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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Novas fotos mostram Cabral e Cavendish em Mônaco


Novas fotos mostram o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o presidente licenciado da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, num restaurante em Monte Carlo, no principado de Mônaco
ANDREZA MATAIS
ANDRÉIA SADI
FOLHA DE BRASÍLIA

O governador está acompanhado de sua mulher, Adriana Ancelmo, de Cavendish e da mulher dele, Jordana Kfouri, morta em um acidente de helicóptero na Bahia em junho de 2011. No acidente também morreu a namorada de um filho de Cabral.

Um casal não identificado pela Folha também acompanha o governador e o empresário. Eles aparecem brindando com champanhe.

Divulgação

Grupo brinda com Cabral; o braço de Cavendish é o primeiro à esquerda, com camisa azul


As fotos, as quais Folha teve acesso, foram encaminhadas ao deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) por uma pessoa que ele mantém a identidade sob sigilo. São datadas de julho de 2009.


Desde a última semana, Garotinho tem divulgado em seu blog fotos e vídeos do governador e do empresário em viagens internacionais. Segundo ele, seu objetivo é mostrar as relações "mais do que pessoais" entre Cabral e o empresário que tem contratos milionários no governo do peemedebista e na esfera federal.

O destino da viagem, Monte Carlo, mesmo nome da operação da Polícia Federal que prendeu Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e envolveu a Delta num escândalo de corrupção investigado pela CPI do Congresso.

Em 2009, o governador declarou patrimônio de R$ 843 mil, incluindo um único automóvel ano 2006.

A assessoria do governador informou que ele pagou a viagem a Monte Carlo do próprio bolso e que o governador não mistura relação pública com a privada.

Garotinho já havia divulgado outras fotos que mostraram o governador e sua mulher em viagens à Europa, acompanhados do empresário. Num vídeo, os casais comemoram o aniversário da mulher do governador num restaurante em Paris.

Cavendish, de azul em primeiro plano; Cabral (à direita, ao fundo, de camisa listrada azul e branca)
03/05/2012

Charges











Ministro sem agenda




Estadão:
Ministro sem agenda 


Cuidar do partido, não do Ministério, foi o primeiro objetivo anunciado pelo novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, logo depois de confirmada sua escolha pela presidente Dilma Rousseff.

"O fundamental é a unidade do partido e acabar com qualquer tipo de insatisfação", disse o pedetista que acabara de ser chamado para um posto no primeiro escalão do governo.

"Não teremos grandes dificuldades para seguir o projeto de unidade do partido", assegurou.

Projeto de governo, se existe algum, deve ser menos importante – tão irrelevante, de fato, quanto qualquer projeto ou plano de trabalho para o cargo.

Um dia depois, em seu primeiro discurso numa festa de Primeiro de Maio, o novo integrante da equipe federal confirmou, para quem ainda tivesse alguma dúvida, a pobreza de suas ideias e propostas para a ação ministerial.

Mas seu evidente despreparo combina perfeitamente com o critério adotado para o preenchimento de vagas no primeiro nível da administração.

A presidente Dilma Rousseff pode ter desagradado a uma parte do PDT, mas foi fiel ao padrão de loteamento do governo. Manteve o Ministério do Trabalho sob a chefia do partido, reservando-se apenas a prerrogativa de escolher um nome.

Respeitou também o ritual de dar satisfação ao comando partidário.

Antes de tornar pública a nomeação de Brizola Neto, conversou em seu gabinete com o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi.

Defenestrado quando sua posição se tornou insustentável pelo acúmulo de denúncias, ele só deixou o governo depois de muito esperneio. Mas a presidente, apesar disso, julgou adequado prestar-lhe contas de sua escolha, como se a sua condição de líder pedetista o qualificasse para essa deferência, ou, mais que isso, para sancionar uma decisão presidencial.

Assim, a presidente Dilma Rousseff mantém incólume o sistema de loteamento da administração federal entre os partidos da base governista.

Respeitou esse critério nas trocas anteriores de ministros, em geral motivadas por escândalos inaceitáveis, e nunca deixou de prestar homenagem às siglas da coalizão governamental.

Continua, portanto, agindo como se a nomeação de ministros não fosse um ato de responsabilidade exclusiva da Presidência, mas uma faculdade partilhada com os componentes da base governista.

Por isso ainda tem sentido, em termos práticos, classificar este ou aquele Ministério como integrante da "cota presidencial".
 

No Brasil, quem chefia o governo e é o responsável máximo pela gestão pública tem cota para nomeação de ministros e até de dirigentes de agências reguladoras e de estatais.

Nessas condições, a qualidade e os objetivos da administração pública se tornam irrelevantes para quem participa do banquete do poder – assuntos menores tanto para os partidos quanto para a Presidência.

A presidente Dilma Rousseff pediu ao novo ministro do Trabalho uma "agenda positiva", segundo se informou logo depois de confirmada a escolha.

Não houve menção ao conteúdo da agenda nem a programas e projetos.

Uma agenda é positiva, na concepção corrente em Brasília, quando favorece a imagem do governo.

Se contribui ou não para a solução de grandes problemas e para o desenvolvimento é questão secundária.


O discurso do novo ministro, em São Paulo, comprova essa percepção. Foi um palavrório vazio, sem qualquer ideia mais significativa do que a promessa de abrir uma discussão sobre a semana de trabalho de 40 horas.

Sobre a manutenção de direitos trabalhistas ele não foi além de generalidades, próprias de quem não tem o que dizer.


No mesmo dia, em São Bernardo do Campo, o prefeito Luiz Marinho, ex-ministro do Trabalho e ex-presidente da CUT, dedicou-se a questões concretas, recomendando ao novo ministro a retomada dos programas de qualificação e treinamento. "Temos vagas em aberto e pessoas em busca de emprego, o que sugere a falta de qualificação", disse Marinho.

Questões como essa estão na pauta de empresários, sindicalistas e estudiosos do mercado de trabalho há alguns anos.

Esse e outros problemas concretos comporiam uma boa agenda para um ministro, se ele tivesse sido nomeado por seus méritos administrativos, e não por ser neto do antigo guru da presidente da República.


03 de maio de 2012



POR QUE SE INSTALOU SÓ AGORA A CPI E POR QUE JÁ HÁ MUITA GENTE ARREPENDIDA NA BASE DO GOVERNO





De Gaulle dizia que a velhice é um naufrágio — uma visão pessimista de mundo. Lucrécio (99 a.C.- 55 a.C.), um materialista, afirmava que, se a alma fosse imortal, não nos desfaríamos em lágrimas ao constatar que morremos.



Huuummm…

Tivesse eu sido contemporâneo de ambos (quando De Gaulle morreu, em 1970, eu tinha só 9 anos…) e privado de sua intimidade, recomendaria que cultivassem a memória como antídoto contra a morte — a verdadeira morte é o esquecimento — e que (cito Drummond) procurassem o próprio queixo no queixo dos filhos (também dos netos, sobrinhos…).

A memória, felizmente, não me abandona.

Recomendo vivamente: cultivem-na.

