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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nasa vai bombardear a Lua duas vezes, em busca de água


A nave LCROSS e o foguete que a ajudou a chegar ao espaço vão ser atirados na Lua na manhã de sexta, às 8:31h

A Nasa vai desferir um par de socos na Lua nesta sexta-feira, 9, e o mundo inteiro vai poder assistir na plateia. A agência espacial enviará uma nave para se chocar com polo sul e ver se um pouco de água congelada sobe junto com a poeira.

A ideia é confirmar ou desmentir a teoria de que água - um recurso preciso para o caso de astronautas algum dia criarem uma base lunar - está escondida em crateras onde a luz do Sol nunca chega.

A nave condenada foi lançada em junho, juntamente com uma sonda orbital que neste momento mapeia a superfície lunar. LCROSS - sigla em inglês de Satélite de Observação e Sensoriamento de Cratera Lunar - está em curso de colisão com a Lua, ligada a um foguete de 2,2 toneladas que ajudou o satélite a sair do chão.

Na noite desta quinta-feira, 8, cerca de 10 horas antes de se pulverizar e encontro á Lua, LCROSS e seu foguete vazio vão separar-se.

Aí vem a primeira parte da agressão. Às 8h31 da manhã de sexta (hora de Brasília) o foguete vazio vai colidir com uma cratera que vive em escuridão permanente, levantando uma nuvem de dejetos de 9 km de altitude.

Logo atrás mergulhará o próprio satélite LCROSS, transmitindo para a Terra imagens em tempo real do impacto e da pluma de dejetos levantada pelo foguete.
Os sensores buscarão gelo enquanto a nave estiver mergulhando através da pluma, e quatro minutos depois a LCROSS também atingira a Lua, gerando uma nuvem de poeira com um terço do tamanho da gerada pelo impacto inicial. "vai ser bem legal", disse o gerente de projeto da LCROSS, Dan Andrews. "vamos entrar direto.

Ver a Lua crescendo na sua direção será espetacular".

Uma hora mais tarde, cientistas saberão se havia ou não água no ponto de impacto.

A missão é parte da preparação para o programa dos sonhos da Nasa, de levar astronautas de volta à Lua e depois, a Marte. O programa está sob revisão da Casa Branca. Essas não são colisões para as pessoas de coração fraco.

As duas naves não se esmagar de encontro à Lua a 8.000 km/h, mais de sete vezes a velocidade do som. A explosão terá a força de 1,5 tonelada de TNT e arremessará mais de 300 toneladas de poeira lunar para fora da cratera, abrindo uma nova cratera - no centro da antiga - do tamanho de uma piscina olímpica, diz Andrews.

A Lua sofre impactos da mesma intensidade cerca de quatro vezes ao mês, só que provocados por rochas espaciais, não naves.

O da LCROSS tem a vantagem de ter sido planejado, e ocorrer no momento, no ângulo e no local corretos para oferecer dados interessantes para os astrônomos.

A cratera escolhida como "vítima", Cabeus, é uma que tem grandes chances de conter gelo que pode ser liberado pelo choque.

As colisões também serão um bom entretenimento para as pessoas com computador em casa: ambas serão transmitidas ao vivo pela TV Nasa, com a programação relativa ao impacto começando às 7h15 da manhã (hora de Brasília).

O Telescópio Espacial Hubble e outros grandes telescópios estarão apontando para a Lua.
Associated Press

- E então? Quem é “o cara”?

Obama ou Lula?

Agora que Barack Obama, com menos de um ano de mandato, ganhou o Nobel da Paz, dizem que os americanos estão perguntando:

- E então?
Quem é “o cara”?

Por Lauro Jardim

O calote aplicado a quem paga imposto pelo governo que empresta dinheiro até ao FMI

Por Augusto Nunes

O presidente Lula tem aparecido pouco no emprego para dedicar-se em tempo integral a uma urgência urgentíssima: cumpre-lhe ensinar ao resto do mundo como se faz para matar ainda no berço uma crise econômica medonha.

Graçasao timoneiro incomparável, vem aprendendo o planeta, o país do carnaval foi o último a ser alcançado pelas ondas de fabricação americana, o único a surfar numa marolinha e o primeiro a chegar à praia, onde prospera sem companhia.

“Saímos da crise melhor do que estávamos quando entramos”, ufana-se há semanas o maior dos presidentes. O Brasil não tem pressa para receber o dinheiro que emprestou ao FMI, o Banco Central não sabe o que fazer com tanto dólar, sobram verbas para a Copa de 2014, para a Olimpiada de 2016, para a renovação do contrato com a base alugada, para buscar o mundaréu de petróleo no fundo do mar, para o que der e vier.

Há dinheiro para tudo.

Menos para devolver a milhões de lesados o que o Imposto de Renda cobrou a mais, informou a manchete da Folha de S. Paulo nesta quinta-feira.

