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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nova York intensifica segurança após informação de ameaça terrorista





Policiamento será reforçado em pontes, túneis e transportes públicos.
Prefeito Michael Bloomberg disse que a cidade está diante de ameaça real.

Do G1
com agências internacionais


O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou nesta quinta-feira (8) o reforço do esquema policial contra terrorismo na cidade, diante de uma ameaça "real", mas "não confirmada", de ataque por ocasião do décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Em entrevista coletiva, Bloomberg, afirmou que "nos tempos atuais é necessário encarar essas ameaças seriamente".

A segurança será reforçada em pontes, túneis e transportes públicos, de acordo com o prefeito nova-iorquino. OUtras medidas visam rebocar prontamente veículos estacionados em locais irregulares, além da circulação de policiais com cachorros especializados em detectar bombas.

"O Departamento de Polícia de Nova York irá implantar recursos adicionais ao redor da cidade e tomará medidas adicionais para manter a nossa cidade segura, algumas das quais você pode observar e algumas das quais você não vai notar"
, disse Bloomberg.


Prefeito de NY Michael Bloomberg anunciou medidas de segurança em meio a ameaça terrorista
(Foto: Stephen Chernin / AFP)

"Não há nenhuma razão para qualquer parte do resto de nós para mudar nada na nossa rotina diária.", acrescentou Bloomberg.

O comissário de polícia de Nova York, Raymond Kelly, disse que haverá mais controle nos próximos dias no metrô da cidade.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos emitiu nesta quinta um comunicado dizendo que tem informações "confiáveis, específicas, porém não confirmadas" de uma ameaça terrorista no próximo domingo (11), data que marca os dez anos dos atentados do 11 de Setembro.

"Temos dado, e continuaremos a dar todos os passos necessários para mitigar qualquer ameaça que se apresente. Continuamos pedindo ao povo dos EUA que permaneça vigilante à medida que nos aproximamos do final de semana", afirma o comunicado.

A notícia vem dias depois de o próprio Departamento de Segurança Interna afirmar que não via qualquer ameaça da al-Qaeda para a data.

Uma fonte da polícia americana disse à agência de notícias Reuters, sob condição de anonimato, que uma caçada de dois ou três suspeitos ligados à ameaça já está em curso nos Estados Unidos


08/09/2011

Marcos Valério quer Lula no mensalão



 
O empresário Marcos Valério, um dos principais artífices do mensalão, alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não pode ser condenado por supostamente intermediar o financiamento do esquema se o ex-presidente Lula, um dos principais beneficiários, de acordo com ele, não foi sequer denunciado.

Nas alegações finais encaminhadas ontem ao STF, o advogado de Valério argumentou que interessaria no processo julgar as condutas daqueles que seriam os interessados na compra de votos e de apoio da base aliada, incluindo o presidente Lula, seus ministros, o PT e os partidos que integravam a base e que receberam recursos do esquema.

Condená-lo, argumentou Valério, seria dar “importância desmedida” ao “simples operador intermediário”.



“Analisada a versão dada aos fatos na própria denúncia oferecida pelo Procurador Geral da República (…) o empresário Marcos Valério seria, apenas, o operador do intermediário dos repasses de recursos financeiros, sempre sob orientação do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a Partidos Políticos e parlamentares da base aliada do governo federal”,
argumentou o advogado de Valério, Marcelo Leonardo.

Relevante para o processo, conforme Valério, “seriam as condutas dos interessados no suporte político “comprado” (presidente Lula, seus ministros e seu partido) e dos beneficiários financeiros (partidos políticos da base aliada), sendo o PT o verdadeiro intermediário do suposto “mensalão”-

AE_



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ESTÁ CRIADO O MSP, O MOVIMENTO DOS SEM-POLÍTICO! INDIVÍDUOS LIVRES GANHAM AS RUAS!



CUMPRE A CADA UM ROMPER O CERCO DA EMPULHAÇÃO
E DA MÁQUINA OFICIAL DE PROPAGANDA





Os sem-partido, sem-bando e sem-bandeira vermelha, mas com vergonha cara, protestam em Brasília, em foto de Eraldo Peres, da AP

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não!

É que a UNE estava contando dinheiro.


O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de idéias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não!

É que a CUT estava contando dinheiro.
O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não-sindicalizados. Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não!

É que a MST estava contando dinheiro.

O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos. Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não!

É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro.

Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado “Grito dos Excluídos”. Na verdade, são os “incluídos” da ordem petista.

Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo.

Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço.

Os milhares que saíram às ruas não agüentam mais o conchavo, têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país, não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira, chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público.

O MSP - O Movimento dos Sem-Político

Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas. Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político. Não que eles não pudessem aparecer por ali. O PSOL até tentou “embandeirar” os protestos, mas os presentes não aceitaram. Aquele era um movimento das ruas, não dos utopista do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de “socialismo com liberdade”.

Se políticos aparecessem para também protestar — não para guiar o povo —, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira.

Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União. A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014… Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões. Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito.

Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor. Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas. Sim, algo se move na sociedade. E é inútil se apresentar para “dirigir” o movimento. Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda. Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro. O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade.

O maior em nove anos

Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o “regime petista” em seus nove anos de duração. E algo me diz que vai continuar e tende a crescer. Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo. Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo. Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo. Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo.

O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos — até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único —, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências. Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo. Perderam o medo.

Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava. Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar. Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados: “Cansei!” O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época. Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a “democratização” do Brasil. Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos que não suportavam ver pobres nos aviões — como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados.

A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos “progressistas” era tratada a pauladas. Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves. Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários. Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo.

Enfrentar a desqualificação


A tentativa de desqualificação virá — na verdade, já veio. Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações. As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil.

É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen… A dinâmica hoje em dia é outra.

Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam.

A oposição, se quiser, que se junte. Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza: “Não, vocês não podem!”



08/09/2011

A VEJA ESTÁ NA BOCA E NA MÃO DO POVO, COMO QUERIA DIRCEU…




EU, EU, EU, ELE SE DEU MAL,
E O POVO FEZ A RIMA


Vejam esta foto de Ueslei Marcelino, da Reuters.


Parece que ela entra para a história como um emblema deste 7 de Setembro e destes dias. Dirceu tentou, pateticamente, convocar uma “reação popular” contra a VEJA, que o flagrou recebendo homens do alto escalão do governo numa espécie de governo clandestino.

Aquele que é processado no STF sob a acusação de ser chefe de quadrilha e corrupto deve ter achado, sei lá, que o povo está do lado da lambança. Não está, não!

VEJA está na boca e na mão do povo, como queria Dirceu.

Eu, Eu, Eu/ Dirceu se deu mal

E o povo fez a rima.


07/09/2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Imagens do dia








CQC em Foco: Dep. José Genoíno









O repórter Warley Santana, promete revelar um comportamento muito peculiar de suas "vítimas" no quadro Em Foco.

Segundo ele, em nome da "vaidade" as pessoas se sujeitam ao impensável, com a promessa de que ficarão "bem na foto" e crentes de que as câmeras estão desligadas.


O entrevistado foi
o Dep. José Genoíno (PT-SP).


Enviado por alebeu

Dirceu convocou o povo para ir às ruas, e o povo foi…





Por Reinaldo Azevedo


… para dizer que está com o saco cheio do que Dirceu representa!




07/09/2011

7 DE SETEMBRO NEGRO - EU VI



À esquerda, sentido Catedral-Praça dos Três Poderes, uma multidão de gente assistindo à parada militar de Sete de Setembro



Diz-se que eram cerca de 40 mil, provavelmente deveria ter 10 mil a menos.

O que já é muito.

Aqui em Brasília, as "repartições públicas", principalmente do Governo do Distrito Federal, destacam servidores quase que imperativamente, para seguirem, com seus filhos (a maioria é devota de São Bento - um fora, um dentro e outro no pensamento) para sofrerem por horas, sob calor e sol escaldantes da seca do Planalto Central. Balançando bandeirinhas, e obviamente, aplaudindo o governador local e o presidente (qualquer que seja ele, desde que seja presidente).

Ônibus para isso são colocados ao inteiro dispor, assim como, em alguns casos, no final, o indefectível sanduba (o que vi parecia ser cachorro-quente) com refrigereco pet de 2 litros.

Quente.


Havia também alguns agraciados com marmitex.

Não parei o suficiente para traduzir o que havia dentro.


Mas lá fui eu para a Esplanada, paramentada de negro dos pés até o pescoço (na cabeça, meu Panamá cor natural, mesmo) para descer o caminho do lado direito, saindo do Museu da República rumo à Praça, com a turma do luto.

Muita gente.

Os jornais on-line noticiam 25 mil pessoas.


No Estudio-i, da Globonews, a reportagem citou 30 mil participantes da Marcha contra a corrupção, segundo a Polícia Militar.

Os organizadores falaram em 40 mil.

Assim que eu lá cheguei, já tasquei logo: no mínimo 10 mil. Depois disso, aumentou e muito o volume de gente. A quantidade, apesar de ser o que faz a vista - e desperta o interesse da imprensa - importa menos, mas fico em 35 mil, para contrariar todos os números.


Desnecessário contar aqui o significado da marcha, todo mundo que vem ao blog já sabe disso.

Contarei o que vi, e algumas observações que fiz, em minhas andanças em meio à marcha.

Circulei por dentro dela, ao máximo, parando cá e lá para conversar com algum grupo, ou apenas ouvir o que falavam.

Para isso que fui.

Não gritei nenhuma "palavra de ordem", nem apito soprei (apesar de divertido, confesso) e olha que tinha apito, viu?!

Barulho do bom.

Evidentemente, não vi tudo.


- O protesto foi, de fato, apartidário. Apareceu lá um grupo do PSOL, os neo-socialistas de butique, seguidores da seita Heloisa Helena, a histriônica ativista do comunismo que só veste jeans e camisa branca (mesmo sendo Armani) e tem como melhor amiga a dona Iris Resende, do PMDB de GO, mulher do político Iris Resende, que, além de ex-dono de Goiás, tipo o Sarney no Maranhão, é magnata da pecuária mundial.

Os organizadores pediram para que guardassem as camisetas e bandeiras.

Obviamente, eles fizeram uma pequena confusão, mas tiveram que aceitar as regras do jogo.

Também é óbvio que não "marcharam".

Ambiente asséptico de partidarismos.




Fato que comemorei e exaltei mentalmente: nenhuma camiseta do Che!

Mas isso durou até meu trajeto de volta, apenas.

Um grupo de 4 jovens, com uma bandeira do PCdoB, me ultrapassou na subida, e um deles, vestia uma camiseta escrito o nome daquele psicopata sanguinário, ídolo dessa gente, nas costas.