Faço, assim, um introdução algo grandiloquente (não me conformo com o fim do trema…) para assunto até mesquinho, vulgar mesmo — em muitos aspectos, até vagabundo.

Tento tornar esse mundo mais interessante…


Recuem — na área de pesquisa deste blog ou de qualquer site noticioso — a agosto do ano passado.

Lembram-se da CPI do Dnit?

Eu lembro!!!

A oposição chegou a conseguir o número necessário de assinaturas para instalá-la.

Mas aí o governo fez um trabalho intenso de retirada de assinaturas, como vocês verão abaixo, e conseguiu matá-la no nascedouro.

O Planalto entrou com tudo.

Curioso, não é?, que, enquanto isso, a Polícia Federal continuasse ali, com o sistema Espião ligado, ouvindo as maiores barbaridades…

Tivesse topado, então, a investigação, talvez a área já estivesse mais limpa.

Vamos recapitular algumas coisas.

Transcrevo trecho de uma reportagem de João Domingos, no Estadão, do dia 4 de agosto do ano passado.

Leiam com atenção.

Volto em seguida.
*
Tendo à frente a própria presidente Dilma Rousseff, que contou ainda com a ajuda de ministros e líderes na Câmara e no Senado, o governo conseguiu enterrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes requerida pela oposição.

Para abortar a CPI, o Planalto prometeu acelerar obras, apoiar um candidato ao Tribunal de Contas da União (TCU) e até garantir a presença de Dilma na inauguração de uma ponte.


O governo conseguiu que dois senadores da base aliada retirassem suas assinaturas a favor da CPI. Como a oposição havia coletado 27 assinaturas - número mínimo para a instalação de comissão parlamentar no Senado -, as duas baixas inviabilizaram a iniciativa.

Com apenas 25 assinaturas, o requerimento foi mandado pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) diretamente para o arquivo.

Se quiser abrir uma CPI, a oposição terá que recomeçar a coleta de assinaturas. O objetivo da CPI era investigar as irregularidades no setor de transportes, que já resultaram na demissão de 27 pessoas, entre elas o ex-ministro Alfredo Nascimento e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (Dnit) Luiz Antonio Pagot.


O senador João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU. Até então, Dilma mostrava-se simpática à candidatura da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Carneiro conseguiu da bancada de 86 deputados do PT a promessa de que cada um buscará o voto de um colega a seu favor na disputa pelo TCU. O cargo de ministro do tribunal é vitalício.

(…)
Durval teria recebido ainda a promessa de que, enfim, será construído um anel viário em Feira de Santana, núcleo de sua base eleitoral, reivindicação que ele faz há cinco anos ao governo. Como Alfredo Nascimento prometia o anel viário e não o fazia, Durval vingou-se assinando o requerimento da CPI. Mas recuou para não prejudicar o filho.

“O governo operou mesmo para impedir a CPI”, disse ontem o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR). “A CPI não vai servir de instrumento de açoite do governo pela oposição.”

Já o líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), afirmou que trabalhou nas últimas 24 horas para acabar com a CPI antes mesmo que ela começasse.

Também retirou a assinatura o senador Reditário Cassol (PP-RO), suplente e pai do titular Ivo Cassol (PP). O próprio filho ajudou o governo a levar o pai ao recuo. De acordo com parlamentares da base, o filho lembrou ao patriarca que os Cassol são empresários do setor de geração de energia elétrica e fazem negócios com o governo.

(…)

Voltei

Sim, não se conheciam ainda detalhes do esquema de Carlinhos Cachoeira, mas o que as reportagens de VEJA havia mostrado provavam que algo de muito podre se passava no Ministério dos Transportes e no Dnit. Como se nota pela confissão dos líderes governistas, a ordem era não instalar a CPI. Ponto!

E por que, agora, a CPI do Cachoeira andou tão depressa? Porque a oposição topou imediatamente a investigação e, desta vez, uma parte do petismo aderiu, toda assanhada, à proposta. Havia a crença, FUNDADA EM INFORMAÇÕES FALSAS E NA PURA FOFOCA, de que a tal “mídia” — sabem, né?, “mídia” é jornalismo decente, que os petralhas odeiam — estaria comprometida com o esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira. Alimentou-se a fantasia, certamente baseada em leituras apressadas e fragmentadas, de que as revelações da Polícia Federal destruiriam o jornalismo independente, o que era, obviamente, do interesse dos mensaleiros.

Mais: num primeiro momento dos vazamentos, a anti-estrela solitária da lambança era o senador Demóstenes Torres (GO), até então uma das figuras mais vistosas da oposição — era respeitado até por quem não comungava dos valores ideológicos que alardeava.

Desmoralizar a oposição e a “mídia” pareceu a Lula e a Zé Dirceu uma chance de ouro.

Mais: vazamentos seletivos indicavam que a confusão iria bater às portas, e foi mesmo!, do tucano Marconi Perillo, governador de Goiás, detestado pelo Apedeuta.

Bom demais para ser verdade, devem ter pensado os que sempre sonharam com o Partido Único. Seriam aniquiladas num só golpe a oposição e a… mídia!

Tiro n’água

A acusação contra a imprensa foi desmoralizada de maneira até vexaminosa. Subsiste hoje apenas na pena de alguns aloprados, que têm de continuar a fazer o serviço pelo qual são pagos — com dinheiro público!

E, ora vejam, surgiu uma Delta no meio do caminho, com a sua, digamos assim, força avassaladora. Na mesma corrente em que o PT sonhou arrastar Marconi Perillo, também podem rodar Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal (e esse é apenas um de seus problemas), e a figura até então ascendente da política (eu, ao menos, nunca entendi por quê…)

Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio.

E isso pode ser apenas o começo.

Imaginem, então, se Luiz Antônio Pagot (ver post abaixo) resolver falar.

Os que se assanharam na esperança de “destruir a mídia” — e se destaque, em nome da precisão, que esse ímpeto foi de Lula e José Dirceu, não do Planalto (embora se ligue à chicana, sim, já digo como) — certamente ignoravam o grau de intimidade entre a Delta e o esquema de Carlinhos Cachoeira.
Aí tudo ficou, de fato, enrolado demais!

PT e PMDB fecharam ontem uma espécie de pacto para deixar os governadores fora da investigação — e o PSDB não vai reclamar se as coisas caminharem por aí.

Ficariam, assim, fora da CPI Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral. Com isso, pretende-se, também, afastar Fernando Cavendish, o dono da Delta, dão imbróglio.

Nota à margem:
o governo se liga à chicana à medida que órgãos públicos e estatais financiam a pistolagem na Internet.

Sigamos.

Para onde vai a CPI?

Sabendo o que sabem, Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres aceitarão arcar sozinhos com a punição?


Vamos ver quais instruções lhes darão seus respectivos advogados, dois criminalistas experimentados: Márcio Thomaz Bastos e Antônio Carlos de Oliveira Castro, respectivamente. Parece-me que tudo caminha para a chamada estratégia de redução de danos.

Se decidiram botar fogo no circo, arrastando meio mundo político junto, eles próprios sabem que o futuro não lhes será leve.

