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terça-feira, 5 de junho de 2012

Assessoria de Perillo diz que depoimentos à CPI do Cachoeira não contradizem governador



 Em nota, governador de Goiás afirma que relatou, detalhadamente, a operação de venda da casa


Estadão

Em nota, a assessoria de imprensa do governador de Goiás, Marconi Perillo, diz que os depoimentos feitos à CPI do Cachoeira não trazem fatos novos ou contradizem as afirmações já feitas pelo governador a respeito da venda de sua casa no condomínio Alphaville, em Goiânia.

"Só há uma versão, a verdadeira, dos fatos. Em março de 2012, o governador Marconi Perillo relatou, detalhadamente, a operação de venda de sua casa no condomínio Alphaville, em Goiânia.

Repetiu, exaustivamente, a mesma versão em todas as entrevistas à imprensa.

Os depoimentos, até agora feitos à CPMI, não colocam fato novo ou contradizem as afirmações do governador.

Basta fazer uma leitura linear dos fatos, com começo, meio e fim, a partir da entrevista de março a O Popular"
, reitera a nota.

Segundo a assessoria de Perillo, a versão do governador "foi confirmada integralmente nos depoimentos de Wladimir Garcêz e de Walter Paulo Santiago". "Sabendo que o governador havia colocado a casa no condomínio Alphaville à venda, Wladimir Garcêz procurou Lúcio Fiúza e manifestou interesse em adquirir o imóvel.

Conforme o depoimento de Wladimir, este, sem conseguir honrar o pagamento e ao ser cobrado por Lúcio, entrou em contato com Cláudio Abreu, solicitando que emprestasse os recursos para que pudesse honrar o pagamento da casa.

Cláudio lhe emprestou três cheques - dois no valor de R$ 500 mil e um no valor de R$ 400 mil"
, diz a nota.

Ainda de acordo com a nota, "Wladimir entrou em contato novamente com Lúcio, dizendo que não ficaria com o imóvel e que havia repassado o negócio da venda da casa a Walter Paulo, que condicionou a efetivação do negócio à assinatura do governador ou de seu representante legal e, também, solicitou que a escritura fosse lavrada em nome da empresa Mestra Participações".

E continua: "Lúcio, representando o governador e acompanhado de Wladimir, presenciou a entrega do dinheiro, e ambos assinaram o recibo de venda.

O dinheiro ficou em posse de Wladimir que, ainda conforme declarou em seu depoimento na CPI, fez o pagamento do empréstimo a Cláudio Abreu"
, concluindo:

"Portanto, não há contradições nos depoimentos realizados."

05 de junho de 2012

Servidores federais aprovam greve para 11 de junho


Funcionalismo

Assembleia reuniu em Brasília representantes de 31 entidades

Veja on line

Gabriel Castro
Marcha de servidores federais:
greve a partir de 11 de junho

(Antonio Cruz/ABR)

Reunidos em assembleia, representantes de 31 entidades sindicais do serviço público federal decidiram nesta terça-feira iniciar uma greve geral no dia 11 de junho.

Cerca de mil pessoas participaram da votação, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Os trabalhadores cobram do governo um reajuste de 22,08%, o que equivale à inflação acumulada e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2010, quando foi dado o último aumento. O governo alega que não pode conceder reajustes gerais e diz que vai negociar apenas com categorias em que há distorções na folha de pagamento.

Uma comitiva dos funcionários chegou a se reunir nesta terça com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Valter Correia, mas não houve avanços.

"Nós fomos lá cobrar uma evolução. Ele ficou de conversar com a ministra Gleisi Hoffmann", diz Paulo Barella, um dos organizadores do protesto.

O governo promete apresentar uma proposta até 31 de julho. Mas os sindicatos não estão dispostos a esperar.

Dentre as categorias mais propensas a aderir à greve, estão os professores e funcionários de universidades federais (parte dos quais já cruzou os braços), os servidores dos ministérios e os funcionários do Judiciário.

Vaidoso - Presunçoso - Arrogante






LULA AMEAÇA:

“Se os tucanos me aborrecerem, quem sai candidato a prefeito em São Paulo sou eu”


Por Giba Um

Quem conversou com Lula sobre a possibilidade de PSDB ter arquitetado a publicação da matéria sobre a pressão que o ex-presidente teria feito sobre Gilmar Mendes, ministro do Supremo, foi Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência.

Ele lembrou que, embora tenha boas relações com Lula, Nelson Jobim é muito mais amigo de José Serra.

Dividiram apartamento em Brasília há anos e Serra é padrinho de casamento de Jobim com Adriane Senna, ex-Coaf (ela trabalhou com Serra em seus tempos de Câmara Federal).

Lula ouviu a história e ameaçou: Se os tucanos me aborrecerem, quem sai candidato a prefeito em São Paulo sou eu”.

5 de junho de 2012

Ameaça





Por Claudio Humberto

As denúncias do ex-diretor do DNIT Luiz Pagot contra PSDB, PR e PT causam apreensão:

“Se ele abrir o verbo, a casa cai”, diz um ex-diretor.

