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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

‘Presidenta, quem sabe se ele pode ou não ser útil sou eu.’






Para Jobim, Planalto cometeu ‘muita trapalhada’ na discussão sobre fim de sigilo de documentos

por Lilian Venturini
Estadão
 
Em entrevista à edição deste mês da revista Piauí, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez novas críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff e às ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

‘É muita trapalhada, a Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília’, afirmou sobre a condução do Planalto na discussão do fim do sigilo de documentos ultra-secretos.


Abaixo, trechos exclusivos da reportagem:

‘Numa quinta-feira de julho, Nelson Jobim marcou apenas um compromisso na agenda, na parte da manhã: participar da comemoração dos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, no Senado. De terno escuro e gravata azul-clara, foi o único ministro do governo a participar da cerimônia.

Quando o aniversariante chegou, Jobim sentou-se à mesa armada no palco do auditório do Senado, cercado de políticos do PSDB e do DEM.

Fez questão de falar e chamou seu discurso de um monólogo para Fernando Henrique. ‘Fui seu amanuense, ou escrivão, durante a Constituinte’, brincou.

‘Fui seu ministro da Justiça e indicado por você para o Supremo Tribunal Federal. Se estou aqui hoje, Fernando, é por tua causa.’

E encerrou o discurso com uma citação que causou surpresa na mesa e na plateia: ‘Nelson Rodrigues dizia que, no tempo dele, os idiotas entravam na sala, ficavam quietos num canto ouvindo todo mundo falar e depois iam embora. Mas hoje, Fernando, os idiotas perderam a modéstia.’

Ao fim da cerimônia, à uma da tarde, Jobim foi para o gabinete do senador Fernando Collor. (…)

Jobim deixou a sala de Collor e foi para o Ministério, onde almoçou rapidamente. Enquanto comia uma salada, comentou a discussão da liberação de documentos sigilosos do Estado. ‘É muita trapalhada, a Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília’, falou, referindo-se à ministra das Relações Institucionais e à da Casa Civil.

Disse que o Collor não criaria empecilhos, mas que estava chateado porque, enquanto ele discutia o projeto, foi atropelado por um pedido de urgência na votação, feito pelo senador Romero Jucá, da base governista.

‘Ele se sentiu desrespeitado, não havia razão para o pedido de urgência’, afirmou Jobim.

Na conversa, Collor lhe contou que faria um discurso contra o projeto e Jobim lhe pediu que não o fizesse, no que foi atendido. ‘Eu disse a ele que havia muito espaço para negociação e que, se ele fizesse o discurso atacando o governo, estreitaria essa possibilidade.’

Perguntado sobre por que havia tantas idas e vindas no governo na relação com o Congresso, Jobim não teve dúvidas: ‘Falta um Genoíno para ir lá negociar.’
José Genoíno se candidatou a deputado, não se elegeu e, no começo do ano, Jobim o chamou para ser seu assessor.

Antes de convidá-lo, porém, informou a presidenta da sua intenção. ‘Mas será que ele pode ser útil?’, perguntou-lhe Dilma.

E ele respondeu: ‘Presidenta, quem sabe se ele pode ou não ser útil sou eu.’

04.agosto.2011

Dilma avalia saída de Jobim após declarações polêmicas





Ministro da Defesa chama Ideli de 'fraquinha', diz que Gleisi 'não conhece Brasília' e que governo é 'atrapalhado'


Foto: AE


Nova entrevista reacendeu discussões sobre permanência do ministro




A presidenta Dilma Rousseff vai avaliar ao longo desta manhã se mantém ou não Nelson Jobim no cargo de ministro da Defesa.

Em uma entrevista à Revista Piauí, Jobim chama o governo Dilma de "atrapalhado", diz que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é "fraquinha", e que Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, "não conhece Brasília".
Se a presidente decidir mesmo antecipar a demissão de Jobim, um dos nomes cotados é o do atual ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.



Por conta de outras declarações, Jobim já estava na lista dos auxiliares de Dilma que ela deve tirar do governo na primeira reforma ministerial, no final deste ano ou no início de 2012.

Agora, com a entrevista à Piauí, que chega amanhã às bancas, a presidente pode decidir pela demissão imediata de Jobim, desistindo da ideia de não mexer no governo enquanto não assentar a poeira da base aliada levantada pela crise política no Ministério dos Transportes, no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na estatal Valec.

O ministro viajou ontem à noite para São Gabriel da Cachoeira (AM). Hoje de manhã, ele partiu para Tabatinga (AM), onde, ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, assina um plano de vigilância de fronteiras entre Brasil e Colômbia.

Pela agenda oficial, Jobim deixa a base do Cachimbo (AM) às 20h30, devendo chegar a Brasília perto da meia-noite.

Em recente entrevista concedida ao programa "Poder e Política", veiculado pelos portais do jornal Folha de S. Paulo e UOL, Jobim criou incomodo no Planalto ao fazer questão de revelar que, nas eleições do ano passado, votou no candidato tucano José Serra, o adversário da candidata vencedora, Dilma Rousseff.



