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terça-feira, 9 de agosto de 2011

E o tempo continua ruim em Brasília

 O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, está entre 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça

Segundo a PF, a ação visa “combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União”



 A operação contou com 200 agentes que cumpriram 19 mandados de prisão preventiva , 7 de busca e apreensão e outros 19 de prisão temporária , em Brasília, São Paulo e Macapá (AP).

Além do secretário-executivo, foi preso o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, um ex-presidente da Embratur, além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

Em nota, a PF afirma que, além de indícios de desvio de dinheiro público, houve ainda direcionamento de contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio.


Por falar em herança maldita, vale a pena ler de novo...


Lula tem legado importante, mas deixa atrás uma herança maldita — e já vai tarde





(Publicado originalmente dia 1º de janeiro de 2011)


 O presidente Lula encerra o mandato com uma decisão vergonhosa — a de não extraditar o terrorista e assassino Cesare Battisti para a Itália, como mandaria a legislação, o bom senso, o sentimento de justiça e as relações com um país amigo (leia post).

É como um escultor que dá seu toque final a uma obra. No caso, uma obra que o presidente parece ter perseguido com obstinação — a permanente tentativa de desmoralização das instituições. É esta a herança maldita, eivada de descaso moral, que transmite à nova presidente, Dilma Rousseff.

Lula deixa um legado positivo em realizações, que não se pode negar: a manutenção da estabilidade econômica que herdou dos antecessores Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), na qual se baseou o grande crescimento do PIB e a formidável geração de empregos ocorridos em sua gestão, ambos impulsionados por uma conjuntura internacional extraordinariamente favorável. E, entre outros aspectos louváveis, a marcante distribuição de renda, também estribada na “rede de proteção social” do antecessor FHC, que seu governo ampliou e aprofundou.

Em compensação, em matéria de herança maldita, o presidente que hoje deixa o Planalto…
* Viu seu governo ser tisnado por escândalos nos Correios, na compra de ambulâncias, na montagem de dossiês fajutos para prejudicar adversários, na transformação da Casa Civil em balcão de negócios.

* Desmoralizou o quanto pôde o Congresso Nacional, por meio de seu então braço direito, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, que edificou um esquema de compra de apoio parlamentar, o mensalão, qualificado pelo procurador-geral da República como “formação de quadrilha”.

* Silenciou espantosamente diante da explosão do mensalão, para se pronunciar tardiamente dizendo-se “traído”, sem jamais apontar quem o traiu e por quê.


* Como parte do mesmo processo, fez composições com qualquer grupo político disposto a trocar apoio parlamentar por benesses governamentais, “não importando o quanto de incoerência essas novas alianças pudessem significar diante do que propunha, no passado, a aguerrida ação oposicionista de Lula e de seu partido na defesa intransigente dos mais elevados valores éticos na política”, como brilhantemente recordou o Estadão em editorial de 9 de setembro do ano passado.
No saco de gatos governista o antes purista PT passou a conviver com o que há de pior na política brasileira, gente como José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Paulo Maluf e Fernando Collor.


* Envergonhou os brasileiros de bem quando comparou com bandidos comuns trancafiados em prisões brasileiras os dissidentes da ditadura cubana, e confraternizou com o ditador Raúl Castro no exato momento em que um deles morria em consequência de uma greve de fome.

* Envergonhou os brasileiros de bem estreitando laços com regimes ditatoriais, como os de Cuba ou do tenebroso Irã, ou com caudilhos autoritários como o venezuelano Hugo Chávez, e concordando em que o governo se abstivesse sistematicamente na ONU de condenar as violações de direitos humanos nesses países e em outros como a China, o Sudão e a Síria, aliando-se, na organização internacional, ao que há de pior em matéria de regimes autoritários.

* Desmoralizou as agências reguladoras, que deveriam ser órgãos técnicos e apartidários, para normatizar e fiscalizar áreas fundamentais da economia e da vida do país como o petróleo, as telecomunicações, a saúde pública ou a aviação, loteando-as entre políticos, cortando sua autonomia e reduzindo seus recursos no Orçamento.


* Desmoralizou o Tribunal Superior Eleitoral, zombando em público das sucessivas multas e advertências que recebeu por violar a lei ao fazer campanha para sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, em horário de trabalho e utilizando espaços e outros recursos públicos.


* Desmoralizou o Tribunal de Contas da União, ao apontá-lo seguidamente como entrave à execução de obras públicas nas quais a corte detectou problemas, e mandando seguir obras cuja paralisação havia sido determinada pelo TCU.


* Desmoralizou uma instituição que por décadas figurava entre as mais confiáveis entre os brasileiros, os Correios, aparelhando-0s politicamente e deixando que o que antes era um centro de excelência em ninho de corrupção.


* Desestimulou os brasileiros que se esforçam por estudar e avançar em seu progresso educacional, ao passar invariavelmente a impressão de orgulhar-se de não possuir um diploma universitário e de, mesmo podendo, não ter estudado além do ensino elementar.


* Desmoralizou com frequência a majestade do próprio cargo, transformando a figura do presidente em palanqueiro vulgar, encantado pela própria voz, proferindo uma catarata diária de discursos e frequentes e constrangedores disparates, que dividiu o país entre “eles” e “nós”, falou em “extirpar” um partido político legítimo, o DEM, e zombou do candidato da oposição à Presidência, José Serra (PSDB), quando este se viu envolvido em incidente provocado por baderneiros no Rio de Janeiro.


* Fez o possível para desmoralizar a História, ao martelar em seus discursos e, indireta e insidiosamente, na caríssima propaganda de seu governo, que o Brasil começou com sua chegada ao Planalto, há oito anos, quando “os brasileiros se reencontraram com o Brasil e consigo mesmos” — desconsiderando e desrespeitando o trabalho de antecessores, principalmente FHC, e agindo como se o que a propaganda oficial chama de “reencontros” não ocorresse em surtos desde, pelo menos, a Inconfidência Mineira (1789). E depois passando pela Independência (1822), a República (1889) e, mais recentemente, pelos anos JK (1955-1961), as esperanças suscitadas com a eleição de Jânio Quadros (1961), o “Brasil Grande” da ditadura militar, o extraordinário movimento das Diretas-Já (1983-1984), o surto de civismo que significou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em janeiro de 1985, e a comoção gigantesca que acompanhou sua morte, em abril do mesmo ano, o delírio otimista do Plano Cruzado (1986), o apoio ao Plano Real (1994) e a eleição em primeiro turno de FHC (ainda em 1994).


