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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Revolução e narcotráfico são irmãos siameses, unidos desde sempre e para sempre.

Índio pode virar o jogo




No instante mesmo em que acusava de calúnia quem mencionara sua ligação com os narcoguerrilheiros colombianos, o PT se irmanava com eles para protestar contra a liquidação do chefe da quadrilha, o célebre Raul Reyes, tão íntimo da liderança petista.

Se o PT insistir nessa fanfarronada de processar o candidato vice-presidencial Índio da Costa, o acusado poderá sem a mínima dificuldade virar o jogo, imputando ao acusador a prática manifesta, patente, claríssima, de litigância de má-fé.



Na mesma semana em que trombeteava aos quatro ventos a ameaça de processo, o partido do sr. Presidente da República fez publicar em seu site oficial o rascunho do Documento-Base do XVI Encontro do Foro de São Paulo (a realizar-se em Buenos Aires de 10 a 20 de agosto), onde, entre lágrimas de crocodilo jorrando em catadupas, clamava contra "a cruenta agressão armada de tropas colombianas, respaldadas pela tecnologia e pelos serviços de inteligência dos EUA, em território ecuatoriano, em Sucumbios, no dia 1º de março de 2008".

Ou seja: no instante mesmo em que acusava de calúnia quem mencionara sua ligação com os narcoguerrilheiros colombianos, o PT se irmanava com eles para protestar contra a liquidação do chefe da quadrilha, o célebre Raul Reyes, tão íntimo da liderança petista.

Negar ligações, depois disso, é explicar uma mancha de batom na cuéca como obra de arte comprada na Sotheby's.

O protesto não só vem naquela linguagem entre melosa e truculenta que se tornou clássica da oratória comunista, mas é típico também pela inversão de sujeito e objeto, uma das regras fundamentais da lógica revolucionária.

Agressão, segundo o documento, não é abrigar em território equatoriano os terroristas que dali partiam, em segurança, para atacar a Colômbia.

Agressão é tirá-los de lá à força para revelar ao mundo o crime praticado por eles em conluio com o governo do Equador.

Leia o documento do PT e diga se é possível duas ou mais organizações, legais ou ilegais, conceberem uma proposta dessas sem ter ligação nenhuma, nem projeto em comum, nem estratégia conjunta.


Em artigo valiosíssimo publicado dias atrás, o prof. Denis Rosenfield (foto) desmascara o cacoete mental, de amplo uso nas altas esferas federais e na mídia, que apresenta as Farc como um grupo de idealistas revolucionários tardiamente "degenerado" em quadrilha de narcotraficantes.

Não existe, diz ele, essa antinomia.

Bem ao contrário, revolução e narcotráfico são irmãos siameses, unidos desde sempre e para sempre.

Ele cita a "guerra do ópio" empreendida por Mao Dzedong contra várias províncias chinesas.

Esse exemplo fala por si: foi o primeiro caso registrado na História em que um poder político organizado viciou deliberadamente a população do seu próprio país, para enfraquecê-la, explorá-la e dominá-la.


Mas há um exemplo mais próximo de nós.

Não sei se o prof. Rosenfield o conhece, mas tem aí uma comprovação da sua tese em grau superlativo.



O grande narcotráfico latino-americano não surgiu como puro negócio ilícito, só mais tarde articulado com a luta revolucionária.

Até os anos 50, o comércio de drogas no continente era um problema policial controlável.

Não cresceu espontaneamente.
Quem lhe deu a estrutura organizacional que haveria de transformá-lo num monstro capaz de atemorizar Estados e exércitos foi o governo soviético, através de "medidas ativas" do seu serviço de inteligência.

A operação, lenta e sorrateira - até hoje ignorada pela "grande mídia" --, teve dois objetivos:

usar as drogas como arma de guerra psicológica, para enfraquecer as nações capitalistas, e criar ao mesmo tempo uma fonte local de dinheiro para os movimentos revolucionários latino-americanos, cujo financiamento estava saindo caro demais para os soviéticos.

Os meios utilizados para isso foram bem simples: de um lado, infiltrar agentes nas várias quadrilhas de narcotraficantes, para que as controlassem;

de outro, enviar à URSS os traficantes já cooptados e leais, para que aprendessem técnicas avançadas de organização, inteligência, guerrilha urbana etc.



A operação foi descrita em detalhes por um de seus próprios mentores e comandantes, o general tcheco Jan Sejna, em depoimento ao escritor inglês Joseph D. Douglass, que a publicou no livro Red Cocaine: Drugging the Americas and the West (London, Edward Harle, 1999).

Ante o desenrolar subseqüente dos acontecimentos, é impossível negar que as duas metas visadas pelos soviéticos foram atingidas.

Sem as drogas, jamais teria sido possível corromper a juventude universitária dos EUA ao ponto de fazer dela o principal instrumento de boicote ao esforço de guerra no Vietnã e, desde então, a toda iniciativa anticomunista do governo americano.

Sem as drogas, teria sido impossível transformar as frustradas guerrilhas latino-americanas dos anos 60 na tremenda força político-militar-criminal que hoje, sob a proteção do Foro de São Paulo, espalha o terror no continente.

Só quem nada estudou da mentalidade revolucionária pode imaginar que, nela, haja alguma contradição entre ideais pomposos e crimes hediondos.

Foi a fusão indissolúvel desses dois elementos que a criou e que hoje, como sempre, a define.

O livro de Joseph D. Douglass é leitura indispensável a quem deseje sinceramente compreender o que está se passando na América Latina.

No filme A Batalha da Inglaterra, um capitão do serviço de informações está com os nervos em frangalhos de tanto ver suas análises acertadíssimas serem sistematicamente rejeitadas pelos oficiais superiores, mesmo com risco para o país.