Entre se danar muito danando a muitos e se danar menos preservando alguns parceiros de viagem, a racionalidade lhes apontaria o segundo caminho.

Quando o Planalto percebeu — e tarde! — o tamanho do rolo, já não dava mais tempo de recuar. Lula e Zé Dirceu, por sua vez, viram frustrado o intento de mandar a imprensa para o banco dos réus.

Anos de gravação flagraram o jornalismo fazendo o seu se trabalho, buscando notícias que eram do interesse público, como aquela que levou à demissão de 27 valentes do Ministério dos Transportes — inclusive, sim, Luiz Antônio Pagot (ver post abaixo).

E a tentativa de negar a existência do mensalão, origem da fúria da turma? O tiro saiu pela culatra. Em vez de jogar areia nos olhos da população, chamou a atenção para a tentativa de golpear a moralidade.

A pressão para que o ministro Ricardo Lewandowski conclua a revisão do processo só cresceu.

PODE ATÉ SER QUE O SUPREMO INOCENTE TODO MUNDO, MAS NÃO SERÁ POR CAUSA DESSA CHICANA.

Pois é… Lula e Zé Dirceu quebraram a cara desta vez:

a) a imprensa independente sai limpa dessa história;

b) muita gente que estava alheia acordou para o mensalão;

c) é a base governista quem se articula mais freneticamente para esfriar a CPI.

De quebra, o jornalismo financiado pelo estado mostrou a cara como nunca.

O Zé forçou a amizade, e a turma teve de se ajoelhar no ridículo. Não há quadrilha na Internet que consiga mudar os fatos, as gravações, o conteúdo do inquérito.

O Brasil ainda não é a Venezuela, a Argentina ou o Equador.

E, se depender dos brasileiros e da imprensa livres, não será!

03/05/2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Georges Sadala: De empresário falido, da noite para o dia, virou milionário e "laranja" de Cabral e Cavendish


Georges Sadala Rihan é amigo íntimo de Fernando Cavendish e Sergio Cabral



Inclusive no casamento de Sadala, segundo a revista Caras, um dos pajens foi Tiago Cabral, filho do governador e de Adriana Ancelmo.

Foi Sadala quem levou a Delta para Minas Gerais, sendo o testa-de-ferro de Cavendish em vários negócios.


Há alguns anos atrás, Georges Sadala era um mal sucedido empresário, com empresas inativas e até declarado falido pela justiça.


Mas de repente tirou a sorte grande. Foi no governo de Sérgio Cabral que Sadala teve um crescimento patrimonial vertiginoso, através da constituição de oito empresas no período entre dezembro de 2007 e abril de 2011. De empresário falido devendo na praça, com as bênçãos de Cabral em pouco tempo virou um milionário e companheiro de farras do governador e de Fernando Cavendish pelo mundo afora, fazendo parte da “Gangue dos Guardanapos”.


PROGRAMA RIO POUPA TEMPO
  A união do Rei Arthur, Sadala e o Mensalão de Brasília

O Rio Poupa Tempo é uma iniciativa do governo estadual entregue ao CONSÓRCIO AGILIZA RIO, formado pelas empresas GELPAR EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, de cuja sociedade faz parte Georges Sadala; Vex Logística em Transportes Ltda (Novo nome do Facility, do Rei Arthur); B2BR e CEI Shopping Centers.

       

As outras empresas do CONSÓRCIO AGILIZA RIO estão nas mãos de outros amigos de Cabral.

A VEX LOGÍSTICA EM TRANSPORTES LTDA, hoje denominada FACILITY TECNOLOGIA LTDA, é uma das empresas de Arthur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur.

As outras empresas do CONSÓRCIO AGILIZA RIO estão nas mãos de outros amigos de Cabral.

A VEX LOGÍSTICA EM TRANSPORTES LTDA, hoje denominada FACILITY TECNOLOGIA LTDA, é uma das empresas de Arthur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur.

A Facility Tecnologia (CNPJ 04.704.424/0001-98) fica na Rua Comandante Vergueiro da Cruz 315, Olaria.


Outra empresa participante do CONSÓRCIO AGILIZA RIO é a B2BR, do Grupo TBA Informática, cuja presidente é CRISTINA BONNER.

Ela é acusada por Durval Barbosa, pivô das denúncias do Mensalão do DF, de abastecer o esquema de corrupção entre o ex-governador Arruda e deputados distritais com propinas em troca de contratos com o governo.


Para assistir o vídeo clique no link.


O negócio de Sadala com o amigo Cabral através do Rio Poupa Tempo é bastante lucrativo e já rendeu mais de 57 milhões em menos de quatro anos.


E ainda mais, o quarto termo aditivo assinado em 29/11/11, que reajustou o valor do contrato para mais de R$ 2,3 milhões por mês.

Agora vejam vocês mais uma coincidência incrível.

Sadala é vizinho de Cabral, Cavendish e Côrtes no Condomínio Portobelo, em Mangaratiba (um novo paraíso fiscal).

Por ironia do destino, todos eles enriqueceram nos últimos 5 anos e 4 meses, tempo em que Cabral está no Palácio Guanabara...

            

Investigações estão perto de comprovar que Cabral tem um apartamento em Paris em nome de George Sadala, comprado por Fernando Cavendish.

E mais grave: as mesmas investigações mostram que o luxuoso apartamento em que Sadala mora na Avenida Vieira Souto, em Ipanema foi comprado por Cavendish e doado a Sadala.

             Avenida Vieira Souto, nº 582, Ipanema. O endereço de Fernando Cavendish e também de Georges Sadala
Avenida Vieira Souto, nº 582, Ipanema. O endereço de Fernando Cavendish e também de Georges Sadala

E aguardem porque identificamos mais um integrante da “Gangue dos Guardanapos”.

Vem a ser o secretário de Urbanismo do governo Eduardo Paes, Sérgio Dias.

Exclusivo! Festa de arromba de Cabral, Cavendish e secretários em Paris


Fotos já publicadas no blog, de Cabral e Cavendish ensaiando passos de dança na chegada à festa de arromba.

Abaixo tem fotos inéditas da festa

                                                                                    Blog do Garotinho
                        

O governador Cabral está atordoado.


Primeiro disse que era uma missão oficial, depois negou e passou a afirmar que foi apenas uma farra de amigos paga com os seus recursos. As duas versões são mentirosas, são ocasiões, datas e situações diferentes. Hoje, por exemplo, vamos mostrar que na dita missão oficial tudo acabou numa grande festa de arromba em Paris. O dinheiro do contribuinte do Rio de Janeiro patrocinando as danças exóticas de Cabral e a sua equipe. As duas primeiras fotos vocês já viram é quando a turma se prepara para entrar para a gandaia. Agora vocês vão ver algumas fotos do que se passou lá dentro. Só o que é possível publicar porque há coisas que não dá nem pra mostrar.


Confiram a performance de Cabral e seu secretário Wilson Carlos no centro de uma rodinha dançando rap e descendo até o chão, com Adriana no canto esquerdo vibrando, tudo ao som da música de um cantor rapper na direita. Eles dançam rap e se esbaldam com o dinheiro público, enquanto o povo dança no seu dinheiro.