Não vi a frente.


Em todo caso, merece registro.

Foi muito pouco, para tanta gente (entre 30 e 40 mil marchantes, lembrem-se).

Talvez a maior prova de que não havia PT nem outra turba de esquerdistas, era a presença esmagadora das pessoas bonitas, literalmente.

Todo mundo, inclusive, com os pés bem limpinhos (muitos de Havaianas, isso ficou bem claro).

As bermudas, calças, vestidinhos, shorts, camisetas, batas, enfim, as roupas, todas limpinhas.

E bem passadas...

Cabelos no lugar, poucos homens de barba.

Definitivamente, não foi um protesto de esquerdistas essenciais.


- A presença, em imensa maioria, era de jovens, entre 16 e 28 anos. Mas havia de mamando a caducando.

Literalmente.

E sim, de preto.

Muitos grupos organizados. Vi grupos de igrejas - católica -, um grupo da maçonaria, inclusive os jovens da ordem De Molay, dois grupos distintos (juntos) de motociclistas, com as famílias.

Havia grupos de faculdades (UNB, inclusive) e de colégios.

O Sigma, onde estuda minha filha, parece que havia se mudado para a Esplanada.

Famílias inteiras, com direito à própria geladeirinha portátil com água, energético, refrigerante e Heiniken.

Aqui, um registo, vi pouca presença (sempre baseando-me pela quantidade de pessoas envolvidas no movimento) de bebidas alcóolicas, o que achei um ótimo sinal.


Havia um grupo de 5 mulheres, da mesma família, onde a mais nova deveria ter 65 anos.

Branquinhas, de preto, naquele sol esturricante. Duas de braços dados, ladeando a mãe, uma senhorinha de uns 85, no mínimo.

Uma outra fotografando, e ainda outra "moça" segurando um guarda-chuva (sol) protegendo grupo.

Havia uma pequena família, umas 8 pessoas, em torno de uma senhora de pé quebrado, numa cadeira de rodas.

Animadíssima.

Infelizmente, para meu gosto pessoal, mas fazer o quê, havia um pequeno grupo com uma faixa pedindo a liberação da maconha. Mas nem cheguei a ouvir cantigas de ordem, deles. Estavam lá e nada mais.


- Muitas palavras de ordem, o que é normal. Mas a "coisa" foi meio solta (minha "base" era exatamente no meio) o que, ao invés de parecer bagunça, me pareceu liberdade.

Apitos e vuvuzelas deram o tom de "vamos fazer mais barulho que o lado de lá".


Muitos com instumentos musicais - violão, trombeta, um saxofone, piston, pandeiros, surdos e tamborins, também. Megafones.

Vi vários com os seus, cada um com um textinho para ser lido.

Houve coro contra a partidarização do STF.

É, sobrou até para os capas-pretas.

E tome muita "zoação" com quem foi assistir ao desfile: "você aí parado, também foi roubado!".




Bandeiras do Brasil, de todo jeito. Faixas, cartazes em "pirulito", cartazes pequenos pregados nas camisetas, cada qual com seu "episódio" de corrupção favorito.

O mote, sem sombra de dúvida, foi a não-cassação da deputada Jaqueline Roriz (de novo, desnecessário discorrer sobre isso).

Gente fantasiada: indefectível personagem do filme "Pânico", muita máscara de "Anonymous".

Uma moça vestida de diabinha, de vermelho e tridente, com cartaz exortando todos a constragerem publicamente o "seu" político.

Bem legal. Vi uma faixa "TERRORISTAS". Na ausência (de novo, se tinha, não vi) de protestos específicos contra o PT, dono da rede de corrupção que originou o protesto, essa faixa foi um bálsamo para minhas vistas, assim como as que condenavam a farra das obras para a Copa do Mundo. E um grupo com várias faixas sobre o verdadeiro PAC - Programa de Aceleração da Corrupção.


Agora, vamos às questões subjetivas desse movimento. Subjetivas, mas não menos nítidas:


1. Apesar da simbólica lavagem da fachada de alguns ministérios, e da rampa do Congresso Nacional, o "sentimento" vigente é sempre contra o Congresso. Aliás, bem-feito para esse que é um dos mais subservientes, por um lado, ao poder Executivo, e por outro, o da minoria, inepto em demonstrar que não é. A culpa de tudo acaba sendo do Congresso e dos parlamentares, o que é bem ao gosto do PT que nos desgoverna. Apesar de que, ninguém, mas ninguém mesmo, por onde circulei, acredita na propaganda de "faxina" de dona presidente, o Parlamento ainda leva a pior imagem.


2. Vaias, vaias, vaias, ao passar pelo Congresso. Muitas vaias. Iguais, só quando o grupo chegou em frente ao Palácio do Planalto e depois, em frente ao Ministério da Justiça.


3. Sarney é odiado. Isso já diz tudo. É a síntese.


4. Na mesma proporção em que faltaram lixeiras (e o povo queria jogar lixo no lixo, se houvessem lixeiras suficientes), tinha muito policiamento. Parei perto de vários grupos de policiais, para "assuntar". A coisa estava tão tranquila que eles se ocupavam (apesar da pose-fachada de alertas) de comentar sobre as meninas (bonitas) que passavam. Uma delícia, ver que a polícia de choque não deu a mínima para o tão falado, da parte do Palácio do Planalto, "perigo" de um protesto contra o governo...


