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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A herança maldita sem aspas



A herança maldita sem aspas

“Nós assumimos um país com a inflação fora de controle”, recitou Dilma Rousseff ao longo da campanha eleitoral, depois de decorar aplicadamente outra lição que Mestre Lula ensinou.

Falso.


A inflação andou regurgitando no fim de 2002 em consequência da inquietação causada pela histórica irresponsabilidade do PT, mas em nenhum momento os índices assumiram dimensões perturbadoras.

O dragão enjaulado pelo Plano Real continuou dormindo profundamente.

“Graças ao governo Lula, vou assumir um país com a economia sem problemas”, deu de declamar Dilma depois de eleita.

Falso.

Como demonstra a reportagem de capa de VEJA, a taxa anual registrada pela inflação em janeiro avisa que a fera ameaça acordar de um sono de 17 anos.

O índice oficial de 6.5% já era preocupante. Vê-se agora que a realidade camuflada pelas contas federais é alarmante.

O quilo da carne, o quilo do feijão, o ingresso nos estádios de futebol, os gastos com transportes — é extensa e incontestável a lista dos itens que decolaram espetacularmente no período de 12 meses.

”O poder aquisitivo dos brasileiros subiu”, fantasia o ministro Guido Mantega.

Ainda que dissesse a verdade, aumento de poder aquisitivo não resulta automaticamente em elevação de preços, os americanos estariam pagando 100 dólares por um cachorro-quente.

O país pode descobrir mais cedo do que imaginava que Dilma recebeu de Lula o que Lula fingiu ter recebido de Fernando Henrique Cardoso.

A “herança maldita” de FHC só existiu na discurseira oportunista do chefe da seita e seus devotos.

Dilma vai saber o que é lidar com uma herança maldita sem aspas. Se não sabia de nada, foi uma gerente-geral inepta. Se sabia de tudo, mentiu. E terá de administrar o legado sozinha.

Não adianta pedir ajuda ao padrinho. Ele mora no Brasil Maravilha que registrou no cartório.
 Direto ao Ponto


13/02/2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Presidente do Egito decepciona manifestantes que esperavam sua renúncia imediata.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, discursa na noite desta quinta-feira (10) no Cairo (Foto: AP)

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, discursa na noite desta quinta-feira (10) no Cairo (Foto: AP)


No Egito, Mubarak reafirma que quer ficar à frente de governo de transição

Ele anunciou mudanças na Constituição e disse que quer ficar até setembro.


Do G1, com agências internacionais


O presidente do Egito, Hosni Mubarak, decepcionou os manifestantes que esperavam sua renúncia imediata e confirmou, em discurso nesta quinta-feira (10), que pretende continuar no governo, à frente de uma transição.
Ele afirmou que a transição vai ocorrer "dia após dia" e prometeu proteger a Constituição durante todo o processo.
Mubarak anunciou "procedimentos constitucionais", com mudanças em seis artigos e a suspensão de um sétimo.

Ele disse que propôs emendas aos artigos 76, 77, 88, 93 e 189, e cancelou o 179, que dava poderes extras ao governo em caso de combate ao terrorismo.


Ele disse que iria transferir poderes ao vice-presidente Omar Suleiman, segundo a Constituição, mas não esclareceu quando, até que ponto ou de que maneira isso ocorreria.
Isso seria uma demonstração de que as reivindicações dos manifestantes seriam respondidas pelo diálogo.


Mubarak também disse que o diálogo com a oposição levou a um "consenso preliminar" para resolver a crise.

 
Mubarak também pediu desculpas pela repressão aos protestos de rua dos últimos dias e prometeu punir os responsáveis.

Ele afirmou que entendia e estava de acordo com as reivindicações dos jovens e disse que "não aceitaria ordem externas".


Mubarak também disse que as mudanças pretendem criar condições para anunciar o fim do estado de emergência, sob o qual governa desde o início, em 1981. Ele já havia prometido acabar com a medida, mas sem estabelecer data.


Possível renúncia
O discurso ocorreu em meio a vários relatos, muitos contraditórios,  de que o contestado Mubarak iria renunciar imediatamente, depois de 17 dias de fortes protestos de rua contra seu regime, que já dura 30 anos no país.

Pelo menos 300 pessoas morreram e 5.000 ficaram feridas nos protestos, segundo a ONU.

O clima era antecipadamente de festa no país, mas o discurso foi recebido com frieza nas ruas. Os manifestantes continuavam pedindo sua saída imediata.

Antes do discurso, o Exército anunciou em um comunicado que havia tomado medidas necessárias "para proteger a nação e para apoiar as legítimas demandas do povo".
Dezenas de milhares de manifestantes continuavam reunidos nesta quinta na Praça ahrir, que se tornou um símbolo dos protestos, exigindo a saída de Mubarak.


O ambiente era agitado e alegre entre os manifestantes depois do anúncio do Exército.


Essam al-Erian, representante da Irmandade Islâmica, principal força de  oposição disse temer que um golpe militar esteja sendo tramado no país. Mas depois ele se retratou e afirmou que "ainda era cedo" para falar sobre a situação.


