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quarta-feira, 9 de junho de 2010

O nosso Ahmadinejad



É um dos dias mais tristes na história da diplomacia brasileira. O nosso país acaba de votar contra o mundo livre e a favor de uma tirania fundamentalista em busca de uma bomba atômica, com claros objetivos bélicos contra a democracia. Na foto, o nosso Ahmadinejad.

ONU aprova sanções contra Irã com oposição de Brasil e Turquia


Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington
EUA temem que Irã esteja desenvolvendo armas nucleares

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou nesta quarta-feira uma quarta rodada de sanções contra o Irã para pressionar o país a interromper seu programa nuclear.

O Brasil e a Turquia, que têm vagas rotativas no Conselho de Segurança, sem direito a veto, votaram contra as sanções. O Líbano, também integrante rotativo, se absteve de votar. Os outros 12 membros do Conselho votaram a favor.

A votação, em Nova York, foi atrasada em mais de uma hora por causa da ausência dos embaixadores do Brasil e da Turquia.

Quando a reunião finalmente começou, a embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, foi a primeira a falar e anunciou o voto contra ao dizer que o Brasil “não vê as sanções como um instrumento eficaz nesse caso”.

A embaixadora brasileira disse que as sanções “provavelmente levarão ao sofrimento do povo iraniano” e que experiências passadas, “notavelmente o caso do Iraque”, mostram que sanções, ameaças e isolamento podem ter consequências trágicas.
Acordo

Viotti voltou a defender o acordo firmado no mês passado pelo Brasil e pela Turquia com governo iraniano, pelo qual o Irã se comprometia a enviar seu urânio com baixo nível de enriquecimento ao território turco e receber em troca material enriquecido o suficiente para uso civil, mas não militar.

"O Brasil vai votar contra a resolução. Ao fazer isso, estamos honrando os propósitos que nos inspiraram nos esforços que resultaram na declaração de Teerã em 17 de maio", disse.

“A adoção de sanções, nessa conjuntura, vai contra os esforços do Brasil e da Turquia para engajar o Irã em uma solução negociada para o seu programa nuclear”, afirmou Viotti.

O acordo firmado com o Irã tinha como base uma proposta apresentada anteriormente pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mas rejeitada na ocasião pelo governo iraniano.

No entanto, apenas um dia após o anúncio do acordo, os Estados Unidos circularam a nova proposta de resolução no Conselho de Segurança, afirmando que o pacto firmado em Teerã não era satisfatório e que o Irã não se comprometia a interromper seu programa de enriquecimento de urânio.

A representante brasileira criticou a votação das sanções antes de “sentar e conversar sobre a implementação da declaração de Teerã”.

“O Brasil lamenta profundamente que a Declaração Conjunta não tenha recebido o reconhecimento político que merece nem o tempo necessário para dar resultados”, afirmou.
Estados Unidos

Em sua intervenção, após a votação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, referiu-se ao acordo firmado pelo Brasil e pela Turquia.

“A Turquia e o Brasil trabalharam muito para obter avanços”, afirmou. “Os esforços refletem as boas intenções de seus líderes em abordar as necessidades humanitárias do povo iraniano e ao mesmo tempo construir maior confiança internacional sobre a natureza do programa nuclear do Irã.”

Rice afirmou, porém, que o acordo não responde questões e preocupações "fundamentais" sobre o programa nuclear iraniano e que Irã teve diversas oportunidades de comprovar que seu programa de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos, mas não o fez.


Os Estados Unidos e seus aliados temem que o Irã esteja planejando secretamente desenvolver armas nucleares. Teerã nega essas alegações e diz que seu programa nuclear tem fins civis.

Rice disse que o objetivo dos Estados Unidos com as sanções é persuadir o Irã a interromper seu programa nuclear e a negociar de maneira construtiva com a comunidade internacional.

Os Estados Unidos afirmam que mantêm dois caminhos em relação ao programa nuclear do Irã, de pressão (com as sanções), mas também de disposição para o diálogo.

No entanto, em seu pronunciamento, a representante do Brasil disse que a decisão de impor novas sanções era uma demonstração de que apenas um desses caminhos está aberto.

“Ao adotar as sanções, este Conselho está na realidade optando por um dos dois caminhos que deveriam correr em paralelo – na nossa opinião, o caminho errado”, disse Viotti.
Sanções

A votação da nova resolução ocorreu depois de cinco meses de discussões entre os membros do Conselho de Segurança e sob forte resistência do Brasil, que tem uma vaga rotativa no órgão.

Os Estados Unidos queriam sanções mais duras, mas a resolução final foi um pouco suavizada por pressão da Rússia e da China, dois dos membros permanentes do Conselho, com direito a veto.

Mesmo assim, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, referiu-se às sanções como as “mais significativas” já impostas ao Irã.

As novas sanções ampliam medidas já em vigor, ao proibir a venda de várias categorias de armamento pesado ao Irã, incluindo helicópteros de ataque e mísseis.

Também fica estabelecido que todos os países inspecionem em seus portos e aeroportos cargas suspeitas de conter itens proibidos com destino ou origem no Irã.

As sanções incluem ainda 40 empresas e um alto funcionário ligado ao programa nuclear à lista de pessoas e companhias iranianas sujeitas a restrições de viagens e congelamento de ativos.

Segundo analistas, o fato de Brasil e Turquia terem votado contra as sanções prejudica a imagem de união em torno do tema que os Estados Unidos gostariam de transmitir.

As três rodadas anteriores de sanções não foram suficientes para convencer o Irã a interromper seu programa de enriquecimento de urânio.


Novo pacote de sanções contra o Irã



Em notas ao café

por JN

Dave Granlund, «Politicalcartoons.com»

Uma resolução que impõe um novo pacote de sanções contra o Irã já está pronta para ser votada pelo Conselho de Segurança da ONU; pela voz do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, a Rússia é um dos países que concorda com as novas sanções — algo contrário ao que se passou até há algumas semanas.

