Em depoimento ao juiz Sergio Moro na Lava Jato, delator afirma que dinheiro foi repassado ao senador pelo lobista Jorge Luz por contrato de navio-sonda da Petrobras
Na VEJA.com
Em seu primeiro depoimento ao juiz federal Sergio Moro como delator na Lava Jato, o ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse nesta segunda-feira que o presidente do Senado Renan Calheiros recebeu propina de 6 milhões de dólares do lobista Jorge Luz, apontado como um dos operadores do petrolão. Segundo Cerveró, o dinheiro seria referente a um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobras 10.000.
“(Jorge Luz) foi o operador que pagou os 6 milhões de dólares da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”, disse o delator ao ser questionado pela defesa de Salim Schahin sobre a atuação de Jorge Luz em relação às propinas recebidas por Cerveró. A propina teria sido repassada na época da contratação do navio-sonda, em 2006.
Neste momento da audiência, que envolveu acusações ainda sob investigação contra uma autoridade com prerrogativa de foro, Moro interrompeu Cerveró e pediu para o delator comentar apenas o que tinha pertinência com a ação penal na qual ele depôs nesta tarde. O ex-diretor falou na ação em que é acusado de favorecer a Schahin na contratação para a operação de um navio-sonda da Petrobras como uma forma de quitar a dívida do partido com o banco Schahin.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou as acusações. Renan “reafirma que já prestou as declarações necessárias, mas está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Renan recebeu propina de US$ 6 milhões, diz Cerveró
ARMÍNIO FRAGA DIZ A TEMER QUE TESOURO “ESTÁ QUEBRADO”
O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga traçou um quadro dramático da economia brasileira para o vice-presidente da República, Michel Temer, em jantar ontem à noite, do qual participou o senador tucano Aécio Neves. Armínio é o nome favorito de Temer para o Ministério da Fazenda, caso o Senado aprove o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O ex-BC recusou o convite, mas se colocou a disposição do peemedebista para ajudá-lo, sobretudo para abrir portas no mercado internacional.
Na avaliação de Armínio, o Tesouro Nacional “está quebrado”, assim como a maior parte dos estados. Ele orientou Temer a abrir os olhos em relação aos bancos públicos, em especial em relação à Caixa Econômica Federal, cuja situação “é mais do que preocupante”. Para o ex-presidente do BC, Temer também terá que dedicar atenção especial à Petrobras, cuja situação “é delicadíssima”.
Armínio está ajudando Temer a compor a equipe econômica de seu eventual governo. Para a Fazenda, ele está indicando Murilo Portugal, hoje presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban,) e Henrique Meirelles, do grupo JBS e ex-presidente do BC. Para o comando da autoridade monetária, os novos sugeridos são os de Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, de Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá Sekular, ambos ex-diretores do BC na gestão de Armínio, além de Mário Mesquita, muito ligado a Meirelles, do qual foi subordinado, hoje sócio do Banco Brasil Plural.
Na visão do ex-presidente do BC, se realmente assumir a Presidência da República, Temer terá que dar um choque de credibilidade, anunciando um governo austero, responsável fiscalmente e comprometido com a estabilidade financeira. Se não fizer isso, estará fadado a repetir o fracasso da gestão de Dilma, que resultou na maior recessão da história do país. Em dois anos, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá cair mais de 8%.
19/04/2016
PGR denunciará Lula ao Supremo
Baseada na delação do assessor do senador Delcídio do Amaral, Procuradoria já vê indícios de crime na conduta do ex-presidente, que, segundo as evidências, tentou comprar o silêncio de Nestor Cerveró
ANA CLARA COSTA Época
A Procuradoria-Geral da República (PGR) usará o termo de delação premiada de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, para encorpar a denúncia que prepara contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, segundo fontes ligadas ao caso. As informações sobre os pagamentos feitos por Maurício Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, um grande amigo de Lula, para financiar a família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, constam do documento firmado por Ferreira e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, na última quinta-feira. O teor dessa delação foi revelado por ÉPOCA. A denúncia será apresentada pela PGR ao Supremo até o começo de maio.
