Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Politico-Social 157 - Mdagraça Ferraz

Politico-Social 157
Mdagraça Ferraz
Gracias a la Vida
 
- Yes!
-Oh,yes!
 
Os dois estrangeiros conspiravam,
enquanto jogavam bridge
à sombra de uma palmeira
Ao longe, hasteada a bandeira
preta com o símbolo de uma caveira
 
Rostos vermelhos pelo clima Tórrido,
bebiam chá inglês gelado,
enquanto falavam sobre o território
recém demarcado
 
Terra de algo mais rico do que ouro
Terra de algo mais valioso do que petróleo
" Nióbio"
Um mineral igual óleo
 
-Yes!
-Oh,yes!
 
Um era alto e magro
Conhecido como Barba Negra
Austero, frio, labrego,
com olhos azuis tão claros
que pareciam cegos
O outro era seu oposto
Troncudo. Falastrão.
Bruto. Tosco.
Chamado Barba Ruiva
Usavam botas até o joelho
Bandanas. Brincos de argolas.
E traziam cutelos, adagas
e armas de pederneiras
 
Barba Ruiva pensava alto
-Yes, qual outro país do mundo,
por vontade própria,
nos entregaria um rico território,
sem disparar um só tiro,
sem resistência, sem gritos?
 
Foi Barba negra quem disse
- Diga-me, my friend,
está todo mundo convencido
de que toda esta gente é realmente índio?
Sincerely, como podem
ter acredito nisto?
God save the Queen!
 
-Sim, Sir. Eu mesmo conferi
em inglês, no português e até no guarani
Como eram poucos os Macuxis
que transferimos da Venezuela,
importamos uns mulatos baianos
pelo preço de uma bagatela
 
E Barba ruiva
bebeu o restante do chá
e limpou o suor do rosto,
observando o voo de um sabiá
 
-Inbelieveble!
Não dá para acreditar!
 
-Os mulatos, além de baratos,
são mais cooperativos
do que os caciques
que só trabalham com dinheiro vivo
e quando não são pagos,
aprontam, gritam, dão xilique
 
-Danger! Isto é perigoso!
Já pensou se algum cacique louco
resolve abrir a boca?
 
-Está tudo controlado!
Infiltramos nosso homens na aldeia
para nos manter bem informados
Afinal, alguns indios
são advogados!
 
Neste instante, Barba Negra
atirou o baralho para o lado,
e nervos em frangalhos, gritou:
- My God, nossos homens
estão infiltrados na aldeia
Ainda bem que neste país não há leis
porque se as tivesse, íamos para cadeia
 
-Pay Attention! Presta atenção!
Os nossos homens estão lá como índios
e não como espiãos
 
-Como índios?
Ingleses como índios?-
Barba Negra pensou um pouco-
Bem..Temos autoridade
para saquear à vontade,
a Suprema corte desta zona  
assinou nossa carta de Corso
E isto ainda me impressiona!
Eles nada leram sobre
a Iugoslávia e Kosovo?
Como puderam entregar este patrimônio?
Enfim, este país é um manicômio!
 
-Sir, trust me
Não havia outra maneira
Tínhamos que ter gente confiável
dentro das aldeias
 
-Estou curioso
Nós temos olhos claros
e narizes afilados....
 
-Ora, um índio tem a cara
de um inglês espancado
Enfim resolvemos isto
com uma boa paulada!
Fraturamos o nariz
e o nariz torna-se achatado
Se tivermos sorte,
no mesmo golpe,
acertamos o zigomático
que salta
como um balão de plástico
E o inglês termina com o rosto
igual ao desta gente:
Surrado.Saliente.
Daí ,tingimos o inglês
de preto e vermelho
dos pés ao cabelo
E o decoramos com cocar,
colar , penachos
e penduricalhos
É um trabalho igual
ao de enfeitar
uma árvore de natal
 
-Incredible! Genious!-
Barba Negra havia acendido
seu cachimbo
-E o nosso garimpo?
 