A “Operação Esmaga-Marta” mostra à senadora o que é ser alvo do petismo e ter a reputação moída



A senadora Marta Suplicy (PT-SP) está vendo de perto o que é ser alvo da máquina de moer reputações do petismo

Por Reinaldo Azevedo

Ela só conhecia o outro lado, o de quem ataca. E toma pancada de todo lado, como quem tivesse jogado pedra na cruz. A Folha de hoje publica um artigo estupefaciente de Cláudio Gonçalves Couto, que é “cientista político, professor do curso de Administração Pública da FGV-SP”, segundo o pé biográfico que aparece no jornal. Segue o seu texto em vermelho. Lá vou em azul.
Se tudo der errado na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, culminando em sua derrota, o PT já sabe sobre quem descarregar a culpa.
Se tudo der certo e Haddad for eleito prefeito, o PT também já sabe a quem espezinhar. Nos dois casos, essa pessoa é Marta Suplicy.
Marta tinha uma única saída para não se dar mal: apoiar Haddad com entusiasmo, como quer Lula.  
É evidente o inconformismo da ex-prefeita com seu preterimento na escolha da candidatura petista, para a qual se via como uma escolha natural — tal qual a de Aécio Neves para o PSDB, no pleito presidencial, na visão de Fernando Henrique.
Marta, contudo, assemelha-se pouco a Aécio, no que concerne a esta “naturalidade”. Está para a Prefeitura de São Paulo e para o PT mais ou menos como o ex-governador José Serra está para a Presidência e o PSDB.
Em ambos os casos, os postulantes veem-se como o nome óbvio, não reconhecem correligionários à sua altura e pensam mais em seu projeto pessoal do que no do partido.
Com o devido respeito a Couto, que deve ser um homem honesto, o pensamento é vigarista. Fica por provar, além do opinionismo, por que Aécio é um candidato natural (tese que ele adota) e por que Serra e Marta não seriam. Como está a buscar paralelos, entende-se que a naturalidade, no caso do PT, estaria, então, com Fernando Haddad. A gente percebe que ele não tem simpatia pelos dois nomes “não naturais”. Com quais categorias intelectuais opera? Com as da futrica e da fofoca, dando relevo aos supostos maus bofes dos dois políticos: “não reconhecem correligionários à sua altura e pensam mais em seu projeto pessoal do que no do partido”. Suponho que, nessa formulação, Haddad e Aécio são destituídos de ambições pessoais e só pensam no projeto partidário, certo?  
A semelhança, porém, acaba por aí. Não só porque se trata de disputas de tamanho distinto, mas também porque PT e PSDB são muito diferentes.
A semelhança não acaba aí porque nunca começou.
Se no PSDB o serrismo conseguiu impor-se à máquina partidária para mais um malogro em 2010 (e continua a alentar nova aventura para 2014), no PT o peso da organização partidária se fez sentir na definição da disputa.
Couto não gosta de Serra, a gente vê. Num texto destinado a analisar o embate no PT, ele ataca o político tucano. A afirmação de que “continua a alentar nova aventura em 2014″ é obviamente mentirosa, peça de propaganda do petismo ou de coisa ainda pior. Não sei qual é a dele. Sei que não se sustenta. Mas atenção para o triplo salto carpado hermenêutico-dialético que vem agora.
Alguém replicará que é o peso do caciquismo lulista. Há um erro em tal avaliação.
Embora a unção de Lula tenha sido crucial na opção do PT por Haddad, ela opera em contexto organizacional e com significado muito distintos daqueles do PSDB. O PT é um partido em que a lógica da organização tende a prevalecer sobre caciquismos.
A unção de Lula funciona na indicação do candidato porque se coaduna com os interesses mais amplos e de longo prazo da organização.
Que coisa! Serra se fez candidato em 2010, sem prévias, porque Aécio Neves desistiu da corrida. Qualquer pessoa um pouquinho mais bem informada do que Couto sabe que o agora senador mineiro não era candidato pra valer à Presidência. E, a depender do andar da carruagem, é bom o tucanato ir pensando num nome alternativo — que não é Serra obviamente. Na disputa de agora, na cidade de São Paulo, os tucanos realizaram prévias. E prévias de verdade, como se viu. Mas “caciquista”, segundo este iluminado pensador, é o PSDB, não o PT!!!
E por que não? Ele dá a resposta: “A unção de Lula funciona na indicação do candidato porque se coaduna com os interesses mais amplos e de longo prazo da organização.” Entenderam? Lula é o grande “intérprete” da organização, conhece as suas vontades, sabe a forma do futuro, tem domínio sobre os seus “interesses mais amplos e de longo prazo”. Couto não é mesmo um gramsciano, que entendia ser o partido o “moderno príncipe”. Nada disso! O príncipe, para este pensador, é o demiurgo!
Assim, no triplo salto carpado hermenêutico-dialético deste gigante, o PSDB foi caciquista ao não sê-lo, e o PT, ao sê-lo, não o foi, compreenderam? Ao realizar prévias, o PSDB foi autoritário e caciquista. Ao atropelá-las, o PT demonstrou aquela vocação democrática resumida tão bem pela… vontade de Lula!!! Acompanhar as suas aulas deve ser mesmo uma grande aventura intelectual.
Coisa idêntica ele deve pensar sobre o PT de Recife. Por lá, as prévias chegaram a ser realizadas, o atual prefeito, João da Costa, venceu, mas Lula não aceita e quer Humberto Costa como candidato. E ele pode, certo, Couto? Afinal, “o contexto organizacional” permite qualquer coisa.
Em tal cenário, o beicinho de Marta, se mantido, tenderá a lhe causar um ostracismo interno. Organizações tão densas não costumam deixar barato esse individualismo.
Couto acha o PT uma “organização densa” e ameaça Marta com o “ostracismo” porque ela fez “beicinho”. Pior de tudo: teria cometido um pecado terrível! Foi muito “individualista”, coisa que, sabem vocês, não fica bem no petismo, esse partido de homens coletivistas…
A Folha chame quem quiser para escrever artigos. Não tenho nada com isso. Como leitor, digo se gostei ou não. Eu entendo que jornais e revistas devem recorrer a colaborações de “pensadores” e “cientistas políticos” quando estes produzem uma reflexão que opera com categorias e modelos de precisão que podem, eventualmente, estar além do instrumental manejado habitualmente pelos profissionais da redação (jornalistas formados ou não). Muito melhor na própria Folha eu já encontrei mais de cem, como naquele iê-iê-iê.
Agora vocês me dão licença que ficarei aqui a refletir sobre o caciquismo que não é porque é e é porque não é…
05/06/2012

