sábado, 14 de novembro de 2009
COVARDE LINCHAMENTO MORAL DE UMA ESTUDANTE
Enquanto o país está sendo literalmente roubado pelas gangs dos quarenta e seus cúmplices, que transformaram o poder público em um covil de bandidos, estudantes vândalos de um linchamento moral se preocupam com a saia curta de uma estudante. O fascismo de esquerda já toma conta das mentes apodrecidas pela falência cultural e educacional do país.
Por Geraldo Almendra
Uma “universidade” permitiu e uma turba de estudantes praticou um absurdo e covarde linchamento moral de uma estudante que trajava roupas que agrediram os “princípios” de gente sem princípios e apátrida, pois pactuam pela omissão, pelo silêncio da ausência de vaias, pela covardia ou pela cumplicidade, com a degradação moral das relações públicas e privadas.
Todos os dias as manchetes denunciam escândalos de roubo do dinheiro dos contribuintes por políticos e seus cúmplices.
Contra esses bandidos, “ocultos” responsáveis diretos pelas desgraças sociais do país, esse populacho da falência educacional e cultural não faz absolutamente nada, pois a organização que os comanda, a UNE, devidamente subornada pelas verbas públicas, simplesmente faz cara de paisagem para o poder público bandido que os financia e faz apenas a politicagem barata, conforme seus interesses, e que somente saiu em defesa da estudante apenas pela reação da sociedade e do poder público.
Quem, dessa gente que faz um estúpido assédio moral a uma estudante perseguida e ameaçada de estupro dentro de uma universidade somente porque estava de saia curta, desliga sua televisão durante os horários nobres das novelas que passam diariamente cenas de libertinagem sexual, desmoralização da instituição familiar e validação de comportamentos canalhas como novos padrões de sobrevivência na sociedade?
– Ninguém.
– Ninguém.
– Gente hipócrita, cantada em música por outro hipócrita que usou o cargo de ministro somente para se promover e não fazer nada pela cultura do país.
Quem nesse país acovardado, omisso, e subornado de todas as maneiras possíveis pode se dar ao direito de vaiar uma estudante somente porque estava de saia curta diante da impunidade em relação aos canalhas das gangs dos quarenta e seus cúmplices que continuam livres, leves e soltos?
Que moralidade é essa que permite na época de carnaval, em público, um padrão de nudez sem limites onde tudo é permitido, inclusive sexo explícito em bailes de carnaval?
Todos os anos socialites, famosas personalidades, ou atrizes podem sair praticamente nuas, sambando nos desfiles e recebendo aplausos, e não vaias ou xingamentos. Quanta hipocrisia desses baderneiros! É essa a geração que vai servir aos propósitos do fascismo de esquerda que domina o país.
Uma saia curta para esses arruaceiros hipócritas é muito mais grave do que termos uma candidata a presidente denunciada por roubos, assaltos e cumplicidade com assassinatos.
Será que eles têm coragem de gritar TERRORISTA para a Estela nas suas andanças pelo país do lado do Retirante Pinóquio? Não, porque sua coragem reside em perseguir uma estudante nos corredores de uma universidade.
Uma saia curta para esses omissos é muito mais grave do que termos um Poder Legislativo que virou um covil de bandidos sendo que nenhum desses canalhas ladrões dos contribuintes sofre qualquer ameaça dos agora “caras pintadas” de vermelho do petismo subornadas pelo Retirante Pinóquio.
Uma saia curta para esses hipócritas é muito mais grave do que a corrupção e o corporativismo sórdido que tomou conta do poder público e está fazendo do país o paraíso da corrupção dentro do poder público.
Que moral tem essa turba tem para linchar moralmente uma estudante enquanto o país está sendo dilapidado pelos bandidos que tomaram conta do poder público e nenhum deles sofre qualquer pressão desses mesmos estudantes quando transitam nos lugares públicos distribuindo sorrisos, apertos de mãos e abraços para os otários palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.
Na verdade os imorais são vocês baderneiros hipócritas que, de caras-pintadas lutaram para derrubar o Collor e, atualmente, fazem cara de paisagem para as absurdas falcatruas dos desgovernos petistas que, comparativamente, fazem de Collor um menino travesso que foi processado “injustamente”.
Na verdade vocês, linchadores da moralidade alheia, deviam ter vergonha de se olharem no espelho por serem incapazes de cercar nas ruas um político safado, corrupto, canalha e lhe pedir satisfações.
No que diz respeito à Universidade que avalizou essa estúpida agressão ao tentar expulsar a estudante, moralmente linchada por esses covardes, esperamos que o poder público cumpra o seu papel de puni-la exemplarmente, isto é, se não correr muito dinheiro para os cofres do submundo do corporativismo calhorda que domina o poder público.
"Com Lula no poder o Brasil tornou-se, de forma premeditada, um dos países mais corruptos do mundo, onde a população se deixa escravizar seis meses ao ano para, entre outras mazelas, financiar o incontrolável aparelhamento da máquina pública, a bilionária propaganda enganosa, os "movimentos sociais" criminosos, as incontáveis Ongs parasitárias, o fausto palaciano, os partidos políticos de aluguel, programas sociais fraudulentos, etc., para não falar no enriquecimento súbito e milionário de amigos e familiares - tudo a funcionar com a precisão de um cronômetro suíço, como de resto recomenda a boa prática do "socialismo democrático".
Por que vocês, covardes linchadores morais, não cercam os canalhas do poder público que estão destruindo nosso país?
Uma saia curta para vocês é mais importante do que permitir que o Brasil seja definitivamente entregue ao fascismo esquerdista que quer colocar uma terrorista no poder para garantir que joguem debaixo do tapete todas as sujeiras do petismo, garantindo a volta ao poder do mais sórdido político de nossa história.
