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terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos se espalham por capitais brasileiras nesta segunda-feira


No Rio, 100 mil marcharam em paz, mas um pequeno grupo provocou grande confronto com a polícia
Em Belo Horizonte, polícia atirou bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes
Em Brasília, um grupo tentou invadir o Congresso Nacional e foi rechaçado pela polícia

O GLOBO

Manifestantes tomaram a Ponte Estaiada, no Brooklin, em São Paulo, em protesto nesta segunda-feira
Michel Filho / Agência O Globo



RIO - Manifestantes tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil nesta segunda-feira. No Rio, 100 mil pessoas ocuparam pacificamente o Centro da cidade; no fim do protesto, um pequeno grupo entrou em conflito com a polícia nas imediações da Assembleia Legislativa, atirou coquetéis molotov, incendiou um carro e depredou prédios públicos, num confronto que terminou com oito feridos.

Em São Paulo, ao menos 65 mil pessoas foram às ruas
, de acordo com o Instituto DataFolha. Em Brasília, manifestantes invadiram a cobertura do Congresso Nacional, de onde desceram, algum tempo depois, em clima de festa. Mais tarde, voltaram a ocupá-la.

Os atos levaram a presidente Dilma Rousseff, que até então se mantivera em silêncio, a se pronunciar pela primeira vez. “As manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia. É próprio dos jovens se manifestarem”, disse.

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva também comentaram o movimento nacional. Para FH, é um erro desqualificar os protestos. Lula criticou a violência policial.

Os protestos aconteceram em capitais como São Paulo, Rio, Brasília, Maceió, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Vitória, Curitiba, Belém e Belo Horizonte, e foram acompanhados de perto pela polícia.

Ao todo, mais de 240 mil pessoas participaram dos atos, cuja pauta se amplia a cada dia: as manifestações desta segunda-feira combinaram protestos contra o aumento de tarifas de ônibus, os gastos excessivos na Copa de 2014, a PEC 37 (conhecida como a PEC da Impunidade), o polêmico Estatuto do Nascituro, além de pedidos de investimentos em transporte público, saúde e educação, numa clara exigência da sociedade civil por uma atualização da agenda política do país.

Em São Paulo, o "Quinto Grande Ato Contra o Aumento das Passagens" ocupou a Ponte Estaiada e foi marcado pela tranquilidade e pela divisão de trajetos entre os manifestantes, que ocuparam simultaneamente diversos locais da cidade.

A pedido deles, PMs chegaram a sentar no chão, num gesto de boa vontade. Um grupo, então, decidiu seguir para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado, onde gritou palavras de ordem contra o governador Geraldo Alckmin.

Uma parte das pessoas tentou ainda invadir o prédio, mas não houve confronto com a polícia.

Em Brasília, ao menos 5 mil pessoas (números da PM), entre eles centenas de estudantes, principalmente secundaristas, ocupam todas as faixas do Eixo Monumental, no Centro da capital, e tomaram o canteiro central em frente ao Congresso Nacional.

Alguns tentaram subir a rampa e foram impedidos pela Polícia Legislativa e a Polícia Militar.

A polícia chegou a fazer uso de gás de pimenta para conter o grupo e o clima ficou tenso.

Eles conseguiram entrar na cobertura do prédio e se concentraram lá por algum tempo. Em seguida, desceram a rampa sem tumultos.

Às 22h, a tropa de Choque da PM ocupou o Salão Verde da Câmara, posicionando-se para o caso de uma invasão.

No Rio, milhares caminharam da Candelária, com flores nas mãos, pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Domingo, na Quinta da Boa Vista, o Batalhão de Choque foi para cima dos manifestantes que tentavam se aproximar do Maracanã; eles terminaram se refugiando na Quinta da Boa Vista, onde foram alvo de bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, ao lado de pais e filhos que nada tinham a ver com a manifestação.

No início do protesto, houve um princípio de tumulto entre representantes de partidos políticos, que começaram a vaiar uns aos outros, mas foram rechaçados. “Nenhum partido tutela este protesto”, afirmou um dos coordenadores da manifestação, do alto do carro de som.

De acordo com especialistas da Coppe/ UFRJ, ao menos 100 mil pessoas tomaram o Centro, de acordo com informação do telejornal RJTV.

A PM diz ainda não ter estimativas.

Por volta das 20h, um pequeno grupo tentou ocupar a escadaria da Assembleia Legislativa e foi rechaçado pela polícia com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Os conflitos aconteceram na Rua Primeiro de Março, em frente à Alerj e na travessa ao lado do Paço Imperial.

Alguns manifestantes atiraram coqueteis molotov em direção aos policiais e atearam fogo em um carro.

Em Belo Horizonte, onde Nigéria e Taiti jogaram pela Copa das Confederações, o ato começou mais cedo, e mais de 20 mil pessoas, de acordo com a PM, participam do protesto que começou na Praça Sete, no Centro da capital mineira.

Com palavras de ordem contra o reajuste da passagem de ônibus e gastos excessivos com Copa do Mundo e Olimpíadas, a manifestação ocorre em frente ao Mineirão; para impedir a marcha de se aproximar do estádio, a polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha nos manifestantes.

Na fuga, um manifestante caiu de um viaduto e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros.

Em Porto Alegre, 15 mil pessoas protestaram em frente à prefeitura da cidade, com palavras de ordem contra a Copa do Mundo e repúdio aos partidos políticos.

No fim do protesto, também houve confronto com policiais na Avenida Ipiranga.

Em Maceió, capital de Alagoas, cerca de 3 mil pessoas fazem um ato que começou na Praça Centenária, no Bairro do Farol; na pauta, o reajuste das passagens de ônibus se juntou a protestos contra violência policial, corrupção e os altos gastos para a Copa de 2014.

Um participante do ato levou um tiro, mas o autor do disparo ainda não foi identificado.

Em Salvador, cinco mil pessoas marcharam pacificamente pela Avenida Tancredo Neves; no caminho, convidavam as pessoas nos pontos de ônibus e trabalhadores nos escritórios a se juntarem a eles.

Em Belém, 13 mil pessoas lotaram a Avenida Almirante Barroso, com protestos contra a PEC 37 e a Copa do Mundo.

Em Vitória e Curitiba também ocorreram manifestações.

Mais cedo, em São Paulo, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, garante que não haverá proibição para que o protesto chegue à Avenida Paulista.

Também garantiu que, desta vez, a Polícia Militar não usará balas de borracha contra os manifestantes, ao contrário do ato da última quinta-feira, reprimido violentamente pelo Batalhão de Choque.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, apareceu de surpresa em reunião do Movimento Passe Livre (MPL), que iniciou os protestos na capital paulista, com o secretário de governo, Antônio Donato, mas disse que não seria possível “revogar o aumento da tarifa por motivos técnicos”.

Em nota, integrantes do MPL discordaram da posição de Haddad, afirmando que não se trata “de uma questão técnica, mas política”.

