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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Atentado à constituição


Caríssimos

Ao afirmar que as oposições tiveram medo de derrubá-lo, durante o escândalo do Mensalão, através de um processo de impeachment, o presidente da república prova, incontestavelmente, que nossa Constituição não é soberana. Está aquém da vontade popular.

Demonstra, ainda, que o Brasil passou a ser uma república sindical de fortíssimo apelo populista nos moldes venezuelanos.

As massas, despolitizadas e dependentes de favores oficiais, ignoram essa realidade.

O País, sutilmente, através de um processo embrionário, de linha gramscista, criado no governo de FHC, ingressou, finalmente, num sistema de governo neo-totalitário.


Confiram a matéria abaixo.


Líder do PSDB:

Deveríamos ter tirado Lula do poder em 2005

Por Ana Cláudia Barros

Líder do PSDB na Câmara, o deputado João Almeida (PSDB/BA) rebateu a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em entrevista exclusiva ao Portal Terra, falou sobre possível plano dos adversários para derrubá-lo do poder, no ano de 2005, quando ocorreram as denúncias do chamado "Mensalão". O parlamentar, entretanto, admitiu que há quem se arrependa de não ter feito o impeachment de Lula na época.

- Movimento para derrubar?

Movimento organizado, puxado por alguma liderança expressiva de oposição?

Não, houve.

Hoje, muito se arrepende por não se ter feito isso na época.

Eu fui um dos que acharam que não devia fazer impeachment. Lula fez estripulias para merecer mais do que isso. Como não foi impedido naquela época, agora está reeditando tudo aquilo, e pior.

Só que ele está no fim do governo.

A Dilma pretende estar no começo do governo. É mais grave.


Almeida rechaçou, ainda, outra declaração de Lula, que disse duvidar da existência de um país "com mais liberdade de comunicação que o Brasil".

Questionado sobre outra afirmação do presidente, de que a "grande imprensa" tem um candidato, o parlamentar respondeu:


-O Lula vem investindo, e não é de agora, contra a liberdade de imprensa. Ele chegou ao absurdo de dizer que a opinião pública é ele.

Pensa que a popularidade que tem lhe dá oportunidade para fazer todas essas loucuras. Perdeu a noção do que é certo e do que é errado.

A popularidade subiu para cabeça dele.

Ele está querendo se transformar em instituição máxima do País.


Na visão do deputado, "Luiz Inácio Lula da Silva agride, a todo momento, os princípios basilares da democracia, com a linha de autoritarismo".


-Não se pode pensar em democracia sem imprensa livre.

Livre significa sem absolutamente qualquer restrição.

Liberdade não pode ser qualificada.


Indagado sobre possíveis abusos praticados pela imprensa, Almeida optou por uma comparação:


-Abusos até podem existir em certa medida, mas o controle é pior do que o abuso.

Querer estabelecer regra, controle para imprensa de maneira geral, isso não é democracia.



OSCAR de DEFEITOS ESPECIAIS

Daniel Filho critica indicação do filme de Lula como candidato ao Oscar
Roberto Filho e Philippe Lima / AgNews


Daniel Filho prestigiou a abertura do Festival do Rio 2010, realizada na noite de quinta-feira, 22, no Cine Odeon, Rio de Janeiro. O diretor aproveitou a oportunidade para comentar a indicação do filme "Lula, o Filho do Brasil" como o representante brasileiro na disputa de uma vaga para o Oscar 2011. Visivelmente contrariado, Daniel Filho falou sobre a escolha, feita pelo Ministério da Cultura.


"Meu problema é a política, que não pode comandar o cinema. Foi uma escolha política? Isso que me preocupa. Acho que tantos outros filmes representariam o Brasil, como "5X Favela", "É Proibido Fumar" e "A Suprema Felicidade", disse.


Daniel Filho, que assinou filmes como "Se Eu Fosse Você" e "Chico Xavier", ainda completou, fazendo uma brincadeira: "Como é mesmo o nome do filme: 'Lula, o dono do Brasil?"