Dilma promete vaga no TCU e até inauguração de ponte para deter CPI




Presidente assumiu comando da negociação política para retirar firmas necessárias à instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito que investigaria irregularidades nos Transportes

João Domingos
O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Tendo à frente a própria presidente Dilma Rousseff, que contou ainda com a ajuda de ministros e líderes na Câmara e no Senado, o governo conseguiu enterrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes requerida pela oposição.

Para abortar a CPI, o Planalto prometeu acelerar obras, apoiar um candidato ao Tribunal de Contas da União (TCU) e até garantir a presença de Dilma na inauguração de uma ponte.

O governo conseguiu que dois senadores da base aliada retirassem suas assinaturas a favor da CPI. Como a oposição havia coletado 27 assinaturas - número mínimo para a instalação de comissão parlamentar no Senado -, as duas baixas inviabilizaram a iniciativa.

Com apenas 25 assinaturas, o requerimento foi mandado pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) diretamente para o arquivo.

Se quiser abrir uma CPI, a oposição terá que recomeçar a coleta de assinaturas.

O objetivo da CPI era investigar as irregularidades no setor de transportes, que já resultaram na demissão de 27 pessoas, entre elas o ex-ministro Alfredo Nascimento e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit) Luiz Antonio Pagot.

O senador João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU.

Até então, Dilma mostrava-se simpática à candidatura da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Carneiro conseguiu da bancada de 86 deputados do PT a promessa de que cada um buscará o voto de um colega a seu favor na disputa pelo TCU. O cargo de ministro do tribunal é vitalício.
O PT nunca conseguiu pôr nenhum de seus integrantes no TCU.

Todas as vezes que disputou, perdeu.

Carneiro disse ter a certeza de que se contar com os votos de seus colegas, multiplicados por dois, será eleito.


Durval teria recebido ainda a promessa de que, enfim, será construído um anel viário em Feira de Santana, núcleo de sua base eleitoral, reivindicação que ele faz há cinco anos ao governo.

Como Alfredo Nascimento prometia o anel viário e não o fazia, Durval vingou-se assinando o requerimento da CPI. Mas recuou para não prejudicar o filho.


"O governo operou mesmo para impedir a CPI",
disse na quarta-feira, 3, o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR). "A CPI não vai servir de instrumento de açoite do governo pela oposição."

Já o líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), afirmou que trabalhou nas últimas 24 horas para acabar com a CPI antes mesmo que ela começasse.

Também retirou a assinatura o senador Reditário Cassol (PP-RO), suplente e pai do titular Ivo Cassol (PP). O próprio filho ajudou o governo a levar o pai ao recuo. De acordo com parlamentares da base, o filho lembrou ao patriarca que os Cassol são empresários do setor de geração de energia elétrica e fazem negócios com o governo.
Ponte

O tucano Ataídes Oliveira (TO), suplente de João Ribeiro (PR), também chegou a tirar a assinatura.

Para que ele recuasse, Dilma prometeu comparecer a seu Estado até o próximo mês para inaugurar a ponte sobre o Rio Tocantins que liga Miracema do Norte a Lajeado.

Quem mais fez pressão para que Oliveira recuasse foi o titular João Ribeiro, que tem interesse direto no Ministério dos Transportes e é padrinho de vários dos indicados para o setor.

Oliveira, empresário que nunca havia assumido mandato eletivo, foi pressionado pelo líder do PSDB e autor do requerimento da CPI, Álvaro Dias (PR). Terminou por recuar do recuo. Dizendo-se arrependido, assinou novamente.
03 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A SABEDORIA DAS MULTIDÕES



“A gente, é sabido, pensa em manadas; ver-se-á que também enlouquece em manadas e só recobra o juízo lentamente, um por um.”


Por Rivadávia Rosa

Sem dúvida. A mentira repetida – a soma de mentira ou falsidades múltiplas – pode erigir-se à verdade (pseuda), sobretudo em nosso mundão midiático.

Os sofistas se movimentam no terreno das aparências dos fenômenos.


Essa técnica - velha como 'rascunho da Bíblia' foi denominada por ARISTÓTELES de sofística – “a sabedoria (sapientia) aparente, mas não real” (El. Soph., 1, 165 a 21), e que passou a indicar a habilidade de aduzir argumentos capciosos e enganosos.

O autor do artigo “Os assaltantes da consciência” argumenta muito bem com o ‘apoio’ do mestres na manipulação das massas e até de JOSÉ ORTEGA Y GASSET para concluir cínica e perversamente:

“São esses mesmos instrumentos manipuladores que construíram o Partido Republicano americano e hoje incitam seus membros a impedir a taxação dos ricos para resolver o problema do endividamento do país, trazido pelas guerras, e a exigir os cortes nos gastos sociais, como os da saúde e da educação. Essa mesma manipulação produziu Quisling, o traidor norueguês a serviço de Hitler durante a guerra, e agora partejou o matador de Oslo.”

A refutação desta perversa falácia não pode nem deve cessar. É conhecido o viés esquerdista do autor e todos sabemos que a doutrinação com o objetivo de doutrinar as massas é promovido pelas esquerdas a partir da (de) formação escolar.

O Partido Republicano e o Tea Party nos EUA opõem-se justamente ao avanço do Estado sobre as liberdades individuais e pelo que se sabe não há notícia de doutrinação no sentido de ‘dominação das massas’ ou de violência política.