Manifestante comemora anúncio do Exército de que as 'demandas' do povo seriam atendidas, nesta quinta-feira (10), na Praça Tahrir, no Cairo (Foto: Reuters)Manifestante comemora anúncio do Exército de que as 'demandas' do povo seriam atendidas, nesta quinta-feira (10), na Praça Tahrir, no Cairo (Foto: Reuters)
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apagões em alta


Apagões em alta


Editoriais



Governo necessita investir para tornar o sistema elétrico mais robusto e evitar as seguidas quedas de energia, que prejudicam milhões



Após três anos em queda, o número de apagões graves cresceu 90% em dois anos. Em 2010, houve 91 casos em que interrupções de fornecimento de energia ultrapassaram 100 megawatts (MW), o suficiente para abastecer um município de 400 mil habitantes.


Na sexta-feira, cidades de oito Estados ficaram sem luz por até quatro horas, prejudicando cerca de 33 milhões de pessoas. Em 10 de novembro de 2009, outro mega-apagão já havia atingido 18 Estados brasileiros, deixando em torno de 70 milhões na escuridão.

O fato de o sistema brasileiro ser interligado, com transmissão de energia por longas distâncias, é positivo. Possibilita um bom aproveitamento do grande potencial hidrelétrico do país e permite uma distribuição mais racional do que é produzido. A energia é dividida entre Sudeste, Nordeste e Sul, os três principais polos de consumo, de acordo com a demanda e com a geração em cada região do país.

É uma falha gritante, porém, que curtos-circuitos numa única subestação ou a queda de uma das muitas linhas apaguem regiões inteiras. Para evitar isso, é necessário haver, tanto nas linhas quanto nas subestações, o que os técnicos chamam de redundância, ou seja, vias alternativas para contornar obstáculos à corrente.

Ao dizer que o sistema é "robusto", o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, incidiu numa falácia. Se de fato contasse com robustez, no sentido técnico, as panes que surgissem poderiam ser evitadas isolando-se a subestação com problemas. Acontece, no entanto, que a interrupção em algum ponto leva à sobrecarga das outras linhas e a um efeito dominó, que deixa milhões sem luz.

O termo "apagão" popularizou-se no penúltimo ano do governo FHC, em 2001, quando a geração insuficiente de energia levou o país a um racionamento forçado. Agora, como em 2009, trata-se de problemas sérios de transmissão (longa distância) e distribuição (nas cidades). Não há deficit de produção à vista no curto prazo.

O governo Dilma Rousseff precisa modernizar o sistema de transmissão e reforçar sua manutenção, além de investir em novas linhas. Como ex-ministra de Minas e Energia, a presidente sabe que a repetição dos apagões acabará na conta de sua gestão e do injustificável controle do PMDB de Edison Lobão sobre o setor.

Finalmente indicado o novo ministro do Supremo

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Finalmente indicado o novo ministro do Supremo

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça) do Senado deve analisar nesta quarta-feira (9) a indicação do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Luiz Fux para ocupar a vaga deixada por Eros Grau no STF (Supremo Tribunal Federal), onde ele será sabatinado pelos Senadores. Fux chega com a fama de ser durão com os bandidos e flexível em indenizar “vitimas” do regime militar.

Tem amigos influentes e comprometedores, ninguém chega lá sem tê-los, com Antônio Palocci, seu padrinho federal ao cargo, e com Adriana Cabral, a mulher de Sérgio Cabral

Foto: José Cruz/ABr
Luiz Fux, ministro do STJ, vai ocupar, no STF, a vaga aberta desde agosto de 2010, quando Eros Grau se aposentou

O magistrado Luiz Fux, um dos mais influentes ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou a tarde da última terça-feira numa salinha do Ministério da Justiça, convocado às pressas pelo titular da pasta, José Eduardo Cardozo. Fux esperou uma hora. Duas horas. Três horas. Quatro horas. Até que finalmente Cardozo apareceu e o conduziu para a conversa particular com a presidente Dilma Rousseff na Granja do Tono, uma das residências oficiais.

"Estou encaminhando agora sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal", comunicou secamente a presidente. Os dois nunca haviam se encontrado. O ministro não se incomodou com a ausência de amabilidades, muito menos com a espera: há cinco anos ele é candidatíssimo a uma vaga no Supremo. Menos de vime minutos depois, Fux voltava para casa como o 11º ministro do STF.

Quando se encerrarem as formalidades da sabatina à qual ele será submetido no Senado, provavelmente ainda nesta semana, Fux, de 57 anos, começará seu expediente no Supremo, pondo fim a uma penosa vacância na Corte - situação que chegou a estremecer as relações entre o governo e a cúpula do Judiciário.

Transcorreram seis meses entre a aposentadoria do ministro Eros Grau, em agosto, e a conversa de Dilma com Fux. Pode parecer pouco, mas, no relógio do Supremo, é uma eternidade. Os ministros do tribunal são sobrecarregados com um volume colossal de processos. Um ministro a menos significa mais pilhas de papéis para os demais e - pior - permite a ocorrência de empates nos julgamentos.

Foi precisamente o que aconteceu na discussão acerca da Lei da Ficha Limpa, em setembro. Discutiu-se ali, entre outros pontos, se a lei já valeria para as eleições que se aproximavam. Os ministros dividiram-se.

O empate levou o presidente da Corte, Cezar Peluso, a reclamar publicamente da ausência do 11º ministro.
A irritação da maioria dos ministros do Supremo com o governo aumentou com a esdrúxula decisão do agora ex-presidente de negar a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti - que, na prática, havia sido determinada pelo STF.

Fux chega ao Supremo com a missão de suavizar esses atritos recentes. Talvez seja o homem certo para isso. Sua nomeação foi recebida com alívio pelos ministros do STF, com júbilo pelos grandes advogados do país - mas com desânimo pelo Ministério Público.