Imagens inéditas
                     

Mas não pára por aí. Em um dado momento da festa de arromba, o secretário Julio Lopes que destruiu o sistema de transportes públicos do Rio dá uma de crooner cantando ao microfone. Podia ir para o microfone do sistema de som das barcas, do metrô ou dos trens e em vez de cantar prestar contas e pedir desculpas à população. E mais uma imagem do “Bando dos Guardanapos” com Fernando Cavendish, Sérgio Côrtes e Wilson Carlos. Paris é uma festa para turma de Cabral.



Não percam porque já conseguimos identificar o “Bando dos Guardanapos”. Vocês vão saber quem é George Sadala, o homem que já recebeu mais de R$ 57 milhões do governo Cabral.

  2 de maio de 2012

Jornalista Fábio Pannunzio demole a farsa dos subjornalistas da “BESTA” em um texto exemplar




Já escrevi aqui algumas vezes que os defensores da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão formam, sim, um grupo: são unidos pela diversidade.

Seu prazer maior está na divergência.

Só podem ser considerados um grupo por isto: não querem estado ou partido controlando o pensamento.

Não formam uma ordem unida.

O resto é pura divergência.

Por Reinaldo Azevedo

Abaixo, reproduzirei um post publicado em seu blog pelo jornalista Fábio Pannunzio. Temos amigos em comum, sim, mas nunca nos falamos.
 

Não tenho nem sequer seu telefone. Leio sua página com frequência. Já discordei de muita coisa. Concordei com outras. O reino dos homens livres é assim. O que sei a seu respeito? Que ele escreve o que pensa. Para agradar a quem? À sua consciência! Isso é o que me interessa.

Leria, se os houvesse, até blogueiros de esquerda que eventualmente não estivessem ocupados em justificar crimes “em nome do povo” ou que não estivessem agarrados às tetas do governo. Mas não os há.

Publicarei um texto de Pannunzio. Isso me impede de discordar dele em outro assunto qualquer amanhã ou depois?

Não!!!

As pessoas livres são assim.

De resto, dá gosto republicar um post como o que segue porque ele escreve bem — coisa cada vez mais rara hoje em dia, com o triunfo do analfabetismo militante e supostamente bem-intencionado que invadiu o jornalismo.

Chamo aquela gente asquerosa, financiada por dinheiro publico, de JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista).

 Pannunzio crava um outro nome excelente: BESTA (Blogosfera Estatal).

Leiam.

*

As penas alugadas ao petismo e a máquina de demolir reputações

O leitor que se quer bem-informado deve estar atônito com a lama que escorre no entorno da CPI do Cachoeira.
A imprensa brasileira - aí compreendidas todas as publicações, nos veículos formais e também na internet - parece ter sido tomada por escribas ora a serviço da quadrilha do bicheiro Cachoeira, ora a serviço da quadrilha do mensaleiro Zé Dirceu.
A disputa nas várias mídias parece ser em torno de quem representa melhor os interesses espúrios das hordas de bandidos que se acercaram do Poder.

O grande esforço da BESTA (Blogosfera Estatal), neste momento, é para comprovar que a Revista Veja, na pessoa de seu editor Policarpo Jr., estava a serviço do submundo da espionagem e à disposição da interface parlamentar da organização, capitaneada pelo ainda senador Demóstenes Torres.

Do outro lado, jornalistas de grandes veículos e blogues a eles vinculados (chamados de PIG pela BESTA) tentam desmontar o jogo de manipulação de colegas regiamente pagos - e isso é inquestionável - pelo dinheiro público para mover uma campanha de desmonte da “velha mídia”, ou do jornalismo formal, como queiram.

Em meio a essa confusão, surgem outros atores, que passam a duelar publicamente, difundindo informações que põe em xeque a lisura das apurações e das intenções de seus contendores.

Na contradita, os injuriados do outro lado apresentam argumentos de que seus novos desafetos estão igualmente comprometidos com uma ou outra vertente derivada do problema.

E isso faz com que todos os jornalistas pareçam iguais aos olhos do público, o que não é verdade.

Vou tratar aqui do caso Policarpo. Há cerca de um mês o editor de Veja em Brasília está sob fogo cerrado. Primeiro, falava-se que ele tinha trocado cerca de 200 telefonemas com os arapongas de Carlinhos Cachoeira.

Se não serviu para condená-lo definitivamente, a quantidade de conversas apresentadas o incriminava de maneira contundente.

Nada, além de suposições perniciosas, demonstrava que havia algo errado na relação entre o jornalista e suas fontes.

Quando a íntegra do inquérito contra Demóstenes vazou, uma vez mais não havia ali qualquer indício de anomalia nessas relações.

O que ficou comprovado, então, foi que Policarpo recebeu informações dos arapongas de cachoeira e as utilizou em benefício do interesse público.

Foi assim com a cena da propina paga a um dirigente dos Correios que despertou a fúria de Roberto Jefferson, e que serviu para desbaratar a quadrilha dos mensaleiros arregimentada por José Dirceu.

Foi assim mais tarde, q

uando se descobriu que o “chefe da quadrilha” havia transformado a suíte de um hotel de Brasília em gabinete do governo paralelo que, sob Lula, o mesmo Dirceu continuava comandando.


A esta altura, sabe-se que os arapongas de Cachoeira comentavam em suas conversas pornográficas os resultados que esperavam advir da publicação do material que haviam fornecido ao jornalista. Isso, nem de longe, leva a qualquer indício de atrelamento entre o repórter e o esquema que os inimigos da liberdade de imprensa pretendem implodir.

Apesar disso, a BESTA continua tentando colecionar elementos que possam referendar sua teoria conspiratória com recortes das gravações vazadas do inquérito da PF.

Ao mesmo tempo, o que se pode comprovar é que o time que ataca o jornalismo formal - ele mesmo composto por jornalistas que perderam espaço da grande imprensa e ocupam hoje posições terciárias em veículos aparelhados pelo pior do petismo - está claramente comprometido com um lado do problema.

E os interesses podem ser vistos a olhos nus, sem a necessidade de lentes ideológicas ou doutrinárias.

É o caso notório do chefe da claque da BESTA na internet, Paulo Henrique Amorim, cujo discurso paranoico é financiado por empresas estatais como o Banco do Brasil, a CEF e a PETROBRAS.

A respeito disso, o Blog do Pannunzio descobriu que, só em contratos firmados com a CEF, o governo Tarso Genro e os Correios, Paulo Henrique Amorim se transformou num gênio financeiro da “nova mídia”, com faturamento de quase R$ 1 milhão desde o ano passado.

As informações foram confirmadas por fontes oficiais e não houve nenhuma contestação ou desmentido.


O trabalho a que se propõem os arautos do fim do jornalismo, no entanto, não se limita ao ataque institucional.

Para demolir a Imprensa, é preciso dinamitar reputações.

É a isso que se dedicam com muito afinco os atores secundários do esquema da BESTA nesse dias de conturbação absoluta.

