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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Câmara vota cassação de Jaqueline Roriz

Só que secretamente!

Onde está o princípio da "fé pública" que o servidor deve ter?

#forajaquelineroriz



@tiagomaranhao








Não em nome do Brasil


As últimas semanas mostram o atual governo às voltas com múltiplos aspectos da herança maldita recebida do período Lula-Dilma.

Não são coisas novas, mas tudo foi obscurecido na campanha eleitoral do ano passado.

Fechadas as urnas e computados os votos, a verdade pôde aparecer.


Para os grupos que estão no poder, o risco maior na tentativa de superação do passado é os exércitos da varrição atolarem, perderem velocidade diante das circunstâncias políticas, eventualmente batalhando entre si.

Nenhum governo rompe impunemente com a estrutura econômica e política que o fez nascer.


Um exemplo do atoleiro é o front externo.

O governo anterior, como foi tantas vezes assinalado, cultivou a opção preferencial pelas ditaduras e ditadores alinhados com os interesses do PT.

Os críticos foram acusados de querer empurrar o Brasil para uma posição subalterna, como se soberania fosse sinônimo de fechar os olhos às violações aos direitos humanos.

Antes mesmo de tomar posse, a nova presidente anunciou uma guinada de 180 graus: a defesa dos direitos humanos seria prioridade nas relações externas – os direitos humanos passariam a ser inegociáveis. Rompendo a tradição instituída por Lula, o Itamaraty chegou a votar contra o governo do Irã na ONU.

A largada comoveu, mas foi tudo.

No Conselho de Segurança, onde ocupamos no momento uma cadeira, o governo brasileiro tem sistematicamente contribuído para a blindagem política do ditador da Síria, Bashar Al Assad.
Como noticiou este jornal (19/8/11), o Itamaraty não se une àqueles que defendem a saída de Assad – EUA e Europa -, opõe-se a sanções e nem sequer aceita repreendê-lo.

Ao contrário, trabalha ativamente para encontrar uma solução que favoreça o ditador amigo.

Antes, a presidente Dilma já havia se recusado a receber a Nobel da Paz iraniana, Shirin Ebadi. Há espaço para fotos ao lado de pop-stars, mas não houve a generosidade de acolher em palácio essa batalhadora dos direitos das mulheres iranianas. Entre honrar a tradição diplomática brasileira e não contrariar o amigo ditador de Teerã, vingou a segunda opção.

Na Síria, os tanques e outros blindados vão às cidades rebeladas abrir fogo contra os que reivindicam banalidades democráticas, como liberdade de organização e expressão e eleições limpas. Há o temor de que a oposição política síria tenha, ela própria, raízes potencialmente autoritárias, mas esse é um assunto que diz respeito aos sírios, que não podem ter negado o seu direito à democracia.

O regime sírio e sua performance repressiva parecem, de fato, não incomodar o governo do PT.


Pesará o fato de o partido ter firmado, em 2007, um espantoso acordo de “cooperação” com o Partido Baath, de Assad?

Há palavras que dizem tudo.

Neste caso, “cooperação” é um termo preciso para qualificar esse acordo, celebrado numa viagem a Damasco do então presidente do PT, Ricardo Berzoini.


O texto é suficientemente anódino para parecer defensável aos incautos. Limita-se a listar irrelevâncias. Mas efeito simbólico foi e é um só: oferecer legitimidade a uma facção ditatorial que monopoliza o poder em seu país e impede a livre manifestação de quem se opõe.

Foi também uma cooperação entre partidos que levou o Brasil a ser indulgente com Kadafi?


Já passou da hora de o Itamaraty virar essa página.

O Brasil não tem por que continuar como avalista de Bashar Al Assad e do Partido Baath.

Se o PT deseja apoiá-los, que o faça, mas não em nome do povo brasileiro.


Os defensores de um certo pragmatismo afirmam ser inviável uma política que, a um só tempo, defenda os direitos humanos, respeite a soberania das demais nações e proteja os nossos interesses comerciais.

Mas é possível, sim.

Nossos diplomatas são capazes de encontrar um caminho soberano, de defesa do Brasil, e, ao mesmo tempo, fortemente vinculado às conquistas da civilização. Até porque a Síria é também um pedaço do Brasil.

Aqui, muitos imigrantes eram chamados de “turcos”, dado o passaporte que carregavam à época do Império Otomano.

As raízes familiares dos descendentes, raízes sentimentais e culturais, essas são legitimamente sírias – sírias e protegidas pelos valores universais da democracia.

30/08/2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O tiro no pé do guerrilheiro de araque



Transformar um quarto de hotel em aparelho clandestino é sinal de pouca inteligência.



Por Augusto Nunes



Transformar um endereço no centro de Brasília em esconderijo para tramoias políticas e/ou comerciais envolvendo figurões do governo e do Congresso é prova de indigência mental.


Fazer essas coisas simultaneamente só pode ser coisa do companheiro José Dirceu.



Como comprova a reportagem de capa da edição de VEJA, ele nunca perde a chance de engrossar a colossal coleção de ideias de jerico inaugurada já nos tempos de líder estudantil.

Em 1968, Dirceu conseguiu namorar a única espiã da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia poderia dispensar-se arrombar a porta: Heloísa Helena, a “Maçã Dourada”, faria a gentileza de abri-la.




Ainda convalescia do fiasco amoroso quando resolveu que o congresso clandestino da UNE, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores. Até os cegos do lugarejo enxergaram a procissão de forasteiros.



No primeiro dia, mandou encomendar 1.200 pães por manhã ao padeiro que nunca passara dos 300 por dia. O comerciante procurou o delegado, o doutor ligou para a Polícia Militar e a turma toda acabou na cadeia.




Ninguém reclamou: enquanto o congresso durou, todos haviam tentado dormir sob a chuva por falta de tetos suficientes.

Incluído no grupo dos resgatados pelos sequestradores do embaixador americano, Dirceu avisou que lutaria de armas na mão contra a ditadura e foi descansar na França.
O lutador exilado empunhou taças de vinho num bistrô em Paris até trocar a Rive Gauche pelo cursinho de guerrilheiro em Cuba.

