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quinta-feira, 17 de março de 2011

PT proíbe militantes de protestar contra Obama no Rio


Em nota, comando fluminense da legenda nega existência de apoio a qualquer 'manifestação hostil' ao presidente americano e desautoriza manifestações em nome do partido


Wilson Tosta, Pedro Dantas e Bruno Boghossian Agência Estado

RIO - O comando do PT fluminense proibiu nesta quinta-feira, 17, militantes do partido de participar dos atos contra a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil.

Um dos organizadores das manifestações é o secretário de Movimentos Populares do PT no Rio, Indalécio Wanderley.


Wilton Junior/AE

Helicóptero americano sobrevoa Lagoa Rodrigo de Freitas

Em nota oficial, o presidente do PT fluminense, Jorge Florêncio, negou a existência de "qualquer tipo de deliberação" oficial petista "no que concerne a organização, participação e apoio a qualquer tipo de manifestação hostil" ao mandatário norte-americano. O texto "desautoriza a qualquer membro a manifestar opinião, em nome do partido, que não reflita o posicionamento oficial".
"Teve uma pessoa, de uma secretaria (do partido), que fez uma comunicação dos movimentos populares",
afirmou Florêncio, sem se referir nominalmente a Wanderley e procurando desvincular o PT dos protestos.

"Nenhuma instância da legenda aprovou a participação de seus integrantes nos atos anti-Obama".


Defendendo a visita, a nota do PT afirma que o Brasil se consolida "como um estratégico interlocutor no cenário político internacional" e diz que, neste momento, a vinda de Obama "deve ser encarada como importante passo para afirmação" dos interesses políticos e comerciais brasileiros.

"Receber o presidente Barack Obama na cidade do Rio de Janeiro no próximo domingo constitui-se [em] importante oportunidade de consolidarmos a imagem da Cidade Maravilhosa, do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil no cenário internacional", justifica o texto.


17 de março de 2011

The Telegraph: ação militar contra Kadafi já está preparada; falta apenas aprovação de Conselho de Segurança da ONU


Por Reinaldo Azevedo

Segundo o jornal britânico The Telegraph, uma operação militar contra as forças de Muamar Kadafi poderia ser desfechada horas depois de uma eventual aprovação, pelo Conselho de Segurança da ONU, que defende “todas as medidas necessárias” — menos a ocupação do território — para “defender a população civil” da Líbia.

A resolução conta com o apoio da França, da Grã-Bretanha e, agora, dos EUA.

A aposta é que Rússia e China se abstenham.

Fala-se em ataques aéreos às forças de Kadafi, o que é um passo além da simples zona de exclusão — nessa hipótese, aviões militares ficariam impedidos de levantar vôo.

No caso dos ataques, forças terrestres também seriam alvos.

Os rebeldes já deixaram claro que a imposição da zona de exclusão seria insuficiente para deter Kadafi.

O “todas as medidas” inclui ainda a possibilidade de fornecer armas aos rebeldes.

A Otan e a força aérea da Grã-Bretanha se encarregariam da operação.

Mas isso também não é um consenso, lembra o jornal. “Nós não desejamos isso [o ataque]; não podemos tomar partido numa guerra civil no norte do África”, afirmou, por exemplo, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle.

Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro da Turquia, único país islâmico da Otan, já se disse contrário à intervenção armada na Líbia.

17/03/2011

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Categoria: Notícias e política


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16/03/2011

dúvida cruel

Vídeo mostra imagens inéditas do tsunami


Cinegrafista amador flagra momento em que o mar invadiu a cidade de Miyako
BBC

O vídeo mostra como o mar praticamente cobre um prédio

Imagens inéditas de um cinegrafista amador divulgadas nesta quinta-feira mostram o momento em que o tsunami começa a invadir a cidade de Miyako, no Japão.
Acredita-se que o vídeo tenha sido filmado no dia 11 de março.

Ele mostra como a pequena cidade portuária na região de Iwate ficou arrasada pela violenta e repentina entrada do mar.


O tsunami do dia 11 foi provocado pelo terremoto de magnitude 9 que abalou o Japão


Tsunami do dia 11 foi provocado pelo terremoto de magnitude 9 que abalou o Japão.  (Foto: BBC)Tsunami do dia 11 foi provocado pelo terremoto de magnitude 9 que abalou o Japão. (Foto: BBC)

O número de mortos na tragédia já ultrapassa 5 mil pessoas e mais de 8 mil continuam desaparecidas.


Além da destruição provocada pelo tremor e pelo tsunami, os japoneses agoram temem uma nuvem radioativa.


A usina de Fukushima foi gravemente danificada, e autoridades encontram muita dificuldade em controlar incêndios perto dos reatores.



