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quarta-feira, 16 de março de 2011

Seminário Liberdade em Debate - Instituto Millenium

Foram incontáveis os assuntos abordados no quarto e último painel do seminário Liberdade em Debate.

“Fico muito à vontade para falar do assunto do álcool ou do cigarro. Morreu mais gente no carnaval por acidente de trânsito do que em Tripoli.

Aí vem um crítico e diz: mas seu programa é patrocinado por uma marca de cerveja.

Isso é um autoritarismo, como se beber uma cerveja não fosse uma decisão pessoal. Existe a lei para que ele não pegue o carro”
, argumenta Marcelo Tas.

O jornalista admite que a força do programa “CQC” vem do patrocinador. Diz que no primeiro ano, quando eram patrocinados só por uma marca de cerveja, receberam toda a sorte de pressão. “Hoje, com 13 patrocinadores, temos muito mais liberdade de expressão”.

Para Reinaldo Azevedo, que escreve na revista “Veja”, “a sorte da liberdade de expressão depende da existência do patrocínio, das empresas que não dependam tão umbilicalmente do Estado. Quando menor for o percentual de publicidade dos veículos de comunicação que tenham origem estatal, mais livre é esse veículo porque está menos sujeito à pressão”.






Foto: Marcelo de Jesus

“Vivemos hoje uma ditadura, ainda que velada, do politicamente correto”, opina o economista Rodrigo Constantino.

Ele, que também é articulista do Globo, diz que o cerceamento social é tão poderoso quanto as leis e normas. Tão poderoso que, às vezes, chega justamente a se transformar em discurso oficial.

“Durante o governo Lula, houve a tentativa patética da cartilha da linguagem politicamente correta. Quando o governo se arroga do direito de ditar uma linguagem apropriada, estamos a um passo de um regime totalitário”, diz.


Constantino brincou com o colega de painel Marcelo Tas, humorista e apresentador do “CQC”: “Temo muito pelo futuro profissional do Marcelo”.

Embora pregue a liberdade de expressão, o economista ressalta que ela esbarra no direito de propriedade.

“Não cabe a um jornal, que é uma empresa privada, dar espaço a qualquer um. Ele se reserva ao direito de dar voz a quem quiser. Liberdade de expressão é outra coisa, implica em ouvirmos coisas que não gostamos, que consideramos sórdidas ou chocantes. Não o de repetir, como um papagaio, o consenso”.

Constantino busca na literatura exemplos de discursos contra o consenso que têm função social. Ele cita “Gomorra”, de Roberto Saviano, retrato da máfia napolitana, e “Versos satânicos”, de Salman Rushdie:

“O progresso surge de mudanças promovidas por minorias que ousam ir contra o consenso. Todo o progresso está calcado na necessidade de tolerar os discursos contraditórios”.



Foto: Marcelo de Jesus

Ainda no painel “Politicamente correto e liberdade de expressão″, o jornalista Reinaldo Azevedo recorda que o debate do politicamente correto só existe nas democracias.

“O exercício da liberdade é feito por quem discorda. Existem as patrulhas do bem, que se organizam para nos salvar. Querem nos salvar da gordura, do cigarro, da poluição. Em última instância, querem nos botar numa espécie de bolha de plástico moral, onde não há vida de verdade”.


Para o articulista da Veja, outra temática polêmica diz respeito ao Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia.

“É uma lei contra a liberdade de expressão. Torna o crime inafiançável e submete o homossexual a um constrangimento de natureza filosófica. E, afinal de contas, uma pessoa, uma escola e uma igreja privadas estariam proibidas de dizer o que pensam. Nós já temos leis para punir os crimes contra o outro”, diz, acendendo a polêmica no debate a seguir.




Foto: Marcelo de Jesus

“Existe uma pressão muito grande para que sejamos corretos. E acho que os jornalistas têm muito a ver com isso. Somos os porta-vozes de Deus. O jornalista é o cara que nunca erra e quando erra, pede perdão, fica vermelho. Gosto das pessoas radicais, que vão na raiz das coisas, mas não gosto de extremos”, assim o jornalista Marcelo Tas abriu sua participação no debate “Politicamente correto e liberdade de expressão”.

Tas acredita que o humor seja uma maneira inteligente de vacinar a sociedade contra o politicamente correto e agradece aos céus por “ter vindo ao mundo com esse espírito de porco cravado em mim”.


Marcelo Tas incrementou o início do debate citando o caso do humorista americano que foi demitido porque fez uma piada com a tragédia no Japão. “É a mesma coisa que demitir um dentista porque ele arrancou um dente”, compara.

O programa que ele apresenta atualmente, o “CQC”, vive sendo pressionado pelas autoridades e tendo problemas de restrição de liberdade dentro do Congresso Nacional.

“Acho isso uma grande piada. Normalmente, quando os caras nos restringem eles falam que nós não podemos ser levados a sério e o presidente do Congresso se chama José Sarney”, alfineta o jornalista.




