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terça-feira, 11 de maio de 2010

Conta tudo, delegado!

“Estão mexendo com a válvula do botijão de gás”.


Romeu Tuma Jr., secretário nacional de Justiça, ao saber que o presidente Lula gostaria de vê-lo afastar-se “espontaneamente” do cargo, insinuando que nem notou as bandidagens do amigo Paulinho Li porque preferiu manter sob estreita vigilância os bandidos no governo, e que se perder o empregão vai ter tempo e disposição para contar tudo.

11 de maio de 2010 

Deputados Contra a Ficha Limpa


Por Graziela Tanaka

Veja a lista dos deputados que votaram a favor dos destaques (emendas) para enfraquecer o texto da Ficha Limpa.

Deputados que tentaram retirar o período pelo qual um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder econômico:


Alagoas

Joaquim Beltrão (PMDB)

Bahia

José Rocha (PR)
Marcelo Guimarães Filho (PMDB)

Maurício Trindade (PR)

Veloso (PMDB)



Ceará

Aníbal Gomes (PMDB)

Arnon Bezerra (PTB)

Zé Gerardo (PMDB)


Espírito Santo

Camilo Cola (PMDB)


Maranhão

Davi Alves Silva Júnior (PR)

Waldir Maranhão (PP)


Minas Gerais

João Magalhães (PMDB)

Marcos Lima (PMDB)


Mato Grosso

Eliene Lima (PP)


Mato Grosso do Sul

Antonio Cruz (PP)


Paraná

Chico da Princesa (PR)

Dilceu Sperafico (PP)

Giacobo (PR)

Nelson Meurer (PP)

Odílio Balbinotti (PMDB)

Ricardo Barros (PP)


Pará

Asdrubal Bentes (PMDB)

Gerson Peres (PP)

Wladimir Costa (PMDB)


Rio de Janeiro

Alexandre Santos (PMDB)

Dr. Paulo César (PR)

Eduardo Cunha (PMDB) - autor do destaque

Leonardo Picciani (PMDB)

Nelson Bornier (PMDB)

Solange Almeida (PMDB)


Rondônia

Marinha Raupp (PMDB)



Roraima

Neudo Campos (PP)


Rio Grande do Sul

Afonso Hamm (PP)

Paulo Roberto Pereira (PTB)

Vilson Covatti (PP)


São Paulo

Aline Corrêa (PP)

Beto Mansur (PP)

Celso Russomanno (PP)

Paulo Maluf (PP)

Vadão Gomes (PP)


Tocantins

Lázaro Botelho (PP)


Votaram pela manutenção do segundo destaque da noite, que, na prática, acabava com a proposta do ficha limpa:


Beto Mansur (PP-SP)

Edinho Bez (PMDB-SC)



Abstiveram-se:

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Leonardo Piccianni (PMDB-RJ)


Autor do destaque: Jovair Arantes (PTB-GO) - não votou

A lista dos convocados de Dunga



Goleiros: Júlio César, Gomes, Doni

Laterais: Maicon, Daniel Alves, Gilberto, Michel Bastos

Zagueiros: Juan, Lúcio, Luisão, Thiago Silva

Meias: Gilberto Silva, Felipe Mello, Josué, Kléberson, Elano, Ramires, Kaká, Júlio Baptista

Atacantes: Luís Fabiano, Nilmar, Robinho, Grafite

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Frigideira quente

Nota do Ministério da Justiça sugere que Tuma Júnior já está demitido

Delegado de polícia licenciado e secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior parece ter entrado por um caminho sem volta.

É essa a conclusão a que se chega ao ler o curto comunicado enviado pelo Ministério da Justiça ao ucho.info.

De acordo com a nota, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, “recebeu, na noite da última sexta-feira (7), ainda em Buenos Aires, as informações pedidas à Polícia Federal.

Na tarde desta segunda-feira (10), informações complementares foram entregues ao ministro, que se reunirá ainda hoje com o secretário Tuma”.

Se não fosse para ao menos afastar temporariamente Tuma Júnior do cargo, não haveria necessidade de divulgar um comunicado meteórico e recheado de suspense.