17/06/13

O Brasil Maravilha morreu afogado pela enorme onda de descontentamento



 
Por Augusto Nunes

Depois do que se viu nesta segunda-feira, é impossível prever os desdobramentos das manifestações que, precipitadas pelo aumento das tarifas de ônibus em São Paulo, assumiram dimensões nacionais, mobilizaram centenas de milhares de cidadãos e ampliaram notavelmente as palavras de ordem que resumem a pauta de reivindicações.

Não há como antecipar os rumos ou calcular o fôlego de um movimento ainda sem líderes visíveis e sem contornos definidos.

Os candidatos a vidente que enfileiram palpites na TV apenas confirmam a sabedoria da frase popularizada por Marco Maciel: “Pode acontecer tudo, inclusive não acontecer nada”.
Os espasmos de violência que pareciam inevitáveis em São Paulo irromperam no Rio de Janeiro ─ que, também surpreendentemente, abrigou a maior das manifestações que se espalharam por 11 capitais.

Os espertalhões que saborearam de manhã o desgaste de Geraldo Alckmin passaram a noite consolando Sérgio Cabral.

Os oportunistas que acordaram sonhando com o cerco do Palácio dos Bandeirantes tentarão dormir pensando nas correrias provocadas pela ocupação da cobertura do prédio do Congresso ─ e pela suspeita de que os manifestantes marchariam sobre o Planalto.

O mapa dos protestos incluiu cidades e estados administrados tanto por governistas quanto por gente eleita pela oposição. Os caroneiros oportunistas do Psol, do PSTU e do PT foram rechaçados pela imensa maioria de manifestantes que não se sentem representados por quaisquer partidos ou líderes políticos.

É cedo para saber, insista-se, o que vai nascer da insatisfação aguda mas ainda difusa das multidões sem rosto.

O que está claro é que a farsa forjada para celebrar a Pasárgada lulopetista foi liquidada nesta segunda-feira.

Afogado por uma enorme onda de descontentamento, o Brasil Maravilha morreu.

17/06/2013

Manifestantes derrubam um portão do Palácio dos Bandeirantes; polícia repele vândalos com bombas de gás. Eles querem mortos e feridos


SP: grupo tenta entrar no Palácio; PM reage (Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

 Por Reinaldo Azevedo

Às 19h17 chamei aqui a atenção para o fato de que a manifestação em São Paulo haviam se dividido. Uma parte rumava pela Faria Lima e buscava a Paulista, e outra seguia pela Marginal Pinheiros.

No ponto em que estavam, havia dois destinos possíveis: o Palácio dos Bandeirantes e a sede da TV Globo em São Paulo.

De novo, uma divisão: uma parte ficou lá vituperando contra a emissora, apesar da cobertura feita pela emissora ser dulcíssima com os protestos e outra seguiu mesmo para o palácio.

A turma que foi pela Marginal Pinheiros era aquela mais, digamos assim, política, com bandeiras do PSTU, do PCO e de um movimento ligado ao PSOL.

Muito bem! Até havia alguns minutos, a Polícia Militar de São Paulo não havia usado nem uma miserável bomba sequer. É verdade que os manifestantes, por seu turno, fizeram o que lhes deu na telha, ocuparam a parte as áreas da cidade que bem quiseram, ditaram, enfim, as ordens. A polícia se limitou a acompanhar.

É claro que a turma da desordem não ficou contente com isso. É uma gente que lucra com o conflito e com o confronto. Mesmo sabendo que um grupo rumava para o palácio, Alckmin ordenou que os policiais deixassem livre a frente do prédio. Muito bem, eles chegaram. Inicialmente, houve apenas protestos.

Mas aí um grupo forçou e conseguiu derrubar um portão dos jardins do palácio. A invasão foi repelida com bombas de efeito moral.

Neste momento, há centenas de pessoas em frente à sede do governo, onde fazem um grande fogueira. Eis os militantes pacíficos cantados em prosa e verso por setores do jornalismo.

Chamem Aiatoelio Gaspari para que diga, exatamente, a hora — com a preciso dos minutos — em que esses democratas britânicos decidiram derrubar a grade do palácio.

Os bandos ligados à extrema esquerda querem porque querem mortos e feridos. Isso justifica a sua luta.

Suas ideias sempre se alimentaram do sangue dos idiotas, dos inocentes úteis e dos culpados inúteis.
17/06/2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Funcionários do Planalto envolvidos com manifestação contra a Copa das Confederações


Por Noblat

Jornal Nacional

Antes dos protestos desta segunda-feira (17), em Brasília, o ministro Gilberto Carvalho se reuniu com manifestantes no Palácio do Planalto. E a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal disse ter identificado os líderes da manifestação da última sexta-feira.

A polícia chegou aos nomes após ouvir quatro manifestantes que foram detidos. Um deles é o motorista do caminhão que levou pneus que foram queimados durante o protesto. No depoimento, o motorista disse que recebeu R$ 250 para fazer o transporte.

Segundo a Secretaria de Segurança, os líderes do protesto são:

* Mayra Cotta Cardozo de Souza, assessora especial da Secretaria Executiva da Presidência da República;

* Danniel Gobbi Braga da Silva, especialista na assessoria internacional do gabinete da Secretaria-Geral da Presidência da República;

* João Vitor Rodrigues Loureiro, assessor da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência da República;

* Gustavo Moreira Capela, do Gabinete da Super-Procuradoria Geral da República;
e

* Gabriel dos Santos Elias.

Até maio ele era assessor da Subchefia de Assuntos Parlamentares, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

“Todo servidor público tem os direitos civis e políticos garantidos”, disse o estudante Gabriel dos Santos Elias.

O governador do Distrito Federal disse que a manifestação foi paga. “Está comprovado agora que foi uma ação paga para fazer uma manifestação”, afirmou Agnelo Queiroz.

Um dos integrantes nega a acusação. “Nós não temos nenhum envolvimento com nenhum tipo de financiamento, conforme diz o governo do Distrito Federal”, declarou Edemilson Paraná, representante do Comitê Popular da Copa.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, recebeu, nesta segunda-feira (17), manifestantes que participaram dos últimos protestos na capital.

E, no caso dos funcionários subordinados a ele, acusados de receber dinheiro para participar de protestos, o ministro pediu cautela.

“Se ele praticou algum ilícito, ele será responsabilizado pelo ilícito praticado. Mas para isso nós temos que ter prova, temos que ter comprovação”, afirmou o ministro.

Em nota, a Casa Civil da Presidência disse que os servidores negaram participação no protesto. Mas informou que vai apurar o caso e tomar as medidas cabíveis se for comprovada alguma irregularidade.

A Casa Civil ressalta, ainda, que respeita o direito à liberdade de expressar opiniões e convicções políticas.