Kadhafi está vencendo

LIBIA

Tudo o que não podia acontecer na Líbia está acontecendo: o ditador Muamar Kadhafi está voltando a controlar o país esmagando militarmente os rebeldes.

A onda libertária no mundo árabe está sendo desestimulada pelo poder de resistência e violência desmedida do líbio, que sempre se disse invencível.

Agora se não houver uma intervenção militar ocidental urgente o mundo assistirá a um banho de sangue.


Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images

Antiga bandeira Líbia, rejeitada pelos rebeldes, tremula na região do porto petrolífero de Ras-chave, simbolizando o retorno do controle de Kadhafi na região, depois de intensos combates


Ultimamente, devido a outros acontecimentos internacionais, o noticiário sobre a Líbia ficou em segundo plano. Mas dentro do território do país norte africano há uma sangrenta guerra civil em curso.

De fora, a impressão que se tem é que o ditador Muamar Kadhafi, no poder há 42 anos, está minando eficientemente a resistência dos rebeldes e retoma gradualmente o controle do país. O ditador líbio está usando o exército regular, inclusive a força aérea, mais mercenários estrangeiros, sem economizar em violência ou ferocidade, para esmagar os revoltosos.

A resistência está em desvantagem numérica e luta sem armamento suficiente com um exército improvisado, mesclado de desertores das forças armadas líbia e cidadãos que pegam nas armas pela primeira vez.

As últimas notícias dão conta que depois de retomar a cidade de Ras Lanuf, importante porto petrolífero e reduto rebelde mais avançado na região leste da Líbia, as forças fiéis ao ditador Muamar Kadhafi partiu em direção a Bengazi, outro importante reduto em poder rebelde.

Assegura-se que em 24 horas, as forças de Kadhafi avançaram 150 km, retomando Al-Uqaila, a cidade portuária de Ras Lanuf, a 650 km de Trípoli e Brega. Nesta terça-feira a forças aéreas fiel ao ditador bombardearam novamente a cidade de Ajdabiya, a última grande cidade em poder dos rebeldes.

A televisão estatal anunciou ontem que "a calma já foi restabelecida" nos portos e pediu que empresas estrangeiras voltem a enviar seus navios petroleiros ao país.

Segundo agências de notícias, aos gritos de "Alá é grande!", rebeldes abandonavam a cidade de Brega em veículos que transportavam baterias antiaéreas para se posicionar nos arredores de Ajdabiya. A televisão estatal líbia anunciava ontem a "limpeza" de Brega.

A Liga Árabe, no último fim de semana, decidiu pedir ao Conselho de Segurança da ONU a adoção de uma zona de exclusão aérea na Líbia, o que impediria que aviões e helicópteros fossem usados contra os opositores do governo de Muamar Kadhafi. As tropas governamentais continuam a ganhar terreno e cercaram Ajdabiya. Misrata, a oeste, foi também alvo de ofensivas terrestres e as tropas de Kadhafi preparam-se para tomar de assalto a capital rebelde, Benghazi.

Saif al-Islam Kadhafi, filho mais velho de Muammar Kadhafi e mais provável sucessor do pai, disse ontem que "tudo terá acabado em 48 horas", em entrevista à Euronews.

Saif al-Islam acusa ainda o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a mais forte voz contra o regime de Kadhafi, de ter usado dinheiro líbio para financiar a campanha presidencial de 2007 e ameaça que se não lhe devolver o dinheiro divulgará as provas das transferências bancárias.

"Nós financiamos (a campanha). Temos todos os pormenores e estamos prontos para revelar tudo. A primeira coisa que queremos que esse palhaço faça é devolver o dinheiro aos líbios", disse Saif al-Islam à estação francesa de televisão. O governo Francês não comentou as acusações.
Foto: Reuters

Khadafi teria determinado a queima de corpos dos rebeldes mortos para apagar provas da mortandade massiva

Com a continuidade da repressão violenta dos manifestantes, fala-se em 10 mil mortos e 50 mil feridos, começam a surgir rumores de tentativas do regime para apagar as provas do massacre. O jornal "El País" citava ontem várias testemunhas, líbias e espanholas residentes na Líbia, que assistiram "corpos a serem levados por forças de segurança" para "aparentes valas comuns". Há rumores de que corpos estão sendo queimados para apagar as provas do massacre.

Na ONU a França, o Líbano e o Reino Unido, os únicos signatários a favor da proposta de uma zona de exclusão aérea na Líbia, capaz de deter a fúria de Kadafi, através de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, finalmente começaram a contar a partir de ontem, com o apoio do governo americano.

Washington finalmente resolveu apoiar a implementação da zona de exclusão aérea e pediu aos restantes membros do Conselho que tomassem uma decisão rápida. Hillary Clinton defende que a resolução não pode demorar para além de quinta-feira. Também Sarkozy pediu ontem, através de uma carta ao Conselho, mais celeridade na tomada de decisão.

