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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chico, devolve o Jabuti!

Chico, devolve o Jabuti!

 
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To:  Brasileiros Com Vergonha
Chico, devolve o Jabuti!

Chico Buarque recebeu o Prêmio Jabuti 2010 por melhor ficção do ano. O cantor, compositor e escritor Chico Buarque recebeu o Prêmio Jabuti 2010 de melhor livro de ficção do ano pelo livro “Leite derramado”. Agora, veja a lista com os demais vencedores do 52º Prêmio Jabuti divulgada em outubro passado:


ROMANCE

1º - “Se eu fechar os olhos”, de Edney Silvestre
2º - “Leite derramado”, de Chico Buarque
3º - “Os espiões”.

Sua obra “Leite Derramado” ficou em segundo lugar na categoria Romance, do Prêmio Jabuti. Em primeiro, ficou “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, de Edney Silvestre.


Como pode o segundo lugar da subcategoria se transformar, depois, no primeiro lugar da categoria geral? É uma lógica ou malandra ou asinina. Burros, eles não são. Então se trata mesmo de malandragem.


GARFARAM O PRÊMIO DE EDNEY SILVESTRE, primeiro lugar na categoria “Romance”, OU DE JOSÉ REZENDE JR., primeiro lugar na categoria “Contos e Crônicas”, também de ficção. Fez-se uma premiação política — e não literária.


Reza a biografia, ou hagiografia, de Chico Buarque que, no festival de 1966, a sua “A Banda” foi a vitoriosa, mas o primeiro lugar foi dividido com a esquerdista “Disparada”, de Geraldo Vandré. O próprio Chico teria exigido do júri a declaração de empate ou recusaria o prêmio.


Um gesto bonito, sem duvida: VOCÊ DIVIDIR O QUE LHE PERTENCE É UM ATO DE GRANDEZA. Mas FICAR COM O QUE NÃO PERTENCE, vocês sabem o que é. E o Jabuti de “Melhor Livro de Ficção” para Chico Buarque é isso.


Em 1966, ele dividiu o que lhe pertencia. Espero que, em 2010, ele tenha um ataque de dignidade súbita e devolva o que não lhe pertence.


Como “eles” adoram um abaixo-assinado, façamos um também, como passo inicial de um movimento para restaurar a dignidade em nosso país, exigindo:


Chico, devolve o Jabuti!


Antes de algum mal-entendido, que fique claro: isto não é um abaixo-assinado oficial. É apenas uma forma de demonstrar desagrado em relação a esse estado de coisas. A "idéia" surgiu com os comentários a um post no blog do Reinaldo, enviados por Alexandre, João Alberto, HMR, Antonio, Sandra, “Político mente, correto?”, Sueli, Marilena e especialmente o Pinheiro, que sugeriu uma campanha no “Pânico na TV”.


Então, da mesma forma que nos blogs, não é preciso usar o nome completo. O nome será publicado, sem qualquer outro dado, apenas para deixarmos um registro de que ainda existe quem se importe com a decência e a dignidade no Brasil.


Chico, devolve o Jabuti!


Sincerely,
The Undersigned
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Aqui.
 



The Chico, devolve o Jabuti! Petition to Brasileiros Com Vergonha was created by and written by Anderson Santana (alagoista@hotmail.com).  This petition is hosted here at www.PetitionOnline.com as a public service. There is no endorsement of this petition, express or implied, by Artifice, Inc. or our sponsors. For technical support please use our simple Petition Help form.

Terceiro mandato?


Terceiro mandato?

Maria Lucia Victor Barbosa

Algumas pessoas me perguntaram se estava satisfeita pelo fato de uma mulher ter chegado à Presidência da República. Respondi que isso me era indiferente. Primeiro, porque seja homem ou mulher num cargo político o que interessa é se essa pessoa é competente, ética e tenha visão de bem comum.

Segundo, em postos elevados mulheres não são automaticamente modelos de perfeição e lisura.

Só para citar exemplo mais recente relembro a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que juntamente com a família se locupletou no cargo tendo saído ilesa por ser amiga da rainha.

Terceiro, quem ganhou de fato foi um homem, o presidente que age como se projetasse seu terceiro mandato, pois escolhe ministros e já tem diretrizes de governo para 2011.


A mulher, retocada fisicamente, fabricada em termos de imagem política, treinada pela propaganda teria qualidades que se imaginam intrinsecamente femininas. Entre outras, amor maternal, desvelo familiar, doçura, capacidade de perdão.

Qualidades é claro, que nem todas as mulheres possuem, muito menos a candidata escolhida pelo homem. Por ela ele foi cabo-eleitoral e animador de comícios de retórica violenta e rancorosa, boquirroto que debochava da lei eleitoral, autoritário que vociferava contra a imprensa e pregava o extermínio de partidos.

Antecipando a campanha em mais de um ano Lula da Silva colocou à disposição de Dilma Rousseff a máquina estatal e as polpudas contribuições das “zelites”.

