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terça-feira, 12 de junho de 2012

Presidente do PSDB reafirma confiança no governador e elogia sua atuação em sessão da CPI



O presidente do PSDB Sérgio Guerra deixou a sessão da CPI defendendo que Marconi Perillo está sendo convincente em seu depoimento

POR JÚNIA GAMA

O Globo

Guerra alega que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) , enfrentará maiores dificuldades para se explicar amanhã.

- Se eu fosse o PT, que está claramente interessado em prejudicar o Marconi, eu iria pra casa. Eles estão levando um banho - disse ele. Logo após a fala de Perillo, o governador foi aplaudido por parlamentares.

Para Guerra, petistas tentam desviar o foco das atenções do julgamento do mensalão.

- Não houve embate.

As perguntas foram vagas e as respostas, precisas. O PT está preocupado é com o mensalão e quer tirar o foco - disse o deputado, que reafirmou a confiança do partido no governador de Goiás.

Nos bastidores, parlamentares dizem que falta habilidade ao relator da CPI para conduzir os questionamentos a Perillo.

Perillo na CPI. Vamos ver se hoje será o primeiro dia do resto de uma farsa



Qual era o segredo de Cavendish?

Se a Delta ficar fora do alcance da CPI, a investigação poderá e deverá ser chamada, sem qualquer exagero, de farsa



Vamos ver. Esta terça tem tudo para ser o primeiro dia do resto dos descaminhos da CPI do Cachoeira.

Por que afirmo isso?

Hoje depõe o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que era um dos alvos daquilo que chamei os “Protocolos dos Sábios do PT”.

Os outros eram o ministro Gilmar Mendes (tiro n’água), o procurador-geral da República (tiro n’água) e a imprensa (chuááá).

Desde quando se ofereceu para depor, o noticiário contra o tucano avolumou-se de forma exponencial — e ninguém precisa ser muito bidu para saber a origem.

Curiosamente, aquele setor do jornalismo que tenta se especializar em investigar fontes alheias não se interessa pelas fontes que vazam ou plantam notícias contra oposicionistas.

Notem bem, hein?

Não estou aqui a dizer que Perillo é inocente disso ou daquilo, não!

A história da venda de sua casa está enroladíssima. Duvido que ele próprio saiba de cabeça as versões que já foram relatadas na CPI.

Também cresceu, mas muito menos, o noticiário contra Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, que é do PT. Os petistas querem pegar Perillo; os tucanos estão de olho em Agnelo.

Enquanto isso…

“Enquanto isso, o quê, Reinaldo?”

Ora, enquanto isso, a CPI vai se desviando doce e suavemente do centro nervoso da investigação. Notem que o nome Delta, que demorou a entrar no noticiário — como adverti aqui desde os primeiros dias —, voltou a sumir dos jornais, dos sites, dos blogs…

Isso obedece a uma estratégia.

Antes que fale um pouco dela, reitero: não estou aqui a dizer que as acusações que pesam contra Perillo e Agnelo não devam ser investigadas.

Devem, sim!

Mas é evidente que elas não podem servir como cortina de fumaça para esconder o principal.

Ora, ora, ora… Como revelou Lauro Jardim, na coluna Radar, na VEJA desta semana, as duas empreiteiras que lideram o consórcio que venceu a licitação para o aeroporto de Viracopos, por exemplo, estão no laranjal da Delta. A lista do Coaf com movimentação suspeita de dinheiro é impressionante. Investigar a eventual infiltração do esquema criminoso de Cachoeira nos governos de Goiás e do Distrito Federal não impede que se apurem as lambanças do megaesquema da construtora. E isso é tudo o que o PT e o PMDB não querem.

Pegar Perillo e encerrar logo
A CPI, os petistas já perceberam, não serve mais aos propósitos iniciais.


A tramoia para tentar desmoralizar os adversários dos mensaleiros deu com os burros n’água.

Os vingadores de Lula e Dirceu se concentram agora em tentar usar a maioria que têm na CPI para fazer ao menos uma vítima graúda: Perillo. Caso o governador se enrosque para valer na comissão, terão ao menos uma cabeça vistosa para exibir em praça pública, especialmente num momento em que os crimes do mensalão voltarão ao noticiário.

A CPI, em si, nada pode fazer contra Perillo.

Um processo criminal só poder ser movido pelo STJ, e o político, só pela Assembleia Legislativa.


Não é com isso que conta a petezada: a turma quer que a comissão produza ao menos um Judas da oposição para ser malhado.

Insisto: se Perillo ou Agnelo se envolveram com a quadrilha de Cachoeira, que paguem por isso.

Mas é uma obscenidade política deixar de investigar a Delta e seu controlador, Fernando Cavendish.

O esquema de Cachoeira, no que diz respeito à construtora, era só o braço da rede no Centro-Oeste.

E os demais?

E o Rio de Janeiro de Sérgio Cabral?

Mesmo depois de flagrada numa operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, a empresa recebeu R$ 139 milhões a juros camaradas do BNDES.

Qual era o segredo de Cavendish?

Se a Delta ficar fora do alcance da CPI, a investigação poderá e deverá ser chamada, sem qualquer exagero, de farsa.



12/06/2012

PSDB do Rio de Janeiro entra com representação contra Lula e Eduardo Paes


PSDB do Rio de Janeiro entra com representação contra Lula e Eduardo Paes

O diretório municipal do PSDB apresentou nesta segunda-feira, 11, a Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) representação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB)

Por Agência Estado

Os tucanos acusam os dois de fazerem campanha antecipada e propaganda eleitoral extemporânea.


No domingo, o candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, deputado federal Otavio Leite, criticou o ex-presidente. "O presidente Lula tem todo o direito de expressar o seu ponto de vista e apoiar quem bem entender.

É democrático.

O que não é justo é fazê-lo num palanque custeado pelo povo do Rio, com dinheiro público. Ali houve uma ilegalidade porque foi campanha antecipada.

Não se pode pedir voto antes do dia 6 de julho", afirmou o tucano.
11/6/2012

O insensato





— "Não faço nada que não seja de comum acordo e determinado por ele [Lula]".

(José Dirceu, sobre o mensalão, em 13/6/2005)




POR RICARDO NOBLAT
O GLOBO



Se depender de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil de parte do primeiro governo Lula, o bicho vai pegar antes, durante e, se necessário, depois do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nunca antes na história recente do país convocou-se o povo para pressionar um tribunal.

Pois bem: Dirceu começou a fazê-lo.


Rapaz ousado!

Mais certo seria chamá-lo de temerário, imprudente, perigoso, tresloucado, atrevido, insolente,afoito, demente, precipitado, desaforado, petulante, desajuizado, incauto, arrogante, desvairado, impulsivo, arrebatado, insensato – e mais o quê? Pense. E acrescente aí.


Quem se diz democrata respeita a independência do poderes da República.

Pode discordar de decisões da Justiça?

É claro que sim.

E até criticá-las com indignação.

Mas ao fim e ao cabo só lhe resta acatá-las.

Diga-me: que democrata de verdade insufla o povo para que constranja a Justiça a decidir como ele deseja?




De passagem por Brasília, em conversa com um amigo há um mês, Dirceu pareceu abatido e certo de que será condenado por ter chefiado "uma sofisticada organização criminosa" que tentou se apoderar de uma fatia do aparelho do Estado, segundo denúncia do Procurador Geral da República aceita pelo STF.

