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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Doutor em ignorância

“Qual é a explicação geográfica, política e econômica da Inglaterra estar nas Malvinas?

Qual a explicação política das Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país a 14 mil quilômetros de distância?”

Lula, insistindo em perguntas que só poderiam ser feitas pelo único presidente que nunca estudou História nem Geografia, não faz ideia do que é geopolítica, nunca leu um livro, não sabe localizar as Malvinas no mapa-múndi, não imagina como foi a ocupação das Falkland, não sabe quem mora lá mas, como acredita mesmo que é o cara, faz questão de
se meter em assuntos que ignora.

ICEBERG À VISTA - Maria Lucia Victor Barbosa


ICEBERG À VISTA
Por Maria Lucia Victor Barbosa

Apesar de se dizer que o Programa de Governo apresentado pelo PT para a candidata Dilma Rousseff nada tem de radical, que não passa de um amontoado de inocentes diretrizes, bem que poderia ter recebido como título: “Rousseff, o Socialismo do Século 19”.

Um dos influentes artífices do Programa foi o chanceler de fato Marco Aurélio Garcia, mentor de nossa desastrada política externa que não fracassa apenas em suas tentativas de obter cargos em organismos internacionais, mas que faz feio quando apóia países que afrontam direitos humanos;

se intromete onde não deve como no caso de Honduras que resultou em tremendo fiasco para o Brasil;

defende eleições fraudadas de tiranetes tipo Chávez ou déspotas como Mahmoud Ahmadinejad o qual, inclusive, recebe total aceitação brasileira no tocante aos seus intentos de explodir o mundo, a começar por Israel.



Imagine-se, então, se Rousseff se sair vitoriosa o que fará Garcia para dar seguimento à obsessão do PT de mudar a geopolítica do planeta.

Para tanto, segue-se eliminando a companhia dos melhores e se juntando aos piores.

Exemplo do que se fala é o nascimento, na cúpula da Calc (Cúpula da Unidade da América Latina de do Caribe) que está sendo realizada em Cancún, no México, da OEA do B, que exclui Estados Unidos e Canadá.
A idéia, não há dúvida, é mais uma consequência da antiga dor de cotovelo latino-americana em relação aos vizinhos desenvolvidos, especialmente, aos Estados Unidos.


Sob as ordens de Lula da Silva o Programa do Governo Rousseff sofreu algumas modificações de cunho semântico para não ficar muito assustador para as “zelites”.

Porém, mesmo tendo se alterado algumas palavras manteve conteúdo totalitário. Além de estatizante, o que foi corroborado pela candidata em discurso, as diretrizes aprovadas contemplam, entre outras coisas:

“compromisso com a jornada de 40 horas”;

“combate ao monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento e reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social”;

“atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais passíveis de desapropriação, ampliação de restrição de compras de terras por estrangeiros, revogação da MP anti-invasão editada por FHC”;

“tributação sobre grandes fortunas”;

“apoio incondicional ao Programa de Direitos Humanos”.


Traduzindo:

duro golpe na classe empresarial, sobretudo, nos pequenos e médios empresários; censura férrea dos meios de comunicação, o que deve atingir a Internet; golpe mortal no agronegócio, o grande sustentáculo de nossa balança comercial, com previsível expropriação de terras para serem doadas aos sem-terra; punição para a riqueza dos “outros”, é claro.


Quanto ao Plano de Direitos Humanos, coroa e enfeixa o Programa Rousseff. Naquele calhamaço não se poupou afrontas às instituições que antes eram os pilares mais importantes da sociedade: Igreja, Forças Armadas, Mídia, Justiça, além do bombardeio ao direito de propriedade.

Impressiona que estas instituições têm aceitado ao longo de quase oito anos, com complacência bovina, tudo o que Lula disse e fez junto com seu governo. A propaganda, o culto da personalidade e, sobretudo, nossa cultura permissiva fez pobres e ricos acharem natural impostos escorchantes, corrupção deslavada, Planos fracassados, falta de infra-estrutura, Saúde em condições de descalabro, Educação no fundo do poço em termos de qualidade, deturpação de dados econômicos.



Impressionante mais ainda no momento a falta de reação das instituições que serão frontalmente atingidas se Rousseff, conseguir chegar à presidência, deixando-se, então, levar por seus influentes mestres, entre eles, Marco Aurélio Garcia ou apoiadores externos entusiastas como Hugo Chávez que já se colocou à disposição da candidata do companheiro Lula.

Esperto, Lula da Silva minimiza o Programa de Governo da afilhada, enquanto análises tranquilizantes ecoam pela imprensa referindo-se ao pragmatismo petista que tomou gosto pelo capitalismo e não quer ver escoar pelo ralo a estabilidade econômica adquirida no governo de FHC.

Também o fisiologismo do PMDB, que fará o vice na chapa Rousseff, acena com alguma possível brecada no radicalismo petista, mas apenas naquilo que possa atrapalhar interesses peemedebistas.