Quem procura degradar as instituições e a sociedade são justamente os adeptos do socialismo, vulgarmente conhecido como comunismo, apresentado sob as mais diversas variantes.

O fato é que durante todo o século passado o mundo assistiu estupidificado o experimento em que os devotos do materialismo (dialético, ‘histórico’) - doutrina oficial da ideologia conhecida como comunismo – acreditavam na bela idéia abstrata de emancipar/salvar a humanidade enquanto concretamente censuravam, prendiam, torturavam, matavam milhões de pessoas reais dessa mesma humanidade.

O ABSOLUTO
do abstrato fascinava, mas o concreto – o ser humano – era odiado.

Basta observar que eles ainda continuam adorando o democida (asssassino dos cidadãos de seu próprio país) – Fidel Castro, Chávez Frías, o terrorista e seqüestrador Manuel Marulanda, vulgo Tirofijo, o sanguinário Ernesto Che Guevara, além é claro de Lênin, Stalin, Mao.

Porém, é Donoso Cortés quem adverte:

Os séculos dos argumentadores são os séculos dos sofistas e os séculos dos sofistas são os séculos das grandes decadências. Por trás dos sofistas surgem sempre os bárbaros, enviados por Deus, para cortar com a espada o fio do argumento.” (Juan Francisco María de la Salud Donoso Cortés), Marquês de Valdegamas, filósofo – 1809-1853.

Afinal há o que se denomina ‘demência das massas’ – caracterizado por delírios populares e a loucura das multidões – em que indivíduos habitualmente sensatos e inteligentes se convertem em massa de idiotas quando atuam coletivamente, identificada pelo escocês CHARLES MACKAY em 1841, que trabalhava no periódico londrino The Morning Chronical. No Brasil – tivemos no início do século passado a revolta das vacinas no Rio de Janeiro.

CHARLES MACKAY - assim sintetizou sua ‘tese’: “A gente, é sabido, pensa em manadas; ver-se-á que também enlouquece em manadas e só recobra o juízo lentamente, um por um.”

Essa ‘tese foi posta em dúvida em nossa era da internet.

Em 2004 JAMES SUROWIECKI – colunista da revista The New Yorker – propôs contraditar a sabedoria das multidões – num tratado que procura demonstrar como as multidões ou grupos de pessoas podem muitas vezes tomar decisões mais inteligentes que os especialistas e experts, sustentando que o valor agregado do conhecimento de milhões de pessoas é superior ao de indivíduos solitários, por mais experts que sejam em suas especialidades, e que as respostas da multidão são no mais das vezes acertadas quando as pessoas atuam independentemente, sem exercer influência uns sobre os outros, porém, ao mesmo tempo agindo subconscientemente como os demais.

SUROWIECKI inicia seu argumento com uma anedota do cientista britânico FRANCIS GALTON. Em 1906 – durante uma feira agropecuária – GALTON se propões averiguar até que ponto poderia um grupo de 787 pessoas determinam o peso exato de um boi. Quando o peso do boi foi revelado – 543 quilogramas – resultou que a estimativa média da multidão havida sido – assombrosamente 542,5 quilogramas.

O livro de SUROWIECKI se converteu em bestseller e o conceito – A SABEDORIA DAS MULTIDÕES (The wisdom of crowds) se popularizou no mundo corporativo.

Isso vem sendo utilizado por sítios como YAHOO, GOOGLE, MYSPACE e NETFLIX – baseada na ‘sorte’ do coletivismo online, onde cada vez mais aumentam os negócios e a circulação de dinheiro, e onde se mensura até a pauta de consumo em tempo real. Nesse sentido e objetivo os usuários dos computadores pessoais são vigiados onde quer que acessem a um sítio da Web.

RESUMINDO: a nível sociopolítico persiste em pleno século XXI o ‘Complexo de Fourier’ – mal socipsicológico descrito pelo economista austríaco – LUDWIG VON MISES – que aflige às esquerdas latino americanas e européias – configurando um raríssimo caso de igualitarismo psiquiátrico, onde o denominador comum está representado por um ‘sonho’ ou fuga de desejos reprimidos – que consiste em atribuir aos outros – à burguesia, ao imperialismo, ao capitalismo, ao ‘neoliberalismo’ os ‘males’ da fome, da violência, guerras e genocídios – e assim, sob o cunho de ‘reivindicações sociais’ – procuram ocultar suas amargas frustrações psicossociais.

O 'assalto' é contra a inteligência.


Abs

Rivadávia

“Faxina” [porca] de Dilma deixa rastro de crise




Quando muitos esperavam por um discurso conciliador, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, destilou mágoa em seu pronunciamento nesta terça, no Senado.

Deixou claro que Dilma lhe declarou apoio no meio da crise, mas depois o boicotou, excluindo-o até de reuniões sobre sua pasta.
 



Por Cristina Lemos
R7

Blog do Abobado 

Não ouviu sua versao quando a imprensa publicou denúncia contra seu filho, Gustavo; e ainda permitiu o vazamento de informações de dentro do governo que o prejudicaram.

Mas a mágoa maior está na "faxina" nos Transportes. "Eu não sou lixo, meu partido nao é lixo!" – a frase de Alfredo Nascimento está ecoando até agora no plenário.

Além do desabafo pessoal, o ex-ministro também fazia um desagravo ao partido.