Não revelou ao amigo que cogitara exilar-se em Cuba ou na Venezuela.

Uma vez condenado, viajaria denunciando a injustiça de que fora vítima.

Arquivou a ideia.

Concluiu que seria difícil convencer os ouvintes de que era um perseguido político no país governado por seu próprio partido há quase dez anos.


Mas surpreendeu o amigo ao revelar que os chamados “movimentos sociais” não assistiriam inertes a sua eventual condenação.

Diz-se informado de que reagiriam por meio de manifestações de rua.

Não descartou a hipótese de que tais manifestações acabassem antecipadas.

Tudo dependeria da data do julgamento.



O STF marcou o julgamento para agosto e setembro próximos. Na tarde do último sábado, Dirceu aproveitou no Rio o 16º Congresso Nacionalda União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, e pediu aos estudantes que saiam às ruas em sua defesa.

"Será a batalha final", proclamou com ar grave.


— Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a
gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas.

É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês
— suplicou


A Procuradoria Geral da República considera que há provas suficientes para condenar os 38 réus do mensalão.

Com ela concordou o STF ao acolher a denúncia.

São 11 os juízes.

Advogados com livre trânsito no STF apostam na condenação de Dirceu por dois a três votos de diferença.


Sabe de quem será um dos votos pela absolvição?

Está sentado?

Do ministro Gilmar Mendes.

Por que tanto espanto?


Se fosse menos mal agradecido, o PT reverenciaria Gilmar sempre que ele fosse citado.

E não valorizaria nem um pouco as suas explosões de temperamento.




Quem evitou a inclusão de Gushiken na lista dos mensaleiros?

E garantiu a Mercadante o direito de ser candidato ao Senado?

E salvou Palocci da acusação de ter quebrado o sigilo bancário de Francenildo dos Santos, testemunha de suas visitas a um reduto de amor e de negócios em Brasília? Gilmar, ora.



Dirceu sabe disso.

Como sabe que a força da mídia é declinante, a se acreditar no que apregoa Lula.

Como sabe que há provas de que o mensalão existiu.

A propósito, uma vez ele observou em entrevista à Folha de S. Paulo: "Eu falei para não fazer". Falou para quem? Por que não foi atendido?


— Não podemos deixar que esse processo se transforme no julgamento da nossa geração. Não permitam julgamentos fora dos autos — apelou Dirceu.

Os réus do mensalão são de várias gerações.

Os estudantes que ouviram Dirceu não são da geração dele.

Em nada ajudará Dirceu a suspeita de que o STF pode julgar fora dos autos.

Junho 11, 2012

Por que Lula tem pavor do mensalão?


Recordando....




Os segredos do doleiro Antonio Oliveira Claramunt
(Toninho da Barcelona)

O que sabe o doleiro Toninho da Barcelona?


Por Policarpo Junior
Revista VEJA


Publicado Sábado, 20 de Agosto de 2005


Jonne Roriz/AE
ARQUIVO VIVO

Toninho da Barcelona afirma que o PT tem conta secreta no exterior e revela o caixa dois do partido


Na semana passada, doze parlamentares da CPI dos Correios desembarcaram em São Paulo para ouvir o doleiro Antonio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona.

Durante quatro horas, o doleiro procurou atiçar o apetite da CPI para negociar uma delação premiada, instituto pelo qual um criminoso conta o que sabe em troca de uma redução de sua pena.

Toninho da Barcelona cumpre 25 anos de prisão na penitenciária de Avaré, a 258 quilômetros de São Paulo. Aos parlamentares da CPI, ele contou que conhecia detalhes das operações financeiras do PT para o exterior, disse que sabia de remessas feitas pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e indicou que o MTB Bank, casa bancária de Nova York, era o epicentro da lavagem de dinheiro.

No depoimento, no qual chorou várias vezes, o doleiro disse ainda que a corretora Bônus Banval, de São Paulo, operava para o ex-ministro José Dirceu e era uma das fontes de pagamento do mensalão.


No dia seguinte, Toninho da Barcelona concordou em dar uma entrevista a VEJA, por escrito.

Ele recebeu uma lista com vinte perguntas da revista e levou duas horas para manuscrever as respostas, que ocupam treze folhas de ofício.

Suas revelações ajudam a desvendar o tesouro milionário do PT no exterior e mostram que:


• O PT tinha conta clandestina no exterior, operada pelo Trade Link Bank, uma offshore vinculada ao Banco Rural. Quando o PT queria sacar recursos do Trade Link para usá-los no Brasil, o doleiro acionado era Dario Messer, do Rio de Janeiro.

• Dario Messer recebia os dólares petistas em sua offshore no Panamá e entregava ao PT o correspondente em reais no Banco Rural, sediado em Belo Horizonte.


• Os cofres do PT viviam abarrotados de dólares. Em 2002, no auge da campanha presidencial, a casa de câmbio do doleiro, a Barcelona, chegou a fazer trocas de moeda em ritmo quase diário.


• As trocas, em valores que oscilavam entre 30.000 e 50.000 dólares, eram realizadas no gabinete do então vereador Devanir Ribeiro, ex-metalúrgico e petista histórico.


• A Bônus-Banval, de São Paulo – aquela corretora que recebeu um pagamento de Marcos Valério para Bob Marques, amigão do ex-ministro José Dirceu –, realizava operações de "esquenta-esfria". Por essas operações, um lado sempre ganha (e esquenta dinheiro de caixa dois) e outro sempre perde (e esfria dinheiro de caixa um, produzindo assim recursos para destinos escusos).


• Nas operações de esquenta-esfria, os prejuízos eram sempre de fundos de pensão de estatais – cujos recursos, esfriados, eram liberados para entrar no caixa dois do PT. Um dos atendidos pelo esquema da Bônus-Banval, diz o doleiro, era José Dirceu.
Leia mais.

Charges




o Zé "colloriu"

com direito a xingar os juízes


www.sponholz.arq.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PT, com telhado de vidro, promete "pedreira" contra Perillo na CPI




Vice-presidente da CPI do caso Cachoeira, o petista Paulo Teixeira (SP) afirmou nesta segunda-feira (11) que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deverá enfrentar um depoimento "pedreira" nesta terça-feira (12) na comissão.

Embora o PSDB tenha proposto um pacto de não agressão aos petistas e peemedebistas em troca da blindagem de Perillo, Teixeira duvidou que a ideia seja aprovada na reunião que o PT realiza hoje para traçar a estratégia do partido.

Pesou contra Perillo a declaração de que espera uma atitude de estadista do ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Perillo disse à Folha ter a expectativa de que Lula não guarde contra ele ressentimentos da época do escândalo do mensalão.

A estratégia de se apresentar como vítima de revanchismo contrariou o PT. "Esse discurso não dura meia hora na CPI", afirmou Teixeira. 

Perillo irá prestar depoimento amanhã na comissão sobre sua relação com o empresário Carlinhos Cachoeira e se diz alvo de "perseguição política" por "episódios do passado".

Em 2005, no auge do mensalão, Perillo revelou que havia avisado Lula sobre a existência do esquema.

O governador disse que vai entregar e mostrar no Congresso os cheques de R$ 1,4 milhão que recebeu na venda de uma casa onde foi preso Cachoeira, em fevereiro.