Entretanto, alguns sinais inquietantes, como a volta da inflação e a deterioração das contas públicas deveriam deixar as instituições pelo menos mais atentas.

De modo algum parece que isso está acontecendo.

Ao radicalizar e afrontar à vontade o PT parece sinalizar a certeza de sua continuidade. E é como se dissesse: “se tudo correu facilmente durante quase oito anos, sem oposições partidárias ou institucionais, agora faremos o que quisermos e seremos de novo aceitos, como se dizia antigamente, “na lei ou na marra”.



De tudo isso se conclui que no momento somos como os alegres passageiros do Titanic um pouco antes do navio bater no iceberg.

Haverá tempo e meios de escapar do naufrágio?

As urnas dirão.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.


23/02/2019

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A burocracia petista - Merval Pereira

A burocracia petista
Por Merval Pereira

A ascensão de Dilma, imposta por Lula e capitaneada por Marco Aurélio Garcia, seria a afirmação de um fenômeno que vem ocorrendo desde os anos 1990: a substituição da liderança política e eleitoral pela burocracia partidária.
Essa imposição de uma tendência que vinha se desenhando teria sido beneficiada pela crise política que atingiu as principais lideranças partidárias em 2005, com o escândalo do mensalão, e pode fazer com que o partido venha a ter mais poder de pressão do que sempre teve sob o governo de Lula.

O cientista político Nelson Paes Leme considera o fato "significativo e inusitado" e receia que possamos ter em nossa história republicana, aí incluídos os dois grandes períodos autoritários do Estado Novo e do Golpe de 64\/84, "pela primeira vez na Presidência da República, uma burocracia partidária, de viés socialista mais à esquerda, norteando os destinos do país.

A classe política não está refletindo sobre o inusitado fenômeno".

O sociólogo Rudá Ricci, do Fórum Brasil do Orçamento, que reúne entidades da sociedade civil na defesa das políticas sociais no Orçamento Público Federal, diz que o PT "foi capturado por um grupo político que reúne ex militantes de esquerda organizada oriundos do PCB e dirigentes sindicais metalúrgicos e bancários, o setor mais controlador e autoritário do sindicalismo brasileiro".

Exemplares desse grupo são os recentes presidentes do PT, Ricardo Berzoini e José Roberto Dutra.

Berzoini, vindo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, só se elegeu deputado federal pela primeira vez em 1998.

Já José Eduardo Dutra foi presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) e dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores.

Perdeu duas vezes a eleição para o governo de Sergipe, e entre as duas tentativas foi eleito senador. A última derrota, em 2006, levou-o à presidência da Petrobras.

Na análise do sociólogo mineiro, as tendências que ainda hoje compõem o PT poderiam ter dado origem a um partido de quadros, mas isto não ocorreu.

"Elas foram absolutamente superadas e alijadas pela opção eleitoral da direção do partido".


Esta cúpula, segundo Ricci, adotou "práticas estranhas à origem do partido, deixou de lado a utopia que gerava energia à militância e agiu de maneira rebaixada, pragmática, focada na vitória a qualquer custo".

Ele ressalta que nos anos 1980 era preciso ser líder de massas para ter expressão pública no PT. "A partir de 94 não houve mais esta necessidade e identidade.

Muitos dirigentes passaram a ter sua legitimidade centrada na burocracia partidária e não em movimentos e representação de massas.

Hoje, muitos dirigentes nem reflexo da burocracia partidária o são. Vários são apenas parlamentares de expressão regional".

O cientista político Nelson Paes Leme, depois de lembrar o fracasso da experiência soviética, diz que o aparelhamento do Estado pelo PT "tenderá a recrudescer com o fenômeno".
Abro um parênteses no pensamento de Nelson Paes Leme para ressaltar que mais uma vez a ministra Dilma cometeu um ato falho em seu discurso.

Em Copenhague, na reunião do clima, já havia dito que o meio ambiente é prejudicial ao desenvolvimento.

Agora, prometeu continuar "o reaparelhamento do Estado", quando seu discurso defendia a "reconstrução" do Estado.
Para Paes Leme, quando Dilma e Marco Aurélio Garcia, seu principal coordenador de campanha e mentor, "falam no fortalecimento do Estado, estão falando para esse público interno da burocracia partidária onde ambos têm origem".

Chama a atenção do cientista político que tanto Dilma quanto Marco Aurélio Garcia, "burocratas de partido que nunca se submeteram a voto popular", poderão estar a partir da eleição deste ano "no poder central como novas lideranças, ditando novas diretrizes de política interna e externa do país".

Para Nelson Paes Leme, o inusitado historicamente é exatamente a submissão das correntes com mandato à força da burocracia partidária emergente dentro do partido e do poder central da República.

Rudá Ricci, por sua vez, separa a direção partidária em três grupos:

a) os que são tipicamente burocratas partidários;

b) os indicados por correntes internas;

c) os parlamentares.

"Neste último grupo, há casos do que denominamos na ciência política de "representantes delegados" (termo utilizado por Bobbio).