O servidor da Procuradoria-Geral da República, Gustavo Moreira Capela, também disse que não teve participação na organização ou na manifestação.
12.06.2013

Setenta PMs estão encurralados na Assembleia Legislativa do Rio, 20 deles feridos. Vândalos continuam em ação. PM não atua




Por Reinaldo Azevedo
Do tom politicamente correto, com sotaque universitário da Globo News (é a maior concentração de especialistas de terceiro grau do mundo mundial!), à peroração demagógico-bagaceira de Marcelo Rezende, na Record, passando por Datena, na Band, tinha-se a impressão, já afirmei aqui, de que se assistia à Queda da Bastilha.

As TVs, cada uma dentro do seu estilo, abandonaram qualquer compromisso com a objetividade.

A cobertura virou uma salada russa.

Na madrugada, tentarei caracterizar cada um dos componentes da mistureba.

Vocês vão entender, por exemplo, por que o Movimento Passe Livre está irritadinho: acha que a pauta está sendo desvirtuada.

Fica para depois.


Globo, GloboNews, Record, Band, a maioria dos sites noticiosos e portais…

Em uníssono, declararam a ilegitimidade das polícias para realizar qualquer tipo de intervenção.

Assim, consagra-se o sacrossanto direito à manifestação, pouco importa o local.

Aí, convenham, aumenta a possibilidade de que não haja confronto.

A se repetir o padrão de hoje em algumas cidades, fica consagrado o “direito” dos manifestantes de parar a cidade quando lhes der na telha.

Mas pergunto: eles têm mesmo esse direito?

E amanhã?

E depois de amanhã?


No Rio, a visão edulcorada, encantada, deslumbrada — CRETINA MESMO — da realidade começou a ceder espaço à verdade quando um grupo de mais ou menos 300 pessoas começou a atacar a Assembleia Legislativa, a promover quebra-quebra, a agredir policiais.

Pior: enquanto essa turma partia para o tudo ou nada, uma massa compacta, de milhares, atuava como uma espécie de cordão de isolamento.


Só aí o tom das TVs começou a mudar: “Ah, não, assim não!”. Ora, mas não é isso o que se fez em São Paulo em quatro manifestações?

Pois é.

Há 70 policias dentro da Assembleia, impedidos de sair.

Pelo menos 20 deles estão feridos.

Na rua, uma fogueira é alimentada, acabo de ver, com móveis e cadeiras de escritório. Não sei de onde foram retirados.


E agora?

Sei lá eu!

Acho que é o caso de convocar uma junta de jornalistas e professores universitários.

Já que a Polícia Militar nunca sabe o que faz, segundo esses valentes, eles próprios devem saber, certo?



17/06/2013

Popularidade de Dilma desaba dentro do PT






Ontem à noite, no twitter, a hashtag #apoioDilma "não subiu". Morreu na praia. Normalmente, o PT colocaria as suas milícias virtuais a apoiar o movimento na internet. Não o fez. Grande parte do PT não quer mais Dilma. Quer Lula de volta.

Leiam, abaixo, matéria do Valor Econômico.

Lula e Dilma em evento pelos 10 anos do PT em Curitiba na semana passada: fomentadores de desavença vão do movimento sindical ao meio empresarial Um encontro recente reuniu sindicalistas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reclamavam do estilo da presidente Dilma Rousseff. Um deles sugeriu o retorno de Lula, que lhe respondeu com um palavrão. Foi quando Paulo Okamotto, braço-direito do petista, entrou na sala. Lula lhe disse: "Esses f... d... p... estão querendo que eu volte". Okamotto respondeu: "Não seria uma má ideia, presidente". Lula, então, revidou com outro palavrão: "Ah, vá.... você também".

A postura de cada um nesse episódio é um bom retrato de como anda o ambiente no PT sobre o movimento "Volta Lula". Há petistas que sonham; sindicalistas que pressionam; e o próprio, que diz que não quer. A dúvida é se sua rejeição suportaria o risco de entregar o projeto de poder petista a outro grupo político antecipadamente, se essa ameaça for mais latente em meados de 2014. Como essa resposta hoje inexiste, a especulação permanece e aumenta, alimentada por incertezas na economia e queixas na base aliada, PT inclusive.

Para falar sobre o assunto com petistas é preciso primeiro romper uma barreira similar à existente quando abordados sobre o mensalão. A diferença é que, neste caso, eles querem falar. A partir daí, há dois grupos. Os que querem evitar que o assunto vá adiante, por receio de contaminar o partido, depois a base aliada, virar movimento político e tornar a ideia irreversível. E os que querem que ocorra exatamente tudo isso aí.

Esses compõem a maioria dos que o Valor conversou nas últimas duas semanas e têm ou já tiveram postos de destaque. Declaram coisas do tipo: "com Dilma não dá mais", "é um governo muito só", "de pouco diálogo", "ela não tem vínculo com ninguém no PT", "ela só se sustenta na sua popularidade", "tem muita gente insatisfeita com o método e com o conteúdo", "que acha que o modelo econômico adotado passou a concentrar renda, pois retira da sociedade e concentra em poucos setores da economia" e "o que dá segurança a ela é o PT e Lula".

Apontam que a solidão de Dilma no PT é bem medida pela condição em que se encontram os homens-forte de sua campanha. Dois estão longe dela. José Eduardo Dutra exerce um cargo apagado na Petrobras e Antonio Palocci continua a ser o elo do mercado com Lula, a quem entrega os relatos constantes de insatisfação do setor produtivo e financeiro com o governo Dilma -quando o próprio Lula não ouve essas críticas diretamente. O que sobrou, José Eduardo Cardozo, é um ministro da Justiça que desempenha mais funções burocráticas do que políticas.

Os relatos, porém, dão conta de que não se trata de um movimento interno organizado ligado a alguma corrente ou a algum Estado, embora revelem que ele seja mais perceptível no meio sindical, em especial na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ou ainda em movimentos sociais, como a União Nacional por Moradia Popular e o Movimento Sem Terra. Todos que aderem a esta tese só aguardam uma faísca, um sinal, ou uma declaração pública de alguém que a defenda para que ela se espalhe e ganhe força.

Há a sensação ainda de que esse debate reservado tem reflexos nas discussões das eleições internas da legenda em novembro ou na montagem dos palanques estaduais. Por exemplo, em São Paulo, Dilma tem preferência pela candidatura de seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Os lulistas preferem Alexandre Padilha, da Saúde.

Na Bahia, o Palácio do Planalto patrocina as conversas para ceder a vaga ao vice, Otto Alencar (PSD). O próprio Lula apostava no ex-presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli. Na disputa pelo diretório petista de Minas houve um racha. Os ex-ministros de Lula Luiz Dulci e Patrus Ananias apoiam Gleide Andrade, secretária estadual de finanças do PT-MG. Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, apoia o deputado federal Odair Cunha, vice-líder do governo no Congresso.Por outro lado, os petistas que tentam conter o falatório em geral exercem ou já exerceram cargos de direção no partido e se preocupam com os efeitos negativos que dele podem decorrer.