Foto: Marcelo de Jesus

O jornalista Leandro Narloch, autor do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Leya, 2009), que está há mais de 60 semanas nas listas dos mais vendidos do país, iniciou o quarto e último painel do seminário Liberdade em Debate, “Politicamente correto e liberdade de expressão” citando uma frase do líder Che Guevara (“Executamos e executamos mais. Nosso regime é um regime de morte”) e provocando: “Hoje as pessoas usam camiseta com a imagem dessa pessoa estampada e eu que sou politicamente incorreto?Não. São eles”.

Os politicamente incorretos não são contra as minorias ou a prosperidade do Brasil, diz.


Narloch diz que a história tradicional reservou dois lugares para os negros e os índios: ou eram submissos ou heróis rebeldes que morriam em prol da liberdade.

“Na verdade, existiam os negros alforriados que capturavam escravos e era muito comum os brancos entregarem armas de fogo para os negros fazerem a segurança de suas terras. Isso deixa claro que existiam muitas personalidades. “Devemos mesmo lutar é contra as pessoas que tentam impor docemente um ideal de política pública. Devemos lutar, sobretudo, para que não imponham para nós um ideal de felicidade pública”.

16 de março de 2011

À espera do Big One

À espera do Big One

Por Fernanda Ezabella

Sempre que tem um terremoto mundo afora, os jornais da Califórnia se perguntam: o que podemos aprender com Haiti? Com Christchurch? E agora, Japão?

É que na Califórnia existe a famosa e perturbadora falha de San Andreas.

É questão de tempo, alguns dizem 30 anos, para acontecer o "Big One", que poderia matar milhares de pessoas só na região ao sul do Estado, como Los Angeles, San Bernandino e Riverside.

Desde que me mudei para cá, passei a pensar no Big One. E, neste final de semana, finalmente comecei a fazer pesquisa sobre os apetrechos que preciso ter em casa, no caso de um grande terremoto.

Meu namorido, que mora aqui há quase 20 anos, sabia de cor todas as recomendações básicas:

- ter dinheiro vivo guardado na casa (porque os caixas eletrônicos não vão funcionar)

- ter um estoque de água e comida (sempre citam frutas enlatadas e pasta de amendoim)

- deixar sempre ao lado da cama um par de sapatos

- pregar na parede todos os armários, prateleiras e coisas que podem cair na sua cabeça

- andar com o carro sempre com meio tanque cheio

- e, claro, ter um kit de primeiros socorros na mão.


Bom, apesar de saber de tudo isto, não adotamos absolutamente nenhuma regra. Fomos então fazer compras.

Descobrimos um mercado imenso para lucrar com a paranoia. Uma montanha de sites que ensinam como se preparar e o que fazer. E um bando de malucos que realmente aguardam o apocalipse.

Mas achamos coisas interessantes na Amazon:

-- um aparelho que funciona como rádio, laterna e carregador de celular e lap top, basta só girar uma manivela (US$ 20 dólares!).

-- Cobertores térmicos caso seja preciso dormir na rua (e aqui vai um desabafo, minha casa fica num penhasco, de frente pro letreiro de Hollywood, mas num penhasco. Medo).

-- filtro de água emergencial

-- um kit de refeições "desidratadas" para 72 horas de emergência. Vem com três cafés da manhã, três pratos de vegetais, dez pratos de janta e almoço.
É só acrescentar água e mandar ver. Data de validade: 7 anos (!!). Preço: US$ 45 dólares.

Nestas conversas preparatórias de terremoto e previsão apocalíptica, sempre surge o tema "arma". Deveríamos ter uma em casa? Afinal, é legal e pode vir a calhar se Hollywood Hills virar terra de ninguém.

Eu sou contra e adiei o debate até a chegada do kit de refeições.

14/03/2011

Inversão de culpa


Por Dora Kramer

O Estado de S.Paulo


O PT abriu o ano de 2011, para quando inicialmente estava previsto o julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), disposto a ajudar os réus - pelo menos os seus - a se livrar das acusações de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outras.


Adepto das críticas à "judicialização da política", como se convencionou qualificar genericamente decisões judiciais que atrapalham interesses políticos, o PT patrocina a politização do processo resultante de denúncia da Procuradoria-geral da República em 2007.

Esse movimento, obviamente com o objetivo de influir na decisão dos ministros do STF mediante uma absolvição à moda da casa, é percebido no tratamento dado aos principais (do ponto de vista político-partidário) réus.

José Dirceu, o "chefe da quadrilha", nas palavras do autor da denúncia e então procurador-geral Antônio Fernando de Souza, voltou a integrar o diretório nacional do partido.

Com ele haviam sido afastados e também retornaram João Paulo Cunha e José Genoino. Este último recentemente assumiu o posto de assessor especial do Ministério da Defesa e Cunha, para espanto geral, foi levado à presidência da Comissão, note-se, de Constituição e Justiça da Câmara.

Um grupo expressivo, do qual faz parte o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, defende a volta do ex-tesoureiro e figura símbolo do escândalo, Delúbio Soares, ao partido argumentando que as penas não podem ser "eternas".

