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terça-feira, 22 de março de 2011

Legenda' lançada por Gilberto Kassab propõe liberalismo com viés social


Os 12 "mandamentos" do Partido Social Democrático



O Partido Social Democrático (PSD) nasce em meio ao fogo cruzado entre integrantes do Democratas - de onde saíram os líderes da nova legenda. Apontado como um partido temporário, com validade de dois anos, quando então se fundiria com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o PSD ganha, a passos lentos, um ideário.

Um documento de quatro páginas, redigido pelo vice-governador de Sâo Paulo, Guilherme Afif Domingos, esclarece os "12 mandamentos" da sigla e serve de ponto de partida para elaboração de um manifesto, a ser juntado ao estatuto jurídico e burocratico da eleganda. O trabalho deve ser concluído até inicio de agosto para registro do partido junto à Justiça Eleitoral.



Confira a íntegra das diretrizes do PSD:

1. Desenvolvimento com liberdade, liberdade para desenvolver


Desenvolvimento é o conjunto de transformações política, econômicas e sociais por que passa uma sociedade. É um fenômeno que transcende ao do crescimento econômico, que se limita a expansão da produção de bens e serviços pela nação


2. Desenvolvimento exige liberdade


O caminho para o desenvolvimento exige liberdade. Liberdade de opinião, liberdade de empreender, liberdade de escolher. O desenvolvimento tem a democracia como mecanismo político, a livre iniciativa como instrumento econômico e a igualdade de oportunidades como objetivo social


3. Democracia e voto distrital


A democracia, para cumprir o seu papel de assegurar seu papel de assegurar a vontade do povo, necessita aproximar o eleitor do eleito, permitindo ao cidadão acompanhar e fiscalizar a atuação dos políticos. O voto distrital é a melhor forma de assegurar esse objetivo


4. Direito de propriedade e respeito aos contratos


A liberdade econômica pressupõe como requisito fundamental a garantia do direito de propriedade e o respeito aos contratos. Exige também a ética como norma de conduta e a responsabilidade como contrapartida.


A livre iniciativa necessita de regras claras e estáveis, de instituições e de segurança jurídica que garantam o cumprimento das regras. Precisa também contar com um ambiente econômico que estimule o espírito empreendedor. A burocracia deve ser a mínima necessária para assegurar o bom funcionamento do mercado e a tributação deve ser moderada


5. Igualdade de oportunidades


A igualdade de oportunidades visa garantir a possibilidade de cada um se realizar pelo esforço individual e por seus próprios méritos. Os programas de apoio às famílias carentes são fundamentais, mas é preciso oferecer mecanismos para que as pessoas possam gradativamente superar a pobreza. Isso exige que se assegure educação e saúde de qualidade, com o envolvimento do governo, da família e da sociedade


6. Sustentabilidade e inovação tecnológica


A busca do desenvolvimento em seu sentido amplo – social, econômico e ambientalmente sustentável – depende de maior uso de fontes renováveis de energia e de tecnologias verdes, do investimento em ciência, tecnologia e infra-estrutura e da criação de um ambiente regulatório que estimule a iniciativa empreendedora dos brasileiros e a inovação em todos os campos de atividade.


O Brasil, por sua ampla disponibilidade de recursos e a capacidade de seu povo, tem condições de preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, expandir sua produção agrícola, colocando-se como grande fornecedor de alimentos para um mundo cada vez mais carente


7. Transparência e respeito ao cidadão contribuinte


Para promover um desenvolvimento ético é preciso assegurar o respeito ao cidadão-contribuinte, que, independente de sua condição econômica ou social, é, antes de tudo, quem paga os impostos que sustentam as ações do governo.


Quem paga tem o direito de exigir educação, saúde, justiça e segurança de qualidade, compatível com sua contribuição como pagador de impostos. Tem também o direito de saber como e quanto paga de impostos, para poder exigir a contrapartida. A transparência dos impostos e dos gastos é dever do estado e direito do cidadão. É isso que permite aos cidadãos competirem por uma vida melhor


8. Liberdade de imprensa


Defendemos a liberdade de pensamento e de expressão sem qualquer discriminação racial, étnica ou religiosa. Defendemos a mais ampla liberdade de imprensa e lutaremos contra qualquer forma de controle dos meios de comunicação, pois a imprensa livre é a maior garantia para o direito dos cidadãos


9. Livre associação


Defendemos o direito de livre associação entre pessoas. Defendemos sindicatos autênticos, com liberdade e pluralidade de representação. Defendemos a modernização das relações de trabalho, com liberdade de negociação entre empresas e empregados e o predomínio do negociado sobre o legislado


10. Descentralização e subsidiariedade


Defendemos uma federação justa, que descentralize sua atuação, repartindo os poderes e recursos com estados e municípios, dentro do princípio da subsidiariedade. Tudo o que poder ser bem feito por uma entidade menor não deve ser feito por uma entidade maior.


