Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A NATUREZA É AUTOSSUFICIENTE

O aquecimento global é uma farsa, uma crendice!

Entrevista com o *Professor Molion

Por Thomas Renatus Fendel


Leia no E-Jornal da Resistência Democrática

4a. Edição - Pg. 38 a 43










*Professor Molion: Luiz Carlos Baldicero Molion
é bacharel em Física pela USP, doutor em Meteorologia e Proteção Ambiental pela Universidade de Wisconsin, Estados Unidos.

Concluiu seu pós-doutorado no Instituto de Hidrologia, em Wallingford, Inglaterra, em 1982, na área de Hidrologia de Florestas.

É associado do Wissenschaftskolleg zu Berlin (Instituto de Estudos Avançados de Berlim), Alemanha, onde trabalhou como pesquisador visitante de 1989 a 1990.

Uma África




Dados da Unicef, Fundo da ONU para a infância, revelam que o Brasil está só três pontos acima do Congo em analfabetismo:

17% x 14%


22/06/2011

Herança maldita é a institucionalização da impunidade dos bandidos de estimação


Se conseguisse envergonhar-se com alguma coisa, o ex-presidente Lula estaria pedindo perdão aos brasileiros em geral, por ter imposto a Dilma Rousseff a nomeação de Antonio Palocci, e aos paulistas em particular, por ter imposto ao PT a candidatura de Aloízio Mercadante ao governo estadual.

Se não achasse que ética é coisa de otário, trataria de concentrar-se nas palestras encomendadas por empreiteiros amigos para livrar-se de explicar o inexplicável, como o milagre da multiplicação do patrimônio de Palocci e a comprovação do envolvimento de Mercadante nas bandalheiras dos aloprados.

Se não fosse portador da síndrome de Deus, saberia que ninguém tem poderes para revogar os fatos e decretar a inexistência do escândalo do mensalão.

Como Lula é o que é, aproveitou a reunião do PT paulista, neste 17 de junho, para tratar de todos esses temas no mesmo palavrório.

Com o desembaraço dos condenados à impunidade perpétua e o cinismo de quem não tem compromisso com a verdade, o sumo-sacerdote da seita serviu a salada mista no Sermão aos Companheiros Pecadores, clímax da missa negra em Sumaré.

Sem união, ensinou o mestre a seus discípulos, nenhum bando sobrevive sem perdas.

Palocci, nessa linha de raciocínio, perdeu o empregão na Casa Civil não pelo que fez, mas pelo que o rebanho governista deixou de fazer.

Foi despejado não por excesso de culpa, mas por falta de braços solidários.
Para demonstrar a tese, evocou o escândalo do mensalão, sem mencionar a expressão proibida. “Eu sei, o Zé Dirceu sabe, o João Paulo sabe, o Ricardo Berzoini sabe, que um dos nossos problemas em 2005 era a desconfiança entre nós, dentro da nossa bancada”, disse o mestre a seus discípulos.

“A crise de 2005 começou com uma acusação no Correio, de R$ 3 mil, o cara envolvido era do PTB, quem presidia o Correio era o PMDB e eles transformaram a CPI dos Correios, para apurar isso, numa CPI contra o PT, contra o Zé Dirceu e contra outros companheiros.

Por quê?

Porque a gente tava desunido”.

A sinopse esperta exige o preenchimento dos muitos buracos com informações essenciais. Foi Lula quem entregou o controle dos Correios ao condomínio formado pelo PMDB e pelo PTB. O funcionário filmado embolsando propinas era apadrinhado pelo deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, que merecera do amigo Lula “um cheque em branco”.

O desconfiado da história foi Jefferson, que resolveu afundar atirando ao descobrir que o Planalto não o livraria do naufrágio.

Ao contar o que sabia, desmatou a trilha que levaria ao pântano do mensalão.

Ali chapinhava José Dirceu, chefe do que o procurador-geral da República qualificou de “organização criminosa sofisticada” formada por dezenas de meliantes.

Tais erros não podem repetir-se, advertiu o pregador. É preciso preservar a coesão do PT e da base alugada, contemplando com cuidados especiais os parceiros do PMDB. Para abafar focos de descontentamento, a receita é singela: “A gente se reúne, tranca a porta e se atraca lá dentro”, prescreveu.

Encerrada a briga de foice, unifica-se o discurso em favor dos delinquentes em perigo.

“Eu tô de saco cheio de ver companheiro acusado, humilhado, e depois não se provar nada”, caprichou na indignação de araque o padroeiro dos gatunos federais.

Aos olhos dos brasileiros honestos, figuras como o mensaleiro José Dirceu, a quadrilheira Erenice Guerra ou o estuprador de sigilo bancário Antonio Palocci têm de prestar contas à Justiça.

Para Lula, todos só prestaram relevantes serviços à pátria.

A lealdade ao chefe purifica.


“Os adversários não brincam em serviço”, fantasiou. “Toda vez que o PT se fortalece, eles saem achincalhando o partido”. É por isso que Mercadante está na berlinda: segundo Lula, os inimigos miram não no comandante de milícias alopradas, mas no futuro prefeito da capital. “Nunca antes na história deste país tivemos condições tão favoráveis para ganhar as eleições no Estado”, festejou no fim do sermão.

Se há pouco mais de seis meses o PT foi novamente surrado nas urnas paulistas, o que ampara o otimismo do palanque ambulante?