Barba Ruiva sorriu
- Muito lucrativo.Muito nióbio.
Muito quartzo. Muita calopsita.
Muito Tãntalo. Muito diamante
para laurear nossa Coroa
Mas algo me preocupa
Quando rasparmos todo o tesouro,
o que faremos com estes falsos indios?
 
-Algo químico , para não deixar vestígios
Um vírus. Uma epidemia.
E sairemos pela Guiana
cruzando o Atlantico
com riquezas de bom tamanho
God save the Queen!
Mudando de assunto,
já chegaram as novas fantasias
que mandamos desenhar
para esta barafunda?
 
-Yes, sir. Nossa estilista
Stella , caprichou nos modelitos
Um lay-out moderno
arrojado e agressivo
que dará inveja a qualquer figurinista
premiado no cinema
Este é nosso lema :
Devemos roubar
sem perder o senso artístico
 
Barba Negra sorria
-E o povo deste país?
Não estaria desconfiado
desta fanfarronada?
 
-A WWF, GREENPEACE e A FUNAI
têm realizado um trabalho intensivo
para o controle das mentes dos nativos
com ajuda de jornalistas vendidos
O povo está totalmente rendido
ao roque, funk, sexo, drogas
e o diabo a quatro
E os que resistem,
já estão sendo dominados pelo Terror,
pelas injustiças e pela devassidão moral
que espalhamos nestas terras infelizes.
Escarnecemos deles!
Tripudiamos desta gente!
Enxovalhamos esta nação!
Para todos comerem na nossa mão!
 
- E os políticos?
 
-São traidores! Vaidosos.
Infantis. Tipinhos ordinários
que não resistem ao NOSSO MONEY,
meu grande corsário
 
Os dois homens sorriam entre si
Gold save the queen
In gold we have trust
-E qual será o nosso próximo passo?
 
-Quilomboas! Nação dos negros!
A terra aqui é boa!
Continuaremos a usar dos negros
como sempre fizemos
quando os capturávamos como animais
Não se lembra disto mais?
 
GOLD SAVE THE QUEEN
 
obrigada por teres me lido
Mdagraça Ferraz


August 08, 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.

Eles querem revisitar o passado?

Ótima ideia


Entre uma lágrima e outra pela perda iminente do empregão, o presidente Lula resolveu queixar-se do Senado que, sob o comando do amigo de infância José Sarney, vêm há anos consumando, com zelo de vassalo interesseiro, todos os serviços sujos encomendados pelo Planalto.

E continua criticando obsessivamente Fernando Henrique Cardoso.

Dilma Rousseff, entre uma frase sem final e outra sem começo, tenta dizer que oposição “quer baixar o nível da campanha”.

E desafia José Serra a discutir o passado.

O que espera a oposição para aproveitar essas bolas levantadas pela dupla e partir para a goleada?

A viagem pelo tempo poderia começar em 1969.

O Brasil saberia que Dilma Rousseff jamais renegou a opção pelo stalinismo farofeiro feita na juventude, trocou o PDT de Leonel Brizola (que a qualificou de “traidora”) pelo PT para continuar no secretariado gaúcho e — fora o resto — não tem uma única foto que a mostre numa das incontáveis manifestações em defesa da democracia.

Só aquela em que se fantasiou e Norma Bengell.

E o que espera Serra para uma esclarecedora mirada no retrovisor?

Tanto Lula quanto Dilma precisam ser urgentemente confrontados com os incontáveis momentos vergonhosos que escurecem a trajetória do PT.

Foram resumidos no post publicado em novembro de 2009 sob o título Anotações para uma Reedição da História Universal da Infâmia, que republico sem retoques.

Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais.

Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo.

Foram expulsos pela direção.

Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”.

No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte rejeitou o texto da nova Constituição.

Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor.

Rechaçado de imediato, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados.

Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT.

Foram vaiados pela plateia companheira.

Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério.

Foi suspensa e acabou empurrada para fora do PT.

Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares petistas lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real.

No mesmo ano,transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia, que erradicou a praga da inflação, numa das bandeiras da campanha presidencial.

Entre o começo de janeiro de 1995 e o fim de dezembro de 2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso.


Todos, sem exceção.

Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas, que Tarso enfeixou num artigo publicado pela Folha de S. Paulo.