São representantes exclusivos de uma categoria social ou territorial".

No caso, metalúrgicos, bancários, professores e ruralistas formam, para Ricci, um conjunto que ilustra esta situação: foram sindicalistas antes de parlamentares.

Mas ele destaca que "há casos petistas de parlamentares que se fizeram a partir da burocracia partidária, como o de Zé Dirceu", hoje o mais importante líder petista, de volta ao Diretório Nacional do partido e na coordenação da campanha de Dilma Rousseff.

Rudá Ricci o considera "um típico representante do controle partidário dos anos 1990. Este é o tipo novo de representação que rompe com aquela dos anos 80, lideranças petistas que eram lideranças de movimentos de massa".

Gestada na burocracia partidária e sem um histórico petista que imponha sua vontade ao partido, a candidatura Dilma estaria em um dilema:

ao mesmo tempo em que é a candidata do lulismo para continuar seu governo pragmático e aliancista, Dilma teria que pagar um tributo ao petismo, que seria uma guinada à esquerda que já está se verificando na teoria do programa de governo oferecido pelo partido à candidata.

Paulo Octávio responsabiliza DEM por renúncia

POR CAROL PIRES 
Agencia Estado

BRASÍLIA - O empresário Paulo Octávio responsabilizou o DEM, partido do qual pediu desfiliação esta tarde, pela sua decisão de renunciar ao cargo de governador do Distrito Federal.

O DEM pediu aos seus filiados que abandonassem os cargos que ocupavam no governo do DF logo após o governador licenciado José Roberto Arruda (ex-DEM) ter sido preso pela Polícia Federal por obstrução das investigações sobre o esquema de corrupção local.

Em carta-renúncia, Paulo Octávio alega que a indisposição dos outros partidos em fazer parte de um governo de "coalizão" também foi determinante para a renúncia.

"Permanecer no cargo, nas circunstâncias que chamei de excepcionais, exigiria a criação de condições também excepcionais. Imprescindível contar com apoio político suprapartidário para que todas as forças vivas do DF, juntas, pudessem superar a perspectiva de intervenção federal", afirma Octávio.

"E, não menos importante, teria que receber respaldo de meu partido",
continua.

"Nenhuma dessas premissas se tornou realidade e, acima de tudo, o partido a que pertencia solicitou a seus militantes que deixem o governo.

Sem o apoio do DEM, legenda que ajudei a fundar no Distrito Federal, e a qual pertenci até hoje, considero perdidas as condições para solicitar respaldo de outros partidos no esforço de união por Brasília"
, afirma o empresário.

Paulo Octávio afirma ainda que "desdobramentos recentes" o levaram a tomar a decisão de sair do governo, provavelmente se referindo à aprovação da abertura de processo de impeachment contra ele e Arruda na Câmara Legislativa.

"Não há sentido em aprofundar uma gestão nessas circunstâncias",
afirma. "Não posso, nem devo, contribuir de nenhuma maneira para gerar desagregação e desassossego para o brasiliense", continua.

Nova sigla: PTCC

Já se sabe que o PT acabou faz tempo.

Mas desconhece-se sua nova sigla:

PTCC – Partidos dos Trabalhadores em Cargos de Comissão.


23/02/2010

O truque das milícias a serviço dos companheiros corruptos


“VOCÊ NÃO VAI ESCREVER NADA SOBRE O KASSAB!!!??”, berram as letras maiúsculas, os três pontos de exclamação e a dupla interrogação nas mensagens fabricadas em escala industrial pelas mesmas milícias companheiras que desde 2005 cobram artigos sobre o senador Eduardo Azeredo e, desde o fim do ano, comentários a respeito do governador José Roberto Arruda.

A resposta cabe em duas linhas: denúncias devem ser investigadas e culpados devem ser punidos, seja qual for a filiação partidária.

Como o PSDB não providenciou o despejo de Azeredo, como o DEM perdeu a chance de botar para fora Arruda e todos os comparsas, como as duas siglas ainda não pediram explicações ao prefeito Gilberto Kassab, cobranças do gênero até fariam sentido se endereçadas aos líderes da oposição formal. Mas subscritas por brasileiros decentes, nunca por milicianos a serviço dos companheiros corruptos.

Se enviassem as cobranças aos líderes dos dois partidos, os remetentes seriam apenas malandros metidos a espertos. Encaminhá-las ao colunista ou aos comentaristas independentes é sintoma de idiotia.

Aqui o truque não funciona.

Aqui não podem abrir a boca sobre mensalões os coiteiros dos dirceus, genoínos, delúbios, janenes, joões paulos, mentores, valérios, pedros henrys, waldemares costas, professores luizinhos e demais oficiais ou soldados rasos da organização criminosa sofisticada.


Não pode pedir punição para ninguém a seita que garante a liberdade dos aloprados de Mercadante, dos sanguessugas homicidas, das mulas com cuecas dolarizadas, dos sindicalistas pilantras de Paulinho da Força.