"Uma coisa é muita gente achar que a Dilma tem que aprender com o Lula, outra é que trocar uma presidente bem avaliada por outro, é suicídio", "passaria a mensagem que ela não deu certo", "eles (Lula e Dilma) já decidiram isso", "não podemos permitir surgir qualquer fato que ajude a oposição", "é atirar para dentro do quartel" e "tem que ter cuidado para essas conversas de corredor não virarem clima político".

Esse grupo parte do princípio de que Lula já enterrou esse assunto e que retomá-lo, mais do que prejudicial, é contraproducente e sem resultado prático. Garantem que as eleições internas passarão longe deste tema e estarão muito mais centradas em discutir a relação do PT com o governo do que em substituir a presidente da condição de candidata à reeleição. "Será o momento e o espaço de expressar, de discutir a relação do partido com o governo. Hoje o diálogo está muito ruim, o partido não consegue expressar o conjunto de sua diversidade", disse um petista que acompanha de perto o chamado Processo de Eleições Diretas (PED).

 17 Jun 2013 

A tarifa da ignorância





O terrorismo — defendido abertamente por Marx — não é o lado lamentável de uma "manifestação" pacífica, como a grande mídia quer fazer crer.

Ele é a essência e a razão de ser do ato, legitimado pela presença numerosa de desavisados (os "idiotas úteis", diria Lenin) mais ou menos pacíficos.


Por Felipe Moura Brasil
Artigos - Movimento Revolucionário

Mídia sem Máscaras


Quem não se admite ignorante precisa depois se admitir idiota.

Quem não se admite idiota precisa depois se admitir manipulado.

Quem não se admite manipulado precisa depois se admitir cúmplice de crime.

Quem não se admite cúmplice de crime precisa depois se admitir delinquente.

Quem não se admite delinquente precisa depois se admitir bandido...

E assim por diante, na escalada possível do ativismo juvenil.

O tamanho do esforço psicológico necessário para a própria salvação vai aumentando de acordo com o nível de estupidez e presunção alcançado.

Os comunistas são grandes mestres em transformar qualquer ignorante em bandido a seu serviço, principalmente depois que Herbert Marcuse percebeu que o proletariado industrial — a massa de manobra original de Karl Marx — já estava "corrompido" pelas benesses do capitalismo e que a nova classe revolucionária poderia ser formada por todos que tivessem qualquer tipo de frustração psicológica: intelectuais, estudantes, mulheres, gays, crianças, prostitutas, drogados, estupradores, assassinos etc.

Bastava organizá-los para destruir o "sistema".


No Brasil, como a estratégia de Antonio Gramsci de infiltrar militantes nos sistemas de ensino e comunicação foi altamente bem-sucedida nas últimas quatro décadas, milhões de jovens estudantes já foram reduzidos ao estado de boçalidade necessário para atender prontamente à primeira voz de comando, por mais que ela venha dos cantores de churrascaria da UNE, do Movimento Passe Livre, da Juventude do PT, do PSOL, do PSTU ou do PCO.


Revoltados contra tudo que não presta, eles não perdem a chance de reforçar tudo que não presta.

Como dizia o filósofo Olavo de Carvalho: "É natural que um povo que se sente ludibriado sem saber por quem tenha um fundo e dolorido anseio de moralidade.

Com um pouco de esperteza, esse anseio pode ser pervertido em desconfiança, a desconfiança em ódio, o ódio em instrumento de destruição sistemática de lideranças indesejáveis."


A horda de jovens que aderem real ou virtualmente às "manifestações" organizadas pelos partidos comunistas brasileiros, sob o pretexto de combater o aumento do preço da tarifa de ônibus, imagina-se lutando em favor dos pobres, quando está apenas sendo usada por manipuladores profissionais e propagandistas partidários em busca do mesmo poder político que, onde quer que tenha sido alcançado por seus similares, só fez piorar a vida dos pobres.


O terrorismo — defendido abertamente por Marx — não é o lado lamentável de uma "manifestação" pacífica, como a grande mídia quer fazer crer.

Ele é a essência e a razão de ser do ato, legitimado pela presença numerosa de desavisados (os "idiotas úteis", diria Lenin) mais ou menos pacíficos.


Acatar suas reivindicações, ou mesmo dialogar com seus líderes a respeito, como faz o prefeito Fernando Haddad, é ensinar à população que o terror compensa — o que é muito mais grave do que o aumento de 20 centavos na tarifa de um serviço pelo qual a população vai pagar de qualquer jeito, seja como 'consumidora', seja como 'contribuinte', sendo que, neste caso, sem saber quanto está pagando e muito mais sujeita ao esquema de compadrio empresarial e falta de transparência do Estado no trato das verbas públicas.


Os jovens da horda, no entanto, meninos mimados acostumados à ideia de ter todos os direitos (inclusive o de exigir todos os direitos para si ou para os outros) e nenhuma obrigação, não querem saber disso, é claro, nem da inflação de alimentos que vem afetando o bolso dos pobres muito mais do que qualquer outra coisa.

Aprenderam desde cedo a colaborar cegamente com o crime e não vai ser agora que vão se informar antes, para não fazê-lo.


Se nunca estudaram a obra de Marx, Lenin, Marcuse, Gramsci e demais intelectuais comunistas que inventaram o Brasil de hoje — do qual Lula ainda é o maior líder —, que dirá a crítica de seus legados, incluindo como chegamos ao estado de calamidade e abuso geral, contra o qual imaginam se revoltar dessa maneira estupidamente alienada.

Naturalmente, pouco lhes importa ainda se, passada a semana inicial de terrorismo, o PT e o PCdoB, para evitar danos à imagem de Haddad, tenham decidido assumir o comando do movimento e mudar sutilmente o sentido dos "protestos", cujos alvos passam a ser a Polícia Militar e o governador Geraldo Alckmin, a verdadeira liderança indesejável que se quer odiosamente destruir.


Os jovens ativistas amam tanto os "oprimidos" quanto odeiam todo tipo de conhecimento necessário para ajudá-los. E preferem ser (cúmplices de) bandidos a reconhecer — antes tarde do que nunca — a própria ignorância.


É por isso que eu digo:

O perfeito idiota brasileiro é aquele que quer remediar um problema que ele não sabe qual é, com um remédio que ele não sabe para que serve, receitado por um médico que ele não tem a menor ideia de quem seja; e ainda está convicto e orgulhoso de fazer a sua parte para salvar o país.


Parabéns, seus manés.

O país agradece.
               15 Junho 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Dilma leva três sonora vaias no Mané Garrincha, na abertura da Copa das Confederações





Por Reinaldo Azevedo

Joseph Blatter, presidente da Fifa, discursou na abertura da Copa das Confederações, no estádio Mané Garricha, em Brasília. O jogo de estreia é Brasil contra o Japão. Estava ao lado de Dilma Rousseff. Tão logo citou o nome da presidente, explodiu uma sonora vaia no estádio.




