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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comitê do PT recebeu dossiê sobre Veronica


Comitê do PT recebeu dossiê sobre Veronica





Dados foram coletados em cartórios e na Junta Comercial pela bancada estadual do partido

Papéis fizeram parte de pedido da liderança do PT para investigação sobre empresa da filha e do genro de José Serra


O comitê da pré-campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff teve em mãos um dossiê sobre a filha do adversário José Serra (PSDB) com documentos reunidos pelo PT paulista.


Tal papelada havia sido utilizada pelo partido em 2005 para solicitar ao Ministério Público a abertura de inquérito sobre uma empresa de Veronica Serra e do marido, Alexandre Bourgeois.

O nome de Veronica voltou ao noticiário da campanha presidencial na semana passada. A Receita admitiu que a filha do candidato tucano teve as declarações de bens e de renda violadas, a partir de procuração falsa.

Serra tem responsabilizado Dilma pela quebra de sigilo, o que a petista nega.

A Folha teve acesso a cerca de cem páginas do dossiê do PT paulista sobre Veronica. É o resultado de pesquisa em cartórios de registros de documentos, na Junta Comercial de São Paulo e em sites na internet.

Não há nesse lote de papéis indício de quebra de sigilo bancário ou fiscal.

A papelada circulou no "grupo de inteligência" que no início do ano trabalhava para o comitê de Dilma -equipe que foi desmantelada quando a imprensa noticiou sua existência e as tratativas de contratar "arapongas" para espionar oponentes e até mesmo aliados.


ORIGEM PAULISTA

O material é idêntico ao que o partido havia encaminhado cinco anos antes ao Ministério Público estadual e à Procuradoria da República de São Paulo.

O pedido de abertura de inquérito foi uma iniciativa do então líder da bancada petista na Assembleia Legislativa, Cândido Vaccarezza. Hoje ele é deputado federal, líder do governo na Câmara e apontado como um dos favoritos a ocupar a presidência da Casa a partir de 2011.

Em junho de 2005, Vaccarezza chegou a propor uma CPI na Assembleia para investigar uma suspeita levantada pelo PT de que a empresa de Veronica e do marido havia sido favorecida em leilões na CPTM (companhia de trens), no Metrô e na Sabesp (empresa de saneamento).

As apurações do PT a respeito de Veronica começaram logo após o primeiro turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2004. Serra era o candidato do PSDB e viria a ganhar a disputa contra a então prefeita Marta Suplicy (PT).

Em 2005, a Procuradoria da República paulista abriu procedimento administrativo (investigação prévia presidida por um procurador) para averiguar "crimes contra a ordem tributária e fraude em licitação" desses leilões.

O procedimento deu origem a uma ação judicial, que passou a tramitar na 8ª Vara Federal Criminal paulista.

Contudo, em 2006, o próprio procurador responsável pelo caso pediu o arquivamento da ação. Veronica e seu marido não chegaram a ser chamados nem acusados de nenhuma irregularidade.

O caso foi arquivado na Justiça Federal e no Ministério Público em 2008.


OUTRO LADO
A liderança do PT na Assembleia disse à Folha que agiu dentro da lei e com o propósito de fiscalizar o uso de dinheiro público, tarefa do Legislativo.

Em notas à imprensa e declarações de seu presidente, José Eduardo Dutra, o PT tem afirmado que o partido e a coordenação da campanha de Dilma "não autorizaram, orientaram, encomendaram, solicitaram ou tomaram conhecimento" de dossiês.

Procurada para comentar as investigações realizadas pelo PT-SP acerca da empresa de Veronica, a assessoria da campanha de Serra soltou uma nota: "As especulações da reportagem dão curso às tentativas do PT de jogar lama na campanha na família do candidato José Serra".

"Trata-se da prática de construir dossiês fajutos com informações falsas e insinuações criminosas. Não cabe nenhum comentário a não ser veemente repúdio a quem fez e a quem está divulgando baixarias", diz o texto.

A filha de José Serra não é a mais ferida por rumores que envolvem sobrenomes famosos


A filha de José Serra não é a mais ferida por rumores que envolvem sobrenomes famosos



Na noite de 7 de setembro, o chefe da campanha de Dilma Rousseff fantasiou-se de chefe do governo brasileiro para debochar do escândalo da Receita Federal no horário eleitoral do PT.

Trajando um dos ternos que usava no emprego que abandonou, a bandeira nacional reproduzida no broche que identifica o presidente da República, Lula inocentou liminarmente a afilhada suspeita, absolveu os bandidos de estimação, condenou as vítimas, declarou-se injustiçado pelos preconceituosos de sempre, explicou que a candidata que fabricou é perseguida por ser mulher e tentou transformar o assassinato de uma garantia constitucional numa invencionice do adversário, capaz de usar até a filha para ganhar a eleição.

Na noite seguinte, sempre a muitas milhas do local de trabalho, reapareceu em Minas Gerais com o uniforme de animador de comício.

Camisa branca de mangas compridas liberada da cinta para camuflar a barriga, calça escura domingo-no-interior, cataratas de suor banhando o rosto e a roupa, Lula retomou o espetáculo do deboche.

“Cadê esse tal de sigilo?”, berrou enquanto andava de lá para cá como pregador evangélico.