Na delação, Ferreira conta, detalhadamente, como foram os encontros com Maurício Bumlai para receber dinheiro vivo e repassá-lo à família de Cerveró, por meio do advogado Edson Ribeiro, que intermediava o contato. Uma das justificativas do cuidado “especial” de Delcídio com a família Cerveró se justifica, em parte, segundo Ferreira, pela preocupação do ex-presidente Lula sobre as informações que poderiam surgir de uma delação do ex-diretor. Segundo a delação de Delcídio, homologada em março, Lula seria o principal articulador da estratégia de "comprar o silêncio" de Cerveró. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), no início de abril, o ex-presidente se defendeu das acusações e negou que tenha participado de qualquer ação para impedir que Cerveró fechasse delação premiada.
Segundo Ferreira, o filho do pecuarista repassou a ele R$ 150 mil com destino à família Cerveró. Foram três entregas de R$ 50 mil. O assessor de Delcídio apresentou, como provas de corroboração, mensagens trocadas com operadores de Bumlai e o próprio filho dele, combinando os encontros para buscar o dinheiro. Há até mensagens de áudio via aplicativos como What'sApp e Telegram. Ferreira entregou também coordenadas do seu celular, comprovantes de hospedagem em São Paulo e vouchers dos vôos que tomou. Ele narra minuciosamente as coletas de dinheiro. A última entrega registrou cenas de filme policial. Ferreira conta que entrou em um carro, no banco do carona, e no assoalho havia uma sacola com uma caixa de um vinho; que o motorista disse que aquela era a encomenda de Maurício Bumlai. Em outra ocasião, Ferreira foi orientado por um ex-assessor de Delcídio, o Coronel Angelo Rabello, a encontrar uma terceira pessoa chamada Alexandre, no Aeroporto de Congonhas. Alexandre levou Ferreira até seu carro, no estacionamento do aeroporto, e lhe entregou uma sacola das lojas Renner, onde havia uma caixa de sapatos fechada. “Havia um buraco na caixa de sapatos, permitindo ao depoente ver, como efetivamente viu, que havia dinheiro em espécie em seu interior”, disse o delator.
Ainda de acordo com Ferreira, Delcídio havia citado como plano B para os pagamentos aos honorários de Ribeiro, o banqueiro André Esteves, que havia se prontificado a ajudar. No documento, o delator diz que Esteves estava especialmente preocupado com a delação de Cerveró devido a negócios com bandeiras de postos de combustíveis e operações na África. O BTG adquiriu, em 2013, metade da operação de exploração da Petrobras na África, criando a chamada PetroÁfrica. O negócio foi fechado por US$ 1,5 bilhão, enquanto o mercado precificava a mesma fatia acionária por US$ 4 bilhões. Conforme ÉPOCA revelou, a delação do lobista Hamylton Padilha, que participou das negociações, deverá esclarecer a diferença de valores. André Esteves foi preso em novembro do ano passado, juntamente com Delcídio do Amaral, depois que uma gravação feita pelo filho de Cerveró, Bernardo, o incriminou. No áudio enviado aos procuradores, Delcídio diz a Bernardo que Esteves ajudaria a financiar a fuga de seu pai do Brasil. Esteves foi solto pouco antes do Natal.