A investida não constitui propriamente uma novidade. O método é o mesmo de 2009, quando a organização que chamo de BESTA criou seu know-how de injuriar em série.

A estratégica consiste em repercutir ao máximo “informações reveladoras” que um dos militantes “descobre” invariavelmente na internet, em investigações pífias e cheias de problemas éticos, até que o assunto “denunciado”se transforme em “verdade absoluta” e, em seguida, em fato político.

É sempre assim, não importando se o objeto da denúncia é ou não verdadeiro - ou quiçá verossímil.


Uma das primeiras vítimas do esquema dos detratores profissionais da BESTA foi o jornalista Heraldo Pereira.

Em maio de 2009, ele ocupou a posição em que hoje está Policarpo Jr.

A história vem sendo contada por este blog desde então.

Sinteticamente, Heraldo foi acusado de trabalhar para o então presidente do STF, Gilmar Mendes, que era a quem se pretendia atingir.

As “provas”contra ele foram coletadas pelo site Cloaca News, organizadas em formato de reportagem por Luis Carlos Azenha e, na sequência, passaram a servir como munição para Paulo Henrique Amorim atacá-lo até a insanidade das injúrias raciais, que já lhe custaram uma indenização de R$ 30 mil e um recalcitrante pedido de desculpas publicado em dois grandes jornais brasileiros.


Para construir a série de injúrias, a BESTA ignorou pressupostos elementares do Código de Ética dos jornalistas, como ouvir o outro lado.

Isso apesar de Heraldo ter sido muito próximo de um de seus detratores - foi ele quem indicou Azenha para a Rede Manchete, onde consolidou sua carreira.

A história é contada pelo próprio Azenha, em julho de 2010, conforme o trecho que reproduzo abaixo:

Um dia, estudante em São Paulo e desempregado, passei pela entrada do Hospital das Clínicas, onde Tancredo Neves estava moribundo, e encontrei o Heraldo Pereira, então repórter da TV Manchete, que me disse que a emissora tinha vaga para repórter (àquela altura eu já tinha quatro anos de experiência em TV, o que incluía longos meses cobrindo férias na Globo de São Paulo, com muitas reportagens em jornais de rede e algumas no Jornal Nacional).

Fui contratado.

Vinte e cinco anos depois, nem a gratidão motivou Azenha a cumprir o dever ético de ouvir o outro lado antes de condenar o colega.

Em seu blog, depois de apresentar como verdades as denúncias falsas dos outros blogues coligados à BESTA, Azenha escreveu o seguinte:

“Tendo em vista que Gilmar Mendes teve participação direta e decisiva na polêmica que levou ao afastamento de Paulo Lacerda da ABIN, você considera que Heraldo Pereira deveria ter revelado que é funcionário de Gilmar antes ou depois do comentário que fez a respeito de Lacerda no Jornal da Globo?”


Aí está a soma de mentiras rematadas transformada em verdade absoluta pelos inimigos da imprensa livre.


O post sumiu do site de Azenha, mas ainda pode ser lido no webarchive.org. O link está aqui. As aleivosias jamais foram objeto de um desmentido. Heraldo suportou um período terrível de provações até conseguir a primeira reparação - a sentença que obrigou PHA a se retratar e a indenizá-lo.

E ainda aguarda a condenação do editor do Conversa Afiada por crime de racismo, que deve acontecer antes do recesso forense.

Hoje, é Policarpo Jr. quem está no alvo das penas alugadas da BESTA.

Contra ele erguem-se suspeitas infundadas construídas sobre falaciosos recortes da investigação. Até agora, no entanto, não há uma evidência sequer de que o editor de Veja tenha oferecido qualquer contrapartida a suas fontes, muito menos que tenha de alguma forma auferido qualquer tipo de vantagem pessoal a partir das relações com o submundo da espionagem de Cachoeira.

Para quem prometia revelações bombásticas nos “200 telefonemas”, o resultado do frenético CTRL-C/CTRL-V nos inquéritos vazados é pífio.

Onde estão os elementos que levam à suposição de que Veja planejava golpear o governo Lula?

Onde estão as provas de que Policarpo era parte do esquema Cachoeira, como muitas vezes a BESTA tem sugerido e afirmado em suas copiosas páginas de aleivosias ?

Simplesmente não há.


Em compensação, repito, há evidências de sobra de que a Blogosfera Estatal acumula privilégios e vantagens no acesso aos cofres da União e seus prepostos.

Vantagens checadas e confirmadas por fontes limpas, que não foram nem serão objeto de contestação porque simplesmente não podem ser contestadas.

Ao contrário dos sofismas da BESTA, as informações sobre o comprometimento dos escribas a mando de José Dirceu são verdadeiras e cristalinas.

Ao leitor, antes de entrar em desespero com tantas versões antagônicas sobre os mesmos fatos políticos, recomendo que façam uma triagem dessas fontes de informação.

Antes de elaborar juízos de valor a partir do que se escreve, é preciso saber quem escreve e com que propósitos escreve.

Só assim será possível separar o joio da imprensa de aluguel do trigo da informação genuína.



01/05/2012

Com mais um governador na mira, CPI terá nesta quarta primeiro embate político




Oposição quer convocação de Cabral (PMDB) e Queiroz (PT); governistas querem restringir apurações a Perillo





João Domingos
O Estado de S. Paulo
COLABORARAM BEATRIZ BULLA
E ISADORA PERON


BRASÍLIA - Governistas e oposição vão travar nesta quarta sua primeira grande batalha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira com um novo personagem no epicentro da luta política, até a semana passada restrita a petistas e tucanos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Ele é mais um chefe de Executivo estadual a ter o nome envolvido no esquema de contravenção e o terceiro a entrar na mira da comissão parlamentar.

Collor e Jilmar Tatto (direita) tentarão barrar convocação de Cabral e Queiroz à CPI
Dida Sampaio/AE

Na sessão marcada para as 10h30 os integrantes da comissão irão receber os 40 volumes do inquérito que investigou o esquema do contraventor e suas ligações com agentes públicos e privados. PMDB e PT pretendem fazer de tudo para blindar Cabral e Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e evitar que sejam convocados a depor na CPI a respeito de supostas ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o empresário Fernando Cavendish, que se afastou na semana passada da direção da Delta Construções S.A.

Ao mesmo tempo, o PT defende a convocação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perilo, sob o argumento de que os grampos feitos pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo escancararam as ligações dele com Carlinhos Cachoeira.

"Não quero fazer prejulgamentos, mas todas as conversas gravadas pela PF e que envolvem o governador Marconi Perillo apontam para uma séria relação dele com o bando do Cachoeira"
, disse ao Estado o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). "É muito diferente do que ocorreu com o governador Agnelo, que é vítima da organização criminosa."


O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), rebateu Tatto. "Nós, do PSDB, já pedimos a convocação do governador Marconi, que concorda em comparecer à CPI para dar explicações.

Agora, se o PT e o PMDB querem usar de dois pesos e duas medidas para proteger os seus governadores, nós não vamos aceitar", afirmou.