“Cadê as informações desse vazamento que nunca aparece?”.

Esse tal de sigilo, evidentemente, continua onde sempre esteve: nos dicionários que o orador nunca folheou, ao lado de todos os outros substantivos. O que anda sumido é o direito ao sigilo, sequestrado da Constituição por fabricantes de dossiês decididos a destruir a imagem de José Serra com rumores infamantes sobre a filha Verônica.

Lula também sabe onde encontrar as provas do crime praticado por meliantes que, se fossem aloprados, teriam rasgado o dinheiro que embolsaram. Estão na internet, como lhe contou no começo do ano o próprio José Serra. Mais precisamente, nos blogs e sites estatizados que misturam dados obtidos ilegalmente na Receita Federal e falsidades forjadas para apresentar a filha do adversário como um próspero caso de polícia.

Se visitar a rede, o presidente saberá que a fuzilaria destinada a Verônica Serra não é mais intensa nem mais feroz que a ofensiva movida há muito tempo contra outros sobrenomes famosos.

As versões forjadas para atingir a filha do candidato são bem menos picantes, por exemplo, que os rumores envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, em histórias temperadas por cifras com zeros demais.

A discurseira dos últimos dias proíbe Lula de ficar indignado com qualquer coisa que encontrar. Como vive repetindo, quem se mete em política não pode queixar-se de ferimentos infligidos a parentes, próximos ou distantes.

Caso queira livrar o primogênito de injúrias e calúnias ─ e, simultaneamente, fazer outra provocação a José Serra ─ bastará ao presidente que desdenha do sigilo fiscal revelar, com todos os detalhes, o montante e a origem dos bens do Primeiro Filho.

 Direto ao Ponto

09/09/2010

Como é que é?


“Deixa eu dar um tranco neles”

Lula, comunicando aos assessores que participaria do programa eleitoral do PT porque militantes do PSDB andam estuprando o sigilo fiscal de parentes de Dilma Rousseff.

 Sanatório Geral

10/09/2010

Cala boca já morreu - Dora Kramer




Dora Kramer
O Estado de S. Paulo

A intervenção radical do presidente Luiz Inácio da Silva no contra-ataque para transformar o candidato da oposição de vítima em algoz no caso das violações de sigilo fiscal pode ter sido motivada por algum sinal negativo nas pesquisas ou, então, foi uma tentativa do presidente de aplicar um corretivo no adversário a fim de calar as críticas.

A segunda hipótese parece a mais provável como medida preventiva à primeira. Tendo sido isso mesmo - aqui e ali aparecem notícias de assessores do presidente dizendo que ele decidiu "dar um tranco" na oposição -, a participação de Lula no horário eleitoral para defender sua cidadela não atingiu o objetivo como em outras vezes.

A fala do presidente, por extremamente inadequada do ponto de vista institucional, suscitou reações de toda parte, Judiciário incluído. O candidato José Serra, que já havia delegado a função de falar a respeito ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (o equivalente a deixar morrer o assunto), pôde voltar ao tema.

Serra tem pouco a perder e, portanto, começou a jogar sem medo da derrota em busca de uma difícil vitória, enquanto o PT atua para não errar, tenso apesar da dianteira porque está não só obrigado a ganhar como a vencer no primeiro turno.

Depois da entrada no horário eleitoral, as críticas se voltaram contra a falta de senso de limite do presidente. Não que ele esteja muito preocupado com esse tipo de público que reclama. Mas é de se notar que até há pouco tempo quando Lula falava havia encolhimento ou consentimento.

No caso do mensalão, quando ele falou que "todo mundo" usava caixa 2, houve consenso de que o presidente havia dito algo impróprio, mas verdadeiro e, portanto, aceitável.



Agora há rejeição, estranheza ou silêncio, mas não apoio.
E como se sabe foi a esse estrato que o PT conseguiu convencer primeiro sobre seus propósitos éticos e sua disposição de modernizar o Brasil.

Os pobres vieram depois, já na era do pragmatismo.
Cabeça fria. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, assegura que o tribunal não deixará se prolongar a expectativa acerca da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa: decidirá ainda antes da eleição se políticos condenados em julgamentos colegiados ou que tenham renunciado para fugir de processos de cassação de mandatos podem seguir na disputa.

Grosso modo o Judiciário vem se manifestando favoravelmente à vigência e aplicabilidade da lei para a eleição do próximo dia 3 de outubro. A maioria dos Tribunais Regionais Eleitorais assim se posicionou e também o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que a lei vale agora e alcança a todos.

Com base no fato de que não se trata de uma regra eleitoral, mas de uma condição de elegibilidade. Por isso não precisaria ter sido aprovada um ano antes das eleições. Da mesma forma não se pode alegar o preceito da não-retroatividade por não se tratar de uma pena, mas de um requisito para o candidato conseguir obter o registro para concorrer.

É assim que a coisa está e, por enquanto, vários candidatos fichas-sujas - segundo o enquadramento previsto na lei - ficam de fora.


O STF poderá mudar isso?

Poderá e se o fizer não merecerá as diatribes que cairão sobre os magistrados. Se acontecer terá sido inépcia dos legisladores.