Com o codinome Daniel, aprendeu a fazer barulho com fuzis de segunda mão e balas de festim, submeteu-se a uma cirurgia para deixar o nariz adunco, declarou-se pronto para derrubar a bala o regime militar e, na primeira metade dos anos 70, voltou ao Brasil.

Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de trocar chumbo no campo, foi trocar alianças na cidade.



Fantasiado de Carlos Henrique Gouveia de Mello, negociante de gado, baixou em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, casou-se com a dona da melhor butique do lugar e entrincheirou-se balcão do Magazine do Homem, de onde só saía para dar pancadas em bolas de sinuca no bar da esquina.

Em 1979, quando a anistia foi decretada, Carlos Henrique, apelidado de “Pedro Caroço” pelos parceiros de botequim, abandonou a frente de combate municipal, o filho de cinco anos e a mulher, que só então descobriu que vivera ao lado do revolucionário comunista menos belicoso de todos os tempos.


Livre de perigos, afilou o nariz com outra cirurgia plástica, ajudou a fundar o PT e não demorou a virar dirigente. Ao tornar-se presidente, escolheu Delúbio Soares para cuidar da tesouraria. Depois da campanha vitoriosa de Lula, não se contentou com a chefia da Casa Civil: promoveu-se a superministro e monitorou o preenchimento dos milhares de cargos de confiança.

Nomeado capitão do time do Planalto, mandou e desmandou até a explosão do escândalo protagonizado por Valdomiro Diniz, o amigo vigarista com quem dividira um apartamento em Brasília.

E então o país descobriu que o herói de Passa Quatro transformara um extorsionário trapalhão em Assessor para Assuntos Parlamentares.

Atirado à planície pelo escândalo do mensalão, conseguiu ser cassado por uma Câmara dos Deputados que não pune sequer os integrantes da bancada do PCC.



Sem mandato, com os direitos políticos suspensos e desempregado, descobriu que estava pronto para prosperar com o tráfico de influência. Desde 2005 junta dinheiro como facilitador de negócios feitos por capitalistas selvagens. E hoje é chamado de Jay Dee por patrões que, na hora de tratar os detalhes do acerto, mandam a criançada sair da sala e vão à janela para saber se algum camburão estacionou por perto.




Quem se dedica a tal ofício tem de ser discreto. Dirceu acha possível seguir embolsando boladas de bom tamanho como “consultor” sem abandonar a discurseira contra a elite golpista e a mídia reacionária, sem renunciar à luta pelo controle do PT, sem arquivar a saudade dos tempos de primeiro-ministro, sem despir o uniforme de guerrilheiro de araque. A reportagem de VEJA contou a última dessa flor de esquizofrenia. Logo será a penúltima.

No momento, Dirceu jura que houve uma tentativa de invasão do aparelho clandestino montado em Brasília.

Ele também vive jurando que o mensalão não existiu. “Tenho uma biografia a preservar”, recitou mais uma vez o chefe do que o procurador-geral da República qualificou de “organização criminosa sofisticada”.

Aos 65 anos, enquanto o Brasil decente espera que o Supremo Tribunal Federal cumpra o seu dever, o que tem José Dirceu é um prontuário a esconder.


29/08/2011

domingo, 28 de agosto de 2011

PARACHOQUE DE CAMINHONEIRO ANTENADO:





"O QUE O LULA MERECIA MESMO ERA UM SEGUNDO TORNO."

Ideli, o assessor e as ONGs



A ministra direcionou emendas para entidade ligada a funcionário de seu gabinete e para organizações acusadas pela PF de desviar recursos públicos


Ela também terá que explicar no Congresso seu empenho para manter no DnIt um afilhado investigado pelo TCU


Por Claudio Dantas Sequeira
IstoÉ


ALEGAÇÃO
A ministra disse que o repasse visou a incentivar a autonomia das mulheres

As gravações de conversas telefônicas que mostram o empenho da então ministra da Pesca, Ideli Salvatti, para manter João José dos Santos no cargo de superintendente do DNIT de Santa Catarina, reveladas na ultima edição de ISTOÉ, mobilizaram deputados e senadores.

Os parlamentares querem que a atual ministra das Relações Institucionais explique com detalhes seus movimentos em favor de um afilhado que, segundo demonstrou a reportagem de ISTOÉ, é apontado pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público como um dos responsáveis por obras irregulares, com suspeita de superfaturamento e licitação dirigida. Na terça-feira 23, a bancada do PSDB apresentou um requerimento à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara pedindo a convocação da ministra e também de Santos.

“É inaceitável que uma ministra faça a defesa de um sujeito que esteja envolvido em investigações sobre o desvio de dinheiro público”, afirma o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que também é procurador da República.

“Precisamos saber quais os reais motivos que levaram a ministra a defender o superintendente do Dnit em Santa Catarina.”


Além das articulações em favor de Santos, a ministra Ideli Salvatti deverá comparecer ao Congresso nas próximas semanas para explicar suas relações com Organizações Não Governamentais ligadas à agricultura familiar em Santa Catarina.

Um levantamento das emendas parlamentares assinadas por ela quando senadora, entre 2003 e 2010, que ultrapassam R$ 60 milhões, revela que parte desses recursos beneficiou entidades comandadas por pessoas já investigadas, indiciadas pela Polícia Federal e acusadas de corrupção.

A senadora também direcionou emendas a uma ONG que tem como sócio Claudionor de Macedo, funcionário de seu gabinete no Senado e posteriormente coordenador de sua campanha para o governo catarinense no ano passado.

“São fatos gravíssimos que merecem uma apuração rigorosa, pois há risco de que verbas públicas tenham abastecido campanhas políticas do PT”, diz o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), que na sexta-feira 26 protocolou novo requerimento para a convocação da ministra na Comissão de Fiscalização e Controle.


FAVORECIMENTO

Entidade, criada em 2004, foi irrigada por duas emendas de Ideli que beneficiaram Claudionor de Macedo

A entidade comandada por Claudionor de Macedo chama-se Centro de Elaborações, Assessoria e Desenvolvimento de Projetos (Cesap). A ONG criada em 2004, foi beneficiada por três emendas parlamentares, duas delas propostas e defendidas por Ideli.'

