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quarta-feira, 9 de maio de 2012



Cachoeira mandou sequestrar comparsa, diz delegado à CPI; ouça
ANDREZA MATAIS
RUBENS VALENTE
FOLHA DE BRASÍLIA

No depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Raul Alexandre Souza revelou uma faceta violenta do grupo de Carlinhos Cachoeira, citando "uma ampla sorte de crimes de natureza grave".

Segundo o delegado, Cachoeira mandou sequestrar e grampear pessoas do seu grupo para punir traições.


A Folha teve acesso ao áudio integral do depoimento do delegado à comissão. A sessão foi reservada.

"Em 19 de abril de 2009 um determinado funcionário foi sequestrado e mantido em cárcere privado em razão de desconfiança de Carlos Cachoeira de fraudes no recolhimento de máquinas caça níqueis", afirmou.

Conforme o delegado, os executores do crime foram o policial militar Jairo Martins de Sousa e o terceiro sargento da Aeronáutica Idalberto Martins de Araujo, o Dadá.

"Ambos ligados a atividades de inteligência de suas corporações."


A Folha não os localizou ontem para comentar o assunto nem seus advogados.


Dadá, afirmou o delegado, "chega a mencionar em ligação telefônica que trabalhava para Cachoeira há mais de dez anos", o que comprovaria a relação profissional entre os dois.

Esses fatos, informou o delegado na CPI, podem configurar ameaça, sequestro e cárcere privado e lesão corporal...


Atuação de grupo era verdadeira metástase, diz delegado


A Operação Vegas teve 55 alvos entre 2008 e 2009

Foram realizadas escutas em 61.803 ligações, em um total de 1.388 horas de gravação durante os 60 dias

Carlinhos Cachoeira
(Gustavo Miranda/Agência O globo)

O delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa classificou, nesta quarta-feira, durante depoimento reservado na CPI do Cachoeira, de uma "verdadeira metástase" a atuação do grupo comandado pelo contraventor.

Nas seis horas de reunião com os parlamentares, Sousa detalhou a forma de agir do bando que, aos moldes das máfias, pagava regularmente propina a servidores públicos por informações e não admitia que os integrantes se apropriassem de recursos do esquema de jogos ilegais.


Segundo relato de parlamentares que acompanharam todo o encontro, o investigador afirmou que a Operação Vegas, que comandou, teve 55 alvos entre 2008 e 2009.

Foram realizadas escutas em 61.803 ligações, em um total de 1.388 horas de gravação durante os 60 dias de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Isso dá, nas contas do delegado, 1.030 escutas feitas por dia.

O chefe do esquema, Carlinhos Cachoeira, teve 234 horas de conversas interceptadas, uma média de quatro horas diárias no período.


Segundo Sousa, o "grupo poderoso", principalmente seu líder Carlinhos Cachoeira, tinha grande preocupação com o vazamento de informações. Por precaução, Cachoeira trocava frequentemente de telefones.

O delegado, segundo relataram integrantes da comissão, admitiu que essas constantes trocas dificultavam a continuidade das apurações.

Mas a sorte mudou quando o grupo passou a usar os famosos Nextel.

Esses aparelhos não são imunes à interceptação dos áudios, apenas os registros das ligações são apagados.


Os investigadores descobriram o envolvimento de dois integrantes da PF no vazamento de batidas policiais contra máquinas caça-níqueis no estado de Goiás e no entorno do Distrito Federal, área de atuação do grupo.

Eles recebiam propina, assim como, segundo o delegado, outros servidores públicos estaduais e municipais. Era a rede de proteção do contraventor.

Com a guarida, o grupo se antecipava às operações, trocando máquinas novas por velhas.


Entrada - O delegado disse que Cachoeira só liberava a entrada de novos exploradores do negócio mediante o pagamento de comissões que alcançavam 30% do faturamento.

Em abril de 2009, as investigações descobriram que um integrante do grupo foi mantido em cárcere privado porque o contraventor desconfiava que ele teria se apropriado de parte dos ganhos do esquema.

Cachoeira delegou a tarefa de dar uma "prensa" nesse integrante aos arapongas Jairo Martins e Idalberto Matias Araújo, o Dadá.

Na ocasião, as investigações já mostravam uma relação de Cachoeira com a empreiteira Delta.

O contraventor foi visto despachando no escritório da empresa em Goiânia, onde atuava Cláudio Abreu. "Era uma verdadeira metástase", classificou o delegado.


Segundo indicaram as escutas telefônicas, Cachoeira também tinha interesse na compra de bens em Miami.

No depoimento, entretanto, o delegado disse que a movimentação do grupo não pôde ser mapeada porque não foi pedida a quebra do sigilo bancário do contraventor e das empresas do grupo.


Souza disse que a apuração da PF foi parada no momento em que apareceram as conversas com parlamentares com prerrogativa de foro, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

O caso foi remetido ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em meados de 2009.


"Não tenho conhecimento de devolução para a primeira instância", respondeu o delegado, quando perguntado por um parlamentar se soube da volta do inquérito da Operação Vegas.

Ele disse ter colaborado posteriormente com a Operação Monte Carlo, que acabou por prender, em fevereiro passado, Cachoeira e seu grupo.