Até porque, se as informações complementares fornecidas pela PF são capazes de inocentar Romeu Tuma Júnior, o Ministério da Justiça demorou para abreviar o calvário de um eventual inocente.

Ou seja, Tuma Júnior, acusado de envolvimento com contrabandistas chineses, já pode procurar uma delegacia em São Paulo para retomar a labuta como delegado.
10.05.2010 - 7:04pm | Seção: Política

Grosserias de Dilma Rousseff levaram maquiadora a pedir demissão

Pavio curto

Enquanto o mentor político é especialista no afago popular, a pupila parece que não desenvolveu o traquejo em lidar com o público em plena campanha eleitoral.

A presidenciável Dilma Rousseff (PT) já foi chamada de “dama de ferro” e de “sargentão” pela rádio corredor do Palácio do Planalto e pelos próprios aliados.

Na garagem do edifício do poder central, motoristas e coronéis levaram carraspanas impublicáveis.

Até mesmo assessores do alto escalão sentiram o peso do tratamento da ex-ministra, como o secretário de uma importante pasta ministerial, que mais tarde foi demovido a rever o seu pedido de demissão.

A mais nova vítima foi a maquiadora da pré-candidata, que se demitiu da função. Dois dias depois voltou ao trabalho para, talvez, evitar um escândalo político.


Dilma Rousseff não tem se relacionado bem com a equipe de trabalho do publicitário João Santana.

Evita até mesmo cumprimentá-los.

Ela gostaria mesmo de trabalhar com Duda Mendonça, o mesmo que em 2002 embolsou R$ 10 milhões do caixa dois do então candidato à Presidência da República, Lula da Silva.
10.05.2010 - 12:06am | Seção: Política

Desde novembro do ano passado, alguns “analistas” prevêem uma grande crise na “campanha” (qual?) do agora pré-candidato tucano à Presidência, José Serra.

SERRA LEVANTA A BOLA, E DILMA CORTA. OU: OBSESSÕES RETÓRICAS FORA DE HORA


Desde novembro do ano passado, alguns “analistas” prevêem uma grande crise na “campanha” (qual?) do agora pré-candidato tucano à Presidência, José Serra.


E os que não a previam juravam que ele não seria candidato…


Em fevereiro, dizia-se, Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT, passaria seu adversário nas pesquisas.


E aí… Bem, isso ainda não aconteceu, com se sabe. O PT aposta tudo no programa partidário do dia 13, que já tem um compromisso marcado com a ilegalidade, a exemplo das inserções curtas que foram ao ar — um insulto descarado à Lei Eleitoral.

Será a hora ao menos do empate?

Vai depender de algumas coisas: os institutos farão pesquisa dois dias depois ou não?


Qual é o quadro de agora?


Desde o lançamento oficial das pré-candidaturas (uma jabuticaba que só existe no Brasil), Serra navega em boas notícias, ao contrário de sua adversária petista, colhida pelas vagas da própria inexperiência e pelo excesso de cardeais petistas dando pitaco na candidatura.


Todo mundo diz o que a pobre Dilma tem de fazer. Qualquer que seja a dica, o sentido é um só: “Seja menos Dilma”, o que, convenham, é tarefa difícil. E os petistas ficam à espera de Godot — que, nesse caso, existe: é Lula. A questão é saber se ele vai mesmo operar a reversão.


A fase virtuosa que vive a candidatura Serra se deve, em boa parte, a seu desempenho pessoal. Está notavelmente à vontade, lembrando o candidato à Prefeitura de São Paulo em 2006. A máquina tucana à sua disposição chega a ser ridícula se comparada ao gigantismo da petista.


O dinheiro que falta de um lado abunda de outro; de um lado, um exército de tarefeiros; de outro, ainda uma armata Brancaleone. Biografia e experiência, nesta fase, estão fazendo a diferença.


A depender do andar da carruagem, podem definir, sim, a eleição.


O noticiário está, como sempre, sedento.

E está devidamente “pré-pautado” para transformar a eleição de 2010 naquilo que ela não é: um confronto entre os governos Lula e FHC.

Por enquanto, não tem funcionado. Desconfio até que, quanto mais Lula canta as próprias glórias, mais chama a atenção para o fato de que “ela não é ele” — vale dizer:

Dilma não é Lula.