5. Fim do voto secreto no Congresso e fim do voto obrigatório, nas urnas. Isso foi bem pedido. Se tinha, por onde circulei não vi, nenhum cartaz ou faixa pedindo o voto distrital (que eu defendo, junto com o voto facultativo). Gritos de ordem, muitos, contra a censura à imprensa, outra fixação do PT. O "povo" não gostou da ideia.


6. Vaias quando o grupo chegou à Praça dos Três Poderes, fechada por grades. Vi uma correria de policiais, dirigindo-se às grades, e a turma, certamente pensando o mesmo que eu - repressão policial - começou a "protestar": "A praça é do povo!". Não durou 2 minutos. Os policiais corriam mesmo era para retirar as grades, liberando o acesso à Praça dos Três Poderes. Proteção só em torno do Planalto e do STF. Mas ninquém queria saber dos prédios. Ali, na Praça, os organizadores puxaram o Hino Nacional, a turma foi subindo nos monumentos, e começou o batuque. Estava bem animado.

Dali, voltei pelo mesmo caminho, enquanto, com o fim do desfile oficial, a passeata seguiu pelo outro lado, com direito a soltarem alguns foguetes na frente do Ministério da Justiça (eu, subindo pelo outro lado, com um picolé da Kibom na mão, fui "ultrapassada" pela Adriana, do jornal O Globo, que virou para trás para dizer: estou atrasada para entrar no plantão". Ela estava de preto.)


Minha conclusão? Duas, bem simples. O PT sistematizou e descriminalizou a corrupção. Fez desse crime o seu método, sua substância, seu sustento e sua essência. Mas não vive dias de glória, não. As pessoas estão vendo. Graças, logicamente, à parte livre da imprensa que não se ajoelha e divulga o que descobre. A outra, que preferi deixar por último: todo mundo parava de "protestar" para aplaudir, durante todo o percurso, a cada apresentação dos aviões da Força Aérea. Muita festa quando passaram os helicópteros do Corpo de Bombeiros. E, obviamente, eurforia com a Esquadrilha da Fumaça. Bom. Isso é o mais legal. Porque o nosso povo, cá, os brasileiros de CorruPTópolis, in my opinion, ainda somos bem pouco patriotas, e respeitamos, bem menos do que deveríamos, as nossas Armas.


Talvez seja o que falta.



Marcha contra Corrupção reúne 25 mil em Brasília





Organizado por meio das redes sociais, ato ocorreu sem incidentes durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro


Leandro Colon e Rafael Moraes Moura
O Estado de S.Paulo

Cerca de 25 mil pessoas, segundo cálculo do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram da Marcha contra a Corrupção na Esplanada dos Ministérios durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro.


Organizado por meio de redes sociais na internet, o protesto atacou a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff, a aplicação da Lei da Ficha Limpa, e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.




A manifestação começou tímida na Catedral de Brasília, por volta de 9h, com duas mil pessoas, mas foi crescendo com a adesão de quem foi assistir ao desfile oficial do outro lado da rua.

A marcha andou por toda a Esplanada, passou pela Praça dos Três Poderes, e terminou em frente ao Ministério da Justiça.

"Nosso balanço é de pelo menos 25 mil pessoas, muita gente acabou aderindo", disse a major Ana Luiza, que faz parte do comando do efetivo da PM do DF no evento. Não houve incidentes.

Vestidos de preto e com narizes de palhaço, os manifestantes levaram instrumentos, faixas e cartazes com frases de protesto. Evitou-se o uso de referências partidárias.

"Voto secreto, não, eu quero ver a cara do ladrão", era um dos gritos em referência à recente absolvição, em votação secreta, da deputada Jaqueline Roriz pelos colegas de Câmara.

Ela sofreu processo por ser flagrada, num vídeo, recebendo dinheiro vivo do esquema de corrupção no DF.

"A absolvição dela foi o estopim para essa marcha", disse o estudante Marcos Maia, 18, um dos organizadores do protesto.

A rede social Facebook foi a principal ferramenta de convocação do protesto, lembrou Luciana Kalil, 30, da organização da manifestação.

Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha.

"Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome", disse.


São Paulo. Na capital Paulista, cerca de 500 pessoas participaram de ato também contra a corrupção. Os manifestantes se concentraram no Masp e, segundo a Polícia Militar, não houve incidentes.


07 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O DIREITO A MANIFESTAR-SE, É DE TODO CIDADÃO!







Uma chamada ao bom senso

O Brasil+Ético defende uma postura clara e realmente APARTIDÁRIA.

Talvez, a principal bandeira que legitima e dignifica a todas as manifestações organizadas pela internet (para os dia 7 e 20 de setembro) contra a corrupção no Brasil seja dizer que são MANIFESTOS APARTIDÁRIOS.

Porém, observando os diversos grupos e eventos nas redes sociais estes últimos dias se vê que os ânimos estão “inflamados” contra esse ou aquele partido, contra aquela ou essa pessoa, contra essa ou aquela manifestação.

Entendemos que essas manifestações também são uma parte da democracia, qualquer um tem direito a expressar sua opinião, porém algumas parecem incitar um tom violento que de nenhum modo nos representa e que não podemos tolerar em MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS.

Devemos preservar uma postura de coerência.

Desde Brasil+Ético, acreditamos que a indignação contra a corrupção e O DIREITO A MANIFESTAR-SE, É DE TODO CIDADÃO!