As negociações diplomáticas para chegar a um acordo sobre a zona de exclusão aérea têm- -se multiplicado nos últimos dias. O projeto, que inclui também operações terrestres na Líbia, foi apresentado na terça-feira aos países-membros do Conselho.

O presidente russo, Dmitri Medvedev já fez saber que se opõe à medida, alegando que as operações terrestres seria o inicio de uma guerra com envolvimento de contingente internacional contra o governo Líbio. Como Moscou tem poder de veto no conselho de segurança da ONU, se a linha russa não mudar de rumo, a possibilidade de uma intervenção das Nações Unidas no conflito, vai acabar arquivada ou postergada indefinidamente.

Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU, falou ontem na necessidade de um cessar-fogo entre ambas as forças envolvidas no conflito e aproveitou para criticar o "uso continuado de força militar contra civis" na Líbia.

A Cruz Vermelha Internacional mandou evacuar os seus efetivos de Benghazi e pede, num comunicado, aos rebeldes e às forças do regime que poupem os civis e o pessoal médico.


Foto: New York Times/Asso​ciated Press

Os jornalistas do jornal The New York desaparecidos na Líbia: a fotógrafa Lynsey Addario, o reporter Stephen Farrell, o fotógrafo Tyler Hicks, e o chefe do escritório do The New York Times, em Beirut, Anthony Shadid (vencedor do premio Pulitzer)

O jornal "The New York Times" noticiou que está há dias sem contato com quatro dos seus jornalistas enviados à Líbia, sequestrados pelas forças do regime. Tanto Stephen Farrell - que já tinha sido sequestrado pelos talibãs, em 2009, no Afeganistão - como outro jornalista, Anthony Shadid, e os fotógrafos Tyler Hicks e Lynsey Addario se encontram em local incerto. A última vez que contataram a redação do diário norte-americano foi terça-feira.

Enquanto isso uma reportagem de Michael Georgy e Maria Golovnina, direto de Trípoli para a Reuters, diz “os negócios nunca estiveram tão bons para Abdul Basit Sawaan, gerente de uma loja que vende fardas para apoiadores do líder líbio, Muammar Kadhafi”.

Se no leste do país os rebeldes enfrentam ferozmente as tropas “Em Trípoli, a capital, muita gente, como Sawaan, já aposta numa vitória do veterano governante, no poder desde 1969.

Falando sob um grande retrato do líder, Sawaan disse que sua empresa recebeu um impulso inesperado no mês passado, quando apoiadores de Kadhafi se reuniram na sua loja para comprar equipamentos do Exército.


Foto: Getty Images

Tropas de Kadhafi patrulham a capital Tripoli sem enfrentar resistência

"Há muitos voluntários querendo lutar contra os terroristas", disse Sawaan, enquanto assistentes levavam coturnos e fardas cáqui para dentro da loja. "Tenho certeza de que Kadhafi vai vencer."

Em Trípoli, as ruas são patrulhadas por temíveis milícias, e muitos parecem estar silenciosamente resignados com a permanência de Kadhafi. E, como muitas empresas dependem do sistema vigente, o conceito de invencibilidade de Kadhafi, cultivado ao longo das décadas, parece estar bem vivo.

A vasta máquina líbia da propaganda estatal atrai multidões às ruas de Trípoli para criar uma impressão de apoio esmagador ao dirigente. A praça Verde, no centro da capital, parece agora receber uma interminável manifestação de apoio a ele, com frequente presença de bandas de música, fogos de artifício e pessoas com bandeiras.

As tentativas de jovens líbios de realizar protestos em Trípoli, seguindo o modelo de bem sucedidos levantes populares nos vizinhos Egito e Tunísia, foram violentamente reprimidas. Bairros inteiros, como o de Tajoura, tentaram desafiar o regime, montando barricadas e realizando protestos. Agora, no entanto, sua determinação parece ter sido esmagada.

Trípoli, onde vivem 2 dos 7 milhões de habitantes da Líbia, parou no mês passado, quando os rebeldes avançavam rapidamente no leste. Agora, a cidade voltou ao seu burburinho habitual nas ruas e cafés.

Mas a produção de petróleo do país continua reduzida, e relatos de escassez de comida e remédios em outras regiões deixam no ar um clima palpável de nervosismo e insegurança.

Muitos acreditam que os distúrbios ainda poderão voltar a qualquer momento.

"O problema é a economia. Eles estão derrotando as pessoas, mas isso não significa realmente que haverá paz", disse Mohammed Ibrahim, gerente de um restaurante em Trípoli. "Se Kadhafi não criar empregos e gerar investimentos, a Líbia não ficará estável. Haverá uma grande quantidade de jovens com raiva e que podem aderir a grupos como a Al Qaeda."