‘Apocalipse econômico’



Analista prevê ‘apocalipse econômico’ até 2013



Foto: Divulgação

Uma apresentação em slides feita pelo analista Raoul Pal prevê “apocalipse econômico” até 2013, o que deve gerar uma reconstrução do sistema financeiro nos próximos anos.

Sua teoria, elaborada em oito tópicos, estuda crises anteriores para explicar o atual cenário mundial.

“A história mostra que quando uma nação dá o calote na dívida soberana, outros calotes vêm em seguida.

Um calote da União Europeia significaria um calote do Reino Unido, seguido por Japão, Coréia do Sul, China, Estados Unidos e, finalmente, a maior crise bancária da história”, descreve.

Raoul Pal afirma ainda que os US$ 70 trilhões em dívida do G10 gerarão efeito colateral de US$ 700 trilhões em derivativos associados, e se mesmo consciente a população não poderia mudar a sina, poucos se dão conta de que a situação é irreversível.

Acompanhe os slides (em inglês) abaixo.



 05 de Junho de 2012


STF decide manter quebra de sigilo da Delta Construções


Empresa Delta em Varzea Grande, Cuiabá

Empreiteira havia entrado com liminar para tentar impedir devassa nas contas

Carolina Brígido

BRASÍLIA - A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira pedido de liminar feito pela Delta Construções para tentar impedir uma devassa nas contas da empresa. Na última terça-feira, a CPI do Caso Cachoeira aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora em todo o país. De acordo com a Polícia Federal, o bicheiro Carlinhos Cachoeira seria sócio oculto da Delta, principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

No pedido ao STF, a empresa argumentou que não havia motivo para abrir o sigilo de suas contas no país inteiro, já que apenas a filial do Centro-Oeste estaria sob suspeita de envolvimento com a organização de Cachoeira. Os advogados também sustentam que a mera "citação de reportagens jornalísticas sobre o suposto crescimento do faturamento da empresa" não seria motivo suficiente para se devassar as ligações telefônicas dos 30 mil funcionários da Delta. A ministra não divulgou o teor da decisão.

  4/06/12




Líder do PT patina ao justificar manual aloprado




Jilmar Tatto chamou de "apócrifo" guia elaborado pelo partido para orientar a atuação dos parlamentares durante a CPI do Cachoeira

Mas mentiu
 Daniel Pereira
e Gabriel Castro

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto: apoio incondicional
(Ed Ferreira/AE )

A edição desta semana de VEJA revela a existência de um documento, produzido pelo PT, que define os alvos do partido na CPI do Cachoeira.

Ali estão explicações didáticas sobre como atingir os adversários anteriormente elencados pelo líder máximo do partido, Luiz Inácio Lula da Silva: a imprensa, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal – especificamente o ministro Gilmar Mendes – com objetivo de melar o julgamento do mensalão.

Num esboço de reação à reportagem, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), resolveu negar os fatos: "VEJA fala de um documento do PT, mas não está assinado, é apócrifo", disse ele à Folha de S.Paulo.

Tatto mentiu.

E quem prova isso?

Jilmar Tatto.