Nesse sentido, não importam seus índices de popularidade: Lula deixa uma herança maldita.



E já vai tarde.
13/01/2011

Secretário-executivo do Turismo está entre os 38 presos em operação da PF


PF diz que ação visa 'combater desvios' em verba de emendas parlamentares
G1 procurou ministério e aguarda resposta; ministro Pedro Novais está em SP




Andréia Sadi e
Débora Santos
Do G1, em Brasília

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, que tem o cargo mais importante da pasta depois do ministro, está entre 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (9).

Conforme a PF, a ação visa "combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União".

O G1 procurou a assessoria de imprensa do ministério, que disse que ainda não tem informações sobre a operação. Dirigentes do ministério estão reunidos com a consultoria jurídica da pasta para decidir quais procedimentos serão adotados.

Conforme a PF, a operação contou com 200 agentes que cumpriram 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 7 de busca e apreensão e outros 19 de prisão temporária (de cinco dias prorrogáveis por mais cinco dias), em Brasília, São Paulo e Macapá (AP).

Além do secretário-executivo, foi preso o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, um ex-presidente da Embratur, além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O G1 tenta contato com dirigentes do Ibrasi.

Só em Brasília foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 2 de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Todos os presos temporários serão transferidos para Macapá, segundo a Polícia Federal.

Conforme a assessoria do ministério, o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), está em São Paulo e chega a Brasília no começo da tarde desta terça.

A Operação Voucher foi realizada pela superintendência regional da PF no Amapá, com o apoio das superintendências regionais em São Paulo e no Distrito Federal.
Investigação

Em nota, a PF afirma que foram detectados indícios de desvio de dinheiro público em um convênio que previa a qualificação de profissionais de turismo no Amapá.

O convênio foi assinado entre o ministério e o Ibrasi em 2009, e de acordo com a PF, não teria tido chamamento público para que outras entidades se candidatassem a oferecer o serviço.

Ainda de acordo com a PF, o instituto – que é uma organização sem fins lucrativos – não tinha condições técnicas de prestar os serviços de qualificação.

De acordo com a PF, houve ainda direcionamento de contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio. Além disso, foi verificada ausência de preços de referência, não execução ou execução parcial de serviços, pagamentos antecipados, fraudes nos comprovantes de despesas e falhas na fiscalização do convênio.

CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR




CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR

Por 
Eduardo Galeano

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…




Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.

E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!



Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.

Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.

Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!



É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.

E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.


Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.



Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.



Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de … anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..

Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor…. É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com “guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa”, mudar para o “compre e jogue fora que já vem um novo modelo”.

Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado… E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas… por amor de Deus!



Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.


Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?


Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos…

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.



Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.


E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.



Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia “esta é um 4 de bastos”.

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.



E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!

Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.

Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.

Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.

Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue…


 Eduardo Galeano
Jornalista e escritor uruguaio


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Horror a militares pode encurtar o ciclo Amorim




 
A escolha do embaixador Celso Amorim para ministro da Defesa causou perplexidade no próprio Itamaraty. Diplomatas que o conhecem há muitos anos sabem do horror que ele sempre teve pelos militares, por isso não acreditam que ele fique longo tempo no cargo. Além disso, a mulher dele, que exerce grande influência sobre o marido, de família de antigos militantes comunistas, é igualmente avessa à caserna.

  Personagem
Celso Amorim se define como “esquerdista”, mas na ditadura foi um comportado presidente da estatal Embrafilme, até ser demitido.

Trauma 
C
elso Amorim acabou defenestrado da Embrafilme por financiar o filme “Pra frente, Brasil”, denunciando tortura. Nascia sua ojeriza a milicos.


‘Servidor’
Ao se oferecer para substituir Jobim, o diplomata Celso Amorim lembrou que sempre foi “servidor do Estado”, como os militares.


Megalonanico
O apego aos salamaleques renderam a Celso Amorim, no serpentário do Itamaraty, o apelido de “megalonanico”.

E na Defesa, o que será?



08/08/2011

Claudio Humberto

Dilma, a “faxineira”, treme diante do PMDB!


E aí?


Vai encarar?

Milton Ortolon, secretário executivo do Ministério da Agricultura, não resistiu às primeiras horas da edição de VEJA nas mãos dos leitores




Caiu no próprio sábado, quando reportagem de Rodrigo Rangel revelou que um lobista, Júlio Fróes, atua livremente dentro do ministério, onde mantém uma sala tão ilegal quanto secreta. O seu, por assim dizer, ambiente de trabalho fica justamente na Comissão de Licitação da pasta. Por que não? Fróes chegou à Agricultura pelas mãos de Ortolon, braço direito do ministro Wagner Rossi até anteontem e seu amigo há 25 anos.

A reportagem de VEJA é eloqüente o bastante para que Ortolon não tente articular uma desculpa. Melhor cair fora. Mas só ele? E Wagner Rossi? É claro que Dilma sempre pode pensar que Erenice Guerra, sua secretária-executiva na Casa Civil e depois ela própria ministra, operava “por conta”. Ocorre que, no caso da Agricultura, há ao menos uma decisão tomada pelo próprio ministro que beneficiou o lobista espancador de repórteres. Um advogado de uma empresa que tem a receber uma dívida de R$ 150 milhões da Conab revela que representantes da estatal lhe cobraram a bagatela de R$ 22 milhões de propina para efetuar o pagamento. E agora?