Nessa hora é que entra o cidadão e, no lugar de espernear de cabeça quente, faz a sua parte com a cabeça fria e não vota em quem não tenha vida pregressa apresentável.

Na muda.

Não se ouve do PMDB uma só voz em defesa da tese de que a quebra de sigilo fiscal nas dependências da Receita é uma coisa, mas a conduta do PT é outra completamente diferente.

Já que se arvora ao papel de poder moderador, seria adequado que o PMDB nesta hora oferecesse ao País demonstração inequívoca de seus dotes de mediação republicana.

10.09.2010

Resposta do blogueiro Lúcio Neto à diretora do IBOPE



Resposta do blogueiro ao e-mail da diretora do IBOPE




Prezado Lúcio Neto,

Com relação aos comentários postados no blog do
Lúcio Neto dia 2 de agosto, que questionam a amostragem utilizada na pesquisa eleitoral realizada entre os dias 26 e 29 de julho, esclarecemos que:


1) A análise publicada induz o leitor ao erro na medida em que questiona a amostra do IBOPE com o argumento de que o PSDB tem mais prefeituras que o PT, mas se esquece que o universo de prefeituras de coligados do PT (9 outros partidos) é mais que o dobro das prefeituras de coligados do PSDB (5 outros partidos). Enquanto os coligados do PT somam mais de 2,4 mil prefeituras no Brasil, os coligados do PSDB somam pouco mais de mil prefeituras, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral.

2) Portanto, nossa amostragem do eleitorado brasileiro está sujeita à influência política não somente das prefeituras pertencentes aos principais partidos que disputam a eleição, como também de todos aqueles que os apóiam em suas coligações. Se a análise publicada levasse estas cidades em consideração, veria que a amostragem de nossa pesquisa é fiel à demografia brasileira.

Estamos à disposição, por meio de nossa assessoria de imprensa e área de comunicação institucional, para esclarecimentos sobre o Grupo IBOPE sempre que se façam necessários.

Atenciosamente, Márcia Cavallari Nunes

CEO do IBOPE Inteligência Informações para a imprensa: Ketchum Estratégia Assessoria de Imprensa do IBOPE Rafael Presilli e Carla Santos Fones: (11) 5090-8969 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 5090-8969      end_of_the_skype_highlighting e (11) 5090-8907 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 5090-8907      end_of_the_skype_highlighting rafael.presilli@ketchum.com.br marcas7@ketchum.com.br Comunicação Institucional IBOPE Paulo Pamplona e Taís Bahov Fones: (11) 3066-1686 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 3066-1686      end_of_the_skype_highlighting e 3066-7890 paulo.pamplona@ibope.com.br

Recebi o e-mail acima da CEO do IBOPE dona Márcia Cavallari Nunes, questionando o nosso post "IBOPE: o ABC de uma pesquisa manipulada para Dilma Rousseff" (
aqui) e quero responder com o conhecimento dos leitores desse blog, que é o que se segue:

Prezada d. Márcia,


Quando a senhora afirma em seu e-mail que o nosso post pode levar o LEITOR ao erro na medida em que questiona a amostra do IBOPE com o argumento de que o PSDB tem mais prefeituras que o PT, eu lhe afirmo que quem está induzindo o ELEITOR ao erro é a sua empresa. O que o IBOPE e todos os institutos de pesquisas e seus patrocinadores como Rede Globo de Televisão, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Rede Bandeirantes de Televisão e outros, vêm fazendo é um crime contra o cidadão brasileiro tipificado no Código de Defesa do Consumidor como PROPAGANDA ENGANOSA e SUBLIMINAR.

Isso dá cadeia e multa. Se o Código fosse cumprido pela Justiça, a senhora e os responsáveis pelos demais institutos e pelos veículos de comunicação patrocinadores, já deveriam estar cumprindo pena na cadeia.

O que TODOS estão fazendo na busca pelo lucro fácil é colocando em risco a democracia em nosso país. E isso, minha senhora, não é brincadeira!

Somos recém saídos de uma ditadura porque fomos às ruas pedir aos militares que nos livrassem do comunismo que estava para ser implantado em nosso país por pessoas do tipo da guerrilheira candidata Dilma Rousseff e de outros que ocupam hoje cargos chaves no governo. Essas pessoas é que foram as culpadas por anos de uma ditadura militar, de um regime de exceção.

Agora, minha senhora, sua empresa e as demais colocam novamente a nossa liberdade em jogo. Pois, é sabido, é público, é notório, que a intenção do Lula, da Dilma e do PT, é fazer do nosso Brasil uma nova Venezuela.

Quando Lula afirma que um senador vale por três governadores, ele está sinalizando que com maioria no Senado ele muda o que quiser na nossa Constituição. E é assim, que ele, Dilma e o PT, planejam implantar o comunismo no Brasil com a aprovação do PNDH-3. Se a senhora não sabe o que é o PNDH-3 e suas ameaças à nossa liberdade, assista entrevista do jurista Ives Gandra na nossa seção de vídeos (aqui)

E tem mais, não é só propaganda enganosa e subliminar que vocês fazem. É antes de tudo, um total desrespeito ao cidadão brasileiro que se vê rotulado por vocês como sem caráter, sem personalidade. Isto porque, suas amostras fazem de suas vontades eleitorais, simples vendavais. Em questão de dias milhões de eleitores mudam de opinião e passam a votar na candidata carimbada com o selo presidencial. Fato, que contraria todos os princípios das ciências da estatística, da matemática e do marketing, ou seja, quanto pior o desempenho da candidata mais ela subia. A base científica para esta evolução é fundamentada em outra grande mentira - a aprovação do senhor Lula na casa dos 96%. Mais popular, no país mais católico do mundo, do que Deus e seu filho crucificado Jesus Cristo. Simplesmente, vergonhoso, imoral! 