Imagem do dia


Capa do jornal Extra

A piada da semana

Manchete: Eleições 2010:

Lula diz que pode ter sido enganado no caso Erenice



O Globo


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Adeus ao poder

Marisa Letícia está podendo,
quer ir para a Itália


Há tempos, José Sarney comentava seus últimos dias de Planalto e confessava que “depois das cinco, até o homem do cafezinho some”, referindo-se ao pessoal da Copa. Lula tem conversado com Gilberto Carvalho, o Gilbertinho, secretário-geral da Presidência, que ainda não sabe como irá se sentir depois de 1º de janeiro.


Marisa Letícia quer ir para a Itália, mas o maridão não quer dar esse gostinho a FHC.


Como ex-presidente, poderá ter oito funcionários federais à sua disposição, incluindo seguranças e um automóvel.


Todos seus filhos não terão mais carros e tampouco seguranças.


Sua mulher não poderá usar mais um Sucatinha para ir cortar ou pintar os cabelos em São Paulo. E pior de que tudo, não será candidato a nada. Quando assumiu o governo, Ricardo Kotcho, homem de imprensa, lhe perguntou o que ele gostaria de ser, se não fosse presidente do país. E Lula: “Candidato”.

Por Blog do Ferra Mula

23.Setembro.2010

Comentário de Monica Serra sobre a postagem no Blog: "Ato insensato"


Ola meus amigos, minhas amigas.

Eu sou Monica Serra, mulher de José Serra, e venho aqui convidar vocês para que juntas possamos lançar o Mulheres Vamos Lá, um movimento nacional de mobilização destinado a defender a democracia, a segurança jurídica e o estado de direito em benefício de todos os brasileiros.

Eu conheço Serra há 40 anos e sei que ele tem compromisso inegociável com a democracia e os direitos fundamentais de todos vocês. Direitos que a Constituição garante e manda cumprir. Não podemos esquecer que os direitos não existem quando são apenas declarados. Eles só existem quando são efetivamente protegidos por um Poder Judiciário forte e atuante.

Quero pedir a todos vocês que nas conversas com os amigos, de todas as formas possíveis, por meio dos sites, do Orkut, do Twitter, dos blogs ajudem a passar ao país a mensagem de Serra em defesa da democracia. José Serra tem sensibilidade social e toda a experiência para fazer o Brasil avançar muito mais.

Ele fica feliz quando vê as pessoas felizes. Ele é sincero, pensa na saúde, na educação e vai ajudar a todas as mães que sofrem com a violência e a criminalidade. Ele vai fazer clínicas para recuperar os jovens que estão perdidos no caminho errado das drogas.

Temos de pensar com franqueza e de coração aberto sobre este momento. Temos de agir imediatamente aqui e agora para fazer de José Serra o presidente do Brasil. O que está em jogo é o futuro dos nossos filhos, das nossas filhas. Temos que dar a eles exemplos de honestidade, de correção, de sinceridade e não podemos esquecer que o Brasil só vai avançar se cada brasileiro tiver a liberdade de pensar, de participar, mas principalmente de discordar.

É isso meus amigos, minhas amigas. Serra vai garantir um futuro de amor, de paz e de Justiça para o Brasil.
Vamos juntas até a vitória.
Vamos Lá!






O desmanche da democracia

O desmanche da democracia

Estadão
Editorial

A escalada de ataques furiosos do presidente Lula contra a imprensa - três em cinco dias - é mais do que uma tentativa de desqualificar a sequência de revelações das maracutaias da família e respectivas corriolas da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias - todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice - impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno.

Isso contará como uma derrota para o seu mentor e poderá redefinir os termos da disputa entre a petista e o tucano José Serra.

Mas as investidas de Lula não são um raio em céu azul.

Desde o escândalo do mensalão, em 2005, ele invariavelmente acusa a imprensa de difundir calúnias e infâmias contra ele e a patota toda vez que estampa evidências contundentes de corrupção e baixarias eleitorais no seu governo.

A diferença é que, agora, o destampatório representa mais uma etapa da marcha para a desfiguração da instituição sob a sua guarda, com a consequente erosão das bases da ordem democrática.

