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quinta-feira, 28 de julho de 2011

O campeonato da insensatez



MSM
Melhor faria nosso ministro se cuidasse melhor das contas do governo brasileiro, que mostram vergonhosa maquiagem via Petrossauro e BNDES.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, entre uma e outra demonstração de que a teoria econômica que povoa sua cabeça parece ser, com o decorrer do tempo, como os rabos dos cavalos - cresce para baixo! - se declarou "apreensivo" pelo rumo que as negociações para a elevação do teto da dívida pública do governo dos Estados Unidos estão tomando.
Disse ainda esperar "sensatez" na solução, chamando de "marcha da insensatez" o processo nos EUA.

Vejam só a que ponto de incongruência chega nosso ministro: "Eu torço para que eles resolvam essa situação. Seria ruim para o mundo todo um default (dos EUA). O governo (norte-americano) não terá como pagar as dívidas, os serviços públicos, nem os investimentos
.
Leia mais.

Artigos - Economia


28 Julho 2011


Quem aí lê norueguês?




Por Olavo de Carvalho
Mídia Sem Máscara

Artigos - Movimento Revolucionário

Que a imprensa norueguesa, em contraste, informasse ser Breivik um membro do Partido Nazista, não mudou em nada a firme decisão geral de pintar o criminoso como um cristão sionista.

Afinal, quem lê norueguês?


A mídia iluminada está em festa: no meio de milhares de atentados mortíferos praticados por gente de esquerda, conseguiu descobrir o total de um (1, hum) terrorista ao qual pode dar, sem muita inexatidão aparente, o qualificativo de "extremista de direita".

O entusiasmo com que alardeia a presumida identidade ideológica do norueguês Anders Behring Breivik contrasta da maneira mais flagrante com a discrição cuidadosa com que o qualificativo de "extremista de esquerda" é evitado em praticamente todos os demais casos.

Mais recentemente, até a palavra "terrorista" vinha sendo banida nos chamados "grandes jornais" do Ocidente, acusada do pecado de hate speech, até que o advento de Breivik lhe deu a chance de um reingresso oportuno e - previsivelmente - momentâneo.

Antes disso, tamanho era o desespero da esquerda mundial ante a escassez de terroristas no campo adversário, que não lhe restava senão inventar alguns, como o recém-libertado Alejandro Peña Esclusa, que nunca matou um mosquito, ou espremer até doses subatômicas o limão do "neonazismo" - ocultando, é claro, o detalhe de que os movimentos dessa natureza surgiram como puras operações de despistamento criadas pela KGB (prometo voltar a escrever sobre isso).

Breivik saciou uma sede de décadas, fornecendo aos controladores da informação universal o pretexto para dar um arremedo de credibilidade ao slogan matematicamente insustentável de que a truculência homicida é coisa da direita, não da esquerda.


Aos que sejam demasiado tímidos para fazer coro com a difamação explícita, os atentados de Oslo fornecem a ocasião para que essas sublimes criaturas exibam mais uma vez sua neutralidade superior, alegando que "toda violência é igualmente condenável", que "todos os extremismos são igualmente ruins" e estabelecendo assim, para alívio e gáudio dos campeões absolutos de violência assassina e definitiva humilhação da aritmética elementar, a equivalência quantitativa entre um e mil, um e dez mil, um e cem mil.

Isso já se tornou quase obrigatório entre as pessoas elegantes.

Se quando terroristas são de esquerda qualquer menção a seus motivos ideológicos é suprimida, camuflada sob diferentes denominações ou até invertida, mediante insinuações de direitismo - cujo desmascaramento posterior não obtém jamais a menor repercussão na mídia), no caso de Breivik os profissionais da farsa não se contentaram com a mera rotulação: forneceram, do dia para a noite, um perfil ideológico completo, detalhado, definindo o sujeito como uma espécie de Jerry Falwell ou Pat Robertson, e aproveitando a ocasião, é claro, para sugerir que as ideias do Tea Party, desde o outro lado do oceano, haviam movido a mão do assassino.

Que a imprensa norueguesa, em contraste, informasse ser Breivik um membro do Partido Nazista, não mudou em nada a firme decisão geral de pintar o criminoso como um cristão sionista.

Afinal, quem lê norueguês?

Meu amigo Don Hank, do site Laigles Fórum, lê, como lê também não sei quantas outras línguas - e me repassa notícias de primeira mão que o resto da humanidade desconhece.

Não deixar-se enganar, nos dias que correm, exige cada vez mais recursos de erudição inacessíveis à massa dos leitores.

A elite farsante não se incomoda de que dois ou três estudiosos conheçam a verdade e a proclamem com vozes inaudíveis: ela sabe que a própria massa ficará contra nós, curvando-se à autoridade universal do engodo e chamando-nos de "teóricos da conspiração".

Que Breivik fosse ostensivamente maluco é outro detalhe que não atenua em nada o desejo incontido de explicar o seu crime por um intuito político real e literal.

Lembram-se de Lee Harvey Osvald?

Leves sinais de neurose bastaram para que o establishment e a mídia em peso isentassem o assassino de John Kennedy de qualquer suspeita de intenção política, embora o indivíduo fosse um comunista militante e tivesse contatos nos serviços secretos da URSS e de Cuba, de onde acabara de voltar.

Embora Breivik tenha uma conduta ostensivamente psicótica e não haja o menor sinal de contato entre ele e qualquer organização conservadora ou sionista dos EUA, o diagnóstico vem pronto e infalível: um sujeito ser cristão, sionista ou, pior ainda, ambas as coisas, é um perigo para a espécie humana, uma promessa de crimes hediondos em escala epidêmica.
A pressa obscena com que se associa o crime de Breivik ao seu alegado cristianismo também não é refreada pela lembrança de que a mesma associação se fez persistentemente, universalmente, no caso de Timothy McVeigh, autor dos atentados de Oklahoma em 1995, até que veio, tardiamente como sempre, a prova de que o criminoso era muçulmano e ligado a organizações terroristas islâmicas.

Veremos quanto tempo transcorrerá até que a pesquisa histórica erga um sussurro de protesto contra o vozerio unânime da mídia internacional. Fundados na certeza da ignorância popular que jamais poderá desmascará-los, alguns dos diagnosticadores de cristianismo assassino vão até mais longe, deleitando-se em análises profundíssimas segundo as quais a coisa mais danosa e mortífera do mundo, inspiradora dos atentados em Oslo, é a ideia reacionária de combater o "marxismo cultural" - rótulo infamante inventado pela direita para sugerir (oh!, quão difamatoriamente!) que os filósofos da Escola de Frankfurt tinham a intenção de destruir a civilização do Ocidente.