"Fiz um negócio legítimo", afirmou o tucano. (Folha Poder)

Observação: o deputado em questão, defensor da liberação da maconha e orador emérito dos blogs do esgoto, fala muito e, depois, amarela. O PT possui telhado de vidro e não tem moral para atirar pedras. Até porque, no dia seguinte, Agnelo estará depondo. O governador petista nem mesmo tem os cheques da super mansão subfaturada que comprou no Lago Paranoá. Muito menos das franquias que a sua família vem adquirindo,na maior laranjada da história deste país.


Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste - 1

 


Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste

Lembra o caso dos dólares escondidos na cueca?

Uma investigação obtida por ÉPOCA revela desvio de dinheiro envolvendo o mesmo banco – e o mesmo partido político

LEOPOLDO MATEUS
DE FORTALEZA

                   SOB INVESTIGAÇÃO

A sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza, e o chefe de gabinete do banco, Robério do Vale (à direita). Três empresas dos cunhados de Vale obtiveram empréstimos suspeitos que chegaram a cerca de R$ 12 milhões

  (Foto: Kléber A. Gonçalves/O Povo e Miguel Porti/Ag. Diário)

No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores.

Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães (PT), irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie.

As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco. Passados sete anos, uma auditoria interna do banco e outra da Controladoria-Geral da União, obtidas por ÉPOCA, revelam um novo esquema de desvio de dinheiro. Somente a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, recebeu quase R$ 12 milhões. Sucessor de Kennedy, Vale foi o quarto maior doador como pessoa física para a campanha de 2010 do hoje deputado federal José Guimarães.

O poder de Guimarães sobre o BNB pode ser medido a partir da lista dos doadores de sua bem-sucedida campanha ao segundo mandato, dois anos atrás. A maior doação de pessoa física é dele próprio.

A segunda é de José Alencar Sydrião Júnior, diretor do BNB e filiado ao PT. A terceira é do também petista Roberto Smith, presidente do banco no período em que ocorreram operações fraudulentas e hoje presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, nomeado pelo governador Cid Gomes (PSB). O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, vem em 11º.

Eleito para a Câmara Federal pela primeira vez em 2006, com a maior votação do Ceará, Guimarães ganhou poder na Câmara. Tornou-se vice-líder do governo e passou a ser amplamente reconhecido como o homem que indicava a diretoria no Banco do Nordeste. No disputado campo de batalha da política nordestina, o BNB é território de José Guimarães.

O novo esquema de desvios e fraudes no banco nordestino segue um padrão já estabelecido na longa e rica história da corrupção brasileira: o uso de laranjas ou notas fiscais frias para justificar empréstimos ou financiamentos tomados no banco.

Assim como na dança de dinheiro dos tempos do mensalão, as suspeitas envolvem integrantes do PT. Um levantamento feito por ÉPOCA mostra que, entre os nomes envolvidos nas investigações da CGU e da Polícia Federal, há pelo menos dez filiados ao PT.

Apresentado ao levantamento e aos documentos, o promotor do caso, Ricardo Rocha, foi enfático ao afirmar que vê grandes indícios de um esquema de caixa dois para campanhas eleitorais. “O número de filiados do PT envolvidos dá indícios de ação orquestrada para arrecadar recursos”, afirma Rocha.

A maioria das operações fraudulentas ocorreu entre o final de 2009 e o início de 2011. Somados, os valores dos financiamentos chegam a R$ 100 milhões, e a dívida com o banco a R$ 125 milhões. Só a MP Empreendimentos, a Destak Empreendimentos e a Destak Incorporadora conseguiram financiamentos na ordem de R$ 11,9 milhões.

Elas pertencem aos irmãos da mulher de Robério do Vale, Marcelo e Felipe Rocha Parente. Segundo a auditoria do próprio banco, as três empresas fazem parte de uma lista de 24 que obtiveram empréstimos do BNB com notas fiscais falsas, usando laranjas ou fraudando assinaturas.

As empresas foram identificadas após a denúncia feita por Fred Elias de Souza, um dos gerentes de negócios do Banco do Nordeste. Ele soube do esquema na agência em que trabalhava, a Fortaleza-Centro, e decidiu procurar o Ministério Público, em setembro do ano passado.

“Sou funcionário do banco há 28 anos. Quando soube do que estava acontecendo, achei que tinha o dever de avisar o MP”,
diz. O promotor Rocha, depois de tomar conhecimento do teor e da gravidade das denúncias de Souza, chamou representantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União para acompanhar o depoimento.



                           
DENÚNCIA


O ex-gerente Fred Elias de Souza, que revelou muitas das irregularidades. Ele foi transferido de função e hoje trabalha durante a madrugada, no SAC do banco (Foto: Jarbas Oliveira/ÉPOCA)

Em um dos casos, fica evidente o aparelhamento político do banco por membros do PT.

Souza denunciou a existência de um esquema chefiado pelo empresário José Juacy da Cunha Pinto Filho, dono de seis empresas que obtiveram mais de R$ 38 milhões do Banco do Nordeste, em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), entre 2010 e 2011.

Para conseguir financiamentos para compras de máquinas e veículos, foram apresentadas notas fiscais falsas, segundo o Relatório da CGU. Tudo era feito com a conivência de funcionários das agências bancárias e de avaliadores do banco.

No caso da empresa Flexcar Comércio e Locação de Veículos, o então gerente de negócios da Agência BNB Fortaleza-Centro, Gean Carlos Alves, afirmou em laudo ter visto os 103 carros financiados pelo banco. Fred de Souza afirmou em depoimento que uma fiscalização identificou apenas 33.

Segundo a investigação, Alves alterou os registros referentes aos gravames (documentos de garantia da dívida) dos veículos para liberar quase R$ 3 milhões para a Flexcar, aceitou notas fiscais falsas e falsificou o e-mail de um colega. Segundo o depoimento de Fred de Souza, Alves liberou R$ 11,57 milhões para três empresas de Pinto Filho usando uma senha dada pelo controle interno do banco e pela Gerência-Geral da agência.

A gerência é ocupada por Manoel Neto da Silva, filiado ao Partido dos Trabalhadores.

Outras duas empresas de Pinto Filho obtiveram empréstimos em outra agência de Fortaleza, a Bezerra de Menezes, cujo gerente-geral é José Ricáscio Mendes de Sousa, também filiado ao PT. Segundo o depoimento de Souza, foi Mendes de Sousa quem atraiu Pinto Filho para realizar negócios com o banco.

A sexta empresa de Pinto Filho envolvida no esquema, segundo as auditorias, é a JPFC Empreendimentos, que apresentou notas falsificadas para justificar um empréstimo de R$ 2,9 milhões.

As notas foram assinadas por Antônio Martins da Silva Filho, filiado ao PT de Limoeiro do Norte, cidade cearense de onde chegaram à PF outras denúncias envolvendo o BNB, em dezembro último.


con
tinua no post abaixo



08/06/2012


Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste - 2





Lembra o caso dos dólares escondidos na cueca?

Revista Época


continuação do post acima

A investigação da polícia está sob segredo de Justiça, mas ÉPOCA obteve com exclusividade o depoimento de José Edgar do Rêgo, funcionário do banco há 32 anos.