A apropriação deslavada dos recursos de poder do Executivo federal para fins eleitorais, a imersão total de Lula na campanha de sua afilhada e a demonização feroz dos críticos e adversários chegaram a níveis alarmantes.
A candidatura oposicionista relutou em arrostar o presidente em pessoa por seus desmandos, na crença de que isso representaria um suicídio eleitoral - como se, ao poupá-lo, o confronto com Dilma se tornaria menos íngreme.

Isso, adensando a atmosfera de impunidade política ao seu redor, apenas animou Lula a fazer mais do mesmo, dando o exemplo para os seguidores.

As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um “ato contra o golpismo midiático”.

É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo.

Sobre isso, nenhuma palavra - a não ser o termo “inventar”, usado por Lula no seu mais recente bote contra a liberdade de imprensa que, com o habitual cinismo, ele diz considerar “sagrada”.

O lulismo promove a execração da mídia porque ela se recusa a tornar-se afônica e, nessa medida, talvez faça diferença nas urnas de 3 de outubro, dada a gravidade dos escândalos expostos.

Sintoma da hegemonia do peleguismo nas relações entre o poder e as entidades de representação classista, o lugar escolhido para o esperado pogrom verbal da imprensa foi o Sindicato dos Jornalistas.

O seu presidente, José Camargo, se faz de inocente ao dizer que apenas cedeu espaço “para um debate sobre a cobertura dos grandes veículos”.

Mas a tal ponto avançou o rolo compressor do liberticídio que diversos setores da sociedade resolveram se unir para dizer “alto lá”.

Intelectuais, juristas, profissionais liberais, artistas, empresários e líderes comunitários - todos eles figuras de projeção - lançaram ontem em São Paulo um “manifesto em defesa da democracia”, que poderá ser o embrião de um movimento da cidadania contra o desmanche da democracia brasileira comandado por um presidente da República que acha que é tudo - até a opinião pública - e que tudo pode.

Um movimento dessa natureza não será correia de transmissão de um partido nem estará atado ao ciclo eleitoral. Trata-se de reconstruir os limites do poder presidencial, escandalosamente transgredidos nos últimos anos, e os controles sobre as ações dos agentes públicos.

“É intolerável”, afirma o manifesto, “assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.”

“É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.”

O texto evoca valores políticos que, do alto de sua popularidade, Lula lança ao lixo, como se, dispensado de responder por seus atos, governasse num vácuo ético.
23.set.2010


Ato insensato


Ato insensato


Por Dora Kramer
O Estado de S.Paulo

O PT quer constranger os veículos de comunicação.
É nítida a intenção de fazer com que a imprensa pegue mais "leve" em relação aos fatos novos de cada dia sobre corrupção, nepotismo, empreguismo e o uso partidário do espaço público no governo Luiz Inácio da Silva.


O presidente fala alto e fala grosso na tentativa de levar jornais, revistas e emissoras a acharem "melhor" deixar esses assuntos para depois da eleição a fim de não serem acusados de favorecer candidaturas de oposição.

Como se fosse aceitável suspender os fatos para não atrapalhar os atos de interesse oficial.

A ofensiva é tão agressiva que leva a pensar se não se trata de medida preventiva contra algo que seja do conhecimento do presidente e os demais brasileiros ainda ignoram.

De outro modo não se pode explicar com argumentos minimamente razoáveis a fúria e o desassombro que tomam conta de Lula e companhia.

Zangado poderia estar José Serra, cuja candidatura é dada como morta e enterrada todos os dias nos meios de comunicação, nunca o presidente Lula, cujo plano de eleger Dilma Rousseff se materializa com pleno êxito.

A imprensa, no caso de Serra, lida com informações transmitidas pelas pesquisas e estas mostram uma dianteira mais do que significativa de Dilma.

É o que registram os jornais, as rádios e as televisões: se as eleições fossem hoje, ela estaria eleita em primeiro turno.