A primeira, no valor de R$ 100 mil, paga em 2008 por meio de um convênio com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM).

Ao justificar o repasse, a então senadora argumentou de forma genérica a necessidade de “incentivar a autonomia econômica e financeira das mulheres”.

Já a segunda emenda, também de R$ 100 mil, foi encaminhada em 2009.


Desta vez, Ideli detalhou um pouco mais o objetivo da emenda, que seria para “reduzir as desigualdades entre homens e mulheres, e promover uma cultura não discriminatória”.

Na Junta Comercial de Santa Catarina, no registro da entidade consta que o engenheiro Juares Lorenzon seria seu presidente.

Uma consulta no site do Cesap, no entanto, que foi retirado do ar na quarta-feira 24 (mas copiado por ISTOÉ enquanto esteve disponível), revela que Lorenzon é apenas mais um dos vários sócios-efetivos.

Entre os sócios-colaboradores está Claudionor de Macedo. Ele entrou nos quadros do Senado por força de um ato secreto e passou a assessorar Ideli.

Quando o escândalo dos atos secretos se tornou público, em 2009, Claudionor teve de regularizar a situação funcional e acabou contratado como motorista, função que, oficialmente desempenhava quando Ideli direcionou as emendas no valor de R$ 200 mil.
 

Em julho do ano passado, Claudionor foi promovido a assistente parlamentar, mas nos meses seguintes ficou em Santa Catarina coordenando a campanha eleitoral de Ideli na região serrana.

Filiado ao PT, ele conta com o apoio de Ideli para concorrer à Prefeitura de Anita Garibaldi (SC).

Também graças à atual ministra das Relações Institucionais, a irmã de Claudionor, Severine Macedo, foi nomeada secretária Nacional da Juventude, ligada diretamente ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.



MISTÉRIO
No endereço em nome do Cesap, no bairro dos Ingleses, em Florianópolis, há apenas uma casa abandonada

Os dois irmãos afilhados da ministra têm origem política nos movimentos em defesa da agricultura familiar – destino de 80% das emendas de Ideli. Claudionor é dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Anita Garibaldi (STR), associado à Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), onde Severine ocupou cargo de direção.

A Fetraf-Sul foi acusada em 2007 de fraudar convênios com o governo federal num montante superior a R$ 5 milhões. Na semana passada, após quatro anos de investigações, a Polícia Federal de Chapecó concluiu um inquérito, que possui 12 volumes, mais de 28 apensos e 137 caixas de documentos.

Em seu relatório final, o delegado Misael Mazzetti determina o indiciamento de sete pessoas, entre elas os hoje deputados estaduais Altemir Tortelli (PT/RS) e Celso Ludwig (PT/PR), coordenadores da Fetraf-Sul, além de Jair Antonio Niero, tesoureiro da entidade e também diretor do Instituto Cooperação da Agricultura Familiar de Santa Catarina (Icaf), órgão beneficiado pelas emendas de Ideli, num total de R$ 338,7 mil.

“A ação da ministra Ideli favorecendo seus correligionários mostra que o aparelhamento do Estado é total e absoluto. Seja a respeito das articulações para manter no Dnit o amigo investigado, seja nas emendas liberadas para aliados indiciados pela Polícia Federal, a ministra precisa explicar suas condutas”, afirma o deputado Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB.

O empenho de Ideli pelo afilhado João José dos Santos à frente do Dnit catarinense, demonstrado na conversa gravada da ministra com o ex-deputado Nelson Goetten, divulgada na semana passada por ISTOÉ, incomodou até mesmo parlamentares da base aliada. “A reportagem mostra até que ponto chega a disputa por cargos, inclusive dentro de um mesmo partido. O Congresso precisa refletir sobre isso.

O caso da Ideli é a metástase de um câncer.

A quem servirá um gestor investigado por corrupção que é afilhado de alguém?

Ao País, ao presidente, à política do governo ou ao padrinho político?”,
pergunta o deputado Espiridião Amim (PP-SC).


DESCONFIANÇA
Francischini diz que é possível que a verba tenha alimentado o PT

No Planalto, a avaliação feita por assessores próximos da presidente Dilma é de que a reve­lação da conversa de Ideli com o ex-deputado Goetten não pode ficar sem explicações.

Nos próximos dias, o afilhado de Ideli deverá depor e a ministra já foi avisada de que se seus esclarecimentos não forem convincentes o Dnit de Santa Catarina terá um novo chefe.

A provável queda de Santos, no entanto, não terá força para impedir a convocação de Ideli. “Há um compromisso de não conviver com a corrupção e, como ministra das Relações Institucionais, Ideli não pode deixar de prestar esclarecimentos”, diz o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Na semana passada, ISTOÉ procurou o Cesap, entidade em que o assessor de Ideli, Claudionor de Macedo, figura como um dos sócios, para saber como os recursos públicos foram aplicados, mas os telefonemas não foram atendidos.

Também não havia ninguém nos dois endereços em nome da ONG. Num deles, no bairro dos Ingleses, em Florianópolis, há apenas uma casa abandonada com a placa de
“aluga-se”.

Niero também não foi localizado pela reportagem.

Já Ideli tem dito repetidas vezes que, sempre que apresentou emendas, o fez no interesse de seu Estado.









26.Ago.11


SALÁRIO DE SARNEY PASSA O TETO




Brasília Urgente:

É um ladrão?

É um facínora?

É um delinquente?

Não, é o SuperSarney, defensor do Estado fraco e dos políticos oprimidos pela decência.

Enquanto senadores batem boca, governo bate cabeça e deputados batem carteira, o Sarney recebe mais de R$ 60.000,00 de salários, e o povo quer que ele bata as botas!

Para Sarney, não existe teto:

- Sou um sem-teto.

Quem precisa de teto é pobre – disse o SuperSemVergonha.