Trecho: Hoje, acrescento que o presidente está pessoalmente responsabilizado por amparar um grupo fora da lei, que controla as finanças do Estado e subordina o trabalho e o capital do país ao enriquecimento ilegítimo de uns poucos.

Alguns bancos lucraram em janeiro (evidentemente, por ter informações privilegiadas) US$ 1,3 bilhão, valor que não lucraram em todo o ano passado!

O que diriam Tarso, Lula e o resto da companheirada se tal acusação, perfeitamente aplicável ao atual chefe de governo, fosse subscrita por alguém do PSDB, do DEM ou do PPS?

Coisa de traidor da pátria, inimigo da nação, gente que aposta no quanto pior, melhor, estariam berrando todos.

“Tem gente que torce pra que tudo dê errado”, retomaria Lula a ladainha entoada há sete anos.

Faz sentido.

Desde a ressurreição da democracia brasileira, a ação do PT oposicionista foi permanentemente orientada por sentimentos menores, miúdos, mesquinhos.

É compreensível que os Altos Companheiros acreditem que todos os políticos são movidos pelo mesmo combustível de baixíssima qualidade.

Desfigurado pela metamorfose nauseante, o chefe de governo não teria sossego se o intratável chefe da oposição ainda existisse.

O condutor do rebanho não tem semelhanças com o Lula do século passado, mas continua ouvindo o som dos balidos aprovadores.

O caçador de gatunos hoje é padroeiro da quadrilha federal.

O parlamentar que recusou a conciliação proposta por Tancredo é o presidente que se reconcilia com qualquer abjeção desfrutável.

O moralizador da República presidiu e abafou o escândalo incomparável do mensalão.

Mas não admite sequer criticas formuladas sem aspereza pelo antecessor que atacava com virulência.

É inveja, grita Lula.

O espelho reflete o contrário.

Nenhum homem culto prefere ser ignorante, nenhum homem educado sonha com a grosseria, gente honrada não quer conversa com delinquentes.

Lula jamais esquecerá que foi derrotado por FHC duas vezes, ambas no primeiro turno.

E sabe que o vencedor nunca inveja o vencido.
08.08.2010

O Estado policial petista: ou o Ministério Público, o Congresso e a OAB reagem ou podem se preparar para entrar da fila da degola


ESCÂNDALO


O Estado policial petista: ou o Ministério Público, o Congresso e a OAB reagem ou podem se preparar para entrar da fila da degola


Quem é este homem?

gerardo-santiago1

Seu nome é Gerardo Santiago.

O que ele faz aqui?

A história que vocês lerão é de estarrecer.


Por Reinaldo Azevedo

A reportagem completa está na edição da VEJA desta semana. Em democracias que se prezam, o tumulto estaria instalado na segunda-feira, e Ministério Público Federal, Polícia Federal, Agência de Inteligência (no caso, Abin), comissões da Câmara e do Senado, associações de advogados etc entrariam em ação.

Qual vai ser a reação no Brasil?

Vamos ver.

Ultimamente, tenho visto alguns desses entes rasgar a Constituição em vez de protegê-la.

Estão brincando com o perigo.

Caso se calem mais um vez, como vêm se calando no caso da quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, um dia serão esses entes os atingidos pela “Máquina”.

Do que estou falando?

Vocês verão.

Antes, quero fazer aquela digressão que nos aproxima do tema, em vez de nos distanciar dele.

A digressão

Há leitores neste blog que acompanham o que escrevo há pelo menos 10 anos.

Os há ainda mais antigos.

Sabem todos que denuncio, desde sempre, duas máquinas que os petistas operam como ninguém: a de sujar e a de lavar reputações.
O partido fará uma coisa ou outra a depender do lado em que esteja o objeto ou do seu mimo ou do seu agravo.

É adversário?

Então eles sujam, como Lula fez com Roseana e com José Sarney em 2001, no Maranhão (vídeo aqui).

Só não chamou os dois de santos.

É amigo?

Então Lula lava a reputação, como fez com… Roseana e com José Sarney no mesmo Maranhão, em 2006 (vídeo aqui)!!!