Dos R$ 15 bilhões que o governo deve, e jurou restituir antes que o ano termine, R$ 3 bilhões ficarão para 2010.

O calote golpeou sobretudo trabalhadores da classe média, que não terão dinheiro para pagar as próprias contas porque estão pagando as contas do governo sem fundos.

“Tivemos de compensar uma arrecadação menor”, gaguejou sem o sorriso de guardião do cofre e com voz de gazua o ministro Guido Mantega, encarregado por Lula de executar a tunga em parceria com a Receita Federal.

Depois de algumas horas de sumiço, reapareceu para tentar iludir em economês os enganados de sempre.

”O que nós fazemos é priorizar a restituição daqueles contribuintes sem problemas, que não estão na malha fina”, fantasiou. ”Também privilegiamos as restituições menores, que se supõe que sejam de uma faixa salarial mais baixa”.

Por confundir a mudez que vem do espanto com o silêncio de quem consente, Mantega resolveu fingir na conversa com os jornalistas que acha estranho tanto barulho por nada.

”Não sei por que estão chamando a atenção para esta questão. Estamos agindo normalmente em relação a isso”.
Os tungados acham normal que o governo se comporte como o remediado metido a besta, sempre caprichando na pose de rico comprometida pelo paletó puído. Assim tem sido há quase sete anos.

Mas só um anormal de ofício pode querer que milhões de pagadores achem normal o calote que, segundo Mantega, foi aplicado para bancar o prejuízo causado por uma crise que, segundo Lula, não só acabou faz tempo como melhorou o Brasil.

É isso o que Mantega quer. É disso que Lula gosta.

E isso é o que jamais terão dos brasileiros que existem fora do rebanho.

A voz so povo...

Esses imbecís de plantão no desgoverno que nunca houve tão grande na história deste país tungam mais uma vez a população honesta que paga impostos (mais da conta, como diz lá o mineirim)…

Eu quero minha restituição, bando de ladrões !..

Pago meus impostos em dia, nunca soneguei, nunca fiz castelos, nuca carreguei dólar na cueca, nunca comprei deputado, nunca usei caixa dois, etc, etc…

Sou um cidadão brasileiro lesado no mais comezinho direito… ter de volta o dinheiro que pagou a mais ao fisco !..

Não quero saber de correção por selic nem de investimento nesse tesouro bichado… usando uma expressão bem popular:

Quero o meu de volta, bando de vigaristas !

ze mané do recife

O pacto que manteve o presidente meirelles na função por todo o governo lula, incluía uma condição: que o ministro-hortelino-trocaletra não fizesse declarações sem consultar o verdadeiro condutor da economia.

O acordo teve o aval do presidente-mixaria, mas tenho a impressão que já está chegando a hora de ninguém servir café quente pro medíocre, até a ministra-fé-demais anda assumindo posições em relação à candidatura do midnight-cowboy da iracema que contrariam a estratégia do nove-dedos.

Desobediência de filha mimada, com apoio do algoz-dos-velhinhos e presidente da petelhada…

Esse ítalo-petista mantega é um descompensado, sofreu algum acidente parecido com o do felipe massa, só que não se tratou…

Tem uma avaria no frontal que só ela explica as ausências do macarrônico economista, que não é capaz de acertar uma única projeção do pib, pra cima ou pra baixo.

Na entrevista de hoje já afirmou que tem gente querendo aumentar a taxa selic - o alguém é o seu alter ego, que com os ajustes da economia e mão-de-ferro no banco central, deixou o idiota olhando o tempo pela varanda do ministério, desde que assumiu - e revela que está sem caixa pra pagar a restituição do imposto de renda, que já tungou dos contribuintes, gastou todo e não consegue repor no caixa do tesouro.

É só quebrar aquele porquinho de onde sai dinheiro pro mst, pros parceiros-bananeiros da américa latina, bolívia, equador, paraguai e pro fmi, e devolver o dinheiro pros donos.

Se juntar os alunos sacaneados pela transferência das provas do enem com os contribuintes que não vão receber a restituição, dão uns seis a sete milhões, provavelmente eleitores…

A ministra-fé-demais arrumou trabalho pra uns dois meses, vai ter que negar mais do que tudo que já negou até hoje como mãe-do-pac…

f tavares

Queda na arrecadação deixa Lula ‘assustado’

Imagem: Silsaboia

O presidente Lula reuniu alguns ministros mais próximos, ontem, e, apesar do bom humor, reclamou da “queda brutal” de arrecadação, na “crise da marolinha”.

Lula se disse “assustado”, mas admitiu que isso foi provocado em grande medida pela isenção do IPI de automóveis e da chamada “linha branca” (geladeira, fogão etc) e outros fatores.

É por isso que o governo aplica o calote na restituição do imposto de renda.

Claudio Humberto

09/10/2009

Obama vence o Nobel da Paz

Obama vence o Nobel da Paz

Presidente levou o prêmio por seus esforços pela paz mundial.
Prêmio vai ser entregue em 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega.

