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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

“PROGRAMA DE GOVERNO” (qualquer governo)


Por Geraldo Almendra


Certa vez fiz um artigo propondo minha candidatura para Presidente da República.

Na verdade foi uma intencional provocação para um General se tocar e perceber que o país estava - e ainda está - precisando de sua ousadia e coragem que o fizeram um dos mais brilhantes oficiais do Exército brasileiro.

Tive duas surpresas.     Aqui.

Comentário de Rivadávia Rosa ao post acima:


Aí tens duas advertências e um programa:

Os militares como deve ser numa democracia estão recolhidos à caserna, dominados ou mostrando o lado vermelho como fez o distinto general 'Chefe do Gabinete de Segurança Institucional' ou coisa assemelhada.

“Todos os partidos políticos acabam morrendo de engolir as próprias mentiras”. John Arbuthnot

Mesmo assim – arrisco um ‘programa da vida pública ou

“PROGRAMA DE GOVERNO”
(qualquer governo):

1. ASSEGURAR A PROSPERIDADE SOCIAL E GARANTIR A DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE DESEMPREGADOS;

2. FAVORECER A INOVAÇÃO, A FORMAÇÃO E A MODERNIZAÇÃO DO MODELO SOCIAL EM VIGOR;

3. MELHORAR OS MECANISMOS DE PROTEÇÃO DO AMBIENTE E GARANTIA DOS DIREITOS DOS CONSUMIDORES;

4. PRESERVAR A SEGURANÇA INTERNA;

5. FORTALECER O DIREITO DOS CIDADÃOS e a cidadania;

6. CONSTRUIR UMA BOA POLÍTICA DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE SEGURANÇA, A ALTURA DE NOSSAS RESPONSABILIDADES no contexto das nações civilizadas;

7. REPARTIR (distribuir) de forma CLARA e transparente as COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS ENTRE OS DIVERSOS NÍVEIS DE GOVERNO, DEFININDO A TRIPARTIÇÃO TRIBUTÁRIA NOS NÍVEIS DE GOVERNO (FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL);

8. ORGANIZAR DEMOCRATICAMENTE O CAMINHO DE NOSSO FUTURO.”

9. ‘COMBATER’ a corrupção em todas suas causas e efeitos;
 

10. ‘LUTAR’ pela eliminação das desigualdades sociais, da fome, da miséria e defender a justiça ‘social’, ‘tributária’ ....

Rivadávia Rosa

Assim começam os ditadores...

EGOCENTRISMO OU SOBERBA?

Lula externou todo seu complexo desde que assumiu o posto, tentando desqualificar todos seus antecessores - "nunca neste país".

Mas seu egocentrismo foi aumentando em consequência do excesso de bajulação - interna e externa - aí então, sua soberba sentou praça.
 

Hoje ele não admite que ninguém seja mais capaz que ele e, não satisfeito com seu desregramento financeiro aquartelando todos seus bajuladores, pretende agora interferir na empresa privada Vale do Rio Doce, como o Bradesco se curva aos seu desejos.

Assim começam os ditadores, assim começa o totalitarismo - que as demais empresas se cuidem pois a estatal Petrobrás já é de seu domínio exclusivo. Aqui.

Petrópolis, RJ

Para perder um dedo no torno o cara precisa ser torto e abestado...

Para perder um dedo no torno o cara precisa ser torto e abestado...


Conheci o Lula no ABC em São Paulo, no final dos anos 1970, como engenheiro de assistência técnica na aplicação de aços, nas fábricas da região. O cara não foi contratado nem para porteiro de fábrica.

Era sindicalista predador e malandro, que terminou acabando com mais de 200.000 vagas nas empresas locais, pelo estilo do sindicalismo selvagem, para até afrontar os generais (1964 - 1985).

Ainda bem, pois hoje existem fábricas automotivas na Bahia, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso ...

Os metalúrgicos do ABC lambem o saco do Lula.