Não pode criticar nenhuma aliança política quem engole sem engasgos collors, renans, sarneys, jucás, paulos duques, severinos, malufs e outras abjeções absolvidas pelo chefe.

Não merece dois segundos de atenção a gritaria de gente que finge ter esquecido os assassinatos dos prefeitos Toninho do PT e Celso Daniel.

Só quem não tem prontuário pode exigir cadeia para todos ─ a começar pelos mensaleiros do PT: merecem prioridade porque protagonizaram o maior escândalo da história política do Brasil e porque escancararam o bordel onde as vestais de araque enriqueciam.

Só quem não tem culpa no cartório pode tratar de delinquências e delinquentes. Nós podemos. Os milicianos, não. Quem segue caminhos traçados pelos pastores da bandidagem é bandido também.


22 de fevereiro de 2010

Lula teria recebido doação semelhante às recebidas por Kassab

A campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 teria recebido uma doação de uma operadora portuária em Santos, em um caso considerado semelhante ao do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), segundo o jornal Estado de S.Paulo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria considerado essa doação legal em 2008. O prefeito de São Paulo teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo devido a doações consideradas ilegais na sua campanha.

Em 2006, a operadora portuária Deicmar, que atua em Santos, doou R$ 10 mil ao comitê eleitoral de Lula.

Em um primeiro momento, as contas do partido teriam sido rejeitadas devido à doação, mas a decisão foi reconsiderada em 2008 porque a empresa era licenciada para atuar como aduaneira na época da doação.

Segundo o jornal, a diferença entre os dois casos é que a empresa Deicmar não tinha o controle acionário de uma concessionária, mas participação no capital.

A legalidade da doação teria sido aprovada por cinco dos sete ministros do TSE - dois votaram pela ilegalidade.

De acordo com o TSE, esse caso não configuraria uma jurisprudência por se tratar de um caso único.

23 de fevereiro de 2010

Renúncia

Paulo Octávio envia carta de renúncia

Empresário assumiu o governo do DF no último dia 11, após Arruda se entregar à PF. 
G1 

Puxa daí, parceiro!

Já somos 94 Blogs Pela Democracia


Devemos ter um recorde por aqui.

94 blogs em uma rede montada em pouco mais de 48 horas.

Estamos ou não estamos com sede?

Estamos ou não estamos com a faca atravessada nos dentes?

Já temos twitter, orkut, lista no yahoo e até um pouco de organização.

Ela vem depois.

Primeiro, vamos com a emoção de formar esta frente de gente do bem, de gente que ama a democracia.

Depois a gente bota no project, constrói modelos e pede ajuda para os universitários.

Rede é mais ou menos como aquele arrastão da beira da praia.

Só funciona se todo mundo puxar.

Ás vezes, vem cheia.

Outras vezes, não.

Um dia depois do outro e muita calma nessa hora.

Vamos com fé e esperança.

Vai dar muito certo.

Puxa daí, parceiro! 


Em cúpula, Uribe diz para Chávez: "seja macho e fique"

Uribe e Chávez têm discussão acalorada em cúpula no México

Foto: AP
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chega ao encontro, em Cancún

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, tiveram uma forte discussão no encontro da cúpula do Grupo do Rio que acontece no México, nesta segunda e na terça-feira.
Durante a discussão, Chávez ameaçou retirar-se do encontro, ao que Uribe respondeu "seja macho e fique".

Chávez teria respondido a Uribe com palavrões depois dessa afirmação.

Segundo a Rádio Caracol, a discussão começou quando o presidente colombiano exigiu desculpas ao chefe de Estado venezuelano sobre os "insultos" e "grosserias" que foram dedicadas a Uribe em ocasiões anteriores.

Chávez respondeu e ameaçou retirar-se do local. Uribe respondeu com palavras duras, dizendo entre outras coisas, "seja macho e fique". Segundo fontes extra-oficiais que estão na cúpula, o presidente Raúl Castro foi quem apaziguou os ânimos dos líderes.

Esse novo enfrentamento se soma ao histórico de diferenças políticas entre os dois presidentes, que chegou a culminar em uma mobilização de tropas na fronteira entre Colômbia e Venezuela.  Aqui.

22 de fevereiro de 2010

E que fim levou Lula, o Filho do Brasil?

E que fim levou Lula, o Filho do Brasil?

Em sua oitava semana de exibição, o filme de Fábio Barreto foi o 33º mais visto do país.

Apenas 804 pessoas viram o filme entre sexta-feira e ontem.

No total, 806 000 espectadores assistiram ao fracasso do ano.

Lula, que os seus produtores imaginavam fazer entre 9 milhões e 16 milhões de espectadores, conseguiu somente 10% da bilheteria de Avatar.

Por Lauro Jardim

Que vergonha!

Plano de Dilma ignora os aposentados. O socialismo odeia os velhinhos.