A Procuradoria-Geral da República afirma que não havia indícios jurídicos de prática de crime nas investigações da Operação Vegas que pudessem justificar que autoridades com foro privilegiado, como Demóstenes, fossem alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do Ministério Público, como havia outras investigações em curso, como a operação Monte Carlo, não haveria razão para utilizar apenas os dados recolhidos na Vegas, considerados insuficientes, para pedir a investigação contra as autoridades.

(Com Agência Estado)

Promotoria reafirmará tese de crime político no caso Celso Daniel



O Ministério Público de São Paulo sustentará amanhã a tese de crime político no julgamento de cinco acusados de matar o prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT), assassinado com oito tiros em janeiro de 2002

Por Daniel Roncaglia
e Silvio Navarro

De acordo com o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho, responsável pela acusação, será reafirmada a tese que levou à condenação de Marcos Roberto Bispo dos Santos em 2010. “Não haverá um fato novo.”

Escolhido para coordenar a campanha do ex-presidente Lula, Celso Daniel foi encontrado morto numa estrada de terra em Juquitiba (a 72 km de São Paulo), após dois dias de sequestro. O júri de amanhã, em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), marca mais uma etapa de um duro embate entre o Ministério Público de São Paulo e o PT.

A Promotoria sustenta que o grupo que será julgado sequestrou e matou o prefeito a mando do ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra, que responde em liberdade e até hoje não foi a julgamento. A tese da Promotoria é que Daniel foi morto porque discordou que parte de um dinheiro desviado num esquema de corrupção na prefeitura para financiar campanhas do PT ficasse nas mãos dos envolvidos.

“O prefeito conhecia o esquema e sabia que era desviado para caixa 2 do PT, mas em determinado momento descobriu que parte do dinheiro foi usado para enriquecimento dos participantes, inclusive do Sombra, e aí ele se opôs”, disse o promotor.
(…)
09/05/2012

Justiça julga cinco por morte de Celso Daniel


A Justiça começa a julgar amanhã, mais de dez anos depois do crime, cinco acusados de matar o prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT), assassinado com oito tiros em janeiro de 2002
SILVIO NAVARRO
NÁDIA GUERLENDA
DE SÃO PAULO



Escolhido para coordenar a campanha do ex-presidente Lula, Celso Daniel foi encontrado morto numa estrada de terra em Juquitiba (SP), após dois dias de sequestro.

O júri de amanhã em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo) marca mais uma etapa de um duro embate entre o Ministério Público de São Paulo e o PT.

A Promotoria sustenta que o grupo que será julgado sequestrou e matou o prefeito a mando do ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra, que responde em liberdade e até hoje não foi a julgamento.

A tese da Promotoria é que Daniel foi morto porque descobriu um esquema de corrupção na prefeitura para financiar campanhas do PT.

O PT acusa os promotores de politizarem um caso que, segundo conclusão da polícia, é um crime comum.

A defesa de Gomes da Silva contesta há anos no STF (Supremo Tribunal Federal) o poder de investigação do Ministério Público em casos criminais.

Na noite do sequestro, Gomes da Silva e Daniel voltavam de um restaurante na capital paulista quando o carro foi alvo de uma emboscada.

Cercado de polêmicas, o caso foi reaberto duas vezes e investigado por Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público e pela CPI dos Bingos. Seis pessoas relacionadas direta ou indiretamente às investigações morreram.

O julgamento de amanhã deverá durar dois dias. A acusação é de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe ou promessa de recompensa e impossibilidade de defesa da vítima. A pena máxima é de 30 anos.

Os acusados estão presos, mas a defesa de um deles, Itamar Messias, conseguiu ontem um habeas corpus no Supremo, o que possibilitará que ele não fique algemado na sessão.

Até hoje, apenas uma pessoa foi julgada no caso. Em 2010, a Justiça condenou a 18 anos de prisão Marcos Roberto Bispo dos Santos, que dirigia um dos carros no sequestro. Na ocasião, o julgamento transcorreu sem a participação de Santos, mas em seguida ele foi preso.

O resultado foi considerado simbólico por familiares de Celso Daniel e desagradou a setores do PT, temerosos de que uma nova vitória da Promotoria poderá chancelar a tese de motivação política no assassinato.
09/05/2012 


 
 
 

TUDO PRA VOCÊ, LEITOR! 630 GRAMPOS, TRANSCRIÇÕES… TEM ATÉ ÍNDICE. PODE BAIXAR AÍ NO SEU MICRO!




Quer saber tudo o que estará disponível aos parlamentares da CPI, leitor amigo?



Pois não!

Está aqui.

Você tem que ter um programa para descompactar o arquivo, como o que está em www.jzip.com/pt, que é gratuito.

Pode se divertir à vontade.

São 630 grampos, transcrições etc.

Uma fartura!

E olhe que você pode baixar “esses trem” (como dizem Cachoeira e amigos) aí no seu computador porque está tudo protegido por “sigilo de Justiça”!!!

Os correspondentes estrangeiros que atuam no Brasil devem achar que este é mesmo um país estranho.

O irrevogável é revogável, como diria Mercadante; o sigiloso é público, e os homens públicos insistem em atividades… sigilosas!

Pronto!

Tudo aí!

Os vigaristas de aluguel não precisam mais fazer ar de mistério e inventar conspirações inexistentes.