Se derem um tiro no saco dele irão arrebentar um montão de mãos e bocas ... Mas, o pessoal acredita na "honestidade" dele. É bom que apanhem mais ainda da vida dura que eles levam - fizeram suas escolhas.

Lamento apenas pelos inocentes ... Por isso, quando posso, faço a divulgação desse texto pequeno (textículo ?!).

E minha família tem raízes no nordeste. Tem militares, economistas, engenheiros, administradores. E todos tivemos mãe que nasceu "analfabeta" ... Temos cearenses, paraenses, paraibanos, paulistas, cariocas e gaúchos ... A única coisa que essa minha turma driblou foi a ignorância e o comodismo. Ela não pegou "atalhos" furtivos e nem achou pacotes com dinheiro.

Lula era cheio de golpes e traía seus "cumpanhêros" começando e encerrando greves, para ganhar "dinheiro" em acordos espúrios - os metalúrgicos eram pura massa de manobra e idiotas "iludidos".

E Lula gostava de fazer "arrastão", sabotando máquinas e dando porradas nos "pelegos fura greve".

Ele perdeu o dedo em operação descuidada e suspeita. O seguro para a perda de um dedo, pelo critério de riscos e danos, das seguradoras, varia de 2 a 3%, numa indenização "compensatória". Mas, que não produz "aposentadoria", muito menos uma "bem remunerada".

Lula se aposentou nos golpes de sindicalistas e funcionários degenerados do INSS, com um advogado comparsa. Lula já era "cerebralmente inválido", pois conheci torneiros mecânicos que nunca ficaram cegos, nem perderam dedos.

Aliás, para perder um dedo no torno, o cara precisa ser torto e abestado. Agora, então, segundo o "drible no destino", temos maior entendimento sobre o caráter do Lula... É a mais pura verdade!

Abraços,
Lewton Burity Verri

enviada por e-mail de Sueli Guerra

Para jornais, 'novos níveis de violência' expõem desafio de Rio 2016

Violência gera dúvidas quanto à capacidade do Rio de sediar Jogos

Para jornais, 'novos níveis de violência' expõem desafio de Rio 2016

A morte de 14 pessoas e a derrubada de um helicóptero em uma favela do Rio de Janeiro no fim de semana é destaque em alguns dos principais jornais do mundo nesta segunda-feira.

Todas as reportagens levantam interrogações sobre a capacidade das autoridades do Rio – e em última instância do país – de garantir a segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, cuja escolha foi feita há apenas duas semanas.

O britânico The Independent destacou que a "batalha", transcorrida no sábado, alcançou "novos níveis de violência".

"Explosões de violência não são exatamente incomuns nas favelas do Rio, que já é considerada uma das cidades mais violentas do mundo. (…) Mas o espasmo do sábado foi intenso e fora do comum, gerando densas nuvens de fumaça negra no céu e forçando autoridades do governo a enviar palavras tranquilizadoras em relação aos Jogos", diz a reportagem.

"Os eventos do fim de semana são um constrangimento para um governo que mal acabou de celebrar seu sucesso ao vencer a candidatura olímpica", disse o jornal.

Na pior onda de violência desde a escolha do Rio como sede olímpica, 14 pessoas morreram quando a polícia interferiu da disputa entre as facções rivais Comando Vermelho e Amigos dos Amigos por uma zona de tráfico no norte da cidade.

Entre as vítimas estão dois policiais que estavam dentro de um helicóptero que foi abatido pelos traficantes e explodiu após um pouso forçado em um campo de futebol de terra no morro São João. Pelo menos dez ônibus foram queimados.

Na França, o jornal Libération afirmou que a derrubada do helicóptero da polícia carioca é "algo nunca visto, mesmo em um Brasil escaldado pela violência".

"A audácia dos chefes que comandam as favelas do Rio parece não ter mais limites", avalia o jornal. Citando a escolha do Rio como sede olímpica de 2016, o diário considera que "o novo episódio dá a medida do desafio que espera as autoridades".