Carioca, casado, dois filhos, torcedor do Fluminense e jeitão descolado, Fux é um sujeito de hábitos paradoxais. Ouve tanto música erudita quanto sertaneja, lê Freud, mas também obras de auto-ajuda, trabalha doze horas por dia, mas não abre mão da malhação diária muito menos da praia no fim de semana. A índole do novo ministro combina ambição, inteligência, vaidade e astúcia. As duas primeiras características garantiram a ele o primeiro lugar nos concursos da magistratura.

As duas últimas o trouxeram a Brasília em 2001, quando conseguiu uma vaga no STJ. Na capital, Fux aprendeu rapidamente a se relacionar com os poderosos, estabelecendo uma preciosa rede de aliados, entre eles o ministro Antonio Palocci, atual chefe da Casa Civil, que deu o aval à sua nomeação.

Outro apoio político crucial veio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Fux é amigo da advogada Adriana Cabral, mulher do governador do Rio. Em troca do apoio de Cabral, Fux se comprometeu a ajudar na nomeação do desembargador carioca Marco Aurélio Bellizze para o STJ. Bellizze é cunhado do advogado Regis Fichtner, chefe da Casa Civil do governador. Fux conhece bem o valor desse tipo de relação. Ele também fez muitos amigos na advocacia. E compadre do advogado Sérgio Bermudes, que emprega sua filha. O outro filho do novo ministro do STF também é do ramo.

Aos 26 anos, é advogado e sócio de um grande escritório - que também atua no STJ. Fux afirma que sempre se declara impedido nas causas em que advogam o filho ou o amigo Bermudes.

No STJ reproduziu as ambivalências que o definem no campo pessoal. Ao mesmo tempo em que se mostrava um liberal, defendendo indenizações para esquerdistas perseguidos pela ditadura, revelava-se conservador nos processos criminais, nos quais era severamente crítico às investigações promovidas pelo Ministério Público.

O ministro derrubava constantemente ações de improbidade, declarando, por exemplo, que autoridades só podem ser condenadas quando fica provado que houve má-fé - uma interpretação elástica e subjetiva da lei, o que, na prática, dificulta muito a punição do acusado.

Segundo comentário da VEJA "se mantiver essa postura, Fux provavelmente agradará a muita gente, num futuro próximo, no julgamento mais relevante da história do STF: o caso do mensalão'.

"Não é função de um ministro do Supremo, porém, agradar aos outros. Sua função é zelar pela Constituição. O novo ministro, segundo seus futuros colegas de corte, reúne as qualidades que o cargo exige."

Cartão corporativo: Quanto gastou o governo federal entre 2003 e 2010?


PSDB pede informações sobre gastos de ministros com cartão corporativo


SÃO PAULO - O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), protocolou hoje, na mesa diretora da Casa, 37 requerimentos de informação. O tucano quer que cada um dos ministros envie informações sobre a utilização dos cartões corporativos.

Com isso, Dias quer descobrir quanto gastou o governo federal com esse meio de pagamento entre 2003 e 2010, além da discriminação dos gastos e da relação dos funcionários autorizados a realizar essas despesas.

"As informações visam dar mais transparência à forma com que estão sendo efetuadas essas despesas, na tentativa de realizar um controle detalhado desses gastos", disse o líder.

Conforme dados divulgados pelo Portal Transparência, esses gastos triplicaram entre o primeiro e o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

No primeiro mandato, a despesa totalizou 78,4 milhões.

No segundo mandato, por sua vez, o uso dos cartões corporativos somaram R$ 350 milhões.



(Fernando Taquari | Valor)

 07/02/2011

Serra: “Não vou me candidatar em 2012” “Não vou retornar à cena política porque nunca saí dela”



Entrevista
com José Serra, ex-governador de São Paulo no Jornal Valor Econômico

Serra: “Não vou me candidatar em 2012”

  “Não vou retornar à cena política porque nunca saí dela”

Por Cristiane Agostine

Sem mandato eletivo e sem cargo de destaque no PSDB, o ex-governador José Serra (PSDB) afirma que pretende continuar como liderança da oposição no país e trabalhará para que ela seja mais “viva” e “eficiente”. Serra, no entanto, não deixa claro se pretende comandar o PSDB. Diz que não sabe ao certo quando será a eleição interna, mas ressalta que não fará “nenhum gesto” para encurtar o mandato do presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE). Derrotado na disputa presidencial de 2010, Serra descarta candidatar-se em 2012 para a Prefeitura de São Paulo e desconversa sobre suas pretensões eleitorais para 2014.

Abaixo, a entrevista que o ex-go¬vernador concedeu ao Valor, por e-mail:

Valor: Como o senhor pretende retomar à cena política nacional? Quais são os seus planos?

José Serra: Eu não vou retornar pelo simples fato de que não sai dela. É o sentido de vida que escolhi. As formas variam desde que me engajei na política, quando líder estudantil, passando pelo exílio, pela universidade, Congresso e Executivo. O conteúdo é que não varia: servir a nosso povo e ao nosso país. Parafraseando aquele poeta espanhol, o caminho será feito pelo andar.

Valor: O senhor pretende candidatar-se à presidência do PSDB?