As sanções têm como alvo o programa nuclear iraniano, que países ocidentais acusam de ter fins militares, algo que Teerão continua a negar.

Os diplomatas da ONU esperam que a resolução seja votada nos próximos dias, e apesar dos esforços diplomáticos por parte de Washington não deverá contar com o apoio de todos os membros do Conselho de Segurança, como o Brasil e a Turquia.

Por seu lado, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que seu país irá desistir das negociações sobre seu programa nuclear caso o Conselho de Segurança aprove o novo pacote de sanções contra o seu país.

Durante uma visita a Istambul, na Turquia, para uma reunião regional sobre segurança, o líder iraniano afirmou que a recente proposta de acordo nuclear, mediada pelo Brasil e a Turquia, era uma oportunidade única que não será repetida; para o Sr. Ahmadinejad o acordo de Teerão deu aos EUA e seus aliados uma nova oportunidade que ele espera que usem da melhor forma possível — acordo que os EUA acham que já chegou tarde e ao qual dão pouco crédito até por recentes relatórios da Agência Internacional de Energia Atómica.

Ao mesmo tempo enviou recados a Moscovo para não se colocarem ao lado dos inimigos do povo iraniano

Stephff

O New York Times publicou um artigo onde descreve os estratagemas utilizados pelo Irã, através da companhia estatal Islamic Republic of Iran Shipping Lines, para contornar as sanções de que é alvo.

A companhia de transporte marítimo criou uma série de empresas de fachada para camuflar a origem dos seus navios e muda frequentemente o nome dos mesmos tornado difícil o trabalho do o Departamento do Tesouro americano em manter uma “lista negra” actualizada.

[A]n examination shows how Iran has used a succession of stratagems — changing not just ships’ flags and names but their owners, operators and managers, too — to stay one step ahead of its pursuers. This cat-and-mouse game offers a case study in the difficulties of enforcing sanctions.

“We are dealing with people who are as smart as we are, and of course they can read our list,” said Stuart A. Levey, the under secretary of the Treasury who oversees the sanctions effort and the blacklist of Irisl and its fleet.

That blacklist simply hasn’t kept up. [...]


Junho 9, 2010

Planilha mostra doações de empresa de fachada da Bancoop ao PT

Por Fernando Mello


Trechos da planilha com as movimentações da Mirante /Mizu listam doações ao PT. (Foto: Reprodução)



REVISTAS ABRIL

Uma planilha que acaba de chegar às mãos da CPI da Bancoop na Assembleia Legislativa de São Paulo traz doações feitas pela empresa Mirante/Mizu Artefatos Ltda ao PT, no valor de 43.200 reais. O Ministerio Público considera que a empresa era de fachada. Em 2002, ano das doações, o TSE não registra nenhuma contribuição oficial feita pela Mirante/Mizu a qualquer campanha ou candidato.


A Mirante/Mizu Artefatos foi registrada em 23 de julho de 2002. Parece ter sido feita sob medida para atender a um único cliente, a Bancoop, à qual fornecia blocos de concreto.

Segundo a planilha, já nos três primeiros meses de funcionamento tinha recebido da cooperativa 900.000 reais.


Quatro dirigentes da Bancoop, incluindo o então presidente Luiz Eduardo Malheiros, faziam parte da diretoria da Mirante/Mizu. Malheiros autorizava os depósitos da Bancoop na conta da fabricante de blocos.

A cooperativa e a empresa tinham conta na mesma agência bancária. Naquele momento, o diretor financeiro da Bancoop era o petista Ricardo Berzoini.


A suspeita do Ministério Público e de integrantes da CPI da Bancoop é de que a cooperativa usava uma rede de empresas contratadas para abastecer o caixa dois do PT na eleição de 2002 e para enriquecimento dos dirigentes da cooperativa.

A Mirante/Mizu seria uma dessas empresas.

Nesta terça-feira, os deputados da CPI da Bancoop votam o pedido de quebra de sigilo de 15 pessoas e empresas. Os deputados querem saber como, apenas nos cinco primeiros meses de vida, a Mizu movimentou mais de 1 milhão de reais recebidos da Bancoop.

Entre as movimentações suspeitas estão os 43.2000 reais de doações ao PT, 162.000 reais em compra de apartamentos da própria Bancoop, 153.000 em divisão de lucros e 27.000 injetados em uma ONG do próprio Malheiros, que morreu em novembro de 2004, em acidente de carro em Petrolina (PE).

Ao Ministério Público, seu irmão, Hélio Malheiros, afirmou que "muitas vezes se via obrigado a entregar valores de grande monta" para o PT.
8 de junho de 2010

O Dossiê da Dilma era contra o Serra. O delegado confirma tudo.

Da Folha de São Paulo:

FOLHA - Gostaria de ouvi-lo sobre a entrevista concedida à revista "Veja"...
 
Onézimo das Graças Sousa
- Foi você que fez uma entrevista com uma pessoa lá da casa? Você viu o que ele falou? Você imagina uma estrutura dessas, uma candidata [importante], talvez a futura presidente do nosso país, monta um escritório onde ocorrem roubos lá dentro. Não pega mal? Quer dizer, eu fui chamado, como policial, para apurar um roubo. E o jornalista [Ribeiro] confirma isso --por sinal foi contratado para fazer isso e não teve competência para fazer. Tanto é, se você olhar na entrevista, são dois tipos de coisas distintas: a primeira eu faço, para seu jornal, sua casa, se você for contratar uma empregada, eu faço: 'Olha, doutor, veja se essa pessoa tem antecedentes'. Isso é uma coisa normal, você faz sem violação a qualquer princípio. Agora, o segundo tópico, que se falou que era para fazer, é que eu não concordei. Aí roubam o meu cartão, dão para a revista e, de repente, põem tudo no meu colo. 