O presidente dos EUA, Barack Obama, venceu o Nobel da Paz.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega, pelo comitê do Nobel.

O prêmio foi dado por conta dos apelos do presidente pelo desarmamento nuclear e por seu trabalho pela paz mundial. O comitê também citou por os "esforços extraordinários" de Obama "para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

Obama, que assumiu em 20 de janeiro, trabalhou desde o começo pelo desarmamento nuclear e tentou recomeçar, ainda que sem sucesso imediato, o processo de paz no Oriente Médio.

Em 24 de setembro, Obama presidiu uma reunião histórica do Conselho de Segurança da ONU, em que foi aprovada uma resolução pró-desarmamento nuclear. Ele também tenta a via diplomática para resolver as questões nucleares do Irã e da Coreia do Norte.

Ele irá receber um prêmio de dez milhões de coroas suecas, o equivalente a U$ 1,4 milhão. O prêmio será entregue em Oslo no próximo 10 de dezembro.

Do G1, com agências internacionais

Este é o insuportável mundo
politicamente correto
...!

Militares trazem engenhoca

Assim que atingiu o máximo, o policial acendeu a mira de seu rifle, e uma luzinha branca passeou pela fachada da embaixada.

Comecei a escrever este post por volta das 22h20 (horário hondurenho), ao som de uma batucada (mal)feita no rifle por um militar suspenso a cinco metros de altura do chão por uma plataforma.

Ele está posicionado agora mais ou menos diante do quarto e da sala onde ficam respectivamente Manuel Zelaya e os jornalistas. É uma distância não maior do que 20 metros. Sim,é tão surreal como soa.

A novidade começou lá pelas 18h30, quando policiais e militares encapuzados trouxeram a plataforma, que lembra aqueles carrinhos que o Austin Powers dirigia no laboratório do Doutor Evil.

Pois a habilidade deles com a maquininha era parecida à do super agente: lhes custou algo como duas horas para que a plataforma subisse, sob o olhar atônito das pessoas da casa que acompanhavam a cena pelo balcão. Uns ficaram assustados; outros acharam patético _eu fico com os dois.

Às 20h30, eles finalmente conseguiram colocar a plataforma lá no alto. Assim que atingiu o máximo, o policial acendeu a mira de seu rifle, e uma luzinha branca passeou pela fachada da embaixada.

Ao seu lado, o militar, também armado, começou a batucadinha irritante e intermitente.

Pouco depois, o próprio Zelaya foi ao balcão dar uma olhadinha, sem antes mandar que todas as luzes do primeiro andar fossem apagadas, por precaução.

A OEA foi acionada para ver se desmontavam a coisa, mas até agora nada.

Dia sim, dia não, o cerco policial-militar inventa uma irritaçãozinha para aumentar a pressão sobre Zelaya e a embaixada. Continuo acreditando que a casa não será atacada nem invadida. Mesmo assim, não vai ser nada agradável dormir daqui sabendo estar ao alcance de rifles empunhados por encapuzados (um tinha o rosto coberto).

Pelo menos a batucada parou agora.

Procura-se um novo lar para Zelaya


Com a crise aparentemente longe do fim, os representantes diplomáticos exortaram o governo interino, de Roberto Micheletti, a achar uma solução para o acampamento de Zelaya na embaixada brasileira, que já dura 17 dias, sob forte cerco militar.

O assunto foi levantado pelo secretário de Estado de Assuntos Exteriores do Canadá para as Américas, Peter Kent.

Na reunião ontem à tarde, disse que era necessário um lugar mais confortável ao presidente deposto.

O tema também foi mencionado mais tarde pelo chanceler salvadorenho, Hugo Martinez, no encontro à noite entre representantes diplomáticos e Zelaya.

Um das alternativas seria uma casa particular dentro de Honduras, mas com imunidade diplomática.

Proposta que dificilmente será aceita por Zelaya, que teme ser assassinado a qualquer momento, inclusive dentro da embaixada.

O fato é que o isolamento da embaixada está fazendo o seu efeito.

As restrições sobre o que pode ser trazido para dentro estão provocando falta de material de escritório,como papel e tinta para impressora, itens essenciais para um, digamos, gabinete presidencial no exílio.

Falar ao celular é um suplício, devido aos bloqueadores.

Os fumadores andam desesperados _também está proibido "importar" cigarro.

Problemas simples de manutenção, como consertar um ar condicionado, viram um quebra-cabeças devido ao cerco.

Sem contar que os 66 moradores sobrecarregam a infraestrutura da casa, que já pedia uma reforma antes da chegada dos "hóspedes" .

E os problemas de convivência estão aumentando, o que é natural depois de tanto confinamento.

Quércia: ‘PMDB não vai entregar a mercadoria a Lula’

Quércia classifica de “arbitrária” a decisão da cúpula do PMDB de firmar um pré-acordo nupcial com a presidenciável petista Dilma Rousseff.