Serra: Apesar de todas as especulações sobre isso, devo dizer que a questão é extemporânea. Nem sei bem quando será a eleição. Não vou fazer nenhum gesto que possa, de alguma maneira, encurtar o mandato do presidente Sérgio Guerra. Vou agir como gostaria que agissem comigo. E sempre pensando no interesse do Brasil. E o Brasil precisa de uma oposição com unidade de ação, idéias claras, coragem e disposição para fiscalizar, cobrar, empurrar o governo para as posições que atendam ao interesse dos brasileiros. Vou trabalhar, com minha experiência, meus conhecimentos e minha liderança, para que a oposição seja cada vez mais ágil, mais viva, mais coerente e mais eficiente. Dentro e fora da estrutura partidária. É preciso fazer embate vivo de idéias e propostas. Isso tudo é necessário ao funcionamento da democracia, melhora o país. No Brasil, às vezes, pensa-se que o vencedor leva tudo, “The winner takes all”. Mas não é assim. Tivemos o voto de quase 44 milhões de brasileiros. Perto de 44% dos eleitores que votaram, no segundo turno, apoiaram a nossa proposta. Embora tenha perdido, o PSDB cresceu. Temos de honrar esses votos. Temos de representar esses eleitores. Temos de manter esses eleitores informados e orgulhosos de sua escolha.

Valor: Qual a avaliação do se-nhor sobre a manifestação da ban-cada do PSDB da Câmara em apoio à reeleição do deputado Sérgio Guerra no comando do partido?

Serra: Criou-se um mal-entendido, um equívoco. Se os deputados estão em uma reunião e alguém propõe uma manifestação de apoio ao atual presidente do partido, ê natural que todos apoiem. Todos assinaram. Em nenhum momento se colocou se haveria, ou não, outro candidato. Não era fulano contra beltrano. Eu apoiei a eleição do presidente Sérgio Guerra e o escolhi para coordenar a minha campanha. As assinaturas não devem ser interpretadas como uma manifestação contra mim, ou contra o [senador] Aécio [Neves], ou contra o [ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso], ou contra o [ex-senador] Tasso Jereissati]. Como disse o [governador de São Paulo, Geraldo] Alckmin, ainda é cedo para se decidir sobre a futura direção do PSDB.

Valor: O senhor pretende candidatar-se a algum cargo eletivo nas próximas eleições, em 2012? E em 2014?

Serra: Não vou me candidatar em 2012. E 2014 ainda está muito longe. Seria burrice especular sobre o que vai acontecer daqui a quatro anos. É um erro grave trazer 2014 a valor presente.

Valor: Caso o senhor não pretenda se candidatar à Prefeitura de São Paulo em 2012, qual nome o senhor apoiaria para a disputa?

Serra: Vou apoiar o candidato que o meu partido, o PSDB, indicar.

Valor: Como poderá ser a relação política entre o senhor e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, caso ele migre do DEM para o PMDB?

Serra: Tenho com o prefeito Kassab uma boa relação, pessoal, de amizade, pessoal e política. Mas seria tolo especular sobre algo hipotético, que pode ou não acontecer num futuro ainda in-determinado.

Valor: Como tem sido a sua relação com o governador Geraldo Alckmin? O senhor aprova a aproximação do governo paulista com o governo federal? E concorda com as mudanças que estão ocorrendo em secretarias estaduais, como as de Transportes Metropolitanos, Saúde, Educação, Habitação e Desenvolvimento Social?

Serra: Minha relação com o governador é ótima. Temos conversado com bastante freqüência, e vou torcer e ajudar para que ele faça um excelente governo. Tenho certeza de que “fará. Qualquer governante, de qualquer partido, tem de trabalhar em cooperação com outras esferas de governo, de qualquer partido. O interesse da população deve prevalecer. É assim que eu fiz quando fui ministro, prefeito e governador. É assim que vejo o governador Alckmin agir. Sobre as ações estaduais, não estou preocupado se há esta ou aquela diferença em relação a eventuais decisões que eu tenha tomado no passado. Cada governante tem o seu jeito, seu “timing”, sua visão, sua avaliação e as condições objetivas para trabalhar. Tenho plena confiança de que o governador Alckmin vai fazer uma gestão muito boa. Além da certeza, o governador Alckmin tem o meu apoio, a minha torcida, a minha solidariedade e a minha ajuda, se precisar.

Valor: O senhor tem conversado com o senador Aécio Neves? Acredita que ele poderá ser o grande líder da oposição no Congresso?

Serra: Se ele vai ser ou não um grande líder da oposição no Congresso, depende dele. Ele tem experiência pra isso.

Valor: O senhor disse que passaria a dar palestras, a partir deste ano, como forma de obter recursos. O senhor já começou a dar palestras? Quais foram os convites que o senhor recebeu?

Serra: Vou trabalhar para viver, fazendo palestras, dando aulas e escrevendo. Também sei governar e legislar. Mas, no momento, estou sem mandato.
07/02/2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Amigos do terrorista Cesare Battisti ameaçam pedir o “impeachment” do ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal.


Amigos de Battisti, o bandidão, ameaçam o STF


Amigos do terrorista Cesare Battisti são ousados: além defenderem um assassino cruel, agora ameaçam pedir o “impeachment” do ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal.


É um avanço.

Antes, o bandidão e seus amigos matavam.

Covardemente.

Battisti foi condenado duas vezes à prisão perpétua por quatro assassinatos e por tentar matar um garoto de treze anos que o viu executar o próprio pai.



