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domingo, 25 de maio de 2008

PT pagou conta de Lula com dinheiro público

PT pagou conta privada de Lula com dinheiro público

Recursos do fundo partidário bancaram condomínio de apartamento no ABC

TSE constata que R$ 4,5 mil dos recursos públicos para o partido foram gastos em 2006 com apartamento usado pela família de Lula

Leandro Moraes/Folha Imagem
Edifício Hill House, no qual o presidente possui uma cobertura
O PT bancou, com recursos públicos do fundo partidário, taxas condominiais de uma cobertura usada por familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo. O imóvel, de número 121, é no mesmo andar e fica de frente para a cobertura 122, comprada por Lula em 1996, no condomínio Hill House.

Em análise da prestação de contas do PT de 2006, ano de reeleição do presidente Lula, a equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral constatou que o PT gastou R$ 4.536,70 com taxas de condomínio do apartamento 121, "não justificado pelo partido a utilização e finalidade em área residencial".

O partido arcou com despesas desse apartamento desde 2003.

Apagão constrange Lula

Três sucessivos apagões constrangeram ontem o presidente Lula diante de seus colegas da América do Sul.

A instalação elétrica do Centro de Convenções Ulysses Guimarães não agüentou as demandas da reunião de cúpula da Unasul.

Logo na primeira falha, no momento do discurso de Evo Morales (Bolívia), o venezuelano Hugo Chávez assumiu um oportuno tom de brincadeira.

"Isso foi coisa do Bush", afirmou, referindo-se ao presidente dos EUA, George W. Bush, a quem costuma apontar como a causa de todos os males da Venezuela.

Evo Morales, que estava no seu último dia como presidente temporário da Unasul, viu-se diante do corte de luz e do som do seu microfone enquanto ainda falava.

A chilena Michele Bachelet, que recebeu ontem essa mesma presidência, por um ano, também discursou pela metade.

A imagem da assinatura de Álvaro Uribe (Colômbia) no tratado constituinte foi perdida por outro apagão.

Ao ser divulgado o problema pela imprensa, que teve seu acesso à internet cortado nos momentos de apagão, a Companhia Energética de Brasília apressou-se em dizer que os black-outs não era de sua responsabilidade, mas resultado de problema na rede do Centro de Convenções.

Por Denise Chrispim Marin e Lisandra Paraguassú
Estadão

Ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira




Ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira liga a avenida Jornalista Roberto Marinho à marginal Pinheiros, na zona sul de São Paulo.

Do além...

Um golpe de insensatez

ONGs e padres ajudaram a armar os índios que atacaram o engenheiro da Eletrobrás no Pará

As cenas de um grupo de selvagens amazônicos atacando o engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, rodaram o mundo na semana passada. Ele foi agredido na última terça-feira, ao término da palestra em que defendeu a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

Sua participação era a parte mais aguardada de um evento internacional promovido por ONGs e ambientalistas. O tema era o projeto de 7 bilhões de reais que deverá produzir 11 181 megawatts de energia e alagar uma área de 440 quilômetros quadrados, do tamanho da cidade de Curitiba.

Rezende falou durante 25 minutos, defendendo seu ponto de vista diante de uma platéia hostil.

Foi interrompido por vaias duas vezes.

Assim que concluiu sua exposição, a índia caiapó Tuíra se levantou e começou a dançar, facão em punho. Ouviu-se um grito de guerra. Foi a senha para que outros caiapós, também armados e igualmente pintados para a guerra, começassem a dançar e imediatamente o cercassem.

Eles rasgaram sua camisa, o jogaram no chão, chutaram, encostaram a mão em seu rosto e o golpearam com facão. O corte foi profundo.

Leia mais aqui.


Opinião: eu não confio nas urnas eletrônicas.

Acredito que nossa luta na Net seja uma luta digna e profícua.
Não creio nas pesquisas de opinião realizadas por órgãos governamentais e por Institutos cujo proprietário é sócio de indivíduo envolvido diretamente com o PT, o SENSUS.

Há manipulação de pesquisas, como também há sim manipulação de resultados nas urnas.

Eu não confio nas urnas eletrônicas.

Não creio neste último resultado das eleições presidenciais por uma questão matemática.

Lula pode ter ganho mas não com esta margem assombrosa de vantagem.

Creio que manter o povo informado já é um grande e belíssimo trabalho.

Observe que os blogs raramente fazem este estupendo trabalho que faz o Blog da Resistência Democrática , ou seja, a divulgação aberta das principais notícias; assim há de se ler, garimpar, selecionar o que se acha importante e repassar.