“Estão fazendo uma pressão sobre os diretórios estaduais, de cima pra baixo, uma coisa arbitrária. Mesmo assim, eles vão perder na convenção”.

Presidente diretório do PMDB de São Paulo, Quércia falou ao blog.

Disse que a direção do PMDB mercadeja algo que não está disponível na gôndola.

Fechado com a candidatura presidencial do tucano José Serra , Quércia declarou:

“Eles estão vendendo para o Lula uma mercadoria que não vão entregar”.

Há 18 dias, Quércia reunira-se, em Brasília, com Michel Temer (SP), presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB.Fora a Temer acompanhado de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS).

Pregaram contra a formalização do “noivado” com Dilma.

Foram desatendidos.

Estima-se que o acordo será celebrado dentro de duas semanas, com as bênçãos de Lula, padrinho da união.

Quércia atribui a pressa a dois grão-pemedebês: José Sarney e Renan Calheiros.
Vai abaixo a entrevista:

- Michel Temer não atendeu ao vosso apelo. Por quê?

Estivemos com ele –o Jarbas, o Ibsen e eu. Dissemos que a antecipação do processo era um erro, uma precipitação. Ficou combinado que haveria outra reunião, mais ampla.


- Por que não houve a segunda conversa?

Eles estão fazendo uma pressão sobre os diretórios estaduais, de cima pra baixo, uma coisa arbitrária. Mesmo assim, eles vão perder na convenção. Não estão ouvindo a base do partido.


- Por que chama a decisão de arbitrária?

Isso nunca aconteceu no PMDB. Mesmo no tempo do doutor Ulysses [Guimarães]. Por isso conversamos com o Michel. Nós dissemos: ‘Michel, é preciso ouvir os Estados. Não se pode simplesmente fazer o jogo do governo’. Eu sou membro da Executiva do partido. A Executiva nunca discutiu isso. Mas há toda essa pressão.


- Quem faz a pressão?

Essa pressão é coisa do Renan e do Sarney.


- Temer lidera o movimento, não?

Sim, claro, porque ele está com a expectativa de ser o vice da Dilma. O Sarney e o Renan se aproveitam disso.


- Eles afirmam que a maioria da convenção é pró-Dilma.

Não podem dizer o contrário. Mas tenho sérias dúvidas disso. Eles estão vendendo para o Lula uma mercadoria que não vão entregar.


- O apoio a Dilma não virá por conta da dificuldade de decolar nas pesquisas?

Também por isso, mas não é só isso. O quadro de alguns Estados deverá se definir numa posição contra o PT.


- Que Estados são esses?

São Estados importantes, com muito peso na convenção nacional: São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco e outros do Nordeste. Há dificuldades no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais...


- Crê que será possível formar uma maioria pró-Serra?

Muitos companheiros acham que eles já perderiam na convenção agora. Pessoalmente, acho que, hoje, eles podem até ganhar. Mas esse quadro vai mudar. Vários diretórios ainda não querem mostrar a cara. Têm interesses a defender no governo. Acham que o Lula vai atender o que eles querem. Mais à frente essa coisa muda.


- Em que momento o PMDB deveria tomar uma decisão?

A decisão final só ocorrerá em junho, na convenção. Acho que tudo deve ser muito bem discutido. Deveríamos começar a preparar a convenção no início do ano que vem.


- O PMDB tem seis ministérios. Não deveria deixar o governo?

Se ficar decidido que o partido ficará com o governo, pode conservar os ministérios. Se o partido decidir apoiar o Serra, aí deve sair do governo. Isso a partir do momento da definição, que não é agora. É na convenção.


- Acha que o PMDB, dividido, pode não fechar com nenhum candidato?

Existe essa possibilidade de ocorrer um impasse. É uma hipótese possível. Eu trabalho pela formalização do apoio ao Serra.


- Por que Serra e não Dilma?

O Serra tem condições de governar melhor o país. Tem um projeto de crescimento econômico para o Brasil, coisa que o Lula não fez. A continuidade desse governo não seria boa para o país.


- Por quê?

Porque é um governo que não fez nada.


- Como explica a popularidade do presidente?

A situação do Lula é muito boa não porque ele está governando bem, mas porque as coisas vão indo bem a despeito do governo. Aquilo que o governo tinha que fazer não fez. O PAC, a grande proposta do governo, eles só conseguiram fazer 7% até hoje. O governo não está investindo nada.


- Não vê méritos na área social?

Houve uma ampliação do orçamento social, uma coisa positiva. Mas a questão fundamental para o crescimento são as obras de infraestrutura. Qual é a obra importante que o Lula fez depois de sete anos? Nenhuma.


- O governo não se portou bem na crise?

O Lula teve muita sorte. O mundo inteiro cresceu, não foi só o Brasil. Depois, houve essa crise. O Brasil não foi muito atingido. Mas outros países também não foram. A China e a Índia, por exemplo.