Quem passou foi uma freirinha de um convento interessada no aprimoramento espiritual do Brasil.



09/05/2012


J&F Holding irá assumir controle da Delta Construções



Um comunicado deverá ser divulgado amanhã, segundo agentes envolvidos na negociação

Gustavo Uribe
O Globo

SÃO PAULO - A J&F Holding, grupo que controla o frigorífico JBS, vai assumir o controle da Delta Construções, empresa alvo de investigação na CPI do Carlinhos Cachoeira, no Congresso Nacional.

A informação é de agentes envolvidos na negociação, segundo os quais, um comunicado sobre a operação será divulgado na manhã desta quarta-feira.

Em um primeiro momento, antes da aquisição completa da empreiteira, a J&F Holding irá administrar o fundo que controla a Delta Construções, para avaliar a situação financeira da empresa.


A expectativa é de que um novo presidente assuma a construtora, atualmente a sexta maior empreiteira nacional.

As negociações para a venda da Delta Construções se estendem desde a semana retrasada e foram conduzidas, segundo pessoas que participaram da negociação, por Joesley Batista e Henrique Meirelles, da J&F Holding, e por Fernando Cavendish, presidente licenciado da Delta Construções.

O ex-presidente do Banco Central deve, inclusive, assumir a presidência do conselho de administração da Delta Construções. O mercado já vinha apostando em um acordo para esta semana entre a construtora e a holding, com a divulgação de fato relevante aos investidores.

Em abril, o colunista do GLOBO Ancelmo Gois antecipou que a empreiteira estava à venda, após passar por problemas de caixa em virtude da divulgação de irregularidades em contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em 2011.

A aquisição da empreiteira pela holding representa a expansão dos negócios da J&F para o ramo da construção civil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem cerca de 30% do capital da J&F Holding.

Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, no mesmo mês, o presidente licenciado da Delta Construções reconheceu o risco de a empreiteira passar por problemas financeiros após a divulgação do conteúdo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

A aquisição da empreiteira pela holding representa a expansão dos negócios da J&F para o ramo da construção civil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possui cerca de 30% do capital do grupo JBS. Na semana retrasada, a construtora deixou o consórcio responsável pelo projeto da Transcarioca, após ter se retirado das obras de reforma do estádio do Maracanã.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, já afirmou que o Ministério do Planejamento estava se preparando para uma eventual saída da Delta Construções das principais obras do governo federal, em especial as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Um diretor de uma das cinco maiores empreiteiras do País, ouvido pelo GLOBO, avaliou que a venda da Delta Construções tem caráter mais político que econômico, uma vez que, por meio dos atuais contratos firmados, a empresa não quebraria a curto prazo.

O executivo ponderou, contudo, que há o risco de o patrimônio da empreiteira “derreter” com o passar do tempo, sobretudo com o aprofundamento das investigações no âmbito da CPI do Carlinhos Cachoeira.
08/05/12

terça-feira, 8 de maio de 2012

CHARGE




https://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/u/0/?ui=2&ik=4ef2d7894c&view=att&th=1372e6bcf983b144&attid=0.1&disp=inline&safe=1&zw&saduie=AG9B_P8dD-8IMGSXBnb_fTv7nBFe&sadet=1336528929060&sads=50gE2jJVhEodwdGG2IGibwRGwZs


EXTRA!!!

fotos íntimas de sérgio cabral

QUAL SERÁ O NOSSO FUTURO?



O PAPEL DOS ESCLARECIDOS CANALHAS
NA DEGENERAÇÃO MORAL QUE TOMA CONTA DO PAÍS


Por Geraldo Almendra
Um esclarecido canalha é todo aquele que possui discernimento suficiente para saber a diferença entre a honestidade e a desonestidade, a moralidade e a imoralidade, a ética e a aética, mas que faz a opção pelos caminhos do ilícito.

Para essa escória da sociedade moderna, não importando seus níveis sociais, educacionais, culturais e ocupações profissionais, é o relativismo mais sórdido que comanda suas condutas que ficam ao sabor de circunstâncias prostitutas ou sem princípios, isto é, sem honra ou dignidade, deixando que o individualismo, o egoísmo e a ambição desmedida estabeleçam tudo aquilo que é condenado pela lei e/ou pela moral como principal “valor” nas suas relações pessoais, profissionais e muitas vezes até familiares.

A corrupção e o suborno são as marcas permanentes da presença cada vez maior desses pulhas na sociedade, uma escória que deveria ser enquadrada em crimes hediondos inafiançáveis não fosse essa Justiça sem vergonha que lhes garante na quase totalidade dos casos a impunidade, apesar dos milhares de mortes que causam todos os anos por serem cúmplices do roubo de bilhões de reais subtraídos das compulsórias aplicações do poder público em educação, saúde, segurança e saneamento básico, principalmente.

Para uma sociedade digna, sejam quais forem suas diferenças ideológicas, os princípios do respeito às leis, da honestidade, da moralidade e da ética deveriam ser seus os pilares de sustentação.

Quanto maior e melhor o lastro educacional e cultural de um cidadão maior será o seu crime no caso da sua opção por padrões de comportamento característicos do esclarecido canalha.

Os canalhas ignorantes somente ganham espaço na sociedade porque os esclarecidos canalhas assim o permitem devido a pactos de troca de favores geralmente na forma de assistencialismo comprador de votos, suborno moral e material.