Nada.

É só mais um blefe.

O PSDB costuma embarcar em todos. Não conseguiu sequer deixar claro que o Brasil Maravilha esculpido em milhares de falatórios só existe na imaginação dos arquitetos malandros e na papelada registrada em cartório.

Cumpre à oposição mostrar que o homem que brinca de xerife é o vilão do faroeste de quinta categoria.

Os brasileiros precisam aprender que o câncer que corrói o organismo político nacional não é a corrupção simplesmente ─ essa existe em qualquer paragem.

É a certeza de que não haverá sanções legais.

Ao longo de oito anos, enquanto cuidava de promover a ignorância à categoria das virtudes, Lula institucionalizou a impunidade dos corruptos e acelerou a decomposição moral do país.

O Brasil deste começo de século lembra um grande clube dos cafajestes sustentado por milhões de eleitores para os quais a vida consiste em não morrer de fome.

Essa sim é a herança maldita.

21/06/2011

 

A INOCÊNCIA DA CANALHA COMUNISTA


4º Edição

Por Rivadávia Rosa

É admissível que os comunistas de boa formação e inteligentes, membros de partidos que eram controlados do ponto de vista doutrinário, lealdade, confiabilidade e sob o ‘centralismo democrático’ de Moscou e que fielmente, mas como lobos selvagens praticavam o ‘justiçamento’ - seriam ingênuos e decididamente não sabiam da existência dos campos de concentração e de um procedimento singularmente “simplificado” de administração da justiça na União Soviética antes de 1930 e intensificado depois dessa data com os Processos de Moscou, com os assassinatos em massa e genocídios de etnias; também acho que é tremendamente injusto e injustificado concluir que não se sentiam incomodados com esse estado de coisas, tal como hoje, em que ainda defendem o democida Fidel e aplaudem a novíssima vocação chavista de tentação totalitária; e obviamente como devotos convictos da luta (sem) de classes não devem duvidar em nenhum momento da validade do conceito de ‘culpa objetiva’, pois se admitissem os faria engolir milhões de ocorrências nada agradáveis e de ‘excesso moral’ contra milhões de vítimas ‘subjetivamente inocentes’. 
Simples: a culpa é dos norte americanos ...

E assim - eles continuam absolutamente 'inocentes'...

A 'ideologia os protege'...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Minha Casa Civil, Minha Vida


Ministério Público retoma investigações sobre aloprados


Reportagem de VEJA comprova relação de Aloizio Mercadante com o episódio; caso estava parado por falta de novos elementos

A Procuradoria da República em Mato Grosso pediu que a Polícia Federal (PF) retome as investigações sobre o escândalo do Dossiês dos Aloprados. O procurador Douglas Santos Araújo fez o pedido nesta segunda-feira.

O inquérito, que está em poder da Justiça Federal, deve ser devolvido ao Ministério Público. Como o antigo responsável pelo caso, Márcio Lúcio de Avelar, deixou o posto, um novo relator será sorteado.

A Procuradoria foi responsável por investigar o caso dos aloprados em 2006, mas as investigações pararam por falta de novos elementos. Com as revelações de VEJA, o caso foi retomado.

Os procuradores não dão detalhes sobre o tipo de diligências solicitadas à Polícia Federal.

Mala - O caso veio à tona Em 2006. Às vésperas do primeiro turno das eleições, a PF prendeu em um hotel de São Paulo petistas carregando uma mala com 1,7 milhão de reais.



O dinheiro seria usado para a compra de documentos falsos ligando o tucano José Serra, candidato ao governo paulista, a um esquema de fraudes no Ministério da Saúde.

Reportagem de VEJA desta semana
desvenda o mistério cinco anos depois. A revista teve acesso às gravações de conversas de um dos acusados do crime, o bancário Expedito Veloso, atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal.

VEJA demonstra que o mentor e principal beneficiário da farsa foi o ex-senador e atual ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante. Procurado pela reportagem, Expedito confirmou o teor das conversas, ao mesmo tempo em que se mostrou surpreso com o fato de terem sido gravadas. "Era um desabafo dirigido a colegas do partido", disse.

Não é a primeira vez que o nome do ministro surge na investigação. A PF chegou a indiciá-lo por considerar que era o único beneficiado pelo esquema. Mas a acusação acabou anulada por falta de provas. "Agora surgem elementos mais do que concretos para esclarecer de uma vez por todas a verdade sobre o caso", diz a reportagem.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Charge

a copa e o copo

REVISTA VEJA REVELA QUE MINISTRO MERCADANTE COMANDOU OPERAÇÃO DOS ALOPRADOS

Aloizio Mercadante

Reportagem de Hugo Marques e Gustavo Ribeiro, na revista Veja que está nas bancas, evidencia que a presidente Dilma Rousseff tem em seu ministério um homem capaz de organizar uma farsa, com o auxílio de dois bandidos e de uma quadrilha de petistas, para incriminar um adversário político e tentar vencer as eleições.

Seu nome:

ALOIZIO MERCADANTE, que ocupa a pasta da Ciência e Tecnologia.


É o que diz um dos petistas que operaram o esquema.