Seria falso de nossa parte dizer que a corrupção é privilégio do partido A ou B.

Particularmente, as palavras “raivosas” vistas na internet (os que dizem ser ANTI fulano ou sicrano, as contra/manifestações e outras mais) não colaboram para o debate.

Para que os movimentos populares não percam credibilidade, é importante defender que na luta contra a corrupção estamos todos, nos manifestos indignados contra a corrupção devemos participar TODOS.

O Calendário Geral das Manifestações Contra a Corrupção busca incluir e dar voz a todos os grupos chamados apartidários que conhecemos.

Participando dos diversos “fóruns” via Facebook, podemos encontrar de tudo, todos os perfis, distintas opiniões.

No dia 7 de setembro, aqueles que acudirem a participar nas ruas deveriam deixar em casa suas “FOBIAS” e seus “ANTIS” para que a famosa defesa de movimento APARTIDÁRIO esteja justificada.

Acreditamos que as manifestações não devem ser (e não serão) contra este governo ou qualquer outro.

A corrupção está presente na história brasileira desde sempre, e infelizmente nem mesmo nossos últimos anos de democracia conseguiu banir-la.

Desde aqui apoiamos totalmente as ações que nos últimos meses levou a Presidente(a) Dilma Housseff a empreender sua “faxina” contra a corrupção.

Pedimos que isso não seja apenas uma “miragem” e que “ela”não desista, que não interrompa esse objetivo.

O atual governo foi eleito de maneira democrática pela maioria dos brasileiros, isso deveria ser suficiente para que a Presidente(a) siga com a limpeza ética nas instituições. Devemos apoiar a qualquer intenção política, que desde uma postura honesta, diga NÃO A CORRUPÇÃO, independente de partidos ou “nomes”.

Os cargos políticos que ai estão, independente de partidos, não devem esquecer que nos representam, representam ao povo.

E o povo está dizendo: BASTA DE CORRUPÇÃO!

O mesmo povo que votou e elegeu a vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores, no dia 7 sairá as ruas para deixar claro: ESTAMOS CANSADOS:

Aqui um chamamento para que no dia 7 de setembro as manifestações sejam PACÍFICAS, DEMOCRÁTICAS, CIVILIZADAS E COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS.

Todos os que queiram, estão convidados e devem ser bem recebidos.

Ninguém é o “dono” dos movimentos, neles devem estar representadas a voz da cidadania, a voz de todos brasileiros que estão indignados e cansados de tantos e tantos casos de corrupção no país.



Dia 7/9:
Todos Contra a Corrupção

O dia 7 de setembro de 2011 promete ser o “princípio” de um grande luta nacional da cidadania contra a corrupção.

 São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Rio de Janeiro
, todo o Brasil está mobilizado.

Procure no Calendário a manifestação em sua cidade, participe distribuindo informação e convidando seus amigos e vizinhos sobre os diversos movimentos.

Também no dia 20 de setembro, a Cidadania se reunirá do Rio de Janeiro.

Para os que não podem participar das manifestações pelas ruas do Brasil, existe a possibilidade de enviar sua mensagem de indignação enviando um email a nossos representantes políticos.
Se a sua cidade está organizando alguma manifestação, escreva-nos.


Manifestações pacíficas


Temos que sair as ruas e tomar partido. Apoiar a todos aqueles que levantam a bandeira “verde e amarela” a favor da Ética.
Temos claro  a corrupção na política e nas instituições brasileiras e o desrespeito pelo que é “público” são os  principais responsáveis por boa parte de nossas misérias.

Uma ferida profunda que há anos se instalou em nosso país, uma atitude maligna e burra que nos enche de vergonha e nos leva ao fracasso.

Uma corrupção “que transformam” a pessoas em políticos. Políticos sem nenhuma vocação, munidos de interesses pessoais e egoístas que mancham a história de nosso país, ano após ano.

Manifestações: Últimos detalhes.

Dentro de 4 dias, manifestações contra a corrupção prometem ganhar as ruas em inúmeras cidades do Brasil. No total, foram confirmados 40 eventos em 15 estados e mais de 100 mil pessoas manifestaram intenção em participar.
A maioria dos movimentos, criados na internet, estão muito bem organizados: faixas preparadas, pontos de encontro, palavras de ordem,…Mas para alguns, surgem algumas dúvidas importantes nesta reta final.
Nossa manifestação é “legal”?
Bem aqui citamos a um especialista.

Na página web Jus Naviganti, o advogado  esclarece:

“A resposta encontra-se também na Constituição Federal, exatamente no inc. XVI do art 5º, que estabelece que todos podem reunir-se, daí o direito de reunião, desde que pacificamente e sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente e desde que não tenha outro evento para o mesmo local já organizado.”
(Trecho extraído de D’URSO, Luíz Flávio Borges. A manifestação pública,pancadaria e crimes. Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 52, 1 nov. 2001.
Como notificar as autoridades?


Bem, prepare um memorando/carta citando o Nome do Movimento, local da manifestação e hora estimada do evento, a notificação deve ser entregue na AUTORIDADES LOCAIS antes do evento.
Aqui deixamos um modelo de comunicado para download.
O prazo mínimo de entrega do comunicado pode variar de Estado para estado. O melhor então é buscar informação junto a sua prefeitura.
Existem cidades onde estão previstas mais de uma manifestação e no mesmo lugar.