O Brasil já ultrapassou qualquer limite no que diz respeito a uma aceitação pacífica pela sociedade para que as relações públicas e privadas continuem sendo conduzidas por um projeto de poder pelo poder que enterrou todos os princípios de honestidade, moralidade e ética na cova comum da canalhice explícita.

A mentira, a leviandade, a patifaria já são instrumentos padronizados utilizados pelos grupos de poder públicos e privados para fundamentar suas lutas visando transformar o país em um paraíso para todo o tipo de canalha, seja ele um canalha esclarecido ou mesmo um ignorante que cultua a vagabundagem intelectual para ser mais um cúmplice no ludibrio dos mais fragilizados em suas formações educacionais.

Gravíssimo é percebermos que crianças e adolescentes já adotam posturas nos seus relacionamentos que são caracterizadas pela falência de valores que deveriam servir de sustentação para a formação das gerações futuras.

De quem, prioritariamente, estamos falando quando titulamos alguém como canalha esclarecido? – De todos os cúmplices diretos ou indiretos do projeto de poder do PT que estão distribuídos dentro das classes e segmentos da sociedade agrupados por interesses políticos e econômicos, considerando-se que esta gente sórdida já representa a maiorianão todos ainda – dos grupos sociais a que pertencem:


- Entidades representativas do meio empresarial,
- Meio artístico e de comunicação,
- Reitores e professores de todos os níveis,
- Estrutura burocrática do ensino fundamental e universitário,
- Jornalistas e as estruturas organizacionais a que pertencem,
- Conselhos de Fiscalização Profissional – tipo OAB –, Sindicatos/Associações de Classe tipo UNE.
A questão que se coloca é como foi possível uma degeneração moral tão profunda que gradualmente está nos conduzindo a uma qualificação como uma das sociedades mais corruptas e/ou subornáveis do mundo civilizado.

A conclusão que devemos chegar é que esse desastre social somente tem sido possível pelo fato da Abertura Democrática ter se transformado em uma fraude para beneficiar e/ou enriquecer os esclarecidos canalhas que viviam infiltrados no Regime Militar, mas que tinham suas ações limitadas pela prevalência da lei e da ordem imposta por esse Regime.

No momento em que, precipitadamente, o governo e os controles das relações públicas e privadas foram entregues aos civis, os esclarecidos canalhas saíram como ratos de seus esconderijos e se associaram ao submundo comuno sindical para desfigurar totalmente o sentido político e social da Abertura Democrática.

Até antes da posse do primeiro desgoverno petista a fronteira de independência entre os Poderes da República eram apenas disfarçados, com as negociatas ocorrendo às escuras.

O crescimento do sentimento de impunidade garantido por uma Justiça que não merece ter esse nome foi o caldo para que, ao longo do tempo, o volume de picaretas públicos e privados, descarados ladrões do dinheiro dos contribuintes, crescesse sem controle, caracterizando um contínuo processo de falência da moralidade, uma falência “inteligentemente” observada e explorada sem limites pelo mais sórdido político de nossa história.

Com a posse de Lula e o consequente aparelhamento do Estado com milhares de militantes meliantes, diferente do prometido e do esperado, os picaretas não foram politicamente dizimados, pelo contrário, se organizaram de forma absurdamente sofisticada com a inacreditável cumplicidade do Poder Judiciário e com o descarado suborno da maioria do Parlamento com os recursos gerados pelo Mensalão, cujos responsáveis – a gang dos 40 – continuam sem serem punidos pelos seus crimes, graças a colaboração do STF.

A sordidez dos estelionatos eleitorais que se seguiram somente aconteceu porque milhares de esclarecidos canalhas por covardia, omissão ou vocação se uniram na sarjeta do socialismo de favores petistas para ludibriar e roubar os contribuintes.

A premeditada falência educacional e cultural durante os primeiros desgovernos civis fez e continua fazendo que a maioria da sociedade não perceba que o assistencialismo comprador de votos, conforme nos ensina a história, descamba em um Regime Comunista ou em um Regime Fascista que, no nosso caso, já transformou em escravos ou reféns do Estado mais de dois terços da população economicamente ativa.
Os milhões de cidadãos desfigurados de cultura e educação parecem achar o melhor dos mundos receberem suas bolsas qualquer coisa sem necessidade de se libertarem de subempregos, da dependência do estado, ou do processo de vagabundagem profissional em que a maioria de acomoda.

Estamos diante da influência direta da falência educacional e cultural dos beneficiados que são levados a acreditar que é possível levar a vida sem pagar o preço do esforço individual para se libertarem do assistencialismo que humilha e não conquista a dignidade de uma vida empreendedora.

Se o Brasil está na fronteira final da degeneração das relações públicas e privadas isso se deve principalmente aos milhares de esclarecidos canalhas cúmplices diretos e indiretos do mais sórdido político de nossa história.

Os esclarecidos canalhas são os maiores responsáveis pela manutenção no poder um partido que transformou, com a ajuda do Poder Judiciário – Tribunais Superiores – o poder público em um Covil de Bandidos e o país em um Paraíso de Patifes.