Ele assegura que Mercadante foi o grande chefe da operação que ficou conhecida, em 2006, como o “Caso dos Aloprados”, quando um grupo de dirigentes do PT comprou, por R$ 1,7 milhão, um falso dossiê que procurava ligar o então candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB), à máfia dos sanguessugas. Mercadante, candidato do PT, seria o principal beneficiário caso a tramóia tivesse dado certo.

Hamilton Lacerda, seu braço direito, foi preso pela Polícia Federal segurando a mala de dinheiro (ele acabou de retornar ao partido e pretende ser candidato no próximo ano).
Expedito Veloso
Veja descobriu toda a trama ao inquirir Expedito Veloso, que na época era "diretor de gestão de riscos" do Banco do Brasil.

Ele fazia parte do núcleo central da campanha de Lula à reeleição e foi escalado para integrar a operação.

Foi ele quem confessou os detalhes da trama criminosa a companheiros de partido.

Veja teve acesso à confissão gravada.

Colocado diante do fato, Expedito Veloso, que agora é secretário-adjunto de desenvolvimento do governo petista do Distrito Federal, não teve como negar.

Leia um pequeno trecho da entrevista:

Pergunta
- O senhor apontou o ministro Aloizio Mercadante como mentor beneficiário da operação… Foi uma conversa interna, uma conversa partidária…
Resposta
- Isso vai me complicar. Acabei de sair do banco. Paguei muito caro por isso. Não tenho interesse em que esse assunto venha à tona.

Pergunta
- Qual foi sua participação na montagem do dossiê?
Resposta
- Absolutamente lateral. Analisei os documentos. Só isso. Cumpri uma missão política de campanha.

Pergunta
- O senhor confirma tudo o que disse nas conversas gravadas?

Resposta
- Eu estava querendo mostrar às pessoas que eu não era um aloprado. Não me lembro dos detalhes, mas tudo o que você relata que ouviu eu realmente disse.
Era um desabafo dirigido a colegas de partido.
“Missão política de campanha”!
É o nome que os petistas costumam dar para seus crimes. Delúbio Soares também cumpria uma “missão política”, plenamente aceita no PT.
Tanto é assim que ele está de volta.
Ao censurar Antonio Palocci pelo seu rápido enriquecimento, a advogada Gleisi Hoffmann, agora ministra da Casa Civil, lembrou que era coisa diferente do Mensalão, que buscava beneficiar o partido.
Vale dizer: mensalão pode, enriquecimento pessoal não!
É a lógica petista.

Diz a matéria da revista Veja:

"O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e autorização do senador (Mercadante)“, disse Expedito Veloso.

“Ele, inclusive, era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo” (…) Expedito Veloso conta que o ministro e o PT apostavam que a estratégia de envolver o adversário José Serra no escândalo de desvio de verbas públicas lhe garantiria os votos necessários para, quem sabe, ganhar o pleito.

“A avaliação era que o dossiê poderia levar a disputa ao segundo turno. De Brasília, o núcleo de inteligência do partido deu o sinal verde para a execução do plano.

Por intermédio de Valdebran Padilha, tesoureiro informal do PT em Mato Grosso, o comitê paulista negociou diretamente com os empresários mato-grossenses Darci e Luiz Antonio Vedoin, que ncobraram 1,7 milhão de reais para falsificar documentos e conceder uma entrevista na qual acusariam José Serra de envolvimento com fraudes no Ministério da Saúde”
.

Rememorando: a revista escolhida para a operação foi a IstoÉ. 

Segue mais um trecho de reportagem da VEJA:

"Havia um grupo encarregado exclusivamente de avaliar os danos que os documentos causariam à candidatura tucana. Faziam parte desse grupo o presidente do PT à época. Ricardo Berzoini, o próprio Veloso e Jorge Lorenzetti, churrasqueiro e amigo do então presidente Lula.

O segundo grupo tinha como função fazer chegar as informações à imprensa domesticada.

Dele participavam Oswaldo Bargas, amigo de Lula desde os tempos de militância no ABC paulista, e Hamilton Lacerda, coordenador de campanha de Mercadante. Por fim, o terceiro destacamento tinha a atribuição mais delicada: arrecadar o 1,7 milhão de reais pedido pela quadrilha para montar a farsa.

Em suas confissões, o bancário revela que foi justamente uma falha desse terceiro grupo que levou ao fracasso da operação.

Segundo ele, os petistas ficaram quatro dias em São Paulo aguardando o dinheiro, que demorou a chegar. E, quando apareceu, a polícia estava no rastro"
.

A reportagem também traz uma outra informação importante no que diz respeito ao dinheiro: quem conseguiu parte da bolada foi o então candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Orestes Quércia.

Mercadante havia prometido dar um naco da administração ao peemedebista se a operação tivesse sido bem-sucedida.

Cinco anos depois, a Polícia Federal não tinha chegado a lugar nenhum.

Agora, um homem que participou do esquema, uma petista que cumpria “uma missão política”, conta tudo.

E a revista Veja soube antes que a polícia.

Um ministro de Dilma, Aloizio Mercadante, aparece metido na sujeira do aloprados até a raiz de seus poucos cabelos e de seu farto bigode.

Outro petista, dado como ministeriável,  também sai lanhado das confissão de Expedito Veloso.

Seu nome: Carlos Abicalil, que se fez notar pelo esforço para enterrar a CPI do Mensalão quando deputado.