Adiante.

Até agora, parece que a maioria do eleitorado compara Serra a Dilma, não FHC a Lula.

Um confronto entre os candidatos, não entre passados, é preferível para Serra — e, creio, para a democracia e para o futuro do Brasil, já que Lula é dono da história e a conta como quer. Os erros e acertos dos candidatos têm contado bastante.
Saudades da crise

Com algum humor, eu diria que Serra pode estar com saudade de uma certa adrenalina da crise. O petistas estão doidinhos para carimbar no tucano a pecha de “intervencionista” e para caracterizá-lo, notem a ironia, como um “risco à estabilidade”.

Na oposição, o PT pregava a “esperança contra o medo”; do outro lado do balcão, não vê problema em pregar “o medo contra a esperança”.
E Serra faz o quê?


Cai, se isto é possível, de forma deliberada na armadilha.

O que é “cair de forma deliberada na armadilha”?

É saber que faz um discurso que pode ser explorado pelo adversário. Em entrevista à rádio CBN, disse que 0 “Banco Central não e a Santa Sé” e que a taxa de juros deveria ter sido reduzida no passado. Entendo.

A quantos eleitores ele está falando?

A bem pouco, mas com um bom poder de fogo. O eleitor não tem a mais remota noção dos mistérios da taxa Selic. Indagado sobre a relação do BC com a sociedade, defendeu a sua autonomia, mas afirmou que, se houver “erros calamitosos, o presidente tem de fazer sentir sua posição”.

Vamos ver: nem Serra nem Dilma defendem, não até agora, um Banco Central com mandato, cujo presidente seja aprovado pelo Congresso, com a obrigação de cumprir certas metas, sob a supervisão de uma comissão do Parlamento. Isso seria independência. O Brasil tem-se contentado com a chamada “autonomia”.

Quantas e quais foram as interferências dos presidentes FHC e Lula nas decisões do BC?

Nunca ninguém saberá. E é bom que assim seja. Justiça se faça: os que recomendavam a Lula, nos idos de 2003, que interferisse no BC de olho na opinião pública estavam lhe dando um mau conselho.

E era a pior banda do PT que o fazia. O maior acerto de Lula ainda é ter resistido.
E se Serra ganhar?


O que vai acontecer com o BC, com os juros, com o câmbio etc. caso Serra vença a eleição? A minha resposta: NADA! As coisas vão continuar como estão, e, assim como não se conhecem hoje os movimentos internos que pressionam a política monetária, não os conheceremos no futuro governo, pouco importa o titular. E é bom que os critérios não sejam mesmo expostos. Trata-se de matéria delicada.

Então para que dar respostas ambíguas, quando não pela metade? Se o tucano acha que teria sido preferível enfrentar a crise com menos juros e e não com mais isenções, escolhendo aquela maneira de aquecer a economia e não esta, então tem de deixar claro. Eu, pessoalmente, acredito que especular sobre esse assunto corresponde a fazer campanha para o adversário — no caso, a adversária.
Dilma aproveitou

E não deu outra. Dilma é inexperiente, mas não é burra. Num seminário, no Rio, aproveitou a janela de oportunidades aberta pelo adversário:

“Defendo a autonomia operacional do Banco Central. Acho que relações institucionais têm de se pautar pela maior tranqüilidade possível, pela serenidade. Sempre tivemos uma relação muito tranqüila com o Banco Central, de muito pouca turbulência, de muito pouca confusão (…)”

E sobre a oportunidade supostamente perdida de ter baixado antes os juros?

“É uma coisa muito complicada a gente raciocinar no ’se’. O Banco Central tem um registro de cuidado e cautela. Ele teve isso durante a crise. Não vou deixar de reconhecer aqui a quantidade de acertos, de muitos acertos, que o Banco Central teve no enfrentamento da crise. A forma como ele se comportou com o compulsório, a forma como o Banco Central liberou crédito. É muito relativa essa discussão do ’se fizesse isso, se fizesse aquilo’…”

Desde o lançamento das pré-candidaturas, Dilma não fazia um gol. Fez um hoje. Por conta do quê? De uma questão que, a esta altura, não vai além da retórica. Serra foi lá e pôs a bola na marca do pênalti para ela chutar.