O ex-presidente Lula discursa durante manifestação pró-governo dia 11 de abril no Rio de Janeiro
(Foto: AP Photo/Leo Correa)
19/04/2016
Delator revela plano do governo para ministro do STJ sabotar Lava Jato
Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, afirmou aos procuradores que Marcelo Navarro tinha tratamento "diferenciado" em relação aos outros candidatos à vaga de ministroANA CLARA COSTA E FILIPE COUTINHO
ÉpocaA presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, dia 1º de abril. Delator revela mais detalhes sobre operação para abafar Lava Jato
(Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
Em delação premiada, Diogo Ferreira, braço direito do senador Delcídio do Amaral, detalhou a proximidade do ex-petista com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marcelo Navarro, antes de sua nomeação ao cargo. Conforme antecipou ÉPOCA, o documento foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki na última quinta-feira, 14. Ferreira disse aos procuradores que agendou encontros entre Navarro e o senador, e que ouviu em diversas ocasiões que a estratégia era nomeá-lo para o STJ com o objetivo de barrar a Lava Jato. Ferreira disse que Delcídio citava nominalmente Marcelo Odebrecht como maior beneficiário da estratégia. O ex-chefe de gabinete apresentou ainda mensagens de WhatsApp trocadas com Navarro para marcar encontros com Delcídio. Segundo ele, atenção semelhante não era dispensada a nenhum outro candidato da lista tríplice de indicados ao STJ. Da lista, Navarro foi o único a ir ao gabinete de Delcídio. Foram três visitas.imagem - Whatsapp - Marcelo Navarro
(Foto: Reprodução)ENCONTROS Imagem de troca de mensagens entre Marcelo Navarro e Diogo Ferreira
Ferreira contou aos procuradores que Delcídio revelou o teor da conversa mantida com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, em que a petista pediu para que Delcídio obtivesse de Navarro um "compromisso de alinhamento com o governo para libertar determinados réus importantes da Operação Lava Jato". Ainda segundo o delator, o mesmo compromisso já havia sido obtido do ministro Joaquim Falcão, que era alinhado com Navarro.
Diz o trecho da delação: “que o Senador contou ao depoente, depois dessa reunião, que ele e o então Ministro da Justiça precisavam atentar para a importância dessa nomeação, porque ela envolvia a substituição do Ministro convocado Trisotto e a relatoria da Operação Lava Jato; que a partir dai o Senador Delcídio do Amaral e o Ministro Jose Eduardo Cardozo passaram ater contato muito mais frequente; que, em determinado fim de semana, não distante no tempo da reunião que anteriormente narrada, o depoente se encontrou com o Senador Delcídio do Amaral no hotel Golden Tulip, onde este residia, e contou ao depoente haver tido, no mesmo fim de semana, encontro particular com a Presidente Dilma Rousseff, a qual lhe pedira, na ocasião, que obtivesse de Marcelo Navarro o compromisso de alinhamento com o governo para libertar determinados réus importantes da Operação Lava Jato; que, segundo o Senador Delcídio do Amaral, a Presidente Dilma Rousseff falou expressamente em Marcelo Odebrecht”.
Ferreira disse que não participava das reuniões dentro do gabinete de Delcídio, mas que, em uma ocasião, durante um encontro de Delcídio com o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, Ferreira foi chamado à sala para informar os números dos habeas corpus dos ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Renato Duque. Terminada a reunião, Delcídio disse a Ferreira que a intenção era obter parecer favorável de Navarro, já ministro do STJ, em relação aos habeas corpus. Ferreira revelou ainda que, pouco tempo depois, quando Navarro foi ao gabinete do senador, ao se despedir, disse a Delcídio: "Não se preocupe, está tudo entendido".PAGAMENTOS À FAMÍLIA CERVERÓ
Na delação, Ferreira também complicou ainda mais a situação do ex-presidente Lula e do filho do pecuarista José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, trazendo ambos para o centro das tentativas de impedir a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Ele relata ter participado de encontros com Maurício, de quem recebeu dinheiro para ser entregue à família de Cerveró. Foram três entregas de R$ 50 mil feitas por meio do advogado de Cerveró, Edson Ribeiro -- todas em São Paulo. Segundo a delação de Delcídio, homologada em março, Lula seria principal articulador da estratégia de "comprar o silêncio" de Cerveró.