Diz outro trecho da reportagem de Veja:

"A partir das inconfidências de Expedito Veloso, descobre-se que a sórdida investida contra os tucanos em São Paulo não foi a primeira e que os alvos nem sempre são necessariamente de partidos adversários.

A bruxaria não poupou os próprios petistas.

Expedito revelou que, antes da prisão dos aloprados, ocorreu outro episódio, envolvendo os mesmos personagens, usando os mesmos métodos, só que, dessa vez, agindo em Mato Grosso.

Os alvos: os então senadores Serys Slhessarenko, do PT, e Antero Paes de Barros, do PSDB.

Eles disputavam o governo do Estado com Blairo Maggi (PR), que concorria à reeleição, quando surgiu um dossiê envolvendo a petista e o tucano com a máfia dos sanguessugas.

Suas candidaturas foram fulminadas pelas denúncias.

Foi mais uma armação dos aloprados, segundo as revelações gravadas.

O mentor dessa vez foi o ex-deputado petista Carlos Abicalil, atual secretário do Ministério da Educação.

O financiador e beneficiário: o governador Blairo Maggi.

Até o custo era parecido com sua congênere paulista.

Disse Expedito Veloso: “O Abicalil já tinha negociado com Blairo Maggi para foder a Serys e o Antero Barros.

Pagaram 2 milhões aos Vedoin para incluir os dois indevidamente na lista dos sanguessugas. (…) Saiu uma reportagem antes da eleição que arrebentou os dois”
.

Serys confirma que Expedito a procurou no ano passado e fez uma confidencia:

“Ele disse que meu envolvimento com aqueles bandidos foi tudo uma armação criminosa contra mim, patrocinada pelos colegas do partido”.

O ex-senador Antero também soube da fraude.

“Liguei para o Serra e avisei que estavam fazendo a mesma patifaria contra ele".

Pois é, Fernando Haddad está quase fora do Ministério da Educação e quem é candidato para ocupar o seu lugar?

Ele, Carlos Abicalil.
 junho de 2011

‘Não é possível chamar o governo de que está garantindo roubalheira’

Celso Arnaldo captura a presidente no show de dilmês erudito:
‘Não é possível chamar o governo de que está garantindo roubalheira’


Num dos seus piores momentos em quase seis meses de governo, Dilma Rousseff foi capturada por Celso Arnaldo em Ribeirão Preto. Sorte dos leitores, presenteados com um dos melhores momentos do grande caçador de cretinices.

Os 4 primeiros minutos do vídeo são antológicos.

O texto também.

Confira:
POR CELSO ARNALDO ARAÚJO

O nome da seção do Blog do Planalto já não é bom: “Atividades da presidenta”. Soa esquisito. Na verdade, quem soa sempre esquisito é a presidenta – mas esquisito mesmo é o assunto principal da entrevista dada em Ribeirão Preto: o “Regime de Contratação Especial para as Obras da Copa”, como ela diz. O nome da maracutaia é esse mesmo? Como a Professora Doutora que nunca foi, nem nunca poderia ter sido, pois só pôde ser presidente, ela começa a explicar o inexplicável com uma pergunta retórica de caráter pedagógico:

– O quiquié que foi chamado de, é, sigilo de orçamento?

Você quer mesmo saber por que a Câmara aprovou, a pedido do governo, a tática do “treino secreto” para o timaço que está na jogada da Copa de 2014? Ouça a presidenta com atenção, como o Tinga ouve a preleção do Felipão:

“Trata-se do seguinte. É inclusive integrante das melhores práticas do OCDE e da União Europeia. Pra evitar que a pessoa que está, o licitante, né, quem está fazendo a oferta, utilize a prática de elevação dos preços e de formação de cartel, qual é a técnica que se usa? Você não mostra pra ele qual o seu orçamento. Mas o, quem te fiscaliza sabe direitinho qual é o valor. Aí cê faz a licitação. Aí quiqui acontece? Ele não vai saber qual é o preço que cê acha que pode pagar. Isso significa que ele vai dar um preço menor. E se der fora de orçamento, o órgão de controle sabe que deu fora do orçamento. E além disso ocê explicita o orçamento na sequência. Eu lamento a má interpretação que se deram (sic) a esse ponto.”

Depois dessa explicação meridiana, cartesiana, republicana, é mesmo de se lamentar a interpretação que “se deram” ao Regime Diferenciado de Contratações. É verdade que, nessa defesa da tática RDC feita pela presidente, houve farta distribuição de caneladas, furadas e bolas murchas pelos craques que atendem pelos nomes de “pessoa”, “cê”, “ocê” e “ele”: quem é quem nesse jogo?

Mas só mesmo por má-fé, ou má informação, alguém poderia desconfiar da lisura na contratação no escuro de obras desse vulto no Brasil. Se nos Pan-Americanos de 2007 foi aquela roubalheira desenfreada, e era tudo às claras, que tal darmos uma chance ao não-sabido?

Ficou ainda algum lado do campo desguarnecido? Dilma reforça a defesa:

“Em momento algum se esconde o valor do órgão de controle, tanto interno quanto externo (…) Segundo: quem não sabe o valor é quem está dando o lance. Puqui que ele não sabe? Porque se ele souber que eu dou, vamos supor, vamos fazer uma hipótese, vamos supor que ele ache que é cem, um número cem, vamos supor que no orçamento do governo teja, esteja, 120. A hora que ele vê que é 120 o valor mínimo, ele vai pra 120. Este foi um recurso que nós usamos pra diminuir os preços das obras da Copa. Não há da parte do governo nenhum interesse em ocultá. Pelo contrário, de quem que não se oculta? Não se oculta da sociedade, depois que ocorreu o lance, e não se oculta, antes do lance, dos órgãos de controle.”

