Senhor, “mas cuida de só proferir as palavras que eu disser”.
E Balaão, enfim, seguiu seu caminho com os chefes de Balaque, o rei dos moabitas.
Se os caminhos da criatura são do desagrado do criador, serão muitos os obstáculo de Dilma Rousseff.
Afora os jumentos de sempre, a candidata terá de seguir o seu caminho ao lado dos peteus, pedeteus, pepeus, petebeus, pecêdobeus e, o que é pior, os insaciáveis peemedebeus.
14.03.2014
No desfecho do mensalão, STF absolve João Paulo do crime de lavagem de dinheiro
Com os votos dos novatos Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, o ex-deputado teve a pena reduzida e deverá deixar a prisão até o final
do ano
Laryssa Borges, de Brasília
Veja.com
SAIU BARATO – O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado pelo STF no processo do mensalão, visita o acampamento de militantes do PT em frente ao STF, antes de ser preso. Até o final do ano, ele deverá estar em liberdade (Pedro Ladeira/Folhapress)
Depois de 69 sessões plenárias, ao longo de um ano e sete meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisou os últimos recursos dos condenados pelo maior esquema de corrupção da história do país. Nesta quinta-feira, a nova composição da Corte, com os votos decisivos dos ministros novatos Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, absolveu dois mensaleiros do crime de lavagem de dinheiro, a exemplo do que havia feito com outros oito no crime de formação de quadrilha. Em síntese, a maioria dos ministros que encerrou o julgamento hoje é mais complacente com condutas consideradas criminosas pelos ministros que iniciaram a análise da ação penal. O resultado acabou beneficiando a antiga elite dirigente do PT – Delúbio Soares, José Genoino e José Dirceu – e o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT), que para a Justiça não são mais quadrilheiros nem lavaram dinheiro, mas continuam sendo corruptos.
Nesta quinta, por seis votos a quatro, o plenário do Supremo anulou as condenações de João Paulo e do ex-assessor João Cláudio Genu pelo crime de lavagem e manteve a do sócio da extinta corretora Bônus-Banval Breno Fischberg. Com isso, o ex-deputado corrupto se livrou do regime fechado e deverá estar em liberdade até o final do ano – a pena cairá de nove anos e quatro meses para seis anos e quatro meses. O presidente da Corte, Joaquim Barbosa, responsável pelos votos que conduziram a condenação de 25 políticos e empresários, não participou das votações de João Paulo.
João Paulo foi condenado por corrupção passiva e peculato (desvio de dinheiro). De acordo com o Ministério Público Federal, responsável pela acusação no processo do mensalão, ele recebeu 50.000 em propina, ainda como presidente da Câmara, para favorecer uma agência de publicidade de Marcos Valério de Souza em um contrato no Congresso. Na tentativa de disfarçar o recebimento dos recursos, o então deputado enviou a esposa Márcia Cunha a uma agência do Banco Rural em Brasília para receber o dinheiro.
A descrição do mecanismo utilizado pelo petista para embolsar os recursos do esquema foi utilizada pelos ministros do Supremo para rever a condenação por lavagem. Os ministros Barroso, Zavascki, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, José Antonio Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello, que absolveram o ex-deputado, consideraram que os mecanismos utilizados para camuflar o recebimento da propina são típicos de quem pratica corrupção, e não um novo crime independente – no caso, de lavagem de dinheiro – como defendia a acusação. No julgamento de mérito do mensalão, o ex-presidente da Câmara havia recebido cinco votos pela absolvição – incluindo o do ministro aposentado Cezar Peluso –, um a mais que o mínimo necessário para apresentar embargos infringentes.
Assim como já havia feito na reversão das condenações dos mensaleiros por formação de quadrilha, no mês passado, os ministros consideraram que a condenação do ex-deputado representaria uma interpretação excessiva do direito penal. Os votos que reverteram a condenação, como esperado, partiram de Barroso e Zavascki. Barroso, por exemplo, que apresentou uma fórmula matemática confusa para absolver oito de formação de quadrilha há duas semanas, disse hoje que não existem provas que João Paulo estava lidando com dinheiro sujo ao receber propina de Marcos Valério.
“Não foi produzida prova de que o embargante tenha participado do esquema de lavagem e nem mesmo que tivesse ciência da origem ilícita dos recursos”, disse. Se ele tivesse conhecimento de crimes prévios, ponderou o ministro, João Paulo teria, no mínimo, que fazer parte do núcleo político ou ter sido denunciado pelo crime de formação de quadrilha. “É significativo o fato de que João Paulo Cunha não foi denunciado por quadrilha, de modo que sequer foi acusado de participar do núcleo político”, afirmou. “O recebimento por modo clandestino ou capaz de ocultar o destinatário da propina, além de esperado porque ninguém dá recibo [da corrupção], integra a materialidade da corrupção passiva”, completou o ministro.