Não apareceu oposição para condenar tais abusos.


Venceu, na verdade, o poderoso “coronel” Lula. Conquistou um pouco mais da metade dos votos dos pobres agradecidos pelas bolsas-esmolas, dos ricos satisfeitos com os lucros, das classes médias inebriadas com as alegrias de consumidores capazes de comprar a felicidade em suaves prestações a serem pagas no além.


Entretanto, o final de mandato do popular Lula da Silva parece conturbado.

É emblemática mais uma trapalhada do Enem, cuja responsabilidade em última instância é do ministro da Educação.

Num país civilizado este pediria demissão ou seria demitido pelo presidente da República, mas, ambos, de modo arrogante insistem em não reconhecer o erro. Um péssimo exemplo para os jovens estudantes.


Na política externa, que acumulou perdas em todos os cargos pleiteados pelo Brasil, em repetidos fiascos, em apoios a governantes que afrontam os direitos humanos, o último golpe deve ter deixado estonteados o presidente da República, seu chanceler de direito, Celso Amorim, seu chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia.

Isso porque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu seu apoio expresso à inclusão da Índia como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, cargo perseguido de forma obsessiva pelo Itamaraty durante os dois mandatos de Lula da Silva. Também pudera, “o cara” em sua linguagem antiamericana fez coro com as afrontas de Hugo Chávez aos norte-americanos.

Além disso, o governo Rousseff pode significar a chegada do PT ao poder, como determinou José Dirceu. Considere-se ainda o fato da Índia ser estrategicamente bem mais interessante para os Estados Unidos do que o Brasil.


Para piorar, Lula da Silva quer de volta a famigerada CPM e vai tentar desarmar no Congresso a bomba fiscal de R$ 30 bi. Se conseguir a façanha no mês que lhe resta vai bater de frente com policiais civis, militares e bombeiros que perderão um piso salarial a ser criado por emenda constitucional.

Afrontará governadores que reivindicam R$ 19,5 bilhões, a título de repasse, referentes a perdas que tiveram com a Lei Kandir.

Desgostará parlamentares que querem elevar a cota reservada a cada um deles para fazer emendas no Orçamento. Sobrará para Rousseff a espinhosa questão do salário mínimo, que no Orçamento é contemplado com um piso de R$ 538,14, sendo que as centrais sindicais que ajudaram elegê-la reivindicam R$ 589,00.


Outro fator polêmico é a obsessiva ideia do ministro Franklin Martins de “monitorar” ou exercer “controle social sobre a mídia”, o que traduzido significa cercear a liberdade de pensamento.

Ele usa arabescos de linguagem para o que é simplesmente censura, aliás, prevista, entre outras coisas, no Plano de governo Rousseff sob o título PNDH3.


Enquanto tudo isso acontece, onde anda o PSDB?

Afinal, sem oposição não existe democracia.

Ao PSDB falta militância, união, mística, coragem para vocalizar a parcela da sociedade que se sentir prejudicada pelos desmandos da situação.

Sobra aos tucanos fascinação por Lula da Silva e vergonha de sua trajetória.


É necessário, então, que o PSDB deixe a torre de marfim e venha às ruas contra a CPMF, contra a censura, contra a inflação que Fernando Henrique derrubou, contra o ardiloso terceiro mandato de Lula da Silva.

Se fizer isso será seguido.

Caso contrário, morrerá de inanição política.

domingo, 14 de novembro de 2010

CCC: COMANDO DE CAÇA AOS CORRUPTOS.


EMBALAGEM VIRTUOSA E

CONTEÚDO GENOCIDA
PARTE I

O funcionário público está num beco sem saída: ou vira lacaio dos bandidos ou vai ficar a vida toda na margem da simples sobrevivência.
Por Geraldo Almendra

O
socialismo é uma utopia criminosa que promete o impossível nas relações humanas: a coletivização de bom grado dos frutos do trabalho, do estudo continuado e do empreendedorismo individual, em ambientes sociais moralmente degenerados em que o mérito fica em último plano diante do corporativismo sórdido nas relações sociais público-privadas.

Esse sistema político-econômico tem a estrutura de recursos humanos do Estado como “seguranças ideológicos” de um bunker das máfias da política prostituída, com suas oligarquias se alternando na luta pelo poder perpétuo e pela destruição da democracia em todos os seus matizes de preservação das liberdades individuais de escolha e de pensamento.
Um estado de bem estar social em que todos abrem mão, voluntariamente, de uma parcela dos seus sacrifícios pessoais ao longo da vida em um irrestrito e compulsório benefício coletivo imposto de forma autocrática não passa de uma leviandade postada pelos hipócritas do usufruto do dinheiro dos outros, seja público ou privado.