Magno Malta e Blairo Maggi ecoaram a ira do PR, em apartes emocionais, expondo a gravidade da ferida.

O caldo entornou e o depoimento virou CPI quando o ex-ministro transpareceu falta de controle sobre a aplicação do dinheiro do PAC.

Disse que os gastos tiveram um salto de cerca de vinte bilhões de reais só na área dos Transportes durante o período em que ele e Dilma se afastaram para disputar as últimas eleições.

Jogou a responsabilidade na conta da Casa Civil, comandada à época por Erenice Guerra, e chegou a fazer um apelo público para que Dilma volte a assumir pessoalmente o comando do PAC, deixando mal os ministros do Comitê Gestor do programa, principalmente Miriam Belchior, do Planejamento.

Pior: Nascimento diz que alertou Belchior e a própria Dilma ainda em fevereiro sobre o problema, e que achava estar no cargo para corrigi-lo.




O senador Demóstes Torres (DEM/GO), escolado em flagrar contradições comprometedoras, transformou seu aparte em interrogatório, evidenciando as acusações nele implícitas.

Ao final da intervenção, a CPI estava praticamente consumada, e com assinaturas de integrantes do PMDB, PDT, PP E PMN – todos partidos da base aliada.

O episódio mostra à presidente Dilma que ela ainda tem muito a aprender em matéria de política.

Submeter o PR, um aliado de primeira hora, a um mês de humilhação, com mais de vinte demissões sumárias, pode ficar bonito aos olhos da opinião pública, mais sai caro politicamente.

O governo está agora sujeito à desgastante tarefa de tentar barrar a CPI, mediante a retirada de assinaturas da lista de apoio.

Sabe-se lá o que oferecerá em troca.

Ou ainda de tentar controlá-la, caso ela seja irreversível.

Para isso, precisará dos mesmos aliados de sempre.

É bom aprender a tratá-los.
Sugestão de leitura e publicação do amigo Valmir Martins

PT lustra imagem às custas dos outros partidos.



A tática é simples:
o PT usa a vassoura da Dilma para varrer a sujeira, a lama e o lixo para cima dos outros partidos da base aliada


Por O EDITOR
Coturno Noturno

O PR virou o Partido da Roubalheira, com o escândalo do DNIT.

O PP entrou pelo cano com as denúncias de que recebeu doações de campanha praticamente no mesmo dia em que autorizou contratos milionários no Ministério das Cidades.

O PMDB, que vinha tão bem, voltou a ter a imagem de fisiologismo reforçada com as maracutaias da Conab, no coração do Ministério da Agricultura.


Às vésperas da eleição de 2012, o PT navega sobre o mar de lama, límpo, branquinho, reluzente, chefiado por uma presidente que não admite corrupção.

Nos outros partidos, é claro.

Do jeito que está, o PT vai chegar ao julgamento do Mensalão e esfregar na cara dos juízes do STF que o desvio de dinheiro público, naquela ocasião, foi dinheiro de cachaça, basta olhar o que o PR, o PP, o PMDB andam fazendo.

A pergunta que fica é:

ninguém vai sujar a cara do PT, que todo mundo sabe ser o partido da trambicagem?


Até quando os demais partidos da base aliada vão continuar pagando com a sua imagem a campanha de limpeza da imagem do PT?

Este blog sempre disse: não existe nada mais fácil do que varrer o PT da vida pública.

Basta somar os votos do PR, do PMDB, do PP, que estão tendo a sua imagem destruída pelo fogo petista.

Patetas!

O procurador que encontrava um culpado por semana finge que não vê bandidos há oito anos e meio



Até janeiro de 2003, o procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza encontrava um pecador por semana

Desde o dia da posse do companheiro Lula, não enxergou mais nenhum




Aos 49 anos, faz oito e meio que anda sumido do noticiário político-policial que frequentou com assiduidade e entusiasmo enquanto Fernando Henrique Cardoso foi presidente.

Continua solteiro, mora na casa dos pais, pilota o mesmo fusca-85, enfia-se em ternos amarfanhados que imploram por tinturarias e não usa gravata.

A fachada é a mesma.

O que mudou foi a produtividade.

Se o que aconteceu na Era da Mediocridade tivesse ocorrido na Era FHC, Luiz Francisco estaria encarnando em tempo integral, feliz como pinto no lixo, a figura do mocinho disposto a encarar o mais temível vilão.

O Luiz Francisco reciclado quer distância de barulhos.

Enquanto cardeais da igreja principal e sacerdotes do baixo clero multiplicam em ritmo de Fórmula 1 o acervo nacional de crimes, delitos, contravenções e bandalheiras em geral, ele permanece em sossego.

Enquanto o país que presta pede cadeia para os quadrilheiros, ele providencia mais pedidos de licença remunerada.

Todos são prontamente atendidos.


Nascido em Brasília, ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário, ex-sindicalista, Luiz Francisco cancelou a filiação ao PT em 1995, 20 dias antes de tornar-se procurador regional do Distrito Federal.

”A militância é incompatível com o cargo”, explicou.

A prática trucidou a teoria: nunca militou com tamanha aplicação. Convencido de que sobrava bandido e faltava xerife, não respeitava sequer fins de semana, feriados ou dias santos.