Desde março de 2010, Rêgo é gerente de negócios do Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf), coordenado pelo banco, em Limoeiro.

Ele delatou um esquema, investigado pela PF, em que os beneficiados pelas linhas de crédito do banco não eram agricultores, mas motoqueiros, frentistas, professores municipais e taxistas.

Tudo ocorreu em 2010.


Empréstimos do BNB eram pedidos e autorizados por membros do PT, citados na denúncia

Os projetos aprovados pelo banco eram apresentados por dois sindicalistas: Sidcley Almeida de Sousa e Francisco César Gondim.

Ambos são filiados ao PT da cidade de Tabuleiro.

Em suas visitas ao BNB de Limoeiro, eles eram sempre acompanhados pelo vice-prefeito de Tabuleiro, Marcondes Moreira, também do PT.

Apesar das irregularidades na identificação dos beneficiados, os projetos eram aprovados. Entre os citados por Rêgo como envolvidos na aprovação dos projetos ainda estavam outros dois filiados ao PT: Ariosmar Barros Maia, da cooperativa técnica de assessoria e projetos, e Samuel Victor de Macena, que avaliou em R$ 180 mil imóveis cujo valor, medido pelo banco, não passam de R$ 53 mil.

Os imóveis foram colocados como garantia dos empréstimos.


No meio de seu depoimento à Polícia Federal, foi questionado sobre a empresa Emiliano Turismo, investigada pela PF.

Disse que “era de conhecimento público em Tabuleiro que a empresa Emiliano Turismo trabalhava como cabo eleitoral para os então candidatos a deputado estadual e federal Dedé Teixeira e (José) Guimarães, ambos do Partido dos Trabalhadores”. O deputado Guimarães nega qualquer tipo de relação com a Emiliano.


Rêgo disse ainda que a Emiliano Turismo montava projetos para ser aprovados pelo Pronaf. Ele afirma ter detectado falsificações em assinaturas do projetista José Ivonildo Raulino, em projetos apresentados pela empresa.

Alguns deles foram aprovados pelo gerente-geral da agência, José Francisco Marçal de Cerqueira. Devido ao grande número de projetos do Pronaf na agência de Limoeiro, Marçal determinou que funcionários trabalhassem nos fins de semana.

Alguns contratados passaram a ter a senha de Rêgo, gerente de negócios do Pronaf, para liberar os recursos quando ele não estivesse presente.

Um deles era Otávio Nunes de Castro Filho, filiado ao PT. Ainda segundo o depoimento de Rêgo, Marçal autorizava e Isidro Moraes de Siqueira, então superintendente do banco e atual diretor de Controle e Risco, tinha conhecimento do que ocorria.

Siqueira afirma que, informado das irregularidades, acionou a auditoria interna do banco. O maior responsável no banco pelos recursos do Pronaf é outro petista, indicado pelo deputado Guimarães: José Alencar Sydrião Júnior, diretor de Gestão do Desenvolvimento do banco, setor responsável pela liberação dos recursos do programa, e segundo maior doador da campanha de Guimarães.


O Ministério Público, Federal ou Estadual, ainda não recebeu o relatório da CGU nem a auditoria interna do BNB. A quebra de sigilos bancários dos envolvidos tampouco foi autorizada pela Justiça.

Uma discussão judicial quanto à competência das esferas estadual ou federal para apurar as denúncias também postergou os trabalhos de investigação.

Após várias idas e vindas, atualmente o processo está nas mãos do promotor do MPE Ricardo Rocha.


O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, assumiu o cargo em junho de 2011. Sua última administração também é alvo de uma investigação, que no Ceará ganhou o nome de “escândalos dos banheiros”.
Até assumir a presidência do banco, no meio do ano passado, Jurandir era secretário das Cidades do Estado.

O TCE investiga um esquema de superfaturamento na construção de banheiros em comunidades carentes no interior do Ceará.

Alguns envolvidos já foram intimados a devolver R$ 164 mil aos cofres públicos.


O deputado Guimarães nega ter conhecimento das irregularidades e repudia qualquer envolvimento de seu nome relacionado a desvios de recursos no Banco do Nordeste.

Ele diz que o ex-presidente Roberto Smith foi indicado pelo PT do Ceará com sua anuência. O comando do BNB diz nunca ter sido omisso quanto às irregularidades e que vários dos envolvidos foram demitidos.

Robério do Vale, chefe de gabinete, afirma que sua função não interfere no processo de concessão de crédito. Ele diz que o banco deve apurar as irregularidades e punir os responsáveis.

O ex-presidente do banco Roberto Smith diz não ter tomado conhecimento do relatório da CGU nem das conclusões da auditoria interna, por estar fora do banco desde 2011. Afirma que, no final de seu mandato, recebeu denúncia de desvios de crédito e encaminhou para a auditoria.


O promotor Rocha pediu ao banco que providenciasse segurança a Fred de Souza, autor da maior parte das denúncias.

Souza recusou.

Desde então, escapou de um tiro na rua e foi perseguido por motos duas vezes. Souza foi transferido de horário e função.

Hoje, trabalha da meia-noite às 7 horas, avaliando o trabalho de atendentes do Serviço de Atendimento ao Cliente do banco.

Ali, até o momento, não identificou nenhuma irregularidade.



08/06/2012


Até quando este senhor pretende nos fazer de bestas?



Até quando, Lula?

Cláudio Slaviero *

A única coisa da qual me arrependo nos dois anos que presidi a Associação Comercial do Paraná, de 2004 a 2006, foi ter convidado o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para uma palestra a empresários na sede da entidade. Foi uma infeliz iniciativa. Primeiro, porque este senhor fez uma série de promessas ao setor empresarial e quase nada cumpriu.

E segundo, e o que me parece muito importante, porque ele, durante e depois de seu governo, multiplicou exemplos de corrosão institucional e moral no Brasil e preocupou-se única e exclusivamente na construção e modelagem de seu próprio mito, alimentado pelo populismo, falta de maior esclarecimento político de amplas faixas da população e por um sindicalismo obediente, paulatinamente incrustado na estrutura estatal em todo o País.

Este último episódio, denunciado no último final de semana, envolvendo Nelson Jobim, seu ex-ministro e ocupante de vários cargos em seu governo, que já havia sido ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no tempo de Fernando Henrique Cardoso, e Gilmar Mendes, ministro do STF e ex-presidente da Corte, extrapolou.

A tentativa de lobby contra o julgamento do "mensalão" e seus autores é crime e deveria ser investigado em toda a sua intensidade.

A liberdade de imprensa trouxe ao Brasil, graças a Deus, a possibilidade de o País se conhecer melhor e aos seus dirigentes, com toda a responsabilidade que isto acarreta, tanto para os veículos de comunicação como para aqueles que são seus personagens.

Se a imprensa não houvesse trazido à tona, este verdadeiro crime teria sido abafado para sempre.

Como gosta de gabar-se Lula, "pela primeira vez na história desse país" um ex-presidente da República procurou um membro do STF para comentar-lhe que considera "inconveniente" o julgamento de uma ação que pode atingi-lo politicamente.

Este julgamento estaria fora de hora, segundo o ex-presidente, pela proximidade da campanha das eleições municipais deste ano.