Ouvido por VEJA antes da publicação da matéria, ele confirmou que o material havia sido produzido para o uso dos parlamentares petistas na Comissão Parlamentar de Inquérito.

"Todos os servidores da liderança do PT na Câmara e dos gabinetes dos 84 deputados estão à disposição do partido na CPI", disse.

 
Reprodução
No destaque, janela do sistema operacional mostra os nomes dos autores do arquivo que instrumentaliza a CPI do Cachoeira

O registro eletrônico do documento mostra, de forma incontornável, os responsáveis pela elaboração do manual: Luiz Fernando Liñares e Rebeca Albuquerque.

Os registros oficiais confirmam que ele trabalha na liderança do PT no Senado e ela é a chefe de gabinete de Odair Cunha, o deputado petista que é relator da CPI do Cachoeira.

Tatto sabia de onde veio o documento que oficializou a estratégia malsucedida do partido na CPI. Mas preferiu mentir. Ficam, então, reestabelecidos os fatos.


Procurada nesta segunda-feira, a assessoria de Jilmar Tatto reafirmou as declarações dadas por ele à Folha de S.Paulo.

Mas adotou uma interpretação diferente, segundo a qual o petista apenas desmentiu, ao jornal, ter ordenado pessoalmente a produção do documento. O líder do PT está em viagem à China, incomunicável.

Reprodução
Reproduções de páginas do Senado confirmam: Luiz Fernando Liñares é funcionário da liderança do PT no Senado e Rebeca Albuquerque, do gabinete do deputado petista Odir Cunha, relator da CPI

Manual -
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os alvos são os oposicionistas, a imprensa, o Ministério Público e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira.

O documento foca em especial Gilmar Mendes, que Lula tentou constranger, sem sucesso, em sua cruzada para adiar o julgamento do mensalão, conforme mostrou reportagem de VEJA da semana passada.

São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'.

São todas questões já levantadas pelos mensaleiros e seus defensores e que, uma vez esclarecidas, se mostraram fruto apenas do desejo de desqualificar um integrante do STF que os petistas consideram um possível voto contra os réus do mensalão.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

18 milhões de reais



Por Lauro Jardim

Defesa mais cara que a de Carlinhos Cachoeira

Fernando Cavendish já chegou a negociar sua defesa por 18 milhões de reais com um advogado brasiliense.

Não fechou contrato, mas a base de preço era essa.

Se algum ministro do Supremo absolver mensaleiros, quem vai acreditar na sua independência?







Por Reinaldo Azevedo

Alas do PT e a rede suja do subjornalismo, financiada com dinheiro público, estão numa campanha frenética — já escrevi a respeito — para que o ministro Gilmar Mendes, do STF, se declare impedido de julgar o caso do mensalão.

E o que determinaria esse impedimento?

O seu suposto prejulgamento.

Trata-se, obviamente, de uma piada.


Mendes apontou a atuação de gângsteres, que ficam plantando mentiras na rede para desmoralizá-lo e a quantos considerem não ser fiéis ao partido, mas não entrou, é evidente, no mérito do caso.

A pressão é ridícula e dá conta do modo como opera essa gente.


O PT poderia ter em mãos uma coleção de evidências demonstrando a má vontade do ministro com o partido: “Vejam aqui: nas situações X e Y, ele nos perseguiu; fez questão de nos implicar…”.

Ocorre que não tem.

Ao contrário até: em três situações em que figurões do partido poderiam se enrolar, o ministro deu votos favoráveis a estrelas petistas, como sabem Antonio Palocci, Luiz Gushiken e Aloizio Mercadante.

Discordei nos três casos e escrevi a respeito, o que desmoraliza outra tolice: a de que sempre endosso posições defendidas por Mendes.
Nos julgamentos de Raposa Serra do Sol, das cotas raciais e do aborto de anencéfalos, também estávamos em campos distintos. E isso não me impede de considerá-lo um dos ministros mais preparados da Corte.


O problema de boa parte dos petistas e de Lula em particular é que não estão preparados para a independência de um juiz.

O problema de boa parte dos petistas e de Lula em particular é que não estão preparados para a independência do jornalismo.

E não estão por quê?

Porque isso fere a essência do que são o partido e seu líder.

A independência significa a não adesão ao modelo que eles imaginam ter de transformação do Brasil.

Em larga medida, essa posição lhes é ainda mais incômoda do que a de um eventual adversário feroz.

No seu modelo, ou se é mocinho justiceiro (e, nesse caso, é preciso estar com eles) ou se é bandido — e, nesse caso, é preciso estar contra eles.

Reparem: a lógica do mocinho e do bandido justifica as escolhas mais vis.

O PT, como todos sabem, se dedica freneticamente a dois credos: castigar os malfeitos e praticá-los, de sorte que esse mal praticado, desde que seja pelos companheiros, busca o bem dos brasileiros.

Haver quem se coloque de forma neutra nesse território e busque a orientação no texto legal lhes parece inaceitável.