Fotos: Ah​med Jadallah/Reuters



Agora o que se vê, a miúde, nas imagens enviadas pelas agencias de noticias, são as Forças aliadas ao governo de Kadhafi comemorando vitórias, uma após a outra.

Derretimento dos núcleos dos reatores lançaria na atmosfera o equivalente a cem bombas de Hiroshima

Japão
Derretimento dos núcleos dos reatores lançaria na atmosfera o equivalente a cem bombas de Hiroshima

Roberta Jansen e Tatiana Farah
O Globo

RIO e SÃO PAULO - Informações desencontradas e pouco coerentes sobre as reais dimensões do acidente na central nuclear de Fukushima dificultam as análises sobre o desenrolar da situação.

Enquanto as explicações das fontes oficiais indicam que tudo caminha para a normalidade, os fatos teimam em desmenti-las, dia após dia, revelando um quadro cada vez mais grave.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO respondem às maiores dúvidas envolvendo o acidente, com base nos últimos desdobramentos.
 

No pior cenário, um vazamento equivalente a cem bombas de Hiroshima. Qual o cenário mais provável?

"Que alguma radiatividade continue a escapar, mas que eles controlem a situação nos próximos dias. No fundo, sempre haverá os efeitos, mas será melhor se o vento soprar para o mar. Os japoneses são muito competentes e devem controlar a situação: já fizeram o mais importante, que foi evacuar as pessoas no raio de 20 quilômetros, o que não ocorreu em Chernobyl", avalia o físico Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ.

"Não sabemos ao certo todos os procedimentos que estão sendo adotados. Um vazamento geral não deve ocorrer e a emissão de gases com produtos de fissão tem ocorrido", afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto. E qual seria o pior cenário?

"Um grande derretimento parcial ou total dos núcleos dos reatores. Com isso, seria lançado à atmosfera o equivalente radiativo de cem bombas de Hiroshima. Não falo de explosão, porque o reator não explode como uma bomba atômica, mas a quantidade de material radiativo seria centenas de vezes maior", afirma Pinguelli Rosa.
Mas a contenção não é projetada exatamente para evitar a liberação do material radioativo?

"Sim, mas, se houver derretimento do núcleo, pode haver uma grande liberação de hidrogênio, que é altamente inflamável. Isso pode provocar explosões.
A contenção pode não suportar a pressão e romper. Seria como uma válvula de escape de emergência de uma panela de pressão",
explica Aquilino Senra Martinez, professor de engenharia nuclear da Coppe/UFRJ

Se, de fato, houver vazamento, para onde vai a radioatividade?

"Dependendo das condições climáticas, de ventos e chuvas, pode haver maior deposição do material radioativo em torno da usina ou dispersão para locais distantes"
, diz Martinez.

"Seria pior se o vento levasse (a radiação) para as áreas populosas do país, como Tóquio. As pessoas teriam de ficar trancadas em casa até se dissipar essa radiação, o que poderia levar dias", afirma Pinguelli.

"Até ontem (anteontem) o vento estava na direção do mar, se continuar assim, será mais difícil afetar o sul do país", diz Kuramoto.

Houve falha técnica?

"Evidente que isso tudo é uma grande fatalidade. Mas o prédio não caiu por conta do terremoto, não houve desmoronamentos parciais, a construção não foi arrasada pelas ondas. Houve um erro de projeto grave: o gerador não funcionou e, por isso, o reator começou a esquentar. Qualquer instalação comercial tem alimentação de emergência, com gerador a diesel. Parece que uma onda atingiu o tanque de combustível dos geradores, impedindo seu funcionamento. Mas isso é uma falha", afirma Martinez.

"Houve uma grande falha técnica que é o gerador a diesel ter sido atingido pela tsunami. Ele deveria estar involucrado em um prédio para não ser danificado", concorda Pinguelli Rosa.
Por que não conseguem resfriar os reatores, impedindo seu derretimento e uma catástrofe maior?

"Isso é o que nenhum boletim explica"
, diz Martinez.

17/03/2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Seminário Liberdade em Debate - Instituto Millenium

Foram incontáveis os assuntos abordados no quarto e último painel do seminário Liberdade em Debate.

“Fico muito à vontade para falar do assunto do álcool ou do cigarro. Morreu mais gente no carnaval por acidente de trânsito do que em Tripoli.

Aí vem um crítico e diz: mas seu programa é patrocinado por uma marca de cerveja.

Isso é um autoritarismo, como se beber uma cerveja não fosse uma decisão pessoal. Existe a lei para que ele não pegue o carro”
, argumenta Marcelo Tas.