A história tem nos mostrado que o exercício imoral da política relativista tem o gene do sistemático incentivo corruptor que leva à degeneração de valores fundamentais  como principal instrumento de tomada do poder pelas oligarquias prostituídas que se alternam no comando das sociedades, sempre com o objetivo de manipular o assistencialismo das vítimas da miséria educacional e cultural em benefício próprio de forma ditatorial, ou pela “democracia” da compra de votos pelo suborno das consciências vítimas da falência cultural e educacional, seja dos ignorantes, seja dos analfabetos funcionais, ou dos esclarecidos canalhas, esses os maiores traidores do país.
O grande facilitador das distorções da luta pela democracia é o crescimento da máquina pública que oferece todos os meios para uma vida com segurança de trabalho e mordomias, sem que isso seja necessariamente um prêmio pela competência empreendedora que move as relações sociais e empresariais do capitalismo clássico.

Se o poder público fosse minimamente competente o Brasil não estaria tão atrasado, tanto em termos tecnológicos, tanto em termos de parque industrial, tanto em termos meios de transporte de cidadãos ou de mercadorias, ou naquilo que consideramos o tripé mágico que eleva qualquer nação ao topo do sucesso: saúde, educação e segurança.

No nosso caso inverteram a classificação: estamos entre os primeiros dos piores.
A reciprocidade esperada pelos que comandam o Estado em relação aos seus verdadeiros patrões – os contribuintes – se pauta muito mais na lealdade a um projeto de poder sempre espúrio, do que nos produtos de uma administração pública que cumpra verdadeiramente suas finalidades já que o poder público é, nada mais, um empregado dos contribuintes que o remunera na expectativa de que cumpra sua responsabilidade social com rigorosa competência, eficiência e eficácia.

A discussão entre socialismo e neoliberalismo e entre esquerda ou direita, já perdeu sua razão de ser.

No socialismo ficamos com a utopia que se sustenta com a degeneração moral das nações por onde passa e, enquanto sobrevivem, ficam entre o extremo do genocídio ou do cerceamento das liberdades individuais imposto pelas autocracias.

No neoliberalismo temos a deformação criminosa do capitalismo clássico que somente serve para fazer milionários e bilionários em detrimento de mais de 90 % daqueles que sustentam o sistema com seu trabalho.

Para começar algo novo temos que reconstruir a cultura e a educação antes que seja tarde demais.

Um bom início seria a tolerância zero da sociedade com os corruptos que infestam o poder público, pois o corrupto é o pior dos assassinos.

Nossa revolução deveria começar com a criação de um grupo com o nome simbólico de CCC: COMANDO DE CAÇA AOS CORRUPTOS.

Quem se habilita?

Homens, mulheres, com coragem, dignos, honrados e patriotas, enviem suas mensagens de adesão a este movimento.

13/novembro/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Brasil está sem presidente:

Carlos Brickmann

Comecemos com uma dúvida: um homem de idade, há muitos anos lutando contra o câncer, submetido a mais de dez operações, internado há uma quinzena por obstrução intestinal, sofre um infarto agudo.

E não corre risco de vida?

Torcer pela vitória do vice-presidente José Alencar sobre os males que o atingem é uma coisa; aceitar a prestação de informações inverossímeis é outra.

Estaremos de volta aos tempos em que se falava de "sinais vitais preservados"?


Pois é: o vice-presidente José Alencar na UTI, com infarto agudo e suboclusão intestinal.

O presidente Lula do outro lado do mundo, em Seul.

O terceiro na linha da sucessão, Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados, em Buenos Aires.

O quarto na linha de sucessão é o presidente do Senado, José Sarney.


Alguém ouviu algo sobre a posse de Sarney, nas horas (poucas, felizmente) em que dele seria a missão de presidir o país?

Talvez não seja preciso tomar posse, formalmente.

Alguém ouviu algo sobre os atos de Sarney como presidente?

Mas, afinal de contas, qual a importância disso?

Mesmo na Coreia, o presidente Lula tinha acesso a todas as informações necessárias e condições para dar todas as ordens que quisesse.

O que traz à tona a verdadeira questão: por que existe ainda toda uma estrutura de vices, caríssima, que hoje só serve para barganhar alianças, montada numa época em que as telecomunicações não existiam?
É um bom caminho para iniciar a reforma política: cortar o desnecessário, até a Vice-Presidência.

E contar a verdade aos cidadãos, por desagradável que seja.

12 de novembro de 2010

Depois do mensalão, o PT fundou a única torcida do mundo que não sabe ganhar

Em vez de festejar a própria vitória, eles preferem celebrar a derrota dos outros.

Em vez de confraternizar com os que cumpriram a ordem do chefe e votaram em Dilma Rousseff, preferem errar pela internet à caça dos desobedientes, para condená-los à danação eterna sob uma chuva de insultos.

Em vez de sentir-se em casa nos blogs estatizados, preferem ser escorraçados dos que não estão à venda.

Em vez de dormir sonhando com os oito anos de Lula, preferem seguir insones com os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso.