Plano de Dilma ignora os aposentados

O socialismo odeia os velhinhos



São dezenas de páginas. Milhares de palavras. E para os 25 milhões de aposentados, dos quais 5 milhões ganham menos de um salário mínimo, apenas esta proposta ridícula:

intensificação dos esforços para ampliar a inclusão previdenciária e o fortalecimento do trabalho formal, dando prosseguimento à desburocratização, à melhoria do atendimento aos aposentados e pensionistas e ao reforço da previdência pública.

Ou seja, o programa de governo chavista de Dilma Rousseff prega a total displicência e o mais completo descaso em relação aos aposentados.

Aposentados não são tema relevante.

Não são prioridade.

Não merecem nenhuma diretriz no plano de governo da candidata petista.

Já para os companheiros trabalhadores pregam a redução da carga horária, sem redução de salários.

Quem vai pagar a conta?

Novamente, os aposentados, que continuarão perdendo poder de compra a cada ano.

O socialismo da Dilma odeia os velhinhos.


ESTE É UM TEMA RELEVANTE PARA OS BLOGS PELA DEMOCRACIA.
REPERCUTAM.

APROFUNDEM.

VAMOS BLOGAR COM PROFUNDIDADE E CONTEÚDO.

O PLANO DA "DILMINHA" É UM TERROR PARA OS APOSENTADOS.

 22 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Kassab entra com recurso no TRE e garante permanência no cargo

Advogado protocolou documento na tarde desta segunda (22).
A informação foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Do G1, em São Paulo

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, decidiu na tarde desta segunda-feira (22) garantir a permanência do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM),  no cargo até o julgamento final do processo de cassação de seu mandato.

Silveira é o mesmo juiz que determinou na última quinta-feira (18) a cassação do mandato de Kassab, acusado pelo Ministério Público de receber doações irregulares.

O efeito suspensivo é automático assim que o político cassado entra com recurso.

O advogado de Kassab, Ricardo Penteado, protocolou o documento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na tarde desta segunda-feira.

Leia mais.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

CHEGOU A HORA DE DIZER CLARAMENTE, CAROS LEITORES: “BASTA!!!” COMECEM UMA CORRENTE, OU CHEGARÁ A VEZ DE VOCÊS!

Chegou a hora de botar a boca no trombone.

Chegou a hora de mobilizar a rede.

Chegou a hora de dizer com clareza:

“BASTA!!!”


Caras e caros, este post é muito importante.

Ela trata de uma encruzilhada.

Ou o Brasil segue o caminho do estado de direito ou o do arbítrio.

Vamos entender como se fazem, hoje, no Brasil, salsichas, justiça e jornalismo. E peço aos bambas que passem este texto adiante.
Chegou a hora de botar a boca no trombone. Chegou a hora de mobilizar a rede. Chegou a hora de dizer com clareza: “BASTA!!!”
Nos sites, está lá estampado: “Justiça Eleitoral cassa mandato de Kassab”. Esse troço é um escândalo, sim, mas é um escândalo PROTAGONIZADO PELA JUSTIÇA ELEITORAL DE SÃO PAULO CONTRA KASSAB!!! O PREFEITO DE SÃO PAULO É VÍTIMA DE UMA ARBITRARIEDADE.
Quando dizem que o avanço das esquerdas e do “militantismo” no Brasil é irrelevante porque, afinal, na economia, tudo segue mais ou menos dentro dos padrões da economia de mercado, costumo reagir:

“Não é assim!

Tal avanço não é irrelevante!

A democracia brasileira está sendo tutelada”.


Escrevi a respeito na madrugada. Leia o post anterior quem não o fez. Como é que se chegou a essa “cassação” em primeira instância, cabendo, obviamente, recurso?
Qual é o fato da hora?

Recorro ao primeiro parágrafo de um texto do Estadão.

Leiam com atenção:

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e a vice, Alda Marco Antonio (PMDB), tiveram o mandato cassado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por recebimento de doações consideradas ilegais na campanha de 2008.

A decisão, em primeira instância, torna Kassab o primeiro prefeito da capital cassado no exercício do mandato desde a redemocratização, em 1985.

Como o recurso tem efeito suspensivo imediato, os dois podem recorrer da sentença sem ter de deixar os cargos.
Decisão surpreendente?

Uma ova!

Já estava tomada.

No dia 3 deste mês, fiz um vermelho-e-azul com uma reportagem da Folha que já tratava desse assunto.

Ali, como se verá, a decisão do Juiz Aloisio Sérgio Resende Silveira é praticamente antecipada. Porque também vivemos hoje dias assim: DECISÕES DE JUÍZES COSTUMAM SAIR ANTES NA IMPRENSA.

Vou reproduzir aquele meu vermelho-e-azul porque ele explica o caso em detalhes. Leiam com atenção:
*
Um parecer técnico contábil da Justiça Eleitoral de São Paulo indica que 33% do total arrecadado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na campanha eleitoral de 2008 teve origem em fontes de doações consideradas ilegais pelo Ministério Público Eleitoral.