As autoridades brasileiras, definitivamente, se arriscam em situações assim. Lula, que é Lula — transformado no demiurgo nacional —, foi vaiado em pleno Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Os petistas podem tentar citar Nelson Rodrigues — “Brasileiro vaia até minuto de silêncio” — ou podem achar que está em curso algum desconforto com o governo. E olhem que o jogo se dá em Brasília, não é?, que tem a renda per capita mais alta do país.

A vaia quer dizer alguma coisa e aponta para 2014? Não dá para saber. As pesquisas indicam que a popularidade da presidente é alta, mas está em queda. Lula, como lembrei, foi vaiado em 2007 e, como se sabe, elegeu sua sucessora. Vamos ver.

Ah, sim: Neymar abriu o placar aos três minutos do primeiro tempo.


15/06/2013

Uso da força em protestos não é ilegítimo nem autoritário



É provável que investigação da PM traga à tona erros cometidos na operação montada para conter protestos em São Paulo

Mas exageros e erros não devem colocar em xeque o direito e o dever policial de zelar pela ordem
Veja.com

  


Conflito entre manifestantes e policia durante protesto contra o aumento das passagens em São Paulo - Eduardo Biermann

Na manhã desta sexta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, autorizou o início de uma investigação para averiguar se houve excessos da PM durante a última passeata do Movimento Passe Livre na capital do estado.

É provável que a investigação da Corregedoria da PM traga à tona erros cometidos na operação para conter e dispersar os manifestantes. Na internet espalham-se imagens de pessoas que alegam ter sido agredidas de maneira arbitrária. Notoriamente, há déficits no treinamento dos policiais brasileiros.

Uma análise perfunctória dos confrontos de quinta-feira mostra que não foram seguidas à risca diversas recomendações do Código de Conduta para Agentes de Segurança Pública das Nações Unidas, uma espécie de código internacional para ações policiais durante manifestações públicas. Isso não significa, no entanto, que tenha sido ilegítima a ação da PM na marcha de São Paulo.

É uma questão de princípios. “No Estado de Direito, a Polícia tem autorização para usar a força a fim de garantir a ordem e a segurança”, diz Maria Stela Grossi Porto, socióloga e membro do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília. "Mais ainda, o uso da força é monopólio dela."

A tentativa de fazer da ação da PM um exemplo de autoritarismo comparável à repressão dos tempos de regime militar no Brasil, ou à ação das polícias de regimes ditatoriais, é um evidente absurdo, uma vez que o país não vive um regime de exceção.

Mais razoáveis seriam comparações com embates ocorridos nos Estados Unidos e na Europa - ou seja, em nações democráticas - em anos recentes. Londres, Madri, Nova York, Toronto são apenas algumas das metrópoles que foram palco de choques entre a polícia e ativistas inspirados por ideais não muito diferentes daqueles abraçados por quem protesta em São Paulo - a rejeição ao "sistema", em algum de seus aspectos particulares ou de maneira genérica.

Em novembro de 2011, por exemplo, durante a desmonte dos acampamentos de manifestantes do Ocupe Wall Street, em Nova York, ao menos 300 pessoas foram presas.

Houve uma larga discussão sobre "uso abusivo da força" e dois oficiais se tornaram emblemas desse hipotético excesso, pelo uso indiscriminado de spray de pimenta.

Eles foram submetidos a sindicâncias e punições, mas nenhum deles sofrera uma ação criminal, como foi decidido em meados de abril deste ano. Em reportagem sobre o caso, o jornal The New York Times ouviu um especialista em direito penal que ressaltou a dificuldade em se processar policiais envolvidos em situações "caóticas" como a de uma manifestação de rua.

"Seria preciso provar, para além de qualquer dúvida razoável, que o polícial usou a força em total desacordo com as suas atribuições", disse o ex-promotor Thomas J. Curran. "Ocorre que o uso da força é parte das suas atribuições." Quando posta em movimento, nenhuma polícia é angelical.

Uso da força — “É muito tênue o limite do que é legítimo e do que não é em situações de multidão", diz Maria Stela Grossi Porto. "Os casos precisam ser sempre analisados individualmente.” Os possíveis exageros e erros da quinta-feira não devem, portanto, colocar em xeque o direito e o dever policial de zelar pela ordem durante uma passeata.

A sua presença é a única maneira de garantir a segurança dos transeuntes, do patrimônio público e, em certas circunstâncias, até mesmo dos manifestantes — uma vez que as marchas costumam reunir um público heterogêneo, como sem dúvida foi o caso nos últimos dias em São Paulo.

Isso não está em contradição com a necessidade - também ela permanente - de aprimorar e "civilizar" as forças policiais.

Num ato de rua, ditam os protocolos, a polícia deve seguir três passos: esclarecimento, contenção e repressão. Num primeiro momento, há que se coletar informações sobre o movimento e negociar locais e itinerários com os manifestantes.

Isso foi feito na quinta-feira em São Paulo, e um dos motivos da situação ter fugido ao controle foi a tentativa de alguns líderes da passeata de mudar o trajeto combinado e furar ou contornar o bloqueio policial.

A fase de contenção é preparada para quando a manifestação pode evoluir a um tumulto. Nessa situação, a tropa de choque se posiciona de maneira ostensiva para tentar dissuadir os manifestantes. Entre esse momento e os primeiros atos de repressão, uma série de medidas dussuasórias deve ser empregada.

Segundo José Inácio Cano, do Laboratório de Análise de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reclamações sobre o uso abusivo da força policial durante manifestações são comuns no mundo todo.

“É importante que fique claro apenas uma questão: a primeira abordagem policial tem de ser sempre pacífica, a tentativa de ganhar os manifestantes pela conversa, pela negociação.”

Um histórico de manifestações anteriores não deve justificar ações açodadas. “A polícia não pode dar início a uma ação repressiva com base em algo anterior.

Assim como tem o direito de usar a força, o policial é profissional e deve ser treinado para não agir no impulso.”

(des)preparo — “O policial precisa ser melhor treinado, precisa de educação continuada e de socialização. Infelizmente, isso ainda não atinge aquele policial que está na linha de frente”, diz Maria Stela. Uma medida relativamente simples de aprimoramento, testada em outros países e ainda de maneira incipiente no Brasil, é a criação de relatórios diários.

Em linhas gerais, isso significa que o policial, após um dia de trabalho, deve relatar por escrito o que aconteceu e como atuou em cada ocorrência.

“Esse é um caminho eficiente, usado em países estrangeiros, para que o policial reflita sobre seus atos e tenha um retorno sobre se agiu, ou não, corretamente.”



Recomendações da Anistia Internacional

Facilite manifestações públicas pacíficas
É direito legítimo das pessoas se manifestarem publicamente. A função da polícia é facilitar e não coibir a marcha. Em casos de manifestações não violentas, mesmo aquelas que não respeitem às leis, a polícia deve evitar o uso da força. Se inevitável para assegurar a segurança, deve-se usar o mínimo de força necessária.