"Se tem três governadores que são suspeitos de ligação com o Cachoeira e com a Delta, que esclareçam tudo à CPI. É isso que defendemos. Não tem de proteger ninguém",
disse ainda o senador.


A convocação de Sérgio Cabral será proposta por requerimento do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), que é delegado da Polícia Federal.

A sugestão para que ele apresentasse o requerimento de convocação é do deputado tucano Otávio Leite (RJ), que antes pediu a intermediação do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Francischini acusa o governador Agnelo Queiroz de ter montado uma rede de grampos ilegais. Por isso, requereu ao Ministério Público a prisão de Agnelo.


Ao defenderem Cabral dos ataques da oposição, os dirigentes do PMDB afirmam que o governador está sendo vítima de uma briga particular com o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ).

Na semana passada, Garotinho postou em seu blog fotos de Cabral, Cavendish e secretários na Avenida Champs-Elysées, em Paris, durante viagem oficial, e no Restaurante Luis XV, no Hotel de France, em Mônaco, em 2009.


Reação. Aliado do PMDB, com o qual não quer nenhuma confusão, o líder Jilmar Tatto discorda da convocação. "É preciso examinar todos os elementos. Acho que é precipitado convocar o Sérgio Cabral agora", disse Tatto.

O Palácio do Planalto quer manter a CPI sob controle, fazendo com que investigue somente o esquema de Cachoeira e as ligações dele com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), além da construtora Delta.

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que o governo não quer ter nada sob controle: "Existe uma dinâmica no noticiário. É o chamado comportamento de manada. Atribui-se (isso) ao Planalto e ninguém diz com quem falou. Lamentavelmente, são análises em vez da informação", afirmou.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), voltou a prever que a CPI do Cachoeira será "muito complexa, explosiva, e que vai exigir muita atenção das pessoas ligadas ao mundo da política".

Segundo ele, sua expectativa é de que haja uma "bela investigação", capaz de esclarecer as relações de Carlinhos Cachoeira com o mundo político, com o mundo privado e o setor público.

Maia previu ainda que a CPI não vai atrapalhar a pauta da Câmara. Para ele, trata-se de algo independente do trabalho da CPI.

01 de maio de 2012

Ao atacar bancos, Dilma copia Cristina Kirchner


Presidente deve ir além do discurso, tomando para si a tarefa de realizar reformas que permitam a redução do 'spread'

Dilma Rousseff concentra-se no ataque aos bancos, mas poderia ajudar a baixar juros
(Wilton Jr/AE/VEJA)



A presidente da República, Dilma Rousseff, voltou a atacar as elevadas taxas de juros cobradas pelos bancos nacionais em seu discurso do Dia do Trabalho, em cadeia de rádio e televisão.


Ela reforçou o argumento de que a economia brasileira só será "plenamente competitiva" quando as alíquotas ao produtor e ao consumidor se “igualarem às taxas praticadas no mercado internacional".


Juros mais módicos são uma antiga demanda do setor privado e atender esse pleito representa, de fato, elemento crucial para impulsionar o crescimento do país. Incentivar a concorrência com o auxílio da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil é uma medida correta, mas não suficiente.

A presidente parece ter adotado a estratégia “Cristina Kirchner” de escolher um bode expiatório – ou um grupo deles, os bancos privados – para mitigar mazelas de seu próprio governo. Por esta estratégia, ainda que algum resultado prático possa ser atingido, esconde-se uma lista de reformas que o Planalto tem obrigação de adotar, e que não o faz por um misto de comodismo e inoperância.

Uma agenda para reduzir o 'spread'

Medidas que o governo Dilma poderia adotar para baixar os juros dos clientes dos bancos


Ampliar a competição bancária – e os volumes de concessão

O Banco Central possui, desde o final da década de 1990, uma agenda de reformas que tem como objetivo estimular o aumento da concorrência no setor. Foram regulamentadas para tanto um novo sistema de informações de crédito; a portabilidade de cadastro, crédito e salários; a obrigatoriedade de divulgação do custo efetivo total dos empréstimos; a divulgação dos rankings de taxas de juros, tarifas e de reclamações dos bancos; entre outras medidas.

Cabe ao BC dar continuidade a essa política. A ação dos bancos públicos, desde que feita com cautela, também exerce efeito benéfico sobre a competição.

Com maior concorrência, a tendência é que o setor migre, paulatinamente, para uma estratégia de lucrar mais sobre volumes concedidos e menos com a cobrança de juros elevados por operação de crédito. Igualmente, o país conseguirá ampliar sua relação crédito/PIB, que está hoje na casa dos 50%, enquanto na China e na África do Sul, para citar outros Brics, são de 146% e 182%, respectivamente. Os Estados Unidos, por sua vez, estão com 231%, segundo dados do Banco Mundial relativos a 2010.


'Panos quentes' – Nesta terça-feira, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, veio a público suavizar um pouco o duro tom do discurso da presidente. “Era fundamental que a presidente fizesse um pronunciamento público deixando clara a posição do governo a favor do crédito ao alcance de todos.

Não há guerra contra o sistema financeiro, nem contra ninguém. Há uma guerra a favor do crédito mais baixo e para o Brasil romper essa triste marca de ser o país com os juros mais caros do mundo. Em meio a crise mundial, temos uma meta de pleno emprego e de conquista de novos direitos – e cada um deve dar a sua contribuição para isso, inclusive o sistema financeiro” , declarou o ministro após participar dos eventos de comemoração pelo Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Medidas necessárias – Se o governo quer mesmo empreender uma 'guerra' contra o crédito caro, e não contra o setor bancário, há muito trabalho pela frente. É inegável que os bancos brasileiros possuem elevada lucratividade em suas operações. Esta condição, contudo, não configura um problema por si próprio. Na lógica capitalista, quando empresas competem por clientes mirando rentabilidade, a tendência natural é que os preços caiam, o atendimento melhore e a eficiência do setor seja aprimorada.

Por que isso parece não acontecer com os bancos do Brasil?

Simples.

A competição entre eles, na prática, é bastante reduzida  – e isso o governo faz bem em combater.
Quinze anos atrás, havia uma quinzena de grandes instituições financeiras no país. Hoje, temos um terço disso. Com as fusões e aquisições recentes, famílias e empresas que tinham contas em mais de um banco viram seus limites de crédito serem unificados, mas sem se somar.

Adiciona-se a este ambiente uma demanda crescente por empréstimos, que é uma decorrência natural do próprio desenvolvimento brasileiro. Em suma, privadas ou públicas, as instituições financeiras estão “com a faca e o queijo” na mão – o cliente bancário típico, afinal, não fica trocando de banco a torto e a direito sob o temor de perder seu histórico de crédito e de relacionamento.
Desta forma, consolidou-se no segmento uma estratégia – inclusive entre os bancos com capital público que, até pouco tempo atrás, antes do puxão de orelha do Planalto, trabalhavam com juros absolutamente dentro da média de mercado – de ganhar dinheiro com volumes relativamente baixos em liberações de crédito e alta rentabilidade por operação.