Eles não sorriem, não se divertem, não vão além da histérica gargalhada eletrônica, nunca ficam simplesmente alegres. Reféns voluntários do ressentimento, portadores do rancor que proíbe o convívio dos contrários, são incapazes de expressar-se com serenidade: urram, uivam, rosnam, berram. Prisioneiros do pensamento único, não raciocinam, não refletem: recitam o que ouvem, fazem o que os comandantes ordenam, torturam o idioma e a lógica com o desembaraço inconfundível dos que se dispensam de perder tempo com dúvidas. Sobretudo, não compreendem a ironia fina, uma forma superior de inteligência.

Porque só sabem viver possessos, os devotos da seita companheira jamais serão felizes.  


Foi assim antes da eleição de 31 de outubro.


E assim tem sido neste novembro. Como quase todas, a torcida fundada pelo PT depois do mensalão nunca soube perder.

Descobriu-se agora que é a única do mundo que também não sabe ganhar.


Direto ao Ponto


12/11/2010

'Viva a Filosofia'



Pois é.

Não sou filósofo e nem pretensão para tal, mas concordo com PLATÃO que afirma que a filosofia é o ‘uso do saber em proveito do homem’ e observa ainda que ‘de nada serviria possuir a capacidade de transformar as pedras em ouro a quem não soubesse utilizar o ouro; de nada serviria uma ciência que tornasse imortal a quem não soubesse utilizar a imortalidade, e assim por diante ..., portanto, é um absurdo tentar interditar o conhecimento filosófico a qualquer a vivente.


Há mais – fico com a filosofia política de PLATÃO, observando ainda que temos a Filosofia do Direito, Filosofia da História, da Educação – sem que haja um ‘monopólio filosófico’, o que seria contradictio in terminis.


Porém, é preciso dizer que para ser chamado de filósofo é necessário ter criado uma metodologia diferente ou ter elaborado estudos comparados de sistemas ou personagens destacados ao longo dos séculos na ciência das ciências.


Assim como é necessário diferenciar o advogado do jurista. Incursionar na jurisprudência com elementos renovadores, com análises comparativas originais, estudos de alta especialização – escalando o máximo degrau da ciência jurídica – esse é um jurista.


Todavia – as demonstrações de auto superioridade que exercem pseudos filósofos, juristas, historiadores – muitas vezes vulgares divulgadores de conhecimento, da história, falsos cientistas, sociólogos, juristas – não são mais do que sinais explícitos de megalomanias – demonstradas por uma suposta superioridade moral e intelectual.


Ainda há outros que se autodenominam estadistas, governantes e políticos; o político – espécie mais comum em todos os países – busca pelo voto – a eleição para chegar ao parlamento ou ao governo; governar – naturalmente é dirigir um município, um estado ou uma Nação, porém raramente equivale a ser um estadista, porque este é uma ‘amostra rara’ de grande homem de Estado que superando perfis do político e as funções de governante demonstra ter uma visão ampla e profunda não só em torno da atualidade que o circunda, mas também por antecipar-se a acontecimentos e planejar o futuro...


RESUMINDO: 'viva a Filosofia'.


 

A supremacia dos abestados...



 O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, conseguiu ler e escrever no teste de alfabetização feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral.



Frase do dia...


Uma mão lava a outra
e as duas nos assaltam

12.Novembro.2010

“Ele centralizava tudo, então dificilmente não saberia dessas operações”

Irregularidades possibilitaram IPO de sucesso
Dividendos e juros sobre capital próprio distribuídos aos acionistas aumentaram 190% após início de fraude


Mercado financeiro
Por Ana Clara Costa



Informações eram 'preparadas' antes de serem enviadas aos auditores ou ao presidente do conselho de administração, Luiz Sandoval

Iniciadas em meados de 2006, as irregularidades contábeis, que culminaram no aporte de 2,5 bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao banco Panamericano, permitiram que o valor da empresa fosse incrementado antes de sua abertura de capital – em novembro de 2007.

Para se ter uma idéia, o valor dos ativos totais do banco passou de 2,97 bilhões de reais em 2006 para 4,3 bilhões de reais em setembro de 2007 – um aumento de 45% em apenas um ano.

Com a melhora nos números, a entrada do banco na bolsa em novembro de 2007 foi considerada um sucesso. O valor fixado para cada papel foi de 10 reais – número levemente inferior ao preço das ações de seus bancos concorrentes na época, como o ABC e o Pine (com cotação de 10,46 reais e 14,95 reais na época). No resultado final, a venda de 67 milhões de ações na bolsa rendeu à instituição 679 milhões de reais.

A crise chegou em 2008 e os bons números do banco evitaram uma depreciação maior dos papéis da instituição. As ações do Panamericano recuaram para 2,5 reais, enquanto os mesmos concorrentes estavam listados, respectivamente, com cotação de 3,55 reais e 3,69 reais.

“Sem as irregularidades contábeis, o banco poderia ter perdido mais”,
afirma uma fonte ligada ao banco e que acompanhou a operação de abertura de capital.

Outra hipótese para justificar a fraude é a tentativa de aumentar dividendos – divisão dos lucros entre os acionistas. Essa parcela de recursos mais os juros sobre capital próprio distribuídos aos acionistas passaram de 16,41 milhões de reais em 2006 para 47,72 milhões de reais no ano seguinte – um crescimento de 190% em apenas um ano.