Os “bandidos” tinha se tornado santos.

E é impressionante a convicção com que ele diz tanto uma coisa como outra.


Já coordenei editoria de política em Brasília e sei bem como funciona “a cidade”.

Os petistas sempre foram e seguem sendo os grandes pauteiros do jornalismo.

Mais: eu os vi atuando numa espécie de linha de produção:

- petista arranja a denúncia;

- repórter noticia;

- Ministério Público decide investigar o acusado;

- e quem caiu na boca do sapo que se vire e, se quiser, dê “o outro lado”.

Esse “fordismo” da lama já havia atingido, por exemplo, o próprio Eduardo Jorge quando secretário-geral da Presidência (governo FHC).
Num esforço notável, gigantesco, conseguiu provar a falsidade de todas as acusações de que foi vítima.

Os petistas têm um modelo de ocupação do estado que não data de 2003, ano em que chegaram ao poder.

É muito anterior.

Quadros do partido infiltrados na administração pública, nas estatais e nos fundos de pensão usam as informações privilegiadas de que dispõem e as licenças que os cargos lhes facultam para bisbilhotas a vida de adversários, produzir dossiês, fazer acusações, ameaçar, chantagear, intimidar.

Recentemente, até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi alvo dos “companheiros”.
Por isso mesmo, já escrevi uma vez aqui que a eventual derrota de Dilma Rousseff na disputa presidencial não significará, de modo nenhum, o fim do aparelhamento do estado pelo PT.

O partido usaria sua posição privilegiada para tentar fazer o que fazia na gestão FHC: sabotar o governo.

Não pensem que alguns jornalistas, que se tornam serviçais do petismo, ignoram o que estão fazendo.

Ao contrário: eles integram “A Máquina”.

E noto à margem, antes que caminhe para o centro da questão, que é uma tolice considerar que, se todos denunciam todos, então a moralidade sai ganhando.

Isso é falso como nota de R$ 3.

Algumas das “acusações”, ao longo do tempo, colheram pessoas decentes, inocentes, corretas, que só cometeram o crime de ser adversárias da… “Máquina”.

A QUESTÃO É DE PRINCÍPIO:

UM SERVIDOR PÚBLICO NÃO PODE USAR A SUA POSIÇÃO PRIVILEGIADA NO APARELHO DE ESTADO PARA PUNIR PESSOAS AO ARREPIO DA LEI, AINDA QUE ACREDITE ESTAR FAZENDO O BEM.

ARROMBADA A PORTA DA INSTITUCIONALIDADE, O MAL SERÁ O SENHOR.

E O MAL É A PRÓPRIA TRANSGRESSÃO, POUCO IMPORTA O PRETEXTO OU A JUSTIFICATIVA.

ESTE TEM DE SER UM ESTADO DE DIREITO.

Vamos ao caso.

Reportagem da VEJA

Reportagem de Otávio Cabral na VEJA desta semana começa a desvendar a MÁQUINA CLANDESTINA petista incrustada no Estado para, abusando de informações privilegiadas e de dados sigilosos de todos os brasileiros, produzir dossiês contra adversários, intimidá-los, chantageá-los, difamá-los.

É uma história cabeluda, de arrepiar. Leiam um trecho:

“A máquina petista de produzir dossiês é ampla, bem organizada e atua como um apêndice oficial para satisfazer interesses do próprio governo.

E, o mais surpreendente, ela não é abstrata e tem até endereço comercial: a sede da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

Em entrevista a VEJA, o advogado Gerardo Santiago revela que o gabinete da presidência da Previ foi usado como centro de montagem de dossiês para constranger e intimidar adversários do governo.

Ex-diretor e ex-assessor da presidência do fundo, Gerardo conta que, cumprindo ordens superiores, elaborou dossiês contra deputados e senadores da oposição.

Entre os alvos dos petistas já esteve até o atual candidato à Presidência da República José Serra.

“A Previ é um braço partidário; é um bunker de um grupo do PT, uma fábrica de dossiês”, acusa o advogado, que garante ter cumprido missões determinadas diretamente por Sérgio Rosa, que presidiu o fundo até maio passado”.