‘Estamos diante de uma pessoa dramaticamente incapaz de dar forma a uma única ideia’

Celso Arnaldo radiografa Dilma:
‘Estamos diante de uma pessoa dramaticamente incapaz de dar forma a uma única ideia’


POR CELSO ARNALDO ARAÚJO

Da Roma antiga, que ela não saberia localizar no mapa ou na História, a São José do Rio Preto, onde há poucos dias chamou as crianças de um conjunto habitacional de “esses pequenininhos brasileiros, esses brasileirinhos e essas brasileirinhas”, as palavras desordenadas vão saindo aos solavancos, num diapasão de agonia, escoltadas pateticamente por gestos bruscos, mímicas de esforço e esgares atônitos, como se estivessem sendo trazidas a fórceps de um arquivo morto que há anos não é consultado e onde o material de pesquisa está todo embaralhado.

Pessoas têm ou não o dom da palavra – e não tê-lo não desmerece nem os políticos, que vivem sob permanente demérito.

Um Jânio, um Lacerda, um Covas, mesmo um Arthur Virgílio só ocorrem raramente — geralmente há apenas um único grande tribuno em cada legislatura ou em cada governo.

Mas até os maus oradores têm lampejos: um chiste de cordel, uma tirada vulgar mas sagaz, um pensamento isolado que soa genuino e original, uma admissão autodepreciativa mas comovente. Com Dilma isso nunca acontece.

Se apenas não possuísse o dom da palavra, a presidente Dilma estaria plenamente absolvida.

Teria certamente seus bons momentos, como todos têm.

Mas ela nunca teve nenhum, pelo menos em público.

Nunca lhe ouvi uma frase inteligente,

um raciocínio límpido,

um jogo de palavras com sentido lógico e algum requinte metafórico,

um recurso dialético,

um cacoete de estadista,

um pensamento superior sobre o Brasil e suas mazelas.


Ao se expressar sobre virtualmente qualquer assunto, dos estádios de futebol aos mamógrafos, passando por todos os grandes temas nacionais, ela se mostra sempre muito abaixo da linha da pobreza de expressão.

Ao que tudo indica, não apenas uma pobreza vernacular, gramatical, sintática, lógica, metafórica, criativa – mas, possivelmente, a do pensamento insuficiente que precede a má palavra.

Dúvidas ainda?

O discurso da presidente Dilma, na entrega de unidades do Parque Residencial Esperança, em São José do Rio Preto, é um resumo da obra.



Vá ao vídeo acima e aperte play num momento a esmo – das primeiras palavras, a 43min30s (“Bom dia, boa tarde”), às ultimas, à 1h50s (“Um abraço a todos e a todas”).

Da saudação à despedida, qualquer agrupamento de palavras pinçado da fala oca e disforme impediria uma pessoa, mesmo que ungida por José Sarney, a exercer um cargo de quinto escalão no governo.

Numa empresa de porte médio, tal pessoa não resistiria 30 segundos à frente do encarregado do RH.

Um trecho desse discurso ou de qualquer entrevista de Dilma reproduzido numa prova de redação habilitaria o candidato a figurar nas folclóricas antologias de “pérolas do ENEM” que circulam pela internet.

Mas essa Dilma, cuja capacidade de presidir um país é posta em xeque por nós sempre que abre a boca, é tão clandestina quanto a Estela dos anos de chumbo.
Hoje ainda repercutindo um resto de glória pela falsa cruzada de limpeza ética, a grande mídia releva ou não enxerga o despreparo generalizado dessa outra Dilma – aqui e ali, noticia um lapsus linguae num discurso, um Agnelo Queiroz que se torna Agnelo Rossi (mix referencial-freudiano de um cardeal com um ladrão), uma Itapira que vira Itupeva.

Mas duvido que qualquer um de nossos maiores articulistas políticos, como Fernando de Barros e Silva, Dora Kramer e Eliane Cantanhêde, tenha se dado ao trabalho de ouvir com atenção, sem a cabeça do copidesque, um único dos 500 vídeos com falas de Dilma disponíveis no site do Planalto e nesta coluna.




Se a ouvissem como se deve ouvir um presidente da República — uma pessoa que, sempre que fala, se dirige à História –, talvez não mais sobrevivesse aquela Dilma de Ilíada gerada pelos subterrâneos da Casa Civil: a gerente de múltiplas e modernas competências, com uma biblioteca na cabeça, onde também está instalada uma planilha sobre-humana com números, cálculos e projeções de todos os programas do governo Lula, do qual se fez passar gostosamente, por quase oito anos, como sua principal CEO.

Ouça-se um discurso ou uma coletiva, conclua-se sem esforço ou má vontade: estamos diante de uma pessoa dramaticamente incapaz de dar forma a uma só ideia, se as tem, e dona de uma incultura geral inusitada para sua faixa de educação formal – um fenômeno complexo e instigante.

Quando se processou nela a aquisição de linguagem, houve uma ruptura traumática?

Se leu tudo o que apregoa ter lido, por que não assimilou nada?


Por que não consegue sequer reproduzir, sem erros grosseiros, máximas, ditados e aforismos que já fazem parte da psique popular?

E por que não aperfeiçoa o discurso com a repetição de pensamentos obsessivos?


(Há quase dois anos, em eventos ligados ao Minha Casa Minha Vida, ela tenta elucubrar o conceito, de resto completamente dispensável, por óbvio, de que é bom ter casa própria – e quem ouvir o grotesco discurso de São José do Rio Preto desta semana irá preferir continuar pagando aluguel ou morar de favor.

A bola da vez são “os 190 milhões de brasileiros”, a cada dia, coitados, envolvidos em pensamentos mais toscos).

Não contando a fase de campanha, já dura oito meses, ininterruptos sequer por uma frase de três palavras, a mais constrangedora exposição pública via oral de um presidente da República.


O fato de o blog do Planalto reproduzir as falas presidenciais sem nenhum retoque, e nenhum pudor, é apenas a negação da língua como metáfora. Ao ver a foto do trio sinistro de personagens do jantar do Palácio Jaburu, tão magnificamente descrito por Augusto Nunes, a conclusão só pode ser: uma imagem vale mais do que mil palavras, mesmo que péssimas.


28/08/2011

DESMONTANDO A FARSA QUE DIRCEU PREPAROU PARA ANIMAR A AL QAEDA ELETRÔNICA A SOLDO.