Essa segunda parte incluía investigações sobre o ex-governador Serra?
 
Você há de convir que foi aí que foi o 'xis' da questão. Se você olhar, eu fiz uma carta para a "Veja", em que eu neguei tudo. Eu falo, puxa, 'eu sou advogado, falar que eu trabalhei com o [deputado federal] Marcelo Itagiba, que eu tinha um escritório no Ministério da Saúde', pura mentira, nunca. Se alguém registrar algum recebimento [meu] do Ministério da Saúde eu dou cem vezes mais o valor para uma instituição de caridade. Eu nunca trabalhei no Ministério da Saúde. Falou-se que eu tinha um gabinete no 11º andar. Poxa, então eu vou lá pegar meu dinheiro, eu quero receber. 

O sr. nunca integrou aquele grupo da Anvisa que investigava fraudes em medicamentos?
Nunca, nunca, nunca. O meu contato com Marcelo Itagiba foi quando eu ainda estava na ativa [até ano 1995]. Nunca trabalhei sob comando de Marcelo Itagiba. E aí o cara me põe no Ministério da Saúde. Para você ter uma ideia, eu me aposentei em 1995, já se vão 15 anos. Aí ele vem [a imprensa] e me põe trabalhando com [o delegado da Operação Satiagraha] Protógenes [Queiroz] em 2006? Eu estou aposentado há uns 17 anos. Por isso eu não estou falando. Eu respeito o trabalho de vocês, mas fica uma Torre de Babel. 

Eu gostaria de saber se o sr. confirma o que está na revista "Veja", de que em determinado momento da reunião, foi pedido que o sr. investigasse Serra.
Veja a resposta que ele [Amaury] lhe deu: 'eram dois serviços, um era proteger a casa' --eu fui lá chamado para isso, problema de polícia, roubo-- 'o outro era saber quem eram esses varas do Itagiba'. É esse que eu não aceitei. Está claro aqui na sua reportagem. Como eu não aceitaria investigar qualquer grupo, meu papel não é esse. 

Mas o pedido da equipe da campanha falava no nome do ex-governador?
Veja só: eu te pergunto... Eu confesso a você, passei 30 anos, eu sou um policial, eu não vou pegar uma revista, um jornal, amanhã, e tentar escrever um artigo no seu lugar. Será um fiasco. Eu sou policial. E o que aconteceu foi um jornalista tentando ser policial. Agora, ele, sabedor que eu [supostamente] trabalhei com o Itagiba, que era do PSDB, por que ele me chamou? Era um atestado de burrice, me desculpe. A não ser que você queira dormir com um inimigo. 

O sr. é amigo de Itagiba?
Eu o respeito como um colega, trabalhamos na mesma instituição. E ponto final. Agora, veja, ele disse que eu trabalhei com Itagiba, e me chama, me põe dentro do comitê da candidata, que seria o lado contrário de Itagiba? Ele que me levou lá para dentro, então será que ele aprontou isso por incompetência? 

Também disseram que o sr. teria dito que tem conhecimento de que Itagiba estava produzindo dossiês sobre o PMDB. Isso procede?
Negativo. Isso era a segunda parte do serviço, como ele afirmou para você. Eram dois serviços. Um era proteger a casa, isso faço para você, para quem quiser. E o outro era saber quem eram esses caras do Itagiba. Sua reportagem é claríssima. E foi o tópico com o qual eu não concordei. Agora, você acha, segundo falam na imprensa, um contrato de R$ 2 milhões, eu precisando trabalhar, eu iria levar isso para a "Veja"? Olha que papel idiota que eu iria fazer. Estou falando com você porque achei suas perguntas inteligentes, só faltou você explorar mais um pouquinho, 'se você sabia que o homem era do Itagiba, por que foi falar com ele?' 

Pelo que entendi, eles alegam que quem apresentou o sr. foi outra pessoa.
Negativo. Eles queriam que eu fosse à casa. E, graças a Deus, eu não sou burro, nunca pisei um pé lá e não sei onde é. Aí eles marcaram no restaurante. 

À "Veja" o sr. falou em 'coisas pessoais' do ex-governador [Serra]. Ocorreu essa expressão, 'coisas pessoais do ex-governador'?
Veja bem, a partir do momento em que alguém me procura e fala assim, 'doutor, eu quero saber tudo do jornalista 'xis'', eu tenho bola de cristal, eu sou [a vidente] Mãe Diná? Eu não sou Mãe Diná. Não precisa explicitar, né? 

Então o sr. confirma que eles queriam saber tudo de José Serra?
Exatamente. Então, para eu saber tudo de você, você sabe qual seria o método. Eu não trabalho com esse tipo de coisa. 

Mas, no pedido específico, eles não falaram 'tudo sobre Itagiba', eles falaram 'tudo sobre Serra'?
Exato. Acho que a entrevista, nesse ponto, bate. Outra coisa: a imprensa põe que eu sou dono de empresa. Eu queria que você ressalvasse bem: eu sou um advogado. E advogado não pode falar o que o cliente lhe confidencia. Agora, roubaram o meu cartão e foi parar no colo [do jornalista de "Veja"] com tudo, né? Preste atenção a esse tópico, porque isso é importante. 

E o sr. chegou a ver esse cartão?
Foi quando eu fui falar com o jornalista, o jornalista tinha o cartão na mão. Perguntei: 'Onde o sr. conseguiu isso?'. [Ele respondeu]: 'Dentro da casa do PT'. Então o jornalista tem alguém lá dentro. 