Vocês, linchadores morais, merecem, no amanhã, serem perfilados em um paredão ou entrar na fila de uma cova coletiva no caso de desobediência ao covil de bandidos cujas atitudes são aceitas sem restrições, sem vaias e sem xingamentos aos canalhas que transitam livremente nas vias públicas.
Para quem quiser assistir os atos covardes da nova juventude brasileira, fruto da falência educacional e cultural do país, segue o link que mostra a estupidez cometida contra a estudante.
11/novembro/2009
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LINCHAMENTO MORAL estudantes
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Se o mundo fosse quadrado poluição não seria tão terrível
“Então, essa questão do clima é delicada por quê?
Porque o mundo é redondo.
Se o mundo fosse quadrado ou retangular, e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá.
Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído (?????????????), a responsabilidade é de todos”.
Porque o mundo é redondo.
Se o mundo fosse quadrado ou retangular, e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá.
Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído (?????????????), a responsabilidade é de todos”.
Lula
Resposta ao Leitor do Blog: Sr Eric C.Veloso
Obs: O texto vai na íntegra:
Eric C. Veloso deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Socialismo - Ensaio 2":
Que post sem fundamento em amigo. De onde vc tirou todas essas informações caluniosas sobre Cuba?
Lá é um país de regime socialista, que visa o melhor para o povo, e uma igualdade mais justa. Esse sistema que vivemos aqui não tem nada de democrático.
Democrático pra vc, que está sentado comendo big mcs e tomando coca-cola, e que julga ter batalhado para ter conseguido isso...puff...se continuarmos com esse sistema, a unica saida para o planeta é a extinção da raça humana.
Se vc continuar com esse "american way of life" vc precisará de sete mundos para consumir o que eles consomem. Acorde e enchergue um mundo melhor, onde as pessoas consomem só o necessário, e tem o melhor estudo e a melhor saude.
Viva a America Latina, viva o socialismo, viva a revolução!
Que post sem fundamento em amigo. De onde vc tirou todas essas informações caluniosas sobre Cuba?
Lá é um país de regime socialista, que visa o melhor para o povo, e uma igualdade mais justa. Esse sistema que vivemos aqui não tem nada de democrático.
Democrático pra vc, que está sentado comendo big mcs e tomando coca-cola, e que julga ter batalhado para ter conseguido isso...puff...se continuarmos com esse sistema, a unica saida para o planeta é a extinção da raça humana.
Se vc continuar com esse "american way of life" vc precisará de sete mundos para consumir o que eles consomem. Acorde e enchergue um mundo melhor, onde as pessoas consomem só o necessário, e tem o melhor estudo e a melhor saude.
Viva a America Latina, viva o socialismo, viva a revolução!
RESPOSTA DO AUTOR DO TEXTO "Socialismo - Ensaio 2": SR. RIVADAVIA ROSA
O 'admirável mundo novo’ que prometia ser o paraíso terrestre’, revelou ser a maior tragédia (des) humana do século passado e ainda em pleno século XXI há quem o defenda.
a sedução da barbárie DAs ‘VIÚVAS DO MURO DE BERLIM’ - já não é nada pungente – mas criminosa. O nível de informação existente, inclusive com relação a Ilha Cárcere de Cuba – permite que se forme uma idéia real do que se passou e passa ainda em pleno século XXI. Defender seu comandante e general-irmão-democida-presidente é apologia ao crime.
Porém,
“Si no hacemos todo lo que está a nuestro alcance para que esto cambie positivamente después no deberíamos quejarnos o llorar sobre la leche derramada. Y no hay que desfallecer - al menos no cansarse en partidas”. Martín Fierro
A GÊNESE SOCIALISTA (fascismo-comunismo-nazismo) – em sua ‘principiologia’ cínica, hipócrita, mentirosa, violenta e criminosa - decididamente não tem limites.
Os crimes de Lênin e Stálin foram aplaudidos pelos comunistas do mundo inteiro (nos anos 20 a 50 do século XX) (muitos ainda por cegueira ideológica não acreditaram no ‘relatório secreto’ de Nikita Kruschev, primeiro-secretário, lido no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 24 de fevereiro de 1956 em que reconhece oficialmente os crimes do regime sob Stálin de pessoas inocentes – ou seja, da tragédia do comunismo russo); outros cinicamente aceitam a barbárie em nome da missão, assim como do Grande Timoneiro (anos 50-70) - cujos erros de MAO foram admitidos pelo Partido Comunista chinês em 1979; os de Pol Pot quando de sua condenação por genocídio; enquanto Fidel Castro, ainda no poder (nos estertores) continua negando as atrocidades cometidas na Ilha de Cuba, mas não deixa de ser objeto de amor patológico e adoração por esquerdistas brasileiros e latino americanos, alguns chegando até a prantos histéricos em sua presença.
O ESTATUTO DE ROMA DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL aprovado em 17/07/1998 (assinado em 07/02/2000 e aprovado pelo Brasil pelo Decreto Legislativo n.º 112, de 2002- publicado no DSF, de 30/04/2002, no D.O.U. de 07/06/2002 e promulgado pelo Decreto n.º 4.388, de 25/09/2002, no D.O.U. de 26/09/2002) – criou a Corte Penal Internacional – e em seu artigo 6.º define CRIME DE GENOCÍDIO e, no 7.º os CRIMES CONTRA A HUMANIDADE (lesa humanidade) que podem ser cometidos por um Estado ou uma organização e, no artigo 29 – declara sua imprescritibilidade. Confira:
“Artigo 6o - Crime de Genocídio
Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por "genocídio", qualquer um dos atos que a seguir se enumeram, praticado com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal:
a) Homicídio de membros do grupo;
b) Ofensas graves à integridade física ou mental de membros do grupo;
c) Sujeição intencional do grupo a condições de vida com vista a provocar a sua destruição física, total ou parcial;
d) Imposição de medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo;
e) Transferência, à força, de crianças do grupo para outro grupo.