Reportagem de O Globo (ver abaixo) informa que o governo está disposto a agir de modo diferente com o PMDB. Entende-se, pois, que a dita “faxina” da presidente Dilma pode até passar pelo porão, onde habitam os patriotas de Valdemar Costa Neto, do PR, mas demonstra não ter fôlego para chegar ao primeiro andar. Acreditar que havia um perverso Ortolon na pasta, que agia ao arrepio do seu chefe, parece ser história para boi dormir. Voltamos à frase-emblema: “A cada enxadada, uma minhoca”. É retirar o véu, e lá estão os aliados a agir segundo os métodos que foram se tornando consagrados na gestão petista. Porque é preciso lembrar sempre: esta é uma gestão do PT. O que isso significa?

Com o lulo-petismo, os agentes políticos puderam todos atuar segundo a sua natureza. É preciso lembrar que o PT ascendeu ao poder brandindo o discurso da ética. Quem conhecia a turma por dentro não dava dez tostões para a conversa, mas a fantasia publicitária prosperou. O PT não só fez acordo com forças que antes dizia repudiar como lhes conferiu mais poderes do que tinham. Lula e seus rapazes submeteram os agentes do atraso a uma espécie de “aggiornamento”, de atualização. A esquerdopatia que toma conta da academia e de boa parte da imprensa tenta esconder o óbvio: FHC tinha, sim, em sua base de apoio, uma parte ao menos da escória que se bandeou para o petismo, mas há uma diferença importante. Essa gente estava na periferia do poder, não no centro. UMA COISA É A CORRUPÇÃO COMO DISFUNÇÃO; OUTRA, DISTINTA, É TÊ-LA COMO MÉTODO.

E que fique claro: não há uma miserável razão para acreditar que o padrão seguido nos ministérios sob o comando do PT seja diferente. Nos bastidores, aliás, algumas figuras graúdas do partido vivem em pânico. Temem que apareça algo cabeludo em seus respectivos feudos e que isso detone um pedido de CPI. Há aliados do governo Dilma que estão doidos para dar o que chamam “troco”. Muitos deles perguntam a céu aberto onde estão as denúncias contra ministérios petistas. Acham-se injustiçados; os mais nervosos chegam a dizer que o PT está por trás das denúncias. No caso da Agricultura, convenhamos, ninguém precisa de um petista para denunciar a atuação aberta de um lobista, que chega a contar com estrutura de apoio da própria pasta para exercer o seu “trabalho”.

Se vocês fizeram uma pesquisa, verão, por exemplo, que o agora senador Walter Pinheiro (PT-BA) se queria uma espécie de consciência crítica do Parlamento e do seu próprio partido. Há uma emblemática declaração sua no Globo de hoje: “Não dá para ficar nessa de ataques múltiplos. Se isso virar prática corriqueira na base, será muito complicado. Vai ter uma hora em que não sobrará ninguém. É perigoso dar um tratamento isonômico a situações diferentes”.

Entendi! “Vai ter uma hora em que não sobrará ninguém…” É claro que Pinheiro expressa, assim, uma avaliação sobre a moralidade de seus aliados e do próprio governo. Como certamente não conta com a mudança de costumes do lobo, está pedindo indiretametne que se deixe o bicho em paz. E, para que sobrem muitos, então é preciso mudar de rumo, mudar de prosa, deixar pra lá. O que seria um “tratamento não-isonômico?” A situação do Ministério da Agricultura é, de fato, “distinta”: nunca antes na história destepaiz, acredito, um lobista de empresas privadas manteve um “escritório” na Comissão de Licitação de um ministério e distribuiu propinas ali, pessoalmente, ao vivo.

Os potenciais atingidos por uma eventual faxina para valer mandam recados e ameaças. A síntese poderia ser esta: “Na hora em que algum petista cair na rede, haverá CPI; cansamos desta história”. Do ponto de vista estrito da narrativa, faz sentido. O garantidor da imoralidade foi aquele que hoje mais se mobiliza para pôr um ponto final nesta história de apuração: Lula. Junto com as alianças que ele costurou, vinham uma escritura com o “ministério de porta fechada” e um atestado de impunidade. O modelo era perfeito: cada partido fica com o seu quinhão, administra e rouba como bem quer. Isso faz uma sólida maioria no Congresso, ninguém investiga ninguém, e o PT fica de mãos livres para “hegemonizar” o processo.

Não contavam com a imprensa no meio do caminho — daí que alguns até partam para o espancamento de repórteres. Dilma já se livrou de dois ministros — o terceiro, Nelson Jobim, não caiu sob suspeita de corrupção — e de uma penca de “servidores” do Dnit. A avaliação de seu governo, “punindo os corruptos”, segue estável, segundo o Datafolha. Há uma leitura meio torta que consiste no seguinte: “Ah, estão vendo?, os casos de corrupção não alteraram a avaliação que se tem dela”. Huuummm… Mandando larápio embora, fica tudo igual. Resta saber como ficará caso ela decida passar a mão na cabeça da canalha.

Arremato lembrando uma questão óbvia, mas que tem de ser dita para que não se a perca de vista o processo se fique com um juízo distorcido do conjunto: esse modo de governar já teve como “gerentona” a própria Dilma Rousseff e colaborou para a sua eleição. É por isso que patriotas do PR, do PMDB e outros agora cobram “reconhecimento” e “reciprocidade”.