OU:
A DEMOCRACIA INVADE O BUNKER DO GOVERNO CLANDESTINO


José Dirceu, que a Procuradoria Geral da República acusa de ser “chefe de quadrilha”, comporta-se como José Dirceu ao compor uma história mal-ajambrada — que não guarda nem mesmo coerência interna — para tentar mudar o foco da questão.

Acreditam em suas palavras os seus subordinados ideológicos, os trouxas e aqueles que fazem negócios com a banda podre do petismo.

Enviam-me um link do Portal Terra em que se “informa” que Dirceu acusa VEJA de “invadir seu apartamento”.

É uma mentira dentro de outra.

Nem ele próprio teve essa cara-de-pau.

A acusação fantasiosa é de “tentativa de invasão”.

Quem redigiu o texto tentou ser mais “dirceuzista” do que Dirceu.

Ah, sim: para o portal, a notícia está na acusação do “chefe de quadrilha” (segundo a Procuradoria), não no FATO COMPROVADO de ele receber a cúpula do governo num aparelho clandestino.

Dirceu é realmente um homem notável.

Parece ter certa dificuldade para identificar um crime.

Não por acaso, referindo-se, certa feita, ao mensalão, disparou: “Estou cada vez mais convencido da minha inocência…” Muito bem!

No texto patético publicado em seu blog nesta sexta-feira, NUMA TENTATIVA DE INTIMIDAR A VEJA E DE SE PRECAVER DO QUE ELE JÁ SABIA QUE A REVISTA SABIA, afirma esse monumento da moralidade nacional que o repórter Gustavo Nogueira “tentou invadir” na quarta-feira o quarto em que ele se hospedava.

É mesmo? Na quarta?

Sabem quando foi registrado o Boletim de Ocorrência denunciado a suposta “tentativa de invasão”?

SÓ NA NOITE DE QUINTA.

Ou seja: foram necessárias, então, mais de 24 horas para que a segurança do hotel e José Dirceu acusassem o suposto crime.

Que gente lenta, não é mesmo?

Que gente lerda, não é?

Lembra a piada da pessoa decorosa que dá 24 de prazo para que o outro lhe tire a mão da coxa…


Não percam o fio. A “tentativa de invasão” teria ocorrido em algum momento da quarta, Dirceu não dá a hora, mas o BO só foi lavrado na noite do dia seguinte. O que teria levado à decisão de criar a farsa? Dirceu confessa em seu texto. Na tarde de quinta-feira, o jornalista Daniel Pereira, de VEJA, encaminhou-lhe por e-mail algumas questões, a saber:


1 - Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos — ministros, parlamentares, dirigentes de estatais — num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?


2 - Geralmente, de quem parte o convite para o encontro - do ex-ministro ou dos interlocutores?
3 - Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?


A farsa

Pronto!

Dirceu percebeu que a casa tinha caído, que seu bunker — NÃO O SEU APARTAMENTO OU QUARTO — havia sido invadido pela democracia.

As perguntas enviadas por Daniel Pereira evidenciavam, sim, que VEJA já sabia de tudo.

Era preciso inventar rapidamente uma história; era preciso fornecer à Al Qaeda eletrônica, que presta serviços à banda podre do PT, uma versão, uma história, para espalhar na rede. Afinal, não foi sempre assim?

“O mensalão nunca existiu”, lembram-se?

Tratava-se apenas de “recursos não-contabilizados”.

Em seu texto ridículo, ele afirma ter o direito de se encontrar com quem quiser.

Claro que sim!

Não duvido que tenha mantido colóquios com pessoas de muito mais baixa estirpe do que aquelas que foram lá se ajoelhar. Elas é que não podem e não devem manter encontros secretos com um declarado “consultor de empresas privadas”, que é só uma perífrase para a palavra “lobista”.

Se os convivas de Dirceu fossem empresários, sindicalistas, gente sem qualquer cargo público, a coisa não teria o menor interesse.

O Zé sentiu cheiro de carne queimada e resolveu investir numa fantasia cretina. Ora, tivesse mesmo havido o “crime” da reportagem da VEJA, que se acionasse a polícia imediatamente.
Não!
Dirceu só se lembrou de fazê-lo quando recebeu as perguntas enviadas pela reportagem.




Pessoas ouvidas

VEJA ouviu — reproduzi no post da manhã deste sábado imagens que o comprovam — os empregadinhos de Dirceu que foram lá fazer a genuflexão.

Àquela altura, todos eles estavam numa troca frenética de telefonemas: “Ihhh, ferrou! A VEJA descobriu!” — como costuma acontecer, né?

Era preciso dar alguma resposta.

Como explicar que um ministro do Estado, um presidente de estatal, três senadores do PT, o líder do governo na Câmara, entre outros, tenham ido ao encontro de Dirceu, todos eles interessados na queda do então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci?

Era, obviamente, uma conspiração contra o próprio governo Dilma.

E se criou a farsa da “tentativa de invasão”.

Cumpre fazer uma nota à margem: ainda que tivesse havido, não há um só dado da reportagem que pudesse ser atribuído a ela.




Quem é o hóspede?

Há outras impropriedades no texto de Dirceu. Ele diz, por exemplo, que a reportagem de VEJA “tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.”

As palavras fazem sentido.

Dirceu nem mesmo é “hóspede” porque quem paga a conta é o escritório de advocacia Tessele & Madalena.

Aliás, como informa o BO, a empresa deixa à disposição do valente não um, mas dois quartos.

Foi do advogado Helio Madalena, um dos sócios, apurou VEJA, a idéia de denunciar a “tentativa de invasão”.


Não é a operação mais complexa em que já se meteu. Já se mobilizou, por exemplo, para que o Brasil concedesse asilo político ao mafioso russo Boris Berenzovski.

Esses petistas, diga-se, lembram muito aquilo que, no velho Nordeste, se chamava “rapariga”: contam sempre um “senhor” que os ajuda.

Por que um “consultor” de sucesso como Dirceu não pode pagar a conta dos apartamentos em que “costumeiramente” se hospeda, como ele mesmo diz?

Há mais: a história relatada no BO não bate com o que afirma Dirceu em seu post.

As inconsistências, no entanto, são, em si irrelevantes.

No fim das contas, é tudo parte do jogo.