Governo culpa o rei do baião pelo apagão nordestino

DILMA NO PODER
Governo culpa o rei do baião pelo apagão nordestino

Ficar sem energia elétrica, madrugada à dentro, deixou de ser privilegio dos sulistas. Cumprindo promessa de campanha, a presidenta Dilma, na noite dessa quinta, equiparou os nordestinos aos sulistas estendendo o “privilégio”, antes só reservado aos irmãos do sul do país, de ficar sem energia elétrica madrugada à dentro. De original só o culpado, desta vez elegeram Luiz Gonzaga, o rei do baião, como o responsável pela falha elétrica.

Efeito especial de Toinho de Passira sobre foto de Roberto Stuckert Filho/PR


CASAL APAGÃO - Lobão e Dilma ficam à vontade em meio a um blackout: ela sempre caminhou nas trevas e ele, como todo lobo, gosta de uivar na escuridão

Fontes: Reuters , BAND, O Globo, IstoÉ, O Globo, Estadão, Terra, Correio 24 horas

Oito entre os nove estados nordestinos , desde o estado da Bahia, até o Ceará e parte de Piauí, sofreram na madrugada desta quinta-feira mais um daqueles “apagões” de fornecimento de energia, resultante da incompetência e desleixo dos últimos oito anos de governo petista.

O blackout atingiu 47,7 milhões de pessoas e durou até cinco horas, em algumas cidades, que ficaram as escuras das 23hs do dia 03, até as 4hs do dia 05.

Um apagão não gera apenas desconforto. Ponham-se na conta dos responsáveis pelo funcionamento das redes de transmissão, prejuízos incalculáveis para bares, restaurantes, casas de espetáculos e para setores da indústria que funcionam por 24 horas. O complexo industrial de Camaçari na Bahia teve que as atividades suspensas abruptamente. Pela complexidade do sistema, só vai funcionar na integralidade, novamente, no prazo de 05 dias.

De acordo com o presidente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, Manoel Carnaúba se pode calcular ainda os prejuízos financeiros causados às empresas, mas afirmou que a paralisação representa perdas significantes para a economia da Bahia.

"Ainda é precoce falar em números, mas é preciso lembrar que o Pólo de Camaçari representa 33% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano e um dia parado representa um perda significante".

O apagão causa prejuízos a grosso e varejo. Quebra milhares de equipamentos, põe em risco pacientes em hospitais, proporciona boas oportunidades a criminalidade e deixa em risco a vida e o patrimônios dos cidadãos.

Pior que o apagão é ouvir no dia seguinte as explicações do filhote de Sarney, o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Sem saber distinguir entre um interruptor e uma tomada, o Ministro, já experiente em dá explicações sobre o evento, desta vez acusa como responsável uma falha no circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco. Pelo visto, vão acabar repassando a culpa para o Rei do Baião, que nunca causou nem sofreu nenhum apagão durante toda a sua vida.

Lembrar que um mini apagão de uma hora, aconteceu, na região nordestina, há menos de um ano. Foi mais abrangente, pois atingiu também a terra do Ministro Lobão, o estado do Maranhão, que foi poupado, desta vez. Naquela ocasião, oficialmente, o culpado foi um galho de árvore.

O ministro Lobão, aos berros, disse, nesta sexta, aos jornalistas, que o sistema operacional do setor elétrico do Brasil é o melhor do mundo. Parecia querer ganhar no grito:

“O nosso sistema funciona muito bem. Tem falhas? Tem falhas, tem falhas em todos os sistemas do mundo", disse como se falasse para os seus eleitores do curral eleitoral de Mirador, sua terra natal.

A presidenta Dilma mandou emitir nota dizendo que o caso vai ser apurado (!?) e mandou os seus amigos do sistema Eletrobrás ficarem atentos para falhas como essa não voltarem a acontecer.

Só que, quem vai apurar é o próprio governo, naquele estilo de investigação que investigou as irregularidades da ex Ministra Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra e concluíram pela inocência.

Uma correta investigação iniciaria com um pedido de explicação sobre a volta de Edison Lobão ao Ministério da Minas e energia, depois de sua desastrada passagem no setor e sua falta de aptidão para o cargo.

Teria que se investigar também a passagem da própria Dilma Rousseff pelo Ministério das Minas e Energias e sua interferência esdrúxula no setor, mesmo depois de estar na Casa Civil, através do seu protegido, o faz de tudo, Valter Cardeal. Que agora tem as rédeas da construção da hidroelétrica de Belo Monte.

Em parceria com Luiz Gonzaga, a culpada seria uma “cartela eletrônica”, do sistema de controle e proteção, apresentou defeito e deu ordem para desligar a subestação, sem que existisse nenhum problema.

O diretor de operações da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), Mozart Bandeira Arnaud, diz que tem oito anos como diretor da Chesf (o mesmo tempo do governo Lula) e nunca viveu uma ocorrência desse tipo”.

Não acrescentou que a cartela desligou apenas parte da subestação e o fornecimento não foi até então afetado. O pessoal de serviço na estação, destreinados e despreparados, resolveu mesmo sem identificar o que estava acontecendo, tentou religar a parte desligada da subestação, contaminando com o problema todo o resto do sistema, causando por fim o apagão. Assim uma insignificante cartela eletrônica e meia dúzia de funcionários sonolentos derrubaram o melhor sistema de controle elétrico do mundo(?)