Artigo 7o - Crimes contra a Humanidade
1. Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por "crime contra a humanidade", qualquer um dos atos seguintes, quando cometido no quadro de um ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil, havendo conhecimento desse ataque:
a) Homicídio;
b) Extermínio;
c) Escravidão;
d) Deportação ou transferência forçada de uma população;
e) Prisão ou outra forma de privação da liberdade física grave, em violação das normas fundamentais de direito internacional;
f) Tortura;
g) Agressão sexual, escravatura sexual, prostituição forçada, gravidez forçada, esterilização forçada ou qualquer outra forma de violência no campo sexual de gravidade comparável;
h) Perseguição de um grupo ou coletividade que possa ser identificado, por motivos políticos, raciais, nacionais, étnicos, culturais, religiosos ou de gênero, tal como definido no parágrafo 3o, ou em função de outros critérios universalmente reconhecidos como inaceitáveis no direito internacional, relacionados com qualquer ato referido neste parágrafo ou com qualquer crime da competência do Tribunal;
i) Desaparecimento forçado de pessoas;
j) Crime de apartheid;
k) Outros atos desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou a saúde física ou mental.
2. Para efeitos do parágrafo 1o:
a) Por "ataque contra uma população civil" entende-se qualquer conduta que envolva a prática múltipla de atos referidos no parágrafo 1o contra uma população civil, de acordo com a política de um Estado ou de uma organização de praticar esses atos ou tendo em vista a prossecução dessa política;
b) O "extermínio" compreende a sujeição intencional a condições de vida, tais como a privação do acesso a alimentos ou medicamentos, com vista a causar a destruição de uma parte da população;
c) Por "escravidão" entende-se o exercício, relativamente a uma pessoa, de um poder ou de um conjunto de poderes que traduzam um direito de propriedade sobre uma pessoa, incluindo o exercício desse poder no âmbito do tráfico de pessoas, em particular mulheres e crianças;
d) Por "deportação ou transferência à força de uma população" entende-se o deslocamento forçado de pessoas, através da expulsão ou outro ato coercivo, da zona em que se encontram legalmente, sem qualquer motivo reconhecido no direito internacional;
e) Por "tortura" entende-se o ato por meio do qual uma dor ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais, são intencionalmente causados a uma pessoa que esteja sob a custódia ou o controle do acusado; este termo não compreende a dor ou os sofrimentos resultantes unicamente de sanções legais, inerentes a essas sanções ou por elas ocasionadas;
f) Por "gravidez à força" entende-se a privação ilegal de liberdade de uma mulher que foi engravidada à força, com o propósito de alterar a composição étnica de uma população ou de cometer outras violações graves do direito internacional. Esta definição não pode, de modo algum, ser interpretada como afetando as disposições de direito interno relativas à gravidez;
g) Por "perseguição'' entende-se a privação intencional e grave de direitos fundamentais em violação do direito internacional, por motivos relacionados com a identidade do grupo ou da coletividade em causa;
h) Por "crime de apartheid" entende-se qualquer ato desumano análogo aos referidos no parágrafo 1°, praticado no contexto de um regime institucionalizado de opressão e domínio sistemático de um grupo racial sobre um ou outros grupos nacionais e com a intenção de manter esse regime;
i) Por "desaparecimento forçado de pessoas" entende-se a detenção, a prisão ou o seqüestro de pessoas por um Estado ou uma organização política ou com a autorização, o apoio ou a concordância destes, seguidos de recusa a reconhecer tal estado de privação de liberdade ou a prestar qualquer informação sobre a situação ou localização dessas pessoas, com o propósito de lhes negar a proteção da lei por um prolongado período de tempo.
3. Para efeitos do presente Estatuto, entende-se que o termo "gênero" abrange os sexos masculino e feminino, dentro do contexto da sociedade, não lhe devendo ser atribuído qualquer outro significado.”
...
Artigo 29 - Imprescritibilidade
Os crimes da competência do Tribunal não prescrevem.
Onde procurar as causas do apagão - 1
Quem quiser entender como e por quê o apagão da noite de segunda-feira aconteceu deve esquecer a história do "evento climático inédito na história deste país".
E também pode deixar de lado a história do transformador danificado por um raio.
As melhores pistas disponíveis até agora estão em documentos públicos do Operador Nacional do Sistema, o ONS, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério do Planejamento. Embora o vocabulário técnico seja quase indecifrável por leigos munidos apenas de boa vontade, a história que esses documentos contam é simples.
Não é de hoje que falta manutenção adequada às torres das linhas de transmissão que ligam Foz do Iguaçu, no Paraná, à subestação de Tijuco Preto, em Mogi das Cruzes.
Na verdade, a impressão que se tem, ao ler os documentos oficiais, é que as torres do sistema de transmissão de Itaipu nunca pararam em pé direito.
Há anos, uma verdadeira novela se desenrola em torno do seu reforço.
Em 2004, o TCU analisou contratos emergenciais feitos por Furnas entre 1997 e 2000 para o reforço de 149 torres do sistema.
No documento, do TCU afirma, com base em informações fornecidas por Furnas, que: em 1982, ventos fortes destruíram 39 torres do sistema; entre novembro de 1997 e abril de 1998 caíram 17 torres desse mesmo sistema, o que levou ao desligamento de alguns circuitos por até seis dias e meio.
Segundo o relatório, outras dez torres já haviam caído em anos anteriores.
Havia uma suspeita de que Furnas contratara de forma irregular as tais obras de reparação das torres. O ministro do tribunal Ubiratan Aguiar, que assina o relatório, diz que as obras eram necessárias, e explica seu ponto de vista.
"Ademais, cabe consignar a urgência das obras de reforço das torres do Sistema de Transmissão de Itaipu (..), com vistas a se evitar novos acidentes, cuja extensão e conseqüências, embora imprevisíveis, certamente seriam desastrosas para o país".