Transparência é tudo e mais um pouco. Tente superar as barreiras linguísticas quase instransponíveis do dilmês. Atenha-se ao conteúdo implícito nas entre(mal traçadas)linhas: pela primeira vez, um presidente da República admite que, pelo regime normal de concorrências públicas, já que o RDC é uma exceção absoluta, o que custa 100 sempre sai por 120, no mínimo. E o governo sempre paga. Agora, no escuro, o que é 100 vai custar 100 – e Jair Bolsonaro vai passar o domingo que vem todinho na Avenida Paulista.

Mas a confissão explícita não alivia Dilma. Ao contrário — a presidenta está indignada:

“Eu sinto muito essa, essa má interpretação daquele artigo. E acredito que nada, é, que pode ser corrigido, porque as pessoas conversando elas esclarecem e cada uma vai explicar do que que entendeu, aonde que tá o problema, aonde que tá, porque também tem limite, não é possível chamar (sic) o governo de que está garantindo roubalheira ou qualquer coisa assim. Isso foi negociado com o TCU”.

“Chamar” o governo de que está garantindo roubalheira?

Não conheço ninguém que fale português e tenha dito isso.

Terá sido o Joseph Blatter?



18/06/2011

Este nosso Brasil

Não gosto do meu ceticismo e assombro diante de muitas coisas, no que diz respeito ao Brasil, mas eles existem.

Cada vez mais me espanto, e cada vez menos acredito.

POR LYA LUFT

REVISTA VEJA

Não funciona, comigo, aquela conhecida frase dos mais velhos "a mim, nada mais me espanta".

Pois a mim tudo ainda me choca, ou intriga, faz rir ou chorar ou me indignar como sempre, pois, vivendo mais, conheço mais as dores humanas, nossa responsabilidade, nossa miséria, nosso dever de solidariedade e trabalho, a necessidade de competência e honradez, de exemplo e seriedade.


Seja como for, coisas bizarras acontecem neste Brasil nosso tão amado e tão negligenciado.

Ao qual faltam, quem sabe, atenção, consciência, indignação, exigências junto dos que nos lideram ou governam, ou representam, educam ou deveriam educar, amparam ou deveriam amparar.
Outro dia escrevi sobre o tal livro com erros de português, metade aplaude, metade diz que a gente não entendeu nada, ou que é isso mesmo.

Autoridades fazem as mais estapafúrdias afirmações.

Logo apareceram outros livros escolares com erros crassos.

Não são novidade livros didáticos com erros, e ninguém dava bola.

Ninguém percebia, quem percebia ficou na moita, para que se incomodar? O mundo é assim, a vida é assim, o Brasil é assim.

Aí eu protesto.

O Brasil é bem melhor que isso, mas tem gente que gosta que ele pareça assim, alegrinho, divertido, hospitaleiro e alienado.

Afasta preocupações e cobranças, e atrai turistas.

No governo, no Senado, na Câmara, pessoas altamente suspeitas, condenadas ou não, sendo processadas ou não, continuam em altos cargos ou voltam a eles, e são aplaudidas de pé enquanto nós, os que tentamos ser honestos e pagamos pelo circo todo trabalhando às vezes até o anoitecer da vida e das forças, se não cuidarmos levamos multa cuspida, advertência, punição, ainda que esta venha através de impostos cruéis.


Às vezes parece que nem sabemos direito quem nos governa, quem são os lideres, os grandes cuidadores do país.

Saber causaria angústia, então fechamos os olhos.

Desconhecidos, ou sabidamente ruins, alguns meras promessas, estão em altíssimos postos, parte de nosso destino depende deles.


Nas pesquisas, nas quais nunca acreditei muito, a opinião pública consagra tudo isso na maior naturalidade. E eu me pergunto se realmente observamos, refletimos, concluímos algumas coisas, disso que acontece e tanto nos diz respeito, como o pão, o café, o salário, a vida.

Temos uma opinião formada e firme?

Lutamos pela honra, pela melhor administração, pela segurança, pela decência, pela confiança que precisamos depositar nos líderes, nos governantes, nos nossos representantes ... ou nos entregamos ao fluxo das ondas, interessados muito mais no novo celular, no iPod, no iPad, no tablet, na fofoca da vizinhança, na troca da geladeira, na TV plana, no carrinho dos sonhos, pago em oitenta prestações impossíveis?


Acho que andamos otimistas demais, omissos demais, alienados demais.

Devemos ser pacíficos e ordeiros, mas atentos. Aplaudir o erro é insensatez, valorizar o nebuloso é burrice, achar que tudo está ótimo é tiro no pé.


Logo não teremos mais pé para receber a bala, e vamos atirar na cabeça, não do erro, do desmando, da improvisação ou da incompetência, mas na nossa própria cabeça pouco pensante e, eu acho, nestes dias, otimista demais.
Sofremos e torcemos pelo nosso país ou, ao primeiro trio elétrico que passa, ao primeiro show espetacular, esquecemos tudo (ser sério é tão chato ... ) e saímos nos requebrando, e aplaudindo, aprovando sempre, não importa o quê?


