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quarta-feira, 11 de abril de 2012

O STF vai ouvir a voz do Brasil decente




Anote os endereços eletrônicos dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, publicados na seção
O País Quer Saber.

E use o e-mail para lembrar a todos eles que o Brasil decente quer que o processo do mensalão seja julgado neste semestre.



Direto ao Ponto


Endereços eletrônicos dos 11 ministros:

Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br

Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br

Gilmar Mendes – mgilmar@stf.gov.br

Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br

Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br

Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br

Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br

Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br

Dias Toffoli – gabmtoffoli@stf.jus.br


10/04/2012


Grampos revelam elos de Protógenes com citados no esquema de Cachoeira


Escutas da PF na Operação Monte Carlo, que culminou na prisão do contraventor, flagram deputado do PC do B, delegado, em conversas com araponga acusado de cooptar policiais e agentes públicos da máfia dos caça-níqueis

Rosa Costa
O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Autor do requerimento de criação de uma CPI para investigar a ligação de políticos com Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais no País, o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com um dos mais atuantes integrantes do esquema do bicheiro goiano: Idalberto Matias Araújo, o Dadá.

Os grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelam a proximidade do parlamentar com um possível alvo da CPI que deverá ser instalada no Congresso Nacional.

                
 Protógenes passou orientações a faz-tudo de Cachoeira
André Dusek/AE - 21.12.2011

Espécie de faz-tudo do esquema e conhecido araponga de dossiês políticos, Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas - a Satiagraha.

A ligação de Protógenes com Dadá permite questionamentos sobre sua autoridade para integrar a CPI.

Os diálogos revelam o empenho do deputado, delegado licenciado da PF, em orientar Dadá na investigação aberta contra ele próprio, no ano passado.

Numa das conversas, Protógenes lembra ao araponga para só falar em juízo.

"E aí, é aquela orientação, entendeu?, diz ele, antes do depoimento de Dadá.


As ligações foram feitas para o celular do deputado. Fica evidente a preocupação de Protógenes em não ser visto ao lado de Dadá.

Eles sempre combinam encontros em locais distantes do hotel onde mora o deputado, como postos de gasolina e aeroportos.

Procurado pelo Estado por três vezes em seu gabinete ontem, Protógenes não foi localizado e também não respondeu às ligações para seu celular.

Dadá foi identificado na Operação Monte Carlo - que o levou e ao bicheiro Cachoeira à prisão, em fevereiro -, como o encarregado de cooptar policiais e agentes públicos corruptos, de obter dados sigilosos para a quadrilha e de identificar e coordenar a derrubada de operações de grupos concorrentes.

Ele está preso desde o mês passado, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e exploração de máquinas caça-níqueis.

Em agosto do ano passado, Dadá tratou de seu depoimento no inquérito da Satiagraha com o próprio Protógenes, com o advogado Genuino Lopes Pereira e com o escrivão da Polícia Federal Alan, lotado na Coordenação de Assuntos Internos da PF(Coain-Coger), uma subdivisão da Corregedoria-Geral.

O assunto é o mesmo: Dadá e Jairo Martins, outro araponga ligado a Cachoeira e que esteve informalmente sob o comando de Protógenes na Satiagraha, só deveriam se manifestar em juízo.


Se integrar a CPI contra Cachoeira, Protógenes investigará dois de seus colaboradores, como indicam os grampos obtidos pelo Estado.

O advogado Genuino Pereira afirmou que não conhece Protógenes e negou que seus clientes tenham combinado a versão que dariam em depoimento à PF. Alega que eles se comportaram daquela forma por coincidência. Alan não foi encontrado no local de trabalho.
                         Xerife

Com uma imagem de quem se tornaria o "xerife" da Câmara, Protógenes foi eleito graças à carona que pegou nos 1,3 milhão de votos do palhaço Tiririca (PR-SP) para preencher o total de votos exigidos pelo quociente eleitoral de São Paulo.

A iniciativa de criar uma CPI para investigar Cachoeira e seus colegas é, até agora, o auge de sua promessa de campanha.