Comprem geradores e preparem-se para o pior, sob a tutela de Dilma e sua trupe, outros apagões estão por vir, e não serão apenas apagões elétricos.
Foto: Arquivo

AVISO: ARRESPEITEM SEU LUIZ
- Se continuarem acusando Luiz Gonzaga, Rei do Baião, pelo apagão, vamos sair às ruas

Tempo de muda

Tempo de muda


Por Fernando Henrique Cardoso*

Novo ano, nova presidente, novo Congresso atuando no Brasil de sempre, com seus êxitos, suas lacunas e suas aspirações.

Tempo de muda, palavra que no dicionário se refere à troca de animais cansados por outros mais bem dispostos, ou de plantas que dos vasos em viveiro vão florescer em terra firme.

A presidente tem um estilo diferente do antecessor, não necessariamente porque tenha o propósito de contrastar, mas porque seu jeito é outro.

Mais discreta, com menos loquacidade retórica.

Mais afeita aos números, parece ter percebido, mesmo sem proclamar, que recebeu uma herança braba de seu patrono e de si mesma.

Nem bem assume e seus porta-vozes econômicos já têm que apelar às mágicas antigas (quanto foi mal falado o doutor Delfim, que nadava de braçada nos arabescos contábeis para esconder o que todos sabiam!) porque a situação fiscal se agravou.

Até os mercados, que só descobrem estas coisas quando está tudo por um fio, perceberam.

Mesmo os velhos bobos ortodoxos do FMI, no linguajar descontraído do ministro da Fazenda, viram que algo anda mal.

Seja no reconhecimento maldisfarçado da necessidade de um ajuste fiscal, seja no alerta quanto ao cheiro de fumaça na compra a toque de caixa dos jatos franceses, seja nas tiradas sobre os até pouco tempo esquecidos “direitos humanos”, há sinais de mudança.

Os pelegos aliados do governo que enfiem a viola no saco, pois os déficits deverão falar mais alto do que as benesses que solidarizaram as centrais sindicais com o governo Lula.

Aos novos sinais, se contrapõem os amores antigos: Belo Monte há de vir à luz com cesariana, esquecendo as preocupações com o meio ambiente e com o cumprimento dos requisitos legais; as alianças com os partidos da “governabilidade” continuarão a custar caro no Congresso e nos ministérios, sem falar no “segundo escalão”, cujas joias mais vistosas, como Furnas (está longe de ser a única), já são objeto de ameaças de rapto e retaliação.

Diante de tudo isso, como fica a oposição?

Digamos que ela quer ser “elevada”, sem sujar as mãos (ou a língua) nas nódoas do cotidiano nem confundir crítica ao que está errado com oposição ao país (preocupação que os petistas nunca tiveram quando na oposição).

Ainda assim, há muito a fazer para corresponder à fase de “muda”.

A começar pela crítica à falta de estratégia para o país: que faremos para lidar com a China (reconhecendo seu papel e o muito de valioso que podemos aprender com ela)?

Não basta jogar a culpa da baixa competitividade nas altas taxas de juro.

Olhando para o futuro, teremos de escolher em que produtos poderemos competir com China, Índia, asiáticos em geral, Estados Unidos, etc.

Provavelmente serão os de alta tecnologia, sem esquecer que os agrícolas e minerais também requerem tal tipo de conhecimento.

Preparamo-nos para a era da inovação?

Reorientamos nosso sistema escolar nesta direção?

Como investir em novas e nas antigas áreas produtivas sem poupança interna?

No governo anterior, os interesses do Brasil pareciam submergir nos limites do antigo “Terceiro Mundo”, guiados pela retórica do Sul-Sul, esquecidos de que a China é Norte e nós, mais ou menos.

Definimos os Estados Unidos como “o outro lado” e percebemos agora que suas diferenças com a China são menores do que imaginávamos.

Que faremos para evitar o isolamento e assegurar o interesse nacional sem guiar-nos por ideologias arcaicas?

Há outros objetivos estratégicos. Por exemplo, no caso da energia: aproveitaremos de fato as vantagens do etanol, criaremos uma indústria alcoolquímica, usaremos a energia eólica mais intensamente?

Ou, noutro plano, por que tanta pressa para capitalizar a Petrobras e endividar o Tesouro com o pré-sal em momento de agrura fiscal?

As jazidas do pré-sal são importantes, mas deveríamos ter uma estratégia mais clara sobre como e quando aproveitá-las.

O regime de partilha é mesmo mais vantajoso?

Nada disso está definido com clareza.

O governo anterior sonegava à população o debate sobre seu futuro.

O caminho a ser seguido era definido em surdina nos gabinetes governamentais e nas grandes empresas.

Depois se servia ao país o prato feito na marcha batida dos projetos-impacto tipo trem-bala, PACs diversos, usinas hidrelétricas de custo indefinido e serventia pouco demonstrada.

Como nos governos autoritários do passado.

Está na hora de a oposição berrar e pedir a democratização das decisões, submetendo-as ao debate público.

Não basta isso, entretanto, para a oposição atuar de modo efetivo. Há que mexer no desagradável.

Não dá para calar diante da Caixa Econômica ter se associado a um banco já falido que agora é salvo sem transparência pelos mecanismos do Proer e assemelhados.

E não foi só lá que o dinheiro do contribuinte escapou pelos ralos para subsidiar grandes empresas nacionais e estrangeiras, via BNDES.

Não será tempo de esquadrinhar a fundo a compra dos aviões?

E o montante da dívida interna, que ultrapassa um trilhão e seiscentos bilhões de reais, não empana o feito da redução da dívida externa?

E dá para esquecer dos cartões corporativos usados pelo Alvorada que foram tornados “de interesse da segurança nacional” até o final do governo Lula para esconder o montante dos gastos?