Argumento que convenientemente deixa de lado o fato de que a Justiça ainda não se pronunciou. Para o PT o importante é que esse pronunciamento ocorra em um ambiente já insensível aos acontecimentos de 2005, permeado pela impressão geral de que já houve punição suficiente e a conta foi devidamente paga.

Não bastasse, agora que o julgamento foi remarcado para 2012, o PT começa a pôr sob suspeita a isenção do Supremo, difundindo a tese de que julgamento em ano de eleições pressupõe inevitável parcialidade.

Um truque. Bem engendrado, mas insuficiente para convencer alguém de que a culpa de eventual condenação terá sido dos juízes e não dos réus.

Nuclear. O ex-deputado do PV Fábio Feldmann, hoje consultor para assuntos de meio ambiente, compartilha da convicção dos que veem no risco de desastre na usina de Fukushima o início do fim do uso de energia nuclear.

"Se o Japão que é tido como o país mais eficiente na segurança e prevenção está sob a ameaça de uma tragédia nuclear, o que dizer do restante do mundo?", questiona Feldmann, para quem o que ocorre agora no Japão confirma o que os ambientalistas dizem há anos sobre os perigos dessa fonte de energia.

Espasmo. A proposta de criação de uma comissão no Congresso para discutir o destino das usinas nucleares no Brasil pode até ser cheia de boas intenções, mas é o tipo da falsa providência.

Sempre que há algum acontecimento de repercussão aparece a sugestão de se criar um grupo de discussão no Parlamento. A comissão para debater a última crise econômica mundial foi instalada com ares de grande evento. A respeito da qual nunca mais se teve notícia.

O Legislativo brasileiro prestaria melhor serviço se, no lugar de simular interesses grandiloquentes, se interessasse por solucionar problemas mais urgentes. Como, por exemplo, a recuperação da credibilidade do Poder.

À margem.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, está escandalizado com a atitude da Câmara dos Deputados que simplesmente resolveu não cumprir decisão do STF que assegura a posse dos suplentes de deputados conforme a ordem dos eleitos pelos partidos e não pelas coligações.

"Se um Poder não cumpre uma determinação da Justiça, é de se imaginar que o cidadão comum acredite que igualmente não seja preciso obedecer ao que diz a lei e ao que decide o juiz", diz o ministro.

16 de março de 2011

Coroa

terça-feira, 15 de março de 2011

Pedido de desculpas


Cúpula de usina nuclear no Japão se curva como pedido de desculpas

A alta cúpula da Tokyo Electric Power Co. (maior concessionária de energia elétrica do Japão) se curvou nesta segunda-feira,14.03, para se desculpar com a população japonesa pelos acidentes na usina nuclear de Fukushima.

O vice-presidente Sakae Muto (à direita) e outros executivos tiveram essa atitude durante uma entrevista coletiva em Tóquio.

Na segunda-feira houve uma explosão de hidrogênio em um reator da usina

Extra

HISTÓRICO!!! Obama, quem diria...??

O mito em declínio na praça



O presidente dos EUA, Barack Obama, fará um discurso na Cinelândia no domingo.

Pois é…

O Babalorixá de Banânia sempre achou que o presidente americano tinha uma certa inveja da sua popularidade.

Será que isso tem uma pontinha de verdade?

Em troca, ele deveria exigir a oportunidade de falar a milhões de americanos em frente ao Capitólio. Seria uma troca justa…

Dizer o quê?

As chances de Obama ser ovacionado pelas massas são maiores hoje no Brasil do que nos EUA. Por lá, definitivamente, ele não é “o cara”. Discurso na Cinelândia, é?

A minha profecia de quando Obama era ainda um pré-candidato do Partido Democrata está se cumprindo: ele tem, assim, um jeito bem Terceiro-Mundo de fazer política. Fosse Dilma Rousseff, eu tomaria um banho de sal grosso.

O última discurso estrepitoso do presidente americano em solo estrangeiro — com transmissão para quase todo o mundo muçulmano — se deu na Universidade do Cairo, no dia 4 de junho de 2009. Hosni Mubarak, o então principal aliado dos EUA no Oriente Médio, estava forte como uma rocha… Não faz dois anos!

Obama falará na Cinelândia, irá ao Corcovado e, consta, visitará Cidade de Deus para conhecer uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Internamente, sua presença será explorada como a reaproximação do Brasil com os EUA, mais um sinal de uma mudança de prioridade na política externa brasileira etc.

A mudança até pode estar em curso, mas não por isso.

A visita vinha sendo planejada havia bastante tempo.
O governo americano achou melhor que ela ocorresse depois da eleição.

O presidente dos EUA certamente fará um de seus discursos contundentes, grandiosos, com aquela sua vocação para olhar o infinito, com queixo de estátua. Se retórica e “porte” ajudassem a governar o país — no seu caso, uma boa parte do mundo —, ele certamente seria o grande destaque da Casa Branca desde John Kennedy. Mas não ajudam.

Falar na Cinelândia evidencia que Obama continua a ser, sem dúvida, o rei do marketing, um político formado já na era das celebridades. A exposição é mais sintoma de uma crise do que expressão de uma fortaleza.