Em seu voto, Zavascki recorreu a um julgamento de 2011 no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apresentar a tese de que João Paulo, ao receber propina, não cometeu o crime de lavagem . Ao julgar uma ação penal envolvendo Umberto Messias de Souza, conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo, o STJ entendeu que, para se caracterizar a lavagem, não bastaria receber dinheiro sujo, mas também articular ativamente para que a origem desses recursos seja ocultada. Segundo ele, João Paulo não tentou reinserir os recursos da propina na sociedade, fato que confirmaria o crime de lavagem. “A simples movimentação de valores ou bens com intuito de utilizá-los (...) mas sem intenção de esconder não configura delito."
Os demais ministros, em votos rápidos, apenas confirmaram os entendimentos que já tinham externado no julgamento de mérito, sem novos debates sobre o crime de lavagem de dinheiro. Somente o relator dos embargos infringentes, ministro Luiz Fux, votou detalhadamente em relação a cada um dos três réus, mantendo a condenação de todos eles. “O recebimento do dinheiro, por debaixo dos panos, na clandestinidade, é um mal, por si só, apto a receber censura penal autônoma. É legítima a condenação por lavagem de dinheiro”, disse. Ele foi seguido por Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello, mas não conseguiu votos suficientes para manter a condenação de João Paulo e Genu.13/03/2014
Marcadores:
João Paulo Cunha,
Mensalão
segunda-feira, 10 de março de 2014
Vergonhoso apoio a Maduro
Editorial
O Estado de S.Paulo
Em vez de assumir suas responsabilidades e pressionar o governo da Venezuela a dialogar com a oposição para superar a violenta crise no país, o governo brasileiro prefere fazer de conta que nada está acontecendo.
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, esteve recentemente na Venezuela e disse que há uma "valorização midiática" dos confrontos. "O país não parou, as coisas estão funcionando", afirmou Garcia.
Não se trata de autismo, mas de uma estudada farsa, cujo objetivo é fazer crer que Nicolás Maduro tem a situação sob controle e que as manifestações só são consideradas importantes pelos "veículos de comunicação internacionais".
Desse modo, o governo petista continua a seguir a estratégia de desmerecer os protestos contra o chavismo, como se estes fossem mero alarido de quem foi derrotado nas urnas, e não uma legítima expressão de descontentamento com os rumos que o país tomou nos últimos anos.
Essa política explica por que o Brasil aceitou subscrever a indecente nota do Mercosul que criminalizou os oposicionistas venezuelanos.
Enquanto Garcia finge que tudo não passa de invenção da imprensa - segundo ele, Maduro vai se encontrar com jornalistas estrangeiros para "aclarar os fatos" -, a situação na Venezuela se deteriora a cada dia.
Um dos mais importantes sinais de que a desestabilização pode estar se espalhando inclusive entre os militares foi a destituição de três coronéis da Guarda Nacional Bolivariana. Eles são acusados de criticar a repressão aos manifestantes.
Além disso, em inegável tom de confronto, Maduro ordenou, durante um desfile militar, que as milícias chavistas dissolvessem barricadas erguidas por manifestantes. Esses grupos paramilitares, que agem impunemente à margem da lei, são justamente a vanguarda da repressão oficial aos manifestantes.
O número de mortos em um mês de protestos já chega a 20, e há inúmeras denúncias de violações de direitos humanos por parte das forças governistas.
Foi diante desse quadro que um grupo de ex-presidentes latino-americanos, entre os quais Fernando Henrique Cardoso, decidiu publicar uma carta na qual critica a "repressão desmedida" contra "manifestações estudantis de protesto pacífico" e cita, com preocupação, os testemunhos de "tortura e tratamento desumano e degradante por parte de autoridades".
A mensagem exorta Maduro a, "sem demora", criar condições para o diálogo com a oposição, pedindo o "fim imediato" da perseguição a estudantes e dirigentes oposicionistas, o fim da hostilidade à imprensa independente e a libertação dos detidos nos protestos, em especial do líder Leopoldo López - acusado pelo governo de ser o principal articulador dos protestos.
Era essa a mensagem que deveria constar das manifestações da diplomacia brasileira em relação à crise venezuelana, e não o cinismo de quem acha que nada está acontecendo. Mas o governo petista prefere endossar a beligerância de Maduro - que rompeu relações com o Panamá apenas porque esse país sugeriu uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a situação.
A OEA, como se sabe, é para os chavistas o equivalente à encarnação do diabo, por ter os Estados Unidos como membro.