Em 2008, a distribuição de lucros atingiu 56 milhões de reais. Com 24% do capital da empresa, a holding Silvio Santos Participações levou, em 2008, 13,44 milhões de reais em dividendos.

Antes da oferta - As duplicações de carteiras de crédito, operações de empréstimos e registros de bens executados por inadimplência – as três operações inconsistentes que foram identificadas nos balanços da instituição – começaram a ser realizadas quando a direção do Panamericano recebeu carta branca para levar adiante a operação de oferta inicial de ações na bolsa.

A partir de então, relatórios começaram a ser preparados pela área de análise de sistemas para serem apresentados à auditoria KPMG.

“O que se dizia lá dentro é que as informações eram ‘preparadas’ antes de serem enviadas para as auditorias. Eles não passavam as informações corretas”, afirma uma funcionária que trabalhou por 40 anos no grupo Silvio Santos, sendo cinco deles no banco PanAmericano.

Gestor em apuros – Rafael Palladino, primo de Íris Abravanel, é o principal suspeito de ter pilotado as operações fraudulentas.

Segundo um funcionário do banco ouvido pelo site de VEJA, e que pediu para não ser identificado, Palladino administrava de maneira truculenta as operações.

“Ele pedia tudo ‘para ontem’. Não tinha a menor noção do tempo que as coisas poderiam demorar. E, para não se indisporem com ele, as pessoas faziam tudo de qualquer jeito, com vários erros, apenas para cumprir os prazos loucos que ele pedia”, afirma o funcionário, relatando a desorganização geral da instituição.

Palladino, ex-personal trainer, assumiu a presidência em meados de 2000 – e trouxe junto uma maneira centralizadora e peculiar de administrar.

“Os queridinhos dele eram da área comercial. Ele implantou um método em que só ganhava participação nos lucros quem tinha bom relacionamento com o alto escalão”, afirma o funcionário.

Palladino ainda não pode ser considerado culpado. No entanto, um executivo ligado ao banco, não enxerga a possibilidade de o presidente desconhecer os atos.

“Ele centralizava tudo, então dificilmente não saberia dessas operações”,
afirma o executivo

Veja on line


 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ENEM 2010, a vergonha! PROTESTE!


Nós não nos calaremos!
 
Esse descaso nao passará em branco!

"O trabalho na construção da dignidade humana". Que grande ironia o ENEM falar de construção da dignidade humana através do trabalho, no tema da redação de 2010. Irônica a contradição entre o primeiro texto de apoio, que criticava o trabalho escravo, e a atitude do ENEM, que submeteu os alunos a condições de desumanidade tais, que envergonhariam até um diretor de produção da época da Revolução Industrial.

Justo quando, já de cara, no início do exame, foi evocado no tema da dissertação, a primordial necessidade humana de ver os resultados do próprio trabalho sendo produzidos, pra ser desperto tambem o sentimento de dignidade e realização, acontece um dos maiores descasos ja cometidos contra o esforço dos estudantes brasileiros.

O trabalho de um ano inteiro de estudos, em muitos casos, esvaiu-se entre os dedos dos alunos como areia, levando embora o almejado sonho de entrar em uma Universidade e desenvolver a profissão dos sonhos. Tudo devido a erros infantis que poderiam ser evitados.

Qual mensagem o governo transmite pro estudante brasileiro? A de que o estudo não compensa. A de que ter por sonho ser um profissional de sucesso não vai ser levado a sério por quem mais deveria levar isso a sério: o próprio país, que é o maior beneficiado. Transmite-se o mal exemplo da incompetência profissional justo a quem menos se deveria transmitir tal mensagem. Agir dessa forma com os que formarão o futuro profissional do país é jogar o próprio futuro no lixo. É uma tentativa de suicídio.

Inversões no cabeçalho e outros erros de impressão, fiscais confusos e desorientados, proibições arbitrárias como as do lápis e relógios, falta de isonomia, enunciados de questões mal formulados, descontrole emocional, tudo configurando-se em um grande erro coletivo. Sim o ENEM 2010 foi um grande erro. E junto com as infames provas amarelas e a dignidade do estudante brasileiro, vai ser amassado e descartado na lixeira, como uma coisa qualquer.

Talvez devessemos submeter o INEP, o MEC, o governo brasileiro a uma exame. O tema da redação vai ser: "O papel das autoridades na construção da dignidade do estudante". Certamente eles não versariam sobre o assunto com mta desenvoltura, mas pelo menos nao encontrariam falhas risíveis de organização e só nisso já aprenderiam algumas lições importantes. De fato, temos muito o que ensinar a quem deveria ensinar a nós a mensagem da dignidade e da humanização.

Mas não deixaremos nossa dignidade ser tomada dessa forma. Não amenizaremos a gravidade e a magnitude do erro cometido. Não permitiremos que façam de nós, estudantes brasileiros, protagonistas dessa grande piada.