Proteja manifestações pacíficas
Violações menores da lei, como pequenos danos à propriedade, devem ser investigadas e, eventualmente, responsabilizadas. Elas não devem, entretanto, levar à dispersão da manifestação. A decisão de se dispersar a marcha deve ser tomada com base em princípios de necessidade e proporcionalidade — apenas quando não há outra maneira de se proteger o público de uma onda de violência eminente. Em locais onde minorias tentam transformar uma manifestação pacífica em violenta, os policiais devem proteger os manifestantes pacíficos.

Reduza situações de tensão e violência
A comunicação com a organização do movimento deve criar um vínculo de compreensão mútua e prevenir a violência. Em locais nos quais casos de violência são muito prováveis, a comunicação se torna ainda mais importante. Quando a decisão de dispersar a multidão é tomada, essa ordem deve ser claramente comunicada e deve-se dar tempo suficiente para as pessoas se dispersarem.

Use a força policial apenas para manter a lei
A força não deve ser usada para punir participantes que não cumpriram ordens ou contra aqueles que simplesmente participam da manifestação. Prisões devem ser feitas de acordo com os procedimentos previstos em lei, e não devem ser usadas como mecanismo para evitar a participação na marcha ou como punição.

Minimize os danos, preserve e respeite a vida e proteja aqueles não envolvidos
Armas de fogo não devem ser usadas para dispersar uma multidão. Cassetetes e armas de baixo impacto não devem ser usadas contra pessoas que não são agressivas ou que não apresentam ameaça. Quando o uso dessas armas for necessário, os policiais não devem causar sérios ferimentos e evitar lesionar partes vitais do corpo. Produtos químicos irritantes, como gás lacrimogênio, não devem ser usados em ambientes fechados ou de uma maneira que possa causar danos permanentes.

Seja responsável com a população e o judiciário
Qualquer uso de força durante uma manifestação deve ser motivo de análise e, quando apropriado, de sanções disciplinares e criminais. Reclamações contra a polícia devem ser investigadas de maneira imparcial.


A mentira repetida mil vezes vira verdade!





Mara Montezuma Assaf

Já participei , nos últimos 10 anos, de inúmeras passeatas na Paulista em protestos pacíficos contra a corrupção, contra a mão grande dos políticos, contra os mensaleiros e até a favor das "damas de blanco" e dos presos políticos cubanos , e nunca, nunca mesmo, a mídia nos divulgou com mais de 3 linhas .

O número de manifestantes , de início expressivo, foi minguando com o passar do tempo, conforme percebemos , desanimados, que nossa voz não repercutia como queríamos, chegando à conclusão de que só o PT e aliados de esquerda teriam "competência" e organização para tomar as ruas com apoio da mídia.

Pois agora estes manifestantes baderneiros e vândalos com espaço garantido até na imprensa internacional, dizem que a PM quer impedi-los de se manifestar...quando o que eles querem é , tão somente, preservar a ordem , garantir a mobilidade aos paulistanos e impedir a devastação por onde passa a turba.

Mas essa afirmação deles está sendo tão divulgada na mídia...que vai acabar tornando a mentira, uma sórdida verdade.

E a mídia tem 100% de responsabilidade nisso!

15.06.2013

Quem são os manifestantes que pararam as grandes cidades do país


De onde vêm, o que querem e como agem os jovens que foram às ruas protestar contra o aumento das passagens do transporte público


ALBERTO BOMBIG
E VINÍCIUS GORCZESKI
Revista Época


Participantes do protesto contra o aumento das tarifas no transporte público de São Paulo (Foto: ÉPOCA)


Quinta-feira à noite na cidade de São Paulo. Bares, restaurantes e casas noturnas costumam fazer de alguns bairros paulistanos referências mundiais de entretenimento noturno, numa prova de que a capital paulista não dorme.

Quando o paulistano não trabalha, está se divertindo. Tal organismo pulsante de luz e vida tem uma medula, a Avenida Paulista. Às 22 horas da última quinta-feira, dia 13, o mais conhecido cordão de asfalto da cidade estava silencioso, tomado por uma fina névoa de gás lacrimogêneo.

Como no início do século passado, cavalos percorriam a via pública em galope desabalado. Talvez como sinal dos tempos, os animais eram comandados por integrantes do Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar.

Junto dos batalhões de choque, da Força Tática e da Rota, a cavalaria expulsava quem tentasse passar pela avenida. A Paulista se transformara numa zona militarizada.

A PM reafirmava sua autoridade, após um violento confronto com militantes do Movimento Passe Livre (MPL), que fazia seu quarto protesto contra o aumento da passagem de ônibus na cidade neste mês.


Capa - Edição 786 (Foto: ÉPOCA)
Fotos: O protesto de quinta-feira (13) em São Paulo

Os manifestantes, jovens em sua maioria, haviam chegado à Paulista por volta das 21 horas em três grupos – pelas ruas Augusta, Haddock Lobo e Bela Cintra.

Vinham do centro de São Paulo, empunhando cartazes contra a elevação de R$ 3 para R$ 3,20 nas tarifas de transporte público. Como se comemorassem a conquista de campeonato de seu time do coração, cena comum para o local, entoavam ataques ao prefeito Fernando Haddad (PT), ele mesmo um militante estudantil em seus tempos de aluno de Direito na Universidade de São Paulo, nos anos 1980: “Dança, Haddad, dança aqui até o chão; aqui é o povo unido contra o aumento do busão”.

Motoristas e pedestres assustados tentavam correr dos manifestantes. Carros pegavam a contramão na movimentada avenida, em sinal de pânico.

Dois dias antes, outro protesto deixara um rastro de destruição, com estações de metrô e pontos de ônibus depredados – além de agências bancárias. 

Pouco antes do protesto de quinta-feira, a Polícia Militar de São Paulo, subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), decidira que, em hipótese alguma, permitiria que o protesto chegasse mais uma vez à Paulista.

“Eles (manifestantes) tinham concordado com esse entendimento”, disse Alckmin ao explicar a ação violenta de policiais para interromper o protesto. Se concordaram, mudaram de opinião.

A presença na Paulista foi claramente definida por integrantes do movimento como um objetivo a atingir. Alckmin tomou a decisão de ser duro na repressão em comum acordo com Haddad e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, numa rara união entre autoridades tucanas e petistas.

Juntos, eles também decidiram não recuar em relação ao novo preço da tarifa de transporte, implantado no último dia 2 e válido para ônibus, metrô e trens da capital.

A inusitada parceria dos adversários políticos é um sinal da surpreendente força adquirida pelos protestos e seus organizadores, o Movimento Passe Livre. 

Criado em 2005, por jovens num acampamento do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o MPL se diz independente de partidos políticos – mas se escora em alguns.

Organiza-se por meio de redes sociais na internet, e alguns de seus membros defendem princípios anarquistas. Dizem lutar por transporte público gratuito e de qualidade para a população.