Conforme informou Marco Aurélio Garcia, a única instância aceitável de diálogo para Maduro é, claro, a União de Nações Sul-americanas (Unasul) - aquela que, em sua última reunião de cúpula, exaltou o "impulso visionário" do falecido caudilho Hugo Chávez para a criação da entidade e que é atualmente presidida pelo notório Dési Bouterse, ex-ditador e atual presidente do Suriname, procurado pela Interpol por narcotráfico.
Sem poder contar com os países vizinhos mais importantes para constranger Maduro a interromper a violência e negociar de fato, resta à oposição seguir a prudência de Henrique Capriles, seu principal líder. Para ele, embora os protestos sejam legítimos, a única solução para a crise é a "saída eleitoral", porque "a maioria do país apoia a Constituição e quer viver numa democracia".09 de março de 2014
Governo aposta em dividir sociedade entre 'nós e eles' para se manter no poder
De Fernando Henrique Cardoso
UOL
Estranhos momentos os que estamos vivendo no Brasil. Há poucos dias os jornais publicaram a foto de um encontro no Palácio da Alvorada. De mãos dadas, a presidente e seu mentor posam vitoriosos, enquanto o presidente do PT e dois alegados chefes publicitários da futura campanha reeleitoral, embevecidos e sorridentes, antegozam futuros êxitos.
Por que tanta alegria?
Será que, estando no poder central, eles não se dão conta do que vai pelas ruas, nem do que acontece no mundo? Não estariam a repetir a velha história de Maria Antonieta na Revolução Francesa? Não que eu esteja também a delirar. Bem sei que não há qualquer revolução à vista.
Mas a esdrúxula foto faz recordar o ânimo fútil da rainha, com os maiorais se deixando flagrar tão despreocupados, enquanto as pessoas estão, na realidade, assustadas. Assustadas com as sombrias perspectivas do futuro, temerosas da violência larvar de um povo que era tido como pacífico (não há dia sem ônibus queimados, nem sem pessoas amarradas apanhando dos que descreem da Justiça e querem fazê-la por conta própria), espantadas com a montanha de lixo jogada nas ruas pelos cariocas em um só dia de greve dos garis no Carnaval.
Alienação
Estando no poder central, eles não se dão conta do que vai pelas ruas, nem do que acontece no mundo? Não estariam a repetir a velha história de Maria Antonieta na Revolução Francesa?
![]()
Só com muita imprevidência foi possível fazer-nos mergulhar na crise energética a que estamos embrulhados. As medidas governamentais quebraram, ao mesmo tempo, o caixa da Eletrobrás, destruíram as possibilidades do etanol, deixaram as hélices das eólicas paradas à espera de linhas transmissoras e, ainda por cima, reduziram quase à metade o valor das ações da Petrobras. Será que o petróleo era nosso e o pré-sal, por pura teimosia propagandista e incompetência, é deles?
Quanto desgoverno. E a perda continuada do poder de compra dos assalariados, que a inflação de 6% ao ano (na verdade bem mais) dilui, os truques de contabilidade criativa que não enganam ninguém e a inépcia administrativa que transforma em mera propaganda os projetos bombásticos?
Crise energéticaMedidas do governo quebraram o caixa da Eletrobrás, destruíram as possibilidades do etanol, deixaram as hélices das eólicas paradas e reduziram quase à metade o valor das ações da Petrobras
![]()
O que dizer da receita garantida para o clientelismo e a inépcia assegurada por 30 partidos no Congresso e 39 ministérios?
Seria injusto, porém, atribuir esses males a uma só administração. Percebe-se um suceder de acontecimentos negativos levando-nos, neste estranho e preocupante momento, à beira de perder uma oportunidade histórica, a de consolidar uma democracia de verdade e permitir nos livrar da síndrome do baixo crescimento, que limita o bem-estar e impede o acesso ao primeiro mundo.
Renovação
É hora para uma mudança da guarda, na esperança de que novos lideres tenham visão de estadistas, e não a de meros chefes de clã
![]()
A situação é tão grave que é chegada a hora para o conjunto da "classe politica" assumir parcelas de responsabilidade sobre os rumos do Brasil. Por isso é tão chocante aquela foto de regozijo.
Os líderes governistas, em vez de exporem à nação com realismo as mazelas existentes e de apelar, quem sabe, a todos os brasileiros para se unirem nas questões fundamentais, só pensam em dividir a sociedade entre "nós" e "eles" para, apostando nesse pobre maniqueísmo político, vencer eleições e se manter no poder.
É hora, entretanto, para uma mudança da guarda, na esperança de que novos líderes, colados na escuta das ruas, tenham visão de estadistas, e não a de meros chefes de clã. É hora de renovação, da força dos jovens aliada à visão de grandeza construírem a política do amanhã.
O artigo acima, escrito com exclusividade pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, marca a estreia do canal de Opinião do UOL
10/03/2014
Assinar:
Postagens (Atom)