No mesmo ano de 2004, o relatório de planejamento do sistema elétrico para aquele ano fala novamente na necessidade de reforço das torres que ligam Itaipu a São Paulo de onde a energia é distribuída aos outros estados.
"Estão previstas obras de reforço estrutural nas torres das linhas de transmissão em 765 kV Foz do Iguaçu-Ivaiporã e Ivaiporã-Itaberá, pertencentes a FURNAS, com duração de 5 meses corridos", diz, na página 33, o ONS.
As obras foram programadas para ocorrer entre maio e setembro de 2005. Mas, em junho de 2005, auditoria (ver página 9) da Controladoria Geral da União, a CGU, mostra que, neste ano, não houve nem orçamento e nem gasto nenhum com o reforço das torres.
Justificativa de Furnas: "Este empreendimento depende de autorização do ONS para o desligamento das LT, para que os reforços nas torres sejam efetuados, o que não ocorreu em 2005".
Três anos depois, em 2007, o ONS continuava prevendo (páginas 201 e 202) o reforço de torres no sistema de transmissão de Itaipu.
Ou seja, mesmo que algo tenha sido feito entre 2006 e 2007, ainda havia torres precisando de manutenção.
O relatório de 2007 faz ainda uma avaliação sobre um novo esquema de emergência para evitar problemas, caso duas das três torres fossem afetadas por ventos fortes e tornados, comuns naquela região.
Segundo o texto, o trecho que liga Foz do Iguaçu ao município de Ivaiporã poderia suportar uma queda dupla, mas o trecho seguinte, que liga Ivaiporã a Itaberá (SP) e Tijuco Preto (SP) não agüentariam.
"Os equipamentos terminais do circuito remanescente, disjuntores, bobinas de bloqueio, TCs e chaves seccionadoras ainda ficam submetidos a um carregamento superior ao máximo admissível."
A novela não termina aí.
Outro documento, a dotação orçamentária de Furnas para 2009, mostra que, neste ano, havia 1,3 milhão de reais disponíveis para as obras de reforço das famigeradas torres. Mas, até julho, nenhum real foi gasto.
Ou seja, minha gente: as autoridades envolvidas com a operação e o planejamento do setor elétrico sabiam (ou pelo menos deviam saber) há muitos anos, que essas torres, tão importantes para o abastecimento de energia do Brasil, estavam em situação frágil.
Chegou-se até a estudar esquemas de emergência para minimizar o efeito dos ventos, tufões ou mini-tornados.
O Ministério das Minas e Energia afirma que, ao contrário do que aconteceu de outras vezes, desta vez não houve queda de torres, mas sim um raio muito forte, tão forte que desligou as três linhas ao mesmo tempo.
Pode-se até argumentar que nada poderia ser capaz de deter esse raio tão poderoso. Mas a história que esses documentos contam mostra que havia, sim, providências possíveis para evitar que o impacto de uma forte tempestade prejudicasse o abastecimento de energia.
Dizer agora que foi culpa do clima ou do transformador estragado não adianta muita coisa. E também não exime de responsabilidade quem deveria ter tomado providências.
p.s. 1. passei a tarde tentando contato com algum assessor de imprensa do ONS, sem sucesso
p.s.2. todos os documentos descritos neste post foram enviados a Furnas, acompanhados de pedidos de explicação. Até agora, não obtive resposta
p.s.3. se você achou que os fatos acima ainda não são suficientes para explicar o que aconteceu na última terça-feira à noite, saiba que ainda tem mais.
No próximo post
E também pode deixar de lado a história do transformador danificado por um raio.
As melhores pistas disponíveis até agora estão em documentos públicos do Operador Nacional do Sistema, o ONS, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério do Planejamento. Embora o vocabulário técnico seja quase indecifrável por leigos munidos apenas de boa vontade, a história que esses documentos contam é simples.
Não é de hoje que falta manutenção adequada às torres das linhas de transmissão que ligam Foz do Iguaçu, no Paraná, à subestação de Tijuco Preto, em Mogi das Cruzes.
Na verdade, a impressão que se tem, ao ler os documentos oficiais, é que as torres do sistema de transmissão de Itaipu nunca pararam em pé direito.
Há anos, uma verdadeira novela se desenrola em torno do seu reforço.
Em 2004, o TCU analisou contratos emergenciais feitos por Furnas entre 1997 e 2000 para o reforço de 149 torres do sistema.
No documento, do TCU afirma, com base em informações fornecidas por Furnas, que: em 1982, ventos fortes destruíram 39 torres do sistema; entre novembro de 1997 e abril de 1998 caíram 17 torres desse mesmo sistema, o que levou ao desligamento de alguns circuitos por até seis dias e meio.
Segundo o relatório, outras dez torres já haviam caído em anos anteriores.
Havia uma suspeita de que Furnas contratara de forma irregular as tais obras de reparação das torres. O ministro do tribunal Ubiratan Aguiar, que assina o relatório, diz que as obras eram necessárias, e explica seu ponto de vista.
"Ademais, cabe consignar a urgência das obras de reforço das torres do Sistema de Transmissão de Itaipu (..), com vistas a se evitar novos acidentes, cuja extensão e conseqüências, embora imprevisíveis, certamente seriam desastrosas para o país".
No mesmo ano de 2004, o relatório de planejamento do sistema elétrico para aquele ano fala novamente na necessidade de reforço das torres que ligam Itaipu a São Paulo de onde a energia é distribuída aos outros estados.
"Estão previstas obras de reforço estrutural nas torres das linhas de transmissão em 765 kV Foz do Iguaçu-Ivaiporã e Ivaiporã-Itaberá, pertencentes a FURNAS, com duração de 5 meses corridos", diz, na página 33, o ONS.
As obras foram programadas para ocorrer entre maio e setembro de 2005. Mas, em junho de 2005, auditoria (ver página 9) da Controladoria Geral da União, a CGU, mostra que, neste ano, não houve nem orçamento e nem gasto nenhum com o reforço das torres.