“Trabalhar é minha grande diversão”, repetia entre uma e outra denúncia.

Luiz Francisco garante que ganha pouco mais de R$ 7 mil por mês. Até que desistisse da candidatura a operário-padrão, mereceu os R$ 19 mil prometidos como salário inicial a um procurador do Distrito Federal.

Nenhum outro conseguiria acusar tanta gente durante o dia e, à noite, escrever dúzias de parágrafos do livro que exigira 24 anos de pesquisas.

Publicado em 2003 pela Editora Casa Amarela, “Socialismo, Uma Utopia Cristã” pretende provar, segundo o autor, que “até a metade do século XIX o socialismo exibia uma clara inspiração religiosa, especialmente cristã”. Tem 1152 páginas.

Deveria ter sido menos prolixo.

Intrigados com o mistério da multiplicação das horas do dia, outros procuradores e todos os inimigos examinaram com mais atenção a papelada que jorrava da sala de Luiz Francisco.

Aquilo não fora obra de um homem só, informaram as mudanças de estilo, a fusão de trechos corretamente redigidos com atentados brutais ao idioma, o convívio promíscuo entre substantivos em maiúsculas e adjetivos em minúsculas.

E então se descobriu que o inquisidor incansável frequentemente assinava ações, denúncias e representações que já lhe chegavam prontas, enviadas por interessados na condenação de alguém.

Decidido a atirar em tudo que se movesse fora do PT, acabou baleando com denúncias fantasiosas vários inocentes.

Nenhum foi tão obsessivamente alvejado quanto Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique.

Em 2009, o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu formalmente que Eduardo Jorge, enfim absolvido das denúncias improcedentes, foi perseguido por motivos políticos e condenou o perseguidor a 45 dias de suspensão.
Em vez de provar que pelo menos uma das numerosas acusações a Eduardo Jorge fez sentido, Luiz Francisco prefere alegar que o caso está prescrito.

Como violou a legislação para obedecer aos mandamentos da seita petista, recorre ao calendário gregoriano para arquivar a história que o devolveu ao noticiário no papel de culpado —pela segunda vez desde o começo da superlativa temporada de férias.

A primeira está completando cinco anos.

Em 2006, o procurador que se dispensou de procurar criminosos foi procurado pelo colombiano Francisco Colazzos, o “Padre Medina”, procurado pela Justiça do país onde nasceu.

O foragido apresentou a Luiz Francisco as credenciais de embaixador das FARC e pediu ajuda para escapar da cadeia.


Celebrada a aliança entre o ex-sacerdote acusado de homicídio e o ex-seminarista que nunca viu um pecador do lado esquerdo, renasceu o ativista fora-da-lei, que ensinou ao parceiro a arte de safar-se de investigações policiais. Os truques só conseguiram retardar a prisão.

O protegido esperava na gaiola o julgamento do pedido de extradição encaminhado pela Colômbia ao Supremo Tribunal Federal quando o protetor foi à luta.

Embora não tivesse nada a ver com o caso, entrou com uma ação judicial para que Colazzos fosse devolvido à Polícia Federal.

A solicitação foi encampada sucessivamente pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior, antes de esbarrar no ministro Gilmar Mendes.

Admoestado pelo então presidente do STF, publicamente e com aspereza, Luiz Francisco só escapou de castigos mais severos porque o Planalto nunca deixa de socorrer companheiros aflitos.

Dois meses depois da tentativa de obstrução da Justiça, o governo promoveu Colazzos a guerrilheiro, concedeu-lhe asilo político e arrumou emprego para a mulher. Sem alternativa, o STF devolveu-o a liberdade.

O que mais andou fazendo Luiz Francisco para matar o tempo?, quis saber a coluna em junho passado.

Uma funcionária da Procuradoria informou que não seria possível encontrá-lo.

Em lugar incerto e não sabido, está gozando de mais um período de descanso remunerado.

28/07/2011





EM PROTESTO CONTRA PALESTRA DE LULA NA ESG

EM PROTESTO CONTRA PALESTRA DE LULA, CONFERENCISTA DA ESG DEVOLVE CERTIFICADO



Curitiba, 31 de julho de 2011

Excelentíssimo General de Exército Túlio Cherem

Comandante da Escola Superior de Guerra


Lamento muito ter que devolver a esta tradicional e antes prestigiosa instituição militar o "Certificado de Conferencista" a mim concedido em 03 de abril de 2007, pela minha insignificante contribuição ao tema "Amazônia Brasileira: Ameaças e Defesa da Soberania" ministrado dentro do Ciclo de Extensão - Amazônia Brasileira no Século XXI abordando especificamente "A Questão de Alcântara", uma afronta ao Brasil e humilhação para nossas FFAA.


Nesta oportunidade fui informado que todo o participante das atividades da ESG, fosse ele ouvinte, aluno, conferencista ou professor teria que no mínimo possuir o 3º grau completo, isto é, um diploma universitário e como esta regra e a disciplina agora foram quebradas com o convite para um apedeuta sem o curso primário completo e que transformou o Estado Brasileiro no maior lupanar de todos os tempos - (Comandante do Exército vira alvo de investigação-31/07/2011) - abordar no dia 29 de julho de 2011, uma quinta-feira negra, o tema "Brasil o Pais do Futuro", também me dou ao direito de fazê-lo devolvendo tal certificado.