08/08/2011 às 6:27

BREVE GLOSSÁRIO NOVILINGÜÍSTICO:


Por Rivadavia Rosa

TOTALITARISMO SOCIALISTA: os sistemas de campos de concentração (Gulag) – denominavam reeducação; carrascos – educadores destinados a transformar os homens de uma sociedade burguesa antiga em homens novos; prisioneiros/servos dos campos de concentração zeks (URSS), estudante do pensamento justo do partido para reformar seu próprio pensamento imperfeito (China); dissidentes cubanos – ‘bandidos’ ou ‘criminosos comuns’, utilizados como ‘moeda de troca’ para serem libertados/exilados.
BRASIL SOCIALISTA: – a novilíngua – em outras condições históricas e materiais – assume reconfiguração moderna de simples neologismo/eufemismo: criminosos – simples desaforados, quando não vítimas sociais; autoridade – autoritarismo; sanção legal – em repressão; juiz que apenas cumpre a lei – exibicionista; disciplina natural em uma sociedade civilizada – rigidez; violência, invasão, saques de propriedades privadas – meras ocupações e reivindicações de cunho social fundamentada na Constituição; preconizar medidas ordem jurídica para restabelecer a paz social significa criminalizar os movimentos sociais e o governo não adota nenhuma medida nesse sentido porque é um governo que cumpre a lei, assim, o MST OCUPA; POLICIAIS quando em cumprimento de mandado de busca e apreensão – INVADEM; informar fatos, eventos e acontecimentos contrários ao governo – sinônimo de deslealdade, passando a liberdade de expressão de direito natural – a direito relativo a ser exercido mediante liberalidade do governo; a democracia dada como exemplo é a da ditadura de Fidel Castro ou da Venezuela (excesso de democracia); direitos humanos – valor absoluto, desde que não seja prisões por delito de opinião, execução (paredón) na Ilha do ditador-democida Fidel Castro, na China ou genocídio no Iraque promovido por Saddam Husseim, cuja prisão, condenação a pena de morte e execução pelo genocídio e milhares de crimes que cometeu é criticada radicalmente, enquanto que Augusto Pinochet, por ter contido o domínio da barbárie comunista no Chile, mesmo tendo entregue o poder voluntariamente e já morto, continua sendo objeto de críticas radicais; obter um habeas corpus preventivo junto ao STF – atitude republicana; centralismo democrático - campo majoritário; compra de políticos – mensalão (vertido para o espanhol – mensalón, para o inglês - big monthly allowance - grande pagamento mensal ou vote-buying - compra de votos) simples governabilidade; reação legítima da sociedade contra a roubalheira – conspiração das elites; confisco/expropriação simples nacionalização, aumento da área de plantação de coca no país irmão por afinidade, cuja produção é exportada para o Brasil em cerca de 90%, simples ato de soberania;imoralidade, improbidade administrativa, malversação de recursos públicos e corrupção política – negociação, articulação política, composição de base, afirma-se como retribuição justa pela liberação de verba orçamentária, prebendas e cargos públicos.
POR OUTRO LADO - cidadãos honestos, ordeiros e trabalhadoresviram elite branca, na concepção neolulista de Cláudio Lembo; e a eficiência, a efetividade e a eficácia da ação administrativa do governo – resume-se no bordão - "Nunca antes neste país", superando as mais otimistas expressões panglossianas.

PARA AUTO JUSTIFICAR A CORRUÇÃO E O CRIME:
- ‘Montagem de dossiê’ – com o objetivo criminoso de chantagear e obter vantagem indevida – ‘base de dados’.
- ‘organização dedicada ao intercâmbio humanitário’ - organização (societas sceleris) – cuja atividade é o seqüestro, extorsão, assassinato, atentados terroristas indiscriminados contra civis, associada ao narcotráfico e patrocinadora de movimentos subversivos na América Latina; sociopata participante das FARC – com afinidades com os métodos das revoluções violentas - ‘acadêmica’, ‘jovem com inquietudes sociais’ – cuja responsabilidade é do governo que ‘não atende eficazmente o descontentamento juvenil’.
Mensalão, mensalinho, valerioduto, cueca, mala, dólar, cafetina, caixa dois, Land Rover, malversação e desvio dinheiro público, valores não contabilizados...
ACERTO Palavra de amplo uso no submundo da corrupção. Freqüentemente significa propina, a quantia acertada por fora para facilitar uma licitação ou o fechamento de um contrato.
ALIMENTAR A BASE – Eufemismo usado para o constante pedido, por parte dos aliados, de mais cargos e liberação de emendas pelo governo.
APARELHAMENTO – Jargão para designar ocupação política da administração pública e das estatais por partidos políticos.
ATITUDE REPUBLICANA – “Conseguir um habeas corpus para mentir publicamente.” (Marco Aurélio).
AVALISTA SOLIDÁRIO – “Caso típico de embelezamento de palavras. A frase original (e feita) é “assinei sem ler”, mas todo parlamentar malandro a evita. Quintana falou: “O verdadeiro analfabeto é o que aprendeu a ler e não lê”, mas que político corrupto lembra disso.” (Elias)
BANCO RURAL – “Assento de caminhonete, mochinho campeiro.” (Alemão)
BEM POSICIONADO – Ser “bem posicionado” é ocupar função estratégica em órgãos públicos. É com o bem posicionado que se deve falar para obter nomeações ou informações sobre contratos, por exemplo.
BLINDAGEM - Operação de licitação direcionada para a vitória de algum concorrente. Pode se iniciar em diferentes momentos do processo (o mais seguro, é na montagem do edital), mas depende do cargo onde está o “bem posicionado’ que atuará.
BLINDAGEM – “Aplicação de verniz sobre a cara-de-pau dos acusados.” (Zé da Silva)
BMG - BANCO BMG – “Sigla de Brazilian Maracutation Group, entidade que agrega integrantes de diversos partidos políticos e publicitários do Brasil.” ( Alemão)
CAMPO MAJORITÁRIO – “Local onde manda quem pode e obedece quem quer. Quem não quer, desce.” (Iotti)
DELAÇÃO PREMIADA – “Nova modalidade de loteria instantânea. Quem raspar a cartela e encontrar três delúbios, ganha um habeas corpus preventivo.” (Zé da Silva)
DINHEIRO NÃO-CONTABILIZADO – “Uma vez tive um cachorro chamado Léo, um apelido para Leonel. Dizem que o cachorro do Delúbio se chama recurso não-contabilizado, mas não tem jeito: o cusco só atende por Caixa 2.” (Elias)
DINHEIRO NA CUECA – “Se as mulheres têm um preço para tirar as calcinhas, os homens corruptos mostram quanto valem ao tirarem as cuecas.” (Marco Aurélio)
DOLEIRO – “Cientista criador da ovelha Dolly.” (Alemão)
EMBARRIGAR – Quando um partido e/ou político convence outro, a quem cabe nomear pessoas para ocupar determinado cargo, a indicar pessoas de seu raio de influência.
FABRIQUINHAS – Nome pelo qual são conhecidas as diretorias das estatais loteadas, pois funcionam de maneira praticamente autônoma, visando atender aos interesses dos partidos e/ou políticos responsáveis por ela.
GRAMPO – É o jargão pra rastreamento telefônico. É o pânico dos operadores (leia verbete “operar”), que sempre têm mais de dois celulares e muito raramente os usam para acertos. O grampo tem perdido espaço para as microcâmeras, que gravam reuniões em vídeos.
HABEAS CORPUS PREVENTIVO – É um preservativo moral ou uma camisinha moral.” (Chico Caruso); “Alvará para mentir.” (Zé da Silva)
IRB “Instituto que provoca arrepios – IRRRB!” (Iotti)
LOTEAMENTO – Expressão de cunho pejorativo usada pela oposição para designar o modelo de divisão de cargos públicos entre partidos da base aliada ao governo.
MALA “Objeto usado pelos antigos para carregar seus pertences. Hoje, usado para carregar os pertences – a grana – dos outros.” (Marco Aurélio)
'MENSALÃO - propina paga a políticos; – “Grande mesada de gente pequena.” (Iotti);“ termo para diferenciar o mínimo mensal do trabalhador de R$ 300 dos R$ 30 mil, do caixa 2, recebidos pelos parlamentares.” (Marco Aurélio); “Mulher de parlamentar corrupto sabe do que estou falando. Uma vez por mês, com data-base e tudo, algumas sofrem com a famosa TPM (tensão pré-mensalão). É o medo de que o marido seja cassado ou preso e o padrão de vida caia.” (Elias).