Na CBN, Serra também afirmou que, “do ponto de vista de uma análise convencional”, é “de esquerda”.

Então o Brasil vive uma realidade não-convencional.

Explico-me: eleitores que, de fato, militam na esquerda votam na candidata que têm o apoio das esquerdas: Dilma Rousseff.

Quantos são os esquerdistas do Brasil?

Devem lotar o Pacaembu, aqui em São Paulo, mas não lotariam o Maracanã, no Rio.

“De um ponto de vista convencional”, deixarei isso para outra hora, boa parte dos eleitores de Lula seria considerada “de direita” ou “conservadora” em qualquer país democrático do mundo.

Eu gosto de fazer debate ideológico aqui.

Aliás, eu reconhecidamente o faço e considero que as ideologias existem e são relevantes. Numa campanha eleitoral, no entanto, esse é outro abismo retórico.

Ao se declarar de esquerda, Serra certamente não conquista os votos dos esquerdistas do Leblon, no Rio, ou dos Jardins, em São Paulo.

E os direitistas da Baixada Fluminense, no Rio, ou de Guaianazes, em São Paulo, não estão nem aí.
segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vai se queixar ao bispo...


Isolado, incapaz de se movimentar para qualquer lado, o ex-ministro Tarso Genro irá nesta terça-feira se queixar ao bispo.

Ele agendou reunião com Lula.

O “novo” Reino Unido


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

por JN,
em Maio 8, 2010

O Partido Conservador foi o vencedor das eleições no Reino Unido — ou pelo menos foi o que elegeu mais deputados — mas ficou aquém da maioria absoluta necessária para formar um governo.

Com 647 dos 650 lugares da Câmara dos Comuns já declarados até este momento, o Partido Conservador elegeu 304 deputados, o Partido Trabalhista 258, os Liberais-Democratas 57 e outros partidos 27. São necessários pelo menos 326 deputados para formar um governo.
O líder dos conservadores e o provavelmente o futuro primeiro-ministro, David Cameron, disse que Gordon Brown “perdeu o seu mandato para governar“.

No entanto, na ausência de uma maioria no Parlamento e devido à particular lei britânica, o ainda primeiro-ministro Gordon Brown não assumiu a derrota nem se demitiu e tem direito a uma primeira tentativa para formar um governo de coligação.

Para o conseguir, ele precisa obter o apoio dos Liberais Democratas de Nick Clegg, que se saíram pior do que as sondagens haviam previsto — talvez os grandes derrotados destas eleições.

Se o Sr. Brown falhar na sua tentativa de formar um governo, David Cameron também poder procurar formar uma coligação, quer com os Liberais Democratas ou com a ajuda de parceiros regionais na Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales que podem exigir em troca “protecção” contra cortes no orçamento para as sua regiões.


Olle Johansson

Nick Clegg, embora com resultados piores do que esperava, é afinal o homem que vai decidir que é o próximo primeiro-ministro do Reino Unido e David Cameron não perdeu tempo a oferecer-lhe um acordo de poder que descreve como “grande, global e aberto” e, inclusive, uma reforma do sistema eleitoral que prejudicou bastante os Liberais Democratas.

O que se vai passar nos próximos dias com as negociações de bastidores vai ditar o futuro do Reino Unido mas, como escreve Jeremy Warner no Telegraph deve ser David Cameron o escolhido.
A última vez que o Reino Unido teve um Parlamento minoritário (hung Parliament) foi em 1974.

Na altura foi impossível formar um governo de coligação e poucos meses depois novas eleições ocorreram.

Michael Sontheimer, na Der Spiegel, escreve que este resultado eleitoral é pouco britânico e que o Reino Unido, pelo menos no sistema político, finalmente juntou-se à Europa, onde situações destas são mais do que comuns:
[...] With these election results, the British finally have a fractured party political landscape just like the rest of Europe. As in France and Germany, the major British parties are increasingly incapable of reflecting the ever more differentiated interests of the electorate. The result could be a reform of the British first-past-the-post electoral system, which currently favors the two largest parties.
Trying to form a government in London will be a protracted yet exciting process. [...]

Patrick Corrigan, «The Toronto Star»

Frase...