Sei que meu ato é estéril e patético, porém, muito mais patético foi transformar a Escola Superior de Guerra em um anti-circo onde desta feita a platéia foi colocada no picadeiro.


CMC - Saudações Garanças


Ronaldo Schlichting

TCU protege parlamentares infratores


  com segredo de lista

João Bosco Rabello
Estadão
  Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 733 empresas contratadas pelo governo federal que têm entre seus sócios servidores públicos, o que é proibido.

Identificou também contratos entre empresas de parlamentares no exercício do mandato e o governo federal, muitos deles sem licitação. Mas não disse quantos e nem quais.

Na verdade, o TCU encontrou muito mais ainda na auditoria feita em 142.524 contratos do governo federal entre 2006 e 2010. Coisas de corar diretores do Dnit.

Informa o relatório sobre empresas que participaram de pregões cujos sócios, além de servidores públicos, integram a comissão de licitação.

Mais: 1.470 empresas contratadas são inidôneas. Uma só empresa venceu 12.370 licitações, mas desistiu de todas para favorecer outras cujos lances eram mais altos.

Outros 9.430 contratos receberam aditivos superiores a 125% (o limite é de 25%); duas empresas com os mesmos sócios participaram de 16.547 licitações; são muitas as dispensas de licitação sem justa causa. E vai por aí.

O TCU presta enorme contribuição ao exercer seu papel fiscalizador, especialmente quando se dá ao trabalho de fazer cruzamentos complexos para chegar a resultados tão efetivos.

Mas macula esse trabalho dando-lhe o selo de sigiloso com toda a incoerência que isso possa ter. Não há um só argumento convincente que justifique o segredo sobre a lista dos parlamentares infratores.

Possivelmente o tribunal acredita que seria injusta a divulgação da lista sem um filtro prévio que indique aqueles parlamentares que se afastaram da gestão de suas empresas.

Não se justifica tanto cuidado: o afastamento da gestão não afasta o risco de tráfico de influência, pois a distância da gestão não se traduz por distância dos lucros.

Lobistas não integram sociedades empresariais e nem por isso deixam de fazer lobby. A diferença é que o parlamentar-empresário dispensa intermediários: ele é o lobista de si mesmo.

A divulgação da lista jogaria uma luz sobre o vínculo da fidelidade de aliados e os negócios que mantêm com o governo.

Há de se encontrar explicação para parlamentares que nunca deixam de ser governo porque negócios não têm ideologia e se encaixam em qualquer gestão política.

Há de se encontrar os beneficiários mais privilegiados ainda: aqueles que além de contratos polpudos, os ganharam sem licitação.

É um daqueles segredos que, ao estabelecê-lo, o juiz protege o infrator contra o interesse público, soberano sobre qualquer privacidade.

Beira o escárnio confiar a tramitação do problema á Comissão de Ética da Câmara, logo ela que não consegue punir nem parlamentares filmados com dinheiro pelas meias, cuecas e, agora, bolsas femininas.

A lista está no cofre da comissão, à espera de uma decisão do presidente da Câmara, Marcos Maia (PT-RS). Juiz agora do destino do documento.

Pode até surpreender, mas tem motivos corporativos suficientes para mantê-la longe do público.



Os EUA iam acabar em 1861


Há mais de 200 anos, quem acaba são seus adversários, como a escravidão, o fascismo e o comunismo


POR ELIO GASPARI
FOLHA DE SP 

Os Estados Unidos iam acabar.

Não nesta semana, mas há exatos 150 anos, depois que as tropas do Sul venceram em Manassas a primeira grande batalha da Guerra Civil.

Grandes políticos ingleses, bem como "The Economist" e "The Times" (pré-Murdoch), achavam que o presidente Lincoln forçara a mão com o Sul. Quatro anos e 620 mil mortos depois, a União foi preservada e acabou-se a escravidão.


Passou pouco mais de meio século e, de novo, os Estados Unidos iam acabar.


A Depressão desempregou 25% de sua mão de obra e contraiu a produção do país em 47%.

A crise transformou fascismo e nazismo em poderosas utopias reacionárias.

De Henry Ford a Cole Porter, muita gente se encantou com o ditador italiano Benito Mussolini. Dezesseis anos depois, as tropas americanas entraram em Roma, Berlim e Tóquio.

Em 1961, quando os soviéticos mostraram Yuri Gagarin voando em órbita sobre a Terra, voltou-se a pensar que os Estados Unidos iam se acabar.

Em 1989, acabou-se o comunismo.

A decadência americana foi decretada novamente em 1971, quando Richard Nixon desvalorizou o dólar, ou em 1975, quando suas tropas deixaram o Vietnã.


O dólar continua sendo a moeda do mundo, inclusive para os vietnamitas.

A última agonia, provocada pela exigência constitucional da aprovação, pelo Congresso, do teto da dívida do país, foi uma crise séria, porém apenas uma crise parlamentar.

Para o bem de todos e felicidade geral das nações, não só os Estados Unidos não se acabam, mas o que se acaba são os modelos que se opõem ao seu sistema de organização social e política.

No cenário de hoje, o ocaso americano coincidiria com a alvorada de progresso e eficácia da China.