Nem o PT nem ninguém têm ideia da decisão de Gilmar Mendes. Atenção! Se a previsão pudesse ser feita com base no retrospecto de votos relacionadas a estrelas do partido, os que defendem que os mensaleiros vão para a cadeia — eu por exemplo — poderiam ficar pessimistas desde já.

Ocorre que esse retrospecto também não tem validade nenhuma.

Reitero: Gilmar não é um “caçador de petistas”. Trata-se apenas de um membro de nossa corte suprema que não se subordina a tiranetes.

E, por isso, Dirceu e Lula não o querem julgando o mensalão.

Como não querem, é bom que se anote aí, Cesar Peluzo e Ayres Britto.

Se a votação ficasse para 2013, os dois estariam fora do tribunal. Os outros dois também seriam votos certos contra o PT? Os petistas não sabem, e isso os põe nervosos.



Votar neste ano

As únicas manifestações públicas, absolutamente pertinentes, de Mendes sobre o caso alertavam para a necessidade de julgar o caso ainda neste ano, sob pena de o tribunal se desmoralizar.

E ele está certo — ainda que aquela gente possa ser absolvida.

Aliás, anotem aí: o risco de que isso aconteça não é pequeno.

Ocorre que Lula já andou deixando claro que não basta vencer por um voto. Ele quer uma ampla maioria. Só ela lhe daria o pretexto para dizer: “O mensalão nunca existiu”.

E isso quererá dizer, caso logre seu intento, que jamais terão existido Marcos Valério, Delúbio Soares, os saques na boca do caixa, os laranjas…


Lula foi com muita sede ao pote e tomou um porre de si mesmo.

Conseguiu, com suas ações tresloucadas, transformar em suspeitos até mesmo eventuais votos de ministros dispostos a absolver mensaleiros por razões que considerem técnicas.

Quem vai acreditar?

Ao tentar criar um clamor público pela absolvição de seus rapazes, o ApeDELTA conseguiu pôr sob suspeição qualquer um que vote a favor da absolvição, ainda que de modo isento.



04/06/2012



Jogo sujo


Na mesa de José Sarney, na presidência do Senado, está sob análise um pedido de impeachment de Joaquim Barbosa, relator do escândalo do mensalão
Radar On-line - Lauro Jardim

Joaquim em risco

É, evidentemente, coisa de mensaleiro. Mas todo cuidado é pouco.
GOLPE POLÍTICO OU AÇÃO NECESSÁRIA?

Desde as primeiras horas deste domingo (03),... tornou-se pública uma notícia-bomba que promete sacudir o Brasil nos próximos dias.

O "furo" foi revelado pela coluna Radar On-line - Lauro Jardim.

Já está sob análise na mesa do presidente do Senado Federal, senador José Sarney (PMDB/AP), um pedido de IMPEACHMENT de Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do Mensalão.

A mesa-diretora do Senado, criminosamente, se recusa a informar quem é o autor (senador ou senadora) do pedido.

Trata-se de outra tentativa de GOLPE POLÍTICO para adiar, por tempo indeterminado, o julgamento do Mensalão (especialmente depois do episódio nauseabundo envolvendo Lula da Silva, Nelson Jobim e Gilmar Mendes)?

Ou é uma AÇÃO NECESSÁRIA diante das constantes ausências do ministro por problemas de saúde? O que você acha?

A título de esclarecimento:

1. Com o clima tenso provocado pela entrevista do ministro Gilmar Mendes e o atabalhoado andamento da CPMI do Cachoeira (que cada dia parece mais uma reedição da CPI do Fim do Mundo), corre solta a conversa palaciana que diz: "Agora vale-tudo para impedir o julgamento do Mensalão!";

2. No dia 03 de agosto de 2010, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Jr., diante das constantes ausências do ministro Joaquim Barbosa para tratamentos de saúde, argumentou: "O Supremo Tribunal Federal precisa encontrar uma solução administrativa para que os 13.000 processos que estão no gabinete do ministro Joaquim Barbosa não continuem parados.

Uma solução que não milite contra a imagem da Justiça.

Em qualquer empresa privada ou mesmo no serviço público, o funcionário que se licencia para tratamento de saúde é substituído.

Na Justiça, que é um serviço essencial, essa substituição se faz ainda mais necessária".

O próximos capítulos da novela Brasil prometem!

Ufanismo irresponsável





A crise econômica chegou ao Brasil ainda no governo Lula


POR JORGE RORIZ

O ex-presidente Lula ao invés de cortar gastos, fazer investimentos e tomar ações preventivas criando infraestrutura (energia com custo menor, melhoria das estradas, melhoria na pesquisa, tecnologia, educação) passou a usar o ufanismo irresponsável.

Aceitou dois eventos esportivos internacionais ( que países ricos recusaram, por possuirem o...utras prioridades de gastos), debochou dos que sofriam a crise e dizia "nós somos diferentes. Somos imunes a marolinha".