Justificativa de Furnas: "Este empreendimento depende de autorização do ONS para o desligamento das LT, para que os reforços nas torres sejam efetuados, o que não ocorreu em 2005".
Três anos depois, em 2007, o ONS continuava prevendo (páginas 201 e 202) o reforço de torres no sistema de transmissão de Itaipu.
Ou seja, mesmo que algo tenha sido feito entre 2006 e 2007, ainda havia torres precisando de manutenção.
O relatório de 2007 faz ainda uma avaliação sobre um novo esquema de emergência para evitar problemas, caso duas das três torres fossem afetadas por ventos fortes e tornados, comuns naquela região.
Segundo o texto, o trecho que liga Foz do Iguaçu ao município de Ivaiporã poderia suportar uma queda dupla, mas o trecho seguinte, que liga Ivaiporã a Itaberá (SP) e Tijuco Preto (SP) não agüentariam.
"Os equipamentos terminais do circuito remanescente, disjuntores, bobinas de bloqueio, TCs e chaves seccionadoras ainda ficam submetidos a um carregamento superior ao máximo admissível."
A novela não termina aí.
Outro documento, a dotação orçamentária de Furnas para 2009, mostra que, neste ano, havia 1,3 milhão de reais disponíveis para as obras de reforço das famigeradas torres. Mas, até julho, nenhum real foi gasto.
Ou seja, minha gente: as autoridades envolvidas com a operação e o planejamento do setor elétrico sabiam (ou pelo menos deviam saber) há muitos anos, que essas torres, tão importantes para o abastecimento de energia do Brasil, estavam em situação frágil.
Chegou-se até a estudar esquemas de emergência para minimizar o efeito dos ventos, tufões ou mini-tornados.
O Ministério das Minas e Energia afirma que, ao contrário do que aconteceu de outras vezes, desta vez não houve queda de torres, mas sim um raio muito forte, tão forte que desligou as três linhas ao mesmo tempo.
Pode-se até argumentar que nada poderia ser capaz de deter esse raio tão poderoso. Mas a história que esses documentos contam mostra que havia, sim, providências possíveis para evitar que o impacto de uma forte tempestade prejudicasse o abastecimento de energia.
Dizer agora que foi culpa do clima ou do transformador estragado não adianta muita coisa. E também não exime de responsabilidade quem deveria ter tomado providências.
p.s. 1. passei a tarde tentando contato com algum assessor de imprensa do ONS, sem sucesso
p.s.2. todos os documentos descritos neste post foram enviados a Furnas, acompanhados de pedidos de explicação. Até agora, não obtive resposta
p.s.3. se você achou que os fatos acima ainda não são suficientes para explicar o que aconteceu na última terça-feira à noite, saiba que ainda tem mais.
No próximo post
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causas do apagão
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Apagaram o Brasil de vez.....

Imagem: Silsaboia
Apagaram o Brasil de vez.....
they turn off the light...
Por Silsaboia
terça-feira, 10 de novembro de 2009
"O roubo é de bilhões de dólares"
Alvaro Dias: "O roubo é de bilhões de dólares", mas o governo não aceita que a CPI investigue a Petrobras
"Até o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que a Petrobrás gasta demais", referindo-se à sua sociedade com a Petrobras para construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Conforme Álvaro Dias, só nesta refinaria pode ser constatado um superfaturamento de 2 bilhões de dólares. Disse que a refinaria inicialmente iria custar 4 bilhões de dólares, mas o valor já subiu para 12 bilhões de dólares.
O senador paranaense informou que os partidos de oposição estão encaminhando ao Ministério Público 18 representações para que a instituição investigue denúncias que envolvem a estatal, seus fornecedores e funcionários.
Além da refinaria Abreu e Lima, os partidos de oposição propõem que sejam aprofundadas investigações no projeto de recuperação do sistema de produção de óleo e gás natural na região norte, nas obras de adequação da refinaria Gabriel Passos e na compra da Suzano Petroquímica pela Petrobrás.
Nesses casos, disse Álvaro Dias, existem indícios de improbidade administrativa.
Em dois anos, a Petrobras contratou serviços no valor de R$ 38 bilhões sem que fossem feitas concorrências e os oposicionistas querem que o Ministério Público examine esses contratos.
Álvaro Dias sustentou ainda que houve crime de responsabilidade na venda de refinarias para o governo da Bolívia por preço inferior ao valor de mercado.
- Na verdade, na CPI fomos impedidos de ter acesso a documentos, a informações, a sindicâncias internas realizadas pela Petrobras, a inquéritos, a contratos, a convênios, a prestação de contas.
Fomos impedidos de convocar pessoas para depor, até mesmo presos na Operação Águas Profundas.
Quem convocaríamos?
CPI para ouvir apenas o governo?
A CPI se transformou num palco para atender os interesses do governo e o seu proselitismo administrativo, escondendo desmandos, desvios, desvios constatados pelo Tribunal de Contas, pelo Ministério Público - acrescentou o senador paranaense.
Ele foi apoiado, em aparte, pelo senador Antonio Carlos Junior (DEMO-BA).
Da Redação / Agência Senado
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roubo Petrobras bilhões dólares
domingo, 8 de novembro de 2009
Charge do dia...
"Na próxima conversa que eu tiver com o Obama, vou dizer:
Faça o SUS. Custa mais barato e é de qualidade."
www.sponholz.arq.br
sábado, 7 de novembro de 2009
Polícia Federal suspende delegado Protógenes por 60 dias, diz ministério
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz na Câmara, em março passado
(Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Delegado foi responsável pelas investigações da Operação Satiagraha.
'Ainda que seja suspensão, eu não sou bandido', disse, em São Paulo.
Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Shin Oliva Suzuki e Maria Angélica de Oliveira Do G1, em São Paulo
Shin Oliva Suzuki e Maria Angélica de Oliveira Do G1, em São Paulo
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz foi suspenso por 60 dias de sua função, informou nesta sexta-feira a assessoria do ministro Tarso Genro (Justiça).