No caso de uma utópica intervenção civil-militar no desgoverno petista, dentre esses milhares de esclarecidos canalhas deverão estar os escolhidos, a nata da corrupção e do suborno, para serem os primeiros a serem alinhados no muro da vergonha de uma prisão federal de segurança máxima.

Que a sociedade entenda que não teríamos um segundo mandato de Lula não fosse a participação direta dos canalhas esclarecidos na manutenção do poder público como um Covil de Bandidos e o país como um Paraíso de Patifes, muito especialmente devido àquele “oposicionista” que comandou a salvação do mais sórdido político da história de um impedimento para continuar no poder depois da denúncia do Mensalão.



6/maio/2012

Roberto Civita não é Rupert Murdoch




Reportagens desagradam a alas petistas, e ‘Veja’ enfrenta campanha
EDITORIAL O GLOBO

Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista "Veja", na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.

É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.

As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de "Veja" em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira.

O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria "desmascarar o mensalão".

Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de "Veja" com o bicheiro.

E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal "News of the World", fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.

Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte.

Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento — sem o qual não existe notícia — têm destaque, pela sua importância.

Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.

Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios.

Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: "(...) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia".

E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.

O "Washington Post" só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o "Garganta Profunda", repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.

Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham.

E não houve desmentidos das reportagens de "Veja" que irritaram alas do PT.

Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

  08/05/12


“Vai vazar tudo”






Miro sobre sessão secreta:
“Vai vazar tudo”

                             Por João Bosco Rabello
                                                    Estadão


Em meio à polêmica sobre a limitação do acesso aos documentos da CPI do Cachoeira, a decisão de ouvir o delegado responsável pela Operação Vegas em sessão fechada , há pouco, dividiu a comissão e gerou protestos de parlamentares.

Por 17 votos a 11, a maioria da CPI decidiu vetar o acesso da imprensa e do público em geral ao depoimento do delegado Raul Alexandre Marques, que conduziu as investigações da Operação Vegas.

Ele começou a ser ouvido por volta das 16 horas, em reunião restrita aos integrantes (titulares e suplentes) e técnicos da CPI. Os jornalistas e espectadores foram conduzidos para fora da sala pelos agentes da polícia legislativa.

A Operação Vegas da Polícia Federal é considerada a “mãe” da Operação Monte Carlo, que levou à prisão do contraventor Carlos Cachoeira no dia 29 de fevereiro. Os autos da operação, que correm em segredo de justiça, foram encaminhados à CPI na semana passada.

Digitalizados, foram disponibilidades para consulta dos integrantes da CPI na “sala-cofre” da comissão.


No entanto, a maior parte do inquérito já se encontra disponível em diversos sites da internet. Por isso, a preocupação em ouvir o delegado reservadamente virou alvo de crítica dos integrantes da comissão. “É um inquérito sigiloso de informações notórias”, ironizou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi mais longe. Ao microfone disse durante a fase aberta da sessão: ”Quero comunicar que tudo que vai ser aqui falado vai ser vazado”, anunciou.

O PT, na contramão de sua história, defendeu o sigilo através do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), sob o pretexto de preservar a investigação.

“As revelações do delegado à comissão, se vazarem, podem prejudicar a continuidade da investigação”, alegou.


Estão previstos para a próxima quinta-feira (10) os depoimentos do delegado Matheus Rodrigues e dos procuradores da República Daniel Salagado e Léa Batista, responsáveis pela Operação Monte Carlo.

A expectativa, apesar da polêmica, é de que também sejam ouvidos em reunião fechada da comissão. 

 
Brasil , deputados, Senado

08.maio.2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Edir Macedo, que frauda o sentido da Bíblia ela-mesma, não será o autor de uma bíblia do jornalismo ético




Vamos lá.

Não deixo de achar certa graça, embora haja no mundo milhares de coisas mais interessantes e engraçadas, do que a tentativa de invasão do blog pela súcia organizada para defender mensaleiros e atacar a VEJA

Não!

Aqui a canalha não vai botar as suas patas sujas

Por Reinaldo Azevedo


Já faço blog há algum tempo. Sei como manter o espaço higienizado. O “instrumento de luta” da hora é uma peça de ficção levada ao ar pela TV Record, aquela do autointitulado “bispo Macedo”, com base em outra peça de ficção da Carta Capital, a revista que oferecia, até outro dia, assinatura com desconto para pessoas filiadas ao PT.

Isso é que é prova de independência!

Faz sentido?

No universo moral deles, todo sentido!

Se a publicação só existe porque conta com a generosidade dos anúncios públicos e de estatais, é preciso oferecer a contrapartida. É dando que se recebe. A profissão é antiga, vem dos tempos bíblicos.
“Ah, tá falando isso porque seu blog está hospedado na VEJA”. Pois é… Não haveria nada de errado se assim fosse, mas não é. Muito antes de meu blog estar aqui, estive em outros lugares e fiz outras revistas.

Todos sabem o que penso dessa gente há muito tempo.
Antes de Mino Carta servir ao petismo, serviu a Orestes Quércia, por exemplo.

Quando este começou a viver o seu ocaso, decidiu se virar nos 30…

Nos primórdios de 2002, namorou com Ciro Gomes.

Mas pertence à espécie dos que têm bom faro.

Percebeu que o petismo lhe oferecia melhores condições de trabalho e se tornou um entusiasta da causa, sempre com aquele arzinho de desdém que devota aos brasileiros, por ele tratados como “os nativos”.