Até quando este senhor pretende nos fazer de bestas?
Sempre com a desculpa esfarrapada e pronta de não saber de nada, de não se considerar culpado ou envolvido em crimes de qualquer natureza, ele mente descaradamente a todo o país, sustentado por seu próprio mito, alimentado por ele, pelo petismo e seus filhotes radicais.

O que houve foi um ultraje, que mostra o descaramento de quem não respeita as instituições.

A história pode julgar o ex-presidente Lula como um dos mais coniventes com a corrupção neste país e um dos maiores desrespeitadores das instituições republicanas.

Demagogo, populista que desde seus primeiros discursos ao concorrer em 1989 à Presidência da República dizia, nos palanques, que iria "varrer toda a corrupção e os ladrões de Brasília", acabou por se abraçar com ela ao chegar ao Palácio do Planalto.
Aproveitou e surfou na onda de crescimento econômico internacional (hoje em declínio) durante seus oito anos de governo, ganhou espaço com a estabilidade da moeda, promovida pelo Plano Real (de quem era feroz crítico) implantado pelo seu antecessor, criou uma legião de dependentes com as bolsas de socorro, casou-se (de papel passado) e submeteu-se ao capital financeiro, infiltrou a "companheirada" por toda a máquina pública, provocando seu inchaço e aparelhamento, destruiu a ética e seus preceitos, desestabilizou as instituições (riu da Educação e do hábito de ler), tentou controlar a imprensa, deixou que desapropriassem empresas brasileiras na Bolívia e na Argentina (fato atual, motivado pelo precedente), uniu-se a ditadores terceiro-mundistas, favoreceu seus familiares (um de seus filhos passou de zelador de zoológico a acionista/proprietário de uma grande empresa, exigiu passaporte diplomático para seus familiares), foi conivente com os chamados movimentos sociais (como o MST, que em várias oportunidades desrespeitou absurdamente o direito à propriedade) e com as manobras petistas em todos os níveis etc.


Os exemplos são infindáveis.

Se não bastasse essa quantidade de maus exemplos, o ex-presidente volta à cena tentando pressionar o STF para adiar o julgamento do "mensalão".

Se ele ainda fosse presidente, não seria o caso de pedirmos o seu impeachment?
Mas, agora, como simples cidadão, até quando ele continuará a nos fazer de bestas?

* Empresário, ex-presidente da Associação Comercial do Paraná

A covardia política de Fernando Haddad, que fugiu da miniparada gay.






Por Reinaldo Azevedo


Começo por uma das provocações do título: “miniparada gay”. Por que “miniparada”? Pela primeira vez, fez-se uma medição da presença de público segundo critérios científicos.

Os alegados 4 milhões de pessoas eram, na verdade, no máximo, 270 mil, ou 1/15 do número que servia à propaganda, segundo o Datafolha.
Há aí uma questão conjuntural — o evento reuniu menos gente do que no ano passado — e uma histórica: nunca, em tempo nenhum, a parada deve ter reunido nem mesmo mesmo 500 mil pessoas (quase o dobro do que se viu ontem).

Falava-se em muitos milhões para tentar emprestar à parada uma importância e uma adesão popular que nunca teve — o que não quer dizer, atenção!, que seja pouca gente.
Noto, a título de ilustração, que não é de hoje que as coisas são assim. No dia 17 de abril de 1984, os que éramos favoráveis às eleições diretas para presidente alardeamos a presença de 1 milhão de pessoas num comício do Vale do Anhangabaú e imediações.

Ainda me lembro do ceticismo de um velho amigo, um comunista italiano que morava no Brasil havia alguns anos. Era matemático. Eu tinha, então, 22 anos; ele, mais de 70. Dávamos aula na mesma escola. “Vocês não sabem o que é um milhão de pessoas na rua; infelizmente, não havia lá mais de 100 mil. Um país que pusesse um milhão na rua por causa de uma reivindicação política seria outro…

Pois é.

Sem contar que aquele milhão não caberia lá de jeito nenhum! Vocês sabem como a causa é capaz de produzir “mentiras decorosas”, não é mesmo? Tanto não havia um milhão que a emenda das Diretas foi derrotada, e nada aconteceu…

Quem sabe Zé Dirceu consiga reunir um milhão em sua defesa, não é mesmo?, sob a liderança da UNE. A entidade pode aproveitar e pegar uma graninha dos convênios e investir na patuscada pró-impunidade. Adiante com a questão da miniparada. Chegarei a Haddad.

Motivos para reflexão


A militância sindical gay deveria pensar um tantinho nos motivos que levaram à substancial e visível queda de público neste ano. Nunca como agora ela foi tão estridente e, em muitos aspectos, agressiva.

Ganhou maus prosélitos.

Os absurdos levados à avenida no ano passado — os modelos caracterizados como santos católicos em situações homoeróticas — e o debate às vezes virulento em defesa da tal lei de combate à homofobia podem ter concorrido para diminuir o que se esforçava para ter um caráter inclusivo, universalista.

Não só: seria o caso de avaliar a insistência em levar às escolas o tal “kit gay”.

Uma coisa é contar com a simpatia algo descompromissada da população (héteros, gays, tico-tico-fubá); outra, distinta, é querer convencê-la de que seus filhos devem ser submetidos a uma peça de propaganda bucéfala em sala de aula.

Preconceito?

Uma ova!

Os filmes foram tornados públicos e falam por si.


Marta Suplicy, com o seu verbo de hábito ligeiro, acusa um retrocesso da causa em razão da militância obscurantista ou algo assim.

É o caminho para continuar errando.

Se os sindicalistas gays tiverem um mínimo de juízo, verão que sua causa minguou à medida que decidiu tratar com ligeireza estúpida alguns valores que estão na raiz da formação da cultura brasileira. Se a sua causa depende, em boa parte da adesão popular, então tem de haver diálogo.

“Santos gays” na avenida e tentativa de criminalizar opinião são coisa de quem quer confronto. Os supostos milhões da avenida sempre serviram como uma espécie de intimidação, inclusive dos políticos, que passaram a incluir o evento em sua agenda.

O parada de ontem deixou claro que a causa é muito menos popular do que parece. É bom lembrar que a parada EM São Paulo não é propriamente DE São Paulo; é a DO Brasil.


Haddad e a agenda secreta


José Serra e Fernando Haddad, tidos na imprensa como “os dois principais candidatos à Prefeitura”, não foram à parada.

Nota: até agora, não sei por que o petista, com algo entre 3% e 5% das intenções de voto, está entre os “principais”, mas vá lá… Serra tinha ido a Nova York e parece não ter conseguido voltar a tempo.

Já a ausência do petita foi planejada e obedeceu a uma estratégia de seu comando de campanha. Ainda que o tucano certamente tenha gays entre seus eleitores — foi o grande arquiteto do tratamento gratuito às vítimas da AIDS e do trabalho de conscientização sobre o contágio —, é fato que o PSDB não mantém com o que chamo “sindicalismo gay” os vínculos que mantém o PT, que se quer o partido das minorias.

O que tirou Haddad da avenida?

Várias coisas.


Em primeiro lugar, ele precisa se desvincular do chamado “kit gay”. De tal sorte era absurdo o material que a própria presidente Dilma Rousseff resolveu vetá-lo. Sim, evangélicos e católicos protestaram; os parlamentares cristãos reagiram, mas eles não decidem nada!

Especialistas em educação e comportamento com os meridianos ajustados sabem que aquele troço era lixo, proselitismo barato.