Ao assumir a presidência, Dilma ao invés de colocar pessoas técnicas e competentes nos seus ministérios, loteou os ministérios aos partidos em troca de apoio e colocou mais de dez ministros a pedido de Lula, por motivos políticos.

A grana foi para o ralo da corrupção. Mas agora a crise bate na porta...

PIB baixo, endividamento das famílias, redução da poupança, aumento da inflação, desindustrialização, diminuição nas exportações devido a diminuição do crescimento chinês ( principal parceiro comercial depois dos EUA) e a crise econômica internacional.

E AGORA?

COMO EXPLICAR AO POVO AS MENTIRAS ELEITOREIRAS QUE ELEGERAM DILMA?

PARA COMPLETAR, VEM DEVASSA NAS CONTAS DA MAIOR CONSTRUTORA DAS OBRAS DO PAC, JULGAMENTO DO MENSALÃO (COM A PRISÃO VAI DESGASTAR A IMAGEM DO PARTIDO) E AS CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS DA ARROGANTE DECLARAÇÃO ANTIDEMOCRÁTICA DE LULA: “NÃO POSSO DEIXAR QUE UM TUCANO VOLTE A GOVERNAR”, ALÉM DA TENTATIVA DE INTIMIDAÇÃO DO STF E DO O FRACASSO DE HADDAD EM UM DOS MAIORES COLÉGIOS ELEITORAIS DO PAÍS, COM REFLEXOS NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2014.


SERÁ QUE O LULUPETISMO VAI SOBREVIVER?


PARA O BEM DO BRASIL EU ESPERO QUE NÃO.

domingo, 3 de junho de 2012

Política e meios de comunicação, por FHC




Escrevo esta crônica nas vésperas de partir para o Japão e a China, de onde só regressarei depois de publicado o texto, daqui a duas semanas

É sempre arriscado, nessas condições, falar sobre a agenda política


Do Fernando Henrique Cardoso
O Globo

Será mesmo?

O marasmo é tão grande que possivelmente, ao voltar e reler os jornais, encontrarei os mesmos temas: a CPI, a corrupção com suas teias enredadas, os candidatos às prefeituras já conhecidos e suas previsíveis alianças, o PIB que cresce pouco, os juros que finalmente começam a cair, a inadimplência dos devedores, as demandas por reformas tributárias, as soluções caso a caso para diminuir os estoques das empresas (principalmente automobilísticas) e assim por diante.

Dá até preguiça passar os olhos pelas colunas e notícias da mídia, sem falar das TVs que repetem tudo isso com sabor de press release, emitido seja pelo governo, seja por empresas.

Ainda recentemente, um sociólogo mexicano falando na Fundação iFHC e referindo-se a outro aspecto da mesma questão disse que o resultado das eleições em seu país independe das campanhas eleitorais. Isso porque, quando a propaganda partidária tem vez na mídia, a “opinião” já está enraizada nos eleitores, pois nos anos anteriores se elegeram os heróis e os vilões cujas virtudes e defeitos foram repetidos todo o tempo, sem contestação crítica.

Será muito diferente entre nós? É desta maneira que se exerce nas modernas sociedades de massa o controle ideológico da opinião, seja pelos governos, seja pelos grupos dominantes na sociedade, econômicos ou políticos.

A sensação do já visto que alimenta a modorra e leva ao tédio e ao descaso com a política é, entretanto, enganadora e perigosa. A despeito de tudo, nem só de manipulação da opinião vive uma sociedade.

De repente, quando menos se espera, não são as “forças do mercado”, nem o “pensamento único” (que em nosso caso, menos do que neoliberal, é de esquerda desenvolvimentista-autoritária) que comandam a vontade popular.

É o que vemos agora na Grécia e na França, onde a vitória de Hollande, a despeito do irrealismo de algumas de suas promessas, ecoa até na alma de Obama e o rígido dogmatismo tedesco, fantasiado de racionalidade de mercado, vê-se cerceado por aspirações de outra natureza.

Convém, portanto, não sobrestimar a força das verdades preestabelecidas. Mormente em nossos dias, quando a internet permite que um sem número de opiniões divergentes circule sem que os leitores ou ouvintes da grande mídia se deem conta.

Não digo isso para aceitar o conformismo vigente em muitos meios de comunicação, mesmo porque, para fazer frente a ele, o desconcerto causado pela variabilidade de opiniões das mídias sociais e mesmo pela mistura entre lixo eletrônico e real opinião é insuficiente.

Digo para alertar: a despeito de parecer que a política, principalmente a partidária, é mais enganação do que afirmação de interesses e valores que podem enfrentar a luz do sol, no final das contas, o que decide nossa vida em sociedade é a política mesmo. Portanto, sensaborona ou não, repetitiva ou não, controlada pelos que mandam ou não, dependemos dela.

Nos dias que correm, sobretudo nos regimes democráticos, não há política sem comunicação; logo, é melhor tomar coragem para ler e ouvir tudo que se diz, mesmo quando partindo de fontes suspeitas.