O que o motivou a dar essa segunda entrevista. Porque no primeiro contato, na primeira publicação, não há exatamente aquelas palavras. O que o motivou...
Veja só. Você viu a carta que mandei para a "Veja", falando do meu papel de advogado? Ora, a partir do momento em que o cliente repassou à "Veja" --o sr. Amaury repassou à "Veja" também, depois que viu a bomba na mão, ele sentou com o jornalista e conversou-- a partir do momento em que o cliente senta e abre o jogo, não fui eu que abri.

Então eu me senti na obrigação, também, de esclarecer os fatos. Você viu que são dois momentos. O primeiro momento, o advogado não fala. Agora, se você vem em busca do meu serviço, depois vai na imprensa e põe manchete, 'não, eu procurei o advogado tal' e diz isso e isso, não fui que quebrei. 

O sr. tem uma empresa de investigação?
Sou advogado, não tenho [empresa], nunca trabalhei para o Ministério da Saúde. Uma coisa que sei fazer, graças a Deus, é investigar. Investigar eu sei. Trinta anos fazendo isso. Trabalhando contra narcoterrorismo, que é a minha especialidade. Agora, ele mesmo ressaltou, que lá na casa estavam roubando. Eu fui atrás de um ladrão. [...] Primeira pergunta que se faz, quando alguém rouba a sua casa, é quem entrou na sua casa, quem são seus empregados. Eles sequer tinham uma relação nominal de quem estava lá dentro. Quer dizer, é uma casa da Mãe Joana, me desculpe. Agora, como é que se monta uma estrutura para uma candidata e não se preocupa sequer com quem está entrando na casa. Tanto é que a "Veja" pôs [alguém] lá dentro, sentado na mesa. 

Há o boato de que alguém teria gravado a reunião. O sr. gravou esse encontro?
Isso é matéria de defesa minha. Ele [Amaury] disse que vai me processar. Eu vou esperar o processo dele. Você não pode gravar conversas de terceiros, mas sua, você pode. 

Isso é pacífico que pode, há jurisprudência no Supremo. Mas o sr. realmente registrou a conversa?
Eu prefiro não declinar. Agora, se ele vai me processar... Mas pelo menos ele não negou a reunião, pois eles me chamaram, queriam que eu fosse à casa e eu não fui.

Comissão vota ‘inquirição’ de personagens do dossiê

PSDB quer ouvir também americanos que assessoram PT

Por Josias de Souza

Sérgio Lima/Folha

Casa que abriga núcleo de comunicação do comitê de Dilma

Foi marcada para a tarde desta quarta (9) uma sessão da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso.


Na pauta, a votação de um requerimento que sugere a audição de dois personagens envolvidos na polêmica do dossiê.


São eles: o policial Onézimo Sousa, aposentado da Polícia Federal; e o ex-sargento do serviço secreto da Aeronáutica Idalberto Matias, conhecido como Dadá.


Os dois participaram, em 20 de abril, da reunião na qual se discutiu a constituição de um grupo para espionar o presidenciável tucano José Serra.


São signatários do requerimento os deputados tucanos Gustavo Fruet (PR) e Emanuel Fernandes (SP).


Há chances reais de aprovação. A oposicionista tem maioria sobre o governo na comissão: quatro votos a dois.


O comando da comissão é tucano: na presidência, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na vice, Emanuel, um dos autores do requerimento.


Na bancada, mais dois oposicionistas: Fruet, o segundo autor da peça; e José Agripino Maia (DEM-RN).


Pelo governo, apenas dois votos: o do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).


A comissão não tem poderes para convocar Onézimo e Dadá. Vai apenas “convidar” a dupla a prestar esclarecimentos. O convite pode ser aceito ou não.


“Nosso objetivo é dar transparência a esse caso, jogar luz sobre ele. Até para impor um freio a esse tipo de operação, que vem se repetindo a cada eleição”,
diz Fruet.


Noutra frente, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) protocolou na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara mais três requerimentos.


Num, sugere a convocação do ministro Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Nos outros, propõe que sejam ouvidos dois cidadãos americanos.


São eles: Scott Goodstein e Ben Self. Atuaram no comitê eleitoral do presidente dos EUA, Barack Obama.


Vieram ao Brasil para auxiliar na montagem da campanha de internet da presidenciável petista Dilma Rousseff.


E daí?

Quem bancou a vinda da dupla a Brasília foi o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono da Dialog Comunicação.


A empresa de Benedito tornou-se, sob Lula, uma portentosa prestadora de serviços do governo. Beliscou contratos superiores a R$ 40 milhões.


Deseja-se esclarecer em que condições Benedito se tornou um financiador de despesas da campanha de Dilma. Faz doações oficiais ou repassa verbas por baixo da mesa?


Benedito tornou-se um freqüentador assíduo da casa onde funciona o braço de comunicação da campanha de Dilma, no Lago Sul, bairro chique de Brasília (foto lá no alto).


Partiu dele, aliás, a sugestão de aluguel do imóvel. Custa R$ 18 mil por mês. O empresário está vinculado também ao caso do dossiê.


Participou, junto com o jornalista Luiz Lanzetta, da reunião com o Onézimo, o policial federal de pijama; e Dadá, o ex-agente secreto da Aeronáutica.


Na versão de Onézimo, seria Benedito o provedor das despesas do grupo de espionagem que seria constituído para espionar Serra. Coisa de R$ 1,6 milhão.


Na contraversão de Lanzetta, que pediu desligamento do comitê de Dilma depois que o caso foi às manchetes, deu-se coisa diversa.


O jornalista sustenta que foi Onézimo quem o chamou para a fatídica reunião. Para quê? Para propor um trabalho de contra-espionagem.


O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), delegado licenciado da PF, estaria montando dossiês contra políticos aliados do governo. Algo que Itagiba nega.


E por que o tucano Macris deseja ouvir também o ministro Jorge Hage? Porque a Controladoria-Geral da União investiga os contratos da Dialog com o governo.