Vocês precisam ler a reportagem.

Vão se lembrar de notícias que circularam na imprensa que tiveram origem no bunker e que se provaram falsas depois.

Quem liga?

Lembram-se da história de que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) teria viajado num jatinho de Daniel Dantas?

Se vocês recorreram ao Google, encontrarão centenas de referências.

Pois é.

Saiu dali.

E era mentira.

Gerardo Santiago concede uma entrevista à VEJA.

Ele confessa que um grupo foi formado na Previ já em 2002 para produzir dossiês contra o governo FHC.

Ele alega que o objetivo era proteger a Previ.

Sei…

E emenda:

“DOSSIÊS COM CONTEÚDO OFENSIVO, PARA ATINGIR E DESMORALIZAR ADVERSÁRIOS POLÍTICOS, SÓ NO GOVERNO LULA MESMO, NA GESTÃO SÉRGIO ROSA”.

Leiam outros trechos, em que aquela “imprensa patriota” entra como parte do sérvio sujo:
Prossegue Santiago:

“Quando o PT chegou à Presidência da República, os dirigentes botaram a Previ para defender o governo, o partido, o sindicato, a CUT. Hoje, a Previ é um braço partidário, é um bunker de um grupo do PT, uma fábrica de dossiês. A Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto.”

NOTA, LEITOR: BERZOINI E JOÃO VACCARI NETO ESTIVERAM ENVOLVIDOS COM A CHAMADA OPERAÇÃO DOS ALOPRADOS, EM 2006.

Até hoje não se sabe a origem do dinheiro.

Não???

Depois de contar que Sérgio Rosa determinou que ele escarafunchasse documentos sigilosos para produzir dossiês contra oposicionistas, a VEJA pergunta o que o chefão fez com o material.

Vejam o que Santiago respondeu:

“Em uma sessão da CPI no fim de fevereiro de 2006, o deputado ACM Neto (DEM-BA) estava atacando o governo e perturbando a senadora Ideli Salvatti (então líder do PT no Senado).

Então, ela perguntou a um grupo que a assessorava:

“Ninguém aí tem nada que possa calar a boca desse moleque?”.

Aí eu falei: ‘Senadora, contra o rapaz, não. Mas eu tenho uma munição pesada contra o avô, não serve?’.

Ela começou a pular, a comemorar. Ligou para o Sérgio Rosa, e a coisa andou.

O Sérgio enviou o dossiê para o gabinete dela. Duas semanas depois, estava tudo na capa da revista Carta Capital (a reportagem foi publicada na edição de 8 de março de 2006).

E quem, afinal, integra “A Máquina”?

Santiago faz o elenco:

“O grupo do Sérgio Rosa e do Berzoini é muito forte em todos os bancos públicos e fundos de pensão.

Na Previ, dos seis dirigentes, quatro são petistas e ex-dirigentes de sindicatos de bancários.

No Banco do Brasil, a maioria dos diretores e vice-presidentes é da mesma linha política.

A presidente da Caixa, Maria Fernanda, é da Articulação Sindical Bancária.

Os presidentes do Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa) e da Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobras] também foram indicados por Berzoini e Sérgio Rosa.

Encerrando

É isto aí, leitor!

Alguém que fez parte da “Máquina”, que trabalhou nela, que invadiu sigilo a serviço do partido — informações que foram parar na mão da líder do governo no Senado —, resolveu abrir o bico.

Que fique claro: a entrevista de Santiago denuncia a agressão a direitos protegidos pela Constituição.

Sim, trata-se de crimes contra a Constituição.

Vamos ver como reagem as instituições a partir de segunda.

Eis aí: somos, hoje, todos funcionários dos petistas, seus subordinados.

Dispõem, como lhes parece melhor, de nossos sigilos, de nossa biografia e, nessa marcha, do nosso destino.

Para honra e glória da “Máquina”.

Para honra e glória do “Partido”.


Com a palavra, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, o Congresso e a OAB.