Manisfeste a sua indignação através de manifestações pacíficas. Participe dos protestos pacíficos que ocorrerão na capital do seu estado. Divulgue esse vídeo no seu orkut, myspace, blog, site, e exija a mudança!


Nós não nos calaremos!
 
Esse descaso nao passará em branco!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Xô CPMF


Estelionato


Se a CMPF é tão necessária e indispensável à melhoria do serviço público de saúde, por que os candidatos a governador e a presidente não fizeram campanha pregando a volta do imposto? 

Dora Kramer – Estadão – 07/11/10


A batalha da CPMF

O colunista Emmerson José relata a batalha pela reedição
da CPMF. Na conclusão de sua análise, ele expôe o que todos esperamos, que deputados e senadores estejam ao lado do povo brasileiro.
Correio (BA)
por Emmerson Jos



A batalha da CPMF

O lobby para a volta da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF), que abocanhava 0,38% sobre as transações bancárias, continua forte em Brasília. 
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), a base governista e alguns governadores eleitos estão forçando a volta de mais esse imposto, chamado de contribuição. 

Sobre isso, o senador Antonio Carlos  Júnior (DEM), que em 2007 votou contra a manutenção da CPMF, explica: “É um absurdo a volta da CPMF. Até porque ela é uma contribuição e o governo não é obrigado a distribuir entre estados e municípios, como acontece com outros impostos”.

Segundo o parlamentar, os governadores que pressionam pela volta da contribuição estão se arriscando na pressão a favor do governo federal.

Neste caso, Júnior diz que a União só estará devendo um favor aos governadores. “O importante é saber que o povo não quer mais a CPMF, que nada contribui com a Saúde do país”, conclui o senador baiano.


A batalha da CPMF 2

Como Dilma Rousseff (PT) vai assumir com uma grande maioria no Congresso, o risco da volta da contribuição financeira é grande.

A
liados de Dilma acham que é importante a cobrança do imposto: “A Saúde precisa de uma fonte de financiamento e um reforço adicional, já que a expectativa de vida do povo brasileiro aumentou muito nos últimos anos”, defende o deputado federal eleito, Rui Costa, do PT da Bahia.

Questionado sobre a já enorme carga tributária do brasileiro, Rui afirmou que a volta da CPMF deve ser acompanhada de uma desoneração da carga tributária das empresas que empregam muito no país.

“Por isso mesmo, defendo uma reforma tributária urgente no Brasil”, declarou Rui. Com tanta polêmica e diferença de pensamentos, a maior disputa que o governo Dilma terá em seu primeiro ano de governo, se a votação não acontecer ainda neste ano, será em torno da possível volta da CPMF.

Resta esperar que a ampla maioria que a presidente tem na Câmara dos Deputados e no Senado vote de acordo com a vontade de quem elegeu os parlamentares e presidente nas eleições: o povo brasileiro.


O sem diploma acha um espetáculo o Enem

O esquizofrénico espertalhão, acha que a culpa é do jornalista invejoso.

Veja o vídeo -
aqui

Juíza do CE proíbe a divulgação de gabarito do Enem

Blog do Josias de Souza
Folha Online

Um dia depois de suspender a validade do Enem realizado no último final de semana, a juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, do Ceará, tomou nova decisão.
Ela proibiu a divulgação do gabarito do exame, que seria liberado pelo Ministério da Educação às 18h desta terça (9).
A magistrada vetou também o recebimento pelo MEC de requerimentos de alunos que se julgam prejudicados com os erros verificados nas provas do Enem.
Com seu novo despacho, a juíza impede que o MEC continue fingindo que nada sucedeu. Na véspera, o ministério informara que irá recorrer.
Blog do Josias de Souza - Folha Online

Na África, onde se encontra, Lula comentou a encrenca. Tomado pelas palavras, não deixou apenas o país. Ao viajar para o exterior, abandonou também a realidade.
Considerou o Enem-2010 “extremamente bem sucedido”.

Analfabetos votaram na Dilma


Resumo:

a miséria, a ignorância e a safadeza são os maiores aliados do PT.

Aqui.

Dia de Luto

Dia de Luto
O Globo

O dia 2 de novembro foi escolhido como data oficial para a homenagem aos mortos. Gostaria de prestar aqui minha homenagem ao mais recente defunto brasileiro: a Ética.

Seu falecimento gerou profunda tristeza em milhões de brasileiros.

Não foi morte acidental, mas homicídio. Cinqüenta e cinco milhões de brasileiros executaram a Ética à queima-roupa, no dia 31 de outubro. As armas usadas: as urnas.

Esta eleição foi caracterizada pelo total desprezo aos valores éticos.

O presidente Lula foi o grande responsável por esta lamentável postura. Colocou na cabeça que a única meta importante era eleger sua candidata, e qualquer meio poderia ser usado para tanto.