O que terá acontecido, por exemplo, a Muamar Kadafi no domingo?

Estará levando uns piparotes da Otan?

Seus aviões terão sido derrubados pelos EUA para fazer cumprir uma eventual zona de exclusão aérea?


Terá sofrido um golpe de estado desfechado por militares ou, para desânimo quase geral, estará botando para correr o governo oposicionista de Benghazi?

Seja lá como for, Obama já deixou a marca, a um só tempo, da precipitação e da hesitação; da parolagem excessiva e da inação.
Foi ligeiro para mandar antigos aliados às favas; está sendo paquidérmico na tentativa de costurar uma saída.

O presidente americano tem se mostrado ruim pra chuchu em matéria de mundo real; seu discurso, não obstante, está sempre pleno daqueles amanhãs gloriosos, de que voltaremos a ter notícia no domingo.

Um líder em precoce declínio busca na praça de um país da América Latina, que está longe de ser uma de suas prioridades, ecos daquela onda quase mística que o levou ao poder.

O Lula de verdade acredita ser mesmo o Lula de ficção.

É bem possível que Obama também acredite ser Obama…

Ah, sim: seu discurso será fatalmente “histórico”!!!



15/03/2011

Risco de uma catástrofe nuclear no Japão.



Segurança nuclear
Primeiro-ministro amplia área de alerta radioativo em meio a temor de uma catástrofe nuclear no Japão




TÓQUIO - Uma nova explosão de hidrogênio no reator número 2 e um incêndio no reator número 4 do complexo nuclear de Fukushima I (Dai-ichi) aumentaram o risco de uma catástrofe nuclear no Japão.

Em um breve pronunciamento à nação, na manhã desta terça-feira (hora local), o primeiro-ministro Naoto Kan, admitiu que os níveis de radiação liberados após o terremoto de 9 graus de magnitude que atingiu o país na sexta-feira já podem causar riscos para a saúde.


Ele pediu a retirada de todos que moram a até 20 quilômetros da usina e advertiu aqueles que moram num raio de 20 a 30 quilômetros do complexo que não saiam de casa.


- O risco de vazamento deve aumentar após a explosão - disse o premier.


Segundo os sites dos jornais "Asahi Shimbun" e "Yomiuri Shimbun", que estão entre os principais do país, o nível de alerta em Fukushima teria passado do nível quatro para o seis, sendo sete o nível mais alto da escala internacional, como o desastre de Chernobyl, em 1986.


O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, explicou que a explosão no reator número 2 afetou a piscina de condensação destinada a impedir a fuga de elementos radiativos em caso de acidente, elevando para 8,217 microsieverts os níveis de radiação no local - quantidade oito vezes maior que a permitida.

Uma espessa nuvem de fumaça encobriu a usina, que foi evacuada imediatamente pelos funcionários da Tokyo Electric Power Company (Tepco).


Os engenheiros trabalhavam sem parar desde a noite de segunda-feira tentando justamente resfriar a estrutura, cujo superaquecimento, estimado em cerca de 1.900 graus Celsius, já havia provocado o derretimento parcial de parte das varetas metálicas que conduzem o combustível (urânio enriquecido)




- Não posso dizer que a situação é estável -
advertiu o porta-voz, acrescentando que a possibilidade do total derretimento dos reatores 1,2 3 não podia ser descartada.




De acordo com a Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão, o impacto da explosão deixou expostas as varetas de combustível do reator.

O maior temor é que as paredes de contenção do reator tenham sido danificadas - o que tornaria Fukushima uma versão contemporânea da usina de Chernobyl, que não tinha essa proteção contra o escape de material radioativo.


Mais cedo, embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha considerado "improvável" uma catástrofe comparada à de Chernobyl, o governo do Japão pediu ajuda à entidade e aos Estados Unidos - além de anunciar a distribuição de 230 mil tabletes de iodo, usados em casos de exposição à radiação, aos moradores de um raio de 20 quilômetros do complexo nuclear.


A dificuldade japonesa de controlar as falhas também levou a França a afirmar que o acidente é mais grave do que admitem as autoridades locais.



15/03/2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão: Problemas de refrigeração de um terceiro reator


Depois da explosão esta manhã no reator número três da central nuclear de Fukushima Diachi, as autoridades anunciam que o sistema de refrigeraçâo do reator número 2 deixou de funcionar.


­O Japão está numa corrida contra o tempo para evitar um acidente nuclear de proporções catastróficas.
Aqui.


14/03/2011

Obama chega no sábado, domingo pega praia no Rio

BRASIL – ESTADOS UNIDOS

O presidente americano, Barack Obama, desembarca em Brasília no dia 19, sábado, para uma visita de dois dias. Como Lula fazia uma política de morde assopra, a diplomacia americana achou mais coerente esperar pelo próximo presidente.

Surpreendentemente, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff tem acenado com uma política externa bem mais alinhada com os americanos que o seu antecessor.

Quem diria?