Começo a ter medo. Não o medo que temos diante de um cano de revólver, ou do barulho de um assaltante na casa, não o medo de que algum mal aconteça às pessoas amadas, mas um receio difuso, sombrio, de que estejamos bailando feito alucinados ou crianças inconscientes à beira de um abismo disfarçado por nuvenzinhas coloridas chamadas alienação, para dentro do qual vão escorregando, ou despencando, os nossos conceitos de patriotismo, decência, firmeza, lucidez, liderança, e uma esperança sem ufanismo tolo.

Escuta essa!

O Supremo Tribunal Federal decidiu pela descriminalização da Marcha da Maconha, mas não de fumar a erva.

Já a cortiça de fumaça encobre temas como as contas da Copa do Mundo de 2014 e os documentos secretos que contam um passado incômodo para personagens como os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor. Nessa edição do "Escuta Essa!", a ministra Ideli Salvatti canta em sua posse e assume as negociações com o Congresso.

Confira também o líder líbio Muammar Gaddafi dançando e jogando xadrez para provar que está bem no poder.

Veja programas anteriores clicando aqui.

A maldição dos "porquinhos": último é hospitalizado





Por O EDITOR
Coturno Noturno

Do Estadão, informando que o último dos Três Porquinhos de Dilma, José Eduardo Cardozo, acaba de baixar hospital para uma cirurgia de hemorróidas:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi internado nesta manhã no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para se submeter a uma cirurgia de hemorroidas.

Na semana passada, ele ficou três dias afastado do cargo para tratar um quadro de anemia que, segundo sua assessoria, está ligado ao sangramento provocado pelas hemorroidas.

A assessoria de imprensa do Sírio-Libanês confirmou a internação do ministro, mas não deu detalhes sobre a cirurgia.

De acordo com a assessoria do ministro, a cirurgia deve durar cerca de duas horas.

Cardozo vai aproveitar a semana curta, por conta do feriado prolongado de Corpus Christi, para se recuperar em São Paulo.

A expectativa é de que ele volte a despachar em Brasília no início da semana que vem.


......................................

A piada pronta: neste caso, para uma perfeita recuperação, o remédio mais indicado é permanecer o mais longe possível da presidente Dilma.


20 de junho de 2011

Por que Dilma Rousseff não mostra a sua cara?



  Por Marco Antonio Rocha
O Estado de S. Paulo

Na semana que vem é fim do mês e fim do 1.º semestre de Dilma Rousseff. Tipo de efeméride que a imprensa gosta. Serão providenciados vários balanços e diversas pesquisas procurando dar conta dos erros e acertos da presidente no período.


E, a exemplo do que acontece com qualquer governo, a imprensa também cometerá vários erros e acertos nas suas avaliações dos seis meses.

A vantagem da imprensa é que ela pode desdizer amanhã o que disse hoje, e isso não cria muito problema a não ser para sua própria credibilidade. Já um governo tem de dizer e fazer coisas, muitas vezes a toque de caixa, que podem ter pesada repercussão para a população e para o futuro do País.

Qualquer brasileiro com pelo menos 50 anos de idade pode citar meia dúzia de decisões governamentais que prejudicam o País e os jovens até hoje - e não estamos falando só da área do ensino, que é rica de exemplos.

O que nos parece indiscutível a essa altura é que o governo Dilma até agora não tem cara. Não a mostrou, pelo menos. Talvez seja cedo para dizer, mas ela parece não ter certeza de que uma política de protagonismo afirmativo pessoal seja um bom caminho: poderia talvez melindrar o seu patrono? Sem dúvida, dadas as vastas proporções do ego do antecessor, de quem recebeu as chaves do reino.

Mas o fato é que ela precisa mostrar sua cara não para inflar sua vaidade, ou para distanciar-se do mestre, mas em benefício do País e da sua governança. O Brasil está em fase de muita bonança no cenário internacional - tanto porque sua economia tem ido bem como porque as economias dos outros países não estão indo nada bem.

Fosse quem fosse, nessa hora, nosso chefe de governo - homem ou mulher, político ou técnico - teria de exibir bom discernimento, muita lucidez e firmeza de comando na administração e perante o público, para poder complementar, com essas qualidades, entre os investidores privados, nacionais e internacionais, os bons auspícios que eles já alimentam a respeito dos rumos da nossa economia.

Assim o País tiraria muito maior proveito da fase propícia que atravessa. É evidente que, pela primeira vez na sua história moderna, o Brasil está sendo olhado pela comunidade dos que decidem os negócios mundiais como player promissor, e não apenas como coadjuvante.

Portanto, a pergunta é se nestes seis meses a nossa presidente já se compenetrou com clareza da importância deste momento histórico, no qual foi inserida por Lula e pelos eleitores, e se se dispõe a atuar na exata medida dessas demandas; ou se ainda não percebeu que todo o seu sonhado projeto de eliminação da miséria no País muito depende, exatamente, da sua afirmação como protagonista de um processo benigno, do seu papel de para-raio da boa vontade internacional e nacional - muito mais do que das pessoas que estejam gerenciando os programas por ela incentivados.

O gerenciamento é tarefa de pessoas competentes apenas. Já a credibilidade depende de quem tenha carisma e liderança.