O presidente da República, representante de todo o povo brasileiro, tornou-se um empolgado cabo eleitoral, ignorando as funções de seu cargo, as leis e o respeito às regras de uma democracia limpa.

A máquina estatal ficou a serviço do partido. 

Aécio Neves resumiu bem:

Presidente Lula sai menor do que entrou nesta eleição”. Lula mostrou ser um populista que só pensa nas próximas eleições, ao contrário de um estadista, que foca nas próximas gerações. Fazendo analogia com o futebol, ao gosto de Lula, foi como vencer com um gol de mão, sem legitimidade.

Durante as eleições, vários escândalos vieram à tona, envolvendo gente muito próxima de Dilma, como Erenice Guerra, seu braço-direito. Acusada de “tráfico de influência” no comando da Casa Civil, Erenice foi ignorada por boa parte dos eleitores. A mensagem, que já havia sido dada nas eleições de 2006, no auge do escândalo do “mensalão”, foi reforçada: não tem problema usar o Estado como patrimônio particular, desde que a economia vá bem.

O voto com o bolso representa um enorme perigo para a democracia. Lênin dizia que iria comprar da burguesia a corda usada para enforcá-la. Para agravar a situação, a naturalidade com que vários petistas abraçam ditadores mundo afora demonstra seu verdadeiro “apreço” pelo regime democrático, exposto também nas constantes tentativas de censurar a imprensa.

No vale-tudo para se perpetuar no poder, o PT
apelou para o terrorismo eleitoral. Sua campanha espalhava que Serra iria acabar com o programa Bolsa Família, que tem suas origens no governo FHC.

Em 2000, ainda na oposição, Lula chegou a acusar a distribuição de cesta básica de “esmola” que fazia o pobre votar com o estômago.

No poder, o PT mudou de idéia e ainda espalhou que os benefícios acabariam se Dilma fosse derrotada.

Resultado: o Nordeste votou em peso na Dilma.

Quem saiu bastante ferido nas eleições foi o Bom Senso. O PT resgatou do fundo do pântano ideológico o tema das privatizações para “atacar” os tucanos. Quem poderia, em sã consciência, condenar as privatizações do setor de telecomunicações?

Quem hoje ainda consegue criticar racionalmente as privatizações da CSN, Embraer ou Vale?

Mesmo assim, o PT
ainda explora este sentimento nacionalista retrógrado, que confunde propriedade estatal com interesse nacional.

A campanha de Dilma abusou da retórica nacionalista, alegando que a candidata salvaria o pré-sal dos interesses privatistas do PSDB. Os tucanos não colocaram em pauta a venda da Petrobras, mas o próprio PT vendeu concessões de exploração ao setor privado. Eike Batista é prova disso.

Para o PT
da oposição, isso seria “privatização”. Mas para vencer a guerra das eleições, a coerência e a honestidade são as primeiras baixas. Vale até usar a estatal como braço partidário na campanha. Isso sim é uma “privatização” abominável.

O debate regrediu algumas décadas por conta da estratégia do PT. A demagogia atingiu patamares espantosos. Nunca antes na história deste país se viu uma eleição de tão baixo nível. Programas de governo deram lugar aos ataques pessoais nos “debates”. As perguntas importantes ficaram sem respostas. A candidata Dilma não explicou nada sobre os escândalos de corrupção, repetindo apenas que tudo está sendo investigado. O PT está “investigando” até hoje José Dirceu.

Os eleitores, anestesiados pelo bom momento da economia, aceitaram sem maiores cobranças as “explicações”. Venceu Macunaíma, o herói sem caráter.

Fica uma enorme “herança maldita” que poderá levar gerações para ser desfeita: a idéia de que a Ética não tem lugar na política.
É dia de luto para os que ainda acreditam em certos valores, e que não estão dispostos a fechar os olhos para infindáveis escândalos em troca de migalhas.
 
Não se constrói uma nação livre sem alguns princípios básicos.
Foi uma vitória de Pirro, com sabor de derrota.

Metade do povo está de luto pela Ética.



Lunetas novas?


Lunetas novas?

Por Fernando Henrique Cardoso


A abertura da economia no início dos anos 1990, depois das crises do petróleo e ainda em meio ao longo processo inflacionário que se seguiu, não desencalhou o barco de nossa economia.

Os mares do mundo batiam no casco, mas ele continuava adernado. Só depois de controlarmos a inflação, quando eu ainda era ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, e depois que saneamos os ralos que corroíam as finanças públicas e levantamos as âncoras que nos mantinham estagnados - com a atração de capital privado para setores antes monopolizados pelo Estado - é que o navio começou a andar.

No começo timidamente, usufruindo as benesses de uma base agrícola poderosa e de uma indústria criada no passado.

Com a volta dos capitais e dos investimentos, começamos a navegar com maior desenvoltura.

Por exemplo: em 1995, havia montadoras de veículos somente em São Paulo e Minas; em 2002, não só estas tinham aumentado a produção, como também outras se haviam espalhado pelo País, no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Goiás e na Bahia.