Escândalo do Mensalão ou esquema de compra de votos de parlamentares é o nome dado a uma crise política sofrida pelo governo brasileiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005. O neologismo mensalão, popularizado por Roberto Jefferson na entrevista que deu ressonância ao escândalo, é uma variante da palavra "mensalidade" usada para se referir a uma suposta "mesada" paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do Poder Executivo. Segundo o deputado, o termo já era comum nos bastidores da política entre os deputados para designar essa prática ilegal.
A palavra mensalão foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A primeira vez que a palavra foi grafada em um veículo de comunicação de grande reputação nacional ocorreu no jornal Folha de São Paulo, na matéria do dia 6 de junho. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol já foi traduzida como "mensalón" e em inglês como "big monthly allowance" (grande pagamento mensal) e "vote-buying" (compra de votos).
MENSALINHO – “É o mensalão do baixo clero.” (Chico Caruso)
MESADA – Jargão usado para designar dinheiro que seria pago a dirigentes partidários, fruto de negociações em diretorias de estatais. Diz-se, ainda, de suposta ajuda em dinheiro que parlamentares receberiam para votar a favor de matérias de interesse do governo. Não há casos comprovados de que a prática exista de fato.
MICROCÂMERA – Desbancou o grampo como principal modalidade para flagrar negociatas. Ideal para reuniões entre participantes de esquemas. Envolve, na maioria dos casos, um agente duplo.
OPERADOR – É o termo usado pra descrever a atuação de um indicado em determinado órgão ou área de influência. “Fulano opera em tecnologia”, diria um operador, por exemplo.
OPERADOR DO MENSALÃO – “Aquele que enche e esvazia as malas.” (Iotti)
NERVOS DE AÇO – “É a vingança de Lupicínio Rodrigues. A música que derrubou Roberto Jefferson. É um direto de Lupicínio.” (Chico Caruso)
“Feixe das enervações faciais que comandam os movimentos da cara de pau.” (Santiago)
RECURSOS NÃO-CONTABILIZADOS DE CAMPANHA – Caixa 2
PADRINHO – Jargão pelo qual é conhecido o político responsável pela nomeação de diretores ou funcionários de escalões inferiores de estatais.
PORTEIRA FECHADA – Expressão que designa uma estatal ou um órgão público que será inteiramente ocupado por um mesmo partido.

Q.I. - Presente em vários outros verbetes, o famoso “quem indica”, que se desdobra facilmente em “Sabe com quem você está falando?” Está no cerne das indicações políticas, e não meritocráticas. É uma das principais engrenagens da corrupção.
RACHID – Gíria empregada para designar a partilha de suposta mesada (leia verbete) por políticos de um grupo e/ou partido. Palavra derivado do verbo “rachar’, é provável que esteja ligado também à propalada habilidade árabe para negociar. Ex.: Fulano e beltrano fizeram o “rachid’ da mesada.
REFUNDAÇÃO “Palavra que substitui a frase: Agora sob nova orientação.” (Marco Aurélio)
RESTAURANTE DO CONGRESSO – “O único similar onde não são os garçons eu recebem os 10%.” (Marco Aurélio)
SM&P – “Sinônimo de SOS. Código utilizado por alguns empresários e políticos para pedir ajuda. Significa ‘Socorro Mamãe, Papai & Brasileiros.” (Alemão)
TRAIÇÃO – “Arte de nobres colegas em apunhalar-se pelas costas com todo o respeito e decoro.” (Iotti)
“Aquilo que no tempo de Judas valia 30 dinheiros e hoje, considerando a inflação do período e as cotações do mensalão vale R$ 30 mil.” (Santigado)
TESOUREIRO INFORMAL – “Picareta formal”. (Zé da Silva)
VALERIODUTO - corredor de propinas; – “Sistema de distribuição de renda criado pelo governo.” (Zé da Silva); “Região mineira do Vale do Rio Duto famosa pela produção de laranjas.” (Marco Aurélio) ZH
VERTICALIZAR – Ordem pra tornar uma determinada estatal ou um ministério ‘de porteira fechada’ (leia verbete), ou seja, restringir as nomeações a um único partido. Exigência comumente feita pelos aliados. (Não confundir com a verticalização das coligações, que é a exigência de que uma aliança regional obedeça obrigatoriamente a nacional.
WATERGATE - O mais célebre caso de “caixa-dois” investigado na história – o que derrubou o presidente norte-americano RICHARD NIXON, tendo como peça-chave o “Garganta Profunda”, que nesta semana se descobriu ser o ex-agente MARK FELT. O caso criou o sufixo quando o assunto é corrupção. COLLORGATE, PITTAGATE, etc.(FSP 06052005)
XADREZ – A velha prisão continua sendo o terror dos corruptos, embora muitos poucos chequem a esse destino.
FUNDAMENTAÇÃO IDEOLÓGICA

