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quarta-feira, 6 de junho de 2012

O coletivo, teoria e prática




Estranho esse projeto coletivo, que se resume à vontade intransigente de um homem.

O Estado de S.Paulo

Batendo cabeça na campanha municipal paulistana, os petistas, que gostam de se ver como os únicos representantes legítimos do povo, deveriam levar em conta o dito popular: pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto. Todo mundo sabe que a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo foi imposta, de modo imperial, pelo chefão do partido, o ex-presidente Lula, à aspirante natural à posição, Marta Suplicy. Esta jamais engoliu a decisão autoritária e deu a prova definitiva disso ao "peitar" Lula, não comparecendo ao ato de lançamento oficial do candidato e justificando sua ausência com uma lacônica nota que eloquentemente omitiu o nome do ungido. Foi publicamente repreendida pelo presidente do PT paulista, Edinho Araújo, para quem ela erra ao não levar em conta que ela própria "é também fruto de um projeto coletivo chamado Partido dos Trabalhadores". "Projeto coletivo" como o da imposição da candidatura Haddad? Diante dessa gritante contradição entre o que o PT prega e o que faz, desentortar o pau será tarefa desafiadora até para os superpoderes de que Lula se julga possuidor.

Qualquer previsão, feita a quatro meses do pleito, é arriscado exercício de futurologia. Mas a candidatura Haddad tem tudo para se revelar um retumbante fracasso, pelo simples fato - admitido por lideranças municipais do partido - de que a militância petista, habituada às "discussões de base", tem grande dificuldade para aceitar o fato de que foi marginalizada no processo em curso. Inclusive porque a intervenção autoritária de Lula foi feita em prejuízo da forte liderança de Marta na periferia da cidade, onde o PT tem seus redutos mais importantes. Diante do argumento de que, se conseguiu persuadir o partido a aceitar Dilma, Lula também logrará viabilizar Haddad, lideranças petistas inconformadas com a situação ponderam que o ex-presidente teve o tempo a seu favor, três anos para "trabalhar", diuturnamente, dentro e fora do partido, a imagem daquela que viria a ser sua sucessora. Agora, corre-se contra o relógio.

Nessas circunstâncias, Marta Suplicy, como é de esperar de seu temperamento voluntarioso, dificilmente se disporá a prestar ao chefão a vassalagem que Haddad não se constrangeu de praticar quando, criticando-a veladamente pela ausência no evento partidário, afirmou que "quem não compareceu" perdeu a oportunidade de "estar com a militância do PT e, sobretudo, com o presidente Lula". Fica fácil de entender por que a ex-prefeita preferiu não dar o ar de sua graça.

Da mesma forma perdeu uma oportunidade para ficar calado Edinho Silva, que em entrevista ao Estado (4/6), chamou Marta de "mulher inteligentíssima, extremamente capaz"; garantiu que o PT nunca abrirá mão "da participação (dela) por tudo o que ela representa"; classificou-a como "uma liderança de primeira grandeza" e "a melhor prefeita da cidade de São Paulo". Só não explicou por que, diante de tantas e tão exuberantes qualificações, o PT preferiu optar pelo "novo", representado por uma figura sem a menor expressão eleitoral e tradição de liderança partidária, cuja passagem pelo Ministério da Educação foi pontilhada por polêmicas e lambanças.

É possível que daqui a quatro meses a cúpula petista tenha que se dedicar ao doloroso exercício de descobrir - ou admitir - onde errou no pleito paulistano. Mas, para Edinho Silva, no momento está claro que quem erra é Marta: "Poucas vezes na minha vida dentro do PT vi uma liderança política cometer erros tão graves do ponto de vista da formulação política".

E explorou o discurso do faça-o-que-digo-não-o-que-faço: "O PT representa um projeto coletivo.

(...) Esse projeto é construído desde as nossas lideranças de maior grandeza até os militantes de base, que estão lá no diretório zonal defendendo a bandeira do PT. Evidente que a Marta faz muita falta nesse processo. (...)

Se ela entrar, a candidatura do Haddad ganha outra musculatura.

Mas se ela infelizmente não entrar, por mais que fiquemos sentidos, vamos buscar a superação disso na força do projeto coletivo".

Estranho esse projeto coletivo, que se resume à vontade intransigente de um homem.
06 de junho de 2012

Humberto Costa, o candidato biônico do PT




BRASIL – PERNAMBUCO –
Eleições 2012


No meio das marchas e contramarchas entre Eduardo Campos e Lula, e apoio do PSB paulista à candidatura de Haddad a prefeito de São Paulo, o senador Humberto Costa acabou saindo candidato a prefeito do Recife, ungido pelo mensaleiro José Dirceu.