A precondição para que haja alternativas ao que aí está é manter a liberdade de expressão, mesmo que haja distorções. Isso não exclui uma luta constante contra estas, não para censurá-las, mas para confrontá-las com outras versões. Afastando por inaceitável qualquer tentativa de “controle social da mídia”, o acesso de opiniões divergentes aos meios de comunicação poderia criar um ambiente mais favorável à veracidade das informações.

Por exemplo: será que é democrático deixar que os governos abusem nas verbas publicitárias ou que as empresas estatais, sub-repticiamente, façam coro à mesma publicidade sob pretexto de estarem concorrendo em mercados que, muitas vezes, são quase monopólicos?

E que dizer do tom invariavelmente otimista das declarações sobre a superação da crise financeira global oriundas de setores empresariais interessados ou, em nosso caso, da marcha contínua para o êxito econômico reiterada pelos governos?

O efeito deletério desse tipo de propaganda disfarçada não é tão sentido na grande mídia, pois nesta há sempre a concorrência de mercado que a leva a pesar o interesse e mesmo a voz do consumidor e do cidadão eleitor.

Mas nas mídias locais e regionais o pensamento único impera sem contraponto.

A autenticidade das informações escapa das deformações advindas da influência das forças estatais (inclusive do setor produtivo estatal) e das empresas privadas precisamente pela voz crítica dos setores da mídia independente, por meio de seus repórteres, editorialistas e mesmo dos proprietários que têm coragem de expor opiniões.

Não por acaso, é contra estes que os donos do poder político e os partidos que os sustentam se movem: denunciam que é a imprensa quem faz o papel da oposição. Até certo ponto isso é verdade.

Mais por deficiência dos partidos de oposição, cujas vozes se perdem nos corredores dos parlamentos, do que por desejo de protagonismo da mídia crítica.

Nos países europeus ou nos Estados Unidos, por mais que haja partidarismo nos meios de comunicação ou que por lá prevaleça o mesmismo das notícias que refletem o status quo, sempre há espaço para o outro lado, para o contraponto.

Mal termina de falar o primeiro-ministro da Inglaterra e já a voz da oposição, como tal, é transmitida.
O mesmo ocorre quando o presidente dos Estados Unidos faz sua apresentação anual ao Congresso.

Obviamente, não basta haver uma mudança na oferta de espaço pela mídia, é preciso que haja vozes de oposição com peso suficiente para serem ouvidas e se fazerem respeitar.

Sem esquecer que nas democracias a voz que pesa politicamente é a de quem busca o voto para se tornar poder.




3 de Junho de 2012

Supremo monta blindagem para evitar atrasos em julgamento do mensalão



Ministros preparam antídotos, como deixar defensores de sobreaviso para substituir advogados 


Felipe Recondo
O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O surgimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no radar do julgamento do mensalão alertou para um movimento subterrâneo detectado pelo Supremo Tribunal Federal (STF): manobras projetadas para embaraçar o processo e jogar a sentença final para depois das eleições.

Diante disso, o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, prepara em conjunto com os colegas alguns antídotos para anular estratégias que podem ser usadas pelos advogados dos réus do mensalão para retardar o julgamento do processo. Com 38 réus a serem julgados e número ainda maior de advogados envolvidos com o caso, os ministros sabem que todos os subterfúgios legais e chicanas poderão ser usados nas sessões de julgamento.

Britto pediu à Defensoria Pública que preparasse de cinco a sete defensores para que fiquem de sobreaviso. Eles serão sacados para atuar no julgamento caso algum dos advogados peça adiamento da sessão por estar doente ou se algum dos réus convenientemente destituir seu advogado e pedir prazo para contratar um novo defensor.

Problemas como esses poderiam provocar o adiamento da sessão por semanas. Esses defensores públicos estudam o caso desde abril e estarão, de acordo com integrantes do tribunal, prontos para defender os réus de imediato, sem permitir atrasos no julgamento do processo, que deve se alongar por dois meses.

Os ministros antecipam também estratégias para garantir a execução das penas daqueles que forem condenados. Terminado o julgamento, o tribunal precisa publicar o acórdão - com a íntegra do relatório do caso, os votos de cada ministro e os debates travados na sessão, e a ementa do julgamento.

Nessa etapa do processo, o Supremo costuma perder meses. Cada um dos ministros revê seus votos, lê os apartes que fez aos colegas durante a sessão, retira partes que considerar impróprias - caso haja, por exemplo, alguma discussão mais áspera em plenário - e só então o documento é publicado.

Enquanto o acórdão não é publicado, não é aberto o prazo para que os advogados recorram da decisão ou peçam esclarecimentos sobre determinados pontos. Os ministros imaginam que terão de enfrentar uma sequência de recursos - especialmente embargos de declarações, usados para contestar eventuais omissões ou contradições.