O que puder ser feito pelos cidadãos deve ser feito por eles; o que eles não puderem fazer deve ser feito pelo município; o que o município não puder fazer deve ser feito pelo estado. Ao governo federal caberá fazer apenas aquilo que não puder ser feito nos âmbitos individual, municipal ou estadual


11. Livre comércio e defesa de valores


Queremos um Brasil forte e influente nas decisões internacionais, defensor do livre comércio e da busca de soluções negociadas e pacíficas para os conflitos entre nações. A atuação internacional do país deve ser pautada pelos valores inscritos na Constituição: democracia, direitos humanos e justiça social


12. Liberdade e responsabilidade individual


Tudo isso se baseia na crença na liberdade e na responsabilidade individual como valores supremos para promover o desenvolvimento não como um fim em si, mas para assegurar a melhoria de padrão de vida do povo brasileiro. É o que nos anima a buscar novos caminhos na vida pública, na certeza de poder contribuir para fazer do Brasil um país mais próspero e mais justo
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Dengue fez mais de 13 mil vítimas no estado e surto chega à Zona Sul do Rio



RIO - A dengue, que já fez mais de 13 mil vítimas no estado desde janeiro, avança agora em direção à Zona Sul do Rio.

Pela primeira vez este ano, um bairro da região enfrenta um surto da doença. O local onde o mosquito Aedes aegypti tem causado estragos é o Cosme Velho, que entrou na segunda-feira na relação das 14 áreas da capital em situação gravíssima.

Lá, a proporção de casos é de 314 para cada cem mil habitantes.

A taxa acima de 300 já é indício de surto - o que faz da Glória, com 282 casos por cem mil, forte candidata a ser o próximo bairro da Zona Sul a passar pelo problema. Até agora, em apenas três meses, a cidade teve 8.315 notificações de dengue, mais que o total dos anos de 2009 e 2010 somados (5.843).

Fazem parte da estatística atual de surto, no entanto, bairros espalhados por todas as regiões da cidade: além do Cosme Velho - que tem apenas 23 casos, mas uma taxa alta porque a população, de pouco mais de sete mil moradores, é pequena -, passam pelo problema Cocotá (Ilha do Governador), Saúde, Santo Cristo, Centro, Catumbi, Rio Comprido, Paquetá, Santa Teresa, Bonsucesso, Acari, Anil (Jacarepaguá), Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba.

Esta última tem a pior situação da capital: a incidência da doença é de 1.187 casos por cem mil habitantes. A vizinha Barra de Guaratiba tem 908 vítimas por cem mil, o que faz do bairro o segundo em pior situação na cidade.

" Muitos consultórios e hospitais particulares ainda não têm o hábito de fazer a notificação obrigatória. Fora isso, há casos de diagnósticos errados e até mesmo pessoas que têm dengue, mas não desenvolvem os sintomas. O número de vítimas pode ser até 30 vezes maior " Especialista alerta para subnotificação

Para o epidemiologista Edmilson Migowski, os números, embora altos, podem esconder uma realidade ainda pior. Segundo ele, a subnotificação pode mascarar a quantidade de vítimas:

- Muitos consultórios e hospitais particulares ainda não têm o hábito de fazer a notificação obrigatória. Fora isso, há casos de diagnósticos errados e até mesmo pessoas que têm dengue, mas não desenvolvem os sintomas. O número de vítimas pode ser até 30 vezes maior - afirma o especialista.

Para o entomologista Ricardo Lorenço, da Fiocruz, faltam serviços públicos eficientes em muitos dos bairros atingidos pelo surto:

- Bairros com fornecimento de água e esgoto mais precário, com coleta de lixo e limpeza mais irregulares, tendem a correr mais riscos, porque as pessoas armazenam água em recipientes não cobertos. Além disso, há o acúmulo de água em objetos abandonados.