Dirceu, que fingiu até a última hora defender a candidatura de João da Costa em respeito à decisão da prévia, é o padrinho secreto de Humberto, que também é futuro candidato a governador de Pernambuco.

A novela parece ter acabado, mas poderá ainda ter uma improvável reviravolta, caso Eduardo Campos não tenha sido um dos coautores do desfecho da trama e resolva endurecer.


Foto: Sérgio Lima/Folhapress
Humberto Costa saiu das trevas e do bolso do colete de Dirceu para ser candidato a Prefeito do Recife





O senador Humberto Costa será o candidato do PT a prefeito do Recife, por decisão da Executiva Nacional do partido reunida em São Paulo. A decisão é uma intervenção no Diretório do Partido em Pernambuco, por ordem de Lula e querer de José Dirceu.

João da Costa, o atual prefeito, participou e ganhou as prévias feitas pelo partido, em que disputou com o deputado Mauricio Rands, candidato do Governador Eduardo Campos.

Na primeira, anulada pela executiva, João da Costa ganhou por 500 votos, na segunda ganhou por WO já que Rands renunciou a postulação dias antes da realização da prévia.

A direção do partido avaliou que seria mais difícil uma intervenção caso João da Costa ganhasse outra vez pelo voto dos filiados do partido e mandou o adversário Rands renunciar propondo uma terceira via.

Por trás desse espetáculo democrático, está em jogo o apoio do PSB de Eduardo Campos ao candidato a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Num xadrez político o governador joga olhando para o futuro. Tentou impor o primo de sua esposa Maurício Rands, como candidato a prefeito, para ter na eleição de governador um aliado ao candidato do seu partido, que provavelmente seria o Ministro Fernando Bezerra Coelho. Por um momento o Partido dos Trabalhadores, em troca do apoio fundamental a candidatura de Fernando Haddad a prefeitura de São Paulo, mostraram-se dispostos a rifar João da Costa, para entronizar o candidato de Eduardo.

Correndo por fora, e de olho no Palácio das Princesas, Humberto Costa, que já fizera campanha em favor de Maurício Rands, nas previas do partido e foi vaiado pelos partidários de João da Costa, ofereceu-se como terceira via, alertando que um candidato da cozinha do governador deixava Eduardo com cartas demais nas próximas eleições.

A trama deve ter sido urdida junto com Lula e José Dirceu, que como espião de duas caras apareceu hoje, na reunião da Executiva Nacional, defendendo falsamente a permanência da candidatura de João da Costa e funcionando como porta voz de Lula, dizendo que o presidente, por ser democrata, sic, era contra a intervenção.

Todo mundo e a torcida do Santa Cruz sabe, que se Dirceu estivesse a favor da permanência da candidatura de João da Costa, o seu cupincha Humberto Costa, não estaria nessa parada. Sabe-se também que se Lula fosse contra a intervenção, a intervenção não ocorreria.

Agora Eduardo vai ter que engolir Humberto Costa, como candidato, que vai fazer da candidatura trampolim para tentar sucedê-lo no governo do estado, tudo que ele não queria.

Por fim Humberto vai chegar dizendo que foi surpreendido pela decisão da Executiva Nacional, e que aceitará a candidatura como uma missão imposta pelo partido, com aquela cara de pau, que deu lhe deu.

O pior de tudo é que mesmo diante desse espetáculo grotesco protagonizado pelo PT em Recife, Humberto tem grandes chances de ser o vencedor.

Concorrerá com dezenas de candidatos, a maioria desconhecidos e inexpressivos, mas que servirão para pulverizar os votos dos insatisfeitos com os desmandos dos prefeitos petistas nos últimos dez anos.

Que Deus nos livre, mas se Mendoncinha do DEM, não for bem votado, possivelmente nem haverá segundo turno.

06.06.2012

A GANG DOS 40 E SEU CHEFE FICARÃO IMPUNES



Para ser divulgado pelos que ainda têm esperança de vivermos em um país livre dos chefes das gangs da corrupção e do suborno





A GANG DOS 40 E SEU CHEFE FICARÃO IMPUNES

(A SÍNDROME DO RABO PRESO)

O Supremo não pode parar para julgar o Mensalão. Temos de desmitificar o julgamento desse processo. Até parece que não temos mais nada importante na Corte para julgar, que essa é a primeira ação relevante submetida ao crivo do Supremo.