Outro exemplo: em 1995, a Petrobrás não chegava a produzir 700 mil barris/dia; em 2002, ultrapassou 1,5 milhão de barris.

E assim por diante, sem esquecer a expansão das telecomunicações, da indústria aeronáutica ou mesmo da indústria naval, que começou a tomar ímpeto em 1999 com a encomenda pela Petrobrás de 22 navios.

Daí em diante nossa economia não parou de crescer, apesar das crises financeiras, que só deixaram de nos golpear em 1996 e em 2000.

No período presidencial seguinte, o crescimento se acelerou.

Não apenas porque o barco se tornou mais potente, uma vez mantido o rumo anteriormente traçado, mas também porque as águas do mar se encheram, pela bonança internacional entre 2003 e 2008.

Junto com o crescimento deu-se a redução da pobreza.

O efeito estabilizador do Plano Real reduziu a proporção de pobres de 40% para cerca de 30% da população total. No período presidencial seguinte, nova redução, para aproximadamente 20%.

A redução da pobreza não foi resultado automático do crescimento. Políticas também foram adotadas com esse fim. Exemplo: o aumento real do salário mínimo, de 48% entre 1995 e 2002 e de 60% nos oito anos posteriores.

Em mares de almirante, com vento a favor, todos os barcos passaram a andar com velocidades maiores.


Medido pelo aumento da renda per capita, andamos relativamente para trás: ocupávamos a 68.ª posição no mundo, na década anterior, e nesta retrocedemos à 72.ª.

Mas o atual comandante do barco, embriagado pelos êxitos, confundiu-se:
atribuiu a si o aumento do nível das águas.

Pior, conseguiu convencer os marinheiros de que fazia milagre e se tornou "mito".


Agora, mais grisalho e quase aposentado, deixa o leme para uma companheira fiel.

E será ela quem precisará usar lunetas para ver mais longe.

Haverá tempestades ou bonança?

Em qualquer caso, como anda o casco do navio?

Que fazer para repará-lo?

Ou para melhorar o desempenho do navio?

Poderá continuar avançando sozinha ou dará a mão aos demais marinheiros?


E as máquinas, seguirão a todo vapor sem algum ajuste ou será melhor evitar que a pressão as faça estourar?

Acirrará ânimos e seguirá em frente até bater nalgum rochedo ou será previdente e ouvirá outras vozes que não sejam as das estrelas?

São questões cujas respostas estão em aberto.

E há outras perguntas, de ordem estratégica, que precisarão ser respondidas.

Para começar, como será o mundo dos próximos 20 anos?

Tudo indica que nele as economias emergentes, e especialmente as dos Brics, ocuparão maior espaço.

Mas qual desses países crescerá mais depressa?


China e Índia são, neste caso, nossos competidores mais diretos, embora haja também complementaridades entre nossas economias.

Estaremos condenados a, pouco a pouco, voltar à condição de provedores de alimentos e de matérias-primas para os países-monstros, que têm territórios com pouca possibilidade de expansão agrícola?
Não necessariamente.

Mas para evitar esse destino teremos de definir políticas que aumentem a nossa capacidade de inovar e competir.

Não só na área fiscal, não só na tributária e na trabalhista, mas também na de educação, ciência e tecnologia.

Sem isso será difícil ter uma indústria globalmente competitiva.


Em 2030 deveremos ter uma população em idade ativa da ordem de 150 milhões de pessoas.

Sem uma indústria com musculatura e cérebro para enfrentar a competição global será impossível gerar empregos na qualidade e quantidade que necessitamos.
Sem os empregos e a renda necessários o País corre o risco de se tornar "velho" antes de ficar rico.

Precisamos aproveitar a nossa janela de "oportunidade demográfica", que se fechará a partir de 2030, para dar um salto em nossa capacidade de produção de riquezas.

E para melhor distribuí-las também. E isso depende mais de uma verdadeira revolução educacional que da expansão do Bolsa-Família e outros programas assistenciais.

Como compatibilizar as necessárias taxas de crescimento da economia com os indispensáveis requisitos de respeito ao meio ambiente, de combate ao aquecimento global, e assim por diante?


Estaremos dispostos a pensar com maior profundidade sobre como conservar uma matriz energética que utiliza fontes renováveis?

Neste contexto, e atentos às questões de custos para o País, introduziremos maior racionalidade na discussão do pré-sal ou continuaremos a fingir que se trata de um Fla-Flu entre "patriotas" e "entreguistas"?
Por fim, nunca é demais lembrar: que papel o Brasil desempenhará no mundo, continuaremos indiferentes diante de vários autoritarismos e desrespeitos aos direitos humanos ou nos comprometeremos crescentemente com formas democráticas de convívio?

Quem viver verá.

No entretempo, é melhor manter um otimismo cauteloso e, sem embarcar em ufanismos enganosos, acreditar que a vitalidade dos brasileiros (vista uma vez mais na reafirmação democrática do pluralismo eleitoral recente) nos levará a melhores rumos.