Não cobraremos agora a transparência?

E o ritmo lento das obras de infraestrutura, prejudicadas pelo preconceito ideológico contra a associação do público com o privado, contra a privatização necessária em casos específicos, passará como se fosse contingência natural?

Ou as responsabilidades pelos atrasos nas obras viárias, de aeroportos e de usinas serão cobradas?

Por que não começar com as da Copa, libertas de licitação e mesmo assim dormindo em berço esplêndido?

Há, sim, muita coisa para dizer nesta hora de “muda”.

Ou a oposição fala e fala forte, sem se perder em questiúnculas internas, ou tudo continuará na toada de tomar a propaganda por realização.

Mesmo porque, por mais que haja nuances, o governo é um só Lula-Dilma, governo do PT ao qual se subordinam ávidos aliados.

*Ex-presidente da República
06 de fevereiro de 2011

SOBRE COMUNISTAS


Por Rivadavia Rosa

O certo é que no experimento comunista-socialista
sob que ‘ismo’ for (marxista, leninista, stalinista, maoísta, castrista, chavista, lulista ....) prevalece o cinismo e o desrespeito a todos os valores e princípios da civilização.

Memória ‘profética’ confirmada pela praxis da aberração sociopolítica criminosa:
Karl Marx como gênese da barbárie pregava o “Extermínio de classes sociais inteiras e de uns quantos “povos inferiores” (sic).
Os profetas:
“Não poderia haver no revolucionário marxista contradição entre a moral pessoal e os interesses do partido, pois o partido abraça, na sua consciência, as tarefas e os fins mais elevados da humanidade”. Davidovich Bronstein (Trotski)
-“É moral tudo o que serve à revolução e imoral tudo o que a prejudica.” Davidovich Bronstein (Trotsky)
“Não se pode ter razão contra o partido.” TrotskI, in XIII Congresso do PCUS, 1924.
Leon Trotski: Militarização completa do trabalho industrial e agrícola. Supressão da liberdade de escolher emprego.
 “O revolucionário despreza e detesta a moral atual da sociedade em todos os seus motivos e manifestações”. Serguei Netchaiev, niilista russo em seu Catecismo do Revolucionário, redigido em 1869 (Para ele, é moral tudo o que contribui para o triunfo da revolução. Imoral e criminoso é o que a entrava).
“O revolucionário é um homem perdido. Existe apenas a Causa; fora dela não há nada”. IDEM
V. I. Lênin: pregava e aplicou o “Terrorismo sistemático como fórmula de governo”.
 Joseph Stálin: “Morte aos pequenos proprietários rurais. Ódio e desprezo aos que os defendem” (sic).
 Ernesto Che Guevara: Treinar os militantes para que se tornem “eficientes e frias máquinas de matar” (sic).

TESTEMUNHOS E/OU AUTORES DA BARBÁRIE:

“O marxismo não faz sentido, e eu sou o primeiro a dizer que ele está errado." Todor Zhivkov (1911-1998),  ex-ditador comunista da Bulgária o que governou país com mão de ferro durante 35 anos (1954-1989)
"Acho que a invasão da Checoslováquia foi uma decisão errada, mal-intencionada e contrária às normas internacionais, mas foi um reflexo das brutais realidades do mundo dividido daquela época."  Wojciech Jaruzelski, último líder comunista da Polônia, sobre o apoio de seu país à invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas em 1968, na Revista Veja de 27 de Agosto de 2005
"Aplique o marxismo em qualquer país e você sempre encontrará um gulag no final."  Bernard-Henri Lévy

“O Estado soviético, Wilson reconhece, falsifica a História, paga um exército de informantes, cria uma atmosfera de medo e suspeita e pratica uma política de terror oficial.” (John Dos Passos, apud Jeffrey Meyers, in Edmund Wilson, uma Biografia. Rio: Civilização Brasileira, 1997, p. 219)

André Gide, escritor de esquerda, que visitou a Rússia, conclui: “Duvido que qualquer outra nação do mundo, e aí incluo a Alemanha de Hitler, possa ser menos livre, mais humilhada, mais temerosa, aterrorizada e vassalizada do que a União Soviética”.  John Dos Passos, citado por Jeffrey Meyers, in Edmund Wilson, uma Biografia, ed. Civilização Brasileira, Rio, 1997)

A JUSTICATIVA CRIMINOSA:
Teóricos e ativistas de esquerda tentam cinicamente justificar o fracasso reiterado do marxismo para ‘inspirar a consciência revolucionária da classe proletária apelando para a necessidade de uma vanguarda portadora do espírito revolucionário’. Nos experimentos socialistas-comunistas – as ‘vanguardas’ se convertem em elites governantes totalitárias, submetendo a classe operária, e a todas as demais à exploração mais degradante da que alegava que pretendia eliminar. Esse é o paradoxo do marxismo.

 RESULTADO DA TRAGÉDIA (‘fim da História’ preconizada por HEGEL?):


A União Soviética demorou sete décadas na maior barbárie do século passado (1917-1991) para abandonar a ilusão da “construção do igualitarismo dos pobres pelo socialismo utópico”, do estatismo e seus subprodutos como a luta de classes, a ditadura do proletariado, o ‘centralismo democrático’, o regime do partido único (ESTADO-PARTIDO), a censura, a ausência de liberdade, a repressão do Gulag, para ‘redescobrir’ a via do CAPITALISMO, ou seja, o óbvio: QUE TODOS OS PAÍSES DESENVOLVIDOS O FORAM COM O CONCURSO DECISIVO DO CAPITAL PRIVADO, ECONOMIA DE MERCADO, LIBERDADE, PLURALISMO, RESPEITO À PROPRIEDADE PRIVADA, AOS CONTRATOS E OS NECESSÁRIOS LIMITES AO GOVERNO..