Lula assumiu jogando na retranca. Seu passado o condenava aos olhos do mundo capitalista. O risco Brasil, em setembro de 2002, pouco antes da eleição que o consagraria, estava na casa dos 2.487 pontos básicos (acima do risco norte-americano), em boa parte por causa da jactância (dele e do seu partido) de "mudar tudo isso que está aí".

Lula tinha de mudar a cara que exibira até então.


E mudou.

Entrou em cena una nuova persona como se diria na Commedia Dell"Arte, onde nasceu o teatro moderno e onde os personagens usavam máscaras (donde a palavra per-sonare, soar através de, que deu em "personagem").

Mas não vem ao caso, o que vem ao caso é que, usando a máscara de "Lulinha paz e amor...", ele per-sonou com facilidade, dada sua natureza camaleônica.

Dilma não teve nem tem de jogar na retranca. O risco Brasil está em torno de 160, menor que o dos EUA, como cantou o ministro Mantega. Ricos homens querem colocar tanto dinheiro aqui que o Banco Central teve de dar meia trava com o IOF, e nem assim consegue desanimá-los.

Portanto, Dilma não tem de mudar de cara. Apenas tem de ser a animadora e estimuladora de um processo em marcha - a líder da fanfarra. Tem de conquistar confiança. Mesmo que isso melindre companheiros.

O episódio Palocci mostrou indefinição e titubeio: 14/15 dias para demitir um tolo gaguejante que não conseguia explicar como ganhou tanto dinheiro em tão pouco tempo? Injustificável!

Pior é que já exibira essa tibieza de comando: por que não exigir, logo de início, desse fazedor de média que é o seu ministro da Fazenda medidas duras que revertessem as expectativas de inflação?

Por que deixar que o mercado começasse a apostar nela, agravando o problema?

Por que não se livrar desse outro trapalhão, da Educação, que já mostrou que entende tanto disso quando de fritar bolinhos?

A cara que Dilma precisa ter é a seguinte: a responsabilidade é minha, o governo é meu e vai ter de funcionar do jeito que eu mandar. Poderá até errar, mas ganhará o respeito que ainda não ganhou.
 20/06/2011

Fora de páreo


Por Olavo de Carvalho
MSM

Artigos - Movimento Revolucionário


Ao fulminar a direita no tom de um Júpiter tonitroante, Eugênio Bucci não ousa citar por nome um só teórico ou polemista da execrada corrente.Limita-se a aludir de passagem ao deputado Jair Bolsonaro, que não é nem uma coisa nem a outra e que, sendo pessoa alheia aos debates intelectuais, não lhe oferece o menor perigo de um revide.


Em artigo recentemente publicado no Estadão, Eugênio Bucci, que se diz professor universitário e, pior ainda, talvez o seja realmente, denuncia, com horror sacrossanto, a emergência de uma nova direita que tem o desplante, a arrogância, a intolerável empáfia de ir além do limite que lhe foi fixado pela esquerda - a defesa da economia de mercado - e externar opiniões até mesmo em assuntos morais, culturais e filosóficos.

Contra esse abuso criminoso das liberdades civis, Bucci não perde tempo refutando argumentos: dispara contra o objeto de sua indignação cívica o arsenal inteiro dos chavões consagrados ("intolerância", "xenofobia", "anacronismo", "sanha persecutória", "extremismo" "fundamentalismo", "retrocesso") e sai todo satisfeito, acreditando que disse alguma coisa.

Incapaz de fornecer um só exemplo concreto de ação ou opinião que mereça esses rótulos, ele apela à clássica inversão revolucionária de ataque e defesa, qualificando de "perseguição aos homossexuais no Congresso" o esforço que católicos e evangélicos têm feito para defender-se de uma lei inventada com o propósito explícito de levá-los todos à cadeia por "crime de homofobia".

Inversão tanto mais insultuosa e ridícula porque, no caso, o perseguido tem a força do governo, da grande mídia, do show business e do establishment universitário, enquanto o perseguidor não tem sequer a totalidade dos púlpitos nas igrejas.

O lobo da fábula inventou mil e uma contra o cordeiro, mas não o acusou de persegui-lo.

Esquivando-se ao debate com representantes nacionais da tal direita, dos quais parecia estar falando, Bucci ataca à distância a sra. Marine Le Pen por defender a opinião hediondamente direitista de que o escândalo Strauss-Kahn revela algo da podridão moral da classe política francesa - como se não fosse prática geral, centenária e obrigatória, entre esquerdistas, apontar cada sem-vergonhice pessoal de líderes, governantes ou empresários como prova da ruindade intrínseca do capitalismo.
Chega a ser admirável o despudor com que o articulista do Estadão ostenta em público sua incapacidade (ou recusa) de raciocinar com algum senso de equidade, de justiça, de equilíbrio.

O fato de ser acusado de um crime sexual não transforma Strauss-Kahn no representante de uma "elite estupradora" protesta ele (fingindo ignorar que a noção mesma de "elite estupradora" é uma invenção da esquerda feminista), e já dois parágrafos adiante joga sobre nós, os porta-vozes daquilo que ele chama "direita histriônica" a responsabilidade por "assassinatos de líderes ambientalistas", como se o fato de escrevermos contra a União Européia ou a PL-122 nos transformasse em mandantes de crimes no interior do Brasil.
O desejo irrefreável de imputar culpas mediante associações fantasiosas já é imoral o bastante, mas Bucci soma à calúnia o insulto quando reconhece que os autores daqueles crimes jamais foram descobertos, donde se conclui que, na cabeça dele, a total incerteza quanto aos agentes materiais do delito é fonte de certeza quanto aos seus culpados intelectuais remotos.