O jornalista admite que a força do programa “CQC” vem do patrocinador. Diz que no primeiro ano, quando eram patrocinados só por uma marca de cerveja, receberam toda a sorte de pressão. “Hoje, com 13 patrocinadores, temos muito mais liberdade de expressão”.

Para Reinaldo Azevedo, que escreve na revista “Veja”, “a sorte da liberdade de expressão depende da existência do patrocínio, das empresas que não dependam tão umbilicalmente do Estado. Quando menor for o percentual de publicidade dos veículos de comunicação que tenham origem estatal, mais livre é esse veículo porque está menos sujeito à pressão”.






Foto: Marcelo de Jesus

“Vivemos hoje uma ditadura, ainda que velada, do politicamente correto”, opina o economista Rodrigo Constantino.

Ele, que também é articulista do Globo, diz que o cerceamento social é tão poderoso quanto as leis e normas. Tão poderoso que, às vezes, chega justamente a se transformar em discurso oficial.

“Durante o governo Lula, houve a tentativa patética da cartilha da linguagem politicamente correta. Quando o governo se arroga do direito de ditar uma linguagem apropriada, estamos a um passo de um regime totalitário”, diz.


Constantino brincou com o colega de painel Marcelo Tas, humorista e apresentador do “CQC”: “Temo muito pelo futuro profissional do Marcelo”.

Embora pregue a liberdade de expressão, o economista ressalta que ela esbarra no direito de propriedade.

“Não cabe a um jornal, que é uma empresa privada, dar espaço a qualquer um. Ele se reserva ao direito de dar voz a quem quiser. Liberdade de expressão é outra coisa, implica em ouvirmos coisas que não gostamos, que consideramos sórdidas ou chocantes. Não o de repetir, como um papagaio, o consenso”.

Constantino busca na literatura exemplos de discursos contra o consenso que têm função social. Ele cita “Gomorra”, de Roberto Saviano, retrato da máfia napolitana, e “Versos satânicos”, de Salman Rushdie:

“O progresso surge de mudanças promovidas por minorias que ousam ir contra o consenso. Todo o progresso está calcado na necessidade de tolerar os discursos contraditórios”.



Foto: Marcelo de Jesus

Ainda no painel “Politicamente correto e liberdade de expressão″, o jornalista Reinaldo Azevedo recorda que o debate do politicamente correto só existe nas democracias.

“O exercício da liberdade é feito por quem discorda. Existem as patrulhas do bem, que se organizam para nos salvar. Querem nos salvar da gordura, do cigarro, da poluição. Em última instância, querem nos botar numa espécie de bolha de plástico moral, onde não há vida de verdade”.


Para o articulista da Veja, outra temática polêmica diz respeito ao Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia.

“É uma lei contra a liberdade de expressão. Torna o crime inafiançável e submete o homossexual a um constrangimento de natureza filosófica. E, afinal de contas, uma pessoa, uma escola e uma igreja privadas estariam proibidas de dizer o que pensam. Nós já temos leis para punir os crimes contra o outro”, diz, acendendo a polêmica no debate a seguir.




Foto: Marcelo de Jesus

“Existe uma pressão muito grande para que sejamos corretos. E acho que os jornalistas têm muito a ver com isso. Somos os porta-vozes de Deus. O jornalista é o cara que nunca erra e quando erra, pede perdão, fica vermelho. Gosto das pessoas radicais, que vão na raiz das coisas, mas não gosto de extremos”, assim o jornalista Marcelo Tas abriu sua participação no debate “Politicamente correto e liberdade de expressão”.

Tas acredita que o humor seja uma maneira inteligente de vacinar a sociedade contra o politicamente correto e agradece aos céus por “ter vindo ao mundo com esse espírito de porco cravado em mim”.


Marcelo Tas incrementou o início do debate citando o caso do humorista americano que foi demitido porque fez uma piada com a tragédia no Japão. “É a mesma coisa que demitir um dentista porque ele arrancou um dente”, compara.

O programa que ele apresenta atualmente, o “CQC”, vive sendo pressionado pelas autoridades e tendo problemas de restrição de liberdade dentro do Congresso Nacional.

“Acho isso uma grande piada. Normalmente, quando os caras nos restringem eles falam que nós não podemos ser levados a sério e o presidente do Congresso se chama José Sarney”, alfineta o jornalista.




Foto: Marcelo de Jesus

O jornalista Leandro Narloch, autor do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Leya, 2009), que está há mais de 60 semanas nas listas dos mais vendidos do país, iniciou o quarto e último painel do seminário Liberdade em Debate, “Politicamente correto e liberdade de expressão” citando uma frase do líder Che Guevara (“Executamos e executamos mais. Nosso regime é um regime de morte”) e provocando: “Hoje as pessoas usam camiseta com a imagem dessa pessoa estampada e eu que sou politicamente incorreto?Não. São eles”.