Lá, o teto da dívida jamais será um problema. Basta que o governo decida.

Como lá quem decide é o governo, nos últimos cem anos o Império do Meio passou por dois períodos de fome que geraram episódios de antropofagia.

Hoje a China não tem os problemas dos Estados Unidos, afinal, nem desastre de trem pode ser discutido pela população.

Guardadas as proporções, o sistema político brasileiro seria melhor que o americano, porque não haveria aqui a crise parlamentar provocada pelo teto da dívida.

Se houvesse, o Brasil não teria quebrado nos anos 80 por ter tomado empréstimos dos banqueiros que ajudaram a criar a encrenca que hoje atormenta Washington.



Aquilo que parece uma crise da decadência é uma simples e saudável manifestação do regime democrático.

Quando os negros americanos foram para as ruas, marchando em paz ou queimando quarteirões, também temeu-se pelo futuro do país.

O que acabou foi a segregação racial.

Se hoje há uma crise nos Estados Unidos, ela não está nas bancadas republicanas ou mesmo na influência parlamentar do movimento Tea Party.



Eles defendem o que julgam ser o melhor caminho para o país.

A crise está em outro lugar, na negação, por um tipo de conservadorismo extremado, dos valores que fizeram da nação americana o que ela é.

Quando o governo Bush sequestrou suspeitos pelo mundo afora, levando-os para centros de tortura, e viu-se obrigado a soltar alguns deles porque não eram o que se pensava, aí sim, os Estados Unidos estavam em perigo.

03/08/11

terça-feira, 2 de agosto de 2011

‘É o lulismo, estúpido!’




Por Rivadavia Rosa

Parafraseando o marketeiro norteamericano: diria ‘é o lulismo, estúpido!’ (
It’s the economy, stupid! James Carville), cuja gênese criminosa encontra-se no bolchevismo mafioso.
Esse messianismo da escravidão coletiva – utiliza-se do princípio da corrupção sistêmica criado pelos ‘profetas’ fundadores do totalitarismo comunista, para auto justificar as ações (i) (a) morais, nesses termos:
Quem luta pelo comunismo tem de poder lutar e não lutar; dizer a verdade e não dizer a verdade; manter a palavra e não cumprir a palavra, etc., etc., etc". Bertolt Brecht a seus camaradas em Die Massnahme;
''O fim pode justificar os meios enquanto houver algo que justifique o fim''; “é moral tudo o que serve a revolução e imoral tudo o que a prejudica.” Davidovich Bronstein (Trotsky); “É moral tudo o que serve para destruir a velha sociedade exploradora para unir todos os trabalhadores em torno ao proletariado que está criando uma nova sociedade comunista”, e, complementa lapidarmente - “O melhor é corromper!
O melhor é corromper!”.
Wladmir Illich Ulianov Lênin (1870-1924), Colected Works (1923), XVI, p. 142-145, mas não fica por aí o ‘gênio inspirador da tragédia comunista:


“1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;

5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico

7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa”.

Decálogo de Lênin
, enumerando as ações táticas para a tomada do Poder, escrito em 1913 (Wladmir Illich Ulianov Lênin, 1870-1924, fundador do bolchevismo totalitário soviético).


PARE DE CARREGAR A MALA DE OUTROS!


Você acredita que carrega
malas alheias?


Vamos fazer um exercício?


Por Marlene Damico Lamarco


Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição?

Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?

Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.

Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação!

Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios.

A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.

Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.

Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.

É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.

Quanto ela pesa?

Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.

E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça?

Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…

O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua?

Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve.

Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados .

Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo.

Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.

A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.


Onde está a sua mala?


Falência moral da democracia brasileira




A sociedade brasileira está em crise
Não sabemos, como povo organizado, qual é o nosso padrão de comportamento



Por Ricardo Vélez Rodriguez
O Estado de S.Paulo

Nas últimas décadas estivemos preocupados com outras coisas, que encheram a nossa agenda, ao ensejo da saída do último ciclo autoritário para a construção da Nova República.

Não foi resolvida, no entanto, a questão da moral social, que daria embasamento às instituições. Acontece que sem equacionar essa questão tudo o mais fica no ar: Constituição, Códigos de Direito Civil e Penal, funcionamento adequado dos poderes públicos, pacto federativo, respeito às leis, organização e funcionamento dos partidos políticos, fundamento das práticas econômicas em rotinas de transparência que dariam ensejo ao que Alain Peyrefitte denominava “sociedade de confiança”, governabilidade, etc.


Definamos o que se entende por moral: como frisa mestre Antônio Paim no seu Tratado de Ética, ela consiste num “conjunto de normas de conduta adotado como absolutamente válido por uma comunidade humana numa época determinada”.

A moral tem uma dupla dimensão, individual e social.

A primeira se identifica com o que Immanuel Kant denominava “imperativo categórico da consciência”.

A segunda consiste na definição do mínimo comportamental que uma sociedade exige dos seus indivíduos para que se torne possível a vida em comunidade.

A moral social pode ser de dois tipos:

Vertical, quando um grupo de indivíduos impõe ao restante o padrão de comportamento;


social, quando o padrão de comportamento é adotado por consenso da comunidade.

A moral social consensual constitui, no mundo contemporâneo, o fundamento axiológico da vida democrática.