( Bebê morre vítima de dengue na Zona Norte )

( Bairros do Rio com surto de dengue sobem de 9 para 13 em uma semana )

Após partida de Obama, Itamaraty condena ataques da coalizão contra Kadafi

Diplomacia brasileira emite nota em que pede o cessar-fogo efetivo e a solução da crise líbia por meio do diálogo

O governo brasileiro esperou apenas a partida do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para encomendar ao Ministério das Relações Exteriores uma nota à imprensa em que defende o fim dos ataques aéreos na Líbia e das hostilidades no país.

No documento, emitido na noite desta segunda-feira, o Itamaraty "lamenta a perda de vidas decorrente do conflito e manifesta a expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível".

O comunicado destaca também que a trégua deve garantir a proteção da população civil e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo.

"O Brasil reitera sua solidariedade com o povo líbio na busca de uma maior participação na definição do futuro político do país, em ambiente de proteção dos direitos humanos", diz o texto.

O governo brasileiro ainda reafirma o seu "apoio aos esforços do Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Líbia, Abdelilah Al Khatib, e do Comitê de Alto Nível estabelecido pela União Africana na busca de solução negociada e duradoura para a crise".
Leia mais.

O Brasil é candidato mais que natural a um lugar no CS da ONU


A volta do vira-lata


O complexo de vira-lata que assola a alma brasileira (segundo Nélson Rodrigues) não poderia faltar na visita do presidente Barack Obama aos trópicos.

Boa parte do noticiário girou em torno de como o "dono do cachorro" o afagaria em sua pretensão de ser integrante permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Se seria enfático, se seria suave, se se omitiria, se faria com o Brasil o que fez com a Índia (endosso formal).

É evidente que a posição dos Estados Unidos a respeito do que quer que ocorra no planeta é relevante, por se tratar da única superpotência remanescente, depois do fim da União Soviética (que, aliás, revelou-se superpotência de pés de barro).

Mas daí até ficar pendente de uma palavra do presidente norte-americano como se fosse a tábua da lei vai uma distância considerável que não é preciso percorrer.

O Brasil vai (ou não) ser membro do CS da ONU, o coração do sistema Nações Unidas, pelo que é, principalmente, e também pelo que faz (ou deixa de fazer). Não pelo que diga ou deixe de dizer Obama ou qualquer outro líder.

Nesse sentido, o Brasil é candidato mais que natural a um lugar no CS. É a segunda maior democracia do hemisfério ocidental, depois dos próprios Estados Unidos, é a sétima economia do planeta, é uma zona de paz, que não tem conflito com os vizinhos nem enfrenta problemas étnicos, religiosos etc.

Logo, acabará ganhando sua vaga no Conselho, a menos que seus governantes façam muita besteira. Desde a redemocratização, foram de fato feitas incontáveis asneiras por diferentes presidentes, mas nenhuma delas suficiente para invalidar a condição natural do Brasil como candidato à vaga.

Os dois presidentes mais recentes, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, puseram o país na agenda do planeta, mais Lula do que FHC, o que não deixa de ser contraditório com a condição de intelectual globalizado deste em contraste com um operário que parecia muito mais voltado para o interior.

É evidente que há críticas --internas e externas-- a algumas ações ou omissões de um e de outro. Eu mesmo, nos espaços que a Folha-papel comete o erro de me emprestar, fiz e ainda faço todas as críticas que achei corretas --e não me arrependo de nenhuma delas.

Mas uma coisa é discordar de alguma ação ou omissão, outra, completamente diferente, é entender que ela inabilita o país para voos ainda mais altos.

Ante as condições naturais do Brasil --e olhe que sou o inimigo número 1 do patrioteirismo--, qualquer palavra de Obama beira, no médio e longo prazo, à irrelevância.

Até entendo que a visita acabou produzindo menos emoções que a princípio se supunha, o que leva o jornalismo a se agarrar em detalhes nem sempre relevantes.

Mas o público não deve se enganar. Primeiro, a reforma da ONU anda em passo de tartaruga e é razoável supor que a decisão, se chegar finalmente a ser tomada, ficará para a época do sucessor do sucessor de Barack Obama.

Segundo, nesse momento, salvo, repito, a hipótese de uma grande bobagem, o Brasil terá a sua vaga garantida.

Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às quintas e domingos na página 2 da Folha e, aos sábados, no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".
21/03/2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sem noção

Sem conhecer a realidade brasileira, Barack Obama fala em combater a doença e a corrupção


Sem noção – No discurso que fez no Theatro Municipal do Rio de Janeiro a convidados previamente selecionados, após cancelar evento na Cinelândia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mencionou de forma indireta e inominada o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, que recusou convite para participar de almoço oferecido pelo governo brasileiro, no Palácio Itamaraty, ao chefe de Estado norte-americano.