Os politicamente incorretos não são contra as minorias ou a prosperidade do Brasil, diz.


Narloch diz que a história tradicional reservou dois lugares para os negros e os índios: ou eram submissos ou heróis rebeldes que morriam em prol da liberdade.

“Na verdade, existiam os negros alforriados que capturavam escravos e era muito comum os brancos entregarem armas de fogo para os negros fazerem a segurança de suas terras. Isso deixa claro que existiam muitas personalidades. “Devemos mesmo lutar é contra as pessoas que tentam impor docemente um ideal de política pública. Devemos lutar, sobretudo, para que não imponham para nós um ideal de felicidade pública”.

16 de março de 2011

À espera do Big One

À espera do Big One

Por Fernanda Ezabella

Sempre que tem um terremoto mundo afora, os jornais da Califórnia se perguntam: o que podemos aprender com Haiti? Com Christchurch? E agora, Japão?

É que na Califórnia existe a famosa e perturbadora falha de San Andreas.

É questão de tempo, alguns dizem 30 anos, para acontecer o "Big One", que poderia matar milhares de pessoas só na região ao sul do Estado, como Los Angeles, San Bernandino e Riverside.

Desde que me mudei para cá, passei a pensar no Big One. E, neste final de semana, finalmente comecei a fazer pesquisa sobre os apetrechos que preciso ter em casa, no caso de um grande terremoto.

Meu namorido, que mora aqui há quase 20 anos, sabia de cor todas as recomendações básicas:

- ter dinheiro vivo guardado na casa (porque os caixas eletrônicos não vão funcionar)

- ter um estoque de água e comida (sempre citam frutas enlatadas e pasta de amendoim)

- deixar sempre ao lado da cama um par de sapatos

- pregar na parede todos os armários, prateleiras e coisas que podem cair na sua cabeça

- andar com o carro sempre com meio tanque cheio

- e, claro, ter um kit de primeiros socorros na mão.


Bom, apesar de saber de tudo isto, não adotamos absolutamente nenhuma regra. Fomos então fazer compras.

Descobrimos um mercado imenso para lucrar com a paranoia. Uma montanha de sites que ensinam como se preparar e o que fazer. E um bando de malucos que realmente aguardam o apocalipse.

Mas achamos coisas interessantes na Amazon:

-- um aparelho que funciona como rádio, laterna e carregador de celular e lap top, basta só girar uma manivela (US$ 20 dólares!).

-- Cobertores térmicos caso seja preciso dormir na rua (e aqui vai um desabafo, minha casa fica num penhasco, de frente pro letreiro de Hollywood, mas num penhasco. Medo).

-- filtro de água emergencial

-- um kit de refeições "desidratadas" para 72 horas de emergência. Vem com três cafés da manhã, três pratos de vegetais, dez pratos de janta e almoço.
É só acrescentar água e mandar ver. Data de validade: 7 anos (!!). Preço: US$ 45 dólares.

Nestas conversas preparatórias de terremoto e previsão apocalíptica, sempre surge o tema "arma". Deveríamos ter uma em casa? Afinal, é legal e pode vir a calhar se Hollywood Hills virar terra de ninguém.

Eu sou contra e adiei o debate até a chegada do kit de refeições.

14/03/2011

Inversão de culpa


Por Dora Kramer

O Estado de S.Paulo


O PT abriu o ano de 2011, para quando inicialmente estava previsto o julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), disposto a ajudar os réus - pelo menos os seus - a se livrar das acusações de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outras.


Adepto das críticas à "judicialização da política", como se convencionou qualificar genericamente decisões judiciais que atrapalham interesses políticos, o PT patrocina a politização do processo resultante de denúncia da Procuradoria-geral da República em 2007.

Esse movimento, obviamente com o objetivo de influir na decisão dos ministros do STF mediante uma absolvição à moda da casa, é percebido no tratamento dado aos principais (do ponto de vista político-partidário) réus.

José Dirceu, o "chefe da quadrilha", nas palavras do autor da denúncia e então procurador-geral Antônio Fernando de Souza, voltou a integrar o diretório nacional do partido.

Com ele haviam sido afastados e também retornaram João Paulo Cunha e José Genoino. Este último recentemente assumiu o posto de assessor especial do Ministério da Defesa e Cunha, para espanto geral, foi levado à presidência da Comissão, note-se, de Constituição e Justiça da Câmara.

Um grupo expressivo, do qual faz parte o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, defende a volta do ex-tesoureiro e figura símbolo do escândalo, Delúbio Soares, ao partido argumentando que as penas não podem ser "eternas".