Participo de cerca de dez grandes listas políticas,e ao enviar mensagens atinjo , na primeira via apenas, mais de mil pessoas ; contando os repasses, perco o número.

Fora isto, tenho cadastrados grupos diversificados, por faixa etária, interesses diversos para os quais envio mensagens selecionadas, de acordo com o interesse de cada grupo.

Este trabalho é uma seara, vale o plantio, algo lento, mas chega-se onde se deseja .
Além disto, como começaram a borbulhar as reservas indígenas?

Através da Net.

Hoje, a Net está começando a comandar a mídia, porque está provado que as pessoas estão passando mais tempo no computador do que diante da TV, E ESTA É NOSSA GRANDE CHANCE.

por Gracias a La Vida

Veja: Organograma das Farc


Principal líder das Farc está morto, afirma fonte do governo colombiano

noticias24 :: imagen

Tirofijo "anda no inferno para onde vão
os criminosos quando morrem".

M
inistro Juan Manuel Santos, da Colômbia

ATIVIDADES ILEGAIS do Estado de Direito

AS ATIVIDADES ILEGAIS do ponto de vista normativo do Estado de Direito - podem desenvolver-se de duas grandes formas:

A PRIMEIRA – é a conspiração política para apropriar-se de bens, empresas ou instituições que provêem fundos para financiar atividades políticas, através de grupos de pressão fora ou dentro dos próprios aparatos dos partidos políticos democráticos;

A SEGUNDA – é a utilização do que se denomina – ‘crime organizado’ e que tem como finalidade a utilização de organizações criminosas que desconhecem intencionalmente o estado democrático e sua ordem normativa. Como tais funcionam de forma ilegal e (i) (a) moral a partir de uma decisão consciente e deliberada e desenvolvida de forma sistemática e organizada.

POIS BEM – na nova GOVERNANÇA – as duas são premiadas. Uma pela ‘proteção’ e prêmio pelo Estado; outra pela leniência do poder público ou então integradas na infame 'sociopoliticacriminosa', de forma sistêmica e organizada 'nunca vista antes' desde 1500 - ano da 'descoberta' da mina de Santa Cruz.

por RIVADAVIA ROSA

VOTEM - NÃO SE ABSTENHAM


COM RELAÇÃO AO VOTO ACRESCENTO:

TODOS SABEMOS QUE OS ELEITORES não votam com a cabeça, mas com o coração, o fígado e o estômago; movem-se – por simpatias, sentimentos e necessidades; raramente assistem a um debate para decidir seu voto, sobretudo os militantes cujo voto é decidido a priori pelo partido.

COM A TELEVISÃO o grande ‘teatro de operações’ da política, a imagem e os gestos são mais importantes que as palavras – o que vale é o show midiático e aí vale – e como vale o histrionismo c
ômico.

O CERTO É QUE NÃO HÁ SISTEMA como o democrático para aperfeiçoar a qualidade das instituições republicanas, porém o povo deve ser educado para que exerça sua soberania em sua plenitude; é a EDUCAÇÃO como outros já trataram nesse espaço com muita propriedade.

A ABSTENÇÃO OU nulIDADE DO VOTO - poderá beneficiar os piores candidatos e os vinculados a partidos com viés totalitário que dispõem de uma massa de militantes - prejudicando o próprio país - não só na gestão da coisa pública, mas também a nível internacional, a exemplo do que aconteceu na ‘República Bolivariana da Venezuela’ onde a totalidade dos eleitos para a ‘Asemblea Nacional’– é governista, justamente pela abstenção dos mais ‘esclarecidos’.

Coincidentemente essa idéia retomada agora - já circulou na internet e na mídia nas proximidades da última eleição.

mas insisto - COM A ABSTENÇÃO OU ANULAÇÃO DO VOTO - estaremos contribuindo positivamente, mas para o SEQÜESTRO DA DEMOCRACIA, entregando o País aos CORRUPTOS e INCOMPETENTES.

por Rivadávia Rosa

sábado, 24 de maio de 2008

O que é a Unasul

Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feira, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.

Entenda como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos.

O que é a Unasul?

A Unasul (União das Nações Sul-Americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região.

Por suas riquezas naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.

Como a Unasul nasceu?

A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru.

O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela.

O nome Unasul --Unasur para os países de língua espanhola-- surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.

Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?

Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região.

Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.

O que se define em Brasília?

A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional.

Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas.

Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.

O que mais é discutido em Brasília?

Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia.

A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.

Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?

Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenhuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo.

A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.

Qual o tamanho da Unasul?

Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e, de acordo com dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), tinham um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões em 2006.

Ainda de acordo a Cepal, só o PIB do Brasil era de US$ 1,06 trilhão em 2006. Em 2007, o PIB do Brasil foi de US$ 1,3 trilhão.

Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo.

Quais são os desafios da Unasul?

Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social.

Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da "união dos povos".

Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países --Brasil, Argentina, Bolívia e Chile-- ainda não foi resolvido.

Questões bilaterais --ou trilaterais-- também estão na lista de desafios da região.

Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reivindica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico.

Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.

Quais são os próximos passos?

No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.

Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.

Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.

MARCIA CARMO
da BBC Brasil, em Buenos Aires

Leia mais

União de Repúblicas das Bananas

União de Repúblicas das Bananas


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Não dá pra levar a sério essa história da Unasul. Se nem no Mercosul -- com quatro membros (sem contar a Venezuela, que ainda não teve a entrada aprovada) -- conseguimos consenso, imagine entre 12 países.
O mais absurdo é o início do funcionamento do bloco sem a aprovação mais um Parlamento.
dos respectivos Congressos. Lá vai nosso suado dinheirinho sustentar todo o aparato burocrático da criação de mais um Parlamento

Do blog do Guilherme Fiuza:

Lula disse que a América do Sul unida pode mover o tabuleiro do poder mundial.

Não há dúvida.

Juntando-se o casal caloteiro que está levando a Argentina de novo para o buraco, com o cocaleiro desvairado que inflacionou o preço da energia no continente, aliado com o golpista venezuelano que inventou e está exportando seu método de chantagear a democracia, seguido pelas marionetes sub-bolivarianas paraguaia e equatoriana, reforçados pelo Padinho Ciço brasileiro, que acende uma vela aos demônios do mercado e outra aos santos guerrilheiros das Farc, não há como duvidar que a América do Sul vai dar trabalho.

Vai dar trabalho aos sul-americanos.

E certamente o tabuleiro do poder mundial vai se mover – para bem longe daqui.

* A charge veio lá do blog da Marta Bellini, professora da UEM.

Leia mais aqui.


QUANDO SE PERDE A VERGONHA



QUANDO SE PERDE A VERGONHA

A tropa governista perdeu a vergonha na cara (se é que ainda tinha algum resquício): fechou acordo para reeditar a maldita Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no ano passado.

Pretexto: a Saúde precisa de dinheiro...

Se a oposição dormir, os cidadãos perderão 10 bilhões de reais em 2009.

Uma boa fortuna para a campanha eleitoral do lulismo...

enviada por Gracias

Contribuinte otário


Repelente contra o mosquito da dengue: 20 reais;

Plano de saúde particular para não depender dos hospitais estaduais falidos: 200 reais por mês;

Caixão modelo executivo para aquele parente vítima de bala perdida: 1500 reais;

Imposto pago pelo cidadão que mora no Rio de Janeiro: quase metade do salário anual.

Passear de bicicleta com mais de 30 aspones durante a milésima viagem a Paris com tudo pago pelo contribuinte otário: NÃO TEM PREÇO.

enviada por Gracias

IRRESPONSÁVEL GASTADOR



O presidente Lula da Silva gasta irresponsavelmente os recursos do país, mantém a peso de ouro duas dezenas de ministérios desnecessários e entrega bilhões do dinheiro dos impostos para o MST sair por aí espalhando o terror e cometendo ilegalidades com verbas públicas.

O presidente Lula faz isto mesmo sabendo que a inflação é o resultado da gastança do governo.

A inflação, infelizmente, voltou.

E o que faz Lula?

Em vez de reduzir custos públicos, diz que o culpado pela volta da inflação é o brasileiro que "compra e que vende".

Indignado com a injustiça e a irresponsabilidade, o deputado Paulo Bornhausen (SC) reage:

"A inflação tem nome e o nome é Lula, o presidente da República é o único culpado pelo descontrole dos gastos do governo", afirma. "

A solução é cortar despesas e não aumentar impostos.

Tem de haver prioridade.

Esse governo não tem prioridade, é um governo que só impõe mais custos ao povo trabalhador e que é tão irresponsável que patrocinou a volta da inflação", completa


A MÃO GRANDE DO PODER EXECUTIVO

por Maria Lucia Victor Barbosa

Nosso Executivo sempre prevaleceu sobre o Legislativo e o Judiciário e isso é fácil de demonstrar revendo um pouco da nossa história:

O Estado brasileiro foi organizado através do projeto constitucional elaborado pela Assembléia Constituinte de 1823.