Bem, se um destes grupos já enviou o comunicado, basta.

O comunicado deve ser enviado para a Polícia Militar e Orgão regulador de trânsito da sua cidade.
Adilson Di, um dos organizadores do evento Caras Pintadas de Porto Alegre, colaborou neste post com valiosa informação e ainda nos sugeriu o link, para os que quiserem saber mais, da prefeitura de Porto Alegre.
(Valeu Adilson!!)

+ informações sobre organização de eventos.

Jovens vão marchar contra corrupção no 7 de setembro


Protesto



Pelo menos 35 cidades em dezessete estados entraram no mapa da mobilização que surgiu na internet e já atraiu mais de 130 000 pessoas

Fernanda Nascimento
Integrantes do grupo "Dia do Basta" protestam pela saída de José Sarney



Na próxima quarta-feira, os festejos do dia da Independência não se limitarão aos desfiles militares.

A comemoração verde e amarela será invadida por cartazes de indignação contra a safra de escândalos envolvendo figuras ligadas ao governo.

Manifestantes espalhados por pelo menos 35 cidades vão pedir o fim da corrupção e da impunidade. Não há partidos políticos nem lideranças engajadas no movimento.

Espontaneamente, 130 000 pessoas já confirmaram presença nos protestos através das redes sociais.

“Muita gente me pergunta: será que vai funcionar mesmo? Eu acho que vai. O governo tem que acordar e perceber que não aguentamos mais”, aposta a gerente de projetos Carla Zambelli, organizadora do movimento NASRUAS.

Como ela, jovens preparam manifestações e tentam estimular a disseminação da campanha.

“O importante é unir forças”, diz.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro abrigam o maior número de cidades que terão eventos próprios.

Mas a mobilização foi muito além da Região Sudeste. Haverá protestos no Acre, na Bahia, no Pará, no Paraná e em mais dez estados.

Só na cidade de São Paulo, duas passeatas vão sair diante do prédio do Masp. Às 9 horas de quarta, um grupo abrirá o ato de protesto junto com o desfile da Independência.

Durante a tarde, às 14 horas, uma escola de samba batizada de “Unidos contra a corrupção” tomará a avenida Paulista vestida de preto. Por enquanto, espera-se o comparecimento de 25 000 pessoas.

Poucos habitantes, muitos manifestantes – Não só os moradores das capitais prometem protestar no dia da Independência. Com 60 000 habitantes, o município gaúcho de Carazinho já está vendendo camisetas para gritar contra a corrupção.

Quase mil quilômetros distante, os moradores de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, também já reuniram cerca de 500 pessoas através da divulgação boca a boca.

Panfletos, bandeiras e cartazes ficam por conta dos manifestantes, que bancam as despesas com a organização das passeata.

"Já pensamos em procurar alguns partidos para tentar algum apoio ou parceria, mas decidimos ser apartidários”, conta o estudante Vitor Lorenze, organizador do grupo “Dia do Basta”, que protestará em São Paulo.

Jovens promotores
– Aos 18 anos, Vitor é um dos rostos mais jovens a frente das mobilizações. Ao lado de amigos que têm entre 15 e 19 anos, ele já organizou três atos na capital paulista ao longo deste ano. Agora, vai se juntar a outros grupos e reunir o maior número possível de pessoas.

“Uma coisa muito triste que costumo ouvir é que a juventude hoje em dia não faz nada. Mas existem, sim, jovens interessados nos problemas do país que saem às ruas para protestar”, afirma.

Resta saber se todos estarão lá no dia 7. Para Carla Zambelli, já passou da hora de acordar. “Desde os caras-pintadas, o brasileiro não fez mais nada”, diz.

“Todos ficaram dormindo, sem tempo para pensar nisso.

Agora chegou o momento de reavivar este sentimento.”

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PT planeja "campanha forte" por marco regulatório da mídia no país








O Partido dos Trabalhadores (PT) contrariou a presidenta Dilma Rousseff e prevê uma "campanha forte" para a regulamentação da mídia no país, projeto interno da legenda tocado discretamente mas, agora, escancarado em documento oficial na conclusão do 4º Congresso Nacional, neste domingo (4), em Brasília.

O marco regulatório é um projeto elaborado no governo Lula, pelo então ministro Franklin Martins, a pedido do próprio presidente, e agora nas mãos do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Os petistas se adiantam em ressaltar que não se trata de censura, mas de "liberdade de opinião" de todas as partes e direito de resposta imediato a pessoas citadas e/ou denunciadas em reportagens.

O debate será levado ao Congresso Nacional, em forma de projetos ainda a serem apresentados.


Outra proposta foi a de limitação de propriedade de veículos de mídia por parte de um só grupo, o que os petistas classificaram de propriedade cruzada - uma só empresa ser dona de emissoras de rádio e TV, através de concessão, mais portal de internet, jornais e veículos afins.

O PT quer barrar conglomerados.

O que vai de encontro ao projeto dos grandes grupos de mídia no país.

O partido também quer vetar parlamentares à frente de jornais, rádios e TVs.

04/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Os fascistas saem da toca!



É sob pressão que pessoas, partidos e até instituições revelam a sua real natureza.

Os cemitérios tendem a ser iguais nas ditaduras e nas democracias.

A grande diferença se dá mesmo no mundo dos vivos.