Em vez de entregar a questão a educadores, resolveram passá-la aos cuidados de militantes. Mas não era só isso, não!

A musa da causa — ao menos entre os que lideram paradas — é Marta Suplicy, que foi alijada do processo eleitoral pela brutalidade de Lula.

A chance de que Haddad fosse vaiado era grande.

O que fez, então, o petista?


Garantiu, nos bastidores, às lideranças do movimento que será um prefeito sensível à causa, mas não quis aparecer em público ao lado dos gays.

Assim, prefere tratar da questão como uma agenda secreta: se e quando eleito, então faz as vontades do sindicalismo gay; por ora, é bom se distanciar da causa para não provocar “os conservadores”, entenderam?

Haddad tenta fazer com o tema mais ou menos o que Dilma fez com o aborto: deu um truque no grande eleitorado e ficou longe do assunto — quase aprendeu a persignar-se; no poder, vai implementando a agenda dos abortistas.

A última do governo federal é estudar a implementação de um atendimento pré-aborto (!?) no Sistema Único de Saúde…

Haddad não foi à parada gay para manter parte de sua biografia e de suas intenções no armário.


11/06/2012

Procurador-geral recebe provas contra governador do DF



O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recebeu os documentos com as provas obtidas na Operação Panacéia, da Polícia Civil de Minas, relacionadas com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT)

LÚCIO VAZ
BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

A operação apurou indícios de envolvimento de assessores de Agnelo com um grupo farmacêutico acusado de fraudes, formação de cartel e sonegação fiscal.

Agnelo era diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na época. O empresário Renato Alves da Silva, sócio da Hipolabor, tentou agilizar processos de interesse da empresa junto ao diretor-admunto de Agnelo na Anvisa, Rafael de Aguiar Barbosa, hoje secretário de Saúde do govenro do petista.

Escutas telefônicas feitas pela polícia mostram que Silva pediu a interferência do lobista Francisco Borges, ex-assessor de Agnelo na Câmara dos Deputados, para pressionar Barbosa. O deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG) também foi acionado pelo grupo para marcar audiências na Anvisa.

Gurgel já está analisando os documentos e poderá pedir abertura de inquérito ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) se avaliar que as provas são contundentes.
Mais aqui.

11/06/2012

Prendam a imprensa e deixem José Dirceu solto! Por um Brasil mais decente!






Ou: Márcio Thomaz Bastos lutou pela democracia na ditadura e luta por ditadura na democracia

Ou: Bastos pressiona o Supremo!



O advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, aderiu, no sábado à noite, à campanha contra a imprensa promovida pelo PT desde 2003, intensificada depois que veio à luz o escândalo do mensalão, em 2005, e tornada grito de guerra com a CPI do Cachoeira.

É um tanto constrangedor ver uma das figuras mais estelares do direito, que tem uma história respeitável de defesa da democracia nos estertores da ditadura (foi presidente da OAB entre 1983 e 1985), aderir agora, em plena democracia, a uma forma velada de defesa da ditadura. Exagero? De modo nenhum! E vou demonstrar isso.

O que fez Bastos, que é advogado de um dos 38 réus do mensalão?

No programa “Ponto a Ponto”, da BandNews, no sábado, afirmou que a imprensa “tomou partido” contra os réus e tenta influenciar os ministros do Supremo com “publicidade opressiva”. Acusou ainda a imprensa de elevar “a um ponto muito forte o mensalão que vai ser julgado, deixando de lado os outros mensalões”.

É uma fala indecorosa para o advogado que teve influência importante na indicação de pelo menos 8 dos 11 ministros do Supremo.

E isso quer dizer, como vou demonstrar também, que Bastos parece considerar ilegítimo o trabalho da imprensa, mas legítima a pressão que ele próprio está fazendo sobre os ministros.

Note-se, de saída, que o ex-ministro da Justiça, petista de escol, conselheiro de todas as horas de Lula e hoje advogado de Carlinhos Cachoeira, está repetindo as palavras de José Dirceu no encontro da Juventude Socialista. no mesmo sábado.

Este monumento moral da política brasileira cobrou que a UNE vá às ruas em sua defesa e em protesto contra o que chamou “monopólio da mídia”.

No mesmo evento, lembro à margem, Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio, “inocentou” a entidade de todas as acusações de malversação de recursos públicos e atribuiu as denúncias — que são, na verdade, evidências — a uma espécie de conspiração dos inimigos, atacando, por óbvio, ainda que de maneira velada, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e imprensa. Paes recomendou a Daniel Iliescu, presidente da UNE, “casca grossa” para suportar as injustiças…

Pois é!

Se a UNE, agora, não puder mais pegar dinheiro público, comprar uísque e apresentar notas frias na prestação de contas, onde é que fica a liberdade dos camaradas, não é mesmo, prefeito?

Eis aí uma das grandes contribuições à cultura democrática dos nove anos de poder petista: a agressão ao trabalho da imprensa independente, a que Bastos adere agora, muito à sua maneira, com a elegância de quem pretende, na aparência ao menos, cultivar ideias que Musil chamaria “magras e severas”, mas que, na essência, remetem aos regimes balofos, de repúblicas bananeiras, pautadas pela impunidade, pela lambança, pelo autoritarismo, pelo mandonismo, pela imposição da vontade dos donos do poder.

Cumpre não exagerar no papel de resistência de Bastos durante o Regime Militar.

Não foi flagrado em nenhum grande momento de heroísmo, mas se alinhou, sem dúvida com a defesa da democracia quando o regime já dava sinais de fraqueza. Hoje, em pleno regime democrático, nós o flagramos com essa conversinha de cerca-lourenço, que busca pôr em dúvida o papel da imprensa.



“Ah, então a imprensa não pode ser criticada?” Pode, sim! Eu mesmo faço muito isso aqui.

Volta e meia, chamo alguém para o debate, para irritação de uns tantos. O confronto de ideias se dá na prática, dado que os veículos de comunicação não comungam de pontos de vista idênticos sobre os mais variados assuntos.

Nas universidades, o jornalismo é objeto constante de análise e crítica. Ocorre que não é isso que Bastos está fazendo — nem lhe caberia mesmo esse papel, já que ele é, sob muitos aspectos, parte interessada no assunto.

Lembremo-nos que foi da sua cabeça de criminalista que saiu a principal tese de defesa do governo: o mensalão teria sido apenas caixa dois de campanha.

Ora, meus caros, não é por acaso que Lula nomeou para a Justiça não um advogado constitucionalista, mas um advogado… criminalista!

Na impossibilidade de declarar a plena inocência de seus clientes, sua estratégia de sempre é a chamada redução de danos: “Cometeu um crime, sim, mas não esse que dizem, outro”. Ou ainda: “Cometeu o crime, sim, mas é preciso ver que as circunstâncias…”

Um constitucionalista tende a lidar com essencialidades; um criminalista é, antes de tudo, um pragmático. Num governo petista, saber lidar de modo pragmático com ações criminosas é uma exigência profissional.

Intimidação

Bastos está tentando intimidar o trabalho da imprensa e do Supremo. Como é mesmo? “O diabo sabe porque é velho, não porque é sábio…”

O advogado é experiente o bastante para saber que sua fala ganharia visibilidade — abre hoje uma página de política da Folha, por exemplo.