Essa é uma velha tática dessa gente: espalhar 10 versões ao mesmo tempo, todas elas contraditórias entre si, para que seus adversários percam tempo desmentindo a penca de mentiras, como se estivessem se justificando.

Quem tem se de justificar é José Dirceu!
Quem tem de se justificar é Fernando Pimentel!
Quem tem de se justificar é José Sérgio Gabrielli!
Quem tem de se justificar são todos aqueles que foram prestar serviços ao governo clandestino montado por José Dirceu e que serve de núcleo de conspiração contra o governo eleito, que é o Dilma Rousseff.


Dirceu não foi eleito por ninguém!

Ao contrário: Dirceu é, diz a Procuradoria, um “chefe de quadrilha” cassado.
Quanto à Al Qaeda eletrônica, dizer o quê?

A canalha vai ter de pedir aumento a quem lhe paga o salário.

VEJA TEM OBRIGADO OS VAGABUNDOS A TRABALHAR TAMBÉM AOS SÁBADOS E DOMINGOS.


Por último:

VEJA não invadiu lugar nenhum!

Quem sabe um dia a ala profissional da Polícia Federal o faça.

Afinal, a reportagem de capa, com efeito, não relata um caso de política, mas um caso de polícia.


27/08/2011 


sábado, 27 de agosto de 2011

O GOVERNO PARALELO DE DIRCEU.




E DILMA SABE DE TUDO!

Dá pra entender o estresse de ontem de José Dirceu




A reportagem de capa da revista VEJA revela que membros do primeiro escalão do governo, dirigentes de estatais e parlamentares - INCLUSIVE UM DA OPOSIÇÃO - se ajoelham aos pés do cassado, a quem ainda chamam de “ministro” e prestam reverências.
É isto mesmo: o deputado defenestrado, o homem processado pelo STF e acusado de ser chefe de quadrilha é tratado por figurões de Brasília como um chefão — o Poderoso Chefão.

Dirceu está bravo porque a reportagem é devastadora para a reputação da República e deveria ser também para ele e para aqueles que fazem a genuflexão.

Vamos ver.

Uma coisa é certa: a presidente Dilma sabe de tudo; tem plena consciência de que seu governo é assombrado e monitorado — às vezes com tinturas claras de conspiração — por um ficha-suja.

A reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro está entre as mais importantes e contundentes publicadas nos últimos anos pela imprensa brasileira.

Ela desvenda o modo de funcionamento de uma parte importante do PT e os métodos a que essa gente recorre.

E traz detalhes saborosos: podemos ver as imagens das “autoridades” que vão até o “gabinete” de Dirceu, montado no Naoum, um hotel de luxo de Brasília, onde se produz, nesse caso, o lixo moral da República.

VEJA conseguiu penetrar no cafofo do Muammar Kadafi da institucionalidade brasileira.

Eis alguns flagrantes.

Dirceu chegando ao bunker.
Pimentel e os senadores Walter Pinheiro,
Delcídio Amaral e Lindbergh Farias
operação derruba-Palocci

Anotem alguins nomes cargos e dia do encontro:

- Fernando Pimentel, Ministro da Indústria e Comércio (8/6);
- José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras (6/6);
- Walter Pinheiro, senador (PT-BA) - (7/6);
- Lindberg Farias, senador (PT-RJ) - (7/6);
- Delcídio Amaral, senador (PT-MS) - (7/6);
- Eduardo Braga, senador (PMDB-AM) - (8/6);
- Devanir Ribeiro, deputado (PT-SP) - (7/6);
- Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara (PT-SP) - (8/6);
- Eduardo Gomes, deputado (PSDB-TO) - (8/6);
- Eduardo Siqueira Campos, ex-senador (PSDB-TO) - (8/6)

Esses são alguns dos convivas de Dirceu, recebidos, atenção!, em apenas 3 dias — entre 6 e 8 de junho deste ano.

Leiam a reportagem porque há eventos importantes nesse período. É o auge da crise que colheu Antonio Palocci.

Ele caiu, é verdade, por seus próprios méritos — não conseguiu explicar de modo convincente o seu meteórico enriquecimento.

Mas, agora, dá para saber que também havia a mão que balançava o berço.
 

Uma parte da bancada de senadores do PT tentou redigir uma espécie de manifesto em defesa do ministro, mas encontrou uma forte resistência de um trio: Delcídio Amaral, Walter Pinheiro e Lindbergh Farias - os três que foram ao encontro de Dirceu no tarde no dia 7. À noite, Palocci pediu demissão.

Dirceu, então, mobilizou a turma para tentar emplacar o nome de Cândido Vaccarezza para a Casa Civil. O próprio deputado foi ao hotel no dia 8, às 11h07. Naquela manhã, às 8h58, Fernando Pimentel já havia comparecido para o beija-mão. A mobilização, no entanto, se revelou inútil. Dilma já havia decidido nomear Gleisi Hoffmann.

VEJA conversou com todos esses ilustres. Afinal de contas, qual era a sua agenda com Dirceu? Gabrielli, o presidente da Petrobras, naquele seu estilo “sou bruto mesmo, e daí?”, respondeu: “Sou amigo dele há muito tempo e não tenho de comentar isso”. Não teria não fosse a Petrobras uma empresa mista, gerida como estatal, e não exercesse ele um cargo que é, de fato, político. Não teria não fosse Zé Dirceu consultor de empresas de petróleo e gás. Dilma não tem a menor simpatia por ele, e Palocci já o havia colocado na marca do pênalti.

Mais um pouco de interiores?



Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...


Não está na lista de hóspedes.
É a máfia

O governo paralelo de Dirceu ocupa um quarto no hotel Naoum. Seu nome não consta da lista de hóspedes.

A razão é simples.

Quem paga as diárias (R$ 500) é um escritório de advocacia chamado Tessele & Madalena, que também responde pelo salário de Alexandre Simas de Oliveira, um cabo da Aeronáutica que faz as vezes, assim, de ajudante de ordens do petista.


Um dos sócios da empresa, Hélio Madalena, a exemplo de Oliveira, já foi assessor de Dirceu.