Todos precisam ser julgados para que enfim o processo transite em julgado e os que foram condenados comecem a cumprir as penas. De acordo com assessores, Britto deve discutir com o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, uma forma de tornar mais ágil a publicação do acórdão. Uma possibilidade seria sugerir a Barbosa que deixe pronto um modelo de ementa com base no seu voto. Caso haja mudanças, o relator do processo iria, ao mesmo tempo, adaptando a ementa. Tudo para evitar que essa etapa posterior possa jogar o cumprimento das penas para o fim de 2013.

Rapidez. Paralelamente às estratégias contra chicanas, parte dos ministros pensa em procedimentos que acelerem a conclusão do julgamento. Antes mesmo de o processo estar liberado para ir a plenário, o presidente do STF e o relator do caso começaram a discutir com os colegas a formatação da sessão.

Joaquim Barbosa, por exemplo, propôs fazer leitura resumida do relatório de 122 páginas, o que foi aprovado pelos colegas.

Os ministros acertaram também que uma sessão extraordinária será feita semanalmente para acelerar os trabalhos. Mas os integrantes do Supremo precisam ainda discutir o calendário exato de sessões.

Barbosa havia proposto, também com o objetivo de acelerar o caso, que o Supremo Tribunal fizesse sessões diárias - de manhã e à tarde - na primeira semana, para que os advogados defendessem seus clientes. No total, os advogados terão 38 horas para as sustentações orais - uma hora para cada réu.

Para que os ministros não se cansassem ou pudessem julgar outros processos, Barbosa teria discutido com os colegas a possibilidade de um revezamento de ministros em plenário, mantendo o número mínimo para garantir o quórum da sessão.

A proposta é polêmica no tribunal e combatida pelos advogados. Integrantes do tribunal dizem que o STF passaria um sinal de que estão deixando a defesa dos réus em segundo plano. Os advogados dizem que seria necessário limitar a quantidade de defesas num dia.

Depois de cinco horas, afirmou o advogado Márcio Thomaz Bastos, os ministros já estarão cansados e não prestarão atenção às sustentações orais.

Todos esses detalhes serão discutidos em sessão administrativa a ser convocada pelo presidente do STF. Nas próximas semanas, o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, liberará seu voto. Com isso, a data do julgamento já poderá ser marcada. O mais provável é que o tribunal comece a julgar no início de agosto.

02 de junho de 2012

Com PIB fraco, Brasil fica na lanterna das economias emergentes


Brasil cresceu menos do que outros países emergentes no 1º tri de 2012

 Indústria | Foto: Agência Brasil
Com uma alta de 0,8% do PIB no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011, o Brasil apresentou um dos piores desempenhos entre os emergentes quando se avalia a taxa de crescimento de sua economia.

Um levantamento feito pela BBC Brasil com, aproximadamente, 40 países revela que o Brasil foi o que menos cresceu entre os Brics. No mesmo período, de janeiro a março de 2012, a China cresceu 8,1%, a Índia 5,8% e a Rússia 4,9%, na comparação com a igual variação mensal do ano passado.

O desempenho da economia brasileira também foi inferior a de seus vizinhos latino-americanos, como a Argentina (+4,8%), Chile (+5,6%), México (+4,6%), Peru (+6%) e, até mesmo, a Venezuela (+5,6%).

O país, entretanto, não foi o único a revisar para baixo o crescimento da soma de seus bens e serviços no início deste ano.

Crescimento do PIB*

China: +8,1%

Peru: +6%

Venezuela: +5,6%

Chile: +5,6%

Índia: +5,3%

Rússia: +4,9%

Argentina: +4,8%

Estados Unidos: +3%

África do Sul: +2,1%

Alemanha: +1,2%

França: +0,3%

Grã-Bretanha: 0%

Grécia: -6,2%

União Europeia: +0,1%

Zona do euro: 0%


*
Comparação entre 1º trimestre de 2012 e 1º trimestre de 2011


Fonte: Banco Mundial, Eurostat e IBGE

Dados divulgados recentemente pelos órgãos de estatísticas da China e da Índia também indicaram uma desaceleração do PIB maior do que aquela prevista inicialmente dos especialistas.

Com uma queda acentuada da produção agropecuária (-8,5%) e dos investimentos (-2,1%) na comparação anual, a economia brasileira teve o pior desempenho na comparação anual desde o quarto trimestre de 2009, quando o Brasil registrou queda de 1,2%, em relação a igual período de 2008.
Desenvolvidos

O resultado da economia brasileira nos três primeiros meses de 2012 sobre igual período do ano passado foi ligeiramente melhor do que muitos países desenvolvidos, especialmente europeus.

Na mesma base de comparação, o PIB do Brasil foi superior ao da França (+0,3%), Itália (-1,3%), Espanha (-0,4%), Holanda (-1,3%), Portugal (-2,2%), Grã-Bretanha (0%) e Grécia (-6,2%).

Por outro lado, a economia brasileira cresceu menos do que o da Alemanha (+1,2%), Coreia do Sul (+2,8%) e Cingapura (+1,6%).
1 de junho, 2012