Isto fica evidente quando se percebe que o spread bancário (diferença entre os custos de captação e as taxas de empréstimo) não tem se movido da casa dos 30%, em média, a despeito, como gosta de frisar Dilma, dos avanços econômicos do país e da trajetória de queda da taxa básica de juros.

infografia do spread bancário

Faz sentido, portanto, estimular a concorrência entre os bancos. Tal ação tem potencial, contudo, para resolver apenas uma parte do spread, haja vista que apenas 30% dele é explicado, segundo informações do Banco Central, pelo lucro que as instituições auferem em sua atividade de intermediação financeira (veja quadro).

Os 70% restantes – compostos de custos administrativos, inadimplência, recolhimento compulsório, subsídios cruzados, encargos, Fundo Garantidor de Crédito e tributos – representam uma frente que depende muito mais do governo federal para diminuir de tamanho.
Portanto, em vez de simplesmente escolher uma "suposta fonte de todos os males para bater" – como faz a colega argentina, Cristina Kirchner, que comprou briga com a Inglaterra pelas Malvinas (de novo!) e, mais recentemente, com a Espanha por alegados baixos investimentos na petroleira YPF –, a presidente Dilma poderia adotar uma política mais sensata.

Aliada ao estímulo para que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal continuem a competir, forçando o setor a lucrar mais com volume que com operações individuais, o Planalto poderia ir além. Primeiramente, deve adotar uma série de medidas que permitiria redução mais expressiva e consistente dos juros aos clientes finais (veja lista)

Em segundo lugar, mas não menos importante, o governo deveria limitar sua gastança para permitir que o Banco Central consiga trazer a Selic, como quer a presidente Cristina (ops, Dilma!), a taxas “mais civilizadas”.
(com a colaboração de Cida Alves)

Três a cada 10 brasileiros vivem de esmola ou benefício federal



32,7% das pessoas sobrevivem de benefícios federais ou simplesmente de esmolas



O mais novo retrato dos empregados brasileiros, divulgado na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - às vésperas do Dia do Trabalho -, mostra uma realidade assustadora: 32,7% das pessoas sobrevivem de benefícios federais ou simplesmente de esmolas. No Nordeste, a situação piora.

São 37,5% dos habitantes dependendo de caridade ou de programas como o Bolsa Família.
Em Alagoas, o terceiro Estado mais pobre do Brasil, atrás de Maranhão e Piauí, são muitos os que tentam a sorte no lixo, catando latas ou garrafas de plástico. Segundo o IBGE, a cada dois alagoanos, um sobrevive dos programas do governo ou à espera de ajuda dos outros.
Com 63 anos, Eliseu dos Santos caminha até 15 quilômetros por dia atrás de sacos de lixo pelas ruas de Maceió. A rotina é a mesma há 30 anos.

Juntando latinhas de alumínio, ele tenta ganhar R$ 5 por dia. Diz que não aguenta mais a vida de pedinte. "Isso é uma vida desgraçada, ninguém merece isso. Quando junto muito é R$ 2. Faço isso porque não quero roubar nem matar ninguém. Posso dizer que isso é o suor do meu rosto", afirma.

Perto dali, no bairro de Ponta Verde, o metro quadrado mais caro de Alagoas, a 200 m da cobertura do senador Fernando Collor (PTB), Ana Lins dos Santos, 28 anos, descansa antes de retomar a rotina: catar latinhas de refrigerante.

Ela deixou a cidade de Paripueira, a 20 km de Maceió, e foi morar com o marido nas ruas da capital. Debaixo de um coqueiro, estende um colchão e coloca roupas para secar no sol de 30°C.

Mora ao lado de um posto policial e sobrevive de esmolas ou dos pratos de sopa distribuídos nas madrugadas por grupos religiosos. "A gente vive como pode. Cata latinha, compra uma cachaça, dorme e acorda", declara.

"Eles sobrevivem como animais"

Para a cientista política Ana Cláudia Laurindo, as estatísticas não mostram o que existe de real: a destruição simbólica e psicológica do ser humano.

"Décadas atrás, a pobreza tinha uma característica diferente de hoje. A história parece ter regredido, o indivíduo nas ruas vive em bandos por coação, quando esse estágio já deveria ter sido abolido desde as eras mais primitivas da humanidade. São gerações que não conhecem vizinhos, a conversa na porta. Só a desposse para além do material, além do simbólico, do cultural, do religioso", avalia.
"Seria um problema resolvido se houvesse uma pequena desconcentração de renda na elite, e falo deste caso em Alagoas. Não é uma revolução. Mas a inclusão para se eliminar esse fenômeno da nova barbárie, pessoas que apenas comem para manter o corpo de carne vivo, não tão diferente dos animais que perambulam nas ruas", analisa a cientista social.
 
No outro extremo deste quadro social, 0,74% dos brasileiros recebem mais de 20 salários mínimos por mês. No Nordeste, essa proporção cai para 0,38%. Em Alagoas, é ainda menor: apenas 0,3% da população pertence à classe dos ricos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O Fator Delta


Paris é uma festa




Na sexta feira, publiquei um artigo no Estadão, O Fator Delta, afirmando que existia uma conspiração de muitos poderes em torno de Sérgio Cabral no Rio.
Cabral levou seis anos descobrindo o mundo e jamais tinha visto uma reportagem, com texto e fotos, sobre suas luxuosas aventuras internacionais.
Na quinta feira à noite, participei de um debate com Alan Riding, correspondente cultural do New York Times na França, para o lançamento do seu livro “Paris, a Festa continuou”.

Foi na livraria Travessa do Leblon.
O livro tem no titulo uma clara alusão ao célebre Paris é Uma Festa, de Ernest Hemingway. Mas fala de como os franceses e parisienses continuaram se divertindo, mesmo durante a ocupação militar alemã.
As duas atividades se entreleçaram com a revelação, pelo Blog do Garotinho, de alguns vídeos mostrando a intimidade do dono da Delta, Fernando Cavendish, com Cabral, no suntuoso restaurante do hotel Ritz, que, por sinal, também foi usado pelo estado maior alemão.
Como sabem, o TRE tirou meu programa partidário do ar, em 2010, e determinou multa por ter falado da amizade Cavendish-Cabral.
Não preciso falar muito. Nem fazer legenda para a foto dessas mulheres exibindo em Paris os sapatos Christian Louboutin, que custam até R$ 10 mil reais.
Elas o exibem como os caçadores exibem a cabeça de um leão, um troféu valioso que vale ser mostrado.

Não costumo fazer legenda para fotos eloqüentes.

Lembro apenas que alem de mulher do governador, Sra. Adriana Ancelmo, está nessa foto a mulher do Secretario de Saúde Sérgio Cortes.

Ele, aparece também, numa outra foto, com uma toalha na cabeça dançando ao lado de Cavendish

.


Toda minha campanha foi feita para denunciar os laços de Cabral com as empreiteiras. Fiz até programas na obra estagnada do Arco Metropolitano.
Mas o centro mesmo era a corrupção na saúde, com Toesas e Locantys, botando para quebrar.