Nos áudios da Monte Carlo, Dadá trata o deputado por "professor" e "presidente". Uma das interceptações mostra Protógenes sugerindo a Dadá que o encontre num novo hotel.

"Não tô mais naquele não", avisa, num sinal de que os encontros são constantes.

No grampo de 11 de agosto de 2011, acertam o local da conversa, mas se desencontram.

"Tá onde?", pergunta.

Dadá responde: "Em frente da loja da Fiat", ao que o deputado constata: "Ah, tá.

Estou no posto de gasolina". "No primeiro?", indaga Dadá.

"Isso", confirma o deputado.


10 de abril de 2012
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Vídeo mostra deputado goiano negociando doação com Cachoeira.




O deputado federal Rubens Otoni (PT-PR) é aquele patriota que aparece num vídeo junto com Carlinhos Cachoeira.

O bicheiro promete doar mais R$ 100 mil à sua campanha — deixa claro que outro tanto já foi repassado —, mas diz que tem de ser tudo por fora, com o que o interlocutor concorda de pronto.

Tão logo o vídeo veio a público, Otoni afirmou que se trata de uma armação, embora reconheça sua autenticidade.

Entenderam?

Leia mais:
Reinaldo Azevedo


Charges





pudor





casa branca tem goteira



www.sponholz.arq.br

Será mesmo que Tarso Genro estava por acaso na bagunça promovida em frente ao Clube Militar?


Vejam o que eu descobri, com foto e tudo!


Ou: DAS VERGONHOSAS OMISSÕES DA IMPRENSA

Por Reinaldo Azevedo

Vejam esta foto.



 


Aquele senhor sentado na primeira fileira, com a mão no rosto, com ar vetusto, é Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul. O que ela faz ali? Vamos ver.

No dia 29 do mês passado, um bando de fascistoides cercou o Clube Militar. A turma xingou e agrediu militares da reserva que participavam de um seminário. A foto de um rapaz dando uma cusparada num idoso tem de se tornar um emblema do que esses caras entendem por democracia e civilidade. “Descobriu-se”, vejam que coincidência!, que ninguém menos do que Tarso Genro passava por ali, por acaso…

O valente não teve dúvida: “encontrado” por jornalistas, concedeu uma entrevista e acusou de provocação… as vítimas!!!

A todos pareceu normal que um governador de estado estivesse passeando, solerte, pelas ruas da capital de um outro estado, topando, de súbito, com um protesto!!!

Pois é…

Aquela manifestação, a exemplo de outras que têm sido feitas em frente à casa de pessoas acusadas de colaborar com a tortura, foi convocada por um certo “Levante Popular da Juventude”. As ações obviamente ilegais do grupo têm merecido ampla cobertura do jornalismo — E SEMPRE EM TOM FAVORÁVEL!

O que antes se chamava “grande imprensa” não se interessou nem sequer em saber quem é essa gente, de onde vem, o que pensa. No dia 27 de março, contei aqui quem são eles.

O tal “Levante” é só uma nova fachada do MST, que anda em baixa. João Pedro Stedile, o nosso leninista do capital alheio — já que seu movimento vive de dinheiro público — resolveu levar a sua “revolução” do campo para as cidades (afinal, ele é, reitero, um leninista).

A cobertura dos jornais tem sido asquerosa. Diz-se que o “Levante Popular da Juventude” luta apenas, que coisa bonita!, pela instalação da Comissão da Verdade.

Enquanto isso, sai por aí xingando pessoas, cuspindo nelas, pichando as suas casas. Então agora volto à foto lá do alto.

                   Encontro


Entre os dias 1º e 5 de fevereiro, o grupo promoveu o “1º Acampamento do Levante Popular da Juventude”.

Aconteceu em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e reuniu, segundo os próprios organizadores, 1.200 pessoas, vindas de 17 estados.

Isso explica, por exemplo, por que ações de vandalismo contra as respectivas casas de supostos torturadores aconteceram em vários estados, ao mesmo tempo, numa coordenação que a imprensa chamou de “surpreendente”.