MILITANTES IMAGINÁRIOS: Acham que estão fazendo a revolução, sem mover uma palha, de pijama em casa, rezando as jaculatórias que aprenderam no cursinho básico do Partidão, 50 anos atrás.
NARCISISTAS DO FRACASSO: Acham que todos estão errados, todos não prestam. Menos eles, puros e privilegiados espectadores da História.
NEOLIBERAIS RADICAIS SEM VERGONHA: Todos que critiquem o PT.
ADORADORES DO IMPOSSÍVEL: Odeiam administração e limites concretos. Odeiam o mundo real. Usam as utopias como calmante da consciência.
MACHOS VOLUNTARISTAS: “Se eu for presidente (ou ministro), boto pra quebrar. Não tem Congresso, não tem nada.” Já deu em Collor. E em Dirceu, agora.
COMUNISTAS DE PEDRA: Os adeptos desta corrente não mudam um milímetro de suas convicções. Acham a tal da realidade objetiva “volúvel e reacionária”, com sua mania de mudar e ter reviravoltas.
SAUDOSOS DO MATÃO: São os regressistas. "Ah... como era verde meu vale... ah... como tudo era simples... ah... que saudades das certezas e das ilusões... Como seria bom um país com todos comendo paçoca e morando em palhoça”.
PROPRIETÁRIOS DO POVO: Cultivam os pobres como relíquias medievais. “Ah... como é bela e fecunda a miséria... como ela cria uma sagrada ignorância e uma arte tosca e emocionante...”
HERÓIS-MÁRTIRES: “Ah... como é belo o fracasso...” Não é à toa que, em nossa tradição ibérica, os heróis todos viram mártires, enforcados, esquartejados e fuzilados. Para eles, a derrota é sagrada, já a vitória é burguesa, imoral.
“COPRO-IDEÓLOGOS” OU “PAPA-BOSTAS”: Gostam do “quanto pior, melhor”. Acham que só uma grande tempestade de merda salva o país... Depois do excremento, virá a bonança purificadora.
INTELECTUAIS NAUSEADOS: Têm nojo do mundo real. Olham muito o infinito e acham que o simples desgosto com o rumo das coisas lhes dá uma superioridade moral. Sonham com um outro Brasil, que está além do horizonte. Assistem caladinhos à sordidez nacional. Não se metem nessas “coisas sujas” da política. Músicos que fazem canções “muzak”, para elevador, também.

CIENTISTAS DO NADA: Têm a crítica perfeita do Sistema e também a solução, desde que as “condições objetivas” do mundo mudassem para caber em suas teorias. Como não mudam, não há solução, que eles lamentam, do alto de seus tristes compêndios, em casa, de robe de chambre e uísque.
ACADÊMICOS DO RANCOR: Sabem tudo e não fazem nada. Ressentidos, sentem-se vítimas de um mundo mau, que transformou sua vida acadêmica em apostilas sem utilidade. Patrulham os que partem para alguma ação concreta e possível.
CORRUPTO DE ESQUERDA: Um cruzamento de Stalin com ladrão de galinha.

OS GOLPISTAS DE LULA:
Os acusados de golpismo são os opositores, que Lula acha que querem impeachmá-lo . Mas, os verdadeiros, são seus assessores.

SALVA-VIDAS DE LULA:
Conhecidos como “A Oposição”. Só pensam em não fazer marolas para não piorar tudo.

SOFREDORES DA MISÉRIA:
Proprietários do sofrimento alheio. Consideram a tragédia dos excluídos como um problema existencial deles. Lamentam-na e sentem-se bons. A miséria dos outros os enobrece.

CRETINOS FUNDAMENTAIS:
Proclamam sua ignorância como uma forma superior de sensibilidade. Costumam escrever: “Não sei, não... mas acho que...” Outro dia, um deles escreveu que “seu pâncreas intuía que...”. Outro disse: “a culpa da corrupção é o dinheiro, é o mercado”. Pensam com o fígado ou com os intestinos. Têm muito ibope. Burrice é comercial.

SIMPLISTAS PROFUNDOS:
Só o óbvio, o esquemático, o aparente importam. Complexidade é coisa da direita ou de veado.

MASOQUISTAS REVOLUCIONÁRIOS:
Tipo de masoquista que se orgulha da cacetada que levou em 68 e morre de saudades de uma ditadurazinha que o absolva e justifique.

CORRETORES DE ESQUERDA:
Perdem nas aplicações de fundos de pensão para salvar os pobres, um dia, no futuro. Já conseguiram roubar cerca de 700 milhões de reais para “salvar o povo”!

FRACASSADOS REVOLUCIONÁRIOS:
É um tipo que acha que é fracassado porque é “de esquerda”. Não lhe ocorre que seja “de esquerda” porque é fracassado. “Fracassei em nome do povo!”

VÍTIMAS DA CONSPIRAÇÃO:
A vida é um conto-do-vigário em que caímos todos. São o contrário dos deprimidos. Para eles, tudo tem sentido. Quanto mais óbvia uma realidade, mais perigosa. Tudo que parece não é. Também conhecidos como “paranóicos”.

CABOS DE CHÁVEZ:
Intelectuais (até as bestas do Antonio Negri e do Michel Hardt) que são fascinados pela truculência de leão-de-chácara do provocador da Venezuela que, em breve, será ditador e mais tarde desorganizador geral da América Latina. Nossos filhos vão sofrer por causa desse imbecil.