“Hoje o Brasil é uma democracia desabrochando, um lugar onde as pessoas são livres para falar o que pensam e escolher seus líderes e onde um garoto pobre de Pernambuco pode sair de uma fábrica de cobre e chegar ao gabinete mais elevado no país”, disse Obama na tarde de domingo (20).

Em outro trecho, Obama afirmou que os Estados Unidos e o Brasil estão juntos na batalha para dizimar as mazelas da sociedade global.

“Da África ao Haiti, estamos trabalhando lado a lado para combater a fome, doença e corrupção que podem apodrecer uma sociedade e roubar seres humanos de sua dignidade e oportunidades”, afirmou o presidente ianque.


Na verdade, faltou ao presidente Barack Obama informações adicionais sobre como o messiânico Lula da Silva conduziu o Brasil nos últimos oito anos.

Por certo sua assessoria não lhe informou a respeito do escândalo do “Mensalão do PT”, esquema criminoso de cooptação de parlamentares, e do “Bolsa Família”, programa social que criou e manteve um curral eleitoral que garantiu a vitória de Dilma Rousseff nas urnas de outubro passado. Sem contar outros tantos escândalos que sob o manto de Lula marcaram o período mais corrupto da história política nacional.


De igual modo, Obama desconhece por completo a realidade da saúde pública brasileira, cujo modelo Lula sugeriu ao então colega norte-americano para que adotasse em seu país, no rastro da sua proposta de reestruturar o setor nos EUA.
No Brasil, como se sabe, medicina de qualidade é privilégio dos muito ricos. Se soubesse que o governo de Dilma Rousseff agora sugere o fracionamento na distribuição de medicamentos de combate ao câncer, Obama provavelmente faria um discurso diferente.


Fora isso, o pífio aumento do salário mínimo completa a ação oficial para “roubar seres humanos de sua dignidade e oportunidades”.

Porta-voz do governo da Líbia faz ameaça e capital volta a ser alvo de ataque de forças internacionais

WASHINGTON e ZWITINA, Líbia – Pela terceira noite, a capital da Líbia foi alvo nesta segunda-feira de ataques das forças internacionais que desde sábado realizam no país a operação Odisseia da Alvorada

O Globo



 A coalizão pretende estender a Trípoli a zona de exclusão aérea que já foi colocada em prática em parte do leste do território líbio.

Assim como no domingo, mísseis de defesa antiaérea foram disparados na cidade algumas horas após o anoitecer.

Pouco antes, o porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim, disse que houve ataques aos portos e ao aeroporto de Sirta - cidade natal do ditador Muamar Kadafi - e muitas pessoas foram mortas.

Ibrahim fez ameaças contra a ofensiva estrangeira, repetindo declarações de Kadafi de que o povo está sendo armado para defender o regime do ditador.

- Nosso objetivo é a paz, a estabilidade e a unidade da Líbia. Mas nós nos defenderemos. Estamos armando nosso povo. Teremos uma nação de 6 milhões de pessoas armadas. Não há dúvida - disse Ibrahim.

O comandante militar dos EUA na região, general Carter Ham, disse nesta segunda que a zona de exclusão aérea deve cobrir as cidades de Brega e Misurata antes de ser estabelecida em Trípoli.

Ele afirmou ainda que a campanha internacional já mostrou resultados e que o papel dos EUA já foi reduzido na operação.

- Com o crescimento das capacidades da coalizão, eu antecipo que a zona de exclusão aérea será estendida em breve para Brega, Misurata e depois para Trípoli - disse ele em uma conferência por vídeo de sua base na Alemanha, acrescentando que a zona deve cobrir "cerca de mil quilômetros".

Dois dias após o Conselho de Segurança da ONU determinar o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea, a coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália e Canadá realizou no sábado a primeira ofensiva na Líbia. Os países afirmam que o objetivo é impedir novos ataques das tropas de Kadafi contra civis.

Com a ofensiva internacional, as forças de Kadafi estão retrocedendo no leste e os rebeldes recuperam terreno.

Nesta segunda, porém, tropas de Kadafi cercaram a cidade de Misurata, o único reduto rebelde no oeste do país, em um ataque que deixou ao menos nove mortos e interrompeu o abastecimento de água.