 O 4º Congresso do PT, que começou ontem e termina hoje, está prestando um grande serviço ao país e à política.

Os petistas revelam que não aprenderam nada nem esqueceram nada depois de nove anos de poder.

Continuam os autoritários de sempre, decididos a substituir a sociedade pelo partido, conforme seu projeto original.

Quem presta um pouco de atenção à história das idéias não está surpreso.


O petismo é um descendente do bolchevismo no que concerne à organização da sociedade, entendendo que a nação deva ser conduzida por um ente que decide em lugar dos cidadãos, porém adaptado — e como! — aos tempos modernos.

Para o modelo, que ainda está em construção, pouco importa se os petistas estão ou não oficialmente no poder: eles sempre estarão por intermédio dos fundos de pensão, dos sindicatos, do aparelhamento das estatais. O petismo é um fascismo de esquerda.


No que concerne à ordem econômica, tudo vai muito bem para os companheiros, até porque têm como seu principal aliado o capital financeiro, que não quer saber a cor dos gatos desde que eles cacem ratos.

O curioso embate que se dá no Brasil é entre a esquerda financeira, financista e rentista, com a qual os petistas compuseram, e a direita assalariada, que trabalha.

Chamo de “direita” aqui, para deixar claro, as pessoas que ainda se ocupam de alguns dos velhos (!) e bons fundamentos das sociedades liberais: liberdade individual, igualdade perante a lei, incentivo ao empreendedorismo, estado enxuto, tudo o que parece hoje fora de moda.

Os petistas não querem mexer no “sistema”.

Ao contrário: pretendem reforçá-lo por meio, por exemplo, de uma reforma política estúpida, que extrema todos os males do modelo vigente.


Só uma coisa incomoda o PT: o regime de liberdades públicas que se respira no país. Isso eles não podem suportar. Então um partido ganha uma eleição — ou três… ou dez —, e ainda há gente na imprensa que se atreve a criticá-lo, que não concorda com suas ilegalidades, que resiste às suas tentações e práticas totalitárias, que não se submete a seus desejos e vontades?
“Mas a gente não conquistou nas urnas o direito de fazer o que bem entende?”, eles se perguntam espantados.

E a resposta, evidentemente, é “Não!”

Eles conquistaram nas urnas A OBRIGAÇÃO de seguir as regras do estado de direito, de se submeter à lei, de nos servir por intermédio de um mandato, que pode ser revogado numa nova eleição ou mesmo num processo de impedimento.


Com a reportagem que revelou as lambanças de José Dirceu em Brasília, VEJA denunciou mais do que as lambanças do “consultor de empresas privadas” — poderoso chefão de um “governo paralelo” e sua mímica asquerosa de chefe de máfia —; a revista denunciou um método.

E os petistas estão infelizes.

Em outros tempos, eles mandariam empastelar a publicação, fariam quebra-quebra, perseguiriam os profissionais, exigiriam a demissão desse ou daquele, lotariam os porões do regime com essa gente recalcitrante…

Hoje eles se civilizaram; pretendem perseguir seus desafetos por meio de instrumentos legais.


O texto do PT que volta a pregar o controle da “mídia” expõe como nunca a natureza do jogo.

Eles até se mostravam dispostos a condescender com a democracia desde que nós não fizéssemos uso efetivo dela.

Era como se dissessem: “Nós garantimos a sua liberdade, mas a condição é que não nos incomodem”.

Tanto é assim que, não faz tempo, a Executiva Nacional do partido aprovou um documento em que abandonava essa estupidez.

Mudou radicalmente de idéia. VEJA decidiu demonstrar que liberdade de imprensa não é uma licença que se pede no cartório partidário, mas um direito garantido pela Constituição, um fundamento das sociedades livres.

Nos limites da lei, não pede licença nem pede desculpas.


Aí não dá!

Figurões do partido como Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, e Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, defenderam ontem a “regulamentação da mídia”.

Não custa notar que, durante a campanha — e mesmo depois de eleita —, Dilma Rousseff repudiou qualquer forma de controle.

Ministros exercem cargos de confiança e falam pela presidente.

Chegou a hora de enquadrá-los ou de confessar um estelionato.


Os fascistas de esquerda descobriram o gosto pelo capitalismo, mas não viram graça nenhuma na liberdade, que será sempre a liberdade de quem discorda de nós.

Mas vão perder
.


É crescente o número das pessoas que lhes dizem:

“Não, vocês não podem.

Não podem porque estamos aqui”.






Quem apostar na ideia de que um dia a criatura Dilma tomará rumos diferentes do criador Luiz Inácio perderá feio.




O lulismo e o dilmismo

Por Gaudêncio Torquato
O Estado de S.Paulo

Ao entrar no nono mês, o governo Dilma deixa transparecer os primeiros traços de sua cara.

Que permite divisar contornos mais homogêneos e menos oblíquos que a do ciclo Lula.

As diferenças não se devem a razões de natureza política e nem de longe se abrigam na discutível hipótese, de viés conspirador, de que as criaturas, mais cedo ou mais tarde, acabam se rebelando contra o criador.

Quem apostar na ideia de que um dia a criatura Dilma tomará rumos diferentes do criador Luiz Inácio perderá feio.


Os dois atores fazem parte do mesmo enredo.

E até se completam, pois o que sobra nele falta nela, e vice-versa.

Exemplo: carisma e experimentação, de um lado, apuro técnico e organicidade, de outro.