Ainda de acordo com Ferreira, Delcídio havia citado como plano B para os pagamentos aos honorários de Ribeiro, o banqueiro André Esteves, que havia se prontificado a ajudar. No documento, o delator diz que Esteves estava especialmente preocupado com a delação de Cerveró devido a negócios com bandeiras de postos de combustíveis e operações na África. O BTG adquiriu, em 2013, metade da operação de exploração da Petrobras na África, criando a chamada PetroÁfrica. O negócio foi fechado por US$ 1,5 bilhão, enquanto o mercado precificava a mesma fatia acionária por US$ 4 bilhões. Conforme ÉPOCA revelou, a delação do lobista Hamylton Padilha, que participou das negociações, deverá esclarecer a diferença de valores.Delação de Diogo Ferreira (Foto: Reprodução)Trecho da delação de Diogo Ferreira, homologada pelo STF (Foto: Reprodução)
Nas mensagens trocadas entre Diogo e Edson Ribeiro, o advogado de Cerveró cobra uma conversa com André Esteves dizendo que está sendo pressionado pela família do ex-diretor da Petrobras. Segundo o delator, os pagamentos feitos por Bumlai haviam cessado a pedido do próprio Bernardo Cerveró, que avisara não precisar mais do auxílio porque o pai faria delação. Contudo, meses depois, o advogado da família pediu para que os auxílios fossem retomados, desta vez, por Esteves.19/04/2016
Delcídio tratou com Dilma sobre liberação de Marcelo Odebrecht, confirma delator
Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral, confirma suposta investida do governo para tentar interferir na Operação Lava Jato
Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015, em Curitiba.
Foto: Cassiano Rosário/Futura Press
Por Beatriz Bulla e Fábio Fabrini,
de Brasília
Em delação premiada, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), confirmou a ofensiva do governo para tentar interferir na Lava Jato através da nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. Ferreira disse que o parlamentar relatou a ele conversas com a presidente Dilma Rousseff na qual a petista pediu “compromisso de alinhamento” de Navarro com o governo e citou o caso do presidente da Odebrecht preso preventivamente pelo juiz Sérgio Moro, Marcelo Odebrecht.
O delator afirmou que depois de uma reunião entre o parlamentar e o desembargador – que aconteceu após encontro de Delcídio com Dilma – Marcelo Navarro despediu-se do senador dizendo “Não se preocupe, está tudo entendido”. A delação de Diogo Ferreira, colhida pela Procuradoria-Geral da República no dia 30 de março, foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele entregou aos investigadores trocas de mensagens no Whatsapp nas quais mantinha contato com Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, a pedido de Delcídio.
“Que a partir daí o Senador Delcídio do Amaral e o Ministro José Eduardo Cardozo passaram a ter contato muito mais frequente; que, em determinado fim de semana, não distante no tempo da reunião que anteriormente narrada, o depoente se encontrou corn o Senador Delcídio do Amaral no hotel Golden Tulip, onde este residia, e contou ao depoente haver tido, no mesmo fim de semana, encontro particular com a Presidente Dilma Roussef, a qual lhe pedira, na ocasião, que obtivesse de Marcelo Navarro o compromisso de alinhamento corn o governo para libertar determinados réus importantes da Operaçăo Lava Jato; que, segundo o Senador Delcidio do Amaral, a Presidente Dilma Roussef falou expressamente em Marcelo Odebrecht”, consta no termo de depoimento do ex-chefe de gabinete.
A procuradores da República, o ex-assessor de Delcídio disse que o senador teve uma reunião com o atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, hoje ministro da Justiça, próximo ao mês de julho do ano passado. Depois do encontro, Delcídio teria dito que ele e Cardozo precisavam “atentar” para a importância da nomeação ao STJ, que envolvia a relatoria dos habeas corpus da Lava Jato.
Por duas vezes, Delcídio disse a Diogo Ferreira que, segundo Cardozo, o desembargador era um nome ligado ao presidente do STJ, ministro Francisco Falcão, que estaria alinhado com o governo federal.