A informação da suspensão foi confirmada após Protógenes ter dado entrevistas em que dizia ter sido demitido da corporação por ter participado de um comício eleitoral em Poços de Caldas, o que ele nega.
"Ainda que seja suspensão, eu não sou bandido. Ainda existem juízes dignos e honestos neste país "
O caso será agora analisado pela assessoria jurídica do ministério. Mesmo com a suspensão, Protógenes continuará a receber salário, informou a assessoria do ministro Tarso Genro. No G1.
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Operação Satiagraha
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Marina não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem."
Caetano diz preferir Marina e chama Lula de 'analfabeto'
AE - Agencia Estado
O cantor Caetano Veloso anunciou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, sua decisão de votar na senadora Marina Silva para a Presidência da República, que, segundo ele, é uma mistura de Barack Obama (presidente dos Estados Unidos) e Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "analfabeto".
"Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem."
Apesar de já ter divulgado sua preferência na eleição do ano que vem, Caetano afirmou que todos os nomes que têm se apresentado como possíveis sucessores do presidente Lula tem "nível bom". "Vou falar em Aécio (Aécio Neves, governador de Minas Gerais pelo PSDB), de quem eu gosto muito. Talvez seja meu favorito entre os gestores.
Porque acho que o Serra (José Serra, governador paulista, também do PSDB) talvez ficasse mais isolado que o Aécio. E a (ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT) Dilma Rousseff talvez ficasse muito presa ao esquema estabelecido de ocupação dos espaços estatais pelo governo do PT."
Ao falar sobre a capacidade da pré-candidata do PV de gerir o País, caso vença as eleições do ano que vem, o cantor afirmou que a senadora "é muito responsável e muito sensata".
"Se empenhar as energias para ganhar e se tornar capaz disso, ela levará a sensatez ao ponto de poder gerir. Suponho que agora ela não parece ter essa capacidade (de gerir), com as coisas como estão", disse.
Caetanar
O Caetano Veloso deu dois tiros, mas só acertou um. A D. Marina Silva já vestiu o boné dos sem terra, não se desvencilhou dos petralhas e, eleita, nada poderá fazer para mudar "tudo isto que aí está" ou se preferirem, "esta herança maldita" deixada nos 8 anos de lulismo, de impunidade, de corrupção, de "verbas não capitalizadas", de dolar na cueca, de aloprados, de obras super faturadas e que nunca saem do papel (mas são inauguradas), de processar e demitir quem denuncia, de censurar o Estadão em favor de apaniguados, fora o que não sei.
Caetano, vá beijar o Gil de novo e vê se estamos lá na esquina.
Qui, 05/11/09 19:38 , vmassoni@estadao.com.br
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Caetano Veloso,
eleições 2010,
Entrevista
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Olha Lula de novo aí gente!
OS INSUPORTÁVEIS
PERNAMBUCO
Olha Lula de novo aí gente!
Olha Lula de novo aí gente!
O presidente é um arroz de festa insuportável aqui no nosso estado, quando se vira para um lado, lá está ele, olha-se para o outro está a sua ministra candidata, com seu sorriso eleitoral, está na hora DA oposição local, providenciar uma vaia nordestina para a dupla, igual aquela do Maracanã. Vaia é a kriptonita dessa gente
Fontes: Blog do Josias de Souza, Jornal do Comércio
Hoje à tarde, o presidente chega outra vez a Recife, chega a ser um castigo. O governo do Estado todo pára e as facções do PT ficam prometendo que Presidente falará com else, mas nunca acontece. Essa é a sétima viagem do presidente Luiz Inácio Lula DA Silva (PT) a Pernambuco, contadas só as desse ano e está previsto pelo menos mais duas até dezembro.
É redundante, mas só para realçar registramos que ele estará acompanhado DA ministra DA Casa Civil e presidenciável pelo PT, Dilma Rousseff, completamente desnecessária e mesmo inútil, levando-se em conta a agenda do presidente em Recife.
Lula chega por Volta das 16h na base aérea do Recife, vindo de Brasília, para participara do Congresso DA Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva (Abrasco).
O presidente participará DA sessão especial de celebração dos centenários de Josué de Castro – pesquisador pernambucano que mapeou a fome no Brasil – e DA descoberta DA Doença de Chagas. Mais uma oportunidade para o presidente falar do combate à fome e à miséria, um dos seus temas prediletos, esquecendo OS índices alarmantes e recordes de mortes por doenças endêmicas, como dengue e gripe suína, que o seu governo detém.
Não falará certamente do desastre que tem sido a política de saúde do seu governo, nas mãos do inoperante “Temporão”, que também estará presente.
Do Recife acompanhado do Ministro DA Fazenda, Guido Mantega e das Relações Exteriores, Celso Amorim Lula segue para Londres onde FICA até sexta-feira.
Vai se encontrar com a Rainha Elisabeth II e com o primeiro-ministro Gordon Brown.
No dia 14 de novembro, Lula deverá voltar ao Recife, dessa vez para assistir à avant-première do filme Lula, o filho do Brasil, no mesmo Teatro Guararapes, onde fala hoje, em sessão para convidados. E ainda deve retornar mais uma vez antes do fim do ano, para participar DA inauguração DA fábrica de laticínios DA Perdigão, em Bom Conselho, no interior do estado, com Dilma e tudo mais.
Dizem que esse gostar de Pernambuco é porque Eduardo Campos sempre lhe proporciona uma noitada regada a uísque. Os dois se enfrentam em maratonas de malte envelhecido. Os porres de Lula em Pernambuco são tão sério que Dona Marisa, nunca mais quis integrar as comitivas pernambucanas do presidente. Não deve ser verdade.
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Lula Dilma insuportaveis
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ele não é milionário, é bilionário...