A rede de televisão al-Arabiya informou que a cidade já está sob controle das forças de Kadafi.

- Os moradores de Misurata saíram às ruas da cidade desarmados, em uma tentativa de evitar o ingresso das forças de Kadafi - disse um morador que se identificou como Saadoun.

- Quando se juntaram no Centro, as forças de Kadafi começaram a disparar contra eles. Cometeram um massacre - completou.


21/03/2011

Charges












A visita de Obama

The Wall Street Journal afirma que o Brasil é uma peça-chave na estabilidade hemisférica

Brasil é peça-chave na estabilidade hemisférica, diz 'Wall Street Journal'


Obama manteve a viagem ao Brasil mesmo com ações militares na Líbia


Um artigo publicado nesta segunda-feira pelo jornal econômico americano The Wall Street Journal afirma que o Brasil é uma peça-chave na estabilidade hemisférica e que os Estados Unidos devem incentivar os esforços do novo governo brasileiro em adotar uma política externa menos complacente com governos autoritários.

O artigo, que analisa a viagem do presidente, Barack Obama, ao Brasil no fim de semana, defende a decisão do mandatário americano de manter a visita mesmo após o início das operações militares contra a Líbia, no sábado.

“Santiago (capital do Chile) e San Salvador (capital de El Salvador) poderiam ter sido adiadas”, afirma o artigo, sobre as outras duas paradas do tour de Obama. “Mas ir a Brasília para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, no sábado, por outro lado, era importante”, diz o texto.

Para a editorialista do jornal Mary Anastasia O’Grady, “os interesses geopolíticos comuns entre os Estados Unidos e a maior democracia da América Latina” devem ser considerados como "uma boa razão para a viagem”.

'Abordagem contraproducente'

O artigo comenta a proximidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de governantes como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ou do venezuelano Hugo Chávez e observa que Dilma “quer estabelecer uma política externa que, ao mesmo tempo em que está longe de se alinhar com os Estados Unidos, tem menos probabilidade de seguir ditadores e autoritários”.

Para a editorialista, Dilma “parece ter decidido que a abordagem de Lula era contraproducente, especialmente para o objetivo do Brasil de ganhar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU”.

“Se o Brasil está buscando uma reaproximação com os Estados Unidos, é um desenvolvimento bem-vindo para todo o hemisfério. Como um aliado nas questões fundamentais, como a tortura nas prisões cubanas, o Brasil poderia ser parte de um longamente esperado esforço regional para denunciar abusos aos direitos humanos”, diz o artigo.

O texto conclui dizendo que a nova situação poderá se mostrar útil após as eleições presidenciais na Venezuela, no ano que vem.

O jornal observa que Chávez já disse que não deixa o poder mesmo se perder as eleições. Para a autora do texto, isso poderia gerar uma situação “não muito diferente da que se desenrola na Líbia hoje”.

“Se os Estados Unidos e o Brasil estiverem em sintonia, isso ajudará”, conclui o jornal.

O revisor mental instantâneo de Dilma sumiu


“Aqui, senhor presidente Obama, sucedo a um homem do povo, meu querido companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tive a honra de trabalhar.

Seu legado mais nobre, Presidente, foi trazer à cena política e social milhões de homens e mulheres que viviam à margem dos mais alimentares (sic) direitos de cidadania”
.

Dilma Rousseff



Celso Arnaldo Araújo
Augusto Nunes

Depois de quase dois anos fazendo um intensivão em dilmês, é natural que eu tenha um ouvido para dilmices mais apurado que a média. Escutando nossa presidente ler nervosamente, com entonação de redação escolar, o discurso que Patriota e Marco Aurélio escreveram para ela recitar a Obama, também achei ter ouvido “alimentares”.

Mas até eu, dilmista de primeira hora, cheguei a ficar na dúvida: será que foi “alimentares” mesmo? Não teria sido ilusão cacofônica? Sim, porque ninguém comete um lapsus linguae desse porte diante do presidente dos Estados Unidos, em discurso de repercussão mundial, sem se corrigir imediatamente – ainda mais quando se é o presidente de seu país. O Bruno Abbud, em boa hora, veio dissipar minha dúvida: foi “alimentares” mesmo e não se fala mais nisso.

Mas fica a certeza: além de suas profundas carências de expressão, articulação e raciocínio, inéditas num presidente na história de nossa República, Dilma tem um problema adicional e incomum.