Ainda mais, quando existem provas de que Lula não transfere votos. Foi assim com Marta, foi assim com Mercadante em São Paulo e foi assim com José Agripino em Natal. A sua popularidade que chegou aos 100% no Ceará, não é aprovada nem em um auditório de programa de televisão (aqui) quanto mais no Maracanã. Que vaia aquela do Pan, heim?

Mas, sendo objetivo no questionamento alegado pela senhora, vamos juntos, fazer umas continhas, nada científica como vocês pesquisadores costumam chamar suas "amostras". Continha elementar como 2+2=4 ou 4-2=2.

A senhora afirma que os coligados do PT têm cerca de 2,4 mil prefeituras. O número exato é de 2.439 prefeituras. Muito bem. Vamos subtrair esse número de 5.564 que é o número de municípios existentes no país. Temos como resultado 3.125 municípios. Vá anotando esses números. Vamos abater 1.091 (esse o número de prefeituras coligadas ao PSDB) sobram 2.034 prefeituras. Entendeu as continhas, dona Márcia? A questão não se resume apenas ao número de prefeituras de cada partido.

A questão é quanto ao "sorteio" que privilegia SEMPRE a maioria das cidades do PT ou coligadas a ele. E isso, se REPETE em todas as pesquisas de TODOS os institutos. Coincidência? No seu ramo, a senhora sabe que não existe coincidência. Ou existe coincidência ou existem as ciências da estatística e da matemática.

Para refrescar a memória, eu vou republicar aqui apenas os mapas das regiões.

Veja:


Notou como é uma coisa que não tem uma classificação que não outra a não ser MANIPULAÇÃO? Isto é crime, minha senhora. Não está escrito nas leis das probabilidades. É uma proporção criminosa, manipulada no click do mouse.

E a senhora dizer "que nossa amostragem do eleitorado brasileiro está sujeita à influência política não somente das prefeituras pertencentes aos principais partidos que disputam a eleição, como também de todos aqueles que os apóiam em suas coligações" é até verdade. Essa influência política está manifesta na escolha das cidades nas proporções mostradas acima.

Para encerrar três coisas:

01) Espero que a senhora, sua empresa, os demais institutos e as empresas patrocinadoras, tenham consciência de que suas ações criminosas contra o povo brasileiro estão colocando em risco a nossa liberdade. Vamos torcer para que estas MANIPULAÇÕES não venham a influenciar o voto do eleitor. O que é difícil. A história irá provar mais uma vez que vocês manipulam resultados não é de hoje;

02) Após a implantação do PNDH-3, Dilma eleita como a senhora afirma, é bom ir procurar outro emprego. No comunismo quem faz a pesquisa é o instituto oficial do governo comunista;

03) Não sei se a senhora tomou conhecimento desta notícia: "Encarregado do Ibope pediu R$ 1 milhão para fraudar pesquisa, diz senador."
É o depoimento do dia 02 de setembro de um senador da República da tribuna do Senado. A fonte é Agência Senado
Espero que a senhora não tenha a infelicidade de assistir aos seus netos decorando a Cartilha do PT que será obrigatória nas escolas de todo o pais. Isto, está escrito no PNDH-3. Lembra-se da cartilha de Mao-Tsé-Tung?

Passar bem.

Atenciosamente,

Lúcio Neto - editor


 10 de setembro de 2010


Como nunca antes neste país

O Estado de S.Paulo

Tão profícua tem sido a atuação do presidente Lula na desmoralização das mais importantes instituições do Estado brasileiro, que se torna missão complexa avaliar o que efetivamente tem sido realizado nesse campo, aí sim como nunca antes neste país.

Como a lista é longa, melhor ficar nos exemplos mais notórios.

O presidente Lula desmoralizou o Congresso Nacional ao permitir que o então chefe de seu Gabinete Civil, o trêfego José Dirceu, urdisse e implantasse um amplo esquema de compra de apoio parlamentar - o malfadado mensalão.

Essa bandidagem custou ao chefe da gangue o cargo de ministro. Mas seu trânsito e influência dentro do governo permanecem enormes, com a indispensável anuência tácita do chefão.

Denunciado o plano de compra direta de apoio de deputados e senadores, o governo petista passou a se compor com toda e qualquer liderança disposta a trocar apoio por benesses governamentais, não importando o quanto de incoerência essas novas alianças pudessem significar diante do que propunha, no passado, a aguerrida ação oposicionista de Lula e de seu partido na defesa intransigente dos mais elevados valores éticos na política.