MILIONÁRIOS NÃO DEIXAM DE SER MILIONÁRIOS!
“Os pobres dos países ricos são menos
pobres do que os pobres dos países pobres.
Mas os ricos dos países pobres não são
mais pobres do que os ricos dos países ricos!”
Jô Soares
pobres do que os pobres dos países pobres.
Mas os ricos dos países pobres não são
mais pobres do que os ricos dos países ricos!”
Jô Soares
Waldo Luís Viana*
Milionários, governando o povo, não dão certo, a não ser para eles próprios! Eis aí o cerne do drama do Rio de Janeiro.
Os milionários não podem e não querem resolver nossos problemas de segurança e violência, porque só pensam em aumentar as fortunas e, quando se voltam para a vida pública, ocupam-se em dilatar o próprio poder, colonizando a máquina estatal e visando às próprias reeleições ou de seus seguidores.
O objetivo, como classe, é fazer carreira, sempre atrás do objetivo oculto: a “convivência agradecida” com os poderes federais e a presidência da República.
Fora desse estreito círculo, a interlocução é apressada, pouco respeitada e vista de cima para baixo, isto é, o milionário governante raciocina mais ou menos assim: “estou falando com algum emergente que pretende melhorar de vida, convencendo-me de algum tópico ou tema de seu estrito interesse”. E se aborrece com as audiências, mudando logo de assunto!
Nesse cenário, é óbvio que as “soluções” são sempre paliativas e não ousam tocar nas questões de fundo.
Ouvimos os papos antigos de reunificação das polícias, refundação do aparelho de segurança, utilização das forças armadas para patrulhar as fronteiras, ocupação dos morros com contingentes do Exército, enfim, um blá-blá-blá quase mórbido, diante da realidade de mais de mil favelas e de três ou quatro organizações de traficantes, armados até os dentes, dominando a geografia carioca de cima para baixo – tudo isso misturado à eterna e inefável corrupção policial, que já virou até objeto de troça no plano internacional.
São oferecidos os mesmos remédios:
aumento de verbas para aplicar nas polícias, sempre desaparelhadas e mal remuneradas;
aumento da repressão, chamada pomposamente de “enfrentamento”, com a “pacificação” posterior de umas dez favelas (em mil), sob ocupação permanente;
transferência da cúpula do tráfico para prisões federais, já que as penitenciárias cariocas são hotéis de primeira classe, e algumas pálidas medidas de inclusão do Estado ausente, nas favelas.
As populações pobres, sob protesto difuso, reagem desesperadas e queimam pneus e ônibus, recebendo em troca milhões de balas perdidas de bandidos e autoridades policiais.
E as migalhas dos milionários são oferecidas às comunidades, logo depois, mediante discursos e bandas de música: sempre os mesmos paliativos, concedidos senhorialmente por quem acha que o povinho é muito burro e aceita qualquer coisa!
Todos sabem, inclusive o governo federal, que as políticas indicadas são mero enxugamento de gelo, porque são objetivos estratégicos gerenciados por milionários.
No íntimo, essas figuras que nos governam não entendem como são tão exitosos em suas atividades econômicas, financeiras, comerciais e agrárias, mas não conseguem controlar a realidade da bandidagem, a opinião pública e a pressa dos fatos.
Como cinderelas e maria antonietas vão vivendo, entre jantares pomposos, viagens contínuas ao exterior, hotéis cinco estrelas e reuniões intermináveis – sempre retorcendo os fatos e não tocando no fundamental.
Porque o fundamental para os milionários não é a nossa segurança nem tampouco as necessidades reais do povo.
Eles têm outros objetivos: precisam de recursos (vejam só!) para ser reconduzidos nas próximas eleições, pessoalmente ou por prepostos, seguidores e colaboradores, aplicando-se jeitosamente na criação dos caixas 2 e 3.
Afinal, milionário não quer deixar de ser milionário e, para tanto, precisa continuar colonizando e privatizando a máquina estatal, aproveitando as brechas da lei de concorrências e licitações, na certeza de que necessita de verbas para continuar comprando indefinidamente políticos e cabos eleitorais e de que dinheiro público não é realmente na prática propriedade de ninguém...
Milionário no Brasil não quer deixar nada para a posteridade. Não tem aquela hipocrisia calvinista norte-americana de legar alguma coisa para filhos e netos dos outros. Milionário brasileiro é sempre pelo aqui e agora (Mateus, primeiro os meus!) e pela manutenção do poder a qualquer custo, não acreditando em Deus nem em predestinação...
Os esquemas já estão todos prontos e são invulneráveis, porque geridos pelos colonizadores públicos, que tratam desde logo de desativar as máquinas de fiscalização, esquálidas e pouco sofisticadas, para não serem inibidos nas eternas práticas de superfaturamento de orçamentos, obras e verbas.
Tudo diluído entre lobistas, empreiteiras, ONGs, empresas de fachada, paraísos fiscais e outras práticas que não vale a pena nomear aqui. Diante da capacidade mafiosa desses grupos, a traficância e a bandidagem são meras atividades de “peixes pequenos” – como disse nosso grande filósofo Fernandinho Beira-Mar.
Os petistas, ocupados nas prefeituras em “operar” no saneamento, no lixo e nas empresas de ônibus para obter reeleições e, no plano federal, com mensalões e PACs de fachada – não tocaram na essência da política dos milionários.
Como fazê-lo, se os atuais governantes são ambiciosos emergentes, espalhados pelas estatais com a aparelhagem pelega e sindicalista?
Brasília, nossa ilha de fantasia, expressão modernosa do polvo gigantesco e bandido, é um paraíso fiscal dentro do atônito Brasil, que olha toda a festa sem poder fazer nada, mas recebendo diligentemente as migalhas atenciosas dos governantes atentos.