Na verdade essa intenção foi proclamada aos quatro ventos pelo próprio fundador da escola, o filósofo húngaro Georg Lukács, mas, como parece que não pegou bem, não custa atribuí-la aos seus inimigos.

Pior ainda: escrevendo num site chamado Crooks and Liars (que só posso atribuir à modéstia de seus editores), o articulista David Newett, ecoando aliás mil comentários no mesmo sentido, publicados cinco minutos após a notícia do atentado, informa que o combate ao marxismo cultural é inspirado por abjetos preconceitos antissemitas, e dá como prova disso o fato de William S. Lind, que se destacou nesse combate, ter informado em uma conferência que todos os membros-fundadores da Escola de Frankfurt eram judeus de origem - coisa que eles eram mesmo, como aliás o próprio Karl Marx, e daí?

A implicação do raciocínio não escapará aos leitores mais atentos: Anders Breivik, além de ter matado dezenas de não-muçulmanos por ódio ao Islam, foi também movido por sentimentos pró-judaicos antissemitas.

Não entenderam nada?

Não é mesmo para entender.

Já expliquei mil vezes que a técnica da difamação exige atacar a vítima por vários lados, sob pretextos mutuamente contraditórios, para confundir e paralisar a defesa, obrigando-a a combater em dois ou mais fronts ao mesmo tempo e a usar de uma argumentação complexa, com aparência sofística, incapaz de fazer face à força maciça da acusação irracional.


Se alguma dúvida resta na mente dos leitores quanto à realidade da hegemonia revolucionária no mundo, objeto de meus últimos artigos, a uniformidade do noticiário sobre Anders Behring Breivik lhes dá uma amostra de que, mais uma vez, não estou tão louco quanto pareço.

 27 Julho 2011


A QUESTÃO DO CÂMBIO



 E O PODER PÚBLICO MAIS HIPÓCRITA DO PLANETA

Quem aceita conviver com comunistas corruptos disfarçados de porcos fascistas um dia vai provar o sabor de sua própria autodestruição.


Por Geraldo Almendra


As ações do desgoverno petista para evitar a queda do dólar escancaram, de um lado, a hipocrisia de um Estado moralmente falido e, de outro, a passividade dos contribuintes – pessoas físicas ou jurídicas - feitos de idiotas e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio, assim como a covardia de uma sociedade de esclarecidos canalhas, cada vez mais canalhas, próximos do estado da arte da podridão de suas almas.

Essa gente sórdida fica olhando para o país ser destruído por sucessivos desgovernos, preservando apenas para seus umbigos corruptos ou sonegadores - sendo o “ou” no sentido inclusivo - uma insana e estúpida busca de oportunidades da prática do simples ou puro ilícito, ou na exploração da degeneração moral do país, na busca de oportunidades para tirar a maior vantagem possível da destruição do futuro de seus próprios filhos e de suas famílias.

Para o mundo empresarial o lucro já tem formalizados as seguintes bases de formação:

- sonegação,

- corrupção,

- superfaturamento em comum acordo com canalhas do poder público,

- concorrências fraudulentas ao custo de propinas,

- empréstimos subsidiados pelo suborno do BNDES,

- lobbies imorais nas relações público-privadas e,

- por último, e cada vez menos importante, sua “competência” em uma eficiência empresarial na formação de preços com margens que suportem as naturais variações dos fatores exógenos em relação ao mérito de suas habilidades como gestores empresariais, que deveriam influenciar os resultados de suas atividades industriais ou comerciais sem depender da relação prostituída que mantêm com o poder público.


A matriz tributária empresarial do país não é fundamentada na tributação dos excessos da renda individual dos ricos, dos acionistas ou do lucro empresarial, que deveriam respeitar limites socialmente aceitáveis, mesmo em um teórico regime capitalista - que não seja essa canalhice genocida de capitalismo neoliberal, que nada mais faz do que explorar bilhões de habitantes do planeta para satisfazer a ambição desmedida de algumas centenas de exploradores no mundo da felicidade dos mais ricos.

É inaceitável, covarde e lesa pátria a postura omissa de empresários que são submetidos aos efeitos de uma matriz de custos gerados com um peso inaceitável da extorsão tributária praticada pelo poder público, que tem o perverso efeito de levar à falência mais de 65 % dos empreendimentos comerciais e empresarias depois de dois anos do início de suas atividades e de mais de 90 % depois de 5 anos.

Quem se mantém vivo é porque aprendeu a sonegar ou corromper ou ser corrompido por fiscais.

Uma das consequências mais graves desse cenário é a crescente formação de monopólios e oligopólios com mais condições de sobrevida no ambiente econômico interno e externo com a contrapartida de queimar as oportunidades de geração de renda e emprego por novas empresas em um natural ciclo de criação e desenvolvimento de seus negócios.

A extorsão tributária das pessoas físicas e jurídicas e a maior taxa de juros do mundo para atrair investimentos estão conduzindo o país para um único caminho: o da desgraça social em que os exploradores – o Estado corrupto e prevaricador e os empresários cúmplices – vão acabar perdendo suas fontes imorais de sobrevivência originadas no poder público mais corrupto da história do país, que um dia não vai ter mais como pagar suas contas.

Os empresários aceitam passivamente a extrema dependência de suas competitividades comerciais em função da variação da relação real/dólar - pois suas margens não conseguem ter um nível de segurança para as consequências das desvantagens competitivas no mercado internacional, pensando apenas em aproveitar as vantagens de um sistema empresarial e financeiro que enriquecem cada vez mais banqueiros e empobrece cada vez mais os cidadãos que trabalham mais de cinco meses por ano para sustentar toda essa patifaria “econômica”, sem que na sua condição de contribuintes sejam tratados com um mínimo de dignidade pelo poder público.

Dá nojo ver um canalha engravatado diplomado na arte de mentir e de ser hipócrita vir a público para explicar “a competência do desgoverno para evitar a degeneração da capacidade competitiva das empresas”.

Ao mesmo tempo esses patifes pactuam com a manutenção de um poder público que pratica a maior extorsão tributária do planeta e que não justifica mais sua existência por ter se tornado um covil de bandidos a serviço de oligarquias e burguesias de canalhas ou simplesmente bandidos e ladrões.

Não existe uma resposta racional que explique porque essa gente sórdida não foi ainda colocada em um paredão de fuzilamento pelo genocídio que têm causado nas massas dos menos favorecidos a partir do momento que o país foi entregue aos civis, o que redundou, para nossa tristeza, em uma vergonhosa fraude da Abertura Democrática.