“Juventude” não é categoria social, política ou de pensamento.

O “jovem” por trás do movimento é João Pedro Stedile — com suas ideias do fim do século 19.

Na fotos abaixo, ele aparece dando a sua “aula” de levante.
        

Muito bem! Tarso Genro foi um dos convidados de honra do “acampamento”. É o que mostra aquela primeira foto. Isso significa que ele tem intimidade com o “Levante Popular da Juventude” e conhece, então, a sua agenda.

Parece-me que o fato põe em dúvida a coincidência entre o protesto no clube militar e a sua estada no Rio — justamente nas imediações do Clube Militar.

Abaixo, seguem algumas fotos do evento. Ao fim de tudo, um vídeo que chega a ser engraçado de tão patético.
         

Aqui, em círculo, os camaradas expõem os seus anseios, numa espécie de dinâmica revolucionária de grupo
        

A revolução social requer preparo intelectual, né?

Aqui, uma aula sobre os caminhos da libertação



É preciso curtir a natureza: moças e moços da cidade conhecem os prazeres de uma vida mais agreste.

É a burguesia experimentando o paraíso do povo

        

Também há espaço para a burguesia consciente se misturar ao povo e celebrar a cultura popular. É o que se chama "possibilidade de intercurso de classes"

Agora vejam este vídeo, em que um sujeito, por assim dizer, canta um rap sobre as ocupações promovidas pelo MST. Volto para encerrar.

     


Voltei


A apresentação foi feita durante a “II Feira e Festa da Agricultura e Agroindústria Camponesa”, evento paralelo ao 1º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude.

O refrão é claro: “Eu sou aquele que acredita em encarar o choque”. É um conclamação em favor do confronto com as forças da legalidade.

O vídeo é um troço patético. Um coroa, com a máscara revolucionária — que tira ao menos para cantar — se fantasia de cantor de rap para passar mensagens revolucionárias…

Eis aí: revelado, agora com imagens, o grande mistério do “Levante Popular da Juventude”.

É só o velho leninista João Pedro Stedile brincando de fazer revolução.
 

Mas Tarso, um governador de Estado, assistiu a tudo atentamente, no acampamento e nas imediações do Clube Militar.

Que futuro nos aguarda quando um governador de estado participa de uma patuscada como essa?

Não muito bom!
 

De toda sorte, é um comportamento compatível com o ministro da Justiça que levou o Brasil a abrigar um assassino, condenado em seu país à prisão perpétua.
 

10/04/2012

A fala de Falcão, a oportunidade da CPI e duas estrelas do petismo na defesa de dois alvos do PT


Eis uma, e há muitas, diferença importante entre o PT e os demais partidos:
a legenda defende os seus próprios enrolados, enquanto as oposições tentam se desligar dos seus respectivos

É claro que a segunda atitude é a mais decente.

A julgar, no entanto, pelo poder de uns e de outros, talvez a defesa do crime seja o mais inteligente, não é mesmo?

É bem verdade que os petistas contam com a proteção de amplos setores do jornalismo, como demonstro no post anterior.

Não fosse assim, Jilmar Tatto (SP), líder do PT na Câmara, estaria agora obrigado a explicar a declaração dada ao Estadão (ver post abaixo), em que trata como herói um deputado flagrado acertando grana com Cachoeira.

Mas quê…

Em vez disso, Tatto é destaque porque está falando mal de… Serra!!!

E não é só ele, não!

No Globo, Rui Falcão, presidente do PT, aparece na defesa de outro petista.

Leiam.

Volto em seguida.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, minimizou nesta terça-feira a suposta ligação do subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Olavo Noleto, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e afirmou que o partido continua favorável à instalação de uma CPI para investigar o contraventor.
“O que eu vi no jornal são telefonemas do Wladimir Garcez (um dos principais operadores de Cachoeira) para o Noleto”, disse o presidente petista.

Para Falcão, as investigações devem atingir também eventualmente os petistas.