O objetivo é despertar nas redações uma exigência ética, a saber: garantir aos mensaleiros o direito ao “outro lado”, como se cada reportagem que se fez e se faz a respeito desde 2005 não comportasse a versão dos acusados.

Cria-se uma acusação falsa — a do suposto linchamento — para tentar induzir um resposta que transforme aqueles episódios numa guerra de versões.

Muitos farão gostosamente o que Bastos quer. Outros, inocentes ou tontos, cairão no truque de maneira miserável, a ponto de descaracterizar o tal “outro lado”. Atenção! Ouvir as explicações das personagens envolvidas numa notícia não muda a natureza dos fatos.

Aproveito aqui para chamar a atenção de vocês, desde já, para uma questão relevante: AINDA QUE OS 38 ACUSADOS VENHAM A SER ABSOLVIDOS DAS ACUSAÇÕES CRIMINAIS — E NÃO COLOQUEM ISSO NA CONTA DAS COISAS IMPOSSÍVEIS, PORQUE NÃO É — ISSO NÃO SIGNIFICARÁ QUE AQUILO A QUE SE CHAMOU MENSALÃO NUNCA TERÁ EXISTIDO.

O delírio de Lula, Dirceu e, suponho, Bastos é este: inocentados todos, então tudo aquilo terá sido uma farsa.

A eventual absolvição terá o condão de fazer sumir da história as lambanças com dinheiro de Delúbio Soares e Marcos Valério, os saques da boca do caixa nos bancos Rural e BMG, o pagamento feito a Duda Mendonça no exterior, o uso de dinheiro público em benefício do partido?

Digamos que a maioria dos ministros do Supremo conclua que toda aquela safadeza se fez sem o conhecimento de Delúbio Soares (o tesoureiro), José Genoino (o presidente do partido) e José Dirceu (então chefe inconteste do PT). Isso a que chamarão “inocência” fará sumir aqueles fatos no ralo da história?

A propósito: o STF livrou a cara de Antônio Palocci no episódio da quebra do sigilo do caseiro Francenildo. ALGUÉM OUSARÁ NEGAR, POR ACASO, QUE O SIGILO TENHA SIDO EFETIVAMENTE QUEBRADO? Acho que não…

Cinismo

A acusação de Bastos, ecoando a de Dirceu, tem, ademais, um aspecto de escandaloso cinismo. Como nunca antes na história destepaiz, o dinheiro público — da administração direta e das estatais — financia blogs, sites e revistas cuja tarefa é agredir o Supremo, a Procuradoria-Geral da República, a oposição e a imprensa independente.

E se trata de uma ação que não encontra limite nem no crime: a difamação é empalidecida pela injúria, e ambas perdem para a calúnia.

Não existe nada parecido em nenhum estado democrático do mundo. E, nesses veículos, à diferença do que se vê na imprensa criticada por Bastos, não existe espaço para o contraditório.

O que se faz é o proselitismo mais descarado, mais abjeto, mais servil. ATENÇÃO! Não se trata de uma visão alternativa àquela da chamada grande imprensa. Trata-se do uso do dinheiro público para fazer a defesa de um partido.

A maior parte da receita das empresas jornalísticas tem origem no setor privado.

Aquela gente faz outra coisa: apropria-se de recursos públicos — que a todos pertencem, petistas e não-petistas — para defender… petistas! Que o Ministério Público jamais tenha se interessado por isso, eis um fato por si mesmo escandaloso.

Bastos é que pressiona o Supremo!

Ao citar o caso Nardoni como exemplo de julgamento injusto (não vou entrar no mérito, ou este texto não tem fim), Bastos foi indagado se o mesmo poderia ocorrer com o mensalão.

Respondeu: “Não estou querendo dizer, mas tenho medo que ocorra. Será possível fazer um julgamento com uma publicidade opressiva em cima?”
Advogado hábil, no entanto, ele resolveu dar um voto de confiança aos ministros do Supremo — ajudou a escolher 8 dos 11: disse acreditar que essa pressão da imprensa chegará ao tribunal “muito esbatida “.

Huuummm…


Como gosto de escrever aqui (e com elas ganho a vida), “as palavras fazem sentido”. Advogado de defesa de um dos réus, ele, obviamente, considera que o tribunal agirá certo se absolver o seu cliente (e, suponho, os demais). Ocorre que Bastos vê uma “publicidade opressiva” da imprensa e enxerga o risco de que isso influencie o Supremo. Ora, essa influência que ele vê como nefasta só acontecerá, então, se os ministros condenarem os réus, certo? Mas ele é generoso, sabem? Acha que os membros da corte saberão resistir, experientes que são, de modo que a pressão chegará já “esbatida”, fraquinha, atenuada.

Entendi.

Bastos está dizendo, num exercício elementar de lógica, que os ministros só provarão a sua independência se absolverem os réus. Caso os condenem, então terá sido um sinal de que se deixaram pautar por esta imprensa maligna.

Ora, meus caros, por que, então, não podemos fazer, com igual — na verdade, com muito mais — legitimidade o mesmo raciocínio, mas com conclusão diametralmente oposta? “Se os ministros realmente forem independentes, não se deixarão influenciar por gente como Bastos e vão condenar os réus”. E por que digo que, no nosso caso, o raciocínio é mais legítimo? Por dois motivos:

a) sejam os réus absolvidos ou condenados, o conjunto de crimes a que se chamou mensalão existiu, é fato documentado, inequívoco. Como são atos criminosos, o natural é que haja culpados e que eles sejam punidos;

b) não há um só ministro da corte que deva qualquer coisa à imprensa — e, portanto, não teriam de compensá-la com nada. Com Bastos, é diferente. Sabe-se que ele foi voz influente na indicação de pelo menos oito membros da corte.


Atenção! As palavras fazem sentido!


Não estou assumindo esse ponto de vista. Estou apenas demonstrando que, se o tema é independência dos ministros do Supremo — e foi Bastos quem escolheu esse campo argumentativo —, mais ele do que a imprensa ou a sociedade detém instrumentos de pressão. A imprensa que se preza tomou partido, sim, senhor Márcio Thomaz Bastos! O mesmo partido da esmagadora maioria dos brasileiros decentes: o fim da impunidade. Não lhe parece bom?

Afirmei que esse advogado lutou pela democracia na ditadura e agora luta pela ditadura na democracia. Exagero? Não! Ao criticar de maneira leviana o trabalho da imprensa, está engrossando o coro daqueles que querem subordinar o jornalismo independente aos interesses de um partido político.

O petismo lutou para criar meios formais de controlar e censurar a imprensa — ainda se esforça por isso. Como seu intento não prospera, investe, de forma malsucedida, na tentativa de criar um clamor público conta a liberdade de pensamento.


E Márcio Thomaz Bastos, agora, se alinha com eles.

Porque, afinal, é um deles.



11/06/2012

domingo, 10 de junho de 2012

Lula confirma que portadores da síndrome de Deus são muito parecidos com um Napoleão de hospício




Big Brother Brasil
da Bandidagem

 
Por Augusto Nunes

A arrogância do chefe da seita e a docilidade do rebanho reafirmam que a mais notável diferença entre um Napoleão de hospício e um líder político portador da síndrome de Deus está na reação das testemunhas confrontadas com surtos de grosso calibre: enquanto os enfermeiros providenciam a camisa-de-força e um sossega-leão, os devotos batem palmas e berram amém.