A violência também foi destaque no Le Figaro, que destacou as "cenas de guerra civil" exibidas na televisão.

Na Espanha, o jornal El País diz que os enfrentamentos são "uma prova a mais do poder do crime organizado no Rio de Janeiro".


Para 'El País', polícia do Rio é treinada, mas tráfico está bem armado

"Sabe-se
 que as organizações criminosas não têm a disciplina interna nem uma organização crível frente a uma das polícias mais bem treinadas do planeta no pantanoso terreno da guerrilha urbana", afirma o jornal.

"Entretanto, grupos delinquentes como o Comando Vermelho e o ADA (Amigos dos Amigos) continuam fortemente armados, algo que lhes dá um poder de fogo que preocupa bastante as autoridades cariocas, principalmente tendo em vista os Jogos Olímpicos de 2016."

Reportagens sobre o tema também circularam nos Estados Unidos, país que teve uma cidade – Chicago – derrotada na disputa olímpica.

Em um artigo assinado por seu correspondente, o diário Christian Science Monitor avalia que "as autoridades do Rio estão bastante cientes de que precisam melhorar seus resultados em termos de policiamento, especialmente agora que a tocha olímpica está distinguindo-os".


O jornal lembra que o governador do Rio, Sérgio Cabral, quer melhorar a segurança em relação aos Jogos Pan-Americanos de 2007, e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que, em 2016, as favelas sejam bairros que contem com a mesma infraestrutura que qualquer outro.

"Mas poucas pessoas aqui crêem que a vida nas cerca de mil favelas que dominam grandes partes da cidade mudará graças à Olimpíada."


COMENTÁRIO

Enquanto isso o Bolivariano da Silva, Hugo Chávez e Evo compram milhares de armas para prevenir ataques de alguém que queria lhes roubar seus barris de petróleo.

O Brasil hoje é a principal rota do tráfego internacional e cada vez mais são apreendidas maiores e gigantescas cargas de narcóticos fabricados na Bolívia.

Vamos continuar de braços cruzados?

O dogma Lula é irrevogável


Por que Aloizio Mercadante não manteve sua "irrevogabilidade"?

Porque não teve coragem de enfrentar Lula.

Mas, por que não teve? A razão é a mesma que acomete muitos intelectuais "não petistas" :

Lula é "inatacável".

Poucas pessoas têm coragem de contestar um ex-operário, aparentemente honesto, que muito sofreu para chegar onde está. Além disso, Lula tem a cor do que seria a pátina da "revolução", de uma "justiça social" vaga.

Por isso, pergunto-me: será que os intelectuais não veem que nossa democracia conquistada há vinte anos está sendo roída pelos ratos da velha política?

Não se trata (nem estou pedindo) que esculachem o presidente.
Lula tem várias qualidades, mas está usando só os seus defeitos: autoritarismo de Ibope alto, "lua de mel consigo mesmo", confusão conceitual no ensopadinho ideológico do "lulismo" (discursos populistas e práticas oportunistas), ausência de um plano concreto, além do virtual e midiático PAC, alianças com os mais sujos para "governar" e ficando incapaz de fazê-lo pelas mesmas alianças que agora o manietam.

A atitude de Lula de se colocar "acima" da política como sendo "coisa menor" é uma sopa no mel para corruptos e vagabundos.

No dia seguinte à absolvição de Sarney, o PMDB não deu trégua e já quer mais emendas orçamentárias, no peito.

Alguns intelectuais ficam "angustiadinhos": "Ah...eu tinha um sonho...que se esfumou..." - choram os militantes imaginários, e nada fazem.

A covardia intelectual é grande.

Há o medo de ser chamado de reacionário ou careta.

Todos continuam com a mania de que são "radicais" (como ser, por exemplo, corintiano doente).