Então ele vai chorar as mágoas a um coronel mais compreensivo e o coronel lhe explica:

-- O problema é que achamos você mais inteligente que nós e isso nos deixa inseguros.

Depois de ter cometido tantas vezes o pecado de acertar quando todo mundo em volta errava, começo a desconfiar que o problema do capitão é o mesmo que eu, menos inteligente que ele, tenho com os líderes empresariais, políticos e militares deste país: quando me ouvem eles se sentem burros.

Só que, em vez de entender que isso é um sinal de que não são tão burros assim, preferem tapar os ouvidos, tornando-se então, por decisão própria, tão burros quanto se imaginaram.


MidiaSemMascara
05 Agosto 2010


Patético...



E os jornalistas vendidos ainda conseguem dizer que Serra não venceu o debate.

Triste!!!!!

Deus me livre!!!!


Ela gagueja por insegurança, inexperiência ou desconhecimento’

‘Ela gagueja por insegurança, inexperiência ou desconhecimento’, diz Índio sobre Dilma


por André Mascarenhas

O candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, Índio da Costa (DEM), ironizou a performance da candidata do PT, Dilma Rousseff, durante o debate da TV Bandeirantes.

“Não sei se ela gagueja por insegurança, inexperiência ou desconhecimento”, disse ao fim do encontro.

Para Índio, Serra mostrou ser mais capaz do que Dilma.

Na avaliação do candidato a vice, o tucano foi bem ao expor suas propostas para a saúde.

Índio aproveitou para criticar a política de segurança do governo federal.

“A responsabilidade para fiscalizar as fronteiras, no caso do tráfico de drogas, é do governo federal.

Todo mundo sabe que o crack vem da Colômbia, da Venezuela”,
disse.

O candidato do DEM disse estar confiante na vitória de Serra.

Para ele, as pesquisas que mostram um avanço de Dilma na disputa presidencial refletem a boa avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não dos serviços prestados pelo governo.

“As filas da saúde são algo visível no Brasil inteiro”, afirmou.



06.agosto.2010

Lula atirou a primeira pedra na iraniana


Tudo que o presidente brasileiro fez em benefício da mulher iraniana condenada à morte, por apedrejamento, foi apressar sua execução, depois de “avacalhar” o movimento internacional que obteve mais de 700 mil assinaturas, de todo o planeta pedindo sua libertação


IRÃ - DIREITOS HUMANOS

Fotomontagem Toinho de Passira


Quando assumiu a presidência pela primeira vez, o Presidente pelo menos parecia ter consciência da sua ignorância e assessorava-se.

No segundo mandato, depois de ter lido meia dúzias de discursos produzidos por outros e ser elogiado, pensou que havia virado gênio e começou a dispensar colaboração e a adotar uma política internacional, baseada na sua experiência de sindicalista no ABC Paulista. O começo de um desastre que tem se acelerado nesse último ano, progressivamente.

Acabou desaguando nos posicionamentos equivocados e vexatório no caso da libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a morte por apedrejamento, acusada de adultério.

Primeiro, o presidente Lula intrometeu-se no caso com uma das mais infelizes declaração, depois de pressionado para que fizesse uma gestão diplomática junto ao presidente iraniano, usando sua estranha amizade com o presidente Ahmadinejad, disse que seria uma “avacalhação” interferir nas leis dos países.

Mirian Leitão no seu blog lembra que “Leis injustas e arbitrárias devem ser combatidas, porque os direitos humanos são universais.” Não importa em que país esteja.

Mais vexatório, na segunda intervenção, no palanque de Dilma, o presidente errou feio, no local, na forma e nas palavras: “disse que, já que ela estava incomodando, o Brasil oferecia asilo.”

Pela rejeição ríspida do governo iraniano, dizendo em tese Lula é um emotivo que não sabe do que está falando. Imaginava-se que algo de ruim ia acontecer, com a mulher.

De prático, para pior, a Corte Suprema do Irã ignorou ontem apelos de defensores dos direitos humanos e atendeu ao pedido do Ministério Público para que a iraniana Sakineh Ashtiani seja executada.

Em uma aparente tentativa de aplacar as críticas internacionais, Teerã mudou o teor da principal acusação contra Sakineh - de adultério para assassinato. O tribunal definirá na próxima semana se ela será enforcada ou apedrejada. Não cabe recurso e priu.

Um detalhe nesses episódios recentes, é que o advogado de defesa, da mulher presa, Mohammad Mostafaei desapareceu de Teerã desde 24 de julho depois de interrogado por autoridades iranianas. Sua mulher e cunhado foram presos depois disso, segundo um relatório da Anistia Internacional.

No momento ele está em Istambul, num local onde são mantidos imigrantes em busca de asilo político.

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, foi julgada pela primeira vez em 15 de maio de 2006, por um tribunal de Tabriz, quando admitiu ser culpada do crime de "manter relacionamento ilícito" com dois homens, em ocasiões diferentes, embora o incidente tivesse ocorrido após a morte do seu marido. Por isso ela recebeu uma condenação já cumprida de 99 chibatadas.

Em setembro de 2006 o processo foi novamente aberto quando outro tribunal julgava um dos dois homens envolvidos na morte do marido de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Ela foi então condenada por cometer adultério enquanto ainda era casada e sua sentença confirmada como pena de morte por apedrejamento.

Durante uma das apelações ela declarou ao tribunal que não era verdadeira a confissão de adultério, que fizerá. Na verdade confessará sob pressão e por só falar fluentemente o turco, não compreendia corretamente o que lhe falavam os seus interrogadores, que falavam no idioma farsi.