Sérgio Cortes foi protegido pela Globo que interrompeu uma série de reportagens sobre corrupção na saúde para não influenciar as eleições e enfraquecer Cabral.
Corrupção na saúde mata.

A mesmo Globo fez uma excelente reportagem mostrando como funcionam as licitações nos hospitais públicos. Mas as investigações não avançaram. As empresas deram a impressão de que tudo era culpa de seus funcionáricos açodados que queriam fechar negócio de qualquer maneira.
E o governo fingiu que não era com ele. Os fatos durante a campanha e agora em 2012 revelam que a corrupção na saúde continuou.
Sérgio Cortes com a toalha na cabeça e sua mulher exibindo sapatos caros em Paris me indignam porque ele comanda a  saúde no Rio.

Um estado que convive alegremente com a corrupção na saúde, enquanto os responsáveis pelo setor festejam em Paris, chegou a um ponto de degradação interna que só um grande movimento popular pode superar.

A assembleia está com eles, a grande imprensa está com eles, o judiciário está com eles.

As eleições mostraram que a maioria da população também está.


Será que ela continuará com eles, mesmo sabendo de tudo?
Nesse caso, um dos caminhos é o exílio na própria cidade.

Ou prosseguir, pacientemente, na denúncia na esperança de que um dia a levem em conta. 
 
29.04.2012


Entre o assalto e a pizza



Depois de um longo dia de trabalho, acabo me voltando de novo para esse escândalo no Rio, acionado pela divulgação das imagens do governador Cabral com o dono da Delta num luxuoso restaurante de Mônaco, inicialmente tomado pelo Ritz de Paris.
Estava concentrado na imagem do secretário de Saúde, Sérgio Cortes com uma pizza na mão e uma Coca Cola na outra, em plena noite parisiense. Em alguns países seria repreendido por razões puramente técnicas: não é a refeição ideal para um secretário de saúde.
Mas aqui a história é outra.

Depois de tantas acusações de corrupção na saúde, da manobra para escapar do processo sobre compras desastrosas e superfaturamento, simbolizar que tudo acabou em pizza é muito pouco.

Na verdade, tudo acabou em caviar e champagne nos grandes restaurantes de Paris, Mônaco e Cannes.
Essa imagem de Sérgio Cortes deveria ser estampada na porta de todas as emergências dos hospitais do Estado. As pessoas iam entender rapidamente porque são mal tratadas.
Justamente quando contemplava a figura patética numa rua de Paris, chega a noticia estranha do assalto ao apartamento de Luiz Fernando Pezão, no Leblon.
Pezão é vice-governador e gerente de todas as obras no Rio.

Não há casas de vice sem segurança.

Na Nascimento, uma viatura guarda diuturnamente a casa de uma ex-mulher de Sérgio Cabral.
Por que abandonariam Pezão?

Sobre a cama, os policiais acharam 15 caixas de jóias vazias, deixadas pelos ladrões.

Não tenho uma visão estatística de quantas caixas de jóia um casal costuma ter em seu apartamento.

Eram jóias de fantasia ou um investimento seguro para seu dinheiro?
Talvez os ladrões possam ter deixado ali para despistar.

Talvez outros motivos os levaram ali.

Tudo muito nebuloso, logo depois da divulgação das imagens envolvendo a Delta e Cabral.
Pezão é um grande defensor da Delta.

Disse, precipitadamente que as investigações eram inúteis, estava tudo em ordem.

Decidiu afundar com a Delta.

Deve ter suas razões.

É possível que guarde também alguns documentos em casa.

Teria sido esse o objetivo do assalto?
Tudo muito misterioso nesse fim de segunda feira.

Imagino que os repórteres policiais trabalhem no feriado.

Como não havia segurança no prédio do vice-governador?

Por que foi a única casa assaltada no prédio?

Por que não havia câmera ?
Será que tudo isso acontece por acaso?

No auge de um fim de semana conturbado mostrando as vísceras da relação governo-Delta, a casa de Pezão é assaltada.

Uma possibilidade entre milhões, um acaso extraordinário?
A única certeza é que Pezão estava ausente, de férias na Itália.

O que significa que alguns jóias foram preservadas, pois sempre se levam as melhores para essas ocasiões.

30.04.2012

Evo toma empresa de energia elétrica dos espanhóis.



 E o assalto feito à Petrobras na Bolívia uma semana depois de Dirceu se encontrar com o índio de araque

Por Reinaldo Azevedo
O presidente da Bolívia, Evo Morales, o índio de araque — o nativo de gibi —, nacionalizou a empresa Rede Elétrica Espanhola (REE). A decisão ocorre duas semanas depois de Cristina Kirchner ter dado uma rasteira nos espanhóis no caso da Repsol.

Ambas as ações têm tecnicalidades distintas, mas são diferenças que não fazem diferença. Nos dois casos, a brincadeira é a seguinte: “Nossos governos estão encalacrados, e temos de achar um jeito de botar a culpa em alguém…”
Como reza velho adágio de Samuel Johnson, “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.
A imprensa tem lembrado que à ação de Cristina se segue a de Morales. Mas também pode ser o contrário. Quem inaugurou a moda de tomar pelas armas o que pertence aos outros foi Evo, quando tungou, no dia 1º de maio de 2006, as duas refinarias da Petrobras na Bolívia.

Elas tinham sido compradas em 1999 por US$ 104 milhões. No período, receberam investimentos de US$ 30 milhões. Oficialmente, o governo boliviano ofereceu pela nacionalização US$ 112 milhões. Mas nunca ninguém viu a cor do dinheiro. O Petrobras foi roubada e ponto.

E como reagiu o governo brasileiro ao ver parte do patrimônio de seu povo ser tungado?

Deu o maior apoio ao índio de araque e ainda lhe abriu as portas do BNDES para financiar uma estrada — aquela que acabou em rolo com indígenas — que só serve ao transporte de folha de coca, que depois vira o pó que inunda o Brasil e alimenta o narcotráfico.

Evo foi compreensivo com os brasileiros por tamanha generosidade. Pesquisem: incentivou a criação de novos campos de cultivo da planta mais perto da fronteira com o nosso país.

A variedade plantada não serve para mascar (o tal “consumo ritual”). Só serve mesmo, depois de processada, para… cheirar!

Um dos “consultores” ouvidos pelo governo boliviano dias antes de Evo anunciar que roubaria as duas refinarias da Petrobras foi… José Dirceu.
Isso mesmo: o valente viajou à Bolívia no dia 23 de abril de 2006, encontrou-se com o presidente e retornou no dia seguinte.


Uma semana depois, as refinarias não pertenciam mais à Petrobras, e o governo Lula aplaudiu a decisão e deu crédito barato ao “querido Evo”.

O Zé viajou num jatinho Citation 7 registrado em nome da siderúrgica MMX, de Eike Batista.

O governo espanhol precisa aprender a ser bonzinho, como diria aquela antiga personagem de Kate Lyra, como é o brasileiro.

Em vez de reclamar quando alguém lhe rouba alguma coisa, deve aplaudir.

E ainda enviar “assessores” especiais para instruir os ladrões.

01/05/2012



“Let’s win some money”