Continuam ativos os três tipos exemplares de "radicais": os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria.

Os frívolos, os burros e os loucos.

Uns bebem e falam em revolução; outros zurram e os terceiros alucinam.

Padecem da doença herdada (resistente a antibióticos) de um voluntarismo com ecos stalinistas, cruzada com o germe do sindicalismo oportunista.

Para eles, "administrar" é visto como ato menor, até meio reacionário, pois administrar é manter, preservar - coisa de capitalistas.

Lula é dogma.

Diante dele, abole-se o sentido crítico.

É como desconfiar da virgindade de Nossa Senhora.

Fácil era esculhambar FHC.

Volto a dizer: não quero que "demonizem" Lula; pelo contrário, quero até que o ajudem nessa armadilha em que o país (e ele) caiu por sua atitude.

Lula viaja nessa maionese ambivalente (que até a "The Economist" denuncia) de leninismo sindicalista com apresentador de TV, um "mix" de Waldick Soriano com Getúlio.

Com essas alianças, Lula revigorou o pior problema do país: o patrimonialismo endêmico, que tinha diminuído depois de FHC.

Temos agora uma espécie de "patrimonialismo de Estado":

boquinhas para pelegos (200 mil) e pernas abertas para o PMDB.

Estamos diante de um momento histórico gravíssimo, com os dois tumores gêmeos de nossa doença: a direita do atraso e a esquerda do atraso.

Como escreveu Bobbio, se há uma coisa que une esquerda e direita, é o ódio à democracia.

Essa crise é tão sintomática, tão exemplar para a mudança do país, que não podia ser desperdiçada pelos pensadores livres.

É uma tomografia que mostra as glândulas, as secreções do corpo brasileiro - um diagnóstico completo.

Esse espasmo de verdade, essa brutal explosão de nossas vísceras, talvez seja perdida porque as manobras do atraso de direita e do atraso de esquerda trabalham unidas para que a mentira vença.

E intelectuais sérios, artistas famosos e celebridades não abrem a boca.

Onde estão os velhos manifestos de que eles gostavam tanto?

Quando haverá manifestações da sociedade para confrontar a ópera bufa que rola à nossa frente?

As denúncias foram todas provadas, a imprensa denuncia e é ameaçada, enquanto os canalhas se sentem protegidos pelo labirinto do Judiciário.

E não se trata mais de mensalões e mensalinhos, netinhos ou netinhas nomeadas; trata-se da implosão de nossas instituições republicanas, feita pelos próprios donos do poder.

O Brasil está entregue à mentira oficializada, manipulada pelo governo e o Legislativo, num jogo de "barata-voa" com as denúncias, provas cabais, evidências solares, tudo diante dos olhos impotentes da opinião pública.

E homens notáveis do país estão calados. Quando se manifestam isoladamente, são apenas suspiros esparsos, folhas de outono, lamentos doloridos...

Mudar é trair, para os tais "radicais" dos três tipos.

Ninguém tem coragem de admitir a invencibilidade do capitalismo global, com benesses e horrores (como a vida).

Ninguém abre mão da fé em utopias ridículas - o presente é chato, dá trabalho; preferem um futuro imaginário.

Não admitem que um "choque de capitalismo" seria a única bomba a arrebentar a casamata paralítica do Estado inchado, gastador e ineficiente, e que isso seria muito mais progressista que velhas ideias finalistas, esse "platonismo" de galinheiro sobre o "todo, o futuro, o ser, a história".

Eles não abrem mão dessa "elegância" filosófica ridícula.

Só pensam no que deveria ser e não enfrentam o que inexoravelmente é.

Preferem a paz de suas apostilas encardidas.

Há uma grande indigência teórica sobre o Brasil contemporâneo.

Ignoram a estrutura colonial e preferem continuar com teses mortas.

O mito do messianismo é muito forte, com sua origem religiosa.