Melhor dizendo existe uma resposta: o Brasil é um país de omissos e covardes, que se tornam valentões ou “combatentes” apenas em brigas de torcida, de rua, em bailes ou boates, e em brigas de trânsito, muitas vezes assassinando impunimente pessoas pelos motivos mais torpes.

Enquanto o país vem se tornando altamente competitivo na formação de patrimônios bilionários individuais, e de uma sórdida burguesia público-privada com muito poder e nadando em dinheiro de caixa 1 ou 2, uma sociedade apalermada testemunha as mortes diárias de mais de 150 cidadãos por dia por responsabilidade direta de um Estado irresponsável, covarde, prevaricador, corrupto e inconsequente.

Por que os empresários não vendidos – e os vendidos, mas arrependidos - não se unem com o objetivo de gritarem para a sociedade que a responsabilidade da sensibilidade da competitividade empresarial para qualquer variação da desvalorização do dólar no país é do próprio governo, que instituiu no país uma extrema extorsão tributária contra as empresas, assim como uma incontrolável degeneração moral nas relações público-privadas como fundamento de atuação na sua insana e demoníaca luta do poder pelo poder?

Todos esses cúmplices diretos e indiretos sabem reconhecer o cenário de degradação econômica em função da questão do preço da moeda americana no país como uma responsabilidade direta de um poder público que pratica uma avassaladora extorsão tributária nas pessoas jurídicas e físicas, sem que o retorno para essa sacanagem reverta minimamente para a sociedade em termos de investimentos estruturais como geradores de renda e empregos sustentáveis e, principalmente, em termos da garantia de adequados serviços de saúde, educação, cultura, segurança e saneamento.

É uma vergonha ou uma sacanagem ouvir qualificados portadores de diplomas de economia e finanças fazerem coro com esse desgoverno calhorda para justificar nossos problemas econômicos presentes unicamente como consequência das vantagens ou desvantagens competitivas das nossas transações comerciais internacionais que estão “atrelados” ao valor da moeda americana.

O fim de todos é previsível: vão acabar também afogados no poço ensanguentado da degeneração moral que está cada vez mais esgarçando os últimos elos sociais que ainda evitam uma revolta incontrolável; uma revolta que somente não acontece como consequência direta de uma mutação de posturas lesa-pátria de comandantes das Forças Armadas que, advindos de uma herança de combatentes do comunismo genocida, se mostram como traidores da Constituição e cúmplices, por covardia ou omissão, de um poder público infestado de covis de bandidos.

O problema do Brasil não é de competência acadêmica ou empresarial e sim da falta da vergonha na cara, da corrupção, do suborno, da prevaricação, e da absurda passividade e covardia de uma sociedade de cidadãos comuns e canalhas esclarecidos que testemunham o futuro dos seus filhos e de suas famílias ser destruído sem esboçar qualquer reação relevante para fazer da Abertura Democrática um caminho para a honestidade, para a dignidade, para a ética e para a moralidade das relações público-privadas.

Quem aceita conviver com comunistas corruptos disfarçados de porcos fascistas um dia vai provar o sabor de sua própria autodestruição.
28/07/2011

Lula tem uma concepção fascista de imprensa



O Apedeuta continua a praticar o seu esporte predileto, que é brutalizar a lógica, o bom senso e a verdade.
E, como se nota, está mais assanhado que lambari na sanga.

Leiam o que informa a Folha Online.

Volto em seguida:

Lula critica imprensa e defende gastos em publicidade
Por Italo Nogueira:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na manhã desta quinta-feira, o gasto em publicidade dos governos para divulgar melhorias no serviço público. Para ele, que visitou o hospital de traumatologia Dona Lindu, em Paraíba dos Sul (RJ), “o que é ruim tem preferência no noticiário”.

“Vocês têm a obrigação política com o povo do Rio e com quem não mora aqui de dizer o que estão fazendo aqui. Acho que isso é uma falta de opção nossa. Tem muita gente que fala: ‘Ah, você vai gastar dinheiro com publicidade?’ Enquanto você não gasta para fazer publicidade das coisas boas, gasta para fazer nota reexplicando aquilo que foi equivocadamente denunciado”, disse Lula, a uma pequena audiência no auditório do hospital.

Lula visitou a unidade, inaugurado em junho de 2010 que recebe o nome de sua mãe, Eurídice Ferreira de Mello, morta em 1980. De acordo com o governo do Estado, o hospital se tornou referencia em cirurgias ortopédicas em média e alta complexidade e é o que mais realiza cirurgias deste tipo na rede estadual. “Normalmente o que é ruim tem preferência no noticiário sobre o que é bom. Raramente você vê uma reportagem elogiando um hospital. O que é bom parte-se do pressuposto que é obrigação. Um hospital salvar vidas não é notícia, mas se morrer um é”, disse Lula. O ex-presidente disse que a publicidade institucional “não é dizer que está tudo pronto”.

“Sabemos que ainda tem fila. Mas, se o que melhorou, a gente não colocar para o povo saber, o povo vai ficar sabendo apenas aquilo que os outros querem que eles saibam. Tem muita coisa errada, mas [tem que] mostrar o que foi feito. Numa escada de 16 degraus, vocês chegaram a 8, 9. Tem que mostrar. A gente aprendeu com Chacrinha há muito tempo atrás: ‘Quem não se comunica, se trumbica’”.

Ao final da fala, Lula cobrou o secretário estadual Sérgio Côrtes a inauguração da nova sede do Into (Instituto de Traumatologia), cuja obra está atrasada. “Desde o Humberto Costa (ex-ministro da Saúde) a gente está esperando”, queixou-se Lula. Côrtes disse que o ministro Alexandre Padilha está definindo a data com presidente Dilma. Durante a apresentação, Côrtes mostrou casos de pessoas amputadas que tiveram membros reimplantados no hospital. Uma das fotos mostrava uma pessoa sem dedo, situação semelhante à ocorrida com o ex-presidente quando metalúrgico. A imagem provocou frisson no auditório. Lula não se referiu ao episódio, mas disse que levaria um de seus filhos, de 40 anos, que sofre com próteses nos quadris.

Voltei

A primeira pergunta óbvia: o que este senhor fazia lá? É visível que Lula está ocupando o espaço político que caberia à presidente Dilma Rousseff. Leva cada vez mais a sério aquela sua frase, dita durante a campanha, segundo a qual quem escolhesse “Dilma” estaria votando em “Lula”.

Vamos ao mérito de sua consideração.

Lula tem uma visão da imprensa típica de regimes fascistas e comunistas.

Sua tarefa, como se nota, seria fazer propaganda do regime.