Precisa-se esclarecer que a relação sexual nesses casos é presumida. Basta que ela tenha caminhado com o homem, por um local pouco movimentado, recebido-o como visita em casa, sem a presença de um familiar masculino, para se concluir pelo adultério.

Mulheres estrupadas já foram condenadas no Irã, por por não ter se precavido, ou ter tido um comportamente considerado insinuante.

O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani virou comoção internacional, principalmente por causa da brutal pena de apedrejamento, mas os iranianos estão acostumados com esse tipo de execução: segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne pelo menos duas pessoas por ano continuam a ser executadas pelo método no país.

O assessor especial para Assuntos Internacionais Marco Aurélio Top Top Garcia, afirmou ontem (4/8) que o presidente Lula não se ofendeu com o comentário do porta-voz do governo iraniano de que ele era desinformado e por essa razão ofereceu asilo político à mulher condenada à morte por suspeita de adultério e que as relações bilaterais entre Brasil e Irã estão mantidas, sem alterações.

Teme-se que da próxima vez que Lula for falar do assunto, não diga que não vai brigar com seu amigo o presidente Ahmadinejad, “por causa de umas pedradas...”

Fontes: Blog Mirian Leitão, Estadão , BBC Brasil, Estadão, Correio Braziliense

Dilma acabou poupada do naufrágio numa noite em que foi mais Dilma que nunca

Dilma acabou poupada do naufrágio numa noite em que foi mais Dilma que nunca

No primeiro bloco do debate, Dilma Rousseff não conseguiu completar uma única resposta no prazo combinado nem formular uma só frase sem espancar a gramática.

Talvez por falta do que dizer, o desrespeito ao tempo diminuiu nos quatro blocos restantes.

Em contrapartida, aumentou extraordinariamente o desrespeito ao português, associado à sequência impiedosa de atentados à lógica, à inteligência e à verdade.

Na noite da estreia , a debatedora Dilma Rousseff foi o que tem sido Dilma Rousseff em comícios, entrevistas ou recados pelo twitter: um barco à deriva na iminência do naufrágio.

A performance confirmou que uma esquadra de sumidades que agrupa marqueteiros, consultores políticos, figurinistas, fonoaudiólogos, cabeleireiros, dermatologistas e outras modernidades pode até traçar a rota certa, mas não consegue levar a algum porto seguro embarcações irremediavelmente avariadas.

Entre o “sem sombra de dúvidas” que abre a frase e a sílaba parada no ar que a encerra sem conseguir completá-la há um deserto onde só florescem sopas de letras insossas — “isso é muito importante”, “eu considero isso fundamental” — e rapapés ao amo e senhor.

Não é possível reescrever um discurso sobre o nada. Em política não existem milagres.

Sem nada a perder, veterano de muitas derrotas, Plínio de Arruda Sampaio foi dispensado pela extensa milhagem eleitoral da apresentação de sintomas de nervosismo ─ e de ideias plausíveis.

Órfã do PT e pouco à vontade na nova família ideológica igualmente em busca de identidade, Marina Silva tornou-se mais confusa.

Bastou a José Serra um desempenho sofrível para ser melhor que os outros.

Surpreendentemente tenso no início do debate, não demorou a recuperar a serenidade.

Mas faltou o ânimo combatente sem o qual nenhuma performance será brilhante.

Serra deveria ter encurtado a procissão de estatísticas, buscado o confronto com Dilma mais energicamente e com mais frequência.

Claramente superior à adversária, passou ao largo de temas que teriam dilatado a diferença.

Permanentemente à beira do colapso verbal, Dilma esqueceu frases que tentou decorar, consultou papeis de 20 em 20 segundos, estacionou em vírgulas à procura da palavra que, repentinamente, sumira dali.

Poderia ter afundado na mudez se instada a discorrer sobre as ligações incestuosas com as Farc, o casamento indecoroso com o Irã, os escorregões na mitomania, a parceria obscena com corruptos juramentados, o convívio promíscuo com a esquerda psicótica, a cumplicidade bandida com os mensaleiros, a usina de dossiês cafajestes, a opção preferencial pela mentira.

Fora o resto.

Talvez não se deva esperar muito de um debate emparedado por regras e ritos que imploram pela aposentadoria.

Quem ligou a TV no meio de algum bloco pode ter chegado ao intervalo sem descobrir que assistia a um debate.

É preciso modernizar a fórmula ─ e, para tanto, é preciso remover com urgência o bolor e as teias de aranha que se acumulam na legislação eleitoral.

O eleitorado merece o direito de acompanhar um duelo real entre os principais concorrentes.

Os poucos momentos que lembraram algo parecido com um debate, de todo modo, permitiram vislumbrar o que acontecerá quando Serra e Dilma travarem um duelo genuíno, com tempo suficiente para réplicas e tréplicas, livres de tantas amarras que proíbem o bom combate.

A amostra desta quinta-feira confirmou que Dilma não escapará do nocaute.

Basta que o oponente esteja disposto a desfechar o golpe que encerra a luta.

06/08/2010


Eu aprendi com o meu pai o valor do trabalho. Como presidente, quero que todos tenham as oportunidades que eu tive

José Serra no debate da Band
Mensagem final

Serra no debate: firmeza, consistência e coração





Serra no debate: firmeza, consistência e coração

José Serra teve o melhor desempenho no debate entre presidenciáveis da TV Bandeirantes desde o primeiro bloco.


Ele disse que não sabe como o Brasil pode crescer no futuro com investimentos públicos tão tímidos - a ponto de 19 dos 20 grandes aeroportos do país estarem engarrafados.

“E se nos portos o Brasil está no 125º lugar em matéria de ruindade”.

Ele disse que foi recentemente a Minas Gerais e Santa Catarina e constatou que chega a ser uma temeridade ir de automóvel de Belo Horizonte a Governador Valadares, porque a estrada tem péssimas condições de tráfego.