(Ministro Marco Aurélio)


Depois de lermos a entrevista do Ministro Marco Aurélio dada à Revista Consultor Jurídico - conforme ampla divulgação na Internet - devemos concluir que o STF realmente é controlado no submundo do poder pelos ex-presidentes FHC e Lula, que transformaram, respectivamente, este Tribunal Superior em lacaio do Poder Executivo e do projeto de poder do PT.

Nesta entrevista o ministro declara em relação ao Mensalão: “Até parece que não temos nada mais importante na Corte para julgar, que essa é a primeira ação relevante submetida ao crivo do Supremo.

Apenas esta declaração voluntária, após as investidas de Lula sobre outro Ministro, demonstra claramente que o Ministro Marco Aurélio, mesmo que já tenham se passado sete anos desde que o Procurador Geral da República qualificou essa gente sórdida como uma quadrilha comandada por José Dirceu, reduz o processo do Mensalão a um processo de menor importância, uma forma sub-reptícia de preparar o terreno para que o julgamento do Mensalão somente ocorra depois das eleições municipais, atendendo aos desejos sórdidos de Lula, ou mesmo ao longo de 2013, quando a maioria dos crimes cometidos estará legalmente prescrita favorecendo um novo mandato para o próprio Lula ou a reeleição de Dilma.

Provavelmente o Ministro não entende que continuar permitindo a prescrição dos crimes cometidos pela gang do Mensalão seguirá, vergonhosamente, desqualificando o STF como um Tribunal Superior que mereça um mínimo de respeito da sociedade, demonstrando que está envolvido até a cabeça com o projeto fascista do PT.

Para o Ministro uma gang que, além de disseminar de forma absurdamente criminosa a corrupção pelo poder público, subornou quase todo o Congresso Nacional influenciando decisivamente em quase todos os projetos aprovados pelos deputados e senadores durante os mandatos de Lula, merece um tratamento comum no seu julgamento.

Acreditamos que essa atitude espúria do Ministro visa não dar visibilidade aos métodos utilizados pelo representante do PT durante seus dois mandatos. Como permitir que um doutor Honoris Causa seja reconhecido pela sociedade como chefe ou cúmplice da gang dos 40, isto é, um meliante que poderá ter permitido que o Poder Público tenha sido transformado em um Covil de Bandidos?

Ou seja, a culpabilidade da gang dos 40 resultará, necessariamente, no reconhecimento coletivo que os mandatos de Lula foram decorridos em meio a fraudes de suborno de deputados e senadores e muitos outros crimes.

Evidentemente que o Ministro não é um ignorante ou um imbecil apesar de achar que talvez todos nós possamos ser assim qualificados, mas, simplesmente, ao ignorar o seu verdadeiro papel de magistrado de um Tribunal Superior, acaba, com suas declarações, de colocar sua toga a serviço dos interesses políticos mais nefastos para o país.

A sociedade, mesmo omissa, está convicta que se o Mensalão tivesse um correto tratamento jurídico pelo STF provavelmente Lula não teria conseguido se reeleger nem feito Dilma sua sucessora, afundando o PT nas águas comunistas fedorentas, lugar onde nasceu o projeto de aparelhamento do Estado para preparar o terreno para o Regime Fascista comandado pelo Poder Executivo. Depois do STF enrolar a sociedade durante mais de sete anos o Ministro Marco Aurélio ainda declara na sua entrevista: O que se quer? Um exame [do Processo do Mensalão] aligeirado pela rama?


A pergunta que fica é por que o Ministro Marco Aurélio está se colocando explicitamente como boi de piranha de uma sacanagem patrocinada pelo PT que afundará, definitivamente, o Poder Judiciário no mar da degeneração moral, e que tipo de compromissos tem com FHC e Lula que o fazem elaborar um juízo de valor tão obscuro e fora de propósito para reduzir a nada a importância que o julgamento do Mensalão tem para a sociedade, que já percebe o Poder Público como um Covil de Bandidos e o país como um Paraíso de Patifes?

O Ministro fala por si só ou pela maioria dos outros ministros tementes a FHC e Lula?

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter da autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada". (Ayn Rand)

05/junho/2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

O acordo com o PR mostra que, para o PSDB paulista, a honra agora vale menos que 1 minuto e meio no horário eleitoral








O jornalista Carlos Brickmann escreveu em sua coluna a nota que se segue. Volto no fim.

COMPANHEIRO É COMPANHEIRO

Daqui a pouco vai fazer um ano: o PSDB e o DEM pediram à Procuradoria-Geral da República que investigasse denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, controlado pelo PR.

Há a citação de alguns nomes, entre eles o deputado federal Valdemar Costa Neto e o então ministro Alfredo Nascimento.