Não entendem que o homem de "esquerda" de hoje tem que perder fé e esperança, e que o verdadeiro progressista tem de partir do não-sabido e inventar caminhos.

Só uma força plebiscitária poderá mover essa grande pizza envenenada.

Por isso, pergunto, como os antigos: quando haverá uma manifestação séria da opinião pública?

Uma ação continuada de notáveis da República para impedir esse jogo de carniça entre os Três Poderes, essa vergonha que humilha o Brasil?

Vamos continuar de braços cruzados?

domingo, 18 de outubro de 2009

Charge do dia...

MINHA PLATAFORMA PARA SALVAR MEU PAÍS


MINHA PLATAFORMA PARA SALVAR MEU PAÍS
I

Certa vez fiz um artigo propondo minha candidatura para Presidente da República.

Na verdade foi uma intencional provocação para um General se tocar e perceber que o país estava - e ainda está - precisando de sua ousadia e coragem que o fizeram um dos mais brilhantes oficiais do Exército brasileiro.

Tive duas surpresas.

A primeira é que recebi centenas de e-mails me apoiando em minha própria candidatura o que denuncia a Patologia da Covardia que assumiu a vida de centenas de brasileiros dignos e honrados, que têm posição social e prestígio muito maiores do que o meu para assumir de peitos abertos uma candidatura alternativa e simplesmente nada fazem, por serem acometidos pelo silêncio dos covardes: estão seguindo o dogma do mais sórdido etílico-político de nossa história, aquele que nada sabe ou nada vê ou nada ouve.

Recebi até um e-mail preocupado de um partido sensibilizado pelo risco de realmente minha proposta tomar as ruas.

Ficaram preocupados!

Fala sério, politicagem canalha!

A segunda foi uma absoluta ausência de resposta direta do meu “ídolo” das Forças Armadas, melhor dizendo, meu antigo guru do patriotismo esquecido, que me induziu a confundir a onça segura em sua mão com sua aparente coragem e destemor patriótico.

Esse senhor nas poucas referências indiretas por meio de terceiros às minhas críticas à postura servil de oficiais, se colocou em sua defesa, quando, na verdade, é o país que precisava e precisa ser urgentemente defendido dos canalhas do petismo enquanto as Forças Armadas continuam arriando suas calças e pedindo desculpas por estarem de costas – à exceção de ou outro oficial mais ousado ou patriota e do pessoal da reserva que se sente mais à vontade para demonstrar alguma coragem ou alguma força de cidadania remanescente.

Torno a afirmar que as Forças Armadas por covardia, ou por qualquer outro motivo político-estratégico, estão de calças arriadas aceitando ordens de gente comprometida com o comuno sindicalismo que está obtendo sua vitória e se encaminhado para se tornar onipotente a partir de 2010 colocando na presidência a terrorista Estela.

Nos meus próximos artigos vou definir claramente minha plataforma para a próxima eleição presidencial e se tiver algum partido sério neste país serei convidado a me candidatar pelo mesmo, ou simplesmente aceitarei o convite de homens e mulheres de bem para liderar uma revolução no nosso país, revolução essa que precisa ser feita com inteligência para colocar no paredão da vergonha os canalhas do petismo e os fraudadores da abertura democrática, não importando o tempo que demorar, até gritarmos nossa explosão de vitória.

Se ninguém se tocar, e eu continuar na minha ilha de solidão patriótica não importa.

A biografia suja dos canalhas e as linhas da história no futuro, relatando a Patologia da Covardia da sociedade brasileira contemporânea, irão contar para as próximas gerações o tamanho da covardia que tomou conta da sociedade a que irão pertencer e, certamente, odiar.

Geraldo Almendra
18/outubro/2009

Charges...


Mais forte que a lei - Por Dora Kramer

Mais forte que a lei


Por Dora Kramer
O Estado de São Paulo


O presidente Luiz Inácio da Silva está, assumida e explicitamente, liderando uma campanha de desmoralização da lei e dos instrumentos de fiscalização do Estado que lhe provocam desconforto, Tribunal de Contas da União no destaque.