Daí estarem hoje solidamente alinhadas com o governo as mais tradicionais oligarquias dos rincões mais atrasados do País - os Sarneys, os Calheiros, os Barbalhos, os Collors de Mello, todos antes vigorosamente apontados pelo lulo-petismo como responsáveis, no mínimo, pela miséria social em seus domínios.

Essa mudança foi recentemente explicada por Dilma Rousseff como resultado do "amadurecimento" político do PT.

O presidente Lula desmoralizou a instituição sindical ao estimular o peleguismo nas entidades representativas dos trabalhadores e, de modo especial, nas centrais sindicais, transformadas em correia de transmissão dos interesses políticos de Brasília.

O presidente Lula tentou desmoralizar os tribunais de contas ao acusá-los, reiteradas vezes, de serem entrave à ação executiva do governo por conta do "excesso de zelo" com que fiscalizam as obras públicas.

O presidente Lula desmoralizou os Correios, antes uma instituição reconhecida pela excelência dos serviços essenciais que presta, ao aparelhar partidariamente sua administração em troca, claro, de apoio político.

O presidente Lula desmoralizou o Tribunal Superior Eleitoral, e, por extensão, toda a instituição judiciária, ao ridicularizar em público, para uma plateia de trabalhadores, multas que lhe foram aplicadas por causa de sua debochada desobediência à legislação eleitoral.

Mas é preciso reconhecer que pelo menos uma lei Lula reabilitou, pois andava relegada ao olvido: a lei de Gerson.


Aquela que, no auge do regime militar e do "milagre brasileiro", recomendava: o importante é levar vantagem em tudo.

Esse sentimento que o presidente nem tenta mais disfarçar - tudo está bem se me convém - só faz aumentar com o incremento de seus índices de popularidade e sinaliza, por um lado, a tentação do autoritarismo populista, enquanto, por outro lado, estimula a erosão dos valores morais, éticos, indispensáveis à promoção humana e a qualquer projeto de desenvolvimento social.

O presidente vangloria-se do enorme apoio popular de que desfruta porque a economia vai bem.

Indicadores econômicos positivos, desemprego menor, os brasileiros ganhando mais, Copa do Mundo, Olimpíada.

É verdade, mesmo sem considerar que Lula e o PT não fizeram isso sozinhos, pois, embora não tenham a honestidade de reconhecê-lo, beneficiaram-se de condições construídas desde muito antes de 2002 e também de uma conjuntura internacional política e, principalmente, econômica, que de uma maneira ou de outra acabou sendo sempre favorável ao Brasil nos últimos anos.
Mas um país não se constrói apenas com indicadores econômicos positivos.

São necessárias também instituições sólidas, consciência cívica, capacidade cidadã de avaliar criticamente o jogo político e as ações do poder público.

Nada disso Sua Excelência demonstra desejar.

Oferece, é verdade, pão e circo.

Não é pouco.

Mas é muito menos do que exige a dignidade humana, senhor presidente da República!


09 de setembro de 2010

Subestimam e enganam o povo...






MAS, O TEMPO SERÁ O ALGOZ DOS ASES DA MISTIFICAÇÃO

Posted by spersivo


A verdade custa, mas, sempre vem à tona.

Ainda se desvendarão, no futuro, os pródigos atos de corrupção, fabricação de dossiês, alianças espúrias com políticos safados, promessas absurdas e a falta completa de pudor com que Lula & catrevagem mandam às favas a ética e os bons costumes para querer eleger Dilma de qualquer jeito.

Foi vergonhosa a ausência, ontem, do debate da TV Gazeta, porém, de certa forma já esperada, pois, Dilma não teria condições psicológicas para suportar um debate em que se levantasse o vergonhoso comportamento da quebra de mais de 2 mil sigilos, que o governo tinha conhecimento, como já é público.

Um comportamento bem mais escabroso do que o do tempo da ditadura onde se investigavam as pessoas às claras.

Porém, o que se pode esperar de pessoas que, conforme um deles mesmo, um sindicalista ligado ao PT, Wagner Cinchetto, afirmou à Veja, e foi transcrito no Estadão , que sob as ordens de Ricardo Berzoini e Luiz Marinho, o atual prefeito de São Bernardo do Campo, participou da montagem do esquema que acionou a Polícia Federal naquela famosa Operação Lunus, em 2002, encontrando no comitê da pré-candidata à presidência Roseane Sarney, R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo, de incerta procedência. Inclusive o sindicalista se gabou de que todos os objetivos da ação foram alcançados, que era não só o de atingir Roseana, bem colocada nas pesquisas e quase imbatível então, mas, também de jogar a culpa da farsa no candidato José Serra, para ludibriar a opinião pública e fomentar a raiva de Sarney, como conseguiram.

É gente assim, que dirigida e orquestrada por José Dirceu, cujo longo estágio de aprimoramento em ações de terror político, espionagem e fabricação de dossiês lhe garantem o incontestável reinado de mestre da escuridão, que tentam, com Lula e sua trupe, utilizando uma popularidade obtida com recursos públicos e propaganda enganosa, se manter no poder para solapar a democracia e, lentamente, no melhor estilo chavista impor um regime totalitário quando até o dinossauro do Fidel, que melhorou depois de ficar doente, vem à público reconhecer que não presta, nem tem futuro.



Eles subestimam o povo.