O seu trabalho mais notável foi fazer lobby para que o Brasil desse asilo ao mafioso russo Boris Berenzovski.

Essa gente sempre está em boa companhia.

Foi de Madalena a idéia de instar a segurança do Hotel Naoum a acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o quarto alugado pela empresa, mera manobra diversionista para tentar tirar o foco do descalabro:
um deputado cassado, com os direitos políticos suspensos, acusado de chefiar uma quadrilha, montou um “governo paralelo”.

A revista já está nas bancas. Leia a reportagem, fartamente ilustrada, na íntegra.


Abaixo, segue um quadro com todas as áreas de “atuação” do “consultor de empresas privadas” e “chefe de quadrilha”, segundo a Procuradoria Geral da República.

Se Dilma não agir, será engolida.

Poderia começar por demitir Pimentel e Gabrielli.

Ou manda a presidente, ou manda José Dirceu.



27/08/2011

Charge





MAIS UM ALvejaDO


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cresce apoio da insatisfeita base do governo na Câmara dos Deputados para a criação da CPI da Corrupção


(Foto: Revista Veja)

Jogo político


O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, do PDT de São Paulo, brincou sobre seu apoio à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Corrupção.

Disse que assinaria o requerimento da oposição se a investigação fosse contra o PT e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo da Silva.

O comentário surgiu por conta de uma pergunta feita pelo deputado Lincoln Portela (PR-MG). O líder do PR na Câmara insistiu para Paulinho apoiar o requerimento, que neste momento conta com 119 assinaturas na Câmara dos Deputados.
A última delas foi do próprio Portela, que agora tenta cabalar assinaturas para que o Parlamento investigue denúncias de irregularidades nos ministérios do Turismo, Transportes e Cidades, no DNIT e Valec
O apoio a uma proposta que até então tinha pouca chances de ter sucesso ocorre no momento em que o Partido Popular Socialista (PPS) protocolou requerimento para convocar o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), que terá de prestar esclarecimentos sobre a denúncia publicada pela revista “Veja”.

A reportagem afirma que há um esquema de pagamento de propina no Ministério das Cidades a parlamentares do Partido Progressista

Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Negromonte deve explicações. “Essa denúncia de que há um esquema de pagamento de propina, um “mensalinho” de R$ 30 mil para parlamentares do PP, é muito grave e precisa ser investigada com rigor. Inicialmente, precisamos ouvir o ministro sobre toda essa história”, afirmou.

O ministro declarou que tudo não passa de boatos, mas o próprio governo Dilma, segundo a revista, já sabia da “movimentação” do ministro na cooptação de aliados.

Para apagar o incêndio na própria bancada, os deputados progressistas fizeram novas baterias de reuniões na tarde desta terça-feira (23).

Parlamentares do próprio partido entendem que sem a bancada unida o PP será um novo PR, ou seja, uma agremiação da base desmoralizada e sem ministério
. Desses encontros ainda não saiu qualquer acordo entre as duas facções.

A denúncia da revista foi obra dos descontentes com Negromonte.

Na sexta-feira (19), o deputado Esperidião Amin (SC) já antecipava a publicação da reportagem do final de semana.

O deputado catarinense seria aliado do deputado Eduardo da Fonte (PE) e do senador Ciro Nogueira (PI), que tem pretensões de assumir o ministério.

Nesta manhã, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, admitiu a preocupação do governo com as divisões internas do PP, mas ressalvou que o Planalto não interfere em problemas internos das legendas.

Charge


Veja o novo estilo de governar em Brasília






Kahn, agora sem dever nada à Justiça americana, foi vítima do fascismo politicamente correto



Pronto!

Dominique Strauss-Kahn nada mais deve à Justiça americana.




O juiz Michael Obus retirou as sete acusações que pesavam contra ele, todas elas relacionadas à suposta agressão sexual contra a camareira Nafissatou Diallo. O juiz atendeu integralmente o pedido do promotor distrital de Manhattan, Cyrus Vance Jr. O episódio entra para a história como um emblema de uma das loucuras do nosso tempo.

Um dos textos que mais me renderam xingamentos e desqualificações até hoje foi aquele em que pus sob suspeita a história dessa senhora, logo no primeiro dia. Fazer o quê? Ignoravam-se detalhes inconsistentes da narrativa e só se via a suposta luta entre o opressor e a oprimida de manual. Um homem de mais de 60 obriga uma mulher na faixa dos 30, num quarto de hotel, a fazer sexo oral sem coagi-la com uma arma??? Não se consegue abrir à força a boca de uma criança de dois anos para dar um antitérmico! Quando se constatou que os resquícios de sêmen na gola (!) do vestido da camareira eram mesmo de Kahn, os politicamente corretos gritaram: “Estão vendo?” Ora, era mais uma evidência do sexo consensual. Basta pensar um pouquinho… Mas quê! Tratava-se da luta entre o ricaço europeu e poderoso e a pobre imigrante africana. Há ainda quem acredite que a injustiça que se comete contra os “privilegiados” é um bem que se faz aos deserdados…

Os EUA têm, sim, de repensar o modo como conduzem essas questões. Não me convence essa história de que o tratamento dispensado a Strauss-Kahn evidencia que, no país, todos são realmente iguais perante a lei. Vamos devagar! Kahn é inocente e sofreu, de modo antecipado, uma das piores penas a que pode ser submetido um indivíduo: o enxovalho público. Era a palavra da camareira contra a dele. Antes de qualquer investigação ou exame, foi arrancado de um avião, algemado, exposto à curiosidade pública, preso, humilhado, tratado como um cão.

Digam depressa: quem mais foi humilhado nesse caso? A vítima ou a vigarista? A verdade insofismável é que o caso, em si, era ignorado. Queriam mandar para o banco dos réus a Europa, num desagravo à África; o “homem”, num desagravo às mulheres; “o mais forte”, num desagravo aos “mais fracos”.

Isso não é justiça, mas manifestação do fascismo politicamente correto.

23/08/2011

“Ainda não é o fim do capitalismo”




Por Rivadávia Rosa

Caro professor ANTONIO DELFIM NETTO,

Tenho apreciado seus artigos e tinha vislumbrado um certo viés estatista em sua concepção econômica, porém no seu artigo “Ainda não é o fim do capitalismo” percebi um certo ‘ajuste’ capitalista, pelo que o aplaudo sinceramente.
Sobra-lhe razão em sua posição.