Agora os milionários se voltam para as eleições de 2010. Será uma época de delirium tremens para as oligarquias e plutocracias. Depois de concederem o possível ao povo para receber os votos devidos, após as ridículas promessas oferecidas mesmo com Internet e vídeo tape, no alvorecer de janeiro de 2011 vão esquecer tudo o que disseram e cortar fundo na carne do populacho que aceita tudo e perde tudo, primeiro a vergonha, depois o poder, no leilão interminável de virtudes públicas.
O brasileiro nada pode diante desse quadro.
É uma raça agachada, em termos de cidadania, diante da majestade dos milionários. Uma luta desigual entre a maioria fraca e a minoria endinheirada, sempre forte e que não perde nunca!
A cúpula governista que está aí não mexeu nenhum tantinho no atual quadro dantesco e pouco evidente. Nesse sentido, o governo petista é superconservador, porque não interfere no fundamental.
*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta, milionário
espiritual e se diverte muito. Escreveu, em 1988, um livrinho sobre abuso de poder econômico nos pleitos eleitorais: Eleições, a Verdade do Seu Voto, hoje arquivado na Biblioteca do Congresso norte-americano, e disponível em algumas editoras pela Internet.
Teresópolis, 29 de outubro de 2009.
A pergunta que não quer calar...
Caixa paga festa de Toffoli e STF amarga desgaste
AE - Agencia Estado
Mal tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dias Toffoli já causa desgaste à imagem da instituição por conta do patrocínio de R$ 40 mil da Caixa Econômica Federal (CEF) à sua festa de posse. "É claro que é um desgaste para ele e para a instituição também, mas só posso presumir que ele não estava a par disso", observa o ministro Marco Aurélio Mello.
Em sua defesa, o ministro afirma que não tinha conhecimento do patrocínio da CEF à recepção organizada por associações ligadas à magistratura, caso que foi revelado pelo jornal "Folha de S.Paulo".
"A festa não foi iniciativa minha nem do Supremo. Eu fui apenas um convidado", argumenta o ministro.
"Não pedi festa nenhuma e não sei onde obtiveram o dinheiro. Supus que os recursos vieram dos associados, mas de onde veio o dinheiro não é problema meu", reagiu o ministro. "É problema de quem ofertou, e não meu."
"Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita", completa o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli.
"É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?", argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A pergunta que não quer calar...
Quem mandou a Caixa pagar a festa?
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Caixa Toffoli STF
domingo, 1 de novembro de 2009
Para onde vamos?
Fernando Henrique Cardoso
É mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos?
Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes.
Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?
Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original.
Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal.
Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarzinho, quase sem que se perceba, a se moldar a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada?
Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista" deveria ter sido banido, e não foi.
Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?
Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante?
Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional.
Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o".
Em pauta temos a Transnordestina, o Trem Bala, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU.
Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "minha casa, minha vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil-potência".
Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil.
Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar "L"État c"est moi".
Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico.
Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites.
Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo.
Este último tem método.
Estado e sindicatos, estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos alto-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados.
Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão.
Estes são "estrelas novas".
Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.
Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna.
É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo).
Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas".
Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições.
Comecei com para onde vamos?
Termino dizendo que é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.
Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes.
Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?
Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original.
Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal.
Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarzinho, quase sem que se perceba, a se moldar a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada?
Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista" deveria ter sido banido, e não foi.
Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?
Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante?
Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional.
Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o".
Em pauta temos a Transnordestina, o Trem Bala, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU.
Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "minha casa, minha vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil-potência".
Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil.
Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar "L"État c"est moi".
Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico.
Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites.
Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo.
Este último tem método.
Estado e sindicatos, estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos alto-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados.
Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão.
Estes são "estrelas novas".
Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.
Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna.
É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo).
Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas".
Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições.
Comecei com para onde vamos?
Termino dizendo que é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.
LULA FOR EVER
LULA FOR EVER
POR GUILHERME FIUZA
Hugo Chávez tem razão: Lula e Jesus Cristo se parecem muito. Só não são a mesma pessoa porque o primeiro não foi para a cruz. Espera-se que nunca vá.
Entre vivas à democracia, o presidente venezuelano defendeu o terceiro mandato do governante brasileiro. “Se tem 80% de aprovação, por que sair?” O Palácio do Planalto ainda acaba nas mãos de uma junta reunindo Corinthians, Flamengo, Tony Ramos, Juliana Paes e o mais tocado grupo de pagode do momento.
Talvez Chávez tenha razão. Brasileiros de todas as correntes precisam admitir, de uma vez por todas, que Lula está acima do bem e do mal.
Chirac, Mitterrand, Helmut Kohl e outras lendas da democracia ocidental se enrolaram com problemas de contabilidade partidária. O publicitário que fez a campanha presidencial de Lula confessou, ao vivo, para todo o Brasil, que recebeu por fora, num paraíso fiscal. A vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Um político que sai de uma dessas sem um arranhão é, no mínimo, um ser divino.
E divindades não aparecem assim a toda hora. É preciso preservá-las, cultuá-las. Por isso Hugo Chávez está correto.
O mais sensato hoje seria dar logo o terceiro mandato a Lula. Sem eleição. Uma divindade não pode se rebaixar a um escrutínio. O Brasil aclamaria Luiz Inácio Lula da Silva não por mais quatro anos, mas para sempre. Presidente vitalício.
O país passaria a ter um subpresidente, este sim sujeito a eleições. Enquanto Lula For Ever fosse venerado no rio São Francisco, e rodasse o território nacional para lançar seu filme, o subpresidente cuidaria da parte chata: governar.
Todos ficariam contentes. E as eleições aconteceriam entre candidatos de verdade, não entre a marionete de Lula e os adversários da marionete de Lula.
Está na hora de o Brasil acordar: no Planalto está um homem que caminha sobre as águas, sobre os dossiês, sobre as mesadas e as cuecas. Isso não é política, é religião.
Os mortais precisam deixá-lo nas alturas, com a devida veneração, e retornar logo à vida real. Antes que seja tarde.
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