Uma das principais bandeiras é a migração do sistema de transporte “privado” para um sistema gerido diretamente pelo Estado, com a garantia de acesso universal a qualquer cidadão, por meio do “passe livre” – o fim de cobrança de tarifa.

O apelo das autoridades para que suas reivindicações sejam apresentadas de modo pacífico, pelos canais democráticos tradicionais, não surtiu efeito até agora.

O ativismo do MPL envolve ação direta, na rua. “A única maneira é parar o trânsito”, diz a estudante de letras da Universidade de São Paulo (USP) Raquel Alves, de 20 anos, militante do MPL.

“Infelizmente, o vandalismo e a violência são necessários, para que apareça na mídia. Se saíssemos em avenidas gritando musiquinha, ninguém prestaria atenção.”

O MPL se inspira nos movimentos de jovens que nos últimos anos tomaram espaços públicos no Oriente Médio, na Europa e nos Estados Unidos.

A ampla maioria dos militantes já nasceu num regime democrático, portanto não precisa lutar pela democracia, como os militantes da Primavera Árabe. Assemelham-se mais aos americanos do Occupy Wall Street ou aos envolvidos nos tumultos que marcaram capitais europeias, como Londres ou Madri em 2011.

Todos protestam em meio ao que chamam de “crise do capitalismo”.

O antropólogo anarquista David Graeber, um ex-professor da Universidade Yale que se transformou em guru dessa juventude, afirma que o Occupy Wall Street se caracterizava pela recusa de lideranças tradicionais.

Por oposição a partidos políticos ou organizações hierarquizadas – chamadas, no jargão dos ativistas, de “verticais” –, ele postulava um movimento sem hierarquia – “horizontal”.

O protesto começou num pequeno parque no distrito financeiro de Manhattan e chegou a mobilizar milhares de pessoas que, inicialmente, culpavam o sistema financeiro pela crise econômica.

Protestos eram marcados pela internet. Decisões eram tomadas em assembleias. Havia liberais e todo tipo de esquerdista. Analistas viram no Occupy Wall Street uma espécie de ressurgimento de ideais anárquicos, tanto na forma de organização como na rejeição às instituições.

Embora seja diferente na forma, o MPL guarda semelhanças, na atitude, com essa nova linhagem de ativistas do século XXI. “Os jovens não estão apáticos como em décadas anteriores”, diz Gabriel Medina, coordenador de Juventude da prefeitura de São Paulo.

Ex-coordenador da Juventude do PT, até há pouco tempo próximo ao MPL.

O aumento das passagens em São Paulo e no Rio de Janeiro deveria ter acontecido no início do ano. Foi adiado seis meses, para atender a um pedido da presidente Dilma Rousseff, preocupada com a alta dos preços.

Quando veio, ficou abaixo da inflação. Desde o aumento da tarifa de 2011, a inflação foi de 15,5%, o que justificaria um aumento maior que os 6,7% de São Paulo. Desde 2003, a inflação acumula alta de 81,7% – ante 88,2% de aumento da tarifa em São Paulo e 182,5% no salário mínimo.

Os números não sensibilizaram o MPL, cuja cartilha de protestos mistura técnicas das recentes ocupações no exterior a preceitos clássicos de guerrilha urbana.

Entre os manifestantes presos pela PM na última semana, alguns portavam coquetéis molotovs e até facas. “Fechar as ruas com fogueiras e barricadas não fomos nós que inventamos”, disse a ÉPOCA o manifestante Marcelo (nome fictício).

“Somos de um grupo de anarquistas e punks e pegamos carona para protestar contra tudo o que está aí”, afirmou mais tarde, logo após depredar um ônibus.

A passeata de quinta-feira partiu do Theatro Municipal, no centro histórico paulistano. A organização estava sob a liderança de Mayara Longo Vivian, de 21 anos, uma estudante de geografia da USP.

Ela usava três celulares ao mesmo tempo para definir os rumos do protesto.

ÉPOCA testemunhou Mayara receber uma notícia: o grupo decidira seguir até o Parque do Ibirapuera, em vez de encerrar o protesto no local definido com a PM: a Praça Roosevelt. “Nós (o MPL) somos cerca de 15 pessoas.

Não temos controle de tudo. Como estava pacífico, percebemos que daria para ir até lá (Ibirapuera)”, disse Mayara, um dia depois do protesto. Não deu. Após uma frustrada tentativa de negociação com a PM, a tropa de choque lançou bombas de efeito moral e gás lacrimongêneo.

Os confrontos que se seguiram deixaram dezenas de feridos, entre eles jornalistas, atingidos por bombas e balas de borracha lançadas por policiais.  

Os integrantes do MPL negam ter líderes. Planejar os protestos e falar com a imprensa são funções restritas a um pequeno grupo, que não revela onde se reúne. “É mais presencialmente do que pela internet”, diz Mayara.

As decisões centrais são repassadas aos demais e divulgadas por meio de redes sociais na internet. Apesar de se dizer apartidários, vários de seus adeptos do MPL defendem ideias revolucionárias e de esquerda. Na última manifestação, havia dezenas de representantes de partidos políticos, como PCO, PSTU ou PSOL. 


Na quinta-feira, ações semelhantes tomaram os centros do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. No Rio, o elo com o MPL é feito por meio da central sindical Conlutas, ligada ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado).

Ela patrocina greves e tem dado dor de cabeça a petistas, tucanos e peemedebistas. O PSTU ajudou a convocar o protesto no centro do Rio, que tomou a avenida Rio Branco. Os manifestantes gritavam slogans contra o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, do PMDB. O governador Alckmin diz não acreditar na independência do MPL. “É uma minoria, que faz trabalho político.”

Até a semana passada, o Palácio do Planalto pouco sabia sobre o MPL. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não antecipara à Presidência da República que poderiam ocorrer novas manifestações, muito menos com tamanho grau de virulência.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal acompanhasse o caso. A presidente Dilma preferiu ficar distante. O MPL promete mais barulho.

Se suas ações não forem motivadas apenas pelo aumento das passagens de ônibus, ela talvez tenha de rever sua decisão. 




Este texto faz parte da edição de ÉPOCA desta semana. Na revista que chega às bancas no fim de semana, saiba mais sobre esses jovens.
14/06/2013


Descoberta a origem de mais um grupo que ajuda a tocar o terror em São Paulo



Por Reinaldo Azevedo

Ai, ai… As coisas vão ficando cada vez mais divertidas. Nos distúrbios de rua, especialmente em São Paulo, a gente nota a presença ostensiva de bandeiras amarelas.

Vejam
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Há ali a assinatura de um “movimento”, que tem página na Internet: chama-se “Juntos”. O endereço é juntos.org.br. Mais uma vez, fui fazer a divertida brincadeira de saber quem e o dono do registro.

Tchan, tcha, tcham!




Sim, trata-se de Luciana Genro, militante do PSOL, filha do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).