- O bom desempenho veio por inércia?

Isso se deve à política econômica, que foi herdada do governo anterior. O mérito do Lula foi o de ter aproveitado essa política econômica. Manteve a macroeconomia, o combate à inflação. Isso foi positivo. Mas são coisas que ele apenas deu continuidade. Outras coisas, que o governo deveria ter feito, ele não fez.


- O que não foi feito?

As reformas política, tributária e previdenciária não foram feitas. Ele não melhorou os portos, os aeroportos, as estradas. Não fez nada na infraestrutura. É um governo completamente inábil. Não tem projeto. O Serra, por sua experiência, pela forma como vem governando São Paulo, por ter sido ministro, tem condições de fazer.


- Apoia o Serra por que deseja disputar uma cadeira no Senado?

Essa questão de ser candidato ao Senado é relativa.


- Não Há um acordo?

Tem um acordo de o PMDB lançar o candidato. O meu nome é o que mais surge. Mas o que eu quero mesmo é evitar a continuidade do PT no governo.


- Que candidato vai apoiar para o governo de São Paulo?

Sou amigo do Aloisio [Nunes Ferreira]. Me dou bem com o [Geraldo] Alckmin também. Mas quem vai decidir isso é o PSDB e o Serra. Aquele que for o escolhido nós estaremos junto. Por ora, existem duas candidaturas.


Imagem:José Cruz/ABrOrestes
por Josias de Souza

Soube da última??


Preciso contar para vocês:

Aconteceram várias reuniões ontem em Brasília com a poderosa.

A coisa varou a madrugada.


Temer, Lupi e a turma do PDT aqui do MS, Delcídio ... enfim muita gente.


O PMDB quer definição do vice, o PT quer que tirem o Gedel de cima do Jacques Wagner, o PMDB quer que tirem o Zeca da disputa no MS - claro sabem que ele não é páreo para o André que já avisou que com o Zeca ele sai da base de apoio à Dilma... rss

O PT quer que pare a pressão do PMDB em cima da Ana Julia no Pará... viram como meu passarinho é informado?
08.09.2009

Cida Fraga

Faltam 450 dias!
O tempo não para!
http://cantinho_dos_sonhos.zip.net/

Parte 1 - “Braços abertos num cartão postal e punhos fechados na vida real”

Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas e território de gangues


Parte 1
Por Gunter Axt

Ok, ok. Todos estão felizes com a escolha do Rio para a sede das Olimpíadas de 2016.

Eu também. Juro!

Evidentemente, foi uma conquista histórica - a primeira vez que os Jogos acontecerão na América do Sul!

É um reconhecimento da importância crescente que o Brasil assume no mundo e um voto de confiança na capacidade de realização do País.

O maior evento do planeta projetará a imagem do País e oportunizará a todos nós, brasileiros, chance para exercitar nossa proverbial hospitalidade.

Talvez consigamos difundir o interesse por outras modalidades esportivas, além do futebol, entre os jovens daqui.

Talvez os governos invistam mais nos esportes.

Bilhões em recursos serão atraídos.

Milhões de turistas virão.


Para o Rio de Janeiro, é uma oportunidade de ouro, para uma guinada urbanística, para um salto de qualidade sem precedentes.

Sim, foi emocionante ver a galera torcendo na Praia de Copacabana, e o Presidente chorando...


Mas, sorry, vou dar uma de mosca na sopa.

continua no post abaixo

Parte 2 - “Braços abertos num cartão postal e punhos fechados na vida real”

Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas e território de gangues


Parte 2
Zumbizar só um pouquinho, para lembrar que os desafios são maiores, e bem mais profundos, do que se pode imaginar.

Não, não vou falar da seqüência de governantes incompetentes que infestaram o Rio de Janeiro nos últimos anos.

Nem do trânsito caótico.

Ou do péssimo serviço de trens suburbanos.

Nem da poluição da Baía da Guanabara (cuja limpeza havia sido prometida para o Pan de 2007!!), nem do TCU que torceu o nariz para as contas do Pan.

Vou apenas pedir licença para comentar o artigo do jornalista californiano Jon Lee Anderson, publicado na revista New Yorker de setembro:


"Gangland: who controls the street of
Rio de Janeiro?".


O Blog da Flip disponibilizou o artigo em PDF, para quem ainda não o leu.

Confira aí: Ganland


Tive o prazer de conhecer Jon Lee Anderson em outubro de 2007, quando ele veio conferenciar no Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre.

A vinda dele não foi fácil.

Precisamos transferir a data de sua conferência porque a revista New Yorker, para a qual ele escreve regularmente, solicitara, de última hora, seu retorno a Bagdá.

Jon Lee Anderson escrevera o notável "A queda de Bagdá", sobre a guerra no Iraque. Ele acabou vindo direto de lá para Porto Alegre, até onde uma rota tão inusitada se fazia possível, operando uma escala em Los Angeles.