Mino se considera membro de uma certa aristocracia do espírito, que, eventualmente, precisa do aporte de gente menos espiritualizada para se manter. O ódio que tem da VEJA é proverbial e conhecido.
A “reportagem” da Carta Capital que serve de base para a “reportagem” da Record não passa de um apanhado de ilações ridículos e sem amparo nos fatos.

As gravações exibidas como “provas” provam apenas que um jornalista da VEJA tinha, entre suas fontes, Cachoeira e seus serviçais.

E daí?

Tentar transformar isso em crime é uma tentativa de criminalizar o próprio jornalismo investigativo.

Pergunto: o jornalista da revista usou aquelas informações para ganhar dinheiro?

Usou aquelas informações para fazer negócios em seu nome ou da revista?

Usou aquelas informações para obter algum benefício?

Não!

Com elas — e recorrendo sempre a outras fontes que ajudaram a desvendar a infiltração de criminosos no governo —, colaborou para desbaratar quadrilhas que estavam infiltradas no Estado. Dilma não se livrou de seis ministros-problema para ficar de bem com a VEJA. Ela se livrou de seis ministros-problema — e mais a camarilha que estava no Dnit — porque constatou, quando menos, evidências de lambança.

Na reportagem da Carta Capital e da Record, não por acaso, ignoram-se os dados levantados pela Corregedoria Geral da União. Eles demonstravam a lisura de procedimentos? Não! Eles demonstravam a roubalheira.
Aquilo que a “reportagem” da Record apresenta como evidências contra a VEJA é uma fraude montada a partir de fragmentos de conversas que mal esconde o intento — é uma exigência! — de transformar, sempre ele, José Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a Procuradoria Geral da República), em uma pobre vítima das armações de Cachoeira.

Vítima?

Dirceu organizava um governo paralelo num quarto de hotel, no momento em que o chefe da Casa Civil era defenestrado, o que foi denunciado por VEJA, e essa gente fala em investigar a revista?
Ora…
   Quem frauda a Bíblia frauda os fatos
  

O papel da Carta Capital e assemelhados e da Rede Record nesse imbróglio não é novo. Edir Macedo é dono de uma igreja — e deixo claro que os fiéis não têm nada a ver com suas lambanças; estão lá de boa-fé — e de um partido político, o PRB, que ganhou há dias o Ministério da Pesca. Seu titular, Marcelo Crivella, é sobrinho do chefão da organização. Sua primeira declaração ao ser nomeado exibia a sua intimidade com a pasta: “Vou aprender a pôr minhoca no anzol”.

Caso se reconstitua a trajetória de Macedo e se tente entender como amealhou recursos para se tornar empresário de comunicação, vai-se concluir o óbvio: o dinheiro, originalmente, saiu da igreja, da doção feita pelos fiéis.

Problema: trata-se de uma atividade não-tributada constituindo fundos para organizar uma empresa privada. Ainda hoje, boa parte da receita da emissora sai dos cofres da Universal. Como a simples transferência de recursos é proibida, usa-se um artifício: a Igreja “compra” tempo na Record e paga por ele um preço que ninguém mais pagaria.
Macedo impõe ao jornalismo o mesmo padrão e rigor teórico com que leva adiante em sua teologia. Este é aquele senhor que recorre a uma passagem do Eclesiastes para justificar o aborto, por exemplo.

Também é aquele líder religioso que aparece num vídeo, com um chicote na mão, para expulsar o demônio do corpo de um homossexual.

Se faz isso com a religião, por que faria diferente no jornalismo?

“Ah, o Reinaldo está recorrendo a coisas que não têm nada a ver com o caso…”

Ah, tem, sim!

Quando se evoca o Eclesiastes para justificar o aborto, estamos diante de uma fraude teológica!

Quando se recorre ao chicote contra um homossexual para que ele mude sua orientação, estamos diante de uma fraude em qualquer sentido que se queira: psicológica, religiosa, ética.

Quando se leva ao ar aquela montagem asquerosa tentando incriminar o jornalista da VEJA — que só fazia o seu trabalho —, estamos diante de uma fraude jornalística. Porque a tudo isso preside o mesmo padrão moral.
                   Nada de errado


Qualquer jornalista responsável, de posse das mesmas informações que tinha o jornalista da VEJA, faria o que ele fez: reportagens! Se Cachoeira e outros tantos gostavam ou não dela, isso é irrelevante.

ESSA PATACOADA SÓ ESTÁ NO AR AGORA PORQUE ALGUMAS DAS REPORTAGENS QUE TENTAM DEMONIZAR CONTRARIARAM O INTERESSE DE QUADRILHAS INFLUENTES.


Alguém se interessou em saber a origem das fitas que resultaram no “escândalo das privatizações” — “escândalo” que, sabe-se agora, depois de muitas investigações, nunca existiu?

Alguma vez os petistas se lembraram de pôr a bola no chão para ponderar: “Pô, gente, vamos com calma! Esses que querem derrubar a cúpula do BNDES e do Ministério das Comunicações são todos bandidos…”

Não!

Não se disse uma vírgula a respeito. Ao contrário: defendia-se o uso aberto de fitas gravadas sem qualquer autorização judicial porque se sustentava: “O que importa é o crime que está sendo denunciado”.