Entre outras coisas, já criticou indiretamente Ahmadinejad, tem mantido uma distância prudente de Hugo Chávez e por último tem dado amostras de apoio a linha adotada por Washington na atual crise dos países árabes.
Foto: Pete Souza /White House

Obama, começa pelo Brasil, sua primeira viagem à América do sul

Fontes: R7, Blog do Reinaldo Azevedo, Super Interessante , Estadão, Estadão, Folha de São Paulo, Blog do Jamildo, ”thepassiranews”, AFP, G1, BBC Brasil, Blog do Noblat

O presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama começará sua visita oficial ao Brasil, desembarcando na Base Aérea de Brasília neste sábado 19, às 8h. Estará acompanhado da mulher, Michelle Obama, e das duas filhas, Malia e Sasha.

No dia seguinte, 20, tem agenda no Rio de Janeiro de onde embarca para o Chile sua segunda e última etapa da viagem pela América do Sul.

Protocolarmente, às 10h será recebido com todas as honras de Chefe de Estado. Subirá, acompanhado da Presidenta Dilma Rousseff, a rampa do Palácio do Planalto, após revista as tropas, dos dragões da Independência, que desfilarão em sua homenagem. Ouvirá o Hino Nacional Brasileiro e lgo9 após será saudado com uma salva 21 tiros de canhões.

Seu primeiro compromisso em terras brasileiras, como não poderia deixar de ser, será uma reunião privada com a presidente Dilma Rousseff, em seguida ampliada com a participação de ministros brasileiros e seus correspondentes americanos, quando serão assinados protocolos e tratados comerciais.

Seguindo a programação, será servido um almoço no Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) com a presença de dez grandes empresários brasileiros: as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht; a Coteminas, maior empresa têxtil do país; a Cutrale, gigante na produção de suco de laranja; a fabricante de aviões Embraer; a siderúrgica Gerdau; a mineradora Vale; a Stefanini, que atua na área de tecnologia da informação; a Aracruz, produtora de papel e celulose; e a Votorantim, conglomerado com braços nas áreas de cimento, mineração e metalurgia, siderurgia, celulose e papel, entre outros.
Foto: Divulgação

Em Brasília, a comitiva do presidente dos EUA ficará no hotel O hotel Golden Tulip (antigo Blue Tree), as margens do Lago Paranoá com vista para o Palácio da Alvorada, residência atual da presidenta Dilma Rousseff

No domingo (20), Obama reunir-se-á com o governador Sérgio Cabral e visitará uma Unidade de Polícia Pacificadora em um dos morros carioca (o local ainda não foi divulgado). Está previsto também que o presidente americano, Barack Obama, fará, no Rio de Janeiro, um discurso “aberto ao público e dirigido a todo o povo brasileiro", em local, também ainda não divulgado.

Após os eventos oficiais Obama e a família, a esposa Michele e as filhas Sasha, de 11 anos, e Malia, de 9 anos, terão um fim de tarde turístico, espera-se que eles visitem o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e uma praia.

A visita de Obama ao Rio, com essa programação, é uma importante propaganda e respaldo de constatação de segurança, para os eventos internacionais previstos para os próximos anos como a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, na Cidade Maravilhosa.

Os acordos assinados por Obama, na sua visita ao Brasil, inclui um leque de projetos e pretensões diversas, como por exemplo, parceria para ajudar países africanos menos favorecidos a se desenvolverem; a construção conjunta de um satélite de monitoramento do
Pré-sal, petróleo em águas profundas,
na mira dos americanos

clima e a possibilidade de os brasileiros que trabalham e pagam previdência nos EUA ao resolver voltar para o Brasil, poderão resgatar o que pagou no território americano e contar como tempo de serviço, na previdência brasileira.

O mais importante, porém, é que os governos, brasileiro e americano, estarão na ocasião, iniciando negociações envolvendo o petróleo do pré-sal.

O jornalista Carlos Tautzm comenta no Blog do Noblat:

“No longo prazo, o objetivo dos Estados Unidos seria fazer do Brasil o substituto dos instáveis países do Oriente Médio e da Venezuela, na condição de principal exportador de óleo aos EUA”.

E continua:

“Afinal, o mercado americano quer se livrar dos problemas que enfrenta com suas importações petrolíferas, sempre ameaçadas por convulsões em países árabes e muçulmanos ou pela eventual mudança de orientação política, como na Venezuela nacionalista de Chávez”.

Por outro lado, o Brasil, que vai precisar de muito dinheiro para realizar a exploração de petróleo em águas profundíssimas e um parceiro como os americanos são muito bem vindos.

De grande interesse público e político os temas do fim de visto nos passaportes dos brasileiros que pretendem visitar os Estados Unidos e o apoio do governo americano para que o Brasil tenha assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, poderão, segundo alguns, ser a grande frustração dessa visita.

Especula-se que serão anunciadas facilidades para a obtenção do visto, mas não a sua extinção definitiva.

Quanto o apoio de Obama ao Brasil no Conselho de Segurança da ONU, as especulações são maiores e mais acirradas. Caso o americano não expresse o seu apoio ao Brasil, como já fez a Índia, ao Japão e a Alemanha, a visita poderá se transformar em uma derrota da política externa brasileira.