Brindou-nos com uma magnífica conferência, publicada no livro que organizei junto com Juremir Machado e Fernando Schüler. Guardei agradáveis lembranças do nosso encontro.

Numa tarde banhada de sol, almoçamos no Barranco - um bom malbec argentino e a suculenta picanha, sob os jacarandás do jardim, que começavam a ganhar, em verde clarinho, a cobertura que a primavera lhes traz.


Conversamos sobre Cuba (Jon Lee é um dos biógrafos de Che Guevara), sobre América Latina (ele faria uma matéria sobre a Venezuela e a Colômbia) e sobre o Brasil - sobretudo sobre o fenômeno contemporâneo da violência urbana.

Em novembro, sairia um artigo meu sobre o fenômeno "Tropa de Elite", na Cult, de São Paulo, no qual eu sustentava haver no Brasil uma cultura da violência, com a qual todos alimentamos uma cumplicidade inconsciente.

Já naquela oportunidade, ele imaginava escrever um artigo sobre o Rio de Janeiro.

continua no post abaixo

Parte 3 - “Braços abertos num cartão postal e punhos fechados na vida real”

Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas e território de gangues

Parte 3
Acessível, fala mansa, lúcida, privilegiadíssima visão de mundo e manifesto interesse pelo Outro, desdobramentos de um sólido compromisso humanístico, Jon Lee tem uma personalidade cativante.

Continuamos em contato. Eu lhe enviei pelo correio os livros de Vitor Nunes Leal e Maria Sylvia de Carvalho Franco, ambos relacionando, ao seu modo, a tecitura social brasileira e a violência.

Ele não esquecia de desejar votos de feliz Ano Novo e me enviava seus últimos artigos. São excelentes seus textos sobre o Iran, de Ahmadinejad, e sobre o Zimbawe de Mugabe.

No último maio, estávamos ambos no Rio de Janeiro.

Em outra aprazível tarde ensolarada, nos achamos para um chope no boteco Bracarense, tradicional ponto de encontro de intelectuais e jornalistas, situado, desde 1951, numa pacata rua do Leblon.

Acomodamo-nos em uma mesinha na calçada. Pessoas transitavam tranquilamente. Banhistas iam e vinham, jovens dourados de sol divertiam-se, babás acompanhavam crianças, idosos caminhavam relaxados, belas moças passeavam com seus cãezinhos.

Bem ali, no coração do estilo de viver carioca, falávamos da esquizofrenia da cidade maravilhosa.


Desde que a ilusão da vida quase perfeita do Leblon, ou da República Livre de Ipanema, fosse preservada, não importava muito o que estivesse acontecendo nos morros e na periferia, não importava o preço daquela paz... para inglês ver.

Jon Lee estava impressionado com as cifras:

5 mil assassinatos na cidade em 2008, pelo menos metade das quais relacionadas às gangues que operam o tráfico de drogas.

No mesmo período, 22 policiais foram mortos e a polícia matou 1.188 pessoas que oficialmente resistiram à prisão.

Em todo o Estados Unidos, no mesmo ano, as forças policiais mataram 371 pessoas!

A comparação dá bem uma idéia do quadro de conflagração civil e de suspensão dos direitos civis vivido no Rio.

Os números estão em seu artigo.

continua no post abaixo

Parte 4 - “Braços abertos num cartão postal e punhos fechados na vida real”

Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas e território de gangues

Parte 4

Jon estava, justamente, recolhendo material para o artigo, então em fase de redação. Contou-me que havia logrado entrevistar o procuradíssimo traficante Fernandinho, da favela Parque Royal, na Ilha do Governador.

Especialista em zonas de conflito mundo afora, estava visivelmente impressionado. Falava baixinho e, de vem em quando, olhava em volta de soslaio, como quem verifica se não há ninguém suspeito à espreita.

Sorri. Contei-lhe, então, que, fazia alguns meses, eu estava, em no apartamento
que ocupava, localizado entre o posto 6 e o Posto 5, em Copacabana, quando subitamente a empregada interrompeu-me, entrando de sopetão no quarto onde eu escrevia no lap-top.

Absorto, ouvia de longe um ruído estranho, mas cuja materialidade não processara.

Era um tiroteio.


Um helicóptero da polícia girava em torno do morro do Pavão e Pavãzinho, passando rente aos prédios.

Do décimo andar tínhamos um vista privilegiada da cena.

Dois policiais penduravam-se para fora da aeronave, com fuzis automáticos, atirando em direção às casas do morro, de onde se respondia com mais tiros, também de armamento pesado.

Prudentemente, saímos das janelas do lado direito e fomos para a outra face do apartamento.

Dali tinha-se uma bela visão da praia, iluminada pelo generoso sol
carioca: pessoas fazendo jogging no calçadão, gente nadando nas águas frescas da Guanabara, ou descansando calmamente sobre a areia.


Guarda-sóis coloridos.
Um bucólico barquinho passando ao largo.