Como não dispõe do porrete para obrigá-la a tanto, então que os cofres públicos arquem com mais conseqüências.


Está explicitando um método.

De propaganda em propaganda, construiu-se sua fortuna crítica, muito acima das suas realizações.

Pior do que isso: conseguiu, com seu enorme talento para difamar, expropriar os adversários de seus méritos.


E não acusem Lula de defender a propaganda de obras que ainda nem foram concluídas porque ele não vê mal nenhum nisso; ao contrário: para ele, trata-se de um mérito.
28/07/2011

O que eu penso do petismo


"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perigo de derrota;

para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;

aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas".
Sun Tzu




Eu e o amigo André Henrique, autor do excelente blog
Via Política temos debatido a exaustão no MSN o atual estágio em que o Brasil se encontra. Discutimos desde a bundãozice nojenta da "oposição" oficial, explicada por seu absoluto alinhamento ideológico com o governo petista, até a tal da nova direita, ou nova oposição, que se encastela principalmente em grupos no Twitter e no Facebook.

Neste texto vou ficar na tal da nova direita ou nova oposição, como prefiram. Da "oposição" oficial não espero absolutamente nada. Por isso vou tratar do caldo cultural da onde imagino possa sair algo que preste.


Grosso modo, estes "militantes" virtuais dividem-se em duas categorias:


1) Rebelde sem causa. Odeia os petistas, que chama o tempo inteiro de petralhas, ataca-os o tempo inteiro, xinga até a 5ª geração da mãe da Dilma e não passa disso. Geralmente estão entre a classe média e a média alta. Não raras vezes transpiram preconceito. Nas eleições apóiam o PSDB de maneira tão entusiasmada que quem vê juraria que um abismo ideológico separa o PT do PSDB. O mundo deles é dividido entre os petralhas e o PSDB. Diria que são os piores e os que mais impedem a formação de um grupo político (não necessariamente partidário, deixo claro) minimamente coeso de resistência a atual hegemonia esquerdista.


2) O grupo do "não há mais salvação". Este grupo já leu e estudou um pouquinho mais do que o primeiro. Consegue fazer o diagnóstico correto da situação. Percebe a hegemonia esquerdista e a absoluta homogeneidade ideológica entre PT e PSDB. O problema deste grupo é o fatalismo. Para os seus integrantes, nada mais pode ser feito. Tá tudo perdido e o certo mesmo era arrumar as malas e ir embora do Brasil. Política, para eles, é um bicho de sete cabeças. Algo que assusta e que por isso mesmo eles não tem a menor vontade de praticar.


Um traço central une os dois: um ódio beirando a cegueira daquilo que eles chamam de petralhas. O ódio é tão grande, mas tão grande, que nunca, jamais, em hipótese alguma, ouse se referir de maneira positiva ao petismo (ou aos petralhas, como eles preferem). E isso vale até mesmo para análises. Nunca diagnostique que o governo Lula foi um sucesso político. Não interessa que ele tenha sido reeleito e feito a sucessora. Constatar o óbvio é crime punível até mesmo com a fogueira.


Falei anteriormente de preconceito. Sim, esta é uma das facetas mais nojentas. Você diz que o Lula é um gênio político, o que é evidente e comprovado pelos fatos. Prepare-se: virão pedradas de todos os lados. Não interessa que o cara tenha fundado um partido político do nada, chegado ao segundo turno já na primeira eleição presidencial disputada, monopolizado a oposição durante toda a década de 1990, até chegar no poder em 2002 em uma brilhante engenharia política. Aliás, para os militantes da web, a eleição de 2002 parece não ter existido, já que para eles o petismo só se mantém no poder porque compra o nordeste inteiro do país com bolsas. Outra mostra de grosso preconceito.


Feito o diganóstico dos militantes da web, vamos ao que eu penso do petismo. Considero-o o agrupamento político mais pernicioso da história brasileira. Por um singelo motivo: seu DNA totalitário. Considero que o petismo tem que ser combatido em todas as frentes, até a sua derrota.


Como derrotá-los? Este é um outro bom debate. Sinceramente, o petismo não será derrotado com tags no Twitter ou comunidades no Facebook. E também não será derrotado com passeatas. Tá na moda movimentos de "indignados" mundo afora e "revoluções do Twitter e do Facebook" no Oriente Médio. Eu, que até sou novinho em idade, já tenho um certo trechinho de vivência política para saber que isso não existe.


Os "indignados" da Europa são mobilizados por agrupamentos de esquerda com longuíssima tradição de mobilização de massas e de movimentos de rua. No Oriente Médio os cordões da Irmandade Muçulmana estão sobre o movimento, puxando o carro. Só não enxerga quem não quer.


O que significa que para combater o petismo (ou os petralhas, como prefiram) o que nós precisamos é de PO-LÍ-TI-CA. A boa e velha política. Precisamos de quadros, que organizem a bagunça. Quadros com formação teórica sólida e vivência prática. Precisamos de militância, igualmente capacitada teoricamente e com vivência prática. E só então conseguiremos chegar ao estágio de influenciar as massas e abalar o poder do petismo.


Fora disso, pratica-se a arte do onanismo político, teórico e intelectual.


Encerro relembrando o milenar Sun Tzu, citado no começo deste texto. Ou conhecemos o adversário (e sua infinita superioridade política, claramente materializada hoje) e nós mesmos (e nossa debilidade gritante, sem quadros, sem militância e longe, muito longe de chegar até a massa) ou estaremos condenados a derrotas intermináveis.


PS: Será que fui claro ou aparecerá alguém me acusando de petista, petralha, lulista et caterva? Se acontecer, apenas confirma o diagnóstico do texto.



27 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O mercado e o povão




O "PIB potencial" está aí, vivinho da silva, a lembrar que somos um país condenado pelos nossos governantes a crescer pouco

Apesar de todas as promessas e ilusões em contrário

POR ALON FEUERWERKE
Correio Braziliense

Como o Brasil vai sair da encalacrada simultânea de uma inflação no limite máximo com um dólar no limite mínimo? O governo parece ter optado pela saída mais confortável. Juro alto e real forte, o suficiente para funcionar como âncora anti-inflacionária.

As importações seguram a onda dos preços, mesmo ao custo do crescimento, especialmente o industrial.


Na sua coluna de ontem no Valor Econômico, o ex-ministro Delfim Netto afirmou que o crescimento vistoso de 2010 não passou de um artefato estatístico. O objetivo do articulista foi contrapor aos que pedem mais aperto monetário, e aqui ele está alinhado com a presidente da República, com a Fazenda e com o Banco Central.