Exatamente onze meses depois, o ex-ministro Alfredo Nascimento, em nome do PR, levou o apoio do partido a José Serra, candidato do PSDB e DEM (e vários outros partidos) à Prefeitura de São Paulo.

O acordo foi articulado pelo comandante supremo e incontestável do PR em São Paulo, Valdemar Costa Neto.


O caro leitor não entendeu nada?

Ainda bem.


Parafraseando Bismarck, o unificador da Alemanha, “quanto menos soubermos como são feitas a política e as salsichas, melhor dormiremos à noite”.

A coisa é um pouco pior.

O PR é mais que uma quadrilha expulsa do Ministério dos Transportes graças às denúncias da imprensa independente.

É o atual codinome do bando que, disfarçado de PL, ajudou a fundar o mensalão em meados de 2002, num encontro no apartamento do deputado petista Paulo Rocha em Brasília.

A sigla já sob o controle de Waldemar Costa Neto foi representada pelo senador José Alencar.

Em nome do PT, compareceram Lula, José Dirceu e Delúbio Soares.
O contratato de aluguel estabeleceu que o PL receberia R$4,8 milhões para apoiar a dobradinha Lula-Alencar no duelo com o tucano José Serra.


Agora candidato à prefeitura paulistana, Serra entendeu que, por 1 minuto e meio a mais no horário eleitoral gratuito, valeria a pena considerar prescrito o acordo criminoso celebrado há dez anos ─ e fazer de conta que o PR não foi varrido do primeiro escalão por assalto aos cofres públicos.

“Estou fazendo uma aliança com o partido, não com pessoas”, desconversou.

Como se fosse possível juntar-se ao PT e manter distância de Lula. Como se fosse possível uma aliança com o Comando Vermelho sem o aval de Fernandinho Beira-Mar.


Em troca de 1 minuto e meio na TV, o PSDB vai andar de mãos dadas com o senador Alfredo Nascimento, despejado do Ministério dos Transportes por corrupção, fingir que o deputado Tiririca é intelectual desde bebê e, pior, amancebar-se com Valdemar Costa Neto, vulgo Boy.

Hoje deputado federal e secretário-geral do PR, Boy é um prontuário ambulante de alta periculosidade.


Foi ele quem teve a ideia de chamar a modelo Lilian Ramos para fazer companhia ao então presidente Itamar Franco no camarote na Sapucaí. A bela jovem sem calcinha virou primeira-dama por uma noite.

Um dos fundadores do mensalão, Boy tornou-se em 2005 o primeiro parlamentar a renunciar ao mandato para escapar da cassação inevitável.

Recuperou o gabinete na Câmara na eleição seguinte e nunca perdeu o acesso direto aos cofres do Ministério dos Transportes.


Em julho de 2011, quando foi descoberta a mais recente safra de escândalos, achou prudente afastar-se das cenas do crime espalhadas por Brasília.

Terá tempo e espaço de sobra para agir em São Paulo.

Os 90 segundos na TV vão garantir-lhe o direito de infiltrar comparsas na prefeitura da capital e e no governo estadual.

Geraldo Alckmin também prometeu apoio aos candidatos do PR na região de Mogi das Cruzes, berço e bunker do notório vigarista.


“Se for proibido fazer coligações com partidos que têm pessoas que estão no processo, o PT não poderia nem disputar a eleição, porque foi ele quem coordenou e comandou a organização desse chamado mensalão”, tentou sair da areia movediça José Serra.

Afundou mais um centímetro ao ressaltar as semelhanças entre o PSDB e o PT num momento que recomenda aos berros que aprofunde as diferenças entre um partido e uma organização fora-da-lei.


Afundou mais dois centímetros ao referir-se à maior roubalheira da história republicano como “esse chamado mensalão”.

Como o julgamento da quadrilha chefiada por José Dirceu deverá começar em agosto, a dois meses da eleição, é possível que Serra esteja ensaiando a retificação do discurso de campanha.

Costa estará no banco dos réus, e não convém melindrar um parceiro de palanque.

Por 1 minuto e meio no horário eleitoral, os tucanos paulistas se proibiram de transformar em trunfo político o mais vistoso desfile de larápios já transmitido ao vivo pela TV.


O acordo com o PR escancara, mais uma vez, o abismo que separa a oposição oficial da oposição real, formada por brasileiros que respeitam a lei, os valores morais e as normas éticas, não cedem à tentação de justificar o injustificável, não fazem concessões ao farisaísmo, à hipocrisia e à pouca vergonha, não aceitam a tese de que, em política, só é feio perder a eleição.