Há suspeitas de fraudes em licitações. Também o TCU perscruta as relações da Dialog com o Estado. A depender do PSDB, a apuração será aprofundada.


Nesta quarta (9), o partido protocolará no TCU um pedido para que sejam investigados todos os contratos firmados pela empresa de Benedito com o governo Lula.


De resto, o partido de Serra preparava na noite passada um pedido de investigação que será protocolado na Procuradoria-Geral da União.

domingo, 6 de junho de 2010

O Lanzetta da “Laranza” - Diogo Mainardi



sábado, 1 de maio de 2010

Por Diogo Mainardi

“Luiz Lanzetta comanda a assessoria de imprensa de Dilma Rousseff, mas nenhum dos assessores de imprensa de Dilma Rousseff é comandado por Luiz Lanzetta. De fato, ele só contratou quem o PT mandou contratar”

O PT contratou Luiz Lanzetta para comandar a assessoria de imprensa de Dilma Rousseff. Isso mesmo: Luiz Lanzetta. Ninguém sabe quem ele é. Ninguém sabe por que ele foi contratado. Está na hora de tentar saber.

Luiz Lanzetta comanda a assessoria de imprensa de Dilma Rousseff, mas nenhum dos assessores de imprensa de Dilma Rousseff é comandado por Luiz Lanzetta. De fato, ele só contratou quem o PT mandou contratar. De Helena Chagas, apadrinhada por Franklin Martins, a Oswaldo Buarim, que pertence à quota da própria Dilma Rousseff.

Luiz Lanzetta simplesmente assinou seus contratos de trabalho e passou a pagar seus salários. A empresa usada por ele para contratar e para pagar os assessores de imprensa do PT chama-se Lanza. No meio jornalístico brasiliense, ela já ganhou o apelido de “Laranza”.
Em 2002, Marcos Valério pagou um monte de profissionais escolhidos pelo PT para cuidar da campanha presidencial de Lula. Agora, em 2010, Luiz Lanzetta paga um monte de profissionais escolhidos pelo PT para cuidar da campanha de Dilma Rousseff.

De lá para cá, tudo melhorou. O tesoureiro do PT, em 2002, era Delúbio Soares.

O tesoureiro do PT, em 2010, é o homem da Bancoop.

Ufa.

Luiz Lanzetta tem um jornalzinho e um site na internet: brasiliaconfidencial.inf.br. Nas páginas do site, o nome de seu autor é mantido em segredo. A rigor, o site inteiro é mantido em segredo, considerando que praticamente ninguém o conhece.

Mas seus artigos costumam ser reproduzidos por blogueiros pagos pelo lulismo.
coordenadores da campanha de Dilma

Uma de suas manchetes:

“Pesquisa aponta disparada de Dilma”.

Outra manchete:

“Tropa tucana agride professores”.

Outra manchete:

“Serra comanda baixaria na internet”.

A campanha de Dilma Rousseff está ruindo. Fernando Pimentel, seu coordenador, é conhecido por suas patetices.

Quando era terrorista, ele tentou sequestrar um diplomata americano cinco vezes, e fracassou em todas elas.

Mesmo baleado pelas costas, o diplomata americano conseguiu fugir.

Na sede da campanha, dois assessores de imprensa pagos por Luiz Lanzetta já pegaram dengue: Helena Chagas e Giles Azevedo.

No Rio de Janeiro, um apaniguado da Petrobras, Wagner Tiso, tentou organizar um encontro de artistas com Dilma Rousseff. Só compareceram oito deles, e o de maior prestígio era o cartunista Aroeira.

Lula, alarmado com o desempenho de sua candidata, ordenou que Dilma Rousseff tomasse umas aulas para aprender a falar em público.

Sua professora, Olga Curado, treinou também Roger Abdelmassih, aquele médico acusado de ter estuprado dezenas de pacientes.

Quem contratou a professora de Dilma Rousseff foi Luiz Lanzetta.

Quem pagou a conta foi o homem da Bancoop.

PARA LULA E PT, ATÉ AQUI, O CRIME COMPENSA!


“PSDB prepara ações contra espionagem”

Está na hora das instituições brasileiras, deixarem a covardia, a apatia, diante da popularidade perniciosa de Lula, e punir severamente estes delinquentes.

Definitivamente o PT não é um partido.

É uma quadrilha de delinquentes.

A CORRUPÇÃO, A MENTIRA, A SUJEIRA, O ROUBO, É REGRA NO PARTIDO.

Jamais um só partido acumulou tantos escândalos, tantos envolvidos, tantos esquemas sujos, e ficou tão impune.


O PT PROTAGONIZA UMA SÉRIE ”SEM PRECEDENTES” DE ESCÂNDALOS, DE CRIMES, DE ROUBOS, DE ABUSOS DE TODA A ORDEM IMPUNEMENTE, NÃO ESCLARECIDOS, ABAFADOS.

HOJE O IBOPE MOSTROU QUE JOSÉ SERRA ESTÁ EMPATADO COM DILMA, MESMO DIANTE DO USO ESCANDALOSO, CRIMINOSO DA MÁQUINA PÚBLICA, DOS SINDICATOS, DE TODA A PROPAGANDA ANTECIPADA, ILEGAL, PORTANTO, ELE É UM HERÓI.

DEVEMOS APROVEITAR ESTE MOMENTO, QUE MOSTRA A FORÇA DO CANDIDATO SERRA, que se impõe diante desta guerra desigual, desproporcional, deosnesta.

LULA E PT NÃ0 SÃO DEMOCRATAS. isto não é democracia.

OS SINDICATOS COMETEM TODO OS TIPOS DE CRIMES ELEITORAIS, ESCORADOS NA POPULARIDADE DE LULA, CERTOS DA IMPUNIDADE.