O laudo, concluído em outubro e obtido pela Folha, indica o risco de que Kassab seja condenado em primeira instância à perda do cargo. Em casos semelhantes, o juiz Aloísio Silveira, responsável pela ação, cassou o mandato de 16 vereadores da capital. Ele tem adotado como critério para condenar à perda de mandato contas de campanha que apresentem mais de 20% dos recursos provenientes de fontes vedadas.

A execução de sentença contra os vereadores foi suspensa até que os recursos deles sejam julgados em 2ª instância pela Justiça Eleitoral de São Paulo.

Várias coisas:
1 – O “parecer técnico”, vocês verão, não é exatamente da “Justiça Eleitoral”, mas de UMA SÓ PESSOA;

2 – o laudo não pode indicar “o risco de Kassab ser cassado”; ele pode, no máximo, apontar irregularidades; se for além disso, não é laudo técnico, mas proselitismo político;

3 – Se o juiz cassou 16 vereadores, então os vereadores foram cassados. É uma questão gramatical. Como estão na ativa, não foram cassados. NINGUÉM É CASSADO ENQUANTO HOUVER RECURSO DISPONÍVEL. Ou um único juiz seria o dono da democracia.

A cereja do bolo está longe ainda. Cuido, por enquanto, da inadequação da linguagem e de vieses sub-reptícios.

Adiante.
Em maio do ano passado, o promotor eleitoral da capital Maurício Antonio Lopes apresentou à Justiça representações para promover a revisão e a rejeição das contas dos candidatos Kassab, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) e de vereadores eleitos.

Pareceres semelhantes foram elaborados em setembro passado para as representações contra Marta e Alckmin. O laudo relativo à petista indica que ela teria recebido R$ 3,8 milhões de fontes apontadas como ilegais pela Promotoria.

O levantamento sobre as contas de Alckmin aponta o recebimento de R$ 2,1 milhões de doadores impedidos pela legislação segundo os critérios da promotoria. Nos dois casos os valores não ultrapassam os 20% de doações de fontes vedadas, usados como critério de condenação pelo juiz Silveira.

Certo! Isso indicaria, então, que não há nada de, digamos, partidário na ação — já que todos foram, vá lá, investigados. Aqui há um erro ou de lógica ou de moral elementar: se todos são igualmente alvos de uma ação, então não há arbítrio. E EU VOU DEMONSTRAR QUE HÁ.

Sigamos.
Na representação contra o prefeito, o promotor indicou três tipos de fontes de doação que seriam ilegais. A primeira é a AIB (Associação Imobiliária Brasileira), entidade que, segundo Lopes, funcionou como fachada do Secovi (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações a políticos. Pela legislação, as entidades sindicais não podem fazer contribuições eleitorais. O Secovi nega qualquer vínculo com as doações.
As coisa começaram a se complicar. Tudo não passa de uma acusação de… Lopes! Reparem no “seriam ilegais”…
O parecer da Justiça Eleitoral aponta que, segundo os critérios do Ministério Público paulista, a AIB doou ilegalmente R$ 2,7 milhões para Kassab. Para a Promotoria, também foram fontes ilegais de recursos construtoras que são acionistas de concessionárias de serviços públicos.

A lei proíbe as concessionárias de realizarem contribuições para as campanhas. De acordo com o promotor, as empresas “não são diretamente concessionárias de serviços públicos, mas apenas integrantes, acionistas, investidoras, associadas em consórcio ou sob a forma de holding ou conglomerado econômico que, em derradeira análise, seriam os concessionários diretos”.

São apontadas na representação as empreiteiras Camargo Corrêa, OAS, Serveng Silvisan, CR Almeida, Carioca Christiani Nielsen, S.A. Paulista e Engeform. O levantamento da Justiça Eleitoral conclui que o total das doações dessas companhias foi de R$ 6,8 milhões.

Bem, se as empresas “não são diretamente concessionárias de serviços públicos”, o resto não passa de ilação. Atenção: LOPES ESTÁ INVENTANDO UMA LEI.

Será que Oi e a Brasil Telecom não poderão fazer doações legais, por exemplo, à candidatura de Dilma porque um de seus sócios é dono da Andrade Gutierrez, que toca um monte de obras públicas?
 
Também não poderiam doar para Serra porque a empreiteira integra consórcios que tocam obras em São Paulo?

Restaria colaborar com Marina Silva e com o candidato do PSOL…
Outro doador considerado ilegal pelo promotor foi o Banco Itaú S.A. De acordo com a representação, ele não poderia fazer contribuições ao então candidato Kassab porque a Prefeitura de São Paulo efetua pagamentos para parte dos funcionários pelo banco.

Em 2008, a instituição financeira doou R$ 550 mil para a campanha do atual prefeito, segundo o laudo da Justiça.

Aí já estamos no terreno do mais escancarado absurdo mesmo! Todas as administrações públicas do país “vendem” a folha de pagamentos para bancos.
AGORA VEM O MELHOR.