A oposição oficial teima em ignorar que a oposição real não tem bandidos de estimação ─ e está cansada de escolher o mal menor.


O país que presta insiste em ver as coisas como as coisas são. E o que vê informa que, para o PSDB paulista, a honra agora vale menos que 90 segundos na TV.



05/06/2012


Bullying empresarial





Sob alegação de 'bullying empresarial', Delta vai à Justiça para evitar falência

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO
O Estado de S.Paulo

A Delta Construções anunciou, no início da noite de ontem, que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro.

A medida é um recurso usado por empresas em dificuldades financeiras, para evitar falência.

Em nota de sua assessoria de imprensa, a construtora diz ser vítima de "uma espécie de bullying empresarial".

Também ontem à noite a empreiteira sofreu um revés, ao ter seu pedido de liminar negado pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que fosse suspensa a quebra nacional dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, decretada pela CPI do Cachoeira.

A íntegra da decisão da ministra não havia sido divulgada até o fechamento desta edição, mas no sistema de acompanhamento processual do STF constava a informação da liminar indeferida.

Principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Delta tem sido alvo de denúncias de três meses para cá, desde que a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelou ligações entre diretores da construtora e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

05 de junho de 2012

Charge




sérgio CAIbral


www.sponholz.arq.br

Assessoria de Perillo diz que depoimentos à CPI do Cachoeira não contradizem governador



 Em nota, governador de Goiás afirma que relatou, detalhadamente, a operação de venda da casa


Estadão

Em nota, a assessoria de imprensa do governador de Goiás, Marconi Perillo, diz que os depoimentos feitos à CPI do Cachoeira não trazem fatos novos ou contradizem as afirmações já feitas pelo governador a respeito da venda de sua casa no condomínio Alphaville, em Goiânia.

"Só há uma versão, a verdadeira, dos fatos. Em março de 2012, o governador Marconi Perillo relatou, detalhadamente, a operação de venda de sua casa no condomínio Alphaville, em Goiânia.

Repetiu, exaustivamente, a mesma versão em todas as entrevistas à imprensa.

Os depoimentos, até agora feitos à CPMI, não colocam fato novo ou contradizem as afirmações do governador.

Basta fazer uma leitura linear dos fatos, com começo, meio e fim, a partir da entrevista de março a O Popular"
, reitera a nota.

Segundo a assessoria de Perillo, a versão do governador "foi confirmada integralmente nos depoimentos de Wladimir Garcêz e de Walter Paulo Santiago". "Sabendo que o governador havia colocado a casa no condomínio Alphaville à venda, Wladimir Garcêz procurou Lúcio Fiúza e manifestou interesse em adquirir o imóvel.

Conforme o depoimento de Wladimir, este, sem conseguir honrar o pagamento e ao ser cobrado por Lúcio, entrou em contato com Cláudio Abreu, solicitando que emprestasse os recursos para que pudesse honrar o pagamento da casa.

Cláudio lhe emprestou três cheques - dois no valor de R$ 500 mil e um no valor de R$ 400 mil"
, diz a nota.

Ainda de acordo com a nota, "Wladimir entrou em contato novamente com Lúcio, dizendo que não ficaria com o imóvel e que havia repassado o negócio da venda da casa a Walter Paulo, que condicionou a efetivação do negócio à assinatura do governador ou de seu representante legal e, também, solicitou que a escritura fosse lavrada em nome da empresa Mestra Participações".

E continua: "Lúcio, representando o governador e acompanhado de Wladimir, presenciou a entrega do dinheiro, e ambos assinaram o recibo de venda.

O dinheiro ficou em posse de Wladimir que, ainda conforme declarou em seu depoimento na CPI, fez o pagamento do empréstimo a Cláudio Abreu"
, concluindo:

"Portanto, não há contradições nos depoimentos realizados."

05 de junho de 2012

Servidores federais aprovam greve para 11 de junho


Funcionalismo

Assembleia reuniu em Brasília representantes de 31 entidades

Veja on line

Gabriel Castro
Marcha de servidores federais:
greve a partir de 11 de junho

(Antonio Cruz/ABR)

Reunidos em assembleia, representantes de 31 entidades sindicais do serviço público federal decidiram nesta terça-feira iniciar uma greve geral no dia 11 de junho.

Cerca de mil pessoas participaram da votação, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Os trabalhadores cobram do governo um reajuste de 22,08%, o que equivale à inflação acumulada e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2010, quando foi dado o último aumento. O governo alega que não pode conceder reajustes gerais e diz que vai negociar apenas com categorias em que há distorções na folha de pagamento.

Uma comitiva dos funcionários chegou a se reunir nesta terça com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Valter Correia, mas não houve avanços.