As multinhas que recebem só estimulam ainda mais o crime,

POIS PARA LULA E PT, ATÉ AQUI, O CRIME COMPENSA!


Lago Gonçalves disse:
junho 5, 2010 

sábado, 5 de junho de 2010

Ou o Judiciário enquadra Lula ou Lula desmoraliza o Judiciário.

Ou o Judiciário enquadra Lula ou Lula desmoraliza o Judiciário.
Não existe uma terceira opção


Em 15 de abril de 2009, por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral puniu com a cassação do mandato o governador do Maranhão, Jackson Lago, eleito pelo PDT. A maioria dos ministros decidiu-se pelo castigo depois da exibição do vídeo que documentou uma solenidade oficial realizada no município de Codó durante a campanha de 2006. No meio do discurso, o então governador José Reinaldo Tavares transformou a mesa das autoridades em palanque e declarou apoio a Lago. Isso não pode, entendeu o TSE. É abuso do poder político.


(Autonomeado Primeiro Cabo Eleitoral em 2007, o presidente da República improvisa um comício por dia para apoiar enfaticamente a candidatura de Dilma Rousseff)

Em 21 de novembro de 2008, o TSE impôs ao governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, o mesmo castigo que aplicaria a Jackson Lago cinco meses mais tarde. Por unanimidade, os ministros decidiram que Cunha Lima, reeleito pelo PSDB, incorrera em “abuso do poder econômico e político” ao usar a máquina do Estado na campanha de 2006. O tribunal considerou particularmente grave a distribuição de 35 mil cheques, somando R$ 3,5 milhões, por uma fundação subordinada ao gabinete do governador.

(Há pelo menos dois anos, Lula e Dilma vêm usando como gazuas eleitorais o dinheiro do Orçamento, do PAC e dos programas sociais. Em vez dos cheques de Cunha Lima, distribuem verbas, contratos, licitações espertas, cestas básicas e bolsa-esmola)

Em 26 de junho de 2009, Marcelo Miranda completou a trinca de governadores punidos por motivos semelhantes em menos de sete meses. Para continuar no cargo mais cobiçado do Tocantins, o candidato do PMDB animou a temporada de caça ao voto com a distribuição de milhares de cargos comissionados. Ganhou nas urnas por larga vantagem. Perdeu no TSE por unanimidade.

(Confrontada com o obsceno aparelhamento do Estado em curso há mais de sete anos, a esperteza de Marcelo Miranda parece peraltice de coroinha. É mais fácil encontrar uma ararinha-azul que um petista desempregado. Os companheiros da base alugada também se arranjaram na vida. Os morubixabas ganharam diretorias em estatais ─ incluída aquela da Petrobras que fura poço. A multidão dos comuns tem salário garantido)

No relato sobre os três casos exemplares, o repórter Fernando Mello, de VEJA.com, incluiu o preciso resumo da ópera produzido pelo ministro Carlos Ayres Britto, então presidente do TSE, tão logo terminou o julgamento de Jackson Lago:

“Cinco votos concluíram pelo abuso do poder político, revestido de potencialidade para influenciar o resultado do pleito. Ficou assentado um entrelace de administrações na perspectiva de forçar o eleitorado a dar sequência de trabalho que somente seria assegurada se o governador de então fizesse o seu sucessor”.

De meia em meia hora, Lula e a sucessora que inventou avisam que o Brasil estará em perigo se a candidata for derrotada.

O porão dos dossiês cafajestes foi reativado.

A fábrica de mentiras já funciona sem intervalos para descanso.

A rede escolar paulista acaba de ser inundadas por uma tempestade de panfletos que celebram proezas imaginárias do governo federal.

Lula coleciona delinquências que afrontam o cargo que ocupa e a Justiça eleitoral.

Oficialmente, a campanha nem começou.

Não existem brasileiros acima da lei.

Existem os cumpridores da lei e os fora-da-lei.

O presidente se incluiu acintosamente na segunda categoria e reduziu a contraventores aprendizes os governadores cassados.

É preciso detê-lo agora.

Ou o Judiciário enquadra Lula ou Lula desmoraliza o Judiciário.

Não existe uma terceira opção.

A República aloprada....

Jornalista Lanzetta deixa campanha de Dilma




Revista Veja
Com Agência Estado

O jo
rnalista Luiz Lanzetta pediu desligamento da campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff neste sábado. Ele é suspeito de participar de um esquema de espionagem contra o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra.

Lanzetta é proprietário da empresa Lanza, apontada como responsável pela contratação de integrantes da equipe de comunicação da campanha petista.


Em reportagem publicada por VEJA neste final de semana, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo Sousa aponta Lanzetta como a pessoa responsável pela montagem do esquema de espionagem.

Mais cedo, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, havia dito que o Lanzetta não tinha "nenhuma relação" com a campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República nem autorização ou recomendação de seu comando para tratar de contratação de arapongas e da fabricação de dossiês contra adversários políticos.

Leia mais:

5 de junho de 2010

Mais uma vergonha...



O Brasil - por culpa do "cara" - é motivo de piada no programa de humor "Latma", de Israel.

Mais uma vergonha para o brasil (em minúsculas, mesmo)...

Versão original, com legendas em inglês:
http://www.youtube.com/watch?v=lIIzud...

CRÉDITOS:
Retirado do canal "Latma TV"

http://www.youtube.com/watch?v=P0SkDg...
http://www.youtube.com/user/LatmaTV


perempta
3 de junho de 2010 - Aqui.

O gerente da fábrica de mentiras


O presidente Lula aproveitou a visita à fábrica da Volkswagen no ABC paulista para ampliar a fábrica de mentiras montada em sociedade com o amigo Mahmoud Ahmadinejad. “Todo mundo falava mal do Irã, mas ninguém tinha sentado no tête-à-tête”, reincidiu o campeão da gabolice. “Aquilo que os americanos não estavam conseguindo em 31 anos de negociações com o Irã o Brasil conseguiu em 18 horas de conversa”.