Argumento que convenientemente deixa de lado o fato de que a Justiça ainda não se pronunciou. Para o PT o importante é que esse pronunciamento ocorra em um ambiente já insensível aos acontecimentos de 2005, permeado pela impressão geral de que já houve punição suficiente e a conta foi devidamente paga.

Não bastasse, agora que o julgamento foi remarcado para 2012, o PT começa a pôr sob suspeita a isenção do Supremo, difundindo a tese de que julgamento em ano de eleições pressupõe inevitável parcialidade.

Um truque. Bem engendrado, mas insuficiente para convencer alguém de que a culpa de eventual condenação terá sido dos juízes e não dos réus.

Nuclear. O ex-deputado do PV Fábio Feldmann, hoje consultor para assuntos de meio ambiente, compartilha da convicção dos que veem no risco de desastre na usina de Fukushima o início do fim do uso de energia nuclear.

"Se o Japão que é tido como o país mais eficiente na segurança e prevenção está sob a ameaça de uma tragédia nuclear, o que dizer do restante do mundo?", questiona Feldmann, para quem o que ocorre agora no Japão confirma o que os ambientalistas dizem há anos sobre os perigos dessa fonte de energia.

Espasmo. A proposta de criação de uma comissão no Congresso para discutir o destino das usinas nucleares no Brasil pode até ser cheia de boas intenções, mas é o tipo da falsa providência.

Sempre que há algum acontecimento de repercussão aparece a sugestão de se criar um grupo de discussão no Parlamento. A comissão para debater a última crise econômica mundial foi instalada com ares de grande evento. A respeito da qual nunca mais se teve notícia.

O Legislativo brasileiro prestaria melhor serviço se, no lugar de simular interesses grandiloquentes, se interessasse por solucionar problemas mais urgentes. Como, por exemplo, a recuperação da credibilidade do Poder.

À margem.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, está escandalizado com a atitude da Câmara dos Deputados que simplesmente resolveu não cumprir decisão do STF que assegura a posse dos suplentes de deputados conforme a ordem dos eleitos pelos partidos e não pelas coligações.

"Se um Poder não cumpre uma determinação da Justiça, é de se imaginar que o cidadão comum acredite que igualmente não seja preciso obedecer ao que diz a lei e ao que decide o juiz", diz o ministro.

16 de março de 2011

Coroa

terça-feira, 15 de março de 2011

Pedido de desculpas


Cúpula de usina nuclear no Japão se curva como pedido de desculpas

A alta cúpula da Tokyo Electric Power Co. (maior concessionária de energia elétrica do Japão) se curvou nesta segunda-feira,14.03, para se desculpar com a população japonesa pelos acidentes na usina nuclear de Fukushima.

O vice-presidente Sakae Muto (à direita) e outros executivos tiveram essa atitude durante uma entrevista coletiva em Tóquio.

Na segunda-feira houve uma explosão de hidrogênio em um reator da usina

Extra

HISTÓRICO!!! Obama, quem diria...??

O mito em declínio na praça



O presidente dos EUA, Barack Obama, fará um discurso na Cinelândia no domingo.

Pois é…

O Babalorixá de Banânia sempre achou que o presidente americano tinha uma certa inveja da sua popularidade.

Será que isso tem uma pontinha de verdade?

Em troca, ele deveria exigir a oportunidade de falar a milhões de americanos em frente ao Capitólio. Seria uma troca justa…

Dizer o quê?

As chances de Obama ser ovacionado pelas massas são maiores hoje no Brasil do que nos EUA. Por lá, definitivamente, ele não é “o cara”. Discurso na Cinelândia, é?

A minha profecia de quando Obama era ainda um pré-candidato do Partido Democrata está se cumprindo: ele tem, assim, um jeito bem Terceiro-Mundo de fazer política. Fosse Dilma Rousseff, eu tomaria um banho de sal grosso.

O última discurso estrepitoso do presidente americano em solo estrangeiro — com transmissão para quase todo o mundo muçulmano — se deu na Universidade do Cairo, no dia 4 de junho de 2009. Hosni Mubarak, o então principal aliado dos EUA no Oriente Médio, estava forte como uma rocha… Não faz dois anos!

Obama falará na Cinelândia, irá ao Corcovado e, consta, visitará Cidade de Deus para conhecer uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Internamente, sua presença será explorada como a reaproximação do Brasil com os EUA, mais um sinal de uma mudança de prioridade na política externa brasileira etc.

A mudança até pode estar em curso, mas não por isso.

A visita vinha sendo planejada havia bastante tempo.
O governo americano achou melhor que ela ocorresse depois da eleição.

O presidente dos EUA certamente fará um de seus discursos contundentes, grandiosos, com aquela sua vocação para olhar o infinito, com queixo de estátua. Se retórica e “porte” ajudassem a governar o país — no seu caso, uma boa parte do mundo —, ele certamente seria o grande destaque da Casa Branca desde John Kennedy. Mas não ajudam.