"Nós fomos lá cobrar uma evolução. Ele ficou de conversar com a ministra Gleisi Hoffmann", diz Paulo Barella, um dos organizadores do protesto.

O governo promete apresentar uma proposta até 31 de julho. Mas os sindicatos não estão dispostos a esperar.

Dentre as categorias mais propensas a aderir à greve, estão os professores e funcionários de universidades federais (parte dos quais já cruzou os braços), os servidores dos ministérios e os funcionários do Judiciário.

Vaidoso - Presunçoso - Arrogante






LULA AMEAÇA:

“Se os tucanos me aborrecerem, quem sai candidato a prefeito em São Paulo sou eu”


Por Giba Um

Quem conversou com Lula sobre a possibilidade de PSDB ter arquitetado a publicação da matéria sobre a pressão que o ex-presidente teria feito sobre Gilmar Mendes, ministro do Supremo, foi Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência.

Ele lembrou que, embora tenha boas relações com Lula, Nelson Jobim é muito mais amigo de José Serra.

Dividiram apartamento em Brasília há anos e Serra é padrinho de casamento de Jobim com Adriane Senna, ex-Coaf (ela trabalhou com Serra em seus tempos de Câmara Federal).

Lula ouviu a história e ameaçou: Se os tucanos me aborrecerem, quem sai candidato a prefeito em São Paulo sou eu”.

5 de junho de 2012

Ameaça





Por Claudio Humberto

As denúncias do ex-diretor do DNIT Luiz Pagot contra PSDB, PR e PT causam apreensão:

“Se ele abrir o verbo, a casa cai”, diz um ex-diretor.

A “Operação Esmaga-Marta” mostra à senadora o que é ser alvo do petismo e ter a reputação moída



A senadora Marta Suplicy (PT-SP) está vendo de perto o que é ser alvo da máquina de moer reputações do petismo