A vista das duas faces opostas do apartamento era a síntese perfeita para a esquizofrenia da qual falávamos!

O confronto durou uns bons 20 ou 30 minutos. Encerrado, desci e fui à barbearia, em frente ao prédio.

As ruas continuavam cheias, as calçadas apinhadas e as pessoas vivendo normalmente, como se nada houvesse acontecido:



"Ah, pois é, houve um tiroteio", comentou vagamente o barbeiro, um senhor de cerca de 70 anos, natural do interior do Rio Grande do Norte, de onde migrou para o Rio ainda menino.

No dia seguinte, ansioso por saber o motivo daquilo, se havia feridos, mortos, procurei referência ao episódio nas páginas dos jornais locais: nem uma linha!

continua no post abaixo

Parte 5 - “Braços abertos num cartão postal e punhos fechados na vida real”

Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas e território de gangues


Parte 5

Um estrangeiro de passagem pelo Rio que mal saia da Zona Sul e não se defronte com alguma situação "anormal", jamais imaginará o cenário de guerra que se abateu sobre a cidade.

Da mesma forma, um estrangeiro de passagem que tenha entrado em contato com a violência das favelas, dificilmente fruirá a doce descontração que a cidade oportuniza.

Dois mundos que parecem dissociados, mas que convivem de forma simbiótica. Vez ou outra, a fronteira entre eles transborda.

Pode haver... "danos colaterais", mas a vida continua.

Sempre emoldurada pelo mais belo cenário urbano do planeta e temperada pelo adorável espírito carioca.

O Rio é fértil em lendas urbanas. Algumas, tão bem contadas, que mais parecem conspirações.


Quem tenta atravessar a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, a uma quadra da praia, com seu tráfego intenso de veículos, dificilmente obtém sucesso fora da faixa e do sinal de pedestres.

A calçada e o primeiro andar dos prédios do lado direito raramente são visíveis do lado esquerdo: uma fila de ônibus constitui uma verdadeira barreira física e visual. Claro, expelindo fumaça em intensidade e produzindo poluição sonora.

O incrível é que os coletivos estão quase todos praticamente vazios. Seriam mesmo necessários?

Comentando meu estranhamento com um taxista, certo dia, ele sorriu e disse: "mas é impossível o fiscal saber que passaram pela roleta apenas oito passageiros se a companhia informa terem sido 800"! My beautiful launderette?

Não sei como estão as coisas agora, mas, em junho de 2008, 34 parlamentares da nobre Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro tinham folha corrida e respondiam por algum processo na Justiça, sendo que 10 a causas criminais! Deve ter piorado...

Em esclarecedora matéria de agosto de 2007, o jornal O Globo registrou a impressionante cifra de 10.464 desaparecidos nas favelas do Rio de Janeiro, entre 1993 e junho daquele ano. Deste total, 70% dos casos estariam relacionados à ação do tráfico ou das milícias. Para que se tenha uma idéia, estima-se que durante os mais de 20 anos de regime militar no Brasil contabilizaram-se cerca de 300 desaparecidos!




Num jantar com importantes jornalistas do Rio e de São Paulo, todos politicamente engajados, em que surgiu o debate sobre a crise política local - o ex-Chefe de Polícia Civil da ex-Governadora Rosinha, Álvaro Lins, acabava de ser preso e o ex-Governador Garotinho fora denunciado pela Procuradoria Regional da República por formação de quadrilha armada - tentei levantar estes dois temas.

"Precisamos fazer alguma coisa", diziam.

Em vão, pois o que os incomodava mesmo era a falta de limpeza nas praias da Zona Sul...

Ora, os dois milhões de pessoas que vivem nas favelas do Rio de Janeiro não podem usufruir dos mesmos direitos cidadãos garantidos pelo estado democrático; são constrangidos a viver sob um estado de exceção, uma verdadeira ditadura das gangues, ou das milícias, ou da polícia atrabiliária.

E ninguém parece se importar realmente com isso.

Que sociedade pretendemos construir aqui?

Quem foi que disse que a Constituição de 1988 não vale para eles?

E por que todos aceitamos isso sem dor de consciência?

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Parte 6 - “Braços abertos num cartão postal e punhos fechados na vida real”

Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas e território de gangues

Parte 6
Por Gunter Axt

Neste sentido, o Rio de Janeiro tornou-se uma espécie de exacerbação da distopia descrita por Mike Davis no seu famoso livro de 1990 sobre Los Angeles - "Cidade de Quartzo".

Davis mostra como o rápido crescimento urbano no capitalismo tardio produziu uma espécie de apartheid sócio-espacial, catapultando os índices de violência, até como reação às maquiagens revitalizantes, cujo objetivo final foi esconder os problemas para propiciar a ilusão da fruição consumista.

O Rio de Janeiro é um patrimônio cultural nacional.