08/08/2010

PT Mafioso

Vídeo onde comento as atitudes mafiosas do PT, que finalmente estão sendo atacadas pelo que são por alguns opositores.
Rodrigo Constantino


Previ é fábrica de dossiê do PT



Previ é fábrica de dossiê do PT, diz ex-diretor


Fundo de pensão do BB também serviu para arrecadação de dinheiro às campanhas, afirma Gerardo Xavier

PT não comenta o caso; Previ diz que atual cúpula desconhece acusações feitas à "Veja" e à Folha



Ex-diretor e ex-assessor da presidência da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Gerardo Xavier Santiago diz que o fundo funciona como "fábrica de dossiês" contra a oposição do governo Lula e máquina de arrecadação para o PT.

Gerardo foi gerente-executivo da Previ entre 2003 e 2007, sendo ligado diretamente ao ex-presidente do fundo Sérgio Rosa,(foto) que deixou o cargo em junho de 2010.



Gerardo saiu da Previ após brigar com Rosa em 2007, quando deixou o PT.

As declarações sobre a espionagem foram feitas à revista "Veja" desta semana.

À revista ele afirma que o fundo é "um bunker de um grupo do PT" e que "a Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por:



Ricardo Berzoini

Sérgio Rosa

Luiz Gushiken


João Vaccari Neto

Segundo revelou a Folha neste mês, um dossiê sobre a filha do ministro Guido Mantega foi feito por essa ala do PT, ligada ao sindicalismo bancário.

O Planalto atribui o dossiê ao grupo de Rosa, que perdeu espaço na campanha de Dilma Rousseff.


"Estranharia se na minha época tivessem me pedido coisa semelhante contra o Mantega. Uma coisa é fazer com o adversário. É uma involução do PT por causa da disputa interna", afirmou Gerardo à Folha.

Ele também disse que concedeu a entrevista à "Veja" há dois anos e confirmou as acusações à revista nesta semana, antes da publicação.

O ex-diretor, que também já foi do Sindicato dos Bancários do Rio, disse à Folha que, além de montar dossiês, a Previ serviu a interesses do partido para aumentar a arrecadação.



Segundo ele, a Previ montou uma rede de conselheiros ligados ao PT em empresas nas quais o fundo tem participação.

A intenção era influenciar as doações das companhias para beneficiar o partido.

Santiago diz que o primeiro dossiê produzido por ele na Previ é de 2002, no governo FHC. O material deveria, diz ele, comprometer a gestão tucana e provar a ingerência do governo na Previ.

"Dossiês com conteúdo ofensivo, para atingir e desmoralizar adversários políticos, só no governo Lula mesmo, na gestão do Sérgio Rosa", diz o ex-diretor à "Veja".

Santiago lista os oposicionistas que teriam sido investigados com base em dados sigilosos, cujo acesso teria sido ordenado por Rosa:

o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já morto,

o governador José Serra (PSDB)

e o então presidente do DEM Jorge Bornhausen.


O ex-diretor diz na entrevista que reuniu denúncias sobre eles em 2005, na CPI dos Correios, e que Rosa solicitou "informações sobre investimentos problemáticos da Previ que estivessem ligados a políticos da oposição".

O PT não se manifestou.

A Previ disse que "a atual cúpula desconhece essa prática e está muito tranquila em relação a suas recentes práticas de governança".


Rosa não comentou o assunto.

08.08.2010

Dilma visita favela, mas fica longe dos moradores



Ao lado de Cabral, Dilma discursa na Cidade de Deus


Por Cecília Ritto

Apesar da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, ter feito um discurso voltado para os jovens, o contato com o público se restringiu a poucos apertos de mãos.

Dilma chegou e saiu da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, sem percorrer a comunidade e ver de perto os problemas dos moradores.

Durante o discurso de 20 minutos, em uma área de lazer da favela, a candidata citou o presidente Lula diversas vezes e alfinetou a oposição.

Ao falar sobre programas sociais, Dilma afirmou que eles correm risco nas mãos dos tucanos.

“Não adianta dizer que vão dobrar o Bolsa Família, porque quando estiveram no governo, reduziram os programas de renda.”

A ex-ministra ainda afirmou que a oposição faz o povo de bobo.