“Os governos nunca quebram;
por causa disso, eles quebram as nações.”


Kenneth Joseph Arrow
(Nova Iorque, 23 de Agosto de 1921) é um economista estadunidense.

O Itamaraty tanto fez que conseguiu. E Lula também! Já se começa a suspeitar mais agudamente do programa nuclear brasileiro.



O Itamaraty tanto fez que conseguiu. E Lula também! Já se começa a suspeitar mais agudamente do programa nuclear brasileiro. E não sem razão — aos menos a lógica. O raciocínio exposto por Lula é este: quem tem arma nuclear não pode exigir que o outro não tenha. Na entrevista ao El País, de que falo acima, chegou a mostrar ao jornalista o trecho da Constituição que trata do assunto: ela nos proíbe de ter a bomba e dá ao Congresso a palavra final sobre energia nuclear.

E daí?

No Irã — e, tudo indica, o mundo começa a voltar os olhos para o Brasil —, o que se teme é o programa nuclear secreto.


Leiam texto de Hans Rühle publicado na revista alemã Der Spiegel, intitulado “O Brasil está desenvolvendo a bomba?”.

Publico a tradução abaixo.

Volto em seguida.
 
* Em outubro de 2009, a renomada revista americana “Foreign Policy” publicou um artigo intitulado “As futuras potências nucleares com as quais você deve se preocupar”

(The Future Nuclear Powers You Should Be Worried About).

Segundo o autor, Cazaquistão, Bangladesh, Mianmar, Emirados Árabes e Venezuela são os próximos candidatos — depois do Irã — a membros do clube das potências nucleares. Apesar de suas interessantes evidências, o autor deixou de mencionar a potência nuclear virtualmente mais importante: o Brasil.

Hoje em dia, o Brasil é visto com alta estima pelo resto do mundo. Seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, se tornou um astro no cenário internacional.


“Esse é o cara”, disse certa feita o presidente dos EUA, Barack Obama, em um elogio ao parceiro. Lula, como se sabe, pode até mesmo receber o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, com todas as honras, numa demonstração de apoio a seu programa nuclear, em razão do qual o Irã enfrenta o ostracismo no resto do mundo.

A autoconfiança de Lula é um indicativo da reivindicação do Brasil de assumir o status de grande potência — inclusive em termos militares. A reivindicação militar está refletida na Estratégia Nacional de Defesa, que foi apresentada no fim de 2008. Além do domínio do ciclo completo do combustível nuclear — que já foi conquistado —, o documento trata da construção de submarinos nucleares.


Perto de construir a bomba

Pode soar inofensivo, mas não é, porque o termo “submarino nuclear” poderia ser, de fato, uma fachada para um programa de armas nucleares. O Brasil já teve três programas nucleares secretos entre 1975 e 1990, cada uma das Forças Armadas buscando seu próprio caminho.

A atuação da Marinha provou ser a mais bem-sucedida: usa centrífugas importadas de alta performance para produzir urânio altamente enriquecido, a partir de hexafluoreto de urânio, para poder operar pequenos reatores para submarinos. No momento certo, a capacidade nuclear recém-adquirida do país seria revelada ao mundo com uma “explosão nuclear pacífica”, seguindo o exemplo já dado pela Índia. Um poço de 300 metros para o teste já tinha sido perfurado.

Segundo declarações do ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, em 1990, os militares brasileiros estavam prestes a construir uma bomba.

Mas isso nunca aconteceu. Durante a democratização do Brasil, os programas nucleares secretos foram efetivamente abandonados. Segundo a Constituição de 1988, as atividades nucleares ficaram restritas a “usos pacíficos”.

O Brasil ratificou em 1994 o Tratado de Proibição de Armas Nucleares na América Latina e Caribe e, em 1998, o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares. O flerte do Brasil com a bomba aparentemente havia terminado.

Sob Lula, entretanto, este flerte volta a predominar, e os brasileiros estão se tornando cada vez menos hesitantes em brincar com sua com sua própria opção nuclear. Poucos meses depois da posse de Lula, em 2003, o país retomou oficialmente o desenvolvimento de um submarino nuclear.