“Sua segurança não permitiria que você fizesse essa viagem”, disse Serra à candidata do governo.

A dificuldade de transporte é uma situação que se repete entre Florianópolis e o Vale do Itajaí e tantos outros lugares do Brasil.


“É mais caro levar a soja do campo para o porto do que do Brasil para o Japão”, devido à precariedade da infraestrutura.

Em resposta à primeira pergunta do debate - qual a prioridade de cada um para a Saúde, Segurança e Educação – Serra comparou as três áreas a órgãos vitais do corpo humano.


Ele disse que vai tratar da Segurança pondo o governo federal no combate ao crime em nível nacional.

“O governo federal tem que se envolver. Por isso vou criar o Ministério da Segurança”.


Na Saúde, Serra vai acelerar o atendimento à população, encurtando o tempo de consulta e de realização de exames, com a criação de 150 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades).

“Na Educação, vou criar um milhão de vagas no ensino técnico”, afirmou o candidato da coligação “O Brasil Pode Mais”.


No segundo bloco, Serra acusou o governo federal de ter cortado ajuda às APAES (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que foram proibidas de se dedicar ao ensino e deixaram de receber recursos do Ministério da Educação inclusive para o transporte das crianças e jovens.


“Eu considero uma crueldade isso que foi feito com as pessoas (com deficiência)”.


No terceiro bloco, Serra afirmou, com simplicidade e clareza, que o crescimento dos empregos é conseqüência do crescimento econômico, da ação de alguns governos estaduais, como Minas e São Paulo, e de investimentos privados.

O nível de investimento do governo federal, Serra tem demonstrado firmemente, é baixíssimo.


Retomando uma afirmação da candidata do governo no primeiro bloco – de que mutirões são importantes, mas não são ações decisivas – Serra à questão da Saúde dizendo que houve uma queda de 21 mil cirurgias de varizes, algo que evidentemente é motivo de sofrimento, e perguntou, mais uma vez, por que o governo acabou com os mutirões nos últimos oito anos.


Serra lembrou que também foram suspensos os mutirões de cirurgia de catarata e próstata.


No quarto bloco, em que os jornalistas perguntaram aos candidatos, Serra deixou uma mensagem muito clara de defesa do patrimônio público, ao tomar como exemplo a Empresa Brasileira dos Correios (ECT), sofrendo a olhos vistos pela ação de loteamento político.


“Eu vou estatizar os Correios, fazer com que a empresa sirva não a um partido ou a um grupo.


Eu vou fazer os Correios voltarem à sua melhor época”.


Serra encerrou o bloco com a frase que sintetiza o debate:

“O Antonio Palocci, que foi ministro da Fazenda do governo, passou o tempo todo elogiando a política econômica do Fernando Henrique”.


Ao se despedir, Serra disse que o debate acrescentou mais conhecimento sobre os candidatos, embora ainda falte muito a ser debatido.


Emocionado, lembrou que vem de uma família simples, chegou onde está pelo trabalho do seu pai, passou por 14 anos de exílio e entrou na política para melhorar o país com uma meta:


Abrir as oportunidades a todos”.


Estamos orgulhosos dele.


Esse é o nosso presidente.



06/08/2010

Parabéns José Serra! Vitória absoluta!


Vitória ABSOLUTA de José Serra do primeiro debate na Band!

#serravence

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Marina Silva a "santa" da ecologia maluca declara em entrevista que virou PV "sem deixar de ser PT".


Marina Silva a "santa" da ecologia maluca, defensora dos bagres, formigas e assemelhados,que entravava o desenvolvimento do país, tão doida quanto o outro doido, Carlos Minc, seu sucessor.

Agora é candidata à presidência da nação, mas declara na entrevista nas páginas amarelas da veja, que virou PV "sem deixar de ser PT".

Entendeu?

Ela está dizendo que viu sua ideologia de extrema esquerda ecológica não ser aceita por Lula e nem pelo PT, e só mudou de partido, o PV.

Encantados, os pevistas, topam qualquer coisa que ela queira fazer, se eleita.

A cabeça dela não mudou: vai "engessar" a Amazônia, atendendo aos apelos das ONGs em troca de futura campanha maciça em favor de sua candidatura.

Mente quadrada, coração quadrado e "santidade".

Quem quer apostar que, tal como foi feito com o falsíssimo "defensor da Amazônia" (a qual nunca, jamais, em tempo algum defendeu - a não ser os empregos dos seus filiados sindicais, os seringueiros), que as ONGs vão propalar aos 25 ventos da terra, da lua e de marte, que ela também vai virar a "santa" defensora da Amazônia?

Quem viver, verá!


A pergunta que não quer calar...

Quem é Fábio Vaz de Lima, marido da ex-ministra senadora Marina Silva?

Fábio Vaz de Lima chefiava o influente GTA, “holding” de 200 ONGs que comercializa madeira apreendida pelo... vejam só...  Ministério do Meio Ambiente.

Fábio era assessor de Sibá Machado, suplente de Marina no senado federal.

 Gracias Ferraz


Debate: nem tudo, nem nada








Debate: nem tudo, nem nada
 
 

Logo mais, o debate da TV Bandeirantes abre o ciclo dos confrontos diretos entre os presidenciáveis, como já é praxe.


Não são poucos os que consideram o confronto direto dos candidatos uma espécie de tudo ou nada.

Em certo sentido, Clóvis Rossi reproduz em sua coluna esta concepção, ao dizer que a série de debates representa a última oportunidade de Serra para reverter aquilo que ele chama de favoritismo de Dilma.

Há um exagero na afirmação de que os debates fazem a cabeça do eleitor.

Já se vai um bom tempo que isto não acontece.