Manobram com sua credibilidade e, do alto de sua esperteza, pensam que conseguirão subjugar o país.

Não conseguirão.


A ida de Lula na televisão para defender sua candidata é uma prova inequívoca de sua fraqueza, de que ela não tem condições de dirigir um país tão complexo e que tentam esconder o que são, o que ela é.
Porém, a verdade, no fim, há de brilhar além do maquiavelismo e dos tempos de distorção e falsificação dos fatos e dos números.

Esta época, no futuro, será lembrada apenas como um tempo de escuridão antes que a luz brilhe e Lula voltará a ter a sua verdadeira dimensão que o tempo dirá qual é, mas, que já se adivinha por sua propensão inata para o ridículo e o burlesco.
Nem mesmo os dados retorcidos, torturados e retalhados conseguem esconder que o que temos feito, em termos de competitividade, de educação, de saúde, de segurança e de infraestrutra, é regredir quando o mundo todo evoluiu e, com todo o “crescimento” que os PIBs modificados do presente mostram, a grande realidade é que o país em termos mundiais será menor depois do que antes de Lula.

O resto é pura mistificação.

E os que pensam enganar o povo pagarão, de uma forma ou de outra, a falta de respeito e de clareza com que agem.

Como já disse o antigo arquinimigo e ,hoje, irmão de sangue, o derrubado senador Collor de Mello

"O tempo é o senhor da razão".



BANDA LARGA - Serviço no Brasil é um dos mais caros entre 160 países



Serviço no Brasil é um dos mais caros
entre 160 países


Levantamento da União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostra que o usuário no Brasil paga o equivalente a 4,5% de sua renda mensal pela assinatura de banda larga, com o serviço sendo um dos mais caros entre 160 países avaliados.

Em comparação, a Coreia do Sul, que não tem as pretensões geopolíticas e econômicas do Brasil no cenário global, oferece o acesso mais rápido do mundo à internet, com os usuários gastando um terço do que gastam os brasileiros, ou 1,4% de sua renda mensal com o serviço.
O secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, diz que o preço e o acesso são os maiores problemas para as populações de países em desenvolvimento, por causa do alto custo para conexão internacional, ou mesmo da falta de escolha de operadores.

"Mesmo se a internet estiver disponível em suas áreas, com conteúdo interessante em sua língua, as pessoas frequentemente não podem pagar as altas taxas para usar (a web mais veloz)", afirmou Touré ao Valor.

A disponibilidade de banda larga (alta velocidade) é considerada um indicador essencial do desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação. O Banco Mundial estima que países de renda média e baixa onde a densidade de banda larga aumenta 10%, o crescimento econômico é acelerado em mais de 1%.

O diretor da UIT nota que o mercado para banda larga cresce aceleradamente em todo o mundo. O número de assinantes de acesso por linha fixa, que era 479 milhões ao fim de 2009, deve superar "facilmente" 500 milhões este ano.

Por sua vez, as conexões por banda larga sem fio (móvel), que atualmente "oferecem a mais promissora conexão para o maior número de pessoas", pode chegar a 900 milhões de assinantes em dezembro, em meio a um total de 5 bilhões de assinantes de telefonia celular. Ou seja, quase um quinto de todos os usuários de celulares estarão habilitados a acesso em banda larga.

"Em termos de evolução tecnológica, estamos vendo velocidade maior, aparelhos novos e mais capazes e dispositivos com mais funcionalidades, além de alguns desenvolvimentos intrigantes de conteúdo e aplicações", afirma.

Ele sugere que os governos tomem medidas para se evitar uma internet com "duas velocidades", tanto entre usuários de países desenvolvidos e em desenvolvimento, quanto entre as zonas urbana e rural.

Touré defende firme atuação de reguladores e autoridades para minimizar o impacto de barreiras aos usuários de países em desenvolvimento, inclusive para reforçar a expansão econômica.

A consultoria Booz & Company calcula que o aumento de 10% na taxa de acesso à internet rápida pode elevar a produtividade do trabalho em 1,5% nos cinco anos seguintes.

A situação do mercado de banda larga varia muito de acordo com o país avaliado. A Dinamarca e a Holanda são os líderes mundiais na cobertura do serviço sob essa tecnologia, com acesso por cerca de 40% da população, comparado a 26% nos Estados Unidos.

Na Finlândia, o governo decidiu que é um direito legal de todos os cidadãos ter acesso a uma velocidade de pelo menos 1 megabit por segundo (Mbps) de conectividade.

A Letônia
é o país na Europa que tem a maior rede de fibras implantada em relação a outras tecnologias. O acesso sem fio, que permite sobretudo conexão a computadores portáteis, ganha força na Áustria, Suécia, Portugal e Irlanda.

A Dinamarca quer garantir conexão de 200 Mbps até 2015. E o governo conservador da Grã-Bretanha considera um "escândalo" que menos de 1% da população do país tenha acesso à internet por meio de fibra óptica, comparado aos 10%, em média, nos outros paises europeus.