Já durante a campanha eleitoral, Lula criticou o Tratado de Não-Proliferação, chamando-o de injusto e obsoleto. Apesar de o Brasil não ter denunciado o tratado, tornou evidentemente mais difíceis as condições de trabalho dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A situação se tornou tensa em abril de 2004, quando foi negado à AIEA acesso ilimitado a uma instalação de enriquecimento recém-construída em Resende, perto do Rio de Janeiro.

O governo brasileiro também deixou claro que não pretendia assinar o protocolo adicional do Tratado de Não-Proliferação, o que permitira a abertura para inspeção de instalações não previamente declaradas.

Em meados de janeiro de 2009 — durante uma reunião do Grupo dos Fornecedores Nucleares, seis países que trabalham pela não proliferação por intermédio do controle da exportação de materiais nucleares —, os motivos dessa política restritiva ficaram claros: o representante do Brasil fez de tudo para combater as exigências que tornariam transparente o programa do submarino nuclear.



Aberto à negociação

Por que todo esse sigilo?

O que há para esconder no desenvolvimento de pequenos reatores para mover submarinos, sistemas que vários países possuem há décadas? A resposta é tão simples quanto perturbadora. Também o Brasil, provavelmente, está desenvolvendo algo mais do que declarou: armas nucleares.

O vice-presidente José Alencar apresentou uma razão quando defendeu abertamente a obtenção de armas nucleares pelo Brasil, em setembro de 2009. Para um país com uma fronteira de 15 mil quilômetros e ricas reservas de petróleo em alto-mar, disse Alencar, essas armas não seriam apenas uma ferramenta importante de “dissuasão”, mas também dariam ao Brasil os meios para aumentar sua importância no cenário internacional.

Quando se lembrou que o Brasil tinha assinado o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, Alencar reagiu calmamente, afirmando que era um assunto aberto à negociação.

Como exatamente o Brasil poderia produzir armas nucleares? A resposta, infelizmente, é que isso seria relativamente fácil. Uma precondição para a fabricação legal de pequenos reatores para os motores de submarino é que o material nuclear regulado pela AIEA seja aprovado.

Como o Brasil define suas instalações para a construção do submarino nuclear como áreas militares restritas, os inspetores da AIEA não têm acesso a elas. Em outras palavras: assim que o urânio enriquecido fornecido legalmente passa pelo portão da instalação onde os submarinos estão sendo construídos, ele pode ser utilizado para qualquer propósito, incluindo a produção de armas nucleares.

E como quase todos os submarinos nucleares funcionam com urânio altamente enriquecido, o mesmo utilizado nas armas, o Brasil pode facilmente justificar a produção de combustível nuclear altamente enriquecido.

Mesmo sem nenhuma prova definitiva das atividades nucleares do Brasil (ainda), eventos passados sugerem que é altamente provável que o Brasil esteja desenvolvendo armas nucleares. Nem a proibição constitucional nem o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares impedirão que isso aconteça. Bastaria a Lula dizer que o EUA não têm o direito do monopólio das armas nucleares nas Américas para obter uma autorização do Congresso.

Se isso acontecesse, a América Latina não mais seria uma zona livre de armas nucleares — e a antevisão de Obama de um mundo livre de armas nucleares estaria acabada.


Voltei

Não estou endossando o texto da Der Spiegel. Nem acho que seria tão simples obter do Congresso a tal autorização. O fato é que as declarações do governo brasileiro sobre esse tema não poderiam ser mais infelizes.

Essa desconfiança sobre o Brasil não é recente. Ela cresce por causa da posição estúpida do país em relação ao Irã. De resto, não custa lembrar de novo: a argumentação de Lula — ou todos têm a bomba ou ninguém — conduz o mundo a uma corrida nuclear.

É o nosso pacifista em ação.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Chávez está interferindo de maneira descarada e desabrida no processo eleitoral colombiano


CHÁVEZ PATROCINOU CRISTINA KIRCHNER E AGORA INTERVÉM DESCARADAMENTE NA COLÔMBIA!

1. Chávez está interferindo de maneira descarada e desabrida no processo eleitoral colombiano.

Acusou Santos de ser "mafioso", tendo acrescentado que, "se Santos por desgracia es electo presidente de Colombia, bueno eso se convierte en una amenaza no sólo para Venezuela sino para medio continente".