Talvez o último debate que decidiu uma eleição aconteceu no segundo turno da eleição para governador de São Paulo, quando Covas massacrou Maluf, em um debate promovido pela TV Bandeirantes.

Limitações

Para começo de conversa, os debates do primeiro turno ocorrem em um horário em que o grande público, particularmente aqueles que labutam e estudam, já está indo para a cama, pois o outro dia é dia de trampo.

Isto leva a que os debates, sobretudo o que ocorrem antes do horário televisivo gratuito, tenham pouca audiência e interessem apenas aos iniciados em política.


Historicamente o confronto da Bandeirantes, que abre o ciclo de debates televisivos, aumenta a reduzida audiência da emissora, mas não de maneira espetacular.

Num início de campanha pública, de fato é um aquecimento.


Há mais um agravante.

O debate de hoje sofrerá a concorrência do jogo São Paulo x Internacional, na fase semifinal da Libertadores.

Camisa de força

Ao longo dos anos, as assessorias e as emissoras atuaram para criar uma verdadeira blindagem aos presidenciáveis
e outros candidatos a cargo majoritário, engessando assim o livre confronto de ideias e programas.

Os debates ficaram presos em uma camisa de força, que se expressa em regras rígidas, que só servem à pasteurização do embate de idéias.


Esta rigidez dos segundos para que um candidato se expresse sobre temas complexos e apresente suas propostas.

Nessas condições, os presidenciáveis só podem dizer generalidades, tais como, “vou priorizar a educação e cuidar da saúde”.

Por este caminho, o risco de um escorregão é mínimo. Quase não há confronto e comparação entre os candidatos.


No caso do debate de hoje, uma das regras impede que um jornalista diga a um candidato: “o senhor (ou a senhora) não respondeu à questão”. Ou seja, mesmo que seja alvo de uma pergunta incômoda por parte de um jornalista, o presidenciável pode sair pela tangente e ir pela linha do “embromation”, ou falar do assunto que lhe der na telha.

A camisa de força se mantém até mesmo o pós-debate. A TV Bandeirantes, por exemplo, só poderá divulgar imagens das intervenções iniciais ou finais dos presidenciáveis. Se por acaso algum dele tiver cometido um escorregão ou dado um vexame, isto não poderá ir ao ar, posteriormente. E a Justiça Eleitoral também impõe limites que impedem que um candidato leve imagem de seu adversário na propaganda eleitoral gratuita.
Influenciam, sim

Isto não quer dizer, contudo, que os debates são inúteis e que não servem para nada. Eles influenciam a cabeça das camadas mais politizadas do eleitorado – os chamados formadores de opinião –, que de uma forma ou de outra, interferem na opção da grande massa de eleitores.

E queiram, ou não, os marqueteiros, uma grande escorregadela de um candidato vira uma chama em uma pradaria. Seu conhecimento se espalha rapidamente por toda a população, pois passa a ser objeto de comentário de “analistas”, de programas de rádio e de outros instrumentos de difusão.


Já a militância partidária fica de olhos fixos na telinha, torcendo pelo seu candidato. Se o seu presidenciável for bem, isto interfere no seu ânimo e na sua disposição de botar o bloco na rua e partir para o corpo a corpo, na luta pelo voto.

A militância saberá explorar muito bem qualquer bobagem cometida pelos adversários. E para espalhá-la existe hoje um instrumento extremamente eficaz. Trata-se da internet, com suas redes sociais, blogs, emails instantâneos e outros recursos.

Os contendores

Dilma foi submetida a um cursinho intensivo para ser concisa em suas respostas e não deixar transparecer o autoritarismo e antipatia que estão no seu DNA. É possível que ela não faça uma grande besteira.

Mas é bom lembrar que treino é treino e que na hora do jogo, nem sempre é possível controlar os nervos.


Ela terá de defender o paraíso e justificar porque as mudanças que propõe já não foram implantadas. E rebater as pedras contra a vitrine. Não está descartado que opte por ser inodora, incolor e sem sabor, a tal “Dilminha maravilha”.

Acreditando estar na frente das intenções de voto, tentará não se expor, para conservar o patamar a que chegou.


Serra é macaco velho em situações como a que enfrentará hoje. Além do mais, tem dado provas de seu alto preparo técnico e da clareza política sobre o que é necessário fazer para que o Brasil avance mais. Como não é nenhum principiante, não cairá em pegadinhas.

Certamente não adotará postura de tecnocratas, aqueles que adoram citar uma montanha de números, que só dão sono ao telespectador e o fazem perder a linha de raciocínio.


Serra tem o desafio de criticar o governo, senão não seria oposição, ressaltar o que considera adequado e propor as mudanças necessárias. Não é tarefa para amadores.

O desempenho de Marina Silva é uma interrogação. Tende a colocar-se acima do bem e do mal e dar uma no cravo, outra na ferradura, sempre na mesma medida, para não parecer “tendenciosa”.

Costuma ser professoral, como se o tamanho da exposição fosse proporcional à compreensão de quem vê e ouve. Marina terá de marcar-se como “verde”, mas não só “verde”.

Ao sair do território ambientalista, terá de explicitar o que marca sua candidatura e não está contemplado nas propostas de Serra e de Dilma.

Terá, também, a obrigação de definir o foco de suas críticas, se em Dilma ou em Serra, o que deixará claro por onde espera crescer.


Plínio Sampaio é previsível. Acionará sua metralhadora giratória contra tudo e contra todos, mas centralizará na candidata situacionista.

A razão de ser do seu partido e da sua candidatura é a crítica radical ao PT. Suas propostas jurássicas são por demais conhecidas. O perigo que corre é cair no folclore.