Veja


07/08/2010



Características de um canalha! - Carlos Vereza



Características de um canalha!


Por Nas veredas do Vereza


O canalha é antes de tudo simpático.

Como em geral,ele não acredita na lei de causa e efeito, mente, calunía com a beatitude de um santo recém canonizado!

O genial Nelson Rodrigues, esculpiu com maestria, a "aura" de um canalha.

O biltre sorri sempre, não tem problemas metafísicos, muito menos dores de amores.

O Brasil, com raríssimas exceções, é pródigo na proliferação desta corja!

( Passagem de Tempo )

Os degredados que escaparam ao suicidio temerosos de passar o resto da vida ...
"na terra em se que plantando tudo se dá", em aqui aportando, defloraram as indias em troca de espelhinhos ( à época não existia ainda o bolsa familia...  ) mas inpregnaram o DNA canalha num hominídio que, em inúmeras encarnações posteriores, viría a ser o Neomacunaíma Inácio que, segundo a lenda, teria sido o comedor do bispo Sardinha...

Genéticamente "esperto", Inácio criou o PT-partido tribal-, deitou-se em uma rede e não mais
se levantou. enquanto os pobres e fanáticos indigenas pagavam-lhe dízimos em forma de ouro e pau-Brasil, que Inácio, matreiramente, repassava com enormes lucros para sí e seus filhotes, remunerando com migalhas seus apaniguados...
Nascia assim, nos trópicos, a mais valia petista...


Inácio, para dividir as tribos adversárias começou a bater atabaques apócrifos e a manter contatos com uma região que viria a ser mais tarde dominada por um cacique também de índole autoritária, necrófilo e que à falta de espelhinhos, desenterrou um antigo e polêmico "libertador" e, reza a lenda, para realizar trabalhos de magia negra! 

Seu nome: Hugo, chave de cadeia...

O que se segue é estória:

os dois se uniram e estatizaram toda a floresta e, para manter os selvícolas entorpecidos, mancomunaram-se com grupos que distribuiam poções mágicas para toda a região.

Inácio, cansado de nada fazer, lançou a viúva de um pajé tida como brava gerrilheira (digo, guerreira...) para a sua sucessão e foram felizes para sempre...


sábado, 31 de julho de 2010


Social-democrata, mas nem tanto




O PT, em conclusão, contrariando a opinião de Fernando Henrique Cardoso, não é tão social-democrata como o ex-presidente acha.

É mais uma agremiação a serviço
do velho socialismo estatizante e patrimonialista.





O ESTADO DE S. PAULO


Afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista sobre o seu mais recente livro (No poder, o PT virou social-democrata - O Globo, 1.º de agosto de 2010), que falta debate político nestas eleições.

Considera ele que os candidatos ficaram presos aos marqueteiros e, portanto, aos índices oscilantes de Ibope.

Concordo.

A atual campanha sofre de um marasmo de bom comportamento, imposto em parte pela esdrúxula legislação eleitoral para as comunicações, que impede que críticas se façam, pela mídia, aos políticos de plantão e aos candidatos.

O marasmo decorre, de outro lado, do excessivo pudor do candidato da oposição à Presidência para pôr o dedo na ferida dos descaminhos do governo Lula.

Felizmente, após a indicação do deputado federal Índio da Costa para vice na chapa oposicionista, explicações começaram a ser cobradas da candidata oficial e o discurso de José Serra revestiu-se de caráter mais incisivo.


Os partidos da base aliada e o governo têm sabido explorar, por sua vez, os obstáculos que a Lei Eleitoral coloca ao debate livre das ideias, usando e abusando da ampla gama de recursos para impedir que ele ocorra.

É tanto o melindre com o cipoal de disposições que uma espécie de censura prévia se instalou na mídia, como mecanismo autoimposto pelos comunicadores que não querem ter problemas com a Justiça.

Apesar de tudo isso, jornais continuam a informar, corajosamente, à sociedade.

Lembremos que O Estado de S. Paulo está já há mais de um ano sob censura, pelo fato de ter informado sobre as non sanctas atuações de um filho do presidente do Senado.