Crime que, reitero, nunca existiu. Mas, vocês sabem, como era coisa contra tucanos, tudo bem! Caso semelhante a este de que trato? Não! As reportagens da VEJA trouxeram à luz corrupção comprovada, escancarada. A “privataria” era uma farsa.

Alguém se interessou — antes que a própria polícia o fizesse — em saber qual era a fonte que alimentava a imprensa com o tal Dossiê Cayman?

Por mais que os tucanos negassem qualquer envolvimento com o caso e afirmassem que tudo não passava de loucura e de armação, jamais se levantou a questão das “fontes”.

Os jornalistas que deram curso àquela mentirada desfilam por aí, lépidos, como se nada tivesse acontecido.

Caso semelhante a este de que trato?

Não!

As reportagens da VEJA trouxeram à luz corrupção comprovada, escancarada. O Dossiê Cayman era uma farsa.

No caso da suposta compra de votos da reeleição — em que se armou uma escuta —, alguém se preocupou em saber qual era a fonte e quem estava por trás da tramoia? Também nesse caso, os alvos eram tucanos — e, se é assim, então nada se pergunta. Por que essa gritaria agora?


                     A resposta é simples


Porque uma das especialidades de uma banda do PT e outros a ela associados é inverter a lógica dos fatos e o sentido moral dos eventos históricos.

Tentam transformar a ação virtuosa da reportagem de VEJA, QUE DENUNCIOU A AÇÃO DE LARÁPIOS NO GOVERNO — E FOI DILMA QUEM OS BOTOU PRA FORA, NÃO A REVISTA — em crime. E, POR ÓBVIO, TENTAM TRANSFORMAR CRIMINOSOS EM VÍTIMAS.

Na peça de ficção da Record, fica parecendo que José Dirceu brincava de amarelinha em reunião clandestina com o presidente da Petrobras, o ministro do Desenvolvimento Industrial, o líder do governo na Câmara, entre outros.

Os repórteres investigativos — e existe até uma associação no Brasil que os junta — devem se reunir, a partir de agora, e estabelecer um código de ética próprio: “Só falaremos, daqui para a frente, com pessoas de reputação ilibada. Descobriremos as safadezas da República conversando com acadêmicos, teólogos, filósofos etc. Antes de saber se alguém pode ser uma fonte, vamos pedir atestado de bons antecedentes…”
Imaginem se a Polícia Federal vazar todas as conversas que certamente tem lá guardadas de repórteres com suas fontes — claro,claro, os grampeados não eram os jornalistas, mas as fontes… A propósito: quem organiza os vazamentos das gravações? Notaram que todos os que as tornam públicas fazem questão de frisar: “Conversas gravadas com autorização judicial..” Verdade! E o vazamento? Também tem autorização judicial ou, na origem, é um crime? 


Respondo: na origem, é um crime. 

Repórteres estão ou não utilizando um material decorrente de um crime, já que ele estaria resguardado por sigilo de Justiça?

Estão!

Mas não estou aqui a defender restrições para o jornalismo, não!

Se vazou, vazou!

Papel de jornalista não é assegurar sigilo de coisa nenhuma.
Mas não vale fazer de conta que foi um grande professor de ética que passou o troço adiante.

Concluindo

E que fique claro a essa gente que atua como ordem unida, que obedece a um comando, que escreve o que interessa a seus financiadores. Este texto é meu, publicado no meu blog, que está hospedado na VEJA Online.

Não é um texto “da VEJA”.

Os princípios que norteiam a revista já foram tornados públicos por Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da revista. Não falo pela publicação. Falo o que penso.

Sei que alguns chegam a ficar constrangidos que assim seja, porque contrastam a minha independência com a sua sujeição, mas o fato é que escrevo o que quero, com a opinião que tenho — e nem sempre coincidente com escolhas editoriais da VEJA.

Pluralidade não é alegoria de mão de desfile carnavalesco.

É um fundamento da democracia.

No próximo post, apresento três evidências do rigor teológico de Edir Macedo.

O mesmo rigor que ele levou para o jornalismo.

O PT começou citando Karl Marx e terminou no colo do “bispo”.

E, no entanto, asseguro: o jornalismo independente vai sobreviver ao ódio de uns e à vigarice de outros.

07/05/2012


Charges









Lula se mete nas eleições da Venezuela e manda para o país Dirceu e João Santana; sua aposta na desordem institucional atravessa fronteiras








Luiz Inácio Lula da Silva, definitivamente, não está sabendo ser ex-presidente, conforme prometeu que faria. Certa feita, referindo-se a FHC, sugeriu que ele ficasse em casa cuidando de livros e netos.


Netos, ao menos, Lula os tem. Não contente em investir na desordem institucional no Brasil, conforme escrevi no texto que manterei no alto da home ainda nesta manhã, o ex-presidente brasileiro está se metendo nas eleições venezuelanas para tentar garantir sobrevida política ao tiranete Hugo Chávez.

Parece que o outro tem aquilo que lhe faz falta aqui: o direito de ficar no poder até quando Deus quiser. Chávez, sim, sabe odiar sem amarras institucionais!