Eliane Oliveira, comenta no O Globo:

”Segundo uma fonte do Departamento de Estado, a mudança na posição de Washington é uma possibilidade remota. Seria um “milagre”. Para o governo americano, o Brasil cometeu um “pecado mortal” ao votar contra a resolução do Conselho de Segurança sobre novas sanções ao Irã, em junho.”

”A iniciativa brasileira teria sido mais grave que a insistente busca pelo acordo nuclear com o Irã porque “comprometeu a própria credibilidade do sistema” e deu mostras da contaminação das decisões mais sensíveis de política exterior do País pela personalidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-chanceler Celso Amorim. “Foi uma burrada”, disse a fonte”.

”Para o Departamento de Estado, ainda não está claro se o governo de Dilma Rousseff, como continuidade da administração Lula, preservará a mesma linha de ação na área externa”- conclui Eliane Oliveira.

Pelo estilo Obama e as condições políticas do momento, “thepassiranews” aposta que o americano vai dizer "sim" as duas pretensões brasileiras: cancelará a necessidade de visto para entrada de brasileiros em território americano e declarará apoio a entrada do Brasil, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

O gesto de Obama é será só um gesto, não significam compromissos que não possam ser revistos posteriormente, se as coisas não estiverem andando no seu agrado.


Os brasileiros, liberados do visto, poderão injetar bilhões de dólares a mais no negocio do turismo americano

Aparentemente o apoio de Obama é um sinal de prestígio para o Brasil, mas na realidade representa muito mais interesses americanos: brasileiros com vistos facilitados gastarão muito mais dólares nos Estados Unidos.

Em 2009, 890 mil brasileiros gastaram R$ 4,4 bilhões nos Estados Unidos, dando ao Brasil a 7ª posição no ranking dos maiores visitantes. No ano passado, o número de brasileiros saltou para 1,2 milhão.

O fim da exigência do visto poderia gerar R$ 10,3 bilhões de receitas extras aos americanos, pelos cálculos da US Travel Association.

Em tempos de crise esse dinheiro é extremamente importante, para os americanos.

Quanto ao tema de apoiar o assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, com direito a veto as decisões mundiais, Obama está seguindo apenas a enxurrada, pois a geopolítica do mundo atual, não comporta mais o Conselho apenas restrito aos EUA, Rússia, Reino Unido, França e China.

Foto: Divulgação


O Brasil disposto a pagar caro para ter um assento permanente no conselho de Segurança da ONU

O americano espera tirar proveito por ser ele o fiador dessas nações, novos ricos encantados com a bajulação e ávidos por poder.

Continuamos a afirmar que as pretensões brasileiras nascida no governo FHC e abraçadas por Lula, de ser membro permanente do Conselho de segurança da ONU, além de não trazer nenhuma vantagem nem para o Brasil nem para os brasileiros.

Gera gastos enormes, atrai, para o nosso território, o terrorismo internacional e faz o governo, no meio de tantos problemas nacionais, ter que gastar energia e tempo opinando em questões, completamentamente, desassociadas dos interesses brasileiros.

Jaqueline Roriz, que tem professor em casa, demonstra ter sido boa aluna também do PT


Era batata!

O PT também significa um importante instrumento histórico da deseducação política.

Leiam isto:

“Durante a campanha eleitoral de 2006, estive algumas vezes no escritório do senhor Durval Barbosa, a pedido dele, para receber recursos financeiros para a campanha distrital, que não foram devidamente contabilizados na prestação de contas da campanha”.

É trecho da nota divulgada pela  deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) para justificar a dinheirama que recebia do notório Durval Barbosa. Ele diz ter outras fitas. Pouco importa se havia campanha ou não.

Para a desculpa da moça, serve.

Por quê?

Ora, “companheiros”, ela não está fazendo nada mais, nada menos do que fez Delúbio Soares, não é mesmo?

É que, no caso dos petistas, faltaram as fitas que tão bem ilustram a situação. Mas notem que até o vocabulário é o mesmo.

Delúbio chamava a grana do mensalão do PT de “recursos não-contabilizados de campanha”, e Jaqueline, de “recursos financeiros para a campanha distrital”.
Esta senhora, para o bem da política e do Distrito Federal, tende a ser esmagada pelos fatos.

Seus colegas do PT deram mais sorte.
José Genoino é assessor especial do Ministério da Defesa.

João Paulo Cunha é presidente da CCJ da Câmara.

E José Dirceu é uma bem-sucedido consultor de empresas privadas e continua chefão do PT.

E Lula, bem, Lula é professor de Deus mundo afora.


14/03/2011

Lula oferece "modelo" corrupção para o Oriente Médio...





A palestra se resume em si próprio.

Lula fala dele o tempo inteiro, e conta sobre seu governo imaginário. Ele pensa que fez alguma coisa importante para o país. Lula apequenou o cargo de presidente da república. Nunca mais seremos os mesmos. 

Se você tiver bom estômago, o vídeo está na matéria que segue abaixo...