No plano da moral social, no entanto, herdamos modelos verticais que não se ajustam aos ideais democráticos. Os arquétipos de moral social sedimentados na História quadrissecular da Nação brasileira ressentem-se do vício do estatismo e da verticalidade que ele implica.

É evidentemente vertical o modelo de moral social herdado da Contrarreforma; nele os indivíduos deveriam agir, em sociedade, seguindo à risca os ditames provenientes da Igreja mancomunada com o trono, no esquema de absolutismo católico ensejado pelos Áustrias na Península Ibérica, ao longo dos séculos 16 e 17.

De outro lado, o modelo imposto pelo despotismo iluminista de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, no século 18, não mudou radicalmente as coisas, pois pecava por manter a verticalidade da formulação do código de moral social, ao ensejo da “aritmética política” que passou a vigorar, ao redor dos seguintes princípios:

Compete ao Estado empresário, alicerçado na ciência aplicada, garantir a riqueza da Nação.

É da alçada do Estado fixar a normas que consolidam a moralidade pública e privada.


O cidadão, em razão de tais princípios, ficava desonerado das incumbências de produzir a riqueza e de se comprometer com a definição da moral social, que nas democracias modernas terminou sendo configurada de forma consensual pelas respectivas sociedades.

Tudo se resolveria mediante a tutela do Estado modernizador sobre os cidadãos, considerados como simples peças da engrenagem a ser gerida pelo governo.

O ciclo imperial, com a preocupação da elite em prol da constituição e do aperfeiçoamento da representação, mantendo a unidade nacional contra os separatismos caudilhescos, num contexto presidido pelos ideais liberais, foi abruptamente rompido pelo advento da República positivista. Frustraram-se assim, talvez de forma definitiva, a aparição e o amadurecimento de um modelo ético de moral social consensual.




Ora, a partir do arquétipo pombalino firmaram-se os modelos de moral social vertical que têm presidido a nossa caminhada ao longo dos dois últimos séculos, de mãos dadas com a cultura patrimonialista, que sempre entendeu o Estado como bem a ser privatizado por clãs e patotas, desde a República iluminista apregoada por frei Caneca, no início do século 19, à luz da denominada “geometria política”, passando pela “ditadura científica” positivista, que se tornou forte ao ensejo do Castilhismo, no Rio Grande do Sul, nas três primeiras décadas do século passado, passando pelo modelo getuliano de “equacionamento técnico dos problemas” (elaborado pela segunda geração castilhista, com Getúlio Vargas e Lindolfo Collor como cérebros dessa empreitada, e cooptando, como estamento privilegiado, as Forças Armadas).

A última etapa dessa caminhada estatizante foi o modelo tecnocrático efetivado pelo ciclo militar, à sombra da “engenharia” política do general Golbery do Couto e Silva.

Com o advento da Nova República tentou-se retomar a questão da representação política como meio para configurar, no País, a formulação de uma moral social consensual.

No entanto, o fracasso da reforma política que levaria ao amadurecimento da representação terminou dando ensejo, no ciclo lulista e na atual quadra do pós-lulismo, à consolidação de modelo vertical de moral social formulado no contexto do que se denomina “ética totalitária”, segundo a qual os fins justificam os meios.

A cooptação de aliados pelo Executivo hipertrofiado, no seio de uma consciência despida de freios morais, terminou dando ensejo à atual quadra desconfortável de corrupção generalizada, que ameaça gravemente a estabilidade econômica, duramente conquistada nas gestões social-democratas de Fernando Henrique Cardoso.

O Brasil perde o seu rumo, num mundo agressivo e cada vez mais interdependente, assombrado pela ética totalitária petista, aliada, na síndrome lulista do “herói sem nenhum caráter”, a desprezíveis formas de populismo irresponsável, que elevou como ideal o princípio macunaímico de levar vantagem em tudo, num sórdido cenário de desfaçatez e incultura.

Tudo presidido pela maré estatizante que se apropria da riqueza da Nação para favorecer a nova casta sindical e burocrática que emerge ameaçadora, excludente e voraz.



COORDENADOR DO CENTRO DE PESQUISAS ESTRATÉGICAS “PAULINO SOARES DE SOUSA”, DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA (UFJF)


E-MAIL: RIVE2001@GMAIL.COM por OPINIÃO




19/07/2011

LULA É CORONÉ...



LULA É CORONÉ...
Waldo Luís Viana*

Longu caminhu andô,
Em lombu de burro,
Caminhão ô navio,
Já num lembra das mentira
Qui 'spalhô pa se dá bem.

Num lembra do passado,
Inté chegô na presidença,
Ossu duro di ruê, coitado,
Que num larga,
Nem tiquinho,
Num tem nem dúvida,
Qui nas cidade e nus matu
Tem voto pra daná
E os assunto vai sortano,
Na neblina, qui nóis qué...

Falano o que o povo sabe
Dizeno as coisa cum lábia,
Só pede coisinha só,
Que tudo que dele gosta,
Dos cocô ós caramujo,
Inté os antigo cumpadi,
Botem tudo os voto, tudo,
Bem no colim da Dilma,
Pra gente não se enganá
E continuá no borsa-famía,
Que jávô, que jávai tairde,
Sô...

*De um poeta do povo ouvido...

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