Abs Rivadavia Rosa

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

É HOJE, O DISCURSO



 E NÓS PENSAMOS....

...e vamos trocando umas ideias.

Pensa também!





Dona presidente fará seu segundo discurso a estepaiz, hoje, na abertura dos trabalhos do Congresso. O Diário Oficial da União, outrora conhecido como jornal
Folha de São Paulo, já divulga o que ela falará, e até mesmo que teria sido a própria a "preparar" o texto, com a colaboração de ministros, entre os quais, o porquinho Palocci. Pacto social, é o que ela pedirá ao Congresso. Traduzo: tudo pelo estado, para o estado, a favor do estado, conforme o estado.

Segundo o D.O.U em questão, dona presidente dará ênfase à tragédia ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro.

Há, de fato, muito o que não falar, já que o desgoverno, cumprindo o que se espera de quem vive na ilha de Lost, nenhuma medida efetiva tomou até agora.


Impressiona que o panfleto jornalístico em questão também NOTICIOU que a criatura "não pretende adiantar medidas" na área econômica! Então fica combinado assim: ela discursa, teoriza sobre o nada que não fará, e deixa o ônus para o Congresso. E nós, assistimos. Calados. Calados? (
Velvet)

O desgoverno da Idade das Trevas III segue as pegadas do I e II: na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma em lama. E segue para o buraco.


Um buraco negro clássico é um corpo celeste com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape se iguala à velocidade da luz. Estepaiz é uma espécie de buraco negro infernal, que suga corpos, mentes, almas.


Nestepaiz, o desgoverno da Idade das Trevas III, com grandeza e altruísmo, dividirá com a desoposição os ônus das medidas impopulares. Oposição: até pode admitir que o salário mínimo deve-se reajustar só pela inflação; mas é do desgoverno o ônus de defender isso.

(Bschopenhauer)

O nome bonitinho, mas ordinário, é "pacto social".


Dilma quer uma moratória para a herança maldita que ela e Lula legaram ao Brasil

O nome bonitinho é "pacto social"

Por O EDITOR
É muita cara de pau.

Pura desfaçatez.

Dilma, a braço direito, a responsável, a grande artíficie do governo anterior, enterrou o Brasil na maior taxa de juros do mundo, na maior dívida pública de todos os tempos, na maior gastança da história deste país, na escorchante carga tributária, na volta da inflação e, agora, quer pedir uma moratória ao país.

O nome bonitinho, mas ordinário, é "pacto social".

Em nome deste acordo que só beneficia o infrator, Dilma quer arrocho no salário mínimo, corte nos investimentos, congelamento da tabela do IR, a volta da CPMF, entre outras medidas deste verdadeiro pacote de maldades.
Quem vai fazer o "pacto social" com ela?

Não se surpreendam se a turma da "oposição vigorosa" levantar e aplaudir a presidente, batendo as patas com força e relinchando alto no plenário do Congresso Nacional.

 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Epíteto


“Dilma, a Muda”, aquela que, depois do Apedeuta, foi rainha”


Um epíteto para aquela que, depois do Apedeuta, foi Rainha…

Os reis, rainhas e príncipes têm sempre um epíteto pelo qual são conhecidos, um adjetivo substantivado que os identifica, certo?

Assim, temos Dom Manuel, “o Venturoso” (aquele com três penas no chapéu; Dona Maria, “a Louca”; Dom Sebastião, “o Desejado” — também chamado “O Encoberto”, mas o leitor não fique pensando coisas…

Precisamos saber que epíteto daremos a Dona Dilma I. Que tal, “Dilma, a Muda”, aquela que, depois do Apedeuta, foi rainha?”?


Por Reinaldo Azevedo

domingo, 30 de janeiro de 2011

Faz sentido...


Assim como os ex-BBB,
Lula é a mais nova SUB-CELEBRIDADE!

Uaysô de Oliveira Trem


“O Babalorixá de Banânia se encontra com o Napoleão de Hospício e diz que nunca antes na história da humanidade se viu tamanho esplendor, olerê, olará, baticumbum, prugurundum”



Por Reinaldo Azevedo
Do jornal Agora:

A escola de samba Tom Maior confirmou ontem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai desfilar no dia 4 de março pela escola da zona oeste da capital. O samba-enredo da agremiação vai contar a história de São Bernardo do Campo (ABC) no Carnaval deste ano.


“Ele e a dona Marisa Letícia [ex-primeira-dama] estão confirmados. Mas, se aparecer alguma emergência ou algo muito importante, ele vai atender a agenda”, afirma Marko Antonio da Silva, presidente da escola. A assessoria do PT não confirma a participação.

Comento

É uma escola de samba de São Paulo. Seria o lugar certo para Lula. Só acho que o enredo deveria ser outro, uma coisa assim, mais samba-do-petista-doido:

“O Babalorixá de Banânia se encontra com o Napoleão de Hospício e diz que nunca antes na história da humanidade se viu tamanho esplendor, olerê, olará, baticumbum, prugurundum”.

O samba-enredo poderia ficar por conta do colecionar de jabutis alheios.