Da mesma forma acompanham o desenrolar dos demais acontecimentos: quebras de sigilo fiscal, confecção de dossiês, violação da legalidade por parte do governo em geral e do presidente em particular e mais recentemente a descoberta da central de negócios montada na Casa Civil sob a gerência de Erenice Guerra, a segunda na hierarquia durante a gestão de Dilma e sua substituta depois da saída para a campanha eleitoral.
Disso temos as seguintes consequências: dois inquéritos na Polícia Federal, sindicância na Receita Federal, dois indiciamentos na PF por causa das quebras de sigilo, demissão do primeiro (Luiz Lanzetta) encarregado da comunicação no comitê de Dilma Rousseff, sete multas da Justiça Federal ao presidente da República e cinco demissões de funcionários em função do escândalo Erenice.

Pois diante de tantas informações concretas, Lula afirma e dá fé pública que a imprensa "mente" e "inventa".

Ora, se mesmo vitorioso o presidente acha que é preciso valer-se de sua popularidade para ele sim maquiar a realidade é porque vê razões para isso.
Ou teme o que ainda poderia vir por aí e por isso tenta desqualificar a imprensa ou não tem tanta certeza de que o resultado das urnas seja esse mesmo que indicam as pesquisas e por isso se arrisca a um fim de mandato melancólico jogando seu prestígio num lance de pura, e injustificável, histeria.

Até agora o presidente não condenou.

Lícito, portanto, presumir que avalize a decisão do PT de organizar um ato público contra a imprensa.

Na verdade, convocado sob inspiração presidencial.


O ato seria apenas uma manifestação normal de um grupo que defende determinada posição, não fosse pelo envolvimento do governo na questão. Sendo, é caso de abuso de poder, improbidade e ataque à Constituição.
De acordo com que argumentam os organizadores da manifestação, é preciso reagir "à tentativa da velha mídia de forçar um segundo turno".
Alto lá, a eleição ainda não aconteceu.

Como, forçar?

Segundo a lei o processo eleitoral em colégios de mais de 200 mil habitantes é composto de dois turnos e o primeiro ainda não aconteceu. Se for necessário ocorrer o segundo, onde está a ilegalidade, o golpismo?

Se alguém está querendo forçar alguém é o governo que usa a sua força - monumental, no presidencialismo imperial brasileiro - para sufocar o contraditório.

Volver.

Se Lula olhar bem a lista de signatários do manifesto em defesa da democracia - Hélio Bicudo, d. Paulo Evaristo Arns, Ferreira Gullar, Paulo Brossard -, notará que há 30 anos era gente que sustentava o início de sua trajetória.

Difícil acreditar no que vejo


Difícil acreditar no que vejo

Para começo de conversa, acho ótimo, excelente até, que critiquem a imprensa. Mesmo que não concordemos com as críticas, isso nos ajuda a ficar mais atentos e transparentes. É uma das vantagens do jornalismo de internet, como neste espaço, em que uma coluna acaba virando um fórum de discussão.

O que não se pode admitir é a limitação da liberdade de imprensa.


Daí o meu espanto em saber que o sindicato dos jornalistas virou sede de um ataque contra a imprensa, patrocinado por entidades como UNE e MST. O sindicato deveria ser o primeiro a defender a função dos jornalistas em investigar o poder, defendendo seus afiliados.

O embuste por trás disso é gritante. Lula tenta vender a ideia de que existe um plano de desestabilização das forças conservadoras contra a candidatura de Dilma, conduzido pela mídia.

Acontece que isso que eles chamam de forças conservadoras - os empresários - estão perfilados, em grande número, ao lado do PT.

Basta ver as doações de campanha.

Ou então as figuras que freqüentam festas em torno dos candidatos.

Vejam os bilionários que estavam numa festa em homenagem à candidatura de Marta Suplicy em São Paulo e se deixaram alegremente fotografar.

Eike Batista se dispõe a dar 500 mil para comprar um terno usado de Lula.

Será que é tão difícil assim entender que o papel da imprensa é fiscalizar.

Consigo entender que entidades ligadas ao poder não queiram entender o papel da imprensa: MST e UNE, aliás, são focos de investigações jornalísticas por suas ligações nem sempre claras com o poder.
Mas um sindicato de jornalistas deveria saber exatamente qual a função do jornalismo.

Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador
da ONG Cidade Escola Aprendiz.
Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha.
Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

23/09/2010




Frase do dia...


Manifesto em Defesa da Democracia

P or manifestoemdefesadademocracia

Para assinar a petição, é fácil:





Ainda há esperanças de nos livrarmos dessa corja, desse arremedo de ditadorzinho bananeiro.


O Brasil que pensa e que presta ainda vencerá.


Francisco de Taubaté


23/09/2010

ASSINE A PETIÇÃO: Manifesto em Defesa da Democracia





Manifesto em Defesa da Democracia

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or manifestoemdefesadademocracia

Para assinar a petição, é fácil:


Numa democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil,  inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
É inaceitável  que militantes  partidários  tenham convertido  órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais em  valorizar a honestidade.

É constrangedor que o Presidente não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado.

É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura.

Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras, mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É deplorável que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para  ignorar a Constituição e as leis.

Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.
Publicado em Democracia


A democracia e o estado de direito dão um vigoroso recado na São Francisco


 
Juristas e personalidades lançaram, no início da tarde desta quarta-feira, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão em ato em frente à faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

O documento já foi assinado por pelo menos 380 pessoas, como o jurista Hélio Bicudo, o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, os atores Mauro Mendonça e Carlos Vereza e intelectuais como Ferreira Gullar.

O ato reuniu cerca de 250 pessoas, segundo a Polícia Militar. O movimento afirma ser apartidário.


O jurista Hélio Bicudo leu num microfone o texto do manifesto, que fala nos riscos do autoritarismo. (…)

O manifesto também critica a ação de grupos que atuam contra a imprensa:

“É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses”.


O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior disse que jornalistas estão sendo ameaçados em sites do PT.

“Não existe mais liberdade de se denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto”.


Na opinião dele, o ato que deve acontecer nesta quinta-feira promovido por centrais sindicais e pelo PT, de crítica à imprensa, é “um processo imensamente perigoso de radicalização”.

Ao ser perguntado se o ato desta quarta era contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Reale Júnior afirmou que Lula vem agindo de maneira fascista.


“Na medida em que ele passou a denunciar a imprensa, a dizer que não precisa de formador de opinião, a dizer que a opinião somos nós [os petistas], esta é uma ideia substancialmente fascista.

Ele, com sua posição de presidente da República, sai de sua cadeira da presidência para ser insuflador contra a imprensa. Isto é perigoso”
, disse Reale Júnior.


O jurista Hélio Bicudo disse que Lula é presidente em horário integral e criticou Lula por supostamente usar seguranças da Presidência em comícios.

“Ele tenta desmoralizar a imprensa, tenta desmoralizar todos que se opõe ao seu poder pessoal.

Ele (Lula) tem opinião, mas não pode usar a máquina governamental para exercer essa opinião”, disse Bicudo, para quem o Brasil corre o risco de ter um governo autoritário.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

FÉRIAS CID GOMES E CIRO COM DINHEIRO PÚBLICO




FÉRIAS EM NEW YORK DO GOVERNADOR CID GOMES E CIRO COM DINHEIRO PÚBLICO

cdgomes7 

22 de setembro de 2010

Chora, "rataiada"!


Datafolha dá início a correção
das pesquisas

Por O EDITOR
Coturno Noturno

Faltando menos de duas semanas para as eleições, o Datafolha começa a corrigir as suas pesquisas, assim como fará o Ibope, porque o Tracking do Ninho garante segundo turno.

Há dias.

Não é mais tendência, nem evidência, nem dependência.

É ciência.

Estatística!

Tchau, Dilmaboy!
 

Chora, "rataiada"!

Setembro 22, 2010

Assista agora: O Brasil não é do PT!





O Brasil não é vermelho.

O Brasil é verde, amarelo, azul e branco.

O Brasil não é do PT.

O Brasil é dos brasileiros!



Grite com a gente!



obrasilnaoedopt

22 de setembro de 2010