Segundo turno muda tudo

O debate de hoje é apenas o primeiro. A audiência dos embates cresce com a aproximação do dia da eleição.
É previsível um pico de audiência, na boca do primeiro turno, no debate que será promovido pela Globo. A audiência deverá extrapolar o público minimamente politizado, já numa escala de dezenas de milhões de pessoas.

No segundo turno, os debates são estratégicos e podem, sim, decidir uma eleição, pois aí o confronto é direto e apenas entre dois presidenciáveis.

O tempo da propaganda eleitoral gratuita é igual, para ambos os candidatos.

O segundo turno é temido por Dilma, pois não há como ela fugir da comparação de sua biografia e a de Serra, bem como do confronto das propostas dos dois candidatos e de suas imagens.
Na rua

O Jornal Nacional passou a cobrir, com isonomia de tempo, o dia a dia dos candidatos. O debate da Bandeirantes abre o confronto direto.

Esta semana se marca pelo real lançamento público da corrida eleitoral, com o peso da televisão brasileira, num país em que esta mídia é o principal meio de informação.
05/08/2010

Não, candidata Dilma! É mentira!


O PT, a oposição e as Farc:


Talvez um dia o jornalismo se recupere da praga do aspismo. Por enquanto, vive a fase da tragédia informativa.

Leio no G1 que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que “a oposição também recebeu as Farc”. I

ndagada sobre o fato de ter requisitado a mulher do terrorista Olivério Medina para trabalhar no Ministério da Pesca, ela afirmou:

“É bom a gente lembrar, e é só fazer pesquisa nos jornais e ver quantas vezes a oposição também recebeu as Farc. Aliás, até o presidente Fernando Henrique Cardoso, se não me engano, soltou o marido [Olivério Medina] dessa senhora [Ângela Slongo], foi ele quem soltou no Brasil o marido dessa senhora.

Então é uma questão muito relativa.

Não vou usar esses fatos para ficar especulando uma relação entre a oposição e as Farc.

Agora, se a oposição quer fazer isso, acho que é uma atitude que não é correta”, disse a petista.

Pesquisa




Então!

Basta mesmo fazer a pesquisa!

Em 2000, não foi FHC quem libertou o terrorista Medina, mas a Justiça, que é outro Poder, Dilma!
Comitês em favor de sua soltura se espalharam pelo Brasil, todos liderados por petistas.
Em 2005, ele foi preso novamente, e quem reconheceu, em 2006, a sua condição de “refugiado”, o que é um escândalo, foi o Comitê Nacional para Refugiados, órgão do Ministério da Justiça — do Ministério da Justiça do governo Lula!!!

Os “encontros” a que Dilma se refere são uma bobajada que lhe foi soprada pelos blogueiros a soldo do PT:

em 1999, um representante do grupo esteve com o então deputado Tuga Angerami (PSDB-CE) e com o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Estaria interessado em abrir um escritório no Brasil para que o país intermediasse um  suposto acordo de paz.

E isso é tudo.

Isso é “relação”?

Não é!


- Relação é criar um foro internacional com os companheiros narcoterroristas.



E o PT criou;

- relação é receber o companeiro narcoterrorista em palácio.

E o PT recebeu, como sabe Olívio Dutra;

- relação é manter um encontro com os companheiros narcoterroristas numa chaácara de Brasília,

e o PT manteve;

- relação é assinar um requerimento, como assinou Dilma, requisitando o trabalho da companheira do companheiro narcoterrorista;

- relação é saber que esse requerimento foi parte de uma operação política para garantir a “segurança” da companheira do companheiro, conforme o próprio Medina relata em e-mail ao chefão terrorista Raúl Reyes;
- relação é haver altas autoridades do governo Lula listadas no computados do narcobandido como amigas das Farc.

Para encerrar

A reportagem do G1 refere-se assim a Medina:
“Olivério Medina, acusado de homicídio e terrorismo na Colômbia e suposto “embaixador” das Farc no Brasil”.
Eu adoro esse “suposto”.

SUPOSTO POR QUÊ?

Os e-mails do laptop do narcoterrorista pançudo Raúl Reyes traziam a correspondência com Medina.

Fica claro que ele é o representante das Farc no Brasil.

Ou melhor:

ele é UM membro do comando das Farc que está no Brasil.

Medina é chefão da organização.



05/08/2010

e quanto ao Sensus?”

Sensus, ora Sensus





Um comentarista nos perguntou: “e quanto ao Sensus?”, que apontou uma vantagem para Dilma de dez pontos.

Respondemos: Sensus, ora Sensus.

Desde o início da campanha informamos que Pitacos só comentaria as pesquisas do Ibope e do Datafolha.

São institutos dotados de credibilidade, em função do seu histórico de acerto.

Isto vale sobretudo para o Datafolha, instituto que, desde 1989, mais tem acertado em suas previsões eleitorais.


Entre o Sensus e o Vox Populi a identidade salta aos olhos. A diferença pró-Dilma, apontada pelo primeiro, está na “margem de erro esticada” do primeiro, como brincam os estatísticos.

Não é próprio de Pitacos especular sobre estes números, ou sobre as razões de sua publicação antes do debate da Bandeirantes.

Cada leitor e comentarista que o faça.


Não é desprovido de sentido o fato da pesquisa do Sensus ser noticiada com pouco destaque.


Neste final de semana teremos uma nova pesquisa do Ibope, que poderá ser comparada com a pesquisa do mesmo instituto, divulgada na semana passada.


Teremos uma fotografia das intenções de voto mais precisa e mais bem dotada de senso.
Escrito por pitacos às 12h38

CRÍTICA À REDE BANDEIRANTES DE TELEVISÃO


CRÍTICA À REDE BANDEIRANTES DE TELEVISÃO


Inacreditável, mas é verdade: está tudo dominado mesmo!