Talvez os cariocas estejam mostrando não estarem em condições de enfrentar o problema sozinhos. Talvez esteja na hora do País inteiro discutir o problema do Rio de Janeiro, ainda que isto possa representar alguma perda de autonomia regional.

Se houvesse vontade política para contingenciar verbas municipais, estaduais e federais, é bem provável que no espaço de uma década, as favelas do Rio pudessem estar urbanizadas e dotadas de equipamentos de lazer, cultura, segurança e educação, como qualquer outro bairro.

Programas sociais inteligentes poderiam ajudar reverter a cultura da violência.

Já existe know how no Brasil e no mundo para isto.

A Polícia poderia ser prestigiada, treinada e aparelhada. Um Tribunal Militar idôneo poderia ser instalado para sanear a força pública. Uma força tarefa federal poderia investigar amplamente autoridades civis, militares, policiais, encarcerando a turma ligada ao crime organizado. Leis mais severas poderiam agravar punições para autoridades públicas corruptas. Modernas prisões de segurança máxima pode
riam pôr fim às escolas para criminosos em que se converteram nossos presídios.


Na Itália, em Chicago e em Bogotá consegui-se, em épocas diferentes, razoável sucesso na luta contra a violência e a corrupção.

Por que não se lograriam avanços também no Rio de Janeiro?

Não, mas as pessoas, em delírio alienado, preferem acreditar que o artigo de Jon Lee Anderson tenha feito parte de uma conspiração, fracassada, para denegrir a candidatura do Rio para a sede das Olimpíadas.

Mas afinal, o que querem?

Que os estrangeiros compartilhem da nossa esquizofrenia?

Que se joguem na beira da praia acreditando estarem fruindo o melhor dos mundos, enquanto as pessoas morrem como moscas logo ali ao lado?


Fiel ao estilo literário que o consagrou, Jon Lee Anderson humaniza seus interlocutores.

Conta um pouco de sua trajetória de vida, fala de suas famílias, descreve a roupa que estão vestindo. Dá voz às pessoas, ouve várias versões. Seu artigo é o retrato de vidas estraçalhadas, de uma população que vive em territórios controlados pelas gangues, onde o estado e a democracia simplesmente não se fazem presentes.

Desde o assassinato brutal de Tim Lopes, os jornalistas brasileiros não sobrem mais os morros, como Jon agora o fez. Ele não pretende dar uma receita para a solução dos nossos problemas de segurança pública. Com pinceladas vigorosas, pinta o pesadelo descrito em filmes de ficção científica, mas que no Rio de Janeiro é palpável à luz do dia.

O personagem do pastor evangélico Sidney é particularmente inquietante, tanto por representar a única instituição a dialogar com os chefes mafiosos, enfatizando ainda mais a ausência total do estado, quanto pela maneira ambígua com que esta relação se dá.

Está na hora de agente compreender que as contradições que tisnam nossa sociedade não podem ser empurradas indefinidamente para baixo do tapete. Até quando vamos fechar os olhos para a calamidade que se abateu sobre o Rio? Há gente sofrendo, há gente morrendo. Tudo isso, na melhor cidade do mundo para se viver. Precisamos encarar aquilo que realmente somos. Talvez ainda haja tempo para melhorarmos.

É tarefa complexa, mas de modo algum impossível. Nosso principal trunfo não é a oportunidade de sediar as Olimpíadas, nem a beleza estonteante da paisagem, mas o caráter único da nossa multidão, quase sempre pacífica, acolhedora, intercultural, mestiça e alegre.


Gunter Axt nasceu em Porto Alegre, em 1969. Bacharelou-se em História pela UFRGS, onde também defendeu dissertação de mestrado, em 1995. Doutorou-se em História Social pela USP, em 2001. Desenvolveu pós-doutorado junto ao CPDOC da FGV-RJ e foi professor visitante na Université Paris VII, Denis Diderot.

Foi consultor de várias instituições, dentre as quais o Poder Judiciário e o Ministério Público do RS, o Conselho da Justiça Federal e o Supremo Tribunal Federal.

É pesquisador associado do Laboratório de Estudos da Intolerância (LEI), da USP. Escreve regularmente em revistas de cultura e política, de São Paulo e de Porto Alegre.

Entre artigos, livros e capítulos de livros, publicou diversos títulos, tendo se especializado gestão cultural e em história política, econômica, judiciária e cultural do Brasil.


COMENTÁRIO DO LEITOR

Temos na verdade dois mundos convivendo e às vezes entrando em choque, o mundo “oficial” e aquele outro mundo à margem, da Lei, da Ética, da Civilidade, e como tal eles fazem à moda dos bandoleiros da Idade Média suas próprias leis e justiça.

Trata-se de sobrevivência.

Estamos rumando a uma feudalização, em termos modernos, mas será assim, contrataremos nossos próprios exércitos de defesa particular, muraremos nossas vidas e emfim voltaremos ao escambo, hahah
a...

Trataremos de sobreviver.
Por Adriano Schemoel