Entretanto, os choques de poder entre Dom Pedro I e os parlamentares, notadamente os Andrada, levariam o imperador a dissolver a Assembléia Constituinte em 11 de novembro de 1823.

Dom Pedro, então, nomeia um grupo de dez notáveis para redigir um projeto constitucional, em tudo parecido com o anterior, exceto por um detalhe: ao lado dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, surge um quarto, o Poder Moderador, capaz de facultar ao Imperador atribuições, entre as quais, escolha de senadores, livre nomeação de ministros, vetos dos atos do Legislativo.

Até 1826 o imperador governará de forma absoluta apoiado pelo partido português.

Diante do que se passava, o povo, em sua quase totalidade, se quedava indiferente, distante anos luz dos bastidores do poder e achando muito natural os cargos públicos preenchidos por apaniguados, enquanto o governo abertamente favorecia os interesses que representava e o partido português manejava o poder a seu gosto.

Como se nota nosso Executivo já nasceu forte e assim permaneceu até hoje, apesar de que a “felicidade geral” e a “justa liberdade dos povos” sempre deixaram a desejar.

Tal realidade, contudo, jamais ensejou atitudes revolucionárias contra os poderes constituídos e o povo brasileiro seguiu pelos séculos de sua história demonstrando uma passividade raiando à submissão.

A explicação dessa passividade deve ser buscada em nossas origens, pois como bem enfatizou Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil:

“Entre nós, o domínio europeu foi, em geral, brando e mole, menos obediente a regras e dispositivos do que à lei da natureza”. “A vida parece ter sido aqui incomparavelmente mais suave, mais acolhedora das dissonâncias sociais, raciais e morais”. “Nossos colonizadores eram, antes de tudo, homens que sabiam repetir o que estava feito ou o que lhes ensinara a rotina”.

No entanto, é importante compreender que, por detrás da aparente brandura brasileira, da amenidade no trato social, esconde-se a violência que pode brotar a qualquer momento.

Ressalvando-se, porém, as organizações criminosas que aterrorizam a vida urbana e os ditos movimentos sociais, como o MST que faz o que bem entende sob a complacência e o estímulo governamentais, a violência do brasileiro é geralmente individualizada, desordenada, desorientada, originando-se da frustração, do desespero, do rancor, e não de uma consciência popular que exija seus direitos ou atitudes coerentes por parte do poder.

O fato é que desde os primórdios do Estado brasileiro, até hoje, nossa mentalidade não mudou.

No momento o Executivo concentra um enorme poder e a seu reboque seguem, como sempre, o Legislativo e o Judiciário.

Indiferente aos jogos da ambição política, aos escândalos que sucedem com tal velocidade que os mais recentes fazem esquecer rapidamente os anteriores, a malversação dos recursos públicos, ao ônus que representa a pesada máquina burocrática governamental, ao peso da corrupção que impede nosso progresso, o povo se inclina ao paternalismo estatal sempre em busca de um líder magnânimo, de um salvador que lhe provoque reações emocionais.

Não importa se a mão grande do Executivo toma de forma exorbitante as migalhas dadas. Com indiferença a população aceita que tenhamos os impostos mais altos do mundo, que a nefasta CPMF em breve ressuscite, que a arrecadação federal tenha atingido novo recorde em abril, ou seja, R$ 59,7 bilhões, 11,4% a mais do que o mesmo mês de 2007.

Nem a inflação que já acelera, especialmente, para os mais pobres, incomoda.

E quando a mão grande do Executivo se fecha sobre entidades sociais que funcionam exemplarmente como o Sesc, o Sesi, o Senac e o Senai, entidades mantidas pelo empresariado, para surrupiar seus recursos, ninguém toma conhecimento.

Tão pouco não há reação quando a mão grande do Executivo interfere nos planos de saúde para atrapalhá-los. Afinal, toda vez que a enorme mão do Leviatã, através do Executivo, aparece, acaba danificando o que funciona.

Por isso termino esse pequeno artigo fazendo minhas as palavras de H. L. Mencken:

“O governo ideal de qualquer pessoa dada à reflexão, de Aristóteles em diante, é aquele que deixe o indivíduo em paz – um governo que praticamente passe despercebido”.

“Este ideal, acredito, se concretizará no mundo cerca de vinte ou trinta séculos depois de eu ter partido”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, professora e escritora.