De maneira geral, Touré se diz otimista sobre o papel e as perspectivas da banda larga e do setor de telecomunicações no rastro da crise econômica global.
enviada por Rivadávia Rosa

 09/09/2010

Pergunta


Gostaria muito de entender; porque tanto se crítica os golpes da direita militar contra as esquerdas comunistas da América Latina, como tendo sido violentos, covardes, pela morte de inocentes, por excesso de práticas de tortura, etc. e nada se fala ou se critica da revolução cubana, a qual, entre todas foi a mais perversa, a mais covarde, a que mais matou oposicionistas, a que mais promoveu execuções sumárias, torturas e prisões políticas, e o faz até os dias de hoje, pior ainda; seu líder, o protagonista principal de todas as atrocidades, o mandante de milhares de assassinatos, fuzilamentos (*al paredón !), torturas, etc. ainda vive incólume e aclamado. Seria esse um direito irrepreensível das esquerdas e do tal socialismo psicótico obsessivo?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Indio comenta Editorial do Estadão - 09/09/2010



Deputadoindiodacosta
 

9 de setembro de 2010



Programa de Propaganda de José Serra - 09/9/2010

Programa de Propaganda de José Serra - 09/9/2010 (à tarde)




Programa de Propaganda de José Serra - 09/9/2010 (à noite)




RicardoNoblat
9 de setembro de 2010

O inferno brasileiro - Olavo de Carvalho


O inferno brasileiro


Por Olavo de Carvalho
MSM
Calou-se, na alma de cada cidadão, a voz da consciência que, na escura solidão da sua alma, lhe trazia a lembrança amarga de seus delitos e de seus vícios.

A toda hora aparecem pastores, padres e, sobretudo, jornalistas e políticos - sim, jornalistas e políticos, essas personificações supremas da moralidade - clamando contra "a degradação dos costumes". O próprio termo, completamente deslocado, que empregam para nomear o mal, prova que são parte dele.

"Degradação dos costumes"
é uma expressão quantitativa, escalar: supõe a vigência permanente de uma escala contra a qual se mede o decréscimo da obediência rotineira aos valores que ela quantifica.

O que se passa no Brasil não é uma "degradação dos costumes": é, sim, a destruição premeditada de todas as escalas, a inversão sistemática de todos os valores.

Os costumes degradam-se quando a população já não consegue imitar, nem de longe, os modelos melhores de conduta que a História consagrou e que, ante o olhar de cada geração, se reencarnam de novo e de novo nas figuras das personalidades admiráveis, dos sábios, dos heróis e dos santos.

Quando, ao contrário, todas as personalidades admiráveis desapareceram ou foram postas para escanteio, e em seu lugar se colocam simulacros grotescos ou inversões caricaturais, o problema já não é a desobediência, mesmo generalizada, a valores que todos continuam reconhecendo da boca para fora; é, ao contrário, a obediência a modelos de malícia, perversidade e covardia que se impuseram, pela força da propaganda e da mentira, como as únicas encarnações possíveis do meritório e do admirável.

Quanto mais alto esses personagens sobem na hierarquia social, mais esfumada e distante vai ficando, até desaparecer por completo, a escala de valores que permitiria julgá-los e condená-los; e mais e mais eles próprios se consagram como unidades de medida de uma nova escala, monstruosamente invertida, que em breve passa a ser a única.
Daí por diante, quem quer que não a siga e cultue dificilmente poderá evitar a sensação de marginalidade e isolamento que é, nesse quadro, o sucedâneo perfeito do sentimento de culpa.



Calou-se, na alma de cada cidadão, a voz da consciência que, na escura solidão da sua alma, lhe trazia a lembrança amarga de seus delitos e de seus vícios.

Em lugar dela, desenvolve-se uma hipersensibilidade epidérmica à opinião dos outros, ao julgamento do grupo, ao senso das conveniências aparentes.

Preso na trama virtual dos olhares de suspeita, cada um vive agora em estado de sobressalto permanente, obsediado, ao mesmo tempo, pela compulsão de exibir equilíbrio, tranqüilidade e polidez para não se tornar o próximo alvo de desprezo.

A essa altura, cada um se dispõe a renegar ideais, amizades, lealdades, admirações, promessas, ao primeiro sinal de que podem condená-lo a um ostracismo psíquico - que se anuncia tanto mais insuportável quanto mais tácito, implícito e não reconhecido como tal.

Há uma diferença enorme entre um "estado de medo" e uma "atmosfera de medo".

O primeiro é patente, é público, todos falam dele e, não raro, encontram um meio de enfrentá-lo.

A segunda é difusa, nebulosa, esquiva, e alimenta-se da sua própria negação, na medida em que acusar sua presença é, já, candidatar-se à rejeição, à perda dos laços sociais, ao isolamento enlouquecedor.

Nessa atmosfera, a única maneira de evitar o castigo ante cuja iminência se treme de pavor é negar que ele exista, e, com um sorriso postiço de serenidade olímpica, ajudar a comunidade a aplicá-lo a imprudentes terceiros que tenham ousado notar, em voz alta, a presença do mal.

Não digo que todos os brasileiros tenham se deixado submergir nessa atmosfera.


Mas pelo menos as "classes falantes", se é possível diagnosticá-las pelo que publicam na mídia, já têm sua consciência moral tão deformada que até mesmo suas ocasionais e debilíssimas efusões de revolta contra o mal vêm contaminadas do mesmo mal.