Divirtam-se!
Movcc/Gabriela


Lula diz que o Brasil é ‘modelo’ para o Oriente Médio



Lula realizou neste domingo sua segunda palestra como ex-presidente. Deu-se no Qatar, em fórum promovido pela emissora de TV árabe Al Jazeera.


O mote do evento foi resumido numa frase seguida de interrogação: "O mundo árabe em transformação: o futuro chegou?"


A despeito da definição prévia do tema, Lula dedicou o grosso de seus 40 minutos de microfone a si e ao seu governo.


No pedaço em que abordou a encrenca das ditaduras sob pressão, absteve-se de mencionar casos concretos.

Não citou os ditadores já derrubados –Hosni Murabak, no Egito; e Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia.


Tampouco fez menção ao líbio Muamar Gaddafi, às voltas com uma revolta popular que descambou para a guerra civil.

Lula limitou-se a saudar como positiva a “sede” de mudanças que sacode a região. E disse que a democracia brasileira pode servir de “modelo” para o Oriente Médio.

A certa altura, Lula realçou sua origem humilde. Definiu-se como “produto” da democracia.

O ex-soberano falou sobre seus dois reinados. Enumerou as realizações. Entre elas a distribuição de renda, a expansão do crédito e o aumento do acesso à educação.

Repisou pregações antigas. Por exemplo: a defesa de "uma nova ordem política e econômica" mundial e de "mais liberdade e igualdade" no planeta.

Reiterou a posição sobre o Conselho de Segurança da ONU. Precisa ser reformulado, disse. A composição atual não reflete “a nova geopolítica mundial".

Repetiu, de resto, as críticas às maiores economias do planeta. Responsabiliou-as, uma vez mais, pela crise financeira de 2008.

A exemplo do que fizera na primeira palestra, contratada pela multinacional coreana LG, Lula foi comedido nos improvisos, atendo-se ao escrito.

Da LG, Lula recebera R$ 200 mil por 40 minutos de palestra. A Al Jazeera não informou se teve de pagar cachê.

- Serviço: A quem interessar possa, a palestra de Lula pode ser assistida aqui.

Para poupar tempo, avance o vídeo até 20min55s.

É quando a coisa começa.

MAIS DOIS NAVIOS DA MARINHA DOS EUA SE APROXIMAM DA LÍBIA

Do Cairo, vem a notícia de que o submarino nuclear 'Providence' e o destróier 'Mason', da marinha de guerra dos EUA cruzaram ontem o canal de Suez, procedentes do Mar Vermelho, aparentemente com o objetivo de tomar posição em águas internacionais do Mediterrâneo ao longo da costa da Líbia.

A informação é de fontes do governo egípcio sob a condição de anonimato, uma vez que não estão autorizadas a falar com a mídia.


Tais fontes declararam que os vasos de guerra fazem parte de um grupo naval capitaneado pelo porta-aviões Enterprise, que transporta caças a jato capazes de criar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.



O porta-aviões SS ENTERPRISE se aproxima da Líbia

Além dos aviões, o Enterprise está equipado com uma frota de helicópteros tanto de combate como de suporte médico e logístico.

Nele estão também o grupo de operações anfíbias especias do Kearsarge, composto de dois mil 'marines' (que são fuzileiros navais americanos).


Esses vasos de guerra aumentarão a frota dos EUA estacionada no Mar Mediterrâneo que é atualmente de cinco a seis navios de guerra, numa movimentação de aproximação do litoral norte da Africa que começou a ser feita pelo Pentágono na primeira semana do mes em curso, embora a decisão de criar a tal zona de exclusão aérea sobre a Líbia, ou mesmo de uma intervenção militar da OTAN com o aval do Conselho de Segurança da ONU, ainda não tenha sido tomada.

Fonte: agências de notícias Associated Press e ANSA


Saudações,


Francisco Vianna

domingo, 13 de março de 2011

Governo compra banheira com hidromassagem, cromada, para Dilma Roussef



Milton Júnior
Do Contas Abertas
Por PB

A semana foi de reforma no toilette da Presidência da República.

O órgão comprometeu R$ 6,3 mil para a aquisição de diversos acessórios, entre eles cubas de embutir, também conhecidas como pia ou lavatório, tampas e assentos de vasos sanitários, saboneteiras e duchas.

O item de maior curiosidade, no entanto, é a banheira com hidromassagem, na cor branca e com acessórios cromados, que custará quase R$ 1,4 mil.

O fornecedor dos artigos será a Irmãos Soares, que não precisou passar por licitação para conquistar a preferência da Presidência. Já o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República preferiu aproveitar a curta semana pós-carnaval para emprenhar (reservar no orçamento) R$ 1,6 mil para a compra de 144 bolsas.

O custo de cada uma varia entre R$ 10 e R$ 12, mas todas deverão ser pretas, “acolchoadas internamente em espuma pack 4 mm, com alça de mão e identificador frontal e fechamento em zíper de alta resistência”.

No Senado, os primeiros passos da reforma política começam a surgir. Mas a reforma que realmente deve emplacar na Casa será a de oito apartamentos funcionais. Ao custo total de R$ 550 mil, a empresa Metalum Engenharia irá reformar os apartamentos 402 e 404 do bloco C, 101, 403 e 603 do bloco D e 101, 203 e 301 do bloco G da SQS 309, em Brasília.