Vamos ao primeiro ponto: a chamada para o debate - " o primeiro e definitivo
debate....."

Como "definitivo"?

Tudo então será resolvido nesse debate?

Não dá para entender!

Segundo ponto: a data - 05/08/2010!

A data não poderia sera mais infeliz: a Rede Globo transmitirá em rede
nacional a final da Copa Libertadores da América, entre São Paulo e
Internacional!

Os antenados nas eleições, sejam eles torcedores do São Paulo ou do
Internacional, assistirão ao debate, mas e o povo?
Que audiência terá esse debate?
A Band acredita que terá sucesso em Ibope com esse debate?

Façam-me um favor!

Que falta de visão, que falta de tudo, ou teria sido proposital?



O dia é tão infeliz que Clézio Andrade, aquele metido com a "petralhada" até
não poder mais, inclusive em falcatruas das grossas, solta uma pesquisa de
seu instituto, o Sensus, colocando Dilma 10 pontos à frente de Serra!

No dia do debate?

O povo vai saber da pesquisa, pois todos os jornais televisivos garantirão
que o resultado seja anunciado, mas, assistirão ao debate ou preferirão o
jogo?

É de desconfiar, até de nossa sombra!



A máquina está sendo completamente
usada a favor dos petistas e o PSDB e Serra que se movimentem, pois a mídia
televisiva não está nem um pouco a seu favor!

Serra tem tudo para dar a volta por cima, mas precisará de toda ajuda que
pudermos dar!


Vamos à luta, pois desistir, nunca!



Lígia

Por Um Brasil Melhor!


Enviada por Nelson S Oliveira

August 05, 2010

Universidades do mal



Universidades do mal


Por Ipojuca pontes
MSM

Altos investimentos na infraestrutura e no turismo de... Cuba, além de novas universidades com cursos "inéditos", visando ainda mais amestramento baseado na fúria revolucionária.

É tudo o que se pode esperar da gestão PT-Farc no Brasil.

O programa radiofônico "Café com o Presidente", transmitido todas as semanas pelas emissoras oficiais, proporciona ao ouvinte informações de tal virulência que o distinto, se estiver desprevenido, pode chegar ao enfarte.



Sem querer, no último mês de julho ouvi dois desses informes e confesso que, ouvindo-os por inteiro, fiquei petrificado. Nunca mais vou repetir o café amargo.

A primeira fala do programa dizia respeito a acordo do Brasil com Cuba, assinado por Lula, no qual o governo brasileiro se empenhará em investir milhões de dólares para recuperar o falido porto de Mariel, sem que se saiba ao certo que tipo de retorno receberá o nosso país da envilecida ilha caribenha.

(Para quem está por fora, o porto de Mariel, exceto fugitivos, não exporta nada, visto que hoje o açúcar cubano mal dá para o baixo consumo interno).

Mas Lula, inconsciente da miséria que acode a região nordestina, sufocada pelos escombros das chuvas, avança que o bilionário investimento em Cuba não se limitará à recuperação do porto de Mariel.

Antes pelo contrário: ele também investirá uma nota preta na ampliação da rede hoteleira da ilha, um mimo a mais para se incentivar a indústria do turismo sexual necessitada de recursos para melhor servir ao burguês (do mundo capitalista) em férias.



Para fazer o serviço completo, e servir com mais zelo a indústria orgiástica daquele "paraíso tropical", o nosso "führer" garante que também investirá na implantação de um novo ramal rodoviário em torno de Havana.

De quebra, Lula ainda informou no seu café amargo que a Petrobras, sacando generosos tributos da população brasileira, vai construir em Cuba uma moderna fábrica de óleo combustível, ao tempo em que projeta estudos para iniciar um vasto programa de prospecção com o objetivo de achar petróleo na ilha dos irmãos Castro.

O outro informe do programa soa ainda mais preocupante. De fato, ele é uma carga de nitroglicerina em estado puro.

E diz respeito à criação de dois núcleos de "ensino superior", a saber: a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em Foz de Iguaçu, Paraná, região da tríplice fronteira; e a Universidade Luso-brasileira, a ser instalada em Redenção, interior do Ceará, cidade onde, segundo Lula, houve o primeiro movimento pela libertação da escravidão no Brasil.

Sobre a Universidade latino-americana, Lula afiançou que ela atenderá 10 mil alunos, sendo que 50% brasileiros e 50% de outros países da América Latina.

No que se refere ao corpo docente, metade será constituída por professores brasileiros e a outra metade por "especialistas" latino-americanos.



Os cursos serão administrados em aulas bilíngües e, segundo Lula, estão diretamente relacionados com matérias importantes no contexto das relações entre os países do continente, tais como Venezuela, Bolívia, Equador e Peru.

As graduações oferecidas pela universidade luliana, como, por exemplo, a de graduação na cadeira de "Sociedade, Estado e política", não são oferecidas em nenhuma universidade brasileira - elas são inéditas.

Na ordem prática das coisas, será construído um complexo arquitetônico assinado pelo megacomunista Oscar Niemeyer, em terreno doado pela Itaipu Binacional.

A Unila - é assim que se chama - receberá recursos do Ministério da Educação, sendo que para o primeiro semestre de 2010 já foi liberada verba na ordem de R$ 23 milhões.

Por sua vez, a Universidade Luso-Brasileira, situada em Redenção, Ceará, tem por objetivo atender cinco mil alunos africanos de fala portuguesa e outros cinco mil alunos "afro-brasileiros".

Sua intenção é "formar a capacidade intelectual, treinar gente em energia e tecnologia, gestão pública, educação pública, saúde pública e agricultura".

A proposta orçamentária da Universidade Luso-brasileira também já foi aprovada para atender, de início, em 2010, 350 alunos.