COMPANHEIROS EXPIATÓRIOS:
Os orgulhosos tarefeiros do segundo time do PT, que, orgulhosos, se entregam à fogueira para salvar os patrões: Delúbios e Pereiras...

VIRGENS NO BORDEL:
O PT antes.

PROSTITUTAS PURAS:
O PT hoje.

PINÓQUIOS DO BEM:
Sob a tutela de Lula, o Pinóquio-chefe, todos os homens do governo e do PT que dizem “nego, não, nunca” a tudo.

O BOM BURGUÊS:
Vice-presidente e vendedor de três milhões de camisetas por preço maior que o do mercado, que reclama dos juros altos, apesar dos juros subsidiados que descolou para sua empresa.

LULA:
Um presidente que ainda pensa que é o ex-operário que foi manipulado pelos leninistas para ser o símbolo da tomada do poder. Muda de cor como as lulas, de acordo com a necessidade.

MALUCOS, BÊBEDOS E DESINFORMADOS:
Nós. (ARNALDO JABOR)


Para auto justificar o fracasso
"Elite branca" - Cláudio Lembo (PFL-SP),
desligar o transponder,
fazer a Cicarelli...
"Nunca antes neste país",
destravar o Brasil,
quadrado mágico- seleção brasileira de futebol,
Apagão aéreo, logístico, administrativo, mental, moral ...
Para condenar EXPRESSÕES USUAIS


CARTILHA LULO-PETISTA (lançada em maio de 2005 pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, depois retirada em razão da polêmica negativa), com as expressões
condenadas:
1x1

A COISA FICOU PRETA:
conotação racista contra os negros, pois associa o preto a algo ruim.

AIDÉTICO: o correto é HIV positivo ou soropositivo (se não há sintomas), e pessoa com Aids ou doente de Aids (se há).

ANÃO: vítimas de um preconceito peculiar: o de sempre serem considerados engraçados.

BAIANADA: atribui aos baianos inabilidade no trânsito. Preconceito de caráter regional.

BAITOLA: deprecia homossexuais, bem como bicha e boiola. Sugeridos: gay e entendido (a).

BARBEIRO: insulto para motorista inábil. Ofensivo ao profissional que corta cabelo e barba.

BEATA: deprecia mulheres que vão com muita freqüência à missa.

CABEÇA-CHATA: termo insultuoso e racista dirigido aos nordestinos, cearenses em especial.

COMUNISTA: contra eles foram inventadas calúnias para justificar campanhas de perseguição que resultaram em assassinatos em massa, como durante o nazismo na Alemanha.

FARINHA DO MESMO SACO: com expressões como todo político é ladrão, muçulmanos são terroristas, ilustra a falsidade das generalizações, base dos preconceitos.

PALHAÇO: o profissional que vive de fazer as pessoas rirem pode se ofender quando alguém chama de palhaço uma terceira pessoa a quem se atribui pouca seriedade. O GLOBO 030505
PRETO DE ALMA BRANCA: um dos slogans mais terríveis da ideologia do branqueamento no país, que atribui valor máximo à raça branca e mínimo aos negros. Frase altamente racista e segregadora.
SAPATÃO: usada para discriminar lésbicas,mulheres homossexuais. Entendidas e lésbicas são termos mais adequados.

VEADO: uma das referências mais comuns e preconceituosas aos homossexuais masculinos. Expressões adequadas são gay, entendido e homossexual.

XIITA: um dos ramos do Islamismo se tornou no Brasil termo pejorativo que caracteriza militantes políticos radicais e inflexíveis.

(Fonte: ‘mídia golpista).

Novilíngua


“A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram.”
Adam Smith


Por Rivadávia Rosa

Sob o eufemismo de linguagem politicamente correta – instalou-se no País o duplo discurso – propositalmente contraditório, simbolizado na linguagem orwelliana ou novilíngua (George Orwell, 1984).

ASSIM é a patologia lingüística (perversão da linguagem pelo socialismo) reconfigurada pelo duplo discurso propositalmente contraditório, indicativo do stalinismo, instrumentalizada pela linguagem orwelliana – que é uma forma de perversão/corrupção da linguagem e das instituições (isso quando a mente e o corpo já estão corrompidos). Na linguagem orwelliana – por exemplo - Ministério da Paz – significa guerra; fartura – fome; amor – perseguição, tortura.

O PROCESSO de domínio total funciona - sem medida de comparação histórica senão pelo processo novilingüístico: de um lado, a encenação do espetáculo virtual da boa democracia, dotada de uma Constituição, de um Parlamento e demais poderes da República, porém, sustentado por toda sorte de movimentos sociais, ONGs, para facilitar o desvio dos recursos públicos, e como exército marginal da reserva para promover invasões, esbulhos, terrorismo político, assim como organismos burocráticos de todo tipo, sindicais e associativos, que simulam a racionalidade e a defesa da democracia e da Constituição; a eficácia onde reina a negligência econômica; a feliz sociabilidade, onde predominam a suspeita generalizada e o medo da denúncia; a liberdade, onde prevalece a arregimentação, o histrionismo símio, a demagogia, o neopopulismo, o arbítrio, a repressão e toda sorte de mistificação e fraude.

Nessa novíssima linguagem -democracia- pode também significar - o domínio da minoria, ou seja autoritarismo; liberdade -o direito de mentir, descaradamente e ainda passar- se por vítima; defesa dos pobres -exploração e aumento da miséria; testemunho- delação sistemática e obrigatória (muito bem identificada por TÁCITO: "Sic delatores, genus hominum publico exitio repertum et ne poenis quidem unquam satis coercitum, per praemia eliciebantur" (E destarte se atraem agora por recompensas os delatores, a criada pela ruína pública, a que nem aos castigos conseguem pôr cobro).

O que não confere com a linguagem esquerdista é logo atacado como linguagem politicamente incorreta.