Por Reinaldo Azevedo

Ela só conhecia o outro lado, o de quem ataca. E toma pancada de todo lado, como quem tivesse jogado pedra na cruz. A Folha de hoje publica um artigo estupefaciente de Cláudio Gonçalves Couto, que é “cientista político, professor do curso de Administração Pública da FGV-SP”, segundo o pé biográfico que aparece no jornal. Segue o seu texto em vermelho. Lá vou em azul.
Se tudo der errado na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, culminando em sua derrota, o PT já sabe sobre quem descarregar a culpa.
Se tudo der certo e Haddad for eleito prefeito, o PT também já sabe a quem espezinhar. Nos dois casos, essa pessoa é Marta Suplicy.
Marta tinha uma única saída para não se dar mal: apoiar Haddad com entusiasmo, como quer Lula.  
É evidente o inconformismo da ex-prefeita com seu preterimento na escolha da candidatura petista, para a qual se via como uma escolha natural — tal qual a de Aécio Neves para o PSDB, no pleito presidencial, na visão de Fernando Henrique.
Marta, contudo, assemelha-se pouco a Aécio, no que concerne a esta “naturalidade”. Está para a Prefeitura de São Paulo e para o PT mais ou menos como o ex-governador José Serra está para a Presidência e o PSDB.
Em ambos os casos, os postulantes veem-se como o nome óbvio, não reconhecem correligionários à sua altura e pensam mais em seu projeto pessoal do que no do partido.
Com o devido respeito a Couto, que deve ser um homem honesto, o pensamento é vigarista. Fica por provar, além do opinionismo, por que Aécio é um candidato natural (tese que ele adota) e por que Serra e Marta não seriam. Como está a buscar paralelos, entende-se que a naturalidade, no caso do PT, estaria, então, com Fernando Haddad. A gente percebe que ele não tem simpatia pelos dois nomes “não naturais”. Com quais categorias intelectuais opera? Com as da futrica e da fofoca, dando relevo aos supostos maus bofes dos dois políticos: “não reconhecem correligionários à sua altura e pensam mais em seu projeto pessoal do que no do partido”. Suponho que, nessa formulação, Haddad e Aécio são destituídos de ambições pessoais e só pensam no projeto partidário, certo?  
A semelhança, porém, acaba por aí. Não só porque se trata de disputas de tamanho distinto, mas também porque PT e PSDB são muito diferentes.
A semelhança não acaba aí porque nunca começou.
Se no PSDB o serrismo conseguiu impor-se à máquina partidária para mais um malogro em 2010 (e continua a alentar nova aventura para 2014), no PT o peso da organização partidária se fez sentir na definição da disputa.
Couto não gosta de Serra, a gente vê. Num texto destinado a analisar o embate no PT, ele ataca o político tucano. A afirmação de que “continua a alentar nova aventura em 2014″ é obviamente mentirosa, peça de propaganda do petismo ou de coisa ainda pior. Não sei qual é a dele. Sei que não se sustenta. Mas atenção para o triplo salto carpado hermenêutico-dialético que vem agora.
Alguém replicará que é o peso do caciquismo lulista. Há um erro em tal avaliação.
Embora a unção de Lula tenha sido crucial na opção do PT por Haddad, ela opera em contexto organizacional e com significado muito distintos daqueles do PSDB. O PT é um partido em que a lógica da organização tende a prevalecer sobre caciquismos.
A unção de Lula funciona na indicação do candidato porque se coaduna com os interesses mais amplos e de longo prazo da organização.
Que coisa! Serra se fez candidato em 2010, sem prévias, porque Aécio Neves desistiu da corrida. Qualquer pessoa um pouquinho mais bem informada do que Couto sabe que o agora senador mineiro não era candidato pra valer à Presidência. E, a depender do andar da carruagem, é bom o tucanato ir pensando num nome alternativo — que não é Serra obviamente. Na disputa de agora, na cidade de São Paulo, os tucanos realizaram prévias. E prévias de verdade, como se viu. Mas “caciquista”, segundo este iluminado pensador, é o PSDB, não o PT!!!
E por que não? Ele dá a resposta: “A unção de Lula funciona na indicação do candidato porque se coaduna com os interesses mais amplos e de longo prazo da organização.” Entenderam? Lula é o grande “intérprete” da organização, conhece as suas vontades, sabe a forma do futuro, tem domínio sobre os seus “interesses mais amplos e de longo prazo”. Couto não é mesmo um gramsciano, que entendia ser o partido o “moderno príncipe”. Nada disso! O príncipe, para este pensador, é o demiurgo!
Assim, no triplo salto carpado hermenêutico-dialético deste gigante, o PSDB foi caciquista ao não sê-lo, e o PT, ao sê-lo, não o foi, compreenderam? Ao realizar prévias, o PSDB foi autoritário e caciquista. Ao atropelá-las, o PT demonstrou aquela vocação democrática resumida tão bem pela… vontade de Lula!!! Acompanhar as suas aulas deve ser mesmo uma grande aventura intelectual.
Coisa idêntica ele deve pensar sobre o PT de Recife. Por lá, as prévias chegaram a ser realizadas, o atual prefeito, João da Costa, venceu, mas Lula não aceita e quer Humberto Costa como candidato. E ele pode, certo, Couto? Afinal, “o contexto organizacional” permite qualquer coisa.
Em tal cenário, o beicinho de Marta, se mantido, tenderá a lhe causar um ostracismo interno. Organizações tão densas não costumam deixar barato esse individualismo.
Couto acha o PT uma “organização densa” e ameaça Marta com o “ostracismo” porque ela fez “beicinho”. Pior de tudo: teria cometido um pecado terrível! Foi muito “individualista”, coisa que, sabem vocês, não fica bem no petismo, esse partido de homens coletivistas…
A Folha chame quem quiser para escrever artigos. Não tenho nada com isso. Como leitor, digo se gostei ou não. Eu entendo que jornais e revistas devem recorrer a colaborações de “pensadores” e “cientistas políticos” quando estes produzem uma reflexão que opera com categorias e modelos de precisão que podem, eventualmente, estar além do instrumental manejado habitualmente pelos profissionais da redação (jornalistas formados ou não). Muito melhor na própria Folha eu já encontrei mais de cem, como naquele iê-iê-iê.
Agora vocês me dão licença que ficarei aqui a refletir sobre o caciquismo que não é porque é e é porque não é…
05/06/2012

‘Apocalipse econômico’



Analista prevê ‘apocalipse econômico’ até 2013



Foto: Divulgação

Uma apresentação em slides feita pelo analista Raoul Pal prevê “apocalipse econômico” até 2013, o que deve gerar uma reconstrução do sistema financeiro nos próximos anos.

Sua teoria, elaborada em oito tópicos, estuda crises anteriores para explicar o atual cenário mundial.

“A história mostra que quando uma nação dá o calote na dívida soberana, outros calotes vêm em seguida.

Um calote da União Europeia significaria um calote do Reino Unido, seguido por Japão, Coréia do Sul, China, Estados Unidos e, finalmente, a maior crise bancária da história”, descreve.

Raoul Pal afirma ainda que os US$ 70 trilhões em dívida do G10 gerarão efeito colateral de US$ 700 trilhões em derivativos associados, e se mesmo consciente a população não poderia mudar a sina, poucos se dão conta de que a situação é irreversível.