Do palanque volante ao qual deu o nome de vistoria das obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, jogou a culpa pelos atrasos nas obras federais no TCU e na Justiça, dando a entender que se não existissem o Brasil estaria muito mais avançado rumo ao desenvolvimento.

Em outras ocasiões o presidente já havia sugerido o mesmo em relação às exigências sobre impacto ambiental, bem como atacou a existência de leis que lhe criavam obstáculos, enquanto permitiu que seu governo ignorasse outras que, se respeitadas, restringiriam as ações (violentas) de seus protegidos.

Já teve oportunidade também de criticar duramente integrantes do Judiciário por manifestarem posições contrárias aos seus interesses e só é condescendente com o Congresso porque o Congresso lhe é subserviente.

Quando isso ainda não havia ficado claro, no início do primeiro mandato, Lula incluía o Legislativo entre as instituições descartáveis. "Não tem Congresso, não tem Judiciário, não tem cara feia", só Deus, segundo ele, o impediria de levar o Brasil ao lugar de merecido destaque.
Foi criticado pelo cunho autoritário da declaração. De natureza semelhante à ofensiva palanqueira contra a atuação do TCU, que recentemente ordenou a paralisação de 41 obras do PAC por indícios de irregularidades.

O presidente diz a um público desprovido de discernimento, a aliados movidos pelo oportunismo e a uma oposição entocada em seu irresponsável imobilismo, que, em havendo dinheiro e popularidade, tudo o mais se ajeita.

Sugere que, se não fossem as leis, os fiscalizadores, os controles, as regras, sua fantástica obra governamental seria ainda mais
fantástica.

Não é surpreendente, pois, que admire tanto o colega venezuelano Hugo Chávez, que dominou as instituições do país a poder de populismo e dinhei
ro do petróleo.


Não espanta, portanto, que se encante tanto com as realizações dos governos do Brasil na época do regime militar.

Não ca
usa estranheza que critique tanto a imprensa nem que faça isso no exercício pleno do seu dom de iludir multidões, como fez ontem quando chamou de "azedos" os meios de comunicação do Brasil na comparação com a cobertura internacional à escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016.


O noticiário francamente favorável, ufanista até, não satisfez o presidente Lula. Queria unanimidade e ficou contrariado com os alertas às responsabilidades correspondentes, com as cobranças em relação ao bom trato do dinheiro público a ser empregado nas obras.

Fosse Luiz Inácio da Silva presidente de quaisquer dos países (os

democráticos e civilizados, bem entendido) que analisam os cenários sem conhecimento completo de causa, seus constantes ataques às leis e suas permanentes defesas de toda sorte de malfeitorias com certeza absoluta não seriam recebidos com a complacência oferecida pelos nacionais a sua excelência.

Entre outros motivos porque democracia que se preze não aceita que governantes eleitos pela maioria subvertam impunemente seus valores e suas regras como se fossem donos da vontade de todos.

BRASIL RUMO À FOME PELO MST


Enquanto os 'profissionais' da invasão promovem a destruição das plantações, os assentados não produzem nem para o próprio sustento e se aproxima uma nova crise no mundo - a dos ALIMENTOS - a FAO/ONU anuncia garbosamente que o 'Século 21 poderá ser o século da fome' Aqui.
 

O INCRA exige índice de produtividade em níveis 'nunca vistos antes' no mundo.

Confira trechos do Editorial do Estadão, cuja íntegra pode ser aferida no link.

Abs Rivadávia

Sabrina no Senado com Suplicy




Faz sentido...