Será exagero meu dizer que esse professor de moralidade tem um senso moral pervertido, baseado em ódio insano e sem o mínimo controle racional?

Mas, hiperbólico e desgovernado o quanto seja nos seus julgamentos morais, Bucci não é destituído daquele senso de autopreservação que é, na esfera da mesquinharia humana, a versão caricatural da prudência evangélica.

Ao fulminar a direita no tom de um Júpiter tonitroante, ele não ousa citar por nome um só teórico ou polemista da execrada corrente.

Limita-se a aludir de passagem ao deputado Jair Bolsonaro, que não é nem uma coisa nem a outra e que, sendo pessoa alheia aos debates intelectuais, não lhe oferece o menor perigo de um revide.

Escrevendo com os típicos esgares patéticos de quem se esmera na ginástica impossível de alegar indiferença superior enquanto gesticula e berra para infundir na plateia o temor de um perigo iminente, ele torna ainda mais problemática essa operação, já de si complexa, ao fundi-la com o esforço teatral de fingir coragem ante adversários que ao mesmo tempo insiste em conservar ausentes, anônimos e abstratos.

Quando ele os chama "histriônicos", é impossível não ver nisso o mecanismo grosseiro e típico da acusação projetiva.

Se o estilo é o homem, Eugênio Bucci está definitivamente fora de páreo em qualquer debate sério.

Falta-lhe franqueza, consistência e aquele mínimo de controle autocrítico sem o qual o melhor mesmo é só puxar discussão com entidades genéricas, fugindo ao confronto com interlocutores de carne e osso.
20 Junho 2011

Lula tem problema de caráter. (2)


Ontem o Blog publicou um post afirmando que Lula não tem problema psicológico, como afirmou Fernando Henrique Cardoso.

Lula tem problema de caráter.

Não fosse a política, ele seria uma camelô vendendo muambas contrabandeadas, um dono de posto de gasolina que botaria água no produto, um operador de desmanche de carros que receberia veículos sem procedência, um açougueiro que fraudaria a balança.

Toda a vida de Lula é o oposto da transparência. Nada do seu patrimônio tem uma origem clara e cristalina.

Não há dúvida que, se não fossem os acadêmicos imbecis e os padrecos vermelhos, junto com alguns milicos inconsequentes, Lula não teria sido nada, pois é apenas um velhaco, um esperto, um charlatão, um oportunista que não tem noção de ética, decência e honestidade.


Hoje a Folha de São Paulo publica uma matéria sobre uma reunião mantida com o PT, no dia de ontem, com as seguintes frases de Lula:


"Eu sei, o Zé Dirceu sabe, o João Paulo [Cunha] sabe, o Ricardo Berzoini sabe, que um dos nossos problemas em 2005 era a desconfiança entre nós, dentro da nossa bancada"

"A crise de 2005 começou com uma acusação no Correio, de R$ 3 mil, o cara envolvido era do PTB, quem presidia o Correio era o PMDB e eles transformaram a CPI dos Correios, para apurar isso, numa CPI contra o PT, contra o Zé Dirceu e contra outros companheiros. Por quê? Porque a gente tava desunido".

"A gente se reúne, tranca a porta e se atraca lá dentro"

"Tem deputado me ligando, querendo conversar. Vocês têm que resolver entre vocês. Todo mundo aqui é maduro, é cientista político. Temos que dar tranquilidade à nossa companheira Dilma"

“Eu tô de saco cheio de ver companheiro acusado, humilhado, e depois não se provar nada.” 


A CPI do Mensalão comprovou todas as denúncias. Quarenta políticos, a maioria do PT, foram denunciados como participantes de uma sofisticada organização criminosa que desviou dinheiro público para comprar apoio político a ele, Lula. A Polícia Federal confirmou, ao fim das investigações, que houve, sim, toda a sorte de crimes apontada pelo Procurador Geral da República na sua acusação. No entanto, para o ex-presidente  tudo aconteceu porque a quadrilha estava brigando entre si. Se brigasse com as portas fechadas, tudo teria dado certo. Fica nítido para Lula que o que importa são os fins, desde que os meios não sejam revelados. Temos aí um homem sem problemas psicológicos. Temos um aí um homem com problemas de caráter. Uns cínicos, outros cúmplices, chamam de esperteza, inteligência política, capacidade de articulação. Não é isso. É a mais pura má fé, é o estado da arte da velhacaria. é a índole ruim, é o deficit total de caráter.

Ao fim da reunião, Lula afirmou:


"Tá chegando a hora do PT governar São Paulo".


A Veja desta semana aponta e comprova que Aloízio Mercadante foi o grande responsável pelo Dossiê dos Aloprados. O termo "aloprado" foi cunhado por Lula, para identificar os envolvidos. Nada mais errado. Todos ali estavam no mais completo domínio das suas faculdades mentais. Ninguém no PT tem problemas psicológicos. A grande maioria tem problemas de caráter. Lula é a prova cuspida e escarrada desta constatação.


lula-tem-problema-de-carater-2.html">O EDITOR