Por exemplo, o fato de que clamem contra desvios de dinheiro público com muito mais veemência do que contra o massacre anual de 50 mil brasileiros (quando chegam a dar-lhe alguma atenção) prova, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que por trás do seu ódio a políticos corruptos não há uma só gota de sentimento moral genuíno, apenas a macaqueação de estereótipos moralistas que ficam bem na fita.

E que ainda continuem discutindo "se" o partido governante tem parceria com as Farc, depois de tantas provas documentais jamais contestadas, mostra que estão infinitamente menos interessadas em averiguar os fatos do que em apagar as pistas da sua longa e obstinada recusa de averiguá-los.

Recusa que as tornou tão culpadas quanto aqueles a quem, agora, relutam em acusar, porque sentem que acusá-los seria acusar-se a si próprias.

Quando, por indolência seguida de covardia, os inocentes se tornam cúmplices ex post facto, já não sobra ninguém para julgar o crime: todos, agora, estão unidos na busca comum de um subterfúgio anestésico que o suprima da memória geral.

Não, não se trata de "degradação dos costumes", como nos Estados Unidos, na França, na Espanha ou em tantos outros países:

trata-se, isto sim, da perda completa do senso moral, o que faz deste País uma bela imagem do inferno.

No inferno não existe degradação, porque não há a presença do bem para graduá-la.



Artigos - Cultura


09 Setembro 2010

Disparada - Jair Rodrigues - Festival de 1966



..."Prá não dizer que não falei de flores".....


Como pode uma mensagem subliminar tão intensa como Disparada não haver despertado a ira da Censura???


Que falta faz a Educação num povo.....é preciso ler as entrelinhas, porém o povo mal consegue ler "placa de roteiro de ônibus".


Gaspar


Música de autoria de Geraldo Vandré e Théo de Barros, obteve o 1º Prêmio (juntamente com A BANDA) do II Festival da Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record.


Vídeo gravado na noite final do Festival, em 10/10/1966, no Teatro Record Consolação (São Paulo).

Intérprete: Jair Rodrigues com Trio Marayá e Trio Novo.

 amlajid | 4 de novembro de 2007



Debate O Estado de S. Paulo e TV Gazeta


Debate Estadão Gazeta à Presidência 



Os candidatos José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio participaram do debate realizado por O Estado de S. Paulo e TV Gazeta



 9.9.2010

A culpa é da oposição



A culpa é da oposição



Em vez de tomar medidas contra o descalabro da Receita, presidente vai ao programa de sua candidata para atacar as vítimas

Ganhou fama na internet o vídeo em que o presidente Lula responde com maus modos a um rapaz pobre do Rio de Janeiro, que dizia gostar de jogar tênis.

Tratava-se de "esporte da burguesia", declarou o presidente, entre alguns impropérios.


Talvez a seus olhos também pareçam simplesmente coisa "da burguesia" as reações ao episódio gravíssimo da quebra do sigilo fiscal de contribuintes, entre os quais pessoas ligadas ao candidato José Serra.

Não pertencia "à burguesia", entretanto, o caseiro Francenildo dos Santos Costa, que depois de dar declarações contrárias aos interesses do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, teve sua conta bancária devassada pelos chefões do poder petista.
Do garoto da favela a personagens do PSDB não há nada em comum exceto o fato de representarem algum potencial de atrito aos poderosos do momento. E estes põem em prática seu longo aprendizado de arrogância e de abuso, tão logo se julgam ao abrigo dos olhos do público.



Fazendo-se entretanto de vítima, como é seu costume, aliás, o presidente da República ocupou parte do horário eleitoral de sua candidata para atribuir ao "preconceito" as críticas que o escândalo da Receita merecidamente recebeu da oposição.

Embalada por uma música sentimental, a aparição de Lula no programa de terça-feira foi uma demonstração deprimente do modo com que o mandatário encara a democracia, o debate político e seu próprio papel institucional.
Conclamou os adversários a manifestarem "mais amor pelo Brasil", como se fosse dos petistas e de seus aliados o monopólio desse sentimento.

Criticou "os que só querem destruir", como se tivesse esquecido os tempos em que exerceu oposição sistemática.

Condenou a "baixaria", como se fosse elevado o propósito de investigar a declaração de renda da filha de um candidato à Presidência.

Lula nem sequer citou o caso, escapando de explicações acerca do descalabro das violações, sejam as de evidente caráter político, sejam aquelas cujas motivações ainda são menos claras.

Fosse para agir como presidente da República, Lula deveria desde já afastar os responsáveis pela desmoralização da Receita Federal.

Preferiu agir segundo os padrões da "república de companheiros" que se estabelece no país, pedindo novamente votos para sua candidata.

Não havendo provas do envolvimento direto de Dilma Rousseff na armação engendrada na Receita Federal, foi por certo temerária e excessiva a atitude tucana de pedir a impugnação da candidatura petista na Justiça Eleitoral.




Eleições não se ganham por meio desse expediente.


Mas uma democracia se vê ainda mais atingida quando o Estado se torna aparelho nas mãos de uma camarilha arrogante e impenitente, que o põe a serviço de seus interesses eleitorais, de seu desrespeito com os direitos dos cidadãos, de sua permanente vocação para a chantagem moral e para a intimidação política
09 de setembro de 2010