NESSA LÓGICA honrados homens acometidos -pela síndrome da psicopatologia esquizofrênica e criminosa- assaltam, roubam, matam, mentem descaradamente, apóiam os ditadores sanguinários esquerdistas, sob a alegação de que realizam sua missão histórica e, quando pegos em flagrante, dissimulam cinicamente, inventam conspirações contra a democracia, seja para fingir que a defendem seja para demonstrar ao mundo os perigos que ela correria sem a proteção deles, muito embora sejam os verdadeiros inimigos da democracia ao promoverem a corrupção, o caos e a anarquia .

COM ESSE DESIDERATO
foi criado famigerado Foro de São Paulo rede (a) narco terrorista/esquerdista na América Latina –que já estão dominando a maioria dos países abaixo da linha do Equador- mas negam sua existência, assim como do próprio socialismo/comunismo.

OS DEVOTOS DO SOCIALISMO se autodenominam de progressistas, porém defendem um sistema que além de preconizar o controle total da sociedade envereda para a barbárie, a miséria e a pobreza, há muito diagnosticado, mas ainda não percebido por muitas mentes iluminadas:

“Los adalides del socialismo se llaman a sí mismos progresistas, pero recomiendan un sistema que se caracteriza por la rígida observancia de la rutina y por una resistencia a toda clase de mejora. Se llaman a sí mismos liberales, pero están tratando de abolir la libertad. Se llaman demócratas, pero suspiran por la dictadura. Se llaman revolucionarios, pero quieren hacer que el Estado sea omnipotente. Prometen las bendiciones del Edén, pero plantean transformar el mundo en un gigantesco servicio de correos. ¡Todos los hombres, excepto uno, empleados subordinados de una oficina! ¡Qué seductora utopía! ¡Qué causa más noble por la que luchar! Ludwig Heinrich Edler von Mises, economista austríaco-norteamericano (1881–1973).

Os termos CAPITALISMO e PRODUÇÃO CAPITALISTA –sistema econômico baseado no capital– cujo fim é o lucro que atende tanto o interesse do indivíduo quanto o da sociedade (o bem comum), assim como o LIBERALISMO, com a invenção também pejorativa da palavra neoliberalismo – todas foram transformados em expressões políticas pelos socialistas para ridicularizar, criticar, condenar, denotando perversamente a exploração dos assalariados pelos implacáveis ricos capitalistas.

DIANTE DO COLAPSO POLÍTICO E ECONÔMICO DA UNIÃO DAS REPÚBLICAS SOCIALISTAS SOVIÉTICAS (URSS) –e seus satélites do leste e, inclusive CUBA– utiliza-se a expressão isso não foi socialismo, mas capitalismo de Estado.

ESSA DISSIMULAÇÃO
não é nova foi utilizada pelos estalinistas e os maoístas contra o burocratismo de KRUSCHEV; daí em diante a utilizaram os trotskistas contra STÁLIN, os marxistas contra LÊNIN e contra todo o regime soviético, para não falar de certas esquerdas pós modernas que chegam a preconizar o marxismo sem historicismo, coletivismo e sem partido único, o que resultaria em auto negação do próprio materialismo histórico.

MISES demonstrou o equívoco do clichê de que a pobreza gera o comunismo. NÃO É A POBREZA –explicava– mas pobreza unida à crença errônea de que o comunismo é a cura para a pobreza, o que gera o comunismo. DEMONSTROU que se os equivocados revolucionários dos países subdesenvolvidos e de bairros pobres entendessem de economia, qualquer desejo que tivessem de lutar contra a pobreza os faria defensores do capitalismo.

O SOCIALISMO não só destrói o incentivo do lucro e a livre concorrência ao mesmo tempo a propriedade privada dos meios de produção, mas também torna impossível o cálculo, a coordenação e o planejamento econômico e, portanto, gera o caos, como ficou demonstrado no coletivismo soviético. COMO implica na abolição do sistema de preços e da divisão intelectual do trabalho , acarreta também a concentração e centralização de todas as formas de decisão em mãos de um agente: o órgão planejador central ou ditador supremo.

O SOCIALISMO onde foi implantado utilizou-se de meios violentos –bloco comunista, China, Alemanha nazista (nacional-socialimo), Cuba– foram empregados meios violentos e sangrentos para alcançá-lo e mantê-lo.

E os perversos SOFISMAS MARXISTAS continuam.

Discurso vazio de Obama piora mercados



Os mercados foram piorando ao longo do dia

Amanheceram pessimistas na Ásia, ficaram mais nervosos na Europa com quedas maiores

Por Míriam Leitão


A bolsa brasileira amanheceu em queda, as dos Estados Unidos também; mas em meia hora o que era pessimismo virou uma nova crise de pânico.

A expectativa em relação à fala do presidente Obama fez o mercado segurar um pouco as vendas, mas diante do discurso inteiramente vazio com críticas à S&P, demonstrações de arrogância e nenhuma medida iniciou-se um processo de queda mais forte.

Assim que o mercado ficará hoje e nos próximos dias.

Momentos de alívio, horas de pessimismo e períodos como esse em que a Bovespa está próxima, muito próxima de ter a interrupção técnica dos negócios por bater queda de 10%: o circuit breaker.
08.08.2011


Os mercados mundiais operam no vermelho nesta segunda-feira negra



Após cair 9,75%, Bovespa opera em queda de 7%


É o 1º dia de negociações após o rebaixamento dos EUA por agência

Bovespa está perto de uma queda de 10%


e pode acionar circuit breaker




O último a sair apaga a luz



Cotações Bovespa

Escândalos podem desembocar numa cleptocracia petista



Não é verdade que os escândalos federais mais recentes - ANP, Dnit e Conab - acabaram por transformar o governo numa cleptocracia petista
. Ainda.

- Lula, depois do Mensalão, que tentou concentrar toda a roubalheira num só local, a Casa Civil, deixou os Partidos instalarem feudos em seus próprios ministérios.

É o que explica a sucessão de escândalos diários que afrontam a Nação.
Ao aparentemente atacar o mal, Dilma Roussef parece agir, mas apenas reage.

CLIQUE AQU
I para entender melhor o tipo de coalizão montada por Lula.

A Análise é do jornal Valor deste sábado.