Segundo Delfim, o crescimento brasileiro real, depurado das excepcionalidades, vem patinando em torno de 4% ao longo destes anos todos.

E é verdade.


Curioso apenas que o discurso sirva para um público, o mercado, mas não para outro, o povão.


Para o mercado afirma-se que o Brasil cresce pouco, e por isso não seria prudente apertar ainda mais a política monetária. Para o povão vende-se a ideia de que o Brasil arrancou definitivamente para adiante.

O antecessor de Dilma, por exemplo, repisou estes dias a fantasia de que o governo dele derrubou a tese do PIB potencial de 3%, tese segundo a qual a economia brasileira não poderia expandir a uma taxa superior sem produzir inflação excessiva.


Mas se sua ex-excelência olhar os números verá que o tal PIB potencial continua forte e saudável.

Depois do "artefato estatístico", a crer nas palavras de Delfim, voltamos à mediocridade.

Crescimento abaixo de 4%, mas agora com inflação acima de 6%.


Na prática, o governo ajustou para dois pontos acima de 4,5% a meta de inflação, sem admitir oficialmente. Na real, a meta agora é 6,5%.

Uma mediocridade, portanto, além de tudo perigosa. Mas que serve ao governo para refutar pressões ortodoxas.


Caberia talvez aqui algumas perguntas.

E o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)?

Por que não acelerou o crescimento?

É uma dúvida razoável.

Dirá o governo que estamos crescendo bem mais do que o mundo desenvolvido.

Verdade.

Mas uma verdade conveniente.

Pois nossa expansão é bem menor que a dos demais emergentes.

Essa é outra verdade.


Trata-se de um truque habitual.


Conforme o caso comparamo-nos a quem mais convém.

Que tal se nos comparássemos, por exemplo, aos europeus e americanos não só no crescimento, mas também na educação, na saúde, na infraestrutura e na segurança pública?


Mas nosso desafio maior não é decifrar as polêmicas e as malandragens políticas, é crescer e criar empregos.

Há as estatísticas fantasiosas, segundo as quais vai tudo bem.

Aliás, o Brasil talvez seja o único país em que os índices de emprego e crescimento dançam independentemente.



O país pode estar melhor ou pior, mas os números de emprego saem sempre bons do forno oficial.

Curioso.


Na vida que vale escasseia o emprego de boa qualidade e o desemprego entre os jovens permanece motivo de forte preocupação.

Especialmente por causa da estagnação industrial.

Essa filha indesejada do casamento incestuoso do juro alto com o dólar fraco.

Mas que ajuda os governos quando a temperatura stou em chodos preços ameaça ficar alta demais.

E que se lasque o futuro do país.


Leia mais.


27/07/2011

Jorge Gerdau Johannpeter: a desindustrialização “já está acontecendo” no Brasil.




Gerdau, desde maio, trabalha no Planalto na presidência da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade

Ana Flor
Folha

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, convidado pela presidente Dilma Rousseff para ajudar a melhorar a gestão do Executivo, mostrou ontem preocupação com os rumos da política econômica do governo.

Em uma crítica à política cambial, ele afirmou que a desindustrialização “já está acontecendo” no Brasil.
Além disso, defendeu o fim dos impostos cumulativos e disse que a busca de capital estrangeiro – com juros altos – “precisa ter limites”.

“As políticas financeiras e econômicas vão ter que obedecer uma discussão de vontade política [de] que país nós queremos”, disse ele.

“Porque se é só pela visão financeira, do fluxo de capitais, nós poderíamos deixar como está, porque a situação é cômoda a curto prazo. Mas em uma visão estratégica de longo prazo eu diria que é preciso ter políticas de desenvolvimento industrial, ter emprego de qualidade, não depender apenas de commodities e do minério”,
afirmou.


Do modo que vai, nós estamos prejudicando o desenvolvimento industrial”, disse o empresário ao final da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

Um bandido chamado Anders Behring Breivik.


Ou:
viva o Cristianismo e abaixo o multiculturalismo!


Hora de falar sobre Anders Behring Breivik, o tal norueguês que assumiu a autoria dos atentados terroristas em seu país.




Quem ou o que é ele mesmo?

Extremista de direita, antimarxista, antimulticulturalista, xenófobo, antiislâmico, cristão fundamentalista, reacionário? Alertado por um amigo, li trechos daquela maçaroca que traz os princípios da sua, digamos assim, “luta”.

O Brasil é lembrado.

Segundo diz o rapaz, a “mistura de raças” responde pelas dificuldades que o país enfrenta, inclusive a desigualdade social. As convicções de Anders podem até ter sido de direita um dia; hoje, ele é um sociopata, que defende o terrorismo como instrumento de conscientização das massas.

O arquivo está aí. Os leitores sabem muito bem o tratamento que defendo para os terroristas — identifiquem-se eles como “fundamentalistas cristãos” ou “fundamentalistas islâmicos”.

Aliás, os leitores conhecem o que penso sobre qualquer pensamento que flerte com o terrorismo como instrumento de luta política. Recentemente, quem transformou essa tese num norte conceitual foi o filósofo marxista esloveno Slavoj Zizek, que é tratado como uma pessoa séria por boa parte da esquerda e da imprensa brasileiras.

Numa coletânea de textos de Robespierre, intitulada, muito apropriadamente, “Virtude e Terror”, Zizek faz a defesa aberta do terrorismo.

O trabalho mereceu no Brasil uma resenha elogiosa do uspiano Vladimir Safatle. Interpretando e explicando o pensamento de Zizek, escreveu o professor:
“a partir da Revolução Francesa, sobe à cena do político uma subjetividade ‘inumana’ por recusar toda e qualquer figura normativa e pedagógica do homem, por recusar de maneira ‘terrorista’ os hábitos e costumes, por não se reconhecer mais em natureza e em determinação substancial alguma.”

Entenderam?

Zizek, Safatle e Breivik — os dois primeiros como pensadores de extrema esquerda e o último como um ativista de extrema direita — nutrem simpatias por uma política que recusa certas balizas normativas.

Tanto é assim que Safatle, estimulado pelo mestre, enxergou uma necessidade no mundo moderno: “Construir estruturas institucionais universalizantes capazes de dar conta de exigências de reconhecimento de sujeitos não-substanciais que tendem a se manifestar como pura potência disruptiva e negativa”.

Ora, dêem-me exemplos de “seres não-substanciais”, que se manifestam como “potência disruptiva e negativa”…

Huuummm…

A Al Qaeda?

O Hamas (em relação a Israel ao menos)?

As Farc?

As milícias chavistas?