O critério adotado pelo juiz Aloísio Silveira para condenar os vereadores de São Paulo e que pode levar à cassação do prefeito Gilberto Kassab é subjetivo e não encontra precedentes na jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
ENTENDERAM? TEMOS UM JUIZ QUE ACHA QUE PODE CASSAR VEREADORES E, ESPECULA A FOLHA, ATÉ O PREFEITO COM BASE EM CRITÉRIOS SUBJETIVOS, “que não encontra precedentes na jurisprudência do TSE”. É UM JEITO ENROLADO DE DIZER QUE O JUIZ ALOISIO SILVEIRA ESTÁ INVENTANDO UMA LEI QUE NÃO EXISTE.

É O “DOIS EM UM”: LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO NUM HOMEM SÓ.
Em relação ao tema das construtoras acionistas de concessionárias, o magistrado baseou-se em um voto vencido do ministro Cezar Peluso no TSE para condenar um vereador que recebeu de uma empreiteira que integra uma empresa concessionária.
DE NOVO:

BASEOU-SE EM UM VOTO VENCIDO, QUE FOI REJEITADO PELOS OUTROS JUÍZES.
Viram? Jurisprudência, no Brasil, se faz com votos vencidos, não com votos vencedores.
É UMA REVOLUÇÃO!!!

O juiz Silveira estabeleceu nos casos dos legisladores paulistanos que aqueles que tiveram mais de 20% de suas doações originadas em fontes ilegais devem perder o mandato. Nos casos que já passaram pelo TSE, não há indicação de valores ou percentuais para a definição das punições.

Os julgamentos indicam que em cada situação os magistrados devem aferir se o montante de contribuições irregulares pode ter afetado potencialmente os resultados das eleições.

O texto não poderia ser mais claro. E se ele decidir, sei lá, 5% em vez de 20%? E se decidisse que poderia ser 40%? É o auge do arbítrio! O promotor  determina quando as doações estão ou não dentro da lei. IGNORANDO A DECISÃO DO TSE. E o juiz arbitra a porcentagem. SEM LEI!
Nos processos de vereadores em que o percentual não foi ultrapassado e os legisladores foram absolvidos, o Ministério Público Eleitoral recorreu, alegando que o índice aceitável seria de até 5%

Por que 5%? Porque eles querem.
Para o ex-presidente do TSE e advogado Carlos Velloso, o padrão fixado pelo juiz foi benevolente. De acordo com Velloso, “já que qualquer doação vedada, em qualquer percentual, impõe a penalidade, então a fixação em termos da potencialidade da doação vedada deve ficar em percentual bem menor que 20%”.

Sobre as doações de concessionárias, a maioria dos ministros do TSE julgou, no caso da prestação de contas do presidente Lula, em 2006, que as acionistas de concessionárias não estão impedidas de doar.


ATENÇÃO!!! OS CRITÉRIOS QUE FAZEM A FOLHA AFIRMAR QUE 33% DAS DOAÇÕES A KASSAB FORAM ILEGAIS FORAM REJEITADOS PELO TSE, QUE DECIDIU QUE ACIONISTAS DE CONCESSIONÁRIAS NÃO ESTÃO IMPEDIDAS DE DOAR.
Voltei

Se a decisão do tal juiz vier a prevalecer, está extinta a segurança jurídica no Brasil. Acabou!!! Se, na Justiça Eleitoral, um juiz pode, literalmente, INVENTAR CRITÉRIOS e “cassar” mandatos contra a decisão de um tribunal superior para caso idêntico, então a vaca realmente já foi para o brejo.
Parece-me evidente que a decisão será revista. Afinal, reparem:

1 – o juiz inventou um percentual que não pode ser ultrapassado;

2 – mesmo para atingir o percentual por ele inventado, o que justificaria a cassação, ele precisa recorrer a doações que SÃO CONSIDERADAS LEGAIS PELO TRIBUINAL SUPERIOR ELEITORAL, O QUE CARACTERIZA UMA DUPLA ARBITRARIEDADE.

3 – isso faz crer que essa sentença será mudada numa instância superior.
Isso é irrelevante?

É claro que não é!

A decisão sai num momento em que a imprensa não se farta de falar de “mensalão do DEM” pra cá e pra lá, embora os mensaleiros tenham deixado o partido porque seriam expulsos.

Do modo como as coisas são noticiadas, fica parecendo que o escândalo de Brasília se estende também a São Paulo.

Enquanto isso, os mensaleiros do PT celebram a sua festa no Congresso do partido, e seu presidente enche a boca para afirmar que aquela penca de provas que há contra o partido não passa de… “golpismo”.

Na sua coluna de hoje, o CEEG (Centro Espírita Elio Gaspari) prevê o fim do DEM.
Assim se está construindo a “moderna democracia” brasileira.
Diante de uma óbvia arbitrariedade cometida contra um prefeito que não foi “adotado” pelos “bem-pensantes”, todos, imprensa inclusive, se calam!
 