Na entrevista, o ex-presidente exagerou na sua benevolência para com o PT, considerado por ele um partido social-democrata.


Ora, aqui começam as minhas discrepâncias com o autor.

Em primeiro lugar, lembremos que a essência da social-democracia (segundo os pensadores que definiram os seus contornos, notadamente Edward Bernstein, Norberto Bobbio e Anthony Giddens) consiste em três pontos: reconhecimento da economia de mercado, reconhecimento das instituições do governo representativo e valorização do papel do Estado como incentivador da economia e das políticas públicas na área social.

Se levarmos em consideração os programas de governo emanados dos quadros petistas, bem como as decisões tomadas pelos gestores oficiais da economia brasileira, poderemos perceber, claramente, os seus preconceitos com relação à economia de mercado, passando a defender um patrimonialismo econômico puxado pelo Estado empresário.



O cerne da questão consiste no conjunto de medidas tomadas para fazer do BNDES a grande locomotiva do desenvolvimento financiado com recursos públicos, que são aplicados sem controle da sociedade e favorecendo setores empresariais amigos do rei, fato que levou a jornalista Miriam Leitão (Lendo o passado, O Globo, 1.º de agosto de 2010) a prever tempos difíceis de volta da corrente inflacionária, de forma semelhante a como ela emergiu do último ciclo autoritário, puxada pela locomotiva sem controle da gastança oficial.



continua no post abaixo



 Agosto 07, 2010


O PT é mais uma agremiação a serviço do velho socialismo estatizante e patrimonialista.

continuação do post acima




Por Ricardo Vélez Rodríguez


O ESTADO DE S. PAULO

De outro lado, a falta de claridade em face da utilização de recursos da Caixa Econômica Federal na capitalização da Petrobrás, fato noticiado amplamente pelos jornais, deixa um rastro de sombras sobre a lisura na utilização desses recursos.


Tudo foi feito de afogadilho, para garantir as obras do pré-sal, sem que tivesse mediado um debate aberto no Congresso Nacional a esse respeito.

Isso para não falar da escancarada generosidade do atual governo com as organizações sindicais e os mal chamados "movimentos sociais", com repasses milionários de recursos públicos para todos eles, sem que tivesse sido garantida a prestação de contas à sociedade, por meio do Tribunal de Contas da União.



E isso para não falar, também, da compulsão estatizante que anima a criação de mais empresas pelo governo.

Ora, cabe indagar se essas medidas são típicas políticas públicas de uma agremiação social-democrata ou se não estamos em face de um socialismo predatório como os do século 20, que instaura a burocracia estatal como gestora da economia, de costas para a defesa dos interesses dos cidadãos, beneficiando apenas uma minoria de empresários espertos e de amigos que se chegaram à sombra do Estado, e deixando ao relento o grosso da sociedade.

Esses fatos revelam um típico empreendimento de índole patrimonialista, que põe os recursos públicos a serviço do enriquecimento de uma parcela da população, com feroz punição tributária e inflacionária sobre a restante.



No que tange às instituições do governo representativo, se analisarmos a atuação do presidente da República e dos seus partidos da base aliada, notadamente do PT, veremos que tudo tem sido feito para descaracterizar a representação, desvalorizando sistematicamente o Congresso, bem como o livre funcionamento da oposição e a legislação eleitoral.

Começando por esta última, impressiona a desfaçatez com que o presidente atual faz campanha em prol da sua candidata, utilizando claramente a maquinaria oficial e alegando que o faz apenas "nas horas vagas".

O Legislativo, por seu lado, durante o longo consulado lulista ficou literalmente emperrado com a discussão de medidas provisórias com que o Executivo o entulhou.



Longe estamos, com certeza, do ideário social-democrata, que preza as instituições do governo representativo e o respeito, pelo Executivo, à legislação vigente.

O PT, em conclusão, contrariando a opinião de Fernando Henrique Cardoso, não é tão social-democrata como o ex-presidente acha.

É mais uma agremiação a serviço do velho socialismo estatizante e patrimonialista.



ARQUIVO DE ARTIGOS ETC
 Agosto 07, 2010