O modelo de atuação das universidades de Lula é, obviamente, de origem cubana, e o próprio Lula não esconde o jogo:

"Como é que Cuba" - indaga o "Führer", lá para as tantas, fornecendo a pista - "um país pobre, consegue ter universidade que atende gente do mundo inteiro e um país do tamanho do Brasil, não?".

O que talvez Lula não saiba é que o modelo de ensino cubano, administrado para fomentar o ódio de classe, foi sacado justamente dos ensinos da Universidade de Dar-es-Salaam, instituição criada pelo presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, precursor do chamado "socialismo africano", que levou aquele país à ruína agrícola e à fome, depois da criminosa experiência coletivista rotulada, posteriormente, de "O Grande Salto Para Trás" (nada a ver com o da China do velho Mao).

A pedagogia africana radicalizou. O currículo da Faculdade de Ciências Políticas de Dar-es-Salaam exigia que os alunos dominassem os ensinamentos de Marx, Lênin e Franz Fanon, este último autor do tristemente célebre "Os Condenados da Terra" (Les Damnés de la terre", Paris, l961) - livro que pregava a "violência purgativa" como forma de recuperar a "auto-estima negra".

A "pièce de résistance" de Der-as-Salaam, cujo reitor era o próprio Nyerere, era o "menticídio" (assassinato da mente), técnica de ensino preconizada por Franz Fanon que consistia em lavar com ódio o cérebro das massas africanas para melhor levá-las à revolução marxista-leninista contra "o colonialismo dos brancos".

Fanon, um africano que se converteu à filosofia existencialista estudando medicina na Universidade de Lyon, França, foi, mais tarde, membro da divisão de guerra psicológica do Instituto Tavistok, na Inglaterra, se encarregando de fundamentar os paradigmas da "cultura negra" com o objetivo explícito de "minar as bases da civilização cristã" dentro e fora da África.

Na América Latina, primeiro no Brasil e depois no Chile de Allende, foi Paulo Freire, tido como "um mestre", que transplantou a ideologia fanonista para métodos alfabetizantes, que nunca alfabetizaram ninguém - mas que hoje, com a grana firme sacada (por vias indiretas) dos cofres públicos, preenchem os currículos dos cursos de subversão administrados na Universidade Florestan Fernandes, do MST, em Guararema, interior de São Paulo.



Repetindo Fanon e a experiência cubana, a dita Universidade do MST, além de Marx e Lênin, tem, por sua vez, nas figuras de Fidel Castro, Guevara e o cangaceiro Lampião os seus principais "mentores ideológicos".

Diante de tal soma de destemperos, a pergunta que se faz é a seguinte: o que pode o Brasil esperar das duas universidades de Lula?


Absolutamente nada, ou melhor: o pior possível.


E o exemplo vem da África. Nela, países como Uganda, Eritréia, Etiópia, Ruanda, Burundi e a República Popular do Congo (ex-Zaire), depois de contaminados pelo pensamento forjado na "violência revolucionária" de Franz Fanon, via Der-as-Salaam, tornaram-se ainda mais pobres, com a produção agrícola caindo pela metade - tendo por conseqüência a ampliação da fome epidêmica e da miséria.

No Brasil, instaladas estrategicamente no Nordeste e no Sul do país para subverter a cabeça dos inocentes inúteis, resta rezar para que uma poeira de nuvem tóxica leve tais núcleos de "ensino superior" para a luz escura do vazio.


03 Agosto 2010

Alvaro Dias questiona circunstâncias da morte de Yves Hublet

Alvaro Dias questiona circunstâncias da morte
de Yves Hublet

O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) questionou hoje em plenário as circunstâncias da morte do escritor curitibano Yves Hublet - conhecido como o "Homem da Bengala", por ter, em 2005, desferido bengaladas no então deputado José Dirceu, que estava sendo processado por envolvimento no mensalão.

Hublet faleceu em Brasília no último dia 27 de julho, aos 72 anos.



Alvaro Dias informou que, segundo relato de seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto, após o episódio da bengalada, Yves Hublet, escritor infanto-juvenil de fábulas ecológicas, enfrentou vários problemas no Brasil e mudou-se para a Bélgica, pois tinha dupla cidadania.

Ele voltou em maio para Curitiba para discutir a publicação de um livro, e antes de retornar à Bélgica foi até Brasília.

Segundo o editor, ao descer do avião, Hublet foi preso em Brasília e ficou incomunicável.

No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta.

Alegou-se que estava com câncer.

Uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange foi quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves.

O corpo teria sido cremado na capital federal.


"A autoridade tem que esclarecer a sociedade.


Por que foi preso?

Qual a razão dessa prisão?

Em que circunstâncias ele veio a falecer?

Isso não foi divulgado.

Os relatos do seu editor e amigo fraterno situam, sem deixar dúvidas, que as circunstâncias que envolvem a morte de Yves precisam ser melhor esclarecidas.

Também manifesto solidariedade aos seus amigos e aos seus eventuais parentes que, porventura, estejam em Curitiba ou em qualquer parte desse País.



O nosso mais profundo sentimento pelo falecimento de Yves", disse Alvaro Dias.

Yves foi fundador e presidente da Associação Cultural Paranaense de Autores Independentes por duas gestões.

Foi fundador da União Brasileira de Escritores (seção Paraná) e seu primeiro presidente.

Sua primeira obra, "Artes & Manhas do Mico-Leão" foi um sucesso de público e crítica tendo sido adotada nas escolas de todo o País.

"Grande Guerra de Dona Baleia" e "Planeta Água" foram livros de sucesso entre outros igualmente adotados pelas grandes redes de ensino de Curitiba e Brasília. Aqui.


03/08/2010