O Brasil não conseguiu coisa nenhuma. O presidente só conseguiu o de sempre: o papel de otário megalomitômano no espetáculo do cinismo. Lula nem imagina o que é fundamentalismo xiita, nunca ouviu falar do aiatolá Khomeini e talvez ignore que o regime instituído em 1979 fez a opção preferencial pelas cavernas em 1979. Mas sabe que o Irã não quer conversa com interlocutores sérios. Ele baixou em Teerã não como negociador, mas como cúmplice.

A discurseira na Volkswagen reafirma uma constatação e conduz a uma descoberta. Lula constatou que a política externa influencia, sim, o comportamento do eleitorado. E o Brasil que pensa descobriu que o presidente se faz de ingênuo por vigarice. Capricha na pose de mediador esforçado, iludido em sua boa fé pelos americanos, para apresentar Ahmadinejad como o bom moço enganado por vilões e, simultaneamente, apresentar-se como vítima da inveja de Barack Obama.

De volta aos palanques domésticos, Lula tenta agora transformar em vitória um fiasco e convencer plateias grávidas de credulidade de que só não foi promovido a pacificador do planeta por culpa de Hillary Clinton. É provável que muitos companheiros da Volks tenham engolido a farsa que já vai sendo desmontada em outros países. Em Israel, por exemplo, o candidato a secretário-geral da ONU já virou piada (veja o vídeo). É só o começo.

“Quanto mais mentiras nossos adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”, prometeu José Serra no primeiro discurso como candidato à presidência. É hora de riscar esse restritivo “sobre nós” e rechaçar sem reverências nem eufemismos qualquer tipo de mentira. No caso do Irã, por exemplo, Lula finge lidar com uma democracia como tantas, injustamente impedida pelo imperialismo ianque de recorrer à energia nuclear para melhorar a vida dos cidadãos.

É preciso destruir sem demora a fábrica de mentiras. Cumpre à oposição mostrar aos brasileiros o que o regime iraniano efetivamente é: uma ditadura singularmente brutal, que estupra os direitos humanos, frauda eleições, odeia a liberdade de expressão, prende, tortura e mata quem não capitula, sonha com a eliminação física de todos os inimigos, envergonha o mundo civilizado e afronta todo o tempo a consciência universal.

Regimes assim não negociam. Tramam. Não têm interlocutores. Têm comparsas.
Assistam ao vídeo.

3 de junho de 2010

Dossiê da Dilma: quem lidera a campanha são os aloprados.


Fontes internas da campanha petista informam em off que o material que existe nas mãos do jornalista Luiz Lanzetta, o chefe dos aloprados versão 2010, e do grupo que representa, é suficiente para arrasar com a candidatura petista.

Juntos com o araponga Amauri Riberio Jr., que vem sendo financiado durante anos para espionar e bisbilhotar José Serra, também arapongaram para dentro da campanha petista.

Espionaram e varreram a vida da candidata petista, a título de proteção contra dossiês de opositores. Quem se queixa da falta de fotos de Dilma Rousseff, ficaria escandalizado com o acervo juntado pela dupla, além de gravações e o documentos de reuniões.

Uma foto altamente comprometedora já vazou para a imprensa, que não teve coragem de publicar.
Por isso, Lanzetta e a sua turma não caem.

Aliás, Amauri Ribeiro Jr. já está cobrando a divulgação do seu livro na mídia amiga.

Quem manda na campanha petista são eles, os aloprados versão 2010.

Campanha de Dilma trouxe araponga da Satiagraha para montar dossiês


Conhecido por suas apurações sigilosas, sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo aceitou missão proposta por petistas e indicou delegado para ajudá-lo; trabalho custaria R$ 200 mil mensais

Rodrigo Rangel
O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - A articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República contou com a participação de arapongas ligados aos serviços secretos oficiais.

Um deles é o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, recém-saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica.


Conhecido personagem de apurações sigilosas em Brasília, o sargento esteve, por exemplo, ao lado do delegado Protógenes Queiroz nas investigações que deram origem à Operação Satiagraha, que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.


A participação de Idalberto de Araújo remonta às origens do plano de inteligência petista. Em abril, após ter sido procurado por emissários da campanha, o sargento disse que aceitaria o serviço, mas necessitaria de apoio.

Deixou claro que, para executar a missão proposta pela campanha, seria preciso chamar mais gente.


O sargento, então, indicou um amigo de longa data, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, dono de uma pequena empresa de segurança instalada num conhecido centro comercial de Brasília.

As conversas avançaram.


Outros agentes, dentre eles um araponga aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e um militar que já serviu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chegaram a ser contatados para integrar a equipe.

O passo seguinte foi chegar a um valor para o serviço.


É onde começa o contato direto entre o agente e um dos principais profissionais da área de comunicação da campanha de Dilma, o jornalista e consultor Luiz Lanzetta.

Dono da Lanza Comunicação, empresa contratada pelo PT para fazer a assessoria de imprensa da campanha, Lanzetta marcou um encontro com o sargento e o ex-delegado.


A reunião ocorreu no restaurante Fritz, na Asa Sul de Brasília. A dupla disse a Lanzetta que, pelo serviço, cobraria R$ 200 mil por mês. O delegado justificou o preço com o argumento de que seria preciso montar uma equipe de 12 pessoas para a missão.


Bunker

Lanzetta se encarregou de detalhar o serviço de que precisava. A primeira tarefa seria interna, no bunker que ele próprio montara no Lago Sul. Desconfiado de que seu trabalho estaria sendo sabotado por gente do próprio PT, o consultor queria que os arapongas descobrissem a origem do fogo amigo.