Um distanciamento, mesmo ocasional, traria perda para ambos.

A configuração mais retilínea da atual administração resulta da identidade da presidente, da qual se extrai a ênfase em vetores como planejamento, controles e cobranças, análise de performances, calibragem da máquina, substituição de peças e sintonia fina nos programas.

O dilmismo, como se pode designar tal modelagem, terá o condão de lapidar o lulismo, expurgar excessos, preencher reentrâncias, aplainar caminhos.


A imagem do "pente-fino" cai bem nas operações que o lulismo desenvolveu em diversas frentes.

Convém definir o lulismo: um ajuntamento de programas, alguns de argamassa frouxa, implantados sob o escudo do real estável, que geraram um "novo milagre brasileiro", expressão de Rudá Ricci para explicar o ingresso de 30 milhões de pessoas no meio da pirâmide.

Ainda conforme o sociólogo, "o lulismo teria se formado a partir do encontro com as classes menos abastadas do País, que rejeitam ideologias".

E, claro, trombeteado por um líder que, no dizer de José Nêumanne Pinto em seu livro O que Sei de Lula, "é e sempre foi, sobretudo, um manipulador de emoções da massa".

Sendo assim, diferencia-se do petismo, porquanto este tinha como foco as classes trabalhadoras organizadas em estruturas tradicionais e aquele abre os braços a contingentes desorganizados, desideologizados e pragmáticos.

A análise do ciclo Lula permite distinguir alta dose de experimentalismo, como se constata nas idas e vindas que marcaram o início do Fome Zero.

E mesmo após arrumar as coordenadas na área social, a partir da integração de projetos da era FHC, que redundou no símbolo da redenção de milhões de brasileiros, o Bolsa-Família, o lulismo deixou, ao fim de oito anos de império de Luiz Inácio, a impressão de larga defasagem entre discurso e prática.
Espaços como os de infraestrutura e educação registraram resíduos de improvisação, como se vê nas planilhas do PAC ou em livros didáticos editados sob o selo de patrulhas que ousaram apresentar nova versão para a História do País.

Aduz-se, portanto, que o dilmismo veste o figurino adequado ao momento.

Primeiro, por mostrar disposição de cortar gorduras acumuladas no corpo administrativo, tarefa complexa, diga-se, porque decisão dessa natureza contraria interesses da base partidária.

Confira-se, a título de exemplificação, a assepsia que a presidente tenta realizar nos recônditos ministeriais.

De forma lenta e gradual, a chefe do governo desobstrui dutos congestionados por sujeira, formando novas composições com quadros técnicos.

O estilo Dilma incomoda aliados?

Sem dúvida.

Os parceiros não lhe dão o troco, ouve-se à boca pequena, por sentirem que manobra contrária à limpeza seria um bumerangue.

Andar na contramão da faxina é defender sujeira. Um risco para a imagem pública do representante do povo
.

A condição de mulher, ademais, ajuda-a a empreender o mutirão de depuração, eis que projeta os valores encarnados pela dona de casa: zelo, preocupação, cuidados com a organização do lar.

Se parcelas governistas ameaçam ir para o confronto, juntando-se à oposição, como indicam a votação da Emenda 29 e da PEC 300, o governo brande o argumento da crise que nos ameaça.

No planeta quase em chamas, onde nações poderosas dão sinais cada vez mais próximos de calote em credores, o Brasil não se pode dar ao luxo de gastança desbragada, como se via na era Lula.

Querem mais dinheiro para a saúde?

Indiquem a fonte, diz a presidente.

Eis mais um elemento de diferenciação entre o ontem e o hoje.

Luiz Inácio era um ás no campo da articulação política.

Escudava-se na conversa ao pé do ouvido, no conchavo, na capacidade de convencimento.

Lábia declamada com o mel do carisma é puro acalento.

Tranquilizante.

Já o estilo duro, direto, conciso de Dilma gera temor. É inegável, porém, que o País não aguentaria mais uma jornada de experimentações, andando em curvas, algumas bem fechadas, subindo em palanques no interregno de pleitos, escancarando cofres, expandindo ao infinito os gastos públicos.
Se o dilmismo aperfeiçoar a rota da governança sob a marca da responsabilidade, ganhará o reconhecimento da sociedade.

Neste ponto, convém pinçar mais um traço relevante na metodologia da atual governante: a altanaria, a capacidade de não se deixar envolver pela competição interpartidária quando estão em jogo questões de absoluta prioridade.

O programa Brasil sem Miséria, que complementa e ajusta a rede social tecida no ciclo anterior, foi lançado no Palácio dos Bandeirantes, ao lado do governador Alckmin e do ex-presidente Fernando Henrique. Significado: a vida pátria deve ser uma obra comum. Compartilhada por gregos e troianos.

Gestos como esse abrem a esperança de que o dilmismo faça muito bem ao País.
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP, CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO
TWITTER: @GAUDTORQUATO

04 de setembro de 2011

Que país é este?




Este vídeo mostra como foi a Era Collor (1990-1992), período em que o Brasil foi governado por Fernando Collor de Mello, o primeiro governo de cunho neoliberal que o país teve, a insatisfação popular frente a incapacidade de conter a inflação, o confisco das poupanças e a corrupção, levou ao impeachment de Collor em 1992.


Este vídeo tem a tilha sonora de
"Que país é esse?", Legião Urbana

 rodgalvao99

28/12/2010