Ela anda um tanto afastada da política por razões de saúde, mas o vereador Pedro Ruas, de Porto Alegre, dá toda força à turma e a substitui com sobras. O “Juntos” é uma espécie de movimento social do PSOL. No “Quem somos”, eles se revelam (em vermelho):

“Juntos! é um movimento nacional de juventude. Surgiu no início de 2011 em São Paulo e vem conquistando a simpatia de jovens de todo o Brasil. Surgimos em um novo momento no mundo. O mar da história está agitado, já diria Maiakovski. Representamos uma nova geração de lutadores dispostos a construir um mundo radicalmente novo. Juntos! é a juventude em movimento pela educação de qualidade, em defesa do meio ambiente, contra o preconceito e por uma sociedade com igualdade e liberdade para todos.

Juntos! construímos o nosso I Encontro Nacional que deu o ponta-pé inicial pra nossa empreitada de organizar as lutas onde quer que estejam.

Juntos! é a juventude dos indignados: dos tunisianos, egípcios, espanhóis, chilenos. Somos aqueles que estão sem emprego, sem educação, sem cultura, sem casa, mas também sem medo de lutar! Somos aqueles que estão em defesa da Amazônia nos atos contra a construção de Belo Monte e contra o novo código (anti-)florestal! Somos aqueles que estão nas lutas contra toda forma de preconceito, seja de genêro, etnia, idade, credo. Somos aqueles que estavam nas Marchas da Liberdade, das Vadias, no #ForaRicardoTeixeira, contra a corrupção, nas paradas LGBT. Somos aqueles que #TomamosAsRuas e lutamos por uma #DemocraciaRealJá!


Voltei
Como se vê, para que alguém pertença ao “Juntos”, basta que tenha uma causa, qualquer uma, e que se indigne com alguma coisa. Boa parte dos “revolucionários” modernos, estes que promovem a baderna em várias cidades brasileiras, com destaque para São Paulo e Rio, não têm mais, a exemplo de seus congêneres do passado, Karl Marx como referência.

O marxismo, já afirmei aqui algumas vezes, é difícil. A leitura da teoria propriamente dita é chata. É diferente do Marx divertido de “O 18 Brumário” ou de “A Ideologia Alemã” — ainda assim, também esses livros são ignorados.

A “moçada” que está nas ruas tem pressa demais para se ater a textos de referência. Bastam-lhes as opiniões dos amigos no Facebook e algumas irresponsabilidades daquele professor “bacana” de história que os incita ao ativismo.

Teoria pra quê?

Mesmo os vermelhos que tentam organizar a turma (PSOL, PCO e congêneres), lembrou um amigo ao telefone nesta sexta, estão menos para Marx do que para uma mistura, assim, de Paul Lafargue, que escreveu um panfletozinho chamado “O Direito à Preguiça”, com Bakunin, o anarquista.

Ao mesmo tempo em que parecem rejeitar o estado, exigem que ele se comporte como o grande provedor.

Tempos de obstipação ideológica!

Tenho combatido, desde o primeiro dia, como evidenciam os textos que estão em arquivo, certo esforço que anda por aí de emprestar aos violentos distúrbios de rua — promovidos principalmente por jovens de classe média alta (as roupas o denunciam) — um alcance mais profundo, como se fossem eventos da superfície a denunciar um movimento de placas tectônicas da sociedade brasileira. Será mesmo?

São Paulo tem 11,5 milhões de habitantes; o Rio, 5,5 milhões. O movimento contra o reajuste da passagem de ônibus deve ter reunido pouco mais de 5 mil pessoas na primeira cidade — 0,05% da população — e de 2 mil na segunda: 0,04%.

É mais do que o suficiente para provocar o caos. Aliás, a depender da leniência da polícia ou da violência dos que protestam, dá para provocar um desastre na cidade com muito menos gente do que isso. Basta que dois ou três malucos resolvam se deitar no meio da avenida, sem que ninguém os tire de lá, e pronto!

Mas por que o transporte virou uma espécie de fetiche? Por que essa luta “pegou” — ainda que nesse universo restrito de uns poucos milhares numa cidade de muitos milhões — e conta, segundo pesquisas, com o apoio de boa parte da população. Porque, se formos pensar, de todos os serviços públicos, é aquele cujo pagamento é mais visível.

É diário — ainda que não forma de cartão. E também é o que rende menos satisfação. A educação pública até o ensino médio é uma lástima, mas é gratuita. A saúde, idem, idem. Boa ou má, não se paga de modo perceptível por segurança pública. Há outros serviços oferecidos por concessionárias que causam satisfação imediata: é o caso da energia elétrica ou da telefonia.

Mesmo havendo reclamações às pencas, o fato é que o serviço está disponível na esmagadora maioria das vezes.

Com o transporte público, a coisa é diferente. O serviço nas grandes cidades é mesmo precário, ainda que tenha melhorado muito (falo de São Paulo, que conheço) nos últimos 20 anos. Tanto é um ponto nevrálgico que Fernando Haddad transformou a questão numa bandeira de campanha. E foi eleitoralmente bem-sucedido.

Que o seu “bilhete mensal” fosse só uma tramoia de marketing, isso era evidente. Bastava refletir um pouco. Mas a tese seduziu muita gente, especialmente jornalistas.

Assim, é fácil entender que um movimento que se oponha à elevação do preço da passagem — e que prega, na verdade, tarifa zero — conte com a simpatia de muita gente.

Nada de bom
Não há nada de bom, reitero o que escrevi na manhã de ontem, nesse movimento. Ao contrário. Assistimos ao casamento do estado-babá com o estado prevaricador. Os “lafarguistas” brasileiros estão tentando transformar num valor, numa cláusula pétrea do caráter nacional, o “direito à preguiça”, ao “almoço grátis”. Querem que o estado forneça de camisinha a aborto, tudo graciosamente — tratar-se-ia, asseguram, de “direitos”.

E tem sido esse o mais permanente sinal das ditas políticas de inclusão social, que tendem a criar, dada a forma como se exercem, clientelas políticas.

E qual a causa da violência? Ora, a experiência indica que os “oprimidos” — ou aqueles que falam em seu nome — têm assegurado o direito à transgressão. Não tem sido assim com o MST e com os índios, por exemplo?

Mas vai mudar

A partir de segunda, no entanto, a pauta deve sofrer uma torção. O PT decidiu aderir às manifestações de rua, mudando a sua agenda, que é ruim para Fernando Haddad. Em vez de protesto contra a elevação da tarifa, os alvos serão a Polícia Militar e o governo de São Paulo.

Ontem, a vastíssima rede do PT na Internet, incluindo os blogs e sites sujos financiados pelo governo federal, por gestões petistas e por estatais, entraram firme no apoio ao protesto de segunda.

O PT tem experiência nisso. Sua ala sindical deve ir à rua, inclusive para tentar impedir que a coisa degenere para a violência.

Ingênuo ou espontâneo, esse movimento nunca foi, como este post prova mais uma vez. Ele só se dava um tanto à margem do petismo. Mas, agora, o partido decidiu deglutir o processo.


15/06/2013