"Ojalá que en Colombia haya un Gobierno decente y cuando digo decente creo que pudiera ser (uno de) cualquiera de los demás candidatos, menos el señor Santos, el señor de la guerra, el 'pitiyanqui' número uno de Colombia", ressaltou.

2. Revelou ter mantido um debate com Uribe na reunião de cúpula de Cancun, quando, na presença de outros mandatários, "lo mandé largo al carajo; no señor, usted conmigo se equivocó".

Na presença de outras pessoas, "parecía un torito", mas, "en privado, el gobernante colombiano optó por no enfrentarlo".

"Yo voy a orinar y voy saliendo y él (Uribe) entrando al baño, solito los dos. Cogió para la izquierda, apuradito", prosseguiu, sugerindo uma conduta de suposta covardia, mas sempre num linguajar incompatível com suas responsabilidades de Chefe de Estado.
Ex-Blog do Cesar Maia

10 de maio de 2010

Política é feita com a cabeça, não com o fígado.

Política é feita com a cabeça, não com o fígado.

José Serra(PSDB) está dando uma aula, ao não atacar Lula diretamente.

Lula não é candidato e tem quase 80% de aprovação, em função do governo populista e marqueteiro que implementou.

A candidata, no entanto, é Dilma Rousseff(PT).

E esta diferenciação terá que ser marcada o tempo inteiro.


E quem é Dilma?

Nada melhor do que o eleitor do Lula, que será massacrado por todo o tipo de mensagem para votar na Dilma, possa fazer uma comparação entre os dois.

Um quem é Lula x um quem é Dilma.


Tem uma idéia pronta no cartaz acima, que o Blogs pela Democracia recebeu por e-mail.

É campanha feita com a cabeça, não com o fígado.

Tem um amigo, um colega, um conhecido petista?

Manda para ele!

BLOGS PELA DEMOCRACIA

domingo, 9 de maio de 2010

Charges do Sponholz

A ultrapassagem das últimas fronteiras da canalhice - Augusto Nunes



Parida por stalinistas farofeiros, avalizada por um presidente ignorante também em geopolítica e executada por um chanceler poltrão, a política externa do governo brasileiro ultrapassou uma das últimas fronteiras da canalhice ao retomar a sequência de agressões a Honduras.

Pronto para a viagem ao Irã, em fase de aquecimento para a tarefa de distrair aiatolás atômicos com afagos subalternos e anedotas vulgares, Lula voltou a absolver um governo infame enquanto reiterava a excomunhão de um presidente democraticamente eleito.


O bando de Mahmoud Ahmadinejad fraudou as eleições, reprimiu com ferocidade todas as manifestações de protesto e há meses vem assassinando dissidentes. O presidente Porfirio Lobo candidatou-se por um partido de oposição, foi escolhido pelo voto direto e governa um país sem presos políticos.

Mas só merecerá alguma atenção do Brasil quando o ex-presidente Manuel Zelaya voltar a conspirar em Honduras. Só depois disso Lula decidirá se a pequena nação centro-americana terá o privilégio de ver estendida a mão misericordiosa da potência de araque.

O Itamaraty já não se orienta por normais morais. Não existem mais diretrizes regidas por princípios éticos. Existem manobras e jogadas urdidas por sacerdotes da esquerda psicótica, todas engolidas sem engasgos pelo chanceler sabujo. O país que se nega a reatar relações diplomáticas com Honduras é o mesmo que há seis meses festejou a abertura da embaixada na Coreia do Norte.

O governo que enxerga uma tirania em Tegucigalpa é o mesmo que protege o genocida sudanês Omar al-Bashir. O presidente que hostiliza um chefe de governo livremente escolhido pelo povo é o mesmo que chama de “irmão” o sociopata líbio Muammar Khadaffi, ou culpa presos políticos cubanos pela própria morte para inocentar a ditadura mais antiga do mundo.

Não há mais uma política externa brasileira. O Itamaraty deixou de servir aos interesses da nação. Hoje é só um braço do PT no exterior.

5 de maio de 2010

Feliz Dia das Mães!

Mãe, seja abençoada nessa divina missão
De manter a esperança que traz o verdadeiro amor!