O pacote incluiria ainda investigações que pudessem dar à campanha de Dilma munição para ser usada, em caso de necessidade, contra adversários. O alvo preferencial era o candidato tucano José Serra.


A proposta para contratação dos serviços do araponga e do delegado foi levada, então, para o núcleo central do comitê de Dilma. O assunto chegou a ser discutido com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha. Num primeiro momento, Pimentel avaliou que o preço estava alto demais. Disse que topava pagar, no máximo, R$ 60 mil.


O grupo já estava discutindo estratégias de trabalho - um dos planos era infiltrar um agente no núcleo de inteligência da campanha de José Serra - quando começaram a vazar para a imprensa informações acerca de supostos dossiês produzidos pelo bureau montado por Lanzetta na fortaleza petista do Lago Sul.


Era o que faltava para os ânimos se acirrarem ainda mais no comitê. O imbróglio realçou, no interior da campanha de Dilma, o conflito entre dois grupos: o do mineiro Fernando Pimentel, responsável por levar Lanzetta para o staff de Dilma, e o do ex-ministro Antonio Palocci.

Conspiração

Nos bastidores, Pimentel, alçado ao comando da campanha por conta de sua velha amizade com Dilma, acusa Palocci e o deputado paulista Rui Falcão, coordenador de comunicação do comitê, de tramarem para derrubá-lo. Aliados de Pimentel afirmam que foi Falcão quem deixou vazar informações sobre o dossiê, para enfraquecer o ex-prefeito na cúpula da campanha.


Ao Estado, Pimentel negou que tenha sido procurado pelo grupo de Lanzetta para tratar de contrato o araponga.

"Se houve isso, é iniciativa da empresa do Lanzetta, para resolver algum problema relacionado à empresa dele", disse.

"Nunca tratamos disso na coordenação da campanha."
Pimentel também negou desentendimento com Falcão.

"Não sei se tem esse negócio de grupos, o que sei é que sou amigo fraterno do Rui há 40 anos."


Procurado pela reportagem, Idalberto não quis falar sobre o assunto. "Não estou entendendo por que você está me ligando", disse ele, antes de desligar o telefone.

Lanzetta se negou a dar declarações, embora tenha admitido o contato com o araponga e o ex-delegado. Onésimo de Souza não foi localizado até o fechamento desta edição.

A assessoria de Dilma limitou-se a reproduzir declaração da pré-candidata petista, segundo a qual não havia ninguém autorizado a negociar dossiês para a campanha.

04 de junho de 2010 

OS NOVOS ALOPRADOS - DELEGADO CONTA QUE TRAMÓIA DO PT CONTRA SERRA INCLUÍA ESCUTA TELEFÔNICA. VALOR DO “TRABALHO”: R$ 1.6 MILHÃO


OS NOVOS ALOPRADOS

DELEGADO CONTA QUE TRAMÓIA DO PT CONTRA SERRA INCLUÍA ESCUTA TELEFÔNICA

Quanto mais negam, mais se enrolam. O candidato tucano à Presidência, José Serra, acusou sua rival do PT. Dilma Rousseff, de ser uma das responsáveis por mais um dossiê que o partido preparava contra ele.

A petista ficou indignada, claro!

E nega tudo.

O partido até ameaça processar a… vítima!!!


Uma das pessoas mobilizadas pelos “neo-aloprados”, no entanto, concedeu uma entrevista à VEJA em que conta tudo - ou quase tudo.

Trata-se do delegado Onézimo Souza, que foi contratado pelo grupo pela módica quantia de R$ 1,6 milhão - ou R$ 160 mil por mês.

1 - Quem combinou a operação com ele?


Luiz Lanzetta.

2 - Em nome de quem Lanzetta conduziu a conversa?


De Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte.

3 - Quem é Pimentel na campanha?


O braço direito de Dilma Rousseff.

Seguem, abaixo, trechos da entrevista de Onézimo a Policarpo Junior e Daniel Pereira, da VEJA.

A íntegra da entrevista está aqui

O senhor foi apontado como chefe de um grupo contratado para espionar adversários e petistas rivais?

Fui convidado numa reunião da qual participaram o Lanzetta, o Amaury (Ribeiro), o Benedito (de Oliveira, responsável pela parte financeira) e outro colega meu, mas o negócio não se concretizou. Havia problemas de metodologia e direcionamento do trabalho que eles queriam.

Como assim?

Primeiro, queriam que a gente identificasse a origem de vazamentos que estavam acontecendo dentro do comitê. Havia a suspeita de que um dos coordenadores da campanha estaria sabotando o trabalho da equipe. Depois, queriam investigações sobre o governador José Serra e o deputado Marcelo Itagiba.

Que tipo de investigação?

Era para levantar tudo, inclusive coisas pessoais. O Lanzetta disse que eles precisavam saber tudo o que eles faziam e falavam. Grampos telefônicos…

Pediram ao senhor para grampear os telefones do ex-governador Serra?

Explicitamente, não. Mas, quando me disseram que
queriam saber tudo o que se falava, ficou implícita a intenção. Ninguém é capaz de saber tudo o que se fala sobre alguém sem ouvir suas conversas. Respondendo objetivamente, é claro que eles queriam grampear o telefone do ex-governador.

Disseram exatamente que tipo de informação interessava?

Tudo o que pudesse ser usado contra ele na campanha, principalmente coisas da vida pessoal. Esse é o problema do direcionamento que eu te disse. O material não era para informação apenas. Era para ser usado na campanha. Na hora, adverti que aquilo ia acabar virando um novo escândalo dos aloprados.

Quem fez essa proposta?

Fui convidado para um encontro com Fernando Pimentel. Chegando lá no restaurante, estava o Luiz Lanzetta, que eu não conhecia, mas que se apresentou como
representante do prefeito.

(…)