O pensamento crítico
é necessário, mas não podemos condenar um sistema que sabidamente, mesmo com suas mazelas auto corrigiveis é o maior agente revolucionário da História – gerado e gerador pela revolução produtiva e tecnológica – triplicou a expectativa de vida entre 1700 – 2000; e efetivamente reduziu a pobreza nos países capitalistas.
Também é certo que em nenhum país existe um capitalismo puro, porém também é irrefutável que aqueles que mais se aproximam do livre mercado prosperam muito mais do que os que se regem por diretrizes de burocratas e políticos socialistas.
O fato é que não há nem pode haver um sistema político e/ou econômico perfeito, enquanto instituições humanas.
Porém, o assanhamento com relação a derrocada do capitalismo, toda vez em que há crise ou sinais de crise, não é novidade:
“O piedoso desejo de alguns economistas europeus de que haverá um colapso espetacular nos Estados Unidos — e não uma crise de reajustamento — e que esse colapso importará no coup de grâce no capitalismo provavelmente não se concretizará, não obstante a política americana e as grandes possibilidades que, sem dúvida alguma, se escondem no futuro imediato”. SCHUMPETER, JOSEPH A., in PREFÁCIO DA 3a. EDIÇÃO INGLESA, 1949, de Capitalismo, Socialismo e Democracia. Cambridge, Massachusetts - Abril de 1949.
A gênese dessa concepção catastrófica está em Karl Marx que como historiador, militante político, economista e filósofo da história, profetizou 25 maneiras diferentes em que o regime capitalista seria paralisado por suas contradições e cederia lugar a outro regime, no caso socialista.
Daí segue-se a crença dos economistas de formação marxista incluindo-se os devotos/intérpretes do ‘profeta’ fundador da ‘verdade’Karl Marx – os marxistas, marxólogos e marxianos – que é incidir e reiterar na superioridade mental do ‘pai fundador’ do ‘socialismo científico’ – e assim, julgar/declarar-se peremptoriamente mais economista que os economistas, mais científico que os puros cientistas – embora não demonstrem nada do que dizem e pensam ser a VERDADE ABSOLUTA e, ai de quem discordar, embora os fatos digam o contrário.
Mas o mesmo historiador, filósofo, economista, militante político, como filósofo da história e ‘profeta’contraditoriamente pregou e convenceu seus seguidores com a ‘profecia’: - “Bem ao contrário do que aconteceu com a filosofia alemã, que desce do céu para a terra, aqui se sobe da terra para o céu”. MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã – Crítica da novíssima filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas, 1845-1846 (Die Deutsche Ideologie. Kritik der neuesten Deutschen Philophie in ihren Repräsentant Feuerbach, B. Bauer und Stirner, und des Socialismus in seinem verschiedenen Propheten). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p.48).
Muitos dos que acreditaram nessa ilusão marxista – realmente foram para o ‘céu’ e não poderão testemunhar.
RAYMOND ARON - assim resume a visão econômica marxista, embora pela militância seja autocontraditório (em sua essência o socialismo é contradictio in terminis):
“1.º) O regime capitalista, em sua busca de mais-valia relativa, é por essência um regime revolucionário. No Manifesto Comunista, as virtudes da burguesia vinham do fato de ela ter aumentado os meios de produção em um século mais do que a humanidade fizera em milênios. São virtudes revolucionárias ou construtivas que Marx, de certa maneira, exaltava. Em O capital, essa idéia reaparece e pode-se dizer que uma das características, aos olhos de Marx decisivas, do regime capitalista é sua essência revolucionária. Ele nunca aceita como decisiva uma modalidade qualquer de organização do trabalho ou de modo técnico de produção.
2.º) Resulta disso uma alteração incessante da organização do trabalho no interior das unidades de produção e, mais ainda, uma alteração das relações entre os diferentes setores da produção, o que exige uma extrema mobilidade da mão-de-obra.
3.º) Essa alteração revolucionária das condições de produção destrói rapidamente os modos antigos de trabalho e de existência. Mas então, e este último ponto é essencial, o maquinismo, no âmbito do capitalismo, atua de maneira permanente contra a classe operária. Encontramos aí, de novo, o caráter fundamentalmente antagônico do capitalismo, e temos de novo Marx em seu máximo, ou seja, no mais dialético e no mais patético. Ele é demasiado inteligente para ser contra as máquinas e contra a transformação incessante dos meios de produção. É um admirador do caráter revolucionário do capitalismo. Tudo que se ouvia contra o progresso técnico havia apenas alguns anos, e que ainda se ouve às vezes hoje, lhe pareceria monstruosamente absurdo. Mas, simultaneamente, ele acha que, no âmbito de um regime de propriedade privada, essa transformação incessante das condições de produção aumenta a exploração operária e multiplica a infelicidade da classe operária. Por que?
Para responder, basta citar outra passagem do livro I de O capital:
“A indústria moderna nunca considera e trata como definitivo o modo atual de um processo. Sua base é revolucionária, enquanto a de todos os modos de produção anteriores era essencialmente conservadora.” (In O marxismo de Marx. São Paulo: Arx, 2005, p. 313-4)
Queiramos ou não a economia de mercado ( e a liberdade) - essência do sistema capitalista – atualmente – ainda é o modelo mais eficiente para ordenar otimamente os fatores de produção (capital, trabalho, recursos naturais e tecnologia) para produzir mercadorias, bens e serviços necessários para o bem estar social, o crescimento e o desenvolvimento humano.
E o caminho – o bom caminho para sair da barbárie, da pobreza, da ignorância, da exploração, do atraso e do subdesenvolvimento físico e mental – é o capitalismo – operando na DEMOCRACIA política, na economia de mercado, com estabilidade/segurança jurídica, abertura de mercado, incentivos para investimento e desenvolvimento, respeito à propriedade e incentivo à empresa privada e um sistema tributário razoável preconizado desde Adam Smith.
Saudações respeitosas.
Rivadávia Rosa - Advogado