Todos nós, a partir de um certo nível de educação formal, somos dotados de um revisor mental instantâneo, uma espécie de liquid paper neuronal, que nos avisa, num átimo de segundo, que acabamos de dizer a palavra errada, uma bobagem que requer correção imediata — ação praticamente simultânea à palavra mal enunciada.

Com Dilma, não ocorre isso: palavra dita é palavra que fica, independentemente da cretinice envolvida nela. Isso, numa pessoa comum, não tem maior importância — a não ser reforçar sua mediocridade e sua inconveniência. Num presidente da República, cujas palavras são elementos de uma história que está sendo escrita, isso é gravíssimo.

Mas também é engraçadíssimo. Desconfio que o discurso do presidente José Serra a Obama, ontem, não teria tido a menor graça.



20/03/2011 

domingo, 20 de março de 2011

Publicamente disseram que odiaram a experiência, mas há controvérsias



Foram apalpados, bolinados e esfregados por seguranças americanos, sem dó nem piedade.

As Obaminhas devem estar se perguntando: “Que tanto esses brasileiros ficam de ponta-cabeça e pernas pro ar?”




Michelle, as filhas e Marin, a avó: nativos de pernas pro ar e uma baita animação

Michelle Obama e filhas — a cara de tédio das meninas, às vezes, chegava a ser engraçada — devem imaginar que somos todos como os indianos de Glória Perez (no dia em que elas conhecerem os indianos de Glória Perez): quando não tinham o que fazer, saíam dançando…

Assim somos nós, mas em outra arte: é só a gente ter uma folga, lá vem capoeira!

As Obaminhas devem estar se perguntando: “Que tanto esses brasileiros ficam de ponta-cabeça e pernas pro ar?”

Como todos sabemos, a capoeira nos une histórica, artística, intelectual e moralmente, não é mesmo?

É uma arte difundida nas ruas.

Em tudo quanto é canto, rico ou pobre, na Rocinha (Rio) ou no Jardim Europa (SP), brasileiro não resiste àquele batuque e pimba!

Tome as palmas da mão plantadas no chão e… pernas para o ar!

A gente é assim mesmo!

Certa antropologia pretende que há nisso um atavismo, coisa lá da Mama África, né? Há quem esteja convicto de que Obama, um mestiço, sente nas veias os ecos do tambor!!! As coitadas foram submetidas não a uma, mas a duas sessões de capoeira — uma delas em presença do chefe da família.

Tio Rei já tem 49, o crânio um tanto prejudicado, vocês sabem (dizem os petralhas que o cérebro também), e teme ter uma vertigem em movimentos mais bruscos.

Membros dianteiros no chão nem pensar!

Tio Rei vai aprender a tocar tambor.

Abaixo, reproduzo o “Abadá da Capoeira”. Se for difícil decorar a letra, leitor, imprima e carregue sempre no bolso. Nunca se sabe quando você será instado a exibir ao “sagaz brichote” (Gregório de Matos) seu certificado de brasilidade. Eu já consegui memorizar um verso ao menos. Já canto “Oô, oô, oô oô oô” sem ler!!!

Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía,
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)

Paranauê, (Coro), paranauê paraná
Paranauê, (Coro), paranauê paraná
Paranauê, (Coro), paranauê paraná
Paranauê, (Coro), paranauê paraná

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

Oiá iá iá ía
Foge o nêgo sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía,
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
Paranauê, paranauê paraná

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía,
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
20/03/2011

"Odisseia do Amanhecer": Míssil atinge prédio do complexo residencial de Kadhafi em Trípoli

Imagem de satélite, tomada em 7 de março, mostra o complexo residencial de Kadhafi em Trípoli.
A foto foi cedida pela GeoEye.
(Foto: AP)


Prédio fica a cerca de 50 metros da tenda onde ditador recebe convidados

Casa-fortaleza do ditador não é um alvo dos ataques


g1.globo.com

Um prédio administrativo do complexo residencial do ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, foi atingido por um míssil e destruído neste domingo (20) no bairro de Bab el Aziziya, em Trípoli, constataram a France Presse e a CNN no local.

O prédio, situado a cerca de 50 metros da tenda onde Khadafi recebe geralmente seus convidados importantes, foi totalmente destruído.

Trata-se de um edifício administrativo que foi atingido por um míssil, confirmou o porta-voz do regime, Musa Ibrahim, aos jornalistas estrangeiros.