Consumidores perdem R$ 1 bilhão por ano

Erro em cálculo de reajuste tarifário faz distribuidoras de energia embolsarem valor indevido; TCU diz que prejuízo é de R$ 7 bi


Problema está no critério adotado para aplicação do reajuste tarifário, que não captura ganhos esperados com a demanda futura
AGNALDO BRITO
DA FOLHA




Os consumidores brasileiros pagam R$ 1 bilhão a mais por ano pela energia elétrica devido a um erro no cálculo das tarifas aplicadas nas contas de luz. A falha se repete desde 2002, período durante o qual pode ter sido sacado do bolso do consumidor uma cifra estimada em R$ 7 bilhões. O governo sabe do problema há dois anos, mas não tomou nenhuma medida efetiva para resolvê-lo.

O valor indevido é cobrado de todos os consumidores regulares das concessionárias de energia elétrica. Hoje, são 63 milhões de ligações existentes no território nacional, distribuídas em 63 companhias no país -a maior parte são empresas privadas.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável pelos cálculos, admite que o erro faz o consumidor pagar valores indevidos às concessionárias desde 2002, ano da publicação de uma portaria apontada como o foco do problema.

O valor pago a mais engorda a receita das distribuidoras, que desde então se apropriam do recurso. A Aneel condena a atitude. Afirma que o ato é "eticamente discutível", mas diz que não dispõe de nenhum mecanismo para exigir a devolução do dinheiro ou uma compensação para o consumidor.

"[Ficar com o dinheiro] é eticamente discutível, mas isso que as distribuidoras estão fazendo é o que legalmente está constituído. Nós temos plena certeza que esse é um dinheiro que não pertence à distribuidora", diz David Antunes Lima, superintendente de regulação econômica da Aneel.

A reportagem da Folha procurou a direção da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), mas a organização disse que "optou por não se manifestar sobre o assunto".

A falha

O erro começa no reajuste tarifário, aplicado todos os anos, exceto no ano da revisão tarifária -que ocorre em intervalos de quatro anos em todas as distribuidoras. Ao aplicar o reajuste, a Aneel o faz sobre a receita total dos 12 meses anteriores.

A agência concluiu que o correto seria aplicar o reajuste sobre a receita futura, não a dos 12 meses anteriores. Só assim o modelo captaria o aumento de demanda.
 

É aí que está a falha.

Pelo modelo falho, o consumidor paga mais do que devia para a distribuidora custear os 11 encargos setoriais embutidos na tarifa, que financiam do programa federal para a baixa renda Luz para Todos ao custeio da compra de combustível para as térmicas amazônicas.
 

Essa conta é rateada todos os anos para as distribuidoras, que a repassam aos consumidores.

A Aneel utiliza um exemplo para explicar a falha.

Se uma distribuidora (como a Eletropaulo, a Cemig ou a Cemar) tiver de arrecadar para o governo R$ 1 bilhão para custear sua parte na conta de encargos do sistema, o aumento da demanda por energia poderá fazer com que a concessionária arrecade R$ 1,05 bilhão.

No ajuste, a Aneel verifica se a distribuidora pagou R$ 1 bilhão, como era devido.

Os R$ 50 milhões adicionais recolhidos dos consumidores são embolsados pela distribuidora. Esse mecanismo se repete e se acumula nos últimos anos. Pela regra do setor elétrico, isso não poderia ocorrer, porque a distribuidora não pode auferir nenhum tipo de ganho no recolhimento de um encargo.

A remuneração da empresa só pode ser obtida pela prestação do serviço de distribuição - fatia já prevista na composição da tarifa paga pelos consumidores. Na prática, a concessionária tira um ganho clandestino anual dos consumidores.

Pelo atual modelo, isso só não ocorreria se houvesse queda no consumo de energia, o que em regra não ocorre.

Em geral, segundo cálculo do próprio governo, o mercado brasileiro de energia elétrica cresce à taxa de 5,1% ao ano.

Sem providências para consertar o problema, o consumidor seguirá pagando mais pela energia.

Extra!


ULTIMATUM: Passai por baixo do meu Desprezo !