Para quem não está familiarizado com as siglas da capital, basta saber que se trata de uma quadra nobre destinada exclusivamente a imóveis funcionais de parlamentares.


Clipping, Contas Abertas, UOL, domingo.


Nota do editor - Até o meio da tarde deste domingo o Cpers nada manifestou sobre a compra da banheira com hidromassagem, toda cromada.

Fechando o domingo


 
Números da ANCINAV

Criada pelo governo da quadrilha com o intuito de fiscalizar a produção artística nacional para, determinar o que se podia ou não ser assistido pelos irresponsáveis brasileiros, a ANCINAV divulgou números reveladores.

Vamos à eles:

1) AVATAR – 393 salas – 6.2 milhões de expectadores
2) ALVIM E OS ESQUILOS – 280 salas – 5.0 milhões
3) ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS – 230 salas – 4.3 milhões
4) CHICO XAVIER – 392 salas – 3.4 milhões
5) XUXA – MISTÉRIOS DA FEIURINHA – 210 salas – 1 milhão
6) BRUNA SURFISTINHA ( APENAS 3 SEMANAS EM CARTAZ ) – nº de salas não divulgado – 1.200 mil
7) LULLA, O FILHO DO BRASIL (??) – 360 SALAS – 800 mil

Extrai-se daí, o seguinte:

O brasileiro adora ficções, desenhos, fantasias, espiritualidade, bobagens e sacanagem.

Mas detesta história de trapaceiros, mentirosos, enganadores, alcoólatras e pelegos vagabundos.

Nessa irremediável ordem.

Pelo menos é algo de bom.
Falta acordar para o resto.
 13 de Março de 2011

Três razões para alterar o Código Florestal


Prof. MSc. Ciro Siqueira

Razão Nº 1. A estúpida troca:


Segundo estudos do Prof. Gerd Spavorek existem hoje no Brasil:


85 milhões de hectares de áreas produtivas que terão que ser destruídas para recomposição de florestas;

104 milhoes de hectares de florestas que podem ser legalmente desmatados para produção agrícolas; Ou seja, o Código Florestal atual exige a destruição de áreas agrícolas (85 milhões de hectares) para o plantio de florestas por engenharia, mas autoriza o desmatamento de florestas naturais para produção agrícola (104 milhões de hectares).

Razão Nº 2. A culpa dos inocentes:


Imaginem que um fazendeiro da Amazônia que tinha uma área de 1.000 hectares com 500 hectares desmatados LEGALMENTE em 1965, viajou para o Rio de Janeiro, arranjou uma namorada e teve um filho carioca. Esse filho que nasceu em 1966 e nunca conheceu o pai tem hoje 45 anos, nuca pisou na Amazônia e nunca derrubou uma árvore. Por ter herdado a fazendo do pai, ele está obrigado a recompor a Reserva Legal do imóvel até o limite de 80% imposto pela lei hoje.


Repare que ninguém cometeu crime algum. O pai desmatou quando era permitido. Em 1965 podia-se desmatar legalmente na Amazônia até 50% de cada imóvel. O filho nunca desmatou nada, nem teve terra na Amazônia. Mas a lei hoje exite 80% de Reserva Legal e por ter recebido a fazenda de herança, o filho hoje é culpado. Se não corrigir o crime que, simplesmente surgiu, estará sujeito a multa e imputação por crime ambiental.


Razão Nº 3. A função social distorcida:


Imaginem duas fazendas. Uma, a Fazenda Feia, tem o melhor sistema de produção que a tecnologia disponível pode proporcionar. Tem o sistema de produção mais intensivo possível, tem a maior produtividade por hectare, usa pouco adubo, usa pouco agroquímico, tem pouca erosão do solo, faz manejo integra de pragas e doenças, tem todas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) preservadas, mas não tem Reserva Legal.


Agora imagine outra fazenda, a Fazenda Bela, tem o pior sistema de produção possível, baixa tecnologia, baixa produtividade por hectare, usa aduba em excesso, agroquímicos em excesso, tem altos índices de erosão do solo, mas tem todas as APPs preservadas e tem Reserva Legal.


A Fazenda Bela está de acordo com o Código Florestal vigente e cumpre sua função social. Já a Fazenda Feia pratica crime ambiental, pode ser multada pelo Ibama e, a partir do dia 12 de junho próximo, quando entra em vigor a regulamentação da lei de crimes ambientais, não poderá mais acessar crédito e estará sujeita a multas diária.


Em tempo, esse texto foi uma sugestão do Coronel do
Blog Coturno Noturno.

Como meu tempo anda ainda mais exíguo por esses dias e não pude fazer um texto mais completo, tentarei transformar isso numa série. Uma vez por semana haverá aqui um post listando razões para se alterar o Código Florestal.

Prof. MSc. Ciro Siqueira, um especialista que confronta como ninguém os petralhas no debate do Código Florestal

13 de março de 2011