"Foi um bombardeio bárbaro, que poderia ter atingido centenas de civis congregados na residência de Muammar Khadafi, a cerca de 400 metros do prédio atingido", declarou Ibrahim, que denunciou as "contradições do discurso ocidental".


"Os países ocidentais dizem que querem proteger os civis, mas atacam uma residência onde sabem que há civis no interior", disse.




 Destroços do prédio destruído no complexo residencial de Muammar Kadhafi, em Trípoli, neste domingo (20), supostamente por um míssil das forças aliadas. (Foto: Reuters)

Leia mais.

Lula, o presidente em busca de um país

Por que, afinal de contas, Lula não foi ao almoço com Barack Obama?

Por Reinaldo Azevedo

A sua turma vazou para a imprensa que ele não queria ofuscar Dilma Rousseff. Huuummm… Naquele ambiente, ele ficasse tranqüilo: não havia a menor chance. E por várias razões: o oficialismo ama o poder e a caneta.

Por mais “charmoso” e “atraente” que Lula seja, a estrela brasileira do encontro seria a presidente Dilma Rousseff, e o grande astro do evento, Barack Obama.

Estaria o Apedeuta bravo com Dilma a ponto de não comparecer? Seria contragimento por não falar inglês? Bobagem! Isso faria supor que Lula pode, em certos casos, duvidar de si mesmo, o que não é de sua natureza.

Ele não foi em razão de uma soma de motivações psicológicas e políticas. Lula tem uma personalidade vingativa. Sempre foi assim. Ele resgatou alguns dinossauros da política e lhes deu vida nova; eram seus adversários no passado. Os casos mais notórios são José Sarney e Fernando Collor. Se fez amigos os inimigos, esmagou alguns aliados.

Aqueles aceitaram se submeter à sua liderança; estes, em algum momento, ousaram resistir. Ele não engole até hoje a rejeição de Obama ao acordo nuclear com o Irã e não perdoa ao outro ser, afinal de contas, quem é: o líder mais poderoso do mundo (a despeito de sua ruindade). Se Lula pudesse, esmagaria o presidente americano. Como não pode, dá uma de malcriado.

Há mais. Ele foi convidado para uma festa na qual seria mero coadjuvante, tendo de dividir a cena com seus parceiros de nicho: os ex-presidentes. A história de que ele temia ofuscar Dilma tem de ser lida pelo avesso: porque sabia que esse risco, ali, não existia, preferiu ficar em casa, roendo os cotovelos. E nem acho que tenha sido movido pela inveja. A exemplo do que se notou nos últimos dois meses de governo, quando passou a falar alucinadamente, está certo que lhe tomaram algo de seu.

O Lula real, como já disse aqui algumas vezes, deve mesmo acreditar que é o Lula do mito. No evento de ontem, ele seria só mais um. Tal papel não é compatível com a personagem que está na política há mais de 35 anos.

FHC acabou sendo uma das figuras de destaque do dia porque sabe ser um ex-presidente. Ao chegar em casa, foi cuidar de outros assuntos.

O Apedeuta não, coitado! Ele é hoje um presidente em busca de um país.
20/03/2011

Ministros sexualmente molestados pelos seguranças

OBAMA NO BRASIL

Guido Mantega, Edison Lobão, Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel passaram por uma revista rigorosa, vigorosa e vexatória dos seguranças de Barack Obama antes de entrar no recinto da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, onde o presidente americano ia discursar.

Foram apalpados, bolinados e esfregados por seguranças americanos, sem dó nem piedade. Publicamente disseram que odiaram a experiência, mas há controvérsias.

O LADO POSITIVO - Mantega, Lobão, Mercadante e Pimentel, depois da revista dos seguranças americanos, estão dispensados de exame de próstata, neste semestre

Por Toinho de Passira
Fontes: Estadão

Os seguranças de Barack Obama revistaram no limite da intimidade os ministros brasileiros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciências e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) quando os suspeitos chegaram ao a Cúpula Empresarial Brasil - Estados Unidos, que foi encerrada com um discurso de Obama.

Não adiantou Lobão perguntar se o segurança sabia quem estava apalpando.

O Estadão comenta que havia sido firmado um acordo com a Casa Branca para que os ministros não fossem revistados quando chegassem ao local da realização do encontro, mas os seguranças não quiseram nem saber.

Possivelmente depois que Obama autorizou o ataque a Líbia, os cuidados com a segurança foram aumentados e o grupo, muito adequadamente, foi considerado suspeito.