ULTIMATUM

de Álvaro de Campos

«O que é preciso é o artista que sinta por um certo número de Outros, todos diferentes uns dos outros...»


Mandado de despejo aos mandarins...!
Fora.


Passai, tradicionalistas auto-convencidos, anarquistas deveras sinceros, socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores para quererem deixar de trabalhar! Rotineiros da revolução, passai! 
 
Sufoco de ter só isto à minha volta!

Deixem-me respirar!

Abram todas as janelas !

Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo!

Nenhuma ideia grande, ou noção completa ou ambição imperial de imperador-nato!

Época vil dos secundários, dos aproximados, dos lacaios com aspirações de lacaios a reis-lacaios!

Lacaios que não sabeis ter a Aspiração, burgueses do Desejo, transviados do balcão instintivo!

Sim, todos vós que sois políticos em evidência em todo o mundo, que sois literatos meneurs de correntes europeias, que sois qualquer coisa a qualquer coisa neste maelström de chá-morno!

Passai por baixo do meu Desprezo !

Passai vós, ambiciosos do luxo quotidiano, anseios de costureiras dos dois sexos, vós cujo tipo é o plebeu Annunzio, aristocrata de tanga de ouro!

Passai vós, que sois autores de correntes artísticas, verso da medalha da impotência de criar!

Passai, frouxos que tendes a necessidade de serdes os istas de qualquer ismo!

Passai, radicais do Pouco, incultos do Avanço, que tendes a ignorância por coluna da audácia, que tendes a impotência por esteio das neo-teorias!

Passai, gigantes de formigueiro, ébrios da vossa personalidade de filhos de burguês, com a mania da grande-vida roubada na dispensa paterna e a hereditariedade indesentranhada dos nervos!

Passai, mistos; passai, débeis que só cantais a debilidade; passai, ultra-débeis que cantais só a força, burgueses pasmados ante o atleta de feira que quereis criar na vossa indecisão febril !

Passai, esterco epileptóide sem grandezas, histerialixo dos espectáculos, senilidade social do conceito individual de juventude!

Passai, bolor do Novo, mercadoria em mau estado desde o cérebro de origem!

Passai à esquerda do meu Desdém virado à direita, criadores de «sistemas filosóficos»...

Passai e não volteis, burgueses da Europa-Total, párias da ambição do parecer-grandes, provincianos de Paris!

Passai, decigramas da Ambição, grandes só numa época que conta a grandeza por centimiligramas!

Passai, provisórios, quotidianos, artistas e políticos estilo lightning-lunch, servos empoleirados da Hora, trintanários da Ocasião!

Passai, «finas sensibilidades» pela falta de espinha dorsal; passai, construtores de café e conferência, monte de tijolos com pretensões a casa!

Passai, cerebrais dos arrabaldes, intensos de esquina-de-rua!

Inútil luxo, passai, vã grandeza ao alcance de todos, megalomonia triunfante do aldeão de Europa-aldeia!

Vós que confundis o humano com o popular, e o aristocrático com o fidalgo!

Vós que confundis tudo, que, quando não pensais nada, dizeis sempre outra coisa!

Chocalhos, incompletos, maravalhas, passai!

Passai, pretendentes a reis parciais, lords de serradura, senhores feudais do Castelo de Papelão!

Passai, cultores do hipnotismo em casa, dominadores da vizinha do lado, caserneiros da Disciplina que não custa nem cria !

E todos os chefes de Estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virado para baixo à porta da insuficiência da Época!”

Passai, absolutamente, pas
sai!

Mandem isso tudo pra casa descascar batatas simbólicas!
Homens, nações, intuitos, está tudo nulo!
Falência de tudo por causa de todos!
Falência de todos por causa de tudo!
De um modo completo, de um modo total,
de um modo integral:
MERD
A!

Trechos do texto O Ultimatum de Álvaro de Campos adaptados ao momento atual do Brasil