Falar na Cinelândia evidencia que Obama continua a ser, sem dúvida, o rei do marketing, um político formado já na era das celebridades. A exposição é mais sintoma de uma crise do que expressão de uma fortaleza.

O que terá acontecido, por exemplo, a Muamar Kadafi no domingo?

Estará levando uns piparotes da Otan?

Seus aviões terão sido derrubados pelos EUA para fazer cumprir uma eventual zona de exclusão aérea?


Terá sofrido um golpe de estado desfechado por militares ou, para desânimo quase geral, estará botando para correr o governo oposicionista de Benghazi?

Seja lá como for, Obama já deixou a marca, a um só tempo, da precipitação e da hesitação; da parolagem excessiva e da inação.
Foi ligeiro para mandar antigos aliados às favas; está sendo paquidérmico na tentativa de costurar uma saída.

O presidente americano tem se mostrado ruim pra chuchu em matéria de mundo real; seu discurso, não obstante, está sempre pleno daqueles amanhãs gloriosos, de que voltaremos a ter notícia no domingo.

Um líder em precoce declínio busca na praça de um país da América Latina, que está longe de ser uma de suas prioridades, ecos daquela onda quase mística que o levou ao poder.

O Lula de verdade acredita ser mesmo o Lula de ficção.

É bem possível que Obama também acredite ser Obama…

Ah, sim: seu discurso será fatalmente “histórico”!!!



15/03/2011

Risco de uma catástrofe nuclear no Japão.



Segurança nuclear
Primeiro-ministro amplia área de alerta radioativo em meio a temor de uma catástrofe nuclear no Japão




TÓQUIO - Uma nova explosão de hidrogênio no reator número 2 e um incêndio no reator número 4 do complexo nuclear de Fukushima I (Dai-ichi) aumentaram o risco de uma catástrofe nuclear no Japão.

Em um breve pronunciamento à nação, na manhã desta terça-feira (hora local), o primeiro-ministro Naoto Kan, admitiu que os níveis de radiação liberados após o terremoto de 9 graus de magnitude que atingiu o país na sexta-feira já podem causar riscos para a saúde.


Ele pediu a retirada de todos que moram a até 20 quilômetros da usina e advertiu aqueles que moram num raio de 20 a 30 quilômetros do complexo que não saiam de casa.


- O risco de vazamento deve aumentar após a explosão - disse o premier.


Segundo os sites dos jornais "Asahi Shimbun" e "Yomiuri Shimbun", que estão entre os principais do país, o nível de alerta em Fukushima teria passado do nível quatro para o seis, sendo sete o nível mais alto da escala internacional, como o desastre de Chernobyl, em 1986.


O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, explicou que a explosão no reator número 2 afetou a piscina de condensação destinada a impedir a fuga de elementos radiativos em caso de acidente, elevando para 8,217 microsieverts os níveis de radiação no local - quantidade oito vezes maior que a permitida.

Uma espessa nuvem de fumaça encobriu a usina, que foi evacuada imediatamente pelos funcionários da Tokyo Electric Power Company (Tepco).


Os engenheiros trabalhavam sem parar desde a noite de segunda-feira tentando justamente resfriar a estrutura, cujo superaquecimento, estimado em cerca de 1.900 graus Celsius, já havia provocado o derretimento parcial de parte das varetas metálicas que conduzem o combustível (urânio enriquecido)




- Não posso dizer que a situação é estável -
advertiu o porta-voz, acrescentando que a possibilidade do total derretimento dos reatores 1,2 3 não podia ser descartada.




De acordo com a Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão, o impacto da explosão deixou expostas as varetas de combustível do reator.

O maior temor é que as paredes de contenção do reator tenham sido danificadas - o que tornaria Fukushima uma versão contemporânea da usina de Chernobyl, que não tinha essa proteção contra o escape de material radioativo.


Mais cedo, embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha considerado "improvável" uma catástrofe comparada à de Chernobyl, o governo do Japão pediu ajuda à entidade e aos Estados Unidos - além de anunciar a distribuição de 230 mil tabletes de iodo, usados em casos de exposição à radiação, aos moradores de um raio de 20 quilômetros do complexo nuclear.


A dificuldade japonesa de controlar as falhas também levou a França a afirmar que o acidente é mais grave do que admitem as autoridades locais.



15/03/2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão: Problemas de refrigeração de um terceiro reator


Depois da explosão esta manhã no reator número três da central nuclear de Fukushima Diachi, as autoridades anunciam que o sistema de refrigeraçâo do reator número 2 deixou de funcionar.


­O Japão está numa corrida contra o tempo para evitar um acidente nuclear de proporções catastróficas.
Aqui.


14/03/2011