Molestado sexualmente os quatro tentaram superar o trauma seguindo adiante, como se nada houvesse acontecido. Mas acabaram saindo ruidosamente do local, quando descobriram que não havia fones com tradução simultânea disponível para eles. Estavam condenados a ficarem por horas seguidas, assistindo palestras em inglês, sem que soubessem o que estava sendo dito.

Desde que um terrorista embarcou com explosivos na cueca, que as revistas dos seguranças americanos avançou para áreas mais sensíveis.

Genitália, nádegas e seios são apalpados com vigor e sem pudores.

Nos aeroportos há a opção de submeter-se ao scanner que despe o revistado. Em eventos como esses são as mãos dos seguranças que scaneiam os suspeitos.
A denuncia dos ministros, porém, fica esvaziada quando se constata que cada um se deixou bolinar individualmente, sem que o seguinte da fila, desistisse de entrar no recinto.

Inicialmente avaliaram que ouvir Obama falar compensaria o “vexame”.

Só depois, demonstraram uma revolta tardia, quando constataram que não iriam saber o que o Presidente americano diria. Acharam que haviam sido ludibriados: haviam se “sacrificado” em vão.

Caíram na armadilha de divulgarem o sucedido, para deleite dos adversários. O escândalo, de autoridade ofendida e indignada, divulgando a afronta, só acrescentou mais saia justa aos momentos desagradáveis.

O mais prudente, nessas ocasiões, seria “relaxar e gozar”, como diria a sábia e muito experiente senadora do PT, Marta Suplicy, que por sinal, se soubesse da obrigatoriedade da revista, por certo teria ido à solenidade.

O presidente americano nem precisou escutar o batuque para sair com a certeza: este é o país do carnaval.



Por Guilherme Fiuza

Barack Obama lamentou ter chegado ao Rio de Janeiro depois do carnaval.

Não seja por isso.

Não há nada mais carnavalesco do que a sua chegada.


No grande coquetel de espuma e purpurina de que é feita a diplomacia internacional, uma alegoria se destaca na visita do presidente americano: a discussão sobre uma vaga para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

É mesmo um tema crucial. Com essa vaga, os brasileiros finalmente mostrarão ao mundo quem são.

E quem são?

São os bons e velhos pedintes, especialistas na arte de se candidatar a uma boquinha aqui e acolá. De preferência, aquelas que não exigem currículo do candidato.

Nos coloquemos no lugar dos atuais membros do Conselho de Segurança, diante da questão de abrir uma vaga para o Brasil. Quais são as credenciais do candidato a integrar o clube dos que arbitram os conflitos do mundo?

São credenciais fortes. De saída, o Brasil é o país que apóia o programa nuclear clandestino do Irã, e se tornou aliado político do tarado radioativo de lá. Como se sabe, a radioatividade está na moda. Ponto para nós.

Também é o Brasil aquele que, nos últimos anos, andou de mãos dadas para cima e para baixo com Muammar Kadafi – o nome que mais inspira segurança ao mundo no momento. Mais uma credencial eloqüente.

Foi o Brasil que se meteu em Honduras, fazendo da sua embaixada um spa para o presidente deposto e seus amigos tocarem violão e sonharem com Che Guevara, enquanto jogavam pedras nos passantes. Foi a intervenção diplomática mais inócua da história, mas fez a alegria do coronel Hugo Chávez, outro símbolo do pacifismo tarja preta.

É também o Brasil, e seu governo popular, o principal fiador latino-americano do regime de Fidel Castro.

Como se vê, Obama e o Conselho de Segurança da ONU têm todos os motivos para abrir uma vaga ao Brasil.

A paz mundial não pode esperar mais um minuto por esse novo árbitro altamente qualificado.


E o Brasil?

Por que quer tanto essa vaga?

De onde vem tal convicção de que precisamos definitivamente figurar nesse fórum de potências militares, participando de suas decisões bissextas e eventualmente inúteis?

Não se sabe ao certo. Alguém deve ter soprado à diplomacia brasileira que o jetom é gordo.

Além do habitual chororô pró-forma sobre barreiras comerciais, e da inevitável macumba para turista, a recepção a Barack Obama serviu para se escrever mais um capítulo dessa novela surrealista do Conselho de Segurança.

O presidente americano nem precisou escutar o batuque para sair com a certeza: este é o país do carnaval.

  20/03/2011