Reportagem de Frank López Ballesteros publicada ontem no jornal venezuelano El Universal informa as investidas e interferências de Lula no processo sucessório venezuelano. Em março, o Apedeuta se reuniu com o marqueteiro do PT, João Santana — que está prestando assessoria ao candidato Chávez — para saber detalhes da campanha eleitoral do Beiçola de Caracas.

Quis conhecer as propostas de trabalho que seriam apresentadas ao PSUV, o partido do ditador. Em meados de abril, segundo o jornal, Santana desembarcou na Venezuela para se encontrar com o tiranete, levando a tiracolo ninguém menos do que José Dirceu. Dirceu é aquele senhor acusado pela Procuradoria Geral da República de ser “chefe de quadrilha”. Que encontro!!!

Valter Pomar
Antes, em março, quem passou pela Venezuela foi Válter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT e secretário-geral do Fórum de São Paulo, que reúne partidos e grupos de extrema esquerda da América Latina.

As Farc já fizeram parte da turma — hoje, oficialmente ao menos, está afastada do Fórum… Pomar desfilou ao lado dos chefões do PSUV e, acreditem, decidiu desqualificar Henrique Capriles Radonski, o candidato da oposição.

Lula está mesmo empenhado. No encontro que manteve no fim de março com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e com o prefeito da capital, Eduardo Paes, no Circo Libanês, o Apedeuta expressou ao governador o seu descontentamento pela suposta simpatia que Cabral teria pela candidatura de Capriles.

Segundo a fonte do Universal, “a vinculação do governador com o oposicionista venezuelano é pessoal, não pública”. De todo modo, Renato Pereira, marqueteiro das campanhas de Cabral e Paes, teria se encontrado com a equipe de Capriles. O chefão petista não gostou. Segundo essa mesma fonte, Lula quer que seus aliados mantenham distância da oposição venezuelana.

É isto: se há regime autoritário na América Latina — e no mundo! —, Lula é a favor. Só exige, claro!, que seja de esquerda ou, ao menos, antiamericano. Eis o nosso Apedeuta. Justiça se lhe faça, não promove a destruição de instituições e de valores democráticos apenas em seu pais.


Texto publicado originalmente às 5h13 desta segunda



07/05/2012



Tags: Chávez, Lula, Venezuela

A hora do troco


Garotinho pediu contribuição e não foi atendido

Brasil
 

Por Lauro Jardim

Hoje em lados opostos, Anthony Garotinho e Fernando Cavendish já tiveram excelentes relações — afinal, a Delta foi uma das grandes empreiteiras do governo Garotinho.

O rompimento entre ambos deu-se no início do governo Sérgio Cabral.

Motivo: Garotinho reuniu alguns empreiteiros num jantar e pediu contribuição financeira para campanhas. Cavendish disse “não”, imaginando que “rei morto, rei posto”.

Pior: deixou o encontro no meio num clima pouco amigável.


 6 de maio de 2012


François Hollande conquista a presidência francesa





Com Hollande, os socialistas voltam ao poder após 31 anos

O socialista François Hollande conquistou uma clara vitória nas eleições presidenciais da França neste domingo, com estimados 52% dos votos.

Após o fechamento das urnas, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que telefonou a Hollande para desejar-lhe “boa sorte” no cargo.
Analistas dizem que a votação tem amplas implicações para a zona do euro. Hollande prometeu reformular o acordo sobre a dívida pública nos países membros.

Pouco depois do fechamento das urnas às 20h (15h de Brasília), meios de comunicação franceses publicaram projeções baseadas em resultados parciais que davam ao socialista uma vantagem de quase quatro pontos.

Partidários de Hollande se reuniram na Place de la Bastille em Paris - um ponto de encontro tradicional da esquerda - para comemorar.

Analistas dizem que Hollande foi beneficiado pelos problemas econômicos da França e a impopularidade do presidente Sarkozy.

O candidato socialista prometeu aumentar os impostos sobre as grandes corporações e as pessoas que ganham mais de 1 milhão de euros por ano.

Ele quer aumentar o salário mínimo, contratar 60 mil professores e diminuir a idade de aposentadoria de 62 para 60 anos para alguns trabalhadores.

Hollande também pediu a renegociação de um tratado europeu duramente negociado sobre disciplina orçamental, defendido pelo chanceler alemã Angela Merkel e Sarkozy.
Sarkozy

Em discurso neste domingo, Sarkozy disse a partidários que "François Hollande é o presidente da França e ele deve ser respeitado".

O presidente disse que estava "assumindo a responsabilidade pela derrota".

Insinuando sobre o seu futuro, ele disse: "Meu lugar não será mais o mesmo Minha participação na vida do meu país agora vai ser diferente.".

Durante a campanha, ele disse que iria deixar a política, se ele perdesse a eleição.

Sarkozy, que está no cargo desde 2007, havia prometido reduzir o déficit orçamentário da França por meio de cortes de gastos.

É apenas a segunda vez um presidente em exercício não foi capaz de ganhar a reeleição desde o início da Quinta República da França em 1958.

O último foi Valery Giscard d'Estaing, que perdeu para o socialista François Mitterrand em 1981. Mitterrand teve dois mandatos no cargo até 1995.

A eleição parlamentar está marcado para junho.

A correspondente da BBC em Paris Katya Adler diz que, por causa da derrota de Sarkozy, a extrema direita francesa espera conquistar amplo terreno político no pleito parlamentar.

6 de maio, 2012