“Ainda que qualquer pessoa do PT possa ter qualquer ligação, telefonema (para pessoas ligadas a Cachoeria), queremos ver tudo apurado. Até para que não pese suspeitas indevidas sobre gente do PT.”
(…)

Questionado sobre as suspeitas de ligação de integrantes do governo do petista Agnelo Queiroz no Distrito Federal com o grupo de Cachoeira, o presidente do PT respondeu: “Tem suspeita sobre o (governador de Goiás) Marconi Perillho (PSDB) também. Queremos ver tudo apurado.

Falcão disse que o partido prefere uma CPI mista, para permitir que os senadores também participem das investigações.

“Estamos recolhendo assinaturas para a CPI mista.”


Voltei

O próprio Planalto já saiu em defesa de Noleto.

Não sei se a CPI será criada ou não.

Para os petitas, convenham, o estrago feito até agora num partido de oposição já está de bom tamanho.

O episódio, COMO ANTECIPEI AQUI, está sendo usado pelo partido e pela canalha subjornalística a soldo que lhe presta serviços para sustentar que até o mensalão teria sido uma tramoia de Carlinhos Cachoeira…

Não diz como “A” teria levado a “B”.

Isso não faz diferença.

Os idiotas que caem na conversa não querem fatos; precisam apenas de uma desculpa.

Petistas, como escrevo no post anterior, já aprenderam a desmoralizar CPIs ou a fazer delas meros instrumentos para agredir a oposição.

Assim, ainda que se instale uma comissão, a chance de que as estrelas do partido envolvidas com safadezas mereçam o devido tratamento é mínima. Mas algum perigo sempre existe; alguma evidência sempre pode vazar.

A depender do risco que Cachoeira corra, ele pode falar ou não falar inconveniências.
Os advogados

É bem verdade que Cachoeira tem um advogado astuto — e caro!

Ninguém menos do que Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, ainda conselheiro de Lula e, se vocês fizerem uma pesquisa, o homem que criou essa Polícia Federal, como direi?, muito ativa…
Alguém que cobra R$ 15 milhões por uma causa é mais do que um conhecedor do Código Penal, dos ritos processuais e dos poderosos de Brasília.

É também um conselheiro.

Bastos é muito bom no que faz, mas é também um príncipe do PT.

Não creio que dará a seu cliente orientações que pudessem pôr o partido em dificuldades.

Há coisas, diga-se, curiosas, que só o surrealismo brasileiro explica.

E não vi ninguém até agora a estranhar ocorrências que seriam estranháveis em qualquer outro lugar do planeta.

O outro grande protagonista (ou “antagonista”, a depender do ponto de vista) desse imbróglio é, evidentemente, Demóstenes Torres.

O advogado do senador que se notabilizou por fazer uma firme oposição ao governo e ao PT é ninguém menos do que Antônio Carlos de Almeida Castro, o coruscante Kakay, um dos amigões de José Dirceu.

Atenção, hein!?

Não estou aqui a afirmar que advogados criminalistas se comprometam, necessariamente, com a ação dos seus clientes.

Todos têm direito a defesa.

Estou apenas chamando a atenção para a presença de duas estrelas do petismo (se Kakay é filiado ou não, pouco importa) na defesa de nomes que o partido tem usado para tentar desmoralizar a oposição.

O caso de Bastos, então, é interessantíssimo.

As franjas a soldo do partido na Internet inventaram a mentira estúpida de que o mensalão era uma tramoia de Carlinhos Cachoeira, em associação com a imprensa.

Quem arrumou a saída para os petistas naquele episódio foi justamente Bastos, então ministro da Justiça: seria tudo caixa dois, um crime menor, de prescrição curta.

Em parte ao menos, a sua tese triunfou.

Qual é a tese da quadrilha que atua na Internet?

Um petista “versão diamante”, como Bastos, estaria defendendo justamente o suposto homem que teria inventado o mensalão?


Essa gente não se envergonha?

Não tem noção do ridículo?

Não!

Mas a sua falta de vergonha tem preço, é evidente!

E quem paga é você, leitor amigo, por meio dos anúncios oficiais e de estatais que sustentam essa bandidagem.

10/04/2012