OU NÃO SE CALAM:

PARTE DO JORNALISMO, COMO SE NOTA, ATUA COMO PORTA-VOZ DO ARBÍTRIO, ANTECIPANDO SUAS DECISÕES E LHE SERVINDO DE ASSESSORIA DE IMPRENSA.
Aí não adianta reclamar. Neste exato momento, o Estadão, por exemplo, ainda está sob censura. UMA CENSURA QUE NÃO DECORRE DA LEI — a Constituição é claríssima ao proibir a censura prévia —, MAS DO ARBÍTRIO DE JUÍZES que, a exemplo do dr. Aloisio Silveira, expedem sentenças segundo “critérios subjetivos”.
Deixe o jornalismo que tal prática prospere sem protestos, e é óbvio que ele próprio será o alvo — aliás, o caso do Estadão demonstra que já começou a ser.
Certos cretinos no Brasil imaginam que a punição de “adversários ideológicos”, reais ou imaginários, com ou sem motivos, exerce um papel saneador na sociedade.


“Afinal, se são meus adversários, então boa coisa não são”.

Escapa-lhes a obviedade de que, aberta a porta do arbítrio e da subjetividade numa sentença judicial, ninguém mais estará seguro.
Se não tenho mais a lei a estabelecer parâmetros sobre o que pode e o que não pode, então já não sou mais um indivíduo, já não sou mais um ser autônomo: minha liberdade depende daquele que, ocupando uma função no estado, decide, segundo seu próprio arbítrio o que me é ou não permitido fazer. Assim é nas tiranias; assim é nos regimes totalitários.
OAB, cadê você?

Em tempos idos, diante de uma arbitrariedade como essa, a Ordem dos Advogados do Brasil reagiria de pronto. Agora não reage mais. O sucessor do dr. Cézar Britto (aquele medalhão da advocacia que se diz “socialista”), cujo nome ainda não tive motivos para decorar, dá pinta na televisão todos os dias, com seu ar severo e cabelinho esticado com algum sucedâneo da brilhantina.

Quero saber o que vai por debaixo deles. Até agora, só o ouvi falar do exercício do direito segundo a “opinião pública”, segundo “a vontade das ruas”.
Se cabe ao direito cumprir a vontade do que dizem por aí, então se suspendam as leis e se façam tribunais públicos, com um linchamento no fim, para coroar o arbítrio popular com a catarse.
À OAB, que eu saiba, cumpre zelar pela lei.
Quanto a Kassab, que estude com seus advogados uma forma de reparação pelo agravo de que está sendo vítima. Não é possível que autoridades do Ministério Público e do Judiciário desmoralizem uma figura pública, com base no puro arbítrio, sem que o alvo da ação possa reagir no terreno das leis e do direito. E, se isso é possível, então algo tem de ser feto no Legislativo.
Não dá mais, leitores!

Eu estaria fazendo esta mesma defesa ainda que Kassab pertencesse ao PT.

Há quem não acredite nisso?

Dane-se!

Mas tenho a impressão de que, pertencesse ele ao PT, teria, no mínimo, o benefício da lei.

Como digo em Máximas de Um País Mínimo, as coisas no Brasil caminham assim:
“Aos amigos tudo, menos a lei;
aos inimigos, nada, nem a lei”.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

O que é melhor para o Brasil?



Biografia comparada entre
José Serra(PSDB-SP) e Dilma Rousseff(PT-RS)


José Serra tem 68 anos, é paulista, filho de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.

Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante húngaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte, foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.

Somente quando chegou ao Científico, a família Serra mudou-se para um apartamento de dois quartos, alugado. Antes disso, moraram em uma pequena casa em rua de chão batido.

Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, de onde saíam para praticar atentados, roubar e seqüestrar.

No início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, Serra foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas e revolucionários manipulados pelo comunismo internacional.

Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Em 1964, exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi para a Itália e, posteriormente, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, foi professor e consultor.

Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.

Em 1967, Serra casou-se com a psicóloga e bailarina Sílvia Mônica Allende, com quem tem dois filhos e dois netos e continua até hoje casado.

Dilma também casou-se em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurelio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões em outros países, sequestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.

Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro. No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de matemática na CEPAL. Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um mestrado e um doutorado na prestigiada Universidade de Cornell.Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.

Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.

Serra permaneceu 10 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados.

Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.

Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Neste ano, teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como professor de Economia na UNICAMP, onde ficou até 1984.

Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer o mestrado na UNICAMP e, depois, o doutorado. Durante anos, mentiu em seu currículo que tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico strictu sensu.

Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Planejamento do Estado de São Paulo.

Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu.

Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, com a maior votação do estado de São Paulo. Foi o deputado que aprovou mais emendas no processo da Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.

Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."

Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo.

Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época.

Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias própria que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.

Em 1995, voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.

Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde, criando os genéricos e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.

Em 1998, na cota do PDT, assume a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho.Vendo que o partido de Brizola estava decadente, ingressou no PT.

Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em engenharia nuclear e doutor em física, que coordenava oi grupo de transição.

Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.

Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.

Em 2006, elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerce até os dias de hoje. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.

De lá para cá, vem sendo imposta por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.