Ocorre que um delinqüente como Anders Behring Breivik, brincando de Hitler norueguês, também entende que existe uma nova “subjetividade”, que se expressa de modo não-subordinado aos limites dado pelo humanismo, com intuito de romper a ordem e criar um novo movimento…

Qual é o lugar adequado para um vagabundo dessa espécie e seus eventuais seguidores ou líderes?

A cadeia.

Ele mata mais de 70 pessoas para combater o marxismo?

Querem melhor propaganda do marxismo do que isso?

Não há nada que um Hobsbawm consiga fazer em favor de uma teoria moribunda, no que concerne ao proselitismo, que dezenas de cadáveres não façam com mais eficiência.

Ele mata mais de 70 pessoas contra a expansão do Islã na Europa?

Querem melhor propaganda do islamismo extremista do que dezenas de corpos de jovens alvejados, sem qualquer chance de defesa, em nome do combate ao islamismo?

Se alguém escolhe o caminho da morte e do massacre para combater uma religião, reforça o horizonte escatológico dessa crença.

Ele mata mais de 70 pessoas contra o multiculturalismo?

Querem melhor propaganda do multiculturalismo do que essa manifestação irracional de intolerância, como se o mundo se dividisse entre multiculturalistas, que aceitam a diversidade, e seus oponentes, que a repudiam?

Até onde se sabe, a violência autóctone é uma das flores do mal do… multiculturalismo, hoje certamente mais defendido por Ahmadinejad do que por democratas de direita ou de esquerda da Europa.

Anders Behring Breivik é um criminoso, e não há um só conservador, respeitado entre conservadores, que se atreva a defendê-lo.

Mas há, não obstante, esquerdistas respeitados por seus pares que defendem, por exemplo, os traficantes comuno-fascistas das Farc, cujos métodos não se distinguem dos daquele vagabundo.

Os bobões diriam: “Veja o Reinaldo tentando demonstrar que todas as correntes têm seus extremistas incômodos”.

Uma ova!

A clivagem, nesse caso, não obedece à conhecida nomenclatura “direita-esquerda”; Breivik não é um direitista incômodo.

De jeito nenhum!

A divisão que interessa nesse caso se dá entre os que admitem o terrorismo como expressão da luta política e os que não admitem, pouco importa o conteúdo de sua proposição.

O intelectual marxista e petista Octavio Ianni, por exemplo, escreveu, pouco antes de morrer, um texto em que afirmava o caráter revolucionário da… Al Qaeda!


Eu sou cristão e não reconheço Breivik como um “fundamentalista” dessa crença porque não há princípio a ser evocado que justifique a morte; aliás, o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo; hoje em dia, praticamente só cristãos morrem em razão de sua fé — morrem, não matam.

Eu sou um antimulticulturalista convicto porque acredito nos valores universais da democracia ocidental, que reconhecem no indivíduo, e em suas escolhas, a matriz da liberdade; Breivik, um fascista, sonha com uma identidade coletiva. Ele não combate o multiculturalismo coisa nenhuma! Ele combate é a liberdade.


Eu sou um crítico do extremismo islâmico e cobro, então, do Islã não-extremista uma clara mensagem de combate ao que seria o desvio da fé. Onde está a mensagem de repúdio ao ódio e de aceitação das outras crenças?


Qualquer um que recorra à morte de inocentes ou à imposição de um ponto de vista por intermédio da violência para impor a sua vontade e para anunciar o seu horizonte utópico é um ser desprezível, que tem de ser afastado do convívio social, pouco importa se professa convicções de direita ou de esquerda, cristãs ou muçulmanas, multiculturalistas ou não, ecológicas ou não (já que existe o terrorismo verde).

Numa democracia, o flerte com a ilegalidade, ainda que em nome da justiça, só produz mais injustiças. Digam-me um só esquerdista que abraçaria essa minha divisa.

Por que não?

Afinal, o que há de errado com ela?

Defende a democracia e a lei.

É que democracia e leis não são valores de… esquerda!


E não! Não vou me intimidar com o lixo intelectual e moral dos cretinos segundo os quais um Breivik, com a sua violência, encarnaria a verdadeira face da direita; já as Farc e seus métodos seriam apenas a falsa face da esquerda. Assim, idealmente, a direita encarnaria o mal, como prova… Churchill, e a esquerda, o bem, como prova… Stálin.


Que aquele canalha e seus eventuais apoiadores apodreçam na cadeia!

E, já que estamos aqui, vamos lá: viva o cristianismo, abaixo o multiculturalismo, vivam as liberdades individuais!

PS - E já que cumpre dizer tudo, espero que Anders não fuja da cadeia e não peça refúgio no Brasil, certo? Ou o PT só aceita homicidas “de esquerda”?

26/07/2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Demissão de Pagot marca tentativa de mudar de assunto



“Operação Salva Pagot”

e
“Operação Salva Dilma”


Como vocês já devem ter lido, Luiz Antonio Pagot está mesmo fora do Denit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Agora é oficial.

Ele pediu o cancelamento das férias e avisou numa carta que está deixando o cargo.


Torna-se o 17º defenestrado do Ministério dos Transportes desde que uma reportagem de VEJA denunciou os esquemas criminosos vigentes na pasta. Hideraldo Caron, ligado ao PT, e Pagot, próximo do PR, resistiram muito.

E só um acordo os tirou de seus respectivos cargos.

Explico-me.

Nem Caron nem Pagot aceitavam o ônus da “moralização” ou da “faxina”, conforme foi chamada a operação deflagrada por Dilma.

Ponham tudo na balança, e vocês constatarão que se tenta transformar as demissões em uma forma de punição — e, obviamente, elas não têm esse caráter.

Ao dispensar essas pessoas de seus respectivos cargos, o governo apenas está dizendo que elas não reúnem condições de levar adiante a tarefa de lidar com dinheiro público. As irregularidades precisam ser apuradas, e os responsáveis, punidos.
Pagot só aceitou ir pra casa porque se fez um acordo:

o governo vai até o limite do possível para tentar impedir qualquer punição, e o ex-diretor fica de bico fechado; não diz uma vírgula sobre o que sabe.

Aquelas ameaças que fez antes surtiram efeito.

Tanto é assim que ele continuou no cargo até hoje.

Caron também saiu sob proteção — não se esqueçam de que o petista Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, colocou-o como um homem de sua estima.

O governo gostaria que a demissão de Pagot fosse o começo do fim da operação limpa-corrupto. Percebeu que esse negócio dá muito trabalho e que, como diria Lula, prejudica a base de apoio no Congresso.