Acompanhe os slides (em inglês) abaixo.



 05 de Junho de 2012


STF decide manter quebra de sigilo da Delta Construções


Empresa Delta em Varzea Grande, Cuiabá

Empreiteira havia entrado com liminar para tentar impedir devassa nas contas

Carolina Brígido

BRASÍLIA - A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira pedido de liminar feito pela Delta Construções para tentar impedir uma devassa nas contas da empresa. Na última terça-feira, a CPI do Caso Cachoeira aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora em todo o país. De acordo com a Polícia Federal, o bicheiro Carlinhos Cachoeira seria sócio oculto da Delta, principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

No pedido ao STF, a empresa argumentou que não havia motivo para abrir o sigilo de suas contas no país inteiro, já que apenas a filial do Centro-Oeste estaria sob suspeita de envolvimento com a organização de Cachoeira. Os advogados também sustentam que a mera "citação de reportagens jornalísticas sobre o suposto crescimento do faturamento da empresa" não seria motivo suficiente para se devassar as ligações telefônicas dos 30 mil funcionários da Delta. A ministra não divulgou o teor da decisão.

  4/06/12




Líder do PT patina ao justificar manual aloprado




Jilmar Tatto chamou de "apócrifo" guia elaborado pelo partido para orientar a atuação dos parlamentares durante a CPI do Cachoeira

Mas mentiu
 Daniel Pereira
e Gabriel Castro

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto: apoio incondicional
(Ed Ferreira/AE )

A edição desta semana de VEJA revela a existência de um documento, produzido pelo PT, que define os alvos do partido na CPI do Cachoeira.

Ali estão explicações didáticas sobre como atingir os adversários anteriormente elencados pelo líder máximo do partido, Luiz Inácio Lula da Silva: a imprensa, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal – especificamente o ministro Gilmar Mendes – com objetivo de melar o julgamento do mensalão.

Num esboço de reação à reportagem, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), resolveu negar os fatos: "VEJA fala de um documento do PT, mas não está assinado, é apócrifo", disse ele à Folha de S.Paulo.

Tatto mentiu.

E quem prova isso?

Jilmar Tatto.


Ouvido por VEJA antes da publicação da matéria, ele confirmou que o material havia sido produzido para o uso dos parlamentares petistas na Comissão Parlamentar de Inquérito.

"Todos os servidores da liderança do PT na Câmara e dos gabinetes dos 84 deputados estão à disposição do partido na CPI", disse.

 
Reprodução
No destaque, janela do sistema operacional mostra os nomes dos autores do arquivo que instrumentaliza a CPI do Cachoeira

O registro eletrônico do documento mostra, de forma incontornável, os responsáveis pela elaboração do manual: Luiz Fernando Liñares e Rebeca Albuquerque.

Os registros oficiais confirmam que ele trabalha na liderança do PT no Senado e ela é a chefe de gabinete de Odair Cunha, o deputado petista que é relator da CPI do Cachoeira.

Tatto sabia de onde veio o documento que oficializou a estratégia malsucedida do partido na CPI. Mas preferiu mentir. Ficam, então, reestabelecidos os fatos.


Procurada nesta segunda-feira, a assessoria de Jilmar Tatto reafirmou as declarações dadas por ele à Folha de S.Paulo.

Mas adotou uma interpretação diferente, segundo a qual o petista apenas desmentiu, ao jornal, ter ordenado pessoalmente a produção do documento. O líder do PT está em viagem à China, incomunicável.

Reprodução
Reproduções de páginas do Senado confirmam: Luiz Fernando Liñares é funcionário da liderança do PT no Senado e Rebeca Albuquerque, do gabinete do deputado petista Odir Cunha, relator da CPI

Manual -
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os alvos são os oposicionistas, a imprensa, o Ministério Público e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira.

O documento foca em especial Gilmar Mendes, que Lula tentou constranger, sem sucesso, em sua cruzada para adiar o julgamento do mensalão, conforme mostrou reportagem de VEJA da semana passada.

São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'.

São todas questões já levantadas pelos mensaleiros e seus defensores e que, uma vez esclarecidas, se mostraram fruto apenas do desejo de desqualificar um integrante do STF que os petistas consideram um possível voto contra os réus do mensalão.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

18 milhões de reais



Por Lauro Jardim

Defesa mais cara que a de Carlinhos Cachoeira

Fernando Cavendish já chegou a negociar sua defesa por 18 milhões de reais com um advogado brasiliense.

Não fechou contrato, mas a base de preço era essa.