Apesar de não participar das reuniões com autoridades, o ex-assessor disse que na época da nomeação de Navarro foi chamado por Delcídio ao interior do gabinete de Cardozo. O senador pediu, na frente do então ministro da Justiça, os números dos habeas corpus no STJ em favor os ex-dirigentes da Petrobrás Nestor Cerveró e Renato Duque. “O senador esclareceu ao depoente, posteriormente, que havia a intençăo de obter de Marcelo Navarro prestação jurisdicional favorável aos pacientes nesses habeas corpus”, disse Ferreira na delação.
Com base na delação de Delcídio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avalia a possibilidade de pedir a abertura de uma investigação pelo que classifica como “trama espúria” envolvendo a indicação de Navarro. A presidente Dilma Rousseff pode ser um dos alvos deste possível inquérito. A partir da homologação, a delação de Diogo Ferreira pode servir para reforçar eventuais pedidos de investigação.
O ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas afirma nunca ter tratado de questões ligadas à Lava Jato com Delcídio. Quando a divulgação da delação do senador foi realizada, Cardozo negou qualquer interferência dele e da presidente Dilma nas investigações da Lava Jato.
19/04/2016
Dilma comprou o PR por 50,5 milhões de reais
Dilma Rousseff, na segunda-feira, mandou liberar 50,5 milhões de reais em emendas parlamentares de deputados do PR que, no dia anterior, votaram contra o impeachment.
A lista foi obtida pelo Estadão:
- José Rocha, da Bahia, ganhou 19 milhões de reais.
- Vicentinho Júnior, do Tocantins, ganhou 4,5 milhões de reais.
- Édio Lopes, de Roraima, ganhou 6 milhões de reais.
- Wellington Roberto, da Paraíba, ganhou 12 milhões de reais.
- João Carlos Bacelar, da Bahia, ganhou 6 milhões de reais.
- Aelton Freitas, de Minas Gerais, ganhou 3 milhões de reais.
Gasparzinho comprou o voto desses parlamentares. Espalhem seus nomes.19.04.16
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Renan pegou propina de US$ 6 mi, afirma Cerveró à Justiça
Presidente do Senado, onde chegou o processo de impeachment de Dilma, teria recebido valores ilícitos por meio do lobista Jorge Luz, segundo ex-diretor de Internacional da Petrobrás
Renan Calheiros. Foto: Ed Ferreira/Estadão.
Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão
O ex-diretor Internacional da Petrobrás e delator da Lava Jato Nestor Cerveró disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira, 18, que o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu propina de US$ 6 milhões por meio do lobista Jorge Luz, apontado como um dos operadores de propinas na Petrobrás, referentes a um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobrás 10.000.
“(Jorge Luz) foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da propina da sonda Petrobrás 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”, disse o delator ao ser questionado pela defesa de Salim Schahin sobre a atuação de Jorge Luz em relação às propinas recebidas por Cerveró. A propina teria sido repassada na época da contratação do navio-sonda, em 2006.
Neste momento da audiência, que envolveu acusações ainda sob investigação contra uma autoridade com prerrogativa de foro, o juiz Sérgio Moro interrompeu Cerveró e pediu para o delator comentar apenas o que tinha pertinência com a ação penal na qual ele depôs nesta tarde. O ex-diretor falou na ação em que é acusado de favorecer a Schahin na contratação para a operação de um navio-sonda da Petrobrás como uma forma de quitar a dívida do PT de R$ 12 milhões com o banco Schahin.
Renan Calheiros é hoje o responsável por ditar o ritmo do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff após a Câmara aprovar a continuidade do procedimento. A acusação contra o senador na delação de Cerveró foi revelada pelo Estado em dezembro do ano passado e confirmada pelo delator nesta tarde em seu primeiro depoimento após fechar um acordo de delação premiada.
COM A PALAVRA, O PRESIDENTE DO SENADO, RENAN CALHEIROS (PMDB-AL)
Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou as “as imputações”.
Renan “reafirma que já prestou as declarações necessárias, mas está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.
18/04/2016
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