A história informa que foi sempre assim.

Assim tem sido com Lula e seus seguidores.

Depois da vitória de Dilma Rousseff em 2010, o maior dos governantes desde Tomé de Souza botou na cabeça que é mesmo onipresente, onisciente e onipotente.

Quem transforma um neurônio solitário em presidente do Brasil pode fazer o que quiser, deduziu o mestre e concordaram os discípulos.

Poderia, por exemplo, tornar-se o primeiro secretário-geral da ONU que não sabe falar sequer a língua do país onde nasceu.

Ou ganhar o Prêmio Nobel da Paz com o apoio militante dos aiatolás atômicos e dos genocidas africanos.

Mas primeiro deveria livrar São Paulo do jugo dos tucanos, decidiu o intuitivo incomparável ao deixar a Presidência.

Para pavimentar o caminho que levaria Antonio Palocci ao Palácio dos Bandeirantes, ordenou à sucessora que garantisse ao estuprador de sigilo bancário uma escala na Casa Civil.

O plano infalível não durou seis meses.

A descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio escancarou as patifarias do consultor de araque, o reincidente acabou despejado do Planalto e hoje usa o direito de ir e vir para driblar camburões na planície.

O fiasco aconselhou o articulador genial a esquecer por uns tempos o governo paulista, mas não lhe reduziu a autoconfiança, nem a ansiedade pela anexação do território paulista aos seus domínios.

Convencido de que quem elegeu um poste de terninho nem precisa suar em palanques para eleger um poste com topete, comunicou ao PT que o prefeito de São Paulo seria Fernando Haddad.

Ele cuidaria pessoalmente de domar os recalcitrantes, silenciar os descontentes, alegrar os amuados, renovar o contrato com a base alugada e, de quebra, consolidar uma surpreendente parceria com o PSD de Gilberto Kassab.

Deu tudo errado.

Prematuramente aposentada pelo dono do partido, Marta Suplicy continua fora da campanha de Haddad.

O PMDB lançou a candidatura de Gabriel Chalita. O PR e o PP avisaram que o acerto nacional não se estende aos municípios e se juntaram à coligação liderada pelo PSDB de José Serra.

Kassab fechou exemplarmente a procissão de adversidades.

Antes de reatar o noivado com Serra, apareceu numa festa do PT como convidado de honra e caprichou na piscadela para Dilma Rousseff.

O SuperMacunaíma que passa a perna em todo mundo foi ostensivamente tapeado por Gilberto Kassab.

Lula achou que decidiria a disputa em São Paulo com meia dúzia de comícios.

Neste junho, enquanto tenta submeter os interesses do PT à vontade do governador pernambucano Eduardo Campos, para celebrar um acordo com o PSB que amplie o espaço de Haddad no horário eleitoral, o campeão das urnas anda pedindo votos para o afilhado até em festa de batizado.

Mergulhados na mudez dos nascidos para obedecer, os devotos contabilizam sem queixas os estragos causados por outros dois surtos do homem que mesmo depois do câncer insiste em confundir-se com Deus.

Um deles resultou na primeira CPI da história parida pelo próprio governo.

Concebida para decretar a morte política de inimigos goianos, a CPI da Vingança também atrairia atenções até então monopolizadas pelo julgamento dos mensaleiros.

Mais um fiasco.

Sem a CPI do Cachoeira, Demóstenes Torres e Marconi Perillo dificilmente sobreviveriam às bandalheiras reveladas pela Polícia Federal.

Graças ao que se transformou na CPI da Delta, ambos deverão afundar abraçados a Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz, Fernando Cavendish e ao resto do bando enlaçado pelo polvo administrado por Fernando Cavendish.

O segundo surto fez Lula acreditar que quem nomeia oito ministros vira presidente de honra do Supremo Tribunal Federal, com direito a antecipar ou adiar julgamentos e, em casos de alta periculosidade, fixar o resultado da votação.

Para não atrapalhar a campanha do PT, entendeu que o julgamento do mensalão deveria ocorrer só em 2013.

Ordenou ao revisor Ricardo Lewandowski que retardasse a conclusão do relatório.

Ordenou a Dias Toffoli que ignorasse os muitos motivos para declarar-se sob suspeição e votasse a favor dos culpados.

Já começava a comemorar o sucesso da sequência de achaques quando o país ficou sabendo do que houve no desastroso encontro com Gilmar Mendes.
 

Graças ao lobista trapalhão, o STF recuperou a agilidade. Lewandowski foi informado de que precisa terminar o serviço ainda neste mês.

O julgamento vai começar em 1° de agosto.


Até o fim de setembro, uma cadeia nacional de rádio e TV transmitirá ao vivo esse Big Brother Brasil da Bandidagem. Lula merecia ser convidado para apresentá-lo.

Em 2010, colérico com as críticas formuladas por Fernando Henrique Cardoso, o cacique incapaz de aceitar o convívio dos contrários avisou que, assim que deixasse o cargo, ensinaria ao antecessor como deve comportar-se um ex-presidente da República.

De lá para cá, FHC manteve a postura digna de sempre.

Lula está cada vez mais parecido com José Sarney e Fernando Collor.

10/06/2012

 

Mensalão: Dirceu convoca estudantes para defendê-lo


Ex-ministro assume que precisa de apoio e dispara: ‘agora é a batalha final’




José Dirceu no congresso da UJS: “não permitam julgamento político”

O Globo / Cássio Bruno



RIO - Um dos 38 réus do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu convocou os estudantes a irem às ruas defendê-lo durante o julgamento do processo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa no dia 1º de agosto.

Dirceu participou neste sábado à tarde do 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo ele, a partir de agora será “a batalha final”.

— Todos sabem que este julgamento é uma batalha política.

E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas.

É a voz do monopólio da mídia.

Eu preciso do apoio de vocês —
discursou Dirceu, aplaudido pelos 1.100 estudantes que lotaram o auditório da Uerj.

Ao lado do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, demitido pela presidente Dilma Rousseff após suspeitas de corrupção na pasta, Dirceu disse para os jovens ficarem “vigilantes”:

— Não podemos deixar que este processo (do mensalão) se transforme no julgamento da nossa geração.

Por isso, peço a vocês, hoje aqui, fiquem vigilantes.

Não permitam julgamento político.

Não permitam julgamentos fora dos autos (do processo).

A única coisa que nós pedimos é o julgamento nos autos e que a Justiça cumpra o seu papel.

Dirceu afirmou ainda que deseja “olhar nos olhos dos que o acusaram”:

— Eu tenho que provar a minha inocência. Eu deveria ter a presunção da inocência. Mas sou eu que tenho de provar. Me lincharam, me condenaram. Se eu estou aqui hoje de pé é graças a vocês, com a UJS, com a UNE (União Nacional dos Estudantes).

Mas agora é a batalha final.

É a reta final.

Eu quero este julgamento. Quero olhar nos olhos daqueles que me acusaram e me lincharam esses anos todos.


O ex-ministro concentrou seus ataques na imprensa:

— Estamos travando uma batalha contra quem? Contra a oposição?

Não.

São partidos que foram derrotados em duas eleições presidenciais.

Estamos enfrentando o poder da mídia, do monopólio dos veículos de comunicação.




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jus esperneandis