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terça-feira, 19 de junho de 2012

Luiza Erundina oficializa saída da chapa de Haddad



Em reunião com o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), deputada mantém a posição que antecipou ao site de VEJA, de que não aceita dividir palanque com Paulo Maluf

A deputada federal Luiza Erundina, do PSB, confirmou sua desistência de concorrer como candidata a vice na chapa do candidato do PT, Fernando Haddad.

A decisão foi comunicada ao presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), em reunião em Brasília.

Na útlima segunda, Erundina havia antecipado ao site de VEJA que não aceitaria fazer campanha ao lado do deputado federal Paulo Maluf, presidente estadual do PP, que havia anunciado aliança com o PT.

Erundina e Maluf são inimigos históricos.

A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda em São Paulo, deputado federal Márcio França.

"Ela disse que não tinha condições de continuar na disputa com essa aliança", afirmou o deputado.

Com a desistência de Erundina, o PSB não pretende indicar um substituto.

Com isso, a vaga de vice na chapa de Haddad ficou vaga, o que aumenta as chances de o PCdoB entrar na aliança.

Assim que soube que Erundina não abriria mão de seus princípios para fazer campanha ao lado de Maluf, Fernando Haddad ligou para os comunistas para avisar da mudança de cenário.

O interlocutor escolhido foi o ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva.

O PCdoB pretendia lançar candidatura própria, com o vereador Netinho de Paula, mas deve desistir para se aliar ao PT.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O naufrágio surpreendeu Lula ainda no porão





“Você tem que resistir”, ordenou Lula ao ainda ministro Orlando Silva. Em seguida, o Padroeiro dos Pecadores determinou a Dilma Rousseff que brigasse com os fatos.

“Não vou decidir as coisas a reboque da imprensa”, obedeceu a afilhada ─ que, a reboque do padrinho, imaginou que a absolvição simbólica do culpado encerraria o assunto.

Como advertiu um post aqui publicado, só conseguiu adiar por alguns dias o velório inevitável.

Em Manaus, Lula pressentiu o naufrágio iminente. “Esse pessoal do PCdoB nunca me conta tudo”, começou a desconversar o oportunista sem pudores.

“Fico sabendo do que está acontecendo pelos jornais”, fantasiou o leitor que sucumbe à azia na segunda linha.

Dado o recado, decolou rumo ao México para continuar a discurseira iniciada em 1978.

Foi um erro de cálculo.

Deveria ter ficado no Brasil para avisar com todas as letras que caíra fora do barco em perigo.


O naufrágio consumado no fim da tarde desta quarta-feira surpreendeu Dilma Rousseff pendurada no leme, Orlando Silva zanzando pelo convés da segunda classe e Lula fazendo as malas no porão.

Foi o segundo fiasco de bom tamanho em meio ano.

Depois de comandar a malograda operação de socorro a Antonio Palocci, o presidente em terceiro mandato voltou à luta para fracassar na resistência no Ministério do Esporte.

A ideia desastrada ampliou as evidências contundentes de que ─ Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais (além de Nelson Jobim, demitido por alucinação) ─ também Orlando Silva é um genuíno filhote de Lula.

E o desfecho da história comprovou que o campeão de popularidade pode muito, mas não pode tudo.

Não pode, por exemplo, transformar mentira em verdade, bandido em mocinho, quadrilha em entidade beneficente.

Se pudesse, não teria estabelecido outro recorde infame: nenhum governante do mundo engoliu tantos despejos de ministros enfiados até o pescoço no pântano da corrupção.

26/10/2011