A ordem agora é atuar para pôr uma pedra sobre essa história, já que Dilma teria tomado todas as providências cabíveis, como se os malfeitos fossem uma agressão pessoal à presidente, não ao país.

Assim, a demissão é parte da “Operação Salva Pagot” e da “Operação Salva Dilma”.
Ele ameaçava falar justamente sobre o financiamento da campanha eleitoral do PT em 2010.

Agora, todos resolveram se entender em silêncio.

Ah, sim: por enquanto, José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, não vê motivos para a PF abrir um inquérito…
25/07/2011

Mistura de raças do Brasil é catastrófica, escreveu atirador da Noruega

Texto publicado na internet liga mistura de raças a desigualdade social.

Brasil seria exemplo de 'alto nível de corrupção e falta de produtividade'.



Do G1

São Paulo


Reprodução da capa do documento
(Foto: Reuters)


A política de estabelecer uma mistura de raças europeias, asiáticas e africanas em países como o Brasil se provou “catastrófica” e resultou em altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas.

A teoria sobre o país está numa das páginas do manifesto atribuído a Andrew Behring Breivik, o norueguês de 32 anos que assumiu a autoria dos atentados que mataram ao menos 76 pessoas em Oslo, na última sexta (22).

Para o autor do documento, que tem ligações com a extrema-direita norueguesa, o “Brasil vem se estabelecendo como o segundo país do mundo com o menor nível de igualdade social". O texto não cita qual seria o primeiro.

“Os resultados são evidentes e se manifestam num alto nível de corrupção, falta de produtividade e um eterno conflito entre várias ‘culturas’ competindo, enquanto a miríade de ‘sub-tribos’ criadas (preto, mulato, mestiço, branco) paralisa qualquer esperança de sequer alcançar o mesmo nível de produtividade e igualdade de, por exemplo, Escandinávia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão”, diz o texto do terrorista de extrema-direita na página 1.153.

Observando a falta de igualdade social no Brasil e a média de produtividade do brasileiro, continua o texto, “é evidente que uma abordagem similar na Europa seria devastadora e um atraso para as nações (...)”.

Anders Behring Breivik, à esquerda, é transportado em carro da polícia nesta segunda-feira (25) em Oslo, capital da Noruega (Foto: Reuters)Anders Behring Breivik, à esquerda, é transportado em carro da polícia nesta segunda-feira (25) em Oslo, capital da Noruega

(Foto: Reuters)
Intitulado “A European Delaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083), o manifesto, que leva a assinatura "Andrew Berwick" na capa, foi publicado na internet apenas horas antes do massacre no país.

Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

As afirmações que relacionam raça e produtividades estão no trecho em que o autor trata das “razões por trás da oposição conservador à mistura de raças e adoção de não-europeus”. Em outro trecho, na página 1.161, o texto volta a citar o Brasil como exemplo de desigualdade social.

“(...) Um país que tem culturas que competem entre si vai acabar se dividindo internamente ou, a longo prazo, vai terminar como um lugar permanentemente disfuncional como o Brasil e outros países semelhantes”, diz.

“Quando você acrescenta o Islã a esta mistura, o pior cenário muda de um país disfuncional para o fracasso total; a sharia [lei islâmica] e disputa entre povos”.


Acidente em Goiânia

Há pelo menos 12 referências aos termos “Brasil” ou “brasileiro” no documento, nem todas com o mesmo teor. No trecho em que trata sobre a fabricação de bombas, o autor cita o acidente radioativo com o césio 137 em Goiânia, que deixou centenas de mortos em 1987. “Seja extremamente cuidadoso quando lidar com material radiológico”, alerta na página 1.060.

Na página 1.287, o texto cita o Brasil em meio a países que se tornaram independentes com “golpes de estado sanguinários”. “Em 1889, o Brasil se tornou uma república via um golpe de estado sanguinário.”

Em outra menção, o país está numa lista de nações que sofreram intervenções dos Estados Unidos.

A anotação cita o ano de 1964 ao lado de “Acesso do comunismo a recursos e trabalhadores pobres”.




25/07/2011

Charge

vai faltar sabão e DETERgente!

www.sponholz.arq.br

sábado, 23 de julho de 2011

Sistema político e/ou econômico perfeito








20 de julho de 2011





20 de julho de 2011

RESUMINDO:


Não há nem pode haver um sistema político e/ou econômico perfeito, enquanto instituições humanas.

O pensamento crítico é necessário, mas não podemos condenar um sistema que sabidamente, que mesmo com suas mazelas é o
maior agente revolucionário da História – gerado e gerador pela revolução produtiva e tecnológica – triplicou a expectativa de vida entre 1700 – 2000; e efetivamente reduziu a pobreza nos países capitalistas.


Rivadávia Rosa

sexta-feira, 22 de julho de 2011

É uma evolução realmente fantástica!


Garotinho dá uma pausa nas pancadas diárias em Cabral e mostra o inacreditável enriquecimento da família Picciani, que é de fazer inveja até ao consultor Palocci.


Com a derrocada do governador Sergio Cabral (aquele que precisou mandar fazer um Código de Conduta Ética para saber o que é certo ou errado), o ex-governador Anthony Garotinho está fazendo a festa. Todo santo dia, em seu blog, ele publica alguma denúncia contra o atual governador, que curiosamente Garotinho até ajudou a eleger, no primeiro mandato, em 2006.
Garotinho conseguiu montar um impressionante arquivo de denúncias contra Cabral, o que nem foi difícil, já que praticamente desde o início do mandato do atual governador já começavam a circular pesadas acusações. Esta semana, porém, o blog deu uma pausa no bombardeio a Cabral e voltou os canhões em direção à surpreendente família de do ex-deputado Jorge Picciani, ex-presidente da Assembléia (Alerj) e atualmente presidente estadual do PMDB.
O blog do Garotinho, ilustrado com gráficos e fotografias, mostra que Picciani, quando começou a carreira política. morava no subúrbio de Ricardo de Albuquerque e usava um fusquinha para ir aos comícios. Bem, vamos logo transcrever as denúncias, porque vale a pena conferir a que ponto chegou a política no segundo mais importante estado do país, na era da dupla Cabral-Picciani.
“Era um sujeito humilde que dizia que queria lutar por uma vida melhor para os seus concidadãos. Mas vejam as voltas que a vida dá. Foi na política que descobriu que tinha uma vocação ainda maior para os negócios. Continuou lutando por uma vida melhor, mas só que para a sua família. Em poucos anos como poderão ver abaixo, se transformou no Rei do Gado, com uma evolução patrimonial excepcional. Um faro e uma sorte nos negócios de deixar Eike Batista com inveja.
Para que ninguém tenha dúvidas,  todos os documentos relativos à evolução patrimonial da família Picciani são oficiais. Vamos então começar pelo patriarca da família Picciani, o ex-deputado Jorge Picciani. Notem que no ano de 2000, sua declaração de renda(bens) era de R$ 1.345.777,57. Em 2011, ele alcança sozinho R$ 27.367.931,08. É uma evolução realmente fantástica!
Além de muito competente para aumentar o patrimônio, o ex-deputado Picciani também é muito esperto. Atualizou o capital social de sua empresa de pecuária Agrobilara, somente agora, em 11 de abril de 2011, apesar de ter incorporado a empresa Agrovaz, desde fevereiro de 2009. Mas se tivesse feito a atualização antes, sua declaração ao TRE, no ano passado, não seria de um patrimônio de R$ 11 milhões, mas sim de R$ 27 milhões. Poderia parecer ao eleitor que ficou rico demais, depressa demais.
Mas Picciani não é um fenômeno sozinho, é um excelente pai que ensinou ao filho Leonardo Picciani os segredos de fazer bons negócios e também lhe passou a mesma sorte.
Leonardo Picciani (atual secretário estadual de Habitação, licenciado) seguiu os passos do pai entrando para a política, se elegendo deputado federal, mas acabou descobrindo sua vocação familiar para fazer negócios. Em 2000 declarou no Imposto de Renda R$ 365.624,60, e agora, com o aumento de participação na Agrobilara, seu patrimônio deu um salto para R$ 9.885.603,00, como podem conferir no gráfico abaixo.
Ele é secretário de Habitação de Sérgio Cabral.

Se construísse casas para o povo na mesma velocidade que aumenta o seu patrimônio não haveria um sem teto no Rio de Janeiro. 

Leia mais.


22 de julho de 2011


Charge



cagot-se


Presidente Dilma enfim descobre que pode se descolar de Lula para disputar o segundo mandato em 2014.



Mas o que o ex-presidente
(que já está em campanha)
pensa disso?


As cartas já estão à mesa para a sucessão de 2014, não há dúvida. Depois de seis meses de constrangimento e submissão, a presidente Dilma Rousseff enfim começa a se descolar de Lula.

A velocidade com que ela está fazendo a limpeza no Ministério dos Transportes indica uma surpreendente mudança de rumo, em comparação ao escândalo de Antonio Palocci, que levou 23 dias para ser defenestrado, por pressão direta de Lula, e só saiu quando ameaça poluir a popularidade do Planalto e do PT.

Essa determinação de chamar a si a responsabilidade pelo gestão já era até esperada, em função da forte personalidade da presidente Dilma Rousseff. E até já estava demorando demais para acontecer isso.
Para quem acredita em coincidência, merece registro o fato de que essa dissimulada e silenciosa declaração de independência de Dilma Rousseff ocorre exatamente quando o ex-presidente inicia sua campanha rumo a 2014, com uma série de visitas a municípios da Bahia, acompanhando do governador Jaques Wagner, do PT.
Se dependesse de Lula, os escândalos no Ministério dos Transportes seriam abafados ao máximo, as demissões já teriam terminado, o próprio Luiz Antonio Pagot seria preservado na diretoria-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) e o PR não estaria efetivamente sentado no banco dos réus.

No entanto, Dilma começa a mostrar um outro estilo, bem mais duro e incisivo, que certamente será muito bem recebido pela opinião pública, que está cansada de tanta corrupção e de tanta impunidade.
Até o momento, Dilma já demitiu 15 servidores, incluindo o inacreditável ministro Alfredo Nascimento, em 19 dias de crise, e não há sinais de que a degola vai parar por aí.

O novo comportamento do Planalto já começa a colher resultados positivos. “O setor privado apoia a presidente e ela tem demonstrado que não contemporiza com esse tipo de irregularidade”, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, ressalvando que o governo ainda precisa dar sinais claros do que pretende com essas mudanças: “A indústria, por exemplo, aguarda há seis meses um projeto consistente para o setor empresarial”.

Se Dilma continuar se descolando de Lula, tocando o governo sozinha, sem tutor, o rompimento será inevitável.

Embora o jornalista Jorge Bastos Moreno, sobre o relacionamento entre os dois, tenha publicado que “o amor verdadeiro é o maior antídoto contra intriga, e onde existe amor, não há desconfiança”, tudo tem limites.
Especialmente quando há possibilidades de os dois quererem disputar o mesmo cargo em 2014.

Há duas semanas, pela primeira vez Dilma Rousseff falou em “segundo mandato” e, novamente por coincidência, Lula também reconheceu que ela tem direito de disputar novamente a presidência. Acontece que os dois pertencem ao mesmo partido e só existirá uma candidatura pelo PT.

Seria uma ilusão julgar que o PT poderia garantir a legenda à atual presidente, se Lula quiser se candidatar, o que é uma hipótese óbvia, pois ele acaba de iniciar a campanha e vai seguir viajando pelo país, conforme até anunciou na semana passada.
Nesse quadro, registre-se que Dilma Rousseff está no momento em total desvantagem, porque a legislação eleitoral até a proíbe de deixar o partido, sob risco de cassação de mandato. Como se sabe, o Supremo já firmou jurisprudência no sentido de que o mandato pertence ao partido e não ao candidato.

Mas tudo na vida tem jeito, especialmente quando pode sobrevir na política o famoso “jeitinho brasileiro”.

Está em curso a chamada reforma política, e já se sabe que uma das medidas em preparação será a criação de uma alternativa para permitir o troca-troca partidário, pelo menos episodicamente.

O vice-presidente Michel Temer, por exemplo, que tem muito prestígio no Congresso, defende uma autorização para a troca de partidos nos seis meses que antecedem cada eleição, como forma de permitir que detentores de mandato insatisfeitos possam se filiar a outra legenda.

A tese tem a simpatia do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano, porém, alerta que esse não pode ser o mote principal da reforma política:

- Iniciar uma reforma política falando de janela para o troca-troca partidário seria um casuísmo desmoralizante.

Mas não sou inflexível – observou Aécio, que também seria beneficiado e poderia até sair candidato pelo próprio PMDB, como já chegou a ser aventado antes da disputa presidencial em 2010.

Se essa hipótese se concretizar, aí teríamos uma eleição verdadeiramente sensacional e eletrizante, disputada entre Lula, Dilma, Serra ou Alckmin, Aécio e outros menos votados, como Ciro Gomes e Anthony Garotinho, que já foram presidenciáveis e continuam sonhando com